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WWW.OFICINA.TURBO.PT

N.º 16 | setembro 2013 | 2,2€

Especial Escovas Conheça as principais novidades do mercado Reparação Como as novas tecnologias estão a afetar os volantes bimassa

dossier

tintas

As últimas novidades nas tintas, os novos produtos, análise e tendências do setor e como distinguir os tipos de acabamento publicidade

PUBLICAÇÃO MENSAL

Protagonista Mário Garrido, CEO da Audatex: “As oficinas e as seguradoras serão cada vez mais parceiras”


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sumário N.º 16 | setembro 2013

PROPRIEDADE E EDITORA TERRA DE LETRAS COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL LDA NPC508735246 CAPITAL SOCIAL 5000 € CRC CASCAIS SEDE, REDAÇÃO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAÇÃO AV. TOMÁS RIBEIRO 129, EDIFÍCIO QUINTA DO JAMOR, SALA 11, 2790-466 QUEIJAS TELEFONES 211 919 875/6/7/8 FAX 211 919 874 E-MAIL OFICINA@TURBO.PT DIRETOR JÚLIO SANTOS juliosantos@turbo.pt DIRETOR ADJUNTO ANTÓNIO AMORIM antonioamorim@turbo.pt

dossier Tintas P.43

EDITOR-CHEFE CLÁUDIO DELICADO claudiodelicado@turbo.pt

É um dos setores mais profissionais e concorrenciais do aftermarket. Mostramos-lhe as tendências do mercado mas também as principais novidades. Juntamos um artigo técnico onde o Centro Zaragoza explica as diferenças de acabamentos.

RESPONSÁVEL TÉCNICO MARCO ANTÓNIO marcoantonio@turbo.pt REDAÇÃO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES andrerodrigues@turbo.pt MIGUEL GOMES miguelgomes@turbo.pt PAULO HOMEM paulohomem@turbo.pt RICARDO MACHADO ricardomachado@turbo.pt DIRETORA COMERCIAL ANABELA MACHADO anabelamachado@turbo.pt EDITOR DE ARTE E INFOGRAFIA RICARDO SANTOS ricardosantos@turbo.pt PAGINAÇÃO LÍGIA PINTO ligiapinto@turbo.pt FOTOGRAFIA JOSÉ BISPO josebispo@turbo.pt SECRETARIADO DE REDAÇÃO SUZY MARTINS suzymartins@turbo.pt COLABORADORES FERNANDO CARVALHO GUILLERMO DE LLERA JOÃO ALMEIDA JORGE LIZARDO NEVES MANUEL GAMEIRO MIGUEL ASCENSÃO PARCERIAS CENTRO ZARAGOZA CESVIMAP 4FLEET TTT - TECHNICAL TRAINING TEAM IMPRESSÃO JORGE FERNANDES, LDA RUA QUINTA CONDE DE MASCARENHAS, 9 2820-652 CHARNECA DA CAPARICA

5 Radar

PROTAGONISTA

Estudo: Top 30 dos fornecedores europeus. P.58 Especial Escovas. P.60 Würth. P.64

Mário Garrido - Audatex. P.6

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REVISÃO

Novidades do mercado. P.12

REPARAÇÃO

Volantes bimassa. P.66 Manutenção Chevrolet Cruze. P.71 Festool LEX 3. P.72

ESPECIALISTA

Gala EuroPremium TOPCAR. P.22 RPL Clima. P.26 Entrevista diretor EQUIP AUTO. P.28 Servipneus. P.30 Mecânico da Peugeot Sport. P.32 Escape Forte. P.34 Made in Portugal - J.Deus. P.36 ONEDRIVE/Civiparts. P.40 Acrilac. P.42

8 PNEUS

Alves Bandeira. P.74 José Aniceto & Irmão, Lda. P.76 Pneus Ocenao. P.78 Pneus União. P.80

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OPINIÃO

RAIO X

Consultório jurídico. P.82

Comercial do mês: Mini Clubvan. P.54 Fornecedores Mercedes Classe S. P.56

DISTRIBUIÇÃO VASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK, QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM TEL. 214 337 000 contactcenter@vasp.pt GESTÃO DE ASSINATURAS VASP PREMIUM, TEL. 214 337 036, FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt TIRAGEM 10 000 EXEMPLARES REGISTO NA ERC COM O N.º 126 195 DEPÓSITO LEGAL N.º 342282/12 ISSN N.º 2182-5777 INTERDITA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS OU ILUSTRAÇÕES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS

ESTA EDIÇÃO É OFERECIDA PELOS NOSSOS ANUNCIANTES ONEDRIVE SELO CAPA

LIQUIMOLLY PÁGINA 15

TIRESUR PÁGINA 37

CESVIMAP PÁGINA 57

CARF PÁGINA 79

GATES RODAPÉ CAPA

JAPOPEÇAS PÁGINA 17

MEYLE PÁGINA 39

CONTINENTAL PÁGINA 59

EQUIP AUTO PÁGINA 83

CONTINENTAL PÁGINA 2

UFI PÁGINA 19

STANDOX PÁGINA 45

TRICO PÁGINA 63

BOSCH PÁGINA 84

BLUEPRINT PÁGINA 5

PETRONAS PÁGINA 21

SPIESHECKER PÁGINA 47

D&M PÁGINA 65

TRW PÁGINA 11

SKF PÁGINA 25

DUPONT PÁGINA 53

INTERESCAPE PÁGINA 69

FUCHS PÁGINA 13

MOTORBUS PÁGINA 29

AUTODELTA PÁGINA 55

TTT PÁGINA 73

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EDITORIAL A oportunidade para as oficinas

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relação entre as oficinas e as seguradoras nem sempre foi fácil e, muitas vezes, foi a desconfiança que levou a melhor. E isso foi passando, ao longo de anos, para o consumidor final. Isso torna o caminho inverso mais difícil, mas o trabalho que tem sido feito pelas oficinas (e também pelas seguradoras) nos últimos anos está a surtir efeito. Como nos explica em entrevista Mário Garrido, da Audatex, as duas partes estão realmente condenadas a trabalhar juntas. E isso leva-nos a uma mudança de paradigma porque até há uns anos uma oficina limitava-se, muitas vezes, a fazer a reparação de um carro. Daqui para a frente vamos assistir a oficinas cada vez mais profissionais, onde o cliente deixa o carro para que todos os problemas sejam resolvidos no mesmo local. No limite, a oficina vai controlar todo o processo, desde a participação do sinistro até à devolução do carro ao cliente, em perfeitas condições. É uma oportunidade de negócio enorme, mas para isso o rigor, o profissionalismo e a transparência são essenciais. Uma oficina, mesmo que pequena, tem que garantir todos os serviços que o cliente necessita, mesmo que não os possa fazer “em casa”. A oficina tem que ter a capacidade de escolher os melhores parceiros para garantir, por exemplo, serviços de pintura ou de vidros quando não os tem. E isso leva-nos à questão essencial: a da associação, que é cada vez mais obrigatória. E pode ser uma associação a tempo inteiro (como acontece numa rede), mas também parcerias entre diferentes oficinas ou empresas de serviços. E se há algum aspeto positivo na crise é que acelerou a perceção dos responsáveis de oficina que só assim é possível sobreviver.

Uma oficina, mesmo que pequena, tem que garantir todos os serviços que o cliente necessita, mesmo que não os possa fazer “em casa”.

- É com orgulho que lhe falo da Turbo Oficina Pesados, um projeto ambicioso que já deu o primeiro passo com um número zero digital. Serve apenas para que os nossos leitores e parceiros possam ter uma primeira impressão do que vai ser a primeira e única revista dedicada ao aftermarket de pesados porque, a partir de Outubro, terá a edição impressa na sua empresa de dois em dois meses. Passe por www.oficina.turbo.pt e folheie a Turbo Oficina Pesados.

Cláudio Delicado Editor-CHEFE claudiodelicado@turbo.pt

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PROTAGONISTA

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Mário Garrido. “As oficinas e as seguradoras estão condenadas a ser parceiras”

A Audatex Portugal é um caso de sucesso dentro do Grupo Solera. Desenvolve soluções que são aplicadas noutros países com um objetivo claro: a transparência do setor automóvel. Mário Garrido, CEO da filial portuguesa, fala-nos dos problemas (e das soluções) entre oficinas e seguradoras. TEXTO CLÁUDIO DELICADO FOTOS JOSÉ BISPO

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ário Garrido recebe-nos na sede da Audatex Portugal, no 11º piso de um dos vários edifícios de escritórios do Parque das Nações. A vista sobre o Tejo é inspiradora e isso ajuda a explicar o sucesso e o bom ambiente que se vive na empresa. O CEO da empresa, fundada em 1994, defende que é preciso acelerar o passo em Portugal para que o mercado seja mais rigoroso. O lançamento da nova plataforma Drive é uma ferramenta fulcral para aumentar a transparência e vai permitir consolidar uma tendência: a peritagem remota que será o futuro. Mário Garrido garante: dentro de uma década as oficinas vão ser radicalmente diferentes. E os seguros também. O que é a Audatex hoje em Portugal? Em termos de operação a Audatex Portugal tem 16 anos de mercado, apesar de ter nascido em 1994. Demorámos ano e meio a preparar a empresa para entrar no mercado, na componente mais técnica, uma vez que os meios eram outros na altura e era tudo bem mais difícil. Fomos a primeira unidade do Grupo Solera a lançar a solução de orçamentação sem papel, era tudo digital. Isto em 1994. A Audatex

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de hoje com presença em 63 Países pouco tem a ver com a do início de atividade, quando se orçamentava a olho, com o velho escudo e com o preço das peças a ser obtido por formas que ninguém sabia explicar muito bem. Hoje somos muito mais do que uma empresa que oferece uma solução de orçamentação. Oferecemos também informação na área da manutenção programada e corretiva e cada vez mais apostamos nos serviços de consultoria. Quando falamos de pequenas oficinas não há muita sensibilidade para esta problemática e devia ser nestas alturas de crise que deviam investir. Para além das plataformas e subplataformas hoje gerimos comunidades: oficinas que servem seguradoras, operadores de resíduos (sucateiros), com 70% dos salvados de Portugal e todas as redes que operam na quebra isolada de vidros. As seguradoras representam 60% do volume de negócios. Foi difícil contrariar a orçamentação a olho quando surgiu a Audatex? Sim, era tudo muito subjetivo, com um funcionamento muito criativo, muito comum no tempo das vacas gordas em que o rigor era um bem escasso. Mas hoje o consumidor é também mais

informado. É um facto. Ainda assim, o consumidor tem responsabilidade em exigir rigor, o que ainda faz pouco. O consumidor devia ser mais exigente, mesmo quando somos muito mais atentos do que éramos há 10 anos. As pessoas têm que se habituar a ir a uma oficina, pedir um orçamento detalhado e depois exigir uma fatura no final. É assim que as pessoas fazem com outro tipo de serviços e nas oficinas não pode ser diferente. As oficinas que trabalham com rigor e transparência promovem estas práticas. O aparecimento das redes de oficinas ajudou a profissionalizar a reparação? Os nossos principais clientes são as redes ou grupos de concessionários no mercado automóvel, mas estamos cada vez mais com as redes independentes multimarca, com quem temos trabalhado muito. Em Portugal existem alguns operadores com dimensão e uma grande progressão. Os responsáveis das oficinas começam a perceber que não há alternativa à associação em redes. Os portugueses são lobos solitários e isso não ajuda em nada. Aprendemo-lo da pior forma, com muitas falências e desistências. Como se chega a uma oficina independente e se convence que há um


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As oficinas têm um papel determinante e podem ser grandes aliadas das seguradoras na regularização de sinistros

défice de informação ao nível da gestão e da orçamentação? É um mercado que não tem tido a nossa prioridade mas isso vai mudar. Quer por via do crescimento de redes, mas também graças à oferta que passámos a ter por sermos uma empresa ibérica, apesar de Portugal e Espanha se manterem unidades independentes. Em Espanha temos um posicionamento oficinal independente mais forte e alargado do que em Portugal. Vamos usufruir de soluções ibéricas que prometem, a prazo, responder melhor às necessidades da pequena e média oficina portuguesa. É um setor onde podemos crescer. É o associativismo que traz dimensão, exigências de qualidade e um superior profissionalismo. Nós ajudamos no suporte à decisão e na optimização de resultados. Temos cerca de 600 unidades operacionais, muitas delas agrupadas e 15% são oficinas independentes que pertencem a redes de seguradoras. NOVA PLATAFORMA A plataforma Drive é o novo produto que lançaram recentemente. Quais são as principais mais-valias? O Drive nasce de uma conjugação de fatores. É a quarta geração do nosso produto-chave e estava na altura de introduzirmos uma nova geração na nossa oferta. Esta é uma plataforma que suporta vários serviços que operam em cloud, mas o grande enfoque está no suporte à decisão, no aumento de regras na utilização e na navegação e isso traz benefícios a todos: aos utilizadores porque focalizam-se e são mais eficientes na forma como utilizam as ferramentas e também às empresas porque só informação com melhor qualidade e abrangência garante um sólido sistema de informação e suporte à decisão. Foi um grande investimento? Foi e é tudo “made in Portugal”. A Audatex Portugal é uma das mais notáveis operações

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do Grupo Solera. Somos best practice para as outras filiais. Pelo investimento que obrigou permite agora muitos desenvolvimentos e manterse por muitos anos? Sem dúvida, até pela tecnologia que está por trás, a “cloud”, onde hoje tudo acontece em termos tecnológicos. Este foi mais um passo que demos para a mobilidade. Hoje já permitimos, com a nova plataforma, ter tudo acessível em qualquer lado através de um simples smartphone. O que vamos ter é mais e melhor informação. O que ganham as oficinas e as seguradoras? Os benefícios são semelhantes para ambas porque têm as mesmas necessidades. Mas na prática cada uma delas olha de ângulos distintos para a informação. Enquanto uma oficina lida com pequenos números, uma seguradora lida com grandes números. Uma seguradora que lida com 70 mil sinistros por ano tem necessidades de informação diferentes do que uma oficina que precisa de uma década para fazer esses números. Como é que as oficinas utilizam estas plataformas em comparação com as seguradoras? Todos ganham eficácia, eficiência, rigor da informação e incremento da transparência. Temos que separar oficinas individuais ou oficinas que trabalham em grupo. A necessidade de concentrar informação é diferente e uma rede exige um poderoso sistema de informação. Uma das lacunas é que alguns responsáveis das oficinas usam a experiência e a sensibilidade, mas isso é hoje insuficiente para garantir rentabilidade. A seguradora tem uma visão naturalmente mais exigente do que se passa. É preciso conhecer diariamente todas as variáveis de custo, a idade dos carros, as peças, a mão-deobra, as imobilizações, etc. Sem informação vamos sempre no lugar do pendura, somos conduzidos. É isso que o Drive vem possibilitar, todos os nossos clientes têm dashboards de gestão sobre todas as soluções que estão a usar. E aí consegue-se uma grande poupança? A palavra poupança é chave. Operamos numa lógica de proposta de valor. É uma solução caso a caso. Aquilo que um cliente paga à Audatex tem que garantir que o benefício é, pelo menos, 4 vezes superior. Assentamos o nosso negócio numa lógica de proposta de valor. A Audatex Portugal hoje é uma

PERFIL Mário Garrido é um homem dos automóveis. Licenciado em Gestão pelo ISEG, trabalhou em várias vertentes, umas vezes mais dentro e outras mais fora do setor. Em 1982 fundou a primeira software house dedicada a soluções de gestão para o retalho automóvel. Passou depois pela Renault, ora do lado do retalho, ora do grosso, na direção comercial central. Decidiu depois que queria dar mais um passo na área do retalho e geriu as concessões no Algarve durante quatro anos. Em 1994 foi convidado para construir de raiz a Audatex em Portugal. Tudo começou na mesa da sala de jantar da sua casa. Mário Garrido tem 57 anos, é casado, tem uma filha e um filho.

empresa que disponibiliza várias soluções porque as empresas têm necessidades e posicionamentos específicos. Esta plataforma garante também menos liberdade ao orçamentista? Traz eficácia e eficiência ao orçamentista, mas vem potenciar algo que está em curso, em Portugal ainda de forma tímida, que são as inspeções remotas. Sinistros sem perito. Isso já está a acontecer em Portugal com alguma dimensão embora mais lento do que em outros mercados. Na Holanda, por exemplo, 80% das peritagens já não têm perito no terreno. Isto vem colocar a oficina no centro do paradigma, mas para que isso aconteça é preciso que a oficina use soluções como a nossa, sendo depois a peritagem validada remotamente pelos peritos da seguradora. As oficinas deviam estar mais atentas a isto, porque o futuro dos modelos tradicionais de resolução de sinistros vai ser bem diferente. As oficinas que percebam


DE CORPO INTEIRO

isto têm o futuro garantido. As oficinas serão “one stop shop”, um operador que resolve todos os problemas dos clientes, desde a participação do sinistro à seguradora, peritagem e reparação. Na próxima década vamos deixar de ter apenas o carro que entra sinistrado e sai reparado da oficina. E esse é um caminho fácil? Há uma questão fulcral para o futuro das oficinas em Portugal, mas é uma mensagem também para as seguradoras: é essencial desenvolver confiança. As oficinas ganhariam muito e as seguradoras também se confiassem mais uns nos outros. As oficinas têm um papel determinante e podem ser grandes aliadas das seguradoras na regularização de sinistros. Mas hoje essa parceria ainda não existe. Não. Há parceria contratual, mas tem que se desenvolver confiança porque o papel da oficina de amanhã será dramaticamente distinto. Confiança nos dois sentidos. A

Audatex está no meio, como mediadora e temos feito muito nesse sentido, com rigor e transparência, conceitos fundamentais para que se consolide a confiança. Que problemas identifica nas oficinas e nas seguradoras? São questões históricas e culturais que vêm dos tempos em que se construiu a ideia que as oficinas debitavam mais do que deviam, e nasceu a figura do perito. Foi uma necessidade das seguradoras para defender os seus interesses nivelando o conhecimento com os reparadores. As oficinas e as seguradoras já confiam mais e os meios técnicos já são outros. A peritagem à distância prova-o. O que antevê no futuro é que ambas trabalhem juntas? Estão condenados, não é uma escolha. Desde que há automóveis e seguros que estes dois players estão condenados a ter que dialogar, a forma como o fazem é que se tem alterado ao longo dos tempos. É possível que no futuro não haja qualquer deslocação de um perito a uma oficina. Só equipas que auditam e visitam as oficinas numa perspetiva de controlo de qualidade estreitando parcerias de mútuo benefício. Isso implica investimento. A pequena oficina consegue lá chegar? Não as vai matar? Há um caminho a ser percorrido, como em tudo. Nem todos lá chegarão. Mas vai sempre existir mercado para a pequena oficina que não é a que sofre mais com as crises. Nem as muito pequenas nem as muito grandes, são as médias que mais sofrem. A muito pequena tem a agilidade e a proximidade ao cliente a seu favor. A grande tem um sistema de informação poderoso. O tema-chave é a profissionalização. Nos outros países já não há espaço para amadorismos nem negócios em cima do joelho. Existe pouco rigor nos orçamentos em Portugal? Infelizmente ninguém tem estes números, porque a mediocridade alimenta-se da desinformação. Em Portugal haverá cerca de 600 mil reparações automóveis pagas por seguradoras, mas há outro tanto pago pelo consumidor final. Se aceitarmos que metade do negócio de colisão em Portugal é pago por seguradoras sabemos que metade dos orçamentos são feitos com rigor (cerca de 80% destes orçamentos são feitos com soluções da Audatex). A outra metade é feita

De onde vem a sua ligação aos automóveis? Eu nasci com os automóveis, acompanham-me até fora da profissão. Sou um apaixonado por clássicos e dedico muito tempo a isso. Qual é a sua jóia da coroa? Um Triumph TR3. Visita com regularidade os clientes? Sim e isso ajuda-me a tomar decisões. Quem não estiver no terreno não sabe o que está a acontecer. Vive com a tecnologia? Não sou viciado, mas gosto de iPhones, iPads, etc. Estão sempre presentes, mas não me condicionam mais do que acontecia com o portátil. É intuitivo ou estuda as suas decisões? As duas vertentes de análise estão sempre presentes. A não ser que tenha que ser uma coisa rápida. Gosto de ter informação de suporte, mas o peso da emotividade é grande. Gosta de decidir sozinho? Um dos fatores que faz com que esta equipa seja notável é que temos um modelo de gestão coletivo. Só assim é que permite que todos cresçam. É viciado no trabalho? Tenho uma pequena luta com isso, mas já fui pior. Hoje consigo proteger-me um pouco mais e ponho algum travão a ver e-mails durante as férias. Defino um horário em que vejo o e-mail e não lhe toco mais. Como é um dia normal para si? Varia muito. Faço a gestão da minha presença dia-a-dia, consoante os compromissos. Pelo menos uma vez por semana trabalho a partir de casa. O que faz nos tempos livres? Além dos carros clássicos, adoro viajar. O que mais aprecia num colaborador seu? A proatividade. E o que não tolera? Qualquer tipo de desonestidade. O que se vê a fazer dentro de 20 anos? Vejo-me como um business angel. Tem um lema de vida? Faz o que gostas, que fazes certamente bem.

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PROTAGONISTA Os portugueses são lobos solitários e isso não ajuda em nada. Aprendemo-lo da pior forma, com muitas falências e desistências

com o rigor que o consumidor é capaz de exigir. Ainda vão fechar muitas oficinas? Muito possivelmente. Posso até admitir que fechem algumas tecnicamente válidas, mas é inevitável. Hoje, a não transparência e o improviso são ainda um modelo de negócio. A capacidade de gestão é ainda um problema? Há coisas que mudaram muito pouco em 30 anos, nomeadamente a capacidade de gestão, que é a maior lacuna. EVOLUÇÃO NOS SEGUROS Existem hoje players a mais no setor da orçamentação? Se há alguma virtude numa economia liberal

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essa é uma delas, há sempre espaço para mais um e outros terão os dias contados porque não vão ser capazes de responder às necessidades de um mercado cada vez mais exigente. É um negócio muito pesado em termos de investimento. A Audatex tem 11 centros de investigação e desenvolvimento de dados em todo o mundo, que empregam quase meio milhar de colaboradores. Há cada vez mais modelos novos a sair e para atualizar e a nossa resposta é a mais rápida do mercado. O número de carros a circular nas estradas diminuiu e os sinistros têm vindo a cair de ano para ano. Como é que isso afeta o vosso negócio? A sinistralidade é transversal ao nosso

negócio e tem vindo a cair. Continuamos a crescer fruto da nossa capacidade de inovação e de oferta, nomeadamente também para lá do setor automóvel, como por exemplo o multi-riscos. O automóvel continuará a ser o nosso foco principal e temos internacionalmente adquirido empresas que nos permitem alargar a oferta. Outra questão quente é o futuro da indústria automóvel e que tipo de impactos vai trazer para os vários operadores. O número de sinistros vai cair consistentemente. Agora descem por via da crise mas a evolução tecnológica do automóvel vai continuar a pressionar. É esse o caminho, nomeadamente, nas ajudas eletrónicas que reduzem a colisão. Como é que o setor da reparação sobrevive a isso? Espera-se que o perfil médio de sinistros se altere. Serão menos os pequenos sinistros e mais complexos todos os outros. Esperase pressão continuada de investimento nas oficinas. O próprio modelo de seguro vai alterar-se, nomeadamente por via de modelos “pay as you drive” (pagar quando se conduz) beneficiando da comoditização do GPS. O tipo de seguros também se vai alterar? Além do “pay as you drive” exploram-se conceitos como o “pay how you drive”, que introduz aspetos qualitativos na utilização do automóvel. O risco às 3 da madrugada é diferente do que às 8h30 da manhã. Num futuro próximo em filas de trânsito será teoricamente impossível bater com responsabilidade própria porque a eletrónica não o permitirá. Poderão também desenvolver-se modelos do tipo “pay what you drive”, ou seja, oferta adaptada à tipologia e características do veículo. Vai mudar muita coisa nos próximos anos e naturalmente continuarão a existir muitas oportunidades e algumas ameaças para o setor oficinal que se encarregarão de depurar o sector.


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SKF. Com oferta também em foles de direção A SKF foi mais longe, ao estender a sua gama de foles, disponibilizando agora uma gama de 200 kits de foles de direcção para aplicações em veículos ligeiros comerciais e de passageiros, de acordo com as especificações OE.

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nova gama de foles de direcção da SKF cobre a grande maioria dos veículos europeus incluindo igualmente aplicações veículos asiáticos. Os kits SKF incluem os seguintes componentes e vantagens : Os foles de direcção SKF são feitos de

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termoplástico ou borracha, de acordo com a especificação OE; Os foles em termoplástico são sempre fornecidos com grampos de metal (em linha com a especificação OE) enquanto a maioria dos concorrentes usam grampos de plástico; A SKF oferece 2 kits universais VKJP 02000 e VKJP 02001, permitindo uma mais

rápida e mais fácil substituição. Refira-se que os kits de foles de direcção da SKF possuem um largo programa que cobre diversos modelos e versões automóveis mais vendidos da Audi, Mazda, Skoda, Volkswagen, BMW, Seat, Chrysler, Citroen, Renault, Ford, Mitsubishi, Nissan, Opel, entre outras.


TECDOC. Tecdoc online já com preços oe

TRW. Novo material de fricção para pastilhas de travão

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TRW Automotive Aftermarket apresentou nos mercados europeus onde opera, uma nova fórmula do material de fricção das suas pastilhas de travão concebida para satisfazer os requisitos específicos dos segmentos selecionados de Veículos Comerciais Ligeiros (LCVs) e Veículos Utilitários Desportivos (SUVs). A nova fórmula tem em vista a melhoria da estabilidade da travagem, em situações extremas, nos veículos com a maior produção

de energia cinética. Este desenvolvimento reforça ainda mais o objetivo principal da TRW de fornecer uma experiência de condução mais segura a todos. A gama selecionada de referências substituirá, gradualmente, as referências atuais e, em conformidade com a política da TRW, será revestida com Cotec – o revestimento inovador de pastilhas de travão da TRW, que melhora a distância de travagem nas primeiras paragens após a substituição das pastilhas de travão.

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empresa TIPS 4Y, agente da TecDoc em Portugal, disponibiliza agora mais uma funcionalidade no catálogo TecDoc online. Após introduzir a pesquisa por matrícula no passado mês de Julho, a TIPS 4Y anuncia agora a informação de preços OE (preços de origem) para veículos ligeiros. Esta nova funcionalidade estará disponível gratuitamente até ao final de Setembro. A informação é referente às 30 principais marcas automóveis que em Portugal representam 97% do parque circulante. A responsabilidade da informação dos preços e respetivas atualizações são de uma empresa internacional parceira da TecDoc.


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FOI NOTÍCIA QUE... … a Krautli Portugal vai lançar já este setembro, uma campanha exclusiva Mann Filter, para toda a gama de filtros, com a oferta de um ambientador automóvel. Dirija-se a um dos parceiros Krautli aderentes e “pefume” o seu automóvel. … a SKF passou a disponibilizar soluções de pós-venda OE para o novo Peugeot 2008. A gama de produtos SKF para o 2008 (27 kits), que inclui produtos da marca SKF e componentes OE, estão disponíveis para as diferentes versões deste carro, ao nível de kits de rolamentos de rodas, kits sistema distribuição (auxiliar & bombas de água), kits de suspensão e kits de transmissão, em mais de 70 referências. … a Midas inaugurou mais duas novas oficinas. O Midas ArrábidaShopping, que está localizado no Centro Comercial Arrábida Shopping, em Vila Nova de Gaia, é a 51ª oficina da rede, enquanto a 52ª, foi recentemente inaugurada em Carnaxide. … a Coperol decidiu operacionalizar ainda mais a sua atividade comercial. Por isso, Desde o passado mês de Junho que os vendedores externos da Coperol estão equipados com “tablets” capazes de proporcionar respostas mais rápidas e fiáveis aos seus clientes. … a nível mundial, a DuPont Refinish disponibilizou às suas oficinas mais 15.000 novas fórmulas, das quais cerca de 7.000 destinaram-se às bases bicamada da marca, nas gamas Cromax e Cromax Pro. Quase um terço das novas fórmulas foram desenvolvidas específicamente para o mercado europeu. … Luís Alves passou a ser o novo responsável da Impoeste Marine, um novo grupo de trabalho especializado e dedicado à venda de produtos para a atividade náutica, desenvolvido pela Impoeste. … a Gonçalteam acaba de lançar em Portugal, com o apoio da Hofmann – Power Weight, uma nova conceção para a rentabilização do equilíbrio de rodas. O conceito consiste em vender a barra de colar ao cliente final, para que profissional não tenha a “desculpa” que tem de oferecer a barra de equilibragem. … a Detail Spot como empresa especialista em detalhe automóvel, acaba de lançar um primeiro DVD, com a “Iniciação ao Detalhe” no qual são abordados os temas que mais dúvidas geram a quem se inicia na arte de bem tratar os automóveis. … a Eurocofema, integrou mais uma nova representação no seu portefólio de produtos, neste caso, os equipamentos da prestigiada empresa italiana OMCN. … a BPN, empresa especializada na comercial de peças para veículos pesados, iniciou mais uma campanha com a marca Sachs, que irá decorrer até final de setembro.

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Sandia Stand. Nova loja em Beja

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uma busca constante pela proximidade ao cliente, a Sandia Stand abriu recentemente a sua 6ª loja, com o objetivo de levar toda a sua dinâmica empresarial aos seus parceiros, neste caso as oficinas multimarcas. A Sandia Stand oferece agora também no Alentejo os serviços de valor acrescentado e diferenciação da Create Business. Um portal de clientes inovador com funções

de orçamentação rápida, consulta, classificação, encomenda de produtos e informação técnica Autodata e Vivid WorkShopData. A oferta de conceitos oficinais de referência garante, assim, uma parceria decisiva para o sucesso dos clientes. Bosch Car Service, Auto Crew, A OFICINA e Auto Check Center são os conceitos que a Sandia Stand representa no Alentejo e Algarve.

Fuchs. Destaque para o Titan ATF 400

Precision. Aumenta número de oficinas

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o seu cada vez mais vasto portefólio de lubrificantes para caixas automáticas, a Fuchs destaca o produto TITAN ATF 4400, como sendo um lubrificante com características muito particulares e com uma utilização bastante polivalente, que foi concebido para cumprir as exigências de performance dos principais construtores de automóveis, em especial as dos construtores japoneses. O TITAN ATF 4400 está indicado para utilização em oficinas de marca e também em oficinas convencionais multimarca que se qualificaram pela sua competência técnica elevada, elevado sentido de qualidade e orientação focada no cliente. Como especial característica deste produto salienta-se a sua elevada capacidade ao torque, ajustada especialmente às necessidades de fricção e estabilidade das caixas automáticas da Aisin-Warner.

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Precision conta reabrir durante o segundo semestre de 2013, o seu centro outrora franchisado, no Carregado, no parque de estacionamento do Campera outlet shopping. À data estão a decorrer negociações, já num estado bastante avançado, para a abertura de mais 3 centros franchisados no Algarve, Alentejo e Norte Interior. Com esta reabertura a Precision passa a contar com 19 centros da rede própria e com 8 franchisados. Conseguido assim consolidar a contínua aposta no crescimento da marca, com os valores mais importantes no mercado de reparação automóvel: a transparência e serviço com qualidade ao menor preço possível.


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REVISÃO

… a Launch Ibérica apresentou um importante plano de renovação de equipamentos de diagnóstico para todas as oficinas de Portugal e Espanha.Com este plano a Launch pretende oferecer um pacote comercial muito atrativo, às oficinas que pretendam substituir o equipamento velho por outro da nova gama da launch que foi apresentada no início de 2013. A aplicação deste plano implica a entrega do velho equipamento de diagnóstico que poderá abater até 50% do valor de compra do novo em função do modelo escolhido. … a Facom apresentou, para os profissionais de engenharia e mecânica que desenvolvam serviços externos, o BS.L30: uma mochila totalmente ajustável, com um organizador de ferramentas removível, um compartimento para o computador portátil, um bolso para o telemóvel e uma divisória para documentos. ... a rede Rino lançou para todos os aderentes da rede um novo serviço de venda de carros usados para os seus clientes. Na era da diversificação de serviços, este é mais um que os aderentes à Rino passam a contar. ... a rede A Oficina, dinamizada pela Create Business e pelos retalhistas deste grossista de peças, que já conta com mais de 40 aderentes, não pára de crescer como são exemplos os novos estabelecimentos de Auto Aguiar (Paço de Sousa, Penafiel) e VilStation (Vila Meã, Amarante). … após a recente inauguração da sua filial no Reino Unido, a Metelli continua a intensificar a presença nos mercados internacionais ao assinar novos contratos de fornecimento com importantes redes de distribuição no Reino Unido, Espanha e países da Europa do Norte, reforçando e consolidando assim a sua quota do mercado e aumentando o reconhecimento da sua marca. … a Leiridiesel, S.A. voltou a ser distinguida com o estatuto de PME líder pela qualidade do seu desempenho e perfil de risco no âmbito do Programa FINCRESCE. Refita-se que, com o intuito de servir ainda melhor os seus clientes, a partir de Setembro a empresa irá abrir uma nova oficina no Zoom Business Park, junto ao Tagus Park (Armazém A6, Estrada Nacional 249-3), tendo já encerrado a oficina de Lisboa. … a oficina Joaquim Gameiro acaba de aderir ao projeto da Rino. Situada em Albergaria dos Doze (Leiria) a oficina atraiu dezenas de convidados para a inauguração, que receberam de oferta um livro de descontos no valor de 600€ para utilizar na manutenção do seu automóvel. … a empresa Conversa de Mãos, Lda., representante exclusiva da marca HPA / FAIP para Portugal, apresentou a B540-C, uma nova máquina de equilibrar rodas, que disponibiliza uma série de interessantes funcionalidades.

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Gonçalteam. Apresenta novidade Haweka

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Haweka Portugal, pertencente à Gonçateam, acaba de apresentar aos seus clientes o Securo 1300. A Securo 1300 é uma equilibradora que já não utiliza os cones tradicionais, fazendo o posicionamento da roda no equipamento de forma exemplar, e com abertura até 134 mm, isto é, permite trabalhar os 4×4 e os comerciais. Diga-se ainda que este equipamento tem uma garantia de 3 anos. A Gonçalteam iniciou também a comercialização da linha oficinal de consumíveis de iluminação auto da marca Ring. Para finalizar, refira-se que a Gonçalteam está a efetuar ainda o teste “gratuito” das chaves dinamométricas da Facom com equipamento específico para testes da prestigiada marca de ferramentas, onde o cliente fica a conhecer o estado do seu equipamento, podendo se assim o desejar mandar calibrar ou substituir.

IPL. Candidaturas abertas para o Mestrado em Engenharia Automóvel

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ncontra-se aberta a 2.ª fase de candidaturas ao Mestrado em Engenharia Automóvel ministrado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), uma das cinco escolas do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). A ESTG-IPL é a instituição de ensino superior pioneira em Portugal na formação em Engenharia Automóvel, possuindo atualmente 3 níveis de formação nesta área. Para além do Mestrado, é ministrada a Licenciatura em Engenharia Automóvel e o Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Tecnologia Automóvel: Gestão de Oficina Automóvel. Esta é a 5.ª edição consecutiva do Mestrado em Engenharia Automóvel. O Mestrado em Engenharia Automóvel está

direcionado para as necessidades das empresas do setor automóvel e para a realidade do produto automóvel. O curso permite aos licenciados a consolidação de conhecimentos técnicocientíficos e de competências profissionais nas áreas de engenharia automóvel, mecânica e eletrónica, permitindo o acompanhamento da evolução tecnológica dos veículos e dos equipamentos relacionados com a sua utilização, nas vertentes de manutenção, produção, formação, peritagem, investigação e desenvolvimento. A formação tecnológica é complementada com ferramentas nas áreas de gestão, marketing e direito, dirigidas para as empresas do setor automóvel.

DDS Auto. Nova imagem, a mesma empresa

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o caminho da modernidade e com uma visão vanguardista, a DDS criou um novo logótipo, sendo esta nova imagem de referência desta jovem e dinâmica empresa que desta forma reforça a sua imagem e posicionamento no aftermarket nacional. A DDS Acessórios Automóvel, Lda, é uma empresa com sede no Campo, próximo do Porto, que se dedica à importação e

distribuição de peças para automóveis. A empresa disponibiliza um largo portfólio de marcas e produtos, nas áreas da distribuição, embraiagem, escovas, filtros, lubrificantes, refrigeração, suspensão, direção e travagem.


NGK. Nova aplicação para smartphones e tablets

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NGK acaba de lançar uma nova aplicação gratuita que torna mais fácil identificar os produtos deste fabricante (de velas de ignição e sondas lambda) para cada veículo. Com a nova aplicação, disponível no Google Play ou na Apple Store, poderá encontrar facilmente a vela de ignição, a sonda lambda, a bobina ou os cabos que necessita. Este aplicativo acede ao banco de dados da NGK, através do telemóvel ou tablet, dando acesso a um conjunto de informações atualizadas bem como a imagens da gama de produtos deste fabricante. Se o smartphone ou tablet tiverem câmara fotográfica é possível a leitura

do código de barras na embalagem. Em poucos segundos, poderá ficar a saber para que veículos aquele produto NGK foi desenhado.

Altaroda. Apresenta equilibradora manual móvel para camiões

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Altaroda passou a ter disponível para os seus clientes a Gaither GT12EU, uma equilibradora manual movél, que foi especificamente construída para camiões, podendo no entanto ser utilizada em autocarros, veículos comerciais e veículos de passageiros. A boa relação preço/qualidade e as dimensões reduzidas tornam a Gaither GT12 uma excelente opção para os clientes que procuram um sistema móvel e flexível. O operador poderá deslocar a máquina até ao veículo, eliminando o tempo e desgaste causado pela deslocação das rodas para uma máquina convencional. Este equipamento vem com todos os

acessórios incluídos, inclusive o conjunto de 5 cones desenvolvido para o Mercado Europeu.

Valeo. Revoluciona filtro de habitáculo

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Valeo lançou recentemente o ClimFilter Supreme. Trata-se do primeiro filtro de ar do habitáculo na Europa com o objetivo de proteger o condutor e os passageiros contra partículas, gases nocivos, odores desagradáveis e evitar a inalação de alergénios no habitáculo. Este filtro de habitáculo torna-se exclusivo por apresentar 92% de eficiência comprovada contra todo o tipo de alergénios. O ClimFilter Supreme combina

os atributos da tecnologia de carvão ativo com os de um revestimento de polifenol que ajuda a capturar e a neutralizar alergénios no filtro. Com as 23 primeiras referências, o ClimFilter Supreme abrange as principais aplicações do mercado europeu. Este novo ClimFilter Supreme é uma inovação patenteada pela Valeo e completa a gama existente: ClimFilter Comfort (tecnologia de partículas) e ClimFilter Protect (tecnologia de carvão ativado).


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REVISÃO

Monroe. Mais do que um novo website

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Monroe tem agora um novo e único website para todo o globo, disponível em www.monroe.com, com o objetivo de servir como recurso on-line preferencial para os profissionais e consumidores nos seus produtos. O novo site deteta automaticamente o endereço do protocolo Internet do usuário (IP) e apresenta todos os conteúdos adequados da marca Monroe, na língua nativa do respetivo mercado. O novo site monroe.com oferece informações detalhadas sobre cada um dos produtos de controlo na condução comercializados pela marca, bem como links para catálogos online, uma loja de merchandising, vídeos gratuitos de formação técnica e outros materiais. Na verdade, acredita a marca que o novo site é o primeiro recurso on-line de um fabricante desenvolvido no pós-venda europeu, a oferecer acesso gratuito e incondicional a todos os vídeos técnicos, boletins e outras ferramentas desenvolvidas pela Monroe, para ajudar os profissionais a diagnosticar e reparar os veículos de hoje.

Henkel. Novos silicones Loctite Premium para as oficinas

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Henkel acaba de apresentar os novos silicones Loctite Premium especialmente orientados para as exigentes necessidades do setor da reparação automóvel, que cumprem com a mais rigorosas regras de saúde e segurança no trabalho. A Henkel completou e otimizou a sua linha de silicones para automóveis com dois novos produtos: o Loctite SI 5660 e o Loctite SI 5990, que assim se junta ao Loctite SI 5980. Com estes novos produtos podem-se vedar uma grande variedade de componentes automóveis.

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Facom. Duas novas ferramentas de corte

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Facom adicionou à sua gama de produtos duas novas gamas de ferramentas de corte, mais concretamente umas tesouras para grandes esforços e ainda uma navalha de bolso. As novas tesouras para grandes esforços, multifunções, da Facom (841A.3), foram concebidas para se adequarem a diversas situações, e são ideais para electricistas, mecânicos e engenheiros. Fios eléctricos, coberturas, tubos e cabos podem ser cortados com facilidade, graças às lâminas em aço inoxidável de alta qualidade

Alidata / TIPS 4Y. Parceiros tecnológicos na área do pós-venda

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Alidata e a TIPS 4Y desenvolveram uma parceria com o objetivo de implementar uma solução para a gestão de licenças do Catálogo TecDoc em Portugal e nos PALOP. Para além da gestão das licenças, esta solução permitirá também fazer toda a gestão de contactos, oportunidades e tarefas, visando dinamizar processos que estreitem o relacionamento com o cliente e potenciem o negócio. “Acreditamos que através desta parceria podemos contribuir para melhorar o serviço a todos os clientes da TIPS 4Y e de todas as empresas que usam este programa específico de sistemas de informação. O grande setor automóvel, seja da venda, pós-venda, peças ou reparação, é uma forte aposta da Alidata onde queremos continuar a desenvolver soluções e parcerias fortes. É um grande orgulho para a Alidata ser o fornecedor designado para desenvolver e implementar esta solulção”, afirma o managing partner da Alidata, Fernando Amaral.

e a sua estrutura resistente. Para além das novas tesouras, a Facom lançou uma navalha de bolso (840.F) super afiada e leve, cuja utilização se adequa a uma vasta gama de aplicações. Caracterizada por um design de ponta e mola, que permite que a lâmina articulada de aço inoxidável, de semi serrilha, de alta qualidade, se abra com uma só mão, tendo sido concebida tendo em mente funcionalidades práticas. A durabilidade é igualmente um ponto fulcral para a navalha 840.F, que foi desenhada para durar.

AutoCrew. Mais 10 oficinas em Portugal

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Grupo Bosch em Portugal acaba de celebrar a abertura de 10 oficinas AutoCrew no país. Leiria, Aveiro, Guarda, Viseu, Porto, Lisboa, Setúbal, Castelo Branco e Faro foram os primeiros distritos a receber este novo conceito oficinal. Ao fazerem parte da rede AutoCrew, as 10 oficinas até agora inauguradas beneficiam de uma panóplia de vantagens que, numa primeira instância, melhoram a qualidade do serviço, dotando os clientes de inúmeras opções de reparação oficinal. Como parte da estratégia de expansão do Grupo em Portugal, Mónica Alves, responsável do conceito AutoCrew em Portugal, afirma ainda que o objetivo é inaugurar cerca de 150 oficinas a médio prazo, sendo que até ao final do ano está prevista a abertura de mais 10 oficinas.


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REVISÃO

Inforap. Integração Visual SGIX com TecDoc WEB 2.0 OPINIÃO

Vitor Rocha Alta Roda As feiras são uma importante ferramenta de marketing, é um dos meios de promover proximidade com o cliente mais eficaz. Têm uma vertente de publicidade e estratégia de fidelização de relações. Uma exposição é um suporte de vendas, a apresentação a um grande número de clientes potenciais, num período de tempo e de espaço limitado. Eles são um fenómeno da aceleração do processo de vendas que otimiza o custo de vendas / clientes, em um ambiente privilegiado para a venda profissional. Uma exposição envolve todas as variáveis de marketing. A empresa apresenta a todos os visitantes os seus produtos, preço, distribuição, publicidade, promoção e força de vendas, colocando mais ênfase em algum desses itens, de acordo com os objetivos que pretende alcançar. O stand é uma espécie de embaixada da empresa. As principais vantagens da visita para o cliente são: O cliente passa a ver a empresa com maior proximidade. O cliente pode trocar impressões pessoalmente com quem por vezes só conhece pelo telefone. Pode encontrar oportunidade importantes. Na exposição pode descobrir produtos que desconhecia e potencia novas vendas/ novos clientes. Acesso às conferências ou reuniões técnicas Para uma empresa como a nossa, os objetivos de estar presente numa feira são: Introduzir novos produtos. Reforçar a imagem da empresa. Construir ou expandir a lista de clientes em potencial. Melhorar o processo de vendas. Reafirmar o relacionamento com os clientes atuais e potenciais. Estudo do mercado, ajudando no processo de decisão de compra aos nossos fornecedores. Estudo da concorrência. As razões para a presença em feiras nas respetivas empresas podem ser de vários tipos: O costume (“temos sido sempre”). A obrigação (“os clientes esperam de nós”, “a competição é”). O lado prático. O prazer (a ser realizada em um mercado, para atender os clientes). O prestígio. Promoção (“vamos apresentar o nosso novo modelo”). Empresas (“queremos aumentar as nossas vendas”). Na nossa análise para estar presente numa feira, a decisão é tomada tendo por base: Quais são os setores presentes? Quantos visitantes estão lá? Quais são as áreas ou regiões? Quais os meios que a organização coloca ao nosso dispor? internet, flexibilidade do staff,segurança,etc.. Quais são os meios que a organização usa para promover o evento? Parcerias com a imprensa, outdoors,rádio,tv,etc… O que veio ver? Quais são os principais expositores que participam? Em Portugal, deixa muito a desejar este capítulo, ao passo que no estrangeiro vê-se na net muito antecipadamente quem estará presente.

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Inforap disponibilizou para o mercado Aftermarket e reparação automóvel, a integração do Visual SGIX com o TECDOC WEB 2.0, que permite novas funcionalidades a este software de gestão. Esta integração permite o envio do cesto de compras ou da seleção de veículos, preenchido no TecDoc para o Visual SGIX, nas áreas de encomendas de clientes, vendas a dinheiro, guias de remessa, faturação, encomendas a fornecedores e Folha de Obra (Gestão de oficinas). Premindo o botão, o utilizador pode desencadear a partir das aplicações VisualSGIX, a ligação direta ao WEB Catalog 2.0 – TecDoc. Esta integração oferece aos

utilizadores do ERP e DMS Visual SGIX o acesso à fonte de informação mais segura para pesquisa de peças auto, na medida em que disponibiliza os dados originais dos fabricantes de peças num catálogo com 350 GB de informação para 98% do parque automóvel europeu, garantido uma atualização constante do seu catálogo de peças.

Motorcheckup. Análise ao motor em poucos segundos

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MBML Solutions / MOTORcheckUP Portugal acaba de lançar no nosso país um novo sistema que permite saber o estado geral de um motor. Este produto, desenvolvido tanto para particulares como para profissionais, permite que através da utilização de apenas uma gota de óleo do motor se tenha imediatamente uma análise do estado geral do mesmo, seja ele um motor a 4 tempos

de um carro, mota, barco, camião, máquina industrial, agrícola, gerador ou outro. O teste da MOTORcheckUP deve ser utilizado com alguma regularidade, pois permite reconhecer antecipadamente possíveis avarias e defeitos do motor a custos bastante reduzidos, podendo assim economizar nas reparações, prolongar a saúde do motor e melhorar a performance do veículo.

Osram. Novas lanternas LED para oficinas

P Create Business. Apresenta oficina ACC-Auto Check Center

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oi inaugurada em Palmela a primeira oficina da rede ACC – Auto Check Center, num conceito que a Create Business está a desenvolver para o mercado português. A Auto Adão é assim a primeira ACC – Auto Check Center em Portugal, um conceito e uma marca europeia que o grupo ATR International AG, está a desenvolver em seis países da Europa. Em Portugal, a ACC – Auto Check Center, é um conceito que está a ser promovido pelo Grupo Create Business.

ara serviços de inspeção e manutenção de veículos, a Osram acaba de lançar duas novas lanternas LED. A lanterna LEDInspect, dobrável, e a lanterna LEDInspect Mini, apresentam interessantes argumentos para os fins a que se destinam. Estas duas novidades da Osram têm um design robusto e uma iluminação excelente, graças aos LEDs de elevada intensidade e longa duração, que produzem uma luz potente onde é necessária. Refira-se ainda que a Osram dá dois anos de garantia às suas mais recentes e inovadoras lanternas LED.


Center´s Auto. Associados apresentam imagem corporativa

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epois do lançamento do programa Center´s Auto (impulsionada pela marca de pneus GT Radial) em maio de 2013 em Portugal, os primeiros associados desta rede passaram a dispor da imagem corporativa. A rede Center’s Auto apresenta assim os seus dois primeiros associados com imagem corporativa em Portugal: Raposo & Luzia (Castro Verde) e Pneus & Companhia (Reguengos de Monsaraz). A rede de oficinas associadas Center’s Auto é

uma iniciativa conjunta da GT Radial e do seu distribuidor ibérico Tiresur, tendo nascido no ano de 2010 e contando atualmente com mais de 118 oficinas associadas em Espanha e 15 em Portugal, tendo no ano de 2012 crescido em mais de 50 associados no país vizinho. Estima-se que, no final de 2013, sejam mais de 160 os associados Center’s Auto em Portugal e Espanha, constituíndo uma das redes mais importantes da península ibérica.

Liqui Moly. Oferece noites em pousadas de portugal

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Liqui Moly lançou uma campanha para os seus clientes, que decorre até 30 de setembro. Esta é uma oportunidade de usufruir de uma campanha Liqui Moly com a oferta de uma experiência numa das Pousadas de Portugal, com a oferta de uma ou duas noites, consoante a pousada escolhida. Para ter acesso aos vouchers os clientes têm que comprar 11 produtos diferentes, que fazem parte da campanha, sendo que cada um deles tem uma quantidade mínima que é necessário comprar. Para saber mais contacte o seu agente comercial ou diretamente a Liqui Moly


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TOPCAR. Prémio para as três melhores oficinas A rede de oficinas multimarca TOPCAR premiou este ano três das oficinas da sua rede, recebendo cada uma o seu troféu no evento Europremium, em Madrid, onde a TURBO OFICINA também esteve presente. TEXTO Cláudio Delicado em madrid

É

preciso premiar os melhores para que toda a rede possa melhorar. Parece ser este o mote da TOPCAR, inserida no Grupo Auto Union Iberia (que por sua vez pertence ao Grupo Auto Union International), que este ano premiou as três melhores oficinas da sua rede com uma estatueta numa gala em Madrid, em parceria com a EuroTaller, a rede irmã em Espanha. Os critérios foram claros e garantiram o primeiro

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lugar para a Auto Sesimbra, o segundo para a Oliveira&Canhoto (Marinha Grande) e o terceiro lugar para a Adérito Machado Automóveis (Setúbal). Para o ano há mais prémios, mas para as cerca de 40 oficinas atualmente na rede (60 no final do ano), é importante começar já a trabalhar. Foram quatro os critérios usados para a escolha: o grau de implementação da imagem TOPCAR na oficina; a disponibilização aos

clientes do serviço de financiamento; volume de compra de peças; assiduidade ao programa de formação TOPCAR. Este último critério não permite qualquer falta à formação, sendo a oficina prontamente desqualificada. No próximo ano a TOPCAR pretende adotar já os critérios usados em Espanha há 15 anos, na rede EuroTaller. Estes passam por uma pré-seleção da própria rede e depois uma lista de finalistas é votada pelos principais


“Este prémio representa uma discriminação positiva das oficinas da nossa rede e isso é importante para toda a nossa organização” MARCO SILVA, GESTOR REDE TOPCAR

fornecedores da rede (neste momento 11 marcas) e pela imprensa especializada. “Este prémio representa uma discriminação positiva das oficinas da nossa rede que pertence a um negócio internacional onde somos dos mais recentes a chegar. Estarmos já associados a um evento desta dimensão é um motivo de muita satisfação. Mais ainda é ver o orgulho que as nossas oficinas têm em estar presentes e o que acrescenta para a sua motivação diária e para continuarem connosco”, explica Marco Silva, gestor da rede TOPCAR. E para os que não ganharam? “Todos têm potencial e condições para terem um desempenho de excelência. Isto aumenta a motivação para os outros se esforçarem um pouco mais para serem os melhores. É com todos a dar o máximo que se constrói uma rede com qualidade e excelência”, acrescenta. A rede TOPCAR foi lançada em Outubro de 2011 e, desde então, apostou “num crescimento sustentado, porque queremos ter a certeza de que uma oficina que entra não sai. A nossa taxa de permanência é muito alta. Somos muito cautelosos com os parceiros que escolhemos”, explica Marco Silva. Por isso, de um total de 40 oficinas, o objetivo é fechar o ano com 60 e subir até às 70 em 2014. “Não queremos crescer só por crescer. Esta é a única forma que os nossos parceiros têm de perceber que trabalhamos de forma séria e que estamos sempre presentes para acompanhar os sucessos de cada uma das

oficinas e para lhes dar as ferramentas sem as quais hoje é difícil sobreviver. Trabalhamos verdadeiramente como parceiros”, sublinha. É pelo grau de exigência que se explica que algumas cidades importantes ainda não tenham a presença da TOPCAR, como são exemplos Coimbra ou Santarém, onde a rede ainda procura o parceiro ideal. “A margem sul é uma zona muito forte para nós e isso explica-se também pelo facto da rede estar muito próxima das lojas ONEDRIVE. É natural que onde elas estejam existam mais oficinas. Porém, com o alargamento da ONEDRIVE e também dos seus parceiros, temos uma capacidade instalada que responde de igual forma em todo o país”, acrescenta Marco Silva. Uma das bandeiras da TOPCAR é a formação e, no mínimo, cada oficina tem que assistir a 150 horas por ano. Enquanto a rede do Grupo Auto Sueco ajuda com a formação, o marketing e a gestão, as oficinas garantem o escoamento de peças, num negócio de parceria. São várias as parcerias que a TOPCAR oferece às oficinas da sua rede, nomeadamente um acordo com a Hertz para disponibilizar carros de cortesia aos clientes, com a Cofidis para crédito para pagar as reparações, além da rede ter estabelecido parcerias com várias grandes empresas que garantem descontos para os seus funcionários e levam mais clientes às oficinas da rede. Mas a TOPCAR tem também parcerias com as universidades para que alunos e professores possam beneficiar de campanhas especiais. As oficinas podem ainda beneficiar de preços especiais de comunicações com a Oni ou de tratamento de resíduos e consultoria ambiental com a Safety Kleen e preços especiais com o especialista em vidro Expressglass, também do Grupo Auto Sueco. “Não temos casos de oficinas que entram na rede e têm uma quebra de negócio, é sempre o oposto e isso deixa-nos contentes e orgulhosos”, acrescenta Marco Silva. A Auto Union Iberia tem 28 sócios, sendo que dois são portugueses (Auto Sueco e Europeças).

ENTREVISTA Juan Carlos Castellanos diretor Grupo Auto Union Iberia

“Agora somos uma rede ibérica” A TOPCAR e a Eurotaller passaram agora a fazer parte da mesma organização. O que muda? Até agora tínhamos duas organizações, de Portugal e Espanha e agora, no final de um processo longo, fechamos o processo e temos uma única entidade para todo o mercado ibérico. Havia antigos acionistas em Portugal que atrapalharam um pouco o processo, mas conseguimos. Quais as grandes vantagens? Temos a estrutura central capaz de assumir todos os serviços para todos os membros do grupo e uma outra vantagem é a comunicação transversal, com uma coordenação total. Fazemos eventos partilhados, os programas são internacionais e a aplicação de novos programas e plataformas é para todos os parceiros. E para Portugal, qual é a mais-valia? Portugal passa a ter acesso a uma estrutura à qual não conseguiria chegar por uma questão de dimensão. Em Espanha existem 814 oficinas na rede EuroTaller e em Portugal apenas 40. Por um lado temos a parte das compras que é muito importante e isto vai permitir também um crescimento mais rápido das redes, o que é estratégico para o grupo Auto Union Internacional. A formação passa também a ser mais abrangente e as novas ferramentas de gestão vão ser comuns. As únicas diferenças estão no marketing, específico para cada país. O comportamento dos automobilistas é diferente, a abordagem também. Como olha para a rede TOPCAR em Portugal? É um grande sucesso e uma confirmação do trabalho bem feito pelo Grupo Auto Sueco, que interiorizou o espírito e todos os programas de uma rede que tem 4500 oficinas em 17 países. Foi difícil no início, até porque a TOPCAR surgiu num momento de grande crise, mas o bom trabalho que foi feito faz com que as oficinas hoje vejam a qualidade desta rede. O caminho agora faz-se com calma, sempre a crescer.

A foto de grupo de todos os vencedores da noite, tanto da TOPCAR como da EuroTaller

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A TURBO OFICINA foi convidada a entregar o prémio a José Miguel Patrício (ao centro), da TOPCAR Sesimbra

José Miguel Patrício

José Manuel Oliveira

Adérito Machado

Adesão à rede: outubro 2011. Área de oficina: 600 m2

Adesão à rede: setembro 2012. Área de oficina: 700 m2

Adesão à rede: 13 dezembro 2011. Área de oficina: 700-800 m2

Porque optou pela TOPCAR? Foi muito importante não nos obrigarem a ter uma série de custos que outras redes exigem. Na TOPCAR temos todos os benefícios, toda a formação e uma boa ferramenta para trabalho na orçamentação e identificação de uma peça. A decisão foi muito rápida. A formação era uma necessidade. Fomos uma das primeiras oficinas a entrar para a rede, logo quando foi criada. O que o aliciou? Não posso dizer que tenham surgido muitos mais clientes por causa da rede, agora a questão é que nos dá mais ferramentas para trabalhar e uma maior confiança ao cliente. Temos uma linha de crédito onde sozinhos não conseguíamos chegar mas agora temos acesso a ela. Nós talvez sejamos quem fez mais em crédito, em volume. Temos também formação em atendimento ao cliente que nos permite, por exemplo, explicar às pessoas porque deve optar por uma peça de qualidade, mais fiável e com garantia. O que representa o prémio? Para mim neste momento dá-me muita alegria pelo esforço que faço ao longo de todo o ano. Sair de casa as 7h30 da manhã e chegar às 10 da noite. Trabalhámos muito no ano inteiro e é muito motivante para toda a equipa (5 pessoas).

Porque optou pela TOPCAR? Porque já a conhecia de algumas pessoas e a informação que recolhi era muito positiva. Isso fez com que decidíssemos também aderir e estou muito satisfeito. As grandes vantagens passam pela forte parceria, pela formação que nos dão e o facto de não exigirem um esforço financeiro muito pesado ao início, quando existem as maiores dificuldades. Foi-nos colocada toda a imagem da empresa e isso aumenta a confiança para o cliente. O que o aliciou? Foram as questões da formação e do apoio que temos, mas também dos serviços que têm sido criados para ajudar o negócio. Por exemplo, o cliente ficou muito satisfeito com a solução de financiamento para pagar o crédito sem juros. A fasquia da qualidade aumentou mas isso traz-nos algumas dificuldades em arranjar empregados que cumpram esse nível de exigência e que tenham gosto pela profissão. As pessoas têm que perceber que vêm à oficina não só para gastarem dinheiro, mas para serem bem atendidas e resolver problemas. Somos muito exigentes com os nossos empregados. O que representa este prémio? Uma força que vou continuar a ter para me dedicar mais para levar a TOPCAR cada vez mais longe. Os empregados também ficaram satisfeitos e espero este seja um fator de motivação.

O que o levou a entrar na rede? Fui contactado por mais duas redes. Tinha três propostas para decidir o que fazer e o que me levou a entrar para a TOPCAR foi o projeto que me foi apresentado com uma grande credibilidade, que já teve bons resultados. Acredito muito neste projeto e nas pessoas e eu estou motivado para também ajudar a rede a crescer. O que o aliciou? Foi a formação porque hoje é fundamental e antes disso tinha apenas formações pontuais que não eram calendarizadas e estruturadas como estas. Precisamos hoje de uma formação contínua e é fundamental o acesso a uma plataforma técnica especialmente pela eletrónica. Além disso, conseguimos chegar a negócios onde não chegávamos sozinhos como companhias de seguros ou gestoras de frotas, mas também de parcerias nas compras com preços mais atrativos. O que representa para si este prémio? É muito importante para nós. É o culminar de um trabalho diário e este prémio é estimulante para toda a equipa (6 pessoas) e isso dá-nos força para o futuro e para crescer, em breve, com a contratação de dois novos colaboradores.

TOPCAR Sesimbra

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TOPCAR Marinha Grande

TOPCAR Setúbal


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RPL Clima. Novidades aumentam especialização A RPL Clima está a preparar uma série de novidades que irão consolidar ainda mais a sua posição no mercado como especialista de peças ao nível da climatização automóvel. TEXTO Paulo Homem

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s quentes meses de verão são para a RPL Clima muito importantes. É uma época em que mais se utiliza o sistema de climatização do automóvel e, por consequência, é a época em que existe maior propensão a avarias. Mas não é só época quente nas vendas para a RPL Clima, também é ao nível das novidades, como a TURBO OFICINA teve oportunidade de testemunhar nas instalações da empresa em Vilamoura. Depois da Denso, Sanden e Delphi, a RPL Clima passou a ser distribuidor oficial da Errecom, empresa especializada em ar condicionado e produtos químicos para a refrigeração. Mais uma vez a política seguida pela RPL Clima foi a mesma das anteriores representações, isto é, começou a comercializar os produtos da Errecom e com o trabalho que foi desenvolvendo com esta marca acabou por ser nomeada distribuidor oficial para Portugal. “É uma marca de qualidade, com uma gama diversificada de produtos complementares à gama que já temos na RPL Clima, que permite diversificação e melhorar a oferta que temos ao cliente”, começa por afirmar Rui Pedro, gerente da RPL Clima.

A RPL Clima vai especializar a informação aos clientes, com o desenvolvimento de diversos websites

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Novas marcas Muito importante para a atividade da empresa foi a recente criação da RPL Clima 2. Com o desenvolvimento que a empresa tem tido para o mercado externo (Espanha e Palop) foi estrategicamente decidido que a RPL Clima 2 fica com a responsabilidade de o trabalhar. “A opção foi especializar a operação internacional através de uma empresa dedicada, a que demos o nome de RPL Clima 2”, revela Rui Pedro, gerente da empresa, argumentando que “desta forma poderemos incrementar ainda mais a nossa operação internacional”. A criação desta “segunda” empresa tem ainda como objetivo a responsabilidade de comercializar uma segunda linha de compressores, com uma melhor relação preço/qualidade, também eles construídos pela Delphi e pela Sanden. Será através do site especifico www.rplclima2.com, que esses produtos serão apresentados (embora sejam também comercializados pela RPL Clima em

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Novas representações e novos produtos revelam a consolidação do negócio da RPL Clima ao nível da climatização

Portugal), com o “objetivo de oferecermos ao cliente um produto de qualidade a um preço mais competitivo.”, refere Rui Pedro. AC Edge (de fabrico Sanden), Delphi Inside, QUE (linha para veículos pesados) e RPLClima, são quatro novas marcas de compressores originais, que a RPL Clima 2 passa a representar e a comercializar.

clientes que a procuram, informação que antes estava dispersa no nosso catálogo”. Um outro website, que a RPL Clima vai lançar, é o “avariasarcondicionadoauto.com”. A RPL Clima possui muita informação técnica que está dispersa, em papel, pdf e videos, que irá estar disponível neste website totalmente em português. “Desta forma estamos a promover a RPL como estamos a promover um serviço ao

cliente, que já nos solicita muita informação a este nível”, revela Rui Pedro. O derradeiro website que a empresa de Vilamoura está a desenvolver é o “rplclimanews.com”, que como o próprio nome indica, permite que a empresa dinamize informação, campanhas, promoções, newsletter, vídeos, entre outras, ao nível do setor da climatização e ar condicionado.

Novos websites Através de novos websites que a RPL Clima está a desenvolver, estão a ser dinamizados também outros negócios da empresa. Um deles é o “friodetransporte.com” um negócio em que a RPL Clima já está presente mas que pretende dinamizar, através da comercialização de peças (compressores, filtros, etc) para quem repara camiões frigoríficos. “A nossa ideia é podermos especializar a informação sobre os nossos produtos para este setor específico, divulgando-a através de um website específico”, diz Rui Pedro, confirmando que “o que pretendemos é segmentar a informação, disponibilizando aos

Contactos Responsável Rui Pedro / Rui Lopes Telefone 289 381 720 E.mail geral@rplclima.com

comercial@rplclima.com Website www.rplclima.com Para além da RPL Clima existe agora a RPL Clima 2, responsável pelo negócio internacional da empresa

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EQUIP AUTO. “Temos tudo para garantir mais negócios” O diretor da EQUIP AUTO, Mario Fiems, falou à TURBO OFICINA sobre a feira deste ano, que decorre em Paris de 16 a 20 de Outubro. Promete levar mais expositores, mais visitantes e proporcionar encontros, eventos e jornadas técnicas para ajudar e juntar cada vez mais o setor. TEXTO Cláudio Delicado

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uais são as grandes novidades da feira deste ano? As iniciativas da EQUIP AUTO 2013 dividem-se em três pilares: mais negócio, mais eventos e mais serviços para os clientes. Por isso estamos a lançar dois novos setores em 2013: o “Aftermarket Networks”, que junta as marcas mais dinâmicas do mercado da reparação e manutenção automóvel, como a Motaquip do Grupo Peugeot ou marcas independentes como a Midas, a Speedy, a Euromaster ou a Autodistribution. Por outro lado, temos o setor “Trade&Sourcing”, que junta mais de 500 empresas no Hall 2 dos países emergentes e isso vai servir como forte ponto de atração para ajudar a mobilizar os profissionais do setor em

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torno das vantagens de apostar na qualidade e competitividade nos mercados emergentes e mercados de forte crescimento. Esperamos que cerca de 35% dos nossos visitantes sejam compradores internacionais. No que diz respeito a serviços, vamos inovar com reuniões de negócios, uma relação mais próxima entre grandes compradores e expositores. Este serviço gratuito vai permitir que 5000 compradores pré-selecionados tenham reuniões agendadas com os expositores, aumentado assim a possibilidade de negócio. Para além disso, oferecemos também aos visitantes e aos expositores novos serviços, como uma plataforma online que facilita a utilização dos transportes e alojamentos e um evento especial EQUIP AUTO OFF, para permitir aos nossos clientes apreciar as belezas de Paris como parte da visita à feira.

Qual a importância de uma feira como a EQUIP AUTO para o setor do aftermarket? Os números falam por si. A EQUIP AUTO liga perto de 2000 expositores e 125.000 visitantes. Por isso, é uma grande oportunidade para fazer bons contactos de negócio, descobrir ou lançar novos produtos e serviços, mas também observar as mudanças e as tendências do mercado. A EQUIP AUTO é uma ótima forma de garantir uma boa rede de negócio e desenvolver relações mais próximas dentro do setor. A crise económica afetou a EQUIP AUTO deste ano? A situação económica atual é um constrangimento. No entanto, os sinais que temos até agora são bons e olhamos com confiança para a feira deste ano. Apesar da crise, notamos uma clara necessidade de

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estabelecer ligações e permitir contactos dentro do setor do aftermarket automóvel, uma vez que todos procuram formas de sobreviver à crise económica e, sobretudo, de se prepararem para a recuperação. É mais desafiante organizar uma feira com estas condições económicas? Mais de 1000 expositores estão já registados (NR: a entrevista teve lugar no final de Julho) e muitas das grandes marcas têm a sua presença confirmada como a Tenneco, Federal Mogul, Karcher, Euromaster, Denso, Akebono, entre outras e vão surgir ao lado de marcas que têm já uma forte tradição de participação e que são grandes nos mercados mundiais como a Bosch, Febi, Sogefi, Mann+Hummel, Hella, Actia, Facom, NGK... a lista é muito longa. No total, teremos cerca de 1800 expositores que vão estar dispersos por uma área de 120.000 m2, ocupando quatro pavilhões. Isto representa um crescimento de mais de 20% no número de expositores e de área ocupada em relação a 2011. O nosso esforço promocional e de comunicação leva a que esperamos receber cerca de 125.000 profissionais, incluindo 35% de visitantes estrangeiros. Esperamos também um acréscimo de 25% no número de visitantes em relação a 2011. No inquérito que fizemos na última edição, 82% dos visitantes afirmaram que iam voltar rem 2013. No fim de Junho, mais de 30% dos visitantes esperados já se tinham registado, ou seja, com mais de quatro meses de antecedência. As feiras deixaram de ser apenas um espaço de exposição de novos produtos. São necessários cada vez mais eventos. Qual é a vossa oferta este ano? Preparámos um programa muito rico de eventos para os visitantes e expositores, que incluem conferências com uma componente prática, três fóruns – um sobre o pós-venda automóvel mundial e as oportunidades, outro sobre o pós-venda nas redes de assistência de construtores de veículos e o último sobre o pós-venda na ótica dos consumidores -, seis áreas específicas dedicadas a atividades práticas de demonstrações de equipamentos e formação para reparadores. Todas estas ações estão já disponíveis no site da feira. Sendo um player do setor, qual é a sua análise do aftermarket europeu neste momento? Sem entrar em muito detalhe, podemos dizer que o mercado europeu está neste momento numa fase madura com pouco crescimento na Europa ocidental, e uma dinâmica de crescimento maior no leste. Para os profissionais do aftermarket tal como para nós que organizamos a EQUIP AUTO, temos que nos focar na inovação para garantir o crescimento, seja agora ou num futuro próximo. A EQUIP AUTO é uma feira mais europeia ou está a tornar-se cada vez mais global? O mercado europeu é um dos maiores do mundo em termos de valor, e boa parte das

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Ficha técnica EQUIP AUTO Paris 16 a 20 de Outubro de 2013 Contacto em Portugal Promosalons Portugal

Carole Jombart TELEFONE 21 324 1995/97 mail portugal@promosalons.com

negociações dizem respeito ao mercado intraeuropeu. Nesta base, se considerarmos apenas os números, tal como nas restantes feiras de negócios organizadas na Europa, sem exceção, a EQUIP AUTO é um evento global onde a Europa é dominante. Qual é o papel de um pequeno mercado como o português num setor tão grande como o do aftermarket? Portugal é um player importante na indústria automóvel e vai, sem dúvida, encontrar um caminho para voltar a crescer. Quantos expositores esperam de Portugal e qual pode ser a mais-valia dos visitantes portugueses de se deslocarem a Paris? A participação portuguesa na EQUIP AUTO vai ser modesta este ano, apesar das estratégias orientadas para a exportação das empresas portuguesas. No que diz respeito aos visitantes, estamos a contar com um aumento do número de visitantes. A riqueza da oferta presente na feira e qualidade dos serviços disponíveis para os visitantes são os principais argumentos que temos para cativar os visitantes portugueses. Olhando para o futuro, quais serão os desafios para continuar a organizar uma feira como a EQUIP AUTO? Devemos manter-nos como um ponto de referência ativa na Europa para o mundo dos serviços pós-venda de veículos.

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Servipneus. Serviço global é o novo rumo Quais as razões que levam a maior rede de retalho de pneus do Algarve a apostar numa nova estratégia de serviços no setor automóvel? Foi isso que fomos descobrir à Servipneus. TEXTO Paulo Homem

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esde a sua fundação em 1977, em Boliqueime, que a Servipneus depressa compreendeu que a proximidade ao cliente era um fator fundamental para o sucesso empresarial. Faro, Loulé, Portimão, Olhão e Tavira são as outras cinco localizações da Servipneus na região algarvia. Nem o facto de ser a primeira rede de assistência a pneus e baterias no Algarve, permite a esta empresa descansar, apesar da localização de proximidade

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das suas instalações junto ao litoral e às zonas mais densamente povoadas daquela região, bem como às principais vias, como é o caso da famosa EN125. Mas para estar ainda mais próxima dos seus clientes, a empresa investiu ainda numa frota de cinco carrinhas equipadas para prestar todo o tipo de serviço de assistência a pneus e baterias, quer a ligeiros quer a pesados, em qualquer ponto do Algarve. “Temos tido uma excelente

recetividade a este serviço, nomeadamente das empresas, que desta forma reduzem muito o impacto de ter um veículo parado” refere José Luís Rosa, responsável de marketing da Servipneus, que revela que possui clientes de frotas de Tavira a Portimão. Ao longo de 37 anos a Servipneus nunca cedeu à tentação de integrar uma rede nacional, algo que é explicado por José Luís Rosa pela forma como é gerida a política de produto. “Sempre

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pneus e os serviços, mas no caso da Servipneus tudo foi pensado ao pormenor para que não se corressem riscos de deitar por terra um trabalho de 37 anos nos pneus. “A transição para os serviços começou por dotar cada uma das nossas casas com um mecânico com experiência. O passo seguinte foi continuar a investir bastante em formação dos nossos funcionários, que já este ano estiveram presentes em diversas ações de formação técnicas como ao nível dos equipamentos”, assegura José Luís Rosa, acrescentando que “consideramos que a principal ferramenta que podemos ter é a formação. Mas temos investido também muito em equipamentos técnicos para dotar as nossas casas dos meios necessários para fazer os serviços de mecânica”. Na Servipneus o objetivo não passa, para já, por fazer reparações de motores e mecânica mais pesada (apesar de a empresa ter recursos humanos e técnicos para o fazer e estar apta para essa atividade), mas sim apostar nesta fase em reparações mais rápidas que não obriguem a uma paragem prolongada do carro do cliente na oficina. “Não digo que os serviços de mecânica sejam a única solução para a sobrevivência das casas de pneus. O importante é dar esse passo de forma estruturada e segura. Primeiro é preciso preparar a empresa com meios humanos e materiais e só depois, com as condições certas,

investir em serviços. No nosso caso, a ideia é que o cliente possa fazer todos os serviços, de pneus ou de mecânica, nas nossas instalações, aumentando a frequência de visitas do cliente à Servipneus” afirma José Luís Rosa. Crescendo nos serviços, nem por isso está colocada de parte a ideia de poder crescer em instalações. De momento a empresa não tem qualquer perspetiva de o fazer, mas “estamos muito atentos a essa hipótese e teremos capacidade de, em pouco tempo, colocar em funcionamento uma nova estrutura. Se a oportunidade aparecer por certo que não a iremos ignorar”. Com a estratégia seguida, a Servipneus tem conseguido manter a sua performance comercial, através de um incremento dos serviços de mecânica, que em algumas casas já representa 20 a 30% do total de serviços, embora “vamos querer sempre ouvir o cliente e saber de que forma poderemos corresponder às suas necessidades”, conclui José Luís Rosa.

Contactos Responsável José Luís Rosa Telefone 917 821 622 E.mail luisrosa@servipneus.pt Website www.servipneus.pt

houve uma aposta em marcas, neste caso de pneus, que nos dessem garantias de fazer uma boa quilometragem, segurança e um bom preço. É por isso que a Toyo e a Nankang são as duas marcas que mais vendemos, não tendo qualquer deles associação a nenhuma rede. Contudo, trabalhamos também com todas as outras marcas”. Reposicionamento Não querendo abdicar da sua especialização em pneus, que está no ADN da empresa, tem sido feito nos últimos 8 meses um esforço de reposicionamento da marca Servipneus “como forma de sermos também conhecidos como especialistas em serviços”, revela o mesmo responsável, explicando os dois motivos que levaram a empresa a seguir este rumo: “por um lado, os fatores económicos que levam as empresas a diversificar os seus serviços, por outro, e o mais importante, trabalhar a fidelização do cliente de modo a que as suas visitas à Servipneus sejam mais frequentes”. Um dos dramas dos retalhistas de pneus é precisamente fazer essa transição entre os

A Servipneus seguiu o mercado e, sem esquecer a especialização em pneus, lançou-se nos serviços de mecânica

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José Luís. O mecânico português da Peugeot Sport A TURBO OFICINA teve a oportunidade incrível de acompanhar o trabalho dos mecânicos da Peugeot Sport em Pikes Peak, uma das corridas de montanha mais famosas do mundo. Um deles falava português. TEXTO André Bettencourt Rodrigues

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asceu em França, mas o sotaque não engana. Filho de pais portugueses, José Luís é um luso-francês que há mais de quinze anos trabalha nas esferas da Peugeot Sport – o departamento de competição da marca francesa. Caso raro no mundo das oficinas, nunca exerceu a sua atividade fora da esfera competitiva. Tudo o que conhece está diretamente relacionado com o desporto automóvel e ambientes de grande desenvolvimento técnico. Por

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isso, não é de estranhar que se sinta um privilegiado, até porque já percorreu algumas das disciplinas mais importantes do desporto motorizado: “Comecei na Fórmula 1, a fazer tudo o que era peças em torno do motor. Depois passei então para o motor, quando a Peugeot fornecia a Jordan e a Prost GP. Fiz também o Campeonato do Mundo de Ralis com o Marcus Gronhölm e o Gilles Panizzi e acabei em Endurance, com o Pedro Lamy e os outros pilotos.” Em 2009, afirma, teve “a sorte” de estar na equipa que venceu as 24 Horas de Le Mans,

um “orgulho enorme” que, por sua vez, é também o grande marco da carreira. Quatro anos depois, a história repetiu-se com o convite para estar em Pikes Peak, local onde o conhecemos e falámos com ele. POLIVALENTE Além de montar motores, José Luís aprendeu a mexer como ninguém em caixas de velocidades, função que cumpriu durante 12 anos. Pelo caminho, tornou-se num dos mecânicos mais polivalentes da estrutura sediada em Vélizy, participando nos projetos


Peugeot 208 T16 Montado nas instalações da Peugeot Sport, o 208 T16 com que Sébastien Loeb bateu o recorde de Pikes Peak incorporava um conjunto de soluções anteriormente desenvolvidas pela estrutura. Bruno Famin, Diretor Técnico do departamento competitivo da Peugeot, revelou à TURBO OFICINA que a “asa traseira, suspensões e até o respirador que se encontra no tejadilho foram importados do 908 HDI” com que a marca venceu as 24 Horas de Le Mans, enquanto o motor V6 era uma unidade utilizada pela Pescarolo, em 2005. De raiz, “apenas o chassis tubular e a carroçaria em fibra de carbono”, referiu, num investimento cerca de um terço inferior ao carro de Le Mans. Aprovada em Dezembro de 2012, a viatura demorou quatro meses a ser construída.

mais importantes da marca. Hoje faz um pouco de tudo: “chassis, motores, caixa – não tenho uma especialidade.” Foi essa competência que lhe permitiu continuar a colaborar com o departamento, apesar da crise que atingiu a PSA Peugeot-Citroën em 2011 e que culminou com o encerramento do programa desportivo referente às 24 Horas de Le Mans. “Tivemos todos que procurar trabalho. Felizmente tive a sorte de ser convidado para o programa de Pikes Peak”. José garante que, neste nível, “quem sabe mexer numa coisa sabe mexer noutra” e daí

não achar “difícil” fazer a transição entre as várias disciplinas: “Há alguns componentes que são diferentes e janelas de tempo às quais tens de te habituar, mas as experiências passadas acabam por tornar tudo mais fácil”. É por isso que não consegue eleger uma modalidade como a sua preferida: “Gostei de todas e do processo de saltar de uma para outra. Nunca é monótono. E apesar da mudança acabas por estar sempre no topo”. Do seu local de trabalho, destaca o “ambiente limpo” e a possibilidade de exercer a sua profissão numa “equipa de topo”, ao serviço

de alguns dos “melhores pilotos do mundo”. Admite também que é uma profissão “bem remunerada”, embora exigente a nível pessoal e familiar: “Fazemos muitas horas. Se contares as horas que passas na fábrica e nas corridas percebes que é difícil, apesar de o ordenado ser bom. Por exemplo, estamos há quase um mês nos EUA e começa a ser muito complicado estar tanto tempo longe da minha mulher e dos meus filhos. Ela compreende, conheceu-me assim e sabe como são as coisas, mas isso não apaga as saudades deste lado”.

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Escape Forte. Solução de presente e de futuro O filtro de partículas é um dos componentes mais dispendiosos que existe no automóvel. Em vez do novo existem soluções bem mais económicas no momento da substituição deste componente. TEXTO Paulo Homem

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o dia em que um cliente entrou nas instalações da Escape Forte com um problema no filtro de partículas do seu carro, Rui Lopes, proprietário da oficina que herdou do seu pai, não imaginava que isso lhe iria mudar a vida e também da empresa que possui. Compreendeu também que tinha entre mãos uma oportunidade de se diferenciar das outras oficinas, apostando num nicho de mercado, que era a “reparação” dos filtros de partículas. A partir desse episódio, em 2010, Rui Lopes começou a estudar tecnicamente tudo o que envolve os filtros de partículas, através de formações e do cruzamento de informação, sem esquecer o investimento em equipamento

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(nomeadamente de diagnóstico) que lhe permitiram desenvolver o serviço que agora propõe aos seus clientes e parceiros. Este serviço, que é no fundo o segredo do negócio, permite que a Escape Forte devolva aos filtros de partículas os seus valores originais, removendo-lhes todas as partículas ou cinzas depositadas nos mesmos. Após este processo, os parâmetros das viaturas, no que ao filtro de partículas diz respeito, são atualizados assumindo os valores originais. Já com mais de 1.500 filtros reparados e com um índice de reclamações de 1%, a Escape Forte, assume por inteiro uma garantia de 24 meses (100.000 kms), com a possibilidade de que a manutenção desde componente seja feita

sem custos (para o proprietário do carro) após esse período. Norma Fazendo um trabalho estruturado e tecnicamente detalhado, a Escape Forte desenvolveu já uma “norma protocolada”

EM APENAS TRÊS ANOS A ESCAPE FORTE TORNOU-SE UM DOS MAIS IMPORTANTES ESPECIALISTAS NO AFTERMARKET AO NÍVEL DOS FILTROS DE PARTÍCULAS

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Contactos Responsável Rui Lopes Telefone 229 603 707 E.mail escapeforte@gmail.com Website www.escapeforte.com

para cada viatura. Em cada norma estão especificados um conjunto de procedimentos a efetuar em determinada viatura/motorização, tornando-se assim mais fácil e célere o trabalho de reparação do filtro de partículas sempre que se volta a trabalhar numa viatura idêntica com motorização semelhante. Apesar de alguns aparelhos de diagnóstico já estarem mais atualizados face ao tema dos filtros de partículas, é ainda um componente do qual não existe muita informação técnica disponível, ganhando a Escape Forte uma vantagem técnica muito grande face à concorrência. “Tive a consciência de que se não desse o passo certo na hora certa, hoje teria muito mais reclamações do que trabalho. Ainda hoje, em determinados carros, não estamos 100% à vontade no que diz respeito ao filtro de partículas. Contudo, informamos o cliente de que pode ir à origem, e gastar muito dinheiro, ou resolver o problema connosco ficando-lhe muito mais barato” refere Rui Lopes. Parceiros Simultaneamente com o desenvolvimento técnico, a Escape Forte já começou a dinamizar a vertente comercial, através de um conjunto de parcerias (a ideia é desenvolver uma rede) com outras oficinas. Um desses parceiros, também ele conhecido pela excelência técnica do seu serviço, é a Leiridiesel que assim disponibiliza esse serviço aos seus clientes, seguindo as “normas” da Escape Forte. Neste

Filtro DPF reconstruído para um Audi

Tem sido extremamente enriquecedor para a Escape Forte o trabalho desenvolvido nos filtros de partículas

momento estão a ser desenvolvidas mais parcerias a este nível (apenas com oficinas com capacidade técnica reconhecida), embora esta empresa receba muitos filtros de partículas vindos de outras oficinas e até mesmo de diversos concessionários que já perceberam a qualidade do serviço da Escape Forte, bem como as fortes vantagens económicas associadas ao mesmo. Para além da reparação, a Escape Forte aposta ainda na reconstrução dos filtros de partículas (aproveitamento da peça original para lhe colocar um novo miolo) e também nas aplicações (desenvolvimento de um filtro específico). A mais-valia técnica da Escape Forte, valeulhe já a representação da Brain em Portugal, reconhecida marca italiana de catalisadores e filtros de partículas. “Assumimos que ninguém sabe tanto de filtros de partículas como nós e os nossos parceiros. Tecnicamente damos resposta a quase tudo sobre filtros de partículas e

estamos continuamente a desenvolver as nossas normas”, refere Rui Lopes, explicando que é por isso que “assumimos os problemas, as garantias e as reclamações, pois estamos muito tranquilos com o trabalho que estamos a desenvolver e que vamos continuar a desenvolver”. Apesar de grande parte dos trabalhos que tem desenvolvido serem para veículos ligeiros, a Escape Forte tem vindo também a trabalhar com veículos pesados “onde a exigência é maior, pois são veículos que fazem muitos quilómetros, mas em que a relação custo/ benefício é muito vantajosa para o cliente”, afirma o mesmo responsável, que assume que a Escape Forte irá apostar muito nesta área dos pesados. Também a formação é outra das áreas em que a Escape Forte pretende investir, como forma de sensibilizar as mais de 100 oficinas clientes espalhadas pelo país - independentes e concessionários - para a montagem do filtro de partículas.

Catalisador PSA reconstruído e o respetivo cartucho

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J.Deus. De Samora Correia para a Europa Visitámos a fábrica portuguesa que fornece os intercoolers da Denso para o primeiro equipamento de toda a Europa e radiadores para o mercado nacional e internacional de aftermarket. Conheça a João de Deus & Filhos. TEXTO Cláudio Delicado fotos José Bispo

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Todos os produtos que saem da fábrica da J. Deus são alvo de vários testes para garantir a qualidade

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uma zona de vasto comércio de armazenistas chineses está a sede da João de Deus & Filhos, que faz parte da japonesa Denso. É de Samora Correia que saem os intercoolers para toda a Europa, com o selo “made in Portugal”, destinados aos vários clientes de primeiro equipamento. Mas é também daqui que a empresa fundada em 1914 fornece o aftermarket com os seus radiadores para mais de 50 clientes em 32 países diferentes. Nesta fábrica é ainda muito utilizada a mão-de-obra, num trabalho que é muito especializado. Ao longo destes 99 anos de história, a J. Deus tem vindo a desenvolver-se e a crescer no negócio dos Sistemas Térmicos, especificamente na investigação e desenvolvimento de intercoolers, e isso contribuiu para adquirir mais conhecimento e experiência sobre este produto tendo, por isso, a Denso decidido nomear a J. Deus como o Centro de Desenvolvimento Intercoolers na Europa. “A fábrica portuguesa decidiu arriscar no desenvolvimento e numa aposta forte em intercoolers em alumínio brazado, tendo partido logo da linha da frente, o que fez com que quando se deu a massificação deste produto, a J.Deus tivesse já um knowhow acumulado muito grande que lhe deu vantagem. Isso fez com que fossemos sempre vistos como um dos principais players neste produto e faz com que trabalhemos com os principais construtores mundiais”, explica João Neves, Sales Manager da J.Deus. Atualmente o principal cliente de primeiro equipamento da fábrica de Samora Correia é o Grupo Fiat, onde se insere a recente aquisição do Grupo Chrysler, sendo o segundo o Grupo Volkswagen, onde se inserem também a Audi ou a Porsche, que usa, por exemplo, intercooler produzidos na J.Deus no novo 911, no Cayenne ou no Panamera. O Grupo Toyota surge em terceiro lugar. Mas há outros clientes, como a GM, a PSA, a Ford, a Honda, a Mitsubishi ou a Suzuki. Um dos pontos importantes na história da J.Deus foi a mudança de instalações de Sacavém para Samora Correia, em 1991,


num pesado investimento que permitiu dar um grande salto na produção e no desenvolvimento de novos produtos. Um dos objetivos foi também ficar mais perto da fábrica da Autoeuropa, mas até hoje a fábrica portuguesa ainda não conseguiu fornecer diretamente a unidade fabril da Volkswagen em Palmela. “Continuamos a trabalhar nisso mas é difícil porque estes projetos são definidos a grande distância temporal e muitos dos modelos que se produzem na Autoeuropa usam bases de outros carros. Quando vier um produto novo para a Autoeuropa temos mais hipóteses”, explica João Neves. PRIMEIRO EQUIPAMENTO Em termos de produção 65,1% é para primeiro equipamento e 34,9% para aftermarket. No total, são um milhão de peças de primeiro equipamento e 450 mil de aftermarket por ano. “Apostamos muito no desenvolvimento dos nossos produtos para estarmos sempre à frente para implementar novas atualizações e novos produtos”, explica Vasco Burguete, diretor de pesquisa e desenvolvimento de primeiro equipamento. Por exemplo, “estamos muito bem preparados para a nova tecnologia de arrefecimento dos turbos, que vai transitar de uma solução ar/ar para uma nova em que será a água a arrefecer o ar do turbo. É um produto muito diferente e complexo, mas investimos

A produção é uma mistura equilibrada entre maquinaria, tecnologia e mão-de-obra

muito na pesquisa e desenvolvimento”. Aliás, este é um produto que já está montado em alguns modelos, nomeadamente no motor 1.4 da Volkswagen. “Mas estamos também a preparar uma nova geração de produtos”. “Temos capacidade instalada e disponível para uma expansão da produção. Mas este tipo de produtos específicos está sempre condicionado

pelos ciclos de produtos das marcas, daí haver períodos com grande atividade e períodos mais calmos”, explica o responsável. Em termos de futuro mais do que as emissões ou o aumento de potência, umas das questões passa por criar uma potência homogénea em todos os regimes de utilização. Um outro desafio é o downsizing dos motores. “A utilização de turbos, faz


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João David Costa (aftermarket), Vasco Burguete (primeiro equipamento) e João Neves (sales manager)

com que aumente a pressão e a temperatura. Estamos a ajudar os construtores a trabalhar nesta matéria. Também as válvulas EGR serão trabalhadas até ao mais pequeno detalhe para uma maior eficiência”, acrescenta Vasco Burguete. AFTERMARKET O Grupo é composto por sete empresas, a sede em Samora Correia, a fábrica da João de Deus em Setúbal, que serve de suporte e é especialista na produção de desenvolvimento de moldes, ferramentas e máquinas, fornecendo também apoio aos centros de pesquisa e desenvolvimento de outras empresas do grupo. Depois, no aftermarket, para onde produzem radiadores, existem cinco distribuidoras comerciais (4 em Portugal – Radinorte no Porto, Sulradiadores em Lisboa, J.Deus Radiadores no Entroncamento e Auto

Radiadores das Beiras na Covilhã; e 1 em Espanha – J.Deus España S.L, em Madrid). “No aftermarket temos a mesma política de investimento, desenvolvimento e pesquisa do primeiro equipamento e isso faz com que pouco tempo depois de um novo modelo ser lançado tenhamos peças para reposição. Com a experiência que temos conseguimos dar uma resposta muito rápida e quem chega à frente tem vantagem”, explica João David Costa, responsável de pesquisa e desenvolvimento de aftermarket. A força da marca J.Deus é reconhecida nacional e internacionalmente, com uma cobertura de 75 a 80% do parque automóvel, num total de 2500 referências no catálogo de aftermarket. Mas a inovação também faz parte do negócio e, por isso, foram “a primeira empresa portuguesa a ter o catálogo online no TecDoc”, sublinha João David Costa.

TESTADO AO LIMITE Uma das zonas mais importantes dos 15 mil m2 de área de produção (a área total de terreno é de 35 mil m2), onde trabalham cerca de 400 pessoas, é o laboratório e a zona dos protótipos. São vários os testes pelos quais passam os produtos produzidos na fábrica de Samora Correia. Nomeadamente um teste de choque térmico para atestar a capacidade de resistência aos picos de temperatura, mas também testes de durabilidade, com a simulação mecânica de constantes acelerações e vibrações numa utilização normal num veículo, com cerca de 154 mil ciclos para cada teste. Depois de ultrapassados todos os testes é dado o OK e, mesmo depois disso as peças são, muitas vezes reavaliadas e analisadas. São quatro as máquinas dentro do laboratório que fazem estes testes de qualidade. Numa das novas áreas, testam-se também as prestações termo-dinâmicas dos intercoolers. “Hoje temos a vantagem de poder simular tudo virtualmente numa primeira fase e só depois de bem afinada a peça é que passamos para os protótipos que são depois testados pelas máquinas para validação”, explica Vasco Burguete. As principais matérias-primas usadas na fábrica são o alumínio, proveniente da Alemanha e o plástico, que vem da Suiça e da Holanda. Em todo o processo de produção as linhas de soldadura utilizam processos muito tecnológicos e são o garante da qualidade e da durabilidade de cada uma das peças. Um dos segredos do sucesso desta fábrica é também a parceria que têm com as universidades. “Não conseguíamos fazer o que fazemos sem os protocolos que temos com as universidades, que nos têm ajudado a trazer os melhores profissionais e isso ajudanos na pesquisa e faz com que sejamos um case study dentro do Grupo Denso”, explica João Neves.

A história da J.Deus Fundada em 1914 em Lisboa, a J.Deus iniciou a sua atividade com o nome de seu fundador “João de Deus”, numa pequena loja de fabricação e reparação de Radiadores “Tipo Harrison”. Em 1991 mudaram de Sacavém para Samora Correia e cinco anos depois a J. Deus foi vendida à Magneti Marelli TS, o que lhe permitiu dar um passo em frente no esforço feito para entrar no mercado de primeiro equipamento. Em 1997 a empresa ganhou oficialmente a aprovação para iniciar a produção do primeiro intercooler para primeiro equipamento. Em 2001 a Denso adquiriu a Magneti Marelli TS, tornando-se a sua principal acionista. A integração da J. Deus no Grupo Denso veio reforçar a posição de mercado. A produção varia consoante os ciclos de produto dos construtores automóveis

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ONEDRIVE/Civiparts. Novas instalações em Faro As empresas de aftermarket do Grupo Auto Sueco, ONEDRIVE e Civiparts passaram a partilhar no Algarve um novo espaço, com a particularidade desta unidade ser a primeira do género. TEXTO Paulo Homem

Plataforma Armin Um dos grandes projetos que envolve a ONEDRIVE e a rede TopCar, que está a ser desenvolvido em Portugal, chama-se Armin. Trata-se de uma plataforma de dados, muito intuitiva e fácil de usar que apresenta uma série de funcionalidades. Esta plataforma junta as peças de mecânica e de colisão, peças originais e de aftermarket, possui tempários de operações, possibilita fazer a gestão de compras, tendo a funcionalidade de webshop. Como é normal neste tipo de plataformas, a base de dados e de informação recorre ao TecDoc e Eurotax.

Perante 200 clientes e alguns dos seus principais fornecedores (SKF, Fuchs, Wolf, Blueprint, SWAG, Valeo, Varta, Sachs, Lemforder, entre outros), foi revelado que as novas instalações permitem desenvolver importantes sinergias internas, nomeadamente no plano logístico e operacional. “Este investimento, no caso da ONEDRIVE foi claramente uma questão de rentabilização do negócio. Por outro lado, a Civiparts procurava uma nova localização no Algarve, pelo que foi uma questão de conjugar esforços”, revela Isabel Basto, diretora executiva da ONEDRIVE. A excelente localização das novas instalações e a melhoria considerável das condições logísticas, permitirá que a ONEDRIVE persiga como objetivos “aumentar a quota de mercado e aumentar a fidelização do cliente, bem como tentar penetrar em novos clientes”, revela a mesma responsável. Refira-se também que com este evento foi realizado em simultâneo o 7º convívio de clientes ONEDRIVE de Faro.

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arantem os responsáveis da ONEDRIVE e da Civiparts que esta nova unidade não marca uma nova tendência no retalho de peças do Grupo Auto Sueco de partilha de instalações. A rede Onedrive continua a ter 11 balcões espalhados por todo o país, passando a unidade de Faro a ter uma nova localização, que partilha o mesmo espaço geográfico com

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a Civiparts (que antes estava em Loulé), que passa também ela, obviamente, a ter uma nova localização (mantendo oito balcões). As novas lojas ONEDRIVE e Civiparts, que apesar de terem um espaço geográfico comum, possuem lojas e espaços de armazéns independentes (bem como equipas comerciais distintas), está localizado em Vale da Venda, na EN125 em Almancil (Faro).

Contactos Responsável Isabel Basto Telefone (Faro) 289 804 444 E.mail lojafaro@onedrive.pt Website www.onedrive.pt

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Acrilac. Muita formação e disciplina Numa ocasião em que comemora os 35 anos, a Acrilac dinamizou mais uma ação de formação para os seus clientes, desta feita com a 3M, marca que passou a integrar a sua gama de produtos.

Ao longo de 35 anos a Acrilac posicionou-se como uma referência no retalho ao nível da repintura automóvel TEXTO Paulo Homem

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Acrilac é uma empresa grossista e retalhista na área dos produtos para repintura automóvel, que comemorou em julho passado os seus 35 anos de história. “Estes 35 anos representam a determinação, o crer e o profissionalismo de um homem, que é o senhor Mário Santos, que teve uma vontade extraordinária e trouxe para a empresa uma disciplina e um rigor que foi transmitindo a todos os colaboradores. O sucesso desta empresa deriva disso mesmo, pois todos os nossos colaboradores vestem a camisola”, referiu à TURBO OFICINA Mário Duarte dos Santos, gerente da empresa. Dessa forma, a dinâmica que a Acrilac imprime internamente no seu negócio reflete-se também no trabalho que é desenvolvido com os clientes, à custa de “muita disciplina e muita formação”, refere o mesmo responsável. Outro dos vetores do sucesso da Acrilac tem sido a aposta certeira e por vezes até pioneira que a empresa tem feito em produtos, quer nos consumíveis quer nas tintas, o que segundo Mário Duarte dos Santos “permite muitas vezes

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que estejamos na vanguarda e até antecipando tendências que mais tarde se espalham a todo o mercado. São essas pequenas visões que nos têm permitido crescer em todo o país como na região em que estamos implementados”. A Acrilac tem uma imagem muito sólida a nível nacional mas também a nível internacional, através de marcas próprias e de representações de prestígio, que a empresa quer potenciar ainda mais.

Formação 3M A Acrilac comercializa os produtos 3M há cerca de 4 meses. A ação de formação que a empresa organizou junto com a 3M incidiu em quatro grandes áreas/produtos: as vantagens do sistema PPS, sistema de proteção 3M Dirt Trap (para cabinas de pintura), sistema de eliminação de pequenos defeitos de pintura 3M Perfect-It e equipamentos de proteção individual do pintor. Mais uma vez a 3M utilizou como suporte de formação o Centro de Treino Móvel (CTM).

Contactos Responsável Vasco Silva Telefone 219 668 200 E.mail vasco.silva@acrilac.com Website www.acrilac.com

“A nossa luta tem que ser sempre a mesma. Vamos continuar a apostar fortemente na formação dos nossos clientes como forma de manter a nossa posição no mercado, como estamos continuamente a lançar novos produtos, como é o caso da 3M”, refere Mário Duarte dos Santos. Numa altura em que também já tem alguma atividade comercial no mercado externo, o futuro da Acrilac passará “por estar sempre atenta ao mercado interno e externo para poder superar a concorrência, inovando e formando cada vez mais, e recorrendo à sensibilidade e ao conhecimento que os 35 anos de mercado nos garantem”, concluiu o responsável da empresa.

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Tintas. Pela via da rentabilidade O negócio de tintas para a repintura automóvel é um dos mais profissionais de todo o aftermarket. Mais do que a tinta, os diversos operadores vendem soluções à medida das necessidades de cada oficina de repintura. TEXTO paulo homem

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um mercado profundamente marcado pela recessão, são cada vez menos os carros que entram nas oficinas de repintura. Dados recentemente fornecidos por um operador de tintas revelam que, na Europa, o negócio de tintas regrediu 7% em 2012 face a 2011, revelando uma tendência de decréscimo dos últimos anos. Em Portugal a situação não é diferente. Existem menos carros a circular que cada vez fazem menos quilómetros, as estradas são cada vez melhores e os acidentes rodoviários são cada vez menos. Com menos dinheiro

o automobilista descura a aparência do seu carro, pois o mais importante é que ele continue a andar. A tendência é, por isso, vermos cada vez mais carros com párachoques sem serem pintados ou de cor diferente do carro, o mesmo sucedendo com outros elementos da carroçaria. Estas situações trazem menos serviço para as oficinas de repintura, que agora atravessam grandes dificuldades, pois a gestão do negócio e a sua rentabilidade nunca foram no passado a prioridade. Felizmente que as marcas (em colaboração com a generalidade dos retalhistas) têm

dado uma grande ajuda aos seus clientes oficinais (e mesmo assim algumas não a querem aproveitar). Não só as tintas evoluíram substancialmente, permitindo a redução do número de demãos (menos tinta aplicada), uma secagem mais rápida, entre outros fatores, que garantem mais rentabilidade para a oficina. Aliás, a tinta é apenas um componente de um serviço global que as marcas propõem aos seus clientes, que inclui formação técnica constante, acompanhamento diário (online), acesso a ferramentas que potenciam a atividade, etc, etc. Na segunda parte deste trabalho, setembro 2013

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NÃO É UNÂNIME ENTRE AS EMPRESAS DE TINTAS QUE O MERCADO ESTEJA ESTABILIZADO, MAS TODOS CONTINUAM A PREVER MUITAS DIFICULDADES NO SETOR

as marcas de tintas, abordam precisamente todos estes fatores. Mercado Os últimos dados estatísticos revelam já alguma estabilidade, mas uma estabilidade em baixa. Quem o diz é Rui Pereira, Diretor Técnico-Comercial da Mota & Pimenta, que acrescenta que “o mercado ainda vai baixar mais mas não para todos. As oficinas pequenas e organizadas estão a receber serviços que habitualmente eram destinados a oficinas maiores. São estes que vão crescer e fazer crescer o mercado. Para as empresas “gordas” isto ainda vai piorar. Até ao fim do primeiro semestre de 2014 muitas empresas vão ainda fechar”. Gil Oliveira, Diretor Comercial da Coteq afirma que não é tempo de virar costas, pois “estamos todos a passar por tempos difíceis. O mercado das tintas auto ainda irá baixar mais, também porque está inserido numa economia em recessão com empresas, incluindo oficinas, a fechar todos os dias”. A AkzoNobel acredita que o principal desafio é sempre proporcionar as melhores respostas aos parceiros de negócio no mercado onde operam. Nuno Andrade, Sales Manager AkzoNobel Portugal reconhece que “todas as conjunturas económicas trazem com elas um conjunto de desafios e oportunidades, a nós enquanto AkzoNobel compete-nos potencializar ao máximo as oportunidades, vencendo os desafios para gerar mais valias para os nossos parceiros de negócio”. Para Manuel Monteiro, Country Business Supervisor da Axalta Coating Systems Portugal, SA o mercado já não irá baixar mais, já que se atingiu “um equilíbrio que nos permite referir que o mercado está a entrar num ciclo estacionário, já atingiu o estado de equilíbrio. De facto existem menos acidentes, o número de viaturas novas vendidas por ano

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desceu duma forma assustadora, o utente do automóvel faz menos uso dele por dificuldades económicas, contudo entramos num valor que entendemos que se irá manter constante a atividade do mercado, embora por outras razões continue a ocorrer o fecho de algumas oficinas de chapa e pintura e o aumento de atividade de outras, bem como o aparecimento de novos operadores”. No entender de João Calha, Responsável do Centro de Formação e Técnica da Impoeste, o mercado ainda irá baixar mais, o que “nos obriga a organizarmo-nos cada vez mais e a ter uma atuação cada vez mais rigorosa e profissional. Acaba também por ser uma oportunidade para as empresas que desenvolvem e disponibilizam novas soluções, ferramentas e modelos de negócio se poderem destacar ainda mais”. Pedro Ganilho, Responsável Comercial da Sherwin Williams Portugal, considera que o mercado em si já não irá baixar muito mais, “no entanto a oferta que existe é muito ampla e diversificada, quer a nível de oficinas, quer a nível de fornecedores. Neste contexto competitivo, é natural que nem todos consigam sobreviver, dado que a oferta é muito superior à procura. Encaramos esta situação como uma oportunidade, pois é nos tempos difíceis que nos tornamos mais fortes”. Para terminar esta abordagem sobre o mercado Victor Guerra-Videira, Manager R-M Portugal, diz que “dadas as atuais condições económicofinanceiras do mercado, o nível e a qualidade de serviço oferecidos será fundamental, continuaremos a viver uma reorganização deste setor, com uma redução de operadores, e onde só os melhores e mais preparados sobreviverão”. Gestão Um aspeto transversal a qualquer atividade, e neste setor não é diferente, é a falta de

CONSELHOS DAS MARCAS DE TINTAS ÀS OFICINAS DE REPINTURA Não falhar nos prazos de entrega e tempos de execução. Nunca retificar orçamentos. Sorrir sempre para o cliente e saber agradecer. Prestar ao cliente um serviço rápido, eficaz e com um resultado final que revela a boa qualidade do seu trabalho. Se estes 3 pontos forem cumpridos, o cliente irá voltar. Capacidade de oferecer resultados consistentemente melhores, mais rápidos e com custos gerais de reparação mais reduzidos; Oferecer um serviço de qualidade suportado por uma imagem credível do seu espaço oficinal, dos equipamentos e produtos empregues, assim como do elevado conhecimento dos seus profissionais. Transparência na orçamentação e faturação de serviços prestados. Simpatia e atendimento personalizado respondendo objetivamente a todas as questões colocadas pelo cliente. Apostar em serviços diferenciadores (serviços rápidos, por exemplo). Rapidez às solicitações dos seus clientes. Mais que manter clientes, tem que se manter o negócio. Ter clientes que dão prejuízo não é solução. Um cliente satisfeito volta sempre e recomenda a oficina no seu ciclo de influência. As oficinas têm que vender soluções integradas da qualidade do serviço. Ter soluções de mobilidade. Cumprir com os prazos de entrega das viaturas O cliente deverá reconhecer na oficina um interlocutor de confiança e uma “ajuda”.

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formação em gestão dos empresários do setor. “Cometem-se erros infantis por falta de formação e responsabilidade a nível de gestão”, diz Rui Pereira, assegurando que “isso resulta quase sempre em problemas de pagamentos o que contamina toda a cadeia logística e obriga a elevadas necessidades de fundos de maneio dos fornecedores. Todos podiam pagar menos se pagassem melhor”. Esta ideia é reforçada por Gil Oliveira, que considera que se “tem que dar uma grande importância ao aspeto financeiro. Nos dias que correm, uma empresa não é sustentável sem rigor financeiro”. Um pormenor fundamental é a gestão oficinal, nomeadamente da secção de pintura, para a rentabilidade do negócio. Quem o defende é João Calha, dizendo ainda que “cada vez mais a tendência é discutir preços e descontos quando muitas vezes o problema está noutras áreas como a orçamentação, o controlo de consumos (desperdício), as ferramentas/equipamentos disponíveis, a utilização de materiais mais rentáveis (tempos de secagem mais curtos, melhor rentabilidade, etc.), entre outros. Estes aspetos são poucas vezes analisados e controlados pela oficina”. Quem afina pelo mesmo diapasão é Pedro Ganilho que assegura que “é fundamental melhorar a gestão do negócio oficina. O cliente centra-se muitas vezes no custo unitário em vez de no custo total. Existe um grande foco na redução de custos, em vez de aumentar a rentabilidade. Muitas vezes os processos utilizados numa reparação tornam inviável que esta dê lucro, podemos chegar ao limite de oferecer as tintas e mesmo assim a oficina não ser rentável. A oficina é um negócio e como todos os negócios tem que ser bem gerido, se não o for não há preço que o salve”. Quem vai ainda mais longe é Manuel Monteiro, que diz que a oficina de colisão “deve caminhar no sentido da sua certificação e da certificação profissional dos seus profissionais. Deve-se caminhar na melhoria da competência das suas equipas e na qualidade da gestão da sua oficina”. Sobre este assunto, Victor Guerra-Videira diz que “a falta de formação e de profissionais qualificados nesta área é um problema do sector” Para concluir, Nuno Andrade, fala da “importância das ferramentas de cor na otimização dos processos de trabalho neste sector”, como algo que as oficinas deverão ter mais atenção. Conheça de seguida a oferta que os operadores de tintas em Portugal (excepto as três empresas que não responderam, apesar de contactadas no início de julho), bem como o ponto forte das marcas que representam e o apoio (sobretudo técnico) que fornecem aos seus clientes.

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principais operadores MOTA & PIMENTA / DE BEER Uma das principais novidades é a a linha Valspar Industrial Mix, capaz de fazer qualquer cor industrial em qualquer qualidade, desde sintético a acrílico poliuretano VOC cumpridor (inclui cores automóveis). Também a máquina de lavar pistolas Jet Clean, não sendo uma novidade absoluta é uma aposta desta empresa. Esta máquina lava pistolas em 20 segundos. Pontos fortes da marca De Beer: O reduzido número de cores de mistura, que evita o investimento em stock e aumenta a rotação das cores de mistura. O elevado poder de cobertura, que confere à De Beer Serie 900+ uma posição entre as 3 marcas com melhor poder de cobertura do mercado. A facilidade de lixagem da base, proporcionando uma fácil retificação de defeitos antes de aplicar verniz. A utilização do aditivo 1K, que permite pintar interiores com tinta de água sem necessidade de aplicar verniz para proteção. Capacidade e apoio colorimétrico. As

cores têm um excelente grau de acerto e quando é necessário uma cor específica formula-se muito rapidamente. A Mota & Pimenta tem sempre dois técnicos disponíveis para acorrer a situações emergentes, a atualizar os sistemas instalados nos clientes e a proporcionar assistência técnica preventiva. Disponibiliza também o seu centro de formação em V.N. Famalicão, que está equipado com modernos equipamentos e onde ministra formação gratuita regularmente aos seus clientes. Informação técnica: www.motapimenta. com; www.de-beer.com/pt/; www.valsparindustrialmix.com/pt/

COTEQ / LECHLER O mais recente produto da marca Lechler acabou de ser introduzido no mercado. Trata-se do Verniz MC380 Airtech UHS - um verniz de secagem ao ar em apenas 20 minutos, o que permite às oficinas uma série de vantagens, desde a poupança de tempo à poupança de energia, pois não será necessário usar o calor na cabine de pintura. Este produto diferencia-se dos restantes já existentes no mercado, pela sua durabilidade na resistência e aspeto estético, oferecendo aos profissionais de pintura uma solução eficaz e segura. Pontos fortes da marca Lechler: Oferta de soluções através de processos de pintura de alta eficiência. Através do processo de pintura de alta eficiência (Hi-Efficiency Lechler Painting Process) a solução não passa pela apresentação de produtos de forma isolada, mas sim pela seleção certa de produtos que permitem tornar o processo de pintura o mais eficiente possível. Serviço prestado aos clientes. A Lechler é colocada no mercado por empresas com décadas de experiência na área da repintura automóvel. A sua presença no mercado é apoiada por uma equipa de profissionais especializados, que asseguram a qualidade

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dos produtos e a otimização da sua utilização. Qualidade dos seus produtos. A Lechler possui produtos de tecnologia avançada, mas muito fáceis de aplicar. Variedade de ferramentas disponibilizadas. O software Lechler Explorer, os catálogos Master Car e Color Box e o Color Match Explorer (espectrofotómetro) são ferramentas simples de utilizar, ajudando o utilizador a fazer a escolha certa no dia-a-dia. Relação qualidade/preço. A oficina tem a possibilidade de adquirir toda a gama de produtos da Lechler com uma excelente relação qualidade/preço. A Coteq / Lechler dispõe de um Centro de Formação em Braga, que periodicamente organiza ações de formação e apresentação de produtos novos. O Processo de Pintura de Alta Eficiência, é um dos projetos apresentados no Centro de Formação permitindo aos utilizadores da marca tirar o máximo rendimento dos produtos e dos sistemas de pintura que a marca propõe. Para além do Centro de Treino, o cliente dispõe ainda de uma assistência técnica especializada no seu local de trabalho, onde as condições de trabalho são únicas. Informação técnica: www.coteq.pt

O Permahyd Hi-TEC Base Bicamada serie 480 da Spies Hecker é a nova base bicamada de natureza aquosa da Spies Hecker e que já é e continuará a ser nos próximos anos um referencial para o mercado de repintura automóvel. Esta nova geração de tintas veio fortalecer o posicionamento da Spies Hecker em Portugal, dispondo hoje de dois sistemas de cor que se complementam para o mercado nacional. A linha já bem conhecida pela sua elevada performance, o Permahyd serie 280 e 285 e agora a linha Hi-TEC que complementa a resposta global respondendo às situações de elevada carga oficinal. Pontos fortes da marca Spies Hecker: Linha de produtos amiga do ambiente de acordo com a legislação em vigor; Elevada produtividade graças a produtos de aplicação numa só operação, com tempos mínimos de espera entre demãos, possibilitando ao profissional elevada performance na minimização dos tempos de aplicação e secagem; Elevado rendimento com produtos de extrema opacidade que permitem uma redução de número de demãos necessárias para a obtenção de opacidade plena, minimizando o consumo de materiais; Gama flexível e fácil de aplicar permite a correção de pequenas falhas do profissional ou meio envolvente durante a aplicação; Um sistema completo, toda uma gama

AKZONOBEL / SIKKENS A novidade mais recente da AkzoNobel é o Autowave MM 2.0 da marca Sikkens. Este produto é mais do que uma simples atualização das tintas Autowave atuais da Sikkens, pois trata-se de um grande avanço na tecnologia, que oferece uma mudança no desempenho do processo. Pontos fortes da marca Sikkens: O Autowave MM 2.0. da marca Sikkens foi

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IMPOESTE / DUPONT

de produto desde o betume ao verniz com elevada performance. A Spies Hecker tem como objetivo central oferecer aos seus clientes um apoio prático através de uma formação exaustiva e uma assessoria personalizada à medida de cada necessidade do cliente, contando com o seu corpo de assistentes técnicos próprios, complementado com o serviço disponibilizado pela sua rede de distribuidores a nível nacional cobrindo todas as necessidades em menos de 24 horas. Por outro lado dispõe de uma linha direta de serviço cor que responde na hora a qualquer solicitação. Por último como fator bastante diferenciador dispõe de centro de treino em Mem Martins onde todos os anos realiza vários módulos de formação, sem qualquer encargo financeiro para o profissional, ou oficina de pintura. Informação técnica: www.spieshecker.pt

A nova linha de base aquosa Cromax Pro é a novidade mais recente da DuPont. A Impoeste representa a marca que foi pioneira a lançar uma segunda geração da linha de base água. Uma linha que está desenvolvida no sentido de aumentar a rentabilidade das oficinas através da redução tempos de operação e do material aplicado. O Cromax Pro já apresentou excelentes resultados obtidos em aplicações ao longo dos últimos 18 meses em oficinas clientes de Portugal e Espanha. Com esta linha surgiu também o aparelho Cromax Pro PS1061/1064/1067 e o Verniz Cromax Pro CC6600. Pontos fortes da marca DuPont: Não só o produto, mas uma solução de pintura integrada, com diversas soluções em função da característica de cada empresa; Rentabilidade, um aspeto cada vez mais importante e por vezes descorado pelos empresários. Na realidade o que as oficinas têm de comprar não é preço e/ou desconto, mas sim rentabilidade; Apoio técnico/formação. Apoio efetivo no terreno e ações de formação desenvolvidas para dar resposta às necessidades dos clientes; Inovação. Produtos de última geração que são uma referência no mercado;

Qualidade. Excelente acabamento final que ao longo dos anos se transforma em garantia. A Impoeste tem uma experiente equipa técnica que cobre todo o território continental e as ilhas. O apoio é feito através de visitas regulares que permitem aconselhar os seus clientes sobre quais as técnicas e produtos adequados ao trabalho por eles desenvolvido e antecipar possíveis problemas. Todo este apoio no terreno é complementado com as ações de formação desenvolvidas no Centro de Formação em Torres Vedras em que é possibilitado aos seus clientes explorar todas as suas soluções de pintura. Informação técnica: www.dupontrefinish.eu

desenvolvido em resposta à necessidade dos nossos clientes em oferecer resultados consistentemente melhores, mais rápidos e com custos gerais de reparação mais reduzidos. Porque a nossa aposta é, claramente, num programa de melhoramento contínuo, fundamental para o sucesso da gama VR da Sikkens. Realço que o compromisso da AkzoNobel visa criar produtos que proporcionem aos nossos parceiros de negócio aquela vantagem competitiva tão importante e os ajude a fornecer os resultados mais impressionantes junto dos clientes finais. A AkzoNobel proporciona um apoio técnico especializado do mais elevado nível, extremamente profissional, proporcionando um acompanhamento excecional aos seus parceiros de negócios, tendo para isso as mais avançadas ferramentas e optimizando as mais valias, como é evidente, são proporcionadas pelas excelentes condições do Centro de Formação da marca no Carregado. Informação técnica: www.sikkens.pt e www.lesonal.pt

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d dossier Qual a importância do mercado segurador nA REPINTURA? Rui Pereira “Muito grande. Como sempre foi. Contudo, no clima financeiro atual, as seguradores deveriam voltar-se mais para as pequenas oficinas e não para os grandes grupos. Talvez ganhassem mais e dessem mais a ganhar. Se existem outros interesses que impeçam esta ação eu desconheço” Gil Oliveira “Sem o mercado segurador, este mercado provavelmente já teria colapsado. A reparação automóvel é um serviço que fica caro e sem as seguradoras não haveria capacidade financeira para sustentar a reparação automóvel. No entanto, é preciso dizer que as seguradoras também não conseguiriam estar presentes no setor automóvel sem as oficinas. É necessário encarar esta relação como uma relação de parceria, em que ambas as partes prestam de uma forma independente um serviço uma à outra”. Nuno Andrade “Logicamente que várias entidades tem um papel extremamente importante na dinamização do mercado. Mas acima de tudo, creio que é importante realçar que o que mais importa é mesmo uma aposta na melhoria continua, na qualidade, na disponibilização das melhores soluções. As empresas que o conseguirem praticar ganharão, cada vez mais, importância no mercado”. Manuel Monteiro “O mercado segurador é um dos principais fatores de decisão na maior parte do mercado de colisão. Hoje pela dificuldade financeira das famílias portuguesas mais do que nunca o cliente ocasional é cada vez menor, a reparação do automóvel passou para segundo plano. A oficina de chapa e pintura está muito dependente do serviço encaminhado pelo mercado segurador”. João Calha “Cada vez maior porque as seguradoras são os maiores clientes da maioria das oficinas de colisão. Estamos cientes de que é possível tornar mais saudáveis as relações seguradora-oficina-fornecedor de tinta, através de formação/informação, quer ao nível de novos produtos e técnicas, quer ao nível duma orçamentação mais rigorosa. Existe espaço para estes 3 operadores de mercado ganharem mais”. Pedro Ganilho “Muito elevada, pois um elevado número de oficinas tem nas seguradoras os seus maiores clientes”. Victor Guerra-Videira “As companhias de seguros são hoje os principais clientes das oficinas. É necessário desenvolver processos adaptados às suas necessidades, para potenciar a eficiência e rentabilizar as reparações ao nível do tempo e custo, e isso só se consegue através de verdadeiras parcerias, capazes, e com elevado know-how, que vão muito mais além da entrega de produtos”.

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SHERWIN WILLIAMS PORTUGAL / SHERWIN WILLIAMS O mais recente destaque da Sherwin Williams é sem dúvida o processo HP, nomeadamente o verniz HPC 15. O Processo HP seca a temperaturas ambientes (2025º C). Isto reduz, de forma significativa as necessidades energéticas ao eliminar a necessidade de ciclos de cozedura a altas temperaturas. É agora possível ir ao encontro dos objetivos dos ciclos de tempo de hoje e reduzir a utilização dos preciosos combustíveis fósseis. O Verniz HPC15 apenas necessita de temperatura ambiente para chegar a um tempo de secagem de 15-20 minutos, não há necessidade de tempo de paralisação associado com a elevação gradual ou diminuição de temperatura. Pontos fortes da marca Sherwin Williams: Rentabilidade. Os produtos SW apresentam índices de rentabilidade muito elevados; Parceiro de negócios. A SW em Portugal não pretende fornecer tintas, mas sim ser um parceiro de negócios dos seus distribuidores e oficinas; Competitividade. A SW oferece uma gama de produtos que apresentam um rácio

custo/beneficio muito elevado, permitindo aos clientes ser mais competitivos; Qualidade. A SW é um dos maiores produtores de tintas a nível mundial e os seus produtos têm um selo de qualidade garantida; Pessoas. Equipa preparada para trazer soluções que o cliente precisa e que encara os clientes como indivíduos com necessidades diferentes. A SWP tem uma equipa técnico-comercial que cobre todo o território nacional e que dá apoio a distribuidores e a clientes finais mediante as necessidades que apresentam, para além disso faz regularmente ações de formação em Itália com distribuidores e ações de formação locais com grupos de clientes. Em 2014 vai dar início às jornadas técnicas Sherwin Williams (10-15 clientes finais por distrito), que têm como objetivo divulgar a marca, mas também ajudar os seus clientes na otimização de processos que os levem a ter um negócio mais sustentável. Informação técnica: www.sherwineu.com

RM- PORTUGAL / R-M A principal novidade da R-M é o Directfiller Grey/White/Black, um produto com impacto direto na eficiência do processo. A tecnologia Directfiller dá a oportunidade de prestar um maior desempenho tecnológico dos sistemas de reparação R-M. Tal permite uma poupança de até 40% no material, na aplicação do fundo, e uma redução até 45% do tempo de processo. Pontos fortes da marca R-M: Perfeição simplificada. Produtos de reparação premium, inovadores, ecológicos e de fácil aplicação; Criatividade. A R-M tem coragem de seguir ideias ousadas. Abertura. A R-M valoriza a diversidade: de pessoas, opiniões e experiências. Ferramentas de cor de renome mundial. Empreendedorismo. Todos contribuem na R-M para o sucesso dos seus clientes, tanto individualmente como em equipa. Em termos de apoio técnico e de meios a R-M, disponibiliza uma rede global de formação com centros de formação de última geração. Cooperação estreita entre especialistas

técnicos e formadores profissionais, os mais modernos métodos de ensino com exercícios eficientes e práticos, cursos de formação avançados sobre técnicas de aplicação e atualização de conhecimentos, cursos de formação e seminários para clientes e funcionários, nos respetivos países, apresentação, em todo o mundo, de técnicas, serviços e produtos para equipamentos e fornecedores, carteira de cores perfeitamente coordenada, desenvolvida por designers, programas informáticos inteligentes que utilizam continuamente os resultados dos laboratórios para atualizar a base de conhecimento (p. ex. software de gestão de cores para reparações), desenvolvimento e lançamento do conceito de formação STAMPP (STimulate and revAMp the Paint Profession – estimular e renovar a profissão de pintor), para estabelecer padrões elevados e uniformizados de formação para pintores de automóveis em todo o mundo e desenvolvimento e lançamento de modelos de negócios inovadores, são outras apostas da R-M. Informação técnica: http://www.rmpaint.com/pt/


FANLAC / OCTORAL (VALSPAR - HELLA) A grande novidade da marca Octoral (já em Setembro) é a introdução do Espectrofotómetro, um aparelho que consegue medir de maneira objetiva as características de uma determinada cor. Ao nível das tintas destaque para a recém introduzida linha de pintura base água que permite uma economia de até 30% do produto nas reparações de carroçaría. Esta gama de produtos à base de água da Octoral surgiu com o objetivo de ajudar aos profissionais a otimizar os seus custos de pintura e assim extrair a máxima rentabilidade da sua atividade. O sistema Octobase Eco Plus à base de água, permite definir com precisão a qualidade cromática que quer utilizar o profissional da oficina e seu modo de aplicação. Outro facto interessante é que Octoral tem 13 novas cores, as de alta rotação na oficina, que cumprem todas as normas ambientais e de qualidade - ISO 9001 e 14001 - já que não usam pigmentos de chumbo. Pontos fortes da marca Octoral: Gama completa de produtos aquosos; Sistema informático de procura fácil de cores;

BASF / GLASURIT A Glasurit caracteriza-se pela constante atualização dos seus produtos e pelo lançamento em contínuo de upgrades à sua linha de pintura. Ainda assim, destaque para o lançamento dos novos produtos Glasurit 285-230 White e o 290 Black Filler Pro, que constituem a última renovação da gama. Estes produtos contribuem para uma maior eficiência das oficinas e em combinação com o conceito de tons de cinzento, ajudam a poupar tempo e material ao aplicar o esmalte. De salientar que estes produtos podem ser utilizados numa aplicação húmido sobre húmido, o que poupa ainda mais tempo de secagem no processo de pintura.

Fácil aplicação com economia de produto; Assistência técnica e um serviço eficaz Relação preço / qualidade. Em termos de apoio, a Fanlac tem ao dispor dos seus clientes um técnico com

formação na marca Octoral / Valspar, um centro de formação, sediado em Madrid, com o total apoio da Hella, que organiza ações de formação regulares para profissionais. Informação técnica: www.hella.es

Pontos fortes da marca Glasurit: A marca é composta por um conjunto de soluções que de forma integrada a posicionam como uma marca premium no mercado da repintura; A série 90 com o seu excelente poder de cobertura, a aplicação fácil e os ótimos tempos de processamento fazem desta série um talento genuinamente completo em matéria de pintura automóvel, tanto para cores sólidas como metalizadas e de efeitos especiais. Não é coincidência o facto de a Série 90 ser o mais bem sucedido sistema de fundos à base de água do mercado europeu; A Glasurit é famosa por possuir a maior base de dados de cores do mundo e está classificada como inovadora no que toca a ferramentas de cor para pintura automóvel. Dada a produção meticulosa do CPS, a cor

que aparece na ficha é exatamente igual aquela que se obtém utilizando a fórmula correspondente. Isto permite às oficinas dispensar os testes de pintura, poupando tempo e material; O sistema de gestão Profit Manager Pro. Desde a procura simples da cor até à gestão completa da oficina, com funções comprovadas na prática e fáceis de utilizar, este software facilita a gestão de cores e de materiais e permite determinar com precisão os custos. Mais de 8000 oficinas em 30 países diferentes controlam e gerem todo o seu processo de pintura com a ajuda do Glasurit Profit Manager. Desde o Glasurit Profit Manager Starter (iniciação), passando pelo Glasurit Profit Manager (versão standard) até ao Glasurit Profit Manager Pro (solução completa), a Glasurit dispõe de uma solução de gestão que se adequa a todos os clientes. Sendo a pintura uma área de grande componente técnica, a Glasurit dispõe de uma rede de profissionais técnicos que lhes permite cobrir o território nacional e dar apoio aos clientes com o seu sistema de pintura, nas suas instalações. Possui ainda um centro de formação e treino situado em Lisboa, que permite à Glasurit regularmente disponibilizar cursos de formação técnica, que visam essencialmente a reciclagem dos profissionais e obviamente a formação em novas técnicas e produtos. A empresa dispõe de diversas formações que se adequam aos conhecimentos dos profissionais da repintura. Informação técnica: www.glasurit.com setembro 2013

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Carroçaria e pintura. Perlado bicamada ou tricamada? Por vezes confundem-se os termos “perlado” com “tricamada”, de forma que, quando se diz que um veículo recebe um pigmento perlado, pensa-se que se trata de um acabamento tricamada. No entanto, as cores perladas, cada vez mais habituais em pinturas de acabamento para automóveis, podem estar presentes tanto nos acabamentos denominados “bicamada perlados” como nos “tricamada perlados” ou simplesmente “tricamada”. PARCERIA

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TEXTO Pilar Santos Espí

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IPOS DE PIGMENTO Os pigmentos de cor aplicados nas pinturas de acabamento podem classificar-se em: De cobertura ou convencionais pigmentos de cor vermelha, branca, amarela, etc. que podem estar presentes em qualquer tipo de acabamento. Metalizados compostos por partículas de alumínio de diferentes tamanhos (fino, médio ou grosso), formas (lenticulares, irregulares) ou tons (prata ou dourado). Perlados pigmentos compostos por um núcleo de mica coberto por óxidos metálicos. A sua principal qualidade é a transparência e refração da luz, o que lhe confere o seu peculiar aspeto nacarado. Especiais Xirallic, Colorstream, Multiefeitos, etc.

TIPOS DE ACABAMENTO Os tipos de acabamento que os automóveis podem atualmente apresentar são os seguintes: Monocapa: sistema de acabamento que emprega uma única pintura de acabamento que proporciona a cor, o brilho e a dureza definitivas, também denominada pintura de brilho direto. Atualmente este tipo de acabamentos contém apenas pigmentos convencionais. Bicamada: sistema de acabamento composto por duas pinturas, uma base bicamada que proporciona a cor e um

A informação está disponível nas diferentes páginas da internet dos fabricantes de tintas, que são geralmente atualizadas diariamente

verniz, que assegura o brilho e a dureza. Nos bicamada distinguem-se: Liso: a base bicamada contém unicamente pigmentos convencionais. Metalizado: a base bicamada contem pigmentos metalizados, geralmente acompanhados por pigmentos setembro 2013

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convencionais em maior ou menor proporção. Perlado: a base bicamada contem pigmentos perlados para além dos convencionais e, por vezes, também pigmentos metalizados. Tricamada: sistema de acabamento composto por três pinturas, duas bases bicamada ou de cor e o verniz. Geralmente trata-se de uma primeira base de fundo, composta unicamente por pigmentos convencionais, seguida de uma base perlada muito transparente que contem pigmentos perlados e por vezes pigmentos convencionais, embora o seu principal componente seja uma resina transparente. Outras tricamadas menos habituais são compostas por uma primeira base com pigmentos convencionais, perlados e por vezes metalizados, seguida de uma base composta principalmente por resina transparente junto com uma pequena quantidade de pigmentos convencionais. Também existem bases de mistura de pigmentos Xirallic ou multiefeito que atualmente estão presentes em poucas fórmulas de cor e numa pequena proporção. Geralmente aparecem em fórmulas de cor junto com pigmentos perlados e distribuem-se em pequenos recipientes. Por outro lado, os pigmentos Colorstream ou Chromaflair estão presentes no que se denominam as pinturas camaleónicas ou multicor, pinturas prontas a usar (não bases de mistura) que formam parte das linhas exclusivas dos fabricantes de pintura.

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Identificação do tipo de acabamento Quando um veículo apresenta um acabamento liso ou sólido, a dúvida está em saber se se trata de um acabamento monocamada ou bicamada. A dúvida esclarece-se lixando um pouco da pintura e da peça a repintar, determinando a partir do pó de lixa se a última camada de pintura é verniz (restos esbranquiçados) ou esmalte monocamada (restos da cor do carro). Quando a pintura apresenta pigmentos metalizados trata-se de acabamento bicamada, mas como saber se é metalizado ou perlado? A maior dificuldade está nos

pigmentos perlados, já que em certas ocasiões, devido ao tipo de pigmento ou por falta de luz, é difícil identificá-los à vista, pelo que surge a dúvida em determinar se é um acabamento bicamada metalizado, bicamada perlado ou até tricamada perlado. Um olhar experiente, como o de um pintor profissional, pode diferenciar à vista as partículas metalizadas das perladas pela diferença de brilho e tonalidade que proporcionam. Mas para alguém menos experiente, a forma inequívoca de determinar os pigmentos presentes e assim o tipo de acabamento é através da formulação da cor. A partir do código de cor que aparece na placa identificativa do veículo, e uma vez decidida a alternativa ou variante correspondente ao veículo se houver várias, introduzem-se os dados (códigos e fabricante do veículo) no programa de cor do fabricante de pintura e obtém-se a formulação da base bicamada. Nesta fórmula indicam-se as referências das bases de mistura e a quantidade de cada uma delas segundo o volume e peso da base bicamada a preparar. Mediante esta informação, determina-se que é um acabamento bicamada quando há uma única fórmula ou um acabamento tricamada quando há duas diferentes, geralmente denominadas “base e top” ou “passo 1/2 e passo 2/2”. Para determinar o tipo de acabamento

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Tipos de Pigmentos

Tipos de acabamentos onde se encontram Monocapa

Convencionais Bicapa liso Metálicos Bicapa metalizado Perlados Bicapa perlado Xirallic Tricapa perlado

bicamada há que rever as bases da mistura da fórmula. Se houver apenas convencionais trata-se de um acabamento bicamada liso, se houver metalizados mas não perlados trata-se de um bicamada metalizado e quando houver alguma base perlada, independentemente da sua proporção, trata-se de um bicamada perlado. Esta informação também está disponível nas diferentes páginas da internet dos

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fabricantes de tintas, que são geralmente de livre acesso e atualizadas diariamente. Pode acontecer que um código de cor se formule em tricamada para um fabricante e em bicamada perlado para outro, o que, para um código de cor, um mesmo fabricante pode dar a opção de bicamada perlado ou tricamada, segundo a linha de pintura ou bases empregues, data de revisão ou variante.

Acabamentos tricamada perlado na tabela de pintura do Centro Zaragoza Embora ainda não sejam numerosos em relação aos restantes, verificou-se um aumento de produção de veículos com acabamentos tricamada. Por esse motivo, o Centro Zaragoza definiu uma Tabela de Pintura de peças do automóvel, na sua atualização de 1 de abril de 2012, onde são considerados os acabamentos tricamada. De acordo com os estudos realizados, e seguindo as recomendações dos diversos fabricantes de pintura quanto aos processos, obtiveram-se as novas equações correspondentes aos acabamentos tricamada perlados.

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Mini Clubvan. Imbatível na cidade e no estilo Tem uma PME que se desloca maioritariamente em centros urbanos? Então vai gostar de saber que o comercial da Mini promete chamar a atenção para o seu negócio. TEXTO André Bettencourt Rodrigues FOTOS JOSÉ BISPO

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astaram cinco minutos ao volante para atrair um monte de cabeças. Agora imagine que no lugar da decoração da Mini Surf School (uma das três que servem de promoção ao veículo) estão os logótipos da sua empresa. Sim, sabemos que este está longe de ser o veículo convencional de transporte de carga. E que este Mini, apesar dos 860 litros que cabem no portão traseiro, carrega algumas limitações. No entanto, uma coisa é certa: ninguém fica indiferente à sua passagem, o que significa que alguém há-de olhar para ele. Para quem procura promover o seu negócio enquanto trata das entregas, este é, com certeza, um dos melhores argumentos

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deste derivado da Clubman. O outro é conseguirmos efetivamente retirar prazer ao conduzi-lo, ao contrário da maioria dos furgões e de outros veículos de transporte. ÁGIL E PRÁTICO As dimensões compactas (mede 3,96 m de comprimento e 1,68 m de largura) fazem dele um campeão das deslocações na cidade, até porque a curta distância entre eixos (2,54 m) é um grande aliado na sua mobilidade. A direção é incrivelmente direta e a posição de condução baixa, qualidades inteiramente retiradas da Clubman. Mas também é verdade que a reduzida altura de (1,42 m) significa que objetos altos não são com ele. No entanto, a zona de carga leva objetos com até 1,15 m de comprimento e 1,02 m de largura,

e está separada dos lugares da frente por uma divisória de rede metálica em alumínio. Por outro lado, cinco portas (três à frente e duas no portão traseiro) dão-lhe amplitude suficiente para rapidamente carregar a carga que precisa (até 500 kg), com esta a poder ser presa de forma cómoda e segura graças a seis ganchos de fixação. E porque os detalhes fazem toda a diferença, a bagageira tem também uma tomada de 12 Volts no caso de ter de carregar algum equipamento elétrico. A Clubvan traz ainda um forro do tejadilho em antracite, um compartimento de arrumação no fundo da zona de carga (totalmente forrada a preto) e vidros traseiros escurecidos — uma solução que impede os olhares alheios e, ao mesmo tempo, favorece a visibilidade para trás de quem vai sentado no banco do condutor.

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Ice Blue, Pepper White e Midnight Black metalizado são as cores disponíveis

O Mini Clubvan está disponível em quatro versões a gasolina (One / One Auto / Cooper / Cooper Auto) e duas Diesel (Cooper D/ Cooper D Auto), associadas a uma caixa manual ou automática de seis velocidades

A versão ensaiada (Cooper D) trazia de série volante em pele, rádio CD/MP3, ar condicionado, computador de bordo, vidros elétricos e direção assistida elétrica.

O habitáculo conta com o típico design da Mini, o que significa que a Clubvan está longe de ser um carro cinzento e aborrecido. Não abundam os espaços de arrumação, mas o essencial está lá. Conduzimo-lo na versão Cooper D, o diesel mais potente, com o motor de 1.6 litros a anunciar 112 CV. E ficámos surpreendidos com a sua pujança, com consumos entre os 5,0 e os 6,0 litros durante o tempo em que passámos com ele.

Se está preocupado com a manutenção, vai gostar de saber que a marca anuncia intervalos de 24 em 24 meses ou de 30.000 em 30.000 km. E que a Clubvan vem equipada de série com o CBS (Condition Based Service), um sistema que avalia o tipo de utilização dado à viatura, pedindo antecipadamente o serviço em caso de necessidade. Tudo o que tem de fazer é estar atento ao painel de instrumentos. Fácil, não é?

Nesta configuração de ligeiro de mercadorias, o IUC tem um custo de 32 euros (uso particular - categoria C) ou de 16 euros (uso por conta de outrém - categoria D). E o IVA é dedutível por tratar-se de um veículo com menos de 4 lugares. O que significa que em vez de pagar 26 650 euros (o preço da versão mais barata, One, com motor 1.6 a gasolina de 98 CV), a Clubvan fica-lhe por 21 667 euros.


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SISTEMA DE IGNIÇÃO

Esta é a sexta geração do topo de gama da Mercedes. A marca alemã usa novas tecnologias com vários tipos de alumínio. Mas em termos de tecnoloiga e eletrónica a lista de sistemas é interminável e para isso contribuem vários fornecedores, nomeadamente na

Nota: Se é um fornecedor e tem alguma questão ou quer a sua informação incluída nestas radiografias, contacte James Clark através do e-mail james.clark@ihs.com ou visite www.supplierbusiness.com

IWIS

CORRENTE DA BOMBA DE ÓLEO (OM642, 6 CIL. DIESEL)

SCHAEFFLER

ELEMENTOS DA CORRENTE DE DISTRIBUIÇÃO

KSPG AUTOMOTIVE

VÁLVULAS DE RECIRCULAÇÃO DO TURBO

HIRSCHVOGEL

VEIOS DE TRANSMISSÃO TUBULARES

INA

ROLAMENTOS ANTI-FRICÇÃO

NSK

ROLAMENTOS DO TENSOR

ELRINGKLINGER

iluminação, onde a Antonlin CML é responsável pela iluminação ambiente do interior e a Magneti Marelli pelo sistema de iluminação adaptativo , enquanto a luz de terceiro stop e e as luzes de nevoeiro traseiras são assinadas pela Hella.

Supplier Business

GENTEX

RETROVISOR INTERIOR DE ESCURECIMENTO AUTO

TRW AUTOMOTIVE

ENROLADORES E ENCAIXES DOS CINTOS

BROSE

ENCOSTOS DE CABEÇA REGULÁVEIS

BENECKE-KALIKO

PVC/PP DAS BOLSAS DAS PORTAS

IAC

PAINÉIS TRASEIROS DOS BANCOS

HUF HÜLSBECK & FÜRST

FECHADURA ELÉTRICA DA MALA

MAGNA

CONSOLAS SUPERIORES

AGC AUTOMOTIVE

PROTEÇÕES DO MOTOR

VIDROS DAS PORTAS

CAMBOTA

TI AUTOMOTIVE

ESCAPE/LINHAS SCR

THYSSENKRUPP

DELPHI

HONEYWELL

PASTILHAS DE TRAVÕES

CRUISE CONTROL ATIVO

HELLA

AUTONEUM

REVESTIMENTO DA BAGAGEIRA

IFA ROTORION

VEIO DE TRANSMISSÃO PRINCIPAL

FLEXITECH

TUBOS DO CIRCUITO DE TRAVAGEM

GRUPO ANTOLIN

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO AMBIENTE

CULTRARO

AMORTECEDORES DA TAMPA DA MALA

JOHNSON CONTROLS

SISTEMA HOMELINK

MAHLE

CAMISAS DOS CILINDROS

MARQUARDT

PAINEL DE CONTROLO MULTIFUNÇÕES

BORGWARNER

VELAS DE INCANDESCÊNCIA (3.0L DIESEL)

BEHR-HELLA THERMOCONTROL

UNIDADE AUXILIAR DE CONTROLO DE AQUECIMENTO

MERCEDES CLASSE S. QUEM FAZ O QUÊ?

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NIDEC MOTORS &


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Fornecedores. Os 30 maiores da Europa O Automotive News todos os anos apresenta o ranking dos principais fornecedores e a tendência é clara: menos fornecedores e contratos maiores. A Bosch mantém o primeiro lugar. TEXTO Cláudio Delicado

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a indústria automóvel há cada vez menos espaço para os pequenos fornecedores regionais. Os mega-fornecedores têm o poder económico para construir fábricas em qualquer lado, investir em pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo e compensar a recessão que se vive na Europa. Em 2019 as plataformas globais serão responsáveis por 74% do fornecimento de todos os veículos ligeiros do mundo, sendo que em 2012 essa percentagem já atingiu os 65%, de acordo com dados do IHS Automotive. Estes megafornecedores fazem parte do ranking dos 30 maiores fornecedores

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divulgados pelo Automotive News Europe. E vão desde a Robert Bosch, que se assume cada vez mais como o gigante dos gigantes, com 36,8 mil milhões de dólares em vendas em 2012. Ainda assim, a Continental, que ocupa o segundo posto, atingiu os 32,8 mil milhões de dólares, aproximando-se da Bosch, sem compararmos a diferença existente em 2011. Estes grandes fornecedores estão a ficar com a maior fatia dos contratos globais da indústria automóvel. Olhemos para o caso da Johnson Controls, o sexto fornecedor mundial com lucros de 22,5 mil milhões de dólares. A empresa vai fornecer painéis das portas e de consolas para o novo Mercedes Classe C sedan, que será lançado no próximo

ano, e vai fornecer globalmente as fábricas na Alemanha, Estados Unidos, Hungria, República Checa, México, China e África do Sul. O responsável da Johnson Controls, Beda Bolzenius, resumiu bem o tema: “há menos peixe, mas é muito maior”. A estratégia de compras da Ford é outro exemplo da tendência de ter menos contratos mas maiores com os grandes fornecedores. A marca norte-americana está a planear reduzir o número de fornecedores de 1260 (em dezembro) para 750. PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Quando se trata de pesquisa e desenvolvimento os fornecedores têm


uma maior vantagem face aos pequenos fornecedores. Um exemplo é a automação dos automóveis, que usa computadores, radares e outro tipo de sensores que guiam o carro automaticamente, para já, apenas em auto-estrada. Os especialistas garantem que esta tecnologia não vai ser comercializada antes de 2025, mas a Bosch e a Continental têm uma avultada verba para desenvolvimento desta tecnologia, incluindo protótipos que já circulam em estrada. Os grandes fornecedores tiram partido dos seus mega-orçamentos para se expandirem no maior mercado do mundo, a China. Fornecedores como a TRW estão a fazer grandes investimentos para ganhar quota de mercado. A empresa conseguiu lucros de 15% de lucros na China e abriu três fábricas em Shangai, Qingdao e Wuhan, atingindo as 20 fábricas na China. A GKN entrou no top 30 em 2012, chegando ao 27º lugar no top europeu dos fornecedores de primeiro equipamento. As vendas da GKN cresceram 41% em 2012 para 6,4 mil milhões de dólares, muito graças à compra, no final de 2011, do negócio de componentes para tração integral da Getrag. Outras subidas no ranking foram conseguidas pela Gestamp e pela Plastic Omnium.

TOP 30 FORNECEDORES EUROPEUS DE PRIMEIRO EQUIPAMENTO EM 2012 Ranking 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Empresa Robert Bosch GmbH Continental AG Faurecia Magna International Inc. ZF Friedrichshafen AG Johnson Controls Inc. BASF SE Valeo SA Delphi Automotive PLC TRW Automotive Holdings Corp. Lear Corp. Gestamp Automocion SA Magneti Marelli S.p.A. Benteler Automobiltechnik Gmb HELLA KGaA Hueck & Co. Denso Corp. BorgWarner Inc. Brose Fahrzeugteile GmbH Schaeffler AG Industrie Aisin Seiki Co. Mahle GmbH Behr GmbH Autoliv Inc. Plastic Omnium Co. Draexlmaier Group Eberspaecher Holding GmbH GKN PLC P.O. Hyundai Mobis Leoni AG Visteon Corp.

Total vendas na Europa 2012 (em milhões de dólares) 19,129 16,400 12,600 12,171 10,796 10,582 7,637 6,536 6,011 6,010 5,098 4,939 4,583 4,433 3,773 3,762 3,592 3,351 3,132 2,858 2,762 2,750 2,644 2,625 2,542 2,471 2,446 2,391 2,254 2,195

Total vendas na Europa 2011 (em milhões de dólares)

Total vendas globais 2012 (em milhões de dólares)

Total vendas globais 2011 (em milhões de dólares)

Ranking 2011

21,467 15,871 13,950 12,169 10,894 10,853 7,374 8,268 7,218 7,232 5,663 4,386 4,905 4,593 3,493 4,098 3,557 3,591 2,736 2,828 2,661 2,850 3,128 2,517 2,346 2,467 1,661 2,000 2,261 2,897

36,787 32,800 22,500 30,428 18,614 22,515 13,168 12,816 14,432 14,141 14,567 7,599 7,073 7,643 6,505 34,200 7,183 5,778 8,700 30,080 7,081 5,000 8,263 5,585 2,990 3,581 6,438 21,351 3,600 6,860

39,753 30,521 22,500 28,300 17,860 21,280 13,168 15,600 16,041 14,670 14,157 6,450 7,098 7,408 5,920 34,153 7,115 5,611 7,200 27,196 6,189 5,000 8,232 4,840 2,760 3,334 4,745 18,864 3,500 8,047

1 2 3 4 5 6 8 7 10 9 11 15 12 13 18 14 17 16 23 22 24 21 19 25 30 26 – – – 20


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Escovas. Limpeza total Brevemente chegará de novo a época das chuvas. Por isso, os retalhistas devem reforçar o seu stock de escovas, pois como produto sazonal que é, ter disponibilidade de stock é importante. TEXTO paulo homem

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ão é fácil obter dados quando se pretende analisar a evolução que tem existido no mercado das escovas limpa pará-brisas, tradicionalmente chamadas de escovas. Mesmo não se sabendo quantas escovas se comercializam em Portugal no aftermarket (existem operadores que falam em mais de um milhão outros que apontam para mais do dobro deste número), sabe-se contudo

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quais têm sido as tendências europeias na última década, motivadas pelo introdução das escovas como equipamento de origem de qualquer veículo automóvel. No ano 2000 cerca de 98% dos carros novos utilizavam as escovas tradicionais, isto é, com uma tecnologia que já tem mais de 50 anos (a normal estrutura em metal com articulações). Segundo um importante fornecedor de

primeiro equipamento e de aftermarket, em 2013, apenas 70% dos carros montam estas escovas tradicionais. Quer isto dizer que 30% dos carros que circulam na Europa, já utilizam as mais modernas escovas “Flat”. Trata-se de um tipo de escova que incrementa um pouco a facilidade de limpeza do pára-brisas, mas que permitem que o carro se torne mais aerodinâmico e visualmente mais

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agradável (contribuem para o design do veículo). “Novas” escovas As escovas sem articulação possuem uma série de importantes vantagens. As guias flexíveis garantem uma melhor limpeza do pára-brisas e, por isso, uma melhor visibilidade. Com estas escovas a distribuição da força é uniforme em todos os pontos do pára-brisas evitando o seu desgaste irregular, oferecendo ainda uma larga vida útil da escova. Como são mais aerodinâmicas, estas escovas contribuem para a redução do consumo de combustível. Mais recentemente apareceu no mercado o conceito de limpa pára-brisas híbrido. Estas escovas, associam o rendimento elevado que é reconhecido às escovas tradicionais ao estilo das escovas originais planas integradas. As escovas híbridas devem a sua designação ao facto do braço estar integrado na escova, ficando ambos completamente cobertos, proporcionando um perfil baixo e muito discreto.

Empresas e marcas Auto Delta Meyle Fimag Doga Lusilectra Denso Krautli Trico / SWF /Synkra TRW Lucas Leirilis HC Cargo / Bosch Bosch Bosch Onedrive Valeo / Champion / Rainy Day Valeo Valeo / SWF / PJ Marien Flennor Bilstein Group Blue Print Stand Asla Magneti Marelli / PJ / Motgum Federal-Mogul Champion / Rainy Day Master Sensor Heyner Davasa Tecauto A.Nascimento Duravision / Doga Hella Hella RPL Clima Qeep

“Novos” materiais Os materiais utilizados nas modernas escovas para veículos automóveis são cada vez mais exóticos e, tal como aconteceu na borracha dos pneus, também neste componente a borracha atualmente resiste a uma série de fatores que antes nem sequer eram contemplados quando se desenvolvia uma escova para primeiro equipamento ou para o aftermarket. Assim, na construção das escovas já é utilizada borracha natural comprimida, revestida a grafite, o que permite uma performance mais eficiente, mas também permite que a escova resista melhor à luz solar. Outros construtores utilizam borracha revestida de resina de fluoropolímero, que reduz a fricção e prolonga a vida útil da escova. Evolução da oferta Durante muitos anos, no retalho de peças, quem tivesse a necessidade de comprar escovas, teria que adquirir o par. Esta não era uma situação muito agradável para os retalhistas, que tinham que fazer stock do jogo completo de escovas, quando muitas vezes o cliente apenas precisava de uma escova. Logicamente que os fabricantes rapidamente se aperceberam dessa situação e, com a evolução tecnológica registada nas escovas, tendo agora aplicação universal, permitem que as mesmas sejam comercializadas em embalagem individual (o que até já era comum). A grande diferença é que, pelo facto de terem aplicação universal, reduziu-se substancialmente o número de referências.

ASSIM QUE CHEGAM AS PRIMEIRAS CHUVAS, O NEGÓCIO DAS ESCOVAS COMEÇA A MEXER, POR ISSO ESTÁ NA ALTURA DE COMEÇAR A FAZER STOCKS

Quer isto dizer, que os grossitas e retalhistas de peças com muito menos stock, conseguem uma cobertura de mercado muito maior, com todas as vantagens (nomeadamente em termos de custos) que lhes estão associadas. Novidades Não se pode dizer que o negócio das escovas seja muito ativo em matéria de novidades, embora seja um mercado muito dinâmico do ponto de vista da agressividade comercial. Solicitámos aos diferentes operadores de mercado (fabricantes, grossistas e alguns retalhistas) que marcas comercializavam e o que existe de mais recente em termos de produto, ficando evidente que não existem propriamente muitas novidades. A Krautli Portugal celebrou um acordo com a Trico para a distribuição dos seus programas de escovas limpa-vidros no mercado português, com o objetivo de disponibilizar soluções para todos os vários segmentos de mercado. O programa é constituído por 5 gamas, oferecendo assim uma solução global para o mercado. A Hella lançou novas escovas sem articulações no início deste ano. São 16 tipos de escovas com o nome de Dyna. As escovas Dyna contam com um multiadaptador, já pré-montado, oferecendo uma montagem muito fácil, pudendo utilizar-se em 98% do parque circulante.. A TRW Automotive disponibiliza as escovas Lucas. A gama Sigma, para aplicações em veículos japoneses é uma das mais recentes novidades, que apresenta como características um design de perfil reduzido e multi-curvatura, permitindo que a pressão seja distribuída uniformemente, reduzindo o ruído e as vibrações. No ano passado, a TRW Automotive Portugal lançou a gama de escovas traseiras Lucas T que é composta por 4 referências que cobrem as principais aplicações de 11”, 12”, 14” e 16”. A Leirilis, para além da gama Bosch, disponibiliza a marca HC Cargo. A gama Flexible de escovas limpa para-brisas da HC Cargo é caracterizada pela ausência de uma estrutura de metal ou suportes de plástico, sem articulações ou dobradiças, sendo a sua montagem rápida e fácil. Além disso, apresentam um design de tensão dual de molas de aço, que distribui a pressão uniformemente ao longo de todo o cumprimento da escova.

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Existem dezenas de marcas de escovas no mercado português, podendo optar-se por preço e/ou por qualidade. A agressibvidade comercial é grande ao nível das escovas

Em Portugal a Marein comercializa a marca Flennor. As escovas Mega e Giga estão equipadas com um sistema de adaptação inovador, que se adequa a quase todos os modelos de carros ligeiros. O cliente escolhe somente o comprimento das escovas. O adaptador universal da Flennor abrange no total 4 tipos de Toplock e Sidelock diferentes. A Blue Print lançou no mercado (já em 2012) uma nova gama de Escovas Limpa Parabrisas Híbridas, que associam o rendimento elevado das escovas tradicionais ao mesmo tempo que asseguram o estilo das escovas originais planas integradas. Esta gama de qualidade premium, está baseada em tecnologia e especificações OE, sendo fabricadas em borracha natural comprimida, revestida a grafite, para uma performance eficiente e uma melhor resistência à luz solar. A Valeo continua a apostar forte, em termos de divulgação, no indicador de desgaste das suas escovas. Trata-se de um indicador visual de desgaste, que funciona assim que se retira uma película autocolante do braço da escova. Assim, que esse indicador fique de cor amarela, o automobilista ou a oficina

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O futuro das escovas A Valeo, assim como outros fabricantes, deu um passo em frente e foi premiada por isso no Pace Awards de 2012, um prémio anual da revista “Automotive News” que distingue as empresas fabricantes de componentes, ao apresentar a VisioBlade. Esta escova limpa pára-brisas da Valeo utiliza orifícios e canais na película de borracha, através dos quais sai o fluido de lavagem, diretamente no caminho da escova. Uma das vantagens desta tecnologia é que a quantidade de líquido de lavagem para lavar o vidro é menor. Este sistema prevê também o aquecimento do fluido para situações de temperaturas baixas.

têm a indicação que a escova terá que ser substituída. A marca Meyle, comercializa pela Auto Delta, aumentou o seu programa de peças, com a introdução de uma linha de escovas planas. Esta linha de escovas tem uma cobertura de 90% do parque. As escovas podem ser encomendadas separadamente e estão disponíveis em intervalos de 25 milímetros, dos 300 aos 700 milímetros de comprimento. Para que as escovas sejam compatíveis com a grande maioria de braços limpa pára-brisas, cada embalagem contém vários adaptadores para diferentes veículos. A novidade na gama de escovas Magneti Marelli que o Stand Asla comercializa chama-se Naked. Esta nova gama da Magneti Marelli inclui 14 referências que permitem a substituição de escovas flat e standard, para ambos os lados (condutor e passageiro), assegurando ampla cobertura do parque automóvel. Assim, a marca possibilita uma resposta eficiente às exigências do mercado, através de um reduzido número de referências, conduzindo a stocks reduzidos e mais optimizados em termos de custos.

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Würth SRC. Sugerir, recomendar e... faturar Receção ativa ou na terminologia da Würth, Serviço de Receção a Clientes é, como o nome indica, um serviço que permite às oficinas dinamizar os seus serviços sempre que um cliente entra na oficina. TEXTO Paulo Homem

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epois do lançamento em outubro de 2012, a Würth tem vindo a dinamizar através de uma equipa comercial o Serviço de Receção a Cliente (SRC). Basicamente o SRC assenta num PC Touch Screen (não é um tablet) e um software próprio de dados de viaturas que está sempre a ser atualizado e permite a qualquer rececionista fazer uma rápida e interativa checklist a uma qualquer viatura que entre na sua oficina. Dessa forma, ao identificar serviços adicionais, que são automaticamente orçamentados nesta ferramenta, poderá a oficina negociar com o cliente mais intervenções no automóvel que não estavam previstas inicialmente.

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A TURBO OFICINA acompanhou a apresentação do SRC numa oficina, a Teorema Car (oficina Rino) em Sacavém, que foi recentemente inaugurada. Miguel Louro da WOW (empresa do universo Würth), promotor do SRC, foi o apresentador de serviço, enquanto Firmino Gomes, gerente da Teorema Car, foi o interessado recetor da informação, que potencialmente poderá investir na aquisição deste serviço. “O conceito deste serviço é potenciar ao máximo a receção do carro do cliente na oficina. Sabemos que em muitas oficinas o cliente deixa o carro e vem buscá-lo mais tarde, sem que exista qualquer pró-atividade da própria oficina face ao

cliente”, começa por afirmar Miguel Louro, explicando que com esta ferramenta “no final, após a receção do carro, sai um orçamento e uma folha de obra, com tudo aquilo que foi apresentado ao cliente para ser feito no carro”. Para o responsável pela dinamização do SRC, existem duas palavras-chave nesta ferramenta: sugerir e recomendar. “Com o SRC podemos sugerir ao cliente mais algumas intervenções, bem como outros serviços, assim como recomendar determinadas operações, em função das necessidades identificadas através da checklist, que foi feita juntamente com o cliente”. Para o caso de uma oficina em que

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Contactos Responsável João Reis Telefone 219 157 208 E.mail joao.reis@wurth.pt Website www.wurth.pt

exista também uma loja, com venda de determinados produtos e acessórios, os mesmos podem ser incluídos nesta fase de orçamentação na receção. Uma das questões colocada por Firmino Gomes é se o SRC é configurável em função dos serviços que Teorema Car oferece. “Claro que sim”, diz Miguel Louro, explicando que “o SRC tem uma base de trabalho comum, mas será configurável com os serviços que cada oficina oferece, bem como com o valor de mão-de-obra que ela pratica”. Entusiasmado com aquilo que lhe estava a ser apresentado, Firmino Gomes deixa sair um desabafo: “isto é meia venda. Até para a oficina é importante, pois torna-nos próativos para o cliente em função de alguns serviços que habitualmente não se fazem com tanta regularidade e que são muito importantes, como a mudança do filtro de habitáculo, a mudança do líquido de travões, entre outros”. Para além de uma vertente económica, o SRC tem também uma vertente de relacionamento com o cliente, diz Firmino Gomes explicando que “vem ao encontro de uma recomendação da Anecra, isto é, deve-se fazer uma checklist ao carro, com o cliente presente, para se evitar problemas futuros. Funciona como uma defesa para a oficina”. Uma das características do SRC é o facto de ser muito completo, pois não é uma mera folha A4. O SRC possui 6 módulos de análise (exterior, interior, motor, modo elevado,

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o sERVIÇO DE RECEÇÃO A CLIENTES É UMA FERRAMENTA MUITO ÚTIL NA DINAMIZAÇÃO DE OUTROS SERVIÇOS, QUE UMA OFICINA PODE DISPONIBILIZAR AOS CLIENTES parte inferior e bagageira). O próprio software dá sugestões sobre os serviços que podem ser efetuados pela oficina e que foram previamente definidos no SRC. Após cada checklist, que poderá demorar no máximo 15 a 20 minutos, o próprio software

permite ainda retirar ou adicionar alguns serviços orçamentados, tendo sempre uma estimativa do que o cliente vai pagar. O cliente fica com uma cópia, assina o documento que é retirado do SRC, “o que é muito importante”, diz Firmino Gomes, e esta mesma ficha fica guardada no SRC iniciando-se um histórico para aquela matrícula. “Quem dispõe do SRC permite transmitir ao cliente uma imagem de uma oficina moderna”, diz Miguel Louro, reforçando que “para além dos benefícios económicos diretos, esta solução permite que uma oficina se diferencie da concorrência, ao mesmo tempo que potencia a relação com o cliente”. O SRC permite também adicionar um módulo de diagnóstico, através de um snooper que permite fazer leitura de dados quer com o veículo parado quer em andamento. Os dados técnicos, bem como os planos de manutenção do SRC, são da Autodata. Refira-se ainda que a WOW (Würth Online World) disponibiliza todas as atualizações do SRC, via online, garantindo também o apoio técnico.

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6 REPARAÇÃO

Eletromecânica. Volantes bimassa

A evolução tecnológica dos motores está a fazer com que estes sejam cada vez mais pequenos tanto em cilindrada como em massa, ao mesmo tempo que se reduzem as rotações oferecendo, mesmo assim, maiores prestações. Isto pode resultar em maiores níveis de ruído e vibrações. Para reduzir estes efeitos e evitar que se transmitam à cadeia motriz – provocando oscilações ou ressonâncias -, existe uma solução para os veículos diesel: o volante bimassa..

TEXTO Alberto Blanco Jiménez

PARCERIA

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A

evolução no setor automóvel está neste momento focada em cumprir as normas ambientais. Para isso, os fabricantes de automóveis desenham motores mais pequenos, com menos cilindros – passando dos clássicos 4 para 3 - e maior potência a baixos regimes de rotação, para que, com uma condução eficiente, se consiga reduzir o consumo. É esta tecnologia que se designa por “downsizing”, termo referente à redução da cilindrada e da massa dos motores. Existe, no entanto, outra designação que adquire popularidade no mundo dos motores: “downspeeding”, ou redução da velocidade do motor, que permite que este funcione com maior lentidão (menos rotações), para também com isso reduzir o consumo de combustível. A tendência para utilizar motores mais potentes e com maior binário e menor consumo pode afetar o conforto de condução, incrementando o desconforto a bordo do veículo. Estes incómodos devem-se às vibrações giratórias na cambota e no volante de inércia por falta de continuidade na combustão, o que se traduz em ruídos e tremores da carroçaria, com perdas de conforto. A solução, nos veículos diesel, é o volante bimassa.

Embraiagem No sistema de transmissão a força gerada no motor é transmitida à caixa de velocidades por intermédio da embraiagem, que se encarrega de acoplar e desacoplar estes elementos. A embraiagem iguala a velocidade de rotação do motor com a velocidade da caixa de velocidades. Para isso é composta por um volante motor aparafusado à cambota, um disco de embraiagem (disco de fricção) com molas helicoidais, um prato de pressão aparafusado ao volante do motor e um rolamento de colar fixo ao diâmetro interior e às linguetas do diafragma. O conjunto formado pelo disco de embraiagem e prato de pressão separa e liga o motor e a transmissão, reduzindo ao mesmo tempo as variações de rotação da caixa de velocidades originadas pelo motor e permite filtrar e amortecer parte das vibrações não desejadas. Com este objetivo, o disco de embraiagem pode contar com um amortecedor de torção, que minimiza esforços de torção na cadeia cinemática, melhorando o conforto. Há modelos com diversos tipos de amortecimento, passando pelo disco de embraiagem rígido, para utilizar com o volante de inércia de dupla massa, ou o disco de embraiagem de compensação.

Volante bimassa O volante bimassa é mais um elemento da transmissão do veículo, encarregue de colocar em contacto a força gerada pelo motor com a embraiagem, passando-a pela caixa de velocidades. Este volante bimassa está entre o motor e a embraiagem. A sua missão é amortecer as vibrações procedentes do motor, evitando ressonâncias não doseadas e assegurando o conforto de marcha. Enquanto as embraiagens, através do disco de embraiagem, são capazes de filtrar e amortecer as vibrações torsionais não doseadas, não conseguem, ainda assim, absorver os impactos de maior potência, daí que se recorra ao volante bimassa. Tal como o nome indica, o volante está dividido em duas massas: o volante primário e o secundário. O primário está unido à cambota do motor com um movimento solidário com esta. O volante secundário gira de modo amortecido e em combinação com a embraiagem, transmitindo o binário de rotação modulado à caixa de velocidades. Um rolamento une estes dois volantes, permitindo a rotação das duas massas de inércia, assim como um ligeiro movimento de rotação entre ambos. No seu interior encontra-se um sistema de amortecimento por molas, semelhante a uma sanduíche. A sua montagem varia em função do fabricante – Luk, Sachs, Valeo… Luk No volante bimassa da Luk o sistema de amortecimento é composto por molas helicoidais que se encontram dispostas em semicírculo nuns alojamentos internos deslizantes na massa primária. Uma massa lubrificante especial reduz a fricção entre as molas e os elementos deslizantes garantindo uma boa condução. A transmissão do binário faz-se através da massa secundária do volante, por sua vez encaixada no final do curso das molas. Num volante bimassa a

Disco de embraiagem normal

O volante bimassa está entre o motor e a embraiagem, como intermediário entre ambos os elementos setembro 2013

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reparação

Conjunto de volante bimassa e disco de embraiagem

massa secundária pode rodar alguns graus sem esforços maiores em relação à primária, até ao ponto em que se inicia o efeito de tensão das molas. Alguns volantes bimassa incorporam uma peça com aspas firmemente unida ao volante secundário que serve para transmitir o binário de rotação do volante primário ao secundario, por intermédio de molas. Essas aspas estão montadas nos topos terminais das molas helicoidais do volante primário. Em funcionamento, com o movimento do volante primário, um extremo da mola apoia-se no topo do canal primário e o outro extremo da mola apoia-se a uma das aspas da peça ligada ao secundário, conseguindo assim o amortecimento das vibrações. Para obter um amortecimento suave no arranque e ao desligar o motor, é necessário ajustar a relação entre a fricção e o índice

Volante bimassa da Valeo

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A embraiagem iguala a velocidade de rotação do motor com a da caixa de velocidades


de elasticidades: quanto menos rígida for a mola, menos isola as vibrações. Sachs O volante bimassa planetário da Sachs distingue-se dos restantes por incluir um redutor planetário e um amortecedor torsional. As engrenagens planetárias aumentam o movimento de inércia da massa dinâmica. Também utiliza molas curtas, colocadas em círculo, em torno dos planetários de diferentes comprimentos e durezas, por sua vez guiados por patilhas de material plástico. Isto resulta num bom amortecimento das vibrações. Valeo No duplo volante amortecedor da Valeo um extremo das molas está unido ao volante primário e o outro ao secundário, facilitando um movimento de um volante em relação ao outro. Com isto se consegue um desacoplamento parcial do motor em relação à caixa de velocidades, evitando a transferência de vibrações provocadas pela rotação pulsante do motor. Com o binário do motor o volante primário tem uma décalage em relação ao volante secundário. Por causa deste movimento as caixas das molas estiram-se mas, internamente, as molas são comprimidas até ao ponto de

Volante bimassa da Sachs

equilíbrio (quando o contrabinário provocado pela compressão das molas iguala o binário do motor). O amortecimento que ocorre internamente limita as vibrações. A diferença do ângulo assumido pelo volante primário em relação ao secundário está ligada ao binário aplicado pelo motor. Vantagens As vantagens em utilizar um volante bimassa são várias: Contribui para a duração da embraiagem Aumenta o conforto de condução – pela supressão dos incómodos solavancos e vibrações

Desgasta menos os sincronismos da caixa de velocidades com melhores mudanças de velocidade Isola os ruídos Poupa combustível mediante os regimes de rotação dos motores cada vez mais baixos. Trata-se de um elemento que funciona de forma dinâmica, pelo que, ao longo da sua vida útil as peças sofrem desgaste. Um volante bimassa em mau estado pode provocar problemas de embraiagem, na cambota ou na caixa de velocidades. A solução é a substituição por outro e não por um rígido, já que este reduziria o conforto de condução, aumentaria os ruídos e vibrações do veículo (sobretudo a baixas rotações) e aumentaria a probabilidade de desgastes e roturas em componentes mecânicos como a cambota, a caixa de velocidades ou os apoios do motor (receberiam mais vibrações). A Valeo comercializa uma alternativa de substituição para volantes bimassa: o kit de 4 peças. Implica desmontar o volante bimassa e o kit de embraiagem original do veículo, substituindo-o por um volante maciço e um kit de embraiagem com molas no disco. Desta forma, retira-se o kit de amortecimento do volante bimassa e integra-se este no disco de embraiagem, graças à tecnologia denominada “tecnologia de


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reparação

Comparação entre um disco de embraiagem bimassa (esquerda) e um normal (direita)

amortecimento de grande curso”. Com este kit a Valeo assegura a filtragem das vibrações e ruídos, proporcionando um maior conforto de condução. Há que ter em conta que, quando se substitui um kit de embraiagem por desgaste, recomenda-se renovar ao mesmo tempo o volante bimassa. O sintoma caraterístico da falha de um volante bimassa são as vibrações, produzidas geralmente em baixo regime, entre as 800 e as 1800 rpm. Também são típicos os ruídos ao parar e ao arrancar o motor – sempre certificando-nos de que não se devem a

O mau estado do volante bimassa pode originar problemas de embraiagem, na cambota ou na caixa de velocidades.

Comparação do funcionamento de uma embraiagem convencional e de uma que utiliza volante bimassa Volante de inércia Conjunto de embraiagem

Motor

Caixa de velocidades Vibração do motor e da caixa com o motor ao ralenti

Volante primário Volante secundário

Volante bimassa

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Conjunto de embraiagem

Vibração produzida pelo motor Vibração produzida pela caixa

falhas do motor ou outro desequilíbrio mecânico. O principal problema está no diagnóstico porque, para lá chegar, é necessário desmontar a caixa de velocidades (com o consequente custo em mão-de-obra). Depois de desmontar o volante do motor, verificam-se folgas. A folga axial habitual é de 4 mm – de forma a evitar que os volantes se peguem, ou uma folga angular de 10 graus. Também se deve verificar se não houve perdas de massa lubrificante, se o prato de fricção está em bom estado (sem gretas ou estrias), se a superfície de fricção está gretada ou azulada, sintoma de que trabalhou com excesso de temperatura, caso em que será necessária a substituição. Também se deve verificar se todos os contrapesos de equilíbrio estão bem posicionados, bem fixos e se não há nenhum solto. Há que ter em conta que, em alguns volantes, substituem-se os contrapesos de equilíbrio. Como vemos, ao baixar o regime de rotação dos motores (downspeeding), conseguimos reduzir o consumo, mas corremos o risco de aumentar as vibrações. Se não existissem os volantes bimassa, estas vibrações seriam transmitidas ao resto do veículo, afetando o conforto.


Manutenção. Chevrolet Cruze É um dos familiares com melhor relação entre preço e equipamento e isso tem aberto portas em Portugal. Escolhemos o motor 1.7 VCDi de 130 CV para analisar os custos da manutenção programada.

PLANO DE MANUTENÇÃO PROGRAMADA Marca, Modelo e Versão Prazo/ Quilometragem Características Veículo

CHECRZ0037A: Chevrolet Cruze Sport 1.7 VCDi 130 LT 5p MY13 48/120000

Potência (cv)

130

Cilindrada (cc)

1686

EuroNCap CO2 117 Transmissão Manual Caixa de Velocidades

5 Velocidades

Carroçaria Berlina

Valor N.º Substituições

Revisões

802,18 €

Mão-de-Obra

198,00 €

[6]

Óleo

351,00 €

[4]

Capacidade do carter (litros)

5,4

Tipo de óleo Sintético Filtro de Óleo

55,00 €

[4]

Filtro de Ar

90,64 €

[2]

Filtro de Pólen

47,74 €

[2]

Filtro de Combustível

59,80 €

[2]

Velas

- €

[0]

Desgaste 1.628,58

PARCERIA

A

Chevrolet foi, paulatinamente, ganhando terreno no mercado europeu, com produtos que vão ao encontro do que os utilizadores precisam, nomeadamente com o pequeno Spark, o Aveo e mais recentemente o Cruze, o familiar da marca americana do Grupo GM. A aposta é clara num produto de qualidade, com uma relação vantajosa entre preço e equipamento. E será que na manutenção os valores também são uma vantagem? A maior fatia da despesa destina-se às peças de desgaste, com um total de 1628,58 euros. Olhando com atenção para todas as parcelas, a maior é a das pastilhas da frente (493,16€), num total de quatro unidades. Seguem-se os discos da frente (257,30€) e depois as pastilhas de trás: duas unidades custam 256,52€. As escovas limpas para brisas têm um custo de 243,80€ à frente (quatro unidades) e de 33,30€ atrás (duas unidades). Os pneus levam a segunda fatia das despesas, com uma soma de 1574,38€.

As 10 unidades de pneus 205/60R16H representam um custo de 1427,78€, a que é preciso somar 76,60€ das 10 equilibragens, os 45€ dos 3 alinhamentos de direção e os 25€ das 10 válvulas. As revisões representam 802,18€ dos custos da manutenção programada. O óleo sintético é responsável por uma fatia de 351€, sendo a capacidade do cárter de 5,4 litros. A mão-de obra custa 198€, num total de seis horas de trabalho. O total dos filtros têm um custo de 253,18€, divididos por: 90,64€ dos dois filtros de ar; 59,80€ dos dois filtros de combustível; 55€ dos quatro filtros de óleo; e 47,74€ dos dois filtros de pólen. No total, a manutenção programada (para 48 meses ou 120 mil quilómetros) do Chevrolet Cruze 1.7 VCDI, soma 4499,87€, o que representa 3,75 euros por cada 100 km percorridos, mais do que concorrentes como o Alfa Romeo Giulietta (3,15€/100 km), mas bem menos do que o Opel Astra (4,63€/100 km).

Escovas Limpa Para Brisas Frente

243,80 €

Escovas Limpa Para Brisas Tras

33,30 €

[2]

Pastilhas Frente

493,16 €

[4]

Pastilhas Tras

256,52 €

[2]

Discos Frente

257,30 €

[1]

Discos Tras

218,10 €

[1]

Liquido de Travão

26,40 €

[2]

Correia Distribuição

- €

[0]

Embraiagem

- €

[0]

Carga Ar Condicionado

100,00 €

[1]

Escape

- €

[0]

Bateria

- €

[0]

Amortecedor Frente

- €

[0]

Amortecedor Tras

- €

[0]

Bomba Agua

- €

[0]

Filtro Particulas

- €

[0]

Tarefas Extra

- €

Avarias

- €

Eléctricas

- €

Total

- €

Pneus

1.574,38 €

Pneus Frente

205/60R16H

Pneus Trás

205/60R16H

Pneus

1.427,78 €

Alinhamento de Direcção

45,00 €

[3]

Equilibragem

76,60 €

[10]

Válvula

25,00 €

[10]

Outros

494,73 €

IPO

27,00 €

Inflação

467,73 €

Ajustes

- €

Custos de Manutenção

Total

4.499,87 €

/100 kms

3,75 €

Combustível

- €

[10]

* Valores sem iva

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reparação

Análise. LEX 3: a nova geração de lixadeiras pneumáticas da Festool Com o lema “entre na Profit Zone”, a Festool automotive systems quer proporcionar à oficina as ferramentas que tornem mais rentável e eficaz o processo de lixagem. Como parte desta solução a Festool apresentou recentemente a nova geração de lixadeiras pneumáticas, LEX 3, que enfrentam grandes desafios, resultando mais leves, resistentes, eficazes, sem necessidade de lubrificação, com um menor consumo de ar, menor vibração e ruído… e realmente nota-se!

PARCERIA

TEXTO Pílar Santos Espí

G

rande parte do tempo de trabalho de pintura corresponde aos processos de lixagem, pelo que qualquer melhoria neste ponto pode influenciar em grande medida a produtividade da oficina. Às soluções que a Festool já tem para a melhoria dos processos de lixagem e acabamento são o processo de lixagem em quatro passos e a solução de acabamento 1500 junta-se agora a inovadora geração LEX 3 que combina novas lixadeiras, mangueiras e discos. As lixadoras excêntricas de ar comprimido

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LEX 3 estão disponíveis nas seguintes versões: com diâmetros de prato de 125 e 150 mm nas órbitas de 3 e 5 mm; com diâmetro do prato de 77 mm com órbita de 2,5 mm. As melhorias que se conseguiram nos novos modelos são: Ergonomia e maneabilidade: As lixadeiras de 150 mm têm um menor tamanho em altura e um menor peso, sendo 20% mais baixas e 23% mais leves que na geração anterior da LEX 2. Além disso, reduziu-se a vibração e o ruído, o que significa maior comodidade e maneabilidade, em benefício do operacional que nota a diferença desde o início. A redução da vibração é um dos aspetos mais evidentes quando se testa esta nova geração de lixadeiras e os braços e as mãos dos seus utilizadores agradecem, sobretudo em

processos mais longos de lixagem, evitando problemas de circulação (síndrome de mãos brancas). Poupança nos custos energéticos: Com a crescente importância da diminuição dos custos energéticos, nestes novos modelos a Festool conseguiu diminuir-se até 30% o consumo de ar comprimido. Motor sem lubrificação: Robusta e muito duradoura, com um motor que conseguiu aumentar de 10.000 para 12.000 movimentos por minuto em relação à LEX 2 e, apesar disso, não precisa de lubrificação, o que diminui os tempos de manutenção e evita posteriores problemas de contaminação do óleo na superfície a lixar. Juntamente com estas lixadoras, a Festool desenvolveu novos pratos e uma nova gama de mangueiras. A gama de mangueiras IAS 3 é composta por:

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IAS 3 Light. É uma “2 em 1”. Ar comprimido e extração de poeira numa só mangueira com saída de ar exterior. Permite uma redução do diâmetro da mangueira, sendo 20% menor do que a IAS 3 e IAS 2, o que a torna mais manejável e cómoda, ideal para grandes superfícies de lixagem e para uma lixagem na vertical ou em camadas. IAS 3. É uma “3 em 1”. Ar comprimido, extração de poeiras e saída de ar numa mesma mangueira, garantindo um trabalho de qualidade e sem problemas de contaminação do óleo. Em oficinas que possam ter problemas de contaminação no fornecimento de ar comprimido esta é mangueira ideal. Além de ser compatível com a LEX 3, esta mangueira é compatível também com a LEX 2 ou a plaina LRS. IAS 3-SD/DL. Mangueira de ar comprimido juntamente com adaptador SD, para ligar diretamente com a pequena mas robusta LEX 3 77. Esta lixadeira não só se pode usar no processo de acabamento mas pode também ser um grande aliado para as pequenas reparações, já que permite realizar todo o processo de repintura, desde a lixagem do betume, delimitando a zona de trabalho apenas ao imprescindível, sem necessidade de trabalhar áreas maiores. A utilização da lixadora LEX 3 77 juntamente com esta mangueira resulta muito cómoda graças ao

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pequeno diâmetro e flexibilidade. A Festool dispõe de um kit completo LEX 3 77 composto pela lixadora, mangueira DL, adaptador IASSD e interface de 77 mm. Prato FUSION-TEC Os novos pratos lixadores Fusion-Tec para as lixadoras LEX 3 150 caracterizam-se por uma longa durabilidade do velcro e das bordas exteriores, além de contar com o sistema Multi.Jetstream para um rápido transporte das poeiras. Estes pratos estão disponíveis

em diferentes durezas para se adaptarem aos processos de lixagem: extra-brando, brando e duro. Para a lixadora LEX 3 77 o sistema conta com um prato brando. Esta nova geração de LEX 3 pode ajudar muito a conseguir trabalhos de lixagem de alta qualidade, com melhorias que serão notáveis no que diz respeito ao trabalho do pintor assim como à garantia de um ótima processo de lixagem. Saiba mais em www.festool.com

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Alves Bandeira. Forte aposta em premium e budget O último ano foi de grandes mudanças no Grupo Alves Bandeira. As novíssimas e funcionais instalações da empresa, na Mealhada, permitem uma nova dinâmica aos diversos negócios da mesma, nomeadamente na área dos pneus. TEXTO PAULO HOMEM

Contactos Responsável Paulo Henrique Santos Telefone 231 244 200 E.mail psantos@a-bandeira.pt Website www.alvesbandeira.pt

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Q

uem passa pela Zona Industrial da Pedrulha, às portas da Mealhada, não pode deixar de ficar impressionado com os 9.000 m2 das novas instalações do Grupo Alves Bandeira. Dos 6.000 m2 de armazém a quase totalidade corresponde ao negócio grossista de pneus, que conheceu uma nova dinâmica empresarial dentro do Grupo Alves Bandeira, como nos explicou Paulo Henrique Santos, responsável comercial pelo negócio dos pneus, frisando que têm agora “um armazém com todas as condições para poder trabalhar de uma forma ainda mais profissional”. Se tradicionalmente a Alves Bandeira sempre foi muito forte no segmento budget ao nível dos pneus, onde representa atualmente diversas marcas, com destaque para a Maxtrek, Zeetex, Hercules e Torque, por certo que “os nossos clientes notaram nos últimos seis meses uma estratégia de produto completamente diferente, já que a nossa capacidade de oferta no segmento premium é quatro vezes superior ao que tínhamos antes. Ao nível de preço neste segmento também passámos a ser muito mais competitivos” revela Paulo Henrique Santos. A razão para esta inversão estratégica deve-se aos acordos que a Alves Bandeira firmou com a Goodyear / Dunlop no início de 2013, mas também em Fevereiro com a Continental (já com uma grande expressão de vendas na exportação), estando neste momento a fechar um acordo com a Michelin, que assim se junta à Pirelli. “Vamos continuar a potenciar ao máximo as nossas representações no segmento Budget, mas o nosso objetivo tem sido claramente apostar no segmento premium”, refere Paulo Henrique Santos, explicando que “tem sido um trabalho muito intenso, pois os clientes não nos procuravam no segmento premium”. Desta forma a Alves Bandeira tem forçado

muito a comunicação para os clientes de que está fortemente presente no segmento premium, tendo dinamizado não só uma série de campanhas comercialmente muito atrativas, como diversificou muito o leque de medidas nas marcas deste segmento. “Temos mesmo apostado em medidas que não têm tanta rotação, mas que acabam por se vender muito bem, pela simples razão de que as temos em stock, e isso é também muito importante para nós e para os nossos clientes”, ressalva o mesmo responsável, adiantando “que existe uma aposta nítida da nossa parte na disponibilidade de produto. Queremos ser reconhecidos como tal e isso obriga-nos a ter uma grande disponibilidade de medidas e de stock”. Com a estratégia em produtos premium, a Alves Bandeira pretende compensar no mercado interno a previsível quebra da atividade global nos pneus, aproveitando igualmente outras oportunidades, como é o caso de cada vez existirem mais oficinas

Quality em queda livre Com a forte aposta da Alves Bandeira em budget e em premium, que aliás segue claramente a tendência que se verifica no mercado, onde o pneu quality tem perdido muito terreno, Paulo Henrique Santos é de opinião “que no segmento budget, onde existem sub-segmentos com diferenças de qualidade entre si, alguns produtos atingiram performances muito semelhantes e até melhores face aos pneus quality, mas com preços muito mais atrativos”. Também por esta razão se compreende a estratégia da Alves da Bandeira.

de mecânica a fazerem pneus, mas acima de tudo a internacionalização. Através da Alves Bandeira Internacional, FZE (que tem estando presente em diversos certames internacionais como expositor), existe também uma forte canalização de pneus para diversos mercados internacionais, das marcas budget mas também Continental, Mabor e Barum (estás duas últimas a empresa não as vende em Portugal), existindo também parcerias com outras empresas noutros mercados internacionais. “A internacionalização permite-nos negociar outros volumes, que nos trazem também vantagens para o negócio dos pneus em Portugal”, refere Paulo Henrique Santos. Website Neste momento a Alves Bandeira está a trabalhar no seu website B2B, dotando-o de outras funcionalidades, permitindo que o cliente opte sempre pela melhor forma de adquirir pneus, quer seja pelo preço, pela marca ou até pela forma logística escolhida, operacionalizando ainda mais a sua funcionalidade. “Continua a ser uma ferramenta importantíssima no nosso negócio. Representa cerca de 67% de encomendas realizadas, uma percentagem que se tem mantido estável” revela Paulo Henrique Santos. De qualquer forma, a Alves Bandeira não deixou de potenciar ao máximo a relação com o cliente, continuando a apostar bastante na sua equipa comercial, até porque “existem 30 ou 40 bons clientes que só compram mesmo quando o comercial os visita”. Refira-se, para terminar, que com as novas instalações e a nova estratégia de produto (outras novidades estão a ser estudadas) e de stock, a Alves Bandeira passou dos 30.000 para os 55.000 pneus em armazém.

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pneus

José Aniceto & Irmão, Lda. Consolidar posição A S. José - Logística de Pneus é uma das empresas da José Aniceto & Irmão, Lda, que se dedica à revenda de pneus. Os últimos anos comprovam o acerto estratégico da empresa neste negócio. TEXTO PAULO HOMEM

O

s cerca de 8.000 m2 de armazém que a S. José - Logística de Pneus dispõe em Portugal revelam bem a dimensão e importância deste grossista de pneus. Os pneus ligeiros, comerciais e 4x4 representam mais de metade das vendas da empresa, apesar do significativo aumento da importância dos pneus agrícolas da BKT nos últimos anos, marca que a S. José - Logística de Pneus representa para Portugal e Espanha e que tem funcionado como âncora do negócio desta empresa nestes mercados. “Temos uma forte implementação no mercado ao nível dos pneus ligeiros, que vem de uma estratégia já com muitos anos que temos

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vindo a consolidar, em que apostámos numa grande diversidade de marcas e de dimensões”, refere Luís Aniceto, gerente da empresa, acrescentando que “quando o mercado pensa em dimensões esquisitas, é para pensar na S. José. Queremos continuar a apostar em medidas de menor rotação em ligeiros, SUV, 4x4 e comerciais. A casa dos pneus já sabe que apresentamos sempre a maior diversidade de oferta e por isso dificilmente não teremos resposta para lhe dar”. Foi precisamente esta política de produto que trouxe sempre bons resultados para a empresa, mas houve outras estratégias de que os responsáveis da S. José - Logística de

Pneus se orgulham. “Fomos provavelmente a primeira empresa em Portugal a implementar o conceito multimarcas na revenda. Sempre optámos por ter marcas Premium, Quality e Budget na nossa gama de produtos desde sempre, quando outras tinham uma oferta de

Contactos Responsável Luís Aniceto / José Aniceto Telefone 231 419 290 E.mail geral@sjosepneus.com Website www.sjosepneus.com

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praticamente uma a duas marcas”, revela Luís Aniceto. Para além da oferta em Premium, com as marcas tradicionais, a S. José - Logística de Pneus tem reforçado muito a aposta na marca Semperit e Kleber em Quality, enquanto ao nível de Budget tem uma forte disponibilidade em marca europeias (Mabor e Rinken), tendo ainda a marca Goodride (produzida pela fábrica que produz mais pneus na China) do qual a empresa é importadora oficial para Portugal. “Nunca fomos atrás do preço. Apostamos em pneus que nos dão garantias de qualidade, até porque a nossa experiência na recauchutagem nos torna muito sensíveis para esse fator”, assegura José Aniceto, também gerente da empresa. Não é por isso vulgar ver rotação de marcas na S. José - Logística de Pneus, afirmando os seus responsáveis que a dispersão para muitas marcas também não é positivo. Porém, a questão para José Aniceto é que a empresa já oferece “um grande leque de marcas por medida, mesmo em medidas pouco vulgares”. Com mais de 3.000 m2 de stock (em altura) para pneus ligeiros, um dos investimentos que a empresa irá fazer vai ser no segmento Budget. “Tendo em conta que o segmento Quality está a descer, vamos investir bastante no segmento Budget, reforçando a importância do mesmo dentro da nossa oferta, isto numa altura em que estamos a crescer nas vendas de pneus Premium” reforça Luís Aniceto.

Saber a quem vender Face às enormes contingências de mercado, motivadas pela crise económica, para José Aniceto o mais importante neste momento é “saber a quem vamos vender”, uma ideia que até já não é nova na empresa que há vários anos coloca muito rigor na concessão de crédito aos clientes. Para José Aniceto o “que for mais rápido a entregar e tiver melhor preço é aquele que vai vender. É isto que está a acontecer cada vez mais no mercado”. Tal como acontece no mercado, também na S. José - Logística de Pneus, começa a existir uma predominância nos segmentos Premium e Budget, estando em queda o segmento Quality, devido à sua proximidade em qualidade e preço com o segmento Budget. Refira-se ainda que a presença da empresa de Cantanhede em Espanha com a marca BKT, nomeadamente onde faz distribuição direta (Castela e Leão e também Galiza), tem ainda potenciado vendas de pneus ligeiros naquele país. Como tal, Luís Aniceto diz: “As nossas vendas em pneus ligeiros têm vindo a subir, mas não vamos à procura disso. O nosso crescimento tem sido orgânico. Sabemos que consolidando a nossa posição conseguimos crescer organicamente e isso para nós é que é importante”. Importante tem sido também, no entender de José Aniceto, o trabalho que tem sido feito

com os clientes no sentido de lhes aconselhar a comprar “aquilo que eles precisam, mais do que ir atrás de campanhas e de prazos de pagamento que muitas vezes lhes trazem dificuldades acrescidas. Não procuramos forçar vendas, pois está inerente um risco muito elevado. O importante, neste momento, é mesmo saber a quem vender”.

Cada vez mais oficinas Num mercado maduro, em que têm fechado cada vez mais casas de pneus e a abertura de novas é residual, os responsáveis da S. José - Logística de Pneus admitem alguma diversificação dos clientes para outros setores. “Tendo a nossa empresa atingindo um elevado número de clientes especialistas em pneus, de momento todos os novos clientes que surgem estão ligados ao setor das oficinas de mecânica, como forma de diversificar serviços”, refere Luís Aniceto, acrescentando que “isso é uma tendência natural”. Porém, para José Aniceto, o conceito “casa de pneus” nunca irá acabar. “Isso nunca vai acontecer pelo menos a mais de 50% do mercado. Já há mais de 10 anos que se fala nisso, mas o mercado não evoluiu assim tanto dos pneus para os serviços. Como pode um especialista de pneus ganhar dinheiro naquilo que não domina tão bem, que são os serviços de mecânica, e perder dinheiro naquilo que domina, como é o caso dos pneus? Acho isto um contrasenso”.

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Pneus Oceano. Tudo num só espaço Nasceu em Coimbra um novo conceito multiserviço na área automóvel, que integra numa única área uma casa de pneus, uma oficina auto e um especialista em vidro auto. TEXTO PAULO HOMEM

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proveitando um enorme armazém, que tinha sido originalmente construído para venda ou aluguer, perto da saída da A1 em Taveiro (Coimbra), nasceu um novo conceito multiserviço, baseado numa nova ideia de negócio na área da reparação e manutenção automóvel. Quem conhece Nuno Sousa, um jovem empresário da região, que já leva 19 anos no negócio dos pneus, não fica muito admirado quando olha para as estrondosas instalações da Pneus Oceano. Muito ativo e dinâmico, Nuno Sousa é um comercial nato, muito atento a tudo o que o rodeia e com uma capacidade de decisão invulgar. Foi precisamente assim que nasceu (nesta caso renasceu) a Pneus Oceano em

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apenas um mês e meio, que marca o regresso de Nuno Sousa ao retalho de pneus seis anos depois (curiosamente as antigas instalações ficam mesmo ao lado das atuais) de ter saído desta área para se dedicar à revenda. “De facto o investimento não foi grande, pois já dispunha dos armazéns o que facilita bastante no momento em que se pensa arrancar com um negócio. Contudo, considero que é nestas alturas de maior aperto da economia que se ganha dinheiro” diz Nuno Sousa quando lhe perguntamos qual a razão de se lançar num investimento tão grande numa altura de crise. Três em um Segundo o mesmo responsável, tudo se precipitou quando um conjunto de exfuncionários lhe pediu para regressar ao retalho


de pneus, ao que Nuno Sousa respondeu com… três oficinas. O empresário convidou outros empresários de outros ramos do setor automóvel, para ocuparem (com rendas muito competitivas) dois dos três espaços disponíveis, conseguindo dessa forma juntar na mesma área uma casa de pneus, uma oficina e um especialista em vidro. Assim, apesar de ser um único pavilhão, o mesmo dispõe de três espaços diferenciados onde funciona a Pneus Oceano, uma Newcar / VPelículas e ainda a Linhexclusiva. “Neste espaço o cliente pode fazer todo o tipo de serviços. Desde mudar pneus, até uma troca de um vidro ou a uma limpeza automóvel, passando também por uma intervenção mecânica. Num futuro próximo, queremos ainda adicionar um oficina de chapa e pintura, o que nos permitirá fechar totalmente o ciclo de serviços na área automóvel, beneficiando ainda do facto de estarmos muito próximos de um centro de inspeções”, refere Nuno Sousa. Negócios complementares Sendo o proprietário de todo o espaço, Nuno Sousa apenas gere o negócio do retalho de pneus, ficando a gestão das outras duas empresas a cargo dos seus responsáveis (Cláudio Tenreiro e André Marante na Newcar; José Casais e Marcos Borges na Linhexclusiva). “Já trabalho com eles há vários anos e tenho

Contactos Responsável Nuno Sousa Telefone 239 984 327 E.mail pneusoceano@sapo.pt Website n.d.

total confiança no trabalho que eles podem desenvolver. Estamos todos bastante satisfeitos com a forma como vamos funcionar” revela Nuno Sousa, que recusa a ideia de este negócio se assemelhar à nova distribuição (até porque não existe loja), argumentando que “aqui temos na mesma todos os serviços automóveis, mas cada um no seu espaço e com excelentes condições para os desenvolver. O cliente beneficia de serviços independentes mas numa área comum”. Com uma área total de 4.000 m2, cerca de 1.550 m2 são ocupados pelos três espaços oficinais, destaca-se ainda a aposta que foi feita na qualidade dos equipamentos. Na Pneus Oceano existem os mais modernos equipamentos da John Bean, enquanto na Newcar dispõe de um espaço operacional com zonas de trabalho com excelentes condições. Na oficina Linhexclusiva, também ela muito bem equipada, destaca-se a sua especialização em BMW e Mini, o que se compreende quando um dos sócios foi chefe de oficina na marca alemã. No evento de inauguração da oficina, para além da magnífica exposição automóvel dentro de cada uma das oficinas, estiveram centenas de convidados com a presença de clientes, fornecedores e até concorrentes, que assim testemunharam a confiança que Nuno Sousa coloca neste projeto.

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Pneus União. Dos pneus para os serviços Depois de ter aderido à rede KeyPoint da Pirelli há dois anos, a mais antiga casa de pneus do Montijo decidiu agora também integrar uma nova rede de serviços para automóveis, a TopCar. TEXTO PAULO HOMEM

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ão já quase 20 anos que o empresário Paulo Campos leva no negócio dos pneus. Para além das duas casas que possui atualmente no Montijo (uma delas com imagem KeyPoint), o responsável da Pneus União, esteve durante muito anos ligado à Pneuport (uma conhecida central de compra de pneus), sendo mesmo um dos seus principais impulsionadores. Porém, naquela que é a mais antiga casa de pneus do Montijo, que tinha imagem Pneuport, aparece agora com uma nova imagem, fruto da parceria que estabeleceu com a TopCar. Na verdade Paulo Campos não decidiu abandonar os pneus nem a Pneuport, mas como os tempos não estão nada fáceis para quem trabalha unicamente pneus, um dos postos da Pneus União passou a ser uma oficina de mecânica para automóveis.

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Ao efetuar uma parceria com a TopCar, beneficiando dessa forma de todo apoio e suporte que este rede garante, Paulo Campos reconhece: “Acho que este é o caminho a seguir para uma empresa como a nossa. Não queremos apenas brincar aos automóveis fazendo apenas serviços rápidos. Somos uma alternativa às oficinas de marca”. Depois de analisado o mercado local, no qual segundo Paulo Campos não existem muitas oficinas independentes que se posicionem como uma alternativa às oficinas de marca, o mesmo responsável estudou diversas opções de rede, optando pela TopCar. “É uma parceria que nos dá todas as garantias de sucesso. Aliás, os quatro pilares em que se sustenta o conceito TopCar, formação, informação, imagem e marketing, são também bandeiras da Pneus União”, refere Paulo Campos. Diga-se que a Pneus União já é uma empresa certificada (Sistema de Gestão de Qualidade)

pela TUV, desenvolvendo também há vários anos ferramentas de CRM, como uma aposta forte na formação profissional dos seus empregados, como forma de se diferenciar pela qualidade do serviço. Um dos próximos passos da Pneus União será também efetuar o serviço de colisão, que de momento é feito através de parceiros externos. Refira-se que com a entrada da Pneus União na rede TopCar, neste momento são já mais de 40 o número de oficinas que passaram a integrar este rede a nível nacional.

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O opinião

A responsabilidade pelas dívidas do casal Em tempos de crise, são comuns os casos em que a reparação ou manutenção automóvel acaba por gerar uma dívida por parte do dono do automóvel que, pese embora não pague o serviço que lhe foi prestado acaba, ainda assim, por levantar o carro da oficina. Nestas circunstâncias importa saber se, sendo o devedor casado, se a responsabilidade pelo pagamento da dívida se transmite ao cônjuge do devedor ou não. miguel ramos ascenção advogado

S Todos os meses abordaremos neste espaço assuntos de natureza jurídica que julgamos relevantes para a atividade da reparação e manutenção. Se tiver dúvidas ou situações específicas, por favor envie-nos um email para: oficina@turbo.pt indicando que se trata de um pedido de esclarecimento de natureza jurídica.

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e nenhuma dúvida existe nos casos em que o serviço é contratado por ambos os cônjuges, circunstância em que a dívida que resulta do serviço de reparação ou manutenção é claramente uma dívida comum do casal, já nem sempre é tão evidente se será uma dívida comum do casal, aquela que resulta da adjudicação de um serviço de reparação por apenas um dos cônjuges. A regra geral quanto à contração de dívidas, é que qualquer cônjuge pode contrair dívidas sem o consentimento do outro (artigo 1690.º nº 1 do Código Civil). Serão entendidas como dívidas comuns do casal, além das contraídas por ambos os cônjuges, as que, tendo sido contraídas por apenas um dos cônjuges, visavam o interesse comum do casal. Ou seja, e no caso em concreto das reparações automóveis,

sempre que o serviço contratado tenha por objeto a reparação de um automóvel que pertença ao casal ou que a este sirva e do qual o casal retire proveito comum, então a dívida será comum, nos termos do artigo 1691.º, nº 3 do Código Civil. Terá de se ter em conta nestes casos que não basta ao credor invocar o proveito comum do casal no facto que origina a dívida, terá de o alegar e provar sob pena de eventual ação judicial vir a ser julgada improcedente. Por estas dívidas respondem os bens comuns do casal ou, na falta ou insuficiência destes, os bens próprios de qualquer dos cônjuges, nos termos do artigo 1695.º do Código Civil. Neste casos, pretendendo-se ir contra os bens comuns do casal e, subsidiariamente contra os bens próprios de qualquer dos cônjuges, e à cautela, deve a ação de cobrança ser interposta contra ambos os cônjuges.

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Turbo Oficina 016  

A Turbo Oficina deste mês dá destaque a um dossier de Tintas para repintura automóvel. O protagonista deste mês é Mário Garrido, CEO da Auda...

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