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MaIo | 2013

02 a reVisTa eleTrôNiCa da CulTura

OS CANTOS E RECANTOS DO METRÓPOLIS 25 anos no ar comemorados em grande estilo: Gal Costa, Maria

OS CAnTOS E RECAnTOS DO METRÓPOlIS Bethânia, Gilberto Gil, Jorge Mautner,

25 no earCriolo. comemoradas em grande estilo: Gal Costa, Maria Bethânia, Luizanos Melodia Veja como foi Gilberto Jorge Mautner, Luiz Melodia e Criolo. a semana Gil, de aniversário do programa! Veja como foi a semana de aniversário do programa!


soBre a VItrIne

No mês de abril o programa Metrópolis, da TV Cultura, completou 25 anos. Desde 1988, o programa traz para a TV o melhor da arte e cultura no Brasil e no mundo, sempre de forma clara e didática. E a Vitrine mostra como foram as comemorações desse aniversário, com Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé, Jorge Mautner, entre tantos outros nomes tão importantes das artes no Brasil. aproveite também para conhecer o Doutor, o último Senhor do Tempo, que se aventura na Terra e outras galáxias a bordo de sua TarDIS — uma mistura de máquina do tempo, disco voador e, bem, cabine telefônica. Doctor Who é uma das séries de ficção científica mais cultuadas e longevas da TV mundial, e seus fãs no Brasil explicam um pouco da série para os novos aspirantes a “whovian”. a música também está nas páginas da Vitrine desse mês. Já imaginou ouvir um concerto, ao vivo, direto da alemanha, no rádio? Nossa colunista e consultora musical da Fundação Padre anchieta, Claudia Toni, conta como isso é possível e como os concertos da oSESP também poderão, diretamente de São Paulo, serem ouvidos na Europa. Na entrevista desse mês, o teólogo Leonardo Boff fala, entre outros assuntos, sobre o cardeal Mario Bergoglio e sua eleição como Papa Francisco, quais os desafios de seu pontificado e as acusações de ter trabalhado a favor da ditadura na argentina. Tudo isso, além da Segunda Tela — uma novidade tecnológica para mudar o jeito de como assistimos TV —, agenda cultural, a volta de Inezita Barroso ao rádio, a deliciosa receitinha da mini-chef rebeca Chamma e muito mais conteúdo interativo. aproveite sua leitura, Paulo Garcia, Gerente de Multimídia da TV Cultura


Mostra Internacional de Cinema na Cultura | FILMES DE maio

FILMES DE MAIO A MOSTRA TRAZ SÓ FILMES INÉDITOS ESTE MÊS, VEJA A PROGRAMAÇÃO!

QUARTA-FEIRA 23h

SEXTA-FEIRA 22h

QUARTA-FEIRA 23h

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VITUS

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PADRE NUESTRO

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PADRE NUESTRO

DEIXA ELA ENTRAR

DEIXA ELA ENTRAR

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COPACABANA

COPACABANA

ESTRANHOS NORMAIS

LEGENDADO

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SEXTA-FEIRA 22h

31 ESTRANHOS NORMAIS LEGENDADO

Cine


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Foto: Divulgação

Mostra Internacional de Cinema | Filmes de maio

Vitus Quarta-feira, 1º de maio, 23h | legendado Sexta-feira, 3 de maio, 22h | dublado

Ficha técnica

Convidado no estúdio: André Mehmari, pianista

Título original: Vitus

Vitus é um garoto superdotado, que parece vindo de outro planeta. Ele tem o ouvido apurado de um morcego, toca piano como um virtuoso e estuda enciclopédias desde os cinco anos de idade. Seus pais antecipam um futuro brilhante para ele. Esperam que ele se torne um exímio pianista. Mas o pequeno gênio prefere brincar com seu excêntrico avô na oficina dele, construindo planadores. Ao fazer um voo numa das engenhocas, um dramático salto dará a Vitus o controle de sua própria vida.

Direção: Fredi M. Murer Ano: 2006 Origem: Suíça Duração: 117 min. Colorido Elenco: Bruno Ganz, Fabrizio Borsani, Teo Gheorghiu, Julika Jenkins, Urs Jucker Prêmios: 2006 - Chicago International Film Festival – Escolha da audiência – Melhor filme (Fredi M. Murer) 2007 - Swiss Film Prize – Melhor filme (Fredi M. Murer) 2007 - Undine Awards, Austria – Melhor estreia masculina (Teo Gheorghiu)

Cine


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Foto: Divulgação

Mostra Internacional de Cinema | Filmes de maio

Padre Nuestro Quarta-feira, 8 de maio, 23h | legendado Sexta-feira, 10 de maio, 22h | dublado

Ficha técnica

Convidado no estúdio: Christian Petermann, crítico de cinema

Título original: Padre Nuestro

Juan e Pedro se conhecem em um trailer cheio de imigrantes mexicanos sem documento. Pedro mostra a Juan uma carta lacrada que sua mãe, agora falecida, deu-lhe como forma de conhecer seu distante pai. Ele gaba-se para seu novo amigo que o pai, Diego, trocou o México por Nova York há muitos anos e se tornou um abastado dono de restaurante, que certamente se alegrará ao saber da chegada do filho que sempre quis. Mas Diego, na verdade, é apenas um miserável lavador de pratos, que rejeita o filho imediatamente. É quando os dois jovens encontram algo que não procuravam, mas de que precisam.

Direção: Christopher Zalla

Cine

Ano: 2007 Origem: Argentina / EUA Duração: 111 min. Colorido Elenco: Armando Hernandez, Jorge Adrian Espindola, Jesús Ochoa, Paola Mendoza, Eugenio Derbez Classificação indicativa: 16 anos Prêmio: 2007 - Sundance Film Festival Prêmio do júri - Melhor drama (Christopher Zalla)


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Foto: Divulgação

Mostra Internacional de Cinema | Filmes de maio

Deixa ela Entrar Quarta-feira, 15 de maio, 23h | legendado Sexta-feira, 17 de maio, 22h | dublado

Ficha técnica

Inédito

Título original: Låt den rätte komma in

Blackeberg, subúrbio de Estocolmo. Oskar é um garoto de 12 anos que se sente só. Na escola sempre é provocado por outros garotos e, apesar da raiva que sente, é incapaz de reagir. Um dia, ao brincar no pátio repleto de neve do prédio onde mora, ele conhece Eli. Ela é uma garota pálida e solitária, que se mudou para a vizinhança recentemente, em companhia de seu suposto pai. Apesar do temor em se aproximar de Oskar, logo Eli se torna sua amiga. Paralelamente, uma série de assassinatos macabros acontecem, em que o sangue das vítimas é retirado.

Direção: Tomas Alfredson

Cine

Ano: 2008 Origem: Suécia Duração: 115 min. Colorido Elenco: Kåre Hedebrant , Lina Leandersson , Per Ragnar e Henrik Dahl Classificação indicativa: 16 anos


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Foto: Divulgação

Mostra Internacional de Cinema | Filmes de maio

Copacabana Quarta-feira, 22 de maio, 23h | legendado Sexta-feira, 24 de maio, 22h | dublado

Ficha técnica

Convidado no estúdio: Guto Lacaz, artista plástico

Título original: Akiresu to Kame

Babou é uma mulher que não liga pra nada: empregos, marido, responsabilidades. Mas quando ela descobre que sua filha tem vergonha de convidá-la para o seu casamento, ela decide fazer mudanças. Para isso, consegue um emprego vendendo casas de veraneio fora de temporada no litoral belga e, para sua surpresa, torna-se uma funcionária exemplar. Assim, Babou reencontra o caminho do sucesso, e agora precisa encontrar um presente de casamento digno de sua filha, mas de acordo com seu estilo único de ser.

Direção: Takeshi Kitano

Cine

Ano: 2008 Origem: Japão Duração: 129 min. Colorido Elenco: Beat Takeshi, Kanako Higuchi, Yurei Yanagi, Kumiko Aso Classificação indicativa: 16 anos Prêmio: 2009 - Sofia International Film Festival – Prêmio do público (Takeshi Kitano)


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Foto: Divulgação

Mostra Internacional de Cinema | Filmes de maio

Estranhos Normais Quarta-feira, 29 de maio, 23h | legendado Sexta-feira, 31 de maio, 22h | dublado

Ficha técnica

Inédito

Título original: Happy Family

Vincenzo é um escritor decidido a escrever o roteiro de um filme. Desta forma cria uma história onde duas famílias se aproximam, após dois jovens de 15 anos resolverem se casar. Diante desta situação, Vincenzo cria personagens em que as mães são neuróticas, os pais mais loucos que seus filhos, as avós completamente malucas e os cachorros se apaixonam.

Direção: Gabriele Salvatores Ano: 2010 Origem: Itália Duração: 90 min. Colorido Elenco: Fabrizio Bentivoglio, Margherita Buy, Valeria Bilello, Fabio de Luigi Classificação indicativa: 14 anos

Cine


Doctor Who de volta à tela da TV Cultura e com novidade! Os whovians já podem matar a saudade de seu Senhor do Tempo preferido

Glossário Whovian Doctor Who: série de ficção científica que foi ao ar na BBC de 1963 a 1989. Em 2005 a produção foi retomada e desde o ano passado a TV Cultura a exibe no Brasil. Os fãs brasileiros da série já assistiram até a 6ª temporada Whovian: fã de Doctor Who Companion: pessoa que acompanha o Doutor em suas aventuras pelo tempo e pelo espaço Daleks: inimigos mortais do Doutor. Em uma guerra, os Daleks mataram todos os Senhores do Tempo e só sobrou o Doutor Senhores do Tempo: são os habitantes do planeta Gallifrey. Eles são chamados assim por que têm a habilidade de viajar pelo tempo e espaço TARDIS: a sigla em inglês para Tempo e Dimensão Relativas no Espaço (Time And Relative Dimensions In Space). É a nave/ máquina do tempo do Doutor Série clássica: as temporadas exibidas entre 63 e 89. Os novos episódios são chamados de... nova série! Wibbly Wobbly Timey Wimey...Stuff: é como o tempo funciona. Não entendeu? Então assista à série!

Na TV

Por Débora Centoamore

H umanos

transformados em

D aleks , dinossauros

no espaço e aliens no Velho Oeste. E isso tudo só nos três primeiros episódios. A 7ª temporada de Doctor Who promete, além de novas aventuras, um novo interior para a TARDIS, nova versão da música tema e da abertura, nova caracterização para o Doutor e, mais importante que tudo isso, uma nova companion. Não desista de ler esse texto se você não entendeu nem metade das palavras do último parágrafo. Para os whovians de primeira viagem no tempo e espaço (você já vai entender!), fizemos uma lista de palavras importantes para saber antes de embarcar nesta viagem incrível que é Doctor Who. Agora que você já sabe tudo isso, a gente pode contar qual é a grande novidade a respeito de Doctor Who. Além de poder acompanhar novamente a série diariamente no final da noite, você vai curtir também os episódios da 7ª temporada, inédita no Brasil, no horário nobre da televisão. Tão inédita que ela ainda está sendo exibida na BBC. Os episódios serão exibidos dublados e com o áudio original disponível no SAP.


Doctor Who de volta à tela da TV Cultura | SÉrIE VoLTa CoM NoVIDaDES

Matt Smith (Doutor) e JennaLouise Coleman (Clara oswald)

FoTo: DIVULGação

durante as filmagens

clara osWald a sétima temporada começou a ser exibida no final de 2012 pela BBC e traz como grande novidade o adeus aos companions do Doutor desde a quinta temporada, amy Pond e rory Williams, e a apresentação de uma nova personagem, Clara oswald. Sobre a Clara, as expectativas dos fãs em relação à sétima temporada e sobre a grande pergunta (“Doutor quem?”) os próprios whovians comentam, clique na imagem abaixo e veja o vídeo.

Veja um vídeo em que fãs da série falam sobre a 7ª temporada

Na TV

eXPlore maIs CUrTa a PáGINa aCESSE o SITE


Flagrante do Quem sabe, Sabe! | NA COXIA

Foto: jair magri

Flagrante do

Quem sabe, Sabe! Essas imagens você não viu e nem verá na TV; a Vitrine mostra, com exclusividade, o ensaio dos apresentadores para a estreia do novo game show No mês de estreia do Quem sabe, Sabe! na TV Cultura, a Vitrine mostra, em primeira mão, o ensaio de Gabriela França e João Victor D’Alves. Em um cenário improvisado, feito literalmente à mão, os apresentadores testaram suas habilidades no comando de um game show. Sobre o QSS O novo programa resgata um formato que já teve duas edições, uma em 1981 e outra em 2006, mas que ressurge totalmente de cara nova — e com a presença multimídia. O game diário, que passa a ser transmitido a partir do dia 13 de maio, desafia os jogadores e o público com perguntas sobre ciência, cinema e TV, cultura pop, esportes, mundo, dicionário, literatura e música — além de questões relacionadas ao extenso acervo da emissora, disponibilizado no YouTube.

Toque Para assistir ao VÍDEO

Participe do QSS Se você tem 18 anos ou mais e gosta de game shows, pode se inscrever na competição. Para participar, basta preencher uma ficha de inscrição no site do programa e enviar um vídeo de no máximo 1 minuto contando por que você quer jogar no QSS. inscreva-se já!

E assim como outros programas da casa, o QSS também conta com o second screen: a Segunda Tela, na qual o telespectador responde, em tempo real durante a transmissão, às mesmas perguntas feitas na TV. Essa Segunda Tela pode ser acessada em computadores, tablets e smartphones, ou seja, toda a plataforma web.

Veja mais informações sobre A segunda tela

Bastidores


Segunda Tela | ProGraMação MULTIMÍDIa

a era dos No princípio era só o verbo, agora é a vez dos meios. Dos impressos para as rádios, das rádios para a televisão, da TV para oscomputadores e deles para...

Por Juliano Nunes

Não é de hoje que se fala que tal meio de comunicação “vai acabar” com outro. Já foi dito que a rádio acabaria com o jornal impresso, que a televisão seria o fim da rádio e que a internet, como um “monstro devorador de mídias”, engoliria todos os outros meios, com seu dinamismo e instantaneidade.

Mas a graça da coisa é o segundo conceito — transmídia. Um mesmo produto interagindo entre os meios de comunicação. a participação ativa do público. E tudo isso ao vivo. Um dos maiores (se não o maior de todos) exemplos disso na atualidade é a chamada Segunda Tela.

Mas é claro que nunca foi bem assim, não é? Cada mídia acabou por encontrar seu lugar, seu nicho, seu público-alvo, e nenhuma delas nunca desapareceu.

Uma parceria entre a TV e a internet que possibilita, além da disseminação de conteúdo complementar, on demand e em tempo real, a interatividade real do telespectador/internauta com o programa que assiste.

Isto posto, fica a pergunta: depois das antigas ameaças de aniquilação e da atual convivência pacífica e não-interferência, qual é o futuro das relações entre esses meios?

Por meio de um computador, tablet ou smartphone, qualquer pessoa pode receber esse conteúdo, que vai além do que está sendo exibido na TV (a “primeira tela”).

Surgem daí os conceitos “multimídia” e “transmídia”. o primeiro, mais simples, é apenas a distribuição de conteúdo em diversas plataformas: um mesmo programa pode ser veiculado ao mesmo tempo na TV, no rádio e na internet, por exemplo.

É como se a pessoa fosse dividida em duas partes iguais: enquanto a metade telespectador assiste a um jogo de futebol na televisão, a metade internauta recebe em tempo real, pela internet, informações extras sobre os times, os jogadores, os técnicos, as estatísticas do jogo...

Tech


Segunda Tela | ProGraMação MULTIMÍDIa

as possibilidades são inúmeras: o conceito também se aplica a telejornais, programas musicais, programas de entrevistas e a que mais a imaginação permitir. Com o crescimento do alcance da internet no Brasil atingindo patamares nunca antes vistos, a quantidade de “teleinternautas” só tende a aumentar. Só de 2011 para 2012, o número de usuários com conexões de banda larga acima de 2 megabits subiu 91%. aqui no Brasil, já somos mais de 80 milhões conectados à internet e com sede de informação. E não é só pelo computador, não. Nos aparelhos móveis, o crescimento também vem sendo muito expressivo: em 2012, entre internautas, o uso de smartphones chegou a 44% da população; e o uso de tablets, a

26% dos brasileiros. Para se ter uma ideia, a média mundial do uso desses aparelhos, respectivamente, é de 48% e 24%. E a TV Cultura já entrou nessa jogada: atrações como Jornal da Cultura, roda Viva e Cartão Verde já contam com a Segunda Tela. Durante a exibição destes programas, internautas se conectam ao nosso aplicativo e desfrutam de todo o conteúdo complementar e exclusivo produzido especialmente para web. E parece que a novidade foi bem recebida: só na primeira semana, a audiência da página do Jornal da Cultura na internet quase triplicou. resta agora saber qual será o próximo passo a ser tomado no sentido de tornar o conceito transmídia algo comum no dia a dia das pessoas.

E você, que está lendo esse texto no seu iPad? Já experimentou a Segunda Tela? Fique de olho! Sempre que você ver esse logo no canto da tela da sua TV acesse segundatela e receba informações extras em tempo real!

Tech


Foto: ARQUIVO/CEDOC

Por trás das câmeras | 25 ANOS DE METRÓPOLIS

Por Thábata Mondoni

Por trás das câmeras No dia 4 de abril de 1988 estreava o programa que firmaria um compromisso com a cultura — disseminar a arte e tudo o que nela há, desde questões mais profundas e reflexivas até as mais populares. Hoje, completando 25 anos

É no estúdio D que foi mobiliada a sala da TV Cultura. Nela, os sofás podem não ser de couro ou de estofados com espumas importadas, mas o design é, sem dúvida, pura arte: um quadro colorido, esculturas, instalações e luzes colocadas em um baixo palco de dois degraus destacados do iluminado e pálido branco. Uma verdadeira galeria! Esse canto das artes ganhou vida em 1988, quando foi para as telinhas. E até hoje, em frações de segundos, é capaz de se transformar em show acústico, cabine de cinema e até palco de debates sociais e políticos.

no ar, o Metrópolis é um dos raros programas que permaneceram na TV aberta abordando o assunto e, por isso, comemora!

Capa

Sendo assim, tanta história não poderia passar em branco. Por isso, a data foi comemorada com ninguém menos que Gal Costa. A cantora, que agora divulga o seu mais novo disco — Recanto — foi dar um tostão de sua voz no Metrópolis e provou porque Caetano Veloso e João Gilberto a consideram a maior cantora do Brasil.


Mas ela não foi a única estrela da semana de comemoração, por lá também passaram Maria Bethânia, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Criolo, Maurício de Sousa e Ziraldo. “Mérito do nosso chefe de reportagem Marcos Maciel, o Marquinhos”, ressalta Adriana Couto, a Didi, apresentadora. Apesar de a festa estar completa, Marcos diz que só fica 100% satisfeito com a presença de Caetano Veloso. Ver na TV o resultado de tantos esforços é algo comum, diário, mas ao mesmo tempo motivo de orgulho para cada um, ainda mais em dia de festa. Um clima harmonioso paira no ar. A impressão é de que nada seria tão prazeroso quanto fazer um programa cantando e dançando com Gal. Tudo acontece mais ou menos assim: em uma das três salas de reunião das produções, a equipe do programa se reúne às segundasfeiras para decidir o que, quem, como, quando e onde fazer. Todos, muito bem informados

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Foto: jair magri

Por trás das câmeras | 25 ANOS DE METRÓPOLIS

sobre tudo o que seja referente a cultura, dão sugestões. Helio Goldsztejn, o diretor, é quem bate o martelo.

grande entendedora de cinema e música, fala com propriedade. Manuel é o homem das letras, uma enciclopédia literária.

No dia da gravação, assim que o convidado chega, corre para o camarim. Se é músico ou cantor, faz a passagem de som. Em seguida, todos passam pela maquiagem, afinal, testa brilhando na televisão é démodé.

Cunha é impossível de não ser notado com sua voz límpida e o sorriso constante no rosto. Didi também está pronta, parece muito segura. Essa é a gravação do dia 4 de abril de 2013. Toda a equipe a postos, preparada para fazer tudo acontecer. Gal está em seu lugar, mas... onde estão os músicos?

No estúdio, Sula Vlachos, diretora, comanda a gravação com seu fone de assistente. Ela fala com Ramiro Zwetsch, editor chefe, que fica no switcher — uma mesa de corte que seleciona imagens das câmeras durante a gravação, como se fosse ao vivo. - Beleza. Ramiro, tudo certo? Apresentadores: são quatro — Didi, Cunha Jr., Marina Person e Manuel da Costa Pinto. Cada um com seu estilo e conhecimento. Cunha é jornalista, entende de cultura e fala muito sobre cinema. Ele foi a inspiração de Didi, que motivada por sua admiração seguiu os mesmos passos. Marina Person, também

- Gente, a Gal está esperando vocês. (Diz a produtora) - Vou passar aquele negócio? - Tem como tirar o bigode? - Atenção pessoal! Desliguem os celulares. Cinco minutos para começar. (Brada o assistente de estúdio) - Um minuto... - 30 segundos... Como se fosse ao vivo, sem erros e cortes. Assim tem que acontecer o Metrópolis! E assim, ele acontece — todos os dias!


Por trás das câmeras | 25 ANOS DE METRÓPOLIS

HISTÓRIA

Quem faz

Quando estreou, o Metrópolis fechava a programação da TV Cultura. Ele surgiu num tempo em que eram poucos os talk shows, canais de TV a cabo e a internet nem sequer existia.

PRODUÇÃO Ramiro Zwetsch (editor chefe) Carla Antoniazzi (coordenadora de produção e pauta) Marcos Maciel (chefe de reportagem)

O conceito do programa é o mesmo desde 1988. No entanto, o formato passou por grandes modificações, como a transmissão pela internet, quadros e número de apresentadores.

DIREÇÃO Sula Vlachos (programa) Helio Goldsztejn (geral)

O cenário é sempre assinado por alguns dos maiores nomes das artes visuais. Após seu tempo no estúdio, as obras compõem uma exposição itinerante que já passou pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, Centro Cultural da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro e Museu Oscar Niemeyer de Curitiba. Entres os grandes nomes estão: Tomie Ohtake, Maria Bonomi, Flávio Shiró, Os Gêmeos, Luiz Sacilotto, Antonio Henrique Amaral, Luiz Paulo Baravelli, Romero Brito e Beatriz Milhazes.

APRESENTAÇÃO Cunha Júnior Adriana Couto Marina Person Manuel da Costa Pinto REPORTAGEM Chris Maksud EDIÇÃO Sônia Guimarães Filipe Luna Luciana Gouveia

Foto: ARQUIVO/CEDOC

ESTAGIÁRIOS Victor Ubilla (edição) Felipe Gramajo (produção)

Capa


Foto: ARQUIVO/CEDOC

Por trás das câmeras | 25 ANOS DE METRÓPOLIS

programas e séries

QUE estreavam na TV Cultura há 25 anos

Economia Americana, série produzida em 1985, que mostrava a história econômica dos Estados Unidos, narrada e comentada por especialistas no assunto. Escola Viva, uma série que apresentava o cotidiano nas escolas, a carreira do professor e experiências. Confira a galeria de fotos do Metrópolis

Memórias de Brideshead, série adaptada do romance do escritor Evelyn Waugh. Música nas Arcadas, série de concertos musicais semanais realizados ao vivo no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Programa Repórter Especial, espaço destinado a grandes reportagens nacionais e internacionais, adquiridas em importantes centros televisivos do mundo. A Viagem de Charles Darwin, série sobre a viagem de Darwin que resultou no livro “A Origem das Espécies”. Programas Vídeo Esporte e Vídeo Repórter.

Capa

Assista ao Metrópolis Segunda e terça-feira, 23h30 Quarta e sexta-feira, após a Mostra Quinta-feira, após o Clube do Filme Domingo, 20h30 Para conferir mais arquivos e informações acesse a página do programa no cmais+! Veja os bastidores da gravação do dia 04 de abril de 2013


FoTo: DIVULGação

Programação do Clássicos | ESPETáCULoS DE MaIo

ClássiCos

em maio Um triângulo amoroso ambientado na roma do século xIx é o núcleo de Tosca, a famosa ópera de Giacomo Puccini, exibida neste mês. outros destaques são concertos com repertórios que incluem obras de Mozart, Wagner e Schumann música


FotoS: DIVULGAÇÃO

Programação do Clássicos | ESPETÁCULOS DE MAIO

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Arcadi Volodos em Recital Sábado, 4 de maio, às 21h45 Concerto O pianista Arcadi Volodos interpreta obras de Scriabine, Ravel, Schumann e Liszt. Além disso, comenta passagens importantes de sua carreira. Volodos nasceu em São Petersburgo e estudou em vários conservatórios europeus, sob a direção de grandes nomes da música, como Dimitri Bashkirov.

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A Batuta vermelha Cenas da vida musical na Rússia de Stalin Domingo, 12 de maio, às 16h Documentário Os percursos das principais orquestras soviéticas e dos intérpretes mais reconhecidos são o fio condutor deste relato da vida musical na União Soviética, ao longo de mais de 70 anos.

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Arthur Rubinstein

OSESP - Mozart e Wagner

Domingo, 5 de maio, às 16h Documentário

Sábado, 18 de maio, às 21h45 Concerto

O pianista polonês Arthur Rubinstein foi responsável pela divulgação do brasileiro Heitor Villa-Lobos no exterior, após uma visita ao Brasil, em 1919. Sua contribuição para a música rendeu composições em sua homenagem de nomes como Manuel de Falla, o próprio Villa-Lobos e Stravinsky.

Realizado pela OSESP (Orquestra Sinfônica do do Estado de São Paulo) na temporada 2013, o concerto tem regência de Sir Richard Armstrong, requisitado para comandar as principais orquestras e casas de ópera do mundo, e participação da contralto Nathalie Stuztmann. No repertório, obras de Mozart e Wagner.

Música


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Programação do Clássicos | ESPETÁCULOS DE MAIO

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Filarmônica de Nova York toca Mahler Sábado, 11 de maio, às 21h45 Concerto Sob a regência de Alan Gilbert, a orquestra apresentou ao ar livre a Sinfonia nº 2, ou Sinfonia da Ressureição, de Gustav Mahler, em homenagem ao décimo aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

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Leonard Bernstein: Reflexões Domingo, 19 de maio, às 16h Documentário Com informações raras sobre Bernstein, o filme narra a vida e a obra do compositor e maestro, fazendo uso de suas próprias palavras. Fazem parte dessa história concertos importantes, como o de sua estreia no Carnegie Hall, até seus momentos de lazer e histórias de infância.

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Tosca Sábado, 25 de maio, às 21h45 Ópera Uma das obras-primas de Puccini, a ópera Tosca é ambientada na Roma do século XIX e conta o triângulo amoroso entre a cantora Floria Tosca, o artista Mario Cavaradossi e o policial Scarpia, durante o período napoleônico. A regência é de Fabio Luisi.

Música

site oficial

As crianças da Ópera de Pequim Domingo, 26 de maio, às 16h Documentário Pela primeira vez em sua história, a Escola de Ópera de Pequim, a maior das 270 escolas de arte na China, concordou em sediar uma equipe para fazer um filme sobre o dia a dia dos estudantes da secular arte da ópera chinesa. O documentário foi construído em torno de um dia típico dessas crianças e de seus professores.


Rádio é lugar de música ao vivo! | claudia Toni

Rádio é lugar de música ao vivo! Por Claudia Toni

O

salutar hábito de ouvir música pelo rádio começou nas primeiras décadas do século XX: os intérpretes estavam lá, ao vivo, no estúdio, tocando a vastíssima produção musical escrita até então e desconhecida da maioria das pessoas. Os teatros, com raras exceções, abrigavam pouca gente e estavam sempre localizados nas grandes cidades. As orquestras, além de não muito numerosas, tinham temporadas pouco extensas e só eram capazes de atender ao público mais próximo. Nas pequenas comunidades, ouvia-se predominantemente música coral e de câmara e quase sempre nas igrejas. As Rádios da BBC têm hoje cinco orquestras, sediadas em diferentes regiões do Reino Unido, e a primeira delas foi criada em 1930. Elas tocam ao vivo e seu objetivo é estar presente diariamente nas casas britânicas. Em 1934, a Radio France criava a Orchestre National de France, ainda em atividade.

Coluna


Rádio é lugar de música ao vivo! | CLaUDIa ToNI

Na alemanha, o ano de 1949 vê surgirem conjuntos nas rádios de diferentes províncias. a orquestra da rádio da Baviera, por exemplo, está entre as melhores do mundo e foi fundada naquele ano. Já o célebre Coro da rádio de Berlim surgiu em 1925 e é uma referência mundial. a lendária orquestra da rádio NBC, de Nova York, criada em 1937 e regida por arturo Toscanini, emocionou gerações de melômanos. o repertório sinfônico era conhecido por poucos e foram essas orquestras que o difundiram. até o surgimento dos LPs e das ‘vitrolas’, só se podia ouvir as sinfonias de Beethoven e Brahms sintonizando o rádio. os discos ficaram acessíveis, o número de conjuntos aumentou e mais teatros foram construídos, fazendo com que a ida aos concertos fosse possível para muito mais gente. E as rádios souberam se adaptar aos novos tempos: suas orquestras assumiram o papel de encomendar e tocar o novo. a música do século xx foi, em grande parte, escrita para elas.

Mas as rádios também foram propagadoras do que a comunidade local produz. Muitas estações nunca tiveram conjuntos e se engajaram em mostrar a música de suas cidades. É o caso da WGBh, de Boston, que transmite há décadas a Sinfônica da cidade, e da WQxr, que apresenta semanalmente os concertos da Filarmônica de Nova York e as óperas do Metropolitan. os ouvintes brasileiros podem ouvir hoje o que essas rádios produzem, em programas exclusivos, porque a radio Cultura FM é membro da EBU / União Europeia de rádio e Televisão. as mais de 70 rádios membros da EBU também transmitem o que se faz em São Paulo. os concertos da osesp e de vários conjuntos que se apresentam aqui, em produção da Cultura FM, já são ouvidos fora do Brasil. Mas há mais planos para fazer com que a música ao vivo ocupe espaço ainda maior no 103,3. É só esperar!

eXPlore maIs Claudia Toni é Consultora de música da fundação padre anchieta.

CUrTa a ráDIo aCESSE o SITE

Coluna


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Programação de maio | Vitrine Indica

Agenda O que Evento Quando Dias 18 e 19 de maio Quanto Gratuito Onde Região central da Cidade de São Paulo Mais informações

Racionais MC’s estão confirmados na Virada cultural de 2013 Os Racionais MC’s, um dos grupos mais importantes do rap nacional, estarão presentes no palco montado na Praça Júlio Prestes, dia 19 de maio, às 15h. A Virada Cultural, que acontece nos dias 18 e 19 de maio, já confirmou também a presença de Céu, Criolo, Gal Costa e Pitty.

Exposição “Ver é uma fábula” no Itaú Cultural

Exposição “Manabu Mabe Anos 1950 e 1960” na Pinakotheke

O Itaú Cultural inaugurou no dia 28 de março “Ver é uma Fábula” – Mostra de Cao Guimarães. A exposição traz 21 obras do artista e ainda conta com um ciclo de filmes, que apresenta ao público todos os oito longasmetragens realizados em sua carreira.

Um dos artistas plásticos mais destacados na área do abstracionismo informal da década de 50, Manabu Mabe nasceu no Japão e veio para o Brasil com dez anos de idade. A galeria Pinakotheke realiza uma exposição que conta com 36 obras do artista e lança também livro homônimo, assinado por Paulo Herkenhoff.

Mais informações O que Exposição

Mais informações O que Exposição

Quando Até 1º de junho

Quando Até 18 de maio

Quanto Gratuito

Quanto Gratuito

Onde Avenida Paulista, 149 (próximo ao Metrô Brigadeiro) – São Paulo contato (11) 2168-1777

Agenda

Onde Rua Ministro Nelson Hungria, 200, Morumbi – São Paulo contato (11) 3758-5202


Programação de maio | Vitrine Indica

“Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de Dentro” no IMS-SP

Está chegando o 17° Cultura Inglesa Festival de São Paulo

O Instituto Moreira Salles de São Paulo expõe 100 obras, entre desenhos e pinturas, de Raphael Domingues (1912-1979) e Emygdio de Barros (18951986) que, diagnosticados como esquizofrênicos, frequentaram o ateliê de artes do Setor de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação (STOR) do Centro Psiquiátrico Nacional.

Com atrações de arte, dança, teatro e cinema, o principal nome já confirmado no Festival é o da cantora inglesa Kate Nash. No Memorial da América Latina, dia 23 de junho, estarão tocando as bandas Stay Johnny, Mind the Gap, Bonde do Rolê tocando The Cure, e mais duas atrações britânicas.

Mais informações O que Exposição Quando Até 7 de julho Quanto Gratuito Onde Rua Piauí, 844, 1° andar, Higienópolis

Mais informações O que Festival Quando De 17 de maio a 30 de junho Quanto Gratuito Onde Informações no site

contato (11) 3825-2506

O Rei Leão, marco da Broadway, está no Teatro Renault

Black Sabbath se apresenta pela 1° vez no Brasil

O musical Rei Leão chegou pela primeira vez na América Latina. É uma mistura de elementos de arte e artesanato africano que retratam personagens antropomórficos. O espetáculo apresenta músicas de Elton John e Tim Rice feitas para o filme O Rei Leão, e mais três novas canções de John e Rice.

A Time For Fun confirmou que a lendária banda de rock Black Sabbath fará três shows no país, no mês de outubro. As apresentações serão realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A banda de heavy metal Megadeth participará da turnê como convidado especial.

Mais informações O que Espetáculo / Musical Quando Até 12 de maio Quanto Entre R$ 50 e R$ 280 Onde Teatro Renault - São Paulo contato (11) 3091-1154

Mais informações O quinto disco do Strokes já está nas lojas e na internet O CD “Comedown machine” foi lançado no mês de abril com onze músicas e pode ser ouvido por streaming no site Pitchfork. Serão vendidas também cópias em vinil.

Mais informações

Agenda


Cada

um de nÓs tem seu mundo Ideal . No meu, literatura e música andam de mãos dadas. Por isso, é sempre uma alegria quando encontro um escritor que dedica textos a peças musicais ou um compositor que leva sua inspiração para o campo das letras. Por coincidência, isso acontece com dois lançamentos recentíssimos. Um deles é o livro de ensaios Um Encontro (editora Companhia das Letras), de Milan Kundera, autor bastante conhecido pelos romances a Insustentável Leveza do Ser e a Brincadeira. o outro é Danielle em Surdina, Langsam (editora algol), surpreendente estreia na ficção de um artista de enorme reputação no campo musical: o compositor Gilberto Mendes, que este ano completa 91 anos.

Por Manuel da Costa Pinto

e desCoNCerTos

harmoNias

harmonias e desconcertos | MaNUEL Da CoSTa PINTo

No caso do livro de Kundera, o “encontro” do título se dá em diferentes linguagens e gêneros. a literatura tem papel de destaque. o autor de Imortalidade fala de escritores como Dostoiévski, Juan Goytisolo, Céline, Brecht, Curzio Malaparte, García Márquez e Philip roth, compartilhando conosco suas iluminações críticas. Mas a música não fica em segundo plano. Nascido na ex-Tchecoslováquia e naturalizado francês, Kundera atuou em revistas musicais e emissões radiofônicas no país que o acolheu após seu exílio, por conta do fracasso da Primavera de Praga, em 1968, que pregava um socialismo com rosto humano. Em suas intervenções, Kundera procurou difundir a obra de seu conterrâneo Leos Janácek (1854-1928), compositor que foi um dos fundadores da modernidade no leste europeu. Em mais de um ensaio de Um Encontro, Kundera retoma os textos que escreveu sobre Janácek na França, movido menos por uma nostalgia de suas origens (aliás, ele faz questão de desprezar quem rotula a música de Janácek como “nacional e étnica”) do que por uma afinidade de fundo.

Coluna


Harmonias e desconcertos | Manuel Da Costa Pinto

Kundera vê nas composições de Janácek a “justaposição vertiginosamente próxima de temas muito contrastados que se sucedem rapidamente, sem transição”, expressando “tensão entre a brutalidade e a ternura”. E não é difícil identificar, nessas frases, algo da literatura do próprio Kundera. Penso, sobretudo, em A Insustentável Leveza do Ser, com suas histórias que se cruzam em variações polifônicas, com suas personagens que buscam na vivência erótica e amorosa uma ternura, uma leveza que acabaria esmagada pela brutalidade da invasão da Tchecoslováquia pelos tanques soviéticos.

O romance, como não poderia deixar de ser, é repleto de referências musicais que vão de Liszt, Scriabin, Fauré, Hindemith e Hans Eisler a gigantes do jazz como Earl Hines e Billy Holiday. Mais importante, porém, é a delicadeza com que Gilberto Mendes projeta em seu protagonista suas nostalgias, seus anos de formação (incluindo a descoberta da sexualidade), numa trama em que o caráter memorialístico e o entrecho amoroso se sobrepõem a um enredo político (e até mesmo de espionagem internacional), com personagens que encarnam as tensões ideológicas do período (em especial a perseguição aos judeus pelo nazismo).

Um Encontro nos reserva outras surpresas. Em textos complementares – “O Sonho de Herança Integral em Beethoven” e “A Recusa Integral da Herança ou Iannis Xenakis” –, Kundera contrapõe o resgate da polifonia (e de toda a tradição musical europeia) na obra tardia de Beethoven à rejeição dessa herança pelo grego Xenakis (1922-2001). Para Kundera, Xenakis produz uma música que resgata o ruído do mundo, que “não jorra do interior do coração, mas vem até nós do exterior como os passos da chuva, o barulho de uma fábrica ou o grito de uma multidão”. Com isso, ele nos faz ver até que ponto as harmonias tradicionais estavam mitigando (à maneira de um paliativo) a face desumana da história, até que ponto tais harmonias constituíam uma “superestrutura da brutalidade” – e como, paradoxalmente, o áspero Xenakis podia estar mais próximo de nossas aflições e alienações ao dar voz à matéria bruta, ao “tomar partido da sonoridade objetiva do mundo”.

O mais incrível, nesse romance de estreia de um artista que está muito longe de ser um estreante em seu campo de atuação musical, é que todos esses elementos estão concentrados numa narrativa pontilhista, fragmentária, com uma leveza presente já no título Danielle em Surdina, Langsam – que remete à expressão “em surdina” (procedimento que consiste em abafar o som de um instrumento) e ao termo em alemão “langsam” (utilizado em música para indicar um andamento lento).

Essa mesma tensão entre mundo e música, desconcerto e harmonia, está presente na obra de Gilberto Mendes – em sua obra como compositor e, agora, em sua obra literária. Seu breve romance Danielle em Surdina, Langsam tem como protagonista um compositor – Mathias Emmanuel de Oliveira – que vive uma história de amor e perda ambientada em Santos (cidade natal de Mendes), tendo como pano de fundo a ascensão do nazismo e a Segunda Guerra.

Coluna

Os livros de Milan Kundera e Gilberto Mendes, enfim, são ricos em reflexões sobre o sentido da música e da literatura como expressão e representação dos atritos sociais, das dissonâncias da história, como respostas estéticas às ofensas do tempo. E se o leitor de meu comentário quiser ouvir como soa a música evocada nas páginas desses livros, deixo aqui o convite: dediquei duas edições do programa “Entrelinhas – Confluências entre Música e Literatura”, que apresento semanalmente na Cultura FM, aos livros de Kundera e Gilberto Mendes. Os programas estão disponíveis na página da rádio no portal cmais+ e correspondem, respectivamente às emissões de 2 e 23 de abril de 2013.


leonardo boff | roDa VIVa

“a Questão não é tanto bergoglio e seu Passado, mas FranCisCo e seu Futuro” Por Débora Centoamore

FoTo: DIVULGação

“n o século xIII, no apogeu do papado de

toQue Para assistir à entreVista na Íntegra De um lado, a novidade de ter sido escolhido o primeiro Papa da américa Latina. De outro, as denúncias de o eleito ter ajudado a Ditadura argentina. No centro do roda Viva, Leonardo Boff discute esses e outros aspectos do novo pontífice

entrevista

Inocêncio III, que foi o Papa mais poderoso da história, São Francisco de assis se tornou o contraponto de uma Igreja imperial. Ele criou um caminho alternativo junto com os pobres, os doentes, dentro da natureza, chamando a todos de irmãos e irmãs e vivendo um evangelho que nasce de baixo. Jorge Bergoglio está se inspirando na figura de São Francisco com um elemento, me parece, muito significativo, incluindo ao lado da dimensão tipicamente religiosa a questão da terra, da ecologia. a questão não é que futuro tem a Igreja e o papado, é que futuro tem o planeta. Não é à toa que ele escolhe Francisco”. InSPIRAçÃO nO PRÓXIMO são francisco de assis se tornou um dos mais queridos santos da igreja Católica não pelo conhecimento acadêmico que tinha da religião, mas pela entrega completa ao cuidado com o próximo. filho de um rico comerciante italiano, Giovanni di pietro di Bernardone nasceu em 1182 em assis e, aos 20 anos, após uma juventude de festas, alistou-se como soldado. a vontade de tornar-se herói foi aos poucos sendo substituída por um desejo de ajudar os pobres. orando um dia na igreja de são damião, francisco, como era chamado, ouviu um chamado de jesus, que dizia “Vai e


leonardo boff | roDa VIVa

reconstrói a minha igreja, que está em ruínas”. Tomando o pedido ao pé da letra, francisco reformou a capela, o que lhe rendeu uma briga com o pai por ter gastado muito dinheiro. francisco então renunciou à vida que tinha e partiu, vivendo entre os pobres e pregando a palavra de deus. Tendo juntado um grupo de seguidores, ele conseguiu do papa inocêncio iii a autorização para a criação da ordem dos frades menores, que praticava a pobreza extrema, a exemplo da vida de jesus Cristo. o grupo viajou pela itália, à síria, espanha, egito e palestina e foi nesta época que começaram os primeiros milagres de francisco. de volta à itália, teve problemas com o papa e com alguns seguidores que consideravam as regras da ordem muito rígidas. mas ele não cedeu e continuou, apesar da saúde debilitada. ele morreu em 1226 e em menos de dois anos o papa Gregório ix foi pessoalmente a assis canonizá-lo. seu amor pela natureza o fez patrono dos animais e do meio ambiente, tendo escrito diversos cânticos chamando o sol, a lua, e outros elementos da natureza a entrevista

servir seu Criador. Conhecida como oração de são francisco de assis, o texto que começa com “senhor: fazei de mim um instrumento de vossa paz” não foi escrito por ele. de origem anônima, ele foi publicado pela primeira vez em 1912 na frança e foi chamado assim por refletir o pensamento franciscano. hoje, a ordem de são francisco tem como princípios a humildade, simplicidade e justiça. “Quando se fala dos pobres, nós falamos daqueles que menos vida têm e que são condenados a morrer antes do tempo. São as vítimas desse sistema que explora as pessoas. os pobres são aquele carvão que nós usamos para a máquina produtiva e, nesse sentido, o pobre aqui é o oprimido. o Papa Francisco tem um hábito pessoal de pobreza e simultaneamente entende a herança que o Papa João xxIII nos deixou, que é que a Igreja é de todos, mas principalmente para os pobres. Por que são aqueles que nos atualizam a paixão de Cristo e nós devemos socorrê-los para que possam viver. Não se trata de riqueza porque o oposto


à riqueza não é a pobreza, é justiça. E esse foi o grande discurso do Cardeal Bergoglio, com o qual ele se atritou com o governo Kirchner. Ele dizia que a questão da argentina é a pobreza e a desigualdade. Em 1990 havia 4% de pobres. agora tem 33%. Então há um erro qualquer nas políticas sociais, e uma das tarefas a que ele se propunha como pastor era suscitar essa questão da justiça, e não da filantropia, para chegar a superar esse fosso entre ricos e pobres e haver mais igualdade social”. DO ÔnIbuS AO PAPAMÓVEl membro da Companhia de jesus, cujos membros são conhecidos como jesuítas, e ligado à corrente da Teologia da libertação, pensamentos semelhantes aos que tinham são francisco de assis, jorge Bergoglio não apenas pregava um estilo de vida simples, mas o exercitava. quando era Cardeal em Buenos aires abriu mão da residência da igreja e de carro com motorista para viver em um pequeno apartamento e se locomover de ônibus e metrô. ele também cozinhava as próprias refeições. quando foi eleito papa, Bergoglio desencorajou os fiéis argentinos a viajarem a roma para vê-lo e, ao invés disso, doar o dinheiro da passagem para a caridade. ele é o primeiro papa jesuíta.

“Eu me encontrei com orlando Yorio e ele me contou das torturas. Foram cinco meses. Ele me disse que o Bergoglio, que era Provincial [Superior regional de várias casas religiosas de uma mesma ordem], escondeu muita gente em São Miguel, o grande colégio dele. Lá que eu conheci o Bergoglio também. Então eu acho que essa questão é polêmica, tem opiniões de vários lados. Ele o nega, e gente muito importante o nega. o Yorio e o Jalics estavam na favela e Bergoglio soube, como Provincial, que estavam raptando, sequestrando pessoas que trabalhavam com os pobres. E advertia os dois: ‘seria bom vocês se afastarem para não ser sequestrados’ e eles preferiram ficar lá e foram sequestrados. Não é que Bergoglio os entregou, pelo contrário, tentou salválos. Eu acho que a questão de base não é tanto Bergoglio e seu passado, é Francisco e seu futuro” ACuSAçõES DE TRAbAlhAR PElA DITADuRA ARgEnTInA Boff cita no trecho orlando Yorio e franz jalics, dois padres que foram sequestrados em 1976 e encontrados cinco meses depois, muito feridos. de acordo com o livro el silencio, do jornalista horacio Verbitsky, Bergoglio retirou dos dois a proteção

da ordem enquanto faziam trabalho social em uma favela de Buenos aires, o que possibilitou que os dois fossem sequestrados. Bergoglio nega as acusações de omissão, mas muitos não estão convencidos de sua inocência. seus opositores criticam ainda o fato de que Bergoglio foi ferozmente contra a legalização, em 2010, do casamento homossexual na argentina. sobre a eleição de Bergoglio ao comando da igreja Católica, horacio Verbitsky disse que espera que ele seja “extremamente conservador nas questões doutrinárias, porém aberto ao mundo e, acima de tudo, ao mundo dos pobres”. A RElAçÃO EnTRE MEMbROS DA IgREjA E gOVERnOS autoritários também foi tensa no Brasil. Baseado no livro homônimo de Frei Betto, Batismo de Sangue, de helvécio ratton, conta a história real de frades dominicanos que apoiavam um grupo guerrilheiro.

aSSiSta ao roda ViVa seGuNda-feira, 22h. Para conferir mais arquivos e informações acesse a página do programa no cmais+!


As florestas no centro das grandes estratégias | WaShINGToN NoVaES

impressionante como boa parte da sociedade e dos meios empresariais – no Brasil e fora daqui – continua a entender que temas como conservação de florestas, biodiversidade e mudanças climática nascem da fantasia de “ambientalistas” desocupados e extravagantes. Não levam em conta, na sua visão crítica aos ”ambientalistas”, os impactos negativos da predação dos ecossistemas, principalmente na área da produção econômica – ainda que sejam cada vez mais frequentes os estudos que alertam para essas consequências.

é

as Florestas no Centro das grandes estratégias aSSiSta ao rePórter eco domiNGo, 17h30 Para conferir mais arquivos e informações acesse a página do programa no cmais+!

Por Washington Novaes

meio ambiente

Quem esteja nessa posição deve prestar atenção às palavras do secretário-geral da oNU, Ban Ki-moon, diplomata competente e experimentado, capaz de coordenar a convivência de quase 200 nações, com autoridade sobre departamentos e órgãos científicos, conferências e acordos internacionais. Nas comemorações do Dia Internacional da água, Ban Ki-moon fez um apelo em favor da redução do desmatamento e da perda de florestas no mundo, pois elas cobrem um terço da superfície do planeta e influem decisivamente em serviços vitais para a sobrevivência humana – fluxos de água, regulação do clima, fertilidade do solo etc. (e esses serviços prestados gratuitamente pela natureza valeriam três vezes mais que todo o produto bruto mundial, se tivessem de ser substituídos por ações e tecnologias humanas). Segundo o secretário-geral, 2 bilhões de pessoas dependem de florestas para sua subsistência e renda e 750 milhões nelas vivem; ali nasce mais de metade das águas do planeta; nelas está


As florestas no centro das grandes estratégias | WASHINGTON NOVAES

grande parte da diversidade de ecossistemas e metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos. Mas além da exploração comercial em busca de madeiras, da derrubada para implantar culturas e pastagens, as florestas sofrem porque 3 bilhões de pessoas ainda usam madeira como combustível. Pelas mesmas razões, a Organização para a Alimentação e a Agricultura, da ONU, tomou idêntica posição, lembrando ainda que a perda de florestas afeta a segurança alimentar, principalmente das populações mais pobres, já prejudicadas pelo desperdício de mais de um bilhão de toneladas anuais de alimentos. Deveríamos prestar muita atenção a essas palavras, já que o Brasil tem cerca de 500 milhões de hectares de áreas florestais – embora os “verdes” não venham conseguindo discutir na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados a redução, com o projeto do novo Código Florestal, de 58% nas áreas de floresta desmatadas a serem recuperadas, segundo pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais. Só no Cerrado, a expansão das culturas de soja se traduz em 40 mil hectares desmatados ilegalmente. A área a ser recomposta com vegetação cairá de 50 mil para 21 mil hectares no Mato Grosso, Pará, Minas Gerais e Bahia. Não por acaso, a Comissão de Meio Ambiente é presidida pelo maior plantador de soja em Mato Grosso. E o Brasil ainda não ratificou – o governo agora promete para 2014 – as novas exigências da Convenção da Biodiversidade, aprovadas em 2010 em Nagoya, que estabelecem a conservação em 17% das áreas terrestres e 10% das áreas oceânicas.

Meio Ambiente

Também não é casual a revelação de um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mostrando que o Bioma Pampa – que em certas áreas tem maior diversidade vegetal que a floresta – já está com 35% de sua superfície ocupada por florestas plantadas de eucaliptos e pinus. Como não é acaso que o desmatamento ilegal na Amazônia, entre agosto de 2012 e fevereiro último, tenha sido de 1351 quilômetros quadrados, 91% mais que em igual período anterior, segundo o instituto Imazon – mesmo que nesse período 72% da área estivesse encoberta por nuvens e não podia ser avaliada com precisão. Segundo esse instituto, entre 2001 e 2010 a degradação subsequente das áreas florestais atingiu 30% das áreas desmatada. Estudo da Academia de Ciências dos Estados Unidos, que analisou 292 áreas protegidas no Brasil, mostrou há pouco, mais uma vez, que entre todos os modelos de proteção florestal as áreas indígenas e os parques nacionais são os mais eficazes, melhores que os chamados projetos de “exploração sustentável”. Ainda assim, o Serviço Florestal Brasileiro acaba de homologar a concessão de mais duas áreas florestais públicas para esse tipo de “exploração sustentável” por empresas (o autor destas linhas conhece diretamente algumas dessas áreas; em uma delas, considerada “exemplar”, a empresa foi multada depois pelo Ibama por retirar sete vezes mais madeira do que estava autorizado).


Afinal, qual a função do maestro? | WaLTEr LoUrENção

aFinal, Qual a Função do maestro? toQUe Para NaVeGar Pelo coNteÚdo iNteratiVo

Por Walter Lourenção

Maestro, ou mestre, é professor, aquele que ensina, que ajuda a decifrar, a entender, a agir com certeza e determinação. É o líder que procura incentivar a ação individual-orquestral, agindo como intermediário entre o compositor e os músicos da orquestra. Para tanto, supõe-se que ele dedique tempo suficiente ao estudo de cada partitura, podendo então servir de guia, ou de conselheiro artístico e técnico. Deve conhecer a função de cada instrumento e fazer sugestões de interpretação com linguagem apropriada. antes dos ensaios, o maestro deve decorar centenas de compassos, acordes e melodias para olhar os músicos enquanto rege: ter “a partitura na cabeça, e não a cabeça na partitura”, e ter em mente que cada segundo é precioso nos ensaios. Depois de chegarem à leitura exata do que está na partitura, os músicos devem ser convidados a tocar a música “que está por trás das notas” e que o compositor não pôde escrever por falta de notação musical suficientemente sensível.

Mais colunas: culturafm.com.br ouça a rádio Cultura FM

os gestos das mãos, afora seu possível efeito hipnótico, devem ser diferenciados, pois eles têm funções específicas de precisão e de expressão. Durante o concerto, os músicos têm os olhos voltados para a partitura. olham para o maestro somente nos momentos indispensáveis, que o maestro deve utilizar com rapidez, para incitar e incentivar os músicos a se autossuperarem, usando um mínimo de gestos para um máximo de efeitos. Lembremo-nos de que o compositor e o maestro formaram um primeiro par na hora do estudo solitário da partitura. agora, são o maestro e a orquestra a formar uma nova dupla, de intérpretes. a seguir o próximo passo: maestro e músicos, unidos, formam dupla com o público de ouvintes. Finalmente o autor, os intérpretes e os ouvintes estão unidos, servindo uns aos outros na arte de fazer e vivenciar música.

Coluna


Concertos OSESP na Cultura FM | GUIa Do oUVINTE

FoTo: DIVULGação

Concertos oSESP na Cultura FM

toQUe Para NaVeGar Pelo coNteÚdo iNteratiVo Concertos oSESP | apresentação: Carlos haag sáBado, 16h Por Carlos Haag

Quase tão antiga quanto o rádio é a reclamação de que “o locutor fala demais e não me deixa ouvir a música”. Mas o que é demais? Essa preocupação com os ouvintes é que dá a medida para os comentários de Concertos oSESP. a música erudita permite que se abra essa exceção: as notas de programa impressas nos concertos estão aí para nos dar esse “álibi”. as pessoas gostam de alguém com quem possam compartilhar impressões e, quem sabe, aprender algo aqui e ali. Tudo sem pedantismo ou didatismo. o ideal é

Frequência

dividir o prazer de ouvir com quem gosta de ouvir ou está querendo descobrir esse prazer. antes de cada concerto, o ouvinte fica sabendo o porquê de um programa ser como é em geral um mistério para muitos. Para isso vale conversar com maestros ou solistas e entender as motivações deles em criar um concerto ou como interpretam uma determinada peça. ao lado delas vêm os comentários sobre as obras, sempre apresentando uma faceta nova e de uso prático, ou seja, a

pessoa vai poder identificar de imediato na audição. Depois de ouvir, temos uma pequena crítica que o ouvinte pode ou não concordar. a graça está justamente nesse “debate” virtual. Enfim, como diz o título da música de John adams, que é a vinheta do programa, ouvir Concertos oSESP deve ter o lado bom de “a short ride in a fast machine”, uma corrida veloz numa máquina rápida. Venha correndo para esta sala de concertos aberta a todos.


Mostre a seu filho os princípios da criatividade | Para os pais

Crianças precisam ter oportunidades para fazer e aprender sobre música e artes a fim de desenvolver sua criatividade, competência e confiança. Seu filho irá prosperar melhor dentro de um ambiente no qual ele possa explorar uma grande variedade de músicas, artes, materiais e instrumentos – especialmente ao lado de um adulto. Adquirindo habilidades através da música e arte Ao cantar músicas, tocar bateria, dançar com lenços, mesclar cores, dividir o molde de massa de pão ou usar bonecos feitos à mão, crianças irão desenvolver suas habilidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas. Música e arte irão ensinar seu filho sobre o mundo e como ele funciona. Nós sabemos Todas as artes suportam linguagem e instrução. Crianças podem construir o vocabulário ouvindo as letras das músicas, expressar suas ideias através da arte e contar histórias através da encenação. A música demonstra princípios de matemática e ciências através das variações de ritmo, passos, padrão e tempo. A arte revela a ciência da luz e cor, causa e efeito, e as propriedades dos materiais, bem como os padrões matemáticos e geométricos.

Criança

A dança ajuda as crianças a aprender sobre seu corpo e como ele se move, além de princípios básicos como rápido/devagar, alto/baixo, perto/ longe, para baixo/para cima. Resolução de problemas, habilidades sociais, autoexpressão, autoestima, e pequenas e grandes habilidades motoras são o resultado natural de crianças que fazem música e arte. Aprendendo tudo sobre música e arte As artes criativas promovem, de forma universal, maneiras para as crianças se comunicarem e celebrarem e é uma rica parte da vida. Nós sabemos Crianças nunca são tão novas para experimentar todos os tipos de música, instrumentos e canções de culturas do mundo todo. Aprender sobre todos os tipos de artes e artistas promove uma apreciação de diversas culturas e diferentes tipos e estilos de criação. Frequentar museus, galerias, shows e concertos, e celebrar a música e arte no dia a dia da vida das crianças, na escola, em casa e na comunidade, ajuda as crianças a desenvolver um amor pela arte que dure para a vida toda e entusiasmo para fazer suas próprias criações artísticas.


Receitinhas

Crianรงa


Atividade

Crianรงa


Inezita Barroso de volta à programação da Rádio Cultura Brasil | TOME NOTA

Inezita Barroso

Viola, Minha Viola Na TV Cultura: Domingo, 9h Horário alternativo: sábado, 20h Na Rádio Cultura Brasil: Domingo, 20h

de volta à programação da Rádio Cultura Brasil

A Rádio Cultura Brasil sempre teve tradição na divulgação da música de raiz. Desde abril, aos domingos, às 20 horas, passou a transmitir o áudio do “Viola, Minha Viola”, apresentado por Inezita Barroso, e um dos programas mais antigos e tradicionais da TV brasileira. Filha de família tradicional paulistana, a cantora e apresentadora Inezita Barroso aprendeu, logo na infância, a amar o interior e, principalmente, a viola. Virou madrinha da música caipira, valorizando e preservando a tradição popular do universo sertanejo.

A respeito de sua volta à Rádio Cultura Brasil com o som do programa “Viola, Minha Viola”, Inezita declarou: “Eu adoro rádio. Comecei em rádio, fiz bastante tempo. Eu gostava demais, tem uma repercussão rápida, muito gostosa, quando você pede uma coisa, o telefone já está tocando. Apenas não dá pra fazer rádio e televisão e tanta coisa mais. Estou feliz em me reencontrar com o rádio”. Música

Foto: jair magri

Inezita Barroso, por sinal, já apresentou vários programas de rádio, inclusive na Rádio Cultura Brasil, nos anos 80 e 90, quando diariamente acordava os ouvintes com “Estrela da Manhã”, com sua voz marcante e repertório que conhece como ninguém.


A coisa segue... | aNTÔNIo aBUJaMra

PoeMa

toQue Para assistir ao VÍdeo

a coisa segue como coisa depois de feita? ou todo feito é pouca coisa diante de tudo, como pedaços, às vezes estilhaços do que criamos antes do feito? E depois de tudo, o que fica? Fica nada? o universo é feito desses desmanches e de nuvens sonhadoras. Tudo se desfaz, fazendo-se em outra coisa. joão batista de Andrade

SObRE O AuTOR Escritor e cineasta, também atuou como Secretário Estadual da Cultura em São Paulo. Ganhou um Kikito (um dos maiores prêmios do cinema nacional), pelo longa o homem que Virou Suco, de 1981.


Diretor Presidente João Sayad Diretor Vice-presidente de conteúdo Eduardo Brandini Diretora Vice-presidente de gestão Neide Saraceni hahn gerente de jornalismo Celso Kinjô

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Vitrine #02