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João Clemente

Rodrigo Diniz Mascarenhas Sócio da Lalubema fala sobre os desafios de encarar um novo negócio

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N E W S

STAKEHOLDERS

Um empreendedor lapidado pela perseverança, dedicação e também pela sorte. A história de Rodrigo Diniz Mascarenhas começou com uma calculadora Texas 58 C, presente de 18 anos dado pelo pai após a aprovação no vestibular. Com uma visão aguçada, ele transformou um programa de folha de pagamento na RM Sistemas, uma das maiores empresas de informática do país - que antes de ser vendida para a multinacional Totvs, em 2006, contava com 19 mil clientes e 1,4 mil funcionários. Agora, Rodrigo encara um novo desafio: conquistar um lugar ao sol no mercado de soluções móbiles. Publicação TRANSAEX | Venda Proibida Distribuição Dirigida


TRANSAEX A edição que encerra o ano de 2012 reúne dois especialistas em áreas distintas que compartilham de um fator em comum: o crescimento recente. Na entrevista, conhecemos um pouco mais do case (de sucesso) do empreendedor Rodrigo Diniz Mascarenhas (ex-RM Sistemas e atual sócio da Lalubema) e os desafios do mercado de soluções móbiles. Contamos ainda com o jornalista e ex-diretor de Comunicação da Iveco para a América Latina, Marco Piquini, que destaca a comunicação integrada como um diferencial competitivo de mercado. Atenciosamente,

Paulo Eduardo Pinto DIRETOR CORPORATIVO

Cláudio Terrier

DEPOIMENTOS “Precisamos de um plano de desenvolvimento focado na infraestrutura. O país está atrasado e precisa de tudo: rodovias, ferrovias, hidrovias aeroportos, meios de transporte de massa.”

Cláudio Terrier

Adalcir Ribeiro Lopes - Diretor-presidente da Transpeciais STAKEHOLDERS - Outubro 2012

“O setor de serviços começa a ocupar um espaço maior, mas é precipitado esse fenômeno ocorrer agora, o Brasil ainda não tem infraestrutura.” Robson Tadeu Lage Alves - Vice-presidente da Toshiba Infraestrutura América do Sul - STAKEHOLDERS - Abril 2012 A TSX News é uma publicação da TRANSAEX Comércio Internacional. Todos os direitos reservados. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não representam a opinião do informativo ou da TRANSAEX. A reprodução de matérias e artigos somente será permitida se previamente autorizada, por escrito, pela equipe editorial, com créditos da fonte. Mais informações: www.transaex.com.br.

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PUBLICAÇÃO TRANSAEX • TSX NEWS DEZEMBRO/2012| Venda Proibida

Matriz: Rua Alagoas , 1000 - Conj 1001 Funcionários - Belo Horizonte / MG - 30130-160 Tel: (31) 3232.4252 - www.transaex.com.br


Rodrigo Diniz Mascarenhas

João Clemente

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“O desenvolvimento de programas para esse mercado é muito recente. Detectamos que essa novidade tem um grande potencial de crescimento nos próximos anos.” • Após a venda da RM Sistemas, você parau por um tempo e retornou aos negócios recentemente com a Lalubema. Por que escolheu o segmento de soluções móbiles? Havia uma cláusula no contrato de venda em que eu não poderia atuar no segmento por cinco anos. Durante esse tempo montei o escritório, fiquei aguardando e estava atento ao mercado. Escolhemos (eu e os sócios William Tadeu Silveira, Filipe Rhodes e Leonardo Diniz Mascarenhas, todos oriundos da RM) esse setor porque ele é novo. Assim como ocorreu em 1986 com a RM, naquela época a microinformática estava começando. O desenvolvimento de programas para esse mercado é muito recente. Detectamos que essa novidade tem um grande potencial de crescimento nos próximos anos. • Quais são as diferenças e semelhanças desse mercado se compararmos ao desafio da sua antiga empresa? A grande semelhança é estar traba-

lhando mais uma vez em um mercado novo. Na época da RM, a maior dificuldade era convencer o empresário que o meu programa e um computador trabalhariam mais do que dez pessoas em uma sala. Nos cinco primeiros anos da RM não dava para pagar as contas, tivemos muitas dificuldades. O grande diferencial da Lalubema é o aporte financeiro. Hoje, temos capital para investir e o desafio é acertar o alvo. É como o trabalho de um cantor/compositor, quando ele faz a música: ele ainda não sabe se é boa, se vai virar sucesso. • A propósito das dificuldades encontradas na época da RM, como foi o processo de criação da empresa? Tudo começou durante um estágio de engenharia civil na construção do aeroporto de Confins, em 1984. Aprendi a mexer com folha de pagamento e criei em uma calculadora Texas 58 C um programa. Em seguida, com um computador CP 500 aprimorei o programa da folha de pagamento. Larguei a

faculdade e passei a prestar o serviço. Em 1986, surgiu um cliente e um serviço grande. Eu peguei, mas não conseguia terminar. Faltando 15 dias para o prazo, encontrei com o Mauro Tunes Júnior, um amigo que conhecia de informática e o convidei para me ajudar. Conseguimos entregar o serviço e isso foi muito importante, era um grande contrato que possibilitou melhorias. Saímos do quarto do zelador do prédio do meu pai e abrimos um escritório. O Mauro tornou-se sócio. O capital foi de US$ 4 mil. Com o programa de folha de pagamento e contabilidade, crescemos em Belo Horizonte, mas foi a nossa presença na Fenasoft, Feira Nacional de Software, no Rio de Janeiro, em 1988, que abriu as portas da RM para o país. Saímos de lá com representantes em todo Brasil.

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Stakeholders DIbIARRodrigo • E o maior desafio do novo negócio? Creio que o maior desafio da Lalubema é contar com profissionais talentosos que possam criar produtos que sejam realmente interessantes para o mercado. Temos 17 profissionais e acabamos de aprovar cinco novas contratações. Pode demorar até três meses para encontrarmos alguém com o perfil desejado. Temos trabalhado em diversas frentes para localizar profissionais. Além do treinamento interno, tenho feito palestras em faculdades. Organizamos ainda encontros regulares com os desenvolvedores de Belo Horizonte. A cidade tem muitas empresas no setor e como o mercado é novo para todos, criamos esse espaço para a troca de ideias e contatos. O trabalho é complexo e novo. Você faz para uma plataforma IOs, depois faz para Android. Lançam um aparelho novo e às vezes o

Diniz Mascarenhas

aplicativo não funciona. É uma situação normal para quem produz software, mas noto que falta mão de obra qualificada.

sejam menores, o processo é mais dinâmico. Na venda para uma marca, o processo é mais longo.

• Em quanto tempo espera colher os resultados da nova empreitada?

• A sua história é marcada pelo empreendedorismo, dedicação e sorte. Algum exemplo na família?

É difícil precisar, mas estimamos que ainda em 2012 a empresa já comece a se bancar. Recebemos dados de vendas de smartphones e vendas de PCs e desktops. Acredito que em breve ninguém vai precisar de computador. Estamos investindo em produtos e buscando algumas parcerias. A acessibilidade do mercado é o diferencial. Você não precisa se deslocar, está no alcance das mãos. Considero duas fontes: a venda de aplicativos direta para o usuário e a criação de produtos para empresas. Acredito que a primeira será maior. Embora os valores dos aplicativos à venda

Não sei. Na história da minha família, o meu avô Antonino Pinto Mascarenhas conduziu a Cedro Cachoeira, empresa do segmento têxtil, na época da Segunda Guerra Mundial. Sempre fui muito dedicado, batalhei muito. Na época da RM eu tinha a necessidade de ganhar o dinheiro. Hoje, não é o dinheiro que me move. O desafio de vencer novamente é um combustível. O que mais me dará prazer será quando qualquer aplicativo nosso conquistar 100 mil usuários. Na música, 100 mil cópias vale um disco de ouro!

ARTIGO Comunicação integrada ajuda a gestão da mudança Marco Piquini - jornalista, ex-diretor de Comunicação da Iveco. Fundador da Três Meia Zero Comunicação Integrada As organizações enfrentam um ambiente de negócios em permanente mutação, o que as leva a promover trocas constantes de estratégia. Mudanças geram riscos, e uma das mais eficazes armas que a moderna gestão empresarial dispõe para conduzir essas alterações é a comunicação integrada: ela libera forças internas não utilizadas e ajuda as empresas a alcançar a atenção (e a admiração) dos clientes. A comunicação integrada ajuda a estabelecer, por exemplo, a estratégia da marca que norteia a vida da organização, o posicionamento e a imagem comparada a dos concorrentes, sem a qual qualquer iniciativa nasce capenga de sentido e com longevidade ameaçada. Com base na estratégia de marca, é tarefa da comunicação integrada encontrar e coordenar – e potencializar –

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as ações de assessoria de imprensa, relações públicas, publicidade e eventos, amplificando o resultado e maximizando os investimentos que elas requerem. Assim, as mensagens podem ser transmitidas aos públicos de interesse (e não apenas aos consumidores). Essa comunicação “360 graus” começa envolvendo o público interno e mobilizando-o em torno da estratégia da companhia (o que acelera a implantação da mesma). Segue junto aos fornecedores e parceiros, contribuindo para que os projetos aconteçam no prazo, dentro do orçamento e com os resultados esperados. Pode então ser levada aos clientes e a outros públicos (governo, comunidade etc). O resultado é um relógio: uma série de engrenagens em sincronia. A despeito de inúmeros exemplos em favor desta

prática, muitos executivos continuam de olhos fechados. Profissionais de comunicação enfrentam a incompreensão ou a incredulidade. Um dos motivos está na universidade. Ainda hoje, com as exceções de praxe, os cursos de Comunicação estão estruturados de forma antiga, formam profissionais sem ressaltar o papel da comunicação integrada no mundo dos negócios. Igualmente, os cursos de Administração de Empresas ignoram o assunto, dedicando atenção só ao marketing. Diante da onda modernizante que hoje move a economia brasileira, essa é a hora de mudar. Os benefícios da comunicação integrada são imediatos e intensos. E num ambiente empresarial que nunca esteve tão exigente, ela é um diferencial competitivo que contribui para o sucesso da gestão da mudança.


STAKEHOLDERS - Rodrigo Diniz Mascarenhas (Novembro/Dezembro - 2012)