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A melhor vista da cidade possível agora da Torre da Universidade visitas guiadas sugeitas a marcação prévia: gcu@ci.uc.pt

reconhecimento

PRÉMIOS PARA MUSEUS DE COIMBRA

MUSEU MUNICIPAL COLECÇÃO TELO DE MORAIS

MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

O Museu Municipal de Coimbra foi distinguido com o prémio de Melhor Catálogo 2010, relativo à publicação da Colecção Telo de Morais, que pode ser visitada no Edifício Chiado. O Edifício Chiado, interessante exemplar da arquitectura do ferro inaugurado em 1910, no qual se instalou a colecção de arte doada à cidade pelo casal Telo de Morais, abriu portas em 2001. A exposição permanente contém uma importante colecção de pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, assim como exemplares significativos de cerâmica, escultura, pratas e mobiliário. Na dependência deste edifício existem duas galerias de exposições temporárias, no âmbito das quais já foram mostradas obras de artistas de relevo como: Graça Morais, Álvaro Siza, Cruzeiro Seixas, Gil Teixeira Lopes.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra é um espaço interactivo, que tem por objectivo dar a conhecer a ciência a públicos de todas as idades. Neste espaço é possível ficar a conhecer colecções de instrumentos científicos da Universidade de Coimbra, bem como levar a cabo um conjunto de experiências e actividades que pretendem envolver o visitante. O Museu da Ciência foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com os prémios de Melhor Serviço Educativo e Melhor Aplicação de Gestão Multimédia, galardões que são o reconhecimento da qualidade das actividades educativas e de interacção com o público, bem como do projecto do Museu Digital, a maior base de dados sobre instrumentos científicos e objectos de história natural e etnografia do país. Foi ainda distinguido com o Prémio Micheletti 2008.

MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-VELHA Fundado em 1283 por D. Mor Dias, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento e mandou construir uma nova igreja, em estilo gótico, que foi consagrada em 1330. O lugar onde o convento foi construído revelou-se uma má escolha, devido às inundações provocadas pelo Rio Mondego. O velho convento foi abandonado em 1677 e as freiras mudaram-se para um novo edifício, construído num lugar mais elevado. Desde a sua abertura ao público em 2009, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi distinguido com os seguintes galardões: • Prémio Municipal de Arquitectura Diogo Castilho 2009, relativo ao Projecto de Valorização, atribuído pelo Município de Coimbra; • Menção Honrosa de reconhecimento do trabalho da equipa responsável pela gestão do museu, atribuído pelo Município de Coimbra;

Mais informação: TC – Turismo de Coimbra, E.M. Tel. 239 857 583 info@turismodecoimbra.pt www.turismodecoimbra.pt

• Menção Honrosa nos Prémios Turismo de Portugal 2009, na categoria Requalificação de Projecto Público, atribuído pelo Turismo de Portugal; • Red Dot Award – Communication Design 2009, atribuído à FBA - Ferrand Bicker e Associados, responsável pelo projecto de identidade visual do mosteiro; • Prémio Europa Nostra 2010 (na categoria de Conservação), atribuído pela Europa Nostra (federação pan-europeia para o património cultural); • Prémios AR&PA 2010 de Intervenção no Património – Prémio Internacional, atribuído pela Junta de Castilla y León (atribuído em cerimónia realizada no dia 14 de Novembro de 2010); • Prémios Apom 2010 – Melhor Museu Português – 1º lugar – Prémio nacional atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia no passado dia 13 de Dezembro, no Museu do Oriente, em Lisboa; • EMYA 2011 – European Museum Year Award Nomeação para o Prémio Europeu de Museu do Ano (apresentação do vencedor final em Maio de 2011 em Bremenhaven, Alemanha).


memória

presente 650 ANOS DA TRASLADAÇÃO DE INÊS DE CASTRO

IMPORTÂNCIA DOS FORAIS DE COIMBRA

1111 -2011 O ano de 2011 assinala, entre outras iniciativas, a passagem do 900º aniversário do foral outorgado pelo Conde D. Henrique à cidade de Coimbra, em 25 de Maio de 1111. Assim, será feita uma edição fac-similada dos forais de Coimbra, da autoria da Prof. Doutora Maria Helena da Cruz Coelho, que inclui estudos sobre: Foral de Coimbra de 1111; Posturas Municipais de 1145; Foral de 1179 e Foral de 1516. Este acontecimento histórico será o pressuposto para a realização de uma série de eventos, genericamente, designados por “900 anos de Coimbra”, destacando-se: • Estudo e publicação dos forais de Coimbra; • Exposição documental; • Edição de postais: Medievalidade na toponímia de Coimbra; • Execução de selo para assinalar evento/CTT; • 900 Anos de Sabores (ligação com a gastronomia/ doçaria); • Visitas Guiadas com percursos referentes à história medieval de Coimbra (incluindo as freguesias); • Grupo de teatro de fantoches Xarabanecos apresentado uma peça sobre a fundação da cidade de Coimbra; • Jantar assinalando 900 anos de sabores: um prato medieval, um renascentista, um do séc. XIX e um contemporâneo. Recriação de personalidades destas épocas.

Segundo Maria Helena da Cruz Coelho, a fase áurea do municipalismo – os séculos XII e XIII – é coincidente com o período de conquista e povoamento do território, havendo, portanto, uma ligação entre os dois fenómenos. A consolidação do poder régio necessitava, e até fomentava, esse governo democrático em algumas vilas mercantis ou rurais que pudessem constituir um enclave activo no poderoso e complexo xadrez nobres e eclesiásticos que cobriam o país. Por sua vez, esses núcleos populacionais de mais amplas liberdades forçavam os privilegiados a tomarem idênticas medidas nas suas terras, se não queriam arriscar-se a vê-las sem homens e a ficarem com os seus réditos senhoriais sensivelmente diminuídos. As cartas de foral sucedem-se e os concelhos vêem legalmente reconhecida e sua existência. Na maioria dos casos esses diplomas não viriam a criar os municípios, mas através deles os senhorios sancionavam e aceitavam a organização concelhia preexistente no lugar. O concelho de Coimbra, que será uma realidade no século XII, vai ser fruto desta conjuntura e o passado histórico da comunidade, parte integrante peninsular e depois do condado e reino de Portugal, explica e condiciona a sua gestação. Assim, a determinação dos homens de Coimbra face ao poder político saldou-se, por mais um passo em frente da liberdade municipal. Em 1111, D. Henrique concede foral a Coimbra, satisfazendo duplamente os interesses da região. Coimbra é uma das poucas cidades que conta com um foral tão antigo e envolvendo amplas liberdades para a época. Entretanto, o foral de 1179 traduz a consagração última da instituição municipal em Coimbra, derradeira etapa de uma progressiva caminhada que os seus moradores encetaram para alcançarem o poder local.

CORTES DE COIMBRA DE 1211 “No ano primeiro que reinou o mui nobre rei de Portugal D. Afonso, em Coimbra fez Cortes nas quais, com o conselho de todos os bispos do reino e dos homens de religião e dos ricos-homens e dos seus vassalos, estabeleceu juizes: Que o Reino e todos os que nele moram sejam sempre regidos e julgados por ele e que as suas leis sejam guardadas assim como os direitos da Santa Igreja de Roma.” Livro das Leis e Posturas

A formação do estado português aconteceu no contexto das cruzadas e das guerras da reconquista, sendo o quotidiano da população permeado pela violência e a rapina. D. Afonso II, o terceiro rei de Portugal, amparado no processo legislativo, procurou reorganizar a vida da população portuguesa através das leis emanadas das Cortes de 1211, seja propondo uma mudança dos hábitos e das vivências ou sancionando costumes novos mais condizentes com uma sociedade que se queria, já, uma nacionalidade. Assim, realizadas por D. Afonso II para fortalecer a soberania da coroa, das Cortes de Coimbra de 1211 saíram as primeiras Leis Gerais do Reino, que confirmavam ao rei a detenção tradicional do poder político e a suprema jurisdição. É possível que já nessa época o rei tivesse a colaboração do elemento municipal, que, segundo alguns autores, estaria já representado nas Cortes de 1211 e teria sido reconhecido como «braço da nação» nas Cortes de Leiria de 1254. O rei impõe o respeito pela dignidade humana e pelas normas jurídicas, a que ele próprio se submete para exemplo dos privilegiados.

650 anos após a transladação do corpo de Inês de Castro, de Coimbra para o mosteiro de Alcobaça, é obrigatório, no itinerário histórico da cidade do Mondego, lembrar o seu maior mito que já não lhe pertence por inteiro, pois os quatro cantos do mundo também o pintam, o escrevem e reescrevem, o cantam e insculpem na pedra, no mármore ou na madeira… Esse amor quase siamês! Assim o concebeu o artista José Ribeiro em 1992.

MUSEU NACIONAL DE MACHADO DE CASTRO

Museu centenário num edifício milenar

Soneto de Inês Dos olhos corre a água do Mondego os cabelos parecem os choupais Inês! Inês! Rainha sem sossego dum rei que por amor não pode mais. Amor imenso que também é cego amor que torna os homens imortais. Inês! Inês! Distância a que não chego morta tão cedo por viver demais. Os teus gestos são verdes os teus braços são gaivotas poisadas no regaço dum mar azul turquesa intemporal. As andorinhas seguem os teus passos e tu morrendo com os olhos baços Inês! Inês! Inês de Portugal. José Carlos Ary dos Santos

FEIRA MEDIEVAL DE COIMBRA Celebração do 20º aniversário da Feira Medieval de Coimbra. É forçoso realçar o pioneirismo da iniciativa que constitui hoje, passados que estão 20 anos, um pólo de atracção cultural e turística a que não é alheio o rigor científico e histórico que desde a 1ª edição lhe imprimiu a Comissão Organizadora.

CASA DA ESCRITA A Casa da Escrita é o espaço de arquivo aberto, que permite aos frequentadores visitarem as rotas da criação da escrita através dos textos que se vão produzindo na própria Casa. Em todos os seus espaços, evoca a cena da escrita e apela à experiência da produção de textos, através de adereços, instrumentos (penas e tinteiros, canetas, máquinas de dactilografia, computadores), quadros pictóricos ou fotografias. A Casa da Escrita conta ainda com uma área de alojamento, que recebe periodicamente relevantes figuras da criação literária – sobretudo escritores estrangeiros, que participam em actividades na Casa e enriquecem o arquivo aberto com os textos aqui produzidos ou gerados. Mas nem só aí mora a escrita: todos os recantos e meios da Casa e do seu jardim destinam-se à relação operativa com a escrita por parte de quantos a ela se dirigirem e nela querem ler, pensar, dialogar e escrever (nos suportes informáticos ou nos tradicionais). A produção de textos acontece ora através da presença e do testemunho de escritores convidados, ora através do visionamento comentado de filmes (documentais ou ficcionais). A Casa promove ainda diversificadas oficinas de escrita e conta com inúmeras realizações, autóno-

mas ou em parceria com outras entidades, como a Associação Portuguesa de Escritores, o Plano Nacional de Leitura, entre outros. Na Casa da Escrita viveu a família do poeta e ensaísta João José Cochofel, que aqui desenvolveu o espírito de criação literária e de intervenção cívico-cultural de toda uma geração – a do Neo-Realismo nascente. Aqui, em torno de Cochofel, dos seus livros e das suas revistas, ouvindo música e discutindo artes e ideias, se congregavam Fernando Namora e Carlos de Oliveira, Joaquim Namorado e Arquimedes da Silva Santos, Fernando Lopes Graça e Mário Dionísio, José Gomes Ferreira e Rui Feijó, Luís de Albuquerque e Egídio Namorado, e ainda Afonso Duarte, e já Eduardo Lourenço. Foi também aqui que cresceram as aspirações de um grupo e se geraram as primeiras obras individuais. Aqui nasceu o projecto colectivo do “Novo Cancioneiro” e da revista “Altitude”, tal como a “Vértice”, que começou por ter nesta casa a sua Redacção.Corresponde-lhe agora um projecto de múltipla motivação do conhecimento e da prática da escrita – um projecto que tem por horizonte a experiência da beleza da “escrita criativa” e da dignidade da “escrita funcional”.

Instalado num edifício que cumpriu diversas funções ao longo de dois mil anos de história – desde fórum romano, passando por residência episcopal, até à sua actual função museológica – o Museu Nacional de Machado de Castro foi reaberto parcialmente em 23 de Janeiro de 2009, centrando-se na exploração da estrutura do Criptopórtico, importante espaço arquitectónico de apoio do antigo fórum da cidade romana de Aeminium. Em 2011 assinala-se o centenário desta instituição cultural – criada em 26 Maio de 1911 e aberta ao público em 11 de Outubro de 1913 –, sobretudo marcado pela conclusão da sua obra de requalificação, com a abertura do novo projecto expositivo. Assim, percorrendo um período cronológico, que vai do séc. I ao século XIX, o visitante poderá usufruir de um circuito transfigurado e dialogante entre espaços arquitectónicos e colecções artísticas, encenado com grande clareza expositiva, quer ao nível histórico quer na sua dimensão artística. Deste acervo sobressai a diversidade da colecção de escultura, a riqueza e os reflexos da ourivesaria, a cor, a forma e as texturas da pintura, da cerâmica ou dos têxteis. O centenário do Museu Nacional de Machado de Castro será celebrado até 2013, estando programado, para o primeiro momento, um grande evento evocativo deste marco único da instituição. Na comemoração da criação do Museu Machado de Castro queremos, sobretudo, lembrar a singularidade da pessoa do seu fundador, através de um olhar contemporâneo sobre António Augusto Gonçalves.


900 anos de Coimbra