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MACEIÓ - SEXTA-FEIRA, SÁBADO E DOMINGO, 21, 22 E 23 DE ABRIL DE 2017

Cidades

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Rede estadual usa contação de história para trabalhar temática do preconceito Em comemoração à semana do livro, gremistas da Escola Estadual Afrânio Lages, no Cepa, promovem nessa quinta-feira (20) oficinas de contação de história para trabalhar preconceitos e bullying com estudantes da educação infantil na Escola Estadual Vitorino da Rocha, no mesmo complexo educacional. De forma lúdica, com a obra “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, e apoio de fantoches, os adolescentes e crianças mergulharam juntos no mundo da leitura, em novas descobertas e sentimentos. “Eu gostei muito. O cabelo da Lelê é grandão e cacheado. Ela fez trancinhas e os colegas gostaram. Colocou presilhinhas e eles também gostaram. E eu gostei muito desta história e quero ouvir sempre”, confidencia a estudante do 2º ano, Eahgy Lima Santos, de apenas 7 anos.

Jogo de xadrez estimula desenvolvimento escolar

SANDRO LIMA

Prática fomenta concentração, raciocínio lógico e aprendizado; mudanças no comportamento também são reflexos entre estudantes EVELLYN PIMENTEL REPÓRTER

S

egundo praticantes e especialistas, o jogo de xadrez é um importante aliado da concentração infantil e no estímulo ao aprendizado. Prova disso é que diversas escolas em Maceió têm incorporado o jogo no conteúdo estudantil. O xadrez pode ser apresentado para crianças a partir dos 6 anos. Segundo Stanley Oliveira Lessa, professor e árbitro da Federação de Xadrez de Alagoas (Fexeal), antecipar a iniciação da criança no jogo facilita a assimilação das técnicas e regras. “Quanto antes a criança começa a ter contato com o xadrez maior a possibilidade de influenciar no comportamento. Até porque crianças de até 7 anos assimilam muito melhor o que é ensinado do que crianças mais velhas. Costumo dizer que o xadrez não tem idade, o que importa e influencia é a dedicação e a vontade de aprender”, explica Stanley que é também professor de matemática e física. Stanley dá aulas de xadrez em vários colégios particulares de Maceió. Amante do esporte desde os 16 anos, o professor afirma que o jogo só traz benefícios para as crianças. “Ajuda na concentração, atenção, tomada de decisões, memorização. Tenho casos de alunos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) que melhoraram. Alguns já ganharam medalhas de olímpiada nacionais e campeonatos de xadrez local. O aluno desenvolve não só no xadrez, mas também em outras áreas porque o trabalho realizado é multidiscipli-

nar”, aponta Lessa. É o que Elizabete Gomes, mãe de Maria Beatriz de 8 anos, tem percebido em casa. A filha dela, aluna do 3º ano, tem aulas de xadrez há três anos. Para ela, o comportamento da filha sofreu uma mudança significativa. “Ela está bastante interessada tanto em jogar xadrez, quanto nos assuntos da escola. Ela diz que os colegas participam e também gostam muito. Também a notei mais ativa, mais concentrada. Achei que mudou muito”, diz a mãe de Beatriz. Luize Vitória de 11 anos e Laura Sofia de 6 anos são irmãs e fazem juntas as aulas de xadrez. Segundo a mãe das meninas Roberta Gomes Santos, a mais velha começou a jogar há quatro anos e a paixão pelo jogo influenciou a mais nova que também pediu para fazer as aulas. “A escola começou a oferecer junto com os conteúdos e ela começou a fazer. Gostou tanto que pediu para fazer aulas extras. É muita diferença, são muitos benefícios. A prática mental que elas têm, tanto nos estudos como nas tarefas do cotidiano, é um deles. Elas fazem questão de jogar, gostaram muito e não ficam mais sem o jogo”. A mãe de Luize que faz o 6º ano e Laura do 1º ano diz também que o espírito esportivo decorrente do xadrez tem influenciado no relacionamento das irmãs em casa. “Sempre tem aquela briguinha comum de irmãos, mas quando elas começaram a jogar juntas ajudou muito no relacionamento delas, porque elas passaram a praticar em casa. Aí, ficam treinando, jogam juntas. Tem sido muito importante”, detalha a mãe orgulhosa.

Para todas as idades, xadrez é apresentado de forma lúdica em escolas abordando conteúdos multidisciplinares e situações cotidianas SANDRO LIMA

Ajuda na concentração, atenção, tomada de decisões, memorização. O aluno desenvolve não só no xadrez, mas também em outras áreas porque o trabalho realizado é multidisciplinar” STANLEY OLIVEIRA LESSA PROFESSOR DE XADREZ E ÁRBITRO DA FEXEAL

Laura, de 6 anos, se encantou com o xadrez ao acompanhar a irmã, Luize, de 11, jogar

Edição número 2883 - 21, 22 e 23 de abril de 2017  

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