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Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

ANO XIV - Nº 2.394

Crack

ATENDIMENTO (75)3225-7500

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Passe para o mercado de trabalho

7 Acesse nosso site:

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Colunistas

Usado: está ruim, mas esteve pior

redacao@tribunafeirense.com.br

Cerca de 80% dos dependentes químicos que estão nos centros de recuperação feirenses declararam fumar pedra do crack. O problema virou caso grave de saúde pública, uma epidemia.

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As pedras do crack estão cada vez mais baratas e populares; o vício está presente em todas as classes sociais

Feira é destaque em amamentação

R$ 1

César Oliveira - 2 Valdomiro Silva - 3 Adilson Simas - 5 Dom Itamar Vian - 12 Sandro Penelu - 14

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polĂ­tica


opinião

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Valdomiro Silva

Observatório valdomirotribuna@hotmail.com

Obra na Lagoa Grande: Município notifica Conder sobre documentos A Conder estaria em débito com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAN), em relação a apresentação de uma série de documentos acerca dos serviços de requalificação urbana na área da Lagoa Grande, em Feira de Santana. Os documentos são relacionados a condicionantes estabelecidas pela Secretaria de Meio Ambiente previstas na Portaria número 128/11, datada de 19 de dezembro de 2011, que concedeu a licença para a intervenção na Lagoa Grande. O prazo para cumprimento das

medidas, de acordo com o documento expedido pelo Departamento de Licenciamento e Fiscalização da SEMMAN, é de oito dias, a contar do recebimento da notificação, datada do dia 14 deste mês – a data-limite, portanto, é 22, neste sábado. Recebeu a notificação pela Conder o assessor ambiental Evanildo Barbosa de Brito. Os serviços de requalificação na área da Lagoa Grande consistem na implantação de equipamentos comunitários, infraestrutura urbana, áreas verdes e praças, com remanejamento de 690 habitações. Uma das condicionantes estabelecidas impõe

obediência às exigências da Resolução CONAMA número 369, sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP). A responsável pela obra deve priorizar a utilização de materiais permeáveis nas pavimentações a serem implementadas em APP e executar os serviços de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de acordo com normas técnicas pertinentes. Também precisa colocar barreira física e implantar projeto paisagístico, com

espécies nativas, na área da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com a finalidade de promover o isolamento da área e minimizar os impactos negativos advindos da implantação destas unidades. A lista de condicionantes inclui ainda a implantação de filtro biológico em cada módulo de RAFAs e demais complementos que se fizerem necessários ao sistema, de forma a maximizar a eficiência e atender ao disposto na Resolução CONAMA 357/05 referente a lançamento em corpo dágua classe 2. E determina que seja requerida previamente à SEMMAN a

competente licença em caso de alteração do projeto. Algumas exigências devem ser cumpridas pela Conder antes do início da obra de implantação dos sistemas de tratamento de esgoto e abastecimento de água. Um desses requisitos é a aprovação técnica da Embasa para os projetos da rede de distribuição de água e do esgotamento sanitário. Também precisa ser apresentado o plano de manutenção periódica e preventiva das unidades e equipamentos do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de acordo com as normas técnicas pertinentes, indicando o responsável pela operação da Estação de Tratamento

de Esgoto (ETE), além do seu respectivo plano de monitoramento. A notificação da Secretaria de Meio Ambiente demonstra que a Conder deve estar em débito em relação a essas condicionantes – do contrário, não haveria necessidade de notificação. Acendese o sinal amarelo, de advertência. Obra de tamanha magnitude tem que estar rigorosamente em dia com as condicionantes previstas na legislação. Ninguém deseja que os trabalhos sofram um embargo, mas o órgão estadual não pode negligenciar as suas responsabilidades.

Absurdo no Hospital Geral Clériston Andrade Polícia Rodoviária Estadual O Hospital Geral Clériston Andrade foi cenário, esta semana, de um fato dantesco. Uma dona de casa de 32 anos de idade iniciou trabalho de parto no chão da área externa da emergência da unidade hospitalar, diante de várias pessoas, entre familiares, amigos e pacientes, por falta de atendimento. Apenas depois que estava nua da cintura para baixo, quando todos imaginavam que ela daria à luz ali mesmo, prepostos do hospital providenciaram uma maca e a mulher foi conduzida para um local provavelmente mais adequado. A direção do HGCA, diante do fato gravíssimo, não concedeu entrevistas para a imprensa, apenas emitiu uma nota de esclarecimentos. Disse que duas obstetras

faltaram ao plantão e apresentaram atestado médico. O hospital aguardava por um substituto, no momento em que a dona de casa chegou ao local, após ter passado pelo Hospital Mater Dey e Hospital da Mulher, sem ter sido acolhida nessas unidades. Diz ainda a nota que o Clériston Andrade é referência em parto de alto risco e o caso da mulher era de baixo risco. As imagens gravadas pelo radialista Marcos Valentim e disponíveis em seu blog (bocadezeronove. blogspot.com) são chocantes. A mulher se contorcendo em dores, deitada no chão e tendo suas vestes rasgadas quando seus acompanhantes já se preparavam para fazer o parto naquelas condições, causam

indignação e a certeza de que estamos mesmo perdidos, em se tratando de saúde pública, em Feira de Santana. A ausência das obstetras plantonistas não pode servir de justificativa para o quadro que se configurou no HGCA. Se a gestante estivesse em uma calçada e não houvesse jeito de lhe conduzir a um hospital, qualquer dona de casa a acolheria em sua residência, ao menos enquanto não chegasse o socorro. Como a situação se passava na porta de uma unidade de saúde, o mínimo que se poderia fazer era tirá-la da recepção. Se não houvesse outra solução, que fosse acolhida temporariamente mesmo que na cama de repouso de algum médico. Jamais deixa-la abandonada em uma cadeira ou no chão da

emergência. Absurdo e inconcebível, o fato precisa ganhar a repercussão que merece, junto às autoridades estaduais e municipais que comandam a saúde pública em Feira de Santana. É preciso não apenas apurar responsabilidades quanto à humilhação e os riscos aos quais foram submetidos esta senhora, mas entender, de uma vez por todas, que algo deve ser feito para evitar que situações semelhantes – e com consequências mais graves – possam se repetir neste município. Com a palavra o governador Jaques Wagner e o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, e também o prefeito Tarcízio Pimenta e seu secretário de Saúde, Getúlio Barbosa.

e a irregularidade na BA 512 Motoristas reclamam, há alguns meses, de um problema causado por caminhoneiros às margens da BA 512, acesso ao distrito de Humildes. Os veículos pesados que fazem carga e descarga na fábrica Pepsico estacionam de forma que prejudica a visão dos motoristas que trafegam na rodovia. A reclamação já foi feita na Câmara, pelo vereador Zé Curuca,

que reside em Humildes e conhece bem o problema. Nas emissoras de rádio, quase diariamente o problema é registrado por moradores do distrito. Por incrível ou absurdo que pareça, a Polícia Rodoviária Estadual não esteve ainda no local, para averiguar a situação. É preciso fazer isto, antes que ocorra o que muitos dizem que deverá acontecer no local, mais uma tragédia.

O TSE indefere candidatura de Adelmo Menezes O TSE indeferiu a candidatura de Adelmo Menezes , PPL, a prefeito de Feira de Santana. O Tribunal Superior Eleitoral entendeu que ele tem dupla

filiação – o candidato não se desfiliou do PV. O tempo no horário de propaganda eleitoral de Adelmo será rateado entre os outros candidatos ao Executivo.


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Viciado em crack é maioria nos centros de recuperação Consumo alto no município

O crescimento do consumo do crack foi registrado nos últimos anos; virou grave problema de saúde pública no país

Oito em cada dez pessoas que estão em tratamento contra as drogas em centros de recuperação feirenses declararam ser dependentes do crack, principalmente, e de outras drogas. No município existem cerca de 20 destes espaços, quase todos mantidos ou ligados a igrejas protestantes – apenas um oferece tratamento às mulheres. São instituições que ocupam o vácuo do poder público no tratamento da doença chamada crack, que é demorado e com resultados pífios. A grande maioria dos internados é feirense, mas não são poucos os que vem de outros municípios e até de outros estados, como São Paulo e Paraná. O período de internação

é de nove meses, justamente o tempo de uma gestação, mas permanece nas instituições quem assim desejar, apenas. Ninguém permanece nos centros se m que assim deseje e uma das suas características é não manter as portas fechadas com cadeados. A recaída é alta, gira em torno de 70%, e as condições externas, diz quem trabalha nestes locais, contribuem para a continuidade do vício. O ambiente familiar ou as antigas amizades, diz missionária Adélia Maria Santos da Silva, são fatores de risco para que a pessoa não se livre da doença. Devastador como nenhuma outra droga, o crack está presente em todas as classes sociais, virou caso de saúde pública, uma epidemia de

difícil tratamento. O acesso as pedras pelos mais pobres, que estão cada vez mais baratas no atacado – uma custa entre R$ 1 e R$ 2, potencializou o problema. Tragar o cachimbo e inalar a fumaça é tido como o último estágio da vida de um drogado, porque a substância provoca lesões profundas no cérebro. Uso de medicamento só em último caso, porque a terapia adotada é a espiritual, mas existe o acompanhamento com especialistas. No Gênsis, onde metade dos 66 internos consumia crack, os cultos acontecem três vezes ao dia e todos participam das tarefas diárias. A terapia da fé também é adotada no Creres, onde 90% dos 35 que estão em

tratamento querem se livrar do crack. “Virou uma epidemia”, afirma o pastor Wilson, que coordena o centro. É uma droga que vicia com facilidade, bastam poucos contatos para que a pessoa se torne dependente, mas fazer o caminho contrário é difícil. Nestes centros, o período de internação – que não é forçada e os centros não fecham suas portas – pode chegar a nove meses. Os números não são consensuais, mas estima-se que a taxa de sucesso no processo de desintoxicação, que deve ser contínuo, gire em torno de 30%. Durante cinco dias, a reportagem da TRIBUNA tentou, mas não conseguiu, contato telefônico com a coordenação do CAPS AD.

Pico, maconha, chá causaram estragos A missionária Adélia Maria enfatiza que a droga do momento é o crack, por efeitos e sofrimentos que dependentes e familiares sabem e traduzem com perfeição. Mas, se recorda, que em outros tempos o pico e a maconha estavam no auge

e que causaram graves e irreversíveis problemas aos jovens de então. A cocaína, que antes era uma droga consumida pelos dependentes de maior poder aquisitivo, se popularizou e causou seu estrago, lembra a missionária.

“O crack é mais devastador porque o dependente definha mais rapidamente, detalhe que não acontecia com o pico e a cocaína”. Durante a ‘nóia’, como os dependentes do crack definem os efeitos pósconsumo, que podem durar

muito tempo, eles não sentem fome. Adélia Maria diz que a maconha provoca fome. Afirma que os medicamentos aplicados diretamente na veia deixavam suas marcas para sempre, além de aumentar os riscos de pegar aids.

Fundado em 10.04.1999 www.tribunafeirense.com.br / redacao@tribunafeirense.com.br Fundadores: Valdomiro Silva - Batista Cruz - Denivaldo Santos - Gildarte Ramos Editor - Glauco Wanderley Diretor - César Oliveira Diretora Financeira - Márcia de Abreu Silva Editoração eletrônica - Maria da Piedade dos Santos

Dados apresentados pela Confederação Nacional dos Municípios, no ano passado, mostram ser alto o consumo de crack em Feira de Santana. Estatísticas mostram que 30% dos dependentes morrem no prazo de cinco anos de uso contínuo – pela droga em si ou conseqüência do seu uso. É a dopamina, neurotransmissor relacionado à sensação do prazer e da motivação, que inunda o cérebro e inicia o processo de destruição. Geralmente estes espaços são ligados a alguma igreja ou denominação evangélica, mas abrem suas portas

a todos os credos - até para quem não o tem. Mas todos tem que seguir os regulamentos internos e um dos pontos é a participação diária dos cultos e a leitura da Bíblia, disto as direções não abrem mão. A participação ativa nos eventos religiosos é tida como uma das partes do tratamento, mas não tem como objetivo que o paciente se converta ao protestantismo. Pode-se entrar ateu e de lá sair com as mesmas convicções, mas ninguém deixa os centros de recuperação alheio aos preceitos do livro sagrado dos cristãos.

Mulher: custo e trabalho maiores O Centro de Recuperação Cristo é Vida é um dos poucos na Bahia que oferece tratamento a mulheres – atualmente 12 estão tentando largar o vício. Quase todas elas, cujas idades variam de 20 a 45 anos, estão na luta para se livrar da dependência do crack, principalmente. Os custos destes espaços exclusivos são maiores do que os registrados naqueles que atendem ao público masculino, dizem dirigentes. De acordo com a missionária Adélia Maria Santos da Silva, fundadora do centro, o custo mensal para se manter uma mulher chega a R$ 1,2 mil. “Os gastos triplicam”, afirma, principalmente nos primeiros meses de internação e os custos

diminuem a partir do quinto mês. Um problemão para estas instituições que geralmente não tem fins lucrativos e que a continuidade depende das doações dos familiares dos internos. “Nos centros que oferecem tratamento para homens os custos são menores, porque eles fazem a maior parte das tarefas”, afirma a missionária. Outro ponto evidenciado por ela é o relacionamento entre as internas e diz que os homens são mais discretos e avessos a conversas paralelas, digamos. Elas também tem mais altos e baixos, na opinião da missionária, que tem a experiência de 46 anos de trabalho com dependentes químicos.

OS TEXTOS ASSINADOS NESTE JORNAL SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. Rua Quintino Bocaiuva - 701 - Ponto Central CEP 44075-002 - Feira de Santana - PABX (75)3225.7500/3223.6180


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Bonequinhas felizes A dor causada pela burcite que ataca um dos ombros da pensionista Luiza Maria Pires não a impede de recuperar bonecas e bichinhos de pelúcia. Os brinquedos, doados ou que encontram jogados nas ruas, passam por amplo processo de reciclagem para alegrar crianças de famílias pobres. Dentro de mais alguns dias ela começa a distribuir os mais de cem que conseguiu, com amigos, que ganhou e recuperou neste ano. Sempre vai existir uma menina querendo ninar uma boneca, mesmo que ela não tenha sido comprada na loja, mas recuperada e vestida com roupas novas. Desde o ano passado ela dedica parte do seu tempo na recuperação de bonecas e bonecos e na confecção de roupas e sapatos para estes brinquedos. E faz com uma disposição juvenil por saber que a sua iniciativa, com a ajuda de amigos, vai fazer felizes dezenas de crianças. Em 2011 foram distribuídas quase cem brinquedos, entre bonecas e bichinhos de pelúcia, e neste ano a quantidade já passou de uma centena. Todos os brinquedos chegam às mãos das crianças como se fossem novos, de tão bem cuidados que ficam. Bonecas e pelúcias

adilson-simas@bol.com.br

Adilson Simas FEIRA ONTEM

Até as penúltimas consequências

Os brinquedos fazem a alegria e deixam as crianças de todas as idades felizes

foram doadas por conhecidos e amigos e outras foram encontradas jogadas nas ruas ou no lixo, mesmo. Todos os brinquedos, depois de receber a devida intervenção, são estocados em caixas plásticas, à espera do grande dia. Neste ano são 16 barbies e um montão de bonecas grandes, pequenas, com alguns recursos tecnológicos ou à antiga. Os rostos de duas parecem ser de porcelana. Em comum é que todas, sem exceção, receberam a carinhosa atenção de dona Luiza, que com suas mãos de cirurgiã e boa vontade, estão prontas para fazer a alegria de meninas carentes. Nem todas as peças chegam inteiras: ou faltam

Primeiro, um bom banho A primeira providência da pensionista Luiza Moraes quando uma boneca ou bichinho de pelúcia chega na casa dela é um bom e profundo banho. “Tem umas que dá um trabalho grande para limpar, mas vou até o final neste processo, porque geralmente todas chegam sujas”, diz. Lembra que uma que foi encontrada jogada na rua recebeu atenção especial, com banhos e aplicação de produtos que usados em limpeza profunda. O brinquedo estava apenas com metade da sua cabeleira – mas já recebeu a outra parte – e estava muito suja, mas foi cuidadosamente

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lavada e ganhou roupas novas. Depois, começa o processo de embelezamento, se concentra no cabelo, que é todo penteado e arrumado – algumas perdem parte dele. O passo seguinte é fazer possíveis correções no corpo do brinquedo, como a substituição de um braço, por exemplo. Ela mesma se encarrega de confeccionar as roupas e sapatos, daquelas que não as tem e usa lã e agulha de tricô para chegar aos bons resultados. “São as amigas que doam as linhas para que eu faça as roupas”, afirma; e as bonecas ganham novo e colorido guarda-roupa.

alguma parte do corpo ou estão com problemas no enchimento à altura do tronco. É aí que entra a sensibilidade da pensionista e o seu grupo de colaboradores, que encontra solução para problemas que aparentemente não os tem. Uma delas chegou sem uma das mãos e o grupo encontrou a solução: luva faz a vez da mão – a boneca ficou perfeita. Outra foi entregue sem um dos braços e imediatamente as cirurgiãs resolveram o problema: fizeram, com sucesso, o implante de um novo braço. A roupa completou o serviço, porque a boneca, que é negra, ganhou um braço de um brinquedo

branco: o vestido confeccionado é de mangas compridas e luvas foram colocadas nas mãos. Ela afirma que é a boneca que mais gosta, mas não sabe explicar os motivos de tamanha ligação. São soluções simples para um problema que parecia complexo, mas que encontram a solução usando a criatividade e a boa vontade. Diz que gostaria de recuperar mais brinquedos para distribuir no próximo mês, mas uma bursite a incomoda há algum tempo. “As bonecas e bichinhos de pelúcia que me entregarem agora, se não der tempo para este ano guardo para o próximo”.

Feliz por fazer uma criança feliz Recolher, lavar, recuperar, fazer roupas, fazer uma criança sorrir deixa dona Luiza Moraes feliz, bem como seus companheiros de ocupação. Dentro de mais alguns dias ela vai começar a distribuir os brinquedos reciclados e apenas os ganharão aquelas comprovadamente carentes. Ela tem uma resposta educadamente pronta para algumas pessoas que sabe não precisar de um dos brinquedos que recupera. “Digo que ela tem condições financeiras para comprar um brinquedo e lembro que estes são destinados às crianças pobres”. De acordo com a pensionista, parte dos

brinquedos será levada para moradores próximos da entrada do distrito da Maria Quitéria, na BR 116. Os garis que recolhem o lixo na rua onde mora também levarão brinquedos para presentear os seus filhos e crianças da Central da Cidadania, no Tomba, também ganharão os seus. Dona Luiza Moraes. não recupera e doa apenas brinquedos: os carentes que moram nas ruas recebem das suas mãos outros produtos, como roupas, travesseiros e lençóis. Estes produtos passam pelo mesmo processo de recuperação, “pois alguns chegam sujos, mas apenas os entrego limpos, cheirosos e macios”.

Falecido em março de 1990, Oscar Marques foi um dos políticos mais festejados do seu tempo. Dirigente partidário, foi vereador e deputado, que participava e organizava comícios, mas não gostava de fazer discursos. Seu forte era o corpoa-corpo e visita a correligionários, principalmente quando estes precisavam de apoio. Ao saber que o prefeito José Falcão demitiu Rêmulo Oliveira da antiga Secretaria de Serviços Urbanos, foi o primeiro a visitá-lo em sua gráfica. O

correligionário não conteve a emoção: “Obrigado meu amigo deputado, eu sabia que contaria com sua solidariedade, que comigo você iria até ao abismo”. Oscar, matreiro, consertou: -Ao abismo não, Rêmulo. Só à beira...

Cura para o bolso Tendo nas mãos o Boletim Informativo da Prefeitura, o emedebista Otaviano Campos foi à tribuna da Câmara e disse comemorando que “o prefeito José Falcão está concluindo a adesão da prefeitura ao ‘Projeto Cura’ que possibilitará convênio com a união para obras de drenagem e pavimentação” no bairro Barroquinha e outros logradouros da cidade. O arenista José Ferreira Pinto

aparteou venenoso: - Excelência, peça ao prefeito para também incluir na cura os males do atraso nos vencimentos do funcionalismo...

O Rosa morre pela boca Na edição de domingo, 1º de outubro de 1978, o jornal Feira Hoje conta que João Rosas “tendo sido preso por questões fúteis, disse a outros detentos que só não estava muito preocupado com as despesas da família porque tinha deixado em casa Cr$ 700 em dinheiro e Cr$ 6 mil em cheques”. Liberados antes, dois ladrões que estavam na mesma cela foram à casa de João e se passando por mensageiros do mesmo, disseram à esposa que ele estava

precisando do dinheiro e dos cheques, no que foram prontamente atendidos. De volta pra casa e informado do fato, o inocente João Rosas procurou o delegado Jurandyr Fernandes: - Doutor, aqui estou, agora como vítima de dois exinquilinos do senhor...


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Cursos com emprego quase garantido TEXTO E FOTOS: JULIANA VITAL O ensino profissionalizante é uma formação complementar que oferece uma educação com inúmeras possibilidades de preparação para a inserção direta no mercado de trabalho. Com uma bagagem centenária, o ensino profissionalizante no Brasil teve altos e baixos ao longo da história. Com o incentivo do atual governo federal, o ensino profissionalizante passa por um resgate da valorização da mão de obra técnica. Em Feira de Santana há duas escolas de expressão significativa para o ensino profissionalizante, o Centro Estadual de Educação Profissional - CEEP Áureo de Oliveira Filho no bairro Santa Mônica e o Centro de Formação Profissional Jayme Villas-Boas Filho, SENAI Unidade Feira, localizada no bairro Campo Limpo. Segundo Saulo Moraes, gerente da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI de Feira de Santana, essa valorização da mão de obra é crescente e não tem volta. “No Brasil, sempre houve uma cultura de que o ensino superior é a melhor e única opção. Mas hoje temos exemplos de pessoas com formação técnica, bem qualificadas, que ganham melhor que formados em nível superior”, afirma o engenheiro eletricista, se referindo a uma reportagem da Folha de São Paulo que publicou uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de agosto deste ano que mostra que cursos de nível técnico estão remunerando melhor que os universitários, e entre os técnicos, o melhor salário é da área de manutenção de aeronaves. Para Reinaldo de Lima Barreto de 23 anos, aluno do curso técnico de mecânica do SENAI, a possibilidade de ser um tecnólogo lhe traz chances de um plano de carreira. Vindo do programa Jovem Aprendiz, ele trabalha na empresa Yazaki desde os 17 anos e pensa em crescer profissionalmente. “Estou desviado da minha função na empresa porque não tinha ainda o curso técnico. Esse curso traz vantagens por ser rápido, dura cerca de dois anos. Além de me trazer um melhor salário, o

O SENAI no período entre 2000 e 2006 passou por uma crise beirando fechar as portas

curso também me formará para ir em busca de um crescimento profissional. Penso em depois fazer faculdade de engenharia mecânica e seguir uma carreira”, afirma. O SENAI de Feira de Santana existe desde a década de 60. No período entre 2000 e 2006 passou por uma crise beirando fechar as portas. Desde 2006 retomou as atividades em nova sede (hoje no bairro Campo Limpo) revitalizando e adequando seu ensino às novas necessidades do mercado de trabalho, oferecendo novos cursos técnicos, além de diversos cursos de aperfeiçoamento e profissionalização. Ainda de acordo com Saulo Moraes, o SENAI ouve as empresas, procura saber as dificuldades e suas necessidades para então ofertar cursos que possam formar mão de obra qualificada para o mercado. Do total de 1800 alunos, 850 fazem parte do ensino técnico, 800 fazem parte do programa Jovem Aprendiz do governo federal e 150 são distribuídos entre os demais cursos profissionalizantes. De acordo com Rafael Fonseca, coordenador do núcleo de carreira profissional do SENAI de Feira, cerca de 15% desses jovens do programa Jovem Aprendiz são inseridos de imediato no mercado de trabalho, e a empregabilidade para os demais alunos e demais cursos é grande, garante. “A demanda é grande, e mesmo que o SENAI inserisse 100% dos seus alunos no mercado de trabalho, não daria conta das vagas disponíveis”. Mas o diretor do Centro Industrial do Subaé (CIS), José Mercês, tem uma série de ressalvas e aponta dificuldade em absorver essa mão de obra. “A realidade dos cursos não condiz com a real necessidade das indústrias

locais. Além disso, acredito que há uma grande dificuldade com a falta de experiência desses técnicos recém formados. O curso técnico muitas vezes não elimina uma educação básica ruim. Muitos vêm com defasagem em outras competências alheias às técnicas”, explica. O CIS hoje abrange 150 empresas. Outras 50 estão em fase de instalação. Para José Mercês, a empresa de grande porte muitas vezes leva o bom tecnólogo deixando uma lacuna para as médias e pequenas. Para o professor de administração e diretor do comitê de Recursos Humanos do Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS) Arlindo Marques, há uma demanda de vagas não preenchidas em indústrias de tamanho variável de difícil mensuração, pois depende do período e da área. “Os profissionais egressos dos cursos técnicos, assim como em outras áreas do conhecimento, possuem déficits de aprendizagem, pois em sua maioria há deficiências do ensino médio nas disciplinas de português e matemática, além de informática, não absorvendo o conteúdo de ensino técnico necessário para atender ao mercado”, afirma o diretor. A sugestão do professor de administração é que o aluno além de fortalecer sua base de conhecimento através do aperfeiçoamento nas disciplinas de português (gramática, elaboração e interpretação de textos), matemática e domínio de informática, aprimore-se com outros cursos correlatos à área em que pretende atuar, sendo necessária a multidisciplinaridade para ampliar sua base de empregabilidade. “Os profissionais que tiverem as qualificações mencionadas ingressarão rapidamente no mercado de trabalho

com forte possibilidade de bons salários”, conclui. De acordo com o CIFS, as áreas mais carentes segundo o último diagnóstico realizado no primeiro semestre deste ano são soldagem, usinagem, lubrificação, operador de empilhadeira,

eletricista, mecânico, mecatrônica, caldeiraria, projetista para a área de confecção, costureiras e informática. Para Claudenir Machado, diretor do CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho) um projeto de vida, mais que um simples ensino técnico, é o que faz do CEEP (fundado há 32 anos) uma escola diferenciada. “Acreditamos que a educação profissionalizante é o maior instrumento de ascensão social e econômica em qualquer sociedade. Nesses 32 anos de atividade, a diferença dos nossos alunos hoje é que eles não se aposentam como técnicos. Eles buscam também o ensino superior, buscam seguir carreira, e as empresas também estão

contribuindo para isso”, afirma Claudenir. Com 2.200 alunos distribuídos em 16 cursos com carga horária de no mínimo dois anos, os mais procurados são de segurança do trabalho, eletrotécnica, mecânica e edificação. A empregabilidade desses cursos chega a 70%, de acordo com Claudenir. Para ele, o CEEP aposta em uma formação pedagógica diferenciada sem exigência de seleção (a matrícula é realizada por sorteio eletrônico). “Toda defasagem do aluno é diluída ainda no primeiro ano do curso. Fazemos orientações vocacionais e apoios pedagógicos para contribuir na formação dele. Além disso, os cursos incentivam e fomentam a inovação tecnológica”.

O Centro Estadual de Educação Profissional - CEEP Áureo de Oliveira Filho no bairro Santa Mônica

Cursos também na Casa do Trabalhador De acordo com a Casa do Trabalhador de Feira de Santana, em 2012 foram inseridas cerca de 190 pessoas no setor da indústria até agora. Nas demais áreas do mercado de trabalho, foram inseridas cerca de 700 pessoas este ano. Para o atual diretor da casa do trabalhador de Feira de Santana, Daniel Lima Gomes, esse número poderia ser bem maior já que muitas contratações são feitas através do próprio setor de RH das empresas em parceria com outras empresas de Recursos Humanos

da cidade. “ Queremos divulgar os nossos serviços que são gratúitos e também os nossos cursos profissionalizantes. A cidade ainda não tem a casa do trabalhador como referência, mas temos plena condição de atender a todos, cidadão e empresa plenamente”, afirma o diretor. Um curso que está sendo ofertado e tem dificuldade de ser preenchido é o de cozinheiro para frutas e verduras, direcionado para a zona rural. O intuito do curso é capacitar pessoas para o manuseio adequado dos produtos produzidos

pelos agricultores e manufaturados pelas cooperativas. Segundo Daniel Gomes, “há um certo preconceito dos agricultores em fazer o curso pois culturalmente eles não entende a importância do aperfeiçoamento”. Para mais informações entrar em contato com a casa do trabalhador. Rua Castro Alves, 894. Centro. Feira de Santana. Bahia. Tel.: (75) 36032000 - E-mail: casadotrabalhador@pmfs. ba.gov.br

Três modalidades profissionalizantes Três diferentes tipos de cursos constituem o ensino profissionalizante. Com diferentes exigências e capacitações específicas. - o curso de nível básico que não exige ensino médio completo e forma seus alunos para desempenharem

atividades pontuais e específicas – seu diploma também não inclui a conclusão do ensino médio; - o curso de nível técnico que, esse sim, exige o segundo grau completo que pode ser feito concomitantemente com o técnico, nesse caso

com duração de quatro anos e dedicação integral; - e o curso de tecnólogo que é um curso superior de curta duração: dois anos para cursar, sendo necessária a conclusão do ensino médio como prerequisito.


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IPI engata à ré na venda de usado Primeiro, prejuízo, depois adaptação

Quem passa pela avenida vê, com raríssimas exceções, as lojas lotadas de carros

Faltam espaços nas mais de cem lojas que vendem e compram carros usados, na avenida Maria Quitéria e transversais, mas pouco se vê prédios fechados. A redução do IPI levou os consumidores a comprar ou trocar o seu veículo por um zero quilômetro, cujas concessionárias estão batendo recordes de vendas. Donos de revendedoras da avenida estimam que mais de mil veículos estejam ocupando as vagas à espera dos compradores. Pelo que se vê nas lojas, mais de mil pode ser pouco tamanha a quantidade de carros parados. Quando da redução do imposto perdeu mais dinheiro quem estava com os estoques altos, porque foram obrigados a reduzirem os preços dos carros que tinham. De acordo com um comerciante, um modelo Pálio, completo e com pintura metálica, que antes

da redução era vendido por até R$ 28 mil, caiu para R$ 24, 5 mil. A redução foi pouco maior do que 14%, enquanto que a quebra nos preços dos novos oscila em 10%. Mas há quem afirme que estes comerciantes perderam pouco, porque geralmente compram carros com valores bem abaixo do praticado no mercado. Quem passa pela avenida vê, com raríssimas exceções, as lojas lotadas de carros de todos os modelos, marcas e anos. Se bem que há informações de que muitos não pertencem aos donos das lojas, pois são deixados lá pelos seus proprietários em consignação. De acordo com um destes comerciantes, aproximadamente 70% destes estabelecimentos agem como corretoras. A avenida Maria Quitéria é tida como um

dos mais fortes mercados de carros usados de todo interior do Nordeste. Tanto em quantidade de revendedoras como em volume de vendas, pois recebe clientes de várias cidades e de outros estados da região. O problema, dizem, é que ao esticar o prazo do encerramento IPI reduzido para carros novos, o governo estendeu a ressaca do setor de usados. Além disso, bancos e financeiras, ao contrário de alguns meses atrás, estão mais exigentes para aprovar os cadastros de novos financiamentos. Estas instituições ficaram mais atentas às informações passadas pelos interessados no crédito, por temerem calote. O resultado é que o setor sofreu com prejuízos, principalmente quem estava com estoque alto quando do anúncio da redução do imposto, que foi de 10%.

No primeiro momento estes comerciantes tiveram um baque, depois, com o passar do tempo, as coisas voltaram a para patamares de recuperação. “Quem estava com os estoques em alta tiveram que reduzir os preços para se manter competitivo”, afirma Leandro Souza, da Feira Automóveis. De acordo com ele, parte do prejuízo inicial foi recuperada a partir de novas compras, que também foram feitas de acordo as tendências do mercado. No mês passado, quando o prazo de redução seria finalizado, os preços dos usados na avenida reagiram,

mas foram abortados com a prorrogação. Mas teve comerciante que também perdeu dinheiro ao sair às compras pensando no aumento dos preços dos usados com o fim da redução do IPI para os novos. Para Leandro Souza, é um momento para que todos exercitem as habilidades como comprador, porque afirma que vende bem quem compra bem. Ele afirmou que tradicionalmente no último trimestre do ano o mercado aquece, mas que neste ano existe a desconfiança devido ao IPI. Comenta que os comerciantes estão temerosos com relação ao futuro, caso o governo resolva estender por mais

algum tempo a redução do IPI. Os empresários do setor estão acometidos por aquela velha e conhecida história do gato escaldado que tem medo de água fria e não querem pagar para ver. Erasmo Mercêz, da Stênio Veículos, afirmou que muitos comerciantes foram surpreendidos, com a redução do IPI, com pátios lotados. “Para manter o caixa tiveram que reduzir os preços e com isso perderam algum dinheiro”. O cenário de desaceleração nas vendas, espera ele, deve mudar neste trimestre, quando tradicionalmente o setor volta a ser procurado.

Financeiras e bancos puxaram freio de mão Bancos e financeiras, por temerem o calote, aumentaram o leque de exigências para liberar o crédito para a compra de carros usados. Um problema adicional para estes comerciantes, pois, de acordo com eles, cerca de 90% das vendas são feitas a crédito. Ao contrário de meses atrás, agora negam financiamento quando

aparecem dúvidas, mesmo aquelas que antes desconsideravam. Paulo César, da Mersan Veículos, lembra que recentemente o pedido de crédito foi negado porque o interessado mora na zona rural. “E a parte que seria financiada era muito menor da que foi dada como entrada e em caso

de não pagamento, quem perdia era ele”, diz. As taxas de juros para os veículos mais novos são menores dos que as direcionadas para os automóveis mais anos de estrada. De acordo com Erasmo Mercêz, bancos e financeiras justificam esta diferença: para eles, o risco é maior para os veículos mais antigos.

Cuidados ao comprar um usado Comprar um veículo usado exige a tomada de cuidados adicionais pelo interessado e não apenas nas partes mecânica ou na chaparia. O primeiro deles é comparar os preços do veículo que deseja comprar, porque a falta de atenção pode significar perda de

dinheiro. Outro é observar atentamente as taxas de juros cobradas e não apenas adequar as prestações às suas disponibilidades financeiras. Os comerciantes ensinam que o consumidor deve desconfiar quando um veículo é oferecido com valor bem abaixo do

encontrado no mercado. Geralmente o automóvel tem problemas que uma boa recuperação maquia, como batidas fortes ou a longa passagem no setor de funilaria de uma oficina. Quem quer comprar um carro deve, também, observar se o bem é da empresa que o vende ou se ela atua como corretora, situação que pode trazer problemas futuros. Geralmente, nestas situações, a revendedora não oferece garantias que normalmente dão nos carros que lhes pertencem – é uma situação que pode terminar na justiça. Quem compra também deve estar atento à situação legal, perante o Fisco e aos órgãos de fiscalização, da empresa que está lhe vendendo o veículo. E o comprador não deve, sob nenhuma hipótese, deixar de levar o veículo para ser observado por mecânico de sua estrita confiança, sob pena de surpresas desagradáveis.


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cidade

Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

Kalilândia é oásis de tranquilidade Prédios, bares, clínicas, hotel

A Kalilândia não foi manchada pela grande onda da violência letal

A Kalilândia não foi manchada pela grande onda da violência letal que desde o ano passado já matou quase 600 pessoas em Feira de Santana. O bairro faz limite com as avenidas Maria Quitéria, Getúlio Vargas, ruas Barão do Rio Branco e Carlos Valadares. Pelo visto, são mais do que linhas imaginárias. Tido como nobre, é vizinho do Centro, onde aconteceram 19 assassinatos; a Queimadinha, 12, e o Ponto Central – não foi registrada morte no bairro. Neste ano a polícia não registrou nenhuma morte violenta na Kalilândia, mas nos seus vizinhos este número já chegou a 22. É um oásis de tranqüilidade cercado por bairros onde as diferenças ou pequenas questões são resolvidas à bala. Tem duas praças: uma que tem o nome do bairro e a outra que fica no largo do São Francisco. Nestes três bairros mais próximos aconteceram, portanto, 29 mortes provocadas – o Centro encabeçou como o local mais violento. De acordo com o levantamento feito pelo repórter policial Aldo de Matos, em 2011 foram registrados assassinatos em 72 bairros. A Kalilândia é um dos bairros mais valorizados da cidade devido a sua privilegiada localização geográfica. A sua parte mais distante fica a menos de 15 minutos a pé do centro comercial da cidade e para se chegar lá basta um ‘pulo’. As ruas são usadas diariamente por milhares

Edna mora próximo da praça há mais de duas décadas

de trabalhadores para chegar o centro da cidade e voltar para suas casas. Também se destaca a tranqüilidade das suas ruas, mesmo com toda expansão comercial registrada nos últimos anos. Edna Teles mora próximo da praça há mais de duas décadas e viu a transformação do bairro nos últimos anos. Observou o crescimento do comércio e do setor de prestação de serviço e viu, também, a saída de moradores antigos para

outros bairros. “Aqui é muito bom de se viver”, comenta, lembrando que a expansão comercial reduziu a menos de dez as residências no entorno da praça. Antônio dos Reis revela que apenas sai do bairro para a morada definitiva, no cemitério, porque lá é o melhor lugar do mundo para se morar. “Apenas quem nasceu e cresceu aqui sabe o que sinto”, orgulha-se o aposentado, que vive há mais de 60 anos no bairro.

A Kalilândia ganhou novos bares, hotel, restaurantes, lojas de segmentos variados, clínicas e consultórios, mais empresas prestadoras de serviços. Ganhou também novas e modernas sedes das escolas Rubens Alves e João Paulo I e a Castro Alves fica no limite com o centro. A Faculdade Nobre, dona da maior caderneta de matrícula entre estas instituições particulares da cidade, está sediada no bairro. Lá também estão instaladas, em um mesmo prédio, duas emissoras de rádio – a Transamérica e a Jovem Pan, ambas FMs. No bairro também são localizadas igrejas católica e

protestantes, a sede da Associação Comercial de Feira de Santana. O Hospital Dom Pedro de Alcântara foi construído no bairro, ainda por volta dos anos 50. A cidade cresce a olhos vistos para a Kalilândia, que a cada ano ganha novos prédios, que o tornam um dos bairros verticais de Feira. Nos últimos anos vários prédios residenciais e comerciais, de variados portes, foram erguidos nas suas ruas. A expansão comercial empurra os moradores para outros bairros e nem os mais antigos escapam deste avanço. Suas casas são visadas e atingem preços altos no mercado imobiliário local – daí para venderem basta uma boa oferta.

‘Terra de Kalil’

A praça da Kalilândia foi construída na década de 40, idealizada pelo árabe Elias Kalile – daí no nome do bairro. A partir daí o local começou a ser urbanizado, com a construção de amplas e modernas casas em volta da praça. O coreto, transformado em ponto de eventos, onde aconteciam apresentações de bandas e filarmônicas, contribuiu para o seu desenvolvimento. Desde o seu início, a Kalilândia foi um bairro diferenciado, foi lá que algumas famílias conhecidas na cidade escolheu para morar. A tranqüilidade das suas ruas também nasceu com o bairro, que por décadas os moradores mantiveram o salutar hábito das conversas nas calçadas.


cultural

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Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

Artistas da internet expõem no MAC Ordachson Gonçalves “É totalmente diferente ver muitas pessoas admirando sua obra, poder ver os gestos, como cada uma reage, os olhares diferentes; é uma experiência única”. O entusiasmo do artista plástico Don Guto traduz o que representa para um artista novo expor pela primeira vez em um museu, neste caso o Museu de Arte Contemporânea. Don Guto até então tinha somente a internet como galeria. Mas

ele e a colega Tâmara Lyra puderam experimentar esta nova etapa da carreira, ao participar de exposição coletiva que comemorou o aniversário do MAC. Embora tenham encontrado em sites, blogs e redes sociais a oportunidade de se fazerem conhecidos inclusive fora da cidade onde vivem, todos desejam a oportunidade de levar a própria arte para um espaço físico concreto. Don Guto revela que expor no MAC era um sonho antigo. “Desde criança, quando passava

pela frente do MAC, eu ficava observando com certa curiosidade. Meus pais nunca me trouxeram, até mesmo por uma questão cultural da maioria das pessoas da nossa cidade, que não têm o hábito de visitar os nossos museus. Mas desde quando comecei a desenhar, sempre imaginei poder expor neste lugar”. Ele divulga o trabalho na internet desde 2008, através do Flickr, uma rede social voltada para imagens, principalmente fotos. “A internet acaba

sendo a melhor forma de mostrarmos o nosso trabalho, difundir para todo o mundo. Mas poder expor no MAC, para mim, é um luxo”, descreve. Tâmara Lyra, que também começou a publicar os seus trabalhos no Flickr, observa que trazer suas obras para o museu requer uma responsabilidade ainda maior. “Tem a questão do tratamento com a imagem, que é bastante diferente. Além de toda a montagem, desde a escolha das peças”, analisa.

O toque feminino de Tâmara O corpo feminino, os gestos delicados, as sutilezas e peculiaridades da mulher. Os trabalhos de Tâmara Lyra abordam todos estes aspectos presentes no universo feminino de um modo geral, mas que principalmente têm a ver com a própria autora, como ela mesma diz. A inspiração vem de momentos e sentimentos vivenciados no dia a dia. Tâmara é uma artista

em evolução e traz em seus desenhos uma mescla entre o olhar de menina e o sentimento de mulher. “São cores fortes, simplicidade nos traços e o toque feminino”, aponta. Os desenhos que trouxe para o MAC foram desenvolvidos em 2011. A nudez inocente e rostos quase sempre escondidos revelam a personalidade dos trabalhos de Tâmara. A timidez dos personagens divide espaço com uma

sensualidade natural. O desejo feminino (e a autosatisfação dele) também são evidenciados. Tâmara descobriu o talento para o desenho brincando com a irmã. Hoje é estudante da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Uma brincadeira que virou coisa séria”, frisa.

Tâmara é uma artista em evolução

Da tela do cinema ao cavalete

Don começou a fazer os desenhos como um hobby

Personagens eternizados por grandes atores como Spaghetti Western e Sérgio Leone em filmes de faroeste também estão presentes no Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira. São sete telas pintadas pelo artista feirense Don Guto, que remetem o espectador a uma viagem aos cenários dos filmes de ‘Bang-bang’. “Como eu assistia muito esses filmes, sempre visualizava as imagens, as expressões, sempre focava bem nos rostos, e comecei a desenhar, buscando

pegar as expressões fortes”, explica Don. Ele diz que começou a fazer os desenhos como um hobby, mas o trabalho passou a despertar o interesse de algumas pessoas. “Daí desenvolvi o meu desenho cada vez mais. Gosto de utilizar cores que valorizam as expressões, trabalhar com cores quentes, toques de cores frias, como o roxo e o azul, mas o fundo sempre em tons como o vermelho, laranja ou amarelo. O que faz transparecer a sensação de poder do tema”, ressalta.


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cidade

Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

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Polícia faz varredura no George antes de instalar Base Antes da inauguração da Base Comunitária de Segurança, uma varredura. As polícias Militar e Civil estão em operação permanente, que antecede a instalação da base, no George Américo, que será o primeiro bairro de Feira de Santana a ganhar uma BCS, a partir de meados da próxima semana. Mais de cem homens ocuparam o bairro na terça-feira. E praticamente ninguém escapou da revista. O coronel Adelmário Xavier, do Comando de Policiamento Regional Leste, disse que a decisão de escolher o George Américo, um dos bairros mais populosos da cidade, para sediar a primeira base em Feira foi tomada com base em índices estatísticos. No ano passado, 18 pessoas foram assassinadas no bairro. Neste ano, até esta semana, esta modalidade de crime caiu à metade. E a tendência é que haja uma retração significativa de mortes violentas no George em 2012. Localizado na zona norte, que é formada por bairros populosos, o George se limita com vizinhos que se destacaram nas estatísticas

ilegal de arma e tráfico de drogas e encaminhado ao Conjunto Penal de Feira de Santana. A primeira Base Comunitária de Segurança implantada fora da capital baiana foi inaugurada no dia 15 de agosto, em Itinga, em Lauro de Freitas. Segundo a PM, a base conta com um efetivo de 120 policiais, oito

Policiais observam um homem que foi detido no primeiro dia da operação no conjunto

da violência dos últimos 21 meses em Feira de Santana. Como o Campo Limpo, onde neste período foram registrados 22 assassinatos.Destacam-se, também, a Gabriela, com 11 casos, o conjunto José Ronaldo e o Sobradinho, ambos com cinco assassinatos, Pampalona e Sítio Novo, ambos com três registros. O conjunto Morada das Árvores, que é o principal acesso ao George, não apareceu nesta lista. Na região também é forte o tráfico de drogas, bem como as ocorrências de outros tipos de violência contra a pessoa,

como agressões, furtos e roubos de residências e veículos. O conjunto tem um histórico de violência. A expectativa é de que com a instalação da unidade haja uma mudança no quadro estatístico. Pelos números do primeiro dia operação, apresentados pelo Comando do Policiamento Regional Leste, os policiais estão fazendo um verdadeiro pente fino: foram De acordo com a assessoria de comunicação do CPRL, foram realizadas 1.202 abordagens a pessoas,

20 em bares, 424 em veículos incluindo motos e carros e em seis ônibus. Mais de 40 motos foram apreendidas e 17 automóveis notificados. Um deles, o modelo Citroen X Sara Picasso, JPT7142, de Salvador, foi apreendido com restrição de furto e roubo. Lucas Silva Santos, o conhecido no bairro como “Lobão”, foi flagrado pelos policiais com um revólver calibre 38 e 35 pedras de crack. Ele foi autuado por porte

motocicletas e quatro viaturas exclusivas, além de dez câmeras de monitoramento. Além de Feira de Santana, municípios como Camaçari, Porto Seguro, Itabuna, Vitória da Conquista e Barreiras devem receber bases de segurança ainda em 2012, segundo previsão da Secretaria de Segurança Pública.


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opinião

Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

NA TERRA, NO MAR E NO AR

Itamar Vian

Luzes no Caminho

Arcebispo Metropolitano

Trânsito assassino Com o tema “Não exceda a velocidade – preserve a vida”, está acontecendo, em todo o Brasil, a Semana Nacional do Trânsito, com o objetivo de conscientizar a população a ter mais prudência no volante. Em Feira de Santana, com o aumento de número de carros e motos, os acidentes de trânsito cresceram mais de 40% nos últimos anos.

di.vianfs@ig.com.br

Conheça o livro UM MARINHEIRO DO BRASIL NA 2ª GUERRA - Fatos Que a História Ainda Omite. À Venda nas livrarias: NOBEL - Av. Getúlio Vargas 2410. ALVES, Rua José Bonifácio 21. Lojas revista CAPA CLARA no Shopping (frente aos telefones público) Loja 2 na Ville Gourmet. EM FEIRA.

A MAIOR parte dos acidentes de trânsito tem como causa o próprio motorista. Os carros modernos oferecem boas condições de segurança. Outra parcela de culpa, para tantos acidentes automobilísticos, deve ser credenciada às rodovias brasileiras. Muitas estradas estão cheias de curvas, buracos e asfaltamento em péssimas condições.

O BRASIL gasta cerca de R$ 5 bilhões por ano em acidentes de trânsito. Com esse dinheiro poderia construir 600 mil casas populares ou fazer chegar água potável a um quinto das 4,2 milhões de moradias que não possuem esse serviço. Mais grave do que o prejuízo financeiro, porém, é a invalidez ou a morte de dezenas de milhares de pessoas, vítimas, na quase totalidade dos casos, da imprudência nas ruas e estradas.

O QUE FAZER para melhorar o trágico e assassino trânsito brasileiro? Há muito por ser feito. Pensamos tratar-se fundamentalmente de uma questão de educação. Educação dos motoristas e educação dos pedestres; educação para o conhecimento e observância das leis do trânsito e educação para o respeito e a responsabilidade nas vias públicas. Trata-se, pois, de uma ampla e maciça campanha educativa, porque sabemos que a causa determinante de tantos acidentes de trânsito é a falta de consciência do valor da vida humana.

HÁ UMA SÉRIE de fatores de difícil avaliação ao se medir as conseqüências da tragédia brasileira no trânsito. Como dimensionar a dor de pessoas que ficam inválidas para o resto da vida? Ou a de parentes e amigos de mortos? A tristeza, nesse caso, se alastra por um universo de milhões de pessoas. O que foi feito para o bem do homem, o automóvel, acaba se transformando em instrumento de morte. Se o perigo existe, é preciso ter cuidado.

AMIGO motorista lembra-te: A velocidade não encurta distancias, mas encurta mais vidas. Melhor tarde em casa do que cedo no cemitério. Faça do seu automóvel um instrumento de vida e não de morte. Se você gosta dos seus filhos não atropele os filhos dos outros. Leve sempre como companheira de viagem a virtude da prudência. A vida é um presente de Deus. É hora de darmos mais valor à nossa vida e à vida da esposa, dos filhos, e dos amigos.

VENDEM-SE 15 TAREFAS PRODUTIVAS, EM ÁGUA FRIA. TERRA BOA, PLANA. R$ 2.500,00 A TAREFA. VENDO TOTAL OU PARCIAL.

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Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

PORTARIA Nº 515/2012 DECRETO INDIVIDUAL Nº 517/2012 O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, tendo em vista o que consta do processo de nº 30.2698/2012, e no Parecer da Procuradoria Geral do Município nº 720/2012, e com fundamento no art. 6º, incisos I, II, III e IV, da Emenda Constitucional nº 41/2003, combinado com o art. 32, da Lei Complementar n° 011/2002, e alterações contidas na Lei Complementar nº 028/2006, RESOLVE conceder aposentadoria voluntária por tempo de contribuição, com proventos integrais, à servidora MARIA OLGA DA SILVA ALCANTARA, matrícula nº 01002250-1, Assistente Administrativo, classe I, referência “A”, nível 07, lotada na Secretaria Municipal de Governo.

PORTARIA DE LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE EM LOGRADOURO PÚBLICO – MEIOS DE PUBLICIDADE

PORTARIA LP Nº 09, DE 19 DE SETEMBRO DE 2012.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, no exercício da competência que lhe foi delegada pela Lei Complementar Municipal Nº.041/09, alterada pelas Leis 042/09, 051/10 e 055/2011 (Código de Meio Ambiente), regulamentada pelo Decreto Municipal 8.144/201 e o Decreto Municipal n. 8.300/2011 e tendo em vista o que consta do Processo SEMMAM Nº 025826/12,

Gabinete do Prefeito Municipal, 14 de setembro de 2012. RESOLVE: TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DISPENSA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL Nº 071/2012 O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, no uso de suas atribuições e no exercício da competência delegada pela Lei Municipal Nº. 041/2009 e suas alterações e de acordo com o que consta no Processo Nº. 030677/12, DECLARA: Que a atividade de Comércio Varejista de Materiais de Construção em Geral, desenvolvida pela BEZERRA OLIVEIRA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA., inscrita no CNPJ sob nº. 13.386.525/0001-59, situado na Rua Papa João XXIII, nº 1150, Olhos D’Água, Município de Feira de Santana, não está enquadrada na Resolução CEPRAM nº 3.925, de 30 de janeiro de 2009; ficando, portanto DISPENSADA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL. O ato de não exigir o Licenciamento Ambiental aqui declarado não isenta o empreendedor do cumprimento da legislação ambiental pertinente, nem da fiscalização exercida pelos órgãos competentes, portanto, propomos a necessidade do cumprimento dos condicionantes abaixo relacionados: Condicionantes Propostos: I.

II.

Operar adequadamente o empreendimento de acordo com o projeto apresentado e conforme as normas técnicas e legislação vigente; Fornecer aos trabalhadores os Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s exigidos ou conforme Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, NR - 6, sendo obrigatória sua utilização. Feira de Santana, 29 de agosto de 2012.

Antônio Carlos Coelho Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais

Art. 1º. Conceder à Empresa L. Marquezzo, inscrita no CNPJ sob nº 02.535.568/0001-32, situada na Avenida Maria Quitéria, nº 524, Bairro Brasília, Feira de Santana, Bahia, CEP.: 44.003-000, LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADES EM LOGRADOUROS PÚBLICOS – MEIOS DE PUBLICIDADE, para expor publicidade por meio de engenhos enquadrados como um painel, uma empena e duas placas móveis, respectivamente, cujas metragens constam no Parecer Técnico nº 017/2012, no mesmo endereço acima descrito, mediante o cumprimento da Lei 041/2009 e suas atualizações, Decreto Municipal 8.300/2011, e dos seguintes condicionantes: I – Cumprir os seguintes procedimentos quanto a edificações com recuo: a) quando afixado em posição paralela à fachada, inclusive sob marquise, deverá dispor de altura mínima de 2,30m (dois metros e trinta centímetros) e sua projeção ou avanço em relação a fachada não poderá ser superior a 0,50m (cinquenta centímetros); b) quando afixado em posição oblíqua ou perpendicular à fachada deverá dispor de altura mínima de 2,50m (dois metros e cinquenta) e sua projeção ou avanço em relação à fachada não poderá ser superior a 1,00m (um metro), inclusive sob marquise; c) quota de anúncio de 1 (um). II- Respeitar o afastamento mínimo de 5,00m (cinco metros) para qualquer edificação; III – Manter o mesmo recuo frontal das edificações lindeiras respeitado o recuo mínimo de 1,00m (um metro); IV - Deverá observar o recuo frontal mínimo de 1,00m (um metro) contado do limite interno do passeio, quando instalado em imóvel voltado para logradouro em processo de ocupação incipiente, V - Deverá dispor de altura máxima de 9,00m (nove metros) em relação à cota de implantação, salvo nos terrenos em declive, quando a altura máxima será medida em relação ao meio-fio que lhe for fronteiro; VI - Deverá dispor de área máxima de 30,00m² (trinta metros quadrados), com largura máxima de 9,00m (nove metros); VII – Admitir, no caso de agrupamento de painel frontlight, no máximo 03 unidades, com afastamento máximo entre si de 2,0m (dois metros), todos com altura máxima de 9,00m (nove metros) em relação à cota de implantação, dispondo cada uma das unidades de quadro com área máxima de 26,00m² (vinte e sete metros quadrados); VIII- Manter o afastamento entre agrupamentos, unidades isoladas e/ou entre unidades isoladas e agrupamento de painéis e não poderá ser inferior a 300,00m (trezentos metros); IX – Manter o afastamento entre painéis e/ou agrupamento de painéis frontlight e outdoor ou agrupamento de outdoor não inferior a 100,00m (cem metros); X – Cumprir a angulação máxima de 45º (quarenta e cinco graus), de posição relativa em relação ao eixo da via quando dispuser de quadro com largura superior a 5,0m (cinco metros); XI – Embutir a instalação elétrica quando iluminado, em tubulação apropriada; XIV – Fixar no painel o nome do concessionário e o número da licença em letras de 11 cm (onze centímetros) de altura, na cor preta e tipologia facilmente identificável, e deverá constar em plaqueta branca com 0,70m x 0,35m (setenta centímetros de 15 comprimento por trinta e cinco centímetros de altura) afixada no suporte do painel, no sentido horizontal e voltada para a via.

O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, tendo em vista o que consta do processo de nº 30.2698/2012, e no Parecer da Procuradoria Geral do Município nº 720/2012, e com fundamento no art. 6º, incisos I, II, III e IV, da Emenda Constitucional nº 41/2003, combinado com o art. 32, da Lei Complementar n° 011/2002, e alterações contidas na Lei Complementar nº 028/2006, RESOLVE: I – Fixar a renda mensal na inatividade da segurada MARIA OLGA DA SILVA ALCANTARA, matrícula nº 01002250-1, Assistente Administrativo, classe I, referência “A”, nível 07, lotada na Secretaria Municipal de Governo, em R$ 1.532,96 (mil, quinhentos e trinta e dois reais e noventa e seis centavos), equivalente a 100% do salário de contribuição verificado no mês de julho/2012, constituído das seguintes parcelas: vencimento – R$ 655,37; adicional por tempo de serviço (39%) – R$ 255,59; estabilidade econômica – FC1 – R$ 622,00. II - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a partir de 31 de julho de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 14 de setembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO ANTÔNIO CARLOS MACHADO DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE FEIRA DE SANTANA

PORTARIA Nº 521/2012

O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, tendo em vista o que consta do processo de nº 30.2660/2012, e no Parecer da Procuradoria Geral do Município nº 510/2012, e com fundamento no art. 40, § 1º, inciso III, alínea “b”, da Constituição Federal de 1988, com a redação dada pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003, em harmonia com o art. 33, incisos I, II e III, da Lei Municipal Complementar nº 011/2002, o qual não foi alterado pela Lei Municipal Complementar nº 028/2006, RESOLVE: I – Fixar a renda mensal na inatividade do segurado POLICARPO FERREIRA DE ALMEIDA, matrícula nº 01013624-7, Agente de Serviços Gerais, classe I, referência “A”, nível 06, lotado na Secretaria Municipal de Serviços Públicos, em R$ 622,00 (seiscentos e vinte e dois reais), equivalente à proporcionalidade de 59,53% do provento integral da média da remuneração contributiva nas competências de julho/1994 a julho de 2012. II - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. Gabinete do Prefeito Municipal, 19 de setembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

ANTÔNIO CARLOS MACHADO DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE FEIRA DE SANTANA

Art. 2º. Esta Licença refere-se à análise de viabilidade ambiental de competência da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMAM, cabendo ao interessado obter a Anuência e/ou Autorização das outras instâncias no âmbito Federal, Estadual ou Municipal, quando couber, para que o mesmo alcance seus efeitos legais. Art. 3º. Estabelecer que esta Licença, bem como cópias dos documentos relativos ao cumprimento dos condicionantes acima citados, seja mantida disponível à fiscalização da SEMMAM e aos demais órgãos ambientais.

DECRETO INDIVIDUAL Nº 519/2012

O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, tendo em vista o que consta do processo de nº 30.2660/2012, e no Parecer da Procuradoria Geral do Município nº 510/2012, e com fundamento no art. 40, § 1º, inciso III, alínea “b”, da Constituição Federal de 1988, com a redação dada pelas Emendas Constitucionais nºs 20/1998 e 41/2003, em harmonia com o art. 33, incisos I, II e III, da Lei Municipal Complementar nº 011/2002, o qual não foi alterado pela Lei Municipal Complementar nº 028/2006, RESOLVE conceder aposentadoria voluntária por idade, com proventos proporcionais, ao segurado POLICARPO FERREIRA DE ALMEIDA, matrícula nº 01013624-7, Agente de Serviços Gerais, classe I, referência “A”, nível 06, lotado na Secretaria Municipal de Serviços Públicos. Gabinete do Prefeito Municipal, 19 de setembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

Art. 4º. Esta Portaria é válida até 31 de dezembro de 2012. Gabinete do Secretário Municipal de Meio Ambiente, Feira de Santana, 19 de setembro de 2012.

Antônio Carlos Coelho Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais.

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PORTARIA Nº 525/2012

O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, considerando o que consta do processo administrativo nº 019494/2012, e do Parecer da Procuradoria Geral do Município nº 503/2012, RESOLVE conceder ao servidor TEOBALDO TELES DOS SANTOS, matrícula nº 01020104-2, Guarda Municipal, Subinspetor, Classe II, referência “A”, nível 07, lotado na Secretaria Municipal de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos, 06 (seis) meses de licença-prêmio, relativa aos períodos aquisitivos de 1º de julho de 2000 a 30 de junho de 2005, e de 1º de julho de 2005 a 30 de junho de 2010, retroagindo seus efeitos a partir de 04 de setembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 20 de setembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO


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Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012


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Feira de Santana, sexta-feira 21 setembro de 2012

Feira é destaque em amamentação Texto e foto de Lana Mattos   O índice de aleitamento materno em Feira de Santana é superior à média do país. A apuração mais recente, feita em 2009, constatou que 76,6% dos bebês feirenses com menos de um ano ainda mamavam. No Brasil, 58,74% das crianças com a mesma idade mamam, conforme o Ministério da Saúde. São números que tornam Feira de Santana um destaque nacional. A quantidade de crianças que mamam cresce ao longo do tempo em Feira. Em 1996, eram 65,9% das crianças menores de um ano; em 2001 foram 69,2%. As pesquisas foram coordenadas por Graciete Oliveira Vieira, doutora em medicina e saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)­­­­­­­­­­­­­­­­­, professora do curso de medicina e do mestrado em saúde coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Conhecido como a primeira vacina, dentre inúmeras vantagens, o leite materno aumenta a defesa das crianças contra várias doenças, com destaque para diarreia, pneumonia, problemas urinários e alergias. Hoje são comprovados os

O mais completo dos alimentos

As mães feirenses se destacam nacionalmente por oferecer o peito aos seus filhos

benefícios em longo prazo. “A criança que mama no peito vai ter menor prevalência de algumas doenças na adolescência e na idade adulta, como é o caso de aumento de colesterol, obesidade, linfoma”, explica a médica, que também é coordenadora do Centro de Referência para Incentivo ao Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano (CIAMABLH) do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Além disso, algumas vacinas que a mãe tenha tomado durante a gestação, passam para a criança através do leite. Não há um cardápio especial para a mãe

que amamenta. Ela pode comer tudo – desde que seja o mais saudável possível, caprichando nas frutas, legumes e verduras. Deverá beber muito líquido, pois a água é matéria-prima para a ‘fabricação’ do leite. Com relação a adoçantes e outros produtos light e diet, Graciete Vieira, que é médica pediatra há 18 anos, afirma que, “se houver alguma necessidade, não existe nenhuma contraindicação, mas também não é uma recomendação. Durante a amamentação podese tomar pílula anticoncepcional. Mas apenas as que não contêm estrógeno, pois esse hormônio feminino

pode chegar ao bebê através do leite, causar desequilíbrio hormonal na criança. É essencial procurar um ginecologista, que vai indicar o melhor método contraceptivo. A mulher não deve fumar, beber ou consumir outras drogas durante a amamentação. O cigarro pode diminuir a produção de leite e “uma mãe que fuma muito, o bebê pode ter mais cólica, explica. A boa notícia, conforme a pediatra, é que as mães são conscientes - “e durante a gestação e a amamentação, elas passam a fumar menos, e a grande maioria larga o hábito”, declara.

O bebê é quem deve comandar a mamada Não existe um tempo determinado de duração para cada mamada. Segundo a pediatra, a recomendação é de que o aleitamento deve ser de livre demanda, ou seja, o número de mamadas por dia não é limitado e o bebezinho é quem define o tempo e quantas vezes ao dia. Há um mito de que o leite acaba, mas se a mama é estimulada, ele aparece. Aqui se estabelece a lei da demanda e da oferta. “Se vai diminuindo o consumo,

vai também diminuindo a produção, afirma. Um trauma psicológico também pode causar a diminuição do leite, mas é uma situação que pode ser revertida. Em geral, prótese de silicone nos seios não atrapalha a produção, porque são colocadas abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral. Ao contrário, cirurgia plástica de redução da mama pode atrapalhar, caso tenha sido retirada parte

do tecido mamário. Isso deve ser discutido com o cirurgião antes de fazer o procedimento. Os cuidados com o seio começam durante a gestação, quando a futura mãe deve fazer topless para que os mamilos sejam fortalecidos pelos raios do sol. Acreditava-se que é preciso lavar os seios antes de amamentar, mas não é verdade. O banho normal é suficiente. O excesso de cremes hidratantes pode afinar ainda mais a pele da

região, diminuindo sua resistência e deixando-a exposta a fissuras durante a sucção. Uma preocupação das mulheres que amamentam é de os seios ficarem flácidos. Para que isso não aconteça, é necessário o uso de sutiãs de alças firmes e largas, desde a gestação, que é quando ocorre, de fato, o aumento da mama sendo também mito a ideia de que a amamentação causa alterações nos seios.

Leite materno é alimento mais completo. Por isso, até os seis meses, o bebê não precisa de nenhuma outra comida, nem mesmo água, chá ou suco, conforme recomendam a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde. Daí então introduzir outros alimentos saudáveis, no caso, papa de legumes e de frutas, e manter a amamentação até dois anos ou mais”, explica a médica. O tempo, conforme ela, é uma decisão de mãe e filho. O uso de mamadeira e chupeta não é mais recomendado. Uma das principais causas do desmame precoce é, justamente o uso desses objetos, pois a maneira de sugar deles é completamente diferente da mama,

fazendo com que a criança recuse o peito, que dá mais trabalho de sugar e por onde o leite sai em quantidades bem menores. Outros alimentos devem ser oferecidos em copo e ou colherinha. A principal função dos bancos de leite é incentivar o aleitamento. Cada mãe produz a quantidade de leite suficiente para amamentar seu filho e poucas têm excedente. Em Feira de Santana, eles suprem as necessidades de prematuros que nascem no HGCA e no Hospital da Mulher. As mães que trabalham podem ordenhar e pedir para alguém dar o alimento à criança, durante o período em estiverem fora, mas deverão utilizando um copo específico.

Recomendações: Alguns cuidados na amamentação podem prevenir problemas como rachaduras no bico do peito, seios empedrados e outros. Vejamos:   - O bebê pegar a mama na posição correta. Alguns vídeos na internet demonstram isso; - Lavar os mamilos apenas com água, não usar sabonetes, cremes ou pomadas;  - Retirar um pouco do leite para amaciar a aréola (parte escura do peito) antes da mamada se a mama estiver muito cheia e endurecida;  - Conversar com outras mulheres (amigas, vizinhas, parentes, etc.) que amamentaram bem e durante bastante tempo seus bebês;  - Quando as mamas ficam empedradas, é sinal de que precisa esvaziá-las. Deve-se amamentar com frequência, sem horários fixos, inclusive à noite;  - Retirar um pouco de leite antes da mamada para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito;  - Amamentar é prazeroso e indolor. A dor é sinal de que alguma coisa de errado está acontecendo. Caso persista, a mãe deve procurar o médico.  Fonte: Ministério da Saúde

Graciete Oliveira Vieira é coordenadora do Centro de Referência para Incentivo ao Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano (CIAMA-BLH) do HGCA. Pediatra há 18 anos, ela é doutora em medicina e saúde pela UFBA­­­­­­­­­­­­­ e professora do curso de medicina e do mestrado em saúde coletiva da UEFS.


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Edicao 21-09-12