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FEIRA DE SANTANA - QUINTA-FEIRA, 06 DE SETEMBRO DE 2012

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Lixo

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ANO XIV - Nº 2.392

redacao@tribunafeirense.com.br

Feira não recicla quase nada

Feira está na contramão da política ambiental do novo milênio. Anualmente, apenas 840 toneladas do lixo produzido no município são recicladas. A quantidade corresponde a 0,1% de uma montanha de mais de mais de 4 milhões de toneladas. A natureza que se vire para processar plástico, vidro, isopor, ferro, que pode levar séculos para ser concluído.

Grupo “Rapinagem” poderá ser punido

A reitoria da UEFS disse que vai acatar a decisão de uma comissão criada para apurar responsabilidades sobre a ocupação do RU, que durou cinco meses.

Pobreza explícita Cerca de 35 mil famílias feirenses, com base em índices econômicos e sociais, são consideradas miseráveis, mesmo tendo acesso ao dinheiro dos programas sociais.

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Toque da prevenção Cerca de 80 novos casos de câncer de próstata podem ser diagnosticados anualmente em Feira. Maiores de 60 são os mais acometidos pela doença.

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Subjetividade do traço Personagens sem identidade própria, sincronia entre as cores, traço e formas. O trabalho de Izaías Ribas quer retratar um pouco da consciência.

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Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

polĂ­tica


opinião

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Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

Valdomiro Silva

Observatório valdomirotribuna@hotmail.com

Moto-taxistas: projeto é prerrogativa do Executivo A Câmara de Feira de Santana recebeu nesta quarta-feira (5) grande número de moto-taxistas. A classe lotou as galerias para pressionar os vereadores a votar favorável a um projeto que determinaria licitação definitiva para o setor. A proposta é do vereador Ronny. Ele atende a pedido dos moto-taxistas. Se fosse

aprovada, o moto-taxi que vencesse processo licitatório e conquistasse uma vaga no serviço ficaria para sempre. Não precisaria, nunca mais, participar de licitação na área. O projeto acabou sendo retirado de pauta, depois de uma longa discussão. Foi a decisão mais sensata. A Comissão de Constituição e Justiça, acertadamente,

havia exarado parecer contrário à tramitação da matéria. De fato, licitação não é tema que possa ser da iniciativa da Câmara de Vereadores. Constitucionalmente, é competência do Executivo. Os vereadores Roberto Tourinho e Marialvo Barreto deram uma contribuição importante ao debate. Tourinho esclareceu, com didática

A campanha eleitoral na tevê O candidato a prefeito José Ronaldo tem atacado problemas nas áreas de saúde e limpeza pública do governo Tarcízio Pimenta. É a campanha esquentando. Em sabatina na Associação Comercial, Ronaldo deu uma cutucada no tri-via, projeto anunciado como revolucionário para o transporte urbano pelo candidato petista Zé Neto. Disse que não foi implantado em nenhuma cidade brasileira. Na tevê, o democrata ironiza, com um texto sobre a confusa e inacabável obra do metrô na capital, que o Estado (governado pelo PT)

não consegue resolver. Jogo limpo. Esse seria o nível ideal da campanha. Não existe eleição sem crítica e denúncia. Se fosse possível, bom seria não extrapolar certos limites. Mas isso é pura utopia.O prefeito Tarcízio Pimenta explora ao máximo o programa saúde digital e investimentos na área de educação. Busca fixar uma imagem de homem público “do povão”. Estratégia interessante. Mas em seus programas há sonoras de pessoas citando nominalmente o ex-prefeito José Ronaldo – obviamente, não para fazer elogios. A ação do seu marketing já rendeu dois direitos de resposta para o DEM, na Justiça Eleitoral. O programa do deputado Zé Neto explora

a “modernidade” dos seus projetos. A equipe de televisão faz um trabalho competente. O petista não perde uma oportunidade sequer de vincular o seu nome ao do “time” de Wagner, Lula e Dilma. É um gancho de marketing importante, sem dúvida, mas convém não exagerar. O petista faz referências negativas aos governos passados, abarcando não apenas as duas administrações de José Ronaldo, mas também a de Tarcízio – que pelo visto não se sentiu incomodado, ainda.

jornalística, por quais razões o projeto não poderia tramitar. Marialvo, sempre muito atento, lembrou declaração da vice-líder governista Eremita Mota, de que o prefeito Tarcízio Pimenta seria favorável à proposta. Nesse caso, dizia o petista, seria mais interessante retirar o projeto e cobrar do Executivo que enviasse um outro.

Os moto-taxistas reagiram em princípio negativamente à ideia de retirar a proposição de pauta. Tiveram dificuldade para entender o raciocínio. Mas diante de novas explicações, foram convencidos. Agora, uma comissão, de vereadores e líderes dos moto-taxistas, será formada para se dirigir ao prefeito e discutir o novo projeto.

A curiosa destituição da vice-diretora Fato curioso ocorreu no Colégio Luiz Viana Filho, da rede estadual, no bairro Cidade Nova. A vice-diretora Kátia Sampaio chegou a ser exonerada do cargo. Nada haveria de extraordinário, se ela não tivesse sido eleita pela comunidade escolar. A destituição de um diretor ou vice eleito não pode ser ato simples. Ou se estaria desmoralizando as eleições, que devem assegurar estabilidade às pessoas escolhidas pelo voto da comunidade escolar. Não se sabe ao certo o que motivou a destituição. Mas a decisão, obviamente, foi da direção do colégio, homologada pela Diretoria Regional de Educação (Direc). Questionada pela reportagem da Rádio Subaé sobre qual teria sido a razão da medida, a coordenadora da Direc, Nívea Oliveira, disse que se tratou de

um “equívoco”. Nivea disse que é possível um diretor ou vice ser exonerado do cargo, mesmo tendo sido eleito. “Dependendo do desempenho, pode realmente ser dispensado. Não podemos manter diretor ou vice se não corresponder?”, disse ela, para em seguida esclarecer que esse não é o caso de professora Kátia. “Ela chega junto. Ela faz valer o seu cargo”. Mas qual “equívoco”, então, se cometeu na destituição da vice-diretora, quis saber o repórter. Nívea informa que o ato foi revogado. Mas não revelou qual teria sido o tal “equívoco”. A repercussão, obviamente, foi ruim para o Governo do Estado. O dirigente da APLB, Germano Barreto, disse que Kátia teria sido vítima de retaliação política, por ter participado da greve dos

professores, encerrada no mês passado. O vereador Marialvo Barreto, que reprovou publicamente a exoneração, em discurso na Câmara: “Sem ter feito absolutamente nada de irregular, ela foi simplesmente destituída. Tem gente metendo os pés pela cabeça e atrapalhando o governo do PT. A escola está em pé de guerra. Como é que se demite uma pessoa eleita sem acusação de nada”. Este é um fato grave. Não se destitui assim, sem explicações, alguém que ascende a um cargo público por voto direto. A coordenadora da Direc tem o dever de esclarecer à sociedade o que aconteceu, especialmente porque o órgão referendou a medida. Afinal, qual foi o “equívoco”?

funcionamento de um restaurante de auto-serviço, possivelmente a área ocupada atualmente pelo Almoxarifado Central. Para os estudantes que promoveram a ocupação uma notícia que pode inquietalos. A universidade garante a conclusão de processo de sindicância que apura “prejuízos e responsabilidades decorrentes da interrupção dos serviços do Restaurante Universitário”. Integrantes do grupo “Rapinagem”, que comandaram a

ocupação, podem ser responsabilizados, a julgar pela nota da Uefs: “Na opinião da Reitoria, a responsabilidade pela suspensão dos serviços do RU é dos estudantes que compõem o grupo autodenominado rapinagem que, de forma injustificada, intimidatória e agressiva invadiu e manteve a ocupação das instalações do RU por quase cinco meses, causando prejuízos materiais e imateriais a toda comunidade universitária”. Nas redes sociais, o

“Rapinagem” afirma que todas as reivindicações do movimento teriam sido atendidas pela Uefs, motivo pelo qual a ocupação se encerraria. Se a pauta foi atendida, isto aconteceu desde que a universidade divulgou nota sobre o que seria possível cumprir. Isto já faz meses. A Uefs nada mudou em sua proposta, desde maio. A dedução a que se pode chegar: se o “Rapinagem” considerava, àquela altura, que seus pleitos estavam contemplados, porque esperar tanto tempo para desocupar o RU?

O fim da ocupação do Restaurante Universitário Depois de quase cinco meses – precisamente 140 dias – estudantes encerraram a ocupação ao Restaurante da Universidade Estadual de Feira de Santana. Um dos objetivos do movimento era o fim do “burguesão” – atendimento diferenciado que funciona no local para clientes que podem pagar mais por uma alimentação de melhor qualidade. A reitoria da Uefs emitiu nota sobre medidas que vão ser adotadas com o fim

da longa ocupação. Uma das ações é a criação de uma comissão técnica, com a participação de observadores das entidades representativas dos diversos segmentos da comunidade universitária, que deverá realizar levantamento da situação atual e produzir documento com registro das condições do Restaurante Universitário. O espaço deverá ser devolvido “com a brevidade possível” à empresa contratada, para que esta avalie a possibilidade de retomada dos serviços de alimentação, já que ainda

vigora um contrato até o dia 7 de dezembro de 2012. O objetivo é “adotar todas as providências necessárias para que a comunidade tenha os serviços de alimentação restabelecidos, no mais breve tempo possível”. A Uefs garante “dar sequência” aos procedimentos para as licitações - conforme acordado com a ADUFS, SINTEST e DCE. O sistema bandejão deverá continuar funcionando no atual espaço, devendo ser providenciada outra instalação para o

A expectativa é que a reunião seja marcada para os próximos dias. No entanto, não se sabe quanto tempo será necessário para o encaminhamento da proposta pelo Executivo. Pode ser necessário submeter o assunto à Procuradoria Geral do Município. A celeridade dependerá do prefeito.


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cidade

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Apenas 0,1% do lixo é reciclado A quantidade do lixo produzido em Feira que é reciclado anualmente corresponde a produção local de pouco mais de dois dias

Anualmente, o Aterro Sanitário recebe uma carga de 4.320.000 toneladas de lixo – esta parte refere-se apenas produção de Feira de Santana. Entretanto, o volume que é retirado desta montanha e destinado à reciclagem é de apenas 840 toneladas, que correspondem a menos 0,1%. Ou seja: quase todo lixo produzido no município é deixado para que a natureza o absorva. A quantidade do lixo produzido em Feira que é reciclado anualmente corresponde a produção local de pouco mais de dois dias – diariamente os caminhões levam para o Aterro Sanitário 400 toneladas de resíduos sólidos. A Coobafs (Cooperativa dos Badameiros de Feira de Santana) recicla 70 toneladas por mês. Mas grande parte do lixo é levado para um galpão localizado na avenida João Durval Carneiro, por empresas ou recolhido em residências de sete bairros que fazem, cujos moradores fazem a separação seletiva

por iniciativa própria. A quantidade de lixo reciclado na cidade é menor se a ele for somada as toneladas que são retiradas das ruas por badameiros autônomos, que todos os dias vasculham – e bagunçam – o centro da cidade à procura de material que lhes rendam dinheiro. São aproximadamente 400, de acordo do a Secretaria de Serviços Públicos, que vendem o que catam em compradores espalhados por vários bairros. Não se tem uma informação segura com relação à quantidade de lixo que eles retiram das ruas. A indústria do lixo, que se mostra não apenas rentável em cidades do porte de Feira, mas extremamente benéfica para o meio ambiente, não é explorada em toda a sua potencialidade na cidade. Não existe estrutura para isso no Aterro Sanitário. A separação do lixo é feita por cerca de 50 associados da Coobafs, mas este número oscila. Eles se dividem em dois

núcleos. O localizado em um galpão no Aterro recebe a parte considerada inservível por empresas – não tem acesso ao lixo domiciliar. Cerca de 70 empresas fazem a doação do material que é reciclado. O transporte para o Aterro é feito por um caminhão da cooperativa. Mas algumas delas estão desistindo da parceria. Motivo: a Coobafs ainda não tem licença ambiental. Trabalha com base numa dispensa ambiental. Estão exigindo a licença. De acordo com a cooperativa, toda documentação já foi entregue à Prefeitura há alguns meses. Mas até o momento ainda não obtiveram as respostas necessárias à regularização. O outro fica na avenida João Durval Carneiro, no Caseb. Eles trabalham com o lixo coletado em residências de oito bairros estas famílias fazem a coleta seletiva, além da parte que é entregue diretamente no local voluntariamente por pessoas ou empresas.

Para a presidente da cooperativa, Edna Maria Brandão Santos, se a categoria recebesse apoio do poder público, a quantidade de lixo reciclável poderia ser bem maior. “Isto seria bom para todos, porque é um trabalho que dá lucro para o município, contribui para aumentar a vida útil do Aterro”. Uma esteira poderia ser usada para colocar o lixo das residências. O equipamento ajudaria na separação dos refugos. Ela disse acreditar que o volume de recicláveis poderia aumentar consideravelmente, caso eles pudessem revirar este material que anda lhe é inacessível. Os badameiros vem dinheiro onde a grande maioria das pessoas vê problemas ambientais. São fardos e mais fardos de papel branco – que é transformado em papel higiênico, papelão, sacolas plásticas de todas as cores, alumínio, cobre, garrafas PET, vidro, ferro, entre outros produtos.

Conquista recicla mais do que Feira Em Vitória da Conquista o volume de resíduos sólidos (como os especialistas se referem ao lixo) selecionado para a reciclagem chega a 90 toneladas mensais. Mesmo assim, diz Reginaldo Lopes, coordenador local do projeto Recicla Conquista, a quantidade poderia ser maior se os catadores tivessem acesso maior aos recicláveis que são levados ao aterro sanitário. Em termos

proporcionais, Conquista, a segunda maior cidade do interior baiano, recicla mais lixo que Feira. a população do município localizado no sudoeste chega a 306.866, contra 556.642 da Princesa do Sertão, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Levandose em consideração as populações, Feira produz mais lixo do que Conquista.

De acordo com ele, todos os dias cerca de 20 caminhões despejam suas cargas no aterro, mas a equipe apenas tem acesso ao conteúdo de até quatro veículos. Disse que, em média, os catadores, que também trabalham em regime de cooperativa, recebem RF$ 480. A renda está relacionada à quantidade de horas trabalhadas. Ao contrário dos badameiros locais, eles contam com alguma

estrutura, como uma esteira, que os ajuda no processo de separação do material. Reginaldo Lopes afirmou que o trabalho que vem sendo realizado é um instrumento de resgate social das pessoas. “Muitos deles moravam antes no lixão. Mas com o dinheiro que conseguiram mudaram suas vidas para melhor. Entre outras coisas positivas, eles agora tem acesso ao crédito”.

Fundado em 10.04.1999 www.tribunafeirense.com.br / redacao@tribunafeirense.com.br Fundadores: Valdomiro Silva - Batista Cruz - Denivaldo Santos - Gildarte Ramos Editor - Glauco Wanderley Diretor - César Oliveira Diretora Financeira - Márcia de Abreu Silva Editoração eletrônica - Maria da Piedade dos Santos

Recebe mais quem trabalha mais Os 50 badameiros da Coobafs recebem mensalmente valores de acordo a quantidade de horas trabalhadas. Como a instituição não tem fins lucrativos, depois de deduzidos os custos operacionais, o que sobra é proporcionalmente dividido entre os associados. Quem trabalha mais, tem uma renda maior. Em média, recebem um salário mínimo mensalmente. A tesoureira da cooperativa, Cristiane Silva Rosa, disse que mensalmente os custos operacionais oscilam entre R$ 12 e R$ 13 mil – que considera alto. E que a receita giram em torno de R$ 25 mil no mesmo período. Os custos maiores, de acordo com ela, é o salário de funcionário e a compra de combustível para abastecer o caminhão, além da quitação dos boletos do consumo da água e da energia elétrica. O material é separado manualmente. Usam luvas e uniforme. Nem todos portam máscaras. Sacolas pretas vão para um lado, as brancas para outro, o papelão fica num dos cantos do grande salão, os fardos do papel

branco ficam próximos. Todos prontos e à espera dos clientes. Cada um dos produtos tem preço de mercado. Mas o valor varia de acordo com as demandas do mercado. O mais valioso é o alumínio – estima-se que no Brasil mais de 90% das latinhas de refrigerantes sejam recicladas. As garrafas PET também tem bom valor no mercado. O papelão é barato. O preço é duas vezes e meia menor do que o do papel branco. Para cada produto, um comprador diferente. Cristiane Silva Rosa disse que a cooperativa não se prende a um único comerciante. É uma estratégia para evitar que os preços sejam controlados – e para baixo. “Quem aparecer primeiro e com melhor preço a gente vende logo”. Fidelidade não existe. De acordo com ela, a cooperativa não trabalha com isopor. “É um produto que não tem valor comercial e para guardar algumas toneladas é preciso um galpão grande”.

Plano prevê coleta seletiva O Plano de Gestão de Limpeza Urbana prevê a implantação da coleta seletiva na cidade. Inicialmente nos bairros George Américo, que tem 752 domicílios, e a Santa Mônica, com 713, que são caracterizados como de baixa e alta renda. A idéia é expandir o serviço à medida que ele for absorvido. É uma maneira de aumentar a quantidade de material reciclável. Mas depende da participação direta dos moradores da cidade, que passarão a separar o lixo na

origem. Dentro das suas casas. Uma campanha será preparada para informar as pessoas sobre a idéia e preparar o terreno para a mudança de comportamento. A expectativa é de que há um significativo aumento na taxa de aproveitamento do material reciclável. A central de processamento, consta no plano, terá um galpão de 150 metros de área – e com vários equipamentos, e será propriedade do município, que a cederá, em comodato, para a cooperativa ou associação de catadores.

OS TEXTOS ASSINADOS NESTE JORNAL SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. Rua Quintino Bocaiuva - 701 - Ponto Central CEP 44075-002 - Feira de Santana - PABX (75)3225.7500/3223.6180


cidade

IBGE mostra o retrato da miséria

Fotos: BATISTA CRUZ

BATISTA CRUZ Para mais de 16 mil famílias feirenses, a renda per capita mensal não passa de R$ 70. São famílias que vivem na condição definida pelos economistas como de extrema pobreza. Outros membros de 19 mil famílias sobrevivem com R$ 255 mensais de renda per capita, conceituados como pessoas que vivem na “pobreza absoluta”. Neste universo da pobreza, ainda há espaço para mais de 7 mil famílias que não têm nenhum tipo de renda e vive exclusivamente de repasses diretos de programas sociais do governo federal. Se for considerada uma média de três pessoas por família, a quantidade de feirenses que vivem na miséria ou quase, chega a 126 mil pessoas. Em termos relativos, um a cada cinco feirenses está nesta situação. Os números foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relativos a 2010. Para quem enfrenta diariamente a pobreza extrema (R$ 70 por mês), são apenas R$ 2,33 diários para suprir todas as suas necessidades, isto quando o mês tem 30 dias. Quando tem

Reginaldo é carregador e ganha um salário mínimo por mês

Maria Zélia é diarista e tem dois filhos pequenos

31, o valor diário cai para R$ 2,25. Para quem vive na pobreza absoluta, a vida é um pouquinho menos dura, mas continua

Maria Nilza é aposentada e sustenta filhos e neta

extremamente difícil. Estas pessoas têm R$ 8,50 ou R$ 8,22 por dia, dependendo da quantidade de dias do mês. Dá para comprar uma

quentinha, por exemplo. Mas faltará para resolver outras carências, como vestuário, transporte, lazer e outras.

33% das famílias feirenses dependem do Bolsa Família Em Feira de Santana, os números do Bolsa Família atingem escala impressionante. Mais de 64 mil núcleos familiares estão inscritos no programa. Significa que uma a cada três residências feirenses depende do governo para complementar a renda ou tem apenas este dinheiro para atender as suas necessidades. Quanto maior a quantidade de cidadãos que recorrem à ajuda do governo para fazer sua feira, mais desigual é a sociedade. Quanto maior o número de pobres de uma cidade, maior também será a destinação de recursos para atender as suas demandas de sobrevivência. É claro que o Bolsa Família ajuda a diminuir

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os problemas da falta de dinheiro, que deixa de ser crônico. Mas tem o lado negativo de gerar dependência, sem resolver o problema da pobreza. A diarista Maria Zélia de Jesus, mora com os dois filhos pequenos na Fonte do Lili, na Queimadinha, e passa o mês com cerca de R$ 400. Destes, R$ 134 vêm do Bolsa-família. O que consegue a mais é com “bicos”. “É difícil viver com este dinheiro apenas. É uma vida de dificuldades”, resume. De acordo com ela, como não recebe nenhum tipo de ajuda financeira do ex-marido, passa o mês se equilibrando para não deixar as coisas desandarem por completo. “Tem dia que os meninos vão pra escola sem tomar café”. Diz que com o que

ganha não tem como oferecer uma alimentação equilibrada às crianças. “Tudo é muito complicado. Sou mãe e pai ao mesmo tempo”. Aposentada há três anos, dona Maria Nilza Pereira comenta que durante o mês sobram dias e falta dinheiro para as necessidades mais básicas. Com ela, moram dois filhos e uma neta de cinco anos. Todos sobrevivem do salário mínimo que recebe mensalmente. “Não tenho condições para muita coisa, não”, afirma a velha senhora, diante de um luxo na casa humilde: uma televisão de 29 polegadas. Diabética e hipertensa, há muito tempo espera sobrar algum dinheiro para colocar o piso. Quanto mais espera,

menos acredita. “Parece que este dia está cada vez mais longe”. Carregador de mercadorias no Centro de Abastecimento, Reginaldo Santana da Silva sustenta a mulher, Dalva, e três filhas com cerca de um salário mínimo mensal e os recursos do programa do governo federal. “A gente faz o possível e o impossível para viver”, diz. A sua jornada de trabalho, de segunda-feira a sábado, começa por volta das 3h da manhã e às vezes entra pela tarde. “A gente vive apertado. O trabalho é muito duro, mas eu enfrento com força e determinação. Penso em todo mundo de casa e arranjo forças para seguir até o final da labuta do dia”, conta.

di.vianfs@ig.com.br

Itamar Vian Arcebispo Metropolitano

Luzes no Caminho

O povo e os políticos No século XIX a Inglaterra era o país mais poderoso do mundo, e a rainha Vitória sua soberana. Mais uma vez tinha significado real a expressão: o sol não se põe sobre suas fronteiras. Certo dia, o ministro William Gladstone apresentou à rainha uma lei que acabara de ser aprovada pelo Parlamento, da qual a soberana não gostou. “Isto não assino. Eu sou a rainha”, disse ela irritada. “Eu sou o povo, assine”, retrucou o ministro secamente. E a rainha Vitória assinou, admitindo: “tens razão, Gladstone, o povo é mais poderoso do que eu”. O PODER, ao longo da história, foi exercido de diversas maneiras. Os ditadores não se interrogavam sobre a legitimidade de seu poder absoluto. Já os reis, quase sempre, invocavam um poder divino, que passava de pai para filho. Outras modalidades de poder: aristocracia, o governo dos nobres, comitê de salvação pública, em momentos de emergência, triunviratos... A ELEIÇÃO tornou-se o instrumento para a escolha de quem deve exercer o poder em nome do povo. Mas a eleição, em si, não é suficiente para caracterizar a democracia. São três as principais instâncias do poder: o executivo, o legislativo e o judiciário. Cabe ao poder legislativo fazer leis, ao executivo fazer acontecer as leis e ao judiciário decidir as competências diante das controvérsias. Existe ainda o chamado Quarto Poder, constituído da imprensa livre. É um poder desarmado, mas que se torna consciência e porta-voz do povo. O INDIVIDUO é anterior ao Estado surgiu como tentativa dos cidadãos de socializar determinadas tarefas. O cidadão abre mão de parte de sua liberdade para o estado, que deve possibilitar segurança, ordem e bem estar geral. Isso significa que o Estado não tem poder absoluto. Acima do rei, do presidente, dos senadores, dos deputados, dos prefeitos existe o povo. É ele que legitima ou desautoriza qualquer governo e autoridade. OS GOVERNANTES têm obrigação de legislar e exercer o poder em favor do bem comum. Isso parece ter sido esquecido no Brasil, onde a imprensa, a cada dia, revela ninhos de corrupção. São personalidades dos três poderes que manipulam a lei em benefício próprio e de seus protegidos. E se justificam: eu sou autoridade. Eu sou o povo, devemos proclamar, como argumento final. E o povo é mais poderoso do que eles. O EVANGELHO aponta outra dimensão do poder, a partir do próprio Cristo, que garantiu: “Não vim para ser servido, mas para servir” (Mt 20,5). O outro, que o Evangelho chama de irmão, tem direitos e esses direitos devem ser respeitados. Temos direitos e deveres e a Ética estabelece o limite de cada um.

COMUNICADO A TODOS O CID (CENTRO DE INTEGRAÇÃO DO DEFICIENTE DE FEIRA DE SANTANA - BAHIA), CNPJ: 63 110 100 0001 - 90, CONVOCA A TODOS OS MEMBROS ATUANTES PARA REUNIÃO ORDINÁRIA NO DIA 28 DE SETEMBRO DE 2012, ÀS 19H, EM SUA SEDE PROVISÓRIA, SITUADA NA RUA DR. JOAQUIM LARANJEIRA, BOX 1 E 2, ESTÁDIO MUNICIPAL ALBERTO OLIVEIRA, PARA FORMAÇÃO DE CHAPA E ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA, QUE SERÁ REALIZADA NA MESMA DATA CITADA ACIMA. EDSON XAVIER MARTINS PRESIDENTE FEIRA DE SANTANA, 6 DE SETEMBRO DE 2012


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NA TERRA, NO MAR E NO AR Conheça o livro UM MARINHEIRO DO BRASIL NA 2ª GUERRA - Fatos Que a História Ainda Omite. À Venda nas livrarias: NOBEL - Av. Getúlio Vargas 2410. ALVES, Rua José Bonifácio 21. Lojas revista CAPA CLARA no Shopping (frente aos telefones público) Loja 2 na Ville Gourmet. EM FEIRA.

opinião


saúde

Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

Feira tem 80 novos casos de câncer de próstata por ano Foto e texto de Lana Mattos Uma avaliação, baseada na quantidade de homens com mais de 60 anos de idade em Feira de Santana, concluiu que o risco anual é de surgirem 80 novos casos de câncer de próstata na cidade. Felizmente, “nós estamos ganhando a guerra em todo o mundo com o câncer prostático”, festeja o urologista João Batista Cerqueira. “O arsenal terapêutico colocado à

O urologista João Batista Cerqueira: doença dolorosa

disposição da comunidade para tratar esses homens” é um dos motivos para

As doenças da próstata

O aumento da próstata (hiperplasia), nem sempre é câncer. “Na medida em que o homem envelhece vai havendo um crescimento benigno da próstata”, explica o urologista. Os casos benignos atingem 85% dos homens ao longo da vida. Poucos casos de hiperplasia benigna da próstata (HBP) precisam de tratamento. Apenas aqueles que causam obstrução urinária. Caso contrário, não há indicação de tratamento com cirurgia ou mesmo medicação. Aqui também a ocorrência é maior com a idade, sendo que o principal sintoma da obstrução é o jato urinário fraco e a

sensação de que a urina foi incompleta. Ao contrário do câncer, a prevalência da HBP é similar em todo o mundo, ou seja, independe da etnia e do país de origem. O câncer nada tem a ver com o tamanho da próstata, que mesmo doente pode continuar com peso normal, de até 30 gramas. Além da hiperplasia e do câncer, a próstata é vulnerável a infecções, chamadas prostatites, que são bacterianas, virais ou fúngicas. Estas podem interferir na fertilidade do homem. Já os portadores do câncer, bem como os de hiperplasia, continuam férteis.

isso. Cada vez mais é feito o diagnóstico precoce, através do qual é possível o tratamento e cura de 95% dos casos, conforme o médico. Mesmo assim ainda é o mais prevalente entre os homens acima de 15 anos, desde 2007. São mais de 2,5 milhões de indivíduos com a doença no mundo. Isso porque a população mundial está envelhecendo e, quanto maior a idade, maior o risco de contrair a doença. O câncer de próstata possui distribuição geográfica bastante desigual. Os países do Oriente têm muito menos casos que os ocidentais. No Japão, por exemplo, há 2,9 casos para cada grupo de 100 mil homens; na China são 1,7; e em Bangladesh são 0,8 casos. Já nos Estados Unidos a incidência é de 124; no Canadá é de 98; e no Brasil são 54 casos para cada grupo de 100 mil homens. Os hábitos alimentares do Ocidente são os grandes vilões, sobretudo o uso excessivo de gordura e carnes vermelhas. Estudos populacionais mostram também que os filhos dos orientais que migram para o ocidente tendem a ter câncer tanto quanto os ocidentais. Além disso, a maior a incidência do câncer de próstata acontece entre os negros, conforme o médico feirense, que possui 30 anos de atuação na área. Os casos podem também ser hereditários. Famílias em que há alguém que desenvolveu a doença com menos de 60 anos têm o dobro de risco de contrair câncer de próstata. A próstata é uma glândula fundamental para a vida. Ela produz um líquido que faz parte do sêmen masculino, rico em nutrientes para o espermatozóide, sendo necessária para a

reprodução. O PSA, sigla que em inglês significa Antígeno Prostático Específico, é uma glicoproteína produzida pela próstata que contribui para o diagnóstico do câncer. A função do PSA é liquefazer o sêmen, permitindo a mobilidade dos espermatozoides e, portanto, a fecundação. 95% dos cânceres de próstata alteram o PSA. Ou seja, em 5% dos casos, o paciente tem câncer de próstata e mantém o PSA normal e por isso, a avaliação deve ser completa, não se limitando apenas ao exame de PSA. A célula maligna da próstata geralmente migra, criando “filiais” do câncer em outros órgãos, como os ossos da bacia, na região pélvica, pulmão e até no cérebro. “É uma doença extremamente dolorosa”, afirma João Batista. “As dores são muito intensas e nós ficamos devendo uma solução”, quando não é

descoberto no início e se encontra em fase avançada. “É frustrante para o médico fazer diagnóstico dessa natureza e com o câncer já com essa magnitude”, desfecha. O tratamento do câncer de próstata curável, ou seja, que está confinado na próstata e ainda não migrou para outros órgãos, acontece através de radioterapia ou da prostatectomia, que é a retirada do órgão. Hoje a cirurgia pode ser feita por um robô, chamado Da Vinci, que diminui o tempo de internamento do paciente e deixa menos sequelas. Mas por enquanto, no Brasil existem apenas quatro unidades, todas no estado de São Paulo. Todos os homens a partir de 45 anos devem fazer uma avaliação anual da saúde da próstata com um especialista. Aqueles que têm história na família de câncer de próstata ou de mama antes dos 60 anos de idade devem começar a fazer o check-up

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antes, aos 40 anos. Alguns homens ainda deixam de fazer o exame por preconceito. “Quando a gente vê um paciente morrendo por câncer de próstata, vê a dor que esse paciente sente, o sofrimento e a impotência que toda a equipe que trata fica. Aí eles deixam o preconceito de lado. São ‘machões’ até esse momento, a partir daí começam rotineiramente a vir para a avaliação”. Conforme o especialista, “o toque retal faz parte da consulta médica”, que precede aos exames de análises clínicas, como o de PSA. Os hábitos que ajudem a prevenir as alterações da próstata são a diminuição no consumo de gordura e carne vermelha, e aumento na ingestão de alimentos ricos em licopeno, como tomate, melancia, mamão e goiaba. Também é recomendada a prática de esportes e evitar uso de drogas lícitas ou não lícitas. É fundamental prevenir a obesidade.


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PREFEITURA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA/ FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE DE FEIRA DE SANTANA CNPJ – 08.576.590/0001-07 A Comissão Permanente de Licitação, tendo em vista o disposto na Lei Estadual 9.433/2005, na Lei Federal 8.666/93, na Lei Federal 10.520/02 e em atenção aos princípios da legalidade, moralidade e publicidade que devem nortear os processos licitatórios, apresenta o extrato dos contratos celebrados e aditivos no mês de AGOSTO de 2012. CONTRATO

N° 137/2012/1111

N° 138/2012/1111

N° 139/2012/1111

N° 140/2012/1111

CONTRATANTE

OBJETO

PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA

CONTRATADA

AQUISIÇÃO DE ÁGUA MINERAL PARA ATENDER AS NECESSIDADES DA ATENÇÃO BÁSICA E POLÍCLINICAS

ORIGEM

16.08.2012 R$ 238.800,00

LICITAÇÃO N° 055/2012/1111 P. ELETRÔNICO N°035/2012

08.08.2012 R$ 32.490,00

RZ DE OLIVEIRA DISGNOTICA EPP

LICITAÇÃO N° 054/2012/1111 P. ELETRÔNICO N°034/2012

08.08.2012 R$ 8.000,00

CONTROBIO COMERCIAL LTDA

LICITAÇÃO N° 054/2012/1111 P. ELETRÔNICO N°034/2012

08.08.2012 R$ 7.340,00

AQUISIÇÃO DE SUPORTE PARA BALANÇAS PARA ATENDER À ATENÇÃO BASICA

E.G.S

AQUISIÇÃO DE MATERIAL CONSUMO DE LABORATÓRIO PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES DO DST/HIV/ AIDS AQUISIÇÃO DE MATERIAL CONSUMO DE LABORATÓRIO PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES DO DST/HIV/ AIDS

VALOR

LICITAÇÃO N° 048/2012/1111 P. ELETRÔNICO N°029/2012

LIMP – AKY DISTRIBUIDORA LTDA

EXTRATO DE ADITIVO MÊS DE AGOSTO 2012

Nº ADITIVO

N° 033/2012/1111

N° 043/2012/1111

N° 051/2012/1111

CONTRATANTE

PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA

PMFS/FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE FEIRA DE SANTANA

CONTRATADA

OBJETO

VIPSEL SEGURANÇA MONITORADA LTDA.

ADITAR O CONTRATO 064/2009, firmado em 17/08/2009

COOPERSAUDECOOPERATIVA DE SAUDE E SERVIÇOS CORRELATOS

ADITAR O CONTRATO 1 11 429/2010, firmado em 26/08/2010

M & B SERVIÇOS E LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDA,

ADITAR O CONTRATO 003/2009, firmado em 02/03/2009

VALOR ORIGINÁRIO

TEMPO PRORROGAÇÃO

DATA PRORROGAÇÃO

12 (DOZE) MESES

17/08/2012

R$ 21.000,00

12 (DOZE) MESES

R$ 8.817.077,00

R$ 161.950,00

OBJETO

LICITAÇÃO N° 048/2012/1111

P. ELETRÔNICO N°029/2012

LICITAÇÃO N° 054/2012/1111

P. ELETRÔNICO N°034/2012 P. ELETRÔNICO N°035/2012

AQUISIÇÃO DE SUPORTE PARA BALANÇAS PARA ATENDER À ATENÇÃO BASICA

VARIAÇÃO DO INDICE IPCA ENTRE 02-MAR2011 E 01-MAR-2012, PERCENTUAL DE 5,8491 %, FATOR DE MULTIPLICAÇÃO 1.058491

VENCEDOR LIMP – AKY DISTRIBUIDORA LTDA CONTROBIO COMERCIAL LTDA RZ DE OLIVEIRA DISGNOTICA EPP E.G.S EMPREENDIMENTOS LTDA

ANTONIO ROSA DE ASSIS PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO

DECRETO Nº 8.692, DE 05 DE SETEMBRO DE 2012. “Abre crédito suplementar ao Orçamento do Município, e dá outras providências.” O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições legais e com base na autorização contida na Lei Nº 3.299, de 28 de dezembro de 2011, artigo 6º, inciso I. DECRETA: Art. 1º - Fica aberto Crédito Suplementar ao Orçamento do Município no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), conforme detalhamento abaixo: CLASS. INST. 06.06

PROGRAMÁTICA 04.122.001.2020

ECONÔMICA 3.3.90.92

FONTE 0000 TOTAL

VALOR (R$) 500.000,00 500.000,00

Art. 2º - Os recursos disponíveis para acorrer às despesas decorrentes do presente crédito suplementar correrão à conta de anulações nas dotações abaixo detalhadas: CLASS. INST. 06.06

PROGRAMÁTICA 28.843.052.2145

ECONÔMICA 3.1.90.91

FONTE 0000 TOTAL

DECLARA:

A atividade de fabricação de esquadrias metálicas, efetuada pela empresa Nascimento Barbosa dos Santos, CNPJ: 03.467.846/0001-24, sediada na Av. Santo Antonio, 105, Loja 09, Capuchinhos – Feira de Santana-BA, não está elencada no Anexo I da Resolução CEPRAM 3.925/2009. Por este motivo, está DISPENSADA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL. A não-exigência de Licenciamento Ambiental aqui declarada, dada a sua especificidade, conforme o Anexo III da Lei Complementar 041/2009, não isenta a empresa requerente, do cumprimento da legislação ambiental pertinente, nem da fiscalização exercida pelos órgãos competentes, tendo em vista os impactos ambientais da atividade e a legislação em vigor, deve: I.

Operar adequadamente o empreendimento de acordo com as normas técnicas e legislação vigente;

II.

Fornecer aos trabalhadores os Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s exigidos ou conforme Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, NR - 6, sendo obrigatória sua utilização.

Antônio Carlos Coelho Secretário Municipal de Meio Ambiente

LICITANTE

AQUISIÇÃO DE ÁGUA MINERAL PARA ATENDER AS NECESSIDADES DA ATENÇÃO BÁSICA E POLÍCLINICAS AQUISIÇÃO DE MATERIAL CONSUMO DE LABORATÓRIO PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES DO DST/HIV/AIDS-PAM.

LICITAÇÃO N° 055/2012/1111

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, no uso de suas atribuições e no exercício da competência delegada pela Lei Municipal Nº 041/09 e suas alterações, no Anexo III, da referida Lei, de acordo com o Parecer Técnico nº 584/2012 e do que consta no Processo nº 026071/12 – DIVLIC,

26/08/2012

27/08/2012

PREFEITURA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE DE FEIRA DE SANTANA CNPJ – 08.576.590/0001-07 LICITAÇÕES HOMOLOGADAS NO MÊS DE AGOSTO DE 2012. MODALIDADE NÚMERO

DISPENSA DE LICENÇA AMBIENTAL Nº. 070/2012

Feira de Santana, 23 de agosto de 2012

ANTONIO ROSA DE ASSIS PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO

LICITAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO

VALOR (R$) 500.000,00 500.000,00

Art. 3º - Fica a Contabilidade Municipal autorizada a efetuar os registros contábeis necessários ao cumprimento deste Decreto. Art. 4º - Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de setembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR PREFEITO MUNICIPAL

HOMOLOGAÇÃO VALOR 16.08.2012 R$ 238.800,00 08.08.2012 R$ 7.340,00 08.08.2012 R$ 8.000,00 08.08.2012 R$ 32.490,00


cultural

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O olhar subjetivo de Izaías Ribas Ordachson Gonçalves Expressões marcantes, traços singelos, olhos que falam. Izaías Ribas busca, através da subjetividade, expressar a realidade. Com desenhos e pinturas feitos a lápis e nanquim, ou com ferramentas de computação gráfica, ele proporciona ao espectador uma verdadeira viagem ao universo da consciência. Seus trabalhos compuseram a exposição coletiva de 16 anos do Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira. “Gosto de trabalhar com uma pegada espontânea. Selecionei obras que de certa forma confrontam a percepção, e possibilitam que as pessoas possam realmente olhar e viajar na sua forma”, define. Ribas brinca com as formas e ao mesmo tempo com a imaginação. Os personagens surgem sem nomes, mas cada um com sua individualidade. “Apesar de ter a minha particularidade, a interpretação fica aberta ao público. Não é a toa que

De Salvador Dali a Pink Floyd

Ribas brinca com as formas e ao mesmo tempo com a imaginação

cada um consegue ver uma coisa diferente e às vezes até eu mesmo acabo me perdendo”, revela o artista. A pegada espontânea dos desenhos também é levada para a pintura. Nesta vertente, o artista consegue o casamento perfeito entre os traços de cada imagem com as cores utilizadas. O resultado remete à sensação de que cada personagem tem vida própria. “Gosto de retratar um pouco da consciência, das possibilidades”, pontua Ribas. Nos desenhos digitais, feitos no Corel Draw e outras ferramentas da computação gráfica,

as imagens são obviamente melhor definidas, e possibilitam ao artista explorar um universo ainda maior em sua imaginação e na do seu expectador. Mas mesmo utilizando-se de ferramentas avançadas, o artista não se preocupa com formas perfeitas. “Aprecio também as deformações. Na verdade, não sei o que são as deformações dentro do meu trabalho”, ressalta Ribas, evidenciando mais uma vez a subjetividade. “Eu costumo ousar. Nada mais, nada menos”.

O surrealismo e o simbolismo do pintor catalão Salvador Dali e a música psicodélica e progressiva da banda inglesa Pink Floyd são as principais influências do artista plástico feirense Izaías Ribas. “Eles me trouxeram um pouco também dessa percepção subjetiva e de como trabalhar ela”. O jovem artista diz que sobrevive e vive pela arte. E revela que tudo ao seu redor lhe inspira. “Aprecio o áudio, o vídeo, as formas, as cores, as sombras, as texturas e os sentimentos”. Os conhecimentos adquiridos na vida cotidiana também são aplicados nos trabalhos artísticos. “Estudei Comunicação

Social com Ênfase em Publicidade e Propaganda, entre outros cursos técnicos sem esquecer o conhecimento empírico e cotidiano que somam minhas ferramentas”. O desenho foi descoberto ainda na infância, aos oito anos de idade. “Vi o padrinho do meu irmão desenhando e me encantei. Desde então não parei mais”. A característica mais marcante da obra de Izaías Ribas é a expressão. “O olhar traz uma expressão bem particular. Gosto muito de trabalhar com o olhar. Ele impacta, de certa forma. É uma coisa minha. Nas minhas obras o olho é sempre uma coisa presente nos diversos ângulos”.


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Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

Estudantes deixaram RU e UEFS investiga invasão Os estudantes que participaram da mais longa ocupação – ou invasão, a depender do ponto de vista – de um prédio público em toda história de Feira, o Restaurante Universitário da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), poderão sofrer sanções previstas no estatuto da instituição. Eles ficaram no prédio por quase cinco meses. Saíram na segunda-feira passada. A UEFS está numa situação pouco confortável, mas que pode ser resolvida com base no seu regulamento interno. Ou toma medidas punitivas contra o grupo – é claro dandolhe amplo e irrestrito direito à defesa, ou vai abrir um precedente que a torna altamente vulnerável a ações desta natureza, caso opte-se pela degustação de uma pizza temperada como generosas rodelas de tomate vermelho. Uma comissão de sindicância já trabalha há cerca de um mês. Vai levantar e descrever todo o cenário encontrado do lado de dentro do prédio depois da mais longa das invasões – ou ocupação. O grupo, formada por professores de várias áreas, foi solicitado pelo Consu (Conselho Superior), vai apontar se houve excessos por parte dos estudantes. E o vice-reitor, Genivaldo Correia, diz que a reitoria vai respeitar as

O Restaurante Universitário ficou ocupado pelos estudantes durante quase cinco meses; estudantes poderão ser punidos

conclusões da comissão. Os estudantes que participaram da invasão poderão responder pelos seus atos, caso assim entenda a comissão. A UEFS prevê quatro tipos de punição para o estudante que transgredir suas regras: a advertência, repreensão, afastamento (suspensão) e, em último caso, a expulsão – não se tem notícia, pelo menos recentemente, que esta última já tenha sido executada na instituição. O reitor pode aplicar as duas primeiras diretamente. As duas últimas exigem a instauração de sindicância. Ele afirmou que a comissão vai apurar as responsabilidades pelos prejuízos causados pela invasão. Numa

nota pública divulgada na terça-feira, a reitoria responsabiliza os estudantes pela suspensão do serviço no RU, “que causou prejuízos materiais e imateriais para toda comunidade universitária”. Na nota consta que a UEFS vai garantir a conclusão da sindicância. Os resultados deverão ser anunciados dentro de até dois meses. Outra comissão, esta técnica, que terá a participação de observadores das entidades que representam os mais diversos segmentos da UEFS, fará o levantamento da situação do RU, bem como vai produzir um documento com o registro das atuais

300 refeições gratuitas e 1,2 mil subsidiadas por dia Todos os dias, 300 estudantes – entre eles os indígenas - tinham as suas alimentações integralmente subsidiadas. Outros 1,2 mil pagavam um valor simbólico de R$ 1, por um almoço, por exemplo. Quem chegava ao RU depois deste limite, pagava um pouco mais – mesmo assim o valor era menor do que o mercado, mas que não passava de um dígito. Os optantes pelo

self service pagavam o valor mais alto, que tinha dois dígitos. Durante a ocupação, os índios cozinhavam na casa onde moram, no campus. Muitos, logo no início da ocupação – ou invasão – procuraram os restaurantes do vizinho Feira VI. Os donos destes estabelecimentos comemoraram as vendas, que caíram ao longo do movimento. Não foram poucos os estudantes que contaram

com a solidariedade de colegas que moram no conjunto e trouxeram os mantimentos que eram preparados nas cozinhas das casas onde residem. O grupo Rapinagem afirmou que não impedia que as pessoas entrassem no RU e fossem à sua cozinha para preparar suas comidas. Mas foram poucas as pessoas que atenderam ao chamamento.

condições. A punição dos estudantes, seja ela em que grau for, vai ser traduzida como um aviso para a comunidade interna, tão afeita a manifestações que às vezes extrapola e muito o bom senso. Carregar na punição pode ser visto como revanchismo. Um ato de vingança porque aos olhos do grande público os estudantes tiraram a reitoria para

um bolero. E pisaram no pé dela. Advertir ou repreender pode ser visto como atestado de complacência por parte da UEFS. Se esta invasão tivesse acontecido em um prédio público fora do campus, a reação seria outra. Não se cogitou o uso da força. Optouse pelas negociações. Deixaram as medidas judiciais fora das

negociações. Não se falou em reintegração do prédio. Os estudantes que ainda permaneciam no prédio comemoram o fato da reitoria ter assinado um termo de compromisso de que vai cumprir a maioria das reivindicações do grupo. Inclusive estabeleceuse prazos. Genivaldo Correia minimizou a festa. Disse que os pontos foram debatidos anteriormente com o DCE, Sintest e Adufs, entidades representativas de setores da comunidade interna, mas que o grupo não considerava como tais. A UEFS não apostou no triunfo pelo cansaço. Pode-se afirmar que demoraram para tomar atitudes mais contundentes. Em julho cortaram o fornecimento de água e energia elétrica. Tapumes foram colocados em portas e janelas numa tentativa de impedir a entrada no RU. Um grupo de estudantes resistiu.

Carentes prejudicados e imagem da instituição arranhada O certo é que uma invasão que levou meses para ser encerrada e que no período prejudicou diretamente milhares de estudantes – principalmente os pobres, arranhou imagem da reitoria da instituição perante a opinião pública, mesmo que se diga o contrário. A demora excessiva nas negociações incomodou, mesmo que a grande maioria formou o cordão dos silenciosos. A turma da rapinagem entendeu que quem cala consente. Neste caso, apóia. O vice-reitor Genival Correia admite que o comportamento dos estudantes pode mudar o comportamento com relação à política adotada, que é de total abertura ao diálogo com a comunidade interna. Situação que seria uma perda muito grande para a instituição. Mas que as

demandas internas serão resolvidas internamente. Autodenominado “Rapinagem”, o grupo, inicialmente formado por cerca de 40 estudantes, invadiu o restaurante sob vários argumentos – restaram apenas 15. De que a cozinha do RU estava muito suja a existência de um self service com preços e serviços diferenciados. Da falta de autorização da Vigilância Sanitária ao não funcionamento aos finais de semana. O self service que funcionava no local, apelidado de “burguesão”, e que funcionava ao lado do bandejão, onde os estudantes colocam o prato com a refeição, foi alvo da fúria dos estudantes. Exigiam que o serviço fosse suspenso. O problema é que este espaço está previsto em contrato, que termina no dia 7 de dezembro deste ano. Eles conseguiram

que o self service fosse transferido para outro espaço. No retorno das atividades do RU, quem optar por este serviço terá que ir para a área onde hoje funciona o Almoxarifado Central. O vice-reitor disse não acreditar que o restaurante volte a funcionar antes do reinício do segundo semestre letivo, que começa no próximo dia 10. Além dos problemas estruturais, diz ele, a empresa contratada deverá ter um tempo recompor as condições de retornar as atividades. Problemas com a Vigilância Sanitária foram apontados pelos estudantes. Genival Correia afirmou que ao contrário das afirmações do grupo Rapinagem, de que o RU estava com a documentação atrasada, a licença venceu em agosto.


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Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

MUNICIPAL DE CULTURA EVANGÉLICA em Feira de Santana, e dá outras providências”; XVII) Lei nº 3.271, de 07 de novembro 2011. “Institui o DIA MUNICIPAL DO SAMBA DE RODA no Município de Feira de Santana, e dá outras providências”.

LEI Nº 3.336, DE 23 DE AGOSTO DE 2012 Dispõe sobre o Calendário Oficial de Festas Populares, ou de Eventos, do município de Feira de Santana, e dá outras providências.

Art. 2º- Incluem-se também no Calendário Oficial as seguintes Festas Religiosas, ou Eventos: I) Festa da Padroeira do Município de Feira de Santana, SENHORA SANTANA, a realizar-se no dia 26 de julho de cada ano; II) Evangelização através da Arte, pelo Grupo Teatral Renascer, mediante a produção das peças teatrais:

O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições. Faço saber que a Câmara Municipal, através do Projeto de Lei nº 062/2012, de autoria deste Poder Executivo, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - O Calendário Oficial de Festas Populares, ou de Eventos, do município de Feira de Santana, para efeito de comemoração e realização, passa a viger com o seguinte conjunto de leis municipais: I) Lei nº 2.252, de 17 de julho de 2001. Modifica e acrescenta dispositivos à Lei Municipal nº 1.439, de 21 de junho de 1991, que “Inclui no Calendário de Festas Populares FESTIVAL DE BANDAS E FANFARRAS e dá outras providências”;

IV)

III) Lei nº 2.356, de 01 de outubro de 2002. Institui a “SEMANA DE ESTUDOS DA CONSCIÊNCIA NEGRA” nas escolas da Pede Pública Municipal, aos alunos de 5ª à 8ª série;

VI)

V) Lei nº 2.698, de 18 de agosto de 2006. “Inclui no calendário de festas populares a FESTA DE SANTA BÁRBARA, e dá outras providências”; VI) Lei nº 2.712, 29 de setembro de 2006. “Inclui no calendário de festas populares de Feira de Santana o ARRAIÁ DO COMÉRCIO”; VII) Lei nº 2.727, de 28 de novembro de 2006. “Dispõe sobre a inclusão do CONCURSO DE QUADRILHAS JUNINAS no calendário dos festejos juninos de Feira de Santana”; VIII) Lei nº 2.728, de 28 de novembro de 2006. “Inclui no calendário de festas populares de Feira de Santana a FESTA DE VAQUEIROS DO ALECRIM MIÚDO”; IX) Lei nº 2.738, de 20 de dezembro de 2006. “Inclui no calendário de festas populares a FESTA DE SANTO ANTONIO, e dá outras providências”; X) Lei nº 2.739, de 20 de dezembro de 2006. “Dispõe sobre a inclusão da FESTA DO TOMBA, no calendário das festas populares de Feira de Santana, e dá outras providências”; XI) Lei nº 2.753, de 29 de março de 2007. “Dispõe sobre a inclusão da FESTA DO VAQUEIRO DO POVOADO DO SOCORRO – DISTRITO DE TIQUARUÇU, no calendário das festas populares no município de Feira de Santana, e dá outras providências; XII) Lei nº 2.761, de 11 de abril de 2007. “Inclui no calendário de festas populares de Feira de Santana a FESTA DE CORRIDA DE JEGUES, e dá outras providências”; XIII) Lei nº 2.851, de 12 de dezembro de 2007. “Dispõe sobre a inclusão do ENCONTRO DE FIGURAS POPULARES DE FEIRA DE SANTANA, no calendário de festas populares e dá outras providências”; XIV) Lei nº 3.025, de 23 de outubro de 2009. “Dispõe sobre a criação da SEMANA MUNICIPAL DE PREVENÇÃO E COMBATE ÀS DROGAS, e dá outras providências”; XV) Lei nº 3.072, de 26 de janeiro de 2010. “Institui no âmbito do Município de Feira de Santana o DIA DO REPENTISTA e dá outras providências”; XVI)

Lei nº 3.210, de 24 de maio de 2011. “Institui a SEMANA

VENDEM-SE 15 TAREFAS PRODUTIVAS, EM ÁGUA FRIA. TERRA BOA, PLANA. R$ 2.500,00 A TAREFA. VENDO TOTAL OU PARCIAL.

(75) 8125-3011/(75) 9196-0092/(75) 9935-2751

Agropecuária Estrela de Davi S.A. ( Em formação)

Invista R$ 1.000,00

Lucro garantido R$ 315 - Semestre, R$ 630,00 - Anual. Outros valores consulte-nos. FONES:

75 – 8125-3011/ 9196-0092/ 9935-2751

Paixão e Morte de Cristo;

b)

Presépio ao vivo com o Nascimento de Cristo;

c)

Pentecostes;

d)

Francisco de Assis;

e)

João Batista.

III) FESTA DE NOSSA SENHORA DOS HUMILDES, no Distrito de Humildes;

II) Lei nº 2.294, de 06 de dezembro de 2001. “ Inclui no Calendário de Festas Populares de Feira de Santana a MISSA DO VAQUEIRO DO DISTRITO DE JAQUARA e dá outras providências;

IV) Lei nº 2.690, de 30 de junho de 2006. “Inclui no calendário de festas populares do município de Feira de Santana a FESTA DO VAQUEIRO DO DISTRITO GOVERNADOR JOÃO DURVAL CARNEIRO, e dá outras providências”;

a)

FESTA DE SANTO ANTONIO, NO KM 07, em Feira de Santana;

V) SEMANA ESPÍRITA DE FEIRA DE SANTANA;

DECRETO No 8.691, DE 05 DE SETEMBRO DE 2012. Altera os Decretos nºs 8.186/2011 e 8.515/2012, que nomeiam membros do CONSELHO DELIBERATIVO DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE FEIRA DE SANTANA. O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, Considerando as alterações na estrutura do Poder Executivo, DECRETA: Art. 1º - O inciso I, do art. 1º, dos Decretos nºs 8.186, de 17 de fevereiro de 2011 e 8.515, de 01 de fevereiro de 2012, passa a viger com a seguinte disposição: I – REPRESENTANTES DO PODER EXECUTIVO: Titular: JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO Secretário Municipal de Administração e Presidente do Conselho MICHELE COSTA SANTOS CERQUEIRA Suplente do Presidente do Conselho Titular: ANTONIO CARLOS MACHADO Diretor Presidente do IPFS Suplente: VICENTE ALIOMAR BARROS Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Gabinete do Prefeito, 05 de setembro de 2012.

CORRIDA RÚSTICA DA MANGABEIRA;

VII) CARNAVAL DO POVOADO DA MANGUEIRA, no Distrito Maria Quitéria; VIII) FESTA DA CULTURA DA COMUNIDADE DO OVO DA EMA, no Distrito Maria Quitéria, a realizar-se aos sábados e domingos da segunda semana do mês de setembro; IX) FESTA DE REIS DA COMUNIDADE DE SANTA ROSA, no Distrito João Durval Carneiro; X) FESTA DE REIS que acontece no Bairro Tomba no dia 09 de janeiro de cada ano;

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

MILTON PEREIRA DE BRITTO CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO

JAIRO ALFREDO CARNEIRO FILHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO ANTÔNIO CARLOS MACHADO DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE FEIRA DE SANTANA

XI) FESTA DO FORRÓ DO JEGUE que acontece no Distrito Jaíba que se realiza no dia 24 de junho; XII) ARRAIÁ J.P, realizado no mês de junho na Praça João Carvalho, Conjunto João Paulo II. Art. 3º - A organização e execução das festas populares, religiosas, ou eventos, ficarão sob a responsabilidade das Secretarias competentes, de conformidade com os ângulos temáticos e com o planejamento da Gestão Municipal para o cumprimento desta Lei. Art. 4º - As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das dotações orçamentárias do Município, ou por conta de parcerias com empresas privadas, ou com organizações não-governamentais. Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Gabinete do Prefeito, 23 de agosto de 2012 TARCÍZIO SUZART PIMENTA JUNIOR PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO Nº 8.693, DE 05 DE SETEMBRO DE 2012. Altera o Decreto nº 8.367, de 31 de agosto de 2011, que nomeia o Grupo de Análise de Empreendimentos – GAE, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, DECRETA: Art. 1º - O inciso V, do art. 1º, do Decreto nº 8.367, de 31 de agosto de 2011, passa a viger com a seguinte disposição: V – COORDENADORA DE SAÚDE:

MILTON PEREIRA DE BRITTO CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO

DANIELE DE OLIVEIRA

CARLOS ANTÔNIO DE MORAES LUCENA PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO EUCLIDES ARTUR COSTA ANDRADE SECRETÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA, ESPORTE E LAZER GETÚLIO DA SILVA BARBOSA SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE JOSAFÁ RAMOS DANTAS SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA, RECURSOS HÍDRICOS E DESENVOLVIMENTO RURAL (REPUBLICADA POR FALHA DE IMPRESSÃO)

VAGA DE EMPREGO Precisa-se de representante comercial para atuar na cidade de Feira de Santana e região. Mandar e-mail para: disbrengfsa@hotmail.com Contato: 3161-1954

Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de setembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

MILTON PEREIRA DE BRITTO CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO

GILBERTO RUY SOUZA ROCHA SECRETÁRIO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

A EMPRESA GENTE SERVIÇOES E COMUNICAÇÃO LTDA, CNPJ 10.676.392/0001-67 COMUNICA O EXTRAVIO DOS TALÕES DE NOTA FISCAL DE Nº 51 AO 1.000.

COMPRA OU TROCA Casa disponível para compra ou troca no Feira IV. (75) 3221-0980 (75) 9184-9495 (TIM) (75) 9173-4500


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social

Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

O cenário do Jacuípe

Festival de Inverno Diante do paradisíaco cenário do rio Jacuípe banhado pela “ toalha de luz” e o frio sertanejo das noites, foi realizado o IV Festival de Inverno da Ponta da Torta. O evento eno-gastronômico promovido pelo CAV- Clube dos Amigos do Vinho teve mais uma edição de sucesso. Sob o comando do chef Vilas Boas, o impecável violão de Donato e o DJ Klebão Sangalo, os participantes puderam degustar vinhos formidáveis, fazer harmonizações, dançar a vontade, rever amigos e gastar uma boa conversa.

Angelina, anfitriã, e amiga

A alegria de Lula e Gal Fernandes

Atila Oliveira, Ana Mayra, Cesar Oliveira, Angela e Gileno Portugal, Katia e Elton Dourado

Henrique Almeida e Joaquim Paulo Jair e karina Soares

Katia, Suzana, Gal e Ana Tereza. Ao fundo, Hermelindo e Jair aos vocais

Cesar Neto, anfitrião, e o filho

Wilton, leia-se Casa dos Vinhos, Salvador, e César Oliveira

Suzana e Kleber Sangalo Jussara, Belo, Socorro e Cezar Neto

Gileno, Wilton e Lourdes, Kleber Sangalo e Marcio Medrado


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FEIRA É DE TODOS NÓS

TOME CONTA DO QUE É SEU! UMA CAMPANHA DA

www.tribunafeirense.com.br


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Feira de Santana, quinta-feira 06 setembro de 2012

Itamar Vian Arcebispo Metropolitano

Luzes no Caminho di.vianfs@ig.com.br

cidade


Edicao 06-09-12  

Jornal Tribuna Feirense, Feira de Santana

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