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Andressa Klagenberg e Priscila Farias Csizmar

P.S.: Eu te amo

1ª Edição

Editora Best Seller Porto Alegre 2011


Para todos aqueles que jรก perderam um grande amor.


Sumário Apresentação

4

Outono

6

Inverno

7

Primavera

10

Verão

12

Outono

16

Inverno

18


Apresentação

Walcyr Carrasco Estas duas garotas mostraram outra forma de relatar o que se passa num filme. P.S.: Eu te amo, o filme, trás a personagem Holly eu tanto calada sem expor os seus sentimentos. Já neste fan fiction, Holly vem contando a história de superação após a perda do marido. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver o filme, depois de lerem este livro terão o conhecimento total da história mostrada no filme.


1º cap. – Outono

Ele queria que eu falasse no meio da rua, para todo mundo ouvir, o que ele tinha feito de errado no jantar na casa da minha mãe. Ele sabia que sempre conversávamos quando a gente chegava em casa. Falou para minha mãe que eu não estava pronta para ter um bebê, justamente para minha mãe. Eu nunca disse que não queria ter um bebê, só que eu não iria trocar fraldas no parapeito da janela. Eu tinha medo que a nossa vida fosse só aquilo, eu Holly, vendedora de imóveis, casada com um irlandês que tem uma frota de limusine. Gerry disse que a nossa vida era essa. Ele me agarrou forte e me olhou fixamente nos olhos, perguntando o que eu queria, fiquei sem resposta, pois eu sabia o que eu não queria, mas essa não era a pergunta. Com um ar de serio ainda me perguntou se eu queria que ele fosse embora, depois de um olhar para o outro e logo depois dele voltar do corredor – ele tinha ido embora por meio minutonos abraçamos e confessamos um ao outro que somos realmente apaixonados e o fato de morarmos num apartamento pequeno, não termos tanto dinheiro e não termos ainda uma bebê, não ia influenciar no amor que ele sentia por mim. Gerry falou que arrumava outro emprego e que eu tinha que parar com essas loucuras de achar que a vida era só isso, e que se eu tivesse medo de errar eu estava na espécie errada. Gerry sabia que minha mãe não gostava dele, mas também ele apareceu do nada da Irlanda me pedindo em casamento. Eu tinha 19 anos e ele era cantor, qual mãe não ficaria insegura?


2º cap. – Inverno De repente eu estava no bar da minha família (bar do Tedy) olhando para urna do meu marido, que veio a falecer com 35 anos de idade com um tumor no cérebro. Todos os amigos do Gerry estavam presentes e até mesmo Kiara, minha irmã que estava morando na Austrália. Ela ainda me disse que tinha o dever de vir, pois Gerry tinha lhe mandado uma carta. Estavam todos jantando e conversando e eu parecia não estar na mesma sintonia. Não agüentava mais, eu precisava ir para casa. Minha mãe disse que era uma das melhores coisas a se fazer, andar e ficar um pouco sozinha, ela entendia um pouco de “luto”, pois meu pai a abandonou quando eu tinha 14 anos. Foi estranho olhar para aquele apartamento, por menor que ele seja, parecia que tinham esvaziado uma boa parte dele. Coloquei a urna nos pés da cama e peguei o telefone, me escondi na cama e me cobri ate a cabeça com o edredom, eu só tinha vontade de ouvir a voz do Gerry e fiquei por horas ligando para ouvir a mensagem da caixa postal do celular dele. Perdi a noção do tempo, mal sabia há quanto tempo estava naquele apartamento isolada de todos e sem atender se quer um telefonema. Eu ainda o sentia por perto e a noite dizia que era a vez dele de apagar a luz – brigávamos para ver quem sairia da cama para apagar a luz a cada noite, acabávamos rindo, mas eu era afetada sempre, por bater o dedão na quina da cama – . Parecia que ele estava na sala tocando violão e eu até conversava com ele: Gerry me dizia que eu não precisava mais trabalhar e que podia largar tudo só para ficar ali com ele. Eu nem tinha percebido, mas depois de terminar de cantar a música que estava rolando no DVD notei que estavam entrando no meu apartamento minha mãe Patrícia, minha amigas Denise, e Sharon com seu marido John, carregando balões e uma caixa que parecia ter um bolo dentro. Eu estava fazendo 30 anos. Minha mãe já chegou arrumando tudo, meu apartamento estava jogado às traças. Depois de me ajudarem a tomar um banho e me arrumar, estávamos todos na sala quando abri a caixa. Dentro tinha um bolo


com as seguintes palavras: “Feliz aniversário meu amor. Gerry”. Perguntei se alguém tinha feito aquilo para me agradar, mas todos negaram. Na tampa da caixa tinha um gravador com um bilhete “ouça-me”, e eu ouvi a voz do Gerry me dizendo:

Oi, amor. Surpresa! Sei que isso deve parecer um pouco mórbido, mas detesto pensar que não estarei aí para ver você fazer 30 anos. Eu quero morrer por não estar aí. Engraçado? Está bem. Não, não é. Vai ficar impressionada amor. Eu tenho um plano. Dá pra acreditar? Escrevi cartas pra você. Cartas que chegarão de tudo que é jeito. Pensei em esperar até seu aniversário, pois achei que não ia sair de casa por um tempo. A carta número um vai chegar pela manhã. Você tem que fazer o que eu disser, certo? Certo? E não tente descobrir como as cartas chegam. É um plano inteligente e iria estragá-lo. Coopere comigo nessa, porque a questão é que eu ainda não posso dizer adeus. Então para começar quero que você se arrume e saia para comemorar esta noite. Saia com suas amigas - eu libero você de uma festa em família, sobretudo sua mãe. Puxa, sua mãe está aí, não está? Desculpe Patrícia. Não é que eu não goste de você, mas ela precisa fazer umas loucuras. Coma uma fatia de bolo, ponha seu vestido de festa e saia do apartamento. Denise planeje algo. Deixe-me com o John, está bem?Saiba que onde quer que eu esteja, estou com saudades. Feliz aniversário. PS.: Eu te amo. Estava surpresa com a atitude de Gerry, mas resolvi seguir o que ele tinha dito. Fomos Denise, Kiara, Sharon e eu aproveitar a noite numa boate gay. Só me lembro de ter conversado depois da festa com Daniel dentro da dispensa do bar da minha mãe. Logo pela manha fui acordada com um telefonema da Sharon me lembrando que começaria a trabalhar na próxima segunda e da primeira carta que estava para chegar. Saí às presas, torcendo para que estivesse lá, na minha caixa de correio, o que Gerry tinha escrito para mim.


Evite hematomas e compre um abajur. E lembre-se: uma diva da discoteca tem que estar bem produzida. Compre uma roupa de arrasar. Na próxima carta vai precisar dela. Sei que detesta seu trabalho, mas vou ajudar. Procure um sinal, vai saber o que fazer. PS.: Eu te amo. Passei algum tempo sentada na minha cama com a minha nova roupa, e sem perceber ligando e desligando o abajur, me lembrei, olhando para o quarto e para o banheiro, de Gerry rindo e brincando ao se arrumar para o trabalho. Ainda sentia ele por perto. Era como se ele me abraçasse durante a noite e ainda eu duvidava dizendo que podia sentir o calor do abraço, e ele me respondia que era porque ele estava me abraçando. Na segunda-feira, estava pronta para encarar novamente o meu emprego, na visita a um apartamento à venda com um casal de clientes, notei como a esposa obrigava o marido a fazer as vontades dela. Não pude me conter e acabei discutindo com a “senhora arrogância”. Fui demitida, mas não agüentava mesmo aquele emprego.


3º cap. – Primavera Numa manhã, bate na porta um rapaz vestido de Saint Patrick - todo de verde - logo pergunto se ele vai cantar, ele responde que sim, mas também trazia uma carta. Só peguei a carta da mão daquele “duende” e fechei a porta. Vamos lá diva da discoteca! Karaokê este mês. Pode ser recompensada. PS.: Eu te amo. Não acredito que ele estava me pedido isso, justamente o karaokê. Na ultima vez que estive lá foi horrível. Depois de um dia estressante no trabalho ele me obrigou a ir e ainda me desafiou para subir até o palco e cantar alguma música. Aceitei o desafio, comecei a cantar a música Get off, do Prince, algo bem provocante. No meio da música, meu pé se enganchou nos fios, perdi o equilíbrio e caí do palco pela parte lateral. Um desastre total. Resultado do desafio foi um tornozelo torcido e um nariz quebrado. Fiquei muito brava com Gerry, pois aquilo era tudo culpa dele. Contei a Sharon e ao John sobre esta carta. Eles adoraram a idéia, era uma forma de prestar uma homenagem a ele e não guardar mais raiva do lugar. Percebi que tudo que acabava saindo errado na minha vida eu o culpava. Eu realmente estava devendo ao Gerry uma prova de amor. Impossível subir naquele palco e não imaginar que era somente ele que estava me observando. Cantei a música que ele sempre tocava e eu adorava. Cada palavra era exatamente o que eu poderia dizer a ele, principalmente o refrão “I Love you ‘till the end”* Não bastava esta superação, Gerry sabia que eu nunca me livraria das coisas dele. Nas roupas que vieram da lavanderia, numa foi achada uma carta, que estava na jaqueta de couro do Gerry. Minha jaqueta de couro é pra você. Sempre gostei de como ela fica em ti, mas do resto das minhas coisas você não precisa. Faça um espaço pra você nessa droga de apartamento. Chegou a hora. “Eu te amo até o fim” tradução do inglês.


PS.: Eu te amo. No passeio que fiz com Daniel, desabafei a ele que era como se o Gerry estivesse indo embora. Eu já não estava sentindo tanto a presença dele, talvez estivesse se afastando cada vez mais. Fui com Daniel até o meu apartamento para ele me ajudar com as caixas e saber se ele gostaria de ficar com alguma coisa que foi do Gerry. Foi estranho entrar naquele apartamento com outro homem. Isso nunca tinha acontecido.


4º cap. – Verão Lá estava eu novamente esperando a próxima carta de Gerry. O carteiro havia chegado e eu não conseguia segurar a minha ansiedade. Quando recebi a carta fiquei surpresa: Gerry havia preparado uma viagem a Irlanda para Denise, Sharon e eu. Fui ao bar de minha mãe contar a novidade e começamos a discutir. Ela dizia que era melhor eu parar, pois isso não iria continuar pra sempre, e que eu não estava tentando superar a morte de Gerry esperando cartas dele. Saí de lá e fui fazer o que Gerry havia planejado. Depois de uma longa viagem chegamos ao nosso destino, a Irlanda. Gerry havia nos alugado uma bela casa. Sharon foi a primeira a entrar, e na cozinha havia uma carta para ela: Oi mãezona. Faça com que meu amor se divirta. Você e John façam tudo o que quiserem, sempre que quiserem. Faça meu amor fazer coisas legais. Quero que a leve para pescar. E para você um beijão como daquele cavalinho suado*. Logo depois Denise achou uma carta também: Denise, leve Holly ao Whelan’s, meu bar favorito. Dá para ouvir música boa, ver gente bonita. E, Denise, você vai pro céu por ser amiga do meu amor. Estou providenciando tudo aqui pra você. Há uns

homens sexys a sua espera. Eu

soube que Ben Franklin parece um cavalo de corrida! Amo você. Depois que Denise terminou de ler a carta fiquei chateada por ele não ter deixado nenhuma pra mim. Denise até brincou com a situação, mas ainda continuei desapontada. Mais à noite fomos ao bar que ele havia nos indicado. Chegando lá nos acomodamos, e vimos um homem muito bonito tocando violão para a platéia. Ele saiu do palco e foi tomar um drink. Denise e Sharon logo insistiram para eu ir lá falar com ele. Acabei indo. Quando cheguei, fiquei um pouco


*Um amigo de uma festa de solteiro.

desajeitada, as palavras simplesmente saíam de minha boca. O nome dele era Willian, pediu para eu ficar e ouvir a próxima música que ele ia tocar e depois me encontrar com ele. Mas rapidamente sai de lá, porque Willian começou a tocar a mesma música que Gerry estava tocando quando eu o encontrei naquele mesmo bar pela segunda vez. Só pensava o porquê Gerry estava dificultando tanto as coisas, sabia que ele não queria ser cruel, mas não entendia o que ele pretendia com isso. No dia seguinte saímos para pescar. Quando consegui pegar algo, nos atrapalhamos para puxar o peixe, quase viramos o barco e ainda perdemos a vara de pescar, o peixe, e os remos. E ali ficamos por algumas horas, e assim Sharon nos disse que estava grávida e Denise contou que iria se casar. Confesso que não fiquei nada animada, me sentia infeliz. De repente Willian apareceu para nos tirar dali -ele trabalhava como patrulheiro daquele lago-, o convidei para jantar em nossa casa. A noite começou a chover muito forte, então Denise e Sharon o convidaram para dormir no quarto de hospedes. Mais tarde, ainda naquela noite, havia terminado de lavar a louça e fui tomar um drink, fui até a cozinha que dava de frente pro quarto onde Willian iria ficar, quando o vi nu. Ele ficou sem jeito, se vestiu e me pediu desculpa. Eu ofereci a ele uma taça de vinho, e quando me dei por conta estava o beijando, e logo depois estava na cama com ele. Pedi a Willian que no dia seguinte me levasse à casa dos pais de Gerry, então ele disse “Ah, você é a Holly do Gerry”. Descobri que Willian tocava junto com Gerry quando ele tinha a banda. No dia seguinte, ele cumpriu com o prometido, me levou à casa de Rose e Martin, os pais de meu amor. Quando cheguei lá, fui bem recebida, Gerry havia deixado uma carta para seus pais, dizendo que eu os visitaria, e pediu a Rose que me levasse ao forte, e me entregasse a próxima carta que ele havia escrito.


Para minha garota de Galway. Você é um anjo por visitar meus pais. Eu falei que minha mãe não odiava você. Bem, não mais. Está sentada no meu forte, onde tive meus grandes pensamentos. Foi aqui que fiquei pensando em você, logo que nos conhecemos. No início, você não parecia real. Eu nunca tinha visto tantas cores numa garota. Mas você combinava com aquele lugar. Você e todas as suas cores. Lembra-se da primeira coisa que você me disse? (Estou perdida.). Ah você não parecia perdida. A mim não parecia. Em pouco tempo, não conseguia fazer você parar de falar. Mas você era uma graça tentando me impressionar com William Blake e seus grandes planos. Eu não fazia idéia do que você estava falando… mas estava adorando seu jeito de falar. Na verdade não entendia nada. Eu me apaixonei por você naquele instante. A vida havia mudado. E agora mudou de novo amor. Não é de mim que eu me preocupo que você não se lembre. Mas não se esqueça da garota espontânea que você era. “Meu negócio é criar. O que a gente faz não importa”. Você me disse isso, lembra-se? P.S.: Bem, vá para casa. Descubra. Descubra aquela coisa que torna você uma pessoa única. Eu vou ajudar. Procure um sinal. Se precisar arrumar um emprego para viver, seja realista, amor. Não pode ser agente secreta, e não existem caça-vampiros. Ao terminar de ler comecei a chorar, apenas consegui me lembrar do dia em que conheci. Naquele dia ele me levou até o hotel onde eu estava hospedada, e ao nos despedimos ele me disse que o cachorro que vinha em nossa direção era um terrível cão irlandês que iria atacar nossos órgãos vitais, caso eu me mexesse. Aquilo era apenas uma desculpa para eu ficar agarrada a ele, me virei lentamente e dei um beijo atrapalhado. Ele me olhou nos olhos e antes de me beijar novamente, fui saindo, pedi desculpas. Dei tchau e fui em direção ao hotel, ele perguntou quando que nos encontraríamos novamente, eu disse que se ele fosse o cara certo o destino o colocaria em meu caminho de novo, ele até tentou explicar que tocava em um bar na cidade, mas eu resolvi deixar as coisas acontecerem. Eu, Sharon e Denise voltamos pra nossa cidade, fui em busca do sinal que Gerry me disse. Se passaram três semanas e não havia visto o tal “sinal”, até que Denise me ligou e deixou um recado na secretaria eletrônica dizendo que ira se casar dia 31 de dezembro e eu não estava convidada, joguei de raiva o


controle remoto no telefone, e o porta retrato com a foto de Gerry cai em cima de um par de sapatos meus deixando escapar a fivela. Naquela hora entendi o sinal, peguei meus sapatos da estante, e uma caixa que tinha em casa com diversos materiais, um caderno, e um lĂĄpis, uni o Ăştil ao agradĂĄvel. Comecei a desenhar modelos de sapatos, incrementar os meus com diversas coisas.


5º cap.- Outono Decidi fazer um curso para aprender a fazer sapatos. Criava... Estava voltando a ser a garota espontânea que era. Fui a loja de vestidos de noiva onde Denise estava, tinha a obrigação de me desculpar com ela, pelo fato de não poder vê-la feliz não sendo mais o cetro das atenções. Ela havia entendido, e me desculpou e logo me convidou para ser sua madrinha de casamento. Perguntei a Denise se ela gostaria de que fizesse os sapatos dela e mostrei o modelo que havia preparado, ela amou. Denise me incentivou a trabalhar com sapatos. A primeira pessoa para que resolvi contar foi Daniel, marcamos um jantar. Ele acabou confessando que não parava mais de pensar em mim, mas eu não conseguia o ver além de um grande amigo. O jantar estava sendo ótimo, estávamos rindo até que chamei Daniel de Gerry, não sabia bem o que fazer, Daniel me disse que gostava de mim, falou que gostaria de ser o “Gerry” de alguém, ter alguém para amá-lo com eu amei meu marido. Ele e levantou e saiu da mesa, me disse que não estava planejado se apaixonar por mim, me pediu desculpas e foi embora. A garçonete me perguntou se o meu acompanhante iria voltar, respondi que não, então ela retirou o prato dele da mesa. Nesse momento percebi que estava realmente sozinha, vi pessoas sorrindo a minha volta, acompanhadas de amigos, maridos e namorados. Não podia ficar ali, me levantei e fui encontrar minha mãe. Quando há vi comecei a chorar, não conseguia aceitar que Gerry não estava mais do meu lado, podia ter melhor emprego do mundo, mas não tinha mais aquele homem pelo qual me apaixonei.

Saímos para poder “respirar” um pouco, mamãe me contou o quanto era feliz antes de meu pai nos ter abandonado, começou a falar que sofreu demais, entendi o que eu estava passando, me disse que eu não podia esperar mais. Então tirou uma carta da bolsa, era de Gerry. Minha mãe falou que ele a fez prometer antes de morrer que o ajudaria


com as cartas, me disse que havia ficado surpresa com o modo em que ele havia planejado tudo. Ela n達o podia negar aquele pedido, por mais que soubesse que aquilo n達o me fizesse muito bem, ent達o me entregou a ultima carta escrita por ele.


6º cap. - Inverno O telefone tocou, não quis atender então deixei cair na secretaria eletrônica, era Daniel, dizendo que era pra esquecer tudo o que ele havia dito naquele jantar, e me convidou para conhecer o novo estádio que tinha acabado de ser construído, depois que ele desligou o telefone, me vi sozinha, chamei por Gerry e nada, não sentia mais a sua presença. Então resolvi aceitar o convite de Daniel para ir ao novo estádio. Quando chegamos ao estádio entreguei a Daniel a ultima carta de Gerry e pedi que a lesse em voz alta, a carta dizia: Querida Holly, eu não tenho muito tempo. Não digo literalmente. Você foi comprar um sorvete e vai voltar logo. Mas tenho a impressão de que é a ultima carta. Porque só resta uma coisa a lhe dizer. Não é para se lembrar sempre de mim ou comprar um abajur, você pode se cuidar sem a minha ajuda. É para lhe dizer como você mexeu comigo, como você me mudou. Amando-me, você fez de mim um homem, Holly… e por isso eu sou eternamente grato. Literalmente. Se pode me prometer algo prometa que… sempre que você se sentir triste ou insegura… ou que sua fé vacilar… você vai tentar olhar pra si mesma com meus olhos. Obrigado pela honra de tê-la como esposa. Não tenho do que lamentar. Tenho muita sorte. Você foi minha vida Holly, mas eu sou apenas um capítulo da sua. Haverá mais. Eu prometo. Portanto aqui vai meu grande conselho. Não tenha medo de se apaixonar de novo. Fique atenta àquele sinal de que não haverá mais nada igual. P.S.: Eu sempre te amarei. Então Daniel veio em minha direção me devolveu a carta, eu a guardei. Falei para ele que havia pensado no que estava escrito, e então o beijei, depois o beijo nos nós olhamos e vimos que aquilo não ia dar certo não nunca iríamos passar de bons amigos, então o abracei, e notei que já havia passado um ano da morte de Gerry, já não sentia perto de mim. Ele havia ido para sempre. Estava na hora de eu aceitar aquilo.


Querido Gerry, disse que queria que eu me apaixonasse de novo. E talvez um dia eu me apaixone. Mas existem tantos tipos de amor. Esta é minha única vida… e é maravilhosa e terrível, curta e interminável… e ninguém sai dela com vida. Não tenho planos, mas está na hora de a minha mãe rir de novo. Ela nunca viu o mundo. Nunca viu a Irlanda. Então, vou levála aonde começamos. Talvez agora ela entenda. Não sei como você fez isso, mas você me trouxe de volta à vida. Logo vou lhe escrever de novo. P.S.: Adivinhe!


Este livro a partir da 1ª edição, foi composto em Verdana e Bookman old style e impresso em offset no Paperfect 90g e no Supremo 250g, pela gráfica Pallotti. Porto Alegre, Abril de 201



P.S.: Eu te amo