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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

www.revistatudobem.com

edição 02 - baianidade

entrevista BERTRAND DUARTE, EDGARD NAVARRO e o novo cinema baiano BEM MAIS:

arte - arquitetura - moda


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bem baiana

A TudoBem é uma revista criada na Bahia, produzida na Bahia, impressa na Bahia, que fala de coisas da Bahia.

quem faz

Nossa ideia não é falar só sobre os baianos que já são reconhecidos no Brasil, mas falar dos baianos que ainda serão aplaudidos pelo mundo. Tudo bem é olhar pra frente. editor responsável Marcelo Sant’Ana DRT 2466 conselho editorial Márcio Sant’Ana Jorge Novaes projeto gráfico Muito Comunicação distribuição WellPark

Foi pensando no futuro que com apenas 3 edições nós já somos a revista que mais cresceu na Bahia em 2009. Literalmente. Aumentamos nosso formato de 10x15 para 12x16,5 cm. Para que a gente continue crescendo, contamos com você. Leia a revista, veja o site, siga no Twitter, participe.

publicidade Aura Bahia impressão GRASB - Gráfica Santa Bárbara fale com a gente contato@revistatudobem.com twitter.com/revistatudobem 71 3311.0101

colaboradores Alex de Oliveira / Amanda Aouad / Ana Paula Sant’Ana / Ari Cabral / Augusto de Lima / Caio Farias / Caio Silveira / César Silveira / Derluzia Caires / Élcio Carriço / Fabio Lopes / Isac Stern / Rangel Santana / Reginalvo Gama

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Você encontra a TudoBem nos estacionamentos WellPark. Pegue a sua. A revista TudoBem também está na internet: www.revistatudobem.com Empresarial

Médico

Turista

Torre do Parque (Itaigara) Golden Plaza (Itaigara) Fiesta Convention (Itaigara) Redenção (Tancredo Neves) Costa Andrade (Tancredo Neves) Centro de Convenções (Stiep) Emp. Costa Azul/Elite Comercial (Stiep) TK Tower (Stiep) OAB (Nazaré) Atlantis Multiempresarial (Itaigara) Itaigara Memorial (Itaigara) Linus Pauling (Itaigara) Professor Fernando Filgueiras (Garibaldi) Odonto-Médico (Itaigara) Hospital da Bahia (Magalhães Neto) Aeroporto Pelourinho Blue Tree Tower (Rio Vermelho) Ibis/Mercure (Rio Vermelho)

Cultural Gastronômico Popular Lazer Banco

Acadêmico

Teatro Castro Alves (Bradesco Garcia) Teatro Jorge Amado (Itaú Pituba) Porto Gourmet (Contorno) Salvador Dali (Rio Vermelho) Cheiro de Pizza (Rio Vermelho e Pituba) São Joaquim São Raimundo (Barris) STS (Nazaré) Rio Vermelho (Próximo à Villa Forma) Real (Iguatemi/Pituba/ACM) Citibank (Tancredo Neves) Bradesco (Canela/Pituba/Calçada/Barão) HSBC (Mercês) Itaú (Mercês) Unifacs Stiep (Pós-Graduação) Unijorge Stiep (Pós-Graduação)

Saiba mais: www.wellpark.com.br tudobem

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06. salvador :: a cidade não pára, a cidade só cresce 08. de tudo :: oásis de segurança para quem pode pagar 10. entrevista :: Bertrand Duarte e Edgard Navarro, juntos de novo 14. fome de quê? :: papo de buteco, por Carlos Sarno 16. moda :: èpa bàbá! Oxalá está na moda 20. titular :: os jovens técnicos de futebol 22. arquitetura :: antes e depois por Márcia Meccia 26. por msn :: Dedé, na Sala de Arte e na capa da TudoBem 28. dicas :: o que é tudo bem pra você? 30. opinião :: o mundo está voltando a sorrir

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bem na foto por Alex de Oliveira

bem mais em flickr.com/photos/alexgabiru 5

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cidade baixa em alta

As fotos do acervo do fotógrafo e pesquisador Claude Santos é um bom aperitivo para quem quer conhecer as novidades de uma das regiões mais antigas de Salvador.

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“O bairro ainda guarda alguns cheiros que só quem já morou aqui reconhece.” Rex, morador do Bonfim Famoso pela sagrada colina e pela secular lavagem, o Bonfim é apenas um dos muitos bairros que compõem a cidade baixa.

Do glamour da Contorno à tradição da Ribeira, você pode dar uma volta no mundo da gastronomia baiana.

Tem restaurante chique, boteco popular, sorveteria, caranguejo, de tudo. Rex, designer e baterista da banda Retrofoguetes, mora no Bonfim desde que nasceu. Para ele, “o bairro é muito musical, foi aqui que conheci Armandinho e a família Macedo, os percussionistas Rudson Daniel (Banda Eva), Orlandinho (Caetano, Marisa Monte), Leonardo Costa (Ana Carolina), Joe (da banda de Pitty), meu irmão Morotó Slim (com quem toco há vinte anos), e muitos outros”. O visual também é um manjar para os olhos, porque tão bonito quanto ver o pôr do sol no Humaitá, é passear no trem do subúrbio. Beleza, tradição, festa, menor

custo de vida e mais tranquilidade, são algumas das razões que estão fazendo muita gente mudar de cidade, da alta para a baixa.

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É o caso do casal José Carlos Jr e Mayla Assis, antigos moradores do Itaigara. “No Bonfim parece que a gente está no interior, mas está na capital”, diz Mayla, administradora. José Carlos, analista de sistemas, analisou os prós e contras e aprovou: “em que outro lugar de Salvador eu ainda posso ir à pé para a praia?”.

Pelo menos para essa tendência o poder público está atento, pois Estado e Prefeitura se uniram no Projeto de Revitalização do Comércio, que com a chegada do hotel Hilton deve realmente começar. Recentemente, a prefeitura também decretou a utilidade pública dos imóveis da orla da Baía de Todos os Santos, na península de Itapagipe. O que será feito está gerando muita especulação, já que o projeto ainda não foi apresentado. Polêmicas à parte, o fato é que a cidade baixa está na moda e vem despertando interesse de muita gente, do setor imobiliário ao turístico. É como afirma Rex: se a cidade baixa está em alta, eu estou dentro.


DE TUDO

Victor Mascarenhas é escritor, roteirista e publicitário. É autor de “Cafeína”(um dos livros vencedores do Prêmio Braskem de Literatura 2007), sócio da Terravista Comunicação e também escreve no blog Campo Minado. bem mais em :: blogcampominado.blogspot.com

Paraísos artificiais Um fenômeno vem se repetindo nas caóticas metrópoles brasileiras: a fabricação de oásis de segurança e civilidade para quem pode pagar. É a privatização da qualidade de vida em comunidade, em megacondomínios cercados e com jeitão de cidade cenográfica. Esses condomínios são a cara da nossa classe média. Uma classe média que fica indignada com a corrupção do governo, mas que não hesita em molhar a mão do guarda ou usar carteira de estudante falsa. É a turma que fica revoltada com a violência só quando morre alguém da sua classe social ou que aos 20 e poucos anos já desistiu de tudo para tentar passar num concurso público que garanta um emprego vitalício. Outro dia vi um comercial com depoimentos de felizes futuros moradores de um desses paraísos artificiais. Uma simpática senhora

que dizia algo como “Aqui tem tudo que a gente precisa, não vamos sair do condomínio pra nada”. Imagine, caro leitor, que chegamos ao ponto disso ser motivo de felicidade! Alguém raspar o tacho das suas economias, fazer um financiamento de 200 anos e ainda ficar feliz por viver trancada num condomínio, numa espécie de cárcere privado compulsório.

O futuro é sombrio nas megacidades brasileiras. Carros em

profusão, violência desenfreada, concentração de renda cristalizada, calor insuportável, gente morrendo de doenças extintas no mundo civilizado, como a dengue e a meningite, e uma classe média achacada por uma carga tributária indecente, vivendo trancada nesses tais condomínios e mais preocupada em quem vai ser o síndico do que em descobrir algum caminho que nos tire dessa encruzilhada. Mas um movimento político pode estar nascendo sob esse caótico tecido social. É o movimento condominial, de onde emergirão lideranças como dona Terezinha do 804, seu Armando do 210 ou dona Carminha do 902, que usarão a sua experiência na administração de prédios para fazer nascer o

PC, Partido dos Condôminos, que contará com o apoio de diversos movimentos sociais como os semespaço gourmet, os sem-sauna e os sem-brinquedoteca. As reuniões

ministeriais serão realizadas no salão de festas do Palácio do Planalto e os ministros serão convocados por um aviso colado no elevador, onde todos saberão a pauta a ser discutida e, caso sobre tempo, ainda pode-se discutir “o que ocorrer”, como manda a cartilha de toda boa reunião de condomínio. Quem viver verá! A revolução está a caminho! tudobem

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acorda, humanidade!

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A frase acima é do filme “SuperOutro”, de 1989. Vinte anos depois, o ator Bertrand Duarte e o diretor Edgard Navarro filmaram “O Homem Que Não Dormia”. Será que o cinema baiano está acordando?

Bertrand e Edgard contam que a filmagem de OHQND foi um momento muito mágico, onde tudo correu conforme o cronograma, mostrando que o cinema baiano está cada vez mais profissional. tudobem

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SuperOutro, filme de Edgard Navarro, com Bertrand Duarte no papel principal, marcou época e entrou para história do cinema baiano. Vinte anos depois, diretor e ator se reencontram no filme “O Homem Que Não Dormia”. Coube a Amanda Aouad (cinepipocacult.blogspot.com) trazer o bate-papo para a TudoBem. SuperOutro continua sendo o grande marco na vida de vocês, a que atribuem isso? Edgard Navarro - SuperOutro é a entrega com uma confiança absoluta de um ator que não sabia bem do que se tratava, porque você pode até gostar de um roteiro, mas não sabe o que é que vai dar aquilo. Então, foi essa entrega responsável pelo sucesso do filme, porque ele se apoiou basicamente na interpretação de um ator. Se não tivesse um grande ator e uma grande entrega, não teria um grande filme. Bertrand Duarte - Acho que SuperOutro tem uma capacidade de síntese, de um tipo de personagem, de um tipo de gente, de uma realidade que permeia as metrópoles. Por isso eu acho que as pessoas se identificam e fazem, de certa forma, uma catarse. Essa capacidade é que faz com que o filme tenha essa aura de atualidade que ele carrega e acho que vai carregar por muito tempo ainda. O que significou este reencontro para vocês? BD - Eu e Edgard é uma coisa típica de um encontro de um diretor com as suas ideias e da capacidade do ator de absorver aquilo e materializar. Eu acho que nós somos uma dupla típica, não temos assim, nem tantos conflitos como um Klaus Kinski

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e um (Werner) Herzog, mas uma coisa que é parecida de relação. Um encontro interessante. O Homem Que Não Dormia era um sonho antigo seu, como foi a experiência? EN - Ele foi sofrendo muitas ações ao longo do tempo e hoje trata de um assunto que é parabolizar a transcendência de uma agonia de viver. São cinco personagens com problemas e um barão. E o barão não existe na verdade, só no sonho das personagens. E é necessário para que naquele momento se dê um processo de eclosão de um novo ser naquelas pessoas que estão sonhando com ele. Vamos desenterrar esse tesouro que ele enterrou. Mas é tudo dentro de um universo mágico, metafórico. Assim, são cinco personagens que são cinco vértices de um pentágono e o centro é este barão. E o seu personagem é um desses cinco? Como é ele? BD - O meu personagem é o padre Lucas, talvez a missão maior da vida dele seja exatamente arrebanhar essas outras quatro pessoas, inclusive a ele próprio, para esta revelação interior. Porém, ele é um homem que lida com a igreja, mas não tem fé. Um homem que ainda busca uma explicação de porque que ele está ali, naquele lugar,


fazendo aquele papel. Em uma relação totalmente hipócrita. E no momento da revelação ele também se descobre como um ser que pode ter fé. Que pode acreditar. EN - O fenômeno da fé é que é o barato, o fenômeno da inteireza, da integridade, da relação ética com as pessoas. Você muda a relação com as pessoas, tem uma relação amorosa, fraterna. O filme busca muito sinceramente isso. Eu quis me aproximar desse lugar da quebra do encanto. Quando a coisa perde o encanto parece que um véu cai e você fica muito feliz, porque se desvela a realidade. É o que acontece com o personagem de Bertrand. De uma forma tão forte que ele, no final, é dado como louco.

“O SuperOutro não deu dinheiro, mas quando viram e dizem ‘seu filme mudou a minha vida’, então eu digo, valeu fazer.” Edgard Navarro Como vocês analisam o cinema baiano atualmente? EN - Acho que é um bom momento pro cinema baiano, um quadro muito melhor do que o que a gente tinha, quando eu comecei. Acho que é auspicioso isso. Então, está se abrindo o mercado, e agora com uma fornada de cinco, seis longas, a gente vai ter uma cinematografia baiana. Porque era muito episódico. Um filme a cada três ou quatro anos. BD - E tem aí um aspecto que surge uma

nova geração efetivamente, com formação em cinema. O grande barato foi agora no OHQND, equipe de grandes profissionais já veteranos, junto com pessoas absolutamente novas. Cada um no seu trabalho, compenetrado. Então, isso é muito bom. Qual a previsão de lançamento de OHQND? BD - Já existe uma data no desejo. EN - A gente não tem data porque a gente precisa agora fazer captação (de recursos) para finalização. Se a gente conseguir captar o que tem que captar, uma estimativa otimista é que a gente possa lançar no início do ano que vem. É possível fazer bom cinema para grandes públicos? EN - Eu não tenho a menor dúvida. Agora, o fenômeno que nós vemos é muito complexo. No caso do Brasil, os grandes públicos são aqueles que não podem pagar um ingresso caro. E é oferecido a ele um entretenimento gratuito da TV aberta. Fica uma fatia muito restrita, essa que pode pagar, e é uma platéia formada na convicção de que o cinema brasileiro não vale a pena. O grande calo do cinema nacional e baiano é a distribuição. Alguma solução para isso? EN - É um milagre que pode acontecer aqui e ali, mas não tenho dúvidas de que o grande público não pode ser atingido se ele nem sabe que o filme está passando. Se eu fosse esperar a coisa de mercado, não faria. Eu faço porque sou louco o suficiente para acreditar que posso voar. O SuperOutro não tudobem

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deu dinheiro, mas quando viram e dizem “seu filme mudou a minha vida”, então eu digo, valeu fazer. BD - Agora, mesmo com essa coisa perversa que é o mercado, tem alguns sinalizadores de que existe um potencial e que de alguma forma, mesmo que timidamente, isto está se modificando. Cineastas que já estão fazendo um exercício de se relacionar bem com esse mercado como Fernando Meirelles e Walter Salles, com filmes brasileiros de qualidade. Então eu acho que é um caminho.

“Eu e Edgard é uma coisa típica de um encontro de um diretor com as suas idéias e da capacidade do ator de absorver aquilo e materializar.” Bertrand Duarte E os planos para o futuro? EN - Eu tava sem planos pro futuro, achando que não ia ter nem futuro. Mas comecei a pensar que se realmente se cumprir essa história de uma libertação, eu esteja liberado para fazer um outro projeto que é uma comédia sobre a Igreja Católica: Eu, Pecador. Um roteiro muito engraçado que vai discutir racismo e intolerância religiosa. BD - Fiz o filme de Miguel Littin (Isla 10), no Chile, que ainda não lançou. Tenho feito mais televisão atualmente. Em junho fiz uma participação na novela das oito (Caminho das Índias). Também fiz a última novela, A Favorita. E tenho um projeto de montar um espetáculo no próximo ano com Fernando Guerreiro em SP.

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Um Ator? EN - Bertrand Duarte. BD - Pra não comprometer meus colegas, eu acho que um ator tem que estar onde o povo está. Um Diretor? EN - Win Wenders. BD - Edgard Navarro. Um filme? BD - Crueldade Mortal (Luiz Paulino), têm que ver esse tipo de filme. EN - Amarcord (Fellini) e Tão Longe, Tão Perto (Wim Wenders). Um prêmio que você ainda quer ganhar? BD - Um prêmio fora do âmbito nacional. EN - Prêmios são sempre bem vindos. Mas, o grande prêmio que eu queria ganhar não é no cinema, é na vida. Eu quero ser alegre. Um prêmio que dispensa? BD - A gente não pode dispensar. EN - Do CQC. (Top Five) Edgard Navarro? BD - Edgard Navarro é um homem de uma sensibilidade muito especial. Um companheiro, um amigo e um cineasta como poucos. Bertrand Duarte? EN - Um ator como poucos, um amigo, um companheiro e uma pessoa de grande afinidade. Não é a toa que a gente é quase do mesmo dia de nascimento, eu dez anos mais velho do que ele.


FOME DE QUÊ?

Carlos Sarno é apaixonado por gastronomia, foi um dos proprietários do saudoso restaurante Companhia das Índias e é diretor da agência de propaganda Engenhonovo.

Pão, amor e fantasia 2 Couvert Deus não foi de todo mau, Nos deu a mulher, o diabo e o sal.

Diz a poesia que a paixão por uma mulher e a devoção a um buteco marcam a vida da gente. Se não explica, pelo menos justifica a nossa vã e passageira vidinha.

Mas como o assunto aqui não é mulher, mas buteco, seguimos com ele, não para escolher os melhores e maiores, tarefa mais esportiva que culinária, mas, simplesmente, para celebrar esse divã-cama-colo-picadeiro-palco de todos nós que é o buteco, que prefiro básico, com cerveja gelaaaada, caipirinha na medida certa e competência no tira gosto, pelo menos nas quatro operações fundamentais: bolinho de bacalhau, batata frita, carne de sol e calabresa. De que adianta buteco metido a besta servindo carne de avestruz ou javali e que te empurra umas fritas com gosto de peixe e socadas de óleo?

Sem falar também que o mesmo acontece com as frituras exóticas.

Batata frita é uma espécie de vestibular do buteco, sem direito a livre escolha: ou passa ou vira buteco sem alma, sem a mesa curtida em confissões e histórias. Eu mesmo não sou chegado a calabresa, mas reconheço que é uma preferência nacional. Penso que nós, dependentes emocionais dos butecos da vida, que escolhemos o nosso preferido por razões que a razão e o coração desconhecem, ao invés de zanzarmos por aí em busca do buteco da moda, deveríamos fazer uma campanha em prol da qualidade desses humildes e geniais tira gostos que, combinados com o por do sol, a cumplicidade do amigo do peito ou da amiga da namorada do amigo do peito, deixam a gente em estado de graça.

TUDO BEM É COMER BEM Dicas da redação > bom e barato

Rango Vegan

Restaurante Komaky

> 71 8837.4963 / 8821.4260

> Rua Odilon Santos, 139A, Rio Vermelho

Não é porque você vive com pressa que vai comer fast-food. Quem gosta de uma comida natureba, pode receber marmitas vegetarianas em casa ou no trabalho. Muito saudável, gostoso e barato.

Sabe gosto de comida de mãe? Lá é assim. O ambiente também é muito bacana, tem ar condicionado e o preço é uma delícia. Ah, quinta-feira é dia de comida baiana.

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oxalá é tudo Na juventude, é Oxaguian. Na maturidade, é Oxalufan. No sincretismo, é o Senhor do Bonfim. Na TudoBem, é o tema deste ensaio.

Fotografia: Fábio Abu Styling e Produção de Moda: D’Malicuia e Valéria Meier Maquiagem e Cabelo: Valéria Meier Modelo: Thya Santos Ringhoj

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O orixá da criação do mundo e dos homens. Dia: Sexta-feira Cor: Branco Elementos: céu e atmosfera Metal: prata, ouro branco, chumbo, níquel Comida: ebô, acaçá, inhame, uva branca, pêra, maçã Bebida: água pura Saudação: Epá Babá (Oxaguian) ou Exeuê Babá (Oxalufan)

Fotógrafo: www.fabioabu.com | Styling: www.dmalicuia.com | Mais fotos em www.revistatudobem.com 19

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TITULAR

Marcelo Sant’Ana é sub-editor de esportes do Correio. Faz jornalismo por opção. O esporte é necessidade.

Os novatos ensinam ao mercado de trabalho O mercado de trabalho costuma ser cruel com os mais jovens. Por muitos motivos. Mas o bom desempenho de alguns novatos mostra, de tempos em tempos, que o sucesso de profissionais badalados e experientes não vem de mágica ou segredo. No futebol, Josep Guardiola, técnico do Barcelona, ganhou todos os títulos em sua primeira temporada no clube. E, após três anos na Seleção Brasileira, o estreante Dunga segue muito bem. Digo isto, pois me incomoda a supervalorização dos técnicos, seja nas vitórias ou nas derrotas. Eles são importantes: é difícil montar esquema tático, escalar, substituir, formar as “famílias” e outras coisas.

Mais difícil ainda é jogar. Acontece de técnico ganhar ou perder jogo. Mas bem menos do que dizem os comentaristas que, com o resultado definido, usam bons e maus argumentos para definir o ponto de vista. O futebol é complexo. Os gênios, como Garrinha ou Telê Santana, fazem parecer simples. Acontecem muitas coisas no ambiente de trabalho que independem do profissional. Existem também fatores externos envolvidos nas peças de sucesso, na conquista dos títulos.

Por isto, às vezes, alguém tecnicamente pior brilha mais que um melhor. É mais vezes campeão. O acaso também faz parte da vida. O acaso não é mistério ou milagre. É fato corriqueiro que não conseguimos prever. Acontece. É da vida.

Joel Santana, técnico brasileiro da África do Sul, virou sucesso no Youtube sendo ridicularizado por não falar inglês. Eu dei muita risada. Mas Joel, enamorado por sua prancheta, criou enormes dificuldades para o Brasil na Copa das Confederações ao abrir dois meias pelos lados e inibir o avançar dos nossos laterais. Já o prestigiado Marcelo Lippi, atual campeão pelo Mundo com a Itália, tomou um baile. E o Brasil tinha cinco titulares que haviam jogado o último Campeonato Italiano.

Dunga não é estrategista, motivador ou sortudo. É obcecado pela vitória e disciplinado ao extremo. Disciplina que também é uma das marcas de Guardiola, outro ex-jogador, alguém que entende perfeitamente os anseios e valores do Barcelona. Ambos bem diferentes de Vanderlei Luxemburgo, um altamente capaz que se reduziu a metido a besta.

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O que antes era mais uma casa abandonada no Pelourinho, depois do trabalho de MĂĄrcia Meccia virou um lindo hotel de charme: a Casa do Amarelindo. 23

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Dez perguntas para Márcia Meccia Um sonho de consumo: Pessoalmente nenhum. Gostaria de ver todos os brasileiros com maior poder de consumo. Um projeto que gostaria de ter feito: Catedral de Brasília ­- perfeita! Um projeto que quer fazer: O que faça pessoas ficarem mais felizes, mais produtivas, menos estressadas. Um plano para 2009: Um plano imediato: curtir o lançamento da revista Kaza de julho que trará um suplemento especial sobre meu trabalho. O que é tudo bem para você? Dias sem relógio, estar junto da família, ficar perto da natureza, mar e plantas.

bem mais em www.marciameccia.com.br

Um lugar em Salvador: Todos que tenham vista para o mar. Uma referência profissional: Janete Costa, arquiteta pernambucana falecida em 2008, que influenciou o modo de projetar de minha geração. Uma referência pessoal: As mulheres que me cercam: minha mãe, minhas filhas, minhas amigas. Uma coisa que te inspira: Minha inspiração chega sempre ao acordar... Ou então, em locais próximos à natureza. Um momento da sua vida: A realização de ser mãe: o nascimento de minhas filhas Camila e Rafaela.

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NÓS NA

FITA

Entrevista por MSN com Dedé

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Dedé também é Renato Lins. Artista plástico e designer, ele vive entre Barcelona e Salvador. Em Barcelona, já fez de desenho animado a pintura de muro. Em Salvador, Dedé em se amarrado em trabalhar com fitas adesivas. Recentemente, fez uma art performance na Sala de Arte da UFBA, devidamente fotografada por Alex de Oliveira. Tanto lá quanto cá, faz um trabalho que “mola mogollón”.

TudoBem diz: Qual é a diferença entre Dedé e Renato Lins? Dedé diz: Digamos que Renato Lins trabalha sob encomenda e Dedé trabalha mais livremente. Ultimamente isso vem mudando um pouco, Dedé também tem trabalhado sob encomenda. É só uma questão de nomes. TudoBem diz: Quando e por que você decidiu mudar para Barcelona? Dedé diz: Barcelona foi um acaso. Cheguei em Madri em 96 e lá estudei castellano por 2 meses. Nesse tempo fiz uma visita a Barcelona para investigar cursos de pos-graduação em Design. Quando cheguei e senti o cheiro de mar decidi ficar. TudoBem diz: No que a cidade de Miró parece com a cidade de Caribé? Dedé diz: São bem diferentes, mas a presença do mar é muito marcante. Ambas têm muito apreço pela própria cultura, o orgulho “barceloni” é como o orgulho do soteropolitano pela sua terra e pela sua cultura. TudoBem diz: Como artista plástico, você usa material reciclável por estética ou ecologia? 27

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Dedé diz: Vejo neles muita plástica, função e vida. Mas não levanto nenhuma bandeira ecológica, pois não quero condicionar meu trabalho; ultimamente tenho consumido muita tinta, spray e fitas adesivas. TudoBem diz: Como designer, você é contra ou a favor da reciclagem de ideias? Dedé diz: Como designer e cidadão sou a favor de reciclar tudo, inclusive ideias. TudoBem diz: Onde é melhor trabalhar: Barcelona ou Salvador? Dedé diz: Considero um luxo poder trabalhar nos dois lugares. Mas bom mesmo é trabalhar com projetos interessantes, onde quer que eles estejam. TudoBem diz: Alguma exposição em BCN ou SSA? Dedé diz: Em junho fiz um mural na SALADEARTE da UFBa. No final de agosto inauguro uma exposição em Menorca, em parceria com um artista de lá, “el hombrelopez”, na galeria La Fabrica, em Mahó. TudoBem diz: O que é tudo bem pra você? Dedé diz: Tudo bem é tudo massa, tudo ótimo, tudo legal.


O QUE É TUDO BEM PRA VOCÊ? Ouvir o Chachachá

O novo disco dos Retrofoguetes é massa. O som é inspirado em cinema, literatura, quadrinhos e ficção científica. As letras não são inspiradas em nada, pois não existem. Bem mais no www.myspace.com/retrofoguetes ou no www.fotolog.com.br/retrofoguetes Dica > Punk, publicitário e poeta

Mande sua dica

participe@revistatudobem.com

Tirar onda A Parafina é uma revista tão ecológica que nem é impressa, pode ser lida apenas na internet. Entre um monte de outros assuntos, também fala de surf. Música, arte, natureza, tudo faz parte do universo Parafina. Leia na web: www.revistaparafina.com.br Dica > Fábio Perroni e Rodrigo Oliveira, editores da revista

Petrópolis, meu rei Petrópolis é uma boa pedida para curtir o inverno a dois. O Museu Imperial é lindíssimo e não pode deixar de ser visitado. O programa da noite é tomar um bom vinho na Bourdeaux, uma casa de vinhos super chique que fica na antiga cocheira de uma casa. Dica > Ana Paula Sant’Ana, diretora da Muito Comunicação

Inverno Chic A loja Dacasa está com uma promoção de inverno cheia de estilo, com descontos de até 40% para quem quiser redecorar a casa para a estação do frio. Tem de almofadas a prataria, tudo muito lindo. A loja fica na Marquês de Leão, na Barra. www.dacasahome.com.br Dica > Tânia Gordilho, cliente da Dacasa e leitora da TudoBem

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ANS - nº 326861

Em 40 anos de vida, a Promédica se tornou um dos mais respeitados planos de saúde da Bahia, atendendo mais de 100.000 usuários. Conte com a nossa experiência para ter mais qualidade em sua vida.

Desde 1969 o plano de saúde da Bahia. 29

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OPINIÃO

Carlos Nolasco é Gerente de Lançamentos e de Imóveis Prontos da Josinha Pacheco Consultoria Imobiliária.

O mundo está voltando a sorrir. Salvador agradece. Como a era globalizada mostra sinal da sua força, estamos vivendo um processo de retomada. As flores da primavera começam a exalar o seu agradável aroma após o inesperado inverno. Assim o mundo vem respondendo à crise financeira mundial e a nossa cidade é um reflexo vivo disto. Começamos a preparar o balanço deste semestre. Nos primeiros três meses o mercado deu início ao processo de renascimento, principalmente em março, mês que oficiosamente começa o ano imobiliário. O segundo trimestre tem sido de boas surpresas.

Contemplamos belos números e estamos presenciando, novamente, a beleza dos lançamentos alegrando a cidade e trazendo belas opções de investimento e de moradia à população. A revisão do plano diretor de Salvador, concluída no ano passado, trouxe uma excelente perspectiva de crescimento para o nosso mercado. Um belo exemplo é o Morro Ipiranga, local nobre e privilegiado da cidade que já iniciou o desejado processo de verticalização. Outro é a nossa Av. Paralela, que vem trazendo boas opções de moradia e investimento através de inovadores conceitos de residência.

Outro passo importante para a nossa cidade foi o projeto de Revitalização do Comércio, idealizado e concebido pela Prefeitura Municipal de Salvador, em conjunto com o Governo do Estado da Bahia, a CODEBA (Companhia das Docas do Estado da Bahia) e a Associação Comercial, um projeto que hoje vem impulsionando a retomada imobiliária na região.

O comércio já se prepara para a chegada da rede hoteleira Hilton, a Avenida Contorno tem recebido empreendimentos de charme e diferenciados, “debruçados” para a inigualável beleza da Baía de Todos os Santos. As perspectivas a médio e longo prazo são excelentes. Temos um déficit habitacional muito grande. O crédito imobiliário é uma realidade para todas as classes, exemplo disto é o programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida. Como Salvador foi confirmada como sede da Copa do Mundo de 2014, novos investimentos imobiliários chegarão, além da melhoria do sistema de transporte de massa, urbanização e saneamento básico.

De fato, a nossa capital agradece. tudobem

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