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WWW.OFICINA.TURBO.PT

N.º 35 | ABRIL 2015 | 2,2€

EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO 3 ANOS

3.º ENCONTRO DO AFTERMARKET

O PERCURSO DA PEÇA É longo o caminho e daí o interesse em saber de que forma cada interveniente justifica o seu contributo em cada etapa, que valor acrescenta e o que tem mudado ao longo dos anos.

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sumário N.º 35 | ABRIL 2015

PROPRIEDADE E EDITORA TERRA DE LETRAS COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL LDA NPC508735246 CAPITAL SOCIAL 5000 € CRC CASCAIS SEDE, REDAÇÃO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAÇÃO AV. TOMÁS RIBEIRO 129, EDIFÍCIO QUINTA DO JAMOR, SALA 11, 2790-466 QUEIJAS TELEFONES 211 919 875/6/7/8 FAX 211 919 874 E-MAIL OFICINA@TURBO.PT DIRETOR CLÁUDIO DELICADO claudiodelicado@turbo.pt

dossier O percurso da peça. P.46

REDAÇÃO PAULO HOMEM paulohomem@turbo.pt ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES andrerodrigues@turbo.pt ANTÓNIO AMORIM antonioamorim@turbo.pt MIGUEL GOMES miguelgomes@turbo.pt RICARDO MACHADO ricardomachado@turbo.pt RESPONSÁVEL TÉCNICO MARCO ANTÓNIO marcoantonio@turbo.pt

Juntámos representantes da cadeia de distribuição das peças para discutir o seu percurso entre o fabricante e a oficina. Quem acrescenta valor, como e quais os novos players que entraram (e estão a entrar) na cadeia.

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PROTAGONISTA

José Luis de la Fuente - Continental Pneus. P.6

DIRETORA COMERCIAL ANABELA MACHADO anabelamachado@turbo.pt EDITOR DE ARTE E INFOGRAFIA RICARDO SANTOS ricardosantos@turbo.pt PAGINAÇÃO LÍGIA PINTO ligiapinto@turbo.pt

REVISÃO

Novidades do mercado. P.12

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GESTORA DE BASE DE DADOS ANABELA RODRIGUES anabelarodrigues@turbo.pt FOTOGRAFIA JOSÉ BISPO josebispo@turbo.pt SECRETARIADO DE REDAÇÃO SUZY MARTINS suzymartins@turbo.pt COLABORADORES FERNANDO CARVALHO MIGUEL ASCENSÃO PARCERIAS CENTRO ZARAGOZA CESVIMAP DEKRA 4FLEET TTT - TECHNICAL TRAINING TEAM IMPRESSÃO JORGE FERNANDES, LDA RUA QUINTA CONDE DE MASCARENHAS, 9 2820-652 CHARNECA DA CAPARICA DISTRIBUIÇÃO VASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK, QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM TEL. 214 337 000 contactcenter@vasp.pt

Grenke. P.62 Vender o após-venda. P.66 Reportagem Motortec. P.68 Formação ACAP. P.76 Relatório APETRO. P.78

REPARAÇÃO

Novas tendêncdias nos plásticos. P.80 O Airbump da Citroën. P.83 Filtros de habitáculo. P.84 Os espectrofotómetros das marcas. P.88 Manutenção Skoda Octavia Break. P.92

ESPECIALISTA RedeInnov. P.24 Forch. P.26 Valvoline. P.28 Bardahl. P.30 ATM Peças. P.32 ContiTech. P.34 2Q. P.36 Eco-Partner. P.38 EBI I&D. P.40 XRS Porsche. P.42

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Entrevista Zenesis. P.94 Notícias. P.96

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OPINIÃO

RAIO X

Comercial do mês - Iveco Daily. P.54 Smart. P.56 Motor 1.2 Nissan. P.58 Radiografia BMW Série 2. P.60

Consultório jurídico. P.82

GESTÃO DE ASSINATURAS VASP PREMIUM, TEL. 214 337 036, FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt TIRAGEM 10 000 EXEMPLARES REGISTO NA ERC COM O N.º 126 195 DEPÓSITO LEGAL N.º 342282/12 ISSN N.º 2182-5777 INTERDITA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS OU ILUSTRAÇÕES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS

ESTA EDIÇÃO É OFERECIDA PELOS NOSSOS ANUNCIANTES

GATES CAPA MONROE CAPA MERCEDES VERSO DE CAPA JAPANPARTS PÁG. 5 LIQUI MOLY PÁG. 11 AZ AUTO PÁG. 13 ENI PÁG. 15 TRW PÁG. 17

METELLI PÁG. 19 PETRONAS PÁG. 21 MANN-FILTER PÁG. 23 AUTO DELTA PÁG. 27 CROMAX PÁG. 31 DOMINGOS&MORGADO PÁG. 33 SWAG PÁG. 35 MEYLE PÁG. 45

FEDERAL MOGUL PÁG. 53 CONTITECH PÁG. 55 STANDOX PÁG. 57 TURBO OFICINA PNEUS PÁG. 59 II CONFERÊNCIA PÁG. 61 CENTRO ZARAGOZA PÁG. 65 RPL PÁG. 69 DPAI PÁG. 71

FUCHS PÁG. 73 CESVIMAP PÁG. 77 AMBIMOTORS PÁG. 91 EXPOMECÂNICA PÁG. 93 CARF PÁG. 97 ALPINE PÁG. 99 BOSCH PÁG. 100 LIQUI MOLY ENCARTE

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EDITORIAL

Obrigado!

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uando os projetos nascem é porque acreditamos neles e foi assim com a Turbo Oficina, desde o número 1, há exatamente três anos. Na altura sabíamos onde queríamos estar dentro de 1, 2 e 3 anos. Por isso, apostámos na qualidade, num trabalho jornalístico profissional, sério e isento e num departamento comercial com um grande conhecimento de mercado e o máximo respeito pelos clientes. A única variável que não controlávamos era a aceitação dos leitores, das empresas, dos anunciantes. No fundo, todos vocês que nos leem e que nos permitiram, ao fim de três anos, assumirmos uma posição de liderança, o que prova que a informação que produzimos todos os meses é relevante para ajudar a tornar este setor mais profissional. A estratégia que delineámos levou-nos a criar novos produtos para responder a necessidades do mercado e para tornar a marca Turbo Oficina cada vez mais forte: foi assim com o site (hoje o mais visitado do aftermarket nacional), a newsletter (que todas as semanas chega a cada vez mais utilizadores ativos) e depois a Turbo Oficina Pesados (a única revista portuguesa dedicada ao aftermarket de

Cláudio Delicado DIRETOR claudiodelicado@turbo.pt

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pesados) e, agora, a Turbo Oficina Pneus, uma visão editorialmente diferente, mais próxima do mercado e com uma distribuição mais dirigida. Concretizados todos estes objetivos, com passos sólidos, sabemos onde queremos estar, novamente, dentro de 1, 2 e 3 anos. E é para isso que vamos trabalhar. Nesta edição, onde comemoramos o 3.º aniversário, organizámos a 3.ª edição dos Encontros do Aftermarket onde vamos ao cerne da questão: o percurso da peça. Este é só mais um exemplo dos conteúdos exclusivos e originais que procuramos trazer-lhe todos os meses. Este mês temos também mais páginas porque sabemos que a melhor forma de comemorar consigo é oferecer-lhe mais conteúdos. Aproveito para o convidar a inscrever-se na 2.ª Conferência da Turbo Oficina, que vai ter lugar na Expomecânica, a 6 de junho, no Porto. O tema “Como reduzir custos na oficina” é uma preocupação para todos e vamos dar-lhe respostas, além de poder colocar questões aos oradores. Passe por www.oficina.turbo.pt e inscreva-se porque os lugares são limitados. Em nome de toda a equipa da Turbo Oficina, resta-me agradecer a sua preferência e desejar que nos continue a acompanhar, que nos elogie, nos critique e nos questione. Obrigado.

Foram vocês, leitores, empresas e anunciantes que nos permitiram, ao fim de três anos, assumirmos uma posição de liderança, o que prova que a informação que produzimos todos os meses é relevante para ajudar a tornar este setor mais profissional.


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protagonista

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José Luís de la Fuente.

“Estamos a fazer uma grande aposta no retalho” Numa altura em que acaba de lançar a sua rede ContiService, o diretor da Continental Pneus Portugal fala da estratégia, mas também das mudanças operadas na empresa. TEXTO CLÁUDIO DELICADO FOTOS JOSÉ BISPO

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osé Luís de la Fuente fala com paixão do seu trabalho. Conseguiu contagiar os seus colaboradores e operou uma revolução interna na empresa. Quer fazer coisas diferentes com os clientes e está sempre à procura de novos objetivos. Apesar da sua origem espanhola, tem muito orgulho em dizer que a Continental “é uma marca portuguesa”, uma vez que tem uma equipa no nosso pais, que age localmente e isso garante maior flexibilidade à marca em benefício dos clientes. Hoje a Continental está organizada por canais de vendas que não concorrem entre eles e a aposta passa agora por um reforço grande da parceria com os retalhistas. A criação da rede ContiService representa um grande investimento para a marca, mas permite-lhe juntar o seu conhecimento à experiência de quem lida todos os dias com os clientes. A relação “só pode ser vencedora”. Até 2020 serão 80 os ContiService em Portugal e José Luís acredita que pode trazer também todo o know-how das outras empresas do Grupo Continental, fora da área dos pneus, para casas de pneus que fazem cada vez mais trabalhos de mecânica. O espanhol, que tem já um “portunhol” perfeito, não esconde o orgulho a cada vez que diz “somos líderes em Portugal”. Passaram quatro anos desde que assumiu a direção da Continental Pneus Portugal. Qual é o desafio que tem entre mãos?

Fizemos muitas mudanças internas nestes últimos anos e percebemos que tínhamos que estar cada vez mais perto dos clientes, que passaram por tempos muito difíceis nestes últimos anos. O nosso trabalho foi pensar em como ajudá-los a vender os seus pneus. Somos uma empresa grande, com recursos e podemos ajudar muito em formação, informação e até em termos de marketing. Foi uma necessidade do mercado? Foi o próprio mercado que nos pediu. O nosso trabalho como fabricantes não pode acabar com a venda do pneu, temos que dar cada vez mais apoio aos nossos clientes de todos os canais. Temos feito um trabalho de mostrar que queremos trabalhar com eles em parceria e eles já perceberam que ganhamos todos. Internamente o que mudaram? Tínhamos diferentes canais de venda e cada um tinha diferentes necessidades. Dividimos a nossa própria estrutura em diferentes equipas para cada canal. Conseguimos estar muito mais perto das necessidades dos clientes e conseguimos criar especialistas em cada área. Antes tínhamos uma visão mais geral. Depois de três anos já temos equipas muito bem definidas e os canais muito bem segmentados. Mas este trabalho não acabou e tem que continuar. Passaram a dar mais importância aos grossistas?

Não foi dar mais importância mas tínhamos o mercado misturado na Continental. Havia conflitos emtre os canais e a primeira decisão há três anos foi dar diferentes ferramentas a cada um dos canais. A Continental é uma marca abrangente em todos os canais, mas não podemos criar concorrência entre os diversos canais. Uma das vantagens da Continental é que temos 12 marcas à venda em Portugal. Como se gerem e diferenciam tantas marcas? Permite-nos ir ao encontro da nossa estratégia e dar aos diferentes canais um grupo diferente de marcas para que cada canal possa defender essas marcas, de forma independente dos outros canais, tal como aconteceu com a Mabor. Era uma marca que estava presente em todo o tipo de canais e decidimos que devia estar focada num só canal. Escolhemos o dos grandes distribuidores. Fizemos com a Barum o caminho contrário, colocando a marca no canal do retalho. Como está a correr o negócio em cada um dos canais? Estamos a crescer em todos os canais. Neste momento, apesar de apoiarmos todos os canais, temos um foco maior no canal do retalho, onde é necessária uma atenção especial. O nosso trabalho está muito para além dos pneus que vendemos aos nossos clientes. Estamos também a trabalhar em canais como os concessionários de marcas, depois de anos difícieis em que várias

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concessões fecharam. Para eles os pneus não são um produto principal, mas é mais um produto e queremos estar presentes, com produto e formação. O próprio canal de grande distribuição é muito ativo, com atores muito novos que estão a desenvolver bastante o mercado. Essa dinâmica também exige muito de nós, mas é uma forma de estarmos com a máxima força em todo o país, mesmo nos locais onde não chegamos diretamente como fabricantes. Olhamos para os distribuidores como representantes da nossa marca e não como concorrência. Como chegam à casa de pneus e que tipo de ajuda lhes dão? É o canal que está a sofrer mais os problemas derivados da crise. Sentiram diretamente a queda nas vendas e a queda das margens e viram também a aconcorrência de outros canais, muito agressivos. Temos muitos clientes que tiveram que pensar em novas formas de chegar ao cliente final e tentar novas soluções. Mas são profissionais dos pneus, conhecem os clientes e temos feito tudo para os ajudar. Juntamos o nosso conhecimento ao deles. Muitos deles estiveram connosco nos últimos 30 anos e agora temos que retribuir essa confiança e precisamos que eles nos digam o que precisam. A CONCORRÊNCIA Como se sobrevive a uma guerra cada vez maior entre as marcas premium? Temos estado fora dessas guerras. Temos a nossa estratégia mas não entramos em guerras de preços. Quisemos sempre manter a nossa estabilidade e a dos nossos clientes. A politica da Continental não varia consoante o mercado. Nunca teve a tentação de ir pelo preço? Sabemos que estamos no mercado e temos que estar atentos aos preços, mas o que não vamos fazer é uma política de curto prazo porque a reação permanente leva a uma grande falta de estabilidade.Isso é o pior que pode acontecer no mercado. Qual é a importância das segundas marcas da Continental? Para nós são muito importantes. Porque os nossos clientes querem uma resposta integral da marca. Somos fabricantes e temos diferentes marcas para todo o tipo de clientes. Temos uma marca premium que é a Continental e temos marcas mais económicas, que são necessárias para o mercado. Há uma coisa que é comum a todas: a qualidade. Desde a Continental até à Barum e Mabor no segmento budget ou à Uniroyal no segmento Quality. Surpreende-o o facto de as marcas budget estarem a ganhar muito mercado? O que aconteceu foi que o mercado dividiuse muito nos últimos anos entre o segmento premium e o budget. As marcas que ficaram no meio passaram por alguns problemas. As pessoas que tinham poder económico optaram pelas

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marcas premium, as que tinham problemas económicos, foram para o segmento budget. O segmento quality ficou um pouco em suspenso nos últimos anos. Mas há espaço para o segmento quality? Há e está novamente a crescer. O espaço cresceu muito entre as marcas premium e as budget e há uma oportunidade de lá estarmos com a Uniroyal com um bons pneus que já temos mas também com um bom serviço. É uma aposta para os próximos tempos, com os novos pneus lançados recentemente e uma aposta nas jantes de 17 polegadas e superiores. Com o envelhecimento do parque quem comprava premium, muitas vezes, desce um segmento, daí a aposta forte na Uniroyal. Como lidam com a concorrência de pneus de baixa qualidade? Não podemos entrar nos produtos de baixa qualidade que olham exclusivamente para o preço. A Continental nunca esteve nesse segmento. É uma grande guerra entre muitas marcas, com preços muito agressivos, mas são marcas que aparecem e desaparecem. Não entramos nunca no mercado de pneus de baixa qualidade e não podemos transmitir duas mensagens opostas aos nossos clientes. Em qualquer um dos segmentos em que estamos o nosso produto é de qualidade. Sabemos que

existem pneus mais baratos do que os nossos mas não queremos lá entrar. Neste momento em Portugal assistimos a um fenómeno curioso: talvez pela dimensão do mercado, o produto asiático barato já não tem assim tanta diferença de preço para as marcas budget. Como é necessário um grande poder financeiro para importar estes pneus, aliado a margens curtas, falta de capacidade de reação, serviço ou garantia, este negócio começa a não ser atrativo. Como olha para o crescimento da venda de pneus usados? É um produto da crise económica. Os pneus usados, quando a situação do país melhora, praticamente desparecem. Como fabricante, focado na segurança, é um problema grave, especialmente para quem os compra. Produzem também marcas brancas para

HOJE VEMOS UMA NECESSIDADE CADA VEZ MAIOR DAS CASAS DE PNEUS PARA SEREM AJUDADAS A VENDER OS PNEUS E DE AUMENTAREM O SEU PODER DE COMUNICAÇÃO


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PERFIL José Luís de la Fuente tem 46 anos, é casado e tem dois filhos. Natural de Bilbao, Espanha, vive hoje em Matosinhos e tem uma ligação cada vez mais forte a Portugal. Trabalhou a vida toda no mundo do retalho, fora do mercado dos pneus, e sempre esteve muito ligado ao consumidor final. Chegou ao setor dos pneus tarde, há seis anos, quando entrou para a Continental para desenvovler o projeto da rede BestDrive, em Espanha. Há quatro anos mudou-se para Portugal, assumindo a direção da Continental Pneus Portugal.

outras empresas. Que peso tem no vosso negócio? Trabalhamos algumas marcas brancas e um desses exemplos é a marca Motrio, com a Renault. É um negócio estável que complementa a oferta para os nossos clientes. Há cada vez mais casas de pneus que fazem mecânica e vice-versa. É um caminho natural que exige mais da Continental? É um caminho natural que começou há alguns anos e vai continuar. Essa é também uma das razões pelas quais tivemos que mudar e pensar como vamos ajudar estas oficinas que estavam afastadas da Continental e com quem não trabalhávamos. Eles agora querem vender pneus mas têm necessidade de formação porque não conhecem o mundo dos pneus. Estamos preparados para isso. Um dos mais recentes canais é a venda de pneus online. É uma boa ferramenta? Queremos estar em todos os canais, incluíndo os novos canais e que são importantes para os nossos clientes e para o consumidor final. Mas do ponto de vista da venda online, estamos no apoio aos nossos clientes que já estão na web. Nós acompanhamo-los, num mercado que vai continuar a crescer, mas ainda há muito para fazer. O online aposta em oferta de preços interessantes, mas vaiser sempre necessária

a outra parte para montar os pneus e isso cria oportunidades. O próprio retalhista pode continuar no caminho tradicional, mas pode oferecer só o serviço, valorizando o seu trabalho. O peso do mercado internet ainda é pequeno mas duplicou face ao ano passado. O mercado vai ter que se adaptar e aprender a fazer negócio com isso. Mas, garantindamente, há muita gente que continua a privilegiar o contacto com o vendedor de sempre. Que tendências podemos esperar para o futuro dos pneus? A tendência do mercado são os pneus UHP, as altas prestações. Subiram cerca de 60% nos últimos anos as vendas de pneus UHP em jante de 17’’ ou superior já representam 20% do mercado total. É um segmento muito interessante, com tendência de crescimento, como prova o tipo de carros novos que se vendem, até com crescimento previsto para jante 18 e 19. Também os SUV são um mercado interessante e em crescimento. Estamos também empenhados no desenvolvimento dos pneus para veículos híbridos e elétricos que têm outras necessidades, nomeadamente ao nível da redução de ruído. Para isso usamos a tecnologia ContiSeal, que tem um polímero dentro do pneu que permite anular grande parte do ruído e reduzir em 9dB o ruído normal. Mas temos outras tecnologias como

a produção dos pneus SSR runflat, a solução ContiSeal ou o ContiComfortKit. No mundo dos pneus não há revoluções, mas pequenos desenvolvimentos contínuos. As novas tecnologias também exigem mais de quem trabalha diretamente o pneu. Um exemplo recente são os sistemas de controlo de pressão dos pneus... A complexidade é cada vez maior. Hoje, não basta trocar um pneu. É muito importante a formação e também a informação. Há cada vez mais informática ligada à mecânica. Precisamos de equipamentos para poder medir estas questões. Mas este fenómeno não está a acontecer de um dia para o outro, tem sido uma evolução constante. Hoje o consumidor final sabe e valoriza a etiqueta do pneu? Acho que mais do que no início mas menos do que noutros países e do que era esperado. Nos países do sul as pessoas vão ao seu retalhista de confiança, de muitos anos, e ouvem o seu conselho. olhando menos para a etiqueta. Esta, por si só, diz poucas coisas às pessoas, mas uma boa explicação faz a diferença. APOSTA NOS CONTISERVICE Lançaram no início de Abril o conceito ContiService. Como foi desenhado? Não nasceu de um dia para o outro. Temos uma base de clientes muito grande que está próxima da nossa marca em todo o país, que são os Agentes Recomendados Continental (ARC). Alguns deles, com a sua própria individualidade, estão a trabalhar no mercado há muitos anos como a Pneuport, a Pneuvita, a Eurotyre, entre outros, e não querem perder a sua imagem forte. Com o ContiService não vamos esquecer os ARC, mas é uma forma de ter uma imagem mais perto da Continental e que siga o conceito ARC. Para cada um dos nossos parceiros temos diferentes soluções. Nos ContiService temos um grupo de clientes onde as marcas do grupo Continental são muito importantes para eles, sentem-se muito mais identificados com a marca e para eles temos uma equipa dedicada, incluíndo no marketing e soluções comerciais. Devem ser os nossos representantes de topo em termos de serviço. Mas ter isto não significa perder a sua individualidade enquanto profissionais, que têm a sua própria dinâmica. Vamos ter um conceito flexível e somos sócios neste negócio que tem ser bom para as duas partes. Queremos estar perto e escutar as suas necessidades a ajudá-los nisso. Não vamos impor nada a ninguém nem queremos uma ligação rígida. É uma relação de respeito e de entreajuda. A ContiService será um grupo de pontos de venda mais próximos à realidade da Continental e estes parceiros podem beneficiar do reconhecimento da nossa marca na sua imagem. Vamos fazer um grande esforço. Porque só decidiram avançar agora quando outras marcas premium já têm as suas redes?

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Este é mais um passo para corresponder ás necessidades do mercado e dos nossos parceiros de negócio, temos vindo a trabalhar as nossas parcerias desde 2010 no âmbito de acordos de cooperação sob a designação de ARC. Não estamos presentes no mercado de forma direta, estamos com os nossos parceiros independentes. Hoje vemos uma necessidade cada vez maior das casas de pneus para serem ajudadas a vender os pneus e sobretudo uma necessidade de aumentarem o seu poder de comunicação. A criação da marca/rede ContiService vem sobretudo apoiar neste campo. Por isso criamos uma equipa dedicada, com soluções de marketing e de vendas. Damos um novo passo para ajudar os nossos parceiros de sempre. Quantos centros da ContiService querem ter? Começamos com 10 casas num máximo de 80 dentro de 5 anos. É um número confortável porque continuamos a ter os ARC. Ficamos com uma presença muito forte no país. Como é que uma casa de pneus se propõe a ser ContiService? Estamos abertos a todos os que queiram conhecer o nosso projeto e que queiram defender a nossa marca. Foi um projeto que nasceu para ajudar os nossos clientes atuais, que acabam por ser a base mais importante do nosso desenvolvimento. Os primeiros são clientes Continental que queriam dar um passo mais, mas o conceito está aberto a todos. É uma parceria muito interessante porque temos uma estrutura sólida, somos líderes em Portugal, temos produção em Portugal na fábrica de Lousado e uma equipa dedicada exclusivamente ao nosso mercado, que o conhece bem e não decide, por exemplo, a partir de Espanha como acontece com muitos dos nossos concorrentes. Esta é uma rede só para trabalhar ligeiros? Começa com ligeiros, mas queremos estar também nos pesados, numa segunda fase.

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Os ContiService vão ter todos as mesmas marcas ou terão marcas diferentes? Temos uma política de aproximação ao retalho com a Continental como marca premium e a Barum como marca budget. Além disso, vamos ter a marca Uniroyal. Esta será a oferta básica dos ContiService. A formação também é essencial. Em que áreas vão apostar? É algo que fazemos há vários anos mas queremos apostar na formação dos próprios gerentes e na gestão das empresas, garantindo-lhes maior rentabilidade também. A MARCA PORTUGUESA A Mabor é um case study. Porque decidiram reanimar a marca há três anos? É um case study como marca. Há três anos vimos que estava distribuída por diferentes canais e precisávamos de a reorganizar. Do ponto de vista de qualidade os engenheiros diziam-nos que era boa e em termos de imagem continuava a ser muito forte. Reorganizamos a marca e direcionámo-la apenas para o canal da grande distribuição. Depois lançámos novos produtos e o crescimento tem sido bom e vai continuar porque tem um preço muito bom para a qualidade que oferece, quando comparada com outras marcas budget ou com marcas chinesas e de qualidade duvidosa. A Mabor tem capacidade para ser mais do que uma marca portuguesa? Sem dúvida. A Mabor está mais ativada do que nunca noutros países e isso é apenas o início. Pode ocupar lugares muito interessantes em vários mercados europeus. Temos a qualidade para nos destacarmos em muitos mercados. O que acontece é que em alguns países somos novos e vamos precisar de algum tempo para o mercado reconhecer a qualidade da marca e do serviço Mabor, mas lá chegaremos.

DE CORPO INTEIRO É um apaixonado por automóveis? Desde que estou mais em contacto com os pneus comecei a gostar mais de automóveis, em especial de clássicos. Consegue passar na rua sem olhar para os pneus dos carros que estão estacionados? Gostava de dizer que sim, mas não consigo. Consegue ter tempo para visitar clientes? Tenho muito trabalho na sede, mas temos muitos eventos onde temos a possibilidade de estar com os clientes e sentir o pulso ao mercado. É intuitivo nas decisões? Tenho uma grande paixão e tenho que acreditar no que faço. Todos devemos ter uma parte racional e emocional, mas para mim a parte emocional pesa um pouco mais. Gosta de decidir sozinho? Não tenho todo o conhecimento para tomar uma decisão sozinho. Gosto de tomar decisões em equipa e ter em conta a opinião dos clientes. Considera-se um workaholic? Tenho melhorado, gosto do trabalho que faço e ocupa-me muitas horas. Mas não vivo só para o trabalho porque é muito importante ter os nossos interesses. O que faz nos tempos livres? Tenho duas crianças pequenas por isso agora acompanho-os no que gostam de fazer. E gosto. O que mais aprecia num colaborador? Procuro neles o mesmo que eu tenho: paixão. Podemos não conseguir ser os melhores em tudo, vamos errar, mas todas as coisas têm que ser feitas com paixão e compromisso. Gosto de ver as pessoas envolvidas na criação de uma empresa melhor.


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Car Academy. Apresenta as suas instalações A Car Academy abriu oficialmente as suas portas no final do mês de março, através de dois “Open Day” que serviram essencialmente para esta nova empresa de formação dar a conhecer as suas novas instalações e a sua oferta formativa.

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a edição anterior da TURBO OFICINA demos a conhecer na totalidade o projeto da Car Academy. Um dos primeiros passos passava precisamente pela construção das instalações, o que se veio a verificar até final do mês de março, altura em que os seus responsáveis aproveitaram para realizar dois “Open Day”. Este centro de formação, localizado no Cacém (Sintra), disponibiliza duas salas para formação teórica, uma área de formação técnica com espaço para três automóveis, disponibilizando ainda uma série de ferramentas técnicas úteis para o exercício da atividade de formação. Até meados de agosto a Car Academy conta ter concluído o processo de certificação deste centro na DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho), sendo que todos os formadores são detentores de CAP (Certificado de Aptidão Profissional). Mais informações em www.caracademy.pt.

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PLANO DE FORMAÇÃO FORMAÇÃO TÉCNICA (ATÉ SETEMBRO) CA01 - eletricidade automóvel (24h) 07/07/2015 a 23/07/2015 - ter e qui CA03 - multiplexagem (24h) 16/06/2015 a 02/07/2015 - ter e qui CA04 - injeção diesel (32h) 29/06/2015 a 15/07/2015 - seg, qua e sex CA08 - transmissão automática (16h) 22/09/2015 a 01/10/2015 - ter e qui CA09 - transmissão manual (16h) 08/09/2015 a 17/09/2015 - ter e qui ca11 - climatização e ar condicionado (24h) 04/05/2015 a 15/05/2015 - seg, qua e sex 25/05/2015 a 05/06/2015 - seg, qua e sex

WORKSHOPS - sábados (8h) WS01 - filtros partículas 23/05/2015 - últimas vagas WS02 - stop and start 06/06/2015 WS03 - técnicas diagnóstico 20/06/2015 WS04 - common rail 09/05/2015 05/09/2015 WS05 - métodos receção 12/09/2015 WS06 - gestão oficinal 26/09/2015

NTN-SNR. SITE DE COMPRAS RENOVADO A ferramenta de compras online e-Shop da NTN-SNR acaba de ser renovada, por forma a torná-la mais simples, intuitiva, moderna e eficiente. O objetivo é garantir que os clientes recorram cada vez mais à visualização online de catálogos e à realização de encomendas via web. Nesta nova versão, todas as marcas do grupo, novos produtos e catálogos estão organizados pelas três áreas de atividade da NTN-SNR:

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Indústria, Aftermarket Auto e Ferramentas/ Lubrificantes. Os visitantes, entrando na sua área pessoal, efetuam encomendas quando quiserem e beneficiam da vantagem de saber, em tempo real a disponibilidade dos produtos e a localização da sua encomenda. Para garantir a adequação à dimensão internacional do Grupo, o e-Shop está disponível em oito línguas, entre as quais o português.


RODAPEÇAS. APRESENTA PRIMEIRO PRODUTO DA MARCA PADOR Depois de apresentar a Pador, a Rodapeças deu a conhecer o primeiro produto desta sua marca exclusiva. A opção recaiu sobre o produto anticongelante Pador, já que o aumento das exigências das especificidades técnicas dos fabricantes de automóveis, quanto ao anticongelante, fazem da Pador uma marca de nível tecnológico totalmente adaptada e comercialmente muito interessante. O anticongelante Pador, nas suas referências de 30% e 50%, possui tecnologia de ácidos orgânicos, sendo considerado um produto tecnologicamente avançado e “amigo do ambiente”. O topo de gama dos anticongelantes PADOR é o 50% G12, que adiciona uma característica de Long Life a todas as outras características, permitindo o posicionamento deste produto num patamar tecnológico ao nível do que melhor se faz para a indústria automóvel.

ENI. NOVO CATÁLOGO AUTO A eni apresentou um novo Catálogo Auto com um design renovado e um formato que facilita a utilização pelos profissionais. A eni tem estado sempre envolvida na investigação e produção de lubrificantes de alta performance para todo o tipo de motores, transmissões e outros órgãos. A marca de lubrificantes sintéticos está agora a lançar um novo Catálogo Auto com um design revisto e um formato redefinido, que potencia uma utilização mais cómoda por parte do profissional. A ampla e estruturada gama de produtos eni é composta por lubrificantes formulados para satisfazer as necessidades de todo o tipo de veículos em todo o tipo de condições de condução e clima, fornecendo a melhor resposta às necessidades dos condutores. Para mais informações consulte www.sintetica. enilubes.com.


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REVISÃO

ECOPARTS. LANÇADO PROJETO ”OFICINA ECOPARTS” A Ecoparts lançou um projeto piloto para as oficinas. A Realtravagem foi o primeiro distribuidor Ecoparts a aderir a este projeto, arrancando com quatro oficinas em Vila Real. O projeto Oficina Ecoparts tem como principais objetivos criar valor para o consumidor final com o mote “Instalamos Sustentabilidade” aliado à ideologia ecológica da Ecoparts. Além dos dísticos identificativos, a marca oferece apoio técnico às oficinas parceiras, formação, aconselhamento ao diagnóstico, informação técnica e ainda acesso a uma hotline técnica. As primeiras quatro oficinas de Vila Real que estão aptas a “Instalar Sustentabilidade” são a Garagem Sta. Margarida, a Auto Gomes, a Auto Geasteira e a Carsil Auto que, em conjunto com a Realtravagem, dão o pontapé de saída a mais uma iniciativa Ecoparts.

LIQUI MOLY. CRESCIMENTO FINTA A CRISE O especialista alemão em óleos para motores aumentou o seu volume de negócios e criou 50 novos postos de trabalho em 2014. Mesmo com uma situação de crise vivida atualmente em alguns mercados de exportação, no ano passado, a Liqui Moly apresentou novamente um crescimento do seu volume de negócios, registando um ligeiro aumento de aproximadamente um por cento e atingindo, assim, os 421 milhões de euros. “Isto prova que soubemos navegar o nosso barco com segurança e fazê-lo chegar a bom porto, vencendo todas as tormentas”, afirmou Ernst Prost, sóciogerente da Liqui Moly. Em 2015, a Liqui Moly concluirá o seu abrangente programa de investimentos calculado em 20 milhões de euros, o que se traduzirá numa produção de óleo mais abrangente e em laboratórios com maior capacidade. Além disso, a empresa já contratou 16 novos colaboradores desde o início do ano. A companhia reforça o seu negócio de exportação e aponta baterias para países mais pequenos como o Cazaquistão, o Uruguai e o Camboja, para além dos grandes mercados como os EUA, a China e a Índia.

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Valvoline. Gama reforçada no SynPower

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novo reforço para a gama de fluidos da Valvoline chama-se SynPower ATF 134 FE. É um fluido totalmente sintético de alto desempenho para ligeiros de passageiros e comerciais, comerciais ligeiros e SUV. Pode ser utilizado em qualquer veículo com caixa automática sempre que o fabricante recomendar um ATF de acordo com a MB 236,15, especificamente em caixas 7-G Tronic Plus e diferencias NAG-2 da Mercedes-Benz, não sendo adequado para outras aplicações, tais como as MB-236,10, 12, 14. Entre as características e benefícios anunciados pela Valvoline, contam-se a proteção melhorada em condições extremas de trabalho; a proteção contra a corrosão,

oxidação, formação de espuma e depósitos; uma resistência de corte melhorada; um pack de aditivos equilibrado que previne avarias e stickslip mesmo após longo período de utilização; uma viscosidade mais consistente e estável, mesmo em diferentes níveis de temperatura e por um longo período de utilização; e propriedades de atrito melhoradas, que resultam em mudanças de caixa mais suaves.

IBEREQUIPE. APRESENTA O AVL DITEST HV SAFETY 2000 A Iberequipe disponibiliza para o mercado o AVL DiTEST HV SAFETY 2000, um medidor de alta tensão para trabalhar com veículos híbridos e elétricos. Garantir a segurança e a fiabilidade dos sistemas de alta-tensão nos veículos é um dos compromissos a implementar no futuro. O processo de verificação da força de isolamento dos sistemas de alta-tensão e o sensor de isolamento a bordo são testes básicos para cada atividade de manutenção e reparação relacionado com os veículos de alta-tensão. Para os organismos de inspeção, estas medições estão a ficar cada vez mais importantes, porque a força de isolamento está sujeita a um certo processo de envelhecimento do veículo. O AVL DiTEST HV SAFETY 2000 é um medidor de alta tensão que garante todos os requisitos e normas de segurança, tendo as seguintes características: medição guiada, por menu, da condição sem tensão

com documentação completa Medição de resistência de isolamento utilizando o teste integrado de gerador de tensão Multímetro integrado até 1000V Medição de compensação de potencial de acordo com a norma ECER100 Funções padrão de multímetro Procedimento de diagnóstico e medição guiado Alimentação elétrica através do interface USB Pode ser calibrado para uma precisão reproduzível

ACAP. ACORDO COM A EXPOMECÂNICA

TRW. CAMPANHA PARA INSTALAÇÃO DE DISCOS E PASTILHAS

Na continuação do esforço que tem efetuado nos últimos anos, no sentido de reforçar o setor do aftermarket automóvel, a DPAI|ACAP estabeleceu com a Kikai Eventos, um protocolo de colaboração no âmbito da Expomecânica 2015. Depois da bem sucedida edição de lançamento, a Expomcânica 2015 será realizada de 5 a 7 de Junho na Exponor, pelo que no âmbito do protocolo, são colocados ao dispor dos Associados da ACAP um conjunto de soluções e condições especiais de participação neste evento, tanto ao nível do espaço, como do stand, convites entre outros. “Estamos certos que esta iniciativa se mostrará profícua e que a participação na feira trará maior notoriedade, mais clientes e mais negócios”, lê-se no comunicado enviado pela ACAP.

A TRW lançou uma campanha de informação que explica que deve instalar ao mesmo tempo discos e pastilhas de travão. A “Perfect Match – a combinação perfeita” é uma campanha de informação que pretende explicar que a instalação de pastilhas e discos TRW em conjunto é, por um lado, o caminho mais seguro a seguir pelas oficinas e pelos condutores e, por outro, a opção comercial mais eficiente para distribuidores. Para esta “Combinação Perfeita” a TRW oferece uma garantia de três anos ou 50 000 km contra defeitos de material e de fabrico, mas desde que pastilhas e discos de travão da TRW sejam montados em conjunto, como um par.


KRAUTLI. 25 ANOS EM PORTUGAL A Krautli está de parabéns ao comemorar 25 anos desde que iniciou a sua atividade em Portugal. O nome Krautli deve-se ao facto de a empresa estar associada ao Grupo Krautli, partilhando com ele algumas das mais importantes representações do aftermarket. Depois de ter iniciado a sua atividade em 1937, o Grupo Krautli estabeleceu-se no nosso país em 1990, tendose imposto como referência no setor do aftermarket automóvel em Portugal, distribuindo marcas premium e de referência no mercado independente. Com uma equipa de 53 profissionais, distribuídos por três armazéns situados em Lisboa, Porto e Coimbra, a Krautli obteve, em 2014, um volume de negócios superior a 15 milhões de euros. Para a empresa, o balanço deste quarto de século é “muito positivo e repleto de vivências positivas”. Os valores da empresa baseiam-se no “trabalho, dedicação, empenho e total entrega à causa em que se acredita e se defende diariamente”. A Krautli comemorou, para já, o seu quarto de século de atividade com uma viagem ao Sri Lanka para clientes selecionados, um evento que deu o mote para um conjunto de iniciativas a desenvolver ao longo do ano e que contou com 70 participantes. PUBLICIDADE

ROADY. VAI ABRIR MAIS 28 CENTROS AUTO EM PORTUGAL Fruto de um forte plano de investimentos, que rondará os 280 milhões de euros, destinado a todas as insígnias, o Grupo Os Mosqueteiros prevê abrir 28 novos centros-auto Roady até 2020, para além dos 32 que já existem. Em Portugal, o Roady gerou um volume de negócios de 36,7 milhões de euros em 2014, perto de 0,8% acima do ano anterior. O início do ano revela uma inversão da tendência negativa, com dados que permitem antever um 2015

mais positivo. Com as suas 32 lojas, o Roady é, já, um dos centro-auto com mais expressão em Portugal e, nos próximos cinco anos, reforçará a sua estratégia de crescimento com um investimento de 20 milhões de euros, a canalizar pa ra a abertura de 28 novos centros e para o desenvolvimento da marca. O grande objetivo da insígnia especializada em serviços automóvel é chegar a 2020 com um volume de negócios superior a 70 milhões de euros, o que significa duplicar o valor alcançado em 2014.


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REVISÃO

Axalta. Distinguida pela GM

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Axalta Coating Systems foi nomeada “Fornecedor do Ano” pela General Motors, na sua cerimónia de prémios com o mesmo nome, ocorrida recentemente. Os fornecedores premiados, oriundos de todo o mundo, receberam este galardão ao exceder as exigências da GM, as quais foram desenvolvidas para proporcionar aos clientes as tecnologias mais inovadoras e a melhor qualidade da indústria.

… a ACAP está preparada para ajudar as empresas associadas na elaboração, submissão, acompanhamento de candidaturas aos fundos comunitários de apoio 2020. Mais informações em mail@acap.pt.

MEYLE-HD. NOVO APOIO DE TRANSMISSÃO PARA MERCEDES-BENZ Sob a sua marca MEYLE-HD, a Wulf Gaertner Autoparts AG apresenta um novo apoio de transmissão para aplicação em Mercedes-Benz: o novo composto de borracha torna a peça apropriada para um número de diferentes tipos de motor. Exposto a vibrações excessivas e mudanças de velocidades, os apoios de motor estão sujeitos a um desgaste rápido que requerem substituições frequentes. Ao contrário dos designs OE que usam borrachas tratadas com diferentes durezas dependendo do tipo de motor, a equipa de engenheiros do fabricante alemão criaram um composto de borracha versátil adequado a variados modelos. Oferecendo um design altamente compacto, esta

peça HD apresenta uma borracha cuidadosamente projetada para absorver a vibração ainda melhor. Submetidos a tensões particularmente elevadas, isto ajuda a aumentar a vida do apoio de transmissão, tornando esta peça MEYLE-HD uma opção inteligente para operadores de frotas de táxis. Ao escolher os novos apoios de transmissão MEYLE-HD, as oficinas podem servir vários modelos de viaturas com apenas uma peça. O design reforçado significa que a Wulf Gaertner Autoparts pode oferecer uma garantia de quatro anos nos apoios de transmissão MEYLE-HD para Mercedes-Benz. Com a referência 014 024 1100/HD, a peça é aplicável em Mercedes-Benz modelos C, CLK, CLS, E, G, S, SL e SLK.

AUTODATA. NOVO SITE TRAZ NOVIDADES

TECNIVERCA. NOVO KIT SACA INJETORES DA LASER TOOLS Após o sucesso da revelação deste kit, em exclusivo na EMAF 2014, a Tecniverca reforça a aposta nesta nova ferramenta de remoção de injetores diesel criado pela Laser Tools. Este Kit Saca Injetores vem trazer rapidez num serviço que por vezes pode ser bastante moroso, bem como introduz muita facilidade na execução da tarefa, permitindo desta forma focar no que é prioritário neste tipo de reparações.

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FOI NOTÍCIA QUE...

O novo site da Autodata em Portugal já está online e tem novidades acerca dos produtos, bem como uma área de notícias. O renovado Autodata Online disponibiliza toda a informação, inclusive com ilustrações e um vídeo tutorial, sobre todos os produtos Autodata. Além disso, o restyling trouxe uma nova área de notícias com todas as novidades de informação sobre novos produtos Autodata, assim como licenças demonstração com duração de 15 dias e outros produtos, como uma área de loja com uma oferta que se adapta a todas as tipologias de oficina. Ao mesmo tempo, foi lançada a mais recente atualização da aplicação Autodata, com uma melhoria nas imagens das correias de distribuição; existência de uma página com classificações da amperagem do fusível; e melhorias na impressão dos orçamentos. Este plano agora inclui todas as peças que fazem parte daquela intervenção.

… a RPL Clima, em parceria com a entidade formadora acreditada para o efeito Saber Sem Limites, realizou mais um curso com sucesso em ar condicionado, formando vários clientes da RPL. A atestação em ar condicionado automóvel é um curso obrigatório por lei. Assim, para 10 e 11 de abril estão previstos mais cursos nesta área, estando a RPL preparada para realizar outros durante 2015. … a LeasePlan acaba de lançar uma aplicação móvel, que permite uma ligação direta e em qualquer lugar, aos serviços de assistência da empresa, 24 horas por dia e 7 dias por semana. A aplicação permite efetuar a chamada diretamente para a linha de apoio em caso de acidente, quebra de vidros e assistência em viagem. … o centro Glassdrive de Coimbra Sul viu a sua gerência ser alterada. Uma das prioridades estratégicas desta nova equipa é o serviço móvel, para corresponder às necessidades do tecido empresarial local. … a Diesel Technic Iberia festejou, com os distribuidores de Espanha e Portugal, dez anos de existência, com um evento noturno no Teatro Bodevil, no centro de Madrid. Durante os últimos dez anos a marca cresceu e tem mais de 30 000 diferentes peças de reposição para veículos comerciais e permite aos distribuidores um eficiente One-Stop-Shopping. … a LynxPort tem em comercialização duas novidades, na forma dos pulverizadores manuais de espuma e jato. O pulverizador manual a jato, de 1,5 l e em polietileno, possui uma escala para líquidos e ponta em plástico ajustável com anilhas FPM Viton. É adequado para a pulverização de produtos de limpeza, desinfeção, proteção contra corrosão, impregnação e outros produtos de conservação. O pulverizador manual de espuma de 1,5 l em polietileno, com escala de nível de líquidos, é também em plástico ajustável com anilhas FPM Viton.


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REVISÃO

Mann+Hummel. 50 anos na Península Ibérica

A MAGNAT. REGRESSO AO MERCADO PORTUGUÊS Após cinco anos de ausência do mercado nacional, a Magnat vai regressar a Portugal, pela mão da Mastersensor. A Magnat é um dos principais fornecedores mundiais de car audio de alta qualidade, estando presente em mais de 50 países e oferecendo uma ampla gama de produtos, que está em sintonia com as últimas tendências e que pretende mover continuamente os limites do desenvolvimento acústico com inovações. Como uma pioneira na acústica, a marca afirma representar um compromisso de clareza, coerência e precisão, desde o desenvolvimento à produção e ajuste de áudio. O projeto Magnat vai agora regressar ao nosso país, depois de cinco anos de ausência do mercado luso, tendo como importador a Mastersensor, empresa aveirense especializada no setor profissional de componentes para aftermarket.

E-CALL. OBRIGATÓRIO EM 2018 Todos os automóveis novos vendidos em território europeu a partir de março de 2018 terão obrigatoriamente de ter instalado um sistema de chamada automática das autoridades em caso de emergência, ou e-Call. A Comissão do Mercado Interno e Proteção ao Consumidor do Parlamento Europeu aprovou, por 26 votos a favor e 3 votos contra, a decisão de redigir legislação que obrigue à instalação desta tecnologia, que ligará automaticamente para o número de emergência europeu, 112, em caso de acidente. Recorde-se que muitas marcas já oferecem este sistema, como a BMW ou a Peugeot e que a GM, através da Opel/Vauxhall vai introduzir na Europa o sistema OnStar este verão, que será capaz de alertar as autoridades através do call-center. Além disso, desde junho de 2014 que entraram em vigor outras leis, com o objetivo de garantir a existência de uma infraestrutura para suportar a tecnologia e-Call em outubro de 2017.

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Mann+Hummel comemorou recentemente os 50 anos da sua presença ibérica com um evento no centro de congressos de Madrid, por ocasião da Motortec. 50 anos volvidos desde a chegada da Mann+Hummel ao mercado ibérico, a Motortec foi o pano de fundo eleito pela marca para comemorar a efeméride. Para tal foi realizado um evento no centro de congressos de Madrid. Na entrada estava a primeira surpresa da noite, um SIMCA 1000 amarelo, cedido pela Fundación Barreiros, equipado com os primeiros filtros que saíram da fábrica da marca em Saragoça. Durante o evento tiveram oportunidade de discursar os diretores gerais da fábrica ao longo dos anos: José Ignacio Murillo, Franz-George Geiger, Steffen Schneider e

Javier Sanz. Também intervieram Miguel Ángel Cuerno como presidente da ANCERA e em representação da distribuidora Manolo Jiménez-Maña, como um dos clientes mais antigos. Javier Sanz, como diretor-geral, fechou o evento com um brinde de agradecimento a todos os presentes: “não devemos esquecer-nos nunca dos nossos clientes”, manifestou.

MERCEDES. NOVO SERVIÇO WEGO A Mercedes anunciou o lançamento da sua versão do sistema WeGo, depois do sucesso deste serviço junto dos clientes smart, o WeGo smart. O WeGo Mercedes-Benz é um serviço exclusivo das oficinas autorizadas da marca alemã, no qual se disponibiliza a todos os proprietários de um MercedesBenz a possibilidade de realizar um check-up gratuito à sua viatura, quando e onde quiserem. O serviço é válido para todos os Mercedes, independentemente do ano ou do modelo. O checkup que é realizado à viatura é feito aos principais elementos de segurança do veículo. São verificados bateria, estado dos pneus e nível de óleo, entre outros

elementos. De relembrar que qualquer intervenção necessária não poderá ser realizada no local, mas a oficina autorizada indicará quais os passos a seguir. Mais informações em www.mercedeswego.pt.

LUBRIGRUPO. DISTINGUIDA PELA EXXONMOBIL

HELLA. POWERMAX ALCANÇA 95% DO MERCADO

A Lubrigrupo II, S.A. anunciou que foi distinguida pela ExxonMobil com o prémio Distributor Elite Club para a região da Europa, África e Médio Oriente, o que sucede pelo 3º ano consecutivo. Desta vez, o galardão recaiu na categoria “Best Use of Sales Pipeline” com a distinção de “Highly Commended”. Os vencedores foram selecionados com base no seu excelente desempenho em áreas determinantes, tais como, crescimento do negócio, inovação em marketing, excelência na execução, entre outros. Para a Lubrigrupo, segundo o comunicado emitido pela empresa, “é uma vez mais um prazer figurar na elite da ExxonMobil e é também a certeza que os caminhos percorridos, e a percorrer, são os corretos”.

Com um catálogo com mais de 6000 referências, a gama PowerMax da Hella, especialista em peças para motores de arranque e alternadores, consegue uma cobertura de 95% do parque automóvel europeu. A empresa oferece ao distribuidor e ao profissional das oficinas produtos com cinco características diferenciadoras. Um controlo de qualidade intensivo em cada uma das peças, que contam todas com dois anos de garantia; uma rápida adaptação às novidades do mercado; ampla cobertura do parque automóvel, tanto no que respeita a veículos ligeiros como industrial; uma forte rede de distribuição, com oito delegações em Espanha e Portugal, para assegurar o rápido fornecimento; e preços competitivos. A gama está disponivel no TecDoc para consulta, bem como em catálogo próprio eletrónico, em cuja plataforma existe ainda uma ferramenta de formação online.


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REVISÃO

SOGEFI. GAMA DE FILTROS ALARGADA São já cerca de 97% os veículos que contam com filtro de cabina, quer tenham ou não ar condicionado, representando já mais de 85% do parque automóvel europeu, uma proporção que deverá crescer nos próximos anos. Para acompanhar a tendência, a Sogefi aumentou a sua gama de filtros IAM para o habitáculo, melhorou a etiquetagem e introduziu um novo manual com todas as instruções para a instalação. O sector dos filtros de cabina tem sido o único, nos últimos anos, a apresentar crescimento de dois dígitos, tendência que deverá continuar nos próximos anos, oferecendo um grande potencial de mercado ao sector de após-venda.

FMF. Novo booster de bateria da Omega Mechanix

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FMF – Fonseca, Matos e Ferreira, tem no seu catálogo uma nova ferramenta. Falamos do booster de bateria e carregador de dispositivos móveis IJS-6000, da Omega Mechanix, que usa uma bateria de polímeros de lítio para poder não só dar arranque a motores de 12 V de até cinco litros, mas ao mesmo tempo recarregar o seu computador portátil, telemóvel ou tablet. Além disso possui ainda uma lanterna LED e um disjuntor à prova de falhas, para proteger todos os equipamentos.

TRUSACO. NOVAS GAMAS DE PRODUTOS

BESA. SITE RENOVADO A Besa, empresa especializada no fornecimento de tintas para a indústria automóvel, apresentou uma nova versão do seu portal web (www.bernardoecenarro. com), que agora é “responsive”, ou seja, adapta-se ao dispositivo em que está a ser visualizado, o que potencia o acesso a partir de tablets e smartphones. Assim é facilitada a navegação e a visualização, melhorando a experiência de utilização e permitindo o acesso a conteúdo até agora apenas disponíveis no computador. Ao mesmo tempo, a Besa aproveitou para melhorar algumas secções do portal e atualmente oferece informação detalhada acerca da sua gama de produtos, mas também fichas técnicas e de segurança, além de informação da sua gama de tintas para pintura industrial e de produtos de carroçaria.

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A Trusaco, distribuidora de lubrificantes, anticongelantes e aditivos, anuncia três novas gamas de produtos: aditivos, sprays e anticongelantes. A nova gama de aditivos engloba limpa-filtros de partículas Diesel, tratamentos Diesel, gasolina e antifumos, bem como tapa-fugas de radiador. Entre os sprays, as novidades são os lubrificantes multiusos, 6 em 1 com PTFE, limpa-tablier com silicone, massas brancas de lítio e de cobre, lubrificante para correntes com PTFE e limpeza de sistema de ar condicionado. As novidades na gama de anticongelantes são os G12 Plus e o G13 com normas da VW. Com 21 distribuidores em solo nacional, a Trusaco distribui as marcas MT, Winner e Kronn, assegurando a produção dos seus produtos. Em 2014 registou um

crescimento de 77% na faturação em Portugal, tendo como objetivo para este ano a cobertura integral do território nacional com distribuidores distritais, nomeadamente no interior do país e zona Sul (Alentejo e Algarve).

LEASEPLAN. APRESENTA FORNECEDORES PARA SERVIÇOS RÁPIDOS A LeasePlan passou a disponibilizar uma rede de fornecedores preferenciais para a execução de serviços rápidos, nomeadamente, mudança de pastilhas e discos de travão, verificação/ atesto do nível de óleo e do líquido de refrigeração do motor, substituição de lâmpadas e escovas de limpa-vidros. A partir de agora, todos os clientes podem consultar a rede de oficinas aderentes (serviços rápidos) através do site LeasePlan em “www.leaseplan.pt/pu/pt/ Fornecedores” e dirigir-se diretamente a uma dessas oficinas sem necessidade de marcação prévia. Em cada intervenção executada nesta rede preferencial, o veículo será sujeito a um check-up gratuito, com a verificação do estado dos pneus (piso e pressão), funcionamento das luzes, nível de óleo, estado das escovas limpa para-brisas e o nível de água do limpa para-brisas. Caso se verifique a necessidade de alguma intervenção, a oficina solicitará de imediato a autorização à LeasePlan para a execução do serviço. Esta iniciativa visa trazer maior comodidade e rapidez ao processo de manutenção do veículo e dá voz ao compromisso da marca: It’s easier to Leaseplan.

TEN AUTOMOTIVE. CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DUPLICADA A Lusilectra revelou que a TEN Automotive, sua representada, aumentou a sua área de produção de equipamentos, como forma de melhor se adaptar às novas exigências do mercado. A TEN Automotive, empresa representada em Portugal pela Lusilectra, acaba de duplicar a sua capacidade de produção de equipamentos. Tal foi conseguido através do aumento da área destinada a este fim, que tem diferentes linhas para cada produto. Os opacímetros estão separados dos analisadores de gases e também os frenómetros possuem a sua própria linha. Com esta alteração, a TEN passa a conseguir produzir mensalmente 360 analisadores de gases, 600 opacímetros ou 300 frenómetros, estando apta a responder à sua cada vez maior quota de mercado e ao consequente aumento de vendas.


AKZONOBEL. NOVO VERNIZ RESISTENTE A RISCOS A AkzoNobel acaba de anuncia o novo verniz Autoclear LV Exclusive, fruto do seu esforço de inovação permanente. Este novo verniz resistente a riscos é agora introduzido no mercado de repintura, o que permite à marca igualar a performance dos revestimentos de fábrica. O novo verniz Autoclear LV Exclusive é compatível com todos os tipos de reparação, apresentando uma aparência de alto brilho e excelente retenção de brilho, incluindo uma resistência superior nas modernas estações de lavagem de veículos. A AkzoNobel recomenda ainda a utilização deste verniz sobre o Sikkens Autowave, um verniz de alto brilho que não só é altamente resistente e fácil de aplicar como também apresenta propriedades de auto cura quando exposto ao calor.

INFOMECATRÓNICA. APRESENTA LINHA DE APOIO TÉCNICO AOS CLIENTES DA HUMBERPEÇAS A Infomecatrónica efetuou a apresentação da Linha de Apoio Técnico a diversas oficinas, num evento realizado pela empresa Humberpeças. O momento foi também aproveitado para a Infomecatrónica dar a conhecer a sua nova representação (e distribuição) da HaynesPro WorkshopData. Neste evento foi feita uma apresentação da Linha de Apoio Técnico focando Sérgio Pinto, da Infomecatrónica, as enormes vantagens que a utilização da mesma trás para as oficinas, nomeadamente no apoio à resolução de problemas técnicos com viaturas de automóveis, que surgem diariamente nas manutenções e reparações oficinais. Ambas as empresas sentem que esta parceria trará benefícios aos clientes de ambas as empresas pois irão ter ao ser dispor uma linha de apoio técnico (Mecatrónica Online).


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REVISÃO TRW. NOVA APLICAÇÃO MÓVEL PARA PROCURA DE PEÇAS

OPINIÃO Vitor Fontes EQUIASSISTE

Saber gerir

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iria que a gestão é algo importante. É a boa gestão de ativos tangíveis, não tangíveis, materiais, financeiros e humanos que distingue a organização, a gestão e o gestor. É fundamental “saber gerir”. Saber gerir é ter visão, envolver-se e empenhar-se no negócio. Costuma-se dizer que, acerca do pequeno almoço de ovos e bacon, que, a galinha “colaborou” mas o porco, esse, “empenhou-se”! Humor à parte, na verdade é por isso que determinadas organizações se distinguem de outras. É preciso empenhamento! É preciso dotar as oficinas de bons gestores que vejam para lá do óbvio – é preciso ver a obra para além do artista - que sejam proactivos, que sejam dinâmicos no que diz respeito à utilização de novos métodos e conceitos de comunicação com os seus clientes, fornecedores e colaboradores. A organização tem que ser um todo orgânico e funcional – que seria do pulmão se não tivesse o nariz e/ou a boca, que seria do coração se não tivesse a artéria. Há muito por fazer na gestão das oficinas auto, quer sejam de veículos ligeiros ou pesados. Por exemplo, no que diz respeito à

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adequação de horários da oficina com os horários dos seus clientes, está, praticamente, tudo por fazer. Determinados estudos e conclusões da Comunidade Europeia indicam que, entre dois operadores semelhantes, aquele que adequar melhor, apenas, a variável “horário de abertura e fecho” da oficina aos seus clientes, garante, desde logo, 25% mais de sucesso empresarial… e os respetivos lucros. Mas existem outros fatores diferenciadores e que não são equacionados, sequer, no modelo de negócio atual das oficinas de automóveis quer sejam de ligeiros ou pesados, como por exemplo, a qualidade de atendimento e a personalização de serviços. Estes dois fatores, per si, garantem outros 25% de sucesso acrescidos. Essa é a razão porque determinadas “startups” se distinguem dos demais operadores, não porque, tenham um “target business” diferente do seu concorrente, mas sim porque são “intrinsecamente” diferentes. O que as distingue é a forma diferente como abordam um mesmo mercado e o empenhamento com que executam essa nova abordagem. Cada vez mais, nos nossos dias, onde, tendencialmente, as ideias são esmagadas pelo rolo compressor da globalização e da normalização, inovar, agilizar e adequar… compensa!

A nova aplicação gratuita da TRW Automotive Aftermarket para dispositivos móveis, destinada à Europa e à Ásia, – “TRW Part Finder” – já está disponível para download. Este desenvolvimento faz parte da estratégia digital da TRW para 2015 e reforça o objetivo da companhia de se tornar líder nesta área. A aplicação “TRW Part Finder” foi desenvolvida para iOS e Android. Pode ser descarregada através da App Store e da Google Play Store. Os utilizadores da Ásia, com sistema Android, podem descarregar a aplicação diretamente em www. trwaftermarket.com. A aplicação permite acesso ao catálogo online da TRW e a pesquisa das peças pode ser efetuada por veículo, pela referência TRW ou pela referência original. Adicionalmente, esta aplicação possui a funcionalidade anti contrafação “TecIdentify”, permitindo aos utilizadores digitalizarem os códigos das embalagens dos produtos TRW para verificarem a sua autenticidade.

RANCHO. NOVA GAMA DE PRODUTOS TT A Rancho tem uma nova gama de kits de elevação, amortecedores e produtos de proteção todo-o-terreno, entre outros, que podem ser consultados no seu novo catálogo, onde têm lugar de destaque as novas ofertas de 6 polegadas, kits que estão certificados pela US Federal Motor Vehicle Safety Standard No. 126 (FMVSS-126). O catálogo mais recente da Rancho inclui um novo processo de pesquisa de sistema de suspensão. Cada sistema de suspensão Rancho inclui uma referência específica para cada aplicação. Para os distribuidores e instaladores, o trabalho está muito mais simplificado e claro. Cada caixa de componente tem um preço individual e possui o seu próprio UPC. Cada listagem de sistema de suspensão também inclui um tamanho de referência de pneu específico para o kit e respetiva aplicação e referências de amortecedores complementares Rancho opcionais. Os produtos da Rancho são projetados, fabricados e comercializados pela Tenneco, que também fabrica a marca Monroe.


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ESPECIALISTA

A RedeInnov é um inovador projeto que irá trazer para o mercado uma nova rede de distribuição de aftermarket. Pretende ser um player diferenciado no mercado, assumindo uma forte componente tecnológica inerente a todos os desenvolvimentos da rede. TEXTO PAULO HOMEM

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RedeInnov. Nova rede de distribuição assente em tecnologia 24

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epois de amadurecer uma ideia que já era vontade de todos quantos a constituem, a RedeInnov é um recente projeto no aftermarket em Portugal que passa pela dinamização de um nova rede de distribuição. Como qualquer projeto que envolve diversas entidades, onde existe uma vontade partilhada, embora nem sempre com pontos de vista semelhantes, o caminho seguido foi potenciar os pontos comuns e “ter a certeza que esses pontos eram suficientemente fortes para criar um projeto desta dimensão e natureza, que implica concessões e compromissos, mas também um objetivo final muito claro”, começa por dizer Nuno Wheelhouse Reis, administrador da 3.0 Innovative Aftermarket Group, S.A., entidade gestora da rede. A RedeInnov tem por objetivo proporcionar às oficinas de reparação automóvel independentes uma melhoria da oferta atualmente disponibilizada, não só em termos de produtos, mas essencialmente através de serviços que visam aumentar a sua rentabilidade. “Um dos focos deste projeto é vender melhor”, refere o responsável da RedeInnov, explicando que apesar do sucesso que têm atingindo as empresas fundadoras deste projeto e de serem empresas com grande representatividade nas suas regiões, as tecnologias de informação têm vindo a assumir uma enorme preponderância no aftermarket e isso tornou-se um desafio para os retalhistas de peças, já que apesar de reduzirem os custos operacionais, implicam um investimento muito elevado face às ferramentas tradicionais de gestão. “Tendo os retalhistas a vontade de abraçar as novas tecnologias como forma de venda ao cliente, normalmente essa vontade esbarra no investimento inicial. Contudo, a escalabilidade das tecnologias de informação permite que as empresas fundadoras deste projeto partilhem entre si investimento o que o torna muito mais acessível”, refere Nuno Wheelhouse Reis. Por isso, uma componente muito importante do projeto é o desenvolvimento de uma plataforma informática, pois é ela que vai permitir à RedeInnov “abordar o mercado de uma forma muito mais profissional, eficiente e adequada


aos tempos atuais e, acima de tudo, aos tempos futuros”, explica o mesmo responsável. Outro dos aspetos mais importantes desta plataforma informática é que a mesma irá permitir aos retalhistas uma maior racionalização das compras e dos fornecedores. Com esta plataforma tecnológica comum, os retalhistas conseguem ter numa só página informação de todos os fornecedores para uma determinada peça. Simultaneamente podem fazer as compras e integrar (de uma forma simples) este sistema no seu próprio software de gestão. “Não estamos a falar de uma central de compras, nem sequer o intuito deste projeto é poder comprar melhor”, afirma Nuno Wheelhouse Reis, dizendo que “para nós o importante é poder agilizar as iniciativas de venda para a oficina”. Através desta plataforma tecnológica as oficinas, que são o cliente da RedeInnov, poderão ainda ter acesso a um conjunto de informações técnicas e de produto, a manuais de reparação e a muitas outras funcionalidades, “além do que já vai sendo uma exigência do mercado que é poder fazer uma compra de uma peça através de um click sem utilizar o telefone o ou e-mail”, explica o administrador da RedeInnov. IMPLEMENTAÇÃO Em breve a RedeInnov terá disponível esta plataforma (em ambiente Cloud) que, depois do natural período de desenvolvimento, teve sempre como objetivo tornar muito simples a ligação entre o retalhista e a oficina. “Esta era uma das condições importantes no desenvolvimento desta plataforma”, refere Nuno Wheelhouse Reis, explicando que numa primeira fase de implementação serão privilegiadas as oficinas clientes dos seis retalhistas aderentes, embora a mesma não seja exclusiva para estes clientes, pois todas as oficinas poderão ter acesso a esta plataforma. RETALHISTAS Esta nova rede inicia-se com a Autopeças (Aveiro), Maiorpeças (Rio Maior), Orcopeças

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CONTACTOS REDEINNOV ADMINISTRADOR NUNO WHEELHOUSE REIS TELEFONE 223 263 288 E.MAIL geral@redeinnov.pt WEBSITE www.redeinnov.pt

(Santarém, Coruche e Almeirim), PD Auto (Braga), Rodeça (Sta. Maria da Feira e Estarreja) e Tisoauto (Felgueiras, Amarante, Longra, Lixa e Faro), estando já em curso o alargamento a mais retalhistas. “O nosso objetivo de médio prazo passa por alcançar uma cobertura geográfica abrangente a todo o território continental e ilhas”, diz Nuno Wheelhouse Reis. Face aos seis retalhistas iniciais, que são os fundadores, todos os novos retalhistas que entrem na RedeInnov terão exatamente as

mesmas condições. “Não temos qualquer pressa em alargar a rede de retalhistas, pois o importante é que todos partilhem a mesma visão de futuro”, refere o mesmo responsável, dizendo que “é fundamental que a oficina sinta a mais-valia de trabalhar com a RedeInnov no seu dia-a-dia, e isso só é possível com retalhistas que partilhem a nossa visão”. Ao nível dos fornecedores existem diversas marcas (que a seu tempo serão divulgadas) que já estão a apoiar este projeto, tendo sido dada primazia às marcas de aftermarket que estão no primeiro equipamento. “Para nós o importante é ter relações de parceria com os fornecedores, que garantam estabilidade a longo prazo”, explica Nuno Wheelhouse Reis que refere que “a aceitação a este projeto tem sido excelente por parte dos fornecedores”. Durante os próximos meses os responsáveis da RedeInnov irão dar a conhecer os restantes detalhes deste projeto, até porque no entender do seu responsável este é um projeto que será evolutivo e que estará em constante atualização. ABRIL 2015

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Forch fez uma reestruturação da sua atividade em Portugal. A fase visível dessa reestruturação foi a entrada de Marco Simões, passando a ser responsável pela gestão das grandes contas (área antes não trabalhada pela Forch), mas também pelas áreas da comunicação e acompanhamento comercial das equipas de vendas, trabalhando em parceria com os gestores de vendas norte e sul, embora reportando à subsidiária em Espanha. “Existe um trabalho a fazer para que a Forch seja mais conhecida e mais falada no mercado português”, reconhece Marco Simões, que aposta sobretudo no rigor que a marca coloca na sua atividade, dizendo que “vamos sobretudo investir na confiança e no relacionamento com o cliente”, reportando-se a uma prática de mercado onde a Forch “nunca entrou nem quer entrar, evitando-se sempre duplicar ou triplicar encomendas. Esta não é seguramente a melhor forma de trabalhar com o cliente”. Apesar das mais de 85.000 referências de produto que a Forch disponibiliza no mercado em termos globais, nesta fase apenas os produtos para o setor automóvel serão trabalhados no mercado português. “Vamos ter um enfoque muito grande nas oficinas e também nas grandes contas, que é neste momento onde queremos trabalhar a Forch. Apesar de estar presente em diversos setores de atividade, a gama auto é muito forte e será, por isso, alvo do nosso trabalho”, refere Marco Simões.

Forch. Reforçar posição no mercado A Forch está oficialmente presente em Portugal desde 2007, tendo sempre mantido uma certa discrição no mercado. Em 2015 passou a ter um novo responsável para as grandes contas, Marco Simões, que nos contou os planos da empresa no nosso país. TEXTO PAULO HOMEM

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NÍVEIS DE QUALIDADE Da linha auto, da qual fazem parte produtos para chapa, pintura, lubrificação, limpeza, equipamentos, consumíveis, ferramentas e químicos, entre muitos outros, é interessante verificar que existem vários níveis de qualidade de produto. “Existem em alguns produtos quatro níveis de qualidade”, explica Marco Simões, dizendo que “dessa forma conseguimos, dentro de um mesmo produto propor ao cliente, em função da sua necessidade, diferentes níveis de qualidade e, naturalmente, de preço”. Apesar da grande maioria dos produtos ter marca Forch, fruto de algumas parcerias que a empresa tem com determinados construtores, são também comercializados produtos com outras marcas. Para além da linha auto, existe ainda a Truckline, uma gama específica para o setor dos veículos pesados, que a Forch irá trabalhar para clientes específicos de grande dimensão. “Vamos focar muito a nossa ação nos químicos e nas ferramentas, mas também naqueles produtos de consumo constante nas oficinas”, afirma Marco Simões, dizendo que “a Forch é muito forte em químicos, possuindo uma gama muito extensa na qual existem produtos


que a concorrência não tem. Sabemos da concorrência que existe no mercado, mas consideramos que em alguns produtos, como os químicos, temos preços e qualidade para sermos a primeira escolha”. Um dos suportes de venda será um catálogo eletrónico, que poderá ser consultado online em www.forch.pt (que irá ter em breve uma versão atualizada), onde se pode ter acesso à gama de produtos que a empresa pretende comercializar em Portugal. Trata-se de uma plataforma de consulta, que serve para ver produtos, consultar catálogos (sem preços) e pedir-se uma cotação. A venda propriamente dita é feita pelos comerciais, através de um sistema PDA, que coloca automaticamente as encomendas. “Valorizamos a relação com o cliente e por isso as encomendas são feitas presencialmente”, explica o mesmo responsável. Um dado muito relevante na atividade da Forch é o nível de serviço, que atinge os 98,5%. Tal performance é atribuída ao avançado armazém que a Forch tem na Alemanha, mas também à total profissionalização do sistema logístico, que garante que as entregas do material sejam feitas em 2 a 3 dias úteis. Refira-se que o mercado português é abastecido diretamente de Espanha, já que o armazém ibérico possui um stock adaptado a este

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GIGANTE ALEMÃO A Forch foi fundada em 1963 por Theo Forch, na Alemanha, tendo atualmente mais de 2.400 funcionários (1.600 vendedores em vendas diretas) em todo o mundo e mais de 85.000 referências de artigos para diferentes setores de atividade, com destaque para o setor automóvel. Diariamente do armazém central da Forch na Alemanha, que é tecnologicamente muito

avançado, são expedidas 8.000 encomendas, em média, que se traduzem em cerca de 40.000 linhas de produtos diferentes. Também na Alemanha existe ainda um centro de formação, com um showroom de produtos, num total de 1.000 m2, onde são formados os profissionais da Forch bem como alguns clientes, servindo também para apresentações de novos produtos, sem esquecer as

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CONTACTOS FORCH KEY ACOUNT MANAGER MARCO SIMÕES TELEFONE 937 990 903 E.MAIL marco.simoes@forch.pt WEBSITE www.forch.pt

formações técnicas. Em Portugal a Forch entrou em 2007, tendo na altura sede em Braga, embora a Forch Portugal esteja atualmente em Lisboa, reportando diretamente à Forch Espanha. A empresa possui uma equipa comercial de 23 pessoas, mais dois chefes de vendas (João Lopes, no Norte, e Marco Gomes, no Sul) e um Key Account Manager (Marco Simões).

mercado. Contudo, muitas das encomendas vêm diretamente do armazém da Forch na Alemanha. Para o mercado português, os objetivos da marca passam por “crescer de forma muito ponderada, sendo muito cuidadosos com a gestão de crédito”, refere Marco Simões, que adianta: “para nós o importante é ganhar a confiança do cliente, sabendo que em alguns produtos temos que ir à guerra, mas que temos formação e gama para propor algo de diferente ao cliente”.


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ESPECIALISTA

Valvoline. Parceiros dedicados A Valvoline realizou o seu tradicional Meeting com os distribuidores portugueses para lhes falar das novidades e perspetivar o futuro olhando o passado. TEXTO PAULO HOMEM

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Krautli, que representa e distribuiu em Portugal os lubrificantes da Valvoline, faz um balanço muito positivo da sua atividade relacionada com esta reconhecida marca americana. Em 2014 o objetivo foi potenciar o crescimento com clientes premium, verificando-se uma redução no número de “Distribuidores Oficiais Valvoline” de 32 para 29, mas que se traduziu num reforço da presença da marca Valvoline em Portugal. “Apenas queremos trabalhar com os distribuidores que se envolvam com o nosso projeto, pois este não é um projeto da Krautli mas sim de todos”, referiu Paulo Santos, Brand Manager da Valvoline em Portugal, acrescentando “que o nosso objetivo não é ter muitos distribuidores, é ter aqueles que realmente queiram trabalhar

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a marca de uma forma profissional. O conceito é ter, portanto, distribuidores dedicados”. Outro dos projetos que tem vindo a ser consolidado é o Valvoline Service Center. Atualmente já são mais de 60 oficinas aderentes a este projeto, desenvolvido pelos distribuidores em parceria com a Krautli, mas muito importante, no entender de Paulo Santos, é que “a consolidação deste projeto tem sido feita através da entrada de novas oficinas com níveis de qualidade superior, o que vai ao encontro da nossa política de potenciar o crescimento com clientes premium”. Em 2014 a Krautli lançou também uma série de importantes novidades ao nível do produto. A nova formulação SynPower Extreme foi lançada em seis produtos, foi também iniciada a gama de produtos ecológicos NextGen,

ajustaram-se preços na gama 10W-40 e foram potenciados novos negócios com a gama HD (específica para pesados). Considerada como “muito positiva” foi a presença nas diversas plataformas online da marca Valvoline, com destaque para a presença no TecCat. Fundamental e diferenciador foi a criação da parceria com o Centro de Formação Profissional ATEC. Considerado como um dos melhores projetos de 2014, esta aposta rendeu mais de 300 horas de formação (cerca de 40 dias) que os distribuidores dinamizaram para as oficinas. PARA 2015... Uma das grandes novidades já de 2015, foi o reposicionamento de preços da gama


Synpower, com o objetivo de tornar este produto mais acessível ao cliente final, ajustarse aos preços de mercado e associar os preços e o desempenho da gama como um forte fator diferenciador. Outra novidade foi o recente lançamento da gama Premium Blue (desenvolvida em parceria com a fábrica de motores Cummins), que tem como objetivo proporcionar aos clientes Cummins produtos originais para esses motores, garantir níveis de aprovação e desempenho originais Cummins e superar o desempenho da concorrência em utilizações extremas. Esta nova gama Premium Blue é composta por 6 referências que garantem uma completa cobertura do parque de equipamentos industriais e marítimos que utilizam motores Cummins. Outra novidade para 2015 será o reforço da gama de produtos ecológicos NextGen de modo a proporcionar aos frotistas produtos mais ecológicos. Refira-se que com apenas 4 referências a Valvoline cobre mais de 80% do mercado frotista. “Em 2015 queremos ter um incremento das vendas de lubrificantes nos pesados. Esse será o nosso cavalo batalha e, curiosamente, neste início de ano já temos resultados muito encorajadores”, refere Paulo Santos, explicando que “queremos continuar a contagiar os nossos distribuidores para procurarem novos clientes, nomeadamente nesta área de pesados, aproveitando o conceito ecológico dos nossos lubrificantes, nomeadamente, o NextGen. Por certo que deverá haver mais novidades em breve nesta área”. Para dinamizar a imagem de marca, a Valvoline vai voltar em 2015 a apoiar o desporto motorizado. São diversas as iniciativas previstas, destacando-se o acordo tripartido Valvoline / RFM / FPAK para promoção do Nacional de Ralis com spots de rádio e ações diretas do distribuidor local nos parques de assistência das provas. A Valvoline está também presente com parcerias nos ralis (Armindo Neves), Motorcross (BRC Yamanha), Clássicos (ANPAC), Drift (Osvaldo Rafael) e Todoo-terreno (Júlio Mourão). Não menos importante será o patrocínio ao MotorShow, um dos mais concorridos e participados eventos de desporto automóvel que se realiza em Portugal, que tem normalmente a presença de grandes pilotos de ralis de renome mundial. Refira-se que o projeto de formação com a ATEC será para dinamizar ainda mais, pois “temos como objetivos para 2015 a criação de fortes elos de ligação entre todos os envolvidos no projeto Valvoline”, refere Paulo Santos. PRÉMIOS No final do “meeting”, a Krautli decidiu mais uma vez atribuir três prémios aos

Turbo Peças

Orcopeças Lda.

Paulo & Daniela Lda.

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CONTACTOS VALVOLINE BRAND MANAGER PAULO SANTOS TELEFONE 219 535 656 E.MAIL p.santos@krautli.pt WEBSITE www.krautli.pt

distribuidores da Valvoline que mais se destacaram em 2014. O distribuidor Paulo & Daniela, Lda de Braga recebeu o Prémio Excelência pelo “Maior Volume de Vendas”, o Prémio Excelência de “Maior Crescimento” nas vendas Valvoline foi para a Turbo Peças, Lda do Porto e, por fim, o “Prémio Revelação” nas vendas Valvoline foi para a Orcopeças, Lda de Santarém. ABRIL 2015

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Bardahl. Aposta em Portugal Uma simples demonstração cativou clientes e potenciais clientes para as vantagens do uso dos produtos Bardahl, com um extenso catálogo que inclui lubrificantes, aditivos, massas ou sprays. A marca cresce cada vez mais em Portugal. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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Bardahl, distribuída em exclusivo em Portugal pela MBML Solutions, veio para ficar no mercado português. Isso mesmo foi sublinhado por Eddy Claes, responsável da Bardahl pelas vendas e departamento técnico de 12 países, entre eles Portugal. A visita do belga ao nosso país serviu para visitar alguns clientes e fazer várias demonstrações técnicas de produto. “Os problemas dos carros em Portugal são os mesmos que existem no resto da Europa e o nosso trabalho é arranjar as soluções. É por isso que trabalhamos com cerca de 20 marcas automóveis no desenvolvimento de produtos e soluções que são usadas para todo o mercado. De cada vez que ajudamos a resolver um problema numa oficina temos o dia ganho”, sublinha Eddy Claes. Durante a demonstração para clientes, Eddy Claes usou uma pequena máquina de fricção e fez uma comparação entre produtos de marcas conhecidas no mercado, com um aditivo, uma massa e um spray para demonstrar que esses produtos provocam atrito e chegam a levar à

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falha completa do motor, enquanto os produtos Bardahl (entre eles o aditivo Turbo Protect que se mistura no lubrificante) protegem o motor e mantêm a fricção em níveis muito controlados. Os presentes ficaram convencidos e o objetivo é levar estas demonstrações a cada vez mais potenciais clientes nas próximas visitas do técnico da empresa americana. As várias aprovações e certificações dos produtos Bardahl garantem a qualidade e eifcácia dos produtos. Com mais de 75 anos de história, a marca tem

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CONTACTOS MBML SOLUTIONS RESPONSÁVEL Nuno Garoupa CONTACTO 919 709 909 E.MAIL ngaroupa@mbml-solutions.pt SITE www.mbml-solutions.com

atualmente um catálogo de 5000 referências, que vão da área automóvel, passam pelos pesados, motos, bicicletas, agricultura, veículos industriais ou náutica. “Só há três produtores de aditivos na Europa e nós somos um deles. Isso dá-nos um know-how que mais de 90% do mercado não tem. Desenvolvemos e produzimos os nossos produtos, trabalhamos de forma direta com as principais marcas e usamos químicos verdes”, acrescenta o engenheiro da Bardahl. “Estamos a apostar forte nos produtos profissionais para resolver os problemas relacionados com os filtros de partículas, com as válvulas EGR, turbos ou com os injetores. Temos uma gama completa de lubrificantes e de aditivos”, explica Nuno Garoupa, responsável da MBML Solutions. Atualmente em Portugal são vendidas apenas 100 referências e a introdução de novos produtos está a ser feita de forma gradual. “Temos neste momento quatro distribuidores e estamos a crescer aos poucos. O feedback do mercado está a ser muito bom e o crescimento também”, sublinha Nuno Garoupa.


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ESPECIALISTA

ATM Peças Auto. Apresenta plataforma online para colisão São cada vez mais as plataformas tecnológicas para a venda de peças. A ATM Peças Auto decidiu apostar na diferenciação ao lançar uma plataforma B2B apenas para peças de colisão, com algumas particularidades interessantes. TEXTO PAULO HOMEM

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endo um dos mais dinâmicos retalhistas de peças para automóvel da margem sul (Seixal), a Auto Torre da Marinha (ATM Peças Auto) sempre soube antecipar as necessidades dos clientes e do mercado. Foi o que aconteceu novamente com o recente lançamento de uma nova plataforma tecnológica de venda online de peças B2B, com a particularidade de a mesma ser exclusiva para peças de colisão. Depois de meses de desenvolvimento esta plataforma, que está disponível em www.atm. com.pt , ficou operacional em meados do mês de março, dizendo Paulo Costa, sócio-gerente da ATM Peças Auto, que “não existe quase oferta nenhuma ao nível de websites especializados em material de colisão, ao contrário do que acontece com as plataformas de peças para mecânica. Por isso, foi uma aposta que fizemos na diferenciação e a rápida adesão prova que estávamos certos”. Assim, no website de vendas B2B da ATM Peças Auto estão disponíveis todo o tipo de peças de colisão, incluindo obviamente chaparia, óticas,

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farolins, componentes de refrigeração e de climatização, entre outras. Uma particularidade desta plataforma é o facto de estarem disponíveis para muitas das 52.000 referências dois níveis de qualidade. “O cliente pode escolher nesta plataforma o material original e certificado, como pode escolher uma gama mais económica”, refere Paulo Costa, explicando que “como muitas das reparações de

colisão, que são pagas pelas seguradoras, existe a exigência de colocar material certificado, é por isso que existe material certificado pelo Centro Zaragoza, mas existe material mais económico”. No próprio website o cliente terá a informação do que é material certificado, mas Paulo Costa explica que o restante material “apesar de não ser certificado é material controlado e de origem conhecida, tendo uma boa relação preço/

UM RETALHISTA À FRENTE DO SEU TEMPO “Como nadar no meio dos tubarões sem ser engolido por estes” é uma frase que se aplica na perfeição à ATM Peças Auto. Sendo um retalhista, a ATM Peças Auto opera numa zona fortemente concorrencial e onde estão alguns dos mais importantes grossistas e retalhistas do país. Situada na

Torre da Marinha, no Seixal, esta empresa iniciou a operação em finais de 2003, tendo como foco a qualidade dos produtos que vende e a especialização na distribuição de peças. É por isso que a empresa possui mais de uma dezena de carrinhas que chegam a entregar peças nas oficinas

3, 4, 5 ou mais vezes por dia. Para além das peças de mecânica a ATM Peças Auto possui também uma forte especialização ao nível do material de colisão, tendo agora sido pioneira no lançamento de uma plataforma de vendas de peças de colisão online, que pode ser acedida em www.atm.com.pt.


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CONTACTOS ATM PEÇAS AUTO SÓCIO-GERENTE PAULO COSTA TELEFONE 210 879 460 E.MAIL geral@atm.com.pt WEBSITE www.atm.com.pt

qualidade. Não comercializamos material sem qualidade”. Uma das funcionalidades mais interessantes desta plataforma é que a mesma está aberta em termos de consulta, isto é, permite que qualquer pessoa possa pesquisar a peça que lhe interessa e só no final é exigido o registo (ou password) para efetuar a encomenda. Assim que um novo cliente se registe nesta plataforma o mesmo será identificado como cliente final, revendedor ou oficina. “Desenvolvemos estes três níveis de clientes sendo que a diferenciação entre cada um deles é feita através do desconto que damos a cada um”, refere Paulo Costa. Neste caso o cliente final quase não tem desconto, existe um desconto maior para oficinas e um nível de desconto mais alto para os revendedores. “Obviamente que as nossas expetativas estão concentradas no cliente profissional, pois é nos revendedores e sobretudo nas oficinas que temos os nossos clientes-alvo, mas a forma como desenhamos a plataforma, permite a qualquer um poder fazer o registo e segundo o seu perfil terá um nível de desconto adequado”, explica Paulo Costa. O desenvolvimento da plataforma online de vendas B2B de peças de colisão exigiu também que a ATM Peças Auto tivesse apostado num reforço do seu stock neste tipo de material. Para isso, a empresa do Seixal tem um armazém próprio para suportar toda a atividade ao nível das peças de colisão. “Sabemos bem da importância que tem para o cliente termos disponibilidade de peças e entregar as mesmas rapidamente. O nosso compromisso nesta fase é que o material de colisão seja entregue, para o continente, entre 24 e 48 horas”, assegura. O potencial de desenvolvimento de negócio que esta plataforma permitirá deixa Paulo Costa muito entusiasmado quanto ao aumento do número de clientes, dizendo que “com este website temos a expectativa de vender para todo o país. O objetivo é sermos uma referência nacional ao nível do material de colisão”. Se a consolidação e contínuo desenvolvimento desta plataforma de venda online de peças de colisão é a prioridade da ATM Peças Auto para os próximos meses, a verdade é que Paulo Costa tem já uma segunda aposta prevista ao nível das tecnologias da informação que passa por ter uma plataforma também para peças de mecânica.


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Catherine Chatellard e José Roberto, da ContiTech

ContiTech. Reforço da formação Além da formação, a ContiTech apostou forte na informação técnica no seu site através do PiC. Seguir as instruções de montagem das correias passo a passo são garantia de trabalho bem feito. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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ContiTech trouxe a Portugal o seu novo formador para o mercado nacional, José Roberto, que visitou os distribuidores da marca alemã em Portugal. Esta foi apenas a primeira fase de uma ação que será repetida no segundo semestre deste ano, aí dirigida diretamente às oficinas. O objetivo é claro: formar, informar e mostrar as ferramentas que o setor tem à disposição para aumentar a sua rentabilidade. “Pelo parque automóvel que vi nesta visita a Portugal é notório que são necessários muitos conhecimentos e ferramentas para trabalhar nestes veículos tecnologicamente avançados. É muito importante investir na formação das oficinas, mas também dos distribuidores e de quem vende as peças às oficinas”, explica o formador brasileiro, com mais de 30 anos de experiência. “É importante que o distribuidor perceba os problemas e as questões que ocorrem no dia-adia para poder falar com o seu cliente, a oficina. É preciso saber dar resposta ao aplicador da peça vendida. Por exemplo, para receber um retorno de uma peça em garantia não basta preencher uma ordem de serviço e enviar para a fábrica. É importante identificar alguns pontos e ver, em primeira instância, se não houve mau uso. Isso é vantajoso para todos, incluindo para o aplicador que pode receber formação e

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informação sobre como fazer corretamente o seu trabalho. Depois disso, de se explicar onde esteve o erro e este ser assumido pelo mecânico, porque quem erra tem que se responsabilizar, até pode ser feito um acordo comercial, mas com a certeza de que não é um problema da peça. É a oportunidade do mecânico aprender algo”, explica José Roberto, que sublinha várias vezes a necessidade de seguir os passos corretos e atender bem o cliente. Até porque, acrescenta Catherine Chatellard, gestora de marketing ibérico da ContiTech, “temos ao dispor das oficinas e dos distribuidores uma série de ferramentas práticas e muito fáceis de usar. A base da formação é seguir corretamente todos os passos e o nosso trabalho passa também por mostrar a melhor forma de fazer um trabalho

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SAIBA MAIS EM www.contitech.pt

que estes mecânicos já fazem há muitos anos. Temos, muitas vezes, truques e conselhos para motores específicos que são mais complexos. Nós damos a informação e os mecânicos só têm que usá-la, para benefício de todos”. É por isso que a ContiTech está a apostar forte no PiC, uma área do site da ContiTech onde os mecânicos podem aceder para ter acesso a todo o tipo de informação técnica. “Cada produto que vendemos tem uma referência, que basta introduzir no site para ter acesso imediato a todos os passos para substituição de uma correia, por exemplo. Se estes forem seguidos com rigor anula-se a possibilidade do erro”, explica Catherine. No site estão também disponíveis vídeos formativos para ajudar em todo o processo e todos os meses é enviada uma informação técnica por email. Tudo isto contribui para uma maior rentabilidade, para um melhor relacionamento entre distribuidores e oficinas e para evitar conflitos relativos a garantias. A formação é um ponto fundamental da estratégia da Contitech em Portugal e, por isso, em 2016 está prevista uma terceira semana de formação (este ano serão duas) e, em 2017, a marca quer fazer formação prática com motores em Portugal. Para isso está adquirir motores relevantes para o mercado português e espanhol.


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2Q. Descarbonizar com hidrogénio sem desmontar A 2Q criou a marca Mr C para dar início à comercialização de uma máquina que permite fazer a descarbonização do motor e de outros componentes sem os desmontar do automóvel. No fundo é mais um centro de lucro para a oficina explorar. TEXTO PAULO HOMEM

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á mais de duas décadas que a 2Q concebe e fabrica produtos para a reparação automóvel, sendo reconhecida pelo seu know-how em soluções para otimizar o desempenho do motor. A novidade agora chama-se Mr C, uma marca de equipamentos desenvolvida para oferecer soluções ecológicas e práticas, sem a necessidade de desmontar peças e que permitem remover incrustações de carvão no interior do motor, responsáveis pela degradação do desempenho original da viatura. A experiência da 2Q no mercado, nomeadamente com a marca 2max de aditivos, demonstra que a incrustação de carvão nos motores a diesel e nos motores a gasolina (embora em menor quantidade), é a causa original de muitas falhas e problemas.

O PROBLEMA Condições de tráfego difícil, a baixa velocidade, ou trajetos curtos, para não mencionar a qualidade variável dos combustíveis, promovem e aceleram a incrustação natural de carvão. Causam também o mau funcionamento dos injetores e sistema de pré-aquecimento (para diesel) levando a perdas importantes. É então fácil entender que um motor sujo não pode exibir o seu desempenho inicial. Associado ao aumento dos dispositivos

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antipoluição e à ausência do chumbo no combustível, os mecânicos automóveis deparamse com um aumento de motores “doentes” como nunca anteriormente aconteceu. Entretanto formou-se uma classe de profissionais que se tornou extremamente sensível ao fenómeno de incrustação e à dimensão do problema. DESCARBONIZAR SEM DESMONTAR O MOTOR A solução à incrustação é obviamente a limpeza do motor. Mas não se trata apenas de desmontar o motor e limpar. Na verdade estamos a falar de injetores, válvulas, câmaras de combustão, coletores, e também da válvula EGR, o turbo, a linha de escape incluindo catalisador, filtros de partículas, etc. É um processo muito demorado e trabalhoso. Com o Mr C, a 2Q propõe uma alternativa ao desarmamento do motor e limpeza peça a peça: um tratamento inovador e original que se baseia na injeção de hidrogénio, produzido diretamente e de forma autónoma por um equipamento chamado Mr C Carbon Remover. Usando este equipamento, o hidrogénio é injetado na conduta de ar de admissão do motor e vai ajudar a aumentar consideravelmente a temperatura de combustão. Sob este efeito induzem-se reações de pirólise nos depósitos de oxidação e carvão responsáveis pela “asfixia” do motor. No fundo, o Mr C queima e remove.

COMPRAR OU ALUGAR A 2Q tem disponível o equipamento Mr C oferece ara aluguer ou para aquisição. O aluguer inclui o consumível (soluto iónico Mr C), toda a comunicação (painel publicitário, brochura, website, …), mas também assistência técnica. O preço recomendado para cada tratamento é de 100 €. Bem posicionado, este preço abre novas perspetivas de mercado e permite uma nova fonte de rendimento para oficinas. Para o cliente final, o benefício é a rapidez do tratamento e a minimização de futuras avarias potencialmente dispendiosas.


USO EXTREMAMENTE SIMPLES E RÁPIDO Quando o Mr C está em funcionamento o seu controlo é de uma enorme simplicidade. O seu design e conceção permitem que não seja necessária nenhuma intervenção especial durante a limpeza. Uma vez a trabalhar, a máquina liberta completamente o operador para fazer outro trabalho na oficina. O procedimento resume-se a: Ligar o motor e deixá-lo atingir a temperatura operacional. Desligar o motor e introduzir o tubo que transporta o

hidrogénio na conduta entrada de ar. Tomar atenção para que o filtro de ar não afete a sucção do gás. Ligar os dois cabos de alimentação da máquina à bateria de 12 volts do veículo, reiniciar o motor e deixá-lo correr em ralenti ou colocá-lo às 1.000 rpm com o auxílio de um falso acelerador. Ligar a máquina ajustando a duração do tratamento no temporizador; 60 minutos é o tempo prescrito para uma limpeza eficaz.

MR C Know-how, tecnologia, inovação, qualidade e design são os ingredientes base da produção do equipamento de limpeza Mr C, tendo um cariz 100% autónomo na sua operação e na produção de hidrogénio. Para isso, o Mr C utiliza um gerador de hidrogénio que opera sob o princípio clássico da eletrólise da água mas cuja construção, sendo sofisticada é, acima de tudo, perfeitamente segura. Para manter o seu desempenho e a sua eficácia no tempo, o equipamento utiliza, entre outros, um eletrólito iónico de composição aquosa específica e exclusiva para esta máquina. O Mr C está configurado de tal modo que a intervenção humana é mínima. E o caudal de hidrogénio está calibrado e ajustado ao valor ótimo para o efeito procurado. Isto é, após múltiplos ensaios em laboratório e em oficina o compromisso ideal entre descarbonização e tempo de processamento foi otimizado. 60 minutos de uso

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CONTACTOS 2Q SGPS, LDA RESP. PEDRO SUCENA MARTINS TELEFONE 219 246 548 E.MAIL info@2qportugal.pt WEBSITE www.2qportugal.pt

Acelerar o motor entre 2.000 a 3.000 rpm várias vezes durante o tratamento. Após conclusão do tratamento e desligada a máquina, é recomendado circular em estrada com o veículo 30 minutos em regime acelerado (acima das 3 000 rpm), com o objetivo eliminar todos os resíduos que se acumularam no escape. Perfeitamente autónomo, o Mr C vai buscar a energia de que necessita para gerar hidrogénio diretamente à bateria (12 volts) do veículo a tratar.

permitem eliminar até 75% dos depósitos que prejudicam o bom funcionamento do motor. Refira-se que o Mr C Carbon Remover tem vários monitores para controlar o funcionamento da máquina através da corrente, tensão e temperatura interna. O temporizador permite tratamentos até 120 minutos. CURA PREVENTIVA Mesmo com um poder calorífico bem acima do normal, em motores demasiadamente incrustados e com espessuras de carvão muito elevadas, o tratamento de hidrogénio pode não remover completamente as incrustações. A taxa de remoção é de 75%. Para atingir 100% é ainda preciso desmontagem e intervenção “cirúrgica” peça a peça. Por esta razão, Mr C é prescrito como prevenção e especialmente para veículos em utilização de risco elevado à formação de depósitos (percursos curtos, circulação urbana, etc…). Nestes casos, um tratamento cada 15.000 a 20 000 km ou anual é o recomendado pela 2Q. É aconselhado fazer o exame da viatura antes do tratamento Mr C usando as ferramentas específicas da gestão do próprio motor. Esta verificação garante o estado dos componentes e do circuito de controlo de emissões para termos a certeza que os defeitos encontrados são atribuíveis exclusivamente à incrustação de carvão no motor.

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Eco-Partner. Confirme “online” que está legal Olhe para a sua oficina. Será que está tudo legal em termos ambientais? A Eco-Partner tem agora uma ferramenta “online” – Gestão da Conformidade Legal – que permite que a cada momento, através de um acesso via web, possa conhecer o estado atual de conformidade ambiental da sua oficina e monitorizar as ações necessárias para garantir a conformidade. TEXTO PAULO HOMEM

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s exigências ambientais associadas ao setor da reparação automóvel constituem, para muitas oficinas, um enorme problema. É muitas vezes impossível às pequenas oficinas (que têm 3 a 4 trabalhadores e que representam mais de 85% das existentes em Portugal) entenderem a complexa e dispersa legislação em vigor, quanto mais cumpri-la. Vários regimes jurídicos foram criados, envolvendo os diferentes aspetos ambientais

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CONTACTOS ECO-PARTNER RESPONSÁVEL MARTA LAMPREIA TELEFONE 219 666 750 E-MAIL clientes@eco-partner.pt WEBSITE www.eco-partner.pt

aplicáveis às empresas (Licenciamentos, Ar – Emissões Atmosféricas e Gases Fluorados, Água, Resíduos, Ruído, Armazenagem de Produtos Químicos / Combustíveis, Equipamentos sob Pressão). O conjunto de diplomas é vasto e por vezes a análise de aplicabilidade a cada empresa não é óbvia. No entanto, perante situações de incumprimento, as empresas e/ou os respetivos gestores podem ser


responsabilizados pelo pagamento dos custos “sociais” associados a uma ação poluidora (coimas, indemnizações, etc.). A estes custos podem ainda acrescer os custos da reparação dos danos causados ao ambiente, se lhes for aplicável o regime da responsabilidade ambiental. Em qualquer uma das situações os custos podem ser avultados e as responsabilidades podem ser sérias (nalguns casos pode mesmo tratar-se de responsabilidade criminal). Muitos gestores têm optado por aligeirar a questão, não tomando conhecimento dos requisitos legais que são aplicáveis, mas será que o risco compensa? Claro que o risco não compensa, sobretudo agora que a Inspeção Geral do Ambiente (IGAMAOT) vai intensificar a sua atividade nos próximos meses, focando-se no setor automóvel, conforme informação já dirigida a empresas e associações do setor. A SOLUÇÃO ECO-PARTNER Com uma longa experiência em gestão ambiental para o setor automóvel, a EcoPartner criou uma solução eficaz e acessível às empresas do setor, nomeadamente oficinas, independentemente da sua dimensão. A ferramenta “online” – Gestão da Conformidade Legal - permite que a cada momento, através de um acesso via web, o responsável da empresa possa conhecer o estado atual de conformidade ambiental da oficina (ou do grupo de oficinas, rede de retalho pós-venda, casa de pneus, etc) e monitorizar as ações necessárias para

garantir a conformidade, de acordo com os objetivos definidos. De uma forma resumida, o serviço é prestado através de uma plataforma “online” que inclui um diagnóstico ambiental às instalações, a identificação dos requisitos legais aplicáveis, a avaliação de conformidade relativamente aos requisitos legais aplicáveis, a atualização sempre que seja publicada nova legislação, a definição de ações necessárias para a conformidade, a criação de alertas, o arquivo de documentos que garantem a conformidade legal e a consultoria “online” (FAQ´s da conformidade legal / perguntas e respostas). VANTAGENS DA ADESÃO As oficinas e outras empresas que adiram à Gestão da Conformidade Legal podem monitorizar, através desta ferramenta “online”, o cumprimento legal por parte das suas instalações (ou filiais), como ter acesso a uma base de dados de legislação aplicável permanentemente atualizada. Cada oficina conhece a todo o momento o seu estado de conformidade (o que cumpre, o que não cumpre e o que tem de fazer para passar a cumprir), recebendo os colaboradores formação sobre gestão ambiental e sobre a utilização da ferramenta “online”. Na Gestão da Conformidade Legal toda a documentação legal está arquivada e acessível e todas as questões / dúvidas sobre conformidade legal são esclarecidas em 48 horas. Outra importante vantagem é que o valor de adesão a esta plataforma é baixo.

COMO FUNCIONA GESTÃO DA CONFORMIDADE LEGAL O ESQUEMA APRESENTADO EXPLICA O FUNCIONAMENTO DA PLATAFORMA “ONLINE” E O SERVIÇO COMPLEMENTAR ASSOCIADO GESTÃO DA CONFORMIDADE LEGAL

CONSEGUE DAR RESPOSTA A ESTAS QUESTÕES? Óleo Usado A sua empresa armazena óleos usados? O depósito é aéreo ou está enterrado? Conhece o estado do depósito? Armazenagem de Produtos Químicos (incluindo resíduos) A sua empresa armazena produtos químicos líquidos? Existem bacias de retenção que evitem contaminação do pavimento ou do solo em caso de problemas no vasilhame? Separador de Hidrocarbonetos O separador de hidrocarbonetos está em bom estado de funcionamento? É estanque? A descarga está licenciada? Os parâmetros de descarga estão a ser cumpridos? Gases Fluorados A sua empresa efetua instalação ou reparação de aparelhos de ar condicionado? Procedeu ao registo obrigatório? Procede ao envio dos dados trimestrais (folha de compras) à APA? Emissões gasosas Possui caldeiras ou cabines de pintura? As suas chaminés cumprem os requisitos de construção definidos por lei? Está isento de apresentar os resultados da monitorização? Realiza as campanhas de monitorização estipuladas na legislação? Como estas existem uma série de outras perguntas que poderão ser colocadas no âmbito de uma inspeção. Se a resposta a alguma destas perguntas é “Não sei….”, vale a pena aprofundar este tema, de forma a evitar surpresas. Embora a aplicabilidade de determinados requisitos legais dependa de especificidades de cada uma das instalações / atividades desenvolvidas, existe um perfil relativamente bem tipificado das empresas / oficinas, pelo que a Gestão da Conformidade Legal pode ser uma excelente ajuda.

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EBI I&D. Certificar as oficinas com os requisitos MV-BER Como entidade certificadora, a EBI I&D disponibiliza para o setor o automóvel, nomeadamente para as oficinas independentes, a certificação dos requisitos exigidos pelo Regulamento Europeu MV- BER EC 461/2010, após a revisão da respetiva norma. Se pretende fazer manutenções em garantia, saiba o que tem que fazer. TEXTO PAULO HOMEM

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Regulamento Europeu MV- BER EC 461/2010 veio estabelecer as regras que as oficinas independentes terão de cumprir para que possam efetuar a manutenção dos veículos automóveis enquanto estes estão dentro da garantia do fabricante. Desde 2011, que uma comissão técnica formada pela EBI Investigação & Desenvolvimento (EBI I&D) e por outras

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entidades, iniciou um longo e complexo processo de desenvolvimento da especificação técnica que define as exigências essenciais a satisfazer para posterior desenvolvimento do referencial a certificar. A norma específica resultante (agora na revisão 2.0) visa essencialmente o cumprimento restrito das exigências legais para reduzir o risco de anulação ou perda da garantia original do veículo, remetendo para

a especificação técnica as características e requisitos a assegurar. EVITAR PROBLEMAS Interpretar juridicamente o Regulamento Europeu MV- BER EC 461/2010 (Motor Vehicle – Block Exemption Regulation) não é propriamente uma tarefa que qualquer responsável de oficina possa fazer com facilidade. Por isso, um independente ao


RITA MADEIRA EBI I&D “O gabinete de apoio jurídico que integrou este projeto, que nos permite propor este serviço a todas as oficinas independentes, foi essencial no detetar das fragilidades mais comuns de que padece este Regulamento Europeu MV- BER EC 461/2010 e ao antecipar um conjunto de exigências que impomos na certificação do nosso cliente, evidenciando os pontos mais importantes da legislação. A oficina tipo que adere a esta certificação normalmente já detém os equipamentos, as ferramentas e o know-how para fazer este tipo de revisão mas prefere diferenciar-se dos restantes através da credibilidade e garantia que a certificação de um sistema de gestão oferece, reduzindo os riscos para si e, principalmente, para o cliente”.

querer fazer uma manutenção em garantia corre o risco de não cumprir ou não conseguir evidenciar o cumprimento total das regras do Regulamento, o que facilmente se traduz em problemas para a oficina e para o dono do veículo. Para as oficinas que digam ao seu cliente que fazem a manutenção /revisão do seu automóvel que ainda está abrangido pela garantia do fabricante, acaba por ser muito fácil não cumprirem os requisitos legais exigidos pelo Regulamento Europeu. SERVIÇO EBI I&D A EBI I&D viu este facto como uma oportunidade e pretende ajudar as oficinas independentes (que pretendam fazer revisões em garantia) disponibilizando uma solução de segurança e credibilidade para os seus clientes através da certificação do sistema de revisões de acordo como o Plano de Manutenção do Fabricante (PMF). Com este serviço que a EBI I&D disponibiliza para as oficinas independentes, reduz-se o

risco de reclamações e processos decorrentes deste tipo de intervenções e, por outro lado, ao demonstrar publicamente a conformidade do serviço prestado (manutenção preconizada de acordo com o Plano de Manutenção do Fabricante) ganha uma notoriedade e confiança adicionais no mercado oficinal. O QUE DEVO FAZER? Para uma determinada oficina independente se propor à certificação de acordo com o referencial SGQ/EBI-461 MV-BER do sistema de revisões para veículos dentro do período de garantia do fabricante, a empresa aderente terá de fazer uma candidatura através de formulário próprio e aguardar o contacto do departamento de certificação. Após se verificar que a oficina preenche os requisitos exigíveis (normalmente a parte mais morosa tem a ver com a recolha de informação sobre a qualificação profissional), a EBI I&D inicia o processo que poderá demorar algumas semanas até à realização da segunda auditoria de concessão para a emissão

dos certificados e ativação da plataforma online para Registo único de Revisão MV-BER. Nesse momento são entregues também todos os materiais que constituem o serviço de certificação. Desta forma a EBI I&D posiciona-se como fornecedor de uma solução credível de certificação para as oficinas independentes, oferecendo um conjunto de “ferramentas” no seu processo de certificação MV-BER (de acordo com o referencial específico SGQ/EBI461 MV-BER) para que possam propor aos seus clientes um serviço diferenciado e profissional ao nível da manutenção / revisão dos veículos automóvel ainda cobertos pela garantia de origem. Esta empresa certificadora disponibiliza assim módulos de formação, software específico, dossier MV-BER, manuais, legislação, instruções de trabalho, certificado, material de comunicação, autos de receção, entre outro material e serviços de apoio à oficina para que a mesma cumpra os requisitos e os possa comunicar aos seus clientes.

REVISÃO OFICIAL OU “DE ACORDO COM PMF”? São várias as siglas que as oficinas independentes e algumas redes passaram a usar para comunicarem que fazem o serviço de manutenção / revisão dos automóveis que estão ainda em período de garantia. Sem se querer meter nessa questão, pois cada oficina

independente escolhe a forma comercial de divulgar este serviço, a EBI I&D entende que o termo “de acordo com o Plano de Manutenção do Fabricante” é aquele que melhor corresponde ao espírito do Regulamento Europeu MV- BER EC 461/2010.

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CONTACTOS EBI I&D RESPONSÁVEL RITA MADEIRA TELEFONE 214 415 610 E.MAIL ritamadeira@grupoebi.pt WEBSITE www.ebi.pt/sector-automovel/

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XRS Porsche. As melhores práticas no pós-venda O pós-venda de uma marca premium, como é o dos concessionários Porsche no Porto e em Braga, acaba por ser um curso de formação acelerado de boas práticas, que todas as oficinas deveriam conhecer. TEXTO PAULO HOMEM

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m 2012 a Fozcar deu lugar à XRS Motor, como proprietária do concessionário Porsche no Porto, expandindo dessa forma a presença desta empresa, depois de em 2010 ter inaugurado o Centro Porsche em Braga, que marcou o início da relação com o prestigiado construtor alemão. Em 2014 foi através da XRS Motor que a Porsche AG realizou 46% das suas vendas em Portugal, uma percentagem que se assemelha também à representatividade que a empresa tem no pós-venda da marca germânica no nosso país. Em Outubro de 2014, a XRS Holding SGPS SA torna-se a detentora dos Centros Porsche Porto e Braga, dando início a um processo de modernização e expansão da marca. Teófilo Moreira é o diretor pós-venda dos

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concessionários Porsche Porto e Braga, e a pessoa certa para nos caracterizar o que é a manutenção, reparação e os restantes serviços oficinais no marca que considera ser um “mito”. EXIGÊNCIA A Porsche preocupa-se muito com o pósvenda. Sendo uma marca de desportivos de eleição, já não choca ver um Porsche com 200 ou 300 mil quilómetros. Aliás, uma das grandes revoluções que se deu na marca foi precisamente a de tornar desportivos e superdesportivos em carros de utilização quotidiana, o que teve muitas implicações no pós-venda, até porque um Porsche contém hoje muita tecnologia. “A exigência do atual cliente Porsche no pós-

venda é extrema, pois quer o carro no próprio dia, para a hora marcada e o carro perfeito, o que transfigurou o próprio pós-venda da marca que não estava rotinada nesta exigência há 10 ou 15 anos”, começa por dizer Teofólio Moreira. A imagem do serviço é muito importante para a Porsche AG, que trabalha com o pós-venda dos concessionários com uma enorme transparência e abertura. Existe uma partilha da informação com a marca, que parte da oficina, isto é, a marca Porsche AG sabe a qualquer instante que peças foram substituídas, como foram substituídas e que serviço foi feito no carro, para que de pronto a própria casa mãe questione o cliente se o serviço correu de acordo com o previsto. “Existe uma auditoria contínua do serviço


COMPETIÇÃO É IMPORTANTE A XRS não prepara propriamente Porsche para os campeonatos de ralis ou velocidade, mas a competição em sentido lato é um forte aliado do pós-venda. “Temos clientes que utilizam determinados modelos da Porsche, como o GTS, que andam nos track-days. Aliás, alguns desses carros, mesmo podendo

ser usados na estrada, foram mesmo preparados para esse fim nas nossas instalações”, refere Teófilo Moreira, acrescentando que “alguns clientes recorrem na semana anterior a essas provas ao nosso pós-venda, para que o carro seja revisto ou seja alterado algum pormenor, como lubrificante,

pós-venda por parte da marca, para além daquele que também nós fazemos à nossa própria atividade”, refere o responsável de pós-venda da XRS, acrescentando que “o grau de exigência é muito elevado, passando por pormenores como uma incorreta orçamentação do trabalho ou um simples café frio que é servido ao cliente”. No fundo tudo é monitorizado e é avaliado de forma constante e permanente pela marca, sempre que um carro chega para um serviço que seja efetuado no pós-venda, seguindo critérios muito rigorosos definidos pela própria marca. TODOS OS SERVIÇOS Nas oficinas da XRS, nomeadamente nas instalações do Porto que visitamos,

óleo de travões, pastilhas, discos ou até pneus, de modo a melhor cumprir melhores os esforços a que o carro vai ser sujeito”. Até para minimizar um pouco o custo deste tipo de intervenção, a XRS Holding SGPS SA tem protocolos desenvolvidos com o Clube Porsche.

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CONTACTOS XRS RESP. PÓS-VENDA TEÓFILO MOREIRA TELEFONE 226 167 280 E.MAIL posvenda@porsche-porto.com WEBSITE www.porsche-porto.com

são prestados todo o tipo de serviços no pós-venda. Mecânica, eletrónica, chapa, pintura, lavagens e pneus são alguns desses serviços, Por exemplo, a nível dos pneus, a XRS está a fazer um tremendo investimento em equipamento de última geração, para responder a uma exigência técnica decorrente das dimensões de pneus que os Porsche usam, mas também ao facto de existirem múltiplos ajustes por roda quando se efetua um alinhamento. “Não são só os pneus mais rentáveis que existem no mercado, mas são também pneus que exigem uma especialização maior na sua substituição, pois não se pode correr o risco de estragar uma jante”, afirma Teófilo Moreira. Sendo carros tecnologicamente muito evoluídos, a exigência ao nível dos equipamentos oficinais é também maior. No dia da visita a estas instalações, a fábrica tinha enviado um equipamento para fazer a calibração do radar. “Existe uma grande exigência técnica, do ponto de vista oficinal, para darmos resposta a todas as solicitações de reparação ou manutenção de qualquer Porsche atual”, refere o responsável de pós-venda da XRS, que explica: “pelo efeito que a marca tem nos clientes, temos uma pressão maior por parte deles para prestar um atendimento de primeira categoria, o mais rápido possível e com a melhor resposta técnica possível”. Todos os equipamentos oficinais têm que ter homologação da marca e, por exemplo, os elevadores têm de ser cinzentos! “De dois em dois meses temos uma visita de um delegado da Porsche à oficina e existem auditorias regulares às instalações, às ferramentas, aos standards oficinais e a muitos outros itens que, obviamente, elevam bastante a fasquia da qualidade do serviço”, revela Teófilo Moreira, dando o exemplo das tintas “que têm que obedecer às homologações da Porsche AG, caso contrário, terá que ser outra oficina Porsche a fazer esse serviço de pintura”. Também não existe nenhum técnico na oficina, seja em que área for, que não seja também ele certificado pela Porsche AG. Sendo muitos deles técnicos experientes e credenciados, também eles são regularmente “controlados” pela Porsche AG, recorrendo a formação prestada pela própria casa-mãe. “Muitos dos nossos modelos ultrapassam os 250 km/h e isso obriga-nos a garantir ao cliente que o carro que ele usa após um serviço técnico está em condições perfeitas para o poder utilizar a essa velocidade se ele pretender”, argumenta o mesmo responsável, dizendo que ”dessa forma temos que usar os melhores equipamentos, ter os melhores mecânicos e sermos o mais rigorosos possível no nosso serviço para poder transmitir ao

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A IMPORTÂNCIA DOS CLÁSSICOS Saindo do tradicional serviço de pósvenda diário, a XRS desenvolveu também o serviço de restauro de clássicos. Neste tipo de intervenção (normalmente muito demorada no tempo) existe sempre um acordo sobre o preço da intervenção. “É um negócio muito importante para nós, numa marca que tem cada vez mais volume de clássicos”, explica Teófilo Moreira, dizendo que “alguns clientes trazem os seus clássicos Porsche muitas vezes apenas para ser orçamentado um restauro, recorrendo ao know-how da marca, pois tratam-se de carros que poucos têm capacidade para mexer”. O responsável de pós-venda reconhece que o restauro ou manutenção dos clássicos é um mercado em crescimento, “nomeadamente numa marca como a Porsche” que por isso “exige muito conhecimento técnico dos modelos da marca e ter um pós-venda preparado para dar resposta a essas exigências que um clássico sempre coloca”, assegura o mesmo responsável.

cliente total confiança no seu Porsche após ele sair da oficina”. Não menos importante no pós-venda da Porsche é que todas as intervenções, por regra, são previamente orçamentadas e qualquer alteração ao orçamento tem que ser sempre dada a conhecer ao cliente. “Temos, de facto, que nos portar muito bem, pois tudo é auditado pela marca”, afirma em tom de brincadeira Teófilo Moreira. Numa marca como a Porsche, e no caso da XRS, o cliente é bastante fiel ao pós-venda da marca, mesmo depois do fim da garantia da marca. “Independente da idade do modelo da Porsche, tendencialmente o cliente vem à marca, sobretudo pela exigência técnica que é mexer num Porsche”, revela o responsável de pós-venda, dizendo que “com a chegada dos modelos híbridos essa tendência vai ainda aumentar mais. Obviamente, a forma como tratamos o cliente e o seu carro leva-o a repetir essa boa experiência que teve no pós-venda ao longo da vida do seu Porsche”. Aliás, para Teófilo Moreira existe algo muito importante, que passa por considerar o cliente Porsche (da XRS) como família, já que “conhecemos o cliente pelo nome e isso é muito importante, o que o leva também, salvo alguns restauros e intervenções de colisão, a manter-se muito fidelizado ao nosso pósvenda”. No caso deste concessionário da Porsche, o

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stock de peças não está apenas dimensionado para a própria oficina. O pós-venda é o principal consumidor de peças, mas o movimento de peças ao balcão acaba por ter um volume razoável, nomeadamente ao nível da chaparia. “Normalmente são peças de baixa ou média rotação aqueles que comercializamos para o exterior, mais concretamente para-choques, vidros, entre outras”, explica Teófilo Moreira. Em stock está todo o material de alta rotação, sempre com um nível médio de referências acima do normal, como forma de garantir que nada falte no momento em que o pós-venda solicite. A XRS Holding SGPS SA como tem duas instalações, tem um stock ligeiramente diferenciado entre o Porto e Braga, como forma de ter maior diversidade de referências e, por isso, uma melhor cobertura em função das necessidades das oficinas próprias. Em caso de necessidade urgente a XRS

A PORSCHE AG SABE A QUALQUER INSTANTE QUE PEÇAS FORAM SUBSTITUÍDAS, COMO FORAM SUBSTITUÍDAS E QUE SERVIÇO FOI FEITO NO CARRO

recorre a Espanha que, de um dia para o outro, disponibiliza a peça, ou então diretamente à fábrica na Alemanha. Tirando as peças feitas à mão (um tablier, por exemplo), uma peça pode demorar 3 a 5 dias quando a sua proveniência é a Alemanha. MUITO SERVIÇO Com 400 a 500 folhas de obra abertas por mês, no total do pós-venda da XRS (Porto e Braga), Teófilo Moreira considera que “não andamos muito longe da capacidade oficinal instalada, nomeadamente na oficina do Porto”. No entender do mesmo responsável, o pósvenda de uma marca como a Porsche é também mais rentável (ao nível a margem) que uma marca tradicional, o que tem a ver claramente com a marca em causa. O valor médio por operação no pós-venda, que ronda os 500 euros (já com IVA), é considerado por Teófilo Moreira como um valor acessível atendendo à especificidade da marca, até porque “muitos dos nossos clientes usam os seus Porsche no dia-a-dia, o que os leva a vir com maior frequência à oficina e nos leva a nós a ter que praticar preços um pouco mais baixos”. Portanto, o pós-venda de uma marca como a Porsche é algo que tem que ser extremamente adaptável a todo o tipo de solicitações pois prima pela transversalidade de operações e requer ainda um conhecimento técnico elevadíssimo.


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Encontros do Aftermarket. O percurso da peça Há quem fabrique, quem represente, quem compre por atacado, quem distribua e quem entregue, já montado, ao cliente final. Longo é o percurso da peça e daí o nosso interesse em saber de que forma cada agente justifica o seu contributo em cada etapa do caminho, até porque quantos mais intervenientes, maior é o preço final ou menores são as margens. Em mais um encontro temático da TURBO OFICINA, convidámos seis empresas para um pequeno-almoço com o único objetivo de conversar sobre o setor, analisar o presente e traçar o futuro. O resultado dessa conversa está nas páginas que se seguem. TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES FOTOS JOSÉ BISPO

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epois da formação e do software, o terceiro encontro temático da TURBO OFICINA centrou-se num elemento essencial do aftermarket: a peça. E para dar corpo a mais um espaço de reflexão informal, promovido também para comemorar o 3.º aniversário da revista, convidámos seis empresas que, no fundo, representam a maioria dos caminhos percorridos pela peça até ao momento em que finalmente é colocada no veículo do consumidor final. Do fabricante (TRW) para o grossista, e deste para o retalhista (NPEÇAS) e para a oficina (AUTOJOFER), longo e complexo é o circuito. Mas para que ele se concretize é ainda necessário um transportador (CARF) que assegure a entrega e recolha dos componentes, bem como sistemas informáticos (S4YB e TRK) que cataloguem todas as referências de modo a que estas possam ser consultadas e encomendadas pelos diversos agentes. O elo de ligação entre todos? A peça, obviamente. Daí a sua importância. Uma cadeia de acontecimentos tão grande necessita obviamente da “cooperação” de todos os elementos, a começar pelo fabricante. Sem este a peça não existe fisicamente, mas

sem os outros ela também não chegaria ao fim da cadeia, excetuando casos muito específicos em que um fabricante tenha também uma grande participação nas restantes áreas de negócio, oficinas incluídas. Qual, então, a mais-valia que cada um dos agentes traz para o setor? Pedro Diaz, da TRW, afirma que, como “entidade que desenha a peça”, a sua empresa acrescenta valor “ao ter contacto com um construtor automóvel, que por sua vez solicita um determinado componente, hoje mais à base de sistemas do que propriamente componentes. No fundo, o que fazemos é desenhar sistemas que funcionem segundo os requisitos dos construtores automóveis. Além do desenho e do fabrico, temos também que os fazer chegar ao mercado de primeiro equipamento e depois ter soluções para o mercado independente.” Pedro acrescenta que, de modo a assegurarem a sua continuidade, os fabricantes têm “logicamente de estar em constante desenvolvimento, acompanhando a tecnologia desenvolvida por outros e tentando inovar e criar novos sistemas que satisfaçam as necessidades dos construtores de automóveis, mesmo que esses sistemas não tenham sido requisitados por eles. A iniciativa,

muitas vezes, parte do nosso lado e não do lado da marca automóvel em si”, refere. “Muitos dos sistemas que são vistos nas marcas de automóveis são sistemas não inventados por eles e sim pelos fabricantes de peças, que por sua vez os apresentam aos construtores de automóveis”. O responsável considera ainda que “toda a cadeia que acrescente valor é essencial para o fabricante” e que ele não se pode limitar a fabricar e disponibilizar a peça. “A oficina, o distribuidor, a casa de peças, o software de identificação — tudo é importante para o fabricante da peça”, reforça, para depois acrescentar que a TRW, “além de ser acionista do TecDoc”, também contribui para a identificação da peça ao “disponibilizar informação” para que o TecDoc possa criar uma base de dados enorme e cruzar dados não só com os vários fabricantes, mas também com a origem. “Não é o TecDoc que cria a informação, os fabricantes é que a criam e por sua vez a disponibilizam ao TecDoc. Claro que o TecDoc tem a função de agrupar tudo. Mas não é só o software. Toda a cadeia acrescenta valor”, indica, admitindo também que este é um processo constantemente monitorizado pela sua empresa. “Controlamos o processo no sentido em que estamos atentos. Verificamos se existem problemas para as oficinas montarem e instalarem corretamente as peças. Ou se a peça chega repetidamente em mau estado por questões de transporte. Neste caso procuramos logicamente intervir, seja com alterações na embalagem, seja com o contacto direto com a transportadora para perceber se existe alguma coisa que tenhamos de mudar. Para nós é muito importante identificar corretamente, fazer chegar, montar rápido e assegurarmo-nos de que o cliente final tem o serviço que pretende o mais rápido possível”. Do lado da CARF, Paulo Carvalho indica que a função do transportador passa por “fazer com que os produtos que são desenvolvidos cheguem a tempo a quem se destinam”, salientando que o seu papel é encurtar distâncias: “Tornámo-nos especializados pelo conhecimento que tínhamos deste mercado, apostando na logística e sabendo das dificuldades que existiam para fazer chegar ao destino as peças que não fossem pelos meios próprios dos fabricantes. Para nós o que interessa é que a peça chegue em tempo útil à oficina. Conseguimos ser também o barómetro do mercado porque mexemos com todas as peças”, salienta o sócio-gerente. Já Luís Miguel Santos, da S4YB, afirma que o sistema construído pela sua empresa é baseado no software TecDoc, acrescentando valor ao “identificar corretamente” a peça: “O sistema em si vai contribuir para tratar a informação de uma maneira rápida e eficaz.” Um ponto de vista semelhante é apresentado

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por Hugo Baptista, da TRK, com o consultor a afirmar que o contributo da sua empresa é a disponibilização da informação em tempo útil e real: “O nosso catálogo permite que as oficinas consultem não só o preço da peça original, como todas as alternativas que existem no mercado.” A visão do retalhista, o penúltimo elo da cadeia, é empregue por João Marques, da NPEÇAS: “Mais do que acrescentar valor no preço, somos uma empresa que trabalha serviços. Consideramo-nos mais uma empresa de serviços através da identificação correta das peças com todos os softwares que existem no mercado do que uma empresa de peças. Temos os nossos próprios meios para fazer chegar a peça o mais rapidamente aos nossos clientes, acrescentando valor na logística, e apostamos muito na formação própria e no apoio técnico para garantir que os nossos clientes estão sempre a par das novidades”, adianta. A completar o circuito está João Nunes, sócio-gerente da oficina AUTOJOFER, que afirma que o primeiro ponto da sua proposta de valor passa pela “correta identificação do veículo”, fundamental para tudo o que acontece de seguida: “Por vezes o erro começa aí: a cavalagem, o ano do veículo, a motorização; às vezes é o suficiente para andarmos com a logística a funcionar para trás e para a frente com peças a serem trocadas sem necessidade. Portanto, nós começamos desde logo por identificar o veículo corretamente, temos também o equipamento necessário para conseguirmos fazer uma identificação correta da peça e quando a pedimos já o fazemos com base na referência, saindo, por norma, já identificada das nossas instalações. Depois, temos também uma função importante que é aplicar a peça com qualidade. A peça pode ser muito boa, mas se não for aplicada com qualidade, com técnicos formados e em constante formação para se irem adaptando às novas tecnologias, deixa de ter a função relevante que tem. Tem de ser aplicada com qualidade, com técnicos, ferramentas e equipamentos adequados e especializados.” Todos estão de acordo num ponto: nada se consegue sem a correta identificação da peça. Daí a importância de empresas como a S4YB, que oferece uma aplicação integrada da encomenda à faturação para empresas B2B, ou seja, “da loja para a oficina”, afirma Luís Miguel Santos, recém-chegado a este setor, mas já com uma noção clara de que havia esta necessidade de criar ferramentas à medida das empresas. Assim se vê que as relações humanas continuam a ser parte integral deste negócio, ao contrário do que muitos acreditam. Uma posição defendida por Hugo Baptista, da TRK: “Poderia pensar-se que intervimos apenas no desenvolvimento da plataforma, mas nós temos o fator humano.

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Muitas vezes as pessoas acham que os automatismos informáticos conseguem fazer tudo, mas penso que este é um setor onde o atendimento é muitíssimo importante. E pegando no exemplo da TRW, que é um fabricante de excelência, quer a nível da matéria-prima, quer a nível da informação, na maioria das vezes a informação que está disponibilizada no TecDoc pode ser complementada com informação do próprio site da TRW, que tem mais dados técnicos sobre a peça. O grupo de pessoas que está por trás a dar apoio às oficinas na identificação correta das peças, a dar dicas na instalação e a explicar as características de um componente e o motivo para a melhor opção ser de uma marca em detrimento de outra faz toda a diferença. É vital. Portanto, não é só a plataforma em si, mas também os quadros humanos que estão a suportar a ferramenta. Na TRK ajudamos as oficinas para que não haja falhas na identificação. Esta é primeiramente feita por nós, recorrendo ao TecDoc, e depois aos softwares das marcas e também aos EPC’s dos construtores de automóveis para que o processo esteja isento de falhas. Tendo uma boa identificação da peça, quando vamos fazer a seleção da marca do componente tudo se torna mais fácil, embora tenhamos sempre uma média de três a quatro opções distintas. Estamos muito focados para a colisão, que

sai do conceito tradicional de peça. É um tipo de peça que tem menos alternativas no mercado. Quando entramos no ramo mecânico o número de referências dispara consideravelmente.” MUDANÇAS NO TRANSPORTE Já percebemos que sem identificação nada se consegue, mas o mesmo pode ser dito do transporte. Existem empresas neste circuito da peça que só conseguem subsistir graças ao contributo de estruturas como a CARF, que garantem a recolha e entrega da peça aos seus clientes. Mas há também quem opte por ter logística própria — uma opção com mais custos, mas que também ajuda a fidelizar clientes quando se é um retalhista que trabalha numa área mais restrita. A defender as cores do primeiro, Paulo Carvalho diz que o seu trabalho passa por “assegurar que tudo funciona corretamente, despreocupando todos os players da distribuição — aquilo que também absorve muito tempo numa estrutura.” Mas para manter a clientela é também preciso perceber o que se espera deste tipo de empresas, procurando corresponder a oferta às exigências dos clientes: “Nós hoje fazemos duas entregas por dia para o Algarve a partir de Lisboa. Há dois anos isto não acontecia. É evidente que eu acho que conseguimos potenciar para algumas


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CONTACTOS AUTOJOFER - João Nunes jnunes@autojofer.pt / 214 328 332 CARF - Paulo Carvalho paulocarvalho@carfnet.com / 219 809 640 NPEÇAS - João Marques joao.marques@npecas.com.pt / 215 908 200 S4YB - Luís Miguel Santos luis.santos@solutions4yb.com / 913 776 560 TRK - Hugo Baptista hbaptista@trkconsultores.pt / 210 326 016 TRW - Pedro Diaz pedro.diaz@trw.com / 214 228 341

empresas áreas que elas pensavam que não era possível lá chegarem. Conseguimo-lo pela simples razão de todos competirem com todos, independentemente da distância. Temos a nossa quota parte, porque também precisamos de empresas com visão e que não se queiram confinar a apenas uma zona

“A OFICINA, O DISTRIBUIDOR, A CASA DE PEÇAS, O SOFTWARE DE IDENTIFICAÇÃO — TUDO É IMPORTANTE PARA O FABRICANTE DA PEÇA” PEDRO DIAZ, TRW

do mercado”, refere, salientando, por outro lado, que por vezes é necessário perder algum dinheiro para angariar mais clientela: “O que nós fazemos ao valor que fazemos é quase impensável, ainda por cima com duas entregas por dia.” Já João Marques, da NPEÇAS, afirma que ter logística própria é muito importante para o seu negócio: “Quando se trabalha num grande centro urbano com muitos players é muito importante sermos capazes de nos diferenciarmos. Quanto mais rápidos formos a responder aos pedidos das oficinas, mais vantagem temos sobre a nossa concorrência. Se for necessário fazemos oito a dez entregas por dia a um cliente, seja com carros nossos, seja com serviços subcontratados, de modo a corresponder e a superar as suas necessidades. A logística é um dos principais custos que temos, mas é um fator incontornável do nosso negócio e na área onde atuamos. Nós queremos estar dentro da casa dos clientes e não que eles estejam no nosso espaço físico. Hoje cada vez mais as casas de peças são casas de stock das oficinas, porque estas cada vez têm menos peças e os carros têm cada vez mais referências.” Embora essa não seja a tendência do mercado, João Nunes, gerente da AUTOJOFER, afirma que a sua empresa não deixou “de fazer stock” porque hoje “o cliente quer chegar à oficina e esperar o mínimo possível”. Diz ainda que

“não tem lógica ele estar à espera uma ou duas horas para mudar um óleo ou um filtro” e que a sua empresa ainda tem “cerca de 100 mil euros de peças em stock”, desde “filtros, pastilhas, discos, bombas de água ou rolamentos”. Um bom exemplo de que a existência de peças em stock pode também ser uma vantagem competitiva. Afinal, “a casa de peças tem de ter a mobilidade para nos entregar a peça e nós temos que ter a alternativa de mobilidade para a ir buscar”, diz João Nunes. “Hoje existem transportadoras que funcionam muito bem, com horas quase sagradas, mas se nós queremos fazer a diferença temos que ter uma oferta condizente das suas necessidades, fruto também do conhecimento que temos do cliente e do parque automóvel que reparamos. Ou seja, um esforço da nossa parte em ter alguma stockagem que nos permita diferenciar face à concorrência.” No entanto, alerta que “o que hoje é verdade amanhã é mentira” e que o mercado começa a ser afetado por um “fenómeno estranho”: o cliente chegar à oficina já com a peça e pedir para que esta seja montada na sua viatura. “Compra-a numa plataforma qualquer na internet.” João Nunes acredita assim que o mercado de peças está em “completa transformação” e que a peça, neste momento, é adquirida com grande facilidade: “Acho que a facilidade é tão grande que são vendidas peças que deviam ter algum cuidado. Pela segurança do veículo e das pessoas não deveria ser consumada da forma como é, inclusive pelas lojas de peças. Um jogo de pastilhas, por exemplo, não devia ser vendido a qualquer pessoa. Já tive casos de viaturas com pastilhas montadas por um vizinho com o ferro para lá do disco — situações que são inconcebíveis. As viaturas modernas vêm equipadas com sistemas de travagem que exigem equipamentos eletrónicos de modo a conseguirmos abrir e fechar bombas, e programar todo o sistema de travagem de

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“AO IDENTIFICAR CORRETAMENTE A PEÇA, O SISTEMA EM SI VAI CONTRIBUIR PARA TRATAR A INFORMAÇÃO DE UMA MANEIRA RÁPIDA E EFICAZ” LUÍS MIGUEL SANTOS, S4YB

maneira a que o veículo mantenha o mesmo desempenho ao nível da segurança do circuito de travagem. Penso que deveria haver alguma regulamentação deste tipo de negócio, até pela parte ambiental. Não tem lógica nenhuma uma pessoa comprar um óleo e depois colocar o velho no lixo porque não há obrigatoriedade da reciclagem do mesmo, enquanto nas oficinas eu sou forçado a fazê-lo.” CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO A entrada de novos agentes significa que a cadeia de distribuição está “nitidamente” alterada, diz Luís Miguel Santos, da S4YB. “Agora há um conceito em que se aluga a oficina e o cliente monta a peça. Não faz sentido. Penso que o setor atual é um sistema muito complexo, com muita oficina a fazer uma coisa, outras outra, com diferentes modos de funcionamento, uns a trabalharem muito bem e outros a trabalharem muito mal. É muito complicado.” Luís Miguel Santos afirma que a sua empresa representa “mais uma ajuda” na identificação da peça e que pode contribuir para a fidelização de clientes para as oficinas. “Neste momento estamos a dar a aplicação à loja para a oficina, traduzindose num processo mais rápido. A oficina deixa de ter que ligar para a casa de peças. Automaticamente faz a sua encomenda e as coisas vão-lhe lá parar.” Pedro Diaz, da TRW, não acredita que existam empresas a mais: “Acredito que é sempre o consumidor final a ditar o que acontece para trás em toda a cadeia. Hoje o consumidor final não está disposto a esperar dias a fio para que a sua viatura seja reparada, fazendo com que a oficina tivesse outro tipo de serviços. Por um lado, stock. Por outro, ter soluções para rapidamente ter a peça disponível para ser aplicada e acelerar processos, o que por sua vez gerou mais

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fluxo de transporte. Ou seja, é necessário a peça mais rápido, em horários mais curtos. Continuo a acreditar que a casa de peças tem uma grande importância na componente humana, na proximidade, acrescentando valor à oficina. Mais uma vez, teve que se adaptar à realidade, aumentando o seu stock e tendo outro tipo de ferramentas para a identificação. Mas as outras plataformas fizeram o mesmo, porque o próprio parque automóvel evoluiu muito nos últimos anos. Até o fabricante da peça. Provavelmente há quinze anos tínhamos um nível de stock diferente do que temos hoje. Não passa tanto pela quantidade, mas pela diversidade.” O gestor da TRW vai mais longe, afirmando que “se os operadores existem é porque têm espaço para funcionar.” A qualidade do seu trabalho está longe de ser homogénea, mas Pedro Diaz acredita que o próprio mercado das peças se tem vindo a auto-regular: “Existem várias soluções, mas nem todos apresentam a mesma qualidade e assertividade, daí que uns permaneçam e prosperem enquanto outros fecham as portas. A internet é um caso sensível, mas acho que, ainda assim, a compra da peça na internet não funciona da mesma forma como quando vamos comprar uma televisão, um secador ou outro equipamento doméstico comum. Apesar de haver uma grande procura pelo preço mais barato, penso que a componente técnica das peças automóveis irá, de alguma forma, travar essa procura que temos na internet. A tecnologia é complicada e penso que o próprio consumidor percebe o que está em causa quando se trata de segurança.”

“A INTERNET É UM CASO SENSÍVEL, MAS A TECNOLOGIA É COMPLICADA E PENSO QUE O CONSUMIDOR PERCEBE O QUE ESTÁ EM CAUSA QUANDO SE TRATA DE SEGURANÇA” HUGO BAPTISTA, TRK

Hugo Baptista, da TRK, culpa a falta de regulamentação do setor: “Infelizmente, devido a más práticas de alguns agentes, penso que é cada vez mais profícua a comercialização de peças de má qualidade, colocando em causa plataformas online como a nossa, que primam pela qualidade e selecionam criteriosamente os seus parceiros. Aponto também o dedo a algumas oficinas, que preferem ganhar margem oferecendo uma peça de má qualidade. Não há uma entidade que regule eficazmente as oficinas e até para a profissionalização do setor essa situação acaba por ser negativa. Culpo a falta de regulamentação. Devia haver uma união dos operadores na criação de entraves à entrada de certas coisas no mercado. Qualquer pessoa vai à Amazon e compra um disco de travão a dez dólares”. Com o ponto de vista do retalho, João Marques, da NPEÇAS, acredita que estamos a sentir em Portugal o que já acontece em Espanha, França e Alemanha, países onde “a internet” é uma realidade “há muito tempo”. O mesmo acontece com o mercado B2C e B2B: “Vemos os importadores a quererem entrar cada vez mais no B2C, ou seja, a quererem vender mais às oficinas, o que é uma opção e existe espaço para isso, enquanto outros dedicam-se mais ao B2B. Depois temos aqui dois players — as oficinas e os retalhistas — que se querem gerir neste meio. Além disso, ainda levamos com a internet que, para já, não é um mercado que assuste. Em Portugal é o que vende os óleos, as baterias e pouco mais.


Compreendo um pisca, um guarda-lamas. Agora uns amortecedores, uns discos de travão que não se sabe quantos quilómetros têm e em que estado estão parece-me um grave exemplo de falta de regulamentação e acho ainda mais grave que alguém esteja a vender e a fazer negócio com isso.”

Nas oficinas é que começamos a sentir cada vez mais oferta e variedade, e aí os retalhistas sentem um maior impacto. Temos que tentar lutar pela sobrevivência porque juntaram-se a nós outros operadores. Daí termos apostado na entrega, porque, se não entregarmos, outros o farão. Agora há uma coisa que temos desde logo definida: somos uma casa para profissionais, que são as empresas que temos de ajudar no mercado, não uma casa para o consumidor final.” No campo específico da logística, Paulo Carvalho acredita que “o consumidor está cada vez mais informado”, separando naturalmente o trigo do joio, e que as casas de peças já não têm uma necessidade tão grande de ter quantidade de referências, e sim variedade. “O retalhista não precisa de ter dez referências de um filtro se os seus clientes optam sempre por duas ou três.” REGULAMENTAÇÃO Uma das queixas mais frequentes de todos os operadores diz respeito às práticas de concorrência desleal praticadas por algumas oficinas. João Nunes, da AUTOJOFER, acredita que quem atua na legalidade oferece “um valor acrescentado” que “tem de ser pago” pelo consumidor final. Diz também que as oficinas têm urgentemente de ser regulamentadas: “Existem cerca de 55 000 oficinas em Portugal que vão ter de se adaptar ou que não terão espaço no mercado - cerca de 40 por cento do mercado é mercado paralelo e muito do negócio dos retalhistas de peças

funciona a partir das 17h00. Um negócio que não tem crédito, que é pago na hora e que para eles é sempre uma vantagem. E para que as coisas sejam regulamentadas tem que haver boa vontade de toda a gente. Sei que da parte do retalhista e dos distribuidores irá haver alguma retração porque o negócio vai ter de mudar, mas os carros não vão desaparecer, nem se vão deixar de fazer reparações. Mas há uma certeza: as oficinas têm de ser regulamentadas para evitar que se coloquem peças que põem em causa a segurança de todos, com material que só pode ser aplicado por oficinas regulamentadas e técnicos qualificados para o efeito. Isso não está a acontecer neste momento”. Resta saber quem começa: “A mudança tem de ser de baixo para cima ou de cima para baixo? Tem de ser o fabricante a começar a regulamentar que as peças têm garantia se forem aplicadas numa oficina qualificada ou têm de ser as oficinas que se têm de qualificar e legislar as coisas? Penso que todos temos de nos unir numa sinergia e criar algo que venha dignificar o setor”, refere. Pedro Diaz, da TRW, mostra-se sobretudo preocupado com as sucatas: “Se nós enquanto fabricante preconizamos uma determinada utilização da peça e se essa peça aparece num monte de carros e alguém vai montá-la noutro carro, logicamente que não podemos garantir a qualidade da peça e que ela funcione da forma correta porque não sabemos o uso que lhe foi dado nem em que condições está.

PREÇO Quem encarece a peça? Quem mais ganha com ela? E será que as margens estão mais ou menos esbatidas? No caso da S4YB, Luís Miguel Santos explica que a sua plataforma indica o preço, a disponibilidade e as alternativas da peça, mas que o acesso à base de dados do TecDoc não é barato: “O meu sistema sim. Só que tenho que sustentar o sistema informático com tudo aquilo que ele oferece. Assim, é natural que acrescente alguns cêntimos ao valor de cada peça. A representar a entidade com mais custos por ser fabricante, Pedro Diaz explica que a TRW “constrói a peça, testa, desenvolve e faz um preço. Mas até chegar à cadeia final esse preço é completamente distorcido. Começa quando sai da fábrica, sendo-lhe depois acrescentados uma quantidade de custos até chegar ao mercado. Penso que o mercado evoluiu num aspeto: o preço sempre foi o fator nº 1 nos vários estudos de mercado e hoje vemos que esse fator deixou de ser o principal e passou a estar como segundo ou terceiro na cadeia. A qualidade do produto, principalmente devido à segurança, e o serviço estão agora na dianteira. Penso que esses fatores, pouco a pouco, vieram minimizar a questão do preço.

“PARA NÓS O QUE INTERESSA É QUE A PEÇA CHEGUE EM TEMPO ÚTIL À OFICINA . CONSEGUIMOS SER TAMBÉM O BARÓMETRO DO MERCADO PORQUE MEXEMOS COM TODAS AS PEÇAS” PAULO CARVALHO, CARF

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“MAIS DO QUE ACRESCENTAR VALOR NO PREÇO, SOMOS UMA EMPRESA QUE TRABALHA SERVIÇOS. TEMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS MEIOS PARA FAZER CHEGAR A PEÇA AOS NOSSOS CLIENTES” JOÃO MARQUES, NPEÇAS

O consumidor final tem mais consciência de que não se pode limitar a colocar peças sem qualidade porque corre o risco de ter um acidente à primeira curva. E a regulamentação também tem avançado. Por exemplo, vão sair agora novas diretivas para os discos de travão dos veículos pesados e penso que, ao nível do fabricante, a evolução passa por aí: nós não podemos fabricar determinados produtos sem que estes cumpram determinados requisitos de segurança e o mesmo acontece quando a peça é montada, portanto as oficinas também devem ser regulamentadas. Enquanto fabricantes penso que é importante regularmos um PVP, mas sabemos que há quem venda por preço real de compra ou por preço líquido de compra. A partir daí, já não podemos fazer nada sobre o que os vários intervenientes da cadeia querem fazer”. Para Hugo Baptista, da TRK, o preço é o “tema tabu” das oficinas. Estas praticam “margens abusivas”, até porque poucos são os fabricantes que têm a coragem de publicar o PVP. “Temos vindo a assistir a uma harmonização, mas até há pouco tempo tínhamos clientes a canibalizar o PVP, com descontos de 70 a 80 por cento. Acho que a oficina tem de se mentalizar que, no máximo, ganha 20 ou 40 por cento, e o mesmo com a casa de peças. O próprio distribuidor, entre 6 a 7 por cento, tem de ajustar as suas margens para não inflacionar o preço, e os online têm a margem mais pequenina. E, mais uma vez, cabe a todos remar para um objetivo comum de harmonização do setor.” Para Paulo Carvalho, o transporte da peça acarreta custos logísticos elevados, em frota e combustível: “Para o fabricante, acredito que a distribuição ajude a definir o preço

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da peça. Para os restantes players, liberta margem que se consegue meter na rua. O peso da distribuição em qualquer estrutura é enorme, portanto se conseguirmos libertar toda a gente dessa preocupação penso que fizemos um bom contributo. Se o fabricante, o retalhista e a oficina estiverem satisfeitos, eu estou satisfeito.” João Marques, da NPEÇAS, admite que no retalho o ganho “é um bocadinho maior”, mas que os seus “não são assim tão grandes”, uma vez que, se acrescentar valor à peça, depois não a consegue vender. Pensa também que “as margens estão muito bem definidas ao longo do percurso” e que é no início da cadeia que se define se o material depois chega a um preço mais baixo ou mais elevado: “Ainda se vê muito desconto. Por mim trabalhava só com valores líquidos, mas as oficinas ainda me exigem descontos, mesmo que lhes diga para olharem para o valor final da peça e não para a percentagem que lhe posso retirar logo à cabeça, só que o mercado não está preparado para isso.” Uma opinião partilhada por João Nunes: “Acho que o se vende hoje é desconto. Ou direto ou através de rappel. Ou continuamos todos nesta matemática ou a cadeia de cima vai ter de baixar o preço e as coisas vão ter de vir por aí abaixo, deixando de ter margens tão grandes de 50 ou 60 por cento, que tanto são dadas aos retalhistas como aos reparadores de vão de escada.” O gerente da AUTOJOFER fala ainda da importância da distribuição: “Dependemos muito dela porque o carro tem de entrar de manhã e sair à tarde.” Em relação às oficinas e à sua sustentabilidade, João Nunes diz que

“A PEÇA PODE SER MUITO BOA, MAS SE NÃO FOR APLICADA COM QUALIDADE DEIXA DE TER A FUNÇÃO RELEVANTE QUE ESTÁ NA SUA ORIGEM. TEM DE SER APLICADA COM QUALIDADE” JOÃO NUNES, AUTOJOFER

todas as oficinas precisam da margem das peças, caso contrário teriam de duplicar o valor da mão-de-obra: “Penso que as oficinas estão neste momento a ganhar para pagar as suas despesas, impostos e manter a porta aberta. É um mercado que está a passar por grandes dificuldades. Quando há pessoas a praticar preços de mão-de-obra a 18 ou 20 euros, não é no preço da peça que eles se vão sustentar para depois chegar aos valores de uma oficina que está padronizada nesse sistema. Eu quando vou fazer a revisão a um carro é o sistema informático que me diz o que eu vou fazer, ao veículo com aquela quilometragem quanto tempo é que essa operação demora e quanto posso cobrar ao cliente. Se é uma hora, eu não vou levar duas ou três horas a fazer o serviço. E isto acontece nas oficinas que praticam estes valores e não são auditadas convenientemente. O que vai acontecer é que estas em vez de cobrarem uma hora pelo serviço, vão cobrar três ou quatro. O valor da mão-de-obra é mais baixo, mas vão acabar por cobrar o mesmo que uma oficina que está a trabalhar dentro de todos os padrões”. João Nunes acredita ainda que “há muita gente no mercado das peças, desde o fabricante até chegar ao consumidor final”, o que significa que as coisas vão engordando quando chegam até ele: “Por exemplo, existem operadores que estão no mercado, mas que não têm as peças fisicamente na mão. Por exemplo, em vez de comprar a uma plataforma informática, posso comprar diretamente ao fabricante. Se comprar à plataforma tenho um preço menor, mas também tenho um desconto menor do que se a comprasse ao fabricante. Ou seja, é mais um elo que está no mercado que faz com que a peça tenha um valor acrescentado. O bom seria fabricante-consumidor final. Eu só vendia serviços. E o meu serviço em vez de custar 30 ou 35 euros, custava 80 ou 100. Isso seria o ideal. Eu só vendia os serviços e não precisava do valor da peça para nada. Agora isso não existe, nunca vai existir e nem devia existir, porque existem peças que só deviam ser vendidas a quem as sabe montar e a quem está qualificado para o fazer.” Apesar de concordar com as opiniões dos intervenientes, Pedro Diaz acredita que começam a sentir-se algumas mudanças, tanto na venda de peças a agentes certificados, como no preço das mesmas: “Existem poucos componentes com essas características, mas existem alguns, como os airbags. Quanto ao preço, penso que temos vindo a assistir a descontos mais baixos, do próprio fabricante e dos intervenientes do setor. Principalmente pela origem, que cada vez mais faz pressão, com campanhas ao consumidor final em que apresenta os seus valores de reparação. Mas também porque existem mais oficinas a saber mostrar o seu trabalho e a valorizá-lo.”


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Iveco Daily. O ícone modernizou-se A nova geração traz novos argumentos a um dos furgões mais reconhecidos pela sua robustez e versatilidade. Os custos de operação baixaram e a capacidade de carga aumentou. TEXTO CLÁUDIO DELICADO FOTOS JOSÉ BISPO

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terceira geração da Iveco Daily traz várias novidades mas não desvirtua os seus grandes trunfos: robustez e durabilidade. Os argumentos foram reforçados e isso permitiu que a nova Daily ganhasse o prémio “Van of The Year 2015”. Mais moderna, ecológica e com menores custos de utilização tem mais de 8000 versões disponíveis para responder às necessidades de cada cliente. A unidade ensaiada apresenta ainda uma novidade, com a nova configuração de 10,8 m3 que consegue, numa versão compacta, uma ótima relação entre comprimento e superfície de carga. O design está mais moderno e a linha horizontal da grelha que se funde com as óticas dianteiras, marca a personalidade da nova geração Daily. A superfície envidraçada de maiores dimensões e o assento rebaixado permitem também uma melhor visibilidade para o condutor. Apesar disso, não se dispensam os sensores de estacionamento traseiros para proteger o parachoques traseiro. Ainda no interior há novidades, nomeadamente um novo painel de

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instrumentos, mais ergonómico e com novas funções. Os espaços de arrumação são mais que muitos no interior – cinco gavetas, 3 gavetas DIN, porta-copos e compartimentos, à medida, para objetos de uso comum. As prateleiras superiores também permitem guardar objetos. CARGA À MEDIDA A versatilidade da Daily foi reforçada, estando disponível em versões furgão, semi-vidrados, chassis-cabina, cabina dupla , chassisplataforma e mini-autocarro, seja com rodado traseiro simples ou duplo. O peso total varia entre as 3.3 e as 7 toneladas, com volumes de 7,3 a 19,6 m3 . Está ainda disponível com três alturas diferentes. A unidade que vê nas fotos tem uma distância entre-eixos de 3520 mm e um comprimento total de 5648 mm, sendo a altura máxima de 2580 mm. A nova distância entre-eixos permitiu reduzir o balanço traseiro e otimizar o comprimento total do veículo e da caixa de carga, melhorando a experiência e facilidade de condução.

Em relação ao espaço de carga desta unidade, o volume é de 10,8 m3 - a nova arquitetura garante um maior volume de carga. O comprimento interno desta versão 35S15V oferece um compartimento de carga de 3130 mm, com uma largura de 1740 mm e uma altura de 1920 mm. A altura do plano de carga foi reduzida em 55 mm (é agora 602 mm), facilitando a tarefa de carregar a caixa de carga deste furgão de tração traseira. O único contra na caixa de carga são as proteções interiores das cavas das rodas, que “roubam” algum espaço útil. Em contrapartida, as suspensões foram reforçadas e conseguem receber até mais 200 quilos de carga face à geração anterior. Esta versão pode carregar europaletes de 1200x800 mm tanto pela porta traseira como lateral, devido à generosa dimensão de ambas. MOTOR A nova gama Daily foi desenvolvida em torno de dois motores de quatro cilindros, um de 2,3 e outro de 3,0 litros, que oferecem potências entre os 106 e os 205 CV (além de uma versão movida a gás natural). A unidade ensaiada


O banco com apoio pneumático aumenta o conforto da nova Daily, onde não falta espaço, à frente e atrás

contava com o motor 2.3, na variante de 146 CV, cumpridor da norma Euro 5 OBD+. O binário de 350 Nm está presente logo a partir das 1500 rpm, o que traz bons resultados mesmo com carga máxima. Nesta versão a Daily é muito despachada, mas isso prejudica os consumos, que ronda os 9 litros a cada 100 km numa utilização normal. Para baixar ligeiramente estes valores a Daily conta ainda com o sistema EcoSwitch , acionado através de um botão na consola, que limita a entrega de binário, reduzindo os consumos, muito útil especialmente quando o veículo está vazio.

2.3 DIESEL 146 CV

Este sistema, aliado ao start&stop, à nova aerodinâmica, ao alternador de recuperação de energia, aos novos pneus ContiVan Contact 100 e ao novo óleo de motor de baixa fricção, garantido pela Petronas, ajudam a controlar os consumos. A Iveco introduziu ainda diversas melhorias ao nível da manutenção do veículo, como a troca do filtro de combustível, que passa dos 40 para os 80 mil km, o filtro de habitáculo, que é substituído a cada dois anos em vez de um, e a duração do líquido da refrigeração, que “aguenta” toda a vida útil do veículo.

10,8 M3

7,6 L

3500 KG

201 G/KM

VOL. CARGA

PESO BRUTO

100 KM CO2

33.193€ PREÇO APROX.


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Smart. Modo manual A nova geração smart está mais agradável de conduzir graças à caixa manual, pondo fim à anterior caixa robotizada, alvo de muitas críticas. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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ma das maiores críticas às anteriores gerações smart era a caixa robotizada. Muito indecisa e lenta tornava a condução pouco confortável. Nesta nova geração, que recupera também o fourfour (a anterior geração deixou de se vender em 2006), a caixa manual passa a fazer parte da oferta, de série. A automática passa a ser de dupla embraiagem e está disponível em opção. Na escolha do escalonamento, o Forfour tem uma quarta velocidade mais curta, o que altera algumas das prestações, nomeadamente as recuperações. A utilização da caixa manual torna-se muito agradável, tem um bom escalonamento e uma utilização simples e intuitiva, muito semelhante ao que acontece no Twingo, onde há semelhanças até no comando da caixa. A smart conseguiu um bom compromisso

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entre esta caixa manual de cinco velocidades e o pequeno motor de 3 cilindros fabricado pela Renault que, na versão atmosférica tem 71 CV, apesar de estar disponível também numa versão sobrealimentada, com 90 CV, qualquer um dos motores colocados em posição traseira. Curiosamente, o motor atmosférico tem mais 100 cc devido a um curso maior (81,3

milímetros contra 73,1 milímetros). Segundo os engenheiros que desenvolveram os dois motores, esta diferença serve para compensar a falta do turbo. A suspensão dianteira é de tipo McPherson e na traseira há um eixo de Dion, que garante bom conforto para os passageiros traseiros no forfour. A direção tem assistência elétrica e desmultiplicação variável, argumentos que ajudam a manobras fáceis e em pouco espaço. Para o pós-venda as inúmeras aplicações disponíveis tanto para o exterior como para o interior permitem oportunidades de venda de acessórios ao longo da vida útil do veículo, até porque são muitas as aplicações coloridas, os plásticos e os revestimentos disponíveis. As versões mais baratas custam 10.950 no fortwo e mais 1000 euros para o forfour.


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Nissan. 1.2 anima Qashqai A nova tendência dos pequenos motores a gasolina com turbo e injeção direta vêm lembrar-nos que há cada vez mais alternativas ao Diesel, mesmo em carros maiores. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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s pequenos motores a gasolina estavam, até há pouco tempo, destinados aos carros… pequenos. Aos poucos essa realidade foi-se alterando, muito por culpa da introdução de injeção direta e turbocompressores (também eles pequenos), que permitiram baixar a cilindrada, o peso, os consumos e emissões, ganhando potência e prazer de condução. A Nissan é um bom caso disso com o motor 1.2 DIG-T, que oferece 115 CV, tanto no Pulsar, no Juke ou no Qashqai, o seu best-seller, que aqui analisamos. Ao provar que não necessita de uma grande cilindrada para obter um elevado desempenho, o motor de quatro cilindros DIG-T de 1,2 litros é um dos mais avançados do segmento C. Em prestações este bloco coloca

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na sombra os motores de aspiração normal de muitos automóveis com uma cilindrada de 1.6 litros. Combinado com um binário elevado de 190 Nm a apenas 2.000 rpm, o Qashqai proporciona uma rápida aceleração e uma potente flexibilidade entre velocidades, mesmo tendo que puxar 1860 quilos. Associado a uma transmissão manual de seis velocidades, o DIG-T de 1,2 litros aproxima a sua utilização a um diesel. Sendo consideravelmente mais leve que a versão a gasóleo, não é de estranhar que as prestações sejam nitidamente superiores, como atesta o ganho superior a um segundo no exercício 0-100 km/h, mantendo-se esse diferença até completarmos os 1000 metros. Sabendo fazer bom uso da boa caixa manual

de seis velocidades, este 1.2 DIG-T consegue ser sempre muito lesto nas retomas de velocidade. O DIG-T de 1,2 litros está equipado com Start/Stop de série e beneficia de diversas tecnologias capazes de poupar combustível, incluindo um alternador regenerativo, relações de velocidades otimizadas e óleos especiais com viscosidade reduzida. Igualmente impressionante é a economia de combustível e as reduzidas emissões de CO2 do DIG-T de 1,2 litros. A Nissan anuncia 5,6 l/100 km, um valor otimista, mas numa condução normal, conseguimos rodar sempre abaixo dos 7 l/100 km. Além de todos os argumentos, este Qashqai é 2800 euros mais barato (23 490 euros) do que a versão equivalente com o motor 1.5 dCi.


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Image so urce: BMW AG

Nota: Se é um fornecedor e tem alguma questão ou quer a sua informação incluída nestas radiografias, contacte James Clark através do e-mail james.clark@ihs.com ou visite www.supplierbusiness.com

CONTROLADOR DAS VELAS DE INCANDESCÊNCIA BORGWARNER

COMPONENTES HIDRÁULICOS DA EMBRAIAGEM FTE AUTOMOTIVE

ISOLANTES DO MOTOR ELRINGKLINGER; FEDERAL-MOGUL

MAXILAS DE TRAVÃO (M135I E M235I) BREMBO

MÓDULO DO FILTRO DE COMBUSTÍVEL MAHLE

VÁLVULA ELÉTRICA DO MOTOR KSPG AUTOMOTIVE

VEDANTES DA CAMBOTA FREUDENBERG

TIRANTE DE CAMBER GESTAMP

CABEÇA DO MOTOR NEMAK

TUBOS DOS TRAVÕES FLEXITECH

SUSPENSÕES DIANTEIRAS BWI GROUP

SENSOR INTELIGENTE DA BATERIA HELLA

VOLANTE DO MOTOR DE DUPLA MASSA LUK

JUNTA DA CABEÇA DO MOTOR DANA; ELRINGKLINGER; FEDERAL-MOGUL

SISTEMA DE NAVEGAÇÃO E ENTRETENIMENTO HARMAN

BMW SÉRIE 2. QUEM FAZ O QUÊ?

SUPPLIERBUSINESS

MÓDULO DO CARTER DA CAIXA AUTOMÁTICA IBS FILTRAN

MOLAS DE FIXAÇÃO EM PLÁSTICO STANLEY ENGINEERED FASTENING

TRAVESSAS DA TRANSMISSÃO FÉMALK

PUXADORES DAS PORTAS HUF HÜLSBECK & FÜRST

LIMITADORES DAS PORTAS EDSCHA

ANTENA DO TEJADILHO MAGNA

CHUMACEIRAS FEDERAL-MOGUL

RETROVISOR INTERIOR MAGNA

SISTEMAS DE LIGAÇÃO DELPHI

EIXO DE TRANSMISSÃO THYSSENKRUPP

REVESTIMENTOS TEXTEIS IEE

DEPÓSITO DE COMBUSTÍVEL PLASTIC OMNIUM

SISTEMA DE COMANDO IDRIVE PREH, INC.

REGULADORES DOS VIDROS ELÉTRICOS BROSE

ELEMENTOS DE FIXAÇÃO DE CABLAGENS DOS TRAVÕES HELLERMANNTYTON

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A Cometil e a Domingos & Morgado são duas das empresas de equipamentos que oferecem esta solução aos seus clientes

Grenke. Investir na oficina através do renting Já lá vai o tempo em que os rentings eram apenas para os automóveis. Atualmente, é uma solução cada vez mais usada pelas oficinas, seja em soluções informáticas, seja em equipamentos. O segredo é amortizar os equipamentos à medida que vão sendo usados. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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profissionalização do mercado oficinal em Portugal permitiu o aparecimento de novas alternativas de financiamento de equipamentos, tecnologias e soluções informáticas para as oficinas. São várias as vantagens para as contas das empresas e a alemã Grenke é a instituição financeira líder nas operações de renting para o setor automóvel. As vantagens são para quem vende equipamentos, ferramentas ou soluções informáticas, mas também para quem compra. “A nossa solução de renting está direcionada para pequenas e médias empresas”, começa por explicar Victor Ferreira, diretor de vendas

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da Grenke. “Tudo depende do modelo de gestão da empresa, ou da oficina, neste caso. Se a faturação for muito baixa é difícil ter uma aprovação, mas aí não é diferente de um banco”. Apesar da Grenke ser um banco na Alemanha, em Portugal é uma instituição financeira que começou por alavancar o seu negócio no financiamento de produtos informáticos, mas que alargou a várias área, incluindo a das oficinas. “Estamos constantemente a fazer prospeção e a identificar setores que são importantes para o nosso negócio. Fomos fazendo alguns contactos na área da reparação e manutenção automóvel e fomos vendo como funcionava e

qual a recetividade”, explica Victor Ferreira. A primeira incursão no pós-venda automóvel aconteceu há cerca de cinco anos, com resultados tímidos. “Há duas situações que interferem naquilo que fazemos: Uma é que uma parte das oficinas pequenas, que

NO FINAL DO CONTRATO A OFICINA PODE PAGAR O VALOR RESIDUAL E FICAR COM O EQUIPAMENTO OU FAZER UM NOVO CONTRATO


OPINIÃO JOSÉ MORGADO DIRETOR-GERAL DA

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Victor Ferreira, da Grenke

entretanto fecharam, tinham muita faturação paralela, o que impedia que conseguíssemos ter uma aprovação com qualidade, porque os números deles nunca eram positivos e não conseguíamos aprovações das propostas. Isso limitou um pouco a nossa ação. Depois, há uma questão de desconhecimento deste modelo de financiamento e há sempre algumas dúvidas para aceitar esta solução”, analisa o responsável. Porém, o mercado mudou bastante nestes últimos anos. “As empresas nacionais começam a ter já estrutura para poder usar este tipo de soluções. Isto requer uma grande profissionalização do mercado e a partir de uma determinada altura começou a perceber-se que as empresas se preocupavam mais com os relatórios financeiros. As oficinas eram uma área crítica neste sentido mas, aos poucos, as coisas estão a melhorar bastante e o rácio de aprovações é bastante superior ao que

tínhamos há quatro anos. Neste momento, de uma forma geral, cerca de 65% dos pedidos de que entram na Grenke para financiamento são aprovados”, explica Victor Ferreira. A aprovação do renting está dependente apenas do relatório de contas da empresa. “Isto é uma vantagem e uma desvantagem do nosso produto. Nós apenas olhamos para os números das empresas, nunca pedimos fianças a sócios, avais, nada. Olhamos apenas para o relatório e se a empresa tiver viabilidade em termos económicos aprovamos. Se não tiver, não aprovamos. Por isso é que conseguimos fazer a análise em 20 minutos. Sabemos se o cliente é financiável ou não”. Esta não é uma solução apenas para equipamentos de elevado valor. “Mesmo para baixo valor continuamos a ter muita procura. Mesmo contratos de 1000, 2000 ou 3000 euros. Até as ferramentas para as oficinas financiamos”, explica o responsável.

COMPARATIVO DE FINANCIAMENTOS PRONTO PAGAMENTO

BANCA / LEASING

RENTING

Utiliza capitais próprios: Afeta a tesouraria

Rendas indexadas à Euribor

Rendas Fixas

Investimento em equipamentos depreciáveis

Custos indexados à abertura de linha de crédito

Valor da renda 100% dedutível

Compra obrigatória

Flexibilidade durante e no final do contrato

Atualização tecnológica constante

Obrigatoriedade em ficar com equipamento obsoleto que afeta a produtividade

DOMINGOS & MORGADO

onhecido de todos os empresários como solução de financiamento à aquisição de viaturas, gestão de frotas e investimento informático, o RENTING também se tem vindo a aplicar, nos últimos anos com sucesso, ao investimento e modernização em equipamento para as oficinas. Começando por ser, no início da sua introdução no mercado, uma solução financeira exclusivamente de aluguer de equipamento (RENTING), tornou-se nos últimos anos também uma solução financeira mista, isto é: tem também a possibilidade de aquisição do equipamento no final do contrato através de uma taxa residual, previamente negociada, vulgarmente conhecido por (LEASING). Este produto financeiro de crédito ao investimento em equipamentos veio ajudar as pequenas e médias empresas e contém em si mesmo um conjunto de benefícios. Existe uma velha regra de ouro que diz: comprar recursos apreciáveis e alugar recursos depreciáveis, isto é: em vez de bloquear capital em ativos de rápida depreciação, como é o caso de alguns equipamentos de oficinas, por exemplo, alinhadoras, e pode pagar esse ativo ao mesmo tempo que beneficia do seu uso. Numa situação de negociação prévia com a empresa gestora do RENTING e o fornecedor do equipamento é possível ainda para as pequenas e médias empresas, que não têm capacidade para revender o seu equipamento antigo ou descontinuado (em final de contrato), ter a sua oficina permanentemente renovada com tecnologia de ponta, a um custo negociado que permite manter a competitividade do seu negócio e alcançar o sucesso. O RENTING coloca-nos numa situação onde podemos renovar os nossos equipamentos – por equipamento de última geração. Melhor ainda, o nosso pagamento mensal pode nem sequer sofrer grandes alterações uma vez que o preço de grande parte dos equipamentos ou se mantém ou está em fase de declínio. Em síntese: você paga o uso que dá ao seu equipamento, a empresa de RENTING paga ao seu fornecedor o equipamento que poderá negociar em condições mais vantajosas.

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VANTAGENS PARA A OFICINA Quando estamos a falar de tecnologia, seja de equipamentos oficinais, ferramentas ou soluções informáticas, as oficinas usam-na para produzir e o que vão faturando serve para amortizar o forte investimento inicial que têm que fazer. “O que o renting lhes permite é que em vez de terem que dispor de liquidez para comprar o equipamento hoje e depois ir recuperando enquanto o dinheiro enquanto vão usando, aqui, à medida que vão utilizando o equipamento, vão-no rentabilizado e pagando. Esse é um grande benefício”, explica Victor Ferreira. Além disso, o facto de ser um renting não é considerada dívida para a oficina. “É contabilizado como um custo operacional e não chega a ser passivo para a empresa. Isto liberta-lhes os rácios financeiros, que ficam mais saudáveis e se precisarem de recorrer à banca para qualquer outra situação estes equipamentos não lhes aparecem como dívida”, acrescenta o responsável da Grenke. Isto, além de ser um custo 100% dedutível no IRC e de não ter custos de imposto de selo nem implicar quaisquer produtos paralelos. O único custo que tem são a formalização do contrato, que são 75 euros +IVA sem mais nenhum custo. A nossa margem é baixa e ajustada ao contrato”, explica Victor Ferreira. O contrato, que pode durar até 60 meses (sem entrada inicial), tem uma taxa fixa, não está indexado à Euribor e o que a oficina paga no início é o mesmo que paga no final do contrato.

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“O gestor da oficina sabe exatamente quanto tem que pagar todos os meses e sabe também o valor que terá que pagar no final se quiser ficar com o equipamento. Está tudo definido no início do contrato. A empresa não precisa de se descapitalizar.” No final do contrato, a oficina pode optar por uma de três soluções: devolve o equipamento e não paga mais nada e termina o contrato; devolve o equipamento e faz um novo contrato para um equipamento ou uma solução mais moderna; ou paga o valor residual (definido no início do contrato) e fica com o equipamento para si. “Na informática acontece muito chegar-se ao final do contrato e as empresas renovarem o contrato, não optando pela compra. Os clientes preferem fazer uma renovação do contrato do que a ficar com soluções obsoletas. Na parte mecânica, como são equipamentos que duram mais tempo, menos depreciáveis, os clientes acabam por, muitas vezes, fazer a aquisição do equipamento”, explica Victor Ferreira.

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CONTACTOS GRENKE RESP. DE VENDAS VICTOR FERREIRA TELEFONE 218 934 140 / 226 070 220 E.MAIL vferreira@grenke.pt INTERNET www.grenke.pt

A Grenke não faz qualquer acompanhamento das oficinas, apenas fornece a solução de financiamento. Todo o acompanhamento continua a ser feito pelo revendedor a quem a oficina comprou o equipamento e com quem tem uma relação, muitas vezes, de vários anos. VANTAGENS PARA OS REVENDEDORES Para os revendedores de equipamentos, ferramentas ou soluções informáticas que trabalham com a Grenke o processo é muito simples. “Para nos colocarem um pedido, os revendedores têm acesso a uma plataforma online, colocam o número de contribuinte do cliente e em menos de 20 minutos sabem se o cliente é financiado ou não”, explica o diretor de vendas da empresa alemã. Depois, se for financiado, sabem que está aprovado e normalmente não são pedidas mais garantias. “Os revendedores só têm que entregar o equipamento adquirido, fazer-nos chegar o contrato devidamente preenchido e assinado e a partir desse momento formalizamos o processo e fazemos o pagamento ao revendedor, que tem o dinheiro na sua conta em 24 horas”. Esta solução de renting permite, muitas vezes, “fazer um negócio que não seria concretizado por falta de liquidez do cliente para fazer um investimento muito forte logo no início”, explica Victor Ferreira, que sublinha: “com o renting os revendedores anulam o seu risco”.


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Gestão da oficina. Vamos vender após venda? Primeiro vamos calçar os sapatos do Cliente… TEXTO RICARDO OLIVEIRA FUNDADOR WORLD SHOPPER | RICARDO.OLIVEIRA@JOTOLIVEIRA.PT | WWW.LINKEDIN.COM/IN/JOTOLIVEIRA

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magine que quer comprar uma revisão para o seu automóvel… Não, não me enganei, é mesmo “comprar”. Quando marca uma revisão na oficina, você está a assumir que, salvo um forte imponderável, no dia “D”, à hora “H”, você irá estar na respetiva receção com o seu automóvel. Se você está a “comprar” no momento da marcação, então, nesse mesmo momento, a oficina está a “vender”. O problema é que “vender” nesta fase significa prestar um serviço de marcação rápido, conveniente, informativo, cativante e recheado de argumentos de venda… Comecemos pelos canais de prestação deste serviço de marcação. Os serviços de após venda compram-se, maioritariamente, à distância: pouquíssimas pessoas vão pessoalmente à secção de peças ou à receção da oficina solicitar uma marcação de serviço. Tipicamente utiliza-se o telefone, um canal habitualmente disponível apenas nos horários de expediente

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das oficinas e dos… Clientes! Esqueça a possibilidade de fazer a sua compra de serviço à hora do telejornal enquanto deambula pela internet, recostado no seu sofá. O telefone impõe uma conveniência e horários limitados. Além disso, a qualidade de um serviço prestado ao telefone depende, quase totalmente, da capacidade do interlocutor. E mesmo que ela ou ele sejam fantásticos é preciso que o sejam sempre, com todos os Clientes, todos os dias e a todas as horas. A marcação por e-mail é muito mais conveniente do que o telefone mas está igualmente dependente da capacidade de quem responde à solicitação do Cliente. Um dos fatores que mais prejudica a qualidade do serviço de venda de após venda é a falta de transparência em relação a preços. Nenhum Cliente se sente confortável a comprar um serviço de “centenas de euros” sem saber o preço exato daquilo que está a adquirir. No

entanto, mesmo no serviço oficial das marcas não é fácil obter estimativas precisas e rápidas de preços de, por exemplo, revisões ou pneus. Neste momento em Portugal ainda só existem três marcas que disponibilizam verdadeiros simuladores online de preços de revisão, ainda assim com casos de oposição por parte de alguns Concessionários. Num mundo altamente conectado como o de hoje, todas as empresas de retalho têm que aprender a trabalhar com as vantagens e inconvenientes das estratégias de transparência de valor (preço e prestações oferecidas), sob pena de serem simplesmente ignoradas pelos potenciais Clientes. COMO VENDER APÓS VENDA? A importância crucial do momento da marcação do serviço, considerada como um processo de venda, merece que as oficinas adotem ferramentas capazes de seduzir o


Cliente. A necessidade de propor conveniência, horários ilimitados, máxima consistência e o facto de 80% dos lares portugueses disporem de acesso de banda larga à internet, transportanos para um processo estruturado de compra on-line, semelhante aquele que é utilizado nos melhores websites de comércio eletrónico. NOS ESTADOS UNIDOS... O projeto World Shopper recolhe muitos exemplos dos Estados Unidos da América onde o retalho automóvel se encontra num patamar mais avançado. É evidente que as diferenças socioculturais e de dimensão do mercado impedem uma colagem direta de muitas das soluções adotadas pelos norte-americanos. Mas também é verdade que a crescente digitalização dos processos de compra de automóveis e de serviços relacionados, esbate essas diferenças. E se nalguns casos até é possível uma adoção direta de certas estratégias, noutros elas contribuem, no mínimo, para apontar visões e servirem de inspiração para soluções mais adaptadas à nossa realidade local. É precisamente nos E.U.A. onde podemos encontrar um dos mais eficientes conceitos de venda de após venda, baseado no processo de agendamento de serviço. O sistema utiliza um website de “Digital Retailing” e baseia-se num princípio que passa por oferecer ao Cliente máxima conveniência, total transparência e um processo de compra informado, estruturado e apelativo. À oficina, o sistema proporciona maior potencial de volumes e de rentabilidade, processos mais consistentes e redução de custos com formação de recursos humanos. O software pode ser instalado no website de qualquer concessionário ou oficina e começa por eliminar o máximo de barreiras à compra. Mesmo um Cliente que não saiba o VIN do seu veículo ou até a sua matrícula pode fazer a “compra” de um serviço de manutenção. E a conveniência para o Cliente também começa por aqui, porque há realmente Clientes que não têm estes dados disponíveis no momento da marcação. Até o Cliente que está “cheio de pressa” e que só tem tempo para saber qual é a próxima data disponível para a oficina realizar o serviço, tem a possibilidade de realizar uma marcação ultra-rápida (“I’m in a hurry”), fornecendo apenas os seus dados de contacto. No fundo trata-se de conciliar vontades: o Cliente quer comprar depressa e a oficina tem pressa em vender! A transparência do processo é assegurada por uma informação completa e prévia sobre o preço e o conteúdo de todos os serviços. Por exemplo, no caso de uma revisão, não se trata apenas de anunciar previamente o preço das operações incluídas no programabase de manutenção por quilómetros ou tempo. Trata-se de apresentar sempre ao Cliente o preço e o conteúdo de cada serviço

A IMPORTÂNCIA DO MOMENTO DA MARCAÇÃO DO SERVIÇO MERECE QUE AS OFICINAS ADOTEM FERRAMENTAS QUE SEDUZAM O CLIENTE adicional, suscetível de ser comprado em complemento da revisão base (equilíbrio de rodas, alinhamento de direção, lavagem de estofos, tratamento da pintura, etc.). Com uma descrição apelativa dos conteúdos do serviço é possível proporcionar uma experiência de compra informada e agradável para o Cliente. É de salientar que o sistema permite que o Cliente selecione o Conselheiro de Serviço que o irá atender no dia da marcação. Um detalhe que poderá ser fundamental para concretizar uma venda, conhecendo-se a importância que os Clientes atribuem aos relacionamentos pessoais. Finalmente, um processo de compra sistematizado permite que o Cliente se aperceba sempre em que fase do processo é que se encontra, desde a seleção do seu veículo até à confirmação dos dados finais da compra. Para a oficina, a eliminação de barreiras à compra é claramente um meio de potenciar o volume de vendas de serviço. Para além disso, a vastíssima gama de opções apresentadas, com descrições apelativas dos serviços adicionais e das suas vantagens, fomenta a venda destas prestações de rentabilidade majorada. Estas alternativas de serviço são impossíveis de apresentar através do telefone, devido aos níveis de conhecimento exigidos aos “responsáveis pelas marcações” e à disponibilidade do Cliente para ouvir todas as explicações necessárias. É também por este motivo que uma solução de venda de serviço através de um website de “Digital Retailing” proporciona uma redução notável de custos com formação e controlo de recursos humanos.

A possibilidade do Cliente poder selecionar a data e horário mais convenientes de entre aqueles que se encontram disponíveis, significa passar para o Cliente esta gestão de prazos e aceder a um plano de marcações atualizado em tempo-real. ISSO É LÁ… E CÁ, HOJE, COMO É? Os Clientes portugueses estão na internet e só não a utilizam mais para comprar serviços de após venda porque, salvo raras exceções (os websites da Midas e da Norauto, por exemplo), não existem ferramentas eficazes de “Digital Retailing”. Como se disse no início, os construtores de automóveis estão agora a lançar novos websites de serviço mas ainda não existe nenhum que proporcione uma experiência de compra tão fácil, rápida, conveniente e agradável como aquela proporcionada pelo sistema acima apresentado. Um dia todos os serviços de após venda serão comprados através de websites de “Digital Retailing”… Até lá a estratégia é clara: identificar os pontos-chave desta visão, implementar aqueles que forem possíveis de implementar nos canais atualmente existentes e preparar, o mais rapidamente possível, o processo de transição. Na 5ª edição da World Shopper Conference, a 22 de Maio, especialistas norte-americanos vão ensinar os profissionais portugueses do setor automóvel a adotarem uma atitude muito mais comercial no após venda, proporcionando máxima rentabilidade e elevados níveis de satisfação-Cliente. Este ano o programa é fortíssimo, com workshops em áreas críticas de inovação no setor automóvel. Não fique de fora deste verdadeiro laboratório de novas ideias e oportunidades para todos aqueles que querem um futuro no setor automóvel! Últimas inscrições em: www.world-shopper.com, através do e-mail world.shopper@jotoliveira.pt ou ainda pelo telefone 917 232 770.

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Motortec. Mercado ibérico cada vez mais próximo O principal salão de aftermarket da Península Ibérica teve mais uma edição e, a par do mercado, também ela cresceu – 28% no número de expositores e 25% no número de visitantes. O número de empresas portuguesas presentes também subiu provando que o mercado é cada vez mais ibérico e que isso é também uma oportunidade para as empresas nacionais. Já há bons exemplos e esperam-se muitos mais nos próximos tempos. No que diz respeito aos visitantes, Portugal foi o país que mais visitantes estrangeiros levou a Madrid. Veja as novidades de algumas das empresas presentes. TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES E CLÁUDIO DELICADO EM MADRID

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ACCOR LUBRIFIANTS À procura de distribuidores em Portugal, a francesa ACCOR LUBRIFIANTS oferece duas linhas de produtos por intermédio de marcas distintas. A Kennal (topo de gama) e a Accor, mais virada para a indústria e máquinas agrícolas. AEOLUS O ponto alto no stand da AEOLUS foi a apresentação dos pneus de verão SteeringACE2 (de ultra alto rendimento) e PrecisionACE2 (alto rendimento), este último com data prevista de comercialização no início do verão de 2015. AEST IWATA A empresa lançou a sua nova gama compressores na Europa, apostando na relação entre preço e qualidade. ALTARODA A portuguesa Altaroda levou a Espanha o novo Powerlift e o popular Minilift - elevador compacto que causou grande burburinho ao longo da Feira de Madrid. A grande novidade é o kit móvel que pode ser acoplado ao Powerlift, elevador com a capacidade de levantar ao mesmo tempo as quatro rodas do veículo. AUDATEX A grande estrela do stand foi o AudaMobile, a aplicação para fazer orçamentos a partir de um tablet, o que poupa imenso tempo em todo o processo de avaliação e orçamentação de um sinistro. AUTOMATIC CHOICE A empresa especialista em reparação de caixas automáticas mostrou o seu trabalho e também o seu know-how, que promove através de várias formações (também em Portugal), documentação técnica e apoio aos clientes. BEST STOCK O distribuidor exclusivo da Lucas Oil em Portugal e Espanha voltou a frisar a qualidade dos seus lubrificantes. Em destaque esteve um novo aditivo, um novo óleo de competição e um novo produto para a manutenção preventiva do filtro de partículas. PUBLICIDADE

BILSTEINGROUP O grupo alemão continua a crescer e no espaço showroom mostrou a oferta das três marcas que comercializa em Portugal: Blue Print, febi e SWAG. O grupo aproveita sempre para estar perto dos seus clientes e desta vez trouxe uma importante novidade para o mercado português: a introdução da febi truck division, dedicada aos pesados. BOSCH A Bosch apostou forte no seu programa de fidelização para as oficinas, o Extra. Durante os quatro dias do salão a marca conseguiu que mais de 700 oficinas ibéricas aderissem ao programa. Foi criada uma plataforma que dá a oportunidade às oficinas aderentes ao programa de receberem brindes pelas vendas que fazem, ou seja, por comprarem produtos aos seus distribuidores, com as condições comerciais habituais.

BREMBO A Brembo tem uma imagem muito forte e à Motortec levou alguma da sua inovação, além de mostrar uma amostra de toda a sua gama. Mas a estrela foi a pinça de travão Extrema. Tem um desenho mais minimalista e mais estilizado que os seus antecessores, que ajuda a reduzir o peso das massas não suspensas e melhora a sensação ao acionar o pedal de travão. Ao mesmo tempo, o novo desenho melhora a ventilação e reduz a temperatura do líquido dos travões em mais de 30%, dado verificado após provas exaustivas na pista da Ferrari em Fiorano. Apesar de a pinça dianteira ter seis pistões e a traseira quatro (incluido o travão de estacionamento de acionamento elétrico), ambas são visualmente idênticas. Esta integração é possível graças à introdução de uma unidade eletrónica de controlo que controla o travão de estacionamento.


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CAR REPAIR SYSTEM Entre as várias linhas de produto que a Car Repair System levou à Motortec, a empresa teve em destaque a sua nova linha de Car Care para limpeza, cuidado e proteção do veículo. A gama é composta por nove produtos, cada um deles especializado numa zona determinada do veículo: bancos de pele, plásticos interiores, superfícies metálicas, vidros, jantes, pneus assim como para eliminação de insetos da carroçaria. CASTROL A marca de lubrificantes apresentou uma réplica em tamanho real do Bloodhound SSC, o carro supersónico com o qual vai tentar bater o recorde mundial de velocidade. O destaque em termos de produto foi o Castrol EDGE reforçado com Titânio FST. CATFLEX A Catflex trouxe produtos habitualmente já conhecidos, mas revelou uma nova parceira com a MTS — um fabricante italiano de sistemas de escape que quer entrar em Espanha e que irá servir-se da estrutura portuguesa como sua distribuidora. Uma opção natural, tendo em conta que já trabalham juntas no nosso país. O filtro de partículas é o produto mais recente da empresa sediada em Ermesinde. CAUTEX Com distribuição da Facet em Espanha, a Cautex levou à Motortec o novo catálogo 2015 de gestão técnica da marca, na qual se incluem novas referências. Os responsáveis comunicaram ainda que o novo catálogo da Cautex será relevado dentro dos próximos dois meses e que haverá um suplemento adicional referente a kits e foles da transmissão e direção com 800 referências novas. COMETIL A divisão espanhola da Cometil marcou pontos em Madrid com um stand muito dinâmico, com uma força grande da Hunter, que a empresa portuguesa representa também para o mercado espanhol. Uma das estrelas foi o Quick Tread para medição da profundidade do piso dos pneus e alinhamento de direções. O carro passa por cima dos sensores que medem automaticamente a profundidade do piso dos pneus. Depois, através das garras que são colocadas nas rodas é medido o alinhamento da direção e em menos de um minuto sai um relatório que mostra se é necessária alguma intervenção. Isso dá um argumento de venda às oficinas. COMLINE A marca, ainda relativamente recente no mercado português, continua a alargar o seu

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catálogo de produtos no mercado nacional, sendo os mais conhecidos os filtros e a linha de travagem. Na Motortec as novidades passaram também por kits de distribuição e kits de embraiagem. Todos os produtos contam com a garantia de três anos. CONIEX Depois de 30 anos virada para a indústria, a Coniex passa a focar-se igualmente nas empresas do aftermarket nacional com a Biolab, uma máquina de lavagem biológica sem consumo que, deste modo, não provoca quaisquer resíduos. A empresa portuguesa está à procura de novos distribuidores. CONTINENTAL Peça fundamental na estratégia comercial da Continental, as marcas ATE e VDO estiveram em grandes destaque na Motortec. Em exposição no stand de 150 m2 estiveram todas as peças de reposição, sensores TPMS e sistemas de travagem. Houve ainda lugar para apresentações ao vivo em matéria de diagnóstico.

DAMA Destaque para a apresentação de um novo elevador para motos da Dama. Com funcionamento eletrohidráulico, é capaz de levantar uma tonelada de peso, conseguindo levantar qualquer moto atualmente no mercado europeu. DELPHI A Delphi lançou na Motortec o seu novo aparelho de teste de funcionamento de injetores common-rail. Desenvolvido em parceria com a Hartridge para oficinas e especialistas diesel, o YDT-35 combina testes eletrónicos dos injetores com testes visuais do padrão de pulverização para identificar rapidamente falhas nos injetores. DENSO A estrela do stand da Denso foi o i-ART (Intelligent Accuracy Refinement Technology). Trata-se de uma tecnologia que melhora o controlo da injeção independente de cada um dos cilindros dos motores diesel, permitindo um controlo preciso dos ciclos


INOVAÇÃO PREMIADA ACESSÓRIOS SiestUP SIESTA SYSTEM S.L. Menção honrosa: Golo4 LAUNCH IBERICA S.L. COMPONENTES ELÉTRICOS E ELETRÓNICOS Menção honrosa i-ART (Intelligent-Accuracy Refinement Technology) DENSO AFTERMARKET IBERIA COMPONENTES MECÂNICOS PINÇA EXTREMA BREMBO BREMBO INA GearBOX SCHAEFFLER IBERIA Menção honrosa CASTROL EDGE reforçado com Titanio FST BP OIL ESPAÑA S.A.U. Pastilhas de travão com platina leve para veículos pesados TMD FRICTION 2

de combustão que se desenvolvem de forma paralela em cada um dos cilindros. DUNIMEX A portuguesa Dunimex aproveitou a Feira de Madrid para apresentar a sua gama de produtos, em particular um novo fluxómetro. A grande novidade diz respeito à representação exclusiva em Portugal e Espanha da Saenz, empresa argentina líder em dinamómetros e fluxómetros, PUBLICIDADE

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTA PARA A OFICINA ARGOS AGUADO AUTOMOCIÓN S.A. Hunter WinAling HD Aligment Systems DSP 760T COMETIL ESPAÑA S.L. SmartCharger FLAMAR MERIDIONAL S.L. BETMS - Bahco Ergo Tool Management System SNA EUROPE INDUSTRIES IBERIA Menção honrosa: Hunter Quick Check Inspection COMETIL ESPAÑA S.L.

EQUIPAMENTOS E SOLUÇÕES DE DIAGNÓSTICO DCU 220 ROBERT BOSCH VcarSys SERCORE TECH S.L. Menção honrosa Golo1 LAUNCH IBERICA S.A. TPA 200 ROBERT BOSCH BANCO DINAMOMÉTRICO ASM RYME - TÉCNICAS REUNIDAS DE AUTOMOCIÓN S.A. 3 LAVAGEM Xtract by esens ISTOBAL ESPAÑA S.L. Menção honrosa: Smartpulse ISTOBAL ESPAÑA S.L. VIDROS, CARROÇARIA E PINTURA Loctite 4090 HENKEL IBÉRICA S.A. Menção honrosa GAMA REPARACIÓN FIBRA DE CARBONO CAR REPAIR SYSTEM S.A. SERVIÇOS OU PLATAFORMAS DE GESTÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO PARA A OFICINA Primeira rede de oficinas especialistas em caixas automáticas NTP&AC AUTOMATIC CHOICE S.L. Eribrecar ERIBRECAR S.L. GT MOTIVE GLOBAL GT MOTIVE S.L. Menção honrosa AudaMobile AUDATEX ESPAÑA S.A


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particularmente conhecida nos EUA e na América do Sul. Especialista em equipamentos industriais, a Dunimex adiantou ainda que está a construir a sua própria máquina Critical Flow, totalmente produzida em Portugal. EMMETEC A Emmetec levou a Madrid toda a sua tecnologia, peças e equipamentos relacionados com a reparação de direções e amortecedores, além da vasta documentação técnica que disponibiliza aos seus clientes. ESPO TOOLS A presença em Madrid serviu para a Espo Tools apresentar a sua oferta integrada, que inclui linhas de produto nas ferramentas, equipamentos de oficina da Twin Busch, soluções químicas da Wepp e compressores. EUROTYRE A empresa portuguesa apresentou-se com um stand diversificado, tal como a sua oferta de pneus para os mercados português e espanhol. Em destaque a gama completa da Infinity, mas também uma amostra dos modelos de marcas como a Viking, a Interstate ou a Achilles. O vistoso stand serviu para estar perto dos clientes ibéricos. FASEBA Especialista em todo o tipo de acessórios para o automóvel, de ambientadores a coberturas para o volante, a Faseba está à procura de distribuidores em Portugal. Na Motortec apresentou uma nova linha de produtos de limpeza para o veículo. FEDIMA A Fedima levou à Motortec um conjunto de novidades para ligeiros. Nos comerciais,

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destaque para as novas gamas M+S e F/OR, nos 4x4, os novos F/MUD e FRONTEIRA nas dimensões 215/65 R16 e no desporto motorizado, o novo 19/60-16 que irá equipar os veículos do troféu de ralis Citroën DS3 R1, bem como o novo F/KX na medida 155/70R13. FILTROS CARTÉS O especialista espanhol em distribuição de filtros das marcas mais conhecidas mostrou a sua ampla gama, com destaque também para a sua marca própria. Como especialista completo que pretende ser a empresa mostrou também a gama Aldair Filtration para cabinas de pintura. GRUPO ANDRÉS O Grupo Andrés apostou na presença na Motortec para estar mais perto dos seus clientes espanhóis mas também dos portugueses, que são cada vez mais. O leque de marcas distribuídas em exclusivo pelo grupo (algumas delas só em Espanha) obrigou a um espaço amplo: General Tire e Matador, que pertencem à Continental, Nankang, Sunitrac, Victorun e Anlas marcaram presença. Estas marcas chegam já a mais de 12.500 oficinas em Espanha e Portugal. O Grupo Andrés, que reúne mais de meio milhão de pneus nas suas instalações centrais de Salamanca permite entregas em menos de 24 horas.

O STAND DA SCHAEFFLER CONTINUA A SER UM DOS MAIS DINÂMICOS GRAÇAS ÀS DEMONSTRAÇÕES TÉCNICAS AO VIVO

GT MOTIVE O stand da GT Motive era um dos mais apelativos, com uma máquina do tempo e dois cientistas que desafiavam os gestores das oficinas a responderem a algumas questões para terem acesso a uma forma de tornarem o seu negócio mais rentável, graças ao programa “mais perto”, que usa a completa base de dados do GT Estimate. A GT Motive está cada vez mais apostada em ser o parceiro preferencial das oficinas, graças ao serviço de identificação dos veículos pelo VIN (VIN QUERY), o que representa um investimento muito forte por parte da empresa para obter esses dados dos fabricantes, mas que facilita muito a vida às oficinas, uma vez que poupa tempo e evita os erros. HERTH+BUSS A Herth+Buss mostrou as mais recentes atualizações dos seus catálogos, publicando uma renovada versão que ao longo das suas 186 páginas conta com 59 novos equipamentos. Além de revelar ainda mais dicas e conselhos aos profissionais, o novo catálogo tem também algumas alterações que facilitam a sua utilização, como os guias ilustrados que o tornam ainda mais prático. INDASA Este ano, o stand da Indasa tinha uma estação de demonstração ao vivo, onde o Rhynocell – o novo sistema de pré-polimento – foi apresentado. Trata-se de uma tecnologia inovadora que foi recentemente lançada em todo o mundo e que gerou um enorme interesse de todos os visitantes. INHAVI / IHLUX A empresa espanhola apresentou-se com um carro com uma amostra da


INTERESCAPE A Interescape procurou sobretudo fazer novos contactos em Espanha por intermédio da sua presença na Motortec. Divulgou não só o seu serviço de limpeza e refrigeração FAP — a sua principal aposta —, mas também a venda de novos filtros. Novidade é a possibilidade acrescida de fazer o serviço em Lisboa, que assim se junta ao Porto. A empresa já possuía instalações na capital portuguesa, mas não equipamentos.

tecnologia multimédia e de acessórios que disponibiliza para o aftermarket. Entre eles um sistema de navegação, televisão TDT, wifi, câmara dianteira de estacionamento ou iluminação LED interior e exterior. PUBLICIDADE

JOHNSON CONTROLS / VARTA A Johnson Controls apresentou a sua gama Varta Silver Dynamic AGM: com uma vida útil três vezes mais longa que as baterias convencionais e foi especialmente desenhada para veículos com start&stop com travagem regenerativa. Presente estava também a gama Blue Dynamic EFB (Enhanced Flooded Battery), que oferece maior tranquilidade e segurança graças a um ciclo de vida mais longo. LIQUI MOLY A Liqui Moly foi à Motortec mostrar a sua gama de produtos, entre lubrificantes e aditivos mas esteve em destaque a sua linha

Pro-Line, com sete produtos novos: spary eletrónico, de silicone, lubrificante aderente, pó de PTFE, pasta de cerâmica, desoxidante rápido e spray de manutenção branco. Estes são produtos que permitem às oficinas garantirem um serviço adicional ao cliente. LUSAVOUGA A Lusavouga apresentou ao mercado a gama Dunlop de material de trabalho, composta por sapatos, óculos, porta-ferramentas e luvas de proteção. A empresa portuguesa desenvolve, fabrica e distribui em exclusivo esta linha de produtos da conhecida empresa de pneus, após um acordo celebrado com a Dunlop Inglaterra. O contrato iniciou-se em junho de 2014 e é válido até 2024, sendo que a comercialização nacional iniciou-se em janeiro. Os materiais distinguem-se pela sua durabilidade, com revestimentos em compósito e palmilha em material semelhante ao kevlar para uma maior resistência. A gama começa nos 43,50€. MANN FILTER A marca alemã nunca passa despercebida num salão graças às cores do seu stand. Em Madrid, além de uma amostra da gama completa, o grande destaque foi para a comemoração dos


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50 anos da fábrica de Saragoça. Num evento exclusivo foram muitos os convidados que tiveram oportunidade de fazer uma viagem pelas cinco décadas de produção de filtros em território espanhol. O stand apresentou uma dinâmica interessante que convidava os visitantes a mudar um filtro em tempo recorde. MIKFIL A Mikfil apresentou na Feira de Madrid a sua nova gama de filtros de óleo, combustível e ar. Igualmente direcionada para veículos ligeiros, a empresa também representa a marca JKF. A gama de filtros da Mikfil foi alargada para veículos recentes, com 1500 referências que cobrem neste momento cerca de 95% do mercado. MS MOTORSERVICE O especialista em peças de motor mostrou a gama que tem disponível, mas o grande destaque desta feira são os novos podcasts técnicos, que o departamento de formação está a desenvolver para ajudar os mecânicos dos vários mercados, entre os quais o português. NORTENHA TYRES A Nortenha trouxe a Espanha um conjunto de novidades das quais se destacam os três novos catálogos, inéditos na marca, para ligeiros e 4x4, camião e veículos agrícolas. A empresa revelou que existem mais de 14 referências novas repartidas por todos, num programa de investimento que será concluído até ao final

de abril. OPTIBELT A primeira correia de distribuição do mundo com indicador de desgaste foi o grande destaque da Optibelt na Feira de Madrid, novidade que, desta forma, ao revelar o momento da sua substituição, vem facilitar o trabalho das oficinas. Serve, do mesmo modo, de aliciante para atrair o consumidor final. PETROTEC A portuguesa Petrotec apresentou em Madrid um novo sistema e gestão de pagamento eletrónico, mas novas bombas de combustível multiproduto e soluções de armazenamento e abastecimento de AdBlue. Equipamentos de lavagem automóvel também fazem parte da oferta. RUBBER VULK A Rubber Vulk levou à Motortec um novo sistema de programação de sensores TPMS para pneus, revelando ainda que, além da filial em França, irá brevemente alargar a sua presença à Colômbia. RYME Foram várias as novidades qye a Ryme levou à Motortec, entre elas o novo serviço web de B2B, uma plataforma gratuita que permite pesquisar os produtos por número de artigo ou referência, bem como de texto na descrição. Os distribuidores com acesso podem ainda saber preços e a disponibilidade da peça que pretendem, podendo ainda realizar o pedido via web e beneficiar de um desconto, o que

ajuda a diminuir os seus custos de aquisição e encurta mesmo os prazos de entrega. S. JOSÉ LOGÍSTICA DE PNEUS A grande novidade que a empresa portuguesa levou a Madrid, além de marcar presença com a marca BKT num stand separado, foi a aposta da marca Goodride no mercado ibérico. A empresa nacional aproveitou para fazer o lançamento do novo pneu para ligeiros, o Sport SA37, classificado pela marca como premium entre os UHP. Aposta na aderência em piso molhado, tendo conseguido a classificação “B” na etiqueta. A Goodride é o maior fabricante de pneus na China e é distribuído em exclusivo para o mercado ibérico pela S. José. SATA A Sata mostrou o novo air vision 5000, que tem o seu foco na proteção da saúde e garante maior conforto graças ao seu novo conceito patenteado de alimentação de ar para o profissional respirar. Este capacete é adaptável no tamanho, altura e posição para praticamente todas as formas de cabeça. A Sata apresentou também a nova pistola SataJet 5000 B. SCHAEFFLER É impossível não reparar no stand da Schaeffler, sempre um dos mais dinâmicos graças às demonstrações técnicas ao vivo, que juntaram milhares de mecânicos este ano. Uma delas sobre a caixa de dupla embraiagem EDC da Renault, com a utilização da solução de reparação Luk RepSet 2CT. Também a utilização da solução de reparação de caixas

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de velocidade INA GEAR BOX esteve em destaque. A recém-chegada Ruville também teve o seu espaço, tendo como objetivo o crescimento tanto no mercado espanhol como português. SIESTA SYSTEMS A viseira inteligente SiestUp melhora a segurança, a saúde e o descanso das crianças enquanto dormem durante uma viagem. O dispositivo mantém a cabeça dentro da zona de segurança do assento do automóvel enquanto a pessoa que nele vai sentada dorme, evitando que esta caia sobre si. Desta forma as dores de posição no pescoço e costas tendem a não aparecer e, em caso de acidente, o pescoço está mais protegido. SOUSA DOS RADIADORES Igualmente com o objetivo de divulgar as suas soluções, o stand da empresa Sousa dos Radiadores apostou numa nova referência para a chaufagem do Renault 4L. SPARKES&SPARKES A empresa de Santo Tirso anunciou na Mortortec que passa a ser representante

NO QUE DIZ RESPEITO AOS VISITANTES, PORTUGAL FOI O PAÍS QUE MAIS VISITANTES ESTRANGEIROS LEVOU A MADRID

exclusivo da italiana Antonio Masiero em Espanha e Portugal, reforçando a sua aposta em sintonizadores e carretos específicos para caixas de velocidades. A reconstrução de caixas manuais para ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros, com um ano de garantia, continua a ser o seu principal cartão de visita. TIRESUR Com mais de 100 m2 de exposição, a Tiresur apresentou as novidades da Ovation e da GT Radial para 2015, entre elas as novas medidas para a gama Champiro FE1, mas também o Savero SUV, dedicado ao dinâmico mercado dos SUV e crossover. Destaque ainda para a promoção da rede de oficinas Center´s Auto, que conta 54 centros em Portugal. TOP RECAMBIOS A empresa espanhola está a apostar forte no mercado português e vende 70 marcas no nosso país, entre premium, quality e budget, garantido fornecimento já a cerca de 700 clientes ativos. Na área dos pesados são menos mas distribui, por exemplo, as principais marcas premium, apostando forte nos seus 500 mil pneu em stock para dar resposta rápida aos clientes, garantindo preços muito competitivos. TRK A empresa de consultoria, ligada à identificação de peças para aftermarket, esteve presente pela primeira vez na Motortec. O objetivo foi solidificar alicerces em Espanha e enraizar as atuais relações com os parceiros

locais que, face à reestruturação europeia, se tornaram fulcrais e em muitos casos decisores ibéricos para o futuro do setor. WEBASTO DIAVIA O especialista em climatização apresentou o seu portfólio, como destaque para o novo aquecimento Webasto Thermo Top Evo, com uma tecnologia inovadora que melhora o seu rendimento, consumo e conforto. Destaque ainda para a nova estação de RRVC modelo AC690PROyf (Robinair) para o novo refrigerante R1234yf, que complementa a gama atual. A empresa apresentou ainda novos sistemas de deteção de fugas para o novo refrigerante R1234yf, compatíveis com o R134a. WULF GAERTNER AUTOPARTS A MEYLE mostrou na Motortec a sua linha de travagem Platinum Disc, que é fornecida pronta para a montagem e, em grande parte, com os parafusos de fixação incluídos. Graças à sua cobertura especial UV não necessita de ser limpo antes da montagem e é resistente aos produtos de limpeza de jantes. YUASA A Yuasa trouxe à Motortec os seus novos configuradores de baterias para gama AGM e EFB, destacando também a plataforma online que permite, através da matrícula do veículo, identificar de imediato qual o tipo de baterias indicadas para o mesmo. A plataforma está compilada numa pen USB que apenas necessita de ligação à internet para ser consultada.


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ACAP. Formação disponível em Abril A ACAP continua a aposta na formação para as oficinas. Nesse sentido, no mês de abril estão previstas novas ações. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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ara o mês de abril estão previstas três formações nas áreas da Gestão de Resíduos On-Job, Prospeção Comercial e Sensibilização em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho.

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As inscrições devem ser feitas através do preenchimento de uma ficha disponibilizada pelos serviços da ACAP, através do e-mail formação@acap.pt ou do número 213 035 300. As empresas associadas beneficiam,

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GESTÃO DE RESÍDUOS ON-JOB

PROSPEÇÃO COMERCIAL

Temas da formação Responsabilidade Ambiental; Gestão de Resíduos; Licenciamentos; Obrigações. Consequências de incumprimento. Coimas. Bases para a realização de Diagnóstico de Conformidade Legal no que se refere a matérias ambientais. Implementação do Sistema de Gestão de Risco – Garantia de Conformidade Legal no que se refere a matérias ambientais – Caso de Estudo. Lisboa dia 20 Abril (14h00-18h00); Porto dia 29 Abril (14h00-18h00). Preço para associado: €80,00 Preço para não associado: €120,00

Temas da formação Prospeção Comercial - O que é? Criação da base de dados 10 Regras para motivar Origem das necessidades Saber fazer perguntas 6 Tipos de perguntas Construção da carteira de clientes Lisboa dias 21 Abril (09h30-18h00); Porto dia 22 Abril (09h30-18h00). Preço para associado: €70,00 Preço para não associado: €110,00

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ainda, de um desconto sobre o preço indicado, em função do número de inscrições que efetuarem numa mesma ação – 5% de desconto para 3 participantes e 10% para quatro ou mais.

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SENSIBILIZAÇÃO EM SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO Temas da formação O que é a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho; Enquadramento Legal dos serviços SHST; Prevenção vs Proteção; Identificação de riscos profissionais: Procedimentos de Emergência; Meios de Deteção e Combate a Incêndios: extintores. Lisboa dia 28 Abril (09h00-13h00); Porto dia 30 Abril (14h00-18h00). Preço para associado: €80,00 Preço para não associado: €120,00


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APETRO. Resultados mistos no consumo de combustíveis A APETRO, associação que representa em Portugal as empresas petrolíferas, divulgou os dados relativos ao consumo de combustíveis e lubrificantes no ano transato, revelando resultados mistos neste setor, que no geral apresenta sinais de retoma, mas ainda não conseguiu alcançar os níveis de 2012. TEXTO JOSÉ MACÁRIO

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consumo de combustíveis e lubrificantes em Portugal no ano de 2014 foi alvo de reflexão por parte da APETRO, a associação que representa o setor no nosso país. As conclusões desta entidade, que se baseia nos dados fornecidos pela Direção-geral de Geologia e Energia, apontam para um crescimento na venda de combustíveis face a 2013, com exceção feita às gasolinas, único segmento em que se verificou uma quebra, resultado que, aliás, espelha o de 2013, ainda que menos acentuado. Foram comercializados em 2014 1089 milhares de toneladas de gasolinas, menos 0,4% do que em 2013, valor que já era 3,5% inferior ao de 2012. No que respeita ao gasóleo rodoviário,

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o cenário é diferente, registando-se um aumento das vendas no ano passado, com um total de 4179 milhares de toneladas comercializados. Este valor superou em 2,2% o de 2013, quase anulando a descida de 2,4% verificada nesse ano face a 2012, ano em que foram vendidas 4190 milhares de toneladas deste combustível. Para a APETRO, estes resultados espelham o relançamento da economia nacional, que em 2014 cresceu 0,9% (segundo dados do INE), o que terá levado a uma maior atividade no transporte comercial e privado. Ainda assim, em toda a linha os valores são inferiores aos registados em 2012

GPL EM BOM PLANO O GPL Auto, que em 2013 tinha conseguido superar em 7,1% as 28 mil toneladas vendidas em 2012, não obteve variação no ano recentemente findo, registando as mesmas 30 mil toneladas, ao passo que valor do GPL Total (utilizado pela indústria) obteve a maior variação, rescendo das 821 mil toneladas para as 988 mil, um aumento de 20,3%. Ainda assim, verifica-se um abrandamento face a 2013, ano em que se registou um crescimento de 40,1%. Este aumento será, para a APETRO, uma consequência da sua maior incorporação como matéria-prima na indústria petroquímica.


VENDAS DE COMBUSTÍVEIS EM 2014

VENDAS DE LUBRIFICANTES 2012-2014

MILHARES DE TONELADAS

MILHARES DE TONELADAS

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8

7

3500

7

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6

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1

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GASÓLEO 2014

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GPL AUTO 2014

Fonte: DGEG

GASOLINA 2014

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JANEIRO FEVEREIRO MARÇO

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JANEIRO FEVEREIRO MARÇO

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LUBRIFICANTES 2012 ACUMULADO Fonte: DGEG

MAIO

JUNHO

JULHO

AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

LUBRIFICANTES 2013 ACUMULADO

LUBRIFICANTES 2014 ACUMULADO

OUTROS COMBUSTÍVEIS Para além deste grupo de combustíveis, os utilizados pela marinha e pela aviação também foram analisados pela APETRO. Quanto aos combustíveis para a aviação, registou-se uma nova subida no consumo. Depois de um aumento de 7% em 2013 face aos resultados de 2012, em 2014 o crescimento foi ligeiramente menor, apenas de 6% face a 2013. No que respeita aos combustíveis para a marinha, a tendência é inversa. Pelo segundo ano consecutivo regista-se uma descida no seu consumo, que em 2014 foi de 10% face ao ano anterior, que já havia registado um decréscimo de 5% face aos resultados de 2012. LUBRIFICANTES No capítulo dos lubrificantes, as conclusões que se retiram dos dados revelados pela associação das empresas petrolífera são as de crescimento ligeiro, apesar de ainda não terem sido atingidos os valores conseguidos em 2012. Nesse ano foram comercializadas 48 mil toneladas de lubrificantes, um valor que desceu em 2013 para as 46 mil toneladas, uma variação negativa de 4,2%. No ano passado, a tendência de descida foi invertida, com as vendas a registarem um aumento de 2,2% face a 2013, para as 47 mil toneladas, o que não foi, no entanto, suficiente para colmatar a descida anterior. Este aumento também pode ser atribuído ao crescimento da economia, mas nele não terá tão grande peso a maior atividade transportadora, uma vez que o setor automóvel é responsável por apenas 52% nas vendas de lubrificantes. FUTURO RISONHO Levando em linha de conta as previsões do Banco de Portugal, cujas projeções macroeconómicas apontam para uma gradual recuperação da economia portuguesa nos próximos anos, podemos esperar bons resultados nas vendas de combustíveis e lubrificantes no corrente ano.

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Carroçaria. Tendências nos materiais plásticos dos automóveis O plástico converteu-se num dos materiais mais importantes da indústria automóvel. As suas propriedades adaptam-se às novas exigências ambientais. A reciclagem dos materiais e a redução do peso nos veículos são os principais fatores que levam os construtores de automóveis a aumentar a quantidade de peças plásticas nos seus modelos. As novas orientações procuram materiais recicláveis e leves, indo no sentido dos bioplásticos e das fibras naturais para reforçar os plásticos. TEXTO Mª CONCEPCIÓN PEREZ GARCÍA PARCERIA

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setor automóvel é um dos mais importantes na área do consumo e um dos que sempre seguem na vanguarda, marcando tendências na adoção de medidas para cumprir as novas normas e regulamentações. As normas aplicadas a esta indústria são cada vez mais exigentes, com vista a reduzir o seu impacto ambiental. Por esse motivo, os fabricantes de veículos adotaram o “eco desenho” como um pilar fundamental das suas criações. Este consiste em reduzir o impacto ecológico do veículo desde a sua conceção e em cada etapa da sua existência. Começa com a redução do impacto no fabrico, envolvendo as emissões poluentes, de gases de efeito de estufa e de ruído, até á conceção dos veículos com elevada percentagem da sua massa a ser reutilizável no final da vida útil. As tendências tecnológicas e os novos desenhos vão no sentido da criação de veículos mais sustentáveis, seguros e funcionalmente avançados, com maior conteúdo eletrónico, desenvolvendo-se novos sistemas de propulsão com combustíveis alternativos. As novas arquiteturas incluem veículos urbanos, pequenos e sustentáveis, de forma a que os fabricantes aumentem as suas propostas de veículos elétricos, híbridos e com pilha de combustível. Esta tendência também implica o desenvolvimento de novos materiais e respetivas tecnologias de transformação. Assim, o desenho segue a tendência de uma maior utilização de plásticos na massa do veículo, graças a duas das suas propriedades: leveza e reciclabilidade. Existe um elevado número de peças em plástico que se podem encontrar num veículo, abarcando desde peças exteriores, como os para-choques, grelhas, faróis, spoilers, molduras até uma miríade de peças interiores, desde o tablier aos painéis, revestimentos e forros das portas, condutas de ventilação, etc. Estas peças são feitas com materiais tradicionais como o polipropileno, o acrilonitrilo- butadieno-estireno, poliamida, policarbonato, poliuretanos, resinas de epóxi ou de poliéster, SMC, mas o desenvolvimento de novos plásticos vai mudando o processo de fabrico, introduzindo na sua composição materiais e fibras naturais como reforço e substituindo-os pelos novos bioplásticos e biopolímeros.

PLÁSTICOS CONVENCIONAIS Os tipos de plásticos empregues na indústria automóvel podem classificar-se em três grandes grupos, segundo a sua reação à temperatura. Termoplásticos. Mostram grande capacidade de deformação e recuperação. Quando são aquecidos comportam-se de forma reversível

O Airbump do Citroën C4 Cactus amortece os pequenos impactos

à temperatura, pelo que são soldáveis e podem ser formados ou deformados com calor, tantas vezes quanto necessário, embora também possam ser reparados com cola. Os mais utilizados são o polipropileno (PP), polietilenos (PE), policloruro de vinil (PVC). Termoestáveis. São mais duros e quebradiços. Ao serem aquecidos excessivamente podem ser decompostos sem alterar a forma e por isso não se podem soldar porque carbonizam. A técnica de reparação são as colas. Há resinas de epóxi (EP) e resinas de poliéster saturado (UP). Elastómeros. Apresentam um

O NÚMERO DE PEÇAS FEITAS EM MATERIAIS PLÁSTICOS CONTINUA A AUMENTAR. SÃO MAIS LEVES, RESISTENTES E BIODEGRADÁVEIS

comportamento elástico, deformam-se facilmente sob o efeito de uma força externa e recuperam a sua forma quando aquela cessa. Reparam-se com colas e não podem ser soldados pois degradam-se quando recebem calor excessivo. O mais utilizado no setor automóvel é o poliuretano (PUR ou PU). Também se encontra o etileno-propilenodieno (EPDM) que se combina com o PP para dotar este de maior elasticidade e resistência ao impacto. Compósitos. Podem formar-se um quarto grupo com os compósitos ou materiais compostos, que são formados por dois ou mais materiais distintos sem que se produza uma reação química entre eles e utilizam no seu fabrico fibras sintéticas unidas com resinas, dando lugar a materiais de alta qualidade com baixa densidade, grande durabilidade e resistência. Trata-se de plásticos, geralmente resinas termoestáveis, reforçadas com algum tipo de fibra ou carga, como vidro, carbono ou kevlar. Um dos mais ABRIL 2015

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reparação

utilizados é o Sheet Molding Compound (SMC). Os primeiros habitáculos em fibra de carbono fabricados em série encontram-se no BMW i3 e i8. Estes habitáculos dispõem de arquitetura Lifedrive, composta por um módulo Life, o habitáculo fabricado completamente em plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP) e o módulo Drive de alumínio, que integra os componentes do chassis, do motor e da bateria de alta voltagem. Este material chega a ser tão resistente como o aço, sendo até 50% mais leve. Depois de vários anos de desenvolvimento, a BMW em colaboração com a SGL Automotive Carbon Fibres conseguiu este material para o fabrico em série. REPARAÇÃO A reparação de danos nos plásticos permite recuperar algumas peças do automóvel, ajudando a sustentabilidade do nosso meio ambiente. Os materiais plásticos tradicionais podem ser reparados através de várias técnicas diferentes, como a soldadura, a colagem, ou com grampos ou molas metálicas. São técnicas de reparação fáceis e rápidas que não requerem grande especialização e com as quais se conseguem reparações de qualidade. A reparação por soldadura consiste na união do material por aplicação de calor e um material de acrescento exterior de natureza idêntica à da peça. Uma vez alcançada a temperatura de soldadura por soprador de ar os materiais fundem-se e produz-se a união do material base da peça com o material exterior. Este método de reparação só é aplicável aos termoplásticos. A reparação por colagem consiste na união dos materiais por aplicação de uma cola ou

Reparação por soldadura

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adesivo que endurece depois de decorrido um determinado tempo de secagem. Este método de reparação é mais versátil que o anterior pois pode ser utilizado em todo mo tipo de plásticos. A reparação com grampos mecânicos consiste em aproximar e fixar as superfícies de uma greta ou fissura através da inserção de molas metálicas que dão resistência a uma união para posteriormente aplicar cola e obter um bom acabamento. TENDÊNCIAS DOS PLÁSTICOS As novas necessidades em matéria ambiental levaram ao desenvolvimento de materiais biodegradáveis ou de origem renovável como alternativa ao uso de materiais plásticos tradicionais. Os bioplásticos ou biopolímeros não são mais do que materiais duráveis e biodegradáveis provenientes de fontes renováveis, como os produtos vegetais, do óleo de soja ao milho ou fécula de batata, ao contrário dos plásticos tradicionais, que derivam do petróleo. Entre os requisitos solicitados a estes novos plásticos encontram-se as suas prestações mecânicas, a redução do peso, o isolamento, a resistência térmica ou a emissão de componentes voláteis responsáveis pelo aparecimento de odores no habitáculo. A solução adotada é a combinação dos materiais plásticos tradicionais com outros de origem natural. Deste modo os plásticos reforçados com fibras naturais como o linho, o cânhamo ou a juta são utilizados nas guarnições das portas, teto, mala e outras peças. As fibras naturais apresentam um conjunto de vantagens: são abundantes e económicas, têm peso reduzido, são

biodegradáveis e apresentam propriedades mecânicas e de isolamento, sendo o seu custo de produção menor e reduzindo-se as emissões poluentes durante a produção. Também se utilizam espumas de poliuretanos baseados em derivados de soja e polipropilenos reforçados com pasta de trigo, reduzindose o consumo de petróleo e as emissões contaminantes. Um dos principais problemas do plástico convencional são as emissões com efeito de estufa durante o seu fabrico. O bioplástico emite entre menos 0,8 e 3,2 toneladas de dióxido de carbono por tonelada que o plástico derivado do petróleo. Para além disso, permanece no meio ambiente durante séculos. os plásticos biodegradáveis, sendo fabricados com matérias primas orgânicas, podem ser eliminados no final da sua vida útil como resíduos orgânicos. Outra linha de desenvolvimento diz respeito aos nanomateriais. No caso dos plásticos trata-se de nanocompósitos, que são materiais de matriz polimérica melhorados com nanoreforços (nanofibras, nanotubos de carbono, nanóxidos metálicos, nanolâminas de grafeno, etc), com estes a conferiremlhes melhores propriedades, por exemplo na resistência aos riscos, absorção de radiação IR, estabilidade térmica e UV etc. CONCLUSÃO O número de peças de automóvel fabricadas em materiais plásticos continua a aumentar e as novas tendências seguem na direção de materiais mais leves, resistentes e biodegradáveis, ou que permitam a reciclagem para diminuir o seu impacto ambiental.

Reparação com colas


Citroën. Os segredos dos Airbump Quando parece que tudo está inventado, a Citroën aparece com os Airbump, uma proteção adicional para a carroçaria do novo C4 Cactus que junta desing, utilidade e tecnologia. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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Airbump é um elemento de design, integrado nos flancos do veículo que reforça o estilo do Citroën C4 Cactus ao mesmo tempo que protege a carroçaria das agressões do quotidiano. Trata-se de uma placa de plástico rígido e outra macia e conta com 10 patentes. O ar encapsulado entre as duas placas absorve e amortece os choques e permite proteger a carroçaria dos pequenos choques a velocidades inferiores a 4 km/h (carrinhos, as portas do veículo do lado, etc.). O material de que se compõe a placa macia do Airbump pertence à família dos termoplásticos de poliuretano alifático (TPU). É um material macio elástico, com uma qualidade excepcional, em termos de resistência e disponível em quatro cores: Preto, Dune, Chocolate e Cinza. O reforço do TPU com 1% de fibras de vidro permite obter um conjunto dimensional perfeito. A ligação entre as duas placas faz-se através de um processo mecânico exclusivo da Citroën. Os Airbump integram-se nas portas do C4 Cactus através de clipes de plástico, cuja garantia em termos de antivandalismo é assegurada por fixações apenas acessíveis do interior, sem necessidade de desmontagem do painel das portas de modo a facilitar as eventuais substituições. A escolha do material e o desenvolvimento da secção macia do Airbump baseou-se em várias exigências: a resistência a raios ultravioleta, às micro-rachaduras, a capacidade do material em deformar-se e, em seguida, retomar a sua forma original (regresso elástico) e a facilidade de limpeza. Para o efeito, foram realizados vários testes de

envelhecimento acelerado, de validação dos do regresso elástico a quente de modo a garantir a fórmula certa. Uma vez definido o material, o Airbump passou por uma série de testes de validação em termos de qualidade, como sejam a resistência aos raios solares e à temperatura, a resistência a qualquer tipo de líquidos, a arranhões e riscos. O Airbump não necessita de uma manutenção especial (apenas limpeza normal) e contribui diretamente para a redução de custos de assistência e reparação. Ao nível da reparação “os Airbump eliminam parcialmente a reparação/pintura em reparações “expresso” graças à eventual substituição do Airbump. Reduzem também a percentagem de pinturas de painéis de porta completos, pois a parte visível de pintura é reduzida em cerca de 60%”, explica a Citroën. Além disso, “a reparação de momento é praticamente nula, cingindo-se à limpeza com ingredientes específicos. As pequenas marcas de batidas de portas, desde que não envolvam arranque de matéria são assim resolvidas através da limpeza dos Airbump”. “A título de exemplo, o preço de pintura para a porta da frente esquerda é de 98,84€ + IVA, sendo a mão-de-obra de 0,50 centésimos de hora. Variando o valor da mão-de-obra com o valor praticado pelo Reparador, se considerarmos um valor médio de 25 euros, a reparação será de, aproximadamente 111,34€ + IVA, manifestamente inferior ao valor de repintura de uma porta com 20% de reparação de chapa, que é de aproximadamente de 150€ +IVA (correspondente a aproximadamente 6h de mão-de-obra).” Os responsáveis da Citroën explicam que

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10 NÚMEROS-CHAVE 50.000 horas de testes dentro de uma cabine de luz 3000 peças fabricadas na fase de protótipo 2013 Ano de produção da primeira peça em série 2011 Escolhido o desenho definitivo 2010 Ano de assinatura do acordo com a empresa Rehau para a produção dos Airbump 2007 A direção de design da Citroën desenha os primeiros esboços 50 pessoas fizeram parte do projeto Airbump desde 2009 40 kg de carga era o peso do carrinho de compras usados nos ensaios de resistência a impactos 20 milímetros mede a cavidade de cada Airbump 10 novas patentes registadas pela Citroën com o Airbump

desde que limpos com regularidade e com os ingredientes homologados pelo Grupo PSA, a sua durabilidade é idêntica à de uma pintura de origem. Esta peça está disponível apenas na rede oficial Citroën e será comercializada ao balcão para outras oficinas independentes. ABRIL 2015

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reparação

Filtros de habitáculo. Uma oportunidade para as oficinas É um trabalho simples, rápido e muito rentável pelo volume que este tipo de filtro, o que mais cresce atualmente, oferece. Saiba que argumentos usar para o vender e quais os erros a evitar para aumentar a rentabilidade da sua oficina. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

A

s marcas são unânimes: é um filtro cada vez mais valorizado pela sua importância na saúde dos ocupantes dos veículos. A tendência é que a exigência do mercado obrigue a uma blindagem cada vez maior do habitáculo do automóvel aos agentes agressores externos, numa altura em que crescem substancialmente as doenças respiratórias e alergias. Em

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Portugal, ainda é um componente menos valorizado do que devia, mas a tendência é a inversão desta tendência. É um produto acessível no valor e isso pode ajudar os técnicos da oficina a venderem este produto pela sua importância. É um produto de desgaste e com um grande potencial de negócio, pelo elevado volume já que, hoje, praticamente todos os carros contam com este filtro que deve ser

substituído uma vez por ano. Pedimos ajuda a cinco fabricantes de filtros que fornecem o primeiro equipamento e o aftermarket para que as oficinas tenham mais e melhores argumentos para fazer uma venda técnica e informada aos seus clientes. Qualquer um destes fabricantes gasta milhões de euros por ano em investigação, oferecem as últimas e mais eficazes tecnologias e garantem


um elevado grau de acompanhamento às oficinas, seja por cobertura, por serviço ou por formação e informação. POR QUE É IMPORTANTE? É um dos filtros onde a oficina tem mais argumentos para vender aos seus clientes. Porquê? “É o único filtro que protege o condutor e os ocupantes das particulas contaminantes e dos gases que existem no exterior do veículo durante a circulação do mesmo. A concentração destas partículas no interior do veículo pode chegar até 6 vezes mais que as existentes no exterior devido ao efeito túnel”, explica a UFI FILTERS. Para a SOGEFI, “a procura deste tipo de filtros está a crescer, uma vez que os condutores prestam cada vez mais atenção à saúde dos passageiros. Apesar de ser um filtro muito importante em países como a Alemanha ou Itália, em mercados como Portugal e Espanha ainda é um pouco subvalorizado”. Até porque, acrescenta a MANN-FILTER, “os nossos filtros de habitáculo são capazes de separar e reter até 99,8% das partículas”. Além disto, “é preciso sublinhar que estes filtros servem também para proteger as peças mecânicas que fazem parte do sistema de climatização”. A importância deste tipo de filtros é inegável, garante a DELPHI. “Para além das questões de conforto e de saúde, por exemplo, se um filtro de habitáculo não for trocado a cada 10.000 a 20.000 quilómetros ou, pelo menos, uma vez por ano, o volume de ar fresco que entra no interior do veículo vai descer drasticamente afetando a performance dos sistemas de aquecimento e de ar condicionado causando o embaciamento mais rápido dos vidros.” A segurança dos passageiros é um ponto também sublinhado pela BOSCH. “Por exemplo, um condutor com os olhos lacrimejantes e a espirrar coloca-se continuamente em perigo, aos seus passageiros e aos outros condutores. A 80 km/h, um condutor percorre aproximadamente 24 metros com os olhos fechados devido a um espirro e, quando o tráfego é intenso, conduzir com os olhos fechados é perigoso. Aqui, a função dos filtros de habitáculo é crucial uma vez que reduzem o pólen de forma eficaz. Adicionalmente, os filtros especiais com capas

de carvão ativo protegem também contra os cheiros e gases nocivos.” Pessoas com alergia, por exemplo, passam a conduzir de forma mais confortável. Mesmo na condução em túneis e engarrafamentos, o filtro proporciona um ar notavelmente mais puro dentro do carro. Os filtros de habitáculo são também representativos do negócio destes cinco fabricantes. Na UFI FILTERS representa já 10 a 12% nas vendas globais. Para a SOGEFI é um importante pilar do negócio europeu, com crescimentos a dois dígitos nos últimos anos. Na MANN-FILTER esta é a gama que mais cresce e no ultimo ano mais do que duplicou o seu peso, com tendência para manter o crescimento. A DELPHI, apesar de não revelar valores, sublinha o crescimento nos últimos anos e na BOSCH os filtros de habitáculo têm um peso de aproximadamente 20% do negócio dos filtros.

habitáculo. O facto dos veículos estarem atualmente a ser usados mais tempo vai fazer com que se assista a uma maior procura no aftermarket”. O envelhecimento do parque automóvel em países como Portugal acabou por “condicionar o comportamento do consumidor, provocar um atraso nas revisões dos veículos, uma menor quilometragem média e uma maior pressão no mercado pelo fator preço, ainda que, neste caso, por serem um componente mais acessível em termos de custos, a mencionada pressão foi inferior comparado com outros produtos de maior valor”, explica a BOSCH. Mas os consumidores têm estado cada vez mais atentos aos benefícios e segurança que o automóvel tem para lhes dar e, neste sentido, “as próprias oficinas e os seus clientes valorizam cada vez este produto em específico”, acrescenta.

EVOLUÇÃO Para a SOGEFI esta é uma linha de produto que vai continuar a crescer. “Já é a linha com o crescimento mais rápido nos filtros, com um crescimento anual de cerca de 10%, sobretudo por duas razões: a grande maioria dos carros novos estão equipados com ar condicionado e os condutores estão cada vez mais preocupados com a saúde dos passageiros”. A MANN-FILTER concorda com esta análise, até porque “a concentração de poeiras e substâncias contidas no ar dentro de um veículo é seis vezes maior do que na rua, isto, a juntar à proliferação das alergias e doenças respiratórias. O resultado foi a necessidade de obter soluções para a sociedade e hoje este é um tipo de filtro usado de série em todos os veículos, incluindo os pesados”. É por isso que, acrescenta a DELPHI, “atualmente mais de 70% de todos os veículos europeus estão equipados com filtros de

INOVAÇÃO A procura cada vez maior e a importância crescente deste tipo de filtros, faz com que a inovação esteja também presente. Por exemplo, explica a MANN-FILTER, no mercado asiático já se comercializam os filtros de habitáculo de três etapas. “Na nossa gama além dos filtros de uma etapa (retenção de partículas) CU, e dos de duas etapas ou filtro combinado de carvão ativo (partículas e gases nocivos) CUK, já estão disponíveis os fitros de três etapas (FreciousPlus), que acrescentam aos dois anteriores uma terceira capa de polifenóis para atuar diretamente aos alergénios causadores da maioria das nossas alergias”. Para a empresa alemã, os filtros de habitáculo, juntamente com os filtros de combustível, vão-se tornar os mais evoluídos de toda a gama de filtros que estão presentes num veículo deivo a uma exigência de retenção de partículas próxima de 100% e à eficácia da filtragem de separação de partículas extremamente pequenas com tamanhos a rondar 1 mícron. Também a SOGEFI tem dois tipos de filtros neste momento disponíveis para o aftermarket. O filtro de pólen “pára” partículas maiores do que 40 mícron, incluindo bactérias, pólenes e gases de escape. Já os filtros de carvão ativado não deixam passar qualquer partícula, tal como cheiros e odores. “Além

QUALQUER UM DESTES FABRICANTES GARANTE UMA COBERTURA DO PARQUE AUTOMÓVEL CIRCULANTE NA EUROPA ACIMA DOS 95%

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reparação

disso, estes filtros reduzem a maior parte da concentração de gases nocivos que costumam provocar dores de cabeça e tosse. O avançado design destes filtros inclui três camadas: uma de carvão ativo é colocada entre duas camadas de fibra não-tecido”. Para a SOGEFI a evolução é constante, seja nos meios filtrantes, materiais, acústica, impacto ambiental e custos de produção. Além disso, o grupo italiano apostou, no ano passado, numa nova embalagem transparente para os seus filtros de habitáculo pra reduzir o impacto ambiental e o processo logístico. Já este ano foi a vez das novas etiquetas para uma informação mais clara e direta para as oficinas. As tendências para o futuro apontam para “grandes desafios relacionados com o ambiente, mas também com a redução dos compartimentos do motor ou a posição mais estreita dos filtros nos veículos”. Para a BOSCH, um dos segredos do seu bom desempenho na área dos filtros é a constante ampliação de gama. Tal como os seus concorrentes, o tempo entre a comercialização de um automóvel novo e a disponibilidade dos filtros para o aftermarket é cada vez mais pequeno. Além das questões técnicas, para o grupo alemão, uma das chaves passa pela “formação profissional e sensibilização para a manutenção automóvel, com uma ajuda ao profissional tanto a nível de divulgação dos argumentos à substituição como nas instruções de montagem às oficinas.” Para o futuro, a BOSCH acredita que “o caminho passa pela constante investigação e desenvolvimento da melhoria contínua deste tipo de produtos. Atualmente, a marca alemã encontra-se a trabalhar em fibras com tratamentos especiais aplicadas no material

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filtrante com vista a reduzir ainda mais os riscos de doenças respiratórias/alergias. Por outro lado, também estamos focados no uso de colagens ultra resistentes que aumentam a estabilidade do filtro e o rendimento de filtragem.” Apesar de tudo, a evolução técnica nestes produtos não é tão grande como noutros produtos do setor automóvel. Para a UFI FILTERS, “o filtro de habitáculo inovou pouco desde a sua criação. Os primeiros filtros foram construídos em sintético nonvowen meio filtrante (composto sem tecido). Estes só nos protegiam das partículas sólidas de diâmetro compreendido entre 1 e 14 mícron. Posteriormente chegaram os filtros de partículas nonvowen combinados com carvão ativado. Estes filtros servem para filtrar as partículas sólidas mencionadas anteriormente e os gases que existem na atmosfera que respiramos e que são altamente tóxicos.” Além do meio filtrante, foram também adicionados suplementos químicos sobre os meios de filtração para permitir remover as bactérias causadoras de mau odor e mofo retidos no filtro. Por isso, o que podemos esperar da inovação futura nesta área é “maior conforto e bem-estar. Mas a real proteção

É UM PRODUTO DE DESGASTE E COM UM GRANDE POTENCIAL DE NEGÓCIO JÁ QUE DEVE SER SUBSTITUÍDO UMA VEZ POR ANO

sempre nos será dada pelos meios filtrantes de carvão ativado produzido com base nonvowen e as fibras sintéticas.” Para a DELPHI o futuro vai trazer tecnologias cada vez mais avançadas nos filtros de habitáculo que vão trazer maior eficácia na filtragem das partículas ultrafinas. “As novas tecnologias vão ter a capacidade de, simultaneamente, reduzir a acumulação de dióxido de carbono exalado pelos passageiros bem como das referidas partículas ultrafinas.” NEGÓCIO PARA A OFICINA Com uma importância cada vez maior e com as vendas a mostrarem um forte crescimento nos últimos isto representa mais negócio para a oficina, que tem de vender cada vez melhor este serviço. A DELPHI refere que “os filtros de habitáculo são, muitas vezes, vistos pelos condutores como sazonais e um elemento apenas de conforto, que traz alguns desafios para a sua venda por parte das oficinas. Porém, a necessidade de um filtro em boas condições dura o ano todo, uma vez que o pólen está no ar da primavera até ao outono e, no verão, há uma grande concentração de ozono. Além disso, no inverno, os vidros embaciam muito facilmente se a qualidade do ar é pobre. Por todas estas razões, sublinhando as preocupações com a saúde, há uma oportunidade para os técnicos na oficina aconselharem os condutores para a importância de trocar regularmente estes filtros, além de ajudarem a prolongar a vida útil dos sistemas de climatização”. Para a BOSCH, “a oficina deve encarar o filtro de habitáculo como um dos componentes mais importantes na área da manutenção automóvel. A substituição


regular deste componente, embora discreto, é muito importante. As oficinas e mesmo os consumidores devem encará-lo como um bom investimento na saúde de toda a família (ocupantes) devido aos benefícios associados e ao seu custo moderado.” Para o grupo alemão, é muito importante o facto de “além das peças, disponibilizamos às oficinas serviços como informação técnica, equipamentos de autodiagnóstico, formação técnica e apoio de hotline técnica”. A MANN-FILTER refere que “os filtros de habitáculo são, por norma, a gama de filtros com uma menor taxa de reposição nas oficinas independentes, sendo por isso uma oportunidade de negócio com potencial. A MANN-FILTER recomenda a mudança dos filtros de habitáculo nas manutenções periódicas ou anualmente, uma vez que a acumulação de sujidade nos filtros é nociva para o condutor e acompanhantes no veículo.” Por tudo isto, para a UFI FILTERS, na oficina esta deve ser vista como “uma oportunidade de gerar negócio, e sobretudo, ganhar a confiança dos clientes. Afinal, este é o único filtro que protege a saúde do condutor e dos seus ocupantes. Infelizmente, não existem possibilidades para mudar e melhorar a nossa saúde, a não ser pela prevenção, por isso podemos contribuir com a correta utilização dos filtros de habitáculo, para uma melhor qualidade do ar que respiramos no interior do nosso veículo.” A estes argumentos a SOGEFI acrescenta que, “apesar de num mercado competitivo, muitas vezes o preço ser um ponto muito valorizado, as oficinas devem também valorizar o apoio que os fabricantes lhes dão, seja com a cobertura da gama, a rapidez de entrega, investimento em pesquisa e desenvolvimento, garantias, nível de serviço, mas também a formação, a informação e a facilidade de montagem de cada filtro. Por exemplo, nas embalagens temos sempre um código QR em cada embalagem que remete diretamente para as instruções de montagem”. Qualquer um destes fabricantes garante uma cobertura do parque automóvel circulante na Europa acima dos 95%, permitindo que, qualquer um que seja o fornecedor escolhido pela oficina, este acaba por ser um parceiro global.

ERROS A EVITAR: CONSELHOS DOS FABRICANTES

BOSCH O melhor momento para mudar este tipo de filtros é na primavera porque até aí o filtro de habitáculo funciona sob elevada humidade e, por outro lado, o sistema de filtragem deve ser particularmente eficaz no início da temporada do pólen. Nos serviços de recarregamento do gás do ar condicionado a mudança do filtro de habitáculo também deve ser tida em conta. Se a mudança não acontecer durante estes períodos especiais, a oficina deve sempre ter o cuidado de atuar nas revisões de manutenção normais do veículo. A Bosch recomenda a mudança dos filtros para o habitáculo numa oficina a cada 15.000 quilómetros ou, pelo menos, uma vez por ano. Para promover esta mudança a Bosch tem atualmente a decorrer uma campanha dentro no programa de fidelização eXtra que premeia as atividades conjuntas entre a venda das nossas máquinas de ar condicionado e a aplicação de filtros de habitáculo Bosch.

DELPHI Um dos erros mais comuns acontece durante a troca dos filtros. A tendência atual é trocar estes filtros na primavera para ajudar o sistema de climatização a operar de forma eficaz no verão. No entanto, nesta altura do ano o ar é particularmente pesado com pólenes e poluentes. Assim, o mau desempenho dos filtros sente-se

no inverno quando os vidros frios não conseguem ser limpos pelos ventiladores e a performance de aquecimento diminui.

MANN-FILTER Continua a existir muita gente que não dá a importância devida ao filtro de habitáculo e não procede à sua substituição seguindo as instruções dos fabricantes que recomendam a troca aproximadamente a cada 15.000 quilómetros ou a cada ano. Não trocar o filtro dentro destas recomendações vai trazer maus odores no interior do habitáculo além desta falha favorecer a proliferação de fungos e bactérias, uma vez que o filtro está colocado na zona da climatização. Da mesma forma, um filtro obstruído vai dificultar a correta ventilação do habitáculo com consequências tais como o embaciamento dos vidros, dores de cabeça para os ocupantes e fadiga para o condutor.

SOGEFI A substituição dos filtros de habitáculo é, regra geral, um trabalho fácil e rápido e deve ser feito uma vez por ano. No entanto, devido ao espaço reduzido dos órgãos mecâncios do veículo, em alguns casos a posição do filtro de habitáculo requere mais atenção e cuidado. Isso são questões resolvidas no primeiro equipamento e beneficiam o aftermarket. Um bom exemplo disso são os filtros

Purflux AHC207, CoopersFiaam PCK8128, Fram CFA9691 e Tecnocar EC411, que equipam os Renault Clio e Modus, Nissan Micra e Note, Dacia Logan e Sandero. O meio filtrante é incorporado num invólucro de plástico elástico, com material de flexão reversível. Devido à dificuldade de acesso ao filtro, este design permite uma montagem e desmontagem mais fácil. Entre os problemas mais comuns nas oficinas estão o facto de o mecânico não entender, por vezes, o processo de desmontagem e montagem do filtro; resíduos do sistema não terem sido perfeitamente removidos; erros de identificação da referência do filtro; o filtro não estar encaixado de forma perfeita; e ruídos e fugas não serem bem verificadas depois de uma substituição.

UFI FILTERS Os erros mais comuns são as formas de tentar limpar os filtros de habitáculo, através de limpeza com ar comprimido, por forma a retirar a sujidade acumulada. Com este tipo de ação, a única coisa que estamos a conseguir é apenas desfazer as fibras e com isto, permitir que as particulas nocivas penetrem através do respectivo filtro, chegando ao interior do veículo sem que sejam filtradas. O filtro de habitáculo deve ser substituído todos os anos, especialmente no início de cada primavera, ou então a cada 12.000 km/ 15.000 km como máximo.

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reparação

REPARAÇÃO

À sua maneira. Diferenças entre os espectrofotómetros dos principais fabricantes No tratamento da informação radicam as diferenças entre os espectrofotómetros dos fabricantes. Os resultados de cada leitura são diferentes em função do programa de gestão de cada fabricante. Mostramos as particularidades que distinguem os principais espectrofotómetros do mercado. TEXTO ÁNGEL GONZÁLEZ-TÁBIAS SASTRE

PARCERIA

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Espectrómetros distintos

O

programa de gestão do espectrofotómetro determina como as suas leituras são exibidas. Alguns apresentam o desvio ou o ajuste e formato tipo semáforo. Nestes casos, o semáforo verde revela uma cor da própria base de dados; se o semáforo está amarelo, as cores incluídas na base de dados, que poderiam ter certa semelhança,

denotam um certo afastamento em relação ao que se lê (nestas circunstâncias a recomendação, regra geral, é a aplicação de um esbatido). Quando o semáforo mostra uma cor vermelha, as cores selecionadas na base de dados são pouco parecidas com o que é lido e obrigam a retocar a cor da fórmula. Outros espectrofotómetros apresentam

estes desvios com valores numéricos, com números inteiros e decimais. Para cada nível de acabamento estabelece-se um intervalo diferente de aceitação da leitura face á fórmula incluída na base de dados. Noutras aplicações, combina-se este valor numérico com a designação de estrelas para exibir graficamente qual é a que melhor se ajusta.

MODO DE ATUAÇÃO DOS ESPECTROFOTÓMETROS COMPARA 1º LEITURA PROPORCIONADA PELO ESPECTROFOTÓMETRO

2º FÓRMULA INCLUÍDA NA BASE DE DADOS

Sistema de informação do desvio através de valores numéricos inteiros, o zero é o valor que melhor se ajusta.

DEFINE O DESVIO

▶ 3º PROGRAMA DE GESTÃO

INFORMAÇÃO

4º LISTA DE CORES INCLUÍDAS NA BASE DE DASDOS QUE MELHOR SE AJUSTAM À LEITURA

Leitura realizada por um programa de gestão que proporciona a informação do desvio ou ajuste, através de semáforos.

Sistema que combina os semáforos com a designação de valores numéricos

Sistema que proporciona o desvio através de valores numéricos combinados com um número de estrelas: 3 estrelas: melhor fórmula 2 estrelas: fórmula correta 1 estrela: fórmula razoável

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reparação

FABRICANTE

DENOMINAÇÃO

PROGRAMA DE GESTÃO (SOFTWARE)

Cromax

ChromaVision

Color Quick

Standox

Genius

Standowin Advanced

Spies Heckar

Color Dialog

CR Plus

Glasurit

Ratio Scan II

Profit Manager

RM

Color Tronic 2

Shop Master

Lesonal

Color Checker

Color Checker

PPG

Rapid Match

Paint Manager

Nexa Autocolor

Rapid Match

Paint Manager

Max Meyer

Rapid Match

Paint Manager

iFex

Fórmula Express

Sherwin Williams

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ESPECTROFOTÓMETRO


FABRICANTE

DENOMINAÇÃO

PROGRAMA DE GESTÃO (SOFTWARE)

Sikkens

Automatic 3 (AM3)

Mixit Pro

Valspar

Valspar

Valspar

Octoral

Valspar

Coins

DeBeer

Valspar

ICRIS

Sonne

Valspar

Sics

PUBLICIDADE

ESPECTROFOTÓMETRO


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reparação PLANO DE MANUTENÇÃO PROGRAMADA MARCA, MODELO E VERSÃO PRAZO/ QUILOMETRAGEM CARACTERÍSTICAS VEÍCULO

SKOOCT0425A: SKODA OCTAVIA BREAK 1.6 TDI 110 GREENLINE 5P 48/120000

POTÊNCIA (CV)

110

CILINDRADA (CC)

1598

EURONCAP 40/20/40 CO2 85 TRANSMISSÃO MANUAL CAIXA DE VELOCIDADES

5 VELOCIDADES

CARROÇARIA CARRINHA

Manutenção. Skoda Octavia Break A nova geração da Skoda Octavia mantém uma aposta clara no espaço a bordo e também na boa relação entre preço e qualidade. Resta saber quanto custa a manutenção programada. PARCERIA

A

carrinha Skoda Octavia continua a ser uma das mais espaçosas do seu segmento, partilhando boa parte dos seus componentes com a Volkswagen Golf Variant e a Seat Leon ST. Espaçosa e bem equipada é uma ótima proposta para quem precisa de espaço. O motor 1.6 TDI de 110 CV é o preferido para o modelo da marca checa. Analisamos os custos de manutenção programada para 120.000 quilómetros ou 48 meses de utilização. A maior fatia dos custos de utilização fica a cargo dos pneus. As dez unidades previstas, na medida 205/65R16H, têm um preço de 1672,48 euros. A este valor é necessário somar as equilibragens (76,60€), os alinhamentos de direção (45€) e as válvulas (25€). A parcela seguinte é a dos custos com peças de desgaste, que perfazem um total de 1510,96 euros. A maior fatia fica a cargo das pastilhas da frente (532,18€), seguidas das escovas limpa para-brisas da frente

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(284,86€), dos discos da frente (185,65€), das pastilhas traseiras (165,06€) e dos discos traseiros (137,54€). O orçamento contempla ainda 100 euros para o carregamento do ar condicionado, 67,99 euros para as escovas limpa para-brisas traseiras e 37,68 euros para o líquido de travões. As revisões são responsáveis por 1143,65 euros do custo total de manutenção. O óleo é a parcela mais onerosa, num total de 581,07 euros para quatro trocas de óleo especial, com um total de 4,6 litros em cada operação. No que diz respeito aos filtros, o total para os quatro tipos (óleo, ar, pólen e combustível) é de 249,84 euros. A mão-de-obra acrescenta um custo de 312,74 euros. O custo total da manutenção programada para a Skoda Octavia Break é de 5022,77 euros. Este valor representa 4,19 euros por cada 100 km percorridos ao longo deste período, um valor ligeiramente acima dos principais concorrentes.

VALOR N.º SUBSTITUIÇÕES

REVISÕES

1.143,65 €

MÃO-DE-OBRA

312,74 €

[8,3]

ÓLEO

581,07 €

[4]

CAPACIDADE DO CARTER (LITROS)

4,6

TIPO DE ÓLEO

ESPECIAL

FILTRO DE ÓLEO

42,04 €

FILTRO DE AR

45,44 €

[2]

FILTRO DE PÓLEN

88,32 €

[4]

FILTRO DE COMBUSTÍVEL

74,04 €

[2]

VELAS

0,00 [0]

[0]

[4]

DESGASTE

1.510,96 €

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS FRENTE

284,86 €

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS TRAS

67,99 €

[2]

PASTILHAS FRENTE

532,18 €

[4]

PASTILHAS TRAS

165,06 €

[2]

DISCOS FRENTE

185,65 €

[1]

DISCOS TRAS

137,54 €

[1]

LIQUIDO DE TRAVÃO

37,68 €

[2] [0]

[4]

EMBRAIAGEM

- €

CARGA AR CONDICIONADO

100,00 €

[1]

ESCAPE

- €

[0] [0]

BATERIA

- €

AMORTECEDOR FRENTE

- €

[0]

AMORTECEDOR TRAS

- €

[0]

BOMBA AGUA

- €

[0]

FILTRO PARTICULAS

- €

[0] [0]

TAREFAS EXTRA

- €

AVARIAS

- €

[0]

ELÉCTRICAS

- €

[0] [0]

TOTAL

- €

PNEUS

1.819,08 €

PNEUS FRENTE

205/65R16H

PNEUS TRÁS

205/65R16H

PNEUS

1.672,48 €

ALINHAMENTO DE DIRECÇÃO

45,00 €

[10] [3]

EQUILIBRAGEM

76,60 €

[10]

VÁLVULA

25,00 €

[10]

OUTROS

549,08 €

IPO

27,00 €

INFLAÇÃO

522,08 €

AJUSTES

- €

CUSTOS DE MANUTENÇÃO TOTAL

5.022,77 €

/100 KMS

4,19 €

COMBUSTÍVEL * VALORES SEM IVA


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Zenesis. “A marca Z aposta na qualidade”

Apresentada no último salão de Essen, a marca “Z” está à procura de distribuidores em Portugal. A nova chancela do grupo Zenesis, detentor das insígnias West Lake e “T”, assume uma postura europeia, e quer atrair clientes e parceiros pela premissa da qualidade. Durante a apresentação à imprensa na feira de Madrid, a TURBO OFICINA falou em exclusivo com Juan Orenalla, responsável da Zenesis pela região da Península Ibérica. TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES

O

foco é aproximar-se das marcas premium, mas não competir diretamente com elas. Há um espaço no mercado que a Zenesis quer aproveitar através de um pneu de baixocusto, embora longe de ser low-cost na qualidade. A gama “Z” dará corpo a toda a oferta de uma marca que irá focar-se exclusivamente na Europa, mesmo que o seu fabrico seja proveniente da China, tal como as restantes insígnias da Zenesis. Para atrair clientes e distribuidores, a Zenesis aposta na diversidade e durabilidade dos seus produtos, mas também na sua rapidez. O mesmo é dizer que os pneus “Z” terão índice de velocidade “Y” e não “W”. Irá surgir com uma gama completa para ligeiros e pesados, e está já a preparar uma linha “run-flat”. No jantar de apresentação que decorreu em Madrid, por ocasião da mais recente feira de aftermarket, Juan Orellana — General Manager da Zenesis para Portugal e Espanha — deixou claro que esta era uma marca criada especificamente para suportar as estradas do continente europeu e que Portugal é extremamente importante nesta estratégia, pelas suas ligações às ex-colónias e por ser um mercado de “três milhões” de pneus. Qual a estratégia europeia da Zenesis? Queremos gerar um valor acrescentado no setor e, mais do que um fabricante, ser um aliado. Embora sejamos construtores, queremos ser parte do negócio com os nossos parceiros. Com o conhecimento que eles nos trazem da sua influência e com o que nós podemos entregar sendo conhecedores do mercado penso que conseguiremos gerar rentabilidade para ambas as partes. Como surge a marca “Z”? A marca responde a uma lacuna de mercado. Através de um estudo realizado e auditado chegámos à conclusão de que competimos com as marcas premium (Bridgestone, Michelin, Pirelli, Continental, Hankook,

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Yokohama) e que 60 por cento das suas vendas se centravam nas jantes de 17, 18 e 19 polegadas, o que não é fácil de conseguir em marcas preço. Daí a aposta da Zenesis em oferecer a “Z” nas medidas de 15’ a 20’ nos ligeiros e de 17’ a 21’ nos SUV/4x4 como um valor acrescentado aos distribuidores dentro do seu negócio. Na sua opinião, qual é a grande vantagem da marca “Z”? De há uns anos para cá, o setor está a ser dominado pela confusão. Os fabricantes e as empresas que surgem no mercado oferecem a sua gama de produtos, mas depois o mesmo fornecedor não tem uma continuidade, não dá um valor acrescentado como a proteção do cliente. Ao final do dia, o cliente desencanta-se e acaba por ir à procura de outras soluções. Digamos que o nosso valor acrescentado é proteger o cliente — para nós isso é o principal — e dar-lhe um produto que controlamos desde a origem, evitando assim essa confusão que existe no mercado, em que se pode conseguir o mesmo produto por outros canais a um preço que, no fundo, acaba por distorcer a marca. A base da Zenesis é a qualidade, o preço ou ambos? É um meio-termo entre preço e qualidade. Se é certo que a marca “T” é um meio-termo na relação preço/qualidade — aí queremos dar-lhe um valor mais de preço com uma qualidade aceitável —, no caso da marca “Z” apostámos numa relação mais de qualidade do que preço. A West Lake, por exemplo, também cumpre perfeitamente com as exigências do fabricante, mas o que procuramos é cumprir 100 por cento daquilo que um fabricante em reposição busca e aí entra a “Z”. Que tipo de gamas existirão em Portugal? Em Portugal, em principio, vamos trabalhar da mesma forma que em Espanha e na Europa. Vamos disponibilizar sempre as mesmas gamas, mas o que pode acontecer é que em Portugal talvez possamos apostar mais na imagem de um parceiro que nos represente no vosso país. Em Espanha, isso é mais complicado, e daí utilizarmos vários

“QUEREMOS GERAR UM VALOR ACRESCENTADO NO SETOR E, MAIS DO QUE UM FABRICANTE, SER UM ALIADO” JUAN ORELLANA

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CONTACTOS ZENESIS RESPONSÁVEL JUAN ORELLANA E.MAIL jorellana@zenises.com INTERNET www.zenises.com

TRÊS PROPOSTAS Além da nova marca “Z”, o Grupo Zenesis tem nas suas fileiras as insígnias West Lake e “T” (na imagem)

interlocutores com uma mesma marca. Até agora, em Portugal, estamos a utilizar um único interlocutor por marca em todo o país. Também é um mercado mais pequeno. Que parceiros tem neste momento no nosso país? Em Portugal trabalhamos com dois distribuidores. Um é a SPO — Sociedade de Pneus do Oriente, com a qual promovemos desde há dois anos a marca West Lake, e o outro é a Distrityres, com quem trabalhamos a marca “T” desde 2014. A verdade é que estamos satisfeitos com o trabalho que têm vindo a realizar. Podem vir a trabalhar a marca “Z”? Não. Além de serem canais distintos, seria vender o mesmo com outro nome. Lançamos a “Z” no final de 2014 e agora estamos em conversações e negociações com outros possíveis distribuidores. Qual a prioridade para 2015? Aumentar o prestígio do Grupo? Precisamente. Criar valor com maior disponibilidade, mais modelos e medidas para cobrir numa percentagem mais elevada a procura do mercado, tanto com a West Lake como a “T”. Com a “Z”, vamos dizer que as medidas que começamos com esta marca equivalem a 50 por cento das procuradas pelo mercado. Estamos conscientes de que é uma marca com mais particularidades na sua

gestão, mas que pode igualmente trazer um valor acrescentado para aquelas empresas que, por exemplo, com as marcas West Lake ou “T” entendiam que estas, ao incluir a maior parte das medidas do mercado, poderiam canibalizar outras marcas com as quais vinham trabalhando. Já a “Z” pode assumir-se como mais uma oferta desse distribuidor à sua rede com um produto que cumpre as exigências do fabricante, reforçando, dessa forma, a sua presença. Sempre com enfoque na alta performance? Sim. Embora o mercado considere que quando o produto vem da Ásia tem de ser económico, queremos, mais uma vez, entregar qualidade antes do preço. É um pneu mais de qualidade, um segmento em que não é fácil a canalização do mercado porque concorre com a ameaça das marcas premium. Mas sabemos que naqueles distribuidores que trabalham com uma marca que não é do nosso grupo, mas que ainda assim necessitam de aumentar o perfil da sua gama, a “Z” encaixa perfeitamente e pode ser complementada com qualquer fabricante. A classificação da etiqueta da “Z”, tanto para molhado como para a travagem, é talvez uma das melhores que se podem encontrar num fabricante asiático e até quando comparada com algumas marcas premium. 80 por cento da gama é BB, mas iremos desenvolver novos modelos, não só “run flat” mas também para o segmento das altas prestações, o que significa que iremos melhorar a classificação no molhado — será A. Esse é o valor acrescentado que queremos dar à marca. Quando queremos vender a um distribuidor ou a uma empresa um produto pela qualidade, esta tem de ser justificada. Algo que nós podemos conseguir como fabricantes, como parte do negócio. Onde são fabricadas as marcas do grupo Zenesis? São todas produzidas na China, mas em unidades fabris distintas. Qual a importância do mercado português? É um mercado de mais de 3 milhões de pneus, que, se somarmos as antigas colónias como Angola ou Moçambique, tem um potencial enorme para a Zenesis.

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pneus

Dispnal Pneus. Revelado novo piso Toyo

FOI NOTÍCIA QUE... … a Firestone vai estrear-se no segmento dos pneus para todas as estações. O novo pneu chama-se, apropriadamente, Multiseason, e tem chegada ao mercado prevista para junho deste ano. Serão nove as medidas disponíveis, devendo mais 16 medidas ser lançadas em 2016, todas para as jantes de 13” e 16”.

A

distribuidora portuguesa da Toyo tem em comercialização um novo piso para o pneu Proxes T1Sport Plus, modelo do fabricante asiático que tem classificação A em todas as dimensões no que respeita a aderência em piso molhado. Desta forma, a Toyo advoga uma condução segura e precisa a alta velocidade em piso molhado, com um rápido tempo de resposta de travagem. Estes resultados são conseguidos através da utilização de uma combinação melhorada do polímero Super Ativo e sílica, garantindo, além desta melhor aderência em piso molhado, uma grande resistência ao desgaste, o que resulta numa alta quilometragem.

MICHELIN. CROSSCLIMATE EM MAIO Em maio chega ao mercado o Michelin CrossClimate, o pneu de verão do fabricante francês que está homologado para utilização no inverno.

TEIXEIRA E CHORADO. NOVO PRODUTO PARA TPMS O LED Pressure Alarm é um novo sensor de monitorização da pressão dos pneus. Trata-se de um sensor de fácil instalação, que se enrosca na válvula, como se de uma carrapeta normal se tratasse. A diferença é que esta tem um sensor que monitoriza a pressão do ar no interior do pneu, além de um sistema que se calibra automaticamente à pressão aplicada no pneu, fazendo ainda a compensação automática da variação da temperatura ambiente, para evitar falso alarme. O funcionamento é simples: quando a pressão do pneu baixa 400 g, a membrana em aço especial faz contacto com o contactor e a eletricidade da pilha alimenta o LED. O sensor vai sofrer as mesmas variações de temperatura do pneu e a pressão memorizada no canal de referência também. A câmara de referência recalibra-se sempre que é montada novamente.

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A Michelin anunciou a introdução no mercado europeu do CrossClimate, um pneu de verão homologado para utilização no inverno. Com chegada prevista para maio, este novo pneu mistura tecnologia para pneus de verão e de inverno, proporcionando um elevado nível de segurança em qualquer estação do ano. Através destas tecnologias, a Michelin anuncia uma curta distância de travagem em seco e classificação A para a travagem em piso molhado. Ao mesmo tempo, está homologado para uso no inverno com a classificação 3PMSF (3 Peaks Mountain Snow Flake), incluindo em países onde é obrigatória a utilização de pneus de inverno.

NANKANG. NOVOS PISOS A Nankang tem agora dois novos pisos para os seus pneus NA-1 e HA-858. As novas características do NA-1 reduzem a resistência ao rolamento, apesar de as melhorias na construção permitirem um maior contacto do pneu com a estrada. Além disso, as ranhuras na parte lateral do pneu reduzem o nível de ruído e o padrão da parte central do pneu melhora o nível de drenagem. O HA-858 é um pneu comercial cujos quatro rasgos melhoram o nível de drenagem e melhoram a aderência do pneu em piso molhado. A estrutura do pneu foi reforçada para proporcionar uma maior durabilidade e os rasgos múltiplos laterais, juntamente com os rasgos centrais, minimizam a probabilidade de permanência de detritos no pneu, aumentando a durabilidade e reduzindo os custos de manutenção.

… a Aeolus deu a conhecer os novos elementos da gama Ace Series 2, os PrecisionACE2 e SteeringACE2. Os novos produtos vão completar a gama existente de pneumáticos de performance da marca. O PrecisionACE2 estará disponível entre as medidas 16”/60 e 19”/35, tendo a sua qualidade sido certificada pela TÜV. No verão chegará o SteeringACE2. … a Nokian Tyres anunciou o lançamento de uma nova gama de pneus para todas as estações que terminará com as mudanças sazonais de pneus. A nova gama apelida-se Weatherproof. Para os ligeiros estarão disponíveis medidas entre as 13 e 18 polegadas; os SUV contarão com as medidas 16 a 18 polegadas. … a Pirelli manteve o primeiro lugar entre os fornecedores de pneus para equipamento original dos modelos premium e de prestígio, com um total de 1846 homologações em todo o mundo, um valor 6% mais elevado do que o conseguido em 2013. … a Kumho Tyre acaba de nomear Charles Kim para o cargo de presidente europeu. Kim possui um vasto conhecimento do mercado, fruto do tempo que passou como diretor de marketing para a Europa e da sua vasta experiência de 24 anos com a Kumho. … a Dispnal Pneus deu mais um passo na sua política de melhoria de serviço para os seus clientes, depois de dar início, em março, à entrega bi-diária de pneus nos distritos de Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Viseu e Leiria. Para o resto do país mantêm-se as entregas diárias. A empresa de Penafiel garante assim uma mais rápida entrega dos pneus das várias representações que tem atualmente, sendo as mais fortes a Toyo, a Nankang, mas também a Continental, a Ling Long, a Avon ou a Petlas, entre outras.


O opinião

A alteração na cobrança coerciva de taxas de portagem Vivemos tempos em que, por diversas razões, nos deparamos, a cada passo, com uma maior intervenção e presença do Estado nas nossas vidas e, na verdade, nem sempre pelas melhores razões.

A MIGUEL RAMOS ASCENÇÃO ADVOGADO

Todos os meses abordaremos neste espaço assuntos de natureza jurídica que julgamos relevantes para a atividade da reparação e manutenção. Se tiver dúvidas ou situações específicas, por favor envie-nos um email para: oficina@turbo.pt indicando que se trata de um pedido de esclarecimento de natureza jurídica. O autor desta crónica escreve de acordo com a antiga grafia

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ABRIL 2015

cobrança coerciva de taxas de portagens tem sido um assunto que, quer pela forma processual adoptada, quer pela evidente utilização de recursos e prerrogativas públicas na cobrança de dívidas privadas e no valor das penalizações aplicáveis, tem gerado e alimentado enorme discussão. A controvérsia incide sobre a legitimidade da forma do processo, dos valores cobrados e sobre os seus efeitos provocados: situações aflitivas em que têm apanhado de surpresa milhares de contribuintes. Fazendo um pequeno resumo das circunstâncias actuais, dir-se-ia que com a entrada em vigor da muito criticada Lei n.º 25/2006, de 30 de Junho, e das suas sucessivas alterações, foi posto em prática um esquema segundo o qual - e com o auxílio indispensável da máquina fiscal - se permitiu que dívidas por falta de pagamento de taxas de portagens fossem convertidas em dívidas de natureza fiscal. Consequentemente, deu-se origem a inúmeros processos de execução fiscal que tiveram por base processos administrativos a contribuintes cujo primeiro contacto que tiveram com o processo foi, muitas vezes, através da notificação do processo de execução fiscal. A acrescer a este estranho facto de a máquina fiscal (pública) servir de plataforma de cobrança de dívidas a entidades privadas, como é o caso das concessionárias das autoestradas, tornou-se absolutamente chocante o facto de cada passagem dar origem a um processo autónomo o que significa que, não raras vezes, entre o valor de portagem devido e o valor que está a ser executado, pode estar em causa um valor 500 vezes superior ao valor inicial. Ora, multiplicando este formalismo por diversas passagens, concluímos estar em causa um volume de dívida insuportável para o utente de auto-estrada. Sensíveis ao problema e às situações

profundamente injustas e de enorme angústia que o cenário actual gera, os grupos parlamentares dos diversos partidos com assento na Assembleia da República, discutiram e aprovaram na generalidade um projecto de lei que visa de alguma forma dar resposta e soluções aos efeitos nefastos da aplicação do regime legal actualmente em vigor. Como ponto de partida, o diploma, já aprovado, que ainda há-de ser discutido na especialidade, prevê a necessidade de agregar num único processo as infracções decorrentes das várias passagens não pagas por forma a impedir que a cada uma delas dê origem a um processo autónomo, com respectivas multas e taxas processuais inerentes. Por outro lado, ficou também estabelecida a necessidade de dotar os processos de um esquema de proporcionalidade da coima em relação ao valor de portagem cobrado. Sem prejuízo dos méritos evidentes desta discussão e da aprovação na generalidade do documento legislativo, são ainda várias as questões que impõem resposta do legislador: (i) Será o regime aplicável só às passagens nas SCUT ou também às passagens na Via Verde?; (ii) O que vai acontecer aos processos de execução fiscal e respectivos recursos pendentes à data de entrada em vigor na alteração legislativa?; (iii) E qual o impacto que essa nova legislação vai ter nos contribuintes que pagaram valores exorbitantes para evitar males maiores? São respostas que aguardamos com expectativa e que justificam uma análise ponderada de toda esta problemática na qual, independentemente da solução adoptada, o Estado carregará sempre o ónus de ter implementado uma solução injusta e desproporcionada, durante demasiado tempo.


Turbo Oficina 35  

Esta edição marca o 3.º aniversário da Turbo Oficina. Para isso preparamos um trabalho especial sobre o percurso da peça, em que convidamos...

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