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TSX NEWS TRANSAEX

www.tsxnews.com.br Ano 5 - Edição 46 - Março-Abril / 2013

Inteligência nos negócios Mensurar, medir e então gerenciar: avanço dos sistemas de tecnologia da informação tem possibilitado mudanças positivas na tomada de decisões ESPECIAL / 8 Eldorado inaugura maior fábrica de celulose do mundo Páginas 12 e 13

comunicação eficaz: um dos segredos da coca-cola Páginas 18 e 19

Bárbara Brandão É A ENTREVISTADA DA SEÇÃO PERFIL Página 25


INTEGRIDADE. FLEXIBILIDADE.

AGILIDADE. CRIATIVIDADE. MODERNIDADE. HABILIDADE. INOVAÇÃO. COMUNICAÇÃO.

VISÃO. GESTÃO. TRADIÇÃO.

SOFISTICAÇÃO. SOLUÇÃO.

Feliz Páscoa

COMÉRCIO INTERNACIONAL


CARTAS Quer ver sua mensagem aqui? Fácil! É só mandar para tsxnews@transaex.com.br informando sua opinião sobre tudo o que é abordado na revista.

“É impressionante a forma como a TSX News tem evoluído. Após deixar a empresa, em dezembro de 2011, os periódicos que recebo têm mostrado o quão profissional tem se tornado esse meio de comunicação da TRANSAEX. Parabéns a todos os envolvidos e um grande abraço! Saudades de vocês.” • Rodrigo Silva Outotec – Belo Horizonte/MG

“Parabéns pela competência, a apresentação ficou ótima. Parabéns pela qualidade da revista. Um excelente instrumento de coesão da equipe e motivação coletiva pelos desafios.” • Caio Múcio Pimenta Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) – Belo Horizonte/MG

“Acabei de receber a revista em mãos. Que linda: capa, miolo, hot stamping ! Produto realmente diferenciado! Muito orgulho de fazer parte desta equipe! Parabéns a todos os envolvidos!!!” • Sílvia Costa Link Comunicação – Belo Horizonte/MG

“Ouvi muitos profissionais e clientes parceiros da TRANSAEX fazendo comentários positivos sobre a última edição da TSX News. O layout gráfico, especialmente a capa – linda demais –, trouxe uma vontade de ficar em um lugar tranquilo, bem quietinha, saboreando todas as matérias.” • Andréia Borges TRANSAEX – Belo Horizonte/MG

“Adorei a nova ‘cara’ da revista TSX News, ela está muito mais bonita e as informações visuais estão na medida.” • Bruno Massula TRANSAEX – Belo Horizonte/MG

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TSX NEWS - Abril / 2013


SUMÁRIO

04 - Cartas

18 - Branding

05 - Sumário

20 - Colunas

06 - Editorial

24 - Vírgula

07 - Direto ao Ponto

25 - Perfil

08 - Especial

26 - Desembarque

12 - Know-How

28 - Literatura

14 - Interface

29 - O Que Estou...

16 - Bem-Estar

30 - Ponto de Vista

Em entrevista à TSX News, o CEO e escritor Renato Grinberg fala sobre sua carreira e apresenta algumas das principais dicas contidas em seus livros para alcançar o sucesso no mundo dos negócios. TSX NEWS - Abril / 2013

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EDITORIAL Olho de tigre “O olho de tigre não é apenas aquela garra que você demonstra no instante da vitória. É também sua precisão em definir um objetivo e estabelecer a estratégia para atingi-lo. É seu autoconhecimento, que faz você reconhecer suas fortalezas e suas fraquezas, para conseguir chegar mais rápido à sua meta”, afirma Renato Grinberg especialista em desenvolvimento profissional, liderança, gestão de empresas e um dos palestrantes mais requisitados do país. Grinberg também é autor do best-seller “A Estratégia do Olho de Tigre” e entrevistado do encarte Stakeholders desta edição da TSX News. Aliás, edição esta que nos enriquece e chama atenção para a importância da informação. Não um dado solto e desprovido de análise e conexões, mas o conhecimento extraído que é medido e gerenciado. É a tecnologia da informação amparando as decisões e modelos de gestão estratégica.

Uma ótima leitura a todos, Paula Pimentel

EXPEDIENTE TSX NEWS Fundadores:

Flávio Leite e Paula Pimentel

Diagramação:

Revisão:

Colunistas:

Impressão:

Danielle Marcussi

Índdice Comunicação - Leonardo Sathler

Comunicação e Relações Interpessoais - Letícia Lage Expre$$ão - Bruna Rodrigues Relações Internacionais - Isabella Maciel Volta ao Mundo - Luzia Lima Literatura - Roberto Fonseca

Jornalista Responsável:

Editoras:

Sílvia Caldeira Costa (MG 09 135 JP)

Natália Fonseca e Paula Pimentel

Subedição:

Fotos:

Produção Editorial:

Link Comunicação Empresarial

Projeto Gráfico:

Ewerton Martins

Redação:

Eron Rodrigues

Carol Reis Fotolia Shutterstock Stock Photos

Regina Palla Paulinelli Serviços Gráficos

Tiragem:

350 exemplares

TRANSAEX Corpo Diretivo: Flávio Leite José Luis Hormazábal José Sérgio Pinto Luiz Fernando Pinto Paulo Eduardo Pinto

A TSX News é uma publicação da TRANSAEX Assessoria Ltda. Todos os direitos reservados. Os artigos assinados e os demais textos autorais são de inteira responsabilidade dos autores e não representam a opinião da revista ou da TRANSAEX. A reprodução de matérias e artigos somente será permitida se previamente autorizada, por escrito, pela equipe editorial, com créditos da fonte. Mais informações: www.tsxnews.com.br

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COMÉRCIO INTERNACIONAL

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A estratégia do sucesso

O sucesso de uma empresa depende de inúmeros fatores e, apesar de não haver uma fórmula secreta para que o êxito seja alcançado, podemos dizer que alguns elementos são essenciais, independentemente do tamanho ou segmento da organização.

Na TRANSAEX, encantar pessoas é uma prerrogativa que remonta à criação da empresa, há 20 anos”

Na TRANSAEX, encantar pessoas é uma prerrogativa que remonta à criação da empresa, há 20 anos – e que vem colaborando fortemente para o nosso sucesso. Indica que é preciso conhecer desde as questões mais objetivas para a execução de cada projeto até os pontos menos evidentes – mas que sim, fazem toda a diferença. Tudo isso porque o primeiro segredo para o sucesso está em conhecer o cliente ao ponto de não precisar perguntá-lo insistentemente o que ele deseja. Surpreender é palavra-chave. Aqui entra o segundo elemento: constância e consistência no serviço prestado. É comum as empresas iniciarem a relação com o cliente oferecendo o que têm de melhor, mas, por comodismo, diminuírem o ritmo com o passar do tempo. Erro crasso! Como bem compara o consultor Scher Soares, a barra de exigência nas empresas deve ser igual à de atletas de salto em altura: sempre aumentada em busca de resultados cada vez melhores. Em outras palavras, não se acostumar com o resultado apenas bom, mas buscar o desempenho ótimo. Valorizar o público interno também é ponto que merece destaque. Toda empresa que almeja o reconhecimento deve ter em mente que o maior bem que ela possui

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DIRETO AO PONTO

é o capital humano. A razão é simples: de nada adianta ter boa estrutura se os funcionários não estiverem empenhados com as metas da companhia. O encantamento dos clientes, inclusive, depende necessariamente do trabalho dos funcionários. Por falar em público interno, Renato Grinberg, entrevistado do encarte Stakeholders desta edição, defende que diversidade é um fator que merece mais atenção nas empresas. Profissionais com backgrounds diferentes são capazes de enxergar o negócio por outros ângulos e propor novas soluções. Portanto, diferença nem sempre é problema. Por fim: bem-sucedida é a empresa que não tem medo de mudança e está sempre disposta a ajustar as velas quando os ventos variam de direção ou de intensidade. Afinal, como diz a célebre frase de Albert Einstein: “Não há maior sinal de loucura do que fazer uma coisa repetidamente do mesmo jeito e esperar a cada vez um resultado diferente”. José Luis Hormazábal

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INTELIGÊNCIA NOS NEGÓCIOS A tecnologia avançou muito, e de forma intensa, nas últimas décadas. Por causa disso, a utilização dos recursos da TI para a gestão de negócios tem se tornado mais frequente e eficiente. Os motivos podem ser resumidos na frase de David Norton e Robert Kaplan, professores que inventaram, nos idos de 1992, um dos precursores modelos de gestão estratégica – o Balanced Scorecard (BSC): “O que não é medido não é gerenciado”. Em outras palavras, o que os estudiosos norte-americanos defendiam era a utilização dos dados provenientes de sistemas computacionais para obtenção de informações mais claras sobre as organizações. Dessa forma, a tomada de decisão passaria a ter como base números concretos – os produtos e clientes mais e menos lucrativos, por exemplo – e não apenas o feeling empresarial. “Pegue como exemplo as vendas de determinado produto que, sem aviso prévio, começam a despencar. Ao primeiro indício de que isso ocorre, acende-se a luz amarela e busca-se a razão. Seria a ação de um concorrente? As margens estão adequadas? A queda foi global ou regional? Todas essas respostas certamente ajudam na tomada de decisão”, destaca Francisco Spíndola, Key Account Manager da Micro Focus Brasil, empresa especializada em softwares para modernização, gestão e testes de aplicações corporativas. A evolução dos sistemas deu origem ao termo Business Intelligence (BI), que trata do uso de sistemas inteligentes nos negócios. A premissa básica é de que informações diversas – desde números relativos às finanças da empresa até conversas de corredor com integrantes da equipe – possam ser armazenadas em softwares para a organização dos dados e o seu possível uso a favor do negócio. A

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inserção desses itens no sistema precisa ser o máximo correta e verídica possível. Para tanto, deve haver total conscientização dos profissionais de que as informações levantadas auxiliarão nos caminhos da empresa. De acordo com Samuel Gonsales, diretor da Kayros IT, consultoria especializada em modelos de gestão estratégica, quando os dados do BI indicam a necessidade de mudanças, o primeiro passo a ser dado é a elaboração de um projeto por parte dos gestores. “Se a mudança for reativa, ou seja, se não estava no planejamento da organização, é fundamental reunir mais informações a respeito antes de promover a mudança em si. Os tomadores de decisão, que conhecem bem o negócio, empreenderão a mudança com foco na minimização do impacto na organização, evitando, com isso, grandes desperdícios de esforços e dinheiro”, afirma. Para Francisco Spíndola, uma forma de tornar o TSX NEWS - Abril / 2013

processo mais eficiente é focar em algumas áreas internas específicas, em vez de promover o BI de uma só vez em toda a empresa. “É preciso uma troca de enfoque. Em vez de focar a empresa toda em um grande projeto corporativo de BI, proponho focarmos determinados processos-chave com seus dados e indicadores e aplicarmos a tecnologia aí, monitorandoos se possível em tempo real. Dessa forma, é possível identificar as ameaças praticamente no momento em que elas acontecem e agir imediatamente na correção de rumos.”

Dados, apenas, não bastamstam Engana-se, porém, quem pensa que os sistemas inteligentes funcionam como um passe de mágica. “Infelizmente, muitos gestores acham que o BI vai resolver sozinho todos os problemas da empresa, e isso não é verdade. O BI é excelente, mas depende de os tomadores de decisão conhecerem muito bem o

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negócio e os objetivos estratégicos, pois só assim conseguirão utilizar as informações geradas de forma consistente”, ressalta Samuel Gonsales. A necessidade da união entre a inteligência humana e a inteligência computacional também é defendida por Francisco Spíndola. “Os dados, por si só, não dizem nada. A proposta é identificar junto aos gestores quais são os indicadores realmente importantes e, a partir dos dados, construir as visualizações que permitam acompanhá-los no dia a dia.” Numa escala ideal, os dados seriam, então, o primeiro de três estágios para a tomada de decisão. O segundo passo é a informação, ou seja, os dados dotados de relevância e propósito a partir da mediação dos gestores. Já o conhecimento é o ponto de chegada – a informação acrescida de reflexão e análise. É aonde os dados obtidos inicialmente devem levar. Além da proximidade dos gestores durante o processo, Samuel considera essencial o envolvimento dos profissionais de TI. Vale ressaltar, entretanto, que a implementação do BI não deve, de forma alguma, ser uma responsabilidade exclusiva desse profissional. “Se a TI estiver alinhada aos

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‘O que não é medido não é gerenciado’, já diziam Robert Kaplan e David Norton, autores da metodologia Balanced Scorecard (BSC) em 1992. A ideia é que os dados concretos ofereçam informações mais claras sobre os caminhos a serem seguidos pelas organizações”

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objetivos estratégicos do negócio, tanto as informações prestadas à diretoria como as ações diárias da equipe tendem a ser eficazes. Por outro lado, se não existir governança de TI, a empresa terá sempre de correr atrás. Ela não conseguirá se antecipar aos fatos e isso é extremamente prejudicial ao negócio como um todo.” Opinião também compartilhada por Francisco. “Não se trata de uma grande inovação tecnológica e sim de uma readequação na forma de pensar”, completa.

Eficiência comprovada

Infelizmente, muitos gestores acham que o BI vai resolver sozinho todos os problemas da empresa, e isso não é verdade. O BI é excelente, mas depende de os tomadores de decisão conhecerem muito bem o negócio e os objetivos estratégicos” Samuel Gonsales

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Uma situação que se repete com frequência entre as empresas que optam pelo BI é a descoberta de cenários até então inimagináveis. “Eu participei da mudança em uma rede de lojas de varejo. Eles tinham a premissa de ter o mesmo número de funcionários em ambos os períodos em suas lojas. Um determinado relatório gerado pelo BI, porém, apontava que o período da manhã era muito fraco e que no período da tarde/noite os números representavam de 70 a 80% das vendas totais”, conta Samuel. “Em contato com a diretoria da empresa, iniciamos um processo que desalocou grande parte dos funcionários da manhã e aumentou o quadro do segundo período, o que representou um ganho expressivo em vendas para a empresa”, completa. Um dos melhores exemplos do sucesso do BI vem do caso envolvendo o Walmart. O estudo das vendas da empresa identificou uma curiosa relação entre o consumo de cerveja e fraldas descartáveis. A razão? As esposas pediam frequentemente aos maridos para buscar fraldas após o trabalho e eles aproveitavam o fato de estar no supermercado para comprar cerveja. Feita a constatação, o Walmart aproximou os produtos em suas lojas e, consequentemente, ampliou a venda de ambos. “Não basta saber que existem tickets com cerveja e fralda. É preciso saber o que fazer para maximizar as vendas dos produtos com essa informação”, finaliza Samuel.

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KNOW-HOW

A novata Eldorado Brasil, braço do setor de celulose da holding J&F, iniciou no final de 2012 as operações com sua primeira fábrica. Localizada em Três Lagoas (MS), a unidade possui capacidade de processar 1,5 milhão de toneladas de celulose de eucalipto por ano, números que a credenciam como a maior fábrica de celulose em linha única do mundo. Sozinha, a fábrica será responsável por 20% do total das exportações brasileiras do setor. O principal destino da produção são os mercados produtores de papel da Ásia, da Europa e das Américas. A Eldorado conferiu a totalidade de seus processos de desembaraço aduaneiro à TRANSAEX, principalmente pelo know-how da empresa nesse tipo de trabalho. Os investimentos para a implantação da nova fábrica foram de aproximadamente R$ 6,2 bilhões. A unidade destaca-

se por consumir madeira cultivada em ciclos renováveis que seguem preceitos mundiais de sustentabilidade. A empresa, recém-criada, já desponta como a sexta maior produtora mundial de celulose, com perspectiva de ganhar mais algumas posições nos próximos cinco anos, de acordo com os seus planos de expansão. A fábrica sulmato-grossense é a primeira de três unidades de produção que a empresa espera construir até 2021. Com as novas unidades, a companhia alcançaria capacidade total de cinco milhões de toneladas por ano, pouco menos que a atual produção das líderes do mercado. Em janeiro, aconteceu a exportação da primeira carga de celulose da empresa pelo Porto de Santos (SP) – um carregamento de 2,5 mil toneladas. A remessa teve como destino a cidade de Mobile, no Alabama, nos Estados Unidos. Em 2013, a Eldorado estima faturar R$ 2 bilhões. J.J Cajú

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A Eldorado iniciou operações com um modal diferenciado de logística. Além de possuirmos o diferencial, contamos com o apoio de parceiros que nos ajudam a desembaraçar a carga e fazer com que ela chegue ao destino final dentro do prazo, como é o caso da TRANSAEX” Álvaro Ivan Bunster – Gerente de Logística da Eldorado Brasil

A implantação da fábrica fez também com que Três Lagoas recebesse a alcunha de capital mundial da celulose, tendo em vista que a cidade já conta com uma unidade da Fibria com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas por ano. Graças à inauguração da fábrica da Eldorado, a previsão de crescimento do setor de celulose no Mato Grosso do Sul é de 55% para 2013.

Decisão estratégica, perspectivas positivas Segundo Carlos Monteiro, diretor técnico e industrial da Eldorado Brasil, em recente entrevista concedida ao portal Celulose Online, a escolha do local para a implantação da fábrica levou em conta vários fatores, entre eles o clima e a geografia favoráveis para o plantio de eucalipto e a possibilidade de usar os sistemas modais rodoviário, hidroviário e ferroviário para transporte da celulose. De acordo com o executivo, a demanda por celulose de fibra curta cresce mundialmente entre 1% e 1,5% ao ano, e a participação do setor na balança comercial brasileira foi de 2,7% em 2012. Carlos Monteiro destaca ainda que desde 2010 o segmento não contava com o surgimento de nenhuma grande organização para atender à demanda do mercado, algo que muda com a chegada da Eldorado. O diretor delimita os objetivos da empresa nesses primeiros meses de atuação. “O nosso desafio é acompanhar o crescimento da demanda mundial por celulose com competitividade e sustentabilidade. Temos responsabilidade social e ambiental fortemente apoiadas em um modelo inovador de atuação, que valoriza o papel e as pessoas.” Ao todo, a empresa conta atualmente com 2,5 mil colaboradores, distribuídos entre as áreas industrial e florestal. TSX NEWS - Abril / 2013

Pouca idade, ambição de gente grande A empresa – que já nasceu grande – tem ambições ainda mais ousadas, conforme ilustra José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado Brasil, em entrevista ao portal Campo Grande Notícias. “Vamos exercer um papel de liderança no mercado mundial de celulose já no curto prazo.” Para isso, a parceria com a TRANSAEX nos trabalhos de exportação de mercadorias mostra-se essencial. “Temos em mãos um número expressivo de pedidos para embarque imediato, tanto para Ásia quanto para a Europa, a América do Norte e o Brasil. Além desses pedidos, começamos a embarcar para clientes de contrato – ou seja, vendas regulares que serão entregues nos destinos finais no exterior”, salienta Reginaldo Gomes, diretor comercial da Eldorado, também em entrevista ao portal. Ainda de acordo com a reportagem, o planejamento da Eldorado prevê o plantio de 160 mil hectares de eucaliptos ao longo de 2013 para que não falte matériaprima para a produção. Um viveiro próprio, localizado no município de Andradina (SP), tem capacidade anual de 35 milhões de mudas de eucalipto. Outro ponto de destaque, conforme anunciou o presidente Grubisich durante a solenidade de inauguração da fábrica, é a sua autossuficiência em energia elétrica. A fábrica tem capacidade e deverá gerar cerca de 220 megawatts por hora, valendo-se de biomassa, energia de fonte verde e renovável. “Esta energia é suficiente para suprir uma cidade como Curitiba (PR) ou Campinas (SP)”, mediu.

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INTERFACE por: Flávio Leite

O mercado brasileiro de logística visto por um profissional europeu Na a Interface desta edição tive o prazer de entrevistar Ben Van de Voorde, no caminho de Antuérpia para Liège, na Bélgica. Na oportunidade, pude conhecer mais de sua vida profissional e de sua visão sobre o mercado de logística no Brasil, entre outros pontos. Gerente de Exportação da Ziegler Group e parceiro da nossa empresa por mais de uma década, Ben se tornou um amigo e, inclusive, prestigiou as comemorações dos 20 anos da TRANSAEX no ano passado. Agora ele abrilhanta a nossa TSX News. Flávio Leite: Ben, vamos começar falando sobre o seu início no setor de logística. Ben Van de Voorde: Eu comecei bem cedo porque meu pai trabalhava na área, em uma empresa chamada Walterclerk. Ele era a pessoa que ia a bordo dos navios, fazia os agendamentos com o capitão para recebimento de comida e bebida, cuidava das passagens dos tripulantes que tinham de voltar para casa. Cuidava também dos voos deles, de agendar consultas ao médico, esse tipo de coisa. Quando eu era jovem, ele costumava me levar nos navios e isso foi um ótimo aprendizado. Eu era muito interessado nesse tipo de trabalho e então decidi iniciar meus estudos na faculdade em Agenciamento de Cargas e Logística. Logo que me graduei, comecei a trabalhar em uma pequena empresa de navegação.

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Ben Van de Voorde e Flávio Leite

Os funcionários novos precisam estar bem perto de alguém com mais experiência” (Ben Van de Voorde)

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FL: No Brasil, há oferta de cursos de Negócios Internacionais, mas não de Logística especificamente. Nesse ponto, quais as principais vantagens dos profissionais europeus? BVV: Sempre penso que estudar Logística em Antuérpia é um diferencial e que os empregados aqui, além de muito rápidos, entendem facilmente como precisam atuar e como coordenar um embarque. Eles têm muita atenção aos detalhes e à legislação para transportes, seja por caminhão, trem ou barcaças e conhecem profundamente as leis do direito marítimo internacional. Eles atuaram como estagiários nos escritórios e tiveram a oportunidade de trabalhar em um dos maiores e mais movimentados portos do mundo, com a formação teórica de uma universidade. FL: É perceptível a diferença de um profissional que aprendeu a dinâmica da logística na prática do dia a dia para aquele que teve princípios teóricos na academia? BVV: Sim. Aprender na pratica é mais complicado. Pode haver desentendimento de alguns pontos ou situações. Os funcionários novos precisam estar bem perto de alguém com mais experiência. Para operações do dia a dia, não há muito problema, porque geralmente já há um modus operandi definido. Já para desenho e coordenação de operações diferenciadas, é necessário o apoio de alguém com bastante vivência. FL: Em que ponto a atividade mais se desenvolveu em comparação com o passado? BVV: Certamente os meios de comunicação foram os que tiveram maior desenvolvimento. Quando comecei, trabalhávamos com telex, fax, perdia-se muito tempo. Hoje é tudo operado por e-mail e on-line. Uma pessoa pode produzir muito mais do que há uma década. Antes tinha muito papel a ser preenchido e isso trazia perda de tempo para o processo. A velocidade aumentou. FL: O Brasil participa ainda com um percentual pequeno do Comércio Internacional. Por ser um trabalho realizado há séculos na Europa, você considera que é mais fácil manejar carga aqui? BVV: Sim, acredito que desenvolvemos muita experiência em movimentação de carga. As vias de acesso, de forma geral, são muito boas. Temos muitas conexões por trem e por água, e isso ainda falta muito no Brasil, onde a infraestrutura não está acompanhando o desenvolvimento da economia. Na Europa, os investimentos nesta área são feitos há muitos anos. Por isso, penso que seja mais fácil TSX NEWS - Abril / 2013

movimentar cargas por aqui. FL: Você tem trabalhado por muitos anos com o mercado brasileiro. O que você sente que mudou? BVV: É notório o desenvolvimento dos profissionais. Há dez anos era bem difícil conseguir conversar em inglês com os parceiros brasileiros. É impensável a atuação em negócios internacionais se seu correspondente não fala inglês, que é a linguagem internacional. FL: E quais são os problemas ainda frequentes? BVV: O pior problema quando se vai exportar para o Brasil é sem dúvida a burocracia. É muito difícil entender o que motiva tal procedimento. Temos de conferir várias vezes os documentos e tentar deixá-los absolutamente corretos, mas um ponto fora do lugar ou alguns gramas a mais ou a menos que o declarado e se perde muito tempo nas liberações. Trabalhamos junto com os representantes para encontrar as melhores e mais rápidas soluções. Os brasileiros são muito diretos e rápidos. Ainda assim, com a burocracia atual e o custo que ela gera, acho difícil o Brasil crescer tanto quanto poderia. FL: Você imagina no Brasil portos com atividade tão grande como o de Antuérpia? BVV: Não acredito porque o Brasil é um país com dimensões continentais. Antuérpia está no centro da Europa, cercada de boas estradas e com ótima infraestrutura férrea e aquaviária. O Brasil precisa de vários portos espalhados para distribuir as cargas. Não acredito na concentração de embarques no Rio de Janeiro ou em Santos, por exemplo. Sem isso, o porto não cresce tanto como acontece em Antuérpia. FL: A propósito, o que você acha que é preciso ser feito para que os portos brasileiros se desenvolvam? BVV: É necessário mais estrutura nos portos e nos terminais de contêineres. Desenvolvimento de retroáreas, pátios, investimento em equipamentos, entre outras coisas. Ouvi dizer que estão construindo muitos terminais novos no Nordeste. Este desenvolvimento é realmente necessário no Brasil. Do contrário, os portos vão continuar congestionados, com atrasos aos clientes e frequentes custos extras.

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BEM-ESTAR por: Paulo Eduardo Pinto

Saúde novamente em primeiro lugar O cenário atual evidencia um frequente relaxamento das pessoas na busca pelo seu próprio bem-estar. É como se fossem entorpecidas pela sede da produção, da competição e do consumo, adiando decisões, terceirizando as próprias soluções ou não discernindo sobre sua existência.

Não é difícil alimentar-se corretamente. Os ‘segredos’ são a assiduidade e a disciplina com que se come”

A situação é tão crítica que aqueles que não agem assim são exceções. Em função disso, são comuns problemas como cansaço, desânimo e a incidência crescente de obesos, hipertensos, diabéticos e depressivos. Entretanto, rotinas simples podem reverter esse quadro, possibilitando ótimos índices de capacitação para a “guerra” cotidiana. Isso porque, quando bem tratado, o organismo é uma máquina plena para esse enfrentamento diário. O tripé energia, descanso e mobilidade física Não é mais segredo que a qualidade de vida depende do tripé boa alimentação, boa noite de sono e exercício físico. Mas, afinal, o que se pode chamar de boa alimentação? Nos anos 70 criou-se o conceito da pirâmide alimentar, dividida em quatro níveis, para ajudar a equilibrar a alimentação. Na base, os carboidratos fornecem energia ao organismo. Toda dieta saudável deve ser composta em mais da metade por cereais e alguns tubérculos como trigo, milho, soja, batata e mandioca. No segundo nível estão as frutas e as hortaliças, ricas em vitaminas e minerais. No terceiro nível estão as proteínas, como carnes, ovos, leguminosas e derivados do leite, importantes para a formação de grande parte dos tecidos. São alimentos a serem consumidos com moderação por seus índices de gordura. O quarto e último nível é composto por óleos, gorduras e açúcares, a serem consumidos de forma mínima, dada sua densidade energética. Não é difícil alimentar-se corretamente. Os “segredos” são a assiduidade e a disciplina com que se come, sendo preciso apenas algum tempo para se assimilar uma rotina nova, adaptando as funções metabólicas à nova

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alimentação. Outro ponto favorável é o de se comer a cada três horas, acelerando-se o metabolismo e gerando menor acúmulo de gordura no organismo.

Parte da felicidade é associada à capacidade de enfrentar o dia a dia. Práticas simples de alimentação são essenciais para isso.

Algumas dicas para uma boa alimentação:

Aliada aos exercícios físicos e a uma boa noite de sono – temas a serem abordados nas próximas edições –, a boa alimentação renderá disposição e um maior número de anos com qualidade de vida.

• Iniciar o dia com uma boa refeição. Muitos desprezam essa regra, mas trata-se da refeição mais importante, pois se passaram pelo menos nove horas de jejum, período em que reservas de energia foram gastas e serão repostas no desjejum; • O almoço deve ser a principal refeição, gerando um

bem-estar moderado; • O jantar deve ser leve e em pouca quantidade; • Evite jantar muito tarde, pois, com o sono, a digestão fica comprometida; • Mastigue bem, iniciando a digestão na boca; • Evite grandes quantidades de líquido nas refeições para tornar eficiente a digestão; • Evite comer em excesso para não sobrecarregar o

sistema digestivo e • Tome ao menos dois litros de água por dia para evitar o acúmulo de gorduras.

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BRANDING

Case Coca-Cola: em cenários adversos, marca prioriza a comunicação Não enxergar o marketing como facilitador de ações de gestão de mercado ainda é algo comum entre inúmeras empresas brasileiras. Mas, afinal, será esse o melhor caminho? Na hora de pensar o investimento na área cabe levar em conta a importância de manter uma imagem positiva junto aos stakeholders. O marketing e a comunicação, quando bem executados, garantem a exposição da marca. Prova disso vem de um caso envolvendo o Walmart. Durante um período, algumas lojas nos EUA eliminaram displays e materiais promocionais de seus corredores. A medida resultou em quedas bruscas na venda. Como diz o ditado: “Quem não é visto não é lembrado”.

Hoje, muitas marcas aparecem, dão um oi para o consumidor e depois desaparecem. Isso não é apropriado. As marcas deveriam estar prontas para ter uma conversa contínua com seu público.” Jonathan Mildenhall – Fonte: Época Negócios

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Atualmente, a meta da empresa é dobrar de tamanho até 2020. De que maneira? Investindo em ações que façam as pessoas do mundo inteiro falarem cada vez mais da Coca-Cola”

A estratégia envolve, entre outros pontos, campanhas de TV e ações nas mídias digitais. De acordo com Jonathan, a Coca-Cola define a sua estratégia de acordo com as características de cada país. Em muitos países são gastos cerca de 80% do orçamento de marketing em comerciais televisivos. Em outros, como o Reino Unido, apenas 30% vão para a TV, por conta da força da tecnologia móvel e a possibilidade de cativar os consumidores por meio das redes sociais.

Comprovação do sucesso Que a logomarca da Coca-Cola sempre foi facilmente reconhecida no mundo inteiro, isso nunca foi segredo. Impressionante, porém, foi o resultado da campanha Open Happiness, lançada na Alemanha em 2012. A proposta foi utilizar apenas uma pequena parte da logomarca da empresa e transformá-la em um sorriso. A cor vermelha e o estilo da tradicional caligrafia da Coca-Cola fizeram com que a identificação fosse instantânea, reforçando o poder da marca no mundo.

Latas personalizadas O marketing, como bem disse o professor norteamericano Philip Kotler, “é a arte de descobrir oportunidades, desenvolvê-las e lucrar com elas. É a ciência e a arte de conquistar e manter clientes, desenvolvendo relacionamentos lucrativos”. Portanto, não deve ser visto como gasto e sim como investimento. Exemplo do poder da comunicação para alavancar o sucesso de uma empresa vem da Coca-Cola, marca mais valiosa do mundo em 2012, de acordo com ranking divulgado pela consultoria de marcas Interbrand. Mesmo durante o período de turbulência vivido pela economia mundial – sobretudo a norteamericana e a europeia – nos últimos anos, a empresa não diminuiu seus investimentos em marketing. Muito pelo contrário. Atualmente, a meta da empresa é dobrar de tamanho até 2020. De que maneira? Investindo em ações que façam as pessoas do mundo inteiro falarem cada vez mais da Coca-Cola, segundo palavras do vice-presidente global de Marketing Estratégico e Comunicação Criativa da Coca-Cola, Jonathan Mildenhall, em entrevista à Época Negócios.

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Em time que está ganhando também se mexe. Prova disso é que, mesmo detendo a liderança na categoria de bebidas light e diet, a Coca-Cola Zero incluiu nomes próprios em suas latas para reposicionar a marca e expandir sua presença no mercado. Sucesso absoluto! Além de atingir o objetivo inicial, a campanha, inspirada em uma ação da empresa na Austrália, tornou-se sucesso nas redes sociais e fez com que as latinhas virassem disputados objetos de decoração. Chuveiro de Sprite no Rio de Janeiro Outro produto da Coca-Cola que acertou em cheio em suas campanhas recentes foi o Sprite. Uma das ações aconteceu em uma praia carioca em pleno Verão. Os banhistas foram surpreendidos com um chuveiro gigante em formato de máquina de refrigerante. Com mais de 1.500 chuveiradas por dia, a ação fez com que as pessoas se divertissem reforçando, a reboque, o conceito de refrescância do Sprite. De tão bem-sucedido, o chuveiro da empresa passou a percorrer outros países.

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COLUNAS

COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Muitos executivos falam sobre a importância de tornar suas organizações competitivas buscando fidelização, inovação e atendimento de qualidade, mas poucos se lembram de que todo sucesso depende basicamente das pessoas inseridas nas organizações. Atualmente, o conhecimento é tido como o principal diferencial competitivo das empresas – e ele está na mente das pessoas. Transformar esse ativo intangível em tangível e possibilitar a organização e a disseminação do conhecimento são fatores cruciais para permitir que a alta direção tome decisões que ofereçam vantagem competitiva. É importante que a organização avalie bem todos os fatores que impactam na implantação de novos projetos e que esteja atenta às mudanças e disposta a quebrar paradigmas, de forma a possibilitar inovação, criação e organização do conhecimento em convergência com a visão e a estratégia formuladas pela alta direção. Um dos principais fatores de impacto é o clima organizacional, sendo este o retrato do grau de satisfação dos funcionários. Considerando que qualquer projeto depende de pessoas, fica claro que projetos ligados à gestão de pessoas, implantação de ferramentas como plano de carreira, participação nos lucros, bonificação individual e para equipes devem ser trabalhados muito antes de qualquer ação relacionada à implantação de sistemas e procedimentos organizacionais.

Letícia Lage trabalha na Unidade de Administração de Projetos da TRANSAEX, em Belo Horizonte. Para contato, envie mensagem no e-mail: leticia.lage@transaex.com.br

Qual é a importância da comunicação nas empresas que buscam vantagem competitiva? Nenhuma empresa evolui com pessoas insatisfeitas e/ou desmotivadas. Ou seja, antes de querer arrumar a casa para visitas (clientes), as organizações devem avaliar se não há sujeira debaixo do tapete. A alta direção deve ter em mente que as organizações são feitas de pessoas e que comunicarse com elas para entender o que precisa ser melhorado permite uma comunicação mais saudável, com o compartilhamento de informações e experiências, em vez de incertezas e fofocas. É importante certificar que a base (os funcionários) de qualquer projeto esteja sólida antes de querer aumentar a construção.

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EXPRE$$ÃO

Na edição anterior, falei um pouco sobre a ida de jovens a outros países com o intuito de estudar e agregar conhecimento sobre culturas diferentes, o então chamado intercâmbio estudantil. Nesta edição, falarei um pouco sobre a readaptação após o intercâmbio.

Bruna Rodrigues trabalha na Unidade

Acredito que a maioria dos jovens não imagina o quão doloroso pode ser a volta ao seu país de origem – neste caso, o Brasil – depois de uma temporada no exterior. Acumula-se tanta expectativa em relação ao retorno que o investimento possa ocasionar que, ao retornar, costuma-se perceber que o intercâmbio não solucionou todas as necessidades. Nesse cenário, alguns problemas sérios de readaptação podem acontecer.

de Gestão Financeira da TRANSAEX, em Belo Horizonte. Para contato, envie mensagem no e-mail: bruna.rodrigues@transaex.com.br

Segundo a gerente de produtos da agência de intercâmbio Experimento, Emília Miguel, o intercambista sai do Brasil com a expectativa de voltar com um currículo excelente e com as portas empresariais abertas. Mas, de acordo com ela, isso nem sempre acontece, pois também depende muito da força de vontade do jovem de aprender com essa riquíssima experiência. Além de problemas gerados pelo excesso de confiança num retorno triunfal ao mercado de trabalho, há pessoas que se arrependem de ter realizado tal investimento em algo que não lhe deu tanto retorno. Isso precisa ser bem avaliado antes de a viagem ocorrer, pois o jovem deve estar bem resolvido no que quer agregar em seu conhecimento não deixando em hipótese alguma o estudo em segundo plano. A família do intercambista que enfrenta problemas com a readaptação também deve ter muita paciência e compreensão. Neste momento, é fundamental que o jovem seja ouvido e que os pais ajudem-no a colocar os pés de volta ao chão. Por estar cheio de planos e sonhos, o jovem necessita de apoio e direção para que se consiga identificar os caminhos mais viáveis, dentro da realidade brasileira, para que seus objetivos possam de fato ser concretizados.

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RELAÇÕES INTERNACIONAIS

De acordo com o último relatório World Economic Outlook, divulgado semestralmente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os Estados Unidos são hoje a maior economia do mundo e a China aparece em segundo lugar. Mas o que levou esses países a alcançarem a posição que ocupam hoje? A China vem registrando um crescimento econômico e político respeitável no cenário internacional, e parece inevitável que continue crescendo mais que os outros países, tendo em vista que o mundo desenvolvido permanece em recessão ou perto dela. Apesar da sua importância no cenário mundial, a China conta com algumas fragilidades, entre elas o falho sistema de distribuição de renda, alguns empréstimos duvidosos e a bolha imobiliária alimentada pelas poupanças elevadas das suas famílias. Na comparação com os EUA, a China sempre almejou respeito, enquanto, para os norteamericanos, o importante é manter-se como única superpotência. Apesar das diferenças e rivalidades, os dois países possuem também interesses comuns, como aumentar o comércio sino-americano e amenizar o déficit das exportações norte-americanas para a China. Conclui-se que a relação entre as nações pode trazer mais ganhos para os EUA, país que ainda se recupera da crise global de 2008 e que enxerga nos chineses a saída para amenizar a situação. Aumentar as exportações para o país oriental seria crucial para a retomada do crescimento da economia norte-americana.

Isabella Maciel trabalha na Unidade de Gestão Logística da TRANSAEX, em Belo Horizonte. Para contato, envie mensagem no e-mail: isabella.maciel@transaex.com.br

Do lado chinês, o principal ganho se daria em relação às pressões que os norte-americanos fazem contra o país e a obtenção de mais apoio político e diplomático dos EUA no cenário internacional. Os chineses também teriam a garantia de um importante mercado consumidor para seus produtos. A integração da economia chinesa ao comércio mundial ainda está nos primeiros estágios, e para administrar esse processo são necessários tratados e debates multilaterais. Além disso, as empresas americanas e regionais terão de continuar se ajustando à crescente importância da China na economia mundial.

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VOLTA AO MUNDO

Já ouviu falar da República da Maurícia? Ou Ilhas Maurício, como é mais conhecida? O paraíso natural, que faz parte das Ilhas Mascarenhas, é destino de viagem para quem curte praias de areias brancas e águas cristalinas. Colonizada por holandeses e logo depois pelos ingleses, a ilha conseguiu sua independência em 1968. Sua população tem várias origens: indianos, europeus, africanos, chineses e malgaxes (quem nasce em Madagascar). São aproximadamente 1,2 milhão de habitantes.

Luzia Lima trabalha na Unidade de Administração de Projetos da TRANSAEX, em Belo Horizonte. Para contato, envie mensagem no e-mail: luzia.lima@transaex.com.br

A economia da ilha gira em torno da agricultura, que representa 60% do seu Produto Interno Bruto (PIB): resultado principalmente da plantação de cana-de-açúcar, que corresponde a 25% do total de suas exportações. Outra fonte de recursos do país é a exportação de chá para os países africanos. O turismo, por sua vez, começou a ser desenvolvido há pouco tempo como forte fonte de renda para o país – em 1996 foi criada a Autoridade de Promoção ao Turismo a fim de investir mais nesse setor, criando programas e projetos para atração de turistas. A cultura do país também é bem diversificada. Em seu calendário existem feriados chineses, hindus, cristãos e mulçumanos. Toda essa diversidade influenciou também a culinária da ilha: no cardápio é fácil encontrar pratos franceses e indianos adaptados ao modo Maurício. Os imigrantes chineses levaram para o local arroz, macarrão e variados tipos de frango, que hoje fazem parte da culinária básica do local. A corrida de cavalos é o principal esporte do país e faz parte do patrimônio cultural da ilha. Trata-se do esporte com mais audiência e número de apostas. Conhece a música sega? É o principal estilo da ilha e advém de uma mistura do folk europeu com movimentos africanos. Sua dança é baseada no improviso, na expressão, e conta com um detalhe: os pés nunca saem do chão e o movimento corporal é essencial. Para conhecer mais sobre a ilha e obter informações sobre turismo no local, visite o site da Autoridade de Promoção ao Turismo (MPTA: tourism-mauritius.mu).

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VÍRGULA Alan Lage acaba de ser promovido ao cargo de coordenador de Diligenciamento Fiscal-Logístico. Profissional da empresa há quase dois anos, Alan pretende, entre outras coisas, aumentar a integração entre as pessoas da equipe e seguir vencendo os desafios do caminho. “A TRANSAEX é um mundo de novos conhecimentos, onde os desafios são superados dia a dia e a rotina passa a ser somente uma palavra desconhecida”, afirma. No dia 25 de abril é comemorado o Dia do Despachante Aduaneiro. Não

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que possui, esse profissional é peça

o nome do autor do livro. Os cinco primeiros a

fundamental para o dia a dia do

responder serão premiados. Uma dica: ele é o

comércio exterior no Brasil - há mais de

entrevistado do encarte Stakeholders.

160 anos. Parabéns aos despachantes!

NOVOS COLABORADORES Bárbara Brandão, da Unidade de Administração de Projetos (Belo Horizonte).

Camila Santos, da Filial Santos.

Larissa Costa, da Unidade de Gestão Logística (Belo Horizonte).

Luzia Lima, da Unidade de Administração de Projetos (Belo Horizonte).

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Filipe Mendes, da Unidade de Diligenciamento Fiscal-Logístico (Belo Horizonte).

Mariana Soares, da Unidade de Administração de Projetos (Belo Horizonte).

Giselle Silva, do Núcleo de Departamento Pessoal (Belo Horizonte).

Karen Vassalo, da Unidade de Materiais (Belo Horizonte).

Max Silva, da Filial Santos.

Thaís Silva, da Filial Santos.

SEJAM TODOS BEM-VINDOS AO TIME TRANSAEX

TSX NEWS - Abril / 2013


PERFIL

BÁRBARA BRANDÃO TRANSAEX – BELO HORIZONTE

Natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, Bárbara Brandão é a convidada da coluna Perfil deste mês. Da região do minério e de miss Brasil, a mineira carrega alto teor de pureza e beleza. Dona de simpatia e carisma ímpares, a profissional da Unidade de Administração de Projetos afirma que positividade e espontaneidade estão entre suas características mais marcantes, assim como a ansiedade.

Aroma: Mademoiselle Chanel

Sempre conectada ao celular e às mídias sociais, Bárbara, que atualmente faz pós-graduação em Comércio Internacional no Ibmec, conta que por meio do estudo e do trabalho busca sua independência financeira, além da oportunidade de conhecer lugares como Nova Iorque e Los Angeles.

Noite: Melhor momento do dia, quando você pode refletir sobre o dia e descansar

Se não existe esforço, não existe progresso”

Cor: Azul Estimação: Theodora, cachorrinha Lulu Pomerânia de seu namorado Superpoderes: Se pudesse, gostaria de ler a mente das pessoas Hashtag: #amigos #família #amor #viagens #cinema #bomhumor Bárbara em uma palavra: Feliz Flores: Orquídeas

“Essa é a flor que desabrocha e invade o ar com seu perfume encantador... Essa é a flor que simboliza o meu nascimento, a minha chegada neste mundo verdadeiro... És os olhos da vida... És orquídea divina... TSX NEWS - Fevereiro / 2013

És flor da minha vida...” Marcelo Fouquet Rosembrock

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DESEMBARQUE “Barra do Jacuípe é uma praia localizada no município de Camaçari, na Bahia. O que mais gostei foi o encontro do Rio Jacuípe com o mar. A praia é tranquila, sem ondas, muito boa para relaxar. Paisagem deslumbrante, principalmente no pôr do sol. O local é perfeito para esportes aquáticos, e no pequeno porto é possível alugar uma canoa para passear pelo rio.”

Ane Félix Barra do Jacuípe / Brasil

“Foi um presente de aniversário num local eletrizante, Boituva (SP). Salto duplo. O treinamento dura cerca de 15 minutos. A queda livre dura aproximadamente 45 segundos – de pura emoção, numa velocidade média de 200 km/h. Depois de seis a oito minutos, cheguei ao chão. Deu uma vontade de começar tudo de novo. Uma sensação única, uma aventura maravilhosa! Poder voar literalmente: simplesmente incrível! Experimentem essa emoção pelo menos uma vez na vida, com certeza vocês não vão se arrepender.” Denise Atanes Boituva / Brasil

“Lavras Novas é um pequeno e charmoso distrito de Ouro Preto (MG) cheio de atrações. Durante o dia há cachoeiras e trilhas para se fazer a pé, de bicicleta ou de triciclo. A cidadezinha é repleta de pousadas lindas e aconchegantes, ideal para quem deseja descansar e curtir a paisagem. Já durante a noite, Lavras Novas oferece muitos bares e restaurantes com clima bem romântico. Indico para quem gosta de simplicidade e admira uma boa paisagem.”

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Maria Lavras N na Soares ovas / Bra sil

TSX NEWS - Abril / 2013


“A razão da viagem foi muito especial: o aniversário de 15 anos da minha filha Letícia Dias Lage. O passeio aconteceu nos parques da Flórida e marcou o fechamento de um ciclo no crescimento dela. Neste último ano, foi ficando muito claro a mudança em vários aspectos. Ser pai e acompanhar esses momentos – infância, juventude e vida adulta – é muito gratificante.” Alan L age Flórid a / Es tado

s Unid os

“Uma vez ouvi dizer que ‘ir ao Marrocos e não fazer uma expedição ao Deserto do Saara é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel’. Essa frase simplória me instigou uma curiosidade fora do normal, que culminou na melhor viagem que fiz até o momento. Um destino bastante exótico, que atende quem quer relaxar em luxuosos resorts em Agadir, barganhar nos mercados de Marrakech ou se aventurar em uma incrível expedição ao Saara.”

Augusto Portilho Zakopane / Polônia

TSX NEWS - Abril / 2013

Filipe Mendes Marrocos Deserto do Saara /

“Zakopane é uma cidadezinha de 28 mil habitantes, localizada no extremo sul da Polônia, na fronteira com a Eslováquia. É conhecida como a Capital do Inverno da Polônia. Rodeada por montanhas e lagos, atrai turistas que desejam praticar esportes de Inverno como o ski e o snowboard e, nos poucos meses de Verão, fazer caminhadas e apreciar a natureza da região. Comparando com outros ski resorts da Europa, Zakopane tem um excelente custo-benefício. Oferece ótimas condições para a prática do ski e baixo custo de equipamento e acomodação.”

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LITERATURA por: Roberto Fonseca

HABEMUS TANGO!

N

o início da noite, a fumaça escura subiu desapontando a todos os que ainda permaneciam diante da Sé no aguardo da revelação. Também pudera, desde as sete da manhã montamos vigília na praça, à espera que se anunciasse a decisão do conclave. Ledo engano! Decisões importantes, como esta, levam tempo para serem tomadas, envolvem questões que estão acima do simples exercício da fé. Ao meu lado, a jornalista italiana Marina Lorenzette, profunda conhecedora dos trâmites vaticanos, acompanhava atentamente o processo, e apostava todas as fichas em uma escolha italiana. Quando me preparava para ir embora, aproximouse um homem de cabelos levemente grisalhos e sotaque portenho perguntando se eu era brasileiro, respondi que sim, e ele, olhando-me nos olhos, fez a seguinte afirmação: - Enfim teremos um papa sulamericano! Perguntei-lhe o porquê de tal afirmação, sem, contudo, obter uma resposta convincente. Só de picardia comentei com visível deboche: - Quem sabe não será dom Diego Maradona, imaginando que o fulano fosse argentino. Não gostou da brincadeira e sumiu na multidão. Lorenzette deu um sorriso descontraído ante a presença de espírito peculiar de brasileiro e para a minha surpresa me convidou

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para um drinque em uma taberna próxima. Aceitei na hora. Marina era uma bela italiana de cabelos castanhos, olhos claros, de postura altiva e ereta. Depois de algumas taças de vinho e muitas risadas das histórias narradas por ela, me vi concordando com uma aposta no mínimo inusitada: - Meu caro amigo, se o pontífice eleito for italiano, na primeira visita dele ao Brasil você será meu cicerone durante a viagem, com direito a visitar aqueles lugares maravilhosos que pude conhecer quando estive lá! - Huumm! Razoável! E se for brasileiro? - Você escolhe! Não dei tempo para que imperasse o bom senso e mandei logo esta:

enorme janela foi aberta e o decano proferiu a esperada frase: Annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam! O povo se regozijou como se houvera acontecido um milagre. Passadas algumas horas, despedimonos, e lá fui eu de volta ao hotel, sem papa brasileiro, sem o beijo da Marina Lorenzette, e para o meu azar dei de cara com o “hermano” e um sorriso irônico estampado no rosto. Como não havia para onde fugir, limitei-me a encará-lo repetindo a frase do decano, o que prontamente foi rechaçado: - No brasileño, no es el dom Diego! Com Chico, habemus Tango!

- Se o eleito for brasileiro, eu quero um beijo seu – longo e apaixonado! Os olhos de Marina Lorenzette faiscaram com este aparente atrevimento e dependendo da sua reação eu trataria como uma brincadeira, mas acho que ela gostou, pois me estendeu a mão e deu como fechada a aposta. Claro que, do alto da sua vasta experiência, ela sabia que não iria perder. Voltei para o hotel e no meio da madrugada lá estava eu sonhando com Marina. No dia seguinte, bem cedo, já estávamos atentos a qualquer fato que pudesse ser noticiado. Enfim, a fumaça branca subiu pela chaminé. A TSX NEWS - Abril / 2013


O QUE ESTOU

...OUVINDO Álbum: Jorge e Mateus A hora é agora ao vivo em Jurerê Artistas: Jorge e Mateus Gênero: Sertanejo Letícia Menezes Álbum: Comatose Artista: Skillet Gênero: Rock Cristão Karen Vassalo Álbum: G3: Live in Concert Artistas: Joe Satriani, Steve Vai e Eric Johnson Gênero: Rock

Rodrigo Martins

Álbum: The Afterman – Descention Artista: Coheed and Cambria Gênero: Rock

Victor Figueira

...LENDO por Fernando Sad:

por Cristiane Bandeira:

“Inspirado por um heterônimo de Fernando Pessoa, o livro ‘O ano da morte de Ricardo Reis’, de José Saramago, possui um texto sutil e profundo acerca das possibilidades da existência, constatando e questionando as inquietudes do ser.”

“Em ‘O Lado Bom da Vida’, Matthew Quick ensina que, apesar das muitas dificuldades do caminho, sempre devemos acreditar que toda história tem o seu final feliz.”

por Edmilson Pinto: “Independentemente das crenças ou filosofias de cada um, ‘O segredo’, de Rhonda Byrne, possui um ótimo conteúdo que nos leva a pensar sobre um plano de vida surreal, mas que de certa forma está ao nosso redor.”

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por Nei Menezes: “Se alguém conseguir ser 100% racional, é aconselhável fugir dessa pessoa, pois será um carrasco, um aparelho de reagir e julgar rígido. Estará preparado para se relacionar com máquinas, e não com imprevisíveis e contraditórios seres humanos. É o que mostra ‘O Código da Inteligência’, de Augusto Cury.”

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PONTO DE VISTA por: Paula Pimentel

QUEM É VOCÊ? “Aquele que conhece a si mesmo é iluminado”, esta frase é atribuída a Lao Tsé que, segundo as tradições, foi contemporâneo e discípulo de Kung Fu Tsé (Confúcio). Tornou-se o guardião dos arquivos do tribunal imperial e atraiu muitos seguidores com sua sabedoria. Lao Tsé desejava que a sua filosofia permanecesse apenas como um modo natural de vida, estabelecido sob uma base de bondade, serenidade e respeito. Coerentemente com a sua maneira, Lao Tsé escreveu aforismos, de forma tal que pudessem ser adaptados por qualquer pessoa, perante diversas situações. Algo aplicável a tudo e a todos; um texto de natureza aberta que não possibilitasse uma forma textual capaz de ser desvirtuada intencionalmente ou simplesmente ser deformada pelas traduções. Uma maneira de aplicação prática de se viver em harmonia dentro do equilíbrio das polaridades – cuja essência do universo conhecido é composta de opostos; por vezes físicos (claro/ escuro), morais (bom/ruim) ou biológicos (masculino/feminino).

Seja humilde, e permanecerás íntegro. Curva-te, e permanecerás ereto. Esvazia-te, e permanecerás repleto. Gasta-te, e permanecerás novo” (Lao Tsé - Tao Te Ching)

Portanto, “quem é você?” Eu? Eu sou do interior. Sou interior e exterior. Sou uma aparência em transformação e um conteúdo em evolução. Sou alegria, tristeza, desatino, angústia. Sou inquietação, dúvida e certeza. Sou atriz e plateia. Sou santa e pecadora. Sou tortura e aventura. Sou tola. Sou calor, amor, paixão e ilusão. Sou tantas coisas que não caberiam nesta edição. Sou os livros que li, os filmes a que assisti, os sonhos que sonhei. Sou os caminhos que percorri e as amizades que fiz. Sou meu eu, sou você. Sou tranquilidade, serenidade, amizade. Sou carinho, sou abraço, sou um beijo negado. Sou as lutas que travei, os ideais em que acreditei, os discursos que professei. Eu sou uma constante mutação, um infinito de possibilidades. Sou Yin e Yang. Sou o reflexo daquele que me vê.

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ROBSON TADEU EXPORTAÇÃO

RODRIGO MASCARENHAS TECNOLOGIA

JOSÉ AFONSO ASSUMPÇÃO AVIAÇÃO

STAKEHOLDERS TRANSAEX

FOTO: ACERVO TRANSAEX. ANO 2013

DELSON TOLENTINO O que é credibilidade? Na visão de Delson de Miranda Tolentino a credibilidade é o resultado de atitudes, do comportamento na vida pessoal e profissional. Isso em qualquer área de negócio VEJA

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TSX NEWS - Edição 46 (Março/Abril - 2013)  

Ano 5 - Edição 46 (Março/Abril - 2013)