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RADAR

CONFERÊNCIA

27.a CONVENÇÃO ANECRA

ILEGAIS TÊM "OS DIAS CONTADOS" Nos dois dias de trabalhos da 27.ª Convenção da ANECRA falou-se de como a economia paralela afeta o setor e de como ela pode ser combatida. Mas também foram lançados avisos à navegação quanto aos desafios que se apresentam às empresas do após-venda TEXTO JOSÉ MACÁRIO

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oi sob a égide do combate à Economia Paralela que teve lugar a 27.ª Convenção anual da ANECRA. As várias centenas de participantes, que se deslocaram ao Centro de Congressos de Lisboa para o evento, tiveram oportunidade de ficar a conhecer os desafios que a proliferação da Economia Paralela coloca aos profissionais da reparação automóvel, mas também de que forma é que o combate está a ser travado, por quem e como podem elas próprias contribuir para esta luta, que Alexandre Ferreira, presidente da ANECRA, considera não ir acabar tão cedo. De facto, de acordo com o veiculado por Jorge Neves da Silva, Secretário-geral da associação, a economia paralela é um flagelo responsável já por 29% do PIB português, o equivalente a entre 45 e 47 mil milhões de euros. Considerando que esta é uma questão intemporal, Jorge Neves da Silva declara ainda que este tipo de economia ganha especial relevância nas alturas de maior dificuldade económica, em que o rendimento das famílias diminui e a carga fiscal aumenta.

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TURBO OFICINA DEZEMBRO 2016

Aliás, o presidente da ANECRA revela isso mesmo ao afirmar, na sua intervenção no segundo dia da convenção, que “os impostos e as taxas relativas à atividade da reparação automóvel agravam de forma determinante a situação das empresas, ajudando à proliferação da economia paralela”. A este respeito, no primeiro dia de trabalhos havia sido já referido por Rogério Fernandes Ferreira, da RFF Advogados, que a proposta de Orçamento do Estado para 2017 contempla um agravamento da carga fiscal, mais significativo para a aquisição de veículos novos (3%) do que para o IUC (0,8%). À primeira vista, tal poderia representar um aumento do negócio para as oficinas, mas Manuel Coutinho, da direção da ANECRA, refere que as projeções já levadas a cabo por este organismo apontam para um aumento de 1% nas vendas de veículos novos, impulsionados pela elevada idade média do parque circulante português e pelo turismo pujante no nosso país. Em todo o caso, Alexandre Ferreira apontou o dedo ao poder legislativo, a quem não basta acharem “as propostas da ANECRA interessantes, mas não as implementem, por falta de vontade política”.

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