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TRIBUNAINDEPENDENTE

MACEIÓ - QUARTA-FEIRA, 4 DE ABRIL DE 2018

ESPORTES 15

Cruzeiro recebe o Vasco no Mineirão

Após 43 anos, Raposa reencontra o time cruz-maltino, que foi seu primeiro rival brasileiro na Copa Libertadores

A

partida entre Cruzeiro e Vasco pela segunda rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores, hoje às 21h45, marca um fato histórico. O clube cruzmaltino foi o primeiro adversário brasileiro do time celeste na competição continental. E desde esse encontro entre mineiros e cariocas, em 1975, essa será a segunda vez que a Raposa ficará frente a frente com o time de São Januário no torneio. No dia 23 de fevereiro de 1975 o Cruzeiro recebeu o Vasco no Mineirão pela primeira fase da Libertadores e venceu por 3 a 2, triunfo dramático alcançado aos 45 minutos do segundo tempo, quando Nelinho marcou o gol da vitória de pênalti. Os outros dois gols da Raposa foram marcados por Palhinha, com Jair Pereira e Roberto Dinamite descontando para os vascaínos. O Jornal do Brasil no dia

posterior ao jogo publicou reportagem sobre a vitória cruzeirense. “Gol de pênalti no fim derrota o Vasco em Minas” era o título da matéria, que relatava uma vitória dramática pela interferência da arbitragem. “O Cruzeiro obteve dramática vitória sobre o Vasco da Gama ontem à tarde, no Estádio Minas Gerais, em partida válida pelo Grupo III da Taça Libertadores da América (...) O Cruzeiro esteve sempre em vantagem no marcador, perdeu algumas oportunidades de fazer mais gols, principalmente porque o juiz chileno Alberto Martinez deixou de marcar dois pênaltis”, dizia o texto. O técnico Mano Menezes espera que a derrota no clássico no primeiro jogo da final do Mineiro contra o Atlético -MG sirva de lição para os jogadores do Cruzeiro no duelo hoje com o Vasco. ASCOM GRÊMIO

LANCE

Cruzeiro e Vasco jogam nesta quarta-feira o primeiro duelo 100% brasileiro na Libertadores e time mineiro recorda momento especial

TRICOLOR

Grêmio pode poupar titulares na Libertadores Técnico Renato Gaúcho mantém mistério pensando também em domingo O técnico Renato Portaluppi não deverá repetir o time que goleou o Brasil de Pelotas por 4 a 0, domingo, pelo Campeonato Gaúcho, na Arena, nos dois jogos que terá ao longo desta semana - o duelo decisivo contra o Xavante no domingo e o jogo hoje às 19h15 contra o Monagas, pela Libertadores da América. No enfrentamento diante dos venezuelanos, alguns jogadores podem ser poupados. Aos 39 anos, o experiente Léo Moura é um deles. Ele poderá ser substituído por Madson. Outro que pode ser preservado é o volante Maicon. Caso o treinador opte

Volante Arthur deve jogar no Barcelona na próxima temporada TERRA

por dar um descanso ao capitão gremista, Jailson será o seu substituto. Algumas respostas para estas dúvidas começam a ser solucionadas. No entanto, como as atividades foram com portões fechados, o técnico deverá manter o suspense sobre a equipe que irá a campo contra o Monagas. O Tricolor soma um ponto do empate na estreia diante do Defensor, do Uruguai, e, assim, precisa vencer para se manter na cola do líder do Grupo 1, Cerro Porteño, que tem seis pontos em dois jogos. Arthur afirmou que ele e seus companheiros são “fominhas” e já se coloca-

ram à disposição para encarar o rival venezuelano. E mesmo com uma decisão de Campeonato Gaúcho no horizonte, já no próximo domingo, no Estádio Bento Freitas, até pela vantagem construída no jogo de ida. De volta após permanecer quase 100 dias em recuperação de um entorse no tornozelo esquerdo, o volante garante estar preparado para a sequência de jogos. “Como conheço um pouco do grupo, sei que todos são um pouco fominhas. Todos querem jogar sempre. O próximo jogo sempre é o mais importante. Independentemente de

ser um campeonato como a Libertadores, que todos querem ganhar. Terminei o jogo bem, confiante, cada vez tentando pegar mais ritmo de jogo. Ninguém está sentindo desconforto. O Renato vai ter todo mundo à disposição”, afirma. O Tricolor enfrenta um rival um tanto desconhecido, que atualmente briga contra o rebaixamento no Campeonato Venezuelano. Sinal de vida fácil? Longe disso. Arthur garante que ele próprio já começou a estudar a equipe do Monagas e aguarda o relatório repassado pela análise de dados e desempenho do clube acerca do adversário.

COPA DO BRASIL

Atlético-PR quer surpreender o São Paulo Times iniciam hoje na Arena da Baixada duelo pela quarta fase da competição

São Paulo e Atlético-PR jogam nesta quarta na Arena da Baixada

CBF

Nesta quarta-feira o Atlético-PR recebe o São Paulo, às 21h45, pela quarta da fase na Copa do Brasil. Além de toda a rivalidade em campo entre as equipes que disputaram a final da Conmebol Libertadores 2005, paranaenses e paulistas tiveram atritos também entre as diretorias por conta de negociações no meio dos anos 2000. Mario Celso Petraglia, presidente do clube na época e atual presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, explicou todos esses en-

traves, exponenciados com a ida de Dagoberto para o Morumbi. Sincero, o cartola enalteceu o respeito que tem pelo São Paulo como clube, mas não economizou nas críticas, mesmo sem citar nomes, à gestão comandada pelo saudoso Juvenal Juvêncio. O técnico Diego Aguirre indicou que fará mudanças no São Paulo. Caso a equipe se confirme, Petros e Marcos Guilherme perdem as vagas. Rodrigo Caio e Cueva, convocados para as seleções brasileira e peruana,

voltam. A imprensa só foi liberada para acompanhar a primeira parte do treino ontem. Apesar de não ter participado o goleiro Sidão deve completar a equipe. Desta forma o time do São Paulo para enfrentar o Atlético-PR será: Sidão, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Arboleda; Éder Militão, Jucilei, Liziero e Reinaldo; Cueva, Nenê e Tréllez. O zagueiro Rodrigo Caio explicou que a formação é um 3-4-3. “Treinamos nessa formação. Tivemos uma con-

versa com o professor. É mais uma possibilidade. Isso que ele frisou para nós. Vínhamos jogando no 4-2-3-1, 4-3-3 e hoje treinamos mais um 3-43. Tréllez, Cueva e Nenê, por trás dois alas. Mas são possibilidades. Ele (Aguirre) quer ter uma variedade de formação para termos mais opções para jogar. Terça vai definir da forma como vamos jogar e quem vai jogar. Os 11 que estiverem em campo vão dar o melhor para conseguirmos o resultado positivo”, disse o defensor.

FUTEBOL FEMININO

Seleção espera ter apoio na Copa América Competição começa hoje, mas Brasil estreia amanhã contra a Argentina

Cristiano espera apoio da torcida brasileira na Copa América

A Copa América feminina começa hoje, no Chile, e o Brasil estreia no dia seguinte contra a Argentina. Depois de anunciar que deixaria a seleção em setembro do ano passado, Cristiane está de volta para a disputa e tenta transmitir sua experiência para as colegas. Mas um triunfo da equipe pode depender do apoio da torcida brasileira. “As pessoas não podem enxergar o futebol feminino só quando acontece algo ruim com o masculino. Infelizmente, em todos os anos foi assim: o masculino vai mal em

uma Copa ou Olimpíada, nós nos destacamos, e as pessoas passam a enxergar o futebol feminino”, desabafou a atacante. Durante o torneio, ela reeditará a parceria com outras duas veteranas: Marta e Formiga. “Não tem que ser assim, o feminino tem que ser enxergado sem precisar de um tropeço do masculino. Quem realmente gosta tem que acompanhar, torcer e fazer com que a modalidade cresça mais ainda. Não só quando tiver um problema com o masculino. Isso ainda chateia a gente”, lamentou. “A

Copa América sempre é uma competição chata, então vamos com força máxima”. O apelo vem na voz de um dos principais nomes do futebol feminino, já que Cristiane é a maior goleadora da história do futebol nos Jogos Olímpicos, entre homens e mulheres. Em setembro do ano passado, no entanto, a demissão da treinadora Emily Lima coincidiu com uma decisão que a atacante já considerava há anos: deixar a seleção. Na época, a jogadora tratou a decisão como “a mais difícil” de toda a sua vida

profissional. “Não vejo alternativa por conta dos acontecimentos, e por coisas que eu já não tenho mais forças para aguentar. Aguentei por 17 anos, mas não consigo mais. Hoje se encerra meu ciclo na seleção brasileira”, anunciou na ocasião. “Era uma maneira de o meu recado chegar até o presidente [da CBF, Marco Polo del Nero], coisa que nunca aconteceu antes. Isso foi uma maneira de chamar a atenção dele para o descaso quanto a algumas coisas, e o meu cansaço por tentar e não ter um retorno positivo”, explicou.

Edição número 3116 - 4 de abril de 2018  

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