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CONTROLE/MANEJO DO MATO EM CAFEZAIS JOVENS J.B. Matiello e S.R. de Almeida, Engs Agrs Mapa-Fundação Procafé

A concorrência das ervas daninhas se mostra mais prejudicial nas lavouras de café em formação, pois os cafeeiros são pequenos, suas raízes ainda restritas e o mato cresce bem dentro do sulco/cova, as ervas sendo ali favorecidas pelo adubo, e muitas vezes, pela molhação, estabelecendo concorrência em nutrientes e água e, também, o mato pode absorver inseticidas-fungicidas de solo aplicados, e, ainda, o mato acaba abafando as plantas jovens de café, tornando-as pernaltas. Por isso, sabe-se que o café novo deve ser mantido no limpo, significando que uma faixa na linha, próxima às plantas, deve permanecer trilhada, com pouco ou sem mato. Na rua, principalmente nos plantios em renque mecanizado, o mato pode ser deixado, roçando-se periodicamente, ou usando herbicidas de pós-emergência, formando camada de mato morto, auxiliando no controle à erosão. Cafeeiros jovens, crescendo no mato, se tornam plantas amareladas, esguias e fracas, ficando mais susceptíveis à cercosporiose e ao bicho-mineiro. Na medida em que o cafeeiro cresce, seu sistema radicular se desenvolve e se aprofunda, e sua copa sombreia o terreno, diminuindo a infestação e os problemas com o mato. Nesse aspecto, plantios mais juntos, principalmente na linha, e variedades de porte baixo, com copa mais densa, diminuem a incidência de mato junto aos cafeeiros.. A trilhação, ou seja, a limpeza na faixa da linha de plantio do café, pode ser feita por capina manual, auxiliada ou não por carpideira lateral mecanizada; por herbicidas de pré ou pós-emergência mais seletivos ao café (Goal, Fusilade, Verdict, Poast, Classic, Select, Clorimuron etc); ou por herbicidas de pós-emergência (tipo glifosato), com aplicação bem protegida (lençóis laterais, chapéu de Napoleão, carrinho ou manta) e de preferência com bico-espuma. Ultimamente, alguns técnicos divulgam uma orientação no sentido de se ter mais mato no cafezal e até cultiva-lo(como a brachiaria) no meio da lavoura. Na lavoura adulta pode até ser. Mas, no café novo, o que se tem visto na prática é o contrário, pois sempre que o mato não é bem controlado ocorrem graves prejuízos, especialmente quando da infestação de brachiaria. Uma pesquisa efetuada, com diferentes sistemas de controle do mato, desde o plantio até a segunda safra nos cafeeiros, mostrou que a maior produtividade inicial foi obtida onde os cafeeiros ficaram mais no limpo.(ver tratamento 5 do quadro em seguida) Quadro 1: Produtividade em cafeeiros no ensaio sobre sistemas de controle do mato nas ruas de cafeeiros, no período de formação, até as 2 primeiras safras. S.S. do Paraíso-MG, 2009.

Tratamento nas ruas (entre linhas) 1-Roçadeira 2-Grade 3-Enxada rotativa 4-Herb. Pós-emergemcia 5-Herb. Pré-emergemcia 6-Capina manual 7-Sem capina

Produtividade (scs/ha) 2008 2009 Média 8,0 ab 26,0 ab 17,0 e 11,7 ab 20,7 ab 16,2 f 17,0 bc 25,7 ab 21,3 b 14,0 ab 25,0 ab 19,5 b 31.4 a 33,0 a 32,2 a 17,7 ab 24,0 ab 20,9 c 4,0 c 19,0 a 11,5 g

Fundação Procafé Alameda do Café, 1000 – Varginha, MG – CEP: 37026-400 35 – 3214 1411 www.fundacaoprocafe.com.br


Linha de cafeeiros limpa através da aplicação de herbicidas seletivos.

Detalhe do mato morto junto ao cafeeiro jovem, sem toxicidade para o mesmo.

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Linha limpa com herbicida mais rua bem roçada, assim que deve ser feito.

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Café trilhado com capina, tendo a faixa limpa ampliada, combinando com roçada na rua.

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Olha, aqui tem cafeeiros novos, com mato na linha e na rua, um desastre.

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