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edição 01 - globalização

entrevista

FERNANDO PEIXOTO

do shopping paralela à ponte de itaparica DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

BEM MAIS

blog - moda - esporte - viagem


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06. imóveis :: Prêmio Ademi e os vencedores de 2009 08. de tudo :: o remoto descontrole da programação de tv 10. entrevista :: Fernando Peixoto, a arte da arquitetura 14. fome de quê? :: pão, amor e fantasia, por Carlos Sarno 16. por msn :: Marco Alemar, o autor do desenho da capa 20. internet :: conheça alguns blogs baianos bem bacanas 24. titular :: é preciso mudar o calendário do futebol baiano 26. moda :: a nova coleção de Tarcísio Almeida 30. estilo :: dicas quentes para a estação do frio 32 dicas :: o que é tudo bem pra você? 34 opinião :: para onde vai a Paralela, Antonio Andrade?

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editor responsável Marcelo Sant’Ana DRT 2466 conselho editorial Márcio Sant’Ana Jorge Novaes projeto gráfico Muito Comunicação distribuição WellPark publicidade Aura Bahia impressão GRASB - Gráfica Santa Bárbara tiragem 20.000 exemplares

fale com a gente contato@revistatudobem.com colaboradores Ana Paula Sant’Ana Ari Cabral Augusto de Lima Caio Farias Caio Silveira César Silveira Derluzia Caires Fabio Lopes Isac Stern Rangel Santana Reginalvo Gama

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agradecimento A TudoBem agradece a todos que trabalharam, anunciaram e torceram para que esta revista pudesse acontecer

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amizade é tudo Fazer a TudoBem é tudo de bom. Mas não é nada fácil. É como disse Mauricio Magalhães na edição zero: na Bahia tudo é mais difícil. É verdade, mas em compensação existem os amigos. É para eles que dedicamos este editorial.

Aos colunistas, jornalistas, designers, publicitários, blogueiros e todos que ajudaram a fazer a revista, um super hiper ultra mega agradecimento. São vocês que fazem esta revista ser realmente do bem.

Um muito obrigado ao amigo Élcio Carriço, que nos presenteou com um lindo ensaio fotográfico, com uma bela produção das amigas da D’Malicuia. Um forte abraço para Sarno e Victor, que nos brindaram com textos bem legais.

Pode até parecer meio cafona esse papo de amizade, mas pode acreditar que é de coração. É isso. Caros amigos e amigas de tantos caminhos e tantas jornadas, aceitem este sincero muito obrigado. Vocês são tudo bem.

Você encontra a TudoBem nos estacionamentos WellPark. Pegue a sua. A revista TudoBem também está na internet: www.revistatudobem.com

Empresarial

Médico

Turista

Cultural

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Torre do Parque (Itaigara) Fiesta Convention (Itaigara) Golden Plaza (Iguatemi) Redenção (Av. Tancredo Neves) Costa Andrade (Av. Tancredo Neves) Centro de Convenções Elite Comercial (Costa Azul) TK Tower (Costa Azul) OAB (Nazaré) Brasil Memorial (Itaigara) Linus Pauling (Itaigara) Prof. Fernando Filgueiras (Garibaldi) Odonto-Médico (Itaigara) Hospital da Bahia (Magalhães Neto) Aeroporto Pelourinho Blue Tree Tower (Rio Vermelho) Ibis/Mercure (Rio Vermelho) Teatro Castro Alves (Bradesco Garcia) Teatro Jorge Amado (Itaú Pituba)

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Gastronômico Porto Gourmet (Contorno) Salvador Dali (Rio Vermelho) Cheiro de Pizza (Rio Vermelho e Pituba) Buongustaio (Rio Vermelho) Hit Music Bar (Pituba) Popular São Joaquim São Raimundo (Barris) STS (Nazaré) Lazer Rio Vermelho (Próximo à Villa Forma) Shopping Paseo (Itaigara) Banco Real (Iguatemi/ Pituba/ ACM) Citibank (Tancredo Neves) Bradesco (Calçada, Garcia e Pituba) HSBC (Mercês e Calçada) Itaú (Mercês e Pituba) Acadêmico Unifacs Stiep (Pós-Graduação) Unijorge Stiep (Pós-Graduação)


imóvel?

Com crise ou sem crise, o mercado imobiliário baiano não vai parar de crescer. Pelo menos é o que esperam os vencedores do Prêmio ADEMI 2009.

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“Teremos muitos canteiros de obras até 2011, trabalhando para executar os empreendimentos comercializados em 2008.” Guto Amoedo, ex-presidente da ADEMI-BA

Dizem que o Prêmio ADEMI é o Oscar do mercado imobiliário. Exageros à parte, o fato é que o prêmio criado em 1994 contemplando apenas Empresa e Empreendimento do Ano hoje já possui nove categorias e terá uma glamurosa festa no dia 07 de maio na Unique Eventos.

O crescimento do mercado estimulou o crescimento da instituição. Para Guto Amoedo, “o ano de 2008 foi o melhor da história do mercado imobiliário baiano”. Em um país onde a construção civil é um pilar do desenvolvimento e da geração de emprego, é fundamental que o otimismo continue em alta.

Em 1975, quando a Bahia vivia um boom imobiliário similar ao do ano passado, 13 empresas fundaram a entidade no dia 13 de agosto. Atualmente, além de construtoras, a entidade também conta com empresas de diversas áreas, como agências de publicidade e uma rede de estacionamentos.

Para Marcos Vieira Lima, diretor de responsabilidade social da ADEMI, a tendência é que “apesar da crise mundial, o número de unidades vendidas em 2009 supere o resultado de 2008, já que as medidas do governo devem estimular a venda de imóveis para as classes B e C”.

“Participar da ADEMI foi um caminho natural na busca pelo aprimoramento da nossa atividade, uma vez que fazemos projetos de garagens e estacionamentos e precisamos estar em sintonia com os construtores desde o início do projeto”, afirma Jorge Novaes, diretor da WellPark.

É como disse o atual presidente da entidade, Walter Barretto Jr, em seu artigo na edição anterior da revista TudoBem: “O momento é de ter confiança no mercado imobiliário, superar o susto das quedas nas bolsas e aplicar as economias em um investimento realmente seguro”.

Vencedores do Prêmio ADEMI-BA 2009 Empresa do Ano: Cyrela Andrade Mendonça Empresa Revelação do Ano: Syene Empreendimentos Arquiteto do Ano: Antonio Caramelo Imobiliária do Ano: Brito&Amoedo Fornecedor do Ano: Rede Bahia 7

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Agência de Publicidade: Morya Empreendimento do Ano: Vale do Loire (Odebrecht Empreendimentos Imobiliários) Lançamento Imobiliário: Salvador Shopping Business (Cyrela Andrade Mendonça) Responsabilidade Social: Leão Engenharia.


DE TUDO

Victor Mascarenhas é escritor, roteirista e publicitário. É autor de “Cafeína”(um dos livros vencedores do Prêmio Braskem de Literatura 2007), sócio da Terravista Comunicação e também escreve no blog Campo Minado. bem mais em :: blogcampominado.blogspot.com

A hora do pesadelo Se você costuma praticar o salutar hábito de deitar no sofá depois do almoço e dar uma zappeada na TV, é melhor tomar cuidado. Atualmente esse é um ato de alto risco. Um sujeito desavisado que ligue a televisão nesse horário corre o risco de morrer de congestão ou atingido por uma bala perdida, vinda de um dos sanguinolentos programas policiais da nossa TV. Outro dia, fui tomado de assalto em minha própria residência por um indivíduo que andava de um lado para o outro berrando insistentemente que “o sistema é bruto!”, enquanto a sonoplastia misturava sirenes, tiros, música tenebrosa e um grito vindo das entranhas do inferno que dizia:

- Socorro! Meu Deus! Eu não quero morrer! Nesse momento, tomado pelo mais profundo terror, pulei para trás do sofá, segurando uma almofada por cima da cabeça e torcendo para que algum meliante não disparasse contra a minha pessoa. Sorrateiramente estiquei o braço para pegar o controle remoto e tirar aquilo da minha frente, mas o apresentador parece que percebeu minha intenção e urrou: - Nem adianta trocar de canal, meu irmão. O sistema é bruto!

Suando frio e vendo minha vida passar diante dos meus olhos, apertei qualquer tecla do controle remoto e deixei o famigerado programa para trás. Pensei que tinha escapado, ledo engano... Mais música tenebrosa, tiros e gritaria e lá estava outro programa, mostrando um rapaz sendo linchado e atirado do alto de uma laje. Senti

o almoço querendo voltar para o prato, mas aguentei o tranco, enquanto tentava segurar o controle remoto com minhas mãos trêmulas.

Durante esse processo, ainda deu tempo de ver a história de um motoboy que ganhava 1.200 reais, gastou 400 para comprar uma arma e assaltar um mercadinho, onde só conseguiu levar 350 reais e ainda foi preso, numa clara demonstração da má qualidade da educação no Brasil. Afinal, se esse rapaz tivesse um domínio mínimo das operações matemáticas, não entraria nessa roubada para sair com prejuízo de 50 reais e uns quebrados, estes por conta da polícia. Finalmente consegui desligar a TV, respirar aliviado e constatar que do jeito que as coisas caminham, daqui a pouco a gente vai ter que ter porte de armas para usar o controle remoto ou usar colete à prova de balas para assistir televisão.

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Fernando Peixoto tem um estilo reconhecível até por quem não entende de arquitetura. São dele aqueles prédios coloridos que parecem jogos de armar e o projeto do Shopping Paralela. Antes de viajar para a Suíça, ele conseguiu um tempinho para conversar com a TudoBem. Ainda bem.

Oscar Niemeyer é o arquiteto das linhas curvas. Você prefere as linhas retas? A essência do trabalho de Niemeyer são obras monumentais, sem as restrições de custo e função do dia a dia. A exceção do edifício Copan, o Ministério da Educação, as torres do Congresso e tantos outros são caixotes mais ou menos interessantes. Como criar um estilo próprio fazendo projetos sob encomenda? A encomenda é da finalidade e da função e não da forma e solução. A maneira de ter uma identidade autoral pode variar, mas uma maneira garantida de não ter são os neoclássicos, Bali Estrada do Coco, e a paulistização que nos assola. É mais importante ser bonito por fora ou funcional por dentro? Não são coisas excludentes. Nossa cultura católica induz sempre ao consolo da compensação: mulher bonita é burra, rico não vai pro céu, etc, etc. Por outro lado, ter uma forma irregular não é sinônimo de criatividade ou beleza. Eu sempre imagino que se dessem um carro para ser projetado pela maioria dos arquitetos teríamos alguns de 5 rodas.

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Tem gente que diz que você não gosta de varanda. Isso é intriga ou faz sentido? Existem inúmeros prédios meus com as varandas fechadas e nenhum em que tivessem sido criadas varandas. Por aí, eu, estatisticamente, gosto mais de varanda que a média das pessoas. A questão é que fechar a varanda dá ao proprietário aquela doce sensação de esperteza, tão cara e nefasta à alma brasileira. Você criou um cartão postal de Salvador com aqueles prédios coloridos na região do Iguatemi. Vai acontecer o mesmo com o Shopping Paralela? Um cartão postal resulta da identidade da obra com a cidade, ou de como uma parcela da população a identifica. Não dá para decidir por antecedência. Quanto ao Paralela, no interior o shopping tenta uma ambientação mais limpa, clara, sem pilares. Um pouco mais “mediterrânea” e menos interior paulista. Se vai perdurar, é discutível. Nossa irreversível tendência à favelização e lucro rápido por certo dotará em breve o shopping de inúmeros quiosques de conserto de relógio, chaveiro, cachorro quente, chocolate caseiro, violeta em caco plástico, e outros que não nos deixem esquecer deste nosso lamentável destino.


De onde veio a idéia de fazer aquele cubo gigante? A Paralela, pela velocidade de tráfego, recuos exigidos (para construções legais) e dimensões, reduz a percepção da obra de arquitetura. Sempre se pode apelar para soluções como a hemorragia cromática da Ferreira Costa. Eu achei que uma forma básica em uma posição instável seria de forte identificação e recall. Parece que está funcionando, pois até a agência que criou a marca foi vítima, apesar de ter acrescentado ao cubo texto e desenho desnecessários, o que é normalíssimo: nunca seríamos capazes de ter uma bandeira como a japonesa. E o nosso ouro, e as nossas matas, e nosso céu, e as nossas estrelas, e a nossa ordem, e nosso progresso?

“A questão é que fechar a varanda dá ao proprietário aquela doce sensação de esperteza, tão cara e nefasta à alma brasileira.” O povo quer saber: o shopping seria inaugurado na data prevista ou a greve realmente atrapalhou? A obra do shopping tinha condições de conclusão na data prevista. Existia algum atraso em instalação de lojas. De modo geral, eu diria que o prazo ganho foi benéfico, mas não essencial. Além de Salvador, onde podemos encontrar projetos de Fernando Peixoto? Bahia, Rio, São Paulo, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina. Além de “homenagens” em todos os estados brasileiros.

Fazer a sede da Vale na Europa ou criar um projeto para as barracas de praia de Salvador? Estar fazendo a sede internacional da Vale na Suíça é um aprendizado valioso na área de economia de energia, sustentabilidade e automação predial. É também uma experiência interessante de como manter meu “estilo”sob condições completamente diversas. Quanto às barracas seria um projeto bem mais fácil: derruba tudo e restaura a praia a seu estado original. E essa ponte pra Itaparica? É só um sonho ou pode ser real? No momento, eu estou com o falecido ministro Simonsen: “É melhor pagar a comissão e não fazer a obra”. No futuro, lá no fim da fila, talvez. Mas se alguém pensa que a ponte vai sair do porto da Barra ou Comércio e chegar em Mar Grande, ou que vai viabilizar Itaparica como vetor alternativo de crescimento da cidade, é um ignorante técnico e/ou devia olhar antes para toda a península Itapagipana.

“Quanto às barracas seria um projeto bem mais fácil: derruba tudo e restaura a praia a seu estado original”. O que é tudo bem pra você? É ter saúde, uma ótima família, sempre um projeto interessante para fazer, um pouco de dinheiro (muito dá trabalho de guardar). Mas, para não virar a Suíça e morrer de tédio, é preciso também umas barracas de praia, uma obra de metrô, um novo predinho neoclássico francês, um PDDU de vez em quando e sempre umas notícias de Brasília.

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FOME DE QUÊ?

Carlos Sarno é apaixonado por gastronomia, foi um dos proprietários do saudoso restaurante Companhia das Índias e é diretor da agência de propaganda Engenhonovo.

Pão, amor e fantasia Couvert: Santo Agostinho, que levava jeito de grande ““gourmet”, afirmava que Ars, homo additus naturae, ou seja, “a arte é o homem somado à natureza”. A arte culinária é o resultado dessa soma, uma arte em que a forma é conteúdo, em que o prazer como o amor traça um pacto indissolúvel de harmonia entre o espírito e a carne. Em matéria de paladar tem coisa que a gente não discute. Por exemplo, que a Perini da Vasco da Gama faz o melhor pão da cidade. Mas não é melhor porque é da grife Perini, mas porque tem os melhores padeiros. Pois é. Essa regra, de quanto mais caro melhor, da imposição da marca como único critério do sabor do que comemos tem uma enorme força de condicionamento. Com azeite de oliva, então, nem se fala; o cara paga uma grana por um produto italiano, de baixa acidez, porque desconhece que o rótulo pode estar embutindo um espanhol de origem, reembalado. O cara fica preocupado com o índice de acidez quando deveria se ligar no aroma ou no sabor que mais lhe agradasse.

Bom mesmo é o que a gente gosta, que nem sempre combina com os manuais e dicas especializadas. Quanta gente que você conhece “bebe os rótulos” de vinhos ao invés de assumir que aprecia os doces, estigmatizados como demonstração de cafonice? E fica cheirando rolhas, pagando os tubos, e engolindo o que lhe parece adstringente e amargo. Experimentar, conhecer, pesquisar faz parte do perfil de qualquer pessoa que quer comer e beber bem. Pagar mais por isso, se preciso for, mas nunca comer o que detesta, porque soa elegante, ou comprar embalagens ou indicações que, na maior parte das vezes, não passam de publicidade disfarçada.

Outro dia uma amiga italiana, educada na melhor linhagem culinária, me disse, na maior tranqüilidade, que tinha comido um dos melhores biscoitos da sua vida, sabe onde? Salinas da Margarida.

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bem mais em :: www.desconstrutora.com

ANIMADO

MUITO

Entrevista por MSN com Marco Alemar tudobem

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Nos anos 80, ele fazia estampas de camisetas. Nos anos 90, ilustrações e desenhos animados para o mercado de propaganda. Depois de 2000, ele já lançou um livro, fez desenhos animados para crianças e jogos para iPhone. Ele é Marco Alemar, um carioca de nascimento e baiano de coração que, após uma temporada de 6 anos em São Paulo, está de volta para a boa terra. Digita aí, Alemar. TudoBem diz:

TudoBem diz:

E aí, tudo bem?

O livro BigHatBoy vai virar filme?

Alemar diz:

Melhor agora que eu tô matando a saudade da Bahia... TudoBem diz:

Animado para 2009? Como não desanimar com a tal da crise? Alemar diz:

Alemar diz:

Eu lancei o BigHatBoy em livro pela Conrad Editora na Bienal do Livro de 2007. Meu contrato com eles prevê outro livro, que está sendo feito. Tenho propostas de uma produtora canadense para fazer a série para TV.

Olha só, desde que nasci, o Brasil tem crise. Acho q o povo já sabe muito bem lidar com isso, então não vejo problema em manter minha fé no nosso país.

TudoBem diz:

TudoBem diz:

Salvador é um lugar onde a grande indústria é o entretenimento. Minha esperança é sensibilizar os grupos envolvidos com a indústria de Axé para que eles entendam que animação é um grande negócio. Tenho certeza que esse projeto vai andar aqui na Bahia.

Animação é coisa pra criança ou adulto? Alemar diz:

Pros dois. No Brasil se criou esse conceito errado de que quadrinhos e desenho animado são pra criança. No Japão, essa indústria é enorme. Lá se assiste desenho animado como se fosse novela, se é que vale a comparação. TudoBem diz:

O Pixcodelics passa no Cartoon Network? Alemar diz:

Em 2003, fomos para uma feira em Cannes chamada MIPCOM e quando chegamos lá só havia a minha empresa e a Globo vendendo conteúdo brasileiro. Mostramos ao pessoal do Cartoon, eles adoraram e fechamos a produção. Produzi 65 filmes de 2004 a 2006. Hoje ainda passam no Cartoon Network América Latina e ainda na ANIMANIA EUA e Disney/Jetix - Japão. 17

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Em Salvador tudo é mais difícil... Por isso a Escola de Axé ainda não andou? Alemar diz:

TudoBem diz:

Quem muda mais rápido: você ou o mundo? Alemar diz:

O mundo... Eu só tento acompanhar um pouco a velocidade. Sou um artista que acha que a arte deve estar onde o povo está. Fazer games para iPhone e XBox 360 é acompanhar as gerações que nasceram com essas novas mídias e conceitos de interação. TudoBem diz:

O que é tudo bem pra você? Alemar diz:

Bahia...


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BBBB blogs baianos bem bacanas Listas, como sabemos, são polêmicas e incompletas. Ainda mais quando o ambiente é a internet. De acordo com o site Technorati, que cataloga e faz buscas em blogs no mundo inteiro, nascem mais de 75 mil blogs por dia. Uma média de um por segundo. No Brasil, estima-se que mais de 30% dos internautas vasculhem diariamente os blogs em busca de informação.

A variedade dos assuntos reflete a pluraridade de pensamentos. Não há limites. Daí que nosso objetivo não foi montar um ranking, mas apresentar um modesto guia do material produzido por gente da nossa terra. Talvez até esteja incompleto. Mas justificamos: é que, no tempo que você leu apenas este texto de abertura, foram criados cerca de 45 novos blogs no mundo. De repente, um baiano bem bacana.

Contrapeso | saúde contrapeso.blog.br Eduardo Sales Filho fez cirurgia de redução de estômago em janeiro de 2008. “Precisava verbalizar de alguma maneira”, comenta o autor. “O blog adquiriu um caráter empresarial. Já me estressou muito, mas agora me programo”. As atualizações são feitas por ele e pela esposa, Maira Moraes.

Campo Minado | crônicas

blogcampominado.blogspot.com O escritor e publicitário Victor Mascarenhas fala de tudo o que acontece de um jeito único. É ele que escreve a coluna De Tudo, aqui na TudoBem.

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Flávio Luiz | ilustração flavioluizcartum.fotoblog.uol.com.br Flavinho já publicou suas histórias em livros e nos principais jornais da Bahia. Hoje trabalha na África, a agência de publicidade do baiano Nizan Guanaes.

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Bahea Minha Porra | futebol/Bahia www.baheaminhaporra.com

Criado em outubro de 2007 pelos publicitários Fábio Domingues, Bruno Cartaxo, Marcos Carneiro e Zé Ricardo. Os textos, sempre favoráveis ao Bahia, também provocam os torcedores do Vitória. Um dos sucessos é o personagem “Bolota”, sempre com cerveja na mão e palavrões prontos.

Leo Baiano the Blog | tecnologia blog.ljunior.com

“No Sul, a vertente tem sido os blogs profissionais, mais levados à sério e como ferramenta de mídia. Na Bahia, ainda não cresceu esta cultura”, avalia Leo Baiano, coordenador do Grupo de Trabalho de Informática da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

CinePipocaCult | cinema cinepipocacult.blogspot.com Amanda Aouad, pós-graduada em Roteiro pela Jorge Amado e Cinema pela UCSal, fala dos blockbusters ao cinema baiano. Em breve, ela vai nos dar o prazer do seu texto aqui na revista.

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Blog do Elton Serra | futebol blogdoeltonserra.futebolbaiano.net Restrito ao futebol baiano, dedica boa parte das notas aos clubes do interior e aos bastidores. Também comenta as atuações de Bahia e Vitória depois de cada partida. É o mais jovem da lista, criado em fevereiro deste ano por Elton Serra, ex-bancário e estudante de jornalismo.

Nublog | variedades nublog.com.br Baiano de Camamu, Chico Vasconcellos foi um dos fundadores da revista Caros Amigos e é o editor do NuBlog, que fala de tudo, inclusive de política.

D’Malicuia | moda dmalicuia.blogspot.com Moda na Bahia é com Diane, Mari e Carol, “as meninas da D’Malicuia”. Super antenadas, elas falam do mundo fashion soteropolitano de um jeito bem elegante.

Blog do Marrom | axé music correio24horas.globo.com/blogs/marrom Osmar Martins é jornalista, tem uma coluna no Correio e sabe tudo sobre a chamada música baiana. Do que acontece diante dos holofotes ao que rola nos bastidores.

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MacMagazine | tecnologia blog.macmagazine.com.br Com auxílio de 19 colaboradores, Rafael Fischmann escreve basicamente sobre produtos da Apple. Antes do blog, o publicitário de 23 anos, escrevia em site. “Mas o dono não me dava autonomia”. Fischmann, que mora em Salvador desde os cinco anos, é dos raros “baianos” que vive do blog e das oportunidades que a ferramenta criou no mercado.

Hello Stranger | universo feminino www.hellostranger.com.br

De autoria de Dani Vidal, que se define como “formada em Relações Públicas e libriana desequilibrada... Tagarela e entusiasmada, em alguns momentos nem eu me entendo”. É possível ler textos a partir de seções como: Divã, Entre Quatro Paredes, Me Poupe ou Mulherzinha.

Blog Muito | comunicação blog.tudomuito.com

É o blog da Muito, que cuida do projeto gráfico e editorial da Revista TudoBem. Já que o assunto é blog, a gente não poderia ficar de fora, né?

Eu Tava Aqui Pensando ou Blá Blá Blá | rock

ricardocury.blogspot.com

O blog do baterista e publicitário Ricardo Cury fala de rock com o olhar de quem faz rock. Os textos agradaram tanta gente que o blog acabou virando um livro: Para Colorir.

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TITULAR

Marcelo Sant’Ana faz jornalismo por opção. O esporte é necessidade. Sub-editor do Correio, também é comentarista da Equipe Gol, na rádio Transamérica.

Os limites do atleta profissional Vitória e Bahia são nossos representantes no Brasileiro das séries A e B, com início dias 9 e 8 de maio. Fisicamente, estamos na zona de rebaixamento. Ninguém no país jogou tantas partidas como a dupla até a estreia no Brasileiro. Somos os mais cansados.

de bilheteria, recheada pelo programa estadual Sua Nota É Um Show, correspondente a 65,9% da bilheteria dos seus clubes no estadual 2008, segundo dados da FBF. E os votos de clubes e ligas amadores têm peso semelhante na eleição da FBF.

O Baiano é o que tem mais jogos entre os estaduais com clubes nas principais divisões: 26 datas – eram 28 ano passado. O Bahia, por exemplo, de abril até 2 de maio, deverá fazer oito partidas: quatro nos mata-matas, por semifinal e final. Somadas mais duas pela Copa do Brasil, são 10 em 32 dias. Uma a cada 72 horas. No Vitória, uma a menos.

Locomotivas, Bahia e Vitória chegam esgotados no Brasileiro. Mas só uma minoria critica o calendário, feito no arcondicionado e com 11 dias para a pré-temporada – na Europa, por exemplo, varia de 30 a 40.

O calendário do futebol brasileiro melhorou a partir de 2003, quando a CBF adotou os pontos corridos, embora tenha aproveitado para acabar com os regionais, como o Nordestão.

Mesmo mais rentáveis, foram descartados porque eram controlados pelos clubes. Já os estaduais, em grande maioria deficitários, estão submetidos às federações filiadas à CBF - e que votam nas eleições. A escolha foi política. O exagero de partidas no Baiano segue o modelo. A maioria dos dirigentes do interior opta por inchar o calendário, pois assim calculam mais receita

Hoje não é mais possível, contudo, caso fosse, como a história conta sobre a Copa da Alemanha 1954, os vestiários dos estádios baianos teriam cheiro de um jardim de ampolas, igual ao vestiário alemão, na final contra os húngaros. Só assim para nossos atletas correrem como trens. “Qual o sonho mais freqüente dos empresários, dos tecnocratas, dos burocratas e dos ideólogos da indústria do futebol? No sonho, cada vez mais semelhante à realidade, os jogadores imitam os robôs. Triste sinal dos tempos, o século XXI sacraliza a uniformidade em nome da eficiência e sacrifica a liberdade nos altares do sucesso”, escreveu o uruguaio Eduardo Galeano, em Futebol ao Sol e à Sombra. Sombra

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made in bahia Tarcísio Almeida está na moda. Elogiado por gente como Erika Palomino e Gloria Kalil, o jovem estilista baiano está conquistando o Brasil.

Fotos: Élcio Carriço www.elciocarrico.com Styling e Produção de Moda: D’Malicuia www.dmalicuia.com Beauty Art: D’Malicuia Casting: Aline Vilela (One Models)

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Fale com o estilista: tarcisio.almeida@yahoo.com.br | almeidatarcisio.blogspot.com Atelier: Rua João Gomes, 88, Sobrado da Praça, sala 07, Salvador-BA. 33

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ESTILO

Kátia Teixeira é administradora de empresas, apaixonada por moda e empresária do mundo fashion.

O frio pode ser quente. O outono-inverno chegou trazendo cores fortes... O preto e o roxo farão parte dos looks da estação. Modernize o antigo aderindo ao novo e use sua criatividade para ousar sempre.

As golas altas estarão presentes em vestidos e blusas. Vestido: Hífen

As calças saruel e as leggings estarão em alta. As estampas graúdas, de bicho e o xadrez continuam bem fortes. Calça: Elementais

O echarpe é um acessório que levanta qualquer look básico. As bolsas-carteira continuam in. Abuse. Acessórios: Elementais

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O QUE É TUDO BEM PRA VOCÊ? Mergulhar em Abrolhos

O Banco dos Abrolhos é o maior complexo recifal do Atlântico Sul. Se você é mergulhador iniciante, visite o Parcel das Paredes. Se for mergulhador autônomo, dê uma caída em um dos imensos chapeirões do Parcel dos Abrolhos. Aí você vai entender porquê os irmãos lusitanos gritavam “abrolhos” quando viam as magníficas formações feitas de algas e corais. Dica > Eduardo Marocci, biólogo e apaixonado pelo pico

Viajar bem preparado A Travelbox é um oásis para o viajante. Tem de tudo. De malas, mochilas e guias de cidades do mundo todo a eletrônicos e artigos para higiene pessoal. Não tem como viajar sem passar lá para fazer as malas! Fica na Rua Marquês de Caravelas, 148, na Barra. www.travelbox.com.br Dica > Daniel Guedes, leitor da TudoBem, por e-mail

Túnel do tempo Pra quem gosta de carro antigo, tudo bem é ir para os encontros do Veteran Car Club. Todo primeiro sábado do mês, às 14h, o estacionamento do Parque da Cidade vira um museu a céu aberto. Saiba mais no site www.veteranbahia.com.br Dica > Jorge Cirne, presidente do Veteran Car Club

Mande sua dica

participe@revistatudobem.com

Bar do Mineiro no Rio de Janeiro

O barzinho fica na linda Santa Tereza e mais parece uma ONU brasileira – o bar é de um mineiro, a decoração tem fotos de baianos como Caetano, Raul, Bethânia e o prato mais pedido é a feijoada carioca. Pra acompanhar a nacionalíssima cervejinha, sempre gelada. Dica > Julieta Mitidieri, administradora de empresas (RJ)

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OPINIÃO

Antonio Andrade é administrador e diretor da Cyrela Andrade Mendonça, Empresa do Ano no Prêmio Ademi 2009.

Paralela espelha o crescimento urbano de Salvador Já se foi o tempo em que a Av. Luis Viana Filho, a nossa “Paralela”, era apenas uma avenida larga, extensa, quase deserta que servia apenas para ligar o centro da capital baiana ao Aeroporto. Hoje, esses 13km construídos na década de 1970 foram redesenhados e representam o espelho do crescimento urbano ordenado que Salvador está vivendo nos últimos 20 anos, servindo como uma válvula de escape para o inchaço urbano de Salvador e a falta de espaço para novos empreendimentos imobiliários.

Você já pensou como seria a vida dos soteropolitanos e dos moradores do Litoral Norte se não fosse a Paralela? Pela sua localização geográfica privilegiada, a Paralela tem atualmente, no seu entorno, tudo que um bairro precisa para dar comodidade e praticidade aos seus habitantes, com pólos financeiros, de consumo e educacional, fazendo com que cada m2 seja cada vez mais valorizado.

Praia, Centro, Litoral Norte, tudo é perto da Paralela, não tem mais como reclamar dizendo que morar lá é longe. Uma realidade que vai atrair investimentos significativos em sistemas de transporte público de qualidade, porque possui espaço e habitantes para isso.

Grande parte da área ainda é constituída de Mata Atlântica e os empreendimentos que vão fazer a Paralela tornar-se um excelente bairro estão se adaptando a isso, para que o crescimento seja feito de maneira sustentável. Por ter ainda essa área verde, a Paralela permite o surgimento de empreendimentos que contemplem mais o contato com a natureza, a exemplo do Alphaville e os condomínios clube Le Parc e Brisas. Por conta disso, esses novos empreendimentos são repletos de áreas de lazer, proporcionando qualidade de vida para seus moradores e transformando-a num bairro, além de prático, bonito.

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