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PÁ G I

2,90€ (CONT.)

NAS

#81 OUTUBRO 2019

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profissional

MAIS CLIENTES CAMPANHAS DE INVERNO SÃO OPORTUNIDADE

PROJETO CARUSO O GRANDE ALIADO DAS OFICINAS INDEPENDENTES

CGA CAR SERVICE, NEXUS AUTO REDES OFICINAIS MULTIPLICAM-SE

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AMÍLCAR NASCIMENTO EXIDE TECHNOLOGIES “OFERECEMOS A MAIS AMPLA DIVERSIDADE DE TECNOLOGIAS DE BATERIAS”


profissional

SUMÁRIO #81 / OUTUBRO 2019

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DESTAQUE

A história do sucesso quase centenário da Exide/Tudor

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REPORTAGEM

CGA Car Service é a rede oficinal da Auto Delta

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ENTREVISTA

José Frazão desvenda novidades da Mecânica-2019

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REPORTAGEM

Roberto Gaspar, secretário-geral da Anecra, falou-nos das oportunidades que o Projecto Caruso vem abrir

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DOSSIÊ

Chame clientes para preparar os carros para o inverno

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BOAS PRÁTICAS

Com faz a Toyota para fidelizar a sua clientela

60

ENTREVISTA

A visão da mobilidade futura do CEO da Schaeffler

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EQUIP AUTO 2019

A feira de Paris do "aftermarket" serviu, acima de tudo, para discutir as tendências e os novos caminhos

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REPARAÇÃO

Para-brisas – muitos cuidados na sua substituição!

ESTA EDIÇÃO É OFERECIDA PELOS NOSSOS ANUNCIANTES: MONROE SELO DE CAPA PRO4MATIC RODAPÉ DE CAPA EURO REPAR VC ZF 5 FEBI 11 SPARKES & SPARKES 12/13 CHAMPION 15 METELLI 17 MANN FILTER 19 NGK 21 SACHS 23 SPIES HECKER 25 CAUTEX 32 GÉMINIS 33 HELLA 38 MELCHOR GABILONDO 39 FEBI 50/51 METALCAUCHO 52 OSRAM 53 RECALVI 58 TALOSA 59 CESVIMAP 63 ZARAGOZA 67 CARF 81 EURO REPAR VCC TUDOR/EXIDE CC

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OUTUBRO 2019 TURBO OFICINA


EDITORIAL

COMPETIÇÃO EM UNIÃO O

mundo do após-venda e todo o universo oficinal atravessam uma fase de espantoso dinamismo, em que tudo mexe a estonteante velocidade. Novos desafios parecem aparecer a um ritmo quase diário, acompanhando as constantes evoluções tecnológicas dos automóveis, dos meios de diagnósticos e de toda a parafernália que vai sendo inventada para a sua correta reparação e manutenção. Já quase não há tempo para hesitações, para atitudes calculistas de adiamentos de investimentos para “quando der mais jeito”, pois há sempre quem, ao lado, esteja disposto a dar um passo à frente para se modernizar ainda mais na “corrida ao cliente”. O ritmo é frenético e já se percebeu que estamos num momento de definição quanto a quem seguirá em frente e quem corre o risco de ficar pelo caminho. Em Portugal há demasiadas oficinas para o parque automóvel que temos, mas também há muitas que não estão minimamente equipadas para intervir com qualidade nos automóveis lançados, sejamos benevolentes, na última década. É por aí que se irá fazer a seleção natural… Mas não só. É também pela forma como os empresários do sector agarrarão as oportunidades que se lhes abrem para progredirem, evoluírem, crescerem e agarrarem o futuro. E as redes oficinais

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são, indiscutivelmente, uma ajuda inestimável nessa evolução. Porque neste mundo em permanente mudança é virtualmente impossível alguém evoluir sozinho, sem o apoio de uma estrutura de grande massa crítica que lhe disponibilize ferramentas, formações, “softwares” e até peças a preços mais baixos. Daí estarmos também a assistir a uma multiplicação, não só do número de redes oficinais, mas ao natural movimento de reunião das oficinas antes isoladas nessas redes, onde encontram a força de um grupo que nunca teriam sozinhas. Porque, no final do dia, é de negócios que falamos e todos os apoios que os empresários consigam ter num universo hípercompetitivo nunca serão demais. O que vai também entroncar no dossiê que publicamos nesta edição, sobre a preparação que os condutores deviam fazer aos seus carros antes de enfrentarem o inverno. Primeiro é uma questão de bom-senso, para o aumento da segurança rodoviária. Mas, voltando ao negócio oficinal, é também uma excelente oportunidade de chamar clientes às oficinas, com campanhas bem feitas e atraentes, numa ótica em que todos ficam a ganhar. E essas poderosas ferramentas de “marketing”, uma vez mais, dificilmente são acessíveis a uma oficina isolada, a trabalhar só para o seu “umbigo”…

Sérgio Veiga E D ITO R CHE FE

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PROPRIEDADE E EDITORA TERRA DE LETRAS COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL LDA NPC508735246 CAPITAL SOCIAL 10 000 € CRC CASCAIS SEDE DEV REDAÇÃO E PUBLICIDADE AV. TOMAS RIBEIRO 129 SALA 12 2790-466 QUEIJAS TELEFONES 211 919 875/6 E-MAIL oficina@turbo.pt ADMINISTRAÇÃO AV. DAS OLAIAS, 19 A 2635-542 RINCHOA TELEFONES 211 919 875/6 E-MAIL oficina@turbo.pt DIRETOR JÚLIO SANTOS juliosantos@turbo.pt EDITOR CHEFE SÉRGIO VEIGA sergioveiga@turbo.pt REDAÇÃO CARLOS MOURA PEDRO carlosmoura@turbo.pt RESPONSÁVEL TÉCNICO MARCO ANTÓNIO marcoantonio@turbo.pt COORDENADOR COMERCIAL ALEXANDRA LI CHING alexandraliching@turbo.pt COORDENADOR DE ARTE E INFOGRAFIA JORGE CORTES jorgecortes@turbo.pt SECRETARIADO DE REDAÇÃO secretariado@turbo.pt COLABORADORES DAVID ESPANCA PAULO MARMÉ PARCERIAS CENTRO ZARAGOZA CESVIMAP IMPRESSÃO LIDERGRAF, ARTES GRÁFICAS, SA. RUA DO GALHANO, N.o 15 4480-089 VILA DO CONDE, PORTUGAL lidergraf@lidergraf.pt DISTRIBUIÇÃO VASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK, QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM TEL. 214 337 000 contactcenter@vasp.pt GESTÃO DE ASSINATURAS VASP PREMIUM, TEL. 214 337 036, FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt TIRAGEM 5000 EXEMPLARES Registo erc Nº 127205 INTERDITA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS OU ILUSTRAÇÕES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS


DESTAQUE

AMÍLCAR NASCIMENTO, DIRETOR MARKETING DA EXIDE TECHNOLOGIES

SEMPRE FOMOS A MARCA DE REFERÊNCIA PARA OS CONSUMIDORES Apesar de haver inúmeras marcas no mercado, a associação do nome Tudor a baterias é quase imediata, tal a notoriedade desta marca quase centenária em Portugal. Integrada há 25 anos na Exide Technologies, não para de evoluir tecnologicamente, abrindo um futuro risonho à empresa no nosso país Texto Sérgio Veiga Fotos Carlos Pedrosa

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A

Tudor é daquelas marcas que quase se confundem com o produto, tal a notoriedade que conseguiu com a qualidade das suas baterias. E também pela forte presença no mercado nacional que, no próximo ano, completará cem anos! Desde 1994 que foi integrada no gigantesco e global grupo Exide Technologies que, no entanto, teve a sagacidade de manter a marca no ativo, percebendo o enorme potencial no mercado português, em especial no “aftermarket” automóvel. É verdade que deixou de produzir nas instalações fabris de Castanheira do Ribatejo baterias de chumbo ácido para automóveis, passando a unidade portuguesa a dedicar-se a acumuladores de energia de muito maiores dimensões e para outras finalidades que nada têm a ver com o automóvel. Contudo, a qualidade das baterias auto da Tudor – a que se juntaram as da Exide e da Fulmen para segmentos muito específicos – continuou a destacar-se no mercado, mantendo a empresa uma posição invejável. O seu diretor de marketing, Amílcar Nascimento, já com 31 anos de conhecimento e experiência, primeiro na Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, posteriormente na Exide Techonologies, explicou-nos o segredo desta empresa que emprega mais de meio milhar de pessoas nas suas duas instalações: a fábrica de Castanheira do Ribatejo e a eficiente unidade de reciclagem de baterias, na Azambuja.

os fabricantes de baterias a acompanhar esse progresso e a desenvolver e fabricar produtos que fossem capazes de responder às novas necessidades. A Exide, neste aspeto, tem uma vantagem grande: é um fabricante de baterias de classe mundial, tanto para o Equipamento Original como para o Mercado de Reposição, reconhecida pelos fabricantes de veículos e pela indústria automóvel pela mais alta qualidade de fabricação, e normas de certificação das suas fábricas na Europa, todas certificadas pela ISO/TS. Processos de linha de produção idênticos para baterias OE e AM, permite-nos produzir a gama mais abrangente de baterias de chumbo-ácido para todas as aplicações. A nossa experiência no mercado automóvel e industrial, permite-nos oferecer a mais ampla diversidade de tecnologias de baterias. Fornecendo a bateria certa para cada necessidade, desde o arranque confiável de um pequeno ciclomotor, até ao fornecimento de energia necessária para o arranque e alimentação de equipamentos para um grande veículo comercial ou embarcação marítima. Nestes anos, quais os principais passos dados a nível tecnológico? Os centros de R&D da Exide trabalham em parceria com os principais fabricantes de veículos da Europa, no desenvolvimento das mais eficientes tecnologias de baterias para as próximas gerações de automóveis. Em baterias para veículos ligeiros, a Exide lançou na Europa a primeira bateria AGM [Absorbent Glass Mat] em 2004, seguida da primeira EFB [Enhanced Flooded Battery] em 2008. É vital substituir as baterias com uma “Peça de Reposição Original” com a especificação precisa para manter os benefícios de economia de combustível do veículo – e a Exide é um dos poucos fabricantes de equipamento original neste segmento. Em 2014 introduzimos um novo recurso, o “Carbon Boost” para uma recarga ainda mais rápida nas gamas “premium” de alto desempenho (Tudor High-Tech, Exide Premium e Fulmen Xtreme), tornando o melhor ainda melhor.

Há um posicionamento distinto entre os produtos Tudor e Exide no mercado português? O Grupo Exide tem seis marcas “premium”: Exide, Tudor, Fulmen, Deta, Sonnak e Centra, qualquer delas marcas de referência no país e mercado em que estão inseridas. Por esse motivo, o Grupo decidiu manter o posicionamento igual para estas marcas, de forma a poder aproveitar toda a notoriedade angariada ao longo de anos de trabalho no respetivo mercado, como é o caso da marca Tudor em Portugal que sempre foi, e continua a ser, a marca de referência para os consumidores. No entanto, e com a abertura do mercado e o aparecimento de novos “players”, vimos a necessidade de introduzir as marcas Exide e Fulmen, de forma a termos o mesmo nível de oferta mas, ao mesmo tempo, proteger a rede de distribuição da marca Tudor que sempre nos acompanhou e ajudou a sermos o que somos hoje. A marca Exide, dado tratar-se da nossa identidade enquanto empresa, tem uma gama mais abrangente, sendo apenas sob esta marca que comercializamos a gama de baterias de Moto e Marine Leisure.

"A nossa experiência no mercado automóvel e industrial, permite-nos oferecer a mais ampla diversidade de tecnologias de baterias"

A evolução tecnológica dos automóveis tem sido boa para o mercado das baterias, pelas maiores necessidades que tem exigido, em especial nos últimos 15 anos? Sim, é um facto que a evolução tecnológica que se tem verificado no sector automóvel, obrigou 7

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DESTAQUE

Nos veículos comerciais, as baterias HVR® High Vibration Resistant, da Exide, são as ideais para a montagem no chassis traseiro no “design” mais moderno de camiões e em todas as situações em que o veículo está sujeito a condições adversas como circulação fora de estrada. A nova Endurance + PRO GEL, oferece maior vida útil da bateria e mais ciclos de carga do que as baterias SHD Flooded e AGM. Temos ainda uma vasta gama para motos e desporto motorizado, apenas e só com a marca Exide, em que já se inclui a oferta de baterias de lítio. Por fim, na área da Marine & Leisure Batteries, a Exide oferece a maior variedade de baterias certificadas pela DNV-GL, para uso seguro e confiável, tanto em terra como no mar. OS EV’S PRECISARÃO SEMPRE DE BATERIA CONVENCIONAL E o que se prepara para o futuro próximo a nível tecnológico, para a evolução das baterias? A evolução continua e hoje temos veículos mais ecológicos, com maior eficiência no consumo, menos emissões, eletrónica mais avançada a bordo, redução do compartimento do motor, alteração no padrão de condução, alterações climáticas, etc. Tudo isto é um desafio para as baterias que serão obrigadas a ter ligas de alta tecnologia, armaduras e matéria ativa que garantam a mais alta potência e CCA otimizado para tempo frio, “design” e recursos de segurança superiores, que permitam resistência em situações adversas e a altas temperaturas. Blocos e tampas de alta qualidade que ofereçam mais vida útil e segurança no uso e, sobretudo, que as tecnologias desenvolvidas para o OEM Start & Stop estejam disponíveis de imediato para o aftermarket. O forte investimento da Exide em pesquisa e desenvolvimento levou ao lançamento de uma nova geração de Carbon Boost 2.0, já presente nas gamas EFB e Premium das seis marcas, para veículos ligeiros. A fórmula exclusiva de Exide melhorou muito a circulação da corrente, permitindo uma aceitação de carga incomparável. Isto devido aos aditivos de carbono aprimorados e combinados com uma estrutura de superfície otimizada com melhor condutividade. A eletrificação do automóvel terá influência no vosso negócio ou tudo continuará na mesma, pela necessidade que os EV’s continuarão a ter das baterias convencionais de 12V? A eletrificação, por enquanto, ainda não é um problema, visto estarmos a falar ainda de um nicho de mercado com uma expressão muito reduzida no aftermarket. E, sim, é um facto que os veículos elétricos continuam a necessitar de uma bateria para alimentar todos os equipamentos existentes a bordo.

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A tecnologia híbrida de 48V obrigou-vos a desenvolvimentos específicos das baterias para satisfazerem as maiores necessidades elétricas dos automóveis? Tal como referi, os centros de R&D da Exide, trabalham em parceria com os principais fabricantes, e temos essa situação acautelada com as gamas de oferta que já disponibilizamos atualmente. A Exide/Tudor tem forte presença no OEM. E qual a importância do aftermarket? É um facto que a Exide é reconhecida por todos os fabricantes de veículos como um fabricante de baterias de classe mundial, mas isso também se aplica ao aftermarket, visto que as baterias são produzidas nas mesmas linhas de produção e com especificações idênticas às do produto original. E nem todos os fabricantes de baterias fazem isso! As baterias da Exide no aftermarket têm uma correspondência em desempenho igual ou superior às do OE, devido ao constante desenvolvimento dos produtos da empresa para tornar o melhor ainda melhor. Por isso é que grande parte dos nossos produtos têm o selo de “SPARE ORIGINAL PART” ou “MATCHING QUALITY PART”. 8


COMO SE RECICLAM BATERIAS… A 99%!

Como está o negócio das baterias no aftermarket em Portugal? Há muita concorrência? É uma concorrência saudável? O fator preço é crucial? Devido à idade do parque automóvel, o negócio está bem e irá continuar estável por mais alguns anos, pelo menos para os veículos mais antigos. Em termos de preço continua a existir muita pressão no mercado. Para o cliente final penso que preferem marcas de baterias instantaneamente reconhecidas e confiáveis, o facto de os veículos mais recentes serem tecnicamente mais evoluídos, e com mais oferta veio criar um desafio aos clientes para selecionarem o produto certo. Quando todos os blocos de baterias aparecem lado a lado, a marca é o único garante real da qualidade interna. E a Exide mantém a reputação das suas marcas.

O grande painel resume as cinco grandes áreas da Exide: pesquisa e desenvolvimento, produção, vendas e consultoria, serviços e reciclagem

MODERNIZAÇÃO DAS FÁBRICAS E MENOR PEGADA AMBIENTAL A bateria ainda é dos maiores problemas para os condutores que dão, em geral, pouca atenção à manutenção dos seus automóveis? Essa é uma grande realidade, qualquer um de nós só se lembra da bateria na altura em que falha. E, atualmente, as baterias (pelo menos as mais evo9

O Grupo Exide tem em funcionamento, desde 1984, a única unidade fabril dedicada à reciclagem de baterias no nosso país, atingindo uma taxa de 99% de recuperação dos materiais utilizados! “Para nós a responsabilidade ambiental tem uma tremenda importância”, explica Amílcar Nascimento. “Por esse motivo, somos uma das maiores recicladoras do Mundo e uma das poucas empresas com capacidade de fornecer o Total Battery Management, ou reciclagem em circuito fechado. Esse processo liberta os clientes da carga de manusear e gerir as baterias usadas nas suas próprias instalações”. É a empresa que recolhe as baterias de sucata no mercado e as leva para as instalações da Azambuja, onde é feita uma triagem. A partir daí, é Amílcar Nascimento quem nos explica todo o processo de reciclagem: “Vão a uma máquina, onde são partidas e os destroços separados por três categorias: Plástico; Ácido; Chumbo. O plástico é sujeito a um processo de lavagem e, de seguida, partido em pedaços com cerca de 11 mm que são depois enviados para as fábricas de plásticos para a produção de novos blocos e tampas para novas baterias. O ácido é neutralizado, recolhido em depósitos e enviado para tratamento por empresas especializadas. Por fim, o chumbo é levado a fornos de alta temperatura, de onde sai em chumbo bruto, posteriormente processado para se produzirem as ligas de cálcio e estanho serão utilizadas na produção de novas baterias. Com os recursos e técnicas desenvolvidos pela nossa empresa também se produzem ligas de chumbo super refinado que atinge um grau de pureza igual ao chumbo de mina (99,99%)”. Consegue-se, assim, uma economia circular, já que os produtos reaproveitados voltam a entrar no circuito de fabrico de novas baterias. O que acaba por ter um efeito, digamos, colateral… “Atualmente o resíduo baterias de chumbo é um produto com grande valor comercial por ser reciclável a 99%, não causando qualquer dano ambiental”.

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DESTAQUE A vossa empresa faz formações junto das oficinas para as alertar da necessidade dessa «vigilância» mais apertada para satisfação dos clientes? Sim, procuramos manter a nossa rede de vendas informada e equipada para que possam demonstrar aos clientes as vantagens de efetuarem corretamente os testes e de manterem os seus clientes informados. E também estamos disponíveis para efetuar as formações sempre que nos é solicitado.

A Exide está a preparar-se para um futuro risonho. "Tanto nos investimentos na modernização das instalações fabris, como em torná-las mais amigas do ambiente"

luídas) não dão sinal, como antigamente, de que estão a ficar com problemas, agora o que acontece é uma “morte súbita”. Ou seja, ligamos o carro e pode ser o último arranque que a bateria dá, por isso o papel das oficinas na prevenção é importante e deve ser levado em conta passando por incluir sempre o “check” à bateria de cada vez que o veículo se desloca à oficina. Que tipo de sensibilização poderão as oficinas dar aos condutores e o que podem fazer para evitar problemas com as baterias? Efetuando testes à bateria para aferir da sua situação atual e informando o cliente do estado real da bateria. Para isso, as oficinas precisam de ter equipamentos de teste adequados à nova realidade das baterias. Visto que estas evoluíram, também a forma e o tipo de testes a efetuar terão de ser de acordo com esta nova realidade.

Qual o futuro da Exide/Tudor em Portugal, há planos de expansão, além do investimento recentemente anunciado? O futuro da Exide penso que vai ser bom e a nossa empresa está a preparar-se para isso. Tanto nos investimentos que está a fazer na modernização das suas instalações fabris, como em equipá-las para que possam ser empresas mais amigas do ambiente, reduzindo a pegada de carbono. Para isso assinámos um acordo com a EDP Comercial, para a instalação de duas novas instalações fotovoltaicas, com uma capacidade total de 3,8 MW. Estas estarão localizadas nas instalações da Exide em Castanheira do Ribatejo, e na fábrica de reciclagem, na Azambuja. A unidade de produção será apoiada por um sistema de armazenamento de energia usando a tecnologia de baterias de alto desempenho da GNB, permitindo que a energia gerada seja consumida conforme o necessário. Será uma das maiores unidades de geração de autoconsumo com armazenamento na Europa, demonstrando o potencial de sistemas desse tipo a serem implantados em escala. Os nossos centros de R&D também estão ativos, e a trabalhar com todos os fabricantes, de modo a desenvolver as baterias necessárias para as novas necessidades, tanto no que respeita a aplicações auto como em tração elétrica (movimentação de cargas).

TEMPOS DE (MUITAS) EFEMÉRIDES! A unidade portuguesa da Exide/Tudor está e vai passar por uma fase de diversas e importantes efemérides. A mais importante ocorrerá no próximo ano quando, no dia 1 de julho, se assinalar o centenário da fundação da Sociedade Portuguesa do Acumulador TUDOR,SA (SPAT), afinal o embrião de tudo o que hoje existe. Ainda em 2020 passarão 70 anos sobre a passagem das instalações fabris da Tudor do Dafundo para Castanheira do Ribatejo (ao lado de Vila Franca de Xira), onde ainda hoje se encontram. Mas há outros “números redondos” assinalados neste ano de 2019. Passam 40 anos sobre o início da produção de baterias em polipropileno, numa nova unidade na Castanheira do Ribatejo, 35 anos sobre a abertura da fábrica de reciclagem de baterias de chumbo ácido (inicialmente Sonalur, agora Exide Technologies Recycling) e, por fim, foi há 25 anos, em 1994 que a Tudor se integrou na Exide Corporation. Dois anos com muitas datas para comemorar!

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Foi há 25 anos que a Tudor se integrou na Exide Corporation para prosseguir uma história centenária!


NOTÍCIAS

N ACIONAIS

Piscas LED dinâmicos da Osram A Osram anunciou o lançamento de novos piscas de espelho lateral dinâmicos LED, que fornecem até 200 por cento mais luz do que o requisito mínimo do ECE R6. São sincronizados com os indicadores de mudança de direção nos faróis LED da Osram e combinam com os faróis de LED atualmente disponíveis para o VW Golf VII. Os novos produtos apresentam-se nas versões branca e preta, tendo uma garantia de cinco anos e estão aprovados para uso na estrada sem precisar de ser registados. Graças à tecnologia "plug & play", os indicadores de mudança de direção são rápidos e fáceis de instalar. osram.pt

E XPOME CÂNICA PASSA A B IENA L

Salão vai crescer 50 por cento

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e 17 a 19 de abril do próximo ano, as portas da Exponor, no Porto, abrem-se à 7.ª edição do expoMecânica, o Salão de Equipamentos, Serviços e Peças Auto. A cerca de seis meses do seu começo, a organização anuncia já ter atingido o mesmo número de expositores espanhóis (26) da anterior celebração. A Kikai Eventos referiu ainda que há operadores económicos italianos e belgas com reservas de espaço já feitas. A edição de 2020 tem a grande particularidade de ver o seu espaço exibicional aumentar na ordem dos 50 por cento, face à edição de 2019. Recorde-se que estiveram presentes 254 expositores, em 16 mil metros quadrados, e a feira

recebeu um total de 16.035 visitantes. E a adesão está a ser significativa, tendo em conta que dois terços da área expositiva, correspondentes a 24 mil metros quadrado, está já ocupada por um total de 157 empresas. Portanto, estão ainda disponíveis para comercializar cerca de oito mil metros quadrados. Sónia Rodrigues, diretora comercial da Kikai, esclarece estarem no bom caminho para ”um resultado histórico em termos de área líquida alugada também". "Dos quatro pavilhões da Exponor alocados ao evento, a nave 5 do recinto está praticamente preenchida, o pavilhão 4 tem 75 por cento da área reservada e estamos com uma ocupação de 33 por cento nos dois restan-

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Com o aumento da área de exposição e a passagem a uma frequência bienal, o expoMecânica quer entrar na "família" das grandes feiras internacionais do "aftermarket"!

Novo óleo “premium” da Fuchs

tes. E a campanha ainda só vai a meio”. Em comunicado à imprensa, foi também anunciado que a feira passará a ter um caráter bienal, ou seja, de dois em dois anos, já a partir de 2020, alternando desta forma com a Motortec Automechanika Madrid. Esta decisão foi tomada após uma profunda reflexão e consulta ao mercado, tal como adianta José Manuel Costa, diretor-geral da Kikai: “Assumimos um novo compromisso com o setor. A recetividade, nacional e internacional, está a ser muito positiva. Estamos a conseguir excelentes resultados lá fora, sobretudo em Espanha, o que nos leva a

crer que vamos ter a melhor participação de sempre.” O objetivo passa também pela uniformização face às tendências internacionais do setor, assim como para permitir o seu crescimento no panorama europeu. Aquele responsável defende mesmo que, com esta alteração, “colocámos o interesse do setor acima de tudo, provámos que somos uma alternativa, credível e segura, a todos os que pretendem, tal como nós, crescer e alargar as fronteiras do ‘aftermarket’. Adotámos um modelo que funciona em toda a Europa”. expomecanica.pt

O Titan GT1 FLEX 23 SAE 5W-30, destinado a veículos ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros, é o novo óleo “premium” da Fuchs, que apresenta como principais propriedades o arranque a frio e as reservas de “performance”. O lubrificante, que dispõe de uma vasta gama de aprovações para diferentes OEM e para uma extensa gama de aplicações, vem substituir o Titan GT1 PRO B-Tec SAE 5W-30 e o Titan GT1 PRO FLEX SAE 5W-30, que serão descontinuados. Destinado a motores a “diesel”, gasolina e gás de variados fabricantes, garante até 1,6 por cento de redução adicional no consumo de combustível, quando comparado com óleos convencionais da mesma classe de viscosidade. fuchs.com/pt

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NOTÍCIAS

N ACIONAIS

Novo catálogo DT Spare Parts A DT Spare Parts publicou o primeiro catálogo dirigido para os Volvo FL 6/FL/ FE, com extensa linha de peças de reposição, num total de 1200 artigos, com garantia de 24 meses. O catálogo está acessível através do sítio da empresa e é possível fazer pedidos na versão impressa por meio do formulário de contactos ou através dos distribuidores locais. dieseltechnic.com

BO S C H

Oferta de equipamento de diagnóstico A Bosch Automotive Aftermarket tem em curso uma campanha destinada a oficinas multimarca, até ao próximo dia 15 de dezembro, na qual oferece um equipamento de diagnóstico KTS 560 de última geração, mediante a aquisição do seu “software” ESI[tronic] SD/ SIS por um período de três anos. O “software” disponibiliza às oficinas um pacote completo para a reparação de grande parte dos veículos presentes no mercado europeu, incluindo instruções de reparação passo a passo, esquemas e diagramas elétricos simples e completos, assim como a localização dos componentes e codificação na substituição. A campanha está limitada aos 300 pri-

meiros pedidos e não é acumulável com outras ofertas nem descontos adicionais. Caso pretendam, as oficinas que adiram a esta oferta, podem ainda optar pelo modelo superior, o KTS 590 com osciloscópio, por um valor adicional de 500€. Os novos equipamentos KTS 560 e 590 apresentam uma interface PassThru melhorada, o que possibilita à oficina ter acesso aos dados de reparação dos portais dos fabricantes dos veículos. Incluem ainda a nova interface de diagnóstico baseada no Ethernet DoIP (Diagnostics over Internet Protocol), que permite taxas de transferência de dados muito mais elevadas. bosch.pt

Novo vídeo da SWAG A SWAG, marca do bilstein group, tem novo vídeo técnico para explicar como substituir o kit de suporte da barra de suspensão traseira de um Ford Mondeo (www.youtube.com/user/ SWAG1954/videos). A marca alerta ainda para as causas que levam a que uma suspensão fique desalinhada, assim como os passos a ter em conta para a sua reparação. swag.de/pt

FEDIMA 50 ANOS A RECAUCHUTAR PNEUS A renovadora de pneus Fedima, e parceira da Vipal Borrachas, está celebrar meio século de existência, tendo promovido para o efeito um evento que reuniu cerca de 400 participantes. A marca de pneus reformados, também conhecida como Recauchutagem 31, promoveu na ocasião uma série de atividades, incluindo uma visita guiada à fábrica, na

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qual estiveram em destaque alguns dos mais recentes equipamentos. A efeméride serviu para homenagear algumas pessoas que fizeram parte da trajetória da empresa nessas cinco décadas. Entretanto, a Vipal entregou ainda uma placa, alusiva à data, ao CEO da renovadora portuguesa, Carlos Marques. fedimatyres.com


NOTÍCIAS

N ACIONAIS

Serviço expresso da Gamobar

ZF

Programa de fidelização para oficinas

A

ZF Aftermarket tem em curso um programa de fidelização, ZF [pro]Points, que decorre até 10 de dezembro (ou até esgotar os pontos disponíveis), em que oferece um total de 50.000 pontos aos novos membros do programa. Cada oficina que efetuar o registo “online” ganha uma parte desta oferta, ou seja, 500 pontos. Basta que digite o código promocional 3CBD8B (ou o que se encontra na publicidade), no campo do formulário. No programa, os pontos são conquistados com as compras dos produtos das mar-

cas da ZF Aftermarket (Lemförder, Sachs e TRW), que depois podem ser trocados por prémios. Ao adquirir os produtos das três marcas, a oficina terá de recortar as etiquetas das embalagens e devolvê-las por correio, em envelopes com portes pagos. Por cada etiqueta devolvida são creditados pontos na conta ZF [pro]Points da oficina. O programa ZF [pro]Points está disponível gratuitamente para todas as oficinas na Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grã-Bretanha, Polónia e Portugal. zf-propoints.com

RACE CHIP EM CONSTANTE INOVAÇÃO A operar no mercado de “chips” para aumento de potência, a Race Chip, representada em Portugal pela Q&F, anuncia as últimas inovações, tanto em soluções de “chips” como em aceleradores. Assim, a marca disponibiliza várias versões: S, RS, GTS, GTS Black e XLR. Entre as principais características, da versão mais simples (S) à mais completa (XLR), encontram-se aumentos na potência e no binário entre os 20 e os 30 por cento; de cinco a sete modos de configuração; poupanças no consumo de combustível entre os 10 e os 15 por cento no consumo de combustível. Com exceção da Versão S, todas as outras

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podem configurar-se através de “smartphone”. Nas versões GTS, GTS Black há a oferta, respetivamente, de uma e duas reprogramações caso adquira outra viatura. Esta última foi desenvolvida para viaturas de alta-performance, enquanto a XLR apresenta melhor resposta ao acelerador e fácil instalação. racechip.com 16

Expresso Distrigo é o novo serviço da Gamobar Peças, que visa maior rapidez na entrega das encomendas, feitas de moto ou de carrinha, num período de tempo inferior a hora e meia. Para já, está apenas disponível no Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, mas a ideia é alargar a outros concelhos. Para Pedro Santos, diretor da Gamobar Peças, este serviço “surge para criar maior proximidade com os nossos clientes e parceiros”. No caso da rede Eurorepar Car Service (ERCS), prossegue, “ter a peça certa, ao melhor preço e no local certo tornase crucial para o sucesso de todos”. gamobarpecas.pt

Novos casquilhos Powerflex A Q&F, representante da marca Powerflex, apresenta os casquilhos de suspensão, fruto do desenvolvimento realizado com poliuretano e da experiência adquirida ao nível de suspensão e chassis. Aquele material tem como vantagens o facto de reduzir ruídos e vibrações, mas também a supressão da dureza quando comparado com borrachas convencionais. A gama tem diversas soluções para fixação, entre as quais apoios de motor, barras estabilizadoras, braços de suspensão, “charrion”, diferencial e escapes universais. powerflex.co.uk


NOTÍCIAS

N ACIONAIS

Alcar aposta em sistemas TPMS N GK SPA R K P L UG

Velas e aquecedores em destaque A NGK SPARK PLUG lançou, recentemente, quatro novos aquecedores cerâmicos: CZ167 (gama D-Power), CZ271, CZ274 e CZ24 (caixa amarela), que se adaptam a uma gama de 181 aplicações “diesel”, equivalentes a mais de 1,7 milhões de veículos. Para além disso, introduziu no mercado mais três novas velas de ignição de metal precioso, que podem ser utilizadas em mais de 400 mil veículos a gasolina, na Europa, igualmente fornecidas aos fabricantes de automóveis como equipamento original. As velas permitem uma ignição fiável e uma

alta resistência contra o desgaste. “Estamos contentes em expandir ainda mais a nossa cobertura do parque de velas e aquecedores com estas importantes incorporações”, refere Frank Massia, diretor de “marketing” de “aftermarket” EMEA na NGK SPARK PLUG Europa. O interlocutor esclarece ainda que “o potencial de vendas para os nossos clientes no mercado de peças também continuará a crescer, já que o parque de automóveis adicionais, coberto pelas novas referências, irá expandir cerca de seis por cento nos próximos dois anos”. ngkntk.com

OSRAM ILUMINAÇÃO COM DEFINIÇÃO HD Dois anos depois do anúncio do primeiro LED híbrido Eviyos, a Osram está a iniciar um novo capítulo em soluções multipixel para faróis automóveis. Com mais de 25.000 pixels controlados individualmente, o LED possui uma área útil de apenas 40 mm². Os pixeis das luzes individuais juntam-se numa densidade de pixeis de apenas 40 µm, criando um componente que visa a economia de espaço. Desta forma, a Osram continua na sua senda de inovação no setor automóvel, mostrando também o rumo tecnológico que irá suceder nos próximos anos, a saber: faróis multifuncionais e controlados inteligentemente, que podem fazer mais do que apenas iluminar a estrada. "Com mais de 25 mil pixels controlados individualmente, a segunda geração do Eviyos trará projeções de qualidade HD para a estrada. No futuro, os veículos

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poderão mostrar avisos ou símbolos, não só para os ocupantes dos veículos, como também para aqueles que circulam nas estradas", explicou Wolfgang Lex, vice-presidente e diretor-geral da Osram Opto Semiconductors. No início de 2020 será lançada no mercado a primeira geração do híbrido LED Eviyos, com 1024 pixeis controlados individualmente, enquanto esta segunda geração deverá aparecer em 2023. osram.pt 18

A Alcar disponibiliza várias soluções que vão desde máquinas de programação até aos sensores universais para a programação e implementação em sistemas TPMS. A máquina de programação VT56, para além ser compatível com fabricantes de válvulas, possui uma interface simples e intuitiva, com atualizações que acompanham o mercado automóvel. O sistema Alcar TPMS é representado em exclusivo pela Q&F. alcar-wheels.com

Escape Remus para Toyota Supra A marca Remus, representada em exclusivo pela Q&F em Portugal, desenvolveu uma linha de escapes em aço inoxidável para o Toyota Supra, um desportivo dotado de um motor de 3 litros. Com uma construção que recorre aos componentes mais leves do mercado, permite não só um aumento de potência como também do seu binário, sem esquecer da afinação acústica. remus.eu


NOTÍCIAS

N ACIONAIS

Clássicos Citroën visitam Autozitânia

G R UP O A L VE S BANDE IR A

Donativo equipa carrinhas de bombeiros O Grupo Alves Bandeira, através das empresas AB Tyres, Alves Bandeira e Petroibérica, levou a cabo uma ação de responsabilidade social junto de 30 corporações de bombeiros, que consistiu em equipar as suas carrinhas com pneus da marca Falken. No total, o Grupo Alves Bandeira ofereceu mais de 120 pneus aos bombeiros portugueses e equipou 30 ambulâncias, o que representou um donativo superior a sete mil euros. “Esta ação, assim como outras que realizámos no passado recente, é a forma que encontramos para agradecer, mais uma vez, a dedicação e coragem na defesa do

nosso país durante o período crítico de incêndios”, afirmou Pedro Bandeira, assessor da administração do Grupo Alves Bandeira. O responsável reforçou ainda “o envolvimento dos nossos parceiros AB Partner, aos quais agradecemos pela oferta da montagem dos pneus e por se juntarem a esta iniciativa social”. Pedro Bandeira conclui referindo que o Grupo também pretende proteger os bombeiros, “com a oferta de uma marca que lhes garanta a segurança ao longo dos milhares de serviços que realizam anualmente na defesa das nossas vidas”. alvesbandeira.pt

BO S H

OFERTA DE COLETES MULTIUSOS Para impulsionar as vendas de motores de arranque e alternadores, a Bosch apresenta uma campanha durante outubro. Assim, as oficinas Bosch ao adquirirem algum daqueles produtos recebem um colete multiusos, oferta prática para a chegada dos meses mais frios do ano. A Bosch disponibiliza uma vasta gama de motores de arranque e alternadores, novos ou reconstruídos, através do programa Bosch eXchange, desenvolvido não só para veículos industriais e de passageiros, como também para máquinas agrícolas,

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de construção e obras públicas. As mais de duas mil referências abarcam uma cobertura de cerca de 95 por cento do mercado europeu, sendo que o programa de reconstruídos da Bosch oferece a mesma fiabilidade e durabilidade que os seus produtos novos. bosch.pt 20

Recordando os veículos do passado, a Autozitânia recebeu, recentemente, nas suas instalações o evento da AVAMO – Associação de Veículos Antigos Motorizados de Odivelas, que consistiu num desfile de cerca de 100 automóveis clássicos da marca Citroën. A iniciativa, integrada nas comemorações dos 100 anos da marca, teve por base prestar uma homenagem aos veículos que marcaram a história do parque automóvel nacional. O evento 100 anos, 100 Citroën realizou-se no Largo D. Dinis, em Odivelas, recebendo viaturas Citroën vindas de todo o País e também de diversos países europeus. autozitania.pt

Q&F apresenta jante BBS XR A Q&F apresenta esta novidade ao mercado nacional como sendo tradicional mas moderna, já que combina qualidade de construção com um “design” contemporâneo. A jante BBS XR pode ainda ser equipada com um aro protetor em aço inoxidável e está disponível em 18 polegadas, em cinzento platina, para diversos tipos de viaturas. qf-lda.pt


REPORTAGEM

CGA CAR SERVICE

PROJETO AMBICIOSO! A Auto Delta avançou para uma rede oficinal própria, com condições muito vantajosas para os pequenos negócios e apoiada na grande dimensão do grupo CGA. O CGA Car Service quer tornar-se uma das maiores redes nacionais… já em meados de 2020! Texto Sérgio Veiga

U

ma nova rede oficinal, com um conceito ligeiramente diferente e apoiada no maior grupo ibérico, o CGA Car Service, com 1300 oficinas na Península, está já a espalhar-se em Portugal e com objetivos muito ambiciosos. Por trás está a Auto Delta, grande empresa de Leiria do “aftermarket” nacional e que incorporou recentemente marcas como TRW, Monroe e NRF no seu portfólio já a pensar neste novo passo. “Era algo que nos estava a faltar e quando apareceu a possibilidade de adesão à CGA [este ano], a hipótese de uma rede oficinal foi a mais importante”, referiu Marcelo Silva, líder da Auto Delta. Para mostrar a seriedade do projecto do CGA Car Service, contratou um profissional com largo conhecimento do setor, ficando Manuel Pena a liderar a expansão da rede oficinal. E com

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ambições que não escondeu, quando já estava garantida a adesão das primeiras 24 oficinas: “O objetivo até maio de 2020 é duplicar ou até triplicar este número e ultrapassar algumas das maiores redes nacionais. Penso que 80 a 90 oficinas já é uma boa rede oficinal a nível nacional, mas nós temos sempre a vantagem de as nossas negociações serem feitas numa base… de 1300 oficinas!”. A rede CGA Car Service tem pontos muito atraentes para oficinas de pe-

"O objetivo até maio de 2020 é duplicar ou até triplicar as atuais 24 oficinas" 22

quena dimensão que não dispõem de grandes meios para fazer parte de outras redes oficinais, mesmo se a CGA até já foi abordada por empresas de grande dimensão. Para começar, a imagem corporativa não obriga a elevados investimentos, sendo oferecida pela própria rede, além de um “kit” de boas-vindas e até fardamento a custos acessíveis por ser comparticipado pela CGA. Depois, e muito importante, a própria rede CGA assume os custos com a assinatura anual do “software” de gestão oficinal que inclui programa de faturação. Já em relação à parte prática do trabalho da oficina, os seus elementos têm de ter um mínimo de dois dias de formação por ano, mas que pode também incluir, além dos conhecimentos técnicos mais recentes, uma parte comercial e administrativa, para um domínio mais abrangente de todo o negócio. Muito útil é o “backup” técnico que o grupo CGA oferece às suas oficinas que integram a rede Car Service, através de uma linha de apoio que, em caso de algum problema mais complexo, verifica rapidamente se algo semelhante já sucedeu noutra das 1300 oficinas CGA na Península Ibérica e qual foi a resolução. Além disso, a rede CGA tem uma base de dados com mais de 420 mil boletins técnicos com os erros crónicos de cada versão de cada modelo, para uma informação mais rápida e rigorosa. A PENSAR NO INTERIOR Por fim, a CGA comparticipa também nas atualizações dos “software” das máquinas de diagnóstico, independentemente da sua marca, oferece bónus nas compras de peças e dispõem de uma linha própria de produtos de marca CGA, nomeadamente baterias, óleos,


alternadores, lâmpadas, etc. Além de campanhas de “marketing”, a rede CGA oferece uma vantagem extra aos clientes das suas oficinas, uma garantia ibérica, válida em qualquer oficina CGA da Península. Tudo isto, juntamente com um “fee” anual considerado baixo – “é um valor ajustável à dimensão da oficina e, numa primeira fase, é o nosso distribuidor local que nos indica qual será o cliente ideal, em função da faturação”, explicou Manuel Pena – constitui

um “pacote” atraente para pequenas oficinas que já perceberam que dificilmente chegarão longe se continuarem “orgulhosamente sós” neste panorama do pós-venda em evolução supersónica… E se o objetivo da CGA Car Service é tornar-se uma rede a nível nacional (incluindo Madeira e Açores), a região interior é um alvo preferencial deste conceito. Foi, aliás, o objetivo da Auto Delta desde que, em 2011, abriu uma delegação em Castelo Branco. “O Interior

é esquecido e esses profissionais necessitam de ter as mesmas ferramentas”, declarou Manuel Pena. “Este é um conceito pensado para as micro-oficinas e todas as empresas que queiram evoluir e não só para as grandes oficinas”. Para as 24 oficinas já garantidas é estimado um volume de negócios de 4,8 milhões de euros por ano, à volta de 200 mil euros por oficina, valor que aumentará quando a rede se estender aos grandes centros. Que será o passo seguinte…

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MARÇO 2019 TURBO OFICINA


REPORTAGEM

NEXUS AUTO E PROFISSIONAL PLUS

ENTRADA COM UMA FASQUIA ALTA As duas novas redes de oficinas com o “selo” da Nexus chegam ao mercado nacional pelas mãos da Krautli Portugal e pretendem atingir as 150 oficinas aderentes já em 2020! Texto David Espanca

É

pela mão da Krautli Portugal que as novas redes oficinais Nexus Auto e Profissional Plus chegam ao mercado nacional, na sequência do plano de expansão traçado pela Serca para o nosso País. A apresentação das novas redes oficinais teve lugar na sede da Krautli Portugal, empresa que, juntamente com a Bragalis, terá a responsabilidade de dinamizar estes dois conceitos. Para formalizar a apresentação, estiveram o diretor-geral da Krautli, José Pires, e Carlos Silva, diretor de vendas e marketing. Na ocasião, Carlos Palancar, responsável ibérico da Serca, grupo em que a Krautli se integra e que gere as redes em Espanha, explicou o conceito por

TURBO OFICINA OUTUBRO 2019

trás do Nexus Auto. Sendo uma rede de oficinas “premium”, o interlocutor esclarece: “Queremos ser uma rede oficinal personalizada”. Para isso, prossegue, “os aderentes à rede terão obrigatoriamente duas formações anuais, num total de 16 horas, com procedimentos e ferramentas de diagnóstico de última geração”. Há ainda que adotar uma imagem exterior uniformizada e obedecer a certas distâncias geográficas. Já o que difere na rede Profissional Plus é o facto de ser modular, ou seja, “os aderentes podem escolher os tipos de serviço que melhor se adaptam às suas necessidades”, adianta Carlos Palancar. Além disso, apenas são obrigados a ter um plano de formação anual de oito horas. 24

Atualmente, existem sete oficinas Nexus Auto e duas Profissional Plus em Portugal, tendo os responsáveis adiantado que o objetivo para o final de 2020 é chegar às 50 e 100 oficinas para a Auto e Profissional, respetivamente. 19 MILHÕES DE FATURAÇÃO Também presente no evento esteve Marc Blanco, diretor de operações da Serca, tendo explicado que o Nexus é um “conceito de grupo diferente, já que pretende juntar todos os ‘players’ do setor, nomeadamente, fabricantes, redes e ‘aftermarket’, unir forças para construir um futuro aceitável e rentável para todos”. O Grupo Nexus é bastante jovem, com quatro anos de presença no merca-


do, mas que “apresenta já uma postura sólida, com uma faturação na ordem dos 19 milhões de euros”. E assim foi-se criando um conceito de rede, com uma imagem estandardizada a nível mundial, sendo que na Península Ibérica “está a ter uma adesão muito forte, contando a Nexus Auto já com cerca de 30 oficinas nos dois países”, rematou Marc Blanco.

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Aquele responsável avançou que foram realizados investimentos na ordem dos 800 mil euros para o desenvolvimento da rede Nexus Auto a nível ibérico, que atualmente já compreende mais de 500 oficinas em toda a Europa. Entre os diversos serviços disponibilizados à sua rede de oficinas, destaque para o seu departamento de formação, que adquiriu, em 2017, dez veículos em

segunda mão, um dos quais elétricos, para que os formandos possam pôr em prática a utilização das mais recentes tecnologias. Têm ainda acesso a um programa informático que permite manter um controlo completo da gestão da oficina, acordos e promoções exclusivas tanto para o cliente final como para as empresas, gestoras de frotas ou “renting”.


ESPECIALISTA

VENEPORTE

SOLUÇÕES SCR PARA “AFTERMARKET” Em ambiente festivo, a Veneporte inaugurou novas instalações em Águeda e anunciou as novidades e objetivos inerentes ao seu desenvolvimento estratégico, com destaque para a tecnologia Selective Catalytic Reduction Texto David Espanca

A

Veneporte comemorou recentemente o seu 53.º aniversário perante cerca de 280 convidados. A data festiva serviu ainda para apresentar as novas instalações da empresa, que implicaram a renovação de todas as áreas técnicas, administrativas, comerciais e sociais, num

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investimento que rondou os 1,25 milhões de euros. Fundada em 1966, em Águeda, a Veneporte dedica-se ao fabrico de sistemas de escape, catalisadores, filtros de partículas, SCR’s e outros componentes para a indústria automóvel, utilizando a mais avançada tecnologia no seu processo produtivo. Hoje, exporta 26

para um total de 25 países, espalhados um pouco por todo o Mundo. Com uma área total de 50 mil metros quadrados, metade dela coberta, a empresa garante uma cobertura na ordem dos 90 por cento do parque automóvel europeu. Os 180 colaboradores asseguram todo o processo nas suas instalações, desde a parte de investigação e


desenvolvimento, passando pela etapa de prototipagem e construção de ferramentas, até à fase final de produção e testes. 160 MIL PEÇAS EM “STOCK” No decorrer da visita efetuada às instalações constatámos a alta capacidade de “stockagem” no armazém, que atinge cerca de 160 mil peças, assumindo-se a logística como um fator decisivo na expedição célere de encomendas e na alta taxa de serviço. A grande novidade apresentada pela Veneporte é a tecnologia SCR (Selective Catalytic Reduction) para tratamento e redução de emissões de NOx (óxidos de nitrogénio) acima dos 90 por cento, em conformidade com a norma Euro 6. Trata-se do primeiro fabricante a disponibilizar uma gama relevante de soluções SCR ao “aftermarket”. A propósito da parceria estabelecida, em 2018, com a Faurecia, especialista em tecnologia automóvel, estão para breve potenciais novas tecnologias destinadas ao primeiro equipamento. Por outro lado, também importante no

A Veneporte equipa diversos construtores automóveis, mas também fornece o "aftermarket", sendo autosuficiente em todos os passos da produção

desenvolvimento dos negócios está a plataforma B2B, já que permite realizar pedidos, verificar “stocks”, efetuar transações abertas ou ter acesso ao extrato de conta e histórico de pedidos. Acabada a visita, seguiram-se momentos mais descontraídos ao som da banda Fanfarra Káustica, e um almoço convívio, que serviu ainda para premiar alguns colaboradores com mais de 25 anos ao serviço da empresa. No discurso de encerramento, Abílio Cardoso, CEO da Veneporte, efetuou um balanço daquilo que foram os 53 anos de existência, relembrando que chegou à empresa em dezembro de 1991 – tinha apenas 24 anos quando foi assegurar a gerência financeira e administrativa. Na altura encontrou uma empresa com muitos problemas estratégicos e organizacionais, assim como 27

graves dificuldades financeiras. E recordou: “Graças à enorme dedicação a este projeto e ao compromisso dos nossos funcionários, conseguimos superar muitos obstáculos.” Desta forma, Abílio Cardoso mostra-se confiante para os anos vindouros: “Somos hoje uma empresa mais estruturada, com um conhecimento alargado, mais inovadora e tecnológica, mas, acima de tudo, com muito mais competências adquiridas”. Atualmente, a Veneporte está ciente dos novos riscos e desafios que se colocam, nomeadamente, “a mobilidade elétrica e outras soluções, embora pensemos que são alternativas que seguirão o seu curso no tempo e nos permitirão pensar sobre o nosso futuro com alguma reflexão”, esclareceu. Nos próximos tempos, a Veneporte vai dedicar-se “a otimizar a organização, melhorar a eficiência da produção e promover a eficácia comercial, estudar novas oportunidades, não apenas nesta área de negócios, mas também em outras que certamente serão incorporadas”, rematou o CEO da empresa.

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ENTREVISTA

JOSÉ FRAZÃO, DIRETOR DA “MECÂNICA”

A OPORTUNIDADE QUE VEM DA CHINA! Não perdendo a sua caraterística de certame do “aftermarket”, a próxima edição da “Mecânica”, em novembro, ficará marcada pela presença de meia centena de empresas chinesas em torno do grupo Sinomach, à procura de parceiros de negócio. Uma oportunidade única!

A

Texto Sérgio Veiga Fotos José Bispo

nona edição da “MECÂNICA – Salão do aftermarket, equipamento oficinal e logística”, que decorrerá pela terceira vez em Lisboa, na FIL, entre 22 e 24 de novembro, terá uma envolvência bem distinta das anteriores. Continuará a ser, bem entendido, um certame virado para o “aftermarket”, com a presença das grandes empresas nacionais e de vários expositores internacionais, mas é incontornável a chegada de uma vasta representação chinesa, com meia cente-

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na de expositores reunidas em torno do grupo Sinomachint. A Sinomach International é um gigantesco conglomerado industrial – está entre os 250 maiores grupos mundiais –, com inúmeras vertentes (começou pelos abrasivos há quase quatro décadas), entre as quais o “aftermarket” automóvel. É, obviamente, uma empresa intimamente ligada ao estado chinês, daí a importância do contacto da Câmara de Comércio Luso-Chinesa para esta importante parceria. 28


“Eles vieram até nós e a ‘Mecânica’ também precisava de algo novo”, explicou-nos José Frazão, o diretor do salão. “Encontrámos assim um parceiro que é um dos maiores grupos da China que trabalha no sector automóvel e que têm vários grupos económicos a trabalhar nesta área. Estão muito ligados ao próprio governo chinês e é um grupo que vai do aftemarket até à concessão e conceção de automóveis elétricos na China”. Como viu este interesse por esse grande grupo chinês em entrar na “Mecânica” e o que procurará a Sinomach com esta presença? A entrada deles cá integra-se num contexto político além do económico, estando relacionada com as trocas comerciais entre Portugal e China. Poderá ser um ponto de partida para diversas áreas do sector automóvel. A nós também nos interessa exportar e eles percebem que temos condições para isso. E eles têm mais facilidades connosco do que com outros países, tal como acontece com a Alemanha. Eles querem entrar em Portugal por sermos um potencial mercado na montagem e crescimento do sector automóvel. Não temos muito mais informações por eles serem um pouco fechados, mas nota-se pela dinâmica que são muito fortes. E a sua entrada dará um envolvimento diferente à Mecânica, já puxa mais para um cariz internacional, pois contamos também com presenças italiana, espanhola, brasileira, holandesa e eslovena. Quando refere o alegado interesse da Sinomach por Portugal, de que poderemos estar a falar? O mercado chinês está tecnologicamente muito avançado, nalguns casos até mais que o europeu. No mercado automóvel desenvolvem grandes projetos e andam tão rápido que, nalgumas áreas, já estão a tomar a dianteira. E eles até têm um veículo elétrico desenvolvido na China que pretendem construir na Europa, salvo erro na República Checa. Contudo, a Europa tem um grau de exigência muito elevado em relação a carros elétricos e é por isso que ainda não o têm no mercado. Mas têm evoluído muito. O crescimento deles está muito rápido e vamos introduzir um dado novo para a economia portuguesa porque podemos ir mais longe. Quem sabe se, daqui por uns anos, não estaremos a produzir automóveis elétricos com tecnologia deles? Porque nós produzimos melhor, mas eles estão tecnologicamente muito desenvolvidos. Em que moldes se notará a forte presença dessa comitiva chinesa na “Mecânica”? É uma presença mais abrangente que apenas no “aftermarket”. Terão muitas reuniões dentro do seu próprio espaço, abertas a todos os sectores do automóvel, não apenas do “aftermarket”. Eles não vêm vender diretamente, vêm acima de tudo reforçar reuniões que já tiveram com outros parceiros, nomeadamente no “aftermarket”. Mas também trazem já contactos para novos encontros. Mas,

UMA SÓ FEIRA POR ANO! A questão não era nova, todos os anos se repetia a interrogação: como é que um país com a dimensão de Portugal conseguia ter duas feiras dedicadas ao «aftermarket» num mesmo ano, quando mercados muitíssimo maiores, como o alemão, francês ou espanhol, têm certames de referência bienais?... Com o expoMecânica, no Porto, a anunciar a passagem a uma periodicidade bienal, a partir de 2020, o panorama deverá vir a alterar-se, segundo apurou a TURBO OFICINA, com a muito provável passagem da Mecânica também a bienal, alternando

com o certame nortenho. Ou seja, é muito natural que, após a edição deste ano, a FIL só volte a receber uma feira de “aftermarket” em 2021. Contudo, ao que apurámos, há ainda vários detalhes a serem ultimados para que a ExpoSalão, organizador do certame de Lisboa, possa concretizar essa decisão, nomeadamente compromissos já acertados e que têm de ser renegociados. Inclusive com esta nova parceria criada com o grupo chinês Sinomach. Mas, segundo José Frazão, “tudo deverá ficar acertado até dia 22, quando da abertura da edição deste ano da Mecânica”.

por exemplo, apresentarão um autocarro elétrico, o que vai pouco além dos objetivos da “Mecânica”, mas faz parte da estratégia de mostrarem os seus produtos. Isto de abrir ao mercado chinês acho que muita coisa vai acontecer e haverá uma atitude completamente diferente. Vai ser um ano com forte diferenciação, penso que para melhor. Teremos mais de 50 expositores só da parte da China que vêm procurar negócios em reuniões constantes, com várias salas de reuniões. Inclusive com clientes deles dos mercados espanhol e francês. Essa é uma presença importante que irá alargar o âmbito da “Mecânica” enquanto feira do “aftermarket”, equipamento e logística… Sim, vai alargar os nossos objetivos. Mas a feira é, acima de tudo, um local de encontro e ponto 29

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ENTREVISTA

As empresas nacionais continuarão a ter o seu espaço de encontro lisboeta na edição deste ano da Mecânica e com a possibilidade de encontrar ambiciosos parceiros internacionais

de partida para negócios. Vai haver muitas saídas, muitos contactos, e Lisboa está a ser motivo disso. Virão elementos do governo chinês, e terão ações permanentes com abordagens de grandes empresas, estando o Governo português atento a este projeto. Eles estavam a pensar fazer um projeto próprio, com um evento específico, mas acharam melhor integrar, numa primeira fase, uma feira já existente e, depois, verem como corria. E veem esta presença como ponto de partida para os mercados de Espanha, França, Itália e até mercados do norte de África, como Marrocos ou Argélia. UMA FEIRA À PROCURA DO MERCADO EXTERNO Esta entrada “em grande” desse grupo chinês colocou-vos problemas em relação às outras empresas expositoras? Não porque eles não vêm fazer concorrência aos que cá estão, até pode acontecer que sejam fornecedores de um ou outro. Eles vêm apresentar

TURBO OFICINA OUTUBRO 2019

Esta edição da “Mecânica” passa, assim, a ter duas vertentes, o da presença chinesa e a habitual feira do “aftermarket”? É uma “Mecânica” num contexto mais internacional, virada não só para dentro, mas também para fora, tendo maior potencial como centro de distribuição internacional. As nossas empresas estão muito bem organizadas e temos capacidade de começar a vender aos europeus, há muitas empresas já a exportar, nomeadamente para os Palop’s ou para Marrocos. Vai ser uma “Mecânica” à procura do mercado externo e fomentada pelo mercado internacional porque há empresas dispostas a apostar em Portugal. Aumentou o número de expositores nacionais? Não, não há mais empresas portuguesas. De facto, a “Mecânica” em Lisboa não aumentou o número de empresas portuguesas, continuaremos com uma centena de expositores, mas tem havido um reajustamento do mercado com novas estratégias. Não aumentámos o espaço, o número de expositores é equivalente ao do ano passado e queremos mantê-lo, mas oferecer um produto novo e alargar mais o conceito.

ATIVIDADES PARALELAS A 9.ª edição da “Mecânica” terá, além da exposição propriamente dita, um intenso programa de atividades paralelas, contando para isso com um auditório, onde decorrerão conferências várias e por parte de entidades credenciadas como o Centro de Arbitragem do Sector Automóvel, CASA (“Boas práticas na reparação”), Aran e Cepra (“Novas competências dos reparadores de amanhã”), Formação EAATA (“Formação

o seu potencial, até porque não vendem diretamente. Eles vêm mostrar o que estão a produzir, não vêm propriamente fazer negócio, bem com aqueles “stands” pequeninos, não é essa a sua finalidade. Vêm em busca de uma escala diferente, à procura do fabricante e não concorrer com a empresa de “aftermarket”. Mas se houver um importador que queira trabalhar com eles, certamente que estarão abertos a isso.

sobre unidades eletrónicas de motor ECU”), Anecra e Cepra (“Veículos elétricos: intervir com segurança”), Associação Portuguesa de Veículos a Gás Natural, ou “A influência do mundo digital nos sectores automóvel e transporte” (pela Wurth). Estes são apenas alguns exemplos das muitas atividades paralelas à exposição que decorrerão durante os três dias da “Mecânica”.

E mantêm a aposta na logística… A logística são clientes que querem estar presentes porque todos os produtos têm logística associada. Por questão de economia e racionalidade de custos as empresas ou contratam ou têm elas próprias uma empresa de logística. Todas as feiras que fazemos passaram a ter uma parte de logística que é transversal a todas as atividades, aumentando a rentabilidade. 30


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REPORTAGEM

PROJETO CARUSO

MOBILIDADE CONECTADA E ACESSÍVEL A TODOS O “aftermarket” criou as raízes para um projeto global em termos de dados e serviços. As oficinas, entre outros “players”, serão os principais beneficiados com o projecto Caruso Texto David Espanca

TURBO OFICINA OUTUBRO 2019

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O Projeto Caruso será uma nova "porta digital" para as oficinas independentes acederem aos dados dos fabricantes para procederem às reparações

O

projeto Caruso é um “marketplace” de dados e serviços para o “aftermarket”. Alexander Haid, o seu diretor-geral, explica: “A nossa visão é tornar o setor aberto, digital e de mobilidade conectada, mas para se atingir isso todos os intervenientes no mercado precisam de um acesso rápido e fácil aos serviços e dados. E é isso que o Caruso pretende e torna possível”. Ali, os fornecedores podem encontrar uma outra fonte de rendimentos para os seus negócios, usando-o como um canal de vendas adicional que abre

novas oportunidades de crescimento para um amplo grupo-alvo. De fácil e rápido acesso, os seus utilizadores podem escolher entre uma ampla variedade de “players”, de forma a obter a oferta que melhor lhes convém, aumentando o seu portfólio de serviços de mobilidade mais rapidamente e melhorando a eficiência dos seus negócios. De entre os potenciais utilizadores finais encontram-se as oficinas, fabricantes de peças, gestores de frotas, empresas de “rent-a-car”, fornecedores de “software” e de serviços, companhias de seguros, empresas de assistência na estrada ou operadoras de telecomunicações. A plataforma funciona como um mercado unificado de dados e serviços, usando a IoT (Internet das Coisas) e tecnologias de ponta na gestão de dados numa série de serviços alojados na nuvem. Todos os dados são harmonizados para um fácil acesso e padronizado através das APIs – Interface de Programação de Aplicações. 35

REAÇÃO DO “AFTERMARKET” As principais funcionalidades passam pelo comércio B2B de dados e serviços, além de um fácil acesso e tratamento de contratos e faturas. Todos os tipos de dados do veículo podem ser integrados pelos parceiros nos seus próprios aplicativos e utilizados para novos serviços de mobilidade. Além dos dados OEM do veículo e dos sistemas baseados em OBD2, um grande número de fornecedores de dados complementares estão já incluídos. Várias fontes de dados podem ser integradas, permitindo aos fornecedores e consumidores de dados oferecerem serviços de mobilidade inovadores, poderosos e seguros. Em Portugal, a iniciativa tem um representante ativo, a ANECRA – Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel. A TURBO OFICINA foi saber um pouco mais como funciona, na prática, este “marketplace”. Na génese do Caruso está uma reação do “aftermarket” a uma situação nova

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REPORTAGEM

Roberto Gaspar, secretário-feral da Anecra, tem acompanhado a evolução do Projeto Caruso e defende a sua importância para uma concorrência mais justa

CONVENÇÃO DA ANECRA EM NOVEMBRO É já dia 8 e 9 de novembro que a ANECRA irá realizar a sua convenção, com a particularidade de celebrar a sua 30.ª edição, tendo como mote o “Horizonte 20/30 – Que Automóvel? Que Negócio?”. Este ano, a Associação apresenta duas grandes novidades: um encontro especializado sobre o comércio de veículos usados; e o retomar de uma tradição, o jantar de encerramento no Casino do Estoril. Quanto aos temas que estarão em destaque no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, centrar-se-ão no impacto da economia digital na economia real; comércio automóvel, que produto e que negócio; os desafios da década para as seguradoras, gestoras de frotas e oficinas; e a digitalização do após-venda e o futuro do negócio. No horizonte da próxima década, estarão em debate quais os modelos de negócio para as oficinas do futuro, a comunicação eficaz com os clientes e saber ainda que tipo de automóvel ou de negócio.

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no mercado, que “pode constituir uma ameaça ao mercado do pós-venda de uma forma geral”, adiantou Roberto Gaspar, secretário-geral daquela entidade. Desde maio do ano passado, as novas viaturas passaram a estar equipadas com o sistema “e-call” (ativado em caso de acidente), o que implica estarem conectadas aos fabricantes automóveis, sendo através destes que é, então, feita a ligação aos sistemas de emergência médica de cada país. Os veículos, ao estarem ligados entre estes dois pontos, explica o interlocutor, “faz com que as marcas, ou importadores, passem a ter uma vantagem adicional face àquilo que é o 'aftermarket', pois passam a ter acesso, de forma quase imediata, à informação do carro, inclusive georreferenciação, informações produzidas através dos sensores, enfim, um número grande de situações que podem ser acedidas remotamente”. E prossegue: “Se um fabricante tem acesso a essa informação, passa a ter uma vantagem competitiva enorme face ao que é o 'aftermarket', já que consegue aceder 'online' e ter acesso a dados qualitativos. No limite, uma marca pode comunicar com o condutor e informar determinado tipo de ocorrências no veículo, fazendo 'marketing'


preditivo de uma forma que mais ninguém consegue”. O Caruso apresenta-se como um processo em que tem como principal acionista a TecAlliance que, por sua vez, representa cerca de 35 das 50 principais empresas de “aftermarket”. Uma das suas premissas passa por negociar junto dos poderes instituídos, nomeadamente da Comissão Europeia, alertando para “o desequilíbrio que é este processo”, tal como revela o secretário-geral da ANECRA. “DATA CENTER” A NÍVEL GLOBAL A outra vertente é mais tecnológica, já que apresenta um “data center” que armazena toda a informação, a que os parceiros podem ter acesso mediante um custo fixo. E os parceiros podem ser as marcas, empresas do “aftermarket”, seguradoras, oficinas, gestoras de frotas, no fundo qualquer empresa que tenha interesse em aceder a informação qualitativa dos automóveis para melhorar o seu negócio. No entanto, devido a aspetos legais, o Caruso ainda não está em pleno funcionamento. Roberto Gaspar lembra: “Do ponto de vista das marcas, estamos a falar de diferentes velocidades, ou seja, BMW, Grupo Volkswagen ou Mercedes já trabalham há muito tempo com o sistema 'e-call', mas a maior parte das marcas ainda está muito longe de ter acesso 'online' à informação”. O Caruso é um “data center” não só especificamente na lógica de acesso aos dados, da conectividade dos carros e dos dados que daí provêm, mas também a nível global, visto que há operadores dos mais diferentes países, que procuram também parceiros noutros países para oferecer os seus serviços, funcionando como um “marketplace business to business”. No passado mês de maio, a ANECRA fez uma apresentação na reunião anual do Caruso, que teve lugar em Colónia (Alemanha). Por isso, acrescenta Roberto Gaspar, “já identificámos vários projetos de interesse para alguns serviços dos nossos associados, numa primeira análise, e depois então para o mercado de uma forma geral”. A essência do projeto Caruso visa a obtenção dos dados “online” provenientes dos veículos, sendo um processo gradual, já que terá de ter agregadas todas

as marcas automóveis com essa capacidade tecnológica efetiva e operacional de recolha da informação. Quando esse processo estiver concluído, uma oficina individual ou uma rede, através da ANECRA, poderá ter acesso a informações qualitativas sobre o que se passa com os veículos da sua zona e, em função disso, trabalhar essa informação, efetuando ações de “marketing”, por exemplo, adequadas ao pretendido. ANECRA LANÇA NOVO PRODUTO O Caruso foi apresentado aos associados da ANECRA no ano passado. “Neste momento estamos a trabalhar para que as pequenas e médias oficinas, que dificilmente conseguiriam entrar neste projeto, possam ter acesso ao mesmo”. Nesse sentido, continua o secretário-geral, “será lançado, no decorrer da nossa Convenção, um novo produto que permita isso mesmo, ou seja, criar um modelo em que possamos dar acesso a pequenas oficinas ou operadores, que precisem pontualmente de algum tipo de informação, sem ter de recorrer a licenças, podendo pontualmente ter acesso a determinada informação”. Quanto ao desenvolvimento do projeto, “ele estará sempre dependente de diversos fatores que não controlamos, 37

como a aprovação de uma nova legislação europeia a permitir que o acesso à informação seja feito de uma forma democrática e para todos os intervenientes no mercado”, explica o interlocutor. O segundo ponto, tal como referido, “tem a ver com o facto de ser necessário que todas as marcas, ou muitas delas, estejam no mesmo patamar, ou seja, com a mesma capacidade tecnológica e operacional de recolher e trabalhar essa informação, disponibilizando-a posteriormente”. Por enquanto, Roberto Gaspar afirma: “Estamos a usufruir daquilo que o Caruso representa hoje. Muito mais do que um 'data center' dos dados que vêm das viaturas, é um 'data center' à escala global, no qual os vários operadores têm informação para dar ao mercado e aquilo que fazemos é perceber o que está lá dentro, aquilo que é interessante para colocar no mercado e que, de alguma forma, pode melhorar o processo do negócio”. Em relação ao futuro, além do lançamento daquele produto, a ANECRA está a trabalhar em diferentes serviços dentro do projeto, já identificados como sendo interessantes para o mercado português, que pretendem também disponibilizar aos seus associados.

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HELLA

TODO UM MUNDO DE ELETRÓNICA A Hella conta com uma ampla experiência de mais de 60 anos como parceiro de confiança no setor da eletrónica, colaborando com os principais fabricantes de equipamento original. O seu completo programa de sensores e atuadores inclui mais de 20 famílias de produtos, integrando constantemente as últimas inovações tecnológicas.

TODO UM MUNDO DE ELETRÓNICA

Porquê optar por eletrónica Hella? • Especialistas em equipamento original (OE). Mais de 20 unidades de produção e desenvolvimento em 10 países. Mais de 100 milhões de sensores produzidos por ano. Máxima fiabilidade e precisão dos componentes. • Programa completo de componentes de eletrónica. Com mais de 1800 referências: sensores, atuadores, ignição e unidades de controlo. Atualizações periódicas adaptadas aomercado. • Hella Gutmann Solutions. O nosso parceiro técnico de alta qualidade, com diagnóstico e calibragem para toda a eletrónica do veículo. • Apoio técnico, comercial e marketing, com maior proximidade à oficina.

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Comandos de fecho centralizado. Os comandos de fecho centralizado que são equipamento original trabalham com duas frequências de grande qualidade, 433 MHz e 315 MHz respetivamente, que garantem a máxima fiabilidade e segurança.

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MELCHOR GABILONDO

GT2 E GT3: MACACOS ROLANTES PARA LIDERAR O MERCADO Os macacos rolantes Mega GT2 (de até duas toneladas) e GT3 (de até três toneladas) destacam-se pelo seu design e qualidade de construção, graças à utilização de tecnologias de última geração no seu fabrico. "A equipa de design da Mega pensou em cada detalhe com cuidado e fabricámo-los com a devida robustez e materiais pensados para prolongar a vida útil dos mesmos", indicam fontes da empresa. Ambos contam com uma estrutura reforçada para uma utilização intensiva em trabalhos pesados. Maior largura de vias para uma maior estabilidade, pega ergonómica que permite um fácil manuseamento desde qualquer posição e umas rodas maiores para uma melhor mobilidade e apoio em superfícies irregulares. As rodas de poliamida melhoram a manobrabilidade, não danificam o solo, não oxidam e são silenciosas. Além disso, tanto o GT2 como o GT3 contam com diferentes sistemas de segurança, importantes para fazer frente a qualquer imprevisto:

• Dispõem do dispositivo de controlo de descida LCS • Interrompem a operação se o utilizador perder o controlo • Têm uma válvula de segurança contra sobrecargas • Estão equipados com um limitador hidráulico de curso

Os dois equipamentos têm uma versão "Safety Lock" pelo que, além de todas as características descritas, incluem um dispositivo mecânico de segurança para precaver uma descida involuntária ou acidental da carga. Caso ocorra, o braço elevador ficará bloqueado a 320 mm do solo.

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PREPARAR O CARRO PARA O INVERNO

COMUNICAR E JOGAR NA ANTECIPAÇÃO É sempre aconselhável uma revisão automóvel mais profunda antes que o inverno chegue. Para isso são várias as redes oficinais que apostam em campanhas de promoção e comunicação para chegar ao cliente final. Conheça os melhores e mais eficazes argumentos para ganhar mais clientela nesta altura do ano Texto David Espanca

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om o outono instalado e o inverno à espreita, esta é uma altura do ano em que as revisões automóveis se tornam bastante importantes. Para que os clientes saibam antecipadamente com o que devem contar, as oficinas têm um papel extremamente importante na forma como comunicar e aconselhar o que devem fazer antes da chegada do frio, chuva e até neve... Porque nestas coisas há, muitas vezes, a tendência de esquecer que há zonas do território nacional (em especial as Beiras e Trás-os-Montes) em que a neve e o gelo fazem parte do dia-a-dia dos automobilistas numa parte do ano! Nesta época há uma série de alterações ao nível da condução que é necessário ter em atenção. Por um lado, é um facto assente que os dias escurecerem mais cedo, logo é evidente que existe maior necessidade de utilizar as luzes; por outro, a descida da temperatura vem trazer também uma série de cuidados a ter em conta. Além disso, temos as baterias sujeitas a um maior grau de exigência, os vidros embaciados devido ao frio, bem como a chuva que afeta a visibilidade dos condutores e deixa o piso escorregadio. Logo, há que estar precavido com pneus e sistemas de suspensão e travagem em ótimas condições. Assim, cabe às oficinas informar os seus clientes através de “campanhas de manutenção periódica 41

e com o devido aconselhamento focado na temática da segurança, na utilização do automóvel durante o inverno”, explica Vanessa Barros, gestora da rede Topcar. “Muitas vezes, quem conduz não tem noção dos perigos e negligencia o estado do seu automóvel de forma incauta. Como tal, informar e alertar os clientes é muito importante e até mesmo uma questão de dever e responsabilidade”, alerta Raquel Marinho, “channel marketing” da Bosch Car Service Portugal. Paulo Santos, marketing após-venda da Motrio, e Rui Duarte, responsável de marketing da Eurorepar, partilham da opinião sobre a necessidade de as oficinas alertarem os seus clientes para a necessidade da manutenção das viaturas nesta altura do ano. Este último, adianta mesmo que uma oferta de verificação gratuita pode ser uma forma de atrair clientes. Mas Ricardo Figueiras, responsável de marketing da AZ Auto, que detém a marca RINO, complementa: “Se as oficinas oferecerem um pacote interessante de ‘checkup’ aos pontos de segurança de um veículo, à partida isso é o mote ideal para que o cliente se sinta compelido a visitar a oficina”. Existem diferentes formas de atrair clientes, sendo que Carlos Silva, diretor de vendas e marketing da Krautli Portugal, em representação da nova rede de oficinas NexusAuto Portugal, destaca “a prestação de um serviço de excelência aos clien-

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"As oficinas devem publicar várias recomendações aos seus clientes para prepararem devidamente os seus veículos para a entrada de uma nova estação com condições climatéricas mais adversas" tes que estimula, habitualmente, o ‘passa a palavra’, além da utilização das redes sociais que é, nos dias de hoje, um meio de divulgação com elevada propagação e de enorme sucesso”. Assim, ao utilizarem corretamente estes meios, prossegue aquele interlocutor, “as oficinas devem publicar várias recomendações aos seus clientes para prepararem devidamente os seus veículos para a entrada de uma nova estação com condições climatéricas mais adversas”. Idêntica posição defende Manuel Pena, gestor de rede de oficinas da Auto Delta, CGA Car Service, acrescentando ainda que as oficinas devem valer-se

Pneus, escovas do limpa-vidros e faróis são os elementos mais óbvios numa inspeção ao automóvel antes do inverno, mas também as suspensões, travões, bateria e até a climatização devem merecer uma atenção especial

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das ferramentas já utilizadas há muitos anos pelas empresas de grande distribuição. REVISÃO APÓS O VERÃO É aconselhável uma ida à oficina depois das férias de verão, tendo em conta que é normal fazerem-se viagens longas nessas épocas, de forma a efetuar uma avaliação da viatura e garantir que ela está devidamente preparada para encarar as condições climatéricas mais adversas que se aproximam. Por exemplo, na rede Bosch Car Service, segundo Raquel Marinho, “há um ‘check up’ completo de 45 pontos que assegura que todos os pontos importantes são verificados”. “Mas, essencialmente, não pode descurar-se a verificação de todo o sistema de iluminação, o estado das escovas, da bateria, a suspensão e a travagem, bem como o ar condicionado. É importante repor os níveis do líquido limpa para-brisas e do anticongelante”. Já Ricardo Figueiras, responsável de marketing da AZ Auto, apenas considera essencial “mudar as escovas e verificar o estado dos pneus e dos travões”, enquanto Paulo Santos, marketing após-venda da Motrio, entende que são “os pneus, travões e suspensão”. Por seu turno, Rui Duarte, responsável de marke-


ting da Eurorepar, identifica cinco pontos principais: “Pneus, escovas limpa-vidros, iluminação, bateria e climatização.” E Cintia Reis, do departamento de marketing da Euromaster, adianta: “Devemos fazer uma revisão dos pontos essenciais de segurança (pneus, travões, amortecedores, alinhamento, faróis, escovas), uma revisão dos pontos que asseguram o funcionamento do carro (bateria, óleo, anticongelante) e revisão do ar condicionado que dá conforto e sobretudo visibilidade ao condutor”. Carlos Silva, da NexusAuto, partilha da mesma opinião, pois “com a chegada do outono, e para evitar situações inesperadas, é aconselhável investir algum tempo na manutenção e preparar o carro para esta estação do ano”. E existem diversos tipos de chamadas de atenção que se devem fazer aos clientes. “Nomeadamente para alertar a consciência dos condutores para a mudança das condições de utilização do veículo e baseado nisso alertar para os pontos a ter em atenção, como sejam a visibilidade, pois com o inverno vêm desafios climatéricos que não existem no verão”, entende Manuel Pena, gestor de rede de oficinas CGA Car Service. Convém ainda não esquecer que o automóvel deve ser objeto de manutenção sistemática de acordo

Há que alertar os condutores para a necessidade de verificar o estado dos pneus, crucial para uma condução segura em tempo de chuva. A profundidade dos sulcos tem de ser superior a 1,6 mm

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com as especificações do fabricante. Também um diagnóstico eletrónico pode assegurar que não existe nenhuma evidência de avaria. Daí que a oficina seja um “player” fundamental na prevenção de avarias e acidentes nas estradas nacionais. Estes estabelecimentos devem estar preparados para efetuar os serviços relacionados com a sazonalidade, como explica Augusto Machado, diretor de rede e experiência cliente da Norauto: “Com a aproximação do inverno, regressam as más condições atmosféricas e, com isso, a falta de aderência causada pelo piso molhado ou muito frio, a falta de visibilidade, devido à chuva, nevoeiro, aos dias que escurecem mais cedo. Todas estas alterações,s comuns nesta época, fazem com que o condutor tenha de ter um cuidado acrescido quando circula na estrada”. SEGURANÇA DOS VEÍCULOS… SEMPRE Há, pois, alguns cuidados que o condutor deve ter em mente nesta altura do ano, como destaca Ricardo Figueiras, responsável de marketing da AZ Auto: “Mais uma vez, ter em atenção o ciclo de vida dos componentes de segurança, praticar uma condução segura, reforçando a atenção à estrada e rever, ao longo da estação, o estado da direção, pneumáticos e sistema de travagem”. E é preciso não esquecer, prossegue, que “no caso de locais onde exista neve nas estradas

“A melhor forma de preparar o inverno é pela antecipação, não devemos esperar pela chuva para mudar as escovas limpa-vidros, tal como não necessitamos de perder a aderência para mudar os pneus” e seja utilizado sal para remover essa neve, é importante que se faça uma lavagem do carro mais aprofundada, incluindo toda a zona inferior, pois o sal utilizado nas estradas pode corroer alguns componentes metálicos”. Por seu turno, Augusto Machado, da Norauto, aconselha que “a melhor forma de estar preparado para o inverno é pela antecipação, não devemos esperar pela chuva para mudar as escovas limpa-vidros, tal como não necessitamos de perder a aderência para decidir mudar os pneus”. Para aquele interlocutor, o melhor mesmo “é estar atento e confiar que a viatura mantém as características ideais de segurança. O indicado é fazer um ‘check-up’ à viatura para ter consciência do esta-

Esta é a altura certa para olhar com atenção para os pneus! Não só porque vem aí uma época que se espera chuvosa e a precisar que o piso esteja em condições de escoar bem a água, mas também porque os pneus mais antigos poderão já estar algo ressequidos depois do calor do verão...

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JÁ NAS BANCAS

O GUIA INDISPENSÁVEL PARA QUEM VAI COMPRAR CARRO


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do dos componentes e ter um estilo de condução defensiva”. E esta é também a visão de Vanessa Barros, da Topcar, e de Cintia Reis, da Euromaster. Já Raquel Marinho, da Bosch Car Service Portugal, vai mais longe e afirma que se devem esclarecer os clientes para a prevenção de riscos e acidentes, sempre que possível com uma estimativa de preço. “A ideia não é pressionar o cliente, mas sim informar, consciencializar as pessoas e a dar-lhes informação útil para que possam decidir sobre os serviços propostos.” Aos automobilistas nunca é demais reforçar, remata a responsável: “Conduzam com extremo cuidado, sem álcool e sem telemóvel nas mãos; no inverno recomendamos que redobrem o cuidado, mantendo uma distância de segurança do veículo da frente que lhes permita travar em segurança. Procurem uma oficina credível, com meios capazes de fazer a correta avaliação de necessidades e prestar um bom aconselhamento quanto às necessidades da viatura”. Manuel Pena, da Auto Delta, acrescenta: “As oficinas têm de ser o melhor amigo do cliente, que deve estar satisfeito e informado. O automóvel, como bem caro que é, deve ser mantido em perfeitas condições, sob pena de surgirem reparações muito dispendiosas ou, no limite, acidentes que podem custar bem mais do apenas danos materiais”. Por isso mesmo, Carlos Silva, da Nexus Auto, destaca que “os conselhos devem centrar-se essencialmente na segurança dos veículos, logo de todos os passageiros. Uma posição pró-ativa neste cenário pode ser a diferença entre ter ou não um acidente. Os problemas são para evitar e para que não aconteçam, daí a importância de verificar os elementos críticos mais importantes do veículo, para que tenha uma condução segura em condições meteorológicas adversas”. Mas, mesmo assim, e no que concerne à preparação das viaturas para o inverno, Rui Duarte, responsável de marketing da Eurorepar, adianta que “há um conjunto de verificações que podem ser facilmente realizadas pelos proprietários: ao nível da pressão dos pneus; limpeza das escovas limpa-vidro; do bom funcionamento de toda a iluminação e da própria climatização”. Para além destas verificações é recomendada a verificação do estado da bateria e do circuito de carga por um profissional qualificado. COMUNICAR, COMUNICAR E COMUNICAR… Uma forma de promover as oficinas e de estar em contacto com os seus clientes passa muito pela divulgação das suas campanhas e, aí, começa a funcionar a melhor estratégia de marketing, se bem que normalmente os produtos sejam os mesmos, apesar de ostentarem marcas diferentes.

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Por exemplo, na Topcar fazem campanhas de travagem, com o apoio da marca Ferodo. Também é oferecido ao cliente o check-up a 20 pontos de segurança, uns deles visualmente, enquanto noutros se verifica, por exemplo, o desgaste e pressão dos pneus, controlo de luzes e faróis, escovas, amortecedores, filtros, discos e pastilhas de travão, óleo, líquidos (refrigeração, AdBlue, limpa para-brisas) e bateria. A Bosch Car Service Portugal, através das oficinas da sua rede, está a lançar campanhas de produto e serviço nas áreas mais sensíveis no inverno. Por exemplo, o Grupo Yes Car tem prevista uma campanha de inverno em que, na troca das escovas de limpa-vidros com 30% desconto, oferecem a focagem de faróis, a verificação do estado dos pneus e sistema de travagem. Mas a grande novidade é dada por Raquel Marinho: “Disponibilizámos recentemente uma nova ferramenta digital, que se chama MyBoschCarService e que permite aos automobilistas obter orçamen46

Praticamente todas as redes oficinais aproveitam esta altura do ano para lançar campanhas de revisão para o inverno, mostrando que é uma boa altura para chamar mais clientes e fazer mais negócio


CUIDADOS ESPECIAIS COM OS PNEUS Uma vez que são os únicos pontos de contacto entre o carro e a estrada, há que ter alguns cuidados com a manutenção dos pneus. Tal como nos explica Cintia Reis, do departamento de marketing da Euromaster, “existe um mínimo de profundidade do piso do pneu que a lei obriga a cumprir embora, devido às condições meteorológicas de inverno, aconselhemos a que o desgaste esteja mais distante do limite. O pneu perde aderência, em função do desgaste e o risco para o condutor aumenta”. Também a este propósito, Rui Duarte, responsável de marketing da Eurorepar, aconselha a “verificar a profundidade do rasto dos pneus, que deverá ser sempre superior a 1,6 milímetros”. Mas vai mais longe do que o que a legislação preconiza: “Nos casos em que seja inferior a 3 milímetros (o equivalente ao rebordo dourado de uma moeda de 1€), deve ser prevista a sua substituição”. Outro ponto importante para a responsável da Euromaster, “é conduzir com a pressão adequada”. “Em piso molhado, uma pressão inadequada poderá favorecer o aumento do risco de aquaplanagem”. Assim, no inverno é ainda mais importante ajustar-se a pressão dos pneus de acordo com as recomendações do construtor.

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tos para uma diversidade de serviços, através de um telemóvel, PC ou ‘tablet’, à distância, 365 dias por ano, 7 dias por semana, 24 horas”. A ferramenta, de acordo com a nossa interlocutora, “já está a ser um sucesso pela facilidade com que os automobilistas podem agora aceder a orçamentos imediatos, sem atrasos, nem hesitações, marcações de serviços ‘online’ e ainda, para os clientes registados na plataforma, aceder a campanhas promocionais específicas e personalizadas”. E esta é uma realidade nos dias que correm, os clientes querem ter acesso rápido à informação, de forma a poderem optar pela oficina que mais garantias lhes oferece. No fundo, a comunicação fica mais célere e transparente, o que poderá levar mais clientes à oficina. E como para Augusto Machado, da Norauto, a segurança dos automobilistas está sempre em primeiro lugar, “tanto no verão como no inverno, disponibilizamos nos nossos centros auto um ‘check up’ à viatura, que inclui controlos específicos ligados à segurança e estabilidade da viatura”. Esta campanha de manutenção, prossegue, “permite sensibilizar os automobilistas para uma condução segura, os cuidados a ter com a viatura bem como a manutenção necessária a ser efetuada, de forma económica, garantido a segurança máxima dos nossos clientes a um preço mínimo”.

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Nota-se um enorme desenvolvimento das oficinas no que diz respeito à comunicação com o cliente, seja através de campanhas, contacto direto ou presença nas redes sociais Tendo em conta que na rede RINO não existe uma campanha transversal de preparação para o inverno, Ricardo Figueiras, responsável de marketing da AZ Auto, explica que “existe, sim, uma grande preocupação, desde sempre, em dotar as nossas oficinas de ferramentas e principalmente conhecimento (através de um plano completo de formação), para que os nossos clientes sejam servidos com qualidade e para que todas as suas necessidades de segurança sejam satisfeitas”. Já a Eurorepar está a preparar uma promoção que será lançada nas próximas semanas, enquanto a Motrio tem preparadas para o cliente final uma oferta de descontos nos pontos mais importantes abordados ao longo deste artigo, numa polí48


tica de preços também praticada pela Norauto. Por seu turno, a comunicação feita na Euromaster baseia-se sempre nos cuidados a ter durante a época respetiva, ao longo de todo o ano, tal como o faz também a Auto Delta, sendo a do inverno uma das mais importantes. Além de alertas globais, esta rede lança também campanhas específicas de peças para ajudar as oficinas a vingar num mercado tão concorrencial. Nota-se um enorme desenvolvimento das oficinas no que diz respeito à comunicação com o cliente, seja através de campanhas, contacto direto ou presença nas redes sociais. E nesta altura do ano, os níveis de atenção do condutor têm de ser redobrados. Mas só isso não chega, há que intensificar também os cuidados com a segurança dos automóveis e para isso nada melhor do que recorrer a um especialista oficinal. Que tem precisamente nesta fase do ano uma oportunidade única de prestar um serviço ao seu cliente habitual de inestimável valor, já que mexe diretamente com a sua segurança, mas também de reforçar o seu negócio.

Uma inspeção rápida mostra se um automóvel está em condições para enfrentar o inverno

GUIA PRÁTICO PARA O INVERNO Para a preparação das viaturas para o inverno há um conjunto de verificações que podem ser facilmente realizadas pelos proprietários, nomeadamente: Escovas limpa-vidros – verificar se a limpeza dos vidros é feita de forma correta (sem deixar pelicula, fazer ruído e sem solavanco). Caso contrário, proceder à sua substituição; Iluminação – verificar o bom funcionamento de todas as luzes, incluindo “stops” e indicadores de mudança de direção. Em caso de haver lâmpadas fundidas, dirigirse a uma oficina para a sua substituição; Climatização – verificar o bom funcionamento da climatização e, se necessário, solicitar a sua reparação. A sua eficácia é importante para manter uma temperatura confortável e para garantir o desembaciamento dos vidros; Amortecedores – Os amortecedores têm um desgaste silencioso, ou seja, vão-se deteriorando com o uso, mas o condutor não tem essa perceção, dado que se vai habituando ao seu estado. Deve aconselharse o cliente a fazer o controlo dos amortecedores, pois durante o inverno são ainda mais importantes as ligações ao solo para aumentar as condições de segurança do automóvel. Bateria – Efetuar o teste à bateria do automóvel, pois com o tempo frio existe uma maior probabilidade da diminuição da capacidade da bateria para, por exemplo, acionar o motor de arranque. Além de que as solicitações são maiores, pelo número de equipamentos em funcionamento.

Em Portugal, e em termos gerais, a chuva é a maior inimiga da condução no inverno, pelas limitações na aderência e visibilidade, exigindo carros bem preparados para enfrentar essas condições adversas


FEBI

ANTICONGELANTE FEBI: MAIS DO QUE APENAS ANTICONGELANTE

A refrigeração do motor é um sistema muito complexo, fazendo mais do que apenas refrigerar o motor. A inspeção dos componentes é importante, mas o controlo do anticongelante é, sem dúvida, tão ou mais importante para manter o sistema de refrigeração de uma frota. O anticongelante deve oferecer proteção adequada contra o sobreaquecimento, evitando a solidificação quando as temperaturas se encontram abaixo de zero. Os motores modernos a diesel exigem mais anticongelante do que nunca. Estes motores têm vindo a tornar-se cada vez mais potentes expondo alguns componentes a temperaturas de funcionamento mais elevadas, com o intuito de haver uma redução de emissões e uma maior eficiência. Os fabricantes de veículos recorrem a tecnologias e a materiais recentes, o que significa maiores pressões de injeção, por exemplo 250 bar, exigindo proteção superior contra o desgaste. Proteção contra a solidificação e sobreaquecimento Quase todos os anticongelantes (concentrados) são produzidos com cerca de 90% de glicol e 10% de aditivos (também conhecidos como inibidores no caso do anticongelante). Os aditivos são suplementos que afetam as propriedades anticongelantes. Os anticongelantes são uma mistura de água e anticongelante. A proporção ideal de mistura é 1:1, o que equivale a proteção contra o congelamento a -36ºC. A proteção máxima contra congelamento é de aproximadamente -52ºC e é conseguida com uma mistura de aproximadamente 2:1 (anticongelante : água). A Figura 1 mostra a resistência do congelamento à água e à mistura de anticongelante em função da proporção. Atenção: nunca utilize anticongelante puro, não diluído, uma vez que este irá congelar apenas a -16ºC assim como irá dissipar o calor de forma ineficaz. A água tem uma condutividade térmica cerca de quatro vezes superior ao glicol. A adição de mais água à mistura resultará numa melhor refrigeração. O anticongelante puro reduz

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a eficiência de arrefecimento em cerca de 50% em comparação com uma mistura 1:1. Além de diminuir a temperatura de solidificação, o glicol também contribui para o aumento do ponto de ebulição que protege o motor contra o sobreaquecimento nos meses mais quentes. Com uma proporção de 1:1 da mistura de água com anticongelante, o ponto de ebulição da mistura, é de cerca de 107ºC, conferindo ao sistema de refrigeração uma elevada eficiência numa extensa gama de temperaturas. Água da torneira ou água destilada A ideia de que a água destilada deve ser usada no sistema de refrigeração é uma herança do tempo em que o anticongelante utilizado continha fosfatos. Estes fosfatos não eram compatíveis com os minerais da água da torneira. Dica: agora que o anticongelante não contém nenhum fosfato, não existe motivo para não recorrer à água potável da torneira. Se a água da torneira for extremamente "dura", pode ser feita uma mistura de água da torneira com água destilada. A grande vantagem da água destilada é que praticamente não contém minerais que possam ser depositados no motor. No entanto, como é perfeitamente possível combinar anticongelantes e água dura, isto já não representa um problema. Comparativamente, a desvantagem da água destilada é que tem um valor de pH inferior ao da água da torneira. Água pura e triplamente destilada atinge um valor de pH neutro de 7.0. A água da torneira tem valores levemente alcalinos, principalmente em torno dos 7.5 - 8.0. O anticongelante no motor deve estar ligeiramente alcalino em qualquer caso (valor de pH> 7) e sob nenhuma circunstância deve ser ácido

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(valor de pH <7) caso contrário as juntas serão atacadas. Os aditivos são adicionados ao anticongelante para assegurar que os ácidos estão ligados e o anticongelante permanece alcalino. Os ácidos são mais propensos a formar-se somente com água destilada com um pH mais baixo do que água da torneira utilizada para a mistura do radiador. O resultado é que as substâncias ativas no anticongelante que deveriam ligar estes ácidos são consumidas mais rapidamente. Isto pode reduzir a vida útil do anticongelante. Desta forma, as reduzidas quantidades de minerais presentes na água da torneira representam menores consequências quando comparadas com o valor pobre de pH presente na água destilada. Lubrificação do sistema de refrigeração Os anticongelantes têm adicionalmente propriedades lubrificantes permitindo que seja utilizado como lubrificante para componentes do sistema de refrigeração (por exemplo, bomba de água, termóstato, válvulas de aquecimento). Isto é particularmente importante para o empanque da bomba de água que iria apresentar desgaste após um curto período de tempo sem anticongelante (Figura 2). Para garantir que a vedação do veio funcione de forma constante ao longo da sua vida útil é necessário que exista uma constante lubrificação e refrigeração. Um pequeno fluxo de anticongelante através do vedante garante a lubrificação. O fluxo de lubrificação, que ocorre entre o vedante móvel e o vedante fixo, é muito pequeno e pode até evaporar na bomba. No entanto, o líquido de refrigeração pode penetrar na folga existente entre os vedantes e pode sair pelo orifício de drenagem (respiro). Este processo de lubrificação foi projetado durante o fabrico da bomba. Se


for utilizado um anticongelante de baixa qualidade, o vedante móvel e o vedante fixo vão entrar em contacto exercendo pressão um contra o outro, uma vez que não existirá a esperada película lubrificante entre estes dois. O atrito criado entre as duas superfícies pode destruir o empanque. Proteção contra a corrosão Os inibidores do anticongelante também protegem contra a corrosão e cavitação, bem como impedem depósitos e formação de espuma. O silicato é um aditivo com excelentes propriedades de prevenção contra a corrosão. Se a proporção de mistura de anticongelante para água for incorretamente calculada, a quantidade de inibidores pode ser bastante reduzida. Isto pode levar à corrosão de todo o sistema de refrigeração (Figura 3). Neste caso, a ferrugem, o calcário ou a sujidade podem destruir as superfícies dos vedantes. Como resultado, a vedação da bomba de água não poderá ser assegurada. Dica: é aconselhável limpar o sistema de refrigeração quando substituir o líquido de refrigeração. Não reutilize o anticongelante que é drenado. O anticongelante contém resíduos perigosos. Anticongelante febi: Protetor do meio ambiente e da corrosão O silicato é agora um aditivo indispensável tendo em conta os crescentes requisitos em termos de compatibilidade de materiais, proteção contra corrosão, aumento dos intervalos de manutenção e utilização de materiais mais leves no fabrico dos veículos. Contudo, a proporção de silicato presente nos novos anticongelantes foi reduzida, quando comparado com anticongelantes

Fig. 3: Corrosão no sistema de refrigeração

mais antigos como o azul (febi 01089) ou o amarelo (febi 02374). Ainda assim, alguns fabricantes (ex.: BMW e Mercedes-Benz) continuam a utilizar anticongelantes com uma elevada presença de silicato. Na gama de anticongelantes febi, existem três com cor igual, em comparação com os antecessores. Os três anticongelantes que contêm um corante roxo, são visualmente idênticos (febi 19400, febi 37400 e febi 38200) e contêm MEG (monoetileno glicol) como base, mas contêm diferenças na percentagem de aditivos (Tabela 1). O anticongelante, na sua versão atual, consiste em aproximadamente 70% de glicol, 20% de glicerol e 10% de aditivos. O glicerol tem propriedades semelhantes ao glicol, mas é uma opção mais amiga do ambiente e que permite um menor consumo de energia durante o seu fabrico. A proteção contra a corrosão e a compatibilidade de materiais foram aperfeiçoados através de novos aditivos. Compatibilidade De um modo geral, tome atenção à cor do anticongelante e utilize sempre a mesma cor no veículo. Ainda assim, todos os anticongelantes da febi podem ser misturados entre si. A única exceção é o anticongelante vermelho (febi 01381) que NÃO pode ser misturado com o azul (febi 01089) nem com o amarelo (febi 02374).

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Intervalos de Manutenção O anticongelante tem uma vida útil definida. Passado algum tempo, alguns dos inibidores ficam esgotados. Consequentemente, o anticongelante perde a sua capacidade de proteção contra a solidificação e corrosão assim como o seu efeito lubrificante e condutividade térmica. A formação de espuma e depósitos pode também ocorrer. A vida útil do anticongelante depende da sua qualidade e limpeza geral do sistema de refrigeração. As propriedades do anticongelante são particularmente afetadas se ocorrer uma fuga ou caso os gases de escape entrem no sistema de refrigeração (por exemplo, devido a uma junta da cabeça danificada). Assim, é aconselhável verificar o anticongelante regularmente e, caso seja necessário, substituí-lo. Dica: é essencial seguir as instruções do fabricante sobre as especificações, intervalos de manutenção e mistura. Confie nas peças de reposição da febi de qualidade equivalente OE testada. A gama completa pode ser encontrada em: partsfinder.bilsteingroup.com A marca febi faz parte do bilstein group, marca umbrella de marcas fortes como SWAG e Blue Print. Pode saber mais em: www.bilsteingroup.com

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METALCAUCHO TERMÓSTATO 3233, UMA REFERÊNCIA EXCLUSIVA QUE UNIFICA TRÊS CÓDIGOS OE Graças ao trabalho conjunto do seu frutífero Departamento de Produto e do seu renovado Departamento de Qualidade, a Metalcaucho desenvolveu uma inovadora referência com uma qualidade equiparável à de origem, podendo chegar aos 83 ºC de temperatura de abertura do termóstato, e a 1,4 bares de pressão no circuito de refrigeração. Trata-se de uma caixa de águas que inclui o seguinte kit de acessórios: • 1 sonda de temperatura de 2 pinos • 1 sonda de temperatura de 3 pinos • 2 juntas tóricas • 2 clipes de segurança

O termóstato 3233 é um produto exclusivo da Metalcaucho que permite unificar três códigos OE (1336.R8, 1336.S4 e 1336.W7) num só, graças à combinação dos diferentes acessórios que integra. Com esta unificação, a Metalcaucho oferece aos seus clientes uma única referência para uma maior gama de veículos, o que permite um stock mais reduzido, maior rotação de peças e melhor nível de serviço.

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Este termóstato é aplicado em motores 2.0 HDI de vários veículos do Grupo PSA: Peugeot 206 [90 CV], 306 [90 CV], 307 [90, 107, 136 CV], 406 [90, 107, 109 CV], 607 [107, 109 CV] e Partner [90 CV] e Citroën Berlingo [90 CV], C4 [110 CV], C5 [90, 101, 109 CV], XSara [90, 109 CV] e Xsara Picasso [90, 190 CV]


OSRAM

LÂMPADAS NIGHT BREAKER, LUZ QUE SUPERA AS EXPETATIVAS Lâmpadas de desempenho para automóveis: a máxima potência para o seu veículo. A OSRAM, líder mundial em iluminação automóvel, prossegue com as suas boas práticas em I+D e desenvolveu uma nova dimensão de lâmpadas para automóveis. A nova geração de lâmpadas NIGHT BREAKER da OSRAM representa qualidade, intensidade luminosa, tecnologia de ponta e rendimento. Graças à sua potente luz, as lâmpadas de alto desempenho para automóveis da OSRAM estabelecem novos limites na iluminação para automóveis com a sua maior visibilidade. Uma boa iluminação das estradas é essencial para uma condução segura e tranquila. A maioria dos condutores apenas muda as lâmpadas quando estão muito gastas ou quando se fundem e, regra geral, não se fundem ao mesmo tempo, pelo que se substitui apenas a que falhou. No entanto, as lâmpadas perdem intensidade ao longo da sua vida útil e o rendimento luminoso do farol deteriora-se. No final da sua vida útil, as lâmpadas emitem menos luz, o que reduz a visibilidade noturna do condutor. Para sua própria segurança, seja proativo e substitua as lâmpadas antes do final da vida útil das mesmas. Além do mais, a substituição somente da lâmpada que atingiu o fim de vida dá lugar a um feixe de luz desigual, representando um risco potencial para a segurança. Apenas com a estrada bem iluminada pelo veículo, o condutor terá todas as condições de segurança e a comodidade que as lâmpadas da OSRAM podem proporcionar. Por este motivo e para evitar acidentes, a OSRAM recomenda que se substituam sempre as luzes duas a duas para que o veículo mantenha uma iluminação uniforme na estrada. Substitua-as por aquelas que melhor se adaptem ao seu estilo de condução. Opte por uma iluminação premium e de valor acrescentado, com produtos de elevada qualidade e fiáveis. A OSRAM tem a lâmpada adequada para cada condutor! A grande variedade da sua gama e de tecnologias permite selecionar a opção adequada para satisfazer cada requisito individual. Independentemente da lâmpada que escolher, poderá esperar a maior qualidade e fiabilidade. Se é um condutor que procura potência e gosta de ter a máxima iluminação na estrada, a nova gama de desempenho NIGHT BREAKER® é a adequada. ADE

NOVID

XENARC NIGHT BREAKER LASER

NIGHT BREAKER LASER

NIGHT BREAKER SILVER (NOVIDADE)

Até 200% mais luz1

Até 150% mais luz1

Até 100% mais luz1

Descubra o rendimento puro da luz de xénon mais brilhante da OSRAM. Esta potente lâmpada com eficiente tecnologia xénon garante uma melhor visibilidade na estrada com até mais 200% de brilho e uma luz até 20% mais branca, similar ao aspeto da luz laser, em comparação com o requisito legal mínimo. A isto acresce um feixe que ilumina até 250 metros de distância. Tipos disponíveis D1S, D2S, D3S e D4S

Descubra a nova geração de lâmpadas de halogéneo para automóveis da OSRAM! O filamento de alta engenharia desta lâmpada assegura uma emissão de luz extra. Portanto, as lâmpadas proporcionam um feixe que ilumina até 150 metros de distância e com até 20% luz mais branca em comparação com o requisito legal mínimo. Uma maior luminosidade e uma melhor visibilidade podem ajudar os condutores a identificar e a reagir mais rapidamente perante os perigos do trânsito. Estas são as lâmpadas ideais para condutores exigentes que pretendem um maior desempenho de luz. Tipos disponíveis H1, H3, H4, H7, H8 e H11

Com a NIGHT BREAKER SILVER, a OSRAM disponibiliza uma lâmpada de halogéneo de alto desempenho para veículos com uma vida útil otimizada. A OSRAM NIGHT BREAKER SILVER gera até 100% mais luz em comparação com o requisito legal mínimo e um feixe que ilumina até 130 metros de distância. Isto permite ver os sinais de trânsito, os obstáculos e os perigos mais cedo, e o condutor tem mais tempo para reagir. É a escolha perfeita para os condutores que exigem desempenho e uma longa vida útil. Tipos disponíveis H1, H4, H7 e H11

(1 comparativamente aos requisitos legais mínimos).

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BOAS PRÁTICAS

RITA DÓRIA, DIRETORA DO APÓS-VENDA DA TOYOTA CAETANO PORTUGAL

RETENÇÃO DOS CLIENTES É A BASE DA NOSSA ESTRATÉGIA Há 51 anos, a Toyota “avisou” que vinha para ficar e conseguiu criar uma notável fidelização dos seus clientes. Os automóveis ajudaram, mas a organização do seu serviço de após-venda também contribuiu para o sucesso da marca nipónica entre nós TURBO OFICINA OUTUBRO 2019

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D

esde a sua chegada a Portugal, em 1968, pelas mãos de Salvador Caetano, que a Toyota criou uma imagem de produtos de grande fiabilidade. Pela inegável qualidade dos seus automóveis, ajudada pelo célebre «slogan» da «Toyota veio para ficar»! A verdade é que ficou mesmo e está a caminho da fasquia das 650 mil unidades vendidas em território nacional. Caraterística da evolução da marca nipónica foi a grande fidelização que sempre conseguiu entre a sua clientela, satisfeita com o produto, mas também com a assistência que encontrou da parte da marca, segundo nos explicou Rita Dória, Diretora do Após-venda da Toyota Caetano Portugal. Tem sido esse o segredo da Toyota há mais de meio século! Qual a importância do após-venda para a Toyota, numa fase em que as margens nas vendas dos carros novos são tão reduzidas? O após-venda sempre teve um papel vital e primordial para atividade da Toyota, quer a nível de importador, quer da Rede Toyota. A Toyota nasce com o TPS (Toyota Production System) que, por sua vez, foi adaptado para o Re-

talho com o TSM (Toyota Service Management). A Retenção de Clientes é a base da estratégia da Toyota, sendo aplicável quer para as oficinas quer para a venda de viaturas Toyota. Pode dar-nos um valor da capacidade de retenção de clientes cujas viaturas já ultrapassaram o período de garantia? A Taxa de Retenção de Clientes depois da garantia (globalmente, até 24 anos) ultrapassa os 40%. Até março de 2019, a Garantia era de cinco anos, a partir passámos a oferecer sete anos. O vosso programa Toyota 5+ foi “desenhado” e aplicado com essa finalidade? Quais os principais pontos em que se destaca? O Serviço 5+ foi “desenhado” numa época (2011) em que o mercado tinha entrado em recessão, o parque automóvel ia cair drasticamente nos anos seguintes, estávamos a começar a efetuar a nossa troca de Toyota Diesel para Híbridos, essencialmente com a perda das Toyota Dyna e Hiace que representam uma das principais fatias de receita para as oficinas. As oficinas “multimarca especializadas” estavam a entrar no mercado em força e era importante que os Clientes Toyota percebessem que era mais “value for money” continuarem

com as nossas oficinas. Sempre com a Garantia de qualidade de serviço, peças genuínas, técnicos especializados e atendimento orientado para o Cliente. Tendo forte presença tanto nos ligeiros de passageiros como nos comerciais (incluindo pick-up), em que segmentos sentem maior dificuldade de retenção de clientes? Fundamentalmente nos segmentos A e B, Aygo e Yaris, pois existe uma maior troca de proprietários, o valor da viatura é muito menor, e também eventualmente Clientes com menos poder de compra. CLIENTES SÃO FAMÍLIA Em que consiste e a quem se dirige o serviço “Revisão na Hora”? Como conseguem que o preço seja o mesmo de uma revisão normal? O serviço Toyota Revisão na Hora conta com a mais avançada tecnologia de manutenção automóvel. Contudo, o nosso “segredo” está no trabalho de equipa. No dia da marcação, está tudo preparado ao pormenor, com uma equipa previamente alocada para assistir o Toyota. Em resumo, a partilha sincronizada de tarefas, as ferramentas adequadas e os procedimentos técnicos ajustados a cada revisão, contribuem para assegurar a eficácia dos resultados e, claro, a poupança do tempo. Destina-se essencialmente a Clientes que tenham profissões liberais, ou que aproveitem “horas mortas” do seu dia para deixarem o Toyota na oficina, enquanto aproveitam o WiFi e/ou PC disponível para trabalhar, ler um livro, etc. Na sequência do famoso slogan “a Toyota veio para ficar”, têm alguma forma de atrair às oficinas oficiais clientes com viaturas mais antigas? O serviço 5+ que referi acima é uma delas, o evento nacional anual, “Toyota Day” (que este ano é dia 16 de novembro), a nossa qualidade de serviço e o atendimento. Essencialmente a relação com os Clientes, como sempre dizemos, os Clientes Toyota fazem parte da “Família Toyota”. O preço da mão-de-obra superior ao dos reparadores independentes é um obstáculo para conseguirem maior fidelização dos clientes? No nosso caso tem pouco impacto.

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BOAS PRÁTICAS

toda a formação é administrada internamente, pelo que não tem impacto.

MODELOS HÍBRIDOS AJUDARAM APÓS-VENDA A Toyota foi a primeira marca a comercializar um automóvel híbrido, estreando o primeiro Prius em 1997 no mercado japonês, estendendo-o em 2001 a uma escala global. Daí para cá, o construtor nipónico não só continuou a desenvolver o Prius que vai já na sua quarta geração (tendo ganho, entretanto, uma versão “plug-in”), como se tornou autêntico especialista em motorizações híbridas que se encontram espalhadas um pouco por toda a sua gama. Dos modelos mais pequenos (Yaris) aos maiores (Camry), passando por familiares (Corolla) e SUV (CH-R e RAV4). A adoção desta política de hibridização de grande parte da sua gama não só permitiu à Toyota cumprir já os critérios de emissões que entrarão em vigor em 2021, mas também obter ganhos importantes a nível do após-venda: “Alcançámos maior Retenção de Clientes, menor número de quilómetros percorridos, menor taxa de acidentes e maior fiabilidade das viaturas”, enumera Rita Dória, já com uma amostragem de milhões de quilómetros e milhares de unidades a circular. Recusa, contudo, que o aumento da retenção dos clientes se deva à maior complexidade das mecânicas híbridas… “Deve-se antes à maior confiança dos Clientes nas nossas oficinas, para realizarem o serviço de excelência”.

O elemento peça original é decisivo? Ou podem recorrer à chamada peça equivalente? Só utilizamos peças genuínas. Tem sido fácil o recrutamento de técnicos de qualidade para as vossas oficinas ou há áreas específicas em que há maio-

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res dificuldades? E especificamente em relação aos veículos híbridos? O recrutamento está difícil para todo o mercado, especialmente porque existe uma fatia de mão-de-obra especializada que está a imigrar, principalmente para o Reino Unido, Alemanha e França. Em relação aos veículos híbridos, 56

A formação é, certamente, elemento essencial na satisfação dos “standards” da marca. Quantas ações de formação (ou horas) proporcionam aos vossos técnicos anualmente? No último ano foram 77 horas/técnico. Fazer bem à primeira, qualidade da receção, cumprimento de prazos são três critérios importantes para a satisfação do cliente e para medir a qualidade do após-venda. Como está e como tem evoluído o após-venda da Toyota nesses aspetos? “Fix-it-Right”, reparar bem à primeira, é o ADN da Toyota, temos programas e “toolbox’s” específicas a trabalhar constantemente com a Rede Toyota. Certificações próprias e indicadores próprios que são medidos e geridos diariamente. A qualidade da receção é um dos nossos pilares estratégicos e aquele que trabalhamos todos os dias para alcançar a “Experiência Memorável” dos nossos Clientes. Na sua opinião, quais as linhas mestras para o sucesso do funcionamento de uma oficina e qual o grau de importância do seu “layout”? O “layout” pode fazer a diferença, e é sempre por onde se deve iniciar quando queremos melhorar as nossas eficiências, praticar “kaizen”. Os pilares do TSM (Toyota Service Management), “iniciam-se” no “layout” e “terminam” na Recomendação do Cliente.


ESPECIALISTA

Mais uma fábrica em Portugal na linha da frente da tecnologia automóvel e a exportar muitos milhões!

CONTINENTAL ADVANCED ANTENNA

RUMO ÀS ANTENAS INTELIGENTES

A

nova empresa do Grupo Continental em Portugal dedica-se ao fabrico de antenas para veículos e foi apresentada no passado mês de setembro. Localizada em Vila Real, a Continental Advanced Antenna surge no seguimento da aquisição da Kathrein Automotive GmbH, em fevereiro deste ano. O objetivo, para além da diversificação de produtos do Grupo, visou também a obtenção de um “know-how”, de forma a desenvolver novas soluções de conectividade para os veículos. Nesse contexto, prevê-se que o mercado das antenas para veículos seja um negócio em crescimento, com um incremento anual de aproximadamente

6,5 por cento até 2022. As antenas inteligentes são o ponto de partida para a conectividade do futuro, dentro e fora do automóvel, e são uma das grandes apostas da Continental Advanced Antenna. Ainda com a denominação de Kathrein Automotive Portugal, esta entidade produziu, no último ano, mais de 17 milhões de antenas, que foram exportadas para todo o Mundo. Com cerca de 550 colaboradores, faturou perto de 65 milhões de euros em 2018. Aliás, tanto a Continental como a Kathrein Automotive, têm em curso um dos seus principais projetos: o Módulo de Antena Inteligente que, basicamente, substitui as antenas individuais até agora espalhadas em torno dos veícu57

los. Mais concretamente, o novo projeto combina as antenas e os componentes eletrónicos complementares num módulo de “hardware”. Isto não só simplifica o conjunto de cabos, como reduz o espaço da instalação, além de melhorar simultaneamente a qualidade do sinal. A Continental Advanced Antenna pertence à divisão de interiores do Grupo Continental, trabalhando essencialmente com o segmento “premium” de marcas como o grupo Daimler, BMW, Audi, Volvo, entre outras. Desta forma, o Grupo Continental expande a sua atividade em Portugal, onde já tinha a Continental Mabor, Continental Pneus, Continental Indústria Têxtil do Ave, Continental Lemmerz e Continental Teve.

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Rec Flash

SINALIZA A VIDA! O Grupo Recalvi apresenta Rec Flash, um novo produto que será distribuído pela sua marca Rec Oficial. Rec Flash é uma baliza de sinalização de emergência, adequada para veículos e motociclos, que cumpre os requisitos de um dispositivo de pré-sinalização de perigo validados pela DGT (Espanha), mas que por agora não invalida a utilização do colete refletor nem do triângulo de sinalização, que são de carácter obrigatório. Rec Flash é um equipamento pequeno, fácil de manipular, e com uma pilha alcalina fiável e de grande durabilidade. É eficaz em casos de paragem, avaria ou acidente, por ser uma baliza luminosa de emergência de alta qualidade. A sua luz âmbar emite reflexos cintilantes em 360 graus e visíveis em todas as direções a mais de 1 km, pelo que lhe permitirá ser visto sem necessidade de sair do automóvel. Além disso, integra uma luz branca, muito útil quando é necessário realizar trabalhos técnicos.

Pequeno, simples, acessível no porta-luvas, pronto para ser utilizado não só como baliza de sinalização, mas também como lâmpada de assistência, Rec Flash é o complemento perfeito para a nossa segurança.

PISCA A 360º

LUZ DE ASSISTÊNCIA

VISÍVEL A MAIS DE 1 KM

RESISTENTE À ÁGUA, NEVE E PÓ

PILHA ALCALINA 9V

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BASE MAGNÉTICA

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TALOSA

EXPERIÊNCIA E FABRICO DE COMPONENTES DE BORRACHA-METAL COM DESIGN E QUALIDADE EQUIVALENTES AO EQUIPAMENTO ORIGINAL Na Talosa temos mais de 62 anos de experiência no fabrico de componentes de direção e suspensão para automóveis, combinando borracha e metal desde o início. Esta experiência permitiu-nos desenvolver um catálogo de componentes de borracha-metal com mais de 3500 referências relativas a silentblocks, suportes de motor, suspensão e transmissão, para além de outras partes de chassis, todas elas disponíveis para imediata distribuição. Fabrico

Na Talosa temos consciência da importância e da função dos componentes de borracha-metal no veículo, e é por isso que nos esmeramos ao máximo no seu fabrico, com design e qualidade equivalentes ao equipamento original.

Os componentes de borracha-metal são fabricados com borracha de alta qualidade (com percentagens muito elevadas de borracha natural) e ainda protegida contra elementos que a possam danificar (ozono, luz ultravioleta, etc.), medindose até a sua resistência e rigidez para se conseguir os parâmetros definidos no equipamento original.

Função

Basicamente, a sua função principal é a de anular ruídos e absorver as tensões produzidas durante o funcionamento e a mobilidade das diferentes peças onde estão acoplados. Estes componentes são submetidos continuamente às cargas produzidas na condução e às exigências da mesma, pelo que sofrem uma degradação progressiva, surgindo folgas que podem ter repercussões nas restantes peças.

Qualidade

Visualmente, o seu rendimento é impercetível sendo necessário medir a sua resistência com teste de vida ou fadiga, o qual, na Talosa, aplicamos a todos os nossos produtos. Do mesmo modo, selecionamos sempre materiais de primeira qualidade em borracha, alumínio, aço, etc.

Estado

Quando os componentes de borracha-metal se degradam ou perdem resistência e elasticidade, esta situação pode ser detetada através de ruídos ou mediante a inspeção profissional de possíveis gretas ou folgas. Com as condições e ajustes normais do conjunto da direção e suspensão, os pneus apoiam toda a sua superfície, mas quando surgem folgas, estas podem alterar o alinhamento, causando desgaste nos pneus.

Gama

A Talosa dispõe de um amplo catálogo com mais de 3500 referências de componentes de borracha-metal constituído por silentblocks, suportes de motor, elementos de suspensão, de transmissão e de outras partes do chassis, todas elas disponíveis nos nossos armazéns para distribuição imediata, tal como para consulta no nosso catálogo online. www.talosa.com

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ENTREVISTA

MATTHIAS ZINK, CEO DA SCHAEFFLER AUTOMOTIVE OEM

NOVAS TECNOLOGIAS TAMBÉM PRECISARÃO DE MANUTENÇÃO Melhorias dos motores a combustão, hibridização e eletrificação, tudo em paralelo, será este o caminho para o futuro do automóvel, contando com uma constante evolução tecnológica. Que abrirá, também,novas oportunidades de negócio ao “aftermarket”,segundo o CEO da Schaeffler Automotive

A

esde há muitos anos que são os fabricantes de componentes, mais até que os construtores, que lideram a evolução da tecnologia automóvel. Grupos gigantes como a Bosch, Schaeffler ou ZF (um trio alemão…), entre outros, desenvolvem novas técnicas que, mais tarde, vendem aos fabricantes que as incorporam nos seus modelos. Com a grande vantagem de todos aqueles grupos terem uma presença muito importante no “aftermarket”, onde aparecem com componentes de substituição para as peças que, afinal, foram eles próprios a desenvolver… Daí que há muito que estas empresas mereçam um lugar na primeira linha do mediatismo que existe em torno do automóvel e em que os focos incidem quase sempre nas grandes marcas e no “glamour” dos novos modelos que apresentam. E foi isso que o presidente da Schaeffler Automotive OEM, Matthias Zink, foi “reivindicar” no salão automóvel de Frankfurt, onde a empresa alemã teve um “stand” para mostrar a sua visão da mobilidade de futuro. Mas, na sua exposição, Zink não se esqueceu do “aftermarket”, alertando para as novas oportunidades que se irão abrir. “Porque também as novas tecnologias continuarão a necessitar de manutenção!”, garantiu. Mas o CEO da Schaeffler Automotive OEM começou por abordar o que considera o peso desproporcional em relação à atenção mediática dispensada aos fabricantes de componentes, face às marcas de automóveis. E foi particularmente contundente nas suas palavras. “Penso que, no

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médio prazo, os papéis mudarão e o papel dos fabricantes de componentes será ainda mais forte do que hoje. Acho até que a perceção geral já está a mudar. No passado não recebíamos a atenção que recebemos hoje. Agora, as pessoas já nos ouvem e querem conhecer a nossa visão de mobilidade. E penso que temos autoridade e credibilidade para dar a nossa versão. Aliás, é quase uma obrigação nossa, neste período complexo”. Porquê complexo? Zink não contorna o que a pergunta possa ter de incómodo e vai direto ao assunto: “Agora, mais que nunca, os fabricantes de componentes e sistemas precisam de visibilidade porque, honestamente, o sector perdeu credibilidade por causa do escândalo das emissões diesel!”. E esse foi um problema que danificou seriamente a imagem de alguns construtores automóveis, contribuindo para que a atenção se virasse para os fabricantes de componentes que, afinal, desenvolvem muitas das tecnologias depois usadas (bem ou mal…) pelas marcas. “Acreditamos que está na hora de as principais empresas fornecedoras, como a Schaeffler, darem um passo à frente para mostrar os seus produtos e ideias. Por isso, com todos os danos que a indústria automóvel sofreu, considerámos importante estar no salão de Frankfurt. Porque é cada vez mais uma mostra de mobilidade e porque é o local ideal para a Schaeffler, como fabricante de componentes, mostrar as suas ideias sobre a mobilidade do amanhã. Uma nova oportunidade para mostrar sustentabilidade, tecnologia para mobilidade de zero emissões e nossa recetividade tecnológica”. 60


Crítico quanto à imagem das marcas de automóveis, Matthias Zink, CEO da Schaeffler Automotive OEM, defende que é altura de o "foco mediático" se centrar nos fornecedores e as suas ideias sobre o futuro da mobilidade

FRENTE COMUM PARA CONCRETIZAR A MUDANÇA Para Matthias Zink, o fundamental é haver uma autêntica união de esforços, para que não esteja cada sector a trabalhar para seu lado, na persecução de um objetivo comum, o da mobilidade limpa e sustentável. “Devemos buscar essa harmonização entre todos. O objetivo desse esforço deve ser alcançar um ponto em comum entre os diferentes interesses presentes na transformação da mobilidade. Existe o sector da energia, a indústria automóvel, os consumidores... mas até agora não foi possível criar uma frente comum. Na Schaeffler estamos a trabalhar com essa ideia em todos os níveis, das principais associações aos fóruns políticos mais influentes. É um cenário holístico em que todos os fatores e visões devem ser considerados. Já não se trata apenas de hibridização ou eletrificação, devemos olhar mais além, levando em consideração o futuro e todos aqueles que possam desempenhar um papel importante”. Mas, afinal, quando se fala de mobilidade limpa e de um novo futuro que se aproxima, de que estamos a falar no concreto? O presidente da Schaeffler Automotive dá-nos dados concretos: “A nossa estimativa aponta para um ‘mix’ global de produção, até 2030, de 30% de veículos totalmente elétricos, 40% de híbridos e 30% com motor de combustão", explica Zink. “Por outras palavras, em 2030, 70% dos automóveis fabricados terão um motor de combustão e 70% terão um motor elétrico, mostrando como as duas tecnologias se

irão sobrepor. Mas são números que implicam mudanças e esforços importantes em vários níveis, das infraestruturas aos comportamentos dos usuários. Não podemos esquecer que essa transição será necessária, mas teremos de formar uma frente comum para a concretizar”. Atualmente, o negócio de mobilidade elétrica pesa cerca de 500 milhões de euros, nos nove mil milhões de euros de volume de negócios da divisão automóvel da Schaeffler. “Cerca de dois terços dos nossos negócios estão diretamente relacionados com motores de combustão; e assumimos que esses seis mil milhões corresponderão ao negócio de mobilidade elétrica, dentro de 10 a 15 anos. Essa é uma mudança que não só já começou, mas para a qual acredito estarmos preparados, como mostram as novas empresas que adquirimos e a gama de motores elétricos que já apresentámos. Atualmente, os nossos produtos e sistemas de mobilidade elétrica estão presentes nos novos modelos da Porsche ou da Audi, até mesmo nos da Toyota. De facto, na mobilidade elétrica, temos uma presença muito semelhante à que temos no mercado de mecânica de combustão interna e que aspira a ser global”. OPORTUNIDADES FUTURAS PARA O “AFTERMARKET”! Crucial para o negócio da Schaeffler enquanto grupo é também o sector do “aftermarket”. Que, segundo Matthias Zink, pode não notar de imediato a evolução, mas terá um futuro risonho se souber agarrar todas as ocasiões que as futuras 61

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ENTREVISTA

tecnologias lhe irão proporcionar. “Estamos a falar de uma mudança muito gradual, que só começará a ter um peso apreciável dentro de 10 a 15 anos. São mudanças profundas que levarão a novas oportunidades de negócios, porque não há dúvida de que as novas tecnologias precisarão de manutenção. Mas penso que é uma oportunidade que o sector do pós-venda terá… e deverá aproveitar!”. O que parece que se irá manter inalterado, apesar das profundas mudanças que se anteveem, será a “geografia” que vai controlando a indústria automóvel, apesar da enorme evolução a que se vem assistindo por parte da China. “O mapa não parece mudar”, diz Zink. «Pode parecer que os novos desafios venham a alterar a escolha dos consumidores, e é verdade que a ofensiva do Japão, antes, e agora o surgimento da China são algo de concreto. Mas a realidade é que todas as marcas foram capazes de reagir e oferecer alternativas híbridas e elétricas aos seus clientes. A lealdade do cliente às marcas é muito alta e acho que tem suportado bem as mudanças”. Mas a lealdade às marcas não significa uma situação de conforto para a Europa, até porque os próprios construtores se tornaram globais… “A Europa é, sem dúvida, um modelo de referência, mas não o único. No mundo, existem 1400 milhões de veículos e, novamente, é necessária uma visão holística. Nesse sentido, a China é um mercado com muitas vantagens, sendo um mercado novo, que não possui a tradição de dependência da Eu-

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“Em 2030, 30% dos veículos produzidos serão totalmente elétricos, 40% serão híbridos e 30% terão motor de combustão. Ou seja, 70% terão motor de combustão e 70% terão motor elétrico…” ropa, baseada em automóveis de combustão interna. Até os mercados emergentes estão a adotar ações para reduzir as emissões, alguns deles percentualmente até mais exigentes que os europeus…”. Um ponto que continua no centro do debate é o alto preço a pagar por um modelo híbrido, face a um equivalente apenas com motor a combustão. Mas o CEO da Schaeffler Automotive explica que tudo depende do prisma por que se analisa o tema. “Parece claro e há exemplos que mostram que, à medida que os números de produção aumentam, tudo fica mais fácil e cada vez mais acessível, é como noutras tecnologias. No caso da Schaeffler, a nossa configuração para eletrificação é absoluta. De qualquer forma, em números por alto, falamos de um custo que vai de 500 euros por unidade para um sistema de 48 Volt, a custos abaixo de 2000 euros para sistemas integrados de alta tensão mais avançados”. 62


NOTÍCIAS

INT E RN ACIONAIS

EQUI P A U TO 2 0 1 9

A grande montra do “aftermarket”

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Equip Auto 2019, grande salão europeu do “aftermarket” deste ano, saldou-se numa edição de grande sucesso, atingindo a fasquia dos cem mil visitantes em cinco dias! Realizando-se na “Paris Expo”, na Porta de Versalhes, bem no centro da capital francesa, em três pavilhões com um total de cem mil metros quadrados concentraram-se 1200 expositores oriundos de 35 países. A esmagadora maioria europeus, embora não tenham passado despercebidas

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as presenças de empresas chinesas, turcas e de alguns países do Magrebe. Sob o lema “Reparar no presente, Preparar o futuro”, serviu não só para as empresas do “aftermarket” apresentarem as suas mais recentes novidades, mas em especial como espaço alargado de debate quanto aos caminhos que o sector deverá trilhar para acompanhar a evolução não só do automóvel, mas também de todo o conceito de mobilidade que está a mudar. Muitas palestras e conferências em 64

que a palavra “futuro” esteve sempre na primeira linha dos discursos. O certame, organizado pela Comexposium (mesmo “em cima“ do fecho desta edição), contou este ano com menos empresas portuguesas, face à edição de 2017 em que tinham estado seis. Desta feita, apenas a Veneporte e a Valente & Lopes estavam presentes diretamente, já que tanto a Indasa como a Car Repair System estavam representadas pelas suas filiais francesas.


Sempre a merecer atenção especial é a noite de gala que antecede a abertura oficial do EquipAuto, pela revelação dos vencedores dos Grandes Prémios das sete categorias em que se procura a melhor inovação do ano. Este ano com número recorde de finalistas (153, mais 30% que há dois anos) e em que estava incluída a portuguesa Veneporte com o seu sistema de Redução Catalítica Selectiva (SCR) já para o “aftermarket”, na categoria "Peças, equipamentos

para veículos e componentes de reposição". A vitória foi, contudo, para a alemã ZF, com a pastilha de travão Blue Electric para veículos elétricos e híbridos. O filtro de combustível feito a partir da reciclagem de “airbags” valeu à Sogefi a vitória em “Equipamento Original”, enquanto a Mahler foi distinguida na categoria "Reparação, manutenção e equipamento de garagem" pela sua ferramenta TechPro Digital ADAS para calibragem dos disposi65

tivos de auxílio à condução. Vitórias ainda para a Kärcher, com o pórtico de lavagem CWB 3 Klean! Star iQ, nos "Lubrificantes, produtos para manutenção de veículos, lavagem e serviço em estrada", para a Italcan em “Carroçaria e Pintura” pela nova cabina de pintura totalmente elétrica Raptor, para o Grupo Lacour em "Serviços para profissionais, DMS, software e serviços de mobilidade" e para a Provac em "Pneus, equipamentos e serviços de rodas".

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NOTÍCIAS

INT E RN ACIONAIS

EXPLOSÕES QUE SALVAM VIDAS

A tecnologia da Bosch desliga de forma confiável o fluxo de corrente nos veículos elétricos envolvidos num acidente

Axalta volta à CEPE VEÍCULO ELÉTRICO SEM PYROFUSE Veículo danificado pode estar energizado. Perigo de vida para ocupantes e socorristas

Uma explosão desconecta a bateria de

COMO FUNCIONA alta tensão de todo O PYROFUSE: o sistema elétrico do veículo

Carga elétrica

Pyrofuse

VEÍCULO ELÉTRICO COM PYROFUSE Todo o sistema elétrico do veículo está desligado da bateria de alta tensão, possibilitando uma rápida operação de socorro

Bateria

BO S C H

Explosões que criam maior segurança... A

área de soluções e mobilidade do Grupo Bosch está a desenvolver mecanismos de segurança para veículos elétricos. Por exemplo, os semicondutores ajudam a evitar o risco de choque elétrico após um acidente, enquanto os microchips desativam os circuitos de potência do veículo em frações de segundo. "A nossa tecnologia de semicondutores desempenha um papel vital na segurança de veículos híbridos e elétricos", disse Jens Fabrowsky, membro da gestão executiva da divisão de eletrónica automóvel da Bosch. É de salientar que os cabos danificados, como resultado de um acidente, são preocupantes, já que a corrente da bateria pode ser conduzida através da carroçaria metálica de um carro híbrido ou totalmente elétrico. A juntar a isto, está o facto de as baterias serem projetadas para fornecer uma voltagem de 400 a 800 Volts. Assim, os “chips” semicondutores da Bosch garantem que a bateria de alta

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tensão é desligada automaticamente para que ninguém receba uma descarga elétrica. Estes dispositivos fazem parte de um sistema de segurança pirotécnica, através de um piro fusível, fazendo com "expludam" secções inteiras da conexão do cabo à bateria de alta tensão através de cargas explosivas em miniatura, interrompendo de forma imediata e eficaz a circulação de energia. Por exemplo, se o sensor do airbag detetar um impacto, os pequenos dispositivos (com apenas dez milímetros e pesando apenas alguns gramas) acionam o piro fusível. Este processo desencadeia pequenas explosões que provocam uma rotura no cabo de alta tensão entre a unidade da bateria e o restante sistema eletrónico. Cortando o fluxo de corrente, o risco de choque elétrico ou incêndio é eliminado. Os pequenos dispositivos, dotados com milhões de transístores, “são projetados para ativar funções de segurança de maneira fiável numa fração de segundos”, afirmou Jens Fabrowsky. bosch.pt 66

O “business director” de tintas em pó na Europa da Axalta, Klaus Gast, foi nomeado para o conselho de administração do CEPE Conselho Europeu de Tintas e Tintas de Impressão e Cores de Arte. O responsável exercerá as funções durante três anos, com a possibilidade de ser reeleito para mais um período de três anos, assinalando o regresso da empresa àquela instituição. O CEPE analisa dados científicos e técnicos relativos às indústrias europeias de tintas, tintas de impressão e cores de artes. Além disso, partilha informações para manter os respetivos membros atualizados e proteger interesses comuns. O conselho de administração do CEPE inclui 15 membros que desempenham o cargo de “chief executive” ou “senior executive” numa organização europeia. axalta.pt

Sensor de pressão A DT Spare Parts apresenta o novo sensor de pressão de carga 2.27172 com sensor de temperatura integrado, que permite medição rápida e precisa da pressão e temperatura do ar de admissão. O sensor possibilita o controlo exato da quantidade de combustível e a otimização de emissões não tratadas. dieseltechnic.com/pt-br


NOTÍCIAS

INT E RN ACIONAIS

Sogefi distinguida na Rússia

Legislação apoia oficinas independentes A Comissão de Petições do Parlamento Europeu concordou, recentemente, em continuar a monitorizar o pedido de apoio apresentado, em dezembro de 2017, pela CONEPA, Federação Espanhola dos Profissionais do Setor Automóvel. Na altura, cerca de cinco mil oficinas espanholas pediram ao Governo espanhol e à UE a implementação de quadros legais adequados e o controlo da conformidade de milhares de oficinas independentes dedicadas à reparação e manutenção de veículos no mercado europeu. A Comissão anunciou agora que irá transferir esta matéria para as Comissões do Mercado Interno e de Transporte. Foi ain-

da revelado que o Regulamento da UE 2018/858 está a ser alvo de melhorias e que está em fase avançada a determinação de normas técnicas comuns, a regulamentação do acesso a sistemas de segurança automóvel ou as bases que garantem o acesso seguro para diagnóstico remoto. A Comissão garantiu que as novas tecnologias nos veículos não constituem barreiras às oficinas independentes. Um eurodeputado espanhol ao Parlamento Europeu referiu, na ocasião, que o setor automóvel está a enfrentar grandes mudanças e “o efeito dominó pode prejudicar especialmente as oficinas independentes". conepa.org

M AGN E T I M A R E L L I

Novidades em iluminação A Magneti Marelli Aftermarket apresentou os mais recentes desenvolvimentos na sua linha de iluminação, alargando a sua oferta com soluções para os últimos modelos lançados no mercado, sempre com altos índices tecnológicos. No total são mais 40 referências novas, divididas entre 20 projetores principais, 18 pilotos e 2 unidades de controlo. Os projetores incluem os BI-LED Adaptable e FULL LED Icon para os BMW X3 (G01) e X4

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(G02), os projetores Matrix LED para o novo Audi E-tron e também a nova ótica do Porsche Macan (MY18). A marca destaca ainda os novos “drivers” para o Audi E-tron, os LED com pisca dinâmico do VW Arteon (483) e os drivers de LED para o Porsche Cayenne (MY17). Todos disponíveis para os clientes da Magneti Marelli. magnetimarelli.com/pt 68

A Sogefi, empresa do Grupo CIR, recebeu o prémio “Componente Automóvel do Ano 2019” na Rússia, cuja competição consistiu em comparar alguns indicadores e várias características estabelecidas pelo conselho de peritos científicos do concurso. Este ano, os testes focaram-se no filtro de cabine do Toyota Corolla E150 (20062010), verificando os seguintes parâmetros: capacidade do filtro; resistência aerodinâmica; coeficiente médio de poeira; e resistência final do filtro do habitáculo. sogefigroup.com

Espectrofotómetros Axalta em destaque A Axalta atingiu os 60 mil espectrofotómetros vendidos, dez mil nos últimos 15 meses. O sucesso destes produtos deve-se à forte tendência de digitalização global, pois as ferramentas digitais portáteis são precisas e rápidas para combinar cores, aumentando a eficiência das oficinas. Os pintores só têm de tirar as leituras da cor da pintura de um veículo que ele envia diretamente as leituras para a base de dados de cores global “online“ da Axalta. axalta.pt


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REPARAÇÃO

SUBSTITUIR PARA-BRISAS

CUIDAR DA SEGURANÇA A substituição do para-brisas de uma viatura tornou-se uma operação muito mais delicada, por implicar cuidados especiais com a calibragem dos dispositivos de ADAS, para que a segurança não fique em causa TURBO OFICINA OUTUBRO 2019

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Além de cuidados especiais na montagem dos para-brisas dos carros mais recentes, depois há ainda que proceder à calibração das câmaras e outros auxiliares dos dispositivos de segurança e de auxílio à condução, pra que o seu correto funcionamento não fique comprometido

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arece simples, mas não é. A substituição ou reparação de um para-brisas exige certos cuidados pois, se não for realizada com a máxima eficiência, pode ter consequências graves ao nível da segurança. O mau funcionamento do “airbag”, o abatimento do teto em caso de capotamento ou até falhas nos sistemas avançados da direção assistida ou de ajudas à condução são desfechos que se podem evitar, com formação especializada. As pessoas, a metodologia, as ferramentas, os materiais e a calibração numa intervenção deste âmbito, fazem toda a diferença quando se fala em segurança na montagem e reparação de um para-brisas. Por exemplo, o “airbag” do passageiro apoia-se no para-brisas quando acionado em caso de acidente. Ora, se o vidro for incorretamente montado, a força do “airbag” pode arrancá-lo do automóvel e fazer com que a bolsa de ar proteja adequadamente o passageiro. Por outro lado, também pode suceder que o suporte do teto do carro ceda em caso de capotamento. E convém

não esquecer que as câmaras dos sistemas ADAS de segurança ativa normalmente estão montadas por trás do para-brisas. Assim, quando se substitui o para-brisas, as câmaras devem ser removidas e montadas de novo. Uma vez instaladas e montado o novo para-brisas, precisam de ser recalibradas para garantir que trabalham com a máxima precisão e não originam erros na operação dos sistemas de segurança. FATORES DE SUCESSO Para que se verifique a máxima segurança na montagem de um para-brisas, há uma série de fatores que a Carglass revela serem fundamentais: – Os recursos humanos são verdadeiramente a chave do sucesso de qualquer empresa, mas para ter técnicos altamente qualificados há que apostar num eficaz sistema formativo e numa metodologia de trabalho organizada. – A metodologia de trabalho posta em prática na montagem ou reparação de um para-brisas é a mesma em qualquer parte do Mundo, utilizando as mesmas 71

ferramentas e processos, assegurando a segurança quer dos técnicos, quer dos clientes. – As ferramentas assumem também um papel decisivo e, para uma maior eficácia, normalmente são exclusivas das empresas. – Os materiais sevem ser de qualidade, trabalhando sempre com vidros de fabricantes de primeiro equipamento, já que garantem a qualidade do OEM. Além disso, deve utilizar-se um poliuretano de alta qualidade e de rápida colagem, bem como uma resina específica para reparação, visto que assegura maior durabilidade e transparência ao longo do tempo. – A calibração é cada vez mais importante, visto que os automóveis mais recentes vêm equipados com diversos sistemas ADAS que implicam a utilização de câmaras instaladas no para-brisas, as quais devem ser recalibradas após a substituição do mesmo, necessitando para isso da mais recente tecnologia e de técnicos capacitados para a efetuar. O tempo em que substituir um para-brisas era só trocar um vidro… já lá vai!

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REPARAÇÃO

PINTURAS MAIS RENTÁVEIS

SECAGENS DE ALTA PRODUTIVIDADE Há diferentes fórmulas e recursos que otimizam o rendimento da pintura automóvel. Uma das formas é utilizar produtos e processos que permitem secar e curar de forma rápida e profunda a espessura aplicada, com uma aplicação de calor mínima ou nula. É sempre bom considerar a utilização destes produtos quando se pensa em baixar a sempre pesada fatura da energia elétrica a pagar ao fim do mês...

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ntigamente, as tintas aplicadas nos nossos automóveis podiam secar ao ar com totais garantias de sucesso. Referimo-nos às tintas com nitrocelulose, sintéticas e, um pouco mais recentes, às lacas e aos esmaltes acrílicos convencionais e MS. Com o passar dos anos, a legislação sobre os compostos voláteis contaminantes da tinta mudou e os fabricantes desenvolveram produtos menos contaminantes, como as resinas acrílicas HS, UHS, para produtos 2K, e as bases bicamada aquosas em substituição das bicamadas com dissolvente. Estas novas tecnologias, menos poluentes, não proporcionam uma secagem ao ar ideal e requerem a aplicação de calor para a obtenção de uma secagem adequada. Esta secagem pode ser realizada com ar quente num forno ou estufa de pintura, utilizando painéis infravermelhos ou também através de painéis endotérmicos elétricos instalados no interior das estufas. SECAGENS DE ALTA PRODUTIVIDADE Aumentar a rentabilidade da oficina nem sempre implica investimentos

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avultados. Também é possível reforçar a eficiência e melhorar o rendimento com pequenas inovações, já que as oficinas dispõem de produtos, processos ou ciclos de trabalho que lhes permitem minimizar os tempos de secagem e cura, manipular as peças pintadas e, inclusive, poli-las. Hoje em dia, as secagens de alta produtividade são possíveis sem grandes investimentos em equipamento de oficina. Minimizando os consumos energéticos e com recurso a meios mais respeitadores do ambiente, permitem reduzir a combustão das estufas aumentando simultaneamente as capacidades de produtividade da área de pintura. PRODUTOS E A RESPETIVA SECAGEM As massas de poliéster, bem como os primários fosfatantes ou para plásticos permitiram sempre uma boa secagem ao ar, embora no caso das massas a secagem possa ser acelerada através de equipamentos de secagem por infravermelhos. Vamos centrar-nos noutros produtos, os 2K, aparelhos e vernizes de última geração. Em última análise, estes produtos foram, em grande parte, responsáveis pela evolução rumo a uma 72

secagem mais rápida, rentável e mais ecológica para a oficina. APARELHOS A tecnologia utilizada nos novos aparelhos é uma mistura de resinas que permite obter ótimos resultados, minimizando os tempos de aplicação, de evaporação entre demãos e, sobretudo, os de secagem. Podem ser aplicados sobre praticamente todos os suportes metálicos e plásticos do automóvel, com ótimas garantias. A sua implementação é possível em diferentes processos de trabalho, sejam peças novas em cataforese ou reparadas com danos de extensão variável. E de forma rápida e simples já que, após a aplicação e evapora-


ção da primeira demão, as restantes demãos são aplicadas consecutivamente, sem tempo de evaporação entre elas. Além do mais, cumprem as normas COV e integram o conceito de aparelhos em escala de cinzentos, já que se podem encontrar em três tonalidades diferentes (branco/cinzento/preto)

a temperatura ambiente, o endurecedor escolhido, etc. • Possibilidade de uma secagem ótima (10 - 15 minutos) a temperatura média, 40-45 °C, reduzindo o consumo energético. • Secagem extra rápida: apenas 5 - 10 minutos à temperatura máxima, 60 °C.

A SECAGEM A grande diferença destes aparelhos face aos convencionais reside principalmente nos diferentes tipos ou condições ideais de secagem. • Secagem "ao ar" num período curto de tempo (25 a 60 minutos), mas tendo em consideração o número de demãos aplicadas, a humidade e

VERNIZES Os vernizes acrílicos 2K são os mais utilizados nos sistemas de pintura bicamada e tricamada, proporcionando brilho, dureza e resistência à reparação. Estes vernizes proporcionam uma maior rentabilidade porque permitem reduzir os tempos de aplicação e têm tempos de secagem muito cur73

tos; além do mais permitem secagem a baixas temperaturas (inclusivamente secagem ao ar). A APLICAÇÃO A sua aplicação é otimizada com uma demão leve, seguida de outra densa. Desta forma, as vantagens resultam da eliminação dos tempos de espera entre demãos e da redução dos consumos com esta técnica de demãos consecutivas. TECNOLOGIAS Dentro da ampla gama de vernizes oferecidos pelas diferentes marcas de tinta, destacamos em seguida aqueles que proporcionam as secagens mais eficientes.

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REPARAÇÃO

Secagem em cabina

Fase de secagem com painéis endotérmicos

Secagem por infravermelhos

OS POLIVALENTES Os vernizes acrílicos polivalentes, além de poderem ser aplicados em diferentes processos e sobre diferentes substratos, também apresentam uma ampla janela de secagem. A opção mais rápida de secagem encontra-se entre os 5 a 10 minutos, a 60 °C, mas também existem outras opções de secagem muito eficientes. Por exemplo, em estufas antigas com pouco poder calorífico, ou em condições climatéricas muito adversas, de muito frio, as secagens serão muito eficientes mantendo a temperatura de secagem entre 40-45 °C durante 15-20 minutos. OS POLIASPÁRTICOS Os vernizes com resinas especiais são soluções de última geração. Geralmente são uma mistura de diferentes resi-

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nas, entre elas as poliaspárticas, que permitem realizar uma secagem exclusivamente ao ar ou com aplicação de calor em estufa. A grande vantagem destes vernizes é a sua secagem extremamente rápida, mantendo um ótimo nível de brilho - talvez não o mais elevado dentro de uma gama de vernizes - e obtendo uma camada superficial uniforme e com boa qualidade. Proporcionam também uma excelente dureza e resistência. Regra geral este tipo de vernizes costuma utilizar endurecedores específicos ou aditivos aceleradores em substituição dos diluentes convencionais. Permitem a possibilidade de secagem com calor na estufa/forno com tempos muito curtos (5-15 minutos) ou também completamente ao ar, entre 60 a 90 minutos. SECAGEM AO AR POR HUMIDADE São os mais invulgares uma vez que secam ao ar por absorção de humidade. As condições ideais de temperatura encontram-se entre os 20-25 °C e as de humidade relativa do ar entre 50-60%. Estes vernizes apresentam uma mis74

tura certamente peculiar, já que a sua proporção é de 1:1 com o seu catalisador específico, sem necessidade de diluente. Como grande particularidade, e de cumprimento obrigatório, é necessário ativar a base bicamada aquosa com um aditivo específico numa proporção de 5%. Desta forma será possível obter uma perfeita aderência entre a base bicamada e este verniz Quando as peças estiverem isentas de poeiras, aproximadamente aos 10-15, a 20 °C, devem ser retiradas da estufa e, através da absorção da humidade, terminarão a secagem. Os tempos de secagem podem variar entre 5060 minutos dependendo da espessura aplicada, e sobretudo, das condições de temperatura e humidade relativa. Qualquer das três tecnologias ante-

Aditivo de secagem ao ar e verniz de secagem por humidade


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VANTAGENS DAS SECAGENS EFICIENTES

riormente referidas oferece excelente resistência a raios ultravioletas, riscos superficiais e a diferentes agentes químicos (ceras, gasolinas, óleos, etc.), que possam comprometer as qualidades dos vernizes.

• As secagens eficientes, em conjunto com a utilização de produtos específicos, melhoram os fluxos de trabalho. • Ao reduzir o tempo de ciclo de secagem estamos a otimizar a utilização da estufa, com um maior número de automóveis pintados por dia. • São mais respeitadoras do ambiente, já que reduzem a quantidade de CO2 gerado durante a combustão das estufas. Este pode até ser suprimido com uma secagem ao ar. • Reduzem os tempos de espera e os congestionamentos. • Permitem manipular quase de forma imediata e com total segurança as peças recém-pintadas. • Os vernizes atingem uma grande dureza pouco tempo após o arrefecimento, permitindo a realização de polimentos num curto período de tempo. • Agilizam a entrega de veículos, reduzindo os dias de estadia média na oficina. Neste sentido, contribuem para a fidelização e satisfação dos clientes. • Melhoram a competitividade e a rentabilidade das oficinas. • Permitem poupanças consideráveis no consumo energético da oficina.

ADITIVOS DE SECAGEM AO AR Alguns fabricantes de tintas oferecem a possibilidade de utilizar aditivos de secagem ao ar com o objetivo de otimizar os processos de secagem tanto nos aparelhos como nos vernizes. Estes aditivos também permitem à oficina a possibilidade de poupar energia durante a secagem (além da configuração de processos de trabalho mais flexíveis e produtivos) libertando espaço na estufa/forno para outros trabalhos de pintura e, por conseguinte, aumentando a sua produtividade. Os aditivos de secagem ao ar também são recomendáveis para processos de pintura sobre peças de plástico, garantindo a forma original das peças plásticas visto não existir calor durante a sua secagem. A utilização é muito simples: basta substituir o aditivo específico de secagem ao ar pelo diluente convencional numa mistura clássica de aparelhos ou vernizes. O lixamento dos aparelhos com este aditivo poderá ser realizado após 40 minutos a 20 °C, embora dependa da espessura aplicada, do número de demãos, etc. 75

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TÉCNICA

SISTEMAS ADAS

IMPRESCINDÍVEIS PARA A SUA OFICINA Se pretende ter uma oficina apta a assistir os modelos mais recentes (da última década), não há volta a dar: é indispensável ter um bom sistema de calibragem dos dispositivos de ADAS! Texto Trini Sánchez e Joel Fabregat

A

empresa Texa, criada em 1992 em Itália, é hoje em dia uma referência mundial em "design", industrialização e fabrico de instrumentos de diagnóstico multimarca, analisadores de gases de escape, estações para manutenção de ar condicionado e dispositivos para telediagnóstico, destinados a automóveis, motos, camiões, embarcações e meios agrícolas. A Texa Ibérica Diagnosis, S.A. foi criada em 2002 para desenvolvimento dos mercados em Espanha e Portugal e colaborou com a revista do Centro Zaragoza neste artigo. Os sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), concebidos para garantir a segurança e conforto na condução estão a impor-se no mercado – esta é uma realidade que as oficinas não podem ignorar. Uma investigação desenvolvida pela Texa sobre bate-chapas concluiu que cerca de 10% dos veículos reparados incorporam um sistema ADAS, com valores que atingem os 50% para aqueles que trabalham com frotas de aluguer. As soluções Texa ADAS permitem restabelecer o correto funcionamento destes sistemas e asseguram uma ampla cobertura de marcas de automóveis e camiões, como por exemplo Alfa Romeo, BMW, Chevrolet, Fiat, Jeep, Kia/Hyundai, Honda, Infiniti, Lexus, Mazda, Mercedes, Mitsubishi,

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Nissan, Opel, Renault/Smart, Subaru, Toyota, Volkswagen Group, Volvo, Iveco, Man, Renault Truck, Scania, Volvo Trucks. RCCS: ESTRUTURA MULTIMARCA PARA RADAR E CÂMARAS RCCS (Radar and Camera Calibration System) é uma solução completa e profissional para o mundo dos bate-chapas, dos especialistas na substituição de vidros e das oficinas multimarca, ideal para realizar todas as operações de calibragem das câmaras e dos radares. A RCCS é composta por um robusto suporte principal, regulável eletricamente em altura e fácil de transportar no interior da oficina graças às suas rodas, uma barra de regulação equipada com uma placa refletora deslizante e dois espelhos, duas práticas garras autocentrantes com um inovador sistema de engate instantâneo à roda com ponteiros laser e escala graduada que garantem a máxima precisão na fase de alinhamento do veículo. Este equipamento tecnológico permite posicionar a RCCS com grande facilidade, precisão absoluta e total segurança, de acordo com as normas previstas pelos diferentes fabricantes. A RCCS dispõe de uma série de acessórios para realizar todas as operações de calibragem, que incluem: tapetes graduados, simulador doppler, 76

cones blind spot, dispositivos night vision… Os dispositivos Texa, utilizados em combinação com as soluções mencionadas anteriormente, permitem ao operador intervir em todos os sistemas ADAS, de acordo com as suas necessidades específicas, nomeadamente: • Sistema de visão noturna • Controlo adaptativo da velocidade de cruzeiro


condução, também é necessário proceder à calibragem das mesmas. CCS (Camera Calibration System) é composto por um robusto suporte sobre o qual são posicionados diversos painéis subdivididos por marcas e prevê também a utilização opcional de um tapete graduado e dois suportes para centrar o eixo nas rodas através de níveis laser. As características de construção do Kit tornam-no numa solução de base extremamente simples de utilizar, manejável e facilmente transportável também para o exterior da oficina. O CCS é perfeito para aqueles que não podem destinar de forma permanente uma área da oficina somente à realização de operações de calibragem de câmaras porque, uma vez terminado o trabalho sobre um ou mais veículos, toda a estrutura pode ser desmontada e colocada comodamente num espaço pequeno.

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Aviso manutenção de faixa Câmara de 360 graus Deteção do ângulo morto Aviso colisão traseira Assistência ao estacionamento Reconhecimento da sinalização de trânsito

A RCCS é um investimento amortizável em pouco tempo que permite que as oficinas se mantenham na vanguarda

da tecnologia automóvel, garantindo ainda a possibilidade de intervenção sobre todos os veículos de nova geração. CCS: KIT MULTIMARCA PARA A CALIBRAGEM DAS CÂMARAS Se, há algum tempo, em caso de quebra ou dano no para-brisas bastava proceder à substituição do mesmo, atualmente, com a presença de câmaras utilizadas para a assistência à 77

SOFTWARE IDC5 COMBINA COM INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO As soluções ADAS, utilizadas em combinação com o software de diagnóstico IDC5, permitem realizar rapidamente todas as operações de forma intuitiva. O IDC5 é um software de diagnóstico multimarca com uma cobertura incomparável a 360º que diagnostica todos os sistemas ADAS, tanto para automóvel como para camião, com funções que facilitam o trabalho diário da oficina.

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TÉCNICA

Calibragem Mazda CX-5 Blind Spot

Em seguida, veremos os principais passos para realizar uma calibragem do sistema de ângulo morto de um Mazda CX-5 com ajuda do cone e do tapete graduado, e uma calibragem de radar num Alfa Giulia Veloce, utilizando a estrutura RCCS. Em ambos os casos, é indispensável utilizar um instrumento de diagnóstico Texa, em combinação com o software IDC5. Graças ao interface de software intuitivo IDC5, selecionando o botão START

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no sistema (BSML) Monitorização ângulo morto direito, iniciamos imediatamente o processo de comunicação com a unidade de controlo que gere o radar traseiro direito do Mazda CX-5. Depois de realizada a comunicação com a unidade de controlo, na secção de configurações encontramos a opção "Calibragem do radar direito" que permitirá o acesso às operações seguintes. 78

Em automático, o IDC5 abre a ficha técnica, desenvolvida especificamente para cada veículo e necessária para a correta calibragem mecânica e de software do radar. Esta ficha mostra o procedimento para desmontar e montar o módulo de controlo. A ficha oferece também uma explicação muito detalhada para a colocação do cone à distância correta do veículo, aproveitando a escala métrica presente no tapete de calibragem, e à altura correta atuando sobre o parafuso de regulação do cone. Depois de seguirmos meticulosamente todas as indicações descritas na ficha podemos proceder com a calibragem do módulo. Após a conclusão da intervenção, através do software IDC5 é possível passar


Calibragem Radar Alfa Giulia Veloce

A calibragem das câmaras ou radares dos ADAS é crucial para manter o nível de segurança

à confirmação da calibragem, com a possibilidade de imprimir um relatório final para entrega ao cliente e/ou seguradora. Posto isto, o radar traseiro direito está corretamente calibrado e perfeitamente funcional. Feita a seleção do veículo de forma completamente automática, graças à função SCAN VIN 2.0, é possível aceder rapidamente, através do software IDC5, a todas as regulações do veículo a partir do ícone "Regulações e codificações" e posteriormente selecionar a "Calibragem radar frontal". Ao iniciar a regulação aparece de forma automática a ficha técnica específica para o veículo no qual se está a trabalhar, que explica passo a passo as operações a efetuar. O primeiro passo a realizar é verificar a superfície de trabalho, compensando qualquer desnível que possa existir devido ao pavimento da oficina. O passo seguinte é o alinhamento da estrutura RCCS relativamente ao veículo. Com a ajuda do nível de laser fornecido, o RCCS é colocado fron-

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talmente relativamente ao centro do veículo e posteriormente procedemos ao alinhamento relativamente às rodas traseiras, com a ajuda do laser e da escala graduada existentes nas garras. Uma vez que o RCCS esteja corretamente alinhado, o operador deverá posicionar o centro do painel refletor no centro do radar do veículo, com a ajuda do medidor laser, e sucessivamente proceder conforme indicado no software de diagnóstico e nas fichas técnicas, modificando a inclinação do painel refletor. Em caso de desalinhamento do sensor radar relativamente aos valores indicados pelo software IDC5, será necessário atuar sobre os próprios parafusos de ajuste. A última fase consiste em finalizar a regulação da calibragem do radar, seguindo as indicações precisas do software IDC5, através das quais o operador corrige a inclinação do radar do veículo até que a calibragem seja concluída corretamente.

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NOTÍCIAS

PNE U S

S. JO SÉ PN E U S

Novo armazém logístico

O

início de outubro ficou marcado pela inauguração das novas instalações da S. José Pneus, em Cantanhede, e a apresentação da nova imagem da empresa. Com mais de 50 anos de atividade no mercado nacional, a S. José Logística de Pneus está já a pensar no futuro e, para dar uma resposta mais eficaz aos desafios que se aproximam, acabou de investir fortemente numa nova sede e armazém logístico. Os mentores deste novo projeto foram os seus sócios gerentes, José Aniceto, Helena Aniceto Tomé e Luis Aniceto. O armazém está dotado com um avançado “software” logístico e 15 novos equipamentos de controlo e movimentação de pneus, entre empilhadores e “order pickers”, implantado num terreno de 52 mil metros quadrados, na zona industrial de Cantanhede. Ao disponibilizar ainda um total de 17 cais de carga, numa área coberta de vinte mil metros quadrados, este novo investimento irá permitir um aumento de “stocks”, logo um incremento da eficiência e, consequentemente, da capacidade competitiva. “Ficamos com o maior armazém logístico de pneus do País e um dos maiores a nível ibérico, mas o objetivo é que seja o melhor ao nível da eficiência do serviço”, garante a empresa. E acrescenta: “Vamos poder aumentar a oferta de produto disponível ao cliente, com mais medidas e gamas de pneus”.

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A efeméride serviu ainda para apresentar o novo logotipo da empresa, assim como a renovação da sua imagem, de forma a torná-la “mais moderna, mas mantendo um perfil sóbrio e clássico”, explicam os seus responsáveis. O logotipo está assente numa cor dourada “que pretende mostrar o prestígio da marca no mercado internacional, sendo que representa atualmente as maiores marcas mundiais do setor no mercado ibérico e nacional”. A S. José está presente no mercado ibérico de importação e distribuição de pneus de todos os tipos. É importador exclusivo da BKT para Portugal e Espanha, e da Goodride, distribuindo ainda todas as marcas “premium” em pneus de turismo. sjosepneus.com


NOTÍCIAS

PNE U S

Bridgestone nomeia Vicente Marino

PN EU S P I LOT SP ORT CUP 2

Michelin ajuda recorde da Bugatti E quipado com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2, nas medidas 285/30 R20 (à frente) e 355/25 R21 (atrás), o Bugatti Chiron bateu o novo recorde de velocidade para um veículo de produção em série, ao atingir os 490,484 km/h. O novo recorde foi alcançado na pista de testes da Bugatti em Ehra-Lessien, no norte da Alemanha, com o piloto de testes da marca Andy Wallace. Os pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 utilizados pelo Bugatti Chiron são muito semelhantes aos pneumáticos com especificações standard OE, identificados pela marcação “BG”, o que significa que foram desenvolvidos para serem montados no

Bugatti e homologados para a utilização em estrada. A principal diferença nos pneus utilizados no recorde encontra-se na carcaça que recebeu reforços específicos para suportar a força centrífuga a que os pneumáticos são submetidos a velocidades tão elevadas, equivalente a 5300 vezes a força da gravidade! Os engenheiros da Michelin e da Bugatti trabalharam em conjunto no desenvolvimento dos pneus e do chassis, aproveitando os mais recentes avanços tecnológicos e inovações ao nível da produção. O processo permitiu a criação de um pneu com as prestações necessárias para um superdesportivo como o Chiron.

HAN KO O K V E N T U S S 1 E VO 3

DE ORIGEM NO PORSCHE CAYENNE O novo Porsche Cayenne vem equipado, de fábrica, com os pneus de ultra performance Ventus S1 evo 3 SUV da Hankook, nas medidas 285/40 ZR 21 XL à frente e 315/35 ZR 21 atrás. Baseado na tecnologia testada no DTM, este pneumático oferece uma elevada precisão na direção e um comportamento muito desportivo. Foi concebidosespecificamente para ser utilizado em SUV desportivos, assegurando excelente compromisso entre condução desportiva, baixa resistência ao rolamento e elevada capacidade de carga, em piso seco ou molhado. O Ventus S1 evo 3 SUV utiliza uma nova geração de materiais inovado-

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res, que inclui resinas naturais de elevada performance no piso. Além disso, foram empregues materiais especiais em nylon nas paredes laterais para elevada estabilidade da condução, mesmo com carga. 82

A Bridgestone nomeou Vicente Marino para o cargo de diretor de produtos de consumo para a região sudoeste da Europa. O novo responsável irá recorrer às competências adquiridas ao longo dos seus mais 20 anos de experiência para ajudar a Bridgestone a continuar a consolidar a sua liderança na Europa. Antes de integrar a equipa da Bridgestone, foi diretor executivo da empresa de bicicletas SwiftCarbon durante três anos, onde conseguiu adicionar projetos de internacionalização profissional, mobilidade alternativa e marketing digital à sua carreira profissional.

Mudanças na Goodyear Iberia A Goodyear Iberia procedeu a alterações nas suas divisões de Consumer e Retail, com a nomeação de Mário Recio para o diretor de vendas de consumo, após a saída de Alberto Granadino. A mudança de funções deixou vago o lugar de diretor de retalho da rede Vulco, que foi ocupado por Margarita Acuñas. Por sua vez, Alberto Villareal, diretor de vendas para a Península Ibérica, passou a ser o representante máximo da Goodyear em Espanha e Portugal.


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Turbo Oficina #81  

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