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6000 EXEMPLARES – DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – ARARAQUARA E MATÃO/SP – JANEIRO DE 2014 – ANO 1 – Nº 04

Jesus

Ano novo

Quem se deixa penetrar pela Luz Divina tem a Alma convertida em maravilhoso estuário onde todos os padecimentos se diluem na confiança, na fé e na esperança.

Mais importante do que comemorar e imaginar mil promessas, o momento é oportuno para a reflexão sobre o propósito de vida que temos levado.

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Comece pelo Comecinho

Cairbar Schutel

Entrevista com Martha Rios Guimarães, autora do livro “Comece pelo Comecinho”, traz várias elucidações sobre educação espírita.

Lançada em 1918, a obra “Espiritismo para as Crianças” é um clássico da Doutrina Espírita, trazendo uma abordagem didática de seus princípios básicos.

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Filhos

Desde a gestação, avançando pela fase infantil, edição traz vários artigos dedicados a esta importante fase da existência humana.

Mensagem a Garcia

Ideias inatas

Um ano peculiar

A boa vontade deve estar sempre presente em nossos atos; ela é o combustível que tempera os extraordinários talentos que Deus colocou à nossa disposição.

De onde vêm a personalidade e as tendências que as crianças demostram já desde o berço, sem qualquer educação que as possam ter influenciado?

150 anos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, 210 anos de nascimento de Allan Kardec e centenário de Herculano Pires estão entre as comemorações de 2014.

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XXXII CONRESPI em Araraquara/SP Página 12


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Araraquara, janeiro de 2014

O jornal Tribuna Espírita chega novamente aos leitores, iniciando o ano de 2014, com uma grande novidade: está agora administrado pelo Instituto Cairbar Schutel, que o leitor pode conhecer acessando o site www.institutocairbarschutel.org, tornando-se, pois, seu veículo oficial impresso a partir da presente edição. Lançado em setembro de 2013 durante a realização do Encontro Cairbar Schutel, por iniciativa do GEAA – Grupo Espíritas Anônimos de Araraquara, a edição foi bem recebida, com distribuição gratuita, aliando-se ao mesmo esforço do informativo O Mensageiro, da USE Araraquara, na divulgação espírita e a proposta de administração foi aprovada pelo Instituto que assume sua direção. Os custos de edição e distribuição são cobertos com patrocínios que o leitor encontra nas próprias páginas do jornal, razão pela qual a gratidão a essas atitudes desprendidas e conscientes da importância da divulgação espírita é o sentimento que surge espontâneo. Contamos também com o leitor e com os dirigentes das instituições para que o jornal não fique esquecido ou amontoado em prateleiras, mas circule de mão em mão – razão maior de sua existência, levando o conforto e a lógica do Espiritismo. r

Fácil de contentar, mas difícil de agradar Todo o panorama se modifica quando nosso coração abriga Jesus. Quando o coração humano se transforma em aconchegante manjedoura, permitindo o renascimento diário do Cristo, todo o panorama se modifica. A fé sem obras, inoperante, cega; a adoração improdutiva, não têm mais guarida nessa Alma elevada aos cimos da emancipação espiritual!... O vulgo chamará tal criatura de desajustada, fanática e alienada e de vez que já não se sintoniza com os prazeres do “sensorium” comum, e, seu único refúgio é o trabalho perseverante no bem geral. Quando deixamos para trás o “homem-velho” e albergamos Jesus

Rogério Coelho

rogeriocoelho@institutocairbarschutel.org

“Sede firmes e constantes, sem-

pre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão.” - Paulo. (I Cor., 15:58) A criatura que permite a luarização de sua noite existencial pela Doutrina do Cristo, jamais será a mesma! Abrasado pelo ideal cristão, Francisco de Assis, o “poverello”, abandonou os traiçoeiros tecidos da riqueza e desnudou-se da concha do EU, redirecionando sua vida para as pegadas do Mestre Maior, doando-se aos desvalidos do caminho, aos desprezados e tristes, aos doentes de corpo e alma... Outros exemplos da humildade e da abnegação seguiram-lhe o luminoso roteiro: Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier e muitos outros que a História registrou ou não.

Crédito: Quadro de Francisco de Assis por Jusepe de Ribera (1642).

Editorial

na intimidade, o mundo chamarnos-á louco, inadaptado, sofista... Não importa!... Lembra-nos, Emmanuel1: “a flor é linda promessa, o fruto, porém, é alimento para hoje. Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem-aventurados sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor!”. Quem realmente deixou-se penetrar pela Luz Divina tem a Alma convertida em maravilhoso estuário onde todos os padecimentos se diluem na confiança, na fé e na esperança. Embora insatisfeito, marcha resignado; angustiado, porém firme na fé; fácil de contentar, difícil de agradar; servindo a todos, mas sozinho em si mesmo. Daí escrever Paulo 2: “o Amor do Cristo nos constrange”. r 1. XAVIER, F. Cândido. Fonte viva. 10.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1982,cap. 74.

2. Paulo, (II Coríntios, 5:14).


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Reflexão para o ano novo Estou acordado? Tenho consciência do que faço na Terra e do que me compete realizar?

Richard Simonetti

richardsimonetti@institutocairbarschutel.org

Desperta, tu que dormes! Levan-

Crédito: http://georgecouros.ca

ta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará! Andai prudentemente, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Não sejais insensatos, mas entendei qual é a vontade do Senhor. Estas vigorosas afirmativas são do Apóstolo Paulo (Efésios 5:1417), que despertou para a fé no glorioso encontro com Jesus, às

portas de Damasco, tornando-se o grande bandeirante do Evangelho. Ele foi o cristão mais acordado de seu tempo. Tinha plena consciência do que o Evangelho representa. Via nos ensinamentos de Jesus não um simples desdobramento dos princípios judeus, de valor temporal e restrito, mas uma revelação divina que se destinava a todos os povos e todos os tempos. Sua exortação merece reflexão. Segundo a Doutrina Espírita, há um objetivo básico para a existência humana. Estamos aqui, fundamentalmente, para evoluir. Cumpre-nos desenvolver as potencialidades criadoras e as virtudes embrionárias que caracterizam nossa filiação divina. Quem não está consciente disso dorme o sono da indiferença, embalado nos devaneios sugeridos por vícios, paixões, interesses e ambições que caracterizam o homem comum, mesmo quando se julgue desperto e muito esperto.

Uma boa iniciativa para o início do ano seria perguntarmos a nós mesmos, lembrando o apóstolo: – Estou acordado? Tenho consciência do que faço na Terra e do que me compete realizar? Isso é fundamental. Caso contrário vamos incorrer nos mesmos enganos, cometer os mesmos erros; entrar pelos mesmos desvios, sem perceber por onde andamos e o que nos compete fazer. Não quero, porém, cansar sua beleza, amigo leitor, com lucubrações sobre a necessidade de aproveitar o tempo, já que seu momento presente certamente está tomado pela celebração esperançosa do ano que chega. Deixo para sua apreciação apenas uma oração de sábia madre superiora. Suas ponderações nos servem a todos, jovens que iniciam a jornada humana, idosos que oportunamente seremos convo-

cados para o Além. Representam uma obra prima de bom humor e perfeita compreensão do que lhe competia fazer para vivenciar o Evangelho Senhor, Vós sabeis melhor do que eu que estou envelhecendo e um dia ficarei velha. Não permitais que eu me torne tagarela e, principalmente, que adquira o hábito fatal de pensar que devo dizer alguma coisa sobre todos os assuntos, em todas as ocasiões. Livrai-me de querer, a todo momento, resolver os problemas de toda gente. Conservai minha mente livre da enumeração de intermináveis pormenores: dai-me asas para ir diretamente ao assunto. Imploro a delicadeza suf iciente para ouvir as narrativas dos males alheios. Ajudai-me a suportá-los com paciência. Mas selai meus lábios quanto a meus próprios achaques e dores. Eles estão aumentando, Senhor, com o peso dos anos. Ensinai-me a maravilhosa lição de que às vezes pode ser que eu esteja errada. Conservai-me razoavelmente meiga; não quero ser uma santa – algumas são tão difíceis de suportar! – mas uma velha amargurada, Senhor, é uma das obras-primas do diabo. Fazei-me ponderada, mas não carrancuda. P restativa, mas não mandona. Com todas as minhas vastas reservas de sabedoria, será uma pena não usar todas. Mas Vós sabeis, Senhor, que no fim quero ter alguns amigos. r


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Comece pelo comecinho* Livro apresenta dicas que atualizam a transmissão educativa aos pequeninos tação da atividade de Educação Espírita da criança e do jovem. Recebo e-mails de trabalhadores que dizem ter encontrado no livro uma direção para o trabalho, bem como relatando resultados

querer, afinal, meu único objetivo ao escrever o “Comece pelo Comecinho” foi dividir a experiência que adquiri nos anos de trabalho nessa área, colaborando com os tarefeiros do setor.

Orson Peter Carrara

orson@institutocairbarschutel.org

(...)

C om o mesmo título desta

entrevista, livro lançado pela Editora O Clarim traz experiência de interesse dos educadores espíritas. Sua autora, Martha mais conhecida por Marthinha - é espírita desde 1986, nasceu e reside em São Paulo, capital. Formada em Jornalismo e Relações Públicas, vincula-se ao CE Gabriel Ferreira, na zona norte da cidade, que preside e também atua como Educadora Espírita para infância e juventude. 1 - De onde surgiu o livro Comece pelo Comecinho? Nos cursos que ministro desde o início dos anos 2000. Era comum o público presente sugerir a elaboração de um livro onde pudesse aprofundar os pontos apresentados nos encontros. Com o passar do tempo achei que seria uma forma de ampliar  o alcance da mensagem, chamando a atenção para o trabalho de Educação Espírita Infanto-juvenil. 2 - Quais as repercussões da publicação? Superaram totalmente as minhas expectativas a ponto da obra estar sendo considerada como uma espécie de manual para implan-

a tarefa de levar a doutrina espírita aos mais jovens, na tentativa de auxiliar os que militam nessa área. Os leitores têm gostado da coluna e é comum eu receber contato de pessoas pedindo permissão para usar os textos em palestras e estudos nas instituições espíritas (com citação da fonte, claro). Eu acho fantástico que isso ocorra porque é um sinal de que estamos conseguindo atender as expectativas do público.

positivos obtidos com aplicação das dicas nele contidas. Tenho notícias de muitas Casas Espíritas que adotaram a obra para estudo na casa, pelos educadores e até mesmo outros setores. É muito mais do que poderia imaginar ou

3 - Você está também com uma coluna na Revista Internacional de Espiritismo. Comente esse fato. Essa foi outra grande surpresa em virtude boa repercussão gerada. Procuro usar o espaço para colocar em pauta temas relacionados com

6 - Nas viagens para palestras e lançamentos da obra com autógrafos, o que você tem sentido das instituições quanto ao trabalho com a criança pelo país? Quais suas impressões? Penso que se começa realizar algo nesse sentido, principalmente, no que se relaciona aos cuidados com meio ambiente - o que é um bom começo -, mas ainda há muito a ser feito. Através de estudo da Lei do Progresso e da Lei da Sociedade, por exemplo, os Educandos podem ser convidados a opinar sobre maneiras deles próprios agirem de forma positiva na sociedade que os cerca. E, importante: que sejam estimulados a praticar as ações pensadas. E elas podem ser simples, como por exemplo, promover o contato entre as gerações, onde os mais velhos da Casa Espírita podem contar suas histórias aos mais novos e estes, por sua vez, podem auxiliar os mais idosos com pequenos cuidados (descer escadas, buscar água, etc). (...) 8 - E o que dizer dos desafios dos pais atuais? São muitos, de fato. Mas penso que a base doutrinária é uma


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Mãe, junto ao túmulo

grande ferramenta para auxiliar na difícil tarefa de educar nossas crianças. Nesse sentido, as Casas Espíritas, a meu ver, devem usar seus espaços para palestras e debates sobre assuntos relevantes para os pais. Buscar profissionais da área de educação, saúde, psicologia, enfim, pessoas capacitadas a tirar dúvidas, promover debates saudáveis, enfim, oferecer informações aos pais. Os Educadores Espíritas, por sua vez, devem fazer um trabalho planejado e deixar claro aos pais (e demais pessoas da Casa Espírita) que oferecem um trabalho responsável e de qualidade que pode servir de apoio aos pais no processo educacional. Dessa forma, haverá uma maior valorização da atividade e um trabalho de mão dupla, com pais e Educadores unidos para oferecer o que for melhor às crianças e jovens.

10 - Algo mais que gostaria de acrescentar? Apenas agradecer o carinho e a possibilidade de falar um pouco do meu trabalho que, na verdade, é desenvolvido em equipe. r *Entrevista originariamente publicada, na íntegra, pela revista eletrônica O CONSOLADOR (www.oconsolador.com) e aqui reproduzida parcialmente.

Cláudio Bueno

claudiobueno@institutocairbarschutel.org

– Bom dia, seu Urbano. Arru-

mou o que pedi ao senhor? – Bom dia, dona Zilda. Arrumei sim, vou buscar no almoxarifado, um instantinho! O funcionário do cemitério desapareceu, e um momento depois trouxe o pequeno porta-retrato ovalado, com enfeites dourados em toda a orla. – Aqui está dona Zilda. Aprova? – O senhor me ajuda com esta fotografia da Patrícia? – Claro! Que linda ela está neste retrato, dona Zilda... Estávamos mesmo precisando trocar, havia

Crédito: http://carinhodepanoslings.blogspot.com

9 - Da instituição espírita a que se vincula, qual experiência gostaria de  transmitir aos leitores? Destaco a criação da Galeria Espírita Vasículo Gomes quando, em um espaço pequeno, reunimos peças, quadros, móveis e livros (entre outros itens) que contam a história do Espiritismo e do próprio CE Gabriel Ferreira, oferecendo ao público um local de convivência (antes ou depois as reuniões) e perpetuando a história. É algo simples e que, a meu ver, é de essencial importância para a sociedade e para o movimento espírita.

“Importa que apregoeis a doutrina do túmulo vazio.” (Emmanuel – Chico Xavier) uns riscos de ferrugem enfeando a beleza da moça. Vai ficar muito bom, tudo novo. Em silêncio, os dois caminharam na direção do túmulo de Patrícia, falecida há seis anos. O homem aplicou a fotografia no suporte metálico, encaixou o objeto na parede do jazigo e quando se certificou de que estava bem preso, num misto de atenção e subserviência, esfregou a manga da camisa sobre a peça, concluindo o serviço com a frase habitual: – Ficou muito bom, tudo novo. Fez um sinal cortês com a cabeça e se despediu. Dona Zilda ficou só. Orou protocolarmente, não conseguiu chorar, mas via-se em seus olhos uma imensa tristeza. Desde que a filha partira, cumpria a rotina diária de visitá-la. Seis anos de saudade triste e inconformada. O dia não correria bem se não viesse vê-la, conversar... Sabia que a filha precisava dela e, como mãe zelosa, não poderia faltar. A natureza quieta e mística do lugar a fazia voltar ao passado, sempre, inapelavelmente. Dona

Zilda não tinha forças para livrarse das lembranças do acidente que vitimou a filha; e não tinha certeza se queria desembaraçar-se delas: os detalhes trágicos, o choque emocional insuportável, a repercussão nos jornais locais. Tudo parecendo tão recente, o tempo não estancava a sangria no peito de mãe. Já lhe haviam pedido que abdicasse dessas visitas cotidianas, tão cheias de sacrifício para o seu corpo precocemente debilitado, provavelmente em função das emoções repisadas. Mas quem sabia o tamanho da sua dor, senão ela própria? Dona Zilda tinha certeza que Patrícia lhe correspondia ao afeto. “Como se ausentar e deixá -la à míngua de atenção? De que maneira se fiar no desmazelo dos que não cuidam dos seus mortos?” – dizia a mãe aflita. A pobre sofredora não tinha argumentos para explicar sua atração por aquele pedaço de terra e pedra. Se por um lado a proximidade do túmulo avivava a chaga do seu coração, por outro, tinha a impressão de que o amor à filha aumentava. Não aceitava que lhe dissessem que o luto já deveria ter passado há muito; que na morte a alma prevalecia; que a sua prece de mãe zelosa chegaria sempre ao coração da filha, partisse de onde fosse. Nada a demovia. E os que sabiam da sua aflitiva ligação se compadeciam. Entendiam que nada havia a fazer por dona Zilda, a não ser aceitar a idiossincrasia peculiar e esperar que ela mesma despertasse, reagisse, voltasse a viver. r


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Uma obra clássica de Cairbar Schutel Lançada em 1918, destaca-se pelo caráter didático.

Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

O livro Espiritismo para as

crianças, lançado em 1918 em formato de bolso, apresenta, de forma didática, o Espiritismo para as crianças – como indica o próprio título –, abordando os temas Deus, imortalidade da alma, oração, reencarnação, entre outros. Jovens e crianças, pais e responsáveis terão a oportunidade de conhecer o pensamento progressista de Cairbar, entendendo que ele não se preocupava apenas com o corpo mas, e principalmente, o espírito imortal que o habita. O autor se esforçou tanto quanto possível para reunir neste livrinho, de feitio pedagógico, ao alcance de todos, os princípios mais populares do Espiritismo. Com apenas 64 páginas e agora com nova capa e diagramação, é obra

utilizada há quase um século na transmissão dos ensinos espíritas às crianças. Natural do Rio de Janeiro, conhecendo que a vida continuava além do túmulo, Cairbar Schutel estudou e abraçou o Espiritismo e dele se tornou um dos maiores propagandistas. Seu trabalho logo começou a aparecer: fundou em 15 de julho de 1905 o Centro Espírita Amantes da Pobreza. Logo a seguir, a 15 de agosto daquele ano, lançou à luz da publicidade “O Clarim”, em formato pequeno. Além disso fazia propaganda da doutrina por meio de boletins e panfletos, fazendo ainda palestras doutrinárias nas cidades circunvizinhas, inclusive programas radiofônicos na antiga PRD-4 de Araraquara. Sua atividade não parou. Assim foi que, a 15 de fevereiro de 1925, fundou A Revista Internacional de Espiritismo dedicada aos estudos dos fenômenos anímicos e espíritas. Este mensário conta com a colaboração de eminentes mentalidades mundiais, circulando não só entre as suas congêneres. Seu trabalho não se resumiu nessas duas publicações, pois é autor de vários livros, entre eles o que destacamos na presente edição. r

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Mensagem a Garcia “Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.” – Mateus 5:42

Sidney Francese Fernandes sidney@institutocairbarschutel.org

“Na guerra contra a Espanha, o

Presidente dos Estados Unidos precisava comunicar-se com Garcia, o chefe dos rebeldes, que se encontrava

no interior cubano, não se sabendo exatamente onde. “— Se há alguém capaz de encontrar Garcia, esse homem há de ser Rowan. “Após quatro dias de uma conversa com o Presidente, Rowan saltava de um barco, alta noite, nas costas de Cuba. Como se embrenhou no sertão, atravessou a pé um país e entregou a carta Garcia, não vêm ao caso aqui pormenorizar. O que é importa é que Rowan pegou a carta e nem ao menos perguntou: ‘Onde é que ele está?’. “Aleluia! Eis aí um homem cujo busto deveria ser colocado em cada escola do país.”

Do Artigo “Uma Mensagem a Garcia”, de Helbert Hubbard, publicado em 1899. Se eu solicitar a alguém uma pesquisa sobre determinado personagem eu obterei, prontamente, a resposta: – Sim, é para já!? Infelizmente não. Possivelmente, esse funcionário irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia e depois voltará para me dizer: -Esse homem não existe! Evoluímos muito. As pessoas estão mais conscientes de que cada consumidor é um fiscal de suas atividades. Todos exigem bom atendimento. Mas, de vez em quando encontramos pobres coitados que procuram se esquivar o quanto podem do trabalho, do aperfeiçoamento e da BOA VONTADE. Eu estava num grande mercado quando duas moças dirigiram-se a um rapaz, próximo da seção de bebidas. Pediam que as auxiliasse a encontrar determinado produto. Não pude deixar de ouvir o funcionário dizer: - Este assunto não é comigo. – O se-

nhor não trabalha neste mercado? - Perguntei. – Trabalho, mas não neste setor. Finalizou o “esperto” funcionário. O mundo está precisando de pessoas que atuem não apenas em uma área, mas que resolvam vários problemas simultaneamente. Mas, os componentes principais desses “heróis” de hoje não são apenas capacidade e versatilidade. Indispensável que tenham boa vontade, disposição para o trabalho e solicitude. “O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.” Há dentro de nós uma força extraordinária. Não temos consciência dela ou a empregamos inadequadamente. A otimização desse canal com Deus depende exclusivamente de cada um: aproveitar oportunidades; - estar pronto para o que der e vier; - não pensar muito para fazer favores ou boas ações. Boa vontade gera otimismo, que gera entusiasmo, que se transforma em adrenalina divina. “Boa vontade entre os homens” não é apenas um cântico de Natal. É o combustível que tempera os extraordinários talentos que Deus colocou à nossa disposição. r


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As ideias inatas e a educação das crianças Tendências de caráter e saberes já estão com o espírito, que vai demonstrando isso na medida em que domina o corpo biológico em desenvolvimento.

Marcus De Mario

marcusdemario@institutocairbarschutel.org

Um tema que deve preocupar

a educação é o das ideias inatas, pois é comum verificarmos crianças dotadas de conhecimentos e personalidade que demonstram desde o berço, sem que qualquer processo educativo tenha exercido influência. De onde tirou aquela resposta sagaz e correta? Como pode ter pendor para isso ou aquilo? E não estamos falando das chamadas crianças superdotadas, pois todos os pais têm histórias para contar quanto às vivas demonstrações precoces dos seus filhos, que, inclusive, muitas vezes contrariam totalmente o conhecimento e a personalidade dos pais. Pré-existência É verdade que o pensamento educacional vigente, por ser materialista, passando longe da alma, não admite a ideia inata, mas, sem fazermos aqui uma longa discussão, tomemos a ideia inata como uma probabilidade, uma possibilidade teórica. Não admitindo-se a alma como causa desse pré-conhecimento e conduta já estabelecida, temos ainda assim extraordinário fenômeno a ser estudado. Onde as estruturas neuro-cognitivas que explicam semelhante fenômeno? Como

o estudo do psiquismo humano pode dar luz a um fato repetido diariamente no seio das famílias? É sobre esse assunto que Allan Kardec dedica suas perguntas aos Espíritos Superiores nas questões 218 a 220 de O Livro dos Espíritos, já em sua época contrariando o pensamento vigente sobre o homem, e abrindo as portas, e com muito mais profundidade, sobre a psicogênese da criança. Vejamos o desdobramento do estudo a partir da questão 218: O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores? – Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos ideias inatas. A lei de evolução é um princípio básico do Espiritismo, onde o Espírito, ora na erraticidade (mundo espiritual), ora na encarnação (mundo material), vai acumulando aprendizados, experiências, saberes, desenvolvendo virtudes e senso moral, nada perdendo, apenas utilizando mais essa ou aquela área, essa ou aquela tendência nas variadas existências materiais (reencarnatórias), conforme suas necessidades e do meio social em que irá viver. Tendências de caráter e saberes já estão com o espírito, que vai demonstrando isso na medida em que domina o corpo biológico em desenvolvimento. Mas, como alertam os benfeitores espirituais, isso se dá de forma parcial, como uma vaga lembrança que vai aflorando pouco a pouco, até um certo limite traçado pela lei divina, para que o espírito possa desenvolver sua personalidade atual e não ter essas lembranças como uma pedra de tropeço.

Uma grave questão educacional se nos depara. Sem levar em conta as ideias inatas, muitos pais tolhem os filhos em sua criatividade, em suas tendências, provocando quadros agudos de frustração, de depressão, de isolamento social. Igualmente muitos professores não se apercebem dessa realidade, e teimam em enquadrar o aluno em padrões comportamentais e de aquisição do conhecimento que não condizem com a índole e com as experiências passadas que essa alma traz consigo. Quantos entraves educacionais seriam resolvidos com o estabelecimento da verdade das ideias inatas. Ideias Inatas Continuando o desdobramento desse assunto, indaga Kardec na questão 208a: A teoria das ideias inatas não é quimérica? – Não, pois os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem; o Espírito, liberto da matéria, sempre se recorda. Durante a encarnação, pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que lhe fica ajuda o seu adiantamento. Sem isso, ele sempre teria de recomeçar. A cada nova existência, o Espírito toma como ponto de partida aquele em que se achava na precedente. Aqui temos uma informação importante. Quando é dito “o Espírito, liberto da matéria”, temos a realidade transcendente da alma, que ocorre através do estado de sua emancipação através do sono, fenômeno também conhecido como desdobramento; e também ocorre durante o transe hipnótico; igualmente através da meditação, quando alcançamos o estado alterado da mente. Sempre que nos desligamos parcialmente do corpo

físico abrimos as portas do subconsciente, onde está armazenada a memória espiritual, e podemos então desfrutar de lembranças, de conhecimentos que ficam adormecidos no estado de vigília, ou, se quisermos, no estado consciente normal do dia a dia. A cada encarnação, assumindo nova personalidade em novo corpo e nova situação social, o espírito não está fazendo um novo começo, e sim dando continuidade ao seu progresso, de acordo com o que fez e aprendeu na última existência, que pode sofrer mudança durante sua estada no mundo espiritual, no estado de erraticidade, aguardando a nova encarnação. É o que está muito claro na questão 208b: Deve então haver uma grande conexão entre duas existências sucessivas. – Nem sempre tão grande como podias pensar, porque as posições são quase sempre muito diferentes, e no intervalo de ambas o Espírito pôde progredir. Temos então dois fatores: 1. A cada encarnação o espírito troca de posição social, de personalidade, de experiência vivencial. 2. Entre uma encarnação e outra o espírito também progride ao passar por aprendizados e experiências no mundo espiritual. O progresso é incessante, e pais e professores devem utilizar a educação para permitir que filhos e alunos continuem seu progresso através dos diversos aprendizados, que devem ir além do ensino teórico, pois a melhor prática pedagógica é aquela que permite ao ser em desenvolvimento pensar e praticar, adquirindo senso crítico e tendo espaço para experimentar, para colocar sua criatividade em ação. r


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Um diálogo sobre aborto espontâneo Aos jovens.

angelamorais@institutocairbarschutel.org

Aborto espontâneo

Ang – Bom dia, Dona Maria! Cel – Bom Dia, Dona Cida! Como vai a senhora? Ang – Tudo joia, graças a Deus! E a senhora? Cel – Eu vou muito bem, também, obrigada! Veio pro cafezinho? Ang – Opa, mas como não? Cel – Então vamos entrando! E diga, quais são as novas? Ang – Então, Dona Maria, a senhora sabe que a filha da minha vizinha estava esperando neném, né. Cel – Sei sim. Aconteceu alguma coisa? Ang – Pois é, a senhora acredita que ela teve um aborto espontâneo nessa semana? Nossa, foi uma tristeza só! Cel – Ah, puxa vida, é uma tristeza mesmo! Mas quais serão os desígnios do Criador pra nós, não é, Dona Cida? Ang – Pois é, e eu fiquei pensando justamente nisso, por que é que alguns pais passam por essa provação, Dona Maria? Cel – Olha, Dona Cida, nem sempre é uma provação, sabia? Ang – Como assim? Cel – Algumas vezes, os pais estão prontos para aquele filho e o espírito do filho também está pronto para reencarnar, mas exis-

de brigas e nervosismos pode afetá-lo seriamente. Ang – Mas me fale uma coisa, Dona Maria: se o espírito desistir daquele corpo, ele vai ter que voltar em outro logo em seguida? Cel – Olha, Dona Cida, o que sabemos através da Doutrina Espírita é que existe uma programação reencarnatória para cada pessoa conforme as dívidas, resgates e provações que ela deve passar. Pode até levar algum tempo para que ela se prepare melhor para essa encar-

Deus permite que aquele corpinho doente seja descartado e o espírito se livre de doenças no próximo corpo. Ang – Puxa vida, são tantas as explicações para as mortes prematuras pela Doutrina Espírita, não, Dona Maria! Cel – É, minha querida, graças a Deus a Doutrina nos mostra que existe mesmo uma grande inteligência por trás de tudo o que acontece, e que o caminho mais curto é aceitar que o que aconteceu foi em benefício de todos. Dói e é

nação, mas cedo ou tarde acabará voltando sim, normalmente ligada ao mesmo núcleo familiar. Ang – E será que pode acontecer do espírito se ligar a um corpinho sabendo que ele não vai chegar ao final da gestação, Dona Maria? Cel – Sabemos que isso pode ocorrer sim, Dona Cida. Nesse caso, muitas vezes é necessário que os pais passem por essa situação de perda por conta de seus débitos anteriores. Outras vezes, é necessário que o espírito endividado transfira para o corpo seus desajustes. Nesse caso,

muito triste, mas sem dúvida foi um aprendizado, uma oportunidade, uma dívida quitada ou mesmo uma indisposição orgânica apenas. Ang – No final das contas, Dona Maria, sempre haverá outras oportunidades, não é? Cel – Ah, mas não tenha dúvidas! Ang – Bom, estou até mais aliviada depois dessa conversa e desse cafezinho, mas agora, eu tenho que ir! Muito obrigada, Dona Maria! Cel – Que é isso, minha amiga, eu é que agradeço a visita, venha sempre! r

Crédito: http://http://isfdnsfatima.files.wordpress.com/2012/05/feto.jpg

Ângela Morais

tem casos em que existe problemas orgânicos que acabam interrompendo a gestação sem que tenham sido planejados. Ang – Não diga! Pura fatalidade? Cel – Pode acontecer sim, Dona Cida. O corpo da mãe sofreu algum destempero e pronto. Mas, é claro, há também o casos em que o aborto espontâneo não foi fatalidade. Ang – Por exemplo, se o espírito do filho tiver medo da reencarnação e resolver desistir dela no meio do processo de gestação, pode

ocorrer o aborto, então? Cel – Esse pode ser um dos motivos, sim. É por isso que sempre aconselhamos as gestantes a conversar muito com seus filhos durante a gravidez, acalmando-os, confortando-os, para que se sintam amados e seguros. Ang – E sabemos que eles escutam, sem dúvida! Cel – Escutam sim, talvez não com os ouvidos do bebê em formação, mas através de seus espíritos, e gravam isso no inconsciente. Da mesma forma, uma gestação cheia


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Lar Escola Alvorada Nova Educando para a vida. Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

Em Igarapava, no interior paulista, o Lar Escola Alvorada Nova atua em favor da educação infantojuvenil. Seu idealizador, José Eurípides Garcia, é aposentado e natural da mesma cidade. Tendo residido no Uruguai e Colômbia, em 2003 retornou para a cidade com a esposa para implantação definitiva de um velho ideal. Diretor do Centro Espírita Luz e Caridade e da Juventude Espírita Eurípides Barsanulfo. Colaborar da conhecida publicação Anuário Espírita, editado pelo IDE-Araras, já visitou vários países da América Latina para atividades de divulgação espírita por meio de palestras doutrinárias. Conheça um pouco dessa história educativa que atende quase 200 crianças e veja o vídeo institucional no endereço http://vimeo.com/40947189 e também outro pequeno clip no endereço http://www.youtube.com/ watch?v=k2do5fZRLs4 Telefone para contato: (16) 3172-2576. Entrevistando Eurípides Histórico A criação de um orfanato fazia parte dos projetos de Juventude Espírita Eurípedes Barsanulfo nos anos 50/60. Seria um orfanato para meninas, nos moldes da época, uma casa grande onde seriam abrigadas crianças órfãs. Vinculação com o projeto Sempre conversávamos sobre o final de nossa vida, e projetamos para nós, que quando terminasse a tarefa profissional nos dedicaríamos a uma obra social vinculada ao atendimento de crianças carentes. Como nossa vida era nômade, mudávamos com frequência de

cidades, no inicio dos anos 90 decidimos onde este projeto seria implantado. E resolvemos que seria em Igarapava-SP, nossa terra natal, nesta época residíamos em Bogotá, na Colômbia. Em 1992 compramos uma área aqui em Igarapava, que serviria para implantação nosso projeto. Desde então começamos a investir nossos recursos para a montagem de uma infraestrutura que permitisse um projeto autossuficiente. Naquela época pensávamos na construção de várias casas-lares. Em 2003 mudamos definitivamente para Igarapava para implantar o projeto.

culadas, de preferência no berçário, com uma idade que varia de 6 a 18 meses. Hoje já temos 8 salas de aula atendendo até o terceiro ano do Ensino Fundamental e em 2014 este número aumentará passando a atender até o quarto ano. Assim as crianças permanecerão conosco por 17/18 anos. Tempo suficiente para moldar sua personalidade. O slogan de nossa escola é EDUCANDO PARA A VIDA, que constitui a nossa meta principal. Hoje estamos com 148 crianças matriculadas, do berçário ao 3º ano do ensino fundamental. Nossa meta para 2014 será 170 alunos.

Mudança de rumo da ideia inicial Em 2004 quando lançamos a pedra fundamental para inicio das obras, estive com o Divaldo Pereira Franco, busquei saber a experiência dele com este tipo de atividade. Ele me disse da mudança de rumo da Mansão do Caminho, por esta época já havia visitado um projeto que teve uma época de sucesso, mas agora estava com dificuldades imensas. Divaldo me disse da orientação de Joana de Angelis para que ele transformasse as atividades da Mansão do Caminho em uma Escola e que, respeitando meu livre arbítrio, sugeria a mudança de rumo do nosso projeto.

Horário e Atividades Nossas crianças chegam à Escola às 7 horas da manhã e retornam às suas casas às 17 horas. Na Escola além do currículo normal de uma instituição de ensino são cuidadas e alimentadas, com 3 refeições diárias. Além das aulas normais participam de inúmeras outras atividades culturais, moralizadora, entre outras atividades cívicas e participativas.

LAR ESCOLA ALVORADA NOVA Depois desta conversa, decidimos que nós também deveríamos montar uma Escola, porém em moldes diferentes, pois se nas “casas-lares” atenderíamos 150 crianças, na Escola poderíamos ao longo do tempo, atender milhares. Foi assim que em 2008 surgiu o Lar Escola Alvorada Nova, naquele ano atendendo 35 crianças. Matri-

Realizamos um trabalho com as famílias, fazendo visitas domiciliares e organizando uma reunião mensal com os pais procuramos introduzir novos conceitos de família. Às famílias muito necessitadas oferecemos também assistência material, pela Entidade Mantenedora. Recursos Financeiros Esta é a grande dificuldade do nosso projeto. Hoje temos mais de 30 funcionários remunerados, e a nossa despesa é muito grande. Para fazer frente aos gastos, firmamos um convênio com o Fundeb para repasses de recursos, que supre aproximadamente 60% dos nossos gastos e o restante realizamos jantares, atividades constantes com o objetivo de angariar fundos, além de uma campanha pelos Cupons Fiscais previstos na legislação paulista, contamos ainda com a contribuição de pessoas físicas e jurídicas para as nossas atividades. Além disto, temos uma loja comercial em ponto central da cidade cujo lucro é revertido ao Lar Escola. r


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Araraquara, janeiro de 2014

Um ano peculiar Biograficas, circunstâncias e datas históricas são importantes para despertar interesse. Redação

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O ano em curso é realmente importante, motivador para pesquisa e estimulador para lembranças de gratidão à história do movimento espírita no planeta. Desde os 150 anos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, aos 210 anos de nascimento de Allan Kardec ou ao centenário de Herculano Pires, entre outras efemérides, motiva o estudo e a divulgação do Espiritismo. Tais memórias históricas abrem perspectivas de estudos, palestras, eventos, estimulando os espíritas mais novos, de idade e de aproximação com a Doutrina Espírita, a se aproximarem de vultos com Leon Denis ou Yvonne Pereira, para citar esses dois únicos casos. Para os mais veteranos, o convite fica renovado. Portanto, a valorização de datas com momentos ou eventos específicos é muito salutar para arejamento do movimento, especialmente para não

ficarmos na acomodação ou na rotina. Buscar exemplos e biografias, fatos ou circunstâncias que mudaram a história da movimentação espírita no país e no mundo, são muito importantes para as instituições e para o movimento em seu aspecto geral. Um bom exemplo, talvez o mais marcante, é – sem nenhuma dúvida – apresentar a exponencial obra constante da Codifi cação,

Tais memórias históricas abrem perspectivas de estudos, palestras, eventos, estimulando os espíritas mais novos, de idade e de aproximação com a Doutrina Espírita (...).

ou seja, O Evangelho Segundo o Espiritismo, de forma didática ao público, atraindo-o para essa incomparável obra. E isso na-

turalmente precisa ser feito de forma motivadora, atraente e especialmente focada no cotidiano de lutas e aflições da atualidade. Busque o quadro ao lado e veja alguns exemplos de datas importantes comemoradas em 2014. Observemos que campo de

trabalho informativo essas datas abrem ao coordenador de atividades, de grupos ou à diretoria de qualquer instituição inspirada pelo Espiritismo. É realmente o convite continuado para o trabalho do bem e da fraternidade, da cultura e da união. r

Datas comemorativas em 2014 A história do Espiritismo registra várias comemorações com números redondos em 2014. Destacamos algumas: - 210 anos de nascimento de Allan Kardec - 150 anos de O Evangelho Segundo o Espiritismo - 140 anos de nascimento de Viana de Carvalho - 130 anos da Federação Espírita Brasileira - 100 anos de nascimento de Herculano Pires - 80 anos da desencarnação de Humberto de Campos - 70 anos de lançamento de Nosso Lar e Os Mensageiros - 50 anos de lançamento de Ressurreição e Vida, Dramas da Obsessão e Desobsessão - 30 anos da desencarnação de Yvonne Pereira, Deolindo Amorim e Clóvis Tavares Veja a relação completa (são muitas) no site da FEB. Acesse http://www. febnet.org.br/ e pesquise: “lista de datas comemorativas de 2014”.

Setenta anos da “Obreiros do Bem” Instituição araraquarense foi fundada em 1944. Redação

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A conhecida Obreiros do Bem,

instalada na Rua Itália, 1.935, completa 70 anos. A data é significativa: foi fundada em 1 de janeiro de 1944. Raul Leiva é o atual presidente. O jornal TRIBUNA ESPÍRITA junta-se às alegrias desta importante data para a cidade e região. Mantenedora da Creche Meimei e do Núcleo André Luiz, a instituição desenvolve intensa atividade doutrinária e promocional. Em rápida entrevista com a amiga Arlett Matheus, cujo vínculo com a instituição

– que a própria história demonstra – é grande, afetivo e especialmente familiar, em virtude da mediunidade do próprio pai, que foi integrante do grupo de fundadores, ela afirma: “(...) A Obreiros é meu 2º lar e, seus trabalhadores, minha família do coração. Acompanhei todos os passos, vitórias e desafios; desde os primeiros tempos até as conquistas de hoje. Orgulho-me de todas as conquistas, de todo trabalho desenvolvido por pessoas abnegadas, dedicadas que vem, ao longo tempo, compondo a história de nossa Casa, em benefício de tantos que a ela se achegaram. Costumo dizer, com orgulho, que

sou TESTEMUNHA OCULAR E AUDITIVA DA ESTÓRIA DA OBREIROS DO BEM. Quanto ao meu Pai e minha mãe foram batalhadores, entusiastas da obra na qual se envolveram com outros companheiros. Carismáticos, atraíram muitos amigos, acolhendo, ouvindo a todos. Foram também prestigiados com carinho e atenção dos que com eles conviviam e da própria cidade. Hoje são nomes de ruas. Estavam sempre prontos a receber as pessoas, a amparar... Meu pai, pela sua mediunidade foi bastante solicitado e minha casa sempre esteve aberta aos que o procuravam. Dentro do que lhes

foi possível cumpriram suas tarefas de cristãos... Como filha, só tenho a dizer, que tive pais inesquecíveis, pelos exemplos que deixaram, pelo carinho e pelo clima familiar que me proporcionaram”. Com esse registro histórico, de gratidão e alegria, homenageamos também a querida Arlett, exemplo vivo de trabalho e dedicação ao ideal espírita. r Nota da Redação: Os aniversários de instituições só serão publicados na versão impressa do TRIBUNA ESPÍRITA nos casos de números fechados (exemplo: 10, 50, 70, 100 anos) e se enviados com antecedência mínima de 60 dias.


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Araraquara, janeiro de 2014

XXXII CONRESPI 2014 - Araraquara Evento acontece durante o carnaval.

Com o tema central A BOA

NOVA, no ano em que se comemora os 150 anos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, a tradicional

Confraternização Regional da Família Espírita que ocorre nos feriados de carnaval e rodiziando as cidades, em 2014 ocorre em

Araraquara-SP nos dia 2, 3 e 4 de março. Sediada no Gran Hotel Morada do Sol e com a CONRESPINHA

ocorrendo na Creche Meimei, o evento contará com os palestrantes Márcio Correa, Nazil Canarin, Donizete Silveira, Thiago Essado, Léa Fazan e André Luiz Bordini. Veja toda a programação, oradores, informações de hotéis e inscrições, acessando o blog: conrespi2014.blogspot.com.br. E visando levantar fundos para o evento, a USE ARARAQUARA promove no domingo 02 de fevereiro de 2014, um grande almoço de confraternização. O local é muito bonito e agradável, que pode ser conhecido no youtube, pesquisando-se pelo título: ALMOÇO DA USE ARARAQUARA 02/02/2014.Inscreva-se! Participe da CONRESPI. Apoie o evento participando do almoço de confraternização. No almoço haverá posto de inscrições para a CONRESPI. r


Tribuna Espirita Janeiro de 2014