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não às medidas fiscais e econômicas que reduzem a capacidade da União, Estados e Municípios de garanti-lo, causando mortes, sofrimento e doenças. A valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, combatendo a precarização e favorecendo a democratização das relações de trabalho, tendo como referência as condições do SUS para atendimento das necessidades da população, é um compromisso primordial, que deve ser assumido inclusive por candidatos e candidatas às eleições municipais de 2016. É uma vergonha que em pleno século XXI pessoas com leishmanioses, doença de Chagas, hanseníase, tuberculose, filarioses, hepatites, verminoses entre tantas outras doenças infecciosas e negligenciadas ainda se percebam invisíveis na atenção básica e especializada do SUS, precisando de mais políticas concretas de busca ativa, acolhimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação. Esses desafios nos levam a conclamar toda sociedade para: • Defender o Sistema Único de Saúde (SUS) e o direito à saúde intensificando a mobilização em prol da Reforma Sanitária; • Defender as políticas e os programas de vigilância e de controle das doenças negligenciadas; • Lutar pela ampliação do orçamento para políticas públicas sociais, qualificando e ampliando a cobertura da rede de atenção primária e de média e alta complexidade; • Comprometer recursos com pesquisas, especialmente para novos medicamentos sem patentes; • Garantir o direito à atenção integral para melhoria da qualidade de vida das populações vulneráveis, bem como o acesso ao diagnóstico oportuno e tratamento das pessoas afetadas por doenças infecciosas; • Promover educação, comunicação em saúde e empoderamento das pessoas atingidas pelas doenças infecciosas; • Reconhecer o Fórum Social Brasileiro para enfrentamento de Doenças Infecciosas e Negligenciadas, criado neste evento. Maceió, 21 de agosto de 2016.

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Novo capítulo na área: UAEM em Fortaleza!

Estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, cientes da importância do papel das Instituições de Ensino Superior Brasileiras no Desenvolvimento Humano e Social do país, vêm apresentar o capítulo UAEM-Ceará. O núcleo é composto por alunos interessados em exercer papel de liderança nas discussões sobre acesso a medicações e inovações biomédicas no Brasil e no mundo, participando, inclusive, das discussões empreendidas anualmente nas Assembleias Mundiais da Saúde. O capítulo UAEM-Ceará teve início a partir de um encontro realizado no Bloco das Coordenações dos Cursos da área da Saúde da Universidade Federal do Ceará (UFC), no dia 18 de maio de 2017. Esse encontro foi realizado na modalidade de roda de conversa com a presença de Walter Britto, diretor de comunicação da UAEM, como uma sequência das atividades da Semana da Saúde da UFC. O evento foi organizado por membros do Grupo de Pesquisa em Doenças Tropicais Negligenciadas (GPDTN/UFC) juntamente com os alunos da graduação da área da saúde e da pós-graduação em saúde pública. A “Missão UAEM no Ceará”, assim denominada pelo grupo, foi amplamente divulgada no Campus do Porangabuçu/UFC. Após esse primeiro momento, os membros do capítulo UAEM Ceará, vêm realizando diversos encontros com o intuito de fortalecer e organizar o capítulo no estado. Entre as ações, cita-se: 1. Reunião de estudantes da universidade federal do Ceará para composição de um capítulo cearense da UAEM, que aconteceu com objetivo de discutir os fundamentos para a composição de um capítulo da Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre os presentes, estavam pesquisadores e estudantes do grupo de pesquisa em DTNs da UFC e estudantes do curso de Enfermagem. 2. Foram realizadas reuniões para discussão da proposta da estrutura e outros elementos. Com

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Boletim da UAEM Brasil | Agosto de 2017  

Nesta edição do Boletim, acompanhamos a 70ª AMS, a 69ª Reunião Anual da SBPC, as atividades do Fórum de Enfrentamento às Doenças Infecciosas...

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