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MACEIÓ - QUARTA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2017

TRIBUNAINDEPENDENTE

Cidades

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Ações voluntárias de grupos religiosos são normatizadas no Hospital Geral do Estado Na segunda-feira (9), foi apresentado a grupos religiosos o Projeto de Normatização do Trabalho de Apoio Espiritual, que será aplicado já a partir de fevereiro no Hospital Geral do Estado (HGE). A meta é identificar, estruturar, uniformizar, estudar e avaliar os resultados alcançados durante as ações. O projeto foi desenvolvido pelo setor Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), vinculado a Gerência de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O público-alvo são católicos, evangélicos e espíritas, os mais frequentes em ações ligadas a espiritualidade no maior hospital público de Alagoas. “Nós precisamos orientar esses grupos com relação à abordagem, higiene, normas e respeito ao usuárioa”, disse a psicóloga do QVT, Carmen Lúcia Marques.

Compra de material escolar, desafio para pais Preferência das crianças afeta decisão dos consumidores, que procuram conciliar qualidade, preço e desejo dos filhos na hora da escolha EVELLYN PIMENTEL REPÓRTER

O

ano começa e a rotina de muitos volta ao normal, as férias vão terminando e é hora de planejar a volta às aulas. Neste período começa a corrida das compras de material escolar, diversão para as crianças e sufoco para os pais, que tentam conciliar qualidade, preço e o desejo dos pequenos, mas a tarefa não é fácil. O bancário Aparício Santos costuma levar a filha Kaleandra, de 10 anos, para comprar o material todos os anos. Para ele, a pesquisa de preços é fundamental, mas na hora de levar, a menina, que irá cursar o 5º ano, tem voz ativa nas decisões. “Ela vai comigo para comprar o material, sempre vejo o que é necessário na lista que a escola fornece, vejo o que ela realmente vai precisar, mas entre menor preço e o que ela quer, termino levando o que ela quer”, diz. O diálogo entre pais e filhos ajuda a resolver os impasses. Maria Selma da Silva, vendedora, sabe bem

disso. Acompanhada da filha Bruna, 10 anos, Selma prefere comprar os itens com os preços mais acessíveis. “Eu já me acostumei a comprar nesta loja, procuro as coisas que estão mais em conta e converso com minha filha sobre os preços do que ela quer levar. A gente entra em acordo quando ela quer levar alguma coisa de personagem. A gente vai se entendendo”, afirma a vendedora. Estreante no quesito compras com as crianças, Edinha da Silva Santos, diarista, vai ceder aos desejos do filho Pedro Gabriel Vasconcelos, de 5 anos. O menino vai cursar o 1º ano e já definiu que quer o caderno e a mochila do Homem-Aranha, seu personagem preferido. NOVIDADES Apostando todas as fichas no público infantil, as lojas especializadas investem em novidades: cadernos de personagens do momento, borrachas e apontadores de vários tamanhos, cores e formas, as famosas massinhas de modelar, além das disputadas mochilas que quanto mais diferentes me-

lhores para atrair a criançada. Segundo Wilker Costa, gerente de uma papelaria no Centro de Maceió, o movimento é considerado intenso nas primeiras semanas de janeiro. Ele explica que a loja esperava um crescimento ainda em dezembro do ano passado, algo que não aconteceu. A expectativa é que a procura aumente nos próximos dias. Para isso a loja já preparou o estoque com lançamentos. “Inserimos no estoque lançamentos em algumas áreas, como cadernos e mochilas com novos personagens como a Miraculous e a Dora Aventureira, aqueles da moda e as crianças gostam bastante. Quando os pais se antecipam, normalmente vêm sem as crianças, mas agora em janeiro é bem comum as crianças virem e decidirem o que vão levar”, frisou o gerente. Mas levar as crianças pode não ser um negócio tão vantajoso. Agradar os pequenos pode causar desconforto aos pais que vão precisar desembolsar mais. Numa loja especializada em bolsas, a variação de preços

SANDRO LIMA

Edinha Santos vai ceder aos desejos do filho Pedro Gabriel, que quer caderno e mochila do Homem-Aranha

é considerável. Enquanto um kit de bolsa e lancheira simples, sem personagem, custa R$ 120,00, outro de marca licenciada e com personagem chega a custar R$ 540,00.

Segundo o gerente, Eduardo Barbosa, alguns produtos são vendidos em duas versões, a licenciada e a imitação. “Temos várias opções, para agradar todos os gostos. Quem estiver dis-

posto a desembolsar mais com certeza vai levar esse com o preço mais elevado, que é licenciado. Mas também temos um produto semelhante com um valor reduzido”, explica.

LISTA

Procon orienta checar itens e alerta sobre exigência abusiva As instituições de ensino fornecem listas contendo os materiais para as atividades realizadas durante o ano. O Procon-AL orienta a checagem dos itens antes de ir às compras e alerta sobre a exigência abusiva de alguns materiais. “Os pais e responsáveis possuem liberdade de escolha para pesquisar preços e marcas. Além disso, não se pode exigir que o material seja adquirido em determinado estabelecimento, ou seja, de marca específica”, explica a assessoria do órgão. Edinha da Silva Santos conta que realiza a compra de todo o material solicitado pela escola, mesmo sabendo que alguns itens são dispensáveis. “Eu faço pesquisa de preço, vou em algumas lojas, olho bem os preços, mas compro sempre o que a escola

SANDRO LIMA

O bancário Aparício Silva opta pela seleção dos itens fornecidos pela escola

pede, acho que ele vai precisar usar”. Já o bancário Aparício, prefere optar pela seleção dos itens fornecidos pela escola, que segundo ele garante economia na hora de pagar. O Procon divulga anualmente uma lista baseada na Lei 12.886/2013. São ao todo 42 itens que não podem ser solicitados pelas instituições de ensino. Outros 24 itens podem ser exigidos, mas com restrições de quantidade e utilização etária. “Dentre os materiais que não podem ser exigidos estão itens de higiene pessoal (papel higiênico, creme dental e palito de dente), medicamentos, material de escritório (caneta para lousa, fita durex, papel-ofício e tonner para impressora) e outros tipos de material (como argila, brinquedo, canudinho e

esponja para pratos)”. A lista pode ser consultada pelo site www.procon.al.gov.br Outro item controverso na lista de material é o fardamento. Segundo o órgão, as escolas podem indicar locais para compra desde que possua especificidades, isto é, a farda produzida contenha detalhes que em outros lugares não seria possível confeccionar. No caso de outros estabelecimentos produzirem o mesmo item, atendendo tais necessidades, os pais podem fazer a opção de comprar em outro lugar. Algumas escolas oferecem o serviço de taxa de material inclusa na matrícula, para o Procon esta prática pode ser desenvolvida desde que a escola ofereça também a opção de compra em outros estabelecimentos, fornecendo

a lista de materiais. Para os livros e módulos, a regra é a mesma: os pais não podem ser obrigados a comprar num estabelecimento determinado, a menos que seja comprovada a exclusividade do material. “A instituição de ensino pode determinar qual tipo de módulo ou livro irá usar. Mas quando mais de um estabelecimento comercializa, não é permitido determinar o local em que o material será comprado”. Pesquisar preços e ficar atento às práticas abusivas é essencial para os consumidores terem seus direitos respeitados. Os órgãos de defesa do consumidor podem e devem ser acionados em caso de atuações abusivas dos estabelecimentos comerciais e de ensino. (E.P. com assessoria)

APLICATIVO YET GO

Concorrente do Uber deve começar atuação em Alagoas este mês LUCAS FRANÇA REPÓRTER

O aplicativo de mobilidade urbana Yet Go de nacionalidade brasileira, que é concorrente do serviço Uber, já tem uma data prevista para começar a operar em Alagoas. Segundo a empresa, o serviço está em fase de cadastramento de condutores e deve atuar em Maceió no já no final deste mês. A fase de cadastramento de motoristas começou há cinco dias e cerca de 150 condutores já realizaram a solicitação para fazer parte da equipe de motoristas que atuarão em Alagoas. Os selecionados ainda irão passar por um processo de avalia-

REPRODUÇÃO

Aplicativo Yet Go já está cadastrando motoristas em Alagoas

ção para serem aceitos. APLICATIVO Para ser membro da empresa, os interessados devem ser maior de idade, possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e fazer o cadastro de toda documentação referente ao veículo, além de ter histórico criminal avaliado. Quatro tipos de veículos farão o serviço: carro comum, carro “luxo”, táxi e mototáxi. Esse último vai prestar também o serviço de motofrete. Os interessados em realizar cadastro devem baixar o aplicativo Yet Go Prestador e seguir as instruções. A partir disso, os contatos serão realizados via email.

Os usuários podem baixar o Yet Go para Android e iOS. Segundo a empresa, a principal diferença de cada serviço é o valor das taxas cobradas. Por ser a opção mais econômica e que atende a um único passageiro, o moto-táxi será a categoria mais barata. Outro diferencial de acordo com a empresa vai ser o preço pago pelo usuário, que deve ser 40% mais barato que o do principal concorrente, o aplicativo Uber. A Yet Go também diz que não trabalha com tarifa dinâmica, uma das maiores reclamações dos usuários do Uber em Maceió. A vantagem para os motoristas cadastrados é a

isenção das taxas pagas à empresa no primeiro mês de operação. Após esse período, os condutores parceiros com boas qualificações terão redução de até 25% na taxa cobrada pela empresa. Igual ao Uber, os condutores da Yet Go também serão avaliados pelos passageiros e os usuários avaliados pelos condutores. Caso o usuário seja bem qualificado pelo motorista, será bonificado com descontos em viagens futuras. A Yet Go mantém diferenciais presentes também no Uber, como pagamento em dinheiro e cartão de crédito e a cobrança com preço fixo por quilômetro rodado.


Edição número 2814 - 11 de janeiro de 2017