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SAIBA MAIS NA PÁGINA 45 N.º 24 | MAIO 2014 | 2,2€

ESPECIAL

FILTROS

Com 10 milhões de unidades substituídas todos os anos estão entre os componentes com mais rotação nos veículos. Saiba quais os filtros com potencial de crescimento de negócio e fique a par das novidades das marcas

PROTAGONISTA MARGARIDA PINA EXPLICA AS MUDANÇAS E A ESTRATÉGIA PARA O AFTERMARKET DO GRUPO NORS TÉCNICA SEGREDOS DA ORÇAMENTAÇÃO DA REPARAÇÃO DE JANTES PACE AWARDS “ÓSCARES” DOS COMPONENTES JÁ FORAM ENTREGUES. SAIBA QUAIS OS VENCEDORES DESTE ANO THINK4ACTION USAR O MARKETING PARA POTENCIAR O NEGÓCIO DAS OFICINAS SOLARWATERS QUEIMADORES A BIOMASSA PROMETEM POUPANÇA ATÉ 60% NAS ESTUFAS DE PINTURA

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sumário N.º 24 | MAIO 2014

PROPRIEDADE E EDITORA TERRA DE LETRAS COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL LDA NPC508735246 CAPITAL SOCIAL 5000 € CRC CASCAIS SEDE, REDAÇÃO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAÇÃO AV. TOMÁS RIBEIRO 129, EDIFÍCIO QUINTA DO JAMOR, SALA 11, 2790-466 QUEIJAS TELEFONES 211 919 875/6/7/8 FAX 211 919 874 E-MAIL OFICINA@TURBO.PT DIRETOR JÚLIO SANTOS juliosantos@turbo.pt

dossier Filtros P.38

DIRETOR ADJUNTO ANTÓNIO AMORIM antonioamorim@turbo.pt

É um dos componentens com mais rotação nos automóveis. Ouvimos o mercado para saber quais as oportunidades, quais os filtros mais vendidos e qual a importância dos quatro principais filtros que encontramos nos automóveis, num artigo técnico de Fernando Carvalho.

EDITOR-CHEFE CLÁUDIO DELICADO claudiodelicado@turbo.pt RESPONSÁVEL TÉCNICO MARCO ANTÓNIO marcoantonio@turbo.pt REDAÇÃO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES andrerodrigues@turbo.pt MIGUEL GOMES miguelgomes@turbo.pt PAULO HOMEM paulohomem@turbo.pt RICARDO MACHADO ricardomachado@turbo.pt DIRETORA COMERCIAL ANABELA MACHADO anabelamachado@turbo.pt

5 PROTAGONISTA

Radar

Margarida Pina - Grupo Nors. P.6

Um dia com... Alidata. P.60 Liberty Seguros. P.64 A oficina da Hyundai nos ralis. P.66

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REVISÃO

Novidades do mercado. P.12

REPARAÇÃO

EDITOR DE ARTE E INFOGRAFIA RICARDO SANTOS ricardosantos@turbo.pt PAGINAÇÃO LÍGIA PINTO ligiapinto@turbo.pt FOTOGRAFIA JOSÉ BISPO josebispo@turbo.pt SECRETARIADO DE REDAÇÃO SUZY MARTINS suzymartins@turbo.pt COLABORADORES FERNANDO CARVALHO GUILLERMO DE LLERA JOÃO ALMEIDA JORGE LIZARDO NEVES MANUEL GAMEIRO MIGUEL ASCENSÃO PARCERIAS CENTRO ZARAGOZA CESVIMAP 4FLEET TTT - TECHNICAL TRAINING TEAM IMPRESSÃO JORGE FERNANDES, LDA RUA QUINTA CONDE DE MASCARENHAS, 9 2820-652 CHARNECA DA CAPARICA

Orçamentação da reparação de jantes. P.68 Acabamentos especiais. P.72 Passo a passo: Comprovação de fissuras com líquidos penetrantes. P.74 Manutenção Peugeot 308. P.76

ESPECIALISTA

Think4Action. P.22 SolarWaters. P.24 Hidroreport. P.26 Fonseca, Matos & Ferreira. P.28 Carf. P.30 Autoflex. P.32 U-Fix. P.34

8 PNEUS

Easypneus. P.78 Hert+Buss. P.80 Notícias. P.81

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RAIO X

Comercial do mês - Mercedes Sprinter. P.50 Pace Awards. P.52 Fornecedores do Nissan Qashqai. P.56 Ensaio de longa duração. P.58

OPINIÃO

Consultório jurídico. P.82

DISTRIBUIÇÃO VASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK, QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM TEL. 214 337 000 contactcenter@vasp.pt GESTÃO DE ASSINATURAS VASP PREMIUM, TEL. 214 337 036, FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt TIRAGEM 10 000 EXEMPLARES REGISTO NA ERC COM O N.º 126 195 DEPÓSITO LEGAL N.º 342282/12 ISSN N.º 2182-5777 INTERDITA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS OU ILUSTRAÇÕES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS

ESTA EDIÇÃO É OFERECIDA PELOS NOSSOS ANUNCIANTES

TIPS4Y – CAPA CONTINENTAL – VERSO CAPA JAPANPARTS – PÁGINA 5 MEYLE – PÁGINA 11 ALTARODA – PÁGINA 13 PETRONAS – PÁGINA 15

MS MOTOR – PÁGINA 17 TRW – PÁGINA 19 ALPINE – PÁGINA 21 FUCHS – PÁGINA 27 RPL – PÁGINA 31 SIDAT – PÁGINA 33

LIQUI MOLY – PÁGINA 35 MANN+HUMMEL – PÁG. 37 SOGEFI – PÁGINA 39 SWAG – PÁGINA 41 CROMAX – PÁGINA 43 DIA DO AFTERMARKET – PÁG. 45

KM – PÁGINA 47 AUTO DELTA – PÁGINA 49 VALVOLINE – PÁGINA 51 CARF – PÁGINA 55 WD-40 – PÁGINA 57 CHAMPION – PÁGINA 59

SPIES HECKER – PÁG. 61 E 63 AMBIMOTORS – PÁGINA 75 CESVIMAP – PÁGINA 77 CHAVECA & JANEIRA – PÁGINA 81 BMW – PÁGINA 83 BOSCH – PÁGINA 84

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EDITORIAL Inovar é o caminho

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s crises são um bom pretexto para aguçar a criatividade e criar oportunidades para as empresas que estão apostadas em pensar a longo prazo. E para cá estarem dentro de alguns precisam de agir agora. Nenhuma empresa tem desculpa porque a maior inovação pode estar nas coisas mais pequenas do dia-a-dia e basta, por vezes, mudar um processo. Nesta edição apresentamos-lhe vários exemplos, de pequenas inovações nos processos internos de uma empresa, a investimento em eficácia e inovação em armazéns e software, mas apresentamos também dois casos muito concretos. A Think4Action está no negócio do marketing para garantir mais negócio às empresas, com ideias originais e muito bem fundamentadas, com resultados comprovados no mercado oficinal. Por outro lado, a SolarWaters oferece uma solução de um combustível bem mais barato do que o gasóleo para aquecer as estufas de pintura. São duas ideias que nasceram de muito trabalho e pesquisa de mercado, mas agora que estão implementadas parecem simples. Mas a inovação pode estar em encontrar o parceiro certo para fazer crescer o negócio. E aí entra outra palavra fundamental nos dias de hoje: parceria. Os negócios deixaram de ser estanques e as empresas que souberem adaptar a sua oferta às necessidades dos seus clientes são as que vão crescer. A diferenciação é importante e oferecer exatamente o mesmo do que o concorrente do lado não é solução. Nem apostar apenas no preço, porque hoje os clientes exigem mais do que isso e todos sabemos que um cliente insatisfeito passa palavra a muito mais gente do que um cliente satisfeito. Por isso, faço-lhe o convite de dispensar algum tempo todas as semanas para pensar em como inovar na sua empresa. É isso que procuramos também na TURBO OFICINA. Não se vai arrepender desse investimento de tempo.

Cláudio Delicado EDITOR-CHEFE claudiodelicado@turbo.pt

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A inovação pode estar em encontrar o parceiro certo para fazer crescer o negócio. E aí entra outra palavra fundamental nos dias de hoje: parceria. As empresas que souberem adaptar a sua oferta às necessidades são as que vão crescer


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Margarida Pina. “Temos muito para crescer no aftermarket” TEXTO CLÁUDIO DELICADO FOTOS JOSÉ BISPO

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COM A NOSSA MARCA ALEA TEMOS UMA OFERTA PARA QUEM QUER UM CUSTO MAIS BAIXO MAS NÃO ABDICAMOS DA QUALIDADE, QUE É CONTROLADA POR NÓS.

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As empresas de aftermarket do grupo Nors estão mais fortes e continuam a crescer, beneficiando de uma estratégia que está a funcionar de dentro para fora, com todo o trabalho interno a gerar mais negócio.

argarida Pina recebe-nos com simpatia durante uma das suas viagens entre o norte e o sul do país. Perdeu a conta aos quilómetros que faz em prol de um projeto que abraçou: expandir o negócio do aftermarket daquele que foi conhecido até há bem pouco tempo como Gruo Auto Sueco e que agora assume a sua veia mais global com o nome Nors. Todo o trabalho interno de reestruturação do negócio aftermarket e das várias empresas do Grupo fizeram com que os resultados estejam a surgir naturalmente. Este trabalho aliado à maior confiança no setor garantem uma previsão otimista do futuro da responsável de desenvolvimento do negocio aftermarket de um dos maiores grupos deste setor. Houve uma reestruturação do Grupo Auto Sueco, que passou a chamar-se Grupo Nors. Essa reestruturação está concluída? A reestruturação está concluída e hoje, para além do Grupo ter mudado de designação, está organizado de forma diferente. Foram criadas várias regiões onde as operações estão devidamente sedeadas e foi criada uma área na holding que transversaliza várias áreas como esta de desenvolvimento de aftermarket, que assume algumas funções core neste negócio como a gestão das compras, gestão de produto e operações e desenvolvimento de negócios, com novos projetos e programas de apoio às empresas que operam na área de aftermarket. Esta reestruturação implica algum tipo de mudança no negócio de aftermarket? Quem trabalha diariamente com as empresas do Grupo Nors não sentiu um impacto do ponto de vista operacional. Há é um Grupo muito mais preparado e que comunica muito melhor a sua abrangência. A Auto Sueco mantém-se para o negócio Volvo do Grupo e a Nors tem uma abrangência muito para além desse negócio. Hoje temos uma imagem mais alargada e isso dá-nos capacidade de desenvolver negócios de outra forma. Houve um reforço desta área com a reestruturação? Houve um arrumar das peças. Temos três regiões que trabalham com aftermarket no Grupo – Ibéria (Portugal e Espanha), Angola e a região África, que são todos os outros mercados africanos onde estamos: Marrocos e Cabo Verde. Desenvolvemos uma área na holding, que acompanha de perto estes processos, com ganhos de escala porque

gere a carteira de fornecedores de forma centralizada, gere negociações de transporte e modelos logísticos para todas as empresas de aftermarket e processos de exportação, gere a oferta de produto e o desenvolvimento de uma marca própria. Além de ter uma área que promove e implementa novos projetos de plataformas eletrónicas para desenvolvimento de negócio. Há uma área de apoio muito forte e que pensa o negócio do Grupo de forma transversal. Isto permite que as empresas que trabalham o aftermarket se dediquem apenas à parte comercial, com uma grande orientação para o cliente. O papel da AS Parts na estrutura aftermarket do Grupo tem-se consolidado. Qual o ponto de situação? Nos ligeiros, a AS Parts é o nosso importador e assim se vai manter. Tem tido um desempenho muito interessante em tempos de dificuldades para o setor automóvel. No ano passado a AS Parts cresceu 32% e ganhou quota de mercado dado que o mercado encolheu. A vantagem é que tem uma presença transversal e uma gama de A a Z, da mecânica à colisão. Queremos ser o único fornecedor para os nossos clientes. Temos, por exemplo, 95 mil referências com stock nos dois armazéns centrais que temos na AS Parts. Se a AS Parts fica com a importação, a ONEDRIVE trabalha ao nível do retalho. Esta foi a maior reestruturação que fizeram na divisão aftermarket? A ONEDRIVE é a nossa empresa retalhista e nasceu de fusões e de várias empresas que fomos comprando porque na altura que decidimos entrar no mercado de retalho havia uma saturação. Achámos que, ao contrário da AS Parts, que foi criada do zero, não havia aqui nenhuma mais-valia em fazer isso na ONEDRIVE e, por isso, fizemos aquisições e juntámos tudo. Percebemos que tínhamos uma rede que não correspondia às necessidades do mercado atual e há dois anos decidimos fazer uma reestruturação da ONEDRIVE e da rede de retalho que tínhamos. Tivemos 15 lojas e hoje temos 4. Quais as consequências dessa redução de presença para o mercado? Para que não houvesse disrupção no mercado fizemos, em paralelo, um grande investimento interno na logística e na eficiência da gestão dos armazéns. Isso permitiu-nos ter, nas zonas onde ficámos, um grau de cobertura superior ao que tínhamos. Hoje, com 4 lojas, vendemos 80% do que vendíamos com 15. Esse

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foi um trabalho muito interno, repensámos toda a lógica, e mudámos até a localização dos dois armazéns centrais. Foi um processo com pouca visibilidade externa mas os resultados começam a aparecer agora. A ONEDRIVE tem hoje 4 lojas e está localizada nos centros mais importantes (Lisboa, Seixal, Porto e Faro). Nas áreas de onde saímos geograficamente, como no interior, alterámos a estratégia e aprofundámos as parcerias que temos com os clientes da AS Parts, com os retalhistas que cobrem aquelas áreas numa rede que denominámos de AS Partners. Essa foi uma solução também para proteger o bom funcionamento da rede TopCar? Sem dúvida e essa presença nacional é muito importante para os nossos projetos das redes de oficinas abandeiradas da TopCar. Isso faz com que tenhamos uma rede de oficinas que trabalha da mesma forma em qualquer lado, com as mesmas marcas e oportunidades, tanto no litoral como no interior. CRESCIMENTO DAS REDES DE OFICINAS O modelo de expansão da TopCar está a ter bons resultados? Hoje temos 45 oficinas e perspetivamos ter 60 no final do ano. É uma rede com as duas valências bem consolidadas: várias oficinas com colisão, outras com mecânica e outras mistas com uma forte aposta na qualidade dos parceiros. Temos uma central que gere a rede e os quatro pilares fundamentais: a assistência técnica, a formação, o marketing e a comunicação. Para as duas primeiras temos dois parceiros profissionais, que também dão apoio à nossa rede irmã em Espanha, a Eurotaller. Trata-se do Centro Zaragoza na colisão e da Autotecnic 2000, na mecânica. Temos também um parceiro na área do atendimento, fundamental para as nossas oficinas. Além disso, é uma grande mais-valia fazermos parte do Groupauto Internacional. No início foram obrigados a recuar um pouco no processo de expansão. Que ensinamentos retiraram daí? Tínhamos planos mais agressivos quando a rede foi lançada. Mas em determinada altura entendemos que devíamos fazer uma aposta mais centrada na qualidade. E isso levou-nos a ser mais lentos. Fizemos uma melhor seleção dos parceiros. Hoje podemos dizer que estamos satisfeitos, porque temos uma rede muito sólida, com níveis de qualidade muito equivalentes entre parceiros e isso permitenos oferecer novos negócios aos parceiros para os ajudar. Hoje a central da TopCar negoceia um serviço de valor acrescentado, porque para além do serviço oficinal inclui também a venda de peças ou o serviço administrativo, garantindo critérios de qualidade, com um plano de desenvolvimento de formação de cada profissional muito bem estruturado, a três anos. E garantimos formação também na eletrónica e

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mecatrónica, que é um dos maiores problemas no que diz respeito a acesso a informação nas oficinas. É muito difícil uma empresa de forma isolada ter acesso a essa informação numa base diária. É difícil arranjar parceiros de qualidade para a rede? Foi mais difícil no início. Agora assistimos a um fenómeno de sermos contactados numa base muito regular para oficinas que querem entrar na rede e isso prova-nos que a estratégia resultou. Isto é fruto da notoriedade que a rede começa a ter no mercado, embora tivéssemos tomado a decisão de tratarmos primeiro de fortalecer a rede e torná-la robusta para depois comunicar em larga escala. Qual a taxa de abandono que existe na vossa rede? Em 45 oficinas que temos em dois anos de rede tivemos apenas 3 saídas. É um valor muito baixo que tem que ser encarado de forma natural porque, por vezes, os próprios gestores das oficinas percebem que não têm o nível e capacidade necessários para este projeto ou, noutros casos, há problemas financeiros das próprias oficinas. AS OFICINAS EM PORTUGAL Em que medida são afetados pelo problema da dificuldade de pagamentos? Os clientes, uns mais que outros, têm tido algumas dificuldades, mas isso tem a ver com o momento do mercado. Apesar das dificuldades, o mercado tem feito uma triagem grande e hoje há menos oficinas. As que não trabalhavam bem vão fechando, o que deixa as boas a trabalhar melhor e sem grandes problemas de crédito e de liquidez. Hoje temos uma rede com poucos problemas de crédito. Sabemos que há potenciais parceiros com problemas financeiros e é também por isso que atrasamos alguns processos de entrada. Mas a par disso está a haver uma limpeza e um ajustamento que eram totalmente necessários no mercado e que destruía muito mercado. Ainda vão fechar muitas oficinas? Sem dúvida. Ainda há um caminho a fazer, até porque estes nunca são processos concluídos. O que aconteceu é que nestes últimos anos esse ajustamento acabou por ser feito de forma muito mais agressiva a vários níveis. Mas essa foi também uma mudança ao nível

EM PORTUGAL TEMOS MAIS PARA CRESCER NOS LIGEIROS PORQUE NOS PESADOS A CIVIPARTS É LÍDER DE MERCADO E TEM UMA QUOTA MUITO ELEVADA HÁ VÁRIOS ANOS. do consumidor e aí o aftermarket e as oficinas multimarca conseguiram posicionar-se bem para estarem ao nível das concessões de marca. Isso ajudou a aumentar a credibilidade do aftermarket e das oficinas multimarca? Hoje o aftermarket tem uma credibilidade superior e para comparar basta recuar cinco anos, quando o aftermarket não tinha a imagem de valor quer a nível de serviço, quer de qualidade do próprio produto que hoje tem. O Grupo Nors, bem como outras empresas do setor, contribuíram muito para isso. Trabalhamos hoje com um leque de fornecedores de grande qualidade, que fornecem o primeiro equipamento e que investiram muito no aftermarket. Passa tudo por uma questão de confiança que tem que ser trabalhada de forma lenta e planeada. Hoje estamos a atingir um bom nível de imagem da marca aftermarket no mercado e isso ajudou, por exemplo, a chegar ao negócio das seguradoras e das frotas. É parte da confiança que cresceu no serviço prestado e o aftermarket prova que tem serviços de valor acrescentado, a que se junta também o fator preço. A percentagem ainda é pequena. Porquê? Portugal acordou um bocadinho tarde para a questão da rede. O maior problema passa por questões culturais e por uma dificuldade de associativismo que temos no país. E isso é visível em todos os setores. Mas as condições do mercado acabaram por mudar um pouco essa visão. Lançámos a TopCar há dois anos e, nessa altura, o mercado estava a despertar para as redes. Havia apenas uma rede com uma boa imagem de marca no mercado, mas tudo o resto eram fenómenos com pouca visibilidade. Em dois anos há uma diferença brutal nessa matéria. E uma das coisas com


que nos deparámos na altura é que muitos dos parceiros que aceitavam melhor o conceito e que queriam aderir eram pessoas que tinham estado ou ainda estavam noutras redes. Hoje temos os gestores de oficinas muito preparados e abertos a estas soluções. As estruturas de gestão estão mais profissionais, porque é diferente gerir do que fazer a parte mecânica. O futuro passa por um grande crescimento das redes ou há espaço para oficinas independentes? O crescimento das redes é uma inevitabilidade, pelo acesso à formação e informação. Vai haver sempre espaço para oficinas independentes autónomas, mas as oficinas hoje para terem acesso a informação privilegiada e atualizada têm que ter uma capacidade muito elevada, o que só se consegue em grupo porque o mercado é pequeno. Se o crescimento segue em velocidade de cruzeiro na TopCar, como está a TopTruck, a rede de oficinas para pesados? A rede TopTruck é um projeto pioneiro que funciona em Portugal e Espanha e faz parte de uma rede internacional. É a primeira rede multimarca existente em Portugal para o setor dos pesados e hoje tem 12 oficinas em Portugal e 21 em Espanha. No final do ano queremos ter 20 oficinas em Portugal e 25 em Espanha, o que permite uma ótima cobertura na Península Ibérica. A TopTruck tem também uma forte vantagem pelo apoio da Civiparts. Em que fase está a empresa?

A Civiparts em Portugal é uma empresa que está a consolidar o seu posicionamento no mercado. Tem ganho alguma quota, mesmo nestes anos mais difíceis em termos económicos. Conseguimos manter o nível de negócio do ano passado, reforçando o posicionamento no mercado. PAPEL DO RETALHO Portugal ainda é um mercado muito tradicional no que respeita à cadeia de venda. Mas há países onde o retalho desapareceu. Portugal está preparado para isso? Ainda é muito cedo. O mercado português funciona bem como está. Quando abrimos a AS Parts decidimos que seria o importador e mantêm-se como importador. Assumimos esse compromisso e mantemos mesmo tendo entrado no mercado de retalho com uma empresa diferente, gerida de uma forma autónoma. Portugal ainda não está preparado para deixar de fazer isso porque tem muitas empresas de média dimensão na área do retalho, que são nossos clientes, e eles teriam grandes dificuldades na cadeia de valor se alguns players mudassem as regras do jogo. Nós mantemos o compromisso e consideramos que é a melhor forma de fazer o negócio em Portugal. Nos pesados já não é bem assim… Nos pesados não é assim há vários anos. A Civiparts historicamente sempre foi importador e retalhista ao mesmo tempo. Damos apoio às oficinas mas representamos as melhores marcas. Nos pesados não havia forma de fazer de outra maneira nem essa

necessidade porque os clientes são diferentes. Onde é que têm mais para crescer, nos ligeiros ou nos pesados? Em Portugal temos mais para crescer nos ligeiros. A Civiparts é líder de mercado e tem uma quota muito elevada há vários anos. A nossa estratégia passa por consolidar esta liderança de mercado. Nos ligeiros temos algum espaço para crescer. Temos uma grande carteira de clientes nas duas áreas e estamos a trabalhar na fidelização dos bons clientes, através da criação de soluções que vão muito para além de vender peças. Estamos a trabalhar no desenvolvimento de plataformas eletrónicas que ajudem o cliente na sua função do dia-a-dia. INOVAÇÃO E MARCA PRÓPRIA Em breve vão lançar a plataforma ARMIN. É uma aposta estrutural? A plataforma ARMIN permite uma identificação rápida e eficaz das peças, além de disponibilizar informação técnica sobre a montagem da peça, além da possibilidade que os clientes têm em recorrer aos centros de assistência técnica. O que esta plataforma garante é fundamental para o negócio: identificar a peça à primeira, onde se ganha tempo e se diminui a taxa de devolução que atualmente é muito elevada. A rede TopCar já começou em testes e vamos lançar todo o programa durante a convenção anual, em junho. Mas vamos também ter um módulo ARMIN Gest, de gestão oficinal, para ajudar as oficinas a gerirem melhor o seu negócio. A plataforma ARMIN vai estar disponível apenas para as vossas duas redes?

PERFIL Margarida Pina nasceu no Cartaxo, tem 40 anos, é casada, tem um filho e formou-se em Economia na Universidade Lusíada de Lisboa. Começou a carreira no ICEP, que geria todo o investimento, comércio externo e Turismo de Portugal. Passou depois para uma consultora e entrou no retalho alimentar na Sonae. Há cinco anos e meio ingressou no Grupo Auto Sueco, para responsável de marketing do importador Volvo de camiões e autocarros. Após um ano nesta função passou para a área de aftermarket para gerir as áreas de ligeiros com o objetivo de criar uma área central que gerisse todas as operações de ligeiros quer em Portugal quer nos mercados externos. Há dois anos a função foi transversalizada e, além dos ligeiros, Margarida Pina ficou também com os pesados. Hoje a função é transversal ao produto e ao mercado. Hoje ocupa o cargo de responsável de desenvolvimento do negócio de aftermarket.

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PROTAGONISTA DE CORPO INTEIRO

Vai estar disponível para todos os nossos clientes. Apesar de termos tomado a decisão de, numa fase inicial, estar em exclusivo na rede TopCar, será depois lançada nos pesados. A TopCar vai ter acesso a uma solução mais alargada com o módulo de gestão oficinal. Na fase 2 será todos os nossos clientes que podem ter acesso. No último trimestre estará em velocidade de cruzeiro. Decidiram trazer a marca Alea dos pesados para os ligeiros. Quais os planos para esta vossa marca própria? A marca Alea foi desenvolvida na Civiparts, no final de 2009, com várias famílias de produtos e estamos muito satisfeitos com os resultados. É uma aposta muito forte do Grupo e decidimos, há um ano, transversalizar e ter uma marca própria para todas as operações de aftermarket, quer para a região ibéria, quer em Angola e nos outros mercados onde operamos. Quantas famílias de produtos já tem a marca Alea? Em pesados temos cerca de 20 famílias, em ligeiros começámos com duas o ano passado e agora temos quatro: consumíveis, anticongelante, amortecedores e amortecedores de mala. Hoje a marca Alea significa que estamos noutro patamar. Para além de sermos importadores estamos também a desenvolver uma marca nossa. O argumento da Alea assenta no preço? O nosso principal argumento é o preço. É uma marca com posicionamento de preço abaixo das marcas premium que representamos. Foi definido este posicionamento para não ter qualquer impacto nas marcas que representamos e que são os nossos principais parceiros. A reação dos clientes tem sido muito boa. Há uma pressão elevada para a diminuição do custo médio de reparação e, em algumas famílias, isso ganha contornos de muita importância na seleção da marca. Temos uma oferta para todo o tipo de clientes, do premium até ao que quer um custo mais baixo mas não abdicamos da qualidade

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controlada por nós. Vamos testando o mercado e vendo onde é que é necessário, família a família. O volume de negócios do aftermarket em Portugal tem espaço para crescer, ou está consolidado? O mercado pode crescer, até por causa da quota de mercado face à origem. O aftermarket vai crescer nos próximos anos, com o decréscimo da origem porque o mercado não vai esticar. Pelo contrário, vai encolher. Houve uma grande contração nos últimos cinco anos e isso vê-se pela quebra nas vendas de novos veículos, que é isso que define o mercado para o futuro. Isso mostra-nos que o futuro vai trazer um mercado mais pequeno. Mas o aftermarket tem margem para crescer, como aconteceu noutros países. A marca Nors surgiu também para tornar o negócio mais global. O que podemos esperar da atividade de aftermarket para os próximos tempos fora de Portugal? Com a Civiparts Espanha estamos a preparar um alargamento da rede. Hoje estamos em quatro regiões (Madrid, Barcelona, Mérida e Valência) e estamos a estudar várias regiões como a Galiza, o País Basco, a Andaluzia e várias formas de fazermos esta cobertura de mercado. Em Angola temos um plano de alargamento da rede tanto dos pesados como dos ligeiros, e já está identificado e planeamento de arranque de uma nova operação na área do Lubango, uma região a sul que não cobríamos. Estamos a estudar a entrada noutro mercado a breve prazo, que segue o plano de expansão que tínhamos do negócio de aftermarket. A experiência das redes em Portugal torna estes conceitos facilmente exportáveis? Penso que sim. Depende do tempo e da maturidade de cada mercado mas essa é uma ambição que temos para os mercados onde estamos, com maior incidência, em especial em Angola.

É uma apaixonada por automóveis? Aprendi a gostar deles por trabalhar na área e hoje acho o setor muito interessante. É uma pessoa intuitiva nas suas decisões? Sou mais de estudar os assuntos a fundo do que intuitiva. Decide sozinha ou gosta de ouvir? Gosto de ouvir. Considera-se uma pessoa viciada no trabalho? Não. Consegue não levar trabalho para casa? Tem dias. Quando é preciso levo, mas os novos meios tecnológicos fazem com que tenhamos sempre o trabalho connosco. Como é um dia normal de trabalho para si? É um dia com muitas reuniões, muito planeamento, com muito controlo das atividades das pessoas da minha equipa e, se possível, ir às empresas, aos armazéns e acompanhar os projetos no terreno. É fundamental conhecer o negócio no terreno. Quantos quilómetros faz por ano? Já perdi a conta. Segue a política ou não tem interesse? Sigo. E futebol? Sou sportinguista. Como é trabalhar num mercado maioritariamente masculino? Não me causou complicação nenhuma e até acho que é uma vantagem ser mulher neste setor, pelo distanciamento que se cria e por não nos prendermos tanto a questões mecânicas. Até porque a minha função não é essa. O que gosta de fazer nos tempos livres? Gosto muito de viajar, de ler, de ver bom cinema e, essencialmente, estar em família. O que mais aprecia num colaborador? A humildade e a capacidade de aprender todos os dias. A par disso há uma coisa que aprecio cada vez mais que é a assertividade porque temos tantas coisas para fazer que temos que ir diretos ao ponto. Segue algum lema de vida? Não há nenhum específico, tento fazer o melhor que sei em tudo o que faço.


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REVISÃO

Comma. Operações na Península Ibérica redefinidas Depois de mais de um ano de trabalho e desenvolvimento no terreno, a Comma incrementou o seu negócio na Península Ibérica, tendo Fernando Martins como responsável para o mercado ibérico.

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om 13 anos de experiência no setor dos lubrificantes, Fernando Martins é o Cluster Manager da Península Ibérica da Comma, tendo por missão, juntamente com Juan Cervantes e Joaquin Feria (Territory Managers da Península Ibérica) impulsionar o novo negócio através de distribuidores locais e por disponibilizar apoio a clientes da Comma. Todos os produtos da Comma cumprem os mais elevados padrões de segurança internacional, sendo sujeitos a rigorosos testes e procedimentos de controlo da qualidade em todas as etapas do processo de fabrico. Além disso, com a sua garantia de compatibilidade 100%, a Comma garante que os produtos recomendados em CommaOil.com são compatíveis com os motores, travões, caixas de velocidades ou sistemas de arrefecimento correspondentes em veículos motorizados, independentemente do enchimento marca original.

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A Comma está registada na ATIEL (Associação Técnica da Indústria Europeia de Lubrificantes) desde 1997 e segue sempre o seu rigoroso código de práticas, para ostentar com legitimidade as especificações da ACEA (Associação de Fabricantes de Automóveis Europeus) relativamente à embalagem dos produtos. A Comma tem preparado uma série de ferramentas de apoio ao distribuidor para dinamizar o negócio. O destaque vai para os “Guias de Aplicação” disponibilizados em suporte físico e digital (em mais de 24 idiomas), que mais não são do que uma ferramenta que auxilia o profissional na escolha do produto certo para a aplicação em causa. As recomendações são abrangentes e cobrem uma vasta gama de produtos incluindo óleo de motor e transmissão, anticongelante, líquidos de arrefecimento e óleo para travões. As informações abrangem modelos europeus, asiáticos e norte-americanos. Os dados de aplicação

da Comma, estão também integralmente disponíveis no sistemas de catalogação de peças electrónicas líderes na indústria, incluindo o Tecdoc. PRODUTO A Comma está a expandir a sua gama de produtos Performance Motor Oil (PMO). A gama recentemente atualizada inclui agora duas novas especificações, Pro-NRG 0W-20 e Voltech 0W-30, aumentando a cobertura de veículos por parte da Comma. A maioria dos produtos da gama PMO da Comma, incluindo estas duas novidades, estará disponível pela primeira vez nos mercados em embalagens de quatro litros, para além das existentes embalagens de cinco e 20 litros. Refira-se que 14 produtos constituem agora a gama PMO da Comma. Os novos produtos da gama também apresentarão o novo logótipo e embalagens da Comma, que se irão implementar em toda a gama da Comma nos próximos meses.


CASA. 20 anos a arbitrar o setor automóvel

N CETRUS. APOSTA NA REDUÇÃO DOS CUSTOS NAS CABINAS DE PINTURA

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Cetrus acaba de apostar em novos métodos de redução dos gastos da sua cabina de pintura. A partir de agora, a empresa de Famalicão ajudará os seus clientes, substituindo o queimador a gasóleo por um sistema mais económico. A cabine irá comportar-se de forma igual, gastando menos. A escolha deste novo equipamento irá depender do tamanho de cada cabina, do número de horas de utilização e da potência a ser utilizada. Para Edmundo Costa, gerente da Cetrus, “esta aposta vem mostrar a nossa preocupação pelos interesses do cliente”. Para saber mais contacte a Cetrus através de cetrus@cetrus.pt ou 252 308600. PUBLICIDADE

o passado dia 4 de Abril o Centro de Arbitragem do Sector Automóvel (CASA) celebrou 20 anos e juntou os seus associados numa cerimónia de comemoração que juntou os seus associados: ACAP, ACP, ANAREC, ANECRA, ANEPE, ARAN, CEPRA e DECO. Os discursos dos responsáveis de cada um dos associados enalteceram as vantagens do CASA. Entre elas o preço, já que a informação e mediação são gratuitas. A diretora do Centro, Sara Mendes, explica que “as principais vantagens passam pelo facto de ser um processo voluntário, com um processo fácil, rápido, eficaz e barato” para a resolução de litígios no que diz respeito aos serviços de assistência, manutenção e reparação automóvel; revenda de combustíveis, óleos

e lubrificantes; compra e venda de peças e quaisquer materiais para aplicação em automóveis; compra e venda de veículos novos ou usados; prestação de serviços por empresas detentoras de parques de estacionamento. Em 20 anos o CASA tratou de mais de 8100 processos de reclamação, tendo realizado 623 diligências das quais 223 conciliações e 400 julgamentos arbitrais. Em 2013, 75% dos processos submetidos a mediação foram resolvidos por acordo das partes. De 1999 a 2013 o tipo de produto com mais reclamações prendese com a venda de veículos usados (42%), seguida da reparação automóvel (27%) e a venda de veículos novos (24%). O CASA conta hoje com mais de 1700 empresas aderentes, espalhadas por todo o país.


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REVISÃO

Domingos & Morgado 2. Continua a apostar em formação AUTO DELTA. MEYLE DISPONIBILIZA KITS DE MANUTENÇÃO PARA CAIXAS AUTOMÁTICAS

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Meyle passou a oferecer novos kits de manutenção para caixas de velocidades automáticas, numa gama que passa a ter uma cobertura de mais de 2.800 aplicações para os mais populares tipos de caixas. Mudar o óleo de caixas de velocidades automáticas pode ser um processo difícil e demorado, mas com o kit da Meyle esta operação pode tornar-se rotineira. Os kits Meyle são fornecidos com todos os componentes necessários, incluindo filtros, vedantes, parafusos, bujões e ainda de quatro a oito litros de óleo ATF para a transmissão, dependendo da aplicação. Todos os acessórios respeitam os rigorosos padrões de qualidade Meyle. Existem 30 kits atualmente disponíveis, cobrindo mais de 2.800 aplicações, com outros disponíveis para breve. Os kits corretos para as caixas de velocidades ZF, Mercedes e VW-DSG podem ser facilmente identificados. Informação completa sobre a gama total dos kits Meyle de manutenção para caixa de velocidades, pode ser encontrada no catálogo da Wulf Gaertner Autoparts, disponível para download no website da empresa em www.meyle.com. Os engenheiros da Wulf Gaertner Autoparts recomendam a utilização de ferramentas apropriadas para que a mudança do óleo seja efetuada segundo padrões profissionais.

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o seguimento do que é habitual nos últimos anos, a Domingos & Morgado2 volta a dinamizar os seus tradicionais Cursos de Alinhamento no Centro de Formação da empresa. Este ano, para além dos Cursos de Grau 1 – Básico -, estão também agendados dois Cursos de Formação em Alinhamento, Grau 2 – Avançado. Neste caso, será ministrado o Curso de Diagnósticos Avançados, ao qual terão acesso todos os interessados que já tiverem frequentado o Curso Básico. As datas dos cursos serão as seguintes: Grau 1 (Básico) – 16 e 17 de junho, 8 e 9 de setembro, 8 e 9 de novembro. Grau 2 (Avançado) - 20 de maio e 17 de outubro.

TIPS 4Y. TECRMI ESTABELECE COOPERAÇÃO COM A TEXA

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TecRMI, especialista em informação de manutenção e reparação, debaixo da insígnia TecAlliance, e a TEXA (Equipamento de Diagnóstico), acordaram uma cooperação para cobrir a utilização de dados de ajuste no setor dos veículos comerciais. No âmbito da cooperação, oficinas de veículos comerciais e outros utilizadores, vão poder aceder aos dados de ajuste da TecRMI, após utilizarem um dispositivo de diagnóstico. Isto significa que os clientes TEXA irão beneficiar da abrangente base de dados da

MASTERSENSOR. GAMA COMPLETA DE PRODUTOS PARA “CAR AUDIO”

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specialista em soluções para diversas áreas do automóvel, a Mastersensor, tem vindo a reforçar bastante a sua presença em produtos para “car audio”. Desde 2012 que a Mastersensor trabalha este tipo de produtos, tendo agora uma vasta oferta em termos de “car audio”. Rádios, aros de coluna, “facias” ou aros para auto-rádios de 1 e 2 DIN, cabos de conexão para substituir o rádio de origem, fichas adaptadoras para instalação de kits mãos-livres, adaptadores e amplificadores de antena, conectores e porta-

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fusíveis, interfaces, entre outros produtos, fazem parte da oferta da Mastersensor. “São mais de 5.000 referências de produtos com uma excelente qualidade a um preço muito competitivo. Atualmente conseguímos dar uma resposta eficiente aos desafios propostos” afirma Richard Carvalhais, um dos sócios da Mastersensor. Mais informações estão disponíveis no site www. mastsentor.com, através do qual poderá ainda pedir o catálogo geral de produtos.

TecRMI, agora disponível nas soluções de diagnóstico TEXA. As oficinas irão ter acesso imediato aos dados de ajuste OEM após diagnóstico. Esta cooperação também contempla a criação de um novo site na internet, onde os parceiros TEXA terão acesso aos dados de manutenção e reparação da TecRMI através de um aplicativo (“app”) de marca TEXA. Ambos os parceiros pretendem chegar a uma decisão no que diz respeito às futuras formas de cooperação, após uma fase teste que durará até final de Junho.

HERTH+BUSS. OFERTA DE CABOS AFTERMARKET PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

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negócio dos veículos “elétricos” está a crescer em toda a Europa. A Hert+Buss passou a disponibilizar os cabos de carregador eBlow, dentro da gama da marca Elparts, para todo o tipo de veículos elétricos. Estes cabos estão disponíveis para os modos de carga 2 e 3, que são atualmente as principais opções para carregamento na Europa. Na Elparts estão ainda disponíveis adaptadores para os diferentes cabos que permitem a ligação dos diversos modos de carga (sobretudo para os veículos de primeira geração como o Toyota Prius).


CROMAX. NOVE CORANTES COM NOVAS EMBALAGENS

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ove corantes de utilização reduzida passaram a ter uma nova embalagem de 250 ml (que vai substituir a de 500 ml), que está disponível tanto na qualidade Base Bicamada Cromax como na Base Bicamada Cromax Pro. Estas latas estão já disponíveis para todas as oficinas Cromax da EMEA. Para além de proporcionar valor acrescentado ao controlo de stock de qualquer oficina, as latas de 250ml são tão fáceis de utilizar quanto as de 500ml. A inclusão destas novas latas soma-se à introdução das latas de 250ml para os 11 corantes com efeitos especiais da Cromax, realizada em Outubro de 2013. Para mais informações, basta visitar o site www. cromax.com/eu ou contactar o representante local da marca.

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Carservice, oficina localizada na zona de Faro, abriu oficialmente ao público. Esta os de manutenção automóvel.

TRW. PROGRAMA DE FIDELIZAÇÃO PASSA A “AUTOMOTIVE DIAMONDS”

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programa de fidelização da TRW passou a designar-se agora por “Automotive Diamonds”, o que reflete não só o crescimento do mesmo como também uma forma de dar as boasvindas a novos parceiros que se juntem ao programa, como é o caso da marca Girling. Para além disso, o programa “Automotive Diamonds” apresenta uma grande evolução que se traduz em vários benefícios e funcionalidades aperfeiçoados, os quais irão melhorar a experiência do utilizador. Agora as oficinas podem colecionar Diamonds com mais do que uma marca e seguir a evolução da sua conta no novo site www.automotivediamonds.com. O programa foi lançado em 2010, permitindo às oficinas acumular pontos através das compras que podem ser trocados por prémios.

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BESA apresentou a nova massa BesaSilver, de baixa densidade à base de pigmento metálico de alumínio. Trata-se agora de uma versão produtos Car, dirigidos ao setor de carroçaria.


22 REVISÃO FOI NOTÍCIA QUE... …a Neocom deu início a uma campanha de Bombas de água GRAF, Compressores A/C e Polias de alternador de marca própria. Também já está disponível um novo produto na gama Neocom: pinças de travão. … a Europ Assistance renovou a parceria com a Açoreana Seguros para o triénio 2014-2017, reforçando o leque de serviços de assistência. Aos produtos de assistência já prestados aos

AZ Auto. Disponibiliza FRAM

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AZ Auto acaba de anunciar o início da distribuição de Filtros FRAM, marca que disponibiliza uma das gamas de produtos para filtragem automóvel mais abrangentes a nível mundial. A FRAM beneficia da vasta experiência do Grupo Sogefi, adquirida no fornecimento de peças originais para a indústria automóvel há mais de 30 anos, e apresenta uma gama composta por filtros de óleo, ar, gasóleo, combustível e filtros de habitáculo para utilização em automóveis ligeiros, comerciais e veículos fora de estrada. Uma das grandes mais-valias da marca é a elevada cobertura de gama em todas as

famílias de filtros, cobrindo cerca de 95% do parque automóvel português. A gama de filtros FRAM já se encontra disponível para encomenda, com preços de lançamento muito competitivos.

clientes Açoreana, nomeadamente assistência automóvel, assistência em viagem, assistência ao domicílio e a proteção jurídica, juntam-se, agora, novas coberturas para o segmento jovem, no âmbito dos seguros de saúde e acidentes pessoais, assim como o reforço das coberturas do seguro de acidentes de trabalho. … a Sogefi recebeu por parte da General Motors o prémio de fornecedor do ano 2013. Este prémio está reservado apenas aos fornecedores que garantem inovação tecnológica, excelentes níveis de serviço e soluções competitivas.

PBS. NOVA GAMA DE BATERIAS DE DESCARGA LENTA

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PBS – Portugal Bateria Serviço, acaba de completar a sua ampla oferta com uma gama de baterias de descarga lenta com capacidades até 225 Ah da marca Energia. Este tipo de baterias abrange essencialmente diversos tipos de aplicações que passam pela utilização em autocaravanas e barcos, mas também a sua utilização em situações um pouco mais

estacionárias como sinalização temporária e instalações solares. Com uma presença cada vez mais reforçada no setor dos ligeiros e pesados, a marca Energia continua a sua evolução oferecendo ao mercado português uma nova alternativa com qualidade, serviço e preços competitivos. Para mais informações através do número 211 927 482.

… Mitchell Peeters foi recentemente nomeado como Diretor Geral da Goodyear Dunlop Iberia, sendo por isso o responsável máximo empresa em Espanha e Portugal, reportando diretamente a Paul Joosten, vice-presidente da empresa do oeste da Europa. … a rede TOPCAR foi patrocinadora oficial da “Corrida Sempre Mulher”, que teve lugar dia 6 de Abril, em Lisboa, e registou a presença de cerca de 10.000 participantes. O evento teve como objetivo sensibilizar e angariar fundos para a

TEXA. LANÇA ESTAÇÃO “ECONÓMICA” KONFORT 705R

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Texa acaba de lançar a nova estação de carga de ar condicionado Konfort 705R, desenhada para oferecer aos mecânicos a possibilidade de usufruir de um equipamento completo mas a um preço mais competitivo. Este equipamento, destinado a realizar toda as operações de recuperação e carga

do refrigerante R134a, possui todas as características base que podem encontrar-se entre outros modelos da gama Konfort. O Konfort 705R é a base da oferta de estações de ar condicionado da Texa, que assim propõe aos clientes uma solução económica e que está mais de acordo com atividade real das oficinas.

Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM). … a ALD Automotive, empresa especializada em Aluguer Operacional e Gestão de Frotas, registou um crescimento ímpar em 2013, bastante acima da performance do mercado, fechando o ano com uma taxa de crescimento de 60,8% nas suas vendas, comparativamente ao período homólogo de 2012. Estes números conferem à ALD Automotive Portugal uma quota de mercado de 14.7% na aquisição de veículos novos no mercado de Renting.

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NTN-SNR. FORNECEDOR DE KITS DE RODA PARA SPRINTER E CRAFTER

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NTN-SNR, como fornecedor de equipamento de origem do modelo Volkswagen Crafter, foi o primeiro a fornecer os dois kits de rolamentos de roda no mercado para este modelo. Assim, fornece o rolamento de roda traseiro com o eixo de transmissão completo, mesmo quando este raramente se danifica. Por este motivo, a NTN-SNR decidiu lançar no mercado o kit de rolamento de roda. Por sua vez, a NTN-SNR também é atualmente

o único fornecedor de kits de rolamentos de roda para as versões autocaravana e ambulância da Mercedes Sprinter. A posição de fornecedor líder de peças de origem converte a NTN-SNR num colaborador privilegiado para os construtores automóveis. “É isso que garante aos nossos distribuidores, às oficinas e aos condutores a garantia de produtos de alta qualidade e de segurança”, explica a marca em comunicado.


BLUE PRINT. DISPONIBILIZA ABRANGENTE GAMA DE VÁLVULAS EGR

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Blue Print apresenta uma abrangente gama de válvulas EGR que conta com 18 referências, que permitem aplicações em cerca de 90 populares veículos japoneses e coreanos. As válvulas EGR têm como função introduzir gases de exaustão na entrada de ar, originando duas situações, primeiro reduzindo a quantidade de oxigénio na câmara de combustão, e num segundo nível, ao reaproveitar os gases de exaustão que contém CO2 e H2O (o resultado da combustão) separa as moléculas de oxigénio. Assim, a combustão é retardada e a temperatura de pico é reduzida, o que é necessário para que não sejam formados óxidos de nitrogénio, que são muito penalizados nas regulamentações da União Europeia relativas às emissões. Para mais informações sobre a gama de válvulas EGR da Blue Print, basta consultar o catálogo eletrónico Blue Print LIVE! PUBLICIDADE

Alpine. Estação multimédia para clientes exigentes

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Alpine apresentou uma avançada estação multimédia destinada aos utilizadores mais exigentes da marca. São muitas as vantagens que o novo IVE-W585BT oferece, entre as quais se destacam a conectividade com o Facebook graças à aplicação TuneIt exclusiva da Alpine, a alta qualidade de áudio que o seu novo processador de som Bass Engine SQ oferece, a sua alta conectividade, o seu sistema avançado de Bluetooth e a sua entrada USB capaz de reproduzir uma grande quantidade de formatos de A/V, assim como a compatibilidade com iPod/ iPhone. São muitas as prestações que vêm integradas de série no novo IVE-W585BT e que, além disso, podem ser ampliadas em função das necessidades do utilizador. Por exemplo, se o desejar, pode ampliar o sistema instalando uma câmara com visualização de múltiplas vistas, que pode ser controlada a partir do ecrã táctil de uma forma simples. De igual modo, graças à entrada auxiliar, pode-se utilizar o

sintonizador da Alpine ou qualquer outra fonte como uma câmara de vídeo ou uma consola de jogos. De igual forma, inclui várias possibilidades de personalização de fundo de ecrã, para se ajustar às preferências do utilizador. Em prol da segurança da unidade e do próprio veículo, o IVE-W585BT dispõe de código anti-roubo, para que o equipamento esteja mais seguro. Para mais informações, basta visitar o site www.alpine.pt.


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REVISÃO

Autozitânia. Renova aposta na formação interna e externa OPINIÃO

Oliver Kuhn DIRETOR TÉCNICO LIQUI MOLY Nos últimos anos têm ocorrido mudanças nos óleos: os óleos sintéticos têm sido substituídos pelos óleos hidrocracados. Estes representam a tecnologia de ponta dos óleos e as aprovações dos principais fabricantes automóveis estão a ser emitidos maioritariamente para este tipo de produto. Existem três tipos básicos de óleos que formam o material inicial para os óleos de motor: óleos minerais, sintéticos e cracados. A história dos óleos de motor começou com os produtos minerais. No entanto, o óleo de base mineral consiste em centenas de substâncias. Esta heterogeneidade dificulta a eficácia dos pacotes de aditivos que são o segundo ingrediente mais importante dos óleos de motor. Nos anos 70 surgiu o primeiro óleo sintético (óleos PAO) no mercado. Ao contrário dos óleos minerais, estes não são refinados a partir do crude; são sintetizados artificialmente a partir dos seus constituintes químicos. A vantagem é que o óleo base é extremamente puro a nível químico, o que proporciona uma excelente base para a mistura aditiva. A vantagem é que a produção é muito complexa e, por conseguinte, dispendiosa. Eis o motivo por que o mercado só oferece óleos semi-sintéticos ou misturas sintéticas que consistem numa mistura de óleos minerais e sintéticos. No final da década de 90 surgem os óleos hidrocracados (HC). Estes tinham um desempenho muito semelhante aos óleos PAO, mas eram de produção mais económica. Os avanços no processo de produção melhoraram os óleos HC ao ponto de não haver praticamente diferenças no desempenho. Combinando os custos de produção mais económicos do óleo HC, torna-se claro que este produto tem a melhor relação de performance e economia. Esta moda cativou toda a indústria automóvel. Apesar dos óleos PAO ainda estarem no mercado, o seu desenvolvimento praticamente estagnou e o investimento dedicado à pesquisa centra-se agora nos óleos HC. No geral, os principais fabricantes de automóveis começaram a emitir novas aprovações apenas para óleos HC. A percentagem de óleos HC em utilização subiu de 4%, em 2000, para 52%, em 2010. A percentagem de óleos minerais diminuiu, no mesmo período, de 77% para 38%. Estes números refletem o desenvolvimento dos óleos de motor que requerem cada vez mais um maior desempenho. Neste caso, o desempenho significa muito mais do que lubrificação; inclui limpeza, resistência ao envelhecimento, proteção contra a acidez e muito mais e todos os óleos premium da Liqui Moly, incluindo a série Top Tec, são já óleos HC.

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formação e consequente qualificação dos colaboradores tem sido uma aposta recente de muitas empresas, particularmente no setor automóvel. Na Autozitânia, esta aposta surge desde 2005, materializada em diversas ações totalizando mais de 30.000 horas nestes 9 anos (2005/2013). Em 2014 não será diferente e pelo segundo ano consecutivo a Autozitânia decidiu fazer uma parceria com o CEPRA, no Prior Velho, para a formação teórico / prática em mecânica auto. Esta parceria surgiu já em 2013 com enorme sucesso, pois permitiu facultar aos colaboradores da Autozitânia a possibilidade de complementarem toda a formação teórica ministrada em anos anteriores com uma vertente mais prática. Em 2014, serão ministradas sete ações de 21 horas cada, três em “Unidades de Comando, Sensores e Atuadores”, duas em “Sistemas de Antipoluição e Sobrealimentação” e duas

em “Sistemas de Transmissão Automática”. Esta formação tem como destinatários todos os colaboradores do grupo Autozitânia e também os clientes do grupo. Apesar da aposta em formação técnica, o plano de formação para 2014 engloba outras ações de formação em diversas áreas, como a Legislação Laboral, 6 Sigma, Medidas de Autoproteção, Marketing e Vendas, entre outras.

GONÇALTEAM. COMERCIALIZA NOVOS EQUIPAMENTOS

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Gonçalteam lançou recentemente mais uma novidade exclusiva para o mercado. Trata-se da única máquina de serviço móvel (com sistema patenteado) para montar / desmontar pneus comerciais e pesados / agrícolas e equilibrar rodas de ligeiros, comerciais e de pesados até 30” de diâmetro, da sua representada M&B Engineering. As grandes vantagens desta

máquina são a versatilidade, o pouco espaço que ocupa e a robustez que é característica da M&B, associada à possibilidade de praticamente poder fazer o serviço completo a viaturas pesadas fora das instalações. Outra novidade da Gonçalteam é a máquina de equilibrar HPA Faip B340 EVO, com preço “muito” especial, promete a empresa, e que está equipada com todos os extras de fábrica da HPA FAIP (um único equipamento disponível por ser “kitado” na HPA Faip). Trata-se de uma máquina com diagnóstico de pneus / roda através de leitor ultra sónico, com detetor de efeito “Run-Out” no pneu e defeito lateral no flanco do mesmo, sistema “Quick lock” de aperto da roda de modo pneumático, busca automática da posição dos pesos a aplicar e monitor LCD.

RUPES. NOVO SISTEMA DE POLIMENTO ORBITAL BIG FOOT

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Rupes lançou no mercado mais um equipamento com o objetivo de garantir a máxima segurança, eficiência e redução dos custos e tempo de trabalho. A mais recente inovação é o Big Foot, o novo sistema de polimento orbital, um novo método revolucionário que reduz o tempo de polimento e cria uma superfície livre de

hologramas. O design exclusivo e fácil de usar permite obter resultados profissionais. Também permite que os clientes obtenham excelentes resultados com a economia de tempo, até 50%. Os técnicos que usam o sistema Big Foot conseguem um trabalho com menos passos, menos tempo, mais fácil e com maiores lucros.


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LANCAR. REFORÇA APOSTA NO CERAMIC

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Lancar renova a aposta no “Ceramic”, um produto que este fabricante diz não ter qualquer tipo de concorrência no mercado. Trata-se de um produto que, em 2013 (primeiro ano de vendas completo), já quase igualou as vendas ao Lancar PTFE (líder de vendas até 2012) e que será, no fundo, o produto que também o irá substituir. O Ceramic, tendo em conta que aguenta muito mais temperatura que o PTFE, consegue ter menos grau de atrito e não é poluente. ”A publicidade boca a boca deste produto em relação às alterações no funcionamento dos motores e em situações extremas em competição são impressionantes”, diz João Paulino, da Lancar, relativamente ao sucesso que este produto tem tido.

Osram. Fornece luz laser no BMW i8

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Osram teve um papel decisivo no desenvolvimento de fontes de luz laser para o BMW i8. A luz laser é considerada o próximo grande passo no desenvolvimento da iluminação automóvel e oferece novas possibilidades de design aliadas às suas vantagens funcionais. Ao desenvolver a luz a laser, a Osram conseguiu combinar os seus inúmeros anos de experiência na área da tecnologia de semicondutores, com a sua força como fornecedor de sistemas completos. Os diodos laser são produzidos na subsidiária da Osram, a Osram Opto Semiconductors, enquanto o design do módulo laser é baseado no know-how da divisão de Special Lighting. As luzes laser são o próximo passo na iluminação automóvel. O módulo

SHERWIN WILLIAMS. NOVO SISTEMA BASE DE ÁGUA AWX PERFORMANCE PLUS

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OPEL. APOSTA NA FIDELIZAÇÃO NO PÓS-VENDA

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Opel colocou em linha o portal ‘myOPEL.pt’ destinado a proporcionar a cada proprietário de modelos da marca uma ligação direta, mais próxima e facilitada a tudo o que envolve a manutenção do automóvel. Após um processo simples de registo ‘on line’, que criará um acesso personalizado, o utilizador de qualquer modelo Opel poderá interagir diretamente com o concessionário que selecionou como ‘favorito’, nomeadamente para solicitar marcação de serviço de manutenção. O portal faculta ainda detalhes sobre o veículo, desde o número de chassis até à data de matrícula, e pode ser configurado para emitir automaticamente avisos quando se aproximam datas de manutenção programada e inspeção periódica. Em poucos passos, o utilizador também pode aceder a informações sobre campanhas técnicas de manutenção disponíveis especificamente para o seu automóvel. Na fase de arranque do portal ‘myOPEL. pt’, a Opel está a oferecer um serviço de manutenção gratuito, todas as semanas, através de passatempos realizados entre os seus clientes registados.

GLASSDRIVE. RENOVAÇÃO DA OPERAÇÃO EM SACAVÉM

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e modo a responder a novos desafios a Glassdrive Sacavém procedeu à mudança de instalações bem como da sua gestão. O novo centro está localizado no Parque Industrial Tejo em Sacavém perto da Estrada Nacional 10, com a curiosidade de que esta via rodoviária está intimamente ligada à Saint-Gobain e à indústria do vidro pois várias empresas do grupo estão situadas ao longo dessa estrada. Situado numa nave industrial e com recurso a uma equipa experiente e dedicada, a Glassdrive pretende manter os níveis de serviço com estas novas instalações de Sacavém. Mais informações pelo telefone 211 925 639.

ERRATA

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o Diretório Oficina 2014 publicado pela TURBO OFICINA, a informação da página 79 relativa à Roady está incorreta devido a um erro de importação dos dados. Pelo lapso pedimos desculpa à Roady e aos leitores. A informação correta é:

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laser instalado no BMW i8 ilumina significativamente mais a estrada do que as soluções conhecidas até agora e foi codesenvolvido pela Osram. Existe, no entanto, ainda um longo caminho por percorrer até que este tipo de faróis concebidos com módulos laser sejam tão comuns quanto as luzes de halogéneo ou xénon.

Sherwin Williams acaba de apresentar o seu novo sistema de repintura automóvel AWX Performance Plus TM. Este novo sistema tem excelentes propriedades a nível de cobertura, mistura e correspondência de cores, de acordo com as necessidades cada vez mais exigentes dos profissionais de pintura. O novo sistema AWX Performance Plus apresenta uma nova formulação de produto com características de secagem melhoradas e uma aplicação de produto mais fácil, tornando-o numa das referências no mercado de repintura automóvel. Uma das vantagens do novo sistema AWX é o reduzido investimento que se têm que fazer, pois as embalagens foram criadas de acordo com as necessidades dos clientes. As cores lisas de menor rotação estão agora em embalagens de 0,5 litro, os pérolas em frascos de 0,33L e os Xiralics em frascos de 0,177L.

- Data de criação da rede: 1999 - Nº total de oficinas: 31 - Nº de oficinas abertas em 2013: 0 - Previsão: 60 centros-auto até 2020 - Telefone: 249 880 300 - www.roady.pt - apoioconsumidorportugal@mousquetaires. com


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ESPECIALISTA

Think4action. Promoção direta ao cliente Já imaginou deixar aleatoriamente no carro de um potencial cliente um pré-orçamento de manutenção, que permitisse à sua oficina dinamizar o negócio? Não é futurismo, pois já existe quem o faça em Portugal. TEXTO PAULO HOMEM

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Think4action é uma empresa que se dedica à ativação de negócio. Quer isto dizer que é uma empresa que propõe aos seus clientes a criação e geração de novo negócio. A empresa opera em diferentes áreas e, garante Jorge Antunes, Managing Partner da Think4action, que se trata de algo muito inovador. Basicamente a Think4action usa uma metodologia que permite dinamizar a relação com o consumidor de modo a atrai-lo para uma determinada campanha. Depois são implementados diversos processos de modo a envolver o cliente nessa campanha, o que resulta numa venda e que se traduz em resultados para a empresa cliente. Esta empresa disponibiliza cinco soluções,

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sendo uma delas o CarLink, que aqui descrevemos, embora as restantes (Houselink, CityLink, StoreLink e DirectLink) envolvam setores como o dos seguros, automóvel, retalho, saúde, entre muitos outros. CARLINK O que o CarLink permite fazer é a promoção (por exemplo, do serviços oficinais) em larga escala mas de forma personalizada. “Os mecanismos de marketing e promoção que existem no mercado e que são promovidos pela generalidade das marcas e de redes oficinais não têm grande diferenciação entre si”, afirma Jorge Antunes, explicando que com “o CarLink o que conseguimos fazer é criar diferenciação na mensagem”.


Desta forma, a promoção que é deixada junto de cada automóvel é personalizada apenas para esse automóvel. “Estas soluções são muito complexas de implementar, não tanto do ponto de vista tecnológico, mas principalmente do ponto de vista do cliente, pois nem todos estão preparados para este tipo de projetos”, refere o mesmo responsável, esclarecendo que “é preciso empresas que sejam arrojadas, inovadores e que tenham bons sistemas de informação”. Na prática, esta aplicação do CarLink consiste num equipamento de recolha de dados que gere e interliga diversos sistemas de informação (planos de manutenção de viaturas, preçários de serviços oficinais que incluem mão-de-obra e peças, etc) com o sistema de informação do cliente, permitindo a um operador munido com uma impressora portátil, fazer uma simulação de um orçamento de manutenção para cada automóvel (os quilómetros são estimados através de um algoritmo) que está estacionado na rua. Nesse mesmo automóvel fica uma pequena folha (dentro de um invólucro plástico), impressa com o plano de manutenção a cumprir e os custos inerentes (entre outras recomendações e sugestões, como por exemplo, a data de inspeção e a morada da oficina), sendo gerado um código que está nessa folha e que o cliente (prestador do serviço) também recebe. O automobilista que vê esse invólucro plástico no seu carro poderá, se entender, dirigir-se à oficina e efetuar o serviço de manutenção pelo valor que consta nessa folha. Com a rede oficinal que está a dinamizar o CarLink (neste caso a Midas), a Think4action iniciou um terceiro ano de contrato, continuando a dinamizar o serviço ao longo de todo o ano em Lisboa e Porto, tendo chegado a cerca de 800.000 veículos num ano. “A taxa de retorno que se obtém com esta ferramenta é enorme” refere Jorge Antunes, que reforça a qualidade da informação que consta no documento que é deixado em cada automóvel, que é muito rigorosa “pois tem a

ver com os planos de manutenção para cada modelo de automóvel”. A Think4 action tem uma equipa de 30 pessoas que andam na rua em Lisboa e Porto a simular um orçamento em cada automóvel, sendo que a operacionalidade para realizar cada orçamento é muito simples e rápida, exigindo apenas a colocação da matrícula, marca, modelo e versão/motorização do automóvel. O resto são os sistemas de informação a funcionar, obtendo-se em pouco tempo a folha impressa com o orçamento. Refira-se que o CarLink já teve, na sua fase inicial, diversas versões, uma delas incluía mesmo uma fotografia ao veículo em questão. “Nada impede legalmente de tirar uma foto ao carro e incluir no orçamento, mas os consumidores sentiam-se muito invadidos e decidimos abandonar essa solução. Talvez fosse ainda uma solução demasiado arrojada”, afirma o mesmo responsável. OUTRAS APLICAÇÕES O CarLink pode ter outras aplicações. Pode ser usado para dinamizar equipas comerciais sugerindo a troca de veículos. Foi também usado na promoção de um pack de manutenção em que a diferenciação estava no tipo de carroçaria do veículo. Outra utilização foi na dinamização para a comercialização de seguros de automóveis. Foi igualmente usado na valorização momentânea de qualquer veículo, entre outras aplicações. “O CarLink funciona na linha do serviço automóvel e na linha de venda de veículos. Com um mercado automóvel em crise ao nível da venda de novos, a linha do serviço é aquela que tem conhecido um enorme sucesso”, assegura Jorge Antunes. No entender do responsável da Think4action, o CarLink pode ser usado para promover quase tudo, nomeadamente pneus. “É uma oportunidade que ainda ninguém agarrou, mas existem ainda muitas outras que se podem explorar”, diz o mesmo responsável, que está neste momento a trabalhar na internacionalização da empresa e das soluções.

OPINIÃO

Jorge Antunes MANAGING PARTNER DA THINK4ACTION

“NEGÓCIO AUTOMÓVEL TEM QUE SE DOTAR DE FERRAMENTAS DE MARKETING E DE VENDA” O mercado automóvel está na crise em que está e que todos conhecem. Quando vemos o que é feito em termos de promoção para o automobilista neste setor, verificamos que não existe nenhuma diferenciação entre esses operadores na forma de promover os seus serviços. O negócio automóvel tem que se dotar de novas ferramentas de marketing e de venda, que chamem e que fidelizem o cliente. Perdem-se muitas oportunidades de venda neste negócio e as únicas empresas que têm tido sucesso neste setor das oficinas são aquelas que têm apostado em informação. É importante saber quanto é que conhecemos o cliente e de que forma conseguimos aproveitar essa informação propondo-lhe serviços / produtos, de uma forma proactiva. Existe um mercado imenso para crescer, que tem imensas oportunidades de negócio, mas que as pessoas não aproveitam, pois utilizam modelos de marketing e vendas que não trazem qualquer diferenciação. Se analisarmos, as empresas pouco investem em informação, e por isso não se poderão diferenciar no mercado nem poderão ser proactivas. O que nós propomos é precisamente isso, isto é, somos uma empresa de ativação de negócio. As soluções que propomos, nomeadamente o CarLink, permitem captar negócio de uma forma proactiva.

CONTACTOS THINK4ACTION RESPONSÁVEL JORGE ANTUNES TELEFONE 211 931 280 E.MAIL jorge.antunes@thin4actions.com WEBSITE www.think4action.com

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ESPECIALISTA

A Unicautex foi a primeira oficina em Lisboa a usar o queimador de biomassa para a sua estufa de pintura

SolarWaters. Poupar até 60% em combustível nas estufas de pintura

A empresa ligada à eficiência energética trouxe o seu know-how das caldeiras para as estufas de pintura e promete poupanças consideráveis na fatura energética das oficinas, sem investimento inicial. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

FOTOS JOSÉ BISPO

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SolarWaters já instalou as primeiras duas unidades da sua solução inédita de queimadores para estufas de pintura. A TURBO OFICINA visitou uma delas, a Unicautex, oficina da Rede Rino, que serviu de “cobaia” para o sistema, que está a funcionar em pleno há mais de um mês. A poupança chega, em média, aos 60% na fatura do combustível para quem usava queimadores a gasóleo e a cerca de 40% para quem usava queimadores a gás natural. O combustível são pellets de madeira, um material de aproveitamento e com menores emissões do que o gasóleo. Fernando Basto, gestor de vendas da SolarWaters, mostra como são fáceis de fazer as contas: “O poder calorífico ou energia contida em 2kg de pellets é equivalente ao poder calorífico contido num litro de gasóleo. Na prática, um litro de gasóleo

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custa 1,34€ (valor variável) e dois quilos de pellets custam 0,52€, o que representa uma poupança na ordem dos 60%” para o mesmo trabalho. O processo, explica Fernando Basto, é simples e requer apenas que a oficina se organize para ter a estufa parada um dia para a instalação e formação. A instalação passa pela troca do queimador, que é de maiores dimensões e tem uma boca mais larga – instalado com duas potências (150 e 250 kW), dependendo da dimensão da estufa -, que é fornecido com todos os acessórios necessários ao seu funcionamento, nomeadamente o sem-fim de alimentação, o quadro de programação e o depósito de 300 kg, onde são despejados os pellets de madeira (tipo de lenha, geralmente produzidos a partir de serragem ou serradura de madeira refinada e seca que depois é comprimida). São granulados cilíndricos com 6

a 8 milímetros (mm) de diâmetro, com 10 a 40 mm de comprimento. A manutenção que requer é simples. Além da limpeza semanal da cinza, fazer uma revisão anual dos motores e da resistência elétrica de ignição (deve ser trocada de dois em dois anos. “Um dos problemas passa pelas estufas mais antigas uma vez que, como o ar é pressurizado, deparamo-nos com fugas que podem fazer com que o fumo saia pela boca do queimador. E se há uma fuga isso pode ser perigoso, sendo que

CONTACTOS SOLARWATERS GESTOR DE VENDAS FERNANDO BASTO TELEFONE 210 105 935 E.MAIL fernando.basto@solarwaters.pt WEBSITE www.solarwaters.pt


TRÊS PERGUNTAS ANDRÉ JESUS RESPONSÁVEL DA OFICINA UNICAUTEX Em cima os pellets usados para o aquecimento, num sistema que pode ser adaptado às principais estufas de pintura

PERGUNTAS FREQUENTES Utilizo o mesmo quadro de controlo elétrico? Sim, utiliza o mesmo quadro de controlo da estufa como utiliza hoje. Não é necessária instalação de sondas ou alterações elétricas ao equipamento do controlador existente. Para que serve o quadro fornecido com o queimador? Para programação de instalação e operações específicas do queimador. A queima de biomassa produz cinzas. Quais as consequências da existência de cinzas? Está é a verdadeira diferença e inconveniente do queimador a biomassa. Os queimadores a gasóleo ou gás não produzem cinzas e os queimadores a biomassa sim. Cerca de 1% do combustível queimado fica sobre a forma de cinzas na câmara de combustão da estufa. Por este motivo, a câmara de combustão deve ser limpa uma vez por semana. Como se limpa a câmara de combustão? É uma operação simples e que não demora mais de 20 minutos. Desapertam-se os quatro parafusos que fixam o queimador e com um aspirador aspiram-se as cinzas. Em alguns modelos de estufas existe uma porta própria para o efeito. A cinza cai na pintura? Não. O ar de combustão não se mistura com o ar que vai para o interior da estufa, saíndo pela chaminé. Depois de fazer a conversão, o que acontece ao queimador a gasóleo existente? O queimador fica desativado, embora possa ser colocado quando o pretender de forma muito simples. Ele pode ser utilizado, por exemplo, se tiver uma rutura de stock de pellets. Basta trocar os queimadores e chapa de suporte. Onde posso comprar pellets? Pode comprar à SolarWaters ou localmente. Os pellets são um combustível bastante comum e existem hoje em superfícies como o AKI, Leroy Merlin ou Agriloja. A oficina (ou rede de oficinas) podem negociar diretamente com um fornecedor para conseguir melhores preços.

muitas vezes nas oficinas não têm noção que a estufa tem esse problema”, explica Fernando Basto. Agora a estratégia da SolarWaters, que tem muita experiência em questões de eficiência energética e biomassa, passa por divulgar este sistema e, para isso, conta com um protocolo com a ANECRA e também com o apoio e certificação (com testes que indicam bom funcionamento com o queimador a biomassa) por parte das duas principais empresas que trabalham o mercado das estufas em Portugal: Equiassiste e Cetrus. “Um dos problemas

é a resistência à mudança das oficinas, normal quando surge um produto novo no mercado, mas estamos cá para mostrar as reais poupanças que o nosso produto permite”, explica Fernando Basto. O processo de conversão da estufa de pintura passa sempre pelo processo de uma análise da SolarWaters em relação ao consumo médio mensal de combustível e também por uma visita técnica para retirar medidas, verificar o local de instalação e retirar dúvidas. Fernando Basto estima que existam cerca de 3000 estufas de pintura em Portugal e, para todas elas, a

Porque decidiu optar por este sistema e ser uma das duas primeiras oficinas a instalá-lo? Foi uma junção de fatores que me levou a não hesitar. Estou sempre à procura de soluções inovadoras e soluções alternativas que sejam mais eficientes. Neste caso, a poupança de dinheiro por mês é significativa. Já consegue fazer um cálculo de quanto poupa face ao anterior sistema a gasóleo que usava? No primeiro mês de utilização, com algumas adaptações que fizemos por ser a primeira unidade instalada, conseguimos sempre uma poupança acima dos 50% face ao gasóleo que gastávamos anteriormente. Num mês gastei cerca de 180 euros em pellets. Para fazer esse mesmo serviço teria que gastar entre 350 e 400 euros de gasóleo. Quais as grandes diferenças no funcionamento? Em termos de funcionamento há duas diferenças mais visíveis: uma é o facto de produzir cinza que é preciso limpar. Outra é o arranque que é mais lento, porque este sistema demora mais a aquecer. É como se fosse uma lareira em que é preciso queimar primeiro alguns pellets para que a temperatura comece a subir. É uma diferença de 7 a 10 minutos mas basta que quem está a trabalhar tenha essa informação e ligue o sistema uns minutos antes.

SolarWaters tem uma solução de poupança. Além da possibilidade de compra deste sistema, a SolarWaters aposta na solução renting, que não implica investimento inicial. Assim, por exemplo, para o renting de um queimador de 150 kW o preço mensal é de 190€+IVA, enquanto para um queimador de 250 kW é de 250€+IVA. Mesmo com o valor do renting, o valor mensal gasto é mais barato. Uma estufa que gaste 600 euros mensais de gasóleo, passa a gastar apenas 430 euros mensais (com os 240 euros equivalentes do consumo de pellets e os 190 euros do renting). MAIO 2014

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Hidroreport. Pisos que melhoram a oficina Como empresa especialista em produtos e serviços de proteção e segurança em ambientes empresariais, a Hidroreport comercializa o Ecotile e Hidrotile, dois tipos de pisos que se destinam também a oficinas em geral. TEXTO PAULO HOMEM

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á olhou bem para o chão da sua oficina? Sempre que um cliente entra numa oficina o aspeto do próprio chão é algo muito importante, como também o é, em termos funcionais, para quem lá trabalha diariamente. Se com um investimento relativamente baixo, sem haver necessidade de parar com o trabalho, uma oficina puder dispor de um piso que seja esteticamente agradável e mais confortável para os trabalhadores, então a Hidroreport poderá ter a solução. “Somos acima de tudo uma empresa de soluções em que os produtos vêm por arrasto”, começa por referir Pedro Vieira, Diretor Geral da Hidroreport, explicando que “somos especialistas na resolução dos problemas de proteção e segurança, também ao nível das oficinas, que os clientes que nos procuram nos vão colocando”. Para dar a solução certa ao cliente, a Hidroreport tem como fornecedores de produto diversas empresas europeias, as quais “conhecemos as fábricas e sabemos como fabricam os produtos” diz Pedro Vieira, permitindo assim a esta empresa da Ericeira comercializar em exclusivo as suas marcas no nosso país.

ECOTILE Antes de vender qualquer piso, a Hidroreport faz sempre um estudo do local onde vão ser aplicados e, no caso de uma oficina, qual o fluxo de carros dentro da mesma e outras variáveis para poder comercializar a solução mais adequada a cada caso. Existem dois níveis de oferta diferenciadas, acima de tudo, pelo preço. Em primeiro lugar, o Ecotile, uma marca inglesa, que funciona como o piso de topo da Hidroreport. Trata-se de placas com sistema de encaixe periférico, construídas em PVC (moldado por

A Hidroreport disponibiliza diversas soluções para as oficinas

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ECOTILE E HIDROTILE SÃO DOIS TIPOS DE PISO QUE SE ENQUANDRAM EM QUALQUER AMBIENTE OFICINAL


CONTACTOS HIDROREPORT RESPONSÁVEL PEDRO VIEIRA TELEFONE 961 501 310 E.MAIL geral@hidroreport.pt WEBSITE www.hidroreport.pt

injeção), que permitem obter um pavimento resistente e durável ao qual é dado uma garantia de 10 anos. “É reconhecido como o melhor pavimento modular do mundo, com inúmeras certificações e testado em função da queda dos mais variados líquidos”, refere Pedro Vieira, assegurando que das múltiplas aplicações em que o Ecotile pode ser usado, se encontra claramente o setor oficinal. Disponível com diversas espessuras e diversas cores, o Ecotile só precisa de uma base lisa para aplicar, sempre em ambiente interior. Este produto reduz o ruído em 46 db, é antiderrapante (classificado como R10), fácil de limpar e de manter, adaptável a qualquer área, confortável e aguenta cargas, sendo ainda 100% reciclado e reciclável. “É muito fácil de aplicar, não precisando de parar a atividade, e depois de instalado pode ser removido e aplicado noutro espaço”, assegura Pedro Vieira. PUBLICIDADE

Sobre este piso pode ainda ser aplicado um produto, que é o PU (poliuretano), da marca Dr. Schutz, desenvolvido especificamente para o setor automóvel, que potencia a capacidade de proteção destes pisos. HIDROTILE A segunda marca, também de pisos para oficinas, é a Hidrotile. “Produzido também em Inglaterra, é um pavimento mais económico, feito em material reciclado (vinil), disponível sobretudo em cor preta, com pisos em folha de oliveira, apitonado e brevemente liso, ideal para quem quer aplicar grandes superfícies de piso”, explica Pedro Veira, adiantando que “tem sido um produto que se tem vendido bastante para este setor, que possui excelentes características para ser utilizado em ambiente oficinal”. Produzido em materiais mais económicos e estando disponível numa única cor (embora possam ser fornecidas outra cores a pedido), tem, por isso, um preço mais competitivo, o responsável da Hidroreport rejeita a ideia de que se trata de um produto de menor qualidade, até porque sendo mais alto aguenta ainda mais cargas. “As características de instalação e de utilização são em tudo semelhantes nas duas marcas, sendo o Hidrotile um produto que absorve muito bem o ruído e o choque, proporcionando

excelente conforto e é muito durável, podendo ser reutilizado”, afirma Pedro Vieira. Refira-se que as marcações no chão podem ser feitas utilizando uma tinta esmaltada, embora a Hidroreport tenha também uma solução nesta área. É o caso da representada Permarut, que mais não é do que um conceito de marcação de pavimentos em oficinais e outras atividades. “É mais uma representação exclusiva de um produto de muita qualidade, construído em PVC, com características únicas quer de aplicação, quer de durabilidade”, refere o mesmo responsável. Dos muitos produtos que a empresa disponibiliza, merece ainda destaque (para as oficinas e até para casas de peças) os tapetes “profissionais”. São tapetes para todas as utilizações de risco possíveis (óleos, ácidos, alcalinos, eletricidade, fogo, resistência a fagulhas, etc.). A Hidroreport fornece também tapetes de descanso para quem exerce a sua atividade de pé, no mesmo local, durante várias horas e tapetes de entrada específicos (com grandes vantagens em termos de limpeza do espaço comercial). A instalação dos pisos comercializados pela Hidroreport pode ser feita pelo próprio cliente (ou por uma empresa parceira), podendo a comercialização dos mesmos ser feita por alguns revendedores certificados pela própria Hidroreport.


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ESPECIALISTA

FMF. Apostar mais no mercado oficinal A Fonseca, Matos & Ferreira aposta num conjunto de representações alternativas mas de grande qualidade. Em 2014 quer reforçar o segmento oficinal dentro da empresa e aumentar a penetração de algumas representadas. TEXTO PAULO HOMEM

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ão 35 anos de mercado da Fonseca, Matos & Ferreira, nome que identifica os sócios originais desta empresa. Inicialmente a empresa dedicouse à comercialização de ferramentas e lubrificantes para diversos setores de atividade com destaque para a parte industrial, tendo aumentado progressivamente a sua penetração no mercado. Há cerca de 18 anos começou a abordar também o setor automóvel, através da comercialização dos lubrificantes Millers, que correspondeu também à entrada na empresa de Stephen Ainslie, atualmente diretor comercial. “A Millers foi pioneira na introdução de lubrificantes específicos para motores Diesel, que ainda hoje se mantém na área dos veículos

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pesados“, começa por referir Stephen Ainslie, abordando especificamente uma das marcas de maior historial na Fonseca, Matos & Ferreira. Atualmente a Millers possui uma gama de lubrificantes para todo o tipo de veículos automóveis, mas também disponibiliza lubrificantes para outro tipo de veículos, como motos e veículos de competição. “Com base na experiência recolhida na competição, foram desenvolvidos quatro lubrificantes, três de motor e um de caixa (diferencial), com nano tecnologia, que é utilizado nos automóveis tradicionais para reduzir o consumo”, refere o mesmo responsável, reforçando o grau tecnológico dos lubrificantes Millers. A comercialização dos lubrificantes Millers

é feita através de retalhistas e de oficinas, embora neste último caso apenas o façam diretamente onde não têm um distribuidor. O setor oficinal tem uma grande representatividade na atividade desta empresa, mesmo de forma indireta. Alguns clientes, como empresas de construção, adquirem os

CONTACTOS FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA RESPONSÁVEL STEPHEN AINSLIE TELEFONE 218 610 610 E.MAIL fmf@fmf-ferramentas.com WEBSITE www.fmf-ferramentas.com


seus produtos na Fonseca, Matos & Ferreira para fazerem a manutenção das suas frotas. OUTROS PRODUTOS Se os lubrificantes Millers são um produto de referência para a Fonseca, Matos & Ferreira, a empresa comercializa muito outros produtos para o setor das oficinas, alguns deles tradicionais na sua atividade, como é o caso das ferramentas manuais e pneumáticas (chaves de impacto), para além de uma gama de spray´s para manutenção ou limpeza automóvel. Desde 2013 que a Fonseca, Matos & Ferreira, iniciou a comercialização da Evans, que está a ser vendida aos centros de conversão, que no fundo são oficinas especializadas quer em carros clássicos, quer na transformação de outro tipo de veículos. O Evans é um produto que substitui a água e o anti-congelante como produto de refrigeração, que traz muitos benefícios para os motores (ver caixa). Se na Millers Oils e na Evans a Fonseca, Matos & Ferreira é importadora e distribuidora exclusiva para Portugal, também nas ferramentas da marca Elora, de origem alemã, existe exclusividade. Trata-se de uma marca Premium com um sortido muito completo de ferramentas para diversos fins, em que a qualidade é um dos argumentos. “Temos outras marcas com produtos diversos ao nível das ferramentas, que são produtos de grande consumo noutros mercados e que queremos também desenvolver em Portugal”, refere Stephen Ainslie. Certo é que, de momento, a empresa aposta mais no desenvolvimento das suas

representadas, mesmo que “a procura por novos produtos seja sempre uma constante. Aliás, um dos nossos objetivos, de acordo com a certificação da qualidade ISO 9001 que a Fonseca, Matos & Ferreira possui, é o de angariar todos os anos novas marcas. Foi assim em 2012 com a Elora, em 2013 com a Evans e poderá ser assim em 2014 com outra marca, que poderá ser ao nível dos equipamentos para oficinas” afirma o mesmo responsável. Atendendo ainda à reduzida expressão dos lubrificantes Millers nas oficinas (como também da marca Evans), um dos objetivos da empresa para este ano passa por crescer neste mercado. “Vamos apostar numa presença mais efetiva nas oficinas. Estarei dedicado de uma forma mais exclusiva às oficinas, na promoção da Millers e também da Evans, pois entendemos que só se pode crescer tendo mais clientes”, refere Stephen Ainslie. LOGÍSTICA Com instalações (sede e armazém) na Quinta da Matinha em Lisboa, a Fonseca, Matos & Ferreira tem uma equipa de vendas presente em todo o território nacional que visita clientes oficinas, retalhista e casas de ferramentas, sendo que a distribuição dos produtos é feita pela própria empresa na região de Lisboa e por transportadores para o resto do país. Relativamente ao mercado oficinal, Stephen Ainslie diz que “as oficinas têm sofrido muito, mas continua a ser dos setores mais estáveis na nossa economia, pois os carros circulam menos, mas a verdade é que continuam a circular e a precisar de manutenção”.

EVANS: ARREFECIMENTO DE MOTOR SEM ÁGUA!!! Desde 2013 que a Fonseca, Matos & Ferreira comercialzia em Portugal a marca e os produtos Evans. Este é um produto que substitui a água e o anti congelante no sistema de arrefecimento dos motores, que pode ser usado em todo o tipo de veículos. Não tendo água, a aplicação do Evans nos motores evita a corrosão, mas também o sobreaquecimento, já que este produto não ferve e tem o ponto de ebulição acima de 180º. Outra vantagem é permitir que o sistema de refrigeração funcione a uma pressão mais baixa (reduzindo dessa forma a pressão nos componentes do motor). Estas e outras vantagens tornam o Evans o líquido para radiador que não é comparável a qualquer outro refrigerante de motor, pois não tem água, eliminando dessa forma os problemas associados à utilização da água nos motores. Utilizado na competição e em veículos clássicos, o Evans permite prolongar a vida útil de qualquer motor mas também que o mesmo trabalhe em condições mais severas mantendo a fiabilidade.

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CARF. Agora também no Algarve Desde o passado dia 21 de abril que a CARF passou a operar na região do Algarve. Mas esta não é a única novidade deste especializado operador logístico de peças. TEXTO PAULO HOMEM

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caminho dos 11 anos de atividade, a CARF tem tido um crescimento notável tendo despertado no mercado das peças, mas também da logística, um enorme interesse, sobretudo pela especialização do seu negócio na distribuição de peças. Assim, desde finais de 2013 que a estrutura acionista da empresa se alterou. A CARF deixou de ser uma estrutura familiar, passando a pertencer ao Grupo Totalmedia (Grupo que tem como clientes o Continente, Auchan, El Corte Inglés, Worten, entre outros), mas a empresa continua a ter como responsável máximo Paulo Carvalho. “A atividade da CARF não se altera, vamos continuar a ser especialistas na distribuição exclusiva de peças e pneus”, afirma Paulo Carvalho, Diretor Greal da CARF, explicando que “a grande vantagem que se obteve fazendo parte do Grupo Totalmedia é ao nível das sinergias. A empresa tem plataformas em Lisboa, Porto e Algarve, e tem distribuição noturna entre estas plataformas, o que nos permite ter custos logísticos partilhados, entre outros benefícios, ao nível dos recursos humanos, da contabilidade, etc”. Mantendo a sua especialização na distribuição de peças, “pois não tinha sentido alterar aquilo que é a nossa diferenciação no setor”, Paulo Carvalho assume que outros projetos que existiam na CARF, mas que caminhavam mais lentamente, estão agora a ser pensados já para 2014, como é, por exemplo, a entrada em novas regiões do país, nomeadamente no Grande Porto. “Não há qualquer razão, neste momento, para não nos assumirmos como uma empresa nacional, líder na distribuição de peças de automóveis”, afirma Paulo Carvalho.

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ALGARVE Um dos aspetos já visíveis da integração da CARF no Grupo Totalmedia é a chegada recente deste distribuidor de peças ao Algarve. Desde o passado dia 21 de abril que esta empresa começou a operar com frota própria em toda a região do Algarve, tendo uma plataforma logística em Albufeira. A CARF entra neste mercado com uma aposta “agressiva” de duas distribuições diárias, com uma entrega matinal e outra por volta das 15 horas. “Para além da distribuição de um dia para o outro de Lisboa para o Algarve, vamos ter também uma distribuição semelhante no próprio dia, o que nos permite ter duas distribuições por dia no Algarve. Queremos trabalhar com todo o mercado regional que existe no Algarve, criando também necessidades e oportunidades nesse mercado, que sabemos que não está habituado a este tipo de serviço”, afirma Paulo Carvalho, traçando um paralelismo com operação que desenvolveu em Leiria em junho de 2013, que rapidamente se expandiu até Coimbra (onde brevemente já terá também duas entregas diárias). “Cada vez mais as empresas trabalham com peças para o dia-a-dia. Com esta oferta no Algarve duplicamos a capacidade de entrega que qualquer operador tradicional oferece”, afirma Paulo Carvalho, que assegura: “Vamos também começar a distribuir em Beja, na mesma rota de distribuição que fazemos diariamente para o Algarve”. A empresa fez um minucioso levantamento do mercado algarvio, tendo identificado uma série de clientes, levando Paulo Carvalho a dizer que “o potencial dessa região é enorme. Temos operadores de diferentes dimensões, alguns com presença local mas outros com presença em toda a região. O serviço que lhes vamos prestar poderá até ser uma maneira de

Algarve

Lisboa

A CARF QUER ASSUMIR-SE COMO UMA EMPRESA NACIONAL. DEPOIS DO INÍCIO DE OPERAÇÃO NO ALGARVE, O PRÓXIMO PASSO SERÁ ENTRAR NO GRANDE PORTO.


CONTACTOS CARF RESPONSÁVEL PAULO CARVALHO TELEFONE 219 809 640 E.MAIL paulocarvalho@carfnet.com WEBSITE www.carf.pt

eles reduzirem os custos de estrutura”. Exclusivamente para o Algarve a CARF contará na fase de arranque com três veículos comerciais (mais um de apoio), mas que em qualquer momento poderá ser reforçada, repetindo um pouco a dinâmica de negócio registada com a operação de Leiria. “Temos muita responsabilidade naquilo que fazemos, pois sabemos que o cliente está à nossa espera. Estamos preparados para atender às necessidades dos clientes e estamos abertos a todas as propostas que nos façam para distribuir peças”, refere Paulo Carvalho.

Leiria PUBLICIDADE

COMERCIAIS Reconhecendo que grande parte do sucesso da CARF se deve ao empenho da equipa que trabalha na empresa - “têm sido fantásticos” -, Paulo Carvalho revela que comercialmente o ano de 2013 foi muito bom e que 2014 está com bons indicadores. “Queremos ter uma maior proximidade com o nosso cliente, perceber a sua realidade e necessidade”, diz o mesmo responsável, afirmando em tom de brincadeira que na distribuição de peças “queremos olhar para um cliente e vesti-lo dos pés à cabeça”. Para potenciar esta maior proximidade com o cliente, que se tinha esvanecido um pouco por via do natural crescimento da empresa, a CARF apostou também muito recentemente numa equipa comercial, com três pessoas, e um diretor comercial. Esta equipa tem a responsabilidade de estar próximo do cliente e de o ouvir, mas também é uma forma de potenciar o negócio da empresa junto de muitas empresas em todo o país, devido ao crescimento geográfico da CARF.


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Autoflex. Ajudar os clientes no negócio O ciclo de conferências “inovação na repintura automóvel” pretende dar novas e melhores ferramentas às oficinas para rentabilizarem o negócio, através de parceiros como a Spies Hecker. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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ão nove as conferências que a Autoflex está a levar a cabo junto dos seus clientes sob o mote “inovação na repintura automóvel”. O objetivo, segundo Felismino Pinto, diretor técnico do Grupo Autoflex, é “juntar as oficinas e passar-lhes o máximo de conhecimento possível para que possam trabalhar melhor”. Isso mesmo comprovou a TURBO OFICINA, na conferência que teve lugar em Gaia, para os profissionais do Grande Porto, que juntou cerca de 70 oficinas. “Pretendemos uma maior proximidade do mercado e queremos estar sempre a par de quais são as reais necessidades dos clientes para que possamos evoluir juntos, diversificando a oferta no sentido de todos eles encontrarem na empresa a resposta que necessitam”, explica Felismino Pinto. Durante a conferência, onde foram vários os oradores, há uma ideia que é comum a todos. O objetivo tem que ser sempre “fazer bem feito à primeira” e é por isso que estas apresentações com uma componente técnica, neste caso a cargo de Fernando Soares, gestor de produto da Spies Hecker, cativam os participantes, com plena consciência de que a formação hoje é

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fundamental, tanto para um trabalho bem feito como para a rentabilidade da oficina. Por isso, depois da apresentação do Grupo Autoflex e da marca própria CaarQ, chegou a vertente mais técnica e formativa da noite. Fernando Soares falou dos novos produtos da Spies Hecker mas também dos desafios e das dificuldades que têm que ser resolvidas diariamente nas oficinas no que diz respeito à repintura automóvel. Numa sessão animada e com participação da plateia, foram vários os truques que o formador passou aos profissionais, em especial para os produtos de base água, os mais usados atualmente. Mas um dos desafios passa também pelas cores especiais, que são cada vez em maior número e, também por isso, as ferramentas de identificação de cor evoluíram muito, usando cada vez mais as plataformas online que reduzem drasticamente os erros. Um dos lançamentos mais recentes da Spies Hecker é o espectrofotómetro ColorDialog Delta Scan, que lê a cor e até o tamanho das partículas de alumínio. Para responder às exigências cada vez maiores na repintura, a Spies Hecker oferece diferentes hipóteses à oficina, com a gama mais recente

Hi-Tech, que “garante tempos de aplicação e velocidade de processo mais rápidos, é mais versátil e é um produto mais robusto e com processos de retificação também eles mais rápidos. Mas toda a gama Permahyd continua a ser desenvolvida para quem tem outro tipo de necessidades, mantendo a garantia de um


Quais os grandes desafios das oficinas? O primeiro é ter clientes que forneçam serviço capaz para terem uma percentagem de ocupação oficinal saudável. Há muitas oficinas que estão abaixo dos 60% e para rentabilizarem o seu negocio é impensável que continuem a trabalhar assim. Têm que angariar mais clientes e fidelizar os que já têm. Há oficinas que têm muito trabalho porque inovaram e fizeram acordos com seguradoras e frotistas. As que não o fizeram e trabalharem de

forma isolada vão ter muitas dificuldades em se manter no mercado. Uma das novidades da Spies Hecker para este ano é a formação e-learning. Em que consiste? O processo foi desenvolvido a nível central e é composto por 8 módulos, dos quais 7 são formação feita online ao ritmo e à hora que mais convier aos formandos. O último módulo é feito no centro de formação para que essa formação seja certificada através da avaliação dos conhecimentos, o que salvaguarda a qualidade da formação. O e-learning é uma novidade no setor que possibilita a todos ter o conhecimento. Não pode ser só um elemento a ter o conhecimento porque isso pode prejudicar a equipa. Muitas das vezes vão à formação alguns dos elementos e não vai o grupo todo de trabalho. Esta formação serve para criar equipas. Também a plataforma Phoenix é uma novidade para este ano. É um passo importante? É outra revolução neste setor. Trata-se da possibilidade de, em qualquer local da oficina, aceder online à nossa base de dados. Esta ferramenta ajuda numa complexidade tecnológica com maior número de cores e formulações e cores especiais. Hoje em dia para rentabilizar o negócio é preciso fazer tudo de forma muito rápida, poupando no tempo de intervenção.

também crescendo com a internacionalização, em 2009, para o mercado espanhol, com a empresa CaarQ, que hoje tem uma gama completa de produtos na área dos acabamentos no mercado ibérico. O objetivo é fazer com que esta marca cresça “para que possamos ter

uma oferta completa para os nossos clientes, da tinta aos consumíveis e aos equipamentos de secagem”, explica Felismino Pinto. Para este ano as expetativas do Grupo Autoflex são “crescer, com um primeiro trimestre bastante melhor do que o ano passado”.

CONTACTOS AUTOFLEX RESPONSÁVEL TÉCNICO: FELISMINO PINTO CONTACTO 256 910 330 E-MAIL felismino.pinto@autoflex.pt SITE www.autoflex.pt

trabalho de qualidade”, explica Fernando Soares. Manuel Monteiro, da Spies Hecker fez o diagnóstico do mercado em Portugal. “Temos uma descida em volume de vendas, uma situação económica e financeira mais débil e a consequente redução da venda de carros novos, mas também o menor número de oficinas, sendo que muitas delas têm uma taxa de ocupação inferior a 60%”. Por tudo isto, o responsável da marca em Portugal explica que a inovação e a boa gestão são os únicos caminhos. “É fundamental que as oficinas tenham maior conhecimento do custo médio por reparação, o foco na redução de custos em produtos em vez de processos e que estejam atentas a todos os meios disponíveis no setor oficinal”. O Grupo Autoflex, que está a organizar estas conferências, tem crescido, mesmo em tempos de crise, e além da forte parceria com vários fornecedores, entre eles a Spies Hecker, foi PUBLICIDADE

TRÊS PERGUNTAS A MANUEL MONTEIRO DIRETOR COMERCIAL DA SPIES HECKER


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As zonas marcadas estão disponíveis para os clientes fazerem a sua própria manutenção ou reparação

U-Fix. Faça você mesmo e traga as peças O setor oficinal está em mudança constante e novas oportunidades surgem todos os dias. A U-Fix é uma oficina self-service, multi serviços, com um conceito de negócio muito aberto. TEXTO PAULO HOMEM

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unca esteve ligado ao setor oficinal, mas sempre teve um gosto especial por automóveis e alguma curiosidade técnica sobre os mesmos. Um dia, ao ver uma reportagem, num programa inglês de televisão, sobre oficinas self-service, e como nunca tinha ouvido falar em nada do género em Portugal, achou boa ideia e decidiu arriscar. Estamos a falar de Marcos Ferreira, um jovem empresário, que montou na zona de Sintra a U-Fix, que mais não é do que uma oficina selfservice. “Decidi avançar com esta oficina self-service, pois acho que temos mercado para isso e acho que existem muitas oportunidades”, começa por referir Marcos Ferreira. Não perdeu tempo com grandes estudos de mercado, mas depois de avaliar, pensar e estruturar a ideia, falou com pessoas dos

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automóveis e das oficinas, informando-se muito sobre as implicações deste negócio (legais, ambientais, etc), para então... investir. “Tentei criar um espaço de entusiasta do automóvel”, diz Marcos Ferreira, explicando que “o objetivo é também ter uma perspetiva de educação das pessoas em matéria de resíduos e de como as coisas devem ser feitas nesta área”.

CONTACTOS U-FIX RESPONSÁVEL MARCOS FERREIRA TELEFONE 219 242 106 E.MAIL geral@u-fix.pt WEBSITE www.u-fix.pt

CONCEITO Bem antes da abertura, há pouco mais de um mês, que o conceito desta oficina self-service está definido. “Toda a oficina foi pensada no conceito faça você mesmo, mas obviamente que teríamos que ter uma maior abrangência de serviço e por isso funciona também como uma oficina tradicional”, explica o responsável da U-Fix. A ideia é que qualquer cliente tenha à sua disposição uma grande quantidade de serviços (lavagem, polimento, limpeza de interiores, pneus, alinhamento de direção, diagnóstico, mecânica geral, ar condicionado, entre outros) e que possa participar neles ou assistir aos mesmos. “Para os menos familiarizados com estas coisas dos automóveis, queremos explicar-lhes o que se está a fazer no automóvel, aplicando um


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SERVIÇOS COM NOME Para criar uma maior ligação entre os diversos serviços que estão disponíveis nesta oficina selfservice, foram dados nomes aos diversos serviços que existem dentro da U-Fix. Desse modo existe a secção U-Wash, que mais não é do que o serviço self-service de lavagem com espaço dedicado com cortina e equipamentos profissionais (por exemplo uma lavadora de alta pressão) e o serviço U-Clean / U-Polish, dedicado à limpeza de interiores e polimento da pintura do automóvel, com acesso a equipamento especifico (aspirador, máquina de lavagem de estofos, polidora orbital etc). Para além de todo o espaço de manutenção e de pneus U-Fix, que é no fundo toda a oficina, existe ainda o U-Chill, um espaço de conveniência para o cliente (tem café, por exemplo), onde será dinamiza uma secção de classificados.

O conceito de oficina self-service começa a alastrar em Portugal, a U-FIX é um novo exemplo disso mesmo

conceito tradicional de manutenção, ou então dar-lhes a oportunidade de serem elas próprias a fazer os serviços nos seus automóveis”, explica Marcos Ferreira. A U-Fix tem mecânicos experientes para poder fazer o tradicional serviço de manutenção, que servem também como “professores” para o caso de o cliente pretender acompanhar o serviço, ou no caso de ser ele próprio a efetuar o serviço e precisar de algum conselho. No conceito self-service, a U-Fix aluga o espaço e os equipamentos, mas também disponibiliza vestuário de segurança, bem como o acesso a plataforma de dados (Autodata) e a ferramentas diversas.

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PEÇAS Na U-Fix o cliente também poderá trazer as suas peças, bem como lubrificantes ou pneus para montar no seu automóvel, embora a própria oficina disponibilize um serviço de peças (em parceria com empresas de peças) que podem ser pedidas no momento em função das necessidades de cada cliente, tendo em conta a qualidade e o preço. Com uma área de implementação de 415 m2, a U-Fix tem no seu próprio site (em www.ufix.pt) todos os preços tabelados por tipo de serviço, mas se o cliente entender poderá também fazer marcações através dessa plataforma. Uma área que não foi esquecida foi o ambiente

NA U-FIX O CLIENTE PODERÁ TRAZER PEÇAS, LUBRIFICANTE E PNEUS, MAS PODERÁ TAMBÉM ADQUIRI-LAS NO MOMENTO DO SERVIÇO

e a segurança. Esta oficina está equipada com todos os meios de proteção ambiental e de segurança (extrator de fumos, zona específica para encaminhamento de resíduos, separador de hidrocarbonetos, chão anti-derrapante, etc), que “juntamente com a qualidade dos equipamentos que temos, permitem a qualquer um fazer qualquer serviço em total respeito pelo ambiente e em condições de segurança e higiene” refere Marcos Ferreira. Falando também que este é um conceito anti-crise, mas não sabendo para já qual será o cliente tipo desta oficina, “para nós é muito importante que o cliente goste de estar nestas instalações, que se divirta e que simultaneamente poupe dinheiro”, refere Marcos Ferreira, concluindo que “não tenho expectativas, nem boas nem más, sobre o desenvolvimento deste negócio, no qual queremos demonstrar qualidade e transparência. Vamos dinamizar a U-Fix através de diversos meios e, o que me preocupa de momento, é que as pessoas que venham aqui se sintam satisfeitas”.


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Filtros. Em época alta Se existe altura do ano em que os filtros ganham maior importância nos stocks dos grossistas e retalhistas é precisamente agora. Trata-se de um componente de elevada rotação, com uma grande influência no próprio automóvel e nos passageiros. TEXTOS PAULO HOMEM

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uanto valerá o mercado dos filtros em Portugal? Esta é daquelas perguntas que nenhum operador que comercialize filtros, sabe ou quer responder. No entanto existem algumas estimativas, não tanto de valor mas de quantidades, que apontam para um número que se situa entre os 9 e os 10 milhões de unidades, segundo diferentes operadores. O mais representativo nas vendas é o filtro

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de óleo, pois é aquele que, obrigatoriamente, é substituído sempre que um veículo faz a mudança de lubrificante. Os filtros de ar para o motor também são muito representativos, seguindo o filtro de combustível que alterna em alguns operadores com o filtro de habitáculo como o mais vendido. Os três primeiros influenciam claramente o rendimento do automóvel, pelo que a sua regular substituição é fundamental para prolongar a vida útil do motor, bem como

para diminuir os consumos. O filtro de habitáculo continua em muitos casos a ser o parente pobre nas vendas, mas é aquele que filtra as impurezas que respiramos no habitáculo, pelo tem influência direta na saúde dos ocupantes de um veículo. Mesmo assim, as vendas de filtros de habitáculo têm vindo a crescer bastante (segundo dados da Sogefi), como também se tem assistido a um crescimento enorme dos filtros de óleo (40% em 2011 e 50% em 2012,


OS FILTROS DE HABITÁCULO POSSUEM AINDA UMA ENORME MARGEM DE CRESCIMENTO EM TERMOS DE VENDAS, MAS EXISTEM MAIS OPORTUNIDADES

sendo que em 2013 também cresceu). O filtro de habitáculo deve ser substituído entre os 12.000 e os 18.000 quilómetros (ou uma vez por ano), segundo a Delphi, pois a partir daí o volume de ar fresco no automóvel reduz-se consideravelmente, afetando a performance dos sistemas de aquecimento e ar condicionado do automóvel, fazendo com que as janelas fiquem embaciadas mais rapidamente. Além disso, o fluxo de ar reduzido pode resultar em falha prematura do motor do ventilador. O filtro de combustível (diesel) é substituído até cinco vezes durante a vida útil de um automóvel (em algumas PUBLICIDADE

países é substituído mais vezes devido à má qualidade do combustível). O filtro diesel é substituído a cada 40.000 Kms, em média, nos países da Europa Ocidental. Não substituir o filtro diesel pode causar graves problemas no sistema de injeção, reduzir a potência do motor até 40% e aumentar consideravelmente o consumo de combustível. MERCADO Diz a Sogefi que Portugal tem uma quota no mercado de reposição independente muito favorável, com cobertura de 60% em comparação com os 40% no equipamento

original. Talvez por isso seja um mercado ainda com alguma atratividade (embora pequeno), que justifica que alguns grandes operadores (Sogefi, Mann+Hummel, UFI, entre outros) tenham apostado recentemente em estruturas comerciais mais fortes no nosso país. Num mercado altamente competitivo e tão “espremido”, o preço ganhou nos últimos anos bastante relevância, mas outros fatores têm vindo a ganhar importância, tão só porque se tem apostado muito na informação, no marketing, na disponibilidade de stock, na larga cobertura de gama e na oferta de filtros mesmo para modelos de automóveis muito recentes (as operações em garantia fora das redes oficiais de marca assim obriga), sem esquecer que o grau tecnológico dos automóveis tem aumentado e o filtro é cada vez mais um elemento “tecnológico”. Para João Costa, da Mikfil, “o mercado


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nacional procura tudo e quer sempre tudo conjugado. O “feedback” que temos dos nossos clientes é de que temos um mercado que já se preocupa um pouco mais com os aspetos da qualidade, gama e serviço, e não tanto com o preço. Julgo que esse é o bom caminho, para a credibilidade de um setor, tão ‘massacrado’ como é o dos filtros”. Por isso, no entender do responsável da Mikfil “o mercado de filtros em Portugal é, e vai continuar a ser muito “apetecível” para todos, desde que exista bom senso por parte de todos (concorrência) em não o destruir”. As oportunidades também são criadas pelos próprios operadores. No caso da Sogefi, Gabriel Recasens, Diretor de Vendas para Portugal diz que “a nova embalagem dos filtros de habitáculo é uma resposta ao aumento da procura neste tipo de filtros. O lançamento da Sogefi Pro, filtros para pesados, é um desafio que nos permite aumentar a nossa quota de mercado em Portugal. A boa cobertura, a pesquisa e desenvolvimento constante, o nível de serviço e aposta no marketing são também oportunidades”. Peter Bloemberg da AMC, diz que “existem boas oportunidades no mercado. Algumas marcas desapareceram por causa da crise, outra apostaram em bons preços, gama diversificada, desenvolveram o marketing e a qualidade dos produtos. Com o crescimento do segmento dos carros asiáticos, vemos boas oportunidades neste mercado”. Para Susanne Gerhard, relações públicas da Mahle “a situação económica teve um efeito também no mercado dos filtros,

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nomeadamente no aftermarket. O desenvolvimento do mercado tem sido nulo, mas estamos com esperanças que existam mudanças em breve. Existem boas oportunidades ao nível dos filtros de habitáculo, os concessionários de marca automóveis estão a explorar isso e têm uma boa quota de mercado, como também existem oportunidades para os filtros de combustível”. Em 80% dos casos, tanto o profissional como o consumidor final procuram a melhor relação qualidade/preço, optando na mesma percentagem pela qualidade, no caso dos consumidores com poder de escolha (compra). Quem o diz é Joel Martins, da Bragalis, explicando que “no entanto, as marcas económicas começam a ter a sua pequena quota de mercado, pela situação económica atual, opção que será descartada em breve pela falta de qualidade destes produtos”. EXCESSO DE MARCAS “O mercado de filtros é muito concorrencial, devido às muitas marcas existentes em Portugal. Por ser dos produtos mais substituídos nas reparações automóveis, torna-se um mercado apetecível para as marcas, surgindo por isso marcas com posicionamento de preços muito diversos”, afirma Carlos Gomes, gestor de produto da TRW. Ao nível de oportunidades, diz Carlos Gomes, “existe o potencial de vendas dos filtros de habitáculo, que continua muito aquém do que é expectável, uma vez que é recomendável a sua substituição pelo

CRITÉRIOS DE ESCOLHA DE UM FILTRO A TURBO OFICINA perguntou a todos os operadores de mercado quais os critérios que uma oficina devia seguir para escolher um filtro de ar, combustível, óleo e habitáculo. Aqui ficam as sugestões dos diversos operadores: Escolher só filtros de confiança; Qualidade dos produtos, única e exclusivamente. Uma oficina que preste um bom serviço, tem de ter em conta apenas esse fator. Só um filtro de qualidade vai desempenhar a sua função com 100% de eficácia; Existem filtros que filtram mesmo e outros que apenas são filtros de nome, produzindo mais impurezas que aquelas que filtram; Escolher filtros de fornecedores de primeiro equipamento (OE). São estes filtros que garantem o seu desempenho atingem as exigências de cada motor; Deve-se escolher o filtro que garante que o produto está em conformidade com a proposta de aplicação baseada no catálogo de fornecedores; Muitos filtros são semelhantes por fora, mas a sua performance pode ser muito diferente (pressão, tipo de componentes, anti-drenagem, anti-sifão, etc); Evitar o erro na escolha de uma referência, pois isso pode originar muitos problemas; Seguir as instruções do construtor do automóvel para o tipo de filtro correto a utilizar; Só a Qualidade Premium garante que os filtros cumprem com o desenho e a performance para o qual foram desenvolvidos; A aplicação correta do filtro é o critério máximo;


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menos uma vez ao ano. É por isso importante sensibilizar o cliente final da importância deste filtro para a saúde dos ocupantes dos veículos”. Reconhecendo que o preço acaba por influenciar o valor final de um orçamento numa oficina, o gestor de produto da TRW afirma que “com as constantes evoluções que os sistemas de filtragem têm tido nos últimos anos e as respetivas exigências na sua construção, iremos assistir a uma transição gradual da procura por preço para uma procura pela qualidade, de forma a garantir que o produto que cumpra com as especificações e que evite problemas futuros”. Como já se disse, o mercado dos filtros é “maduro” quer pela presença de atores de mercado como pelo número de marcas. Vanessa Barros, da AS Parts, diz que os filtros no aftermarket são “uma clara alternativa ao mercado original no qual os fornecedores considerados OE asseguram o mesmo nível de qualidade a valores de custo mais reduzidos para os clientes. Para veículos com idades mais elevadas, as segundas marcas têm um peso relevante, permitindo

O FILTRO É CADA VEZ MAIS UM PRODUTO TÉCNICO, COM GRANDE INFLUÊNCIA NO MOTOR, E ISSO VAI DISTINGUIR OS FORNECEDORES PREMIUM DOS RESTANTES

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que os custos de manutenção sejam mais condizentes”. A maior proximidade da marca aos clientes e ao mercado e um maior conhecimento da realidade no nosso mercado, conduzirá a uma melhor resposta às solicitações do mesmo na opinião de Hélder Pereira, Area Manager Portugal da Mann+Hummel, que tem seguido essa política com a Mann Filter, explicando que “sermos pró-activos no desenvolvimento do negócio em conjunto com os nossos clientes e sermos uma marca dinâmica com ações comunicacionais e promocionais” são alguns dos segredos da Mann para crescer no mercado. No entender de Luís Costa, da Champion, “a grande oportunidade para o importador / distribuidor será sempre a oferta e o serviço global de componentes que o seu fornecedor lhe poderá facultar”. Apesar dos filtros serem um dos produtos com maior rotação no setor automóvel, a verdade é que com a atual conjuntura económica do país os consumidores têm alargado os prazos das revisões dos automóveis, o que condiciona a instalação de novos filtros, tendo assim um grande impacto na venda destes produtos no mercado. Para além desta opinião de Joaquim Candeias, da Automotive Distributors, o mesmo responsável diz que “acreditamos que existe ainda potencial de desenvolvimento na gama de filtros, especialmente ao nível dos filtros de habitáculo, que tradicionalmente é um produto menos solicitado pelas oficinas, mas que com as atuais exigências tecnológicas e

com a consciencialização dos mecânicos para a importância da troca deste elemento, tem sido uma gama cada vez mais a explorar”. João Filipe, da Sonicel, argumenta ainda que “a concorrência no mercado dos filtros é enorme sendo que, muitas vezes, ocorre falta de informação ao consumidor final para que este possa optar em segurança por um produto de qualidade” Para Alberto Alves, do Stand Asla “verifica-se uma convergência de preços entre marcas premium e low cost e a discrepância dos níveis de preços é tendencialmente menor, sendo o mercado cada vez mais competitivo a este nível”. Por outro lado, diz o mesmo responsável do Stand Asla, “o fabrico de filtros carateriza-se por uma grande evolução em termos técnicos (principalmente nos filtros de combustível). Este é um aspeto que as marcas low cost têm alguma dificuldade de acompanhar, mas as marcas premium têm uma maior capacidade de acompanhamento dos requisitos cada vez mais exigentes. Por estes motivos, é notória uma maior conquista de mercado por parte de marcas premium”. Parece certo, pelo que ficou escrito antes, que existem oportunidades no setor que envolvem não só o produto em si. O desenvolvimento tecnológico dos motores levará também ao desenvolvimento dos filtros, que serão um pouco mais tecnológicos. Contudo, haverá sempre lugar para filtros onde o preço é o argumento, tanto mais que o parque automóvel em Portugal está a ficar cada vez mais envelhecido.


MARCA A MARCA VIEIRA & FREITAS MEAT & DORIA E CORTECO/MICRONAIR A empresa de Braga comercializa duas marcas de relevo. Na Corteco/Micronair apenas comercializa filtros de habitáculo enquanto na Meat & Doria tem toda a gama de filtros disponível (habitáculo, combustível, ar e óleo) para veículos europeus, americanos e asiáticos. Em qualquer das marcas a cobertura do parque automóvel de ligeiros circulante é total. O destaque vai para a Meat & Doria, uma marca com produtos certificados (ISO 9001), que está no mercado da filtragem há mais de 70 anos e com presença no TecDoc. Tem também disponíveis filtros GPL, apresentando um catálogo que está permanentemente atualizado.

MIKFIL MIKFIL, JHF E FIL FILTER Especializada em todo o tipo de filtros para o setor automóvel (mas também para PUBLICIDADE

os veículos pesados, veículos industriais, máquinas, compressores, etc), a Mikfil dispõe de uma marca própria (a mais representativa), representando ainda a JHF e a FIL Filter. Com uma quota de mercado de 5,2%, os filtros de óleo representam 40%, os de ar 30%, 20% os de combustível e 10% os de habitáculo. De um modo geral a cobertura do parque circulante, com as suas representadas, é superior a 90%. Todos os produtos são certificados (ISO 9001, ISO 14001 e ISO/TS 16949) e estão abrangidos pela garantia Mikfil. Poderá consultar online o catálogo Mikfil, estando a FIL Filter no TecDoc.

Apostando fortemente na qualidade (sendo fornecedor OE), e no serviço (rápida distribuição, divulgação das marcas no mercado e resposta rápida), a UFI Filters disponibiza uma gama abrangente com referências disponíveis para o parque circulante. A UFI Filters tem ainda disponível uma gama de filtros para GPL/GNC.

UFI FILTERS IBÉRICA UFI E SOFIMA Desde 1972 que a UFi se especializou em soluções de filtragem. Em qualquer das suas duas marcas, UFI e Sofima, a empresa disponível todo o tipo de filtros (ar, combustível, óleo e habitáculo) na marca ou marcas que comercializam, com uma cobertura de aproximadamente 95% do parque automóvel europeu.

SOGEFI GROUP PURFLUX, COOPERSFIAAM E FRAM A presença da Sogefi em Portugal no aftermarket é feita por intermédio das marcas Purflux, CoopersFiaam e Fram (dispõe ainda da Sogefi Pro para os veículos comerciais e pesados).


d dossier Em qualquer destas marcas disponibiliza filtros de ar, combustível, óleo e habitáculo. A cobertura é de 95% nos filtros de ar, 97% nos filtros de combustível diesel (86% em gasolina), 98% filtros de óleo e 75% nos filtros de habitáculo. Como fornecedor de primeiro equipamento, para a Sogefi é fundamental a qualidade dos filtros que comercializa. É por isso que os filtros que se fabricam para o aftermarket da Sogefi têm os mesmos requisitos e são fabricados nas mesmas linhas de produção dos filtros OE. Cobertura do parque, investimento em pesquisa e desenvolvimento, alto nível de serviço, constante alargamento da gama e forte aposta no marketing são as principais bandeiras da Sogefi no aftermarket. Refira-se que a Sogefi cresceu 8% nas vendas em 2013 em Portugal.

KAVO PARTS AMC FILTERS E KAVO A Kavo Parts disponibiliza os filtros AMC Filters e KAVO em Portugal, dispondo de uma completa oferta de filtros de ar, habitáculo, combustível e óleo. Um dos destaques da AMC Filters é a sua cobertura ao nível do parque asiático, rondado aproximadamente os 99%. O mais importante para a AMC é a qualidade e o preço dos filtros. A KAVO oferece qualidade OE mas igualmente a preços muitos competitivos. Um dos maiores destaques da oferta é a possibilidade do cliente poder dispor de imediato das referências para os carros mais atuais.

BRAGALIS CORTECO, UFI E BLUE PRINT O grossista de Braga comercializa os filtros da UFI (ar, óleo e combustível para viaturas de fabrico europeu), Blue Print (linha completa para viaturas asiáticas e americanas) e Corteco (em filtros de habitáculo). Dessa forma consegue ter uma cobertura de 95% do parque circulante em Portugal. Os filtros micronAir da Corteco são produzidos em material sintético, o que os torna mais eficientes, tem uma proteção extra contra o desgaste e têm em conta as características dos veículos onde são usados. A Corteco disponibiliza uma extensa gama de filtros mesmos para os veículos mais recentes.

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HERTH+BUSS HERTH+BUSS A Herth+Buss disponibiliza filtros de ar, óleo, habitáculo e combustível. No seu catálogo possui 487 filtros de ar (5174 veículos e 5375 combinações), 330 filtros de combustível (4385 veículos e 4902 combinações), 170 filtros de habitáculo (2919 veículos e 3429 combinações) e 124 tipos diferentes de filtros de óleo (5329 veículos e 5736 combinações). Para a Hert+Buss é muito importante cumprir com as recomendações dos fabricantes de automóveis em termos de substituição dos filtros.

MAHLE MAHLE ORIGINAL E KNECHT A Mahle comercializa os filtros originais de marca própria e da marca Knecht. A Mahle disponibiliza uma gama muito vasta quer em profundidade quer em extensão, isto é, possui uma cobertura muito ampla tendo em conta a realidade do parque nacional, satisfazendo cerca de 98% das necessidades em todo o tipo de filtros (ar, habitáculo, combustível e óleo). Para Mahle a qualidade é importante mas quando relacionado com “Qualidade Premium”, tendo em conta que esta marca fornece quase todos os principais fabricantes de automóveis e de motores. Só desta forma é que os filtros, neste caso da Mahle, conseguem cumprir com o desenho e a performance que deles é esperado no aftermarket.

A Mecafilter está no TecDoc, sendo equipamento original de algumas das mais importante marcas de automóveis, estando disponível um catálogo online com toda a informação.

AS PARTS FILTRON, PURFLUX E VALEO A AS Parts disponibiliza uma larga oferta de marcas de filtros: Filtron, Blue Print, Mann Hummel, Purflux e Valeo. Com esta oferta de filtros consegue ter uma cobertura de 90% das necessidades do parque automóvel em Portugal. Em todas as marcas de filtros estão disponíveis os filtros de ar, óleo, combustível e habitáculo, sendo que na Valeo está apenas disponível o filtro de habitáculo. Os filtros Filtron são produzidos pela WIXFiltron, dispondo de uma oferta superior a 2.000 filtros, estando também disponível no primeiro equipamento para uma série de construtores de automóveis.

AUTO DELTA MEYLE, NIPPARTS E KS A Auto Delta disponibiliza uma completa diversidade de marcas de filtros: Mahle, Comline, KS, Japanparts, Nipparts e Meyle são as marcas disponíveis, que podem ser adquiridas tanto em filtro de ar, combustível e óleo, como de habitáculo. Com esta extensa oferta a consegue ter uma cobertura de mercado com cerca de 98% do parque circulante. Destaque para os filtros da Nipparts, que possuem uma das mais completas ofertas para asiáticos, estando em permanente atualização com a introdução de novas referências. Na KS (Kolbenschmidt) destaque para uma oferta que está disponível também no primeiro equipamento. A disponibilidade de produto e a qualidade dos mesmos são dois fatores diferenciadores nesta marca alemã de filtros.

TRW

MANN+HUMMEL IBÉRICA

MECAFILTER E DELPHI A TRW comercializa as marcas de filtros Mecafilter e Delphi. Na marca Mecafilter trabalha toda a gama, enquanto na Delphi apenas comercializa os filtros de combustível diesel. A Mecafilter tem mais de 2.100 filtros e cobre as principais marcas europeias e asiáticas, enquanto a Delphi tem mais de 100 filtros diesel com uma cobertura de cerca de 14.000 aplicações.

MANN-FILTER A Mann+Hummel Ibérica entrou oficialmente no mercado português em 2013 para comercializar diretamente os filtros Mann-Filter. A emprsa comercializa filtros para aplicações de ligeiros, pesados e indústria, disponibizando uma oferta em filtros de ar, combustível, óleo, habitáculo, separadores


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d dossier de óleo/ar, ureia e PreLine. Este especialista em filtros consegue ter uma cobertura do parque circulante de cerca de 95%. A Mann-Filter procura a diferenciação no mercado, sendo uma marca de qualidade premium, com uma gama ampla e com uma oferta de serviços junto dos clientes, apostando na confiança entre marca / cliente e num preço “percebido” como justo (pelo cliente tendo em conta o rácio qualidade/ serviços.

F.C.V. COSTA CHAMPION

MAIS MARCAS

1.800 referências, com aplicação em mais de 26.000 variantes de veículos asiáticos e americanos. Sendo a Blue Print uma marca especializada em peças para veículos asiáticos e americanos, ao nível de filtros tem uma cobertura de 100% para o parque automóvel circulante em Portugal, no que se refere a marcas de automóveis ligeiros asiáticos e americanos. A oferta de filtros da Blue Print obedece aos mais rigorosos critérios de qualidade, estando abrangidos por 3 anos de Garantia contra defeitos de fabrico e apresenta ainda o mais preciso catálogo online, o Blue Print LIVE!, onde é possível identificar os filtros corretos utilizando apenas a matrícula do veículo.

Full (A.Veira) Bosch (Bosch) Hengst (Joschen Staedlter) Febi (Alecarpeças) Mapco (Neocom) Purolator (Mann+Hummel) Dalwin (Lusofiltros) Swag (Automotive Distributors) Asco (Japopeças) Tecneco (Auto Silva Acessórios) VIC (Autozitânia) Klean (Europeças)

SONICEL

A Champion disponibiliza os quatro tipos filtros na sua gama (ar, óleo, habitáculo e combustível). Consegue com esta oferta ter uma cobertura de 94% do parque automóvel circulante europeu. Os filtros Champion equipam de série muitos modelos de diversos fabricantes automóveis, sendo fabricados de acordo com as exigências de equipamento original. Os filtros de óleo Champion tem uma ação direta na preservação dos componentes do motor, os de ar filtram não só as partículas como também pré-aquecem o ar de admissão, os de combustível removem eficientemente a sujidade e o sedimento e, por sua vez, os de habitáculo ajudam a purificar o ambiente no interior do veículo. Por isso a qualidade é o principal argumento deste construtor, assim com a amplitude da sua gama e o preço.

AUTOMOTIVE DISTRIBUTORS BLUE PRINT A marca que a Automotive Distributors comercializa é a Blue Print, tendo filtros para aplicação em veículos asiáticos e americanos, com qualidade equivalente ao equipamento original. A Blue Print disponibiliza um oferta completa de filtros de ar, combustível, óleo e habitáculo, num total de cerca de

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WIX, AMC E MANN A Sonicel tem no seu portfólio de produtos os filtros da Mann-Filter, WIX e AMC, podendo assim oferecer uma gama completa neste tipo de produto na variantes ar, óleo, combustível e habitáculo. A cobertura é de cerca de 90% do parque automóvel de construtores europeus para veículos ligeiros nas marcas Mann e WIX, e cerca de 90% em AMC para veículos ligeiros de construtores nipónicos, nas 4 gamas de filtros (ar, óleo, combustível e habitáculo).

VALEO VALEO A Valeo lançou em 2013 o ClimFilter Supreme. Trata-se do primeiro filtro de ar do habitáculo na Europa com o objetivo de proteger o motorista e passageiros contra partículas, gases nocivos, odores desagradáveis e evitar a inalação de alergénios no habitáculo. Especialista em climatização, a Valeo desenvolveu um exclusivo filtro de habitáculo com 92% de eficiência comprovada contra todo o tipo de alergénios. O ClimFilter Supreme combina os atributos da tecnologia de carvão activo e de um revestimento de polifenol que ajuda a capturar e a neutralizar alergénios no filtro. Cada uma é fácil de identificar, graças ao código de cores na embalagem: verde para ClimFilter Comfort, azul para ClimFilter Protect e roxo para ClimFilter Supreme.

DELPHI DELPHI AUTOMOTIVE A Delphi Automotive tem apenas disponíveis os filtros de combustível e de habitáculo para o mercado de reposição. Nos filtros diesel a Delphi disponibiliza mais de 300 referências, que permite uma cobertura de 95% do mercado. Nos filtros de gasolina a Delphi possui uma das maiores penetrações do mercado ao nível de equipamento de origem (75% até final de 2014). Nos filtros de habitáculo, como parte do programa “Ar Con Equipment” a cobertura é de 98%. Um dos pontos fortes da Delphi, para além da qualidade dos filtros, é o facto de os mesmos equiparem de origem uma série de marcas de automóveis (ligeiros, comerciais e pesados).

STAND ASLA SCT E MISFAT O Stand Asla comercializa as marcas SCT e Misfat. Nsta última (detentora, agora, da marca Mecafilter) destaca-se pelo facto de se dedicar ao fabrico de filtros para os mercados OEM e OES. Qualquer destas marcas disponibiliza toda a gama de filtros (ar, combustível, óleo e habitáculo) com uma cobertura do parque circulante de cerca de 80%.


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Técnica. Os filtros no automóvel São dos elementos com mais rotação nos veículos dos nossos dias e o seu bom estado e correto funcionamento são fundamentais tanto para a mecânica como para o bem-estar a bordo dos ocupantes. Veja as principais características dos quatro principais filtros de um automóvel. PARCERIA

TEXTO FERNANDO CARVALHO* * SÓCIO-GERENTE DA TTT – TECHNICAL TRAINING TEAM

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ILTRO DE ÓLEO. Peça de elevada importância para a preservação da saúde do motor térmico (ou endotérmico), independentemente do tipo. Quer seja apenas de elemento substituível ou de corpo completo, o filtro varia apenas na localização da válvula de by-pass (ou de alívio), sendo esta válvula e a composição do elemento filtrante, os aspetos relevantes da peça, ou seja, as características que podem ditar o seu bom ou mau funcionamento. Novas tecnologias (como por exemplo o Start and Stop) exigem mais qualidade quer no lubrificante, quer no tecido filtrante de modo a facilitar fluxos, especialmente a frio e em arranque. Face às exigências mencionadas, a composição dos lubrificantes ataca também os tecidos do filtro, o que faz com que os fabricantes dos mesmos acompanhem a evolução pretendida, evitando que o filtro seja a causa do problema.

FILTRO DE COMBUSTÍVEL Diesel Os Sistemas de Alimentação Diesel foram, desde sempre, altamente sensíveis. Formam um conjunto de peças metálicas, teoricamente sem folga, cuja lubrificação é efetuada apenas pelo combustível. É função do filtro reter as partículas que podem danificar o sistema de alimentação (seja qual for o sistema), bem como os componentes na câmara de combustão. Caso sejam expelidos, podem danificar também o catalisador e o filtro de partículas.

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O filtro tem ainda a função, não menos importante, de reter a humidade, e até a água, esta altamente prejudicial aos componentes do sistema de alimentação e à câmara de combustão. A sua composição pode ser mais ou menos complexa, desde integrar o sensor de humidade, a purga de água, a bomba de ferragem do sistema, etc. Poderá apresentar-se completo ou apenas com o elemento filtrante, este substituível em manutenção. Gasolina Embora os sistemas de alimentação de gasolina sejam menos exigentes, com o incremento dos sistemas de injeção direta os filtros têm agora maior importância, quase ao nível do Diesel. Os injetores e a bomba de alta pressão têm um funcionamento semelhante ao Diesel e, portanto, as suas fragilidades face às impurezas ou humidade são também idênticas. GPL Ao contrário do que se possa pensar, o GPL é um produto muito mais sujo que a Gasolina ou o Diesel.

O FILTRO DE AR DE ADMISSÃO TEM A DUPLA FUNÇÃO DE SALVAGUARDAR A INTEGRIDADE DO MOTOR E O CONTROLO DO FLUXO DE AR PARA GARANTIR O MELHOR RENDIMENTO

Este sistema de alimentação é do tipo da gasolina, tendo aqui a filtragem do produto idêntica responsabilidade. No entanto, devemos recordar que existem em todos os sistemas de GPL um filtro, na fase líquida (junto à electroválvula), e um filtro na fase gasosa (corpo completo ou apenas elemento). FILTRO DE HABITÁCULO Importa filtrar o ar que entra no habitáculo e que participa na climatização do mesmo, sendo que o referido filtro está normalmente presente em viaturas com ar condicionado, não sendo uma obrigação técnica. Poderá este filtro, para além de filtrar as impurezas do ar, ter a função de absorver e anular, tanto quanto possível, os odores, principalmente dos hidrocarbonetos existentes na atmosfera mais ou menos poluída. Para isso, a sua constituição é diferente da constituição de um filtro cuja função é apenas filtrar impurezas. Para além da base de papel filtrante, tem impregnado carvão ativo.


O FILTRO DE HABITÁCULO, PARA ALÉM DE FILTRAR AS IMPUREZAS DO AR, TEM A FUNÇÃO DE ABSORVER E ANULAR, TANTO QUANTO POSSÍVEL, OS ODORES

FILTRO DE AR Todos os filtros são importantes, mas cabe ao Filtro de Ar de admissão a dupla função de salvaguardar a integridade do motor e o controlo do fluxo de ar necessário de forma a garantir o melhor rendimento do mesmo. O ar transporta impurezas abrasivas que, não sendo retidas, provocarão danos internos e o desgaste prematuro dos cilindros, para além de (no limite) resistirem à combustão e danificarem o PUBLICIDADE

catalisador e o filtro de partículas (se for o caso de um diesel com esta característica). Bastante importante é também o controlo do fluxo de ar. Há uma sobreposição parcial dos tempos de escape e de admissão (motores a diesel ou gasolina), ou seja, o típico “contrabalanço”. Com o objetivo de melhorar o enchimento do cilindro, quase no final do tempo de escape, inicia-se a abertura da válvula (ou das válvulas) de admissão, ajudando a entrada através da energia causada pela saída dos gases queimados. A velocidade de saída dos gases de escape é determinada pela subida do pistão e pelo circuito de admissão e escape. Qualquer alteração no fluxo de entrada ou saída de gases irá prejudicar o enchimento do cilindro.

O tipo de escape e do filtro de ar são determinantes para o cumprimento do diagrama da distribuição, para o bom enchimento do cilindro, e consequentemente para o rendimento do motor. Em competição são usados filtros e escapes, de acordo com diagramas desenhados com objetivos diferentes dos que são considerados num motor para uma viatura de utilização diária, onde é privilegiado o consumo, um comportamento de fácil utilização e a durabilidade. Os tipos de filtros a substituir, os períodos de substituição e a sua localização são informações de fácil consulta quer por indicações disponibilizadas pelas Marcas, quer por informações de Operadores da especialidade.


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RAIO X

Mercedes Sprinter 3.5 Furgão. Cocktail tecnológico O tamanho impressiona, mas é sobretudo no equipamento tecnológico que esta Sprinter marca pontos. A facilidade com que se conduz é outro dos seus argumentos. TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES FOTOS JOSÉ BISPO

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om equipamentos que, normalmente, apenas estão disponíveis em veículos de passageiros de gama alta, a nova Sprinter é perfeita para quem não prescinde de espaço, mas, sobretudo, de segurança. A versão que conduzimos trazia aviso de ângulo morto (muito importante quando se lida com um veículo com uma distância entre eixos de 3,66 m e cuja visibilidade traseira resume-se apenas aos espelhos retrovisores), faróis bi-

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xénon adaptativos, espelhos retrovisores elétricos aquecidos, sensores de chuva e de iluminação, aviso de transposição da faixa de rodagem e “crosswind assist” – um controlo eletrónico que ajuda a estabilizar o veículo durante uma ultrapassagem ou em situação de ventos cruzados. Tudo junto faz deste furgão um dos veículos mais seguros do mercado, e outra coisa não seria de esperar tendo em conta que a segurança é precisamente um dos capítulos que mais

se fundem com a Mercedes. Os outros são o conforto e a qualidade geral da construção, elementos que também estão presentes nesta versão de 3,5 toneladas da Sprinter. Desafogado e prático, com todos os botões de controlo à vista, embora as principais teclas do rádio estejam longe do condutor (felizmente o volante conta com dois comandos para precisamente colmatar essa necessidade), o habitáculo é bem construído e encontra-se repleto de inúmeros espaços


A porta lateral corrediça com 1,80 m de altura e 1,30 m de largura nesta versão de teto alto ampliam as possibilidades de carga e descarga em locais estreitos e de difícil acesso. O aviso de ângulo morto é uma excelente ajuda no trânsito citadino e o habitáculo conta com múltiplos espaços de arrumação

de arrumação. Há-os junto das palas contra o sol, mas também imediatamente por detrás do volante e ainda no meio do tabliê. Ao volante, surpreende a agilidade com que se conduz, até porque convém lembrar que o comprimento total desta Sprinter atinge nada mais, nada menos, 5,92 metros. E que, nesta versão de teto alto, a altura é de 2,82 metros. EQUIPAMENTO Os 129 CV são extraídos de uma unidade com 2.193 cm3 movida a Diesel e adequamse ao peso da Sprinter e às necessidades de carga que lhe serão exigidas. Com 305 Nm entre as 1200 e as 2400 rpm, é com rapidez que aceleramos e trocamos de relação de caixa, com o punho macio, estrategicamente colocado na consola central, a ajudar os trabalhos. A versão de acesso traz de série pouco equipamento e o rádio, estranhamente, não conta com leitor de CD nem nenhuma das novas entradas USB. Apenas uma tomada de 12 volts poderá ser PUBLICIDADE

utilizada para ligar outros equipamentos ou carregar o telemóvel. O consumo combinado anunciado varia entre 8,9 e 9,4 l/100 km consoante a caixa de velocidades utilizada (emissões de C02 de 235 ou 248 g/km), um valor muito próximo da realidade após o teste efetuado. A capacidade de carga útil cifra-se em 10,5 m3 (o teto alto ajuda), enquanto a superfície de carga varia entre 5,2 e 5,5 m2. Já o comprimento da caixa de carga é de 3,26 m. Esta Sprinter apresenta ainda um diâmetro de viragem de 13,6 m e uma altura em relação ao solo inferior em 30 mm para facilitar o processo de carga e descarga e reduzir a fatura do combustível – um departamento para o qual contribuem também o start&stop (de série) e o indicador de mudança de relação de caixa apresentado no painel de instrumentos. Também de série é o computador de bordo e a indicação automática da necessidade de levar o veículo à revisão, tal como o “crosswind assist”, o airbag dianteiro

FICHA TÉCNICA MERCEDES SPRINTER 313 CDI 3.5 DIMENSÕES C/L/A: 5,92 M; 2,42 M; 2,82 M CARGA: 1400 A 1490 KG VOLUME ÚTIL: 10,5 M3 MOTOR: 2.2 DIESEL 129 CV CONSUMO: 8,9 L/100 KM (235 G/KM) VELOCIDADE MÁXIMA: N.A BINÁRIO: 305 NM ENTRE 1200 E 2400 RPM

para o condutor, a antepara que protege o condutor da carga colocada no portão traseiro e os olhais de amarração que servem para prendê-la, evitando, desta forma, deslizes que podem colocar em causa a sua segurança e dos materiais que são transportados. Para este veículo, a Mercedes indica intervalos de manutenção de 40.000 em 40.0000 km e um preço de 35.342 euros S/IVA ou de 43.471 euros c/IVA (opcionais incluídos). Não foi divulgado o custo da primeira revisão.


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PACE Awards 2014. Na vanguarda da tecnologia Reconhecidos a nível internacional como os mais prestigiados galardões para a inovação, os PACE Awards distinguem anualmente os maiores avanços tecnológicos levados a cabo pelos fabricantes de componentes da indústria automóvel. A eleição deste ano comemora também os 40 anos da iniciativa, levada a cabo pelo jornal “Automotive News”. Veja quem ganhou. CATEGORIA PRODUTO AUTOLIV INC.

Airbags de ignição “verde” A maior parte dos airbags são acionados por uma explosão pirotécnica, deflagrada numa câmara de combustão, cujos gases insuflam o airbag. O novo sistema da Autoliv utiliza uma combinação de oxigénio com hidrogénio para produzir uma insuflação mais rápida, mais limpa e livre de fumos. Com efeito, em vez de fumos e cinzas químicas como produtos residuais, este sistema produz apenas água pura, o que é muito menos nocivo para os ocupantes do veículo. A inovação da Autoliv envolve ainda um conjunto de invenções para poder funcionar, tais como o armazenamento em separado do hidrogénio e do oxigénio, uma pequena câmara de mistura onde é feita a ignição, um método específico de iniciar essa combustão que tem continuidade no próprio saco insuflável para acelerar a combustão, tudo isto a exigir novos padrões industriais. O resultado é um airbag melhor, mais barato, mais leve, mais amigável, que poupa vidas e dinheiro. BASF CORPORATION

Plásticos de habitáculo coloridos na moldagem A nova resina de nylon da BASF permite eliminar a pintura e a cobertura final em revestimentos e plásticos do habitáculo. Resultando de uma colaboração com a Ford, esta inovação reflete o contributo de vários fornecedores (NADA, Americhem, Michael Tool e Summit Polymers) que, em conjunto, desenvolveram a injeção de moldagem para a produção de superfícies de Classe A mais duráveis e resistentes a riscos.

BORGWARNER TRANSMISSION SYSTEMS

Válvula Eco-Launch A nova válvula da BorgWarner permite que um acumulador forneça pressão hidráulica ao sistema start-stop associado a uma transmissão automática ou CVT. Mais simples, mais leve, mais robusto e mais barato que as habituais bombas elétricas, o Eco-Launch será um bom contributo para sistemas automáticos de pára-arranca mais eficientes.

CONTINENTAL AUTOMOTIVE

Sensor de pressão para sistema de proteção de peões (PPS pSAT) É a primeira inovação do género a corresponder aos requisitos do EuroNCAP e JNCAP na proteção de peões em caso de atropelamento. O sensor de pressão do ar (pSAT) utiliza dois sensores que funcionam em conjunto com um tubo flexível montado sob a superfície frontal do veículo. Quando se dá o contacto com o corpo do peão o sistema é ativado, levantando ligeiramente o capô do motor, que assim absorve parte do impacto, reduzindo ferimentos

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no peão. O novo sistema é mais simples que os anteriores, para além de ser mais barato de produzir e permite uma maior flexibilidade de utilização sem alterações ao design do veículo. Em vez de múltiplos sensores ou fibras óticas em linha reta, a inovação da Continental necessita apenas do referido par de sensores e um tubo de silicone flexível, para além de resultar numa significativa redução de peso em cerca de 50 por cento.


DELPHI AUTOMOTIVE

Sistema de ligações ErgoMate As ligações elétricas são cada vez mais importantes nos automóveis modernos, devido ao crescente volume de fios e ligações existentes a bordo e que é necessário ligar na linha de montagem. É a olhar essencialmente para esta fase que o novo sistema da Delphi faz maravilhas, ao tornar a ligação dos fios elétricos mais fácil, rápida e resistente, reduzindo a força e o espaço necessários para encaixar dois terminais multi-pin. O sistema de ligação tem ainda a vantagem de dar “feedback” tátil ao operador que faz a ligação dos terminais, e que assim se apercebe de que a ligação foi completada. Outra vantagem é que a ligação pode fazerse apenas com uma mão e em metade do espaço. Até hoje não houve quaisquer queixas desde que a Delphi implementou o novo sistema. FEDERAL-MOGUL

DOW AUTOMOTIVE SYSTEMS

Adesivo estrutural de epoxy BETAMATE para colagens duráveis de alumínio não tratado

O BETAMATE 73326M/73327M é um adesivo estrutural epoxy inovador, de duas superfícies, que cola alumínio não tratado das cabinas de camiões, em conjugação com rebites autoperfurantes. Trata-se também de uma estreia que resulta num enorme melhoramento na durabilidade e vida útil dos camiões. O novo sistema de colagem reduz o ruído do veículo para além de tornar as uniões resistentes à água. O acréscimo de rigidez também melhora a segurança passiva do camião, para além de reduzir o peso da cabina embora maior em dimensões. A redução de custos de produção estima-se em milhões de euros. HELLA

Faróis LED Matrix Estes são os primeiros faróis dinâmicos anti encandeamento e sem peças móveis do mundo. Esta inovação dá maior liberdade de manobra aos estilistas para além de aumentar a fiabilidade, precisamente por dispensar atuadores mecânicos. Este farol LED inclui cinco segmentos de máximos controlados individualmente, originados em diodos separados que acendem de forma independente, com base em sinais dados por câmaras e unidades de controlo que avaliam o tráfego e as condições de condução. A função anti-encandeamento permite conduzir em máximos sem encandear outros veículos. O sistema permite quase mil milhões de combinações diferentes que podem ser integradas com o sistema de navegação para controlo da iluminação em curvas de forma preventiva, sem necessitar de orientações vindas da posição do volante.

Rolamentos de alta performance sem chumbo A Federal-Mogul produziu uma inovação tanto de produto como de processo de produção que substitui os tradicionais rolamentos de chumbo e bronze, que têm sido fabricados da mesma forma há mais de 50 anos. Os novos rolamentos livres de chumbo para motores de alto rendimento são feitos de uma liga de cobre, níquel e silicone que permite à FederalMogul apresentar uma gama de produtos completamente livre de chumbo. Os novos

rolamentos começaram a ser produzidos em massa em 2008, estando hoje em mais de 110 motores diferentes, sendo compatíveis com todas as atuais tecnologias de revestimento.

ROBERT BOSCH

Furação por laser de injetores de gasolina Depois de dez anos de investigação a Bosch conseguiu aperfeiçoar uma forma de executar os furos da cabeça dos injetores de gasolina por um sistema laser que permite até sete padrões de injeção por injetor. Esta solução permite depois aos engenheiros gerirem com maior precisão a quantidade de combustível que é injetada na câmara de combustão e em que direção isso acontece, para que a combustão seja o mais eficiente possível. Os ganhos surgem na economia de consumo mas também na grande redução de partículas. Dois construtores europeus já aderiram a esta tecnologia para os seus motores e um fabricante americano está em vias de o utilizar num novo modelo a surgir em 2014.

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SCHAEFFLER GROUP

Conversor de binário com absorção centrífuga pendular O conversor de binário com Absorção Centrífuga Pendular (CPA) é uma inovação que reduz a vibração torsional no conjunto motor-transmissão, permitindo o acoplamento total do conversor a velocidades extremamente reduzidas. Isto permite ganhos importantes no consumo entre os dois e os cinco por cento. Trata-se de uma solução fundamental para as novas exigências de motores com maior rendimento e menor número de cilindros, que resultam geralmente em maiores flutuações de binário que sem estes sistemas de compensação seriam inaceitáveis.

CATEGORIA PROCESSOS DE FABRICO E EQUIPAMENTO ARCELORMITTAL E MAGNA-COSMA INTERNATIONAL

Processo de ablação por laser O sistema de ablação por laser da ArcelorMittal facilita a utilização de aços de alta resistência na indústria automóvel. O processo torna mais fáceis as soldaduras a laser utilizando vários tipos de aço. Por sua vez, a Magna-Cosma refez as suas ferramentas de forma a permitirem a estampagem a quente de painéis com várias medidas. Este processo permite, por

exemplo, que toda a ombreira da porta do veículo seja constituída de uma só peça, o que aumenta significativamente a robustez do habitáculo e reduz o peso.

HENKEL

Sistema de colagem Bonderite 2798 para alumínio Trata-se de um novo e patenteado processo de fosfatar o aço, que passa ao lado das superfícies de alumínio, sendo estas posteriormente revestidas a zircónio. O processo proporciona o tratamento mais adequado a cada um dos substratos, enquanto reduz a geração de lamas em cerca de dois terços. Aplica-se a uma vasta variedade de veículos com uma superfície total de alumínio até aos 85 por cento.

VALEO

Sistema de proteção de marcha-atrás A Valeo desenvolveu e lançou um sistema de proteção para a manobra de marcha-atrás que permite evitar acidentes. Combina sensores ultrassónicos de ajuda ao estacionamento com uma câmara traseira inteligente, fornecendo mais e melhor informação ao condutor sobre o que se passa na traseira do veículo, mesmo em baixas condições de iluminação. A principal inovação é uma câmara com um sensor de um megapixel de alta resolução, integrada com a deteção de objetos por via dos sensores ultrassónicos.

ZF FRIEDRICHSHAFEN

Caixa automática de 9 velocidades A alemã ZF desenvolveu uma caixa automática de 9 velocidades para veículos com motor dianteiro transversal e tração dianteira, que dá prioridade aos regimes de rendimento ótimo. O objetivo de fazer caber esta caixa e motor na referida posição foi atingido graças ao uso de engrenagens específicas, engenhosamente combinadas com embraiagens internas. Daqui resultam ganhos no peso, melhor binário e melhoria da qualidade de condução, com redução dos consumos entre 10 e 16 por cento quando comparado com as vulgares caixas de seis velocidades.

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COMPANY EM PARCERIA COM A BASF CORPORATION

Componentes plásticos do habitáculo moldados a cor

TI AUTOMOTIVE

Tecnologia avançada para depósitos de combustível de plástico (TAPT) A inovação da TI está num novo processo que permite que o depósito de combustível seja feito através da insuflação do balão de plástico quente num molde, sendo cortado ao meio ainda no molde. Os componentes internos do depósito são inseridos entre as metades abertas e fixados a quente nas paredes internas do depósito. As duas metades do depósito são depois unidas, dando origem a um depósito totalmente selado. Quando o plástico arrefece todas as uniões endurecem de forma definitiva. A TI foi líder na substituição dos tradicionais depósitos de combustível metálicos por depósitos de plástico moldado.

A Ford encomendou à BASF um processo alternativo de coloração de componentes plásticos do habitáculo, inspirada nos perfis dos televisores de ecrã plano. Isso levou a BASF a constituir uma equipa com o objetivo específico de desenvolver uma nova resina que obtivesse os efeitos visual e tátil pretendidos, sendo ao mesmo tempo resistente a riscos provocados pelo contacto constante. PACCAR EM PARCERIA COM A DOW AUTOMOTIVE SYSTEMS

Adesivo estrutural epoxy BETAMATE para alumínio Em 2008 a PACCAR determinou que os seus camiões precisavam de cumprir novos padrões de redução de peso, ruído e aceitação por parte do consumidor. Com esse objetivo, pediu soluções a diversos fornecedores. A Dow Automotive determinou que só um novo sistema de colagem de painéis poderia obter o resultado pretendido. Junto com a PACCAR, a equipa da Dow levou a cabo experiência e testes durante vários anos. O resultado é um novo adesivo estrutural para alumínio não tratado.


GM EM PARCERIA COM A BORGWARNER TRANSMISSION SYSTEMS

TESLA MOTORS EM PARCERIA COM A NVIDIA CORPORATION

Válvula solenóide do acumulador do Start/stop

Módulo de computação visual Tegra

A General Motors abordou a BorgWarner com o objetivo de aplicar tecnologia de acumuladores hidráulicos numa transmissão automática para melhorar a performance dos sistemas de pára-arranca automático. Era, no entanto, necessário conceber uma válvula que permitisse uma descarga rápida do acumulador com o mínimo de fuga. As duas empresas parceiras conseguiram obter uma válvula solenoide que cumpre os exigentes requisitos.

A Tesla chegou à conclusão de que a eletrónica dos seus veículos precisava de acompanhar a rapidez de desenvolvimento da eletrónica de grande consumo. Escolheu a NVIDIA para desenvolver a capacidade de computação dos seus veículos, reivindicando que todas as funções fossem modulares e atualizáveis, incluindo a performance do veículo e os seus gráficos. O resultado deste trabalho conjunto é o módulo de computação visual Tegra 3 em todos os modelos da Tesla, que garante a potência de um smartphone dentro do veículo e que pode ser atualizado.

HONDA R&D AMERICAS EM PARCERIA COM A ARCELORMITTAL E A MAGNA-COSMA INTERNATIONAL

VOLVO CAR CORPORATION EM PARCERIA COM A AUTOLIV

Processo de ablação por laser

Airbag exterior de proteção de peões

Enquanto líder no recurso à estampagem a quente de aço de alta resistência, a Honda trabalhou com a COSMA e a ArcelorMittal na conceção de uma ombreira de porta de peça única. Como o tamanho da peça excedia as medidas das bobinas, a ArcelorMittal teve de conceber de raiz um sistema de soldadura a laser para as peças, enquanto a COSMA desenvolveu os processos de estampagem para uma peça desta dimensão, incorporando mais do que uma medida de aço. A Honda colaborou na validação do processo no seu todo, indo ao ponto de garantir que o design da peça fosse ao encontro das limitações do novo processo. A profunda colaboração resultou num aumento da performance de segurança e numa redução final do peso.

Morrem por ano 250 mil pessoas atropeladas a nível mundial, entre peões, ciclistas e outras vítimas que estão fora dos carros. A segurança dos não passageiros tornou-se, assim, uma preocupação crescente nos testes de segurança da EuroNCAP, incluindo as medidas de proteção de peões. Para tornar o Volvo V40 mais seguro nestas circunstâncias, a marca sueca fez uma parceria com a Autoliv, que começou por investigar no sentido de perceber cientificamente os ferimentos sofridos pelos peões, em colaboração com uma universidade local. A conclusão foi que os ferimentos mais graves resultam do impacto da cabeça do peão contra o extremo do capô, junto ao para-brisas. A solução foi criar um airbag exterior que cobrisse essa área.

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Depois do sucesso da primeira geração, chega agora o novo Nissan Qashqai ao mercado. Para manter o bom nível de vendas e a satisfação dos clientes, a marca japonesa trabalhou com alguns dos melhores fornecedores do mercado. Os exemplos são vários como a Federal Mogul

Nota: é um fornecedor e tem alguma questão Nota: SeSe é um fornecedor e tem alguma questão ou quer a sua ou quer a sua informação incluída nestas radiografias, contacte James Clark através do e-mail james.clark@ihs.com ou visitewww. e-mail james.clark@ihs.com ou visite www.supplierbusiness.com supplierbusiness.com

nos segmentos, a TRW no volante a BorgWarner nas velas de ignição ou a Mahle no radiador de óleo. Nas versões 4x4 os componentes do eixo traseiro ficaram a cargo da Gestamp. O SUV da Nissan já está à venda no mercado português.

Supplier Business

COMPONENTES DO EIXO TRASEIRO (4X4) GESTAMP

DOBRADIÇAS DO PORTÃO TRASEIRO EDSCHA

VELAS DE INCANDESCÊNCIA BORGWARNER

VÁLVULA REGULADORA DO VÁCUO (MOTOR) KSPG AUTOMOTIVE

ISOLAMENTO TÉRMICO DO ESCAPE ELRINGKLINGER

ELEVADORES DOS VIDROS INTEVA PRODUCTS

COLUNA DA DIREÇÃO NSK

SUPORTES DE LÂMPADAS TRW FASTENERS

CINTOS DE SEGURANÇA TAKATA

SEGME NTOS FEDERAL-MOGUL

SPOILER TRASEIRO PLASTIC OMNIUM

MOTOR MAGNA

MOLDURA DAS PORTAS FALTEC

INTERIOR EM COURO EAGLE OTTAWA

TUBOS DE VÁCUO CIKAUTXO

ESGUICHOS FICOSA

SISTEMA DE ESCAPE CALSONIC KANSEI

VEIO DE TRANSMISSÃO GKN DRIVELINE

VOLANTE (BASE/COURO) TRW AUTOMOTIVE

RADIADOR DE ÓLEO MAHLE

ALMOFADA DO ASSENTO LEGGETT & PLATT

VEDANTES DA CAMBOTA FREUDENBERG

RETROVISORES EXTERIORES SMR AUTOMOTIVE

PERSIANAS DA GRELHA ATIVA ROECHLING AUTOMOTIVE

CALHAS DOS CABOS STANLEY ENGINEERED FASTENING

MATERIAIS DE ISOLAMENTO DO HABITÁCULO CARBODY

ACOPLAMENTO DO SISTEMA 4X4 JTEKT

V

REVESTIMENTO DOS PILARES R-TEK

MOTORES DO ARREFECIMENTO DO MOTOR NIDEC MOTORS & ACTUATORS

VARIADOR DE FASE DA ÁRVORE DE CAMES AISIN

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NISSAN QASHQAI. QUEM FAZ O QUÊ?

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PUBLIREPORTAGEM

Multiusos na garagem ∫Fechaduras bloqueadas,

WD-40. O produto dos 2000 usos A

também é conhecido pelas suas outras WD-40 Company teve na sua 4 funções base, a saber: PENETRANTE, origem a Rocket Chemicals LUBRIFICANTE, ANTI-CORROSÃO, (Califórnia, E.U.A) que, em 1953, RENOVADOR. se propôs a criar um produto que A sua principal característica é ser repelente protegesse eficazmente os mecanismos de água e humidade, podendo ser aplicado eletrónicos, contra a humidade e corrosão diretamente em contatos elétricos em e, além disso, com um efeito penetrante locais tão diversos como nos e lubrificante rápido e duradouro. casquilhos das lâmpadas do jardim Após 40 tentativas este produto, ou automóvel, em interruptores e inicialmente direcionado para a maquinas de jardim evitando o mau industria aerospacial, é finalmente contato ou curto-circuito provocado aprovado pela NASA e classificado pela acumulação humidade ou como repelente de água. Daí o seu água. Como penetrante tem uma nome Water Displacer (WD) e 40 ação capilar elevada, levando a que da 40ª tentativa ao final da qual a o produto penetre em pequenas fórmula foi aprovada. Há 60 anos no gretas ou fendas aumentando o mercado, é comercializado em 187 poder de atuação bem como para países e conta já com uma lista de cumprir uma outra função, a de mais de 2000 usos e um clube de fãs Anti-Corrosão. superior a 100.000 membros. Evita a CORROSÃO em todos Uma das verdadeiras características os tipos de materiais expostos a do WD-40 é ser um MULTIUSOS, Para comemorar podendo ser aplicado nos vários o 60º aniversario atmosferas corrosivas, humidade e soluções alcalinas, calcárias ou água ramos da Indústria, em casa, na a WD-40 criou garagem, no automóvel, bicicleta, uma lata especial do mar. Anula ruídos provocados pela falta de lubrificação ou motas, caça, pesca, jardim, comemorativa corrosão. ferramentas, etc. No entanto, e Limitada

portas com ruídos e antenas podem ser facilmente desbloqueadas com um toque de WD-40 Produto Multi-Uso. ∫Uma pulverização de WD-40 Produto Multi-Uso proporciona um brilho resplandecente aos acabamentos cromados e de alumínio. ∫Proteja as partes mais vulneráveis do motor contra a corrosão com um toque de WD-40 Produto Multi-Uso. ∫Uma aplicação de WD-40 Produto Multi-Uso pode ajudálo a evitar a corrosão dos cabos das velas. ∫Elimine o excesso de humidade de um motor inundado com uma aplicação abundante de WD-40 Produto Multi-Uso - mas lembre-se: não o deve pulverizar com o motor em funcionamento!

Centenas de hobbies

∫Já não terá que submergir as moedas em vinagre para que brilhem reluzentes - experimente limpar a sua valiosa coleção com um pouco de WD-40 Produto Multi-Uso. ∫Não há nada pior do que um carrete de pesca obstruído por óxido quando apanhou o peixe da sua vida; mantenha os carretes sempre operacionais pulverizando-os regularmente com WD-40 Produto Multi-Uso. ∫Mantenha os patins alinhados e os skates sempre operacionais com um pouco de WD-40 Produto Multi-Uso.

Usos pouco habituais facilitam a vida

∫A tábua de engomar deixa de chiar com uma leve aplicação de WD-40 Produto Multi-Uso nas dobradiças e nas peças móveis. ∫O WD-40 Produto Multi-Uso pode ser utilizado para eliminar chiclete colado a sapatos, alcatifas e a certas roupas. ∫Se o seu CD favorito tiver um pequeno risco, o WD-40 Produto Multi-Uso ajudá-lo-á a ouvi-lo sem problemas. ∫Tem o fecho de correr da sua mala de viagem bloqueado? Um toque de WD-40® Produto Multi-Uso solucionar-lhe-á o problema.

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Ensaio de longa duração. Visita à oficina Com mais de vinte mil quilómetros, o Renault Clio Sport Tourer continua a caminho dos 60 mil quilómetros numa maratona que tem percorrido Portugal de norte a sul. TEXTO MARCO ANTÓNIO FOTOS JOSÉ BISPO

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ecordando os testes realizados pela ADAI que estudou o conforto a bordo, interessa relembrar que este primeiro teste registou resultados positivos que colocam o Renault Clio Sport Tourer dentro da zona de conforto de acordo com a norma ISO. Com acelerações inferiores a 0,315 ms-2 o Clio proporciona aos seus ocupantes níveis de bem estar elevados independentemente do tipo de piso. Isto não impediu no entanto o aparecimento dos primeiros sinais de desgaste como ruídos provenientes do desgaste de alguns materiais como já acontece na zona do porta bagagens e de algumas peças. O Clio Sport Tourer visitou entretanto as oficinas da Vesauto para substituir os discos da frente, e as pastilhas que ainda eram as mesmas que rodaram na parte final das 72 horas do Estoril, bem como mudar de óleo. Este passou a ser o Galp Formula R 5W30 cem por cento sintético. Daqui para a frente as mudanças de óleo serão sempre feitas de 15 mil em 15 mil quilómetros de acordo com as recomendações da marca. O óleo usado será analisado pela Galp com o objetivo de avaliarmos a sua eficácia na proteção do motor 1.5 dCi. Curiosamente, as medições feitas com regularidade mostram que o

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motor está cada vez mais solto e agradável de utilizar. Apesar do excessivo número de passagens de caixa, a transmissão EDC (dupla embraiagem) continua a ter um bom desempenho e a proporcionar uma utilização agradável, ainda que tivéssemos já detetado um ruído que vamos acompanhar e estudar com maior detalhe. Após 185 horas de condução, das quais 23 horas e meia foram passadas em trânsito intenso, o consumo subiu, situando-se neste momento nos 6 l/100 km o que representa um desvio de 2,3 litros em relação ao consumo de 3,7 l/100 que a marca homologou. Este pequeno aumento deve-se sobretudo a uma maior utilização em cidade nos últimos mil quilómetros, o que fez com que a velocidade média tivesse baixado para os 66 Km/h. No total, e até ao momento, foram já consumidos 805 litros de gasóleo Galp G Force. Conforme programado, aos 30 mil quilómetros será feita uma análise dos injetores pela Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) em Coimbra, uma operação que se repetirá no final. Nesses dois momentos será medida a potência, no banco do Instituto Politécnico de Leiria, onde faremos também uma análise dos gases de escape, nomeadamente de CO2 , NOx e partículas. Voltando ao tema do envelhecimento

precoce de algumas peças e depois de termos detetado os primeiros ruídos crónicos na zona da mala, onde a tampa que cobre um pequeno alçapão cedeu, registamos também que alguns plásticos já mostram sinais de algum desgaste com o aparecimento dos primeiros riscos, nomeadamente à frente na parte inferior do tablier, nas portas e na parte inferior da consola central junto da caixa de velocidades. Durante a visita à oficina verificamos que a suspensão e a restante parte mecânica não evidenciam nenhum desgaste anormal, nomeadamente os foles que cobrem as juntas homocinéticas. Relativamente aos custos de manutenção é interessante anotar que o maior valor até aos 60 mil quilómetro de acordo com o plano de manutenção da marca vai para as peças de desgaste nomeadamente paras as pastilhas à frente e atrás e para os discos que foram precisamente as peças já substituídas. A seguir vêm as despesas com os pneus. Seguindo o plano programado os custos de manutenção são de 2,79 euros a cada 100 quilómetros percorridos. Isto se não houver nenhuma anomalia pelo meio. Depois de dois meses e meio desde o início da prova, o Clio Sport Tourer vai continuar a sua maratona. A próxima paragem técnica é aos 30 mil quilómetros.


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Alidata. Um software, milhares de configurações Fomos ao terreno perceber como funciona o software da Alidata e como a empresa de Leiria acompanha os seus clientes. Uma experiência mais do ponto de vista do utilizador e não tanto do fornecedor. TEXTO PAULO HOMEM

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as muitas organizações que contam com o software da Alidata para trabalhar não era fácil escolher duas empresas que nos servissem de modelo para aquilo que pretendíamos fazer. As contempladas, as oficinas Electro Marques em Gondemaria (Ourém) e a Alvielauto em Bugalhos (Alcanena), revelaram-se excelentes exemplos pelo histórico de utilização da plataforma da Alidata. O dia começou na Electro Marques, um exemplo de oficina de automóveis, onde fomos muito bem recebidos e, por coincidência (ou talvez não), tem no marketing João Pereira, que passou pela própria Alidata muitos anos e conhece como

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poucos o software dessa empresa do ponto de vista do fornecedor e também do cliente. A Electro Marques já utiliza o Alidata há mais de 20 anos, percorrendo todas as fases de evolução da plataforma, nomeadamente a transição de MSDos para Windows, o que sucedeu há quase 10 anos. “Temos a noção de que fomos ajudando a Alidata na implementação e no desenvolvimento do software ao longo dos anos, sempre em função das necessidades que fomos detetando e que a Alidata incorporou”, refere João Pereira, opinião que a responsável da Alidata, Carla Manuel, partilha, reconhecendo que “o nosso software foi desenvolvido, em grande parte, pelos comentários que os clientes nos foram

fazendo chegar”. O cliente, e neste caso da Electro Marques, tem sido muito pró-ativa com a Alidata, levando João Pereira a considerar que “enquanto a Alidata tiver esta postura de ouvir os clientes, vai manter o seu sucesso no mercado”. Um caso sempre complicado para qualquer oficina é a incorporação de diversas plataformas tecnológicas (Autodata, TecDoc, GT Motive, ESITronic, entre outras) com o software. “Temos a noção que não haverá uma ligação que consiga colocar a comunicar todas as plataformas. O segredo deste negócio estará nessa integração e no cruzamento de dados”, diz João Pereira, enquanto Carla Manuel


Os clientes contribuem muito para o desenvolvimento do software da Alidata

afirma que “o papel da Alidata é realmente tentar integrar todas estas plataformas, de modo a que o sistema possa dar o máximo de informação. Em algumas destas plataformas a integração já está feita”. Os custos de integração são um enorme entrave ao diálogo entre todas as plataformas, o que é reconhecido pelos responsáveis da Electro Marques, que sentem cada vez mais no seu dia-a-dia a necessidade que os sistemas comuniquem entre si (refira-se que esta oficina ainda utiliza o software de aquisição de peças de diversas marcas de automóvel). DIA-A-DIA Quanto às vantagens da utilização do software, João Pereira refere alguns pormenores que considera fundamentais no Alidata. “O controlo da viatura é um ponto forte deste software, isto é, tem uma excelente ficha de viatura e um excelente histórico, que nos permite saber tudo o que foi feito no carro que entra na nossa oficina”, refere o responsável de marketing, acrescentando que “os imensos dados que estão disponíveis na ficha de viatura permitem alimentar outras áreas da oficina, como é o caso da área comercial, marketing e armazém, trabalhando o CRM, possibilitando uma gestão mais eficiente do stock, segmentar as bases de dados, etc”. Rui Marques, gerente da oficina, alerta também para um aspeto que é muito importante, dizendo que “quantos mais dados colocamos na ficha da viatura mais dados podemos depois obter em termos de informação. Não existe nenhum software que nos dê dados se não introduzirmos dados no mesmo”. Tal situação obriga a alguma disciplina da própria oficina na introdução da informação, mas “que se torna muito útil para diversas análises, e que no caso do software da Alidata nos permite recolher muito informação e trabalhá-la a diferentes níveis”. Um termo que entrou na conversa durante a visita à Electro Marques foi a da ergonomia do software. Na opinião de João Pereira todos os softwares deverão caminhar nesse sentido, tornando-se fáceis de operar, área onde também a Alidata já deu importantes passos. Para os responsáveis da Electro

Marques igualmente importante tem sido a evolução feita pelo software no sentido de conhecer cada vez mais o cliente e não tanto o carro. Normalmente, as regulares atualizações do Alidata são feitas pelo próprio cliente, salvo algumas implicações legais ou técnicas que exigem a intervenção de um técnico da empresa. Sempre que é solicitada a assistência remota à Alidata e que a mesma não possa ser feita de imediato, é gerado um link para o cliente que, depois de ativado, permite à Alidata entrar no software do cliente assim que puder realizar a assistência. “Desta forma o cliente não tem que estar à espera da assistência remota, pois a mesma pode acontecer a qualquer momento”, revela Carla Manuel. PUBLICIDADE

O contrato entre a Alidata e os clientes, neste caso a Electro Marques, é feito anualmente, tendo tudo incluído, isto é, para além do software estão ainda associados todos os serviços de assistência e de acompanhamento ao cliente que usa o software. A Electro Marques está ainda a evoluir para os cartões de fidelização. Neste caso vai passar a utilizar uma nova plataforma que lhe permitirá dar descontos ao seu cliente em cartão, que integra informação com os dados da fatura do cliente. “Queremos sempre evitar a utilização de diversos softwares. Logicamente que se pudermos integrar tudo com o Alidata acaba por ser melhor”, refere Rui Marques, responsável geral da Electro Marques.


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radar

O apoio da Alidata às oficinas é feito presencialmente sempre que necessário, mas algumas intervenções são feitas remotamente

Depois de uma visita às instalações e percebida a enorme funcionalidade do software da Alidata e a forma como ele permite controlar toda a atividade da empresa e dos seus funcionários, estava na altura de seguir para nova oficina. Na Alvielauto, uma oficina de pesados pertence à rede da Renault Trucks, mais um elemento da Alidata nos acompanhou. Ricardo Dias é consultor técnico da Alidata, passando a sua vida profissional muito próximo dos clientes utilizadores do software da empresa. “Atendo a todas as exigências do cliente, efetuando as configurações em função das necessidades específicas em termos de software deste cliente”, refere Ricardo Dias, explicando que “no caso da Alvielauto, que é concessionário oficial, tivemos que fazer uma série de adaptações do software às exigências que a marca impõe, como é o caso dos mapas de tempos de serviço”. Joaquim Marques, sócio gerente da Alvielauto, diz que “quer as peças quer os tempos têm códigos atribuídos e que exigiram uma adaptação do software da Alidata. Até porque os serviços que prestamos têm garantias que são válidas em toda a rede da Renault Trucks”. Também na Alvielauto o software da Alidata está presente na receção, no back office,

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nas peças e na oficina, neste caso através de um quiosque, onde cada mecânico inicia e termina a obra que está a fazer. “De uma forma geral, sempre que solicitamos a Alidata para qualquer intervenção no software vemos o nosso problema resolvido”, refere Joaquim Marques. O modelo de negócio, do ponto de vista da Alidata, não difere do que vimos na Electro Marques para a Alvielauto. A diferença que se encontra está na implementação das necessidades específicas de cada cliente. “Muitas das implementações que fazemos num cliente, acabam também por servir a muitos outros clientes”, refere Ricardo Dias, que explica que toda a equipa técnica da Alidata reporta constantemente pequenas parametrizações que são efetuadas no software dos clientes, sendo que algumas delas exigem mesmo intervenção ao nível da programação. “Esta grande componente de parametrização / configuração permite quase virar o software ao contrário, levando a que dois clientes tenham o mesmo software mas que o utilizam de forma substancialmente diferente”, explica Carla Manuel, adiantando que qualquer novo projeto que seja implementado incorpora o imenso knowhow que a Alidata tem no desenvolvimento da solução em função do tipo de necessidade do cliente.

“Não faço ideia de quantos clientes é que visito. São mesmo muitos, embora eu possa estar no terreno ou na Alidata a prestar assistência remota ao software dos clientes”, refere Ricardo Dias. Normalmente, a empresa faz questão que o mesmo técnico se mantenha sempre com os mesmos clientes, pois o acompanhando que faz e o trabalho que fez no software desses clientes permitem-lhe conhecê-los muito melhor. Das milhares de soluções que a Alidata tem no terreno, cerca de 99% dizem respeito a empresas do setor automóvel, ficando a certeza que, sendo a plataforma igual para todos os clientes, a configuração e parametrização do software a cada oficina e a cada realidade oficinal é total, mesmo que ainda exista trabalho a fazer na integração com diversas outras plataformas que não se fazem facilmente pelos custos envolvidos e por algumas dessas entidades dificultarem muito vezes o acesso à integração.

CONTACTOS ALIDATA RESPONSÁVEL CARLA MANUEL TELEFONE 244 850 030 E.MAIL geral@alidata.pt WEBSITE www.alidata.pt


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RADAR

Liberty. Potenciar o negócio das oficinas A relação das seguradoras com as oficinas foi o tema de um seminário organizado pela Liberty Seguros, empresa pioneira no lançamento de centros auto próprios com peritagem incluída.

“15 por cento dos sinistros são fraudulentos”, afirma Paulo David Ferreira, uma realidade a que as seguradoras estão cada vez mais atentas

TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES

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mecânica evoluiu consideravelmente na última década e o mesmo se aplica à forma como as oficinas se encontram organizadas. Com a crescente informatização das empresas e o surgimento de sistemas como o Audatex, Eurotax e GT Estimate que compilam milhares de referências de peças, as seguradoras sentiram-se obrigadas a evoluir de forma a prestarem um melhor serviço aos seus clientes, ao mesmo tempo que melhoravam, também, os seus índices de

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eficiência. Um dos melhores exemplos desta inovação do mercado reflete-se nos Centros Auto da Liberty Seguros — uma parceria com oficinas já existentes na criação de um espaço próprio que recebe os veículos lesados, inclui peritagem pós-acidente e benesses como um veículo de substituição ou uma área reservada com a chancela da seguradora, onde o cliente pode tratar de todos os trâmites processuais de forma cómoda e com menor dispêndio de tempo. Paulo David Ferreira, responsável pela

gestão de fornecedores da Liberty, é o primeiro a reconhecer a importância da inovação e do avanço tecnológico no negócio: “Há 15 anos havia uma maior dificuldade no relacionamento entre ambas as partes. Não existia nenhum sistema que nos desse os preços do fornecedor, nem as referências corretas ou o preço da peça de substituição concorrente”. Com estas ferramentas, adianta, “os nossos peritos conseguem estar ao mesmo nível das oficinas, sejam multimarca ou monomarca.”


As seguradoras como a Liberty Seguros olham para a certificação no momento de escolher os seus parceiros: “Dão-nos mais garantias”, afirma Paulo David Ferreira. Centro Zaragoza, Cesvimap e SGS são as empresas qualificadas para o fazer

Já do lado da técnica oficinal “surgiram os bancos de ensaio, a pintura cresceu em cores, quantidade e qualidade, e tudo isto significa que as oficinas e as seguradoras evoluíram nas peritagens e nos peritos. Hoje uma oficina que não tenha um banco de ensaio e uma estufa de pintura de certeza que não pode certificar uma boa qualidade na reparação de um veículo”, refere. SATISFAÇÃO DO CLIENTE O dirigente da Liberty admite que o custo da reparação automóvel “tem vindo a diminuir”, embora os automóveis estejam cada vez mais evoluídos tecnologicamente. Na relação entre ambas as partes, destaca a “qualidade dos prestadores de serviço” — se as oficinas têm serviços de colisão, manutenção e pintura de forma integrada ou se o fazem a partir de terceiros, situação que irá encarecer o custo da reparação. Mas também a “formação contínua” dos peritos avaliadores das seguradoras (o chamado “auditor” ou “supervisor” que verifica se as peças que foram determinadas no relatório de peritagem estão a ser aplicadas ou se vêm de “uma sucata ou um ferro-velho”, resultando em índices de satisfação do cliente mais elevados), a “utilização de sistemas informáticos de orçamentação” e a existência de um “controlo

CENTROS LIBERTY AUTO São já 17 os centros Liberty Auto instituídos pela Liberty Seguros, numa rede de parceiros da qual fazem ainda parte 89 oficinas recomendadas. Estar certificada e reunir os serviços de Colisão, Manutenção e Pintura é condição essencial para tornar-se parceiro desta seguradora

de qualidade” exaustivo que avalie o trabalho realizado. No entanto, lembra, “tem de haver sempre um diálogo com um perito”, alertando para a necessidade de uma “maior especialização” na questão das reparações: “Têm de existir argumentos técnicos e de outra natureza que determinem se aquela peça tem efetivamente de ser substituída como o tempo de reparação, o seu custo e o preço da mão-de-obra”. No capítulo da reparação, Paulo David Ferreira destacou a foto e vídeo peritagem (permite acelerar o início da reparação) e os “smart repairs” (pequenas intervenções que servem para reparar, com o menor dispêndio de tempo possível, danos ligeiros na pintura ou em componentes da carroçaria) como duas tendências do mercado: “Pessoas especializadas têm a capacidade de endireitar pequenos danos nos plásticos sem danificar a pintura. O automóvel tem cada vez mais plástico e sabemos que este é um componente que pode ser reparado, mas para que tal aconteça é preciso que a pessoa tenha conhecimentos. Caso contrário, o mais certo é termos uma reclamação”. Esta ideia prova que a especialização é cada vez mais importante no mercado e que aqueles que estiverem melhor preparados poderão garantir um acordo de parceria vantajoso para ambas as partes. CONTROLO DE QUALIDADE Tal como a formação, Paulo David Ferreira lembra que o controlo de qualidade é também da responsabilidade das oficinas: “Com menores ou maiores danos, todos os veículos sinistrados devem ser alvo de um teste de estrada por parte das oficinas responsáveis pela sua reparação, uma vez que existem peças que podem ter sido unidas, soldadas, substituídas ou aparafusadas e é preciso verificar se existem barulhos ou se alguma não terá um dano oculto, por exemplo, numa caixa de direção”. No caso específico da Liberty, o responsável

revela que a aleatoridade ou obrigatoriedade dos controlos realizados pela empresa variam de acordo com o valor da reparação ou a relação comercial existente com os seus parceiros: “Temos situações em que fazemos um controlo aleatório, outras em que este não é necessário face à excelente relação comercial que existe com o nosso parceiro e outras em que, face ao valor dos danos, é obrigatório efetuar esse controlo de qualidade”. Paulo David Ferreira defende que só com a modernização do seu negócio é que as oficinas poderão promover a satisfação do cliente e aumentar a sua rentabilidade — um objetivo comum partilhado com as seguradoras. Esse caminho passa pela melhoria contínua do seu desempenho, procurando que não haja quebras de serviço (devem funcionar “como uma linha de produção de uma fábrica”), mas também pelo investimento em equipamentos base, como o e-mail e o fax. O responsável refere ainda a importância de saber “trabalhar com alumínio”, de ter “equipamento multimarca” atualizado com as novas tendências e produtivos com qualidade técnica, capazes de efetuar um diagnóstico o mais correto possível. A localização é outro fator a ter em conta: “Hoje a oficina divide-se em várias áreas: manutenção, colisão e pintura. Antigamente fazia-se tudo ao mesmo tempo, mas hoje, para ter uma qualidade perfeita, isso não é possível. Por outro lado, tudo o que é colisão, óleos e pinturas tem-se desviado das cidades por uma política de proteção do ambiente e é por este motivo que muitas oficinas se têm deslocado para zonas industriais”. A fechar o ciclo de recomendações está a “certificação” das oficinas: “Para termos a certeza de que uma oficina está qualificada, a certificação é o melhor passo que se pode dar. Com a certificação verifica-se a parte técnica, a parte produtiva e a parte de manutenção da estrutura”.

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Hyundai. Oficina gigante Ao longo das dez provas europeias do Mundial de Ralis, a equipa oficial da Hyundai far-se-á acompanhar por uma estrutura de 450 m2 que concentra, simultaneamente, as áreas de serviço e de receção dos convidados. A TURBO OFICINA esteve lá dentro e constatou que o resultado é impressionante. TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES

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ara o convidado, o cenário não podia ser mais acolhedor. A enorme estrutura fabricada pela empresa sevilhana AMG, responsável, também, pela montagem de muitos dos centros de acolhimento das equipas que correm no Mundial de Motociclismo, apresenta um desenho limpo, espaço para refeições e diversos equipamentos de conforto, como cadeirões almofadados ou o ar condicionado, este último imprescindível em provas quentes como os ralis do México e de Portugal. Mas como estes até são atributos comuns às grandes equipas que militam no WRC, a coreana Hyundai achou que estava na altura de ir além do que até aqui era conhecido. Como? Exigindo a construção do grande destaque deste espaço de 450 m2: a enorme varanda que ocupa quase

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toda a zona superior e que permite, a quem por aqui deambula, espreitar tudo o que se passa no andar de baixo. PEQUENA ORQUESTRA Escusado será dizer que a janela ganha cor precisamente quando os pilotos largam os carros, já que é aí que os mecânicos – imaculadamente limpos, ao contrário do que seria de esperar – se atiram a eles de modo a preparar as máquinas para as etapas seguintes. Para quem vibra com os ralis, mas também para quem desconhece o desporto, a polvorosa controlada é um regalo para os olhos: ao ritmo dos 30 minutos disponíveis pelo cronómetro, tudo é feito em uníssono, deixando em evidência o nível de uma equipa que, apesar de se estrear na competição, se assume como uma estrutura de fábrica,

e cujos elementos, técnicos e mecânicos, dão corpo a uma orquestra alinhada por pautas de controlo, entreajuda e soberbo profissionalismo. Se para os convidados e adeptos (no piso inferior há ainda uma zona vedada que dá a qualquer pessoa a possibilidade de assistir aos trabalhos) a envolvente é irresistível, para os mecânicos o sentimento não deixa de ser ligeiramente diferente, já que têm de aliar

A AMG É UMA EMPRESA ESPANHOLA COM SEDE EM SEVILHA QUE LEVA NA SIGLA O NOME DO SEU FUNDADOR: ÁNGEL MIGUEL GÓMEZ


a responsabilidade de consertar os carros com a pressão dos olhares de largas dezenas de pessoas que observam minuciosamente o seu trabalho. CORRESPONDER ÀS EXPETATIVAS Stefan Henrich, Diretor de Marketing e de Relações Públicas da Hyundai Motorsport, admitiu à TURBO OFICINA esse acréscimo de responsabilidade, mas disse que ela é também uma consequência das condições que foram dadas à equipa: “O conceito que temos aqui é o resultado de uma análise que fizemos sobre o motivo que leva os fãs a se deslocarem a uma área de serviço. E isso acontece, não para me verem, mas sim para observarem os mecânicos a trabalhar no carro. Claro que eles odeiam-me por isso porque querem esconder-se no escuro. Mas reconhecemos que ter os melhores técnicos significa dar-lhes as melhores circunstâncias. São necessários 9 camiões para transportar a estrutura de 450 m2 da Hyundai Motorsport Isso representa um ambiente limpo, luminoso, com temperatura amena – tudo o que for necessário para, ao longo de 30 expetativas. E isso significa talvez duas vezes é pensado para que eles percam o menor minutos, serem capazes de realizar o melhor por dia mudar de roupa para manterem-se tempo possível no decurso das operações”, trabalho possível. Do meu ponto de vista, limpos e, obviamente, cumprir o caderno de refere Stefan Heinrich. Com uma dimensão nada disto poderia ser alcançado se eles encargos do carro dentro do tempo préimpressionante e equipamentos de conforto, estivessem sujeitos ao pó, ao escuro, com estabelecido.” a estrutura da Hyundai no Mundial de Ralis menos de 20 graus, na Suécia, ou com mais de Nas traseiras das oficinas encontra-se dá aos mecânicos condições de topo para 40 graus, no México. Daí o ar condicionado, um outro edifício que assume o papel de efetuarem o seu trabalho. Para montar por exemplo”. “torre de controlo” da equipa. É aqui que tudo antes de cada prova são necessários Apesar da janela de tempo apertada e dos os técnicos e quadros de topo analisam seis dias e o esforço de 12 pessoas. olhares curiosos, o argumento da pressão não a telemetria e discutem a estratégia a ser Desmontar leva outros três dias, numa pode servir de desculpa, avisa: “É verdade aplicada face às condicionantes de cada logística impressionante pensada para “os que, se eles fizerem alguma coisa mal, toda prova. Dispersas imediatamente ao lado mecânicos, mas também para os fãs dos a gente vai ver. Mas o mesmo acontece se o estão também peças suplentes ou algumas ralis”, afirma o dirigente com quem falámos. piloto cometer um erro ou sair de estrada. misturas de pneus cuja prioridade é Como agradar a ambos é difícil e muitas Faz parte da vida. Nós damos aos mecânicos inferior face ao trabalho realizado pelos vezes pouco valorizado, resta-nos tirar o esta plataforma que, creio, é a melhor do mecânicos quando os carros chegam das chapéu a um espaço que tem, como único parque de assistências, com nível Fórmula etapas, mas que, ainda assim, estão à mão objetivo, aproximar as pessoas do desporto 1, mas em troca eles têm de corresponder às de semear, caso sejam necessárias. “Tudo automóvel.

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Jantes. Orçamentação da pintura A valorização económica da pintura de jantes tem o seu próprio sistema: a tabela de tempos e materiais de pintura CESVIMAP para jantes de liga, vem cobrir uma parte da valorização que, até agora, ninguém tinha abordado de forma objetiva. Aplica os tempos de pintura e o custo de materiais de última tecnologia, assegurando a qualidade do trabalho final. PARCERIA TEXTO CARLOS HERNÁNDEZ DÍAZ

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s jantes são um dos elementos do veículo mais expostos a danos, principalmente arranhões contra os passeios que, como consequência, deterioram principalmente a camada de pintura que as protege. Para lhes devolver a aparência original, realiza-se um trabalho de pintura muito semelhante, em algumas das operações, ao que se efetua em peças de aço da carroçaria do veículo. Por isso mesmo, a valorização económica da pintura requer o uso de um sistema específico, contemplado na tabela de tempos e materiais de pintura CESVIMAP para jantes de liga leve. Tal como a tabela

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de chapa, esta baseia-se na superfície a pintar e no tipo de dano. A orçamentação da pintura de jantes, mediante a tabela referida, é levada a cabo segundo os seguintes parâmetros: 1º Tamanho da jante medida no seu diâmetro. 2º Formas da própria jante, medidas pelo número de raios. 3º Acabamentos especiais, duas ou mais cores ou jantes com acabamento cromado. 4º Nível do dano, medido pela superfície danificada. Devido à grande diversidade das jantes


AS JANTES SÃO UM DOS ELEMENTOS DO VEÍCULO MAIS EXPOSTOS A DANOS, PRINCIPALMENTE ARRANHÕES CONTRA OS PASSEIOS QUE DETERIORAM A PINTURA que apresentem duas ou mais cores. Também se consideram as jantes com acabamento cromado.

que incorporam os automóveis, os três primeiros parâmetros agruparam-se num só, denominado “grau de dificuldade”. Existem cinco graus de dificuldade para a pintura das jantes: Grau 1 Neste grupo estão incluídas todas as jantes cujo diâmetro nominal seja inferior a 15 polegadas. Grau 2 Aqui se agrupam as jantes de liga com um diâmetro nominal compreendido entre 15 e 17 polegadas.

Grau 3 Inclui todas as jantes cujo diâmetro nominal seja superior a 17 polegadas. Grau 4 Engloba todas as jantes de liga, independentemente do seu diâmetro, que apresentem 13 raios ou mais. Consideramse raios todos os que chegam ao perímetro da circunferência que esta descreve, quer se trate de meios raios ou de raios que se subdividem em dois ou mais. Grau 5 Aqui se englobam todas as jantes de liga, independentemente do seu diâmetro,

Jantes que, dependendo dos tamanhos, podem ser de grau de dificuldade 1, 2 ou 3

NÍVEIS Para valorizar os trabalhos de repintura de jantes é aconselhável utilizar, tal como noutras tabelas da pintura CESVIMAP, um método de valorização universal, que tenha como base a magnitude da superfície a pintar de cada elemento que, no caso das jantes, corresponde com a superfície exterior. Da extensão do dano dependerão, também de forma direta, o consumo de materiais de pintura de preparação ou de fundo (massa, primários, aparelhos, etc.) e, evidentemente, os tempos de preparação da superfície reparada (aplicação de massa, aparelho, lixa, etc.). Os níveis da tabela de pintura de jantes de liga são: Nível II: Superficial ou mudança de cor. Pintura de jantes que precisem de trabalhos de repintura para mudar de core trabalhos nas camadas de acabamento (cor e/ou verniz), sem reposição de fundos. Nível III: Dano leve. Pintura de jantes com danos leves, tais como: golpes ligeiros, arranhões profundos, raspadelas, pancada

Jante de 15 raios com grau de dificuldade 4

Jantes com grau de dificuldade 5; a primeira, de duas cores e a segunda, cromada

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reparação

Nível II Superficial

Nível IV Dano médio

única com perda de material, etc. As reparações incluídas neste nível têm de cumprir o requisito de que a relação, quanto à superfície danificada, não ultrapasse os 8% em relação à superfície a pintar (superfície exterior da jante). Nível IV: Dano médio. Formado por um ou mais danos cuja superfície total danificada seja superior a 8% em relação à superfície a pintar, estabelecido como dano leve e, em nenhum caso, superior a 25%. Nível V: Dano forte. Este nível é aplicável aos danos cuja superfície seja superior a 25% da superfície a pintar. Nesta classificação não se incluem as peças novas, pois não se realiza pintura numa jante substituída, uma vez que vem pintada de fábrica. Os níveis de pintura expostos são válidos para jantes de liga para os diversos veículos automóveis, como ligeiros, todo o terreno,

Nível III Dano leve

Orçamentação com Audatex

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Nível V Dano forte

monovolumes, furgões e derivados de turismo. Não estão, portanto, incluídas as jantes de camiões ou motos. A tabela de pintura de jantes inclui o tempo de preparação da cor de 0,80 horas e materiais de preparação de cor, de 4,55€. A isto se soma, dependendo do grau de dificuldade e do nível do dano, um tempo por cada jante pintada. As constantes da preparação de cor só se somam uma vez, independentemente do número de jantes pintadas. VALORIZAÇÃO COM AUDATEX E GT ESTIMATE Quando se valoriza com os sistemas de peritagem da Audatex e da GT Estimate, apenas se deve indicar o nível do dano, pois o parâmetro do grau de dificuldade vem implícito na identificação da medida da jante. Outros aspetos a ter em conta são o tempo

e os materiais de preparação da cor, que se somam ao tempo de preparação da cor da carroçaria e da textura, se o houver, tanto pela Audatex como pela GT Estimate. O tempo de pintura da cada jante soma-se ao tempo de pintura total da carroçaria e dos plásticos. O mesmo sucede com os materiais de pintura, no caso da Audatex. A GT Estimate, como é habitual na pintura de peças metálicas e plásticas, indicará o tempo e os materiais de pintura para cada jante. Outra questão a ter em conta na valorização de jantes é que é necessário realizar a pintura com a roda desmontada e o pneu ligeiramente esvaziado, para que este possa ser mascarado. Os tempos da tabela não contemplam a desmontagem da jante, operação que teremos de marcar em separado, nem sequer a desmontagem do pneu e o posterior equilíbrio da roda.

Estão atualmente tabeladas as jantes de liga de 81% dos veículos mais peritados, ficando o resto das jantes de aço e liga com uma superfície única por jante de 12 dm2, com as mesmas fórmulas e níveis que a pintura de carroçarias.

Orçamentação com GT Estimate

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reparação

Carroçaria. Acabamentos especiais PARCERIA

Muito tempo passou desde que Henry Ford, fundador da marca americana, exprimiu a famosa frase: “O cliente pode escolher um carro de qualquer cor, desde que seja preto”. Felizmente, a gama de cores e efeitos disponíveis nas carroçarias dos veículos atuais é muito ampla e variada. Afinal, a cor do veículo também desempenha um papel importante na eleição do carro e é mais um argumento do fabricante, em conjunto com as prestações e o design, para atrair o cliente. TEXTO PILAR SANTOS ESPÍ

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s cores e efeitos atrativos podem constituir um desafio para a oficina de pintura. Verifica-se atualmente uma tendência clara dos construtores de automóveis para a aplicação de acabamentos especiais em alguns dos seus modelos, empregando pigmentos perlados, xirallic, colorstream, chromoflair, vernizes coloridos, acabamentos mate, etc. Há inclusivamente acabamentos que podem implicar um processo de aplicação especial ou bases específicas para a pintura. Trata-se de cores mais vivas, mais profundas, com efeitos especiais quando a luz incide nas suas formas e curvas… São, definitivamente, cores que chamam a atenção e que se destacam do resto por serem diferentes. Estes acabamentos podem significar, em alguns casos, um trabalho extra para o pintor, como as carroçarias de acabamento mate que, em princípio, são os que se prevê que suponham um desafio maior para a oficina de pintura. O aspeto sedoso de um acabamento mate que agora está na moda, pode complicar o trabalho do pintor. Em primeiro lugar, encontramo-nos com um processo e produtos que não são habituais. Atualmente, a maioria dos fabricantes de tintas optam por oferecer um ou dois vernizes (mate e mate acetinado) para a obtenção do nível de brilho adequado, ainda que seja também possível aplicar um aditivo matizante. Mas a dificuldade em conseguir o mesmo nível de brilho que o acabamento original, não só depende do verniz aplicado, mas também da aplicação e secagem que se realize. Isto para além de se enfrentarem outras dificuldades, como o facto de pequenas diferenças de brilho serem mais percetíveis entre acabamentos mate que nos de alto brilho, ou a impossibilidade de realizar polimentos posteriores para eliminar defeitos como marcas de sujidade ou pinturas parciais. Alguns conselhos a ter em conta na repintura destes acabamentos consistem em preparar previamente amostras para a identificação

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Acabamento Liquid Metal (Alubeam), da Mercedes

Acabamento Arancio Atlas, da Lamborghini

Acabamento Hot Magenta, da Ford

Acabamento Ultimate Green, da Ford

exata do nível de brilho, efetuando uma aplicação de verniz o mais semelhante possível à sua aplicação sobre a carroçaria, homogeneizar bem a mistura do verniz e não agilizar a aplicação ou forçar a secagem, dando o devido tempo para que as partículas responsáveis pelo efeito mate se depositem de forma adequada na superfície do verniz. Os problemas que podem surgir na repintura de peças em veículos com acabamento mate fazem com que as oficinas dediquem maior tempo e cuidado a esta reparação, em comparação com os acabamentos convencionais e, geralmente, a superfície repintada acaba por ser maior que num acabamento brilhante, não se podendo delimitar tanto o dano. Para além dos acabamentos mate, também ganharam importância no mercado automóvel as cores ou acabamentos especiais, como por exemplo o Prismasilver da Audi ou o Liquid Metal de algumas marcas, como a Mercedes (denominado Amg Alubeam), Nissan (Bluish ou Ultimate Silver), BMW ou Porsche (Liquid Metal ou Liquid Metal Chrome Blue). No caso do acabamento Liquid Metal, aplicase tinta da última geração com tecnologia PVDA (Physical Vapor Deposited Aluminium, vapor de alumínio depositado fisicamente) que proporciona à carroçaria um efeito de metal polido ou líquido, conseguindo reflexos de luz mais intensos. Trata-se de partículas de alumínio lisas, totalmente planas e ultrafinas, que se depositam sobre a carroçaria como escamas. Nesta situação, a repintura de um veículo com este acabamento e pelo qual o proprietário pagou um elevado custo suplementar, não só requer a utilização de uma base específica e de preço superior, mas também implica uma técnica de repintura que não é a convencional. O processo de aplicação consiste em lixar/matizar o aparelho de forma muito fina, aplicar o verniz (que implicará secagem e matizagem muito finas)


Acabamento Rouge Flamme da Renault

ou resina transparente, a seguir à aplicação da base com a tinta Liquid Metal (segundo as recomendações do fabricante da tinta) e, finalmente, a aplicação do verniz. Outros acabamentos especiais, neste caso com maior protagonismo no mercado, são os acabamentos de tripla camada, entre os quais encontramos o Ultimate Green (código 9GFE5ZA) e o Hot Magenta da Ford (9RTEWTA) ou os vermelhos Rouge Flamme da Renault (NNP), Soul Red da Mazda (41V), Rouge Babylone da Peugeot ou Citroën (LKR) ou o Rosso Competizione da Alfa Romeo (134/B). Nos acabamentos de tripla camada, cuja aplicação na origem aumentou claramente nos últimos anos, podem distinguir-se dois tipos: Os que contam com uma primeira base lisa e a seguir uma base semitransparente com cores de efeito, perlados e/ou xirallic, aos quais pertencem os brancos perlados que se impõem como tendência; Um segundo tipo de acabamentos de tripla camada conta com uma primeira base com cores de efeito, metalizados, perlados e/ou xirallic, seguindose uma base denominada verniz pintado. Esta segunda base é uma capa transparente composta principalmente por resina, junto com bases ou aditivos que lhe dão cor, podendo ou não levar pigmentos de efeito. Embora não se denomine verniz pintado, não é um verniz ou laca, mas sim uma base de cor, a segunda, que se aplica sem catalisar e antes do verniz, constituindo desta forma o acabamento de três camadas. A este segundo tipo de acabamentos de tripla camada correspondem os vermelhos antes referidos. Em certos casos a preparação de um acabamento exige a utilização de uma base específica, válida apenas para aplicação de um código de acabamento, como é o caso do Liquid Metal. Nestes casos, alguns distribuidores podem preconizar a cor já preparada, de forma a que a oficina não acumule stock de um produto de muito baixa rotatividade e que se poderia constituir uma perda. Em princípio, os acabamentos de tripla

A TECNOLOGIA ATUALMENTE DISPONÍVEL NO FABRICO DE TINTAS PERMITE ACABAMENTOS ESPECIAIS EMBORA COLOQUE, EM CERTOS CASOS, NOVOS DESAFIOS AO SETOR DE REPINTURA AUTOMÓVEL, QUE DEVE FORMAR-SE E INFORMAR-SE PARA EVITAR PROBLEMAS

camada não colocam demasiados problemas à oficina, desde que esta disponha de informação atualizada e ajustada do fabricante da tinta e, obviamente, de acordo com o tipo de tripla camada a aplicar, já que as que incluem verniz pintado podem ser mais complicadas. Evidentemente, precisam de mais tempo e custos que os acabamentos de dupla camada e, sobretudo, é importante a preparação prévia de provas ou amostras. Estas consistem na aplicação da base de fundo, seguida de diferentes demãos (2, 3 e 4)

da segunda base de cada prova e finalmente do verniz. Depois de secas as provas, determina-se qual a que melhor se ajusta à peça adjacente a repintar e também que quantidade de demãos da segunda base terão de se aplicar no veículo, já que a cor a obter no final dependerá, em grande medida, da espessura desta camada. Outra particularidade dos acabamentos de tripla camada é o seu processo de esbatimento, no qual, segundo recomendações do fabricante da tinta, podem encontrar-se diferenças segundo o tipo de tripla camada que se aplique. Em todos eles se requer uma área maior para o esbatimento da peça adjacente em comparação com um acabamento de dupla camada, e de forma geral o processo consiste em esbater tanto a primeira base, de fundo, como a segunda, a transparente, que há-de cobrir uma superfície maior. Este tipo de acabamentos, os de tripla camada, parecem vir a fazer parte do trabalho habitual de repintura da oficina, o que significa que, em breve, deixarão de considerar-se acabamentos especiais.

Acabamento Liquid Metal Silver, da Porsche

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reparação

Passo a passo. Comprovação de fissuras com líquidos penetrantes PARCERIA

Nas carroçarias de alumínio, sempre que há um sinistro, podem criar-se fissuras em zonas perto aos cordões de soldadura e, por isso, mesmo quando se realizam uniões mediante cordões contínuos de soldadura por arco elétrico com gás de proteção MIG na reparação, é possível que se produzam fissuras

pela contração/dilatação do material, que podem não ser visíveis à vista desarmada e, por isso, é conveniente inspecionar e confirmar que não aparecem estas fissuras no cordão da soldadura. Um sistema muito utilizado para comprovar fissuras são os líquidos penetrantes, um ensaio não destrutivo que é

composto por três produtos: um limpador, para limpar a superfície poeiras e gorduras; um penetrante, que é um produto colorido que se introduz nas fissuras por capilaridade; e um revelador, que é um produto altamente absorvente que absorve o líquido que penetrou na fissura e perfila o contorno da fissura.

1 – PREPARAÇÃO DOS LÍQUIDOS PENETRANTES

2- APLICAÇÃO DO LIMPADOR

3- TEMPO DE EVAPORAÇÃO/SECAGEM

4- APLICAÇÃO DO PENETRANTE

5- TEMPO DE ESPERA PARA A PENETRAÇÃO

6- RETIRADA DO EXCEDENTE E APLICAÇÃO DO LIMPADOR

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7- APLICAÇÃO DO REVELADOR

8- SE NÃO APARECE O REVELADOR INDICA QUE NÃO HÁ FISSURAS EXTERNAS

9- SE APARECE O REVELADOR INDICA A PRESENÇA DE FISSURAS

10- SE HÁ FISSURAS, REPARAÇÃO DAS MESMAS E REPETIÇÃO DO PROCESSO DE COMPROVAÇÃO

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reparação

PLANO DE MANUTENÇÃO PROGRAMADA MARCA, MODELO E VERSÃO PRAZO/ QUILOMETRAGEM CARACTERÍSTICAS VEÍCULO

PEU3080172A: PEUGEOT 308 1.6 HDI 92 ACCESS 5P 48/120000

POTÊNCIA (CV)

92

CILINDRADA (CC)

1560

EURONCAP 40/20/00 CO2 93 TRANSMISSÃO MANUAL CAIXA DE VELOCIDADES

5 VELOCIDADES

CARROÇARIA BERLINA

Manutenção. Peugeot 308 1.6 HDi É um dos modelos mais premiados desde o seu lançamento e tem muitos e bons argumentos, nomeadamente o da manutenção. Saiba porquê. PARCERIA

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Peugeot conseguiu lançar no mercado um dos melhores familiares compactos do segmento. Isso mesmo foi confirmado por vários prémios internacionais e nacionais, entre eles o “Turbo do Ano” para Melhor Carro do Ano, atribuído pela Revista Turbo. Por isso, apresentamos-lhe o plano de manutenção programada para a versão 1.6 e-HDi de 92 CV, para um prazo de 48 meses ou 120 mil quilómetros. A fatia maior da manutenção vai para as peças de desgaste, que totalizam 1474 euros. A parcela que mais dinheiro custa é a das pastilhas da frente (445,66€ para 4 substituições), seguida pelos discos de trás (291,98€). As quatro substituições das escovas limpa para-brisas da frente têm um custo de 253,64€, enquanto os discos da frente acrescentam 195,37€ e as pastilhas de trás mais 162,42€. As duas substituições de escovas limpa para-brisas traseiras representam 24,93€, enquanto a carga do ar condicionado soma 100 euros.

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Logo a seguir vêm os gastos com os pneus que, nesta versão, são da medida 195/65R15H. As 10 substituições previstas estão orçamentadas em 869,35€, valor ao qual é preciso acrescentar 76,60 euros das 10 equilibragens, 45 euros dos três alinhamentos de direção e 25 euros das 10 válvulas. A fatia dedicada às revisões representa 664,05 euros. O óleo semi-sintético usado (para um cárter pequeno, de apenas 3,75 litros) tem um custo de 231 euros para quatro trocas, logo seguido pela mão-de-obra, onde 6,35 horas têm um custo de 217,49€. O preço dos filtros totaliza 215,56€ (78€ para os de combustível; 47,20€ para os de óleo; 46,20€ para os de ar; e 44,16€ para os de pólen). Somando todas as parcelas, o custo total de manutenção programada representa 3550 euros para os quatro anos deste plano. Ou seja, o valor de 2,96€ por cada 100 km percorridos é baixo e torna-se mais um argumento para a boa carreira do Peugeot 308.

VALOR N.º SUBSTITUIÇÕES

REVISÕES

664,05 €

MÃO-DE-OBRA

217,49 €

[6,35]

ÓLEO

231,00 €

[4]

CAPACIDADE DO CARTER (LITROS)

3,75

TIPO DE ÓLEO

SEMI-SINTÉTICO

FILTRO DE ÓLEO

47,20 €

[4]

FILTRO DE AR

46,20 €

[2]

FILTRO DE PÓLEN

44,16 €

[2]

FILTRO DE COMBUSTÍVEL

78,00 €

[2]

VELAS

- €

[0]

DESGASTE

1.474,00 €

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS FRENTE

253,64 €

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS TRAS

24,93 €

[2]

PASTILHAS FRENTE

445,66 €

[4]

PASTILHAS TRAS

162,42 €

[2]

DISCOS FRENTE

195,37 €

[1]

DISCOS TRAS

291,98 €

[1]

LIQUIDO DE TRAVÃO

-

[0]

[4]

CORREIA DISTRIBUIÇÃO

- €

[0]

EMBRAIAGEM

- €

[0]

CARGA AR CONDICIONADO

100,00 €

[1]

ESCAPE

- €

[0]

BATERIA

- €

[0]

AMORTECEDOR FRENTE

- €

[0]

AMORTECEDOR TRAS

- €

[0]

BOMBA AGUA

- €

[0] [0]

FILTRO PARTICULAS

- €

TAREFAS EXTRA

- €

[0]

AVARIAS

- €

[0]

ELÉCTRICAS

- €

[0]

TOTAL

- €

[0]

PNEUS

1.015,95 €

PNEUS FRENTE

195/65R15H

PNEUS TRÁS

195/65R15H

PNEUS

869,35 €

ALINHAMENTO DE DIRECÇÃO

45,00 €

[3]

EQUILIBRAGEM

76,60 €

[10]

VÁLVULA

25,00 €

[10]

OUTROS

396,00 €

IPO

27,00 €

INFLAÇÃO

369,00 €

AJUSTES

- €

CUSTOS DE MANUTENÇÃO TOTAL

3.550,00 €

/100 KMS

2,96 €

COMBUSTÍVEL

- €

[10]


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Easypneus. Maxxis é a âncora do negócio 78

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Desde que a marca de pneus Maxxis entrou na Easypneus que a empresa de Beja tem vindo a crescer de forma muito sustentada. Agora que se prepara para entrar também nas vendas online B2B fomos conhecer todas as novidades deste grossista de pneus. TEXTO PAULO HOMEM


MUITO BREVEMENTE A EMPRESA TERÁ A SUA PLATAFORMA ONLINE A FUNCIONAR PARA DAR RESPOSTA A UMA NECESSIDADE QUE EXISTE NO MERCADO. (sobretudo camiões). Nestas novas instalações, onde funciona também um moderno posto de retalho da Easypneus com serviço a ligeiros, pesados e equipamentos agrícola, estão agora cerca de 30.000 pneus em stock, a grande maioria deles da Maxxis (tendo ainda uma pequena oferta em Cooper), o que representa um forte investimento no stock e na marca. “Desde que viemos para as novas instalações que temos vindo a aumentar o stock e as vendas e já este ano inserimos novos segmentos e reforçamos a presença noutros, como é o caso dos pneus 4x4, dos pneus de competição Trial, nas motos e também nos ligeiros e comerciais” afirma Daniel Mestre, gerente da Easypneus. Tendo agora mais clientes e sendo o único grossista a trabalhar diretamente a Maxxis no mercado luso, a Easypneus vai reforçar a sua presença no mercado com mais um vendedor para o centro/norte.

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este momento a Easypneus é o único distribuidor de pneus Maxxis em Portugal. Não foi assim durante os últimos anos, mas atualmente a empresa de Beja é a única empresa que comercializa oficialmente os pneus da marca da Tailândia no nosso país. Se de 2008 a 2012 a Maxxis ganhou importância crescente na Easypneus, foi a partir de 1 de julho de 2012 que se deu uma alavancagem enorme no negócio grossista desta empresa de Beja, ao inaugurar as novas instalações com uma área coberta de 12.000 m2. Mesmo estando de momento apenas parcialmente ocupado (cerca de 7.000 m2), este novo espaço irá permitir desenvolver logisticamente o negócio da Easypneus, nomeadamente com uma aposta mais forte no segmento de pneus para pesados

VENDAS B2B Uma das novidades na atividade da Easypneus vai ser o site de vendas online B2B. Daniel Mestre reconhece que este projeto já devia ser uma realidade pela importância que este tipo de venda tem no mercado, mas muito brevemente a empresa terá a sua plataforma online a funcionar. “Considero as vendas online um projeto fundamental para o desenvolvimento da empresa. Acredito que podemos dinamizar muito as vendas com esta ferramenta, até porque é o próprio mercado que nos pede”, refere Daniel Mestre. Existe, contudo, outro importante argumento para que o lançamento desta ferramenta esteja para breve. “Nos dois últimos anos os preços dos pneus Maxxis estavam um pouco altos. Atualmente isso já não sucede, estando os preços agora a níveis que estão dentro das nossas expectativas nos ligeiros, comerciais e 4x4”, assegura o mesmo responsável, dizendo que “agora conseguimos posicionar a Maxxis, em termos de preço, num patamar inferior a alguma da sua concorrência, mas sempre com níveis de qualidade muito bons”. Aliás, no entender do responsável da Easypneus, o produto Maxxis é de média/alta gama e tem todos os requisitos e homologações para crescer no mercado europeu. “A Maxxis tem uma grande preocupação com a qualidade do produto, sendo dos construtores de pneus com a gama mais diversificada do mercado, com uma oferta para todos os segmentos. Praticamente existe um pneu Maxxis para

O GIGANTE MAXXIS Para quem não conhece a Maxxis, refira-se que está atualmente entre os 10 maiores construtores de borracha do mundo. Fundada em 1967, a Maxxis começou pelos pneus de bicicleta, onde é líder mundial atualmente, mas ao longo de todos estes anos foi tendo uma oferta global em pneus de moto e quad´s (é uma das referências mundiais também), para veículos ligeiros, comerciais, 4x4, pesados e entre muitos outros segmentos. Aliás, a Maxxis rivaliza com a Michelin na amplitude de gama, sendo dos construtores mais generalistas que existem no mundo. Esta empresa de Taiwan possuiu diversas fábricas no Oriente, mas nos próximo cinco anos deverá ter uma unidade fabril na Europa, mercado onde a sua quota de penetração é relativamente baixa face à que tem nos países asiáticos, onde a Maxxis equipa de origem diversos modelos de automóveis de diversos marcas (incluindo marcas europeias). Um dos maiores destaques da gama Maxxis atualmente é o novo VS-01. Este novo produto, designado por Victra Sport VS-01, é o primeiro pneu que a Maxxis fabrica com índice de velocidade Y. Trata-se de um pneu de alta performance que vai da jante 16” à jante de 21”.

qualquer necessidade”, reforça Daniel Mestre. Considerando todos estes novos argumentos relativamente ao negócio da Maxxis na Easypneus, Daniel Mestre vai também apostar numa estratégia de aproximação a maiores clientes como é o caso das redes oficinais. “Muitos retalhistas que integram essas redes já conhecem o produto e a diversidade de gama de que a Maxxis dispõe. Com as novidades que vamos apresentar poderemos aumentar as vendas”, afirma Daniel Mestre, que tem objetivos ambiciosos para 2014. Ao nível do posto de retalho e atendendo à posição estratégica do mesmo, a Easypneus investiu também numa viatura de assistência. Este veículo irá permitir à empresa dar uma resposta rápida a pedidos de assistência na estrada ou em casa do cliente, seja em pneus de ligeiros, comerciais, 4x4, pesados ou agrícolas.

CONTACTOS EASYPNEUS RESPONSÁVEL DANIEL MESTRE TELEFONE 284 320 340 E-MAIL info@easypneus.pt INTERNET www.easypneus.pt

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pneus

Hert+Buss. Ferramenta de programação para TPMS

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Hert+Buss já tem disponível uma ferramenta, denominada Airguard, que permite duplicar ou programar os sensores que monitorizam a pressão dos pneus. Desde novembro de 2012 que todos os veículos novos homologados (na classe M1 e N1) devem ser equipados de série com um sistema de monitorização de pressão dos pneus (TPMS), de acordo com os regulamentos da União Europeia. A partir de novembro de 2014, isto aplica-se a todos os veículos. Quer isto dizer que todos aqueles que trabalham na área dos pneus, retalhistas de pneus e oficinas de automóveis em geral, verão a curto e médio prazo a quantidade de veículos novos (e usados) equipados com o sistema TPMS aumentar drasticamente, gerando novas oportunidade de negócio. FERRAMENTA DE PROGRAMAÇÃO AIRGUARD É por esta razão que a Hert+Buss já tem disponível o Airguard. Trata-se de um dispositivo que cabe na palma da mão e

que pode duplicar os sensores ou programar todos os veículos equipados com sensores de pneus de série. Os dados que estejam disponíveis (no sensor TPMS) sobre o veículo são instalados no dispositivo e podem ser atualizados a qualquer momento gratuitamente. A reprogramação sem fios dos sensores ativos também é possível. Como o AirGuard é um dispositivo portátil, torna-se também muito prático para operar. Não são necessários portáteis, nem cabos uma vez que a base de dados do veículo está armazenada diretamente no dispositivo. SENSOR UNIVERSAL Como o nome sugere, os sensores universais podem ser usados em todos os veículos com o sistema de monotorização da pressão dos pneus instalado de série. Os sensores podem ser encomendados individualmente e trazem um kit com válvulas (recomenda-se o cumprimento dos binários especificados: parafuso de válvula 2

Nm, porca de válvula 4 Nm). A programação e alinhamento dos sensores num veículo demora entre 5 a 15 segundos por sensor. Uma vantagem dos sensores universais, que é o nº de série /ID original copiado do velho sensor, está disponível para o novo ou simplesmente pode ser transferido. A oficina pode fazer stock dos sensores universais sem encontrar problemas, pois são adequados para quase todos os sistemas TPMS. Isso significa que os custos de armazenamento são drasticamente reduzidos.

AGUESPORT. COMERCIALIZA NOVO KUMHO SOLUS HS51

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Aguesport, representante dos pneus ligeiros da marca Kumho, passou a disponibilizar, já desde abril, o novo modelo da Kumho, o SOLUS HS51. O modelo em causa irá substituir gradualmente os modelos KH 17 e KU31. O novo Kumho HS51 foi desenvolvido com as tecnologias mais avançadas do mercado e atinge elevados critérios e classificações da atualidade. O lançamento deste modelo insere-se na

estratégia de rápida renovação total da gama da marca Coreana. EQUIPAMENTO ORIGINAL BMW A Kumho passou a equipar dois modelos da BMW. Num caminho que a Kumho pretende que seja reforçado a esta e outras marcas, passaram as estar disponíveis as medidas 195/55 R 16 87V no modelo KH31 (equipará o serie 1) e 225/55 R 16 95W no modelo KH31 (equipará o serie 3).

GRUPO SALCO. GALUSAL REFORÇA PRESENÇA EM PORTUGAL E DESENVOLVE REDE SALCO

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Grupo Salco reforçou a presença em Portugal através da sua empresa Galusal, tendo procedido ao reforço da sua estrutura comercial para a distribuição, fundamentalmente na zona norte do país. Os principais produtos comercializados pela Galusal em Portugal centram nos lubrificantes com a marca Gulf (que pertence ao grupo Total) e nos pneus com as marcas premium Goodyear, Dunlop e Fulda e com as marcas budget Sava e Debica. Como responsáveis do Grupo em Portugal, a empresa nomeou como delegados comerciais Júlio Nunes (Responsável direto

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do Grupo Salco em Portugal) e Ana Viana (responsável pelos lubrificantes da Galusal). REDE SALCO De acordo com esta política de expansão, o Grupo Salco vai centrar o seu trabalho na implementação da sua rede oficinal Salco em oficinas independentes, que dessa forma reforçam

estrategicamente a implementação da marca em Portugal. Em 2014 o Grupo Salco tem como objetivo a implementação de duas oficinas Salco franchisadas, ambas especializadas em pneus e na mecânica rápida. Mais informações sobre o Grupo Salco através do email administracion@gruposalco.com.


Tips4Y. TecRMI fornece informação sobre TPMS

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pesar da monotorização da pressão dos pneus só passar a ser exigida na Europa para todas as novas viaturas a partir de 1 de Novembro 2014 (ECE Directiva R64), a TecRMI, especialista em informação de reparação e manutenção, operando debaixo da grande insígnia TecAlliance, já está a ampliar as suas instruções técnicas de reparação, ao adicionar informação sobre os sensores de pressão de pneus nos sistemas ativos de monitorização de pressão dos pneus. Os sistemas passivos de monotorização da pressão de pneus não utilizam sensores de pressão nas rodas, pois medem a pressão de forma indireta e na maioria não carecem de manutenção. Nos sistemas que utilizam sensores de pressão, uma mudança de pneus ou os próprios sensores de pressão dos pneus requerem uma precisão especial. Basicamente, ambos os sistemas - passivo e ativo de monitorização da pressão dos pneus - deve ser reativado após o trabalho de intervenção na roda. “É importante que as oficinas tenham disponíveis as instruções corretas de reparação e manutenção de sistemas de monitorização da pressão de pneus. Durante PUBLICIDADE

a instalação deve ser tido o maior cuidado porque sensores defeituosos podem facilmente custar até 100 euros cada” explica Ralf Pelkmann, Vice Presidente de Gestão de Informação da TecRMI. Para evitar erros, “os utilizadores de dados técnicos da TecRMI, estando a informação disponível também no correspondente módulo extra do Catálogo TecDoc, já podem aceder à informação sobre como instalar e remover os sensores de pressão de pneus,

bem como sobre mudança de pneus, em mais de 8.600 veículos”, resume Pelkmann. Note-se que a base de dados já incluía, desde o 1º trimestre de 2010, informação sobre como ativar o sistema de monitorização de pressão de pneus para mais de 4.000 tipos de veículos, pois desde novembro de 2012 que todos os novos modelos de viaturas na Europa foram obrigados a incluir um sistema de monotorização de pressão de pneus. Mais informações no site www.tips4y.pt.


O opinião

A livre concorrência e as oficinas clandestinas Num mercado cada vez mais regulamentado é vital que a concorrência entre as várias oficinas seja limpa e leal, o que é posto em causa de cada vez que um serviço de reparação é prestado por uma oficina ou um mecânico clandestino que não cumpre com as obrigações que a lei impõe para o setor.

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MIGUEL RAMOS ASCENÇÃO ADVOGADO

Todos os meses abordaremos neste espaço assuntos de natureza jurídica que julgamos relevantes para a atividade da reparação e manutenção. Se tiver dúvidas ou situações específicas, por favor envie-nos um email para: oficina@turbo.pt indicando que se trata de um pedido de esclarecimento de natureza jurídica.

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setor da reparação automóvel sofreu nos últimos anos uma alteração substancial na sua forma de funcionamento fruto quer das medidas estruturais que afetam todos os ramos da atividade económica, da crescente fiscalização e consciencialização das obrigações fiscais e perante a segurança social que todos os agentes económicos sentem, da maior e mais eficaz protecção dos direitos do consumidor e também da maior regulamentação a que a atividade da reparação automóvel foi sujeita como é exemplo a obrigação de contratar serviços especializados de reciclagem. Todas estas alterações, além de obrigarem a um investimento relevante por parte daqueles que se esforçam por manter a sua operação legal, acabaram por outro lado por determinar um número crescente e preocupante de agentes que, posicionandose à margem da lei, prestam serviços de reparação sem o mínimo de garantia e sem estarem sujeitos a qualquer controlo. Se existe a convicção generalizada de que a livre e sã concorrência acaba por beneficiar quer quem presta quer quem contrata serviços de reparação, a existência destas oficinas e mecânicos clandestinos, põe em causa todos os benefícios que resultam da livre concorrência. Não é justo que por conta de alguns “páraquedistas” que não cumprem com as suas obrigações (sejam fiscais, perante a segurança social ou simplesmente não cumprindo a regulamentação própria da atividade), acabem por colocar em causa a livre concorrência e, por sua vez, a

sustentabilidade do negócio daqueles que, com esforço, insistem em cumprir com todas as obrigações a que estão sujeitos. Todos sabemos da existência do “Senhor Zé lá do bairro” que é muito jeitoso e muito baratinho e que, aos fins de semana ou até mais, se dedica a reparar automóveis, mas não devemos esquecer que ao contratar serviços ao dito “Senhor Zé”, e porque aquele não se preocupa em ter programas de faturação atualizados, não se preocupa em ter contratos com empresas de reciclagem, não se preocupa em cumprir com obrigações fiscais, a entregar o IVA à administração fiscal, obrigações laborais e perante a segurança social, em pagar taxas para isto e para aquilo estamos, de facto, a prejudicar todos os empresários que em cima da remuneração do trabalho, têm de cumprir com todas aquelas obrigações o que, obviamente, implica um custo de exploração muito superior e que, por essa razão, obriga a um custo maior do serviço, sem que isso implique necessariamente que o empresário tenha mais lucro. Além da evidente necessidade de maior fiscalização por parte das entidades públicas a esta atividade paralela, compete-nos a todos e a cada um ganhar consciência desta realidade e das consequências que pode ter para quem cumpre com as suas obrigações, o recurso a estas oficinas e a estes mecânicos que estão à margem da lei. E se esta consciência não for suficiente, pode ainda o consumidor ponderar no momento da escolha as diferenças que se verificam ao nível da garantia e do direito de queixa na eventualidade de qualquer coisa correr menos bem.


Turbo Oficina 24  

A TURBO OFICINA deste mês dá destaque aos filtros, um dos componentes mais importantes e com mais rotação nos automóveis. Ouvimos os princip...

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