Page 12

12

CIDADES

MACEIÓ - SEXTA-FEIRA, SÁBADO E DOMINGO, 21, 22 E 23 DE ABRIL DE 2017

TRIBUNAINDEPENDENTE

Hemoal recebe investimento de quase R$ 1,5 mi Recursos são destinados à reforma do segundo andar de prédio do órgão e aquisição de duas vans para transporte de doadores

P

AÍLTON VILLANOVA ailton.villanova@gmail.com COM DIEGO VILLANOVA

Eita remédio do “cabrunco”!

I

ngressei na faixa dos 50, coisa que não teria ocorrido se a competentíssima equipe de cirurgia do coração da Santa Casa, comandada pelo craque José Wanderley Neto, não tivesse entrado em campo a tempo. Baixei naquele nosocômio infartado, mais pra lá do que pra cá, pronto para encarar São Pedro. Saí zerado, com um monte de pontes de safena e com meia dúzia de distintos amigos, todos cardiologistas, felizes e satisfeitos com a minha rápida recuperação. Voltei lá tempos depois, aos 65 anos, para me submeter a novo procedimento cirúrgico, no mesmíssimo coração, dado o fato de que cada uma das artérias que irrigam este órgão muscular estavam entupidas. Hoje em dia possuo nove safenas. É mole ou quer mais? Eu pensava que me achava livre de novo encontro com cirurgiões numa mesa de operações, mas eis que, há cerca de dois anos (e depois de submetido a exames de rotina) descobriram competentes esculápios do Hospital do Açucar e da Santa Casa, que eu tinha câncer num dos meus rins e a vesícula estourada. Encarei numa boa os bisturis dos doutores Ricardo Soares da Costa e Antônio de Pádua Carvalho e hoje, segundo esses amigos, vai demorar um pouco mais para me deparar com Papai do Céu. As cicatrizes que se distinguem no meu corpo, me servem como admoestação para continuar respeitando e preservando a Vida. Ademais, representam a suprema ordem no sentido de que devo continuar mais e mais pobre. Explico: o que eu invisto em remédios não está no gibi. Hoje em dia, quase todos os meus vencimentos são comprometidos com a aquisição de medicamentos, sempre mais caros. Não existe, no mundo, negócio mais rentável e lucrativo do que produzir e comercializar remédios. Embora não precise comprovar o que estou dizendo, aqui vai um exemplo do que, por mais eu ganhe dinheiro trabalhando decente e honestamente, menos terei para fazer jus a sua obtenção. Há coisa de três dias voltei ao consultório médico, para exame de rotina e um dos meus clínicos, me encarou com um sorriso que ia de orelha a orelha: - Você vai entrar numa medicação moderna e bastante eficiente, para melhorar o seu desempenho... E disse maravilhas do medicamento. Dessa vez quem riu fui eu: - Manda brasa, doutor. Remédio é comigo mesmo! E ele, cheio de cautela: - Olha, esse remédio é um pouquinho caro! - Ah, deixa comigo, rapaz! Nenhum remédio é caro quando se quer cuidar da saúde, é ou não é? – rebati cheio de entusiasmo. - É isso aí! Sai da clínica direto para a farmácia. Exibi a receita pro balconista e sapequei: - Me vê esse remedinho aí, meu jovem... O balconista pegou o medicamento, botou numa cestinha, passoua às minhas mãos e me dirigi ao caixa. E haja a mocinha do caixa a digitar números e mais números. Terminou, olhou pra mim com a cara de piedade e disse: - São R$ 4 mil e 400 reais! Achei que não tinha ouvido direito e pedi a garota para repetir. Ela repetiu: - São 4 mil e 400 reais! Gelei! Naquela hora não tive outro infarto – dessa vez fulminante -, porque doutor Wanderley Neto e sua equipe capricharam nas minhas NOVE pontes de safena. Mas, caí estatelado no chão, desmaiado. O susto foi grande demais!

Marido crucificado

Dada a sua magreza, o agrônomo Bercildo Machado era conhecido pelo apelido de Macarrão. Também não fazia questão de atender pelos vulgos de Magrão, Fiapo, Lombriga ou Arame Vestido. O rapaz era simpático, estudioso, mas tinha um complexo infeliz da sua raquitice. Bermuda ele não vestia para não exibir os cambitos. Também não andava sem camisa, porque só tinha a pele e o osso. Dona Bercelina, sua extremosa mãe, gastou tudo o que tinha comprando remédios e mais remédios pro filho querido “pegar um corpinho”. Nada. Um dia, Bercildo deixou o acanhamento de lado e partiu para conquistar a bonita donzela Maria Alice, filha da viúva Astrofásia, uma velhota cheia de moral. Conquistada a garota, Magrão avançou resoluto para o casório, que se realizou com muitos cânticos religiosos e orações mil. Faltou dizer que, além de bonita, Maria Alice tinha um corpo sensacional. Pois bem, logo após a cerimônia religiosa, o noivo lembrou-se da sua magreza e ficou preocupado. Chamou num canto o amigo mais chegado e desabafou: - Pô, Ascânio, eu sou magro demais! Como é que eu vou fazer para ficar nu na frente da Alicinha, sem que ela repare no monte de ossos que eu sou? O amigo coçou a cabeça, deu uma temperada na goela e aconselhou: - Faz o seguinte, Macarrão... antes de começarem a transar, você apaga a luz, faz charminho e vai ao banheiro. Em seguida, volta peladão e cai em cima dela, na ferocidade, entende? Mulher gosta disso, rapaz! - Será que vai dar certo, Ascânio? - Pode apostar, meu irmão. É tiro e queda! - Tá legal! – concordou o noivo dentro do terno folgadão. A festa do casório foi bonita e muito animada. Na hora em que os nubentes foram para o quarto conjugal, Bercildo pôs em prática o conselho do amigo. Começou alisando a moça, disfarçou, apagou a luz, fez o tal charminho e entrou no banheiro, avisando: - Me aguarde aí, meu amor! E ela, ansiosa, piscando os olhinhos: - Não demore muito, ouviu, meu amor? Bercildo não demorou nadinha no banheiro. Só fez tirar a roupa e voltar correndo, peladão, para os braços da amada. Da porta do quarto, ele pulou para a cama. No que pulou, Alicinha assustou-se e deu o maior berro: - Socorro, Bercildinho! Caiu um crucifixo em cima de mim!

ara qualificar a captação, processamento, armazenamento, transporte e transfusão de sangue, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) vai receber investimentos da ordem de R$ 1.499.556,65. Os recursos asseguraram a aquisição de duas vans para realizar o transporte de candidatos à doação de sangue, além de garantirem a recuperação e reforma do segundo andar do prédio da Hemorrede Pública de Alagoas, segundo anunciou o governador Renan Filho nessa quinta-feira (20), durante cerimônia realizada na sede do órgão, localizada na no bairro Trapiche, em Maceió. Acompanhado do secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, o chefe do Executivo estadual assinou a ordem de serviço para a execução da obra de reforma, orçada em R$ 1.239.756,65. Com previsão de conclusão em dezembro deste ano, conforme prevê o contrato 91/2017, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição de terça-feira (18), a obra será executada pela Inove Construções. Com isso, segundo Renan Filho, toda a área administrativa do Hemoal vai contar com modernas instalações, segundo prevê o projeto elaborado pela Assessoria de Engenharia e Arquitetura da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Este novo investimento do Governo do Estado, marca o compromisso da atual gestão estadual com a melhoria da saúde pública em Alagoas, conforme ressaltou o governador alagoano, durante o seu pronunciamento, diante de autoridades, doadores de sangue, pacientes hematológicos e servidores do Hemoal, inaugurado em 1981. “A fase do puxadinho e dos improvisos acabou em Alagoas. Estamos realizando novos investimentos na saúde pública de Alagoas. E como nosso pro-

jeto é construir novos hospitais no interior e na capital, também temos que modernizar o Hemoal e o Hemoar, pois eles realizam um trabalho de excelência e fornecem o sangue necessário à demanda transfusional”, salientou Renan Filho, ao parabenizar os servidores da Hemorrede Pública de Alagoas pelo trabalho qualificado que realizam diariamente. MODERNIZAÇÃO Para o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, a saúde pública de Alagoas vive um momento de grandes investimentos e o Hemoal também está sendo contemplado, devido a sua grande importância para o povo alagoano. “Nunca na história da saúde pública de Alagoas um governo realizou tantos investimentos. Além da construção e reforma de novos hospitais na capital e no interior, a exemplo do Hospital da Mulher, cujas obras estão avançadas, estamos assegurando a modernização do Hemoal, para que ele continue ofertando um serviço de excelência”, ressaltou. NOVO SERVIÇO Após a assinatura da ordem de serviço, Renan Filho e Christian Teixeira entregaram duas vans para a Hemorrede Pública de Alagoas. Os dois veículos, que tiveram investimento de R$ 259.800, irão assegurar o transporte de candidatos à doação de sangue até o Hemocentro Regional de Arapiraca (Hemoar) e o Hemoal, que mensalmente coleta entre 2.600 e 3 mil bolsas de sangue. Isso porque, segundo a gerente do Hemoal, Verônica Guedes, a realização de uma coleta externa requer uma previsão de no mínimo 70 doações. A partir de agora, quando a quantidade de candidatos à doação for inferior a este número, as vans serão disponibilizadas para realizar o transporte dos voluntários até a unidade de coleta de sangue. AGÊNCIA ALAGOAS/OLIVAL SANTOS

CidadesemFoco ROBERTO BAIA robertobaiabarros@hotmail.com

Podres poderes

D

os 17 vereadores da Câmara Municipal de Arapiraca, apenas Melquisedec e Sinielza Pessoa apoiam a administração do prefeito Rogério Teófilo. Os demais formam o bloco de oposição. Não resta dúvida que esse afastamento entre o Poder Legislativo e Executivo teve como gota d´água a polêmica entre os vereadores e a secretária de Educação, Mônica Pessoa, que acusou os parlamentares arapiraquenses de exigirem a divisão dos cargos do Programa Seletivo Simplificado (PSS) do setor educacional.

Escândalo do PSS Para acirrar ainda mais os ânimos, a secretária Mônica disse, em um programa de rádio, que se fosse convocada apontaria os responsáveis pela proposta indecorosa. A presidente do Legislativo colocou um balde de gelo para suavizar o escândalo e chegou a falar que ela (a secretária) cometeu um equivoco e estava passando por um “momento de pressão”.

Clima esquentou E o termômetro dessa pendenga ente os dois poderes arapiraquenses foi à sessão realizada na terça-feira, 18, com a presença de uma comissão formada por representantes do Sinteal e do Fundeb. O tom das críticas surpreendeu até mesmo os vereadores Melquisedec e Sinielza, que decidiram ficar em um verdadeiro silêncio sepulcral, enquanto os colegas desciam a “madeira” na administração municipal.

Até o Nezinho Até o vereador Rogério Nezinho, que tem um comportamento mais passivo e amigável, não poupou críticas ao chefe do Executivo ao abordar a área de Educação, onde segundo ele “faltou planejamento para o inicio do ano letivo. Em pronunciamento, denunciou superlotação no transporte de estudantes, além da falta de merenda para escolas e creches.

Manda quem pode Com assessoria: Os servidores do Município de Arapiraca, em greve desde a última segunda-feira (17), devem retornar às atividades, sob pena de receberem descontos em seus salários. O sindicato que representa a categoria também poderá pagar multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. A decisão é do desembargador Klever Rêgo Loureiro, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/ AL).

Sem salário De acordo com os autos, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde, Administração e Serviços do Município de Arapiraca (Sindsar) deflagou greve por tempo indeterminado, devido ao não recebimento do salário referente ao mês de dezembro de 2016.

Alegou “abusiva” O município ingressou com ação na Justiça alegando que a paralisação é ilegal e abusiva, diante da essencialidade do serviço de saúde. Sustentou ainda que a tomada de decisão pela greve não foi legítima, pois não teria sido comprovado o número mínimo de membros na assembleia que decretou o movimento paredista.

Liminar Ao analisar o caso, o desembargador concedeu liminar favorável ao município, determinando que os servidores se abstenham de paralisar as atividades. Segundo Klever Loureiro, o comunicado de deflagração da greve atendeu ao requisito temporal, tendo sido feito com antecedência de 72 horas.

Governador assina ordem de serviço para reforma de andar do prédio do Hemoal

Cidadania O Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senarc), iniciou, no mês de abril, as ações periódicas referentes à Atualização Cadastral de 2017, que inclui os processos de Averiguação e Revisão das famílias que recebem os benefícios sociais através do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com destaque para os beneficiários do programa Bolsa Família.

Processos A Revisão Cadastral garante a atualização dos dados declarados ao CadÚnico, de famílias que não atualizaram o cadastro nos últimos dois anos. Já a Averiguação Cadastral identifica possíveis incoerências nos dados registrados no CadÚnico a partir de um cruzamento com as informações prestadas em outros registros administrativos. Mesmo sendo dois processos independentes, ambos buscam garantir a veracidade e a atualidade dos dados declarados no CadÚnico.

Bolsa Família Neste ano, o processo de Revisão Cadastral será destinado às famílias beneficiárias dos programas Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Tarifa Social de Energia Elétrica e Bolsa Verde. Além dessas, também devem realizar a atualização de cadastro todas as famílias do CadÚnico que não o fizeram nos últimos 24 meses, independentemente de serem ou não beneficiária desses programas sociais. ... Em Alagoas, a primeira etapa do processo conta com 25.621 famílias incluídas no Grupo 1, que estão sendo convocadas a comparecerem as coordenações municipais do CadÚnico e do Bolsa Família para efetuarem a atualização do cadastro até o dia 21 de abril. ... Para o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado, Fernando Pereira, esse é um dos procedimentos mais importantes para a manutenção dos benefícios sociais. ... “Ao todo são mais de 20 benefícios, que, através do Cadastro Único, são destinados às famílias em situação de vulnerabilidade. Por isso, esse momento de atualização cadastral é tão importante. Com esse processo, podemos traçar o perfil atual das famílias para inseri-las no programa social mais adequado. Além disso, podemos, com os dados daquelas famílias que superam as dificuldades e conseguiram deixar os programas, analisar os efeitos desses benefícios”, explica o secretário. Em levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), em todo o país cerca de 11 milhões de famílias serão convocadas, ao longo de 2017, para realizar a Atualização Cadastral. Dessas, 4,2 milhões são beneficiárias do Programa Bolsa Família, das quais 1,7 milhão devem passar pela Revisão Cadastral e 2,5 milhões pelo processo de Averiguação. Essa ação é considerada a maior já realizada pelo MDSA.

Edição número 2883 - 21, 22 e 23 de abril de 2017  

tribunaindependenteediçãodigitaltribunahoje

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you