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Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

ANO XIV - Nº 2.397

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R$ 1 redacao@tribunafeirense.com.br

Para que o serviço chegue a todos: Água - faltam 42 mil ligações Esgoto - faltam 102 mil inserções

O sistema recebeu muitos investimentos,mas ainda está longe de atingir o ideal

O arrasta votos de 2012

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Resultado geral das eleições

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e

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Colunistas

5 César Oliveira - Valdomiro Silva - Adilson Simas - Dom Itamar Vian - Glauco Wanderley -

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Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

polĂ­tica


opinião

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Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

Valdomiro Silva

Observatório valdomirotribuna@hotmail.com

Terceiro mandato em Feira consolida José Ronaldo como liderança estadual O prefeito eleito José Ronaldo, que inicia em 1º de janeiro de 2012 o seu terceiro mandato, confirmou, no último pleito, a sua condição de maior liderança política feirense nos últimos anos. Ao final de 2016, quando termina seu próximo período à frente do Executivo, terá completado 12 anos de governo e 16 de liderança. Como prefeito reeleito, desde

2004 Ronaldo já entrava para a história como um dos maiores líderes políticos locais. Agora, se torna, ao lado do falecido José Falcão, recordista de eleições para a Prefeitura. Mas a liderança de Ronaldo não se limita a Feira de Santana já de algum tempo. Ainda deputado estadual, como líder do primeiro governo Paulo Souto, no final dos anos 90, ele já pavimentava uma estrada para obter

projeção em nível de Bahia. Na região de Feira de Santana, tornou-se referência desde então, em razão do prestígio de que desfrutava com Souto, amigo pessoal. Seu nome começou a ecoar na região Nordeste e também no recôncavo baiano. Eleito deputado federal, foi um dos mais votados do Estado. Aquela campanha alavancou ainda mais a sua marca – “Trabalho Constante”

O (incerto) futuro político de Tarcízio Dentre os temas pós-eleitorais em Feira de Santana, o futuro político do prefeito Tarcízio Pimenta é um dos que mais repercute na cidade. Afinal, depois dessa derrota, em que o prefeito foi o último colocado dentre quatro candidatos, sendo superado pelo até então desconhecido Jhonatas Monteiro, o que ele fará para reconstruir sua imagem e voltar a ser um político de proa no município? Ninguém deve ter uma fórmula, neste momento. Seguramente, o próprio prefeito ainda deve estar atordoado com os números das urnas e também não sabe ainda o que será do seu futuro político. Uma liderança com o cartel de Tarcízio – vereador, deputado de vários mandatos e prefeito – não se conforma facilmente de esta sem mandato e não concorrer na eleição seguinte. Foi mais ou menos

o que ocorreu com José Ronaldo. Após encerrar o segundo governo, saiu candidato ao Senado. Não venceu. Veio a eleição para prefeito e como havia uma insatisfação com o seu sucessor, que ajudou a eleger, partiu para disputar o Palácio Maria Quitéria – e mais uma vez venceu a guerra. Tarcízio tem pela frente a eleição de 2014. Há duas opções nesse futuro pleito, uma candidatura a deputado estadual ou a federal. Para a Assembleia Legislativa seria o caminho mais curto para o retorno do prefeito à cena política. Esta seria a alternativa politicamente correta, diga-se. No entanto, há uma barreira digamos “doméstica” contra essa solução. A mulher de Tarcízio, deputada Graça Pimenta, teria que desistir da reeleição e agora, apoiar o marido, que no passado a ajudou a eleger-se. Teria, a deputada, a iniciativa

de sacrificar-se em nome da reconstrução do esposo? Nos meios políticos, não há muita crença nessa possibilidade. Disputar a eleição para federal é a outra opção. Mas para um candidato a prefeito que teve resultado pífio, embora contasse com a máquina municipal, não chegando a 20 mil votos, é difícil imaginar que consiga mais de 70 mil para a Câmara dos Deputados, pelo menos em 2014. Além do que teria indisposição com o deputado federal Fernando Torres, que o apoiou no último pleito e, naturalmente, espera reciprocidade em sua reeleição. Se não for viabilizada uma candidatura em 2014, resta 2016. Mas tentar, já no pleito municipal seguinte, depois do terrível resultado de 2012, sem antes retornar à Assembleia, ao menos, não seria prudente. Uma situação, como se vê, muito delicada.

- Bahia afora. O próximo passo foi a conquista da Prefeitura Municipal. Pela importância de Feira de Santana, polo de uma grande região, ampliou sua influência regional. Essa liderança foi ampliada com a eleição para a União das Prefeituras da Bahia (UPB). Ronaldo chegou à UPB com objetivos bem definidos. Queria se tornar ainda mais conhecido, agora focando outras regiões do Estado. Mais

adiante, após o segundo mandato de prefeito e consolidado como liderança estadual do Democratas), teve seu nome lançado pelo partido ao Senado. O resultado daquele pleito, se não lhe foi de todo favorável, visto que não se elegeu, confirmou a sua condição de líder mais influente que o seu mentor, Paulo Souto, e também do ex-ministro Geddel Vieira Lima, nome mais expressivo do PMDB

Exonerações no Governo Municipal Um “canetaço” está sendo registrado na administração municipal, nos últimos dias. É uma reação do prefeito Tarcízio Pimenta contra ocupantes de cargos de confiança não teriam correspondido politicamente – mesmo que, tecnicamente, estivessem cumprindo bem suas missões. Até ontem, quase 30 desses nomeados para cargos de diretoria e assessoramento (DA) foram exonerados. É provável que ainda neste fim de semana novas exonerações sejam publicadas nos jornais. As pessoas que perdem o cargo nesses primeiros dias pós-eleição não teriam dado apoio político a Tarcízio, optando por acompanhar o ex-prefeito José Ronaldo. Alguns entendem que a percepção do prefeito foi atrasada e que as mudanças deveriam ter sido feitas antes do pleito. O fato é que algumas funções que se encontram sem titulares, com a enxurrada de exonerações, não podem permanecer muito tempo nesse quadro, sob risco de comprometimento da continuidade de serviços fundamentais para a comunidade. A nomeação imediata – se possível junto com o ato de exoneração de substitutos – seria o recomendável. É preciso, portanto, cautela nessa hora.

baiano, obtendo mais voto que os dois candidatos ao Governo. Naquele pleito, Ronaldo conseguiu mostrar que, em Feira de Santana, sua popularidade era maior até mesmo que a do então presidente Lula. Estava sinalizado, ali, que se fosse candidato a prefeito, como foi, seria imbatível.

O fenômeno Jhonatas Monteiro Analistas políticos se debatem, nos últimos dias, a tentar decifrar o que determinou a surpreendente votação do professor Jhonatas Monteiro, até então um desconhecido dos feirenses – o nome dele nem mesmo era destacado no movimento sindical docente na cidade – e, mais que isto, sua performance superior a obtida por Tarcízio Pimenta, uma personalidade de projeção muito maior, por seus mandatos de vereador, deputado e prefeito, além de médico com grande quantidade de pacientes atendidos em sua atividade. É difícil entender o que houve. Tarcízio teria a votação que teve independente de ter surgido em seu caminho o “rasta” intelectual, bem informado e de indiscutível talento político. E Jhonatas obteve a expressiva votação independente da existência do prefeito. Aparentemente – e tudo fica mesmo no campo das hipóteses – Jhonatas com seus mais de 27 mil votos é fruto, principalmente, e não necessariamente nesta ordem, da insatisfação de eleitores com os outros candidatos (Neto, Tarcízio e Ronaldo); de eleitores do PT que não aprovavam a candidatura de Neto; e de eleitores de Colbert Filho que decidiram não acompanha-lo em sua aliança com Ronaldo. Além, é claro, do poder de sedução pessoal do professor, ou seja, eleitores que até pensavam em votar em um dos outros candidatos, mas optaram, durante a campanha, por Jhonatas. Sobre o futuro político do professor, depois do excelente desempenho recente, conversamos em outra oportunidade.


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política

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

A esquerda virou pop Batista Cruz O psolista Jhonatas Monteiro passou de figurante a coadjuvante nas eleições para prefeito de Feira de Santana. Depois de obter 27.317 votos, que correspondem a 9,21% dos votos válidos, virou uma personalidade – mesmo que queira ser visto assim. As pessoas o cumprimentam nas ruas, pedem para tirar fotografias. É um jovem que tem cabelos do estilo rastafári, que cultiva deste 2003. Mas ele afirma que não segue esta religião. “Os cabelos são mais uma questão de afirmação”. As tranças batem às suas costas. É um derrubador de barreiras. Estudou em escola pública, cursou história na UEFS, fez mestrado. É uma pessoa do povo. Pode-se afirmar que o psolista foi o segundo grande vencedor desta campanha – o mesmo não pode dizer do prefeito Tarcízio Pimenta. Saiu do nada para o reconhecimento público. Capitaneou a campanha do tostão contra a do milhão – e venceu. No centro comerciários e pessoas que estavam nas lojas festejaram a sua passagem. No Boulevard Shopping o alvoroço foi tanto que a superintendente do local desceu ao térreo para ver o que estava acontecendo. O furacão do Psol deve ter sido presença constante nos pesadelos do prefeito Tarcízio Pimenta, neste período pós-eleitoral. A presença segura e o discurso forte de Jhonatas Monteiro, que nasceu, cresceu e mora na Queimadinha, inverteu a possível lógica do placar eleitoral deste ano em Feira. Em tese, ele seria o candidato a ocupar a lanterninha. Mas levou o eleitorado a atropelar

conjunto de variáveis: voto de protesto, da falta de opção, e por convencimento político. Avalia que no caso dele foi, em grande parte, de convencimento político. As pessoas entenderam a sua mensagem. Para ele, as pessoas que desconfiam, dos políticos, dos partidos conseguem ver nele o lado positivo do sistema e, por isso, a sua receptividade foi positiva. “As pessoas não estão cansadas da política, mas da politicagem”. Afirmou que está vivendo o momento com tranquilidade. “A proposta do Psol não é formar celebridade, é a atividade política”. Afirma que o carinho das pessoas é legal, mas o “apoio é uma mostra que a forma de dialogar com elas, de uma maneira que elas estavam desacostumadas”. Afirmou que o objetivo não é criar celebridade. Isso é um subproduto Jhonatas Monteiro: 27 mil votos e o terceiro lugar em Feira de um processo bem sucedido de um diálogo Tarcízio Pimenta, que ficou modernidade, depois político”. na quarta posição. mudou por se colocar Argumenta que O professor Jhonatas como candidato do povão. a política deve estar Monteiro é uma pessoa Mas não dialogava relacionada a vida. extremamente calma, mas porque a gestão não “Ouviu pessoas dizer que não se incomodou dialogou. As propostas que em muitos anos em atropelar nas urnas apresentadas, como o não estavam motivadas o prefeito. “A gestão tablet, contribuíram para a votar, mas que neste como um todo foi que ele caísse no descrédito, ano tiveram vontade, muito ruim”, critica. porque a população jovens lamentando Para ele, o investimento recebe de forma negativa porque não tiraram o alto em propaganda foi a proposição da promessa titulo e idosos afirmando centrado em pontos que infundada”. que enfrentaram a fila não correspondiam Ele foi capitaneou para votar. Isso mostra as necessidades da uma campanha que que a gente conseguiu comunidade. “A realidade não nasceu no meio do reaproximar a política da não era a revolução toda povo, mas para o qual foi vida”. que apresentava”, refere–se voltada. Foi idealizada Que esta abertura ao projeto Cidade Digital, por pessoas da UEFS, sirva para que as pessoas a menina dos olhos da funcionários públicos, reflitam de uma maneira atual administração. estudantes, trabalhadoras diferente sobre uma Outro ponto e trabalhadores jovens, proposta política para evidenciado por ele foi pessoas da periferia “todos feira. “Quem observou discurso do prefeito desgastados com a forma a campanha viu que não durante a campanha, que de governo”. abrimos mão do que considera equivocado. Todo fenômeno todos avaliam importante “Primeiro foi o da eleitoral reflete um para a cidade”.

Alianças com o PSTU e o PCdoB O Psol prefere caminhar só do que incomodado com companhias que não tem a mesma afinação. Jhonatas Monteiro disse que o partido é aberto às coligações, mas opta pelo PSTU e pelo PCdoB, em plano nacional, partidos sem representação na cidade. Ele argumenta que o partido admite exceções porque os partidos tem

perfis de combate e que nem sempre estas agremiações seguem as orientações nacionais da legenda e mantém o perfil das lutas sociais. Mas para fazer uma coligação não é atividade das mais fáceis. Primeiro deve-se vencer as resistências locais, depois passar pelo crivo do diretório estadual e, em seguida, passar pela

avaliação nacional da legenda. Jhonatas Monteiro revelou que neste ano foram feitas 150 alianças intervenções em alianças no país. Isto para manter a coerência partidária. “Com quem você caminha diz muito aonde você chega. O partido prefere fazer alianças sociais e não de interesses partidários”.

Para ele, como o partido caminha para chegar ao poder diz muito o que ele pode fazer quando chegar ao poder. Alianças com partidos que nunca tiveram compromissos com mudanças substanciais, por exemplo, indica que a outra parte não vai fazer de uma hora para outra. Ninguém transforma nada bem se não conhece o que se quer transformar”.

Partido gastou metade do previsto O Psol gastou pouco mais de R$ 20 mil na campanha eleitoral. Metade deste valor com a propaganda de TV e rádio. A estimativa era que o custo chegasse a R$ 50 mil. Foi uma campanha paupérrima em termos de recursos financeiros mas absolutamente rica em termos de ideias e ideais. O dinheiro foi conseguido por doações, que variaram de R$ a R$ 1 mil. O partido repassou R$ 2,600. Não achou que foi muito, mas agradece. O programa de TV, que teve pouco mais de dois minutos, foi elaborado por estudantes de cinema da UFRB. O programa de governo teve 49 páginas. E de acordo com o candidato, deveria ser executado em quatro anos, exceto a parte do transporte, que seria executado em dois anos. “Foi construído por pessoas que conhecem os problemas e não por marqueteiros”. Para ele, partidos tradicionais de esquerda não podem delegar

tudo a um publicitário “porque as vezes na cabeça do sujeito pensa de uma maneira e a composição do partido é outra”. Foi uma campanha diferente da tradicional. Não usaram carro de som nas ruas, apenas em eventos na periferia – isto poucas horas de começar. “A lógica de que a campanha fosse menos agressiva sobre as pessoas”. Para ele mudar a forma de fazer política não é apenas a forma que se propõe, também como se faz ou pensa a campanha. “Pessoas estão cansadas com as formas agressivas e invasivas”. Ainda não tem posição para daqui a dois anos. Diferente dos políticos tradicionais, que sequer termina uma campanha e entra de cabeça na próxima. “Ainda estou cansado”. Mas diz que o partido vai definir qual é o conjunto de questões públicas que vai ter voz ativa - uma delas é o plano diretor.

Campanha superou expectativas A campanha superou as expectativas iniciais, mas já se tinha a pretensão. Disputamos para sermos força efetiva na cidade. A gente não se apresentou no processo eleitoral para ver o que dava. Campanha foi pensada, da linguagem, da postura dos candidatos, das proposições. Achavam extremamente importante que a campanha fosse propositiva. E foi”. Nos últimos dias no facebook bombou a indicação de Jhonatas para secretario de Educação de José

Ronaldo. Mas afirma que não aceita a ideia, mas tem todo interesse em tomar parte das demandas da sociedade civil. Percebeu que iria adiante quando percebeu o efeito bola de neve de votos. O crescimento foi consistente à medida que tinha presença em espaço de convencimento. Foi uma campanha sem promessas, mas de debates de ideias. “Conseguimos ir mais longe do que uma candidatura de esquerda faz. Bairros periféricos fizeram campanha sem que eu tivesse ido lá”, comenta. O Psol não teve comitê físico, apenas virtual, a home page.


cidade

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Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

Evolução apenas na perda de água

adilson-simas@bol.com.br

Adilson Simas FEIRA ONTEM

Terra tem. Voto não

A cidade tem uma malha de distribuição considerada antiga e que apresenta problemas estruturais Evolução em Feira de Santana foi registrada apenas nas perdas, que passaram de 38,22% em 2009 para 33,62% no ano passado, mas o ideal era que estas perdas máximas chegassem a 15%. O ganho de quase

cinco pontos percentuais é válido, mas os resultados apresentam que o desperdício continua grande. A cidade tem uma malha de distribuição considerada antiga e que apresenta problemas estruturais, mesmo que o

Uberlândia: 600 mil habitantes e na 4ª colocação Com pouco mais de 600 mil habitantes, a mineira Uberlândia, que tem população semelhante a de Feira, ocupa a quarta posição neste ranking, com nota total 8,17 e boas avaliações em todos os índices – Santos, que tem pouco mais de 400 mil habitantes, é a cidade campeã nacional em saneamento, com nota 8,70. Em Uberlândia, a rede de água chega 97,34% das residências, a de esgoto atende 90,95% e o índice de esgoto tratado é de 78,51%. Em 2010 foram feitas 1442 novas ligações de água e 1440 de esgotamento sanitário. Assim, praticamente não há déficit na rede de saneamento básico, em relação a de água. O investimento anual no sistema chega a R$ 98,9

milhões e a operadora do sistema é municipal. Vitória da Conquista ocupa a 47ª posição no ranking nacional, com 90,14% das residências atendidas pelo abastecimento de água limpa, mas por outro lado, apenas 53,12% das casas que tem água encanada são ligadas à rede coletora do esgotamento sanitário. Na cidade do sudeste, no ano passado foram feitas 2,9 mil novas ligações na rede de água – faltam 11,5 mil para atingir a universalização, e 1,3 mil residências passaram a ter esgotamento sanitário com mais 38,3 mil atingese a universalização. As perdas totais no ano passado foi de 12,49%, com problemas estruturais na rede, desvio ou problemas nos contadores e nota total foi 5,29.

problema seja resolvido em pouco tempo, o desperdício não deixa de ser grande. O documento reúne informações fornecidas pelas operadoras das cidades analisas, no caso de Feira a Embasa e os dados consultados são os

últimos publicados pelo ministério. A posição de Feira é das mais desconfortáveis, mas estão em situações piores cidades como Belém, Cuiabá, Natal, São Luiz, Teresina, Macapá – apenas para citar capitais.

Indicadores avaliados Indicador de atendimento total de água (%) Nota de Feira de Santana – 81,11% Nota atendimento total de água (máx. 1) Nota de Feira de Santana – 0,81 Indicador de atendimento total de esgoto (%) Nota de Feira de Santana – 37,38% Nota atendimento total de esgoto (máx. 2,5) Nota de Feira de Santana – 0,93 Indicador de esgoto tratado por água consumida (%)** Nota de Feira de Santana - 37,38% Nota esgoto tratato por água consumida (máx. 2,5) Nota de Feira de Santana – 0,98 Investimento (Milhões R$/ano) Receita (Milhões R$/ano) R$ 63,4 milhões Indicador de investimento/receita (%) Nota investimento/receita (máx. 1) Novas ligações água 7.141 Ligações faltantes para universalização 42.072 Indicador novas ligações de água/ligações faltantes (%) Nota de Feira de Santana – 0,17% Nota novas ligações água/ligações faltantes (máx 0,5) Nota de Feira de Santana – 0,08 Novas ligações esgoto 3.714 Ligações faltantes para universalização 102.707 Indicador novas ligações de esgoto/ligações faltantes (%) Nota de Feira de Santana – 0,04 Nota novas ligações esgoto/ligações faltantes (máx. 1) Nota de Feira de Santana – 0,09 Indicador perdas totais (%) Nota de Feira de Santana – 33,62% Nota perdas totais (máx. 1) Nota de Feira de Santana – 0,45 Perdas 2009 (%) Nota de Feira de Santana – 38,22% Perdas 2010 (%) Nota de Feira de Santana – 33,62% Nota evolução nas perdas (máx. 0,5) Nota de Feira de Santana – 0,47 Nota final – 3,82 (a máxima é 10)

Fundado em 10.04.1999 www.tribunafeirense.com.br / redacao@tribunafeirense.com.br Fundadores: Valdomiro Silva - Batista Cruz - Denivaldo Santos - Gildarte Ramos Editor - Glauco Wanderley Diretor - César Oliveira Diretora Financeira - Márcia de Abreu Silva Editoração eletrônica - Maria da Piedade dos Santos

Faltando mais de um ano para as eleições municipais de 2000, o assunto já era o tema principal dos vereadores nos discursos dentro do grande expediente. Em julho de 1999, por exemplo, Genésio Serafim foi a tribuna e anunciou que entraria firme no colégio eleitoral de Maria Quitéria buscando os votos necessários para garantir sua reeleição. Líder político do distrito,

o vereador Ribeiro ironizou: - Sinta-se à vontade excelência! Lá tem terra pra todo mundo...

Devolução de dentadura Na eleição de 1992, última sem voto eletrônico, o ancião Otávio da Gabriela feliz com a dentadura que conseguiu durante a campanha eleitoral, votou no dentista João Durval para prefeito e no protético José Vitório para vereador. No dia da eleição, com a “perereca” no bolso (pois ainda não tinha se acostumado), votou e foi saindo com a cédula na mão, sendo alertado pelo mesário, que disse apontando a urna: “Ei, o

senhor tem que deixar a chapa aqui”. Pensando tratar-se da dentadura, o velhinho retira do bolso e desabafa: - Eu sabia que isso tinha enrolada...

Eu te conheço, Sinésio O “Boteco do Regi”, na Avenida Sampaio, um dos pontos mais tradicionais da cidade – que desapareceu no final dos anos 80 com a morte do dono, sargento Reginaldo Pereira – em tempo de eleição era incluído no roteiro dos candidatos. Afastado há algum tempo, o vereador e candidato à reeleição, Sinésio Felix reaparece, saúda todos e como Regi não está, resolve esperálo. Logo Regi aponta na esquina, trazendo o molho da famosa carne do sol que foi buscar em casa, na Rua J. J. Seabra. Sinésio

esconde-se atrás da porta e de repente venda os olhos do sargento com as mãos e pergunta: “Advinha quem é?” Regi não perdoa: - Toma jeito homem. Você some quatro anos e ainda quer se esconder agora?...

OS TEXTOS ASSINADOS NESTE JORNAL SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. Rua Quintino Bocaiuva - 701 - Ponto Central CEP 44075-002 - Feira de Santana - PABX (75)3225.7500/3223.6180


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política

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

Resultado geral das RESUMO

RAFAEL CORDEIRO

Eleitorado (373.752) Abstenção 58.022 (15,52%) Votos (315.730) Votos Válidos 284.661 (90,16%) Nominais 262.226 (92,12%) de Legenda 22.435 (7,88%) em Branco 9.075 (2,87%) Nulos 21.994 (6,97%)

RESULTADO GERAL PREFEITO Candidato Votação % Válidos JOSE RONALDO 195.967 66,04 % ZÉ NETO 55.337 18,65 % JHONATAS 27.317 9,21 % TARCIZIO PIMENTA 18.100 6,10 %

RESULTADO PREFEITO POR ZONA ELEITORAL Candidato Votação % Válidos ZONA 154 JOSE RONALDO 53.157 67,30 % ZÉ NETO 13.161 16,66 % JHONATAS 8.440 10,69 % TARCIZIO PIMENTA 4.230 5,36 % ZONA 155 JOSE RONALDO 43.928 66,14 % ZÉ NETO 11.166 16,81 % JHONATAS 7.262 10,93 % TARCIZIO PIMENTA 4.063 6,12 % ZONA 156 JOSE RONALDO 46.112 66,50 % ZÉ NETO 15.435 22,26 % TARCIZIO PIMENTA 4.558 6,57 % JHONATAS 3.239 4,67 % ZONA 157 JOSE RONALDO 52.770 64,38 % ZÉ NETO 15.575 19,00 % JHONATAS 8.376 10,22 % TARCIZIO PIMENTA 5.249 6,40 %

2348

ROGERIO LEANDRO

749

ZE PAINHA 2260

VEI 737

PROFESSOR MARIALVO

CEZAR DE CORINA

2228

732

JOÃO BILILIU 2181

NENA 731

MESSIAS GONZAGA

2048

BETO VITORIA 722

BAHIA DO ONIBUS

2026

MATHEUS OLIVEIRA

RAYMUNDO TOURINHO

1988

COCO 715

CONCEIÇÃO BORGES

1976

LIRO DA FARINHA

714

CADMIEL PEREIRA

1918

EDMILSON CERQUEIRA

713

720

BISPO ROQUE 1828

DEIBSON 705

LUCIA MENDONÇA AQUINO

1821

PIO DA LAGOA

695

ROMULO ALENCAR

746

MARCIO CUNHA

689

FABIO LUCENA

1713

GUEU 668

JOSAFA RAMOS

1664

DINHO DO ALTERNATIVO

EVAN DO PADRÃO

1600

ARAUJO 654

HORACIO AMORIM

1587

DÍDIO 638

PAULAO DO CALDEIRAO

1527

JUNIOR FISCAL

638

BIDO 1456

CARLOS REGIS

636

CHINA 1388

MAGAL UM CARA LEGAL

634

DR. FIRMINO RIBEIRO

1334

ANTONINO 631

ETEVALDO DE JESUS

1306

EDILSON DO TAXI

ETEVALDO (TEO)

1306

DAVI MARCOS 614

ACC 1262

SERGINHO 606

ROZETE 1233

VALTERNEY MORAIS

OSMARIO PENA

1213

TON 582

ROQUE CARNEIRO

1194

PROFESSOR AMARILDO

577

HÉLIO 1167

CARLOS LACERDA

550

SUB-TEN JACKSON

1166

LUIS DO BAHIA

547

DIACONO TIO BETO

1130

OLIVEIRA JHOMY

547

660

629

583

ACHILLES SANTA BARBARA 1125

JOÃO BANHA 545

EUDES QUEIROZ

1111

ZÉ DO CAFÉ BENDEGÓ

541

TINGA 1110

ADELSON DO ESCOVAL

533

GERSON ANDRADE

NILSON SENA 531

1093

IVANNIDE 1083

DRª CRISTINA ROSA

524

ADEMIR ESPERIDIAO

1081

PASTOR CARLOS

523

PONTINHA 1075

ANDRÉ DO CRER

519

ELIAS LUCIO E. DO REGGAE 1075

DR. RENILDO BRITO

482

RONALDO DAS COMUNI

1064

CARLOS SOUZA

481

LULA VENAS 1056

JADER DOURADO

480

FREICAL 1053

MAURICIO FERREIRA

477

MAURO DO CASEB

CIDREIRA 456

1036

NAZARENO 1034

PROFESSOR FERREIRA

MARCIO DA SAÚDE

1034

PEDRO 454

CAZUMBÁ KING

951

MARCOS ROGERIO

452

454

VEREADOR Votação

ROBECI DA VASSOURA

2876

PAULO BECA 934

AMARAL JUNIOR

452

PABLO ROBERTO

7592

ISAIAS DE DIOGO

2741

PAULO VITÓRIO

GILVAN FRANKLIN

419

RONNY 7297

CORREIA ZEZITO

2210

PEDRO PAULO 885

CAXIXI 417

GERUSA 6736

MARCOS LIMA 1567

DELIO BARBOSA

LUCIANO MELHOR OPÇÃO

408

EDVALDO LIMA

5442

ZÉ CURUCA 3748

CAFURINGA 870

EMANOEL COSTA - NEL

407

CARLITO DO PEIXE

5075

SEBASTIAO BASTINHO

MOTINHA 868

ANTONIO FÓPA

398

3575

903 875

DAVID NETO 4778

TOM 3422

MARCOS OLDACK

865

ANTONIO DE PÁDUA

398

EREMITA 4530

LULINHA DA CONCEIÇÃO

3419

GERSON MARTINS

865

CORONEL JADER

390

WELLIGTON 4418

MAGNO FELZEMBURGH

3313

GILMAR AMORIM

838

JEFFERSON 389

ROQUE PEREIRA

3881

AVELINA DO H. DA MULHER 3249

LUCIA GUTEMBERG

830

HILARIO 381

ELI RIBEIRO 3861

BIRA 3224

ALVARO RIOS 825

CAU PRETO 380

JOSÉ CARNEIRO

3803

SARGENTO JOEL

3181

ROCHA 823

CARLOS GUGA

377

NEINHA 3781

JAIR DE JESUS

2811

DR JAIR 815

DERMEVAL NUNES

375

CINTIA MACHADO

3713

SIDINEA PEDREIRA

2704

VACCAREZZA 803

ADAUTO SAMPAIO

375

TONHE BRANCO

3654

ZE FILE

GILENALDO 774

DRA. ENOI 372

JUSTINIANO FRAÇA

3638

2445

ABNER GAMA 753

MIKY PINHEIRO

368

AILTON MÔ 2403

ANGELO MARIO

MARIVALDO CERQUEIRA

368

JOTAÉCIO BUDOKAN

362

BELDES 3391 ALBERTO NERY

3140

751

MARROM 750


política

7

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

s eleiçoes 2012 PROFESSORA NADJA

352

MARQUINHOS BEZERRA

178

EDGAR FILHO 67

ALVENIR MAMONA

CIDA VIEIRA 350

ANTONIO DENTISTA

177

DOIDEIRA 66

LEGUELÉ 0

ROSA MACIEL 349

WILSON DOUTOR

175

NEUZA 65

JUSÇANA 0

PASTOR SAMOEL

345

VALDIR SANTOS

174

AMENIR FURACÃO

62

JORGE OLIVEIRA

CLAUDIO CAL 338

MINERVINO RIBEIRO

174

DINÁ DO FORRÓ

61

EXPEDITO 0

DARIO NETO 336

JUQUINHA DO TRENZINHO

174

PROFESSOR MARCOS EMÍLIO

DOURA 0

PROFESSOR ORIOSVALDO

332

MARGARIDA 169

58

ANSELMO DO FORUM

ERIVALDO CABACEIRA

332

VIVIANE 169

ROBERTO FREITAS

55

TUBIAS 0

VERINHA 327

FELIX DO PT

156

EDILSON SILVA

54

CARLOS RIBEIRO

EDSON VASCONCELOS

327

ZÉ FILHO 155

MOACIR PEREIRA

54

DANILO DA OLHO DE AGUIA 0

JOSELITO DE SÁ

322

WILSON ESCOLÁSTICO

SALVITA 53

JAIME PRETO DO BAIRRO

0

151

0

0

0 0

BARRIGA 314

CECI 147

RENILDA A.DE TRÂNSITO

45

POPULAR MILTON

0

JUAREZ 305

DR. ALAN LIMA 147

DANIEL 45

DJALMA DE ARNOL

0

CLAUDIO CARNEIRO

NILDA MOTA 146

TONHO DA FACA

43

PAULINHO NEGA MALUCA

0

ELIETE LIMA 303

CLAUDIO BULE

144

ALINE SOARES

41

JUSSARA LOPES

0

MANOEL ESTRELA

302

ADAUTO SILVA 144

GALEGO DO CUSCUZ

41

INDIO DA C E C

0

PASTORA CELINA C.

296

LULA DA ROCINHA

144

BESSA 40

CORREIA 0

IRMÃO RAIMUNDO CORREIA 294

ROBSON SANTANA

143

MARCIA 40

EVALDO ALVES

ANDRÉ 294

MÁRCIO REIS 141

ROSA COSTUREIRA

CLAUDIA 0

PEIXE 294

CHOCA 140

SEU ZÉ 38

PASTOR MARIO SAMPAIO

IRMÃO FERNANDO

292

ALBERTINA CHUCHU

138

FRANCISCO C. (QUINHO)

38

ALEX CIVIL 0

BAR DO BISPO

291

RITA FERREIRA

132

ARISTIDES DALTRO

28

MARRON DA SAÚDE

ADALTON DO SINDICATO

288

304

39

0 0 0

LANDO 131

ANA DO SALÃO

22

EDKLERCIO 0

GRAZY 288

JORGE FALCÃO

127

JORGE BOMFIM

21

EDIMARIO 0

PINHEIRO 286

JAIR MOTOS 124

MIGUEL COELHO

20

CRIS BAIANA 0

FATIMA 285

ALBERTÃO 120

CIANA 19

MARINA SILVA 0

ADAILTON SILVA

275

GRAMPÃO 119

SAI 16

CRISTIANO ALVES

0

FRANSUÁ 269

JAI A NEGA MALUCA

115

CELENE 10

PASTOR ROGERIO

0

LEDA CIGANA 266

CARLA RODRIGUES

115

ALFREDO RAMOS

10

REI MOMO DILSINHO

0

ISTANK 266

WILLHANS MELO

115

GUADALUPE LEAL

7

MARLA LOBO 0

CARLOS AUGUSTO

264

CLEONICE 112

JORGE ASSAD 6

ROGERIO SANTIAGO

263

MARTA 0

BATISTA 112

ROSANA 5

DEMILSON BRITO

262

PROFª HERNETE

DEL 3

DOMINGOS BAIXINHO

259

DR. PIMENTA 111

ANTONIA DO PASTEL

TOZINHO 257

NATALIA CRISTINA

110

IZA BANDEIRA 2

TIO CIRO 252

LAILA BARBARA

110

JOICE 2

TIO BICO 245

MARA 110

GARCIA DA ELETRONICA

239

EDINHO DIREH

DR PAULO TOLEDO

238

GALEGO 237 DJALMA DO SAC

112

2

IRMÃO MARCIO

0

FABIO DE HUMILDES

0

ANDRE SILVA 0 REGINALDO JÚNIOR

0

BRISA 2

KARINNE CAMPODONIO

0

109

ELOY 1

JOSAFA - JACARE

0

ANE ASSUNÇÃO

109

KIU 1

CEARÁ 0

GUSTAVO DA CAIXA

104

ELIZANGELA ALMEIDA

1

MARILU 0

ODETE LIMA 102

MILEIDE CARDOSO

1

ALICE 232

MARINHO DA ROUPA

101

TOICIN 0

IZAURA 0

NIA 221

VADO CHAVEIRO

101

ROSA 0

LUPINHO 219

JUCEMIR DA GUARDA

98

MIRIAM TELES 0

NIVALDO BRITO

RAIMUNDO BARBOSA

89

JAIR CEZARINHO

0

GORETE 218

NOVAL 89

LEDA DA ILUMINAÇÃO

0

VANUZIA 0

REGI É DA T. É DA GENTE

IRENE IRÊ 88

SARGENTO LOPES

0

CLAUDIO CRUZ

IRMÃ MARA 215

IVONETE DA SILVA

87

DONA BETINHA

0

DEYSE 0

NILTON VIEIRA 214

SANDRO CAVALCANTE

86

XUXA 0

NORMALIA PESSOA

0

MANOEL DO COURO

211

PASTOR GERALDO MARIANO 86

IRAMAIA 0

MISS. NEY 208

JUCELIA MORAES

0

NÔ 86

JOAO PIAO 0

PAULO CEZAR 200

ANA GUERREIRO

82

ARMINDO 0

LEIDIANY SANTOS

0

JACKSON SIMOES

198

CARLINHOS 79

JUSTINO 0

SERGIO BARROS

197

ZELINHO 79

HILARIO AZEVEDO

0

JORGE SILVA 197

EDISON DO BOLINHO

78

VILMA SOARES

0

CANTOR PAULO HENRIQUE 191

BIRA DO PT

76

IRMÃ IVONE 0

EDVAN SOUZA 186

RUBEVAL SANTANA

76

ITO 184

MAY 75

MEU NOBRE 181

PR CARLOS 74

IZAQUE DO G. RENASCER

MANOEL GREGORIO

73

JACE A TIA DO LANCHE

71

234

218 218

180

TELMO LIMA 179

ANA MARIA 0 IVANA BASTOS 0 SABRINA RIBEIRO

0 0

GILVANIA 0 ROSA 0 KELLY 0 RAYZZA 0 SHALLINE 0

O candidato que aparece com zero voto pode não ter tido votação, estar indeferido com recurso ou, após a preparação das urnas, ter sido indeferido, ter renunciado ou falecido.


8

especial

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

UNIÃO MÉDICA

COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DE FEIRA DE SANTANA EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA O Conselho de Administração da União Médica – Cooperativa de Trabalho Médico de Feira de Santana, obedecendo ao Artigo 18º do seu Estatuto Social, convoca seus cooperados a reunirem-se em Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 22 de Outubro de 2012, no Auditório de sua sede, situado na Rua Boticário Moncorvo, nº 753 – Kalilândia, com 1ª convocação às 17:00hs, com presença de 2/3 dos Cooperados com direito a voto; 2ª convocação às 18:00hs, com presença da metade e mais um dos Cooperados com direito a voto e 3ª e ultima convocação às 19:00hs, com a presença de no mínimo 10 cooperados, com direito a voto, para deliberarem a seguinte pauta: Abertura de filial. OBS: Número de Cooperados para verificação de quorum 90. Dr. João Climério da Cunha Porto Presidente do Conselho de Administração

EMEC EMPREENDIMENTOS MÉDICO CIRÚRGICOS LTDA CNPJ 14074546/0001-00

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA São convocados os senhores cotistas a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, no dia 18 de outubro de 2012, às 20:00 horas, na sede da Empresa, na Av. Getúlio Vargas no 1.186, Feira de Santana - Bahia, com a finalidade específica de eleger o novo Conselho de Administração para o próximo triênio, de 19.10.2012 a 19.10.2015. Primeira Convocação com 3/4 de capital às 20:15. Segunda Convocação com qualquer número às 20:30 horas. Feira de Santana, 09 de outubro de 2012. Dr. Silvio Luiz Santos Marques - Presidente do Conselho de Administração.


cultural

9

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

Pela 1ª vez artista cega expõe em Feira Texto e fotos de Lana Mattos

A pequena notável

Os trabalhos da artista plástica Jeane Santos podem ser vistos até o dia 20, no Museu de Arte Contemporânea. É uma mostra diferenciada. “Lumminus” é especial porque a artista é deficiente visual. Exposições no MAC são absolutamente habituais e até corriqueiras. Mas neste caso, uma pessoa que não enxerga e que desenha e pinta – algo não muito comum – que expõe pela primeira vez. “Eu andei pesquisando e não vi nenhum artista cego que elaborasse de fato arte visual. Chega a ser contraditório a expressão ‘arte visual’ para uma pessoa cega”, enfatiza Mano Gavazza, seu professor de música e artes visuais, no Centro de Apoio Pedagógico de Feira de Santana (CAP). “Eu tive o prazer de fazer, ano passado, uma reciclagem em mais de

Jeane dos Santos e Santos tem 22 anos e pinta desde a infância, mas começou a fazer telas no final do ano passado. Ela já não enxergava, pois perdeu a visão em julho de 2010, em consequência de uma crise de Lúpus Sistêmico, doença que causou trombose nos olhos e hemorragia, descolamento da retina e catarata – esta última como efeito colateral da medicação. Ao ser questionada sobre como consegue produzir as telas, apesar da falta de visão, Jeane responde que “eu imagino o que eu quero pintar, relembro o formato”. E, sobretudo, “eu sinto as cores, ao invés de ver, eu sinto o que elas passam para mim, o que significam para mim, o sentimento,

“Antes eu via as cores e agora eu sinto” (Jeane Santos) sete países e 50 cidades, trabalhando com arteeducação e psicopedagogia, e não vi ninguém com uma atividade assim”, admira-se o instrutor, que garante que não intervém diretamente no trabalho da artista, não preenche a tela no lugar de Jeane. “Nós somos precursores, talvez no mundo”, ressalta. No entanto, para Mano, isto não o surpreende. “As pessoas têm um preconceito de que todo cego pode ser um grande

músico”, mas, para ele, isso não funciona, pois “existem pessoas que têm sensibilidade e que independem da deficiência”. Por enquanto as telas ainda não estão sendo vendidas. “É um caso a se pensar”,afirma Jeane, “mas eu acho que vai estar disponível para a venda”, declarou a artista. É tudo muito novo, sendo a primeira vez também que um aluno do CAP expõe seu trabalho.

no caso o azul, a suavidade; o vermelho, a intensidade; o amarelo, a luminosidade. Daí eu vou juntando as cores, intercalando, e daí forma um quadro”, explica. Ou seja, a diferença é que “antes eu via as cores e agora eu sinto”, resume. Para ela, cada cor tem um significado: o amarelo traz o sol; laranja, a energia; verde é a natureza. A motivação para fazer as telas que culminaram na exposição, segundo ela, surgiu após uma conversa sua com Gavazza - seu professor de artes visuais – que a convenceu a voltar a pintar. Uma curiosidade é que os nomes de suas telas são sempre em inglês. A pequena notável explica que cursou o nível básico da língua

antes de perder a visão. Primeiro foi a obra Galaxy. Então, como ela gosta muito do idioma, Gavazza sugeriu que seguisse a tendência nas próximas telas. “Mas pretendo fazer” curso de inglês novamente, anima-se a jovem. Hoje ela usa uma bengala para se locomover e explica, com seu jeito meigo e voz doce, que seus sentidos, como audição e tato, ficaram mais aguçados. Ela garante que tem vida social e, como qualquer jovem de sua idade, sonha em casar e ter filhos. Já teve namorado após adquirir a deficiência, também deficiente visual, mas atualmente está solteira.

FEIRA É DE TODOS NÓS

TOME CONTA DO QUE É SEU! UMA CAMPANHA DA


10

opinião

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

Itamar Vian

Luzes no Caminho

Arcebispo Metropolitano di.vianfs@ig.com.br

A mãe e as crianças Boa coincidência: no dia 12 de outubro celebramos a festa de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, e o Dia da Criança. Por que a coincidência é boa? Porque Maria é mãe. E mãe lembra criança. Não há criança sem mãe, mesmo que esta criança seja Jesus. E a maternidade se realiza no gerar, dar à luz e garantir todo o amor possível àquela criança gerada.

BOA VONTADE para com as crianças e adolescentes até que existe. Tanto que temos um estatuto, elaborado há 20 anos e que suscitou muita esperança. Ali estão relacionados todos os direitos da criança e do adolescente e os deveres da sociedade, do governo e da família em relação a eles. Trata-se de um perfeito conjunto de dispositivos legais que já tornou possíveis passos importantes, como os Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente.

POR MAIS otimistas que sejamos, não dá para esconder a situação de milhões de crianças no Brasil. Nas grandes cidades, inchadas pela migração do campo, elas se amontoam com os pais em barracos e favelas, quando não se espalham pelas ruas pedindo esmolas. Há crianças exploradas no trabalho. Há crianças prostituídas. Há crianças usadas no tráfico de drogas. Há crianças sofrendo violência dentro e fora de casa.

É HORA de assumir este estatuto com coragem e vontade política. Um país que não respeita suas crianças, adolescentes e jovens e não lhes oferece condições para desenvolverem plenamente suas potencialidades está colocando em risco o futuro.

NO CAMPO a situação não é menos angustiante. Volta e meia, a televisão estampa diante de nossos olhos, crianças com o corpo retorcido pelo excesso de carga que suportam nas costas, crianças enegrecidas por dentro e por fora pelo pó das carvoarias, crianças roubadas em seu direito de ir à escola para trabalhar na colheita do café, da laranja, crianças mutiladas pelos martelos com que quebram pedras e cocos.

UMA PALAVRA de ordem hoje movimenta muitas e importantes forças vivas do país – partidos políticos, sindicatos, organizações não governamentais, Igrejas – querendo o resgate da cidadania. Lutar pela plena vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente é, portanto, uma legítima ação de cidadania iluminada pela solidariedade. NO DIA DE Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, cantemos com fervor a mesma prece: “Velai por nossas famílias, pelas crianças, adolescentes e jovens, pelo povo brasileiro, ó Senhora Aparecida” .

COMUNICADO

A Empresa V E M PROPAGANDA (Jornal Tribuna Feirense) com o CNPJ: 12.620.932/0001-62 Inscrição Municipal: 126586, COMUNICA O EXTRAVIO de 04 (QUATRO) livros de registro de funcionários de nº 01, 03, 04 e 05.

VENDEM-SE 15 TAREFAS PRODUTIVAS, EM ÁGUA FRIA. TERRA BOA, PLANA. R$ 2.500,00 A TAREFA. VENDO TOTAL OU PARCIAL.

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Lucro garantido R$ 315 - Semestre, R$ 630,00 - Anual. Outros valores consulte-nos. FONES:

75 – 8125-3011/ 9196-0092/ 9935-2751


cultural/entrevista

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

11

Paulo Costa revela a sua essência prezando pela música genuinamente brasileira, em especial a música nordestina, e sempre olhando para o mundo. A minha música nasce na Bahia e termina do outro lado do mundo, procuro valorizar a diversidade sem perder as minhas origens culturais. - Qual a característica marcante que você destacaria em suas composições? A valorização do homem como figura humana e tudo que esteja ao seu redor. Trabalho com elementos regionais sem perder o foco nas necessidades urbanas. Busco valorizar e observar o comportamento do meu semelhante como fonte de inspiração para compor o meu trabalho. Essencialmente sou um observador.

Ordachson Gonçalves

A Música Popular Brasileira em suas complexidades e variedades. Este é o tom do DVD Documental do cantor e compositor feirense Paulo Costa. O mais recente trabalho do artista, que está há mais de 20 anos na estrada, foi lançado na última sexta-feira (5), no Antiquário Pub. O DVD foi gravado no Teatro de Arena do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) durante show organizado pelo SESC. Paulo Costa apresenta ao público o que ele define como a sua essência: composições próprias e releituras de algumas das principais referências do artista. Em entrevista concedida ao Tribuna Feirense, o músico fala sobre sua nova obra, trajetória artística, realidade dos artistas feirenses e projetos para o futuro. - Como foi o trabalho de elaboração do DVD Documental? O projeto do DVD nasceu por “acaso”. Já vinha trabalhando no projeto do CD “ELETRONICAMENTEFEITOAMÃO”, quando fui convidado pelo SESC (Ana Paula) a participar de um projeto de importância estadual, onde a instituição promove uma ponte entre as cidades mais expressivas da Bahia. O SESC registra, em vídeo, todos os eventos que promove e, quando me vi diante de uma boa sonorização, uma boa luz, devidamente remunerado e um belo Teatro de Arena (CUCA), não tive dúvidas: “...vou aproveitar as imagens, gravar o áudio separado, editar e criar um motivo para ventilar o meu nome no mercado...” Não deu outra, surgiram os parceiros, entre os quais o próprio SESC, disponibilizando todo material gráfico e cedendo a sua marca como forma de credibilidade ao projeto; o Feira Coletivo, que é uma organização sem fins lucrativos e que ampliou bastante a comunicação do projeto, desde a criação do meu site, a criação da campanha de divulgação. Entre os parceiros mais expressivos vale destacar a assessoria de imprensa, que ficou por conta de Elsimar Pondé, e uma grande equipe que me acompanha nos eventos mais recentes: Marcus Socco na iluminação, Tony Moreira como técnico de áudio, Eduardo Quintela registrando tudo em suas

fotos; e a banda, que é composta por Junior Drums (bateria), Marcel Torres (guitarra), Sergio Canhoto (contrabaixo) e Marquinhos Piska, fazendo sopros (trompete, sax e flauta doce). - O que o público pode esperar deste seu novo trabalho? Novas e velhas canções que já circulam na cena autoral independente e, algumas releituras de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, o sambista carioca Germano Mathias, com o seu samba de breque, e alguns parceiros que trago na minha trajetória. Vale lembrar que o vídeo é um show ao vivo com inserções de algumas falas minha dando Norte e algumas dicas para quem ainda não conhece o meu trabalho. É um trabalho essencialmente autoral que busca um público ávido e atento ao mercado fonográfico e que goste de compartilhar informações. - Como começou sua trajetória na música, e como descobriu a aptidão para compor? Comecei aos 17 anos, ainda adolescente, autodidata. Depois fiz 4 anos de seminário de música, violão clássico e teoria musical. Na década de 90 passei a atuar em barzinhos e na seqüência a necessidade de compor um trabalho próprio, autoral. Em 2000 lancei meu primeiro trabalho autoral, o CD “Varal” que rendeu boas críticas e me define como cantor, compositor, produtor, arranjador e abre a porta para outra realidade. Em 2006 gravo o CD “Paulo Costa Ao Vivo”, promovido pela Prefeitura Municipal de Feira. Morei 3 anos em São Paulo, 5 anos em Salvador, 1 ano no Rio de janeiro, vivendo de música. Toquei nas cidades mais importantes do sertão da Bahia, Recôncavo baiano e toda região de Feira de Santana. Atualmente em fase de conclusão do 3º projeto “CD” intitulado “ELETRONICAMENTEFEITOAMÃO” e paralelamente o DVD, que é um projeto em parceria com o SESC, o Feira Coletivo Cultural e o Fora do Eixo, que uma organização de importância nacional. - Quais as suas principais influências e/ou referências musicais? Tenho como referências artistas como: Gilberto Gil, Djavan, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha... sempre

- Como você vê a aceitação do público nesses mais de 20 anos de carreira? O público entra como mola propulsora de sustentação para qualquer segmento, e com o meu trabalho não é diferente. Na medida em que aumento o raio de comunicação do meu trabalho, aumento naturalmente a aceitação do mesmo. Uso uma linguagem sofisticada e erudita e, apesar da minha arte ser essencialmente popular, ainda existe uma parcela da população que resiste em não aceitar. Mas na medida em que organizo os eventos e exponho o material mais recente, as pessoas vão se aproximando, e com um grande diferencial, fidelizando a sua participação em tudo que assino. É um trabalho de formiguinha que ao final me rende grandes frutos me projetando para o futuro. - Como é viver da música em Feira de Santana? Não se vive de música em Feira de Santana, se sobrevive. Digo sempre que, é digno ao artista não viver da sua arte, quando se trata de uma arte ingênua e verdadeira. Mas não descarto aqui viver de uma arte industrializada e autosustentável, isso depende do foco de onde se quer chegar. Feira cresceu, nesses últimos vinte anos, desordenadamente e, com o segmento de música não foi diferente; a população cresceu e com ela as necessidades de reorganização em todos os aspectos. E o que observo, no segmento música, é uma disputa voraz, sem critério, sem propósito, atropelando tudo e a todos para atender aos interesses de meia dúzia de políticos sem nenhum compromisso com a cultura local. Vale lembrar que existem personagens distintos atuando na música em Feira de Santana, o que propõe, e o que executa; o que propõe faz um trabalho de abelha rainha, e o que executa é um operário como qualquer trabalhador em suas frentes de atuação. Sendo que, em Feira de Santana, o operário da música tem mais campo de atuação, o que lhes permite maior rotatividade. - Quais são os planos para o futuro, após o lançamento do DVD? O show de lançamento do DVD foi gravado e lançaremos o mesmo material, só em áudio, em CD. A intenção dessas gravações é ampliar o raio de comunicação do trabalho, formando platéia e estabelecendo uma relação de cumplicidade entre artista e público.

Em 2013 já teremos o projeto

“ELETRONICAMENTEFEITOAMÃO” com dez canções inéditas, devidamente formatado e pronto para alçar mais um vôo na minha carreira.


12

política

Feira de Santana, sexta-feira 12 outubro de 2012

redacao@tribunafeirense.com.br

Glauco Wanderley

PT ganha, Otto se fortalece Prefeitos eleitos por partido na Bahia

A proeza de Justiniano e Carlito As urnas foram impiedosas com a metade dos 16 vereadores que concorreram à reeleição. Alguns, mesmo aumentando muito a votação de 2008, ficaram de fora. Dos oito que se

O PT, com a vitória em 94 cidades, foi disparado o partido que mais prefeituras conquistou. Quando se pensa no tamanho da população das cidades este número pode até ser relativizado, mas é inegável que o partido avançou, tendo passado de 67 prefeituras em 2008 para quase 100 agora.

O PMDB, que chegou a 115 prefeituras em 2008, teve desta vez só 40% deste número, podendo ser considerado o grande perdedor. E o Geddel da vez, o aliado nos calcanhares do PT, agora é Otto Alencar, o vice-governador que comanda o PSD. Disputando o primeiro

A eleição da palavra Ausente da cidade durante a eleição, não vi o processo de transformação da candidatura Tarcízio Pimenta em piada, devido ao excesso de promessas mirabolantes que ninguém levava a sério. Naturalmente virou piada porque oriunda de uma fonte sem credibilidade. Se descumpriu a palavra em questões muito menores, se já era alvo de ampla rejeição, não seria desfiando um rosário de novos “compromissos” que iria se recuperar. Situação por sinal parecida com a do petista Zé Neto. Como acreditar num megalomaníaco projeto de mobilidade com quilômetros de vias suspensas? O projeto em si é altamente questionável, para dizer o mínimo. Entretanto, vindo do representante de um governo que não consegue dar manutenção rodoviária em vias de responsabilidade do Derba

em Feira e que demorou anos para construir uma passarela em Salvador, fica absolutamente desprovido de crédito. O mesmo vale para a súbita promessa de um hospital geral, quando nem a UPA conseguem aprontar. Ambos fizeram campanha contra um candidato que se gaba de cumprir o que promete e é comedido nas promessas, para não correr o risco de descumprir. Como Ronaldo ficou na prefeitura oito anos e adotou a postura de realizar o que prometera, ganhou a fama de homem de palavra. Alguns dizem que um candidato precisa vender esperança para encantar o eleitor. Pelo visto, o eleitor feirense se desencantou. Minto. Parte do eleitorado feirense se encantou. Se encantou pelo candidato estranho. Um rasta, alto e magro como um faquir, com roupas largas e informais.

reelegeram, Carlito do Peixe e Justiniano França, ambos do DEM, conseguiram a proeza de conquistar uma vaga apesar de terem obtido menos votos que na eleição passada.

No quadro abaixo, você confere a situação de cada membro atual do legislativo e dos novos eleitos domingo, comparando-se, sempre que possível, as votações de 2008 e 2012.

pleito, o partido já arrebatou a viceliderança, com 67 eleitos. Sem dúvida Otto é um dos mais fortes candidatos da base governista para 2014. Se por acaso o candidato de Wagner não for do PT, Marcelo Nilo, que se ensaia para o posto, pode tirar o cavalo da chuva.

Com um toque de hippie no estilo e um linguajar elaborado de intelectual. Membro de um partido do qual a maioria nunca ouviu falar e fazendo uma campanha pobrezinha de dar dó. E como Jhonatas conseguiu encantar eleitores nos quatro cantos da cidade? Só com a palavra. Fazendo um questionamento forte aos outros três competidores e a seus métodos de se eleger e governar; livre de alianças e apoios comprometedores, disse o que o cidadão mais crítico queria ouvir, saturado que está dos governantes que governam primeiro para seu grupo político e aliados privados e deixam a população em último lugar. Quem achava que político é tudo farinha do mesmo saco, de repente achou que pode haver uma outra safra. Caberá no futuro ao candidato e ao seu partido mostrar se tem mesmo farinha no saco.

reeleitos

não eleitos

não disputaram

O mais votado em 2008 foi Getúlio Barbosa (5.745 votos), que virou secretário. José de Arimatéia foi outro eleito (4.571 votos) que deixou a Câmara. Pastor da igreja Universal, tornou-se deputado estadual em 2010. Com isso, os suplentes Maurício Carvalho e Otávio Joel tiveram assento definitivo no Legislativo.


Edicao 12-10-12  

Jornal Tribuna Feirense, Feira de Santana

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