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TRIBUNAINDEPENDENTE

2 POLÍTICA MACEIÓ - SEXTA-FEIRA, SÁBADO E DOMINGO 21, 22 e 23 DE ABRIL DE 2017

ESPLANADA LEANDRO MAZZINI - contato@colunaesplanada.com.br

Desespero venezuelano

A

crise econômica-política-social na Venezuela se agravou a ponto de milhares de venezuelanos atravessarem de carro, ônibus e a pé a fronteira para o Brasil. Eles aportam em Boa Vista (RR), como primeira parada, e de lá rumam para Manaus. Os que ainda têm dinheiro hospedam-se com as famílias em hotéis até comprar imóvel – e mais de 100 estão acampados e famintos na rodoviária da capital amazonense. Em Boa Vista, ganharam famas as ‘Ochentas’. São as venezuelanas que gritam “Ochenta! Ochenta” em esquinas da cidade. É o valor que cobram, R$ 80, para programas sexuais.

Zona de guerra Em Roraima, na capital e interior, há dezenas de casos semanais de imigrantes estupradas, violência entre os próprios hermanos, e com brasileiros. Com mortes.

Mercado Além do problema da Venezuela, os haitianos continuam a entrar forte no Acre. Virou um mercado para brasileiros, tal qual o coiote mexicano que leva patriotas para os EUA.

Lá,lá,lá,lá... A Operação da PF que cercou a Caixa e o Banco Panamericano ganhou outro nome em Brasília. É a “Silvio Santos vem aí..”. O ‘patrão’ era dono do banco ajudado pela Caixa.

CFA & Terceirização Wagner Siqueira, presidente do Conselho Federal de Administração, apoia a terceirização. Garante que “fertilizará a economia e abrirá espaço”: “O que atrapalha o trabalhador é a falta de regulamentação. Precisamos sair da ótica da proteção ao emprego, proteger o trabalhador e abrir caminho para as relações sociais de trabalho”.

Motorizado$ Com a concorrência, os táxis se reinventam. A 99POP e o Méliuz criaram o cashback – devolução em dinheiro de parte do valor das corridas. Por ora, vale em São Paulo, pelos aplicativos das duas empresas. Ao completar R$ 20, o usuário resgata seu dinheiro.

Corte no Censo Deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Rural reforçaram as críticas à “drástica” redução do Orçamento destinado para o Censo Agropecuário 2017, realizado pelo IBGE.

Falta muito Para realizar o Censo de forma plena, segundo o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), são necessários R$ 1,6 bilhão, mas a União dispõe de R$ 505 milhões.

Aposentadoria Diplomata, ex-senador e prefeito reeleito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB) deu um nó na roda do Poder manaura. Avisou que desistiu da Política.

Fronteira ativa O Conselho Nacional de Combate à Pirataria será reativado pelo Ministério da Justiça, que terá ações de inteligência, coordenação e repressão nas fronteiras, em especial com a do Paraguai. O movimento de empresários com o Governo federal é forte.

Comando em trio O Ministro Osmar Serraglio (Justiça), o deputado Efraim Filho (DEM -PB), da Frente de Combate ao Contrabando, e o coordenador do Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, Edson Vismona, se reuniram há dias para discutir a implementação da campanha “O Brasil que nós Queremos: Unidos pelo fim do contrabando”.

Expertise “A união de forças entre Governo, parlamento e sociedade é o caminho para combater o crime do contrabando e o apoio do Ministro da Justiça será fundamental para êxito da defesa do mercado ilegal”, diz Vismona, que foi secretário de Justiça do Governo de SP.

Equação Jucariana.. De Claudio Melo, ex-diretor da Odebrecht em Brasília, sobre senador Jucá: “Eu e o senador tínhamos a convicção de que os apoios aos pleitos da empresa seriam posteriormente equacionados no valor estabelecido para contribuição a pretexto de campanha eleitoral, fosse ela realizada de forma oficial ou via caixa 2”.

.. e Eduardiana Melo também citou propinas que somam mais de R$ 10 milhões ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e disse que os pagamentos criavam “situação confortável”. Com Equipe DF, SP e Nordeste www.colunaesplanada.com.br contato@colunaesplanada.com.br Twitter @leandromazzini

Cortes no orçamento preocupam reitor do Ifal Sérgio Teixeira, dirigente da instituição de ensino, ressalta que mais de 20 mil alunos podem ser afetados este ano CARLOS VICTOR COSTA REPÓRTER

C

om 16 campus em todo o Estado, um custeio geral em torno de R$ 64 milhões e mais de 20 mil alunos afetados, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal) vem passando por diversas dificuldades para conseguir fechar o ano letivo por conta dos cortes do Governo Federal. Em entrevista à Tribuna Independente, o reitor da instituição, Sérgio Teixeira fala sobre o assunto e diz também que vai a Brasília para tentar resolver esses problemas junto ao Ministério da Educação.

Tribuna Independente - Mais um ano de gestão à frente do Instituto Federal de Alagoas, o Ifal, quais os destaques dados em indicadores voltados à educação pública? Sérgio Teixeira - Indicadores são os resultados através da pesquisa e do ensino da instituição que a gente tem alcançado. Números realmente importantes, exponenciais, com o crescimento da quantidade de projeto de pesquisa e pesquisadores, a quantidade de projeto de extensão. Quando nós assumimos só tínhamos um projeto de extensão. Neste ano estamos com mais de 200 projetos, mais de 700 alunos com bolsas de estudo. E os indicadores através do ensino, das olimpíadas, da participação de alunos em eventos nacionais e internacionais e a própria expansão com a interiorização do Ifal. A gente passou de 4.500 alunos para mais de 20 mil estudantes. Ultrapassamos o número de servidores que era de 6 mil servidores quando eu assumi tinha 700. São números gigantescos num curto espaço de tempo e os resultados estão surgindo naturalmente. Tribuna Independente Os atuais investimentos do Governo Federal para o ensino apontam para avanços na educação pública? Sérgio Teixeira - Não. Os números que estamos recebendo desde o ano passado estão nos dificultando bastante. Para se ter uma ideia tivemos o orçamento normal de 2016 e esse orçamento foi limitado 90% do que foi gasto em 2015. No ano passado retornou para algo que foi executado em 2015 e cortou

Sérgio Teixeira vai a Brasília buscar soluções para a falta de recursos no Ifal e defende mobilização

Vou procurar o ministro da Educação também e se não obtivermos nenhum resultado positivo, eu mesmo vou convocar toda comunidade e comunicar o que está acontecendo e fazer uma mobilização 10%. Quando é agora esse mês que saiu a portaria estabelecendo limites. Limite é como se fosse um cheque especial onde você tem o dinheiro lá, mas que só pode gastar dentro daquele limite. Então a gente tem o orçamento mantido, aprovado por lei, porém só posso gastar 80% do orçamento. Isso vai inviabilizar várias ações, tanto que irei para Brasília para tratar diretamente com a secretária sobre isso para ver se mudamos esse quadro, pois essa inviabilização implica no dia-a-dia da instituição funcional, por exemplo, pra você funcionar uma escola tem que ter a limpeza, tem que ter a segurança, tem que ter todo um apoio. Então isso está atacando diretamente a terceirização, que hoje a gente emprega bastante. Em relação à alimentação mesmo, nós temos campus como o de Satuba que é agrícola onde o aluno fica em horário integral, então esse corte atinge a alimentação de lá e inviabiliza

a gente. Isso atrapalha, pois um aluno que tem o incentivo de produzir pesquisa, produzir projeto de extensão já querendo mostrar sua produção lá fora fica impedido e se desestimula. Vai ficar quase impossível de enviarmos qualquer aluno para apresentar seus projetos em outros países. Antes da portaria nós conseguíamos enviar. Tribuna Independente O atual cenário econômico acaba gerando uma série de preocupações quanto ao orçamento para gerir instituições públicas. A condição orçamentária do Ifal hoje atende às necessidades? Sérgio Teixeira - Orçamentárias sim. O orçamento é o suficiente, porém com essa limitação fica inviável a gente conseguir conduzir a instituição dentro do padrão que é o necessário. Teremos que adotar medidas que vai limitar muitas coisas. Fizemos uma reunião e pedimos que cada diretor fizesse um corte dentro desse limite. Ainda ainda irei brigar em Brasília para que isso não ocorra, mas infelizmente é possível se a gente não conseguir negociar que esses cortes venham a atingir principalmente a área terceirizada. Vou ter que limitar a segurança armada que é muito cara. O pessoal que trabalha em recepção, limpeza, isso vai prejudicar um pouco. Tem a despesa obrigatória que eu não posso reduzir, como o consumo de água, energia, isso nós vamos garantir para que os institutos funcionem, porém outras coisas teremos que apertar os cintos para que o instituto não pare,

mas vai ficar difícil a gente investir. Até agora não chegaram os cortes do capital, mas já estão limitando também a gente iria investir em laboratórios e equipamentos que também estão limitados. Tribuna Independente O Congresso Nacional vem aprovando projetos que se voltam contra os trabalhadores. A terceirização, por exemplo, como afeta os serviços da educação pública? Sérgio Teixeira - No nosso caso, áreas que não temos mais cargos criados para fazer concurso a gente é obrigado a terceirizar ou adotar outras medidas como a segurança. Pensamos em fazer como o Estado fez que acabou com a vigilância armada e está investindo na eletrônica e que estamos estudando pra ver se fazemos pelo menos um meio termo, pois de qualquer forma temos um patrimônio muito grande nos campus para deixar de investir. Não existe no quadro o pessoal da limpeza, temos que terceirizar. Agora é claro em outras áreas terceirar professores eu não concordo. Então afeta com certeza os serviços públicos. O importante é você ter o servidor efetivo, qualificado, preparado. Ninguém sabe qual é a preparação e a qualificação através de uma terceirização. E seria ate uma forma de você começar reduzindo os servidores públicos que são necessários para o desempenho das atividades da instituição, servidor concursado. Tribuna Independente - Existe um calendário de mobilizações do Ifal contrário a todas as propostas do governo Michel Temer? Sérgio Teixeira - Tem o sindicato que está atuando ativamente, fazendo assembleias e audiências. Estou aguardando essa reunião que vou ter em Brasília na quarta ou quintafeira. Vou procurar o ministro da Educação também e se não obtivermos nenhum resultado positivo, eu mesmo vou convocar toda comunidade e comunicar o que está acontecendo e fazer uma mobilização. Porque como está vai ficar inviável terminar o ano da instituição. Estamos adotando medidas para que a escola não pare. Medidas de ajustes nos contratos, em cortes para garantir o funcionamento dos institutos. O governo incentivou tanto uma expansão, no entanto quando estamos consolidando vem os cortes.

Edição número 2883 - 21, 22 e 23 de abril de 2017  

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