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6000 EXEMPLARES – DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – ARARAQUARA/SP – DEZEMBRO DE 2013 – ANO 1 – Nº 03

Crônica de Natal Continuamos dando importância a assuntos secundários e não valorizamos o real sentido de amor e fraternidade que o período natalício nos traz.

Ginástica para a alma Os pais e a juventude espírita Preocupamo-nos com o bem-estar físico e com uma boa aparência, mas não preocupamos em nos disciplinarmos no exercício do bem. Página 3

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A base familiar bem estruturada e em harmonia é fundamental para ajudar o jovem a superar os desafios interiores .

Solidariedade Quando nos estendemos as mãos mutuamente, nos tornamos ligados por laços indestrutíveis, onde se incluem a amizade, a gratidão e, claro, a consciência do dever. Página 6

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Amigos do

Cristo

Estamos sempre servindo alguém, seja no trabalho, na família ou na sociedade. Se o fizermos com amor, faremos bem feito. Página 4

Imortalidade, reencarnação e evolução A reencarnação traz a compreensão em torno dos enigmas da vida. Página 7

Bem-aventurados os misericordiosos

Uma evangelização transformadora

Todos os médicos contam com o auxílio de amigos espirituais. A saúde humana é um dos mais preciosos dons divinos.

Conheça o “Projeto Educação do Espírito”, do Rio de Janeiro, que funde pedagogia e Espiritismo para a educação do ser imortal.

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Presente de Natal Aproveitemos este período para colocar em prática todas as oportunidades que nos são concedidas a fazer o bem e estreitar a relação com o próximo. Página 11


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Araraquara, dezembro de 2013

Crônica de Natal

Editorial Além dos enxovais Voluntários anônimos ou vinculados a grupos de diferentes denominações religiosas dedicam-se ao amparo de gestantes carentes, com a distribuição de enxovais para os bebês que vão chegar. Também a distribuição de sopa ou atendimento a mendigos, idosos, famílias inteiras, entre outras iniciativas humanitárias, indicam a solidariedade. Tais iniciativas operam prodígios, pois que modificam ambientes, despertam a esperança, valorizam os seres humanos e são capazes de sensibilizar corações endurecidos na indiferença ou no rancor. É a influência inspiradora de Jesus! Surge novamente o Natal e a presença doce e suave do Mestre da Galileia nos pede olhar à nossa volta, antes da satisfação própria no consumismo, e atender à massa humana carente de amor essencialmente. Como e o que faremos? Para quem? A resposta é individual. Francisco de Assis, despojado de tudo, rejeitado pela família, incompreendido de todos, achou seu caminho e fez-se instrumento de paz para o mundo... E nós, o que estamos fazendo? Deixandonos consumir pelo pessimismo e pela reclamação, ou procurando nosso caminho para igualmente servir de alguma forma, pelo menos em gratidão ao Mestre que conduz a Humanidade? r

“Jesus é amor”. Nada mais verdadeiro.

Cláudio Bueno da Silva

claudiobueno@tribunaespirita.org

Não vou utilizar esta crônica de

Natal para falar de coisas que, de certo modo, denigrem a condição humana. Não quero reportarme às atitudes que enfeiam a natureza inteligente do homem, justamente neste período em que lembramos o nascimento do Cristo. Não pretendo também comentar sobre a indiferença de muitos àquele que, por sua grandeza, deveria significar tudo para a humanidade. Neste período tão especial em que a sensibilidade aflora chamando os homens à fraternidade, poderia haver uma trégua de nossa parte. Ao menos isso, e já seria um sinal para dias melhores à frente. Todavia, quantos abusos são cometidos, quanta insensatez o tempo todo. No mundo chamado cristão, são duas mil

comemorações desta data e continuamos dando mais valor a coisas pequenas e secundárias do que ao sentido que o natalício do mestre representa para todos nós. Sei que enveredo pelos caminhos do lugar comum, que muitos já disseram isso repetidas vezes. É verdade. Por isso me recuso a falar do barulho, da algazarra que os homens fazem nessa época. Não quero falar ainda dos seus exageros, dos comprometimentos desnecessários assumidos pela sua irresponsabilidade, coisas que só agravam sua penúria espiritual. Sendo assim, vou expor só o que meu coração está sentindo agora.

Sensação boa em falar de Jesus, da sua vida de exemplos educadores, dos seus atos que para nós - imperfeitos representam um fenômeno, mas que para ele são absolutamente naturais, porque as virtudes todas fazem parte da sua natureza, são ele próprio. “Jesus é amor”. Nada mais verdadeiro. E esse espírito de escol, todo amor, esteve entre nós; se preocupou com os nossos destinos, deu sua vida física numa experiência marcante que atravessou os séculos e ainda nos desafia a compreensão. E o mais extraordinário dos seus feitos, maior que qualquer dos seus maiores “milagres”: deixou o Evangelho que ilustra a vontade do Pai. Conselhos insuperáveis de alta moral que poderiam ser muito bem aproveitados por todos, não fosse a indiferença e indisciplina gerais; não fosse o exagerado apego humano aos dogmas inexplicáveis, às tradições e convenções envelhecidas, às interpretações literais dos pergaminhos rugosos que nos retém o espírito no passado. Mas Jesus não desiste de nós. Prossegue atuando a nosso benefício, e mesmo ainda incompreendido, continua nos convidando a aceitar o pedaço do pão espiritual que nutrirá nosso espírito para a vida eterna. r


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Araraquara, dezembro de 2013

Ginástica para a alma O serviço voluntário para o bem traz incríveis benefícios a quem a ele se propõe.

Valentim Fernandes

valentim@tribunaespirita.org

Não é de hoje que uma nova

preocupação tomou conta dos seres humanos, que é a ideia de ter um corpo perfeito, ou “sarado” como alguns denominam. Muito pertinente, aliás, se o motivo das preocupações fosse a saúde, cujos exercícios físicos são de utilidade. Segundo estudiosos, a prática da ginástica foi se desenvolvendo a partir dos exercícios físicos que eram feitos pelos soldados gregos, até se tornar uma das modalidades mais requisitadas nas academias, para atendimento de adultos que querem melhorar o tônus muscular nas regiões abdominais, parte posterior de membros superiores e também coxa e glúteos. É a arte de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade. O conjunto de exercícios corporais sistematizados, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos educativos, competitivos, terapêuticos etc. O grande problema está no exagero a que muitos dedicam a essa prática, transformando-a em verdadeira obsessão, fazendo até, muitas vezes, uso de substâncias que comprometem os seus corpos causando doenças e dependências difíceis de livrarem depois.

Existe outra ginástica que podemos praticar cujos reflexos poderão ser sentidos no corpo e na alma, que é o serviço voluntário. Já está provado que aquele que se envolve em algum trabalho desta natureza tem uma expectativa de vida superior à daqueles que só se preocupam consigo mesmos. Exemplos não nos faltam. Chico Xavier, Irmã Dulce, Madre Tereza, Divaldo Franco e tantos outros, trabalham pelo bem comum, com aquisição de virtudes que fortalecem o corpo e o espírito. Em matéria publicada na Revista Viva Saúde de autoria de Eulina Oliveira, ela diz: “Existem pesquisas que demonstram que muitos ao iniciarem este tipo de trabalho tem consideráveis melhora e até desaparecimento de problemas como insônia, úlceras, dores de cabeça e nas costas,

depressão, gripes e resfriados. E as revelações não param por aí. Outras pesquisas, conduzidas pelas Universidades de Michigan e Cornell, também nos EUA, sugerem que indivíduos que vêm dedicando um longo período ao voluntariado vivem mais do que aqueles que não participam de nenhuma ação voltada a ajudar outras pessoas. A explicação para tal longevidade seria a melhoria geral da qualidade de vida, fruto da interação social que o comprometimento regular com atividades sociais propicia. Pesquisadores também constataram, ao acompanhar voluntárias do sexo feminino, durante 30 anos, que elas tem uma capacidade maior de manter suas habilidades e aptidões físicas e mentais, natas ou desenvolvidas, ao longo da vida. O altruísmo faz com que a pessoa se sinta realizada, traz

bem-estar, especialmente quando ela pode ver os resultados dessa ação. Além disso, trata-se de algo que se está fazendo por iniciativa própria, não por obrigação, e por isso é prazeroso”. Quantos não malham, fazem exercícios os mais variados, mas são incapazes de dar um bom dia, observar a beleza de uma flor e o canto de um pássaro enquanto caminham, cuidando do corpo, mas esquecendo do Espírito. E como podemos cuidar do Espírito? Talvez seja uma pergunta que muitos fazem e não imaginam que a resposta é bem simples: cuidamos do nosso Espírito através dos bons pensamentos, das boas ações, do nosso comportamento e do engajamento nas tarefas do bem. Assim agindo, atingimos o equilíbrio, ficando bem melhor física e espiritualmente. r


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Araraquara, dezembro de 2013

Amigos do Cristo Em qualquer atividade, podemos não estar fazendo o que gostamos, mas é fundamental aprender a gostar do que fazemos.

Richard Simonetti

richardsimonetti@tribunaespirita.org

A atividade de Chico era exaus-

Não obstante, é preciso definir bem essa questão, considerando que há dois tipos de aceitação:

Em qualquer atividade, podemos não estar fazendo o que gostamos, mas é fundamental aprender a gostar do que fazemos, cumprindo nossas funções com diligência e serenidade, em nosso próprio benefício. ***

dades do serviço e procura fazer o melhor, aprimorando-se, produzindo cada vez mais. É o servidor dotado da imaginação criadora e produtiva de quem ama o que faz. Há quem adote no Centro Espírita uma participação estática.

Estática A pessoa faz o que lhe pedem, sem usar a imaginação. Não pensa em melhorar, em produzir mais. Não se empenha. É o burocrata comprometido com preguiçosa rotina, entediado com as tarefas que lhe foram confiadas. Dinâmica A pessoa considera as necessi-

Crédito: http://www.socialdaverdade.com.br.

tiva, longas psicografias, multidões a atender, horas intermináveis, madrugada adentro... Perguntaram-lhe como conseguia manter-se firme, sereno, atencioso, ligado no trabalho... O médium respondeu numa única palavra: – Aceitação. Em meus tempos de bancário, funcionário do Banco do Brasil, deparava-me com colegas insatisfeitos, não obstante trabalharem na maior instituição financeira do país, que remunerava regiamente seus funcionários. Conversávamos a respeito. Eu dizia: – Ruim para você e para o Banco trabalhar de má vontade, insatisfeito, como se estivesse carregando o peso do Mundo nas costas. E vinha a ladainha: – Odeio o serviço bancário! A chefia é incompetente e autori-

tária! Acho horrível a escravidão do horário! – Então, meu caro, por que não pede demissão e vai cuidar da vida? Você não é obrigado a vincular-se a um serviço que lhe é indesejável! Na verdade, contam-se nos dedos os que enxergam no serviço bancário a profissão ideal. Rotinas cansativas, salário insatisfatório, excesso de trabalho, jornadas além do horário normal, pressões da administração… Aqui entra a aceitação de que fala Chico.

Considera que é preciso trabalhar no campo do Bem, fazer algo em favor do semelhante... Essa aceitação de tarefas por mera obrigação é indesejável. São os voluntários que, invariavelmente, fazem menos do que lhe foi confiado, na base do chegar depois e sair antes. Lembram a expressão evangélica (Lucas, 17:10): …quando fizerdes tudo que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer. Melhor é a aceitação dinâmica das tarefas, inspirada no amor ao serviço. É o voluntário que se empenha, que vibra com seu trabalho, que sempre chega mais cedo e não tem pressa de sair. Este atinge o patamar ideal, algo bem mais importante do que um simples servidor, conforme afirma Jesus ( João, 15:14 e 17): Vós sois meus amigos, se f izerdes o que eu vos mando. E explica o que espera de nós: Amai-vos uns aos outros. Na dinâmica do trabalho, estaremos sempre servindo a alguém, seja na atividade profissional, no lar, na sociedade, na instituição filantrópica. Se o fizermos com amor, faremos bem feito. Mais que isso, será ao próprio Cristo que estaremos servindo. Era o que Chico fazia. Por isso, não lhe pesavam os compromissos e dificuldades. Exercitava a aceitação dinâmica de quem ama o que faz pelo próximo, porque o próximo ama. r


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Os pais e a juventude espírita Na juventude, tudo toma uma proporção maior.

wellingtonbalbo@tribunaespirita.org

A juventude é uma das mais

interessantes fases da existência humana. Na juventude lidamos com medos, incertezas, dúvidas envolvendo relacionamento afetivo e profissão, autoafirmação, busca pela aceitação, conflitos íntimos e uma infinidade de situações. Não que nas demais fases da existência

a segundo plano para cuidar do filho que chega. Mas há também a questão que envolve as drogas de todos os matizes, incluindo nesse rol o álcool que, lamentavelmente, conta com a complacência dos pais e da sociedade. As primeiras experiências dos jovens com bebidas alcoólicas se dão geralmente na presença dos pais que muitas vezes estimulam o adolescente a experimentar a famosa “cervejinha”. O jovem adentra o mundo das drogas, não raro, pela larga porta da curiosidade, muitas vezes promovida pela falta de diálogo com os pais ou ainda para ser aceito na turma de “amigos”. Daí a importância da família na formação de valores do Ser. A base familiar é fundamental para ajudar o jovem a superar seus dilemas

Crédito: http://www.hypescience.com.

Wellington Balbo

não se passe por isso, todavia, na juventude, talvez pela vivacidade ou efervescência dos hormônios, tudo toma proporção muito maior e, as vezes, até assustadora. Tanto é que inúmeros jovens ficam à margem do caminho e entregamse aos vícios de todos os matizes porque não souberam lidar com os desafios que se apresentam. Também há aqueles e aquelas que sucumbem às paixões avassaladoras e precipitam-se pelos caminhos do sexo antes do amor, as garotas acabam por engravidar e muitas vezes os garotos acabam por “sumir” às responsabilidades. Nascem assim famílias incompletas em que crianças educam crianças. O resultado na maioria das vezes compromete a educação do conjunto porque as garotas são mães despreparadas e têm de relegar a própria educação

íntimos sem grandes atropelos. Nesse quesito o conhecimento espírita ganha significativo destaque porquanto oferece bases sólidas para um comportamento digno e regrado. Kardec fez questão de pautar o Espiritismo pela ótica da educação sistêmica do Ser; uma educação que visa além das conquistas intelectuais desenvolver o senso moral construindo joias como a fraternidade, solidariedade, compreensão e altruísmo no coração humano; ou seja, uma educação que chacoalha o espírito em busca de seu autodescobrimento. No entanto, forçoso admitir que Kardec e a Espiritualidade ofereceram a teoria. A questão prática da aplicação dos princípios espíritas na educação dos jovens compete aos pais e educadores ministrar. Se os princípios espíritas não forem aplicados, infelizmente o Espiritismo torna-se apenas páginas bem escritas, simplesmente páginas bem escritas. Não era este o objetivo do codificador, sua intenção foi mostrar que o Espiritismo deve ser aplicado nas relações humanas, principalmente nas que estão sacramentadas pelos laços de família, propiciando aos pais guiar os filhos pelas veredas seguras do ideal cristão, facilitando caminhos e apontando diretrizes aos jovens em suas mais complexas dúvidas existenciais. Portanto, cabe aos pais adaptar a linguagem espírita à realidade do jovem, deixando o conhecimento acessível e agradável para que mais fácil seja sua assimilação, para isso não é necessário grandes prodígios, apenas criatividade e estudo das obras básicas de Allan Kardec. r


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Solidariedade O Natal significa a lembrança da perene mensagem de amor.

Orson Peter Carrara

orson@tribunaespirita.org

Esta palavra ou esta virtude fica

Crédito: http://psicologia.mauriciodenassau.edu.br

em clara evidência por ocasião do Natal. Muito natural, em face ao próprio clima natalino que domina a sociedade e motiva ações em favor do próximo. Embora ela esteja sempre presente nas ações humanas, muitas vezes de forma oculta ou anônima, é no Natal que mais há movimentações nesse sentido. É que ela, a solidariedade, é filha do amor ou da caridade. A caridade pensa antes nos outros e vai ao encontro das necessidades do próximo. Inspirada pela presença do Cristo no

planeta e desenvolvida por vários de seus missionários que vieram ao planeta, ela se contagia nos corações humanos por ocasião do Natal. É que nos deixamos, todos, envolver pela doce lembrança do Mestre da Humanidade, que nos pede, sim, aliviar as agruras humanas onde pudermos. Isso inclui a comida, o remédio, o brinquedo, a roupa, mas também a gentileza, o afeto, a paciência, a tolerância... Melhor que incorporássemos todas essas virtudes no cotidiano de cada dia. Muito mais que as luzes externas do Natal, que enfeitam as casas e criam os apelos comerciais,

o Natal significa a lembrança da perene mensagem de amor. Muito mais que presentes e eventos de alimentação, que nossas atitudes reflitam as luzes interiores que vamos adquirindo com a noção do dever que temos de espalhar e viver o amor em suas várias manifestações, especialmente aquelas que atenuem, aliviem, o ambiente onde vivemos, com quem vivemos. Sim, movimentemos ações solidárias, integremos equipes, apoiemos iniciativas. Aqui na cidade, com em tantas outras, em instituições, há decisões e planejamentos diversos para que não

falte alimento, roupa, lazer e nem carinho para quem se sente sozinho ou aflito por razões que nem sempre alcançaremos. A conhecida frase SEJA SOLIDÁRIO PARA NÃO SER SOLITÁRIO é de grande expressão e devemos pensar nela. Quando nos estendemos as mãos mutuamente, nos tornamos ligados por laços indestrutíveis, onde se incluem a amizade, a gratidão e, claro, a consciência do dever. Nesse momento difícil e desafiador da humanidade, com o império das drogas, da violência e da corrupção, ergamos a decisão de algo fazer, continuando a fazer, para levar felicidade a quem se sente solitário e aflito. Que as músicas comoventes do Natal nos sensibilizem para as ações no bem, da caridade, do amor. Crianças, idosos, homens e mulheres, não importa. Sempre haverá alguém em conflito, com dúvidas, com dificuldades. Sejamos nós aqueles que chegam com o sorriso, a compreensão, o estímulo. Para fazermos a vida melhor. r


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Imortalidade, reencarnação e evolução A reencarnação estreita os laços de afeição.

rogeriocoelho@tribunaespirita.org

“Tudo morre para renascer e

nada sofre o aniquilamento.” – Santo Agostinho1 A pluralidade das existências liga-se, inseparavelmente à progressão gradativa... A crer-se na unicidade da existência, ou melhor, na doutrina antirreencarnacionista, muitas questões insolúveis se apresentariam; a justiça divina ficaria inviável e a evolução se engessaria no cimento dos ancilosados dogmas medievais gerados pela ignorância... Justiça divina e unicidade das existências são totalmente incompatíveis. Como se explicariam os desníveis sociais e econômicos, as condições de saúde e doença? Mas as dificuldades não parariam aí, pois se somos criados para atingir a perfeição e a felicidade sem

Crédito: http://divagandoalto.blogspot.com

Rogério Coelho

mescla, como tecer a “veste nupcial” em algumas dezenas de anos? E aqueles que morrem todos os dias sem terem tido a mínima chance de se elevarem, visto terem vivido em meios adversos? Tais questões se multiplicariam ao infinito e convidamos quaisquer religiões ou filosofias a equacioná-las racionalmente tendo um dos elementos da equação como a unicidade das existências. Impossível!... Só na reencarnação lograremos encontrar auxílio para a compreensão dos grandes enigmas apresentados pela vida. Aliás, não somente os enigmas encontrariam explicações convincentes como também se resolve – lógica e facilmente – a questão da evolução gradativa até ao coroamento da emancipação espiritual. A criatura que em uma existência não conseguisse o “passaporte” para as moradas superiores da Casa do Pai, teria nova chance com a reencarnação seguinte, oportunidade que se renovaria sucessivamente até a alforria final. Aprendemos com Allan Kardec2: “Com a reencarnação e o progresso a que dá lugar, todos os que se amaram

tornam a encontrar-se na Terra e no Espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e daí o estreitamento dos laços de afeição”. Justiça Divina, Imortalidade da Alma, Reencarnação e Evolução,

são termos da equação da vida, e não pode ser de outra forma, vez que “tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento”. Não é sem motivo que a frase escolhida para ser estampada no túmulo de Kardec foi esta: “Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sem cessar, tal é a lei”. r 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 129.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. III, item 19. 2. Idem, ibidem, cap. IV, item 22, § 2º.


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“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” – Mateus 5:7 Médicos são verdadeiros representantes da misericórdia divina na terra, mas precisam manter-se sintonizados com o Alto. daí, uma ou mais vezes por semana, esse abençoado profissional visitava minha mãe. E a cada visita, aquietava-se, confiante com sua presença e passava alguns dias bem, embora com câncer em fase terminal. Lembro-me com emoção das visitas do Dr. Márcio em pleno domingo à tarde. Quando ele entrava na casa de minha mãe, suas esperanças se renovavam. E esse ritual maravilhoso se prolongou até a sua partida. Nunca consegui pagar qualquer dessas consultas a esse generoso e abençoado médico. Mas, a ele devo o alívio e a serenidade que antecederam o desencarne de minha mãe.

Sidney Francese Fernandes sidney@tribunaespirita.org

sou submeter-se a séria cirurgia abdominal, para a retirada de um tumor maligno. Não obstante os bons prognósticos de seu médicocirurgião, seu médico clínico me chamou particularmente. Informava que minha mãe teria uma vida normal por cinco anos. No entanto, após esse tempo, mesmo com todos os recursos da ciência, provavelmente a doença retornaria em fase terminal. O clínico tinha razão. Em 1982, após cinco anos bem vividos junto dos familiares, iniciava-se um processo de acompanhamento em direção ao desencarne. Eu esperava pacientemente, acompanhando-a, procurando minimizar seus desconfortos. Não tinha dores. Mas, de vez em quando reclamava que os medicamentos não estavam fazendo efeito. Nada mais havia o que se fazer senão minimizar seus medos e suas angústias. Não obstante todo o carinho que estávamos prestando, faltava alguma coisa. Foi quando tive a ideia de solicitar ao seu médico – Dr. Márcio Tolentino – de Bauru (SP), que a visitasse periodicamente. A partir

Crédito: http://dilneimartins.blogspot.com

Em 1977 minha mãe preci-

Um verdadeiro apóstolo do Divino na Terra. Deus o abençoe sempre. *** Diz André Luiz no Livro Libertação, que “todos os médicos contam com amigos espirituais que os auxiliam. A saúde humana é dos mais preciosos dons divinos.” No entanto André Luiz destaca que o plano espiritual às vezes encontra dificuldades para assisti-los porque “nossa colaboração não pode ultrapassar o campo receptivo daquele que se interessa pela cura alheia”. Isto é, médicos são verdadeiros representantes da misericórdia divina na terra, mas precisam man-

ter-se sintonizados com o Alto, seja lá qual for a sua religião. Bem-aventurados aqueles que oram, que levam a sério sua profissão. Bem -aventurados os que se revestem da missão divina que Deus lhes outorgou e espalham alívio e esperança aos seus pacientes. Agindo com diligência, interesse e boa vontade, esses profissionais acabam se tornando extraordinários agentes do bem. Sem dúvida, contam com sua competência e experiência, mas acima de tudo são inspirados pelos médicos da espiritualidade. Espalham misericórdia! Com certeza alcançarão misericórdia. r


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Uma evangelização transformadora Promover a Educação Espírita Infantojuvenil é tarefa essencial e urgente.

Marcus De Mario

marcusdemario@tribunaespirita.org

Na cidade do Rio de Janeiro,

envolvendo as quintas-feiras dos meses de outubro e novembro, tivemos ocasião de desenvolver o Curso de Formação de Educadores Espíritas, quando apresentamos o Projeto Educação do Espírito, uma adaptação do trabalho implementado em duas instituições espíritas da cidade do Rio de Janeiro, que tem obtido êxito, e que não podíamos deixar restrito no âmbito de apenas dois centros espíritas. Devemos ressaltar, a bem da verdade, que o trabalho é coletivo, pois dele participaram inúmeras pessoas com suas ideias, críticas, sugestões, conhecimentos e entusiasmo. A primeira experiência pedagógica transformadora surgiu no Centro Espírita Humildade e Amor, com sede no bairro de Irajá, quando desenvolvemos o chamado Apoio Escolar no âmbito do Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita, funcionando às quartas-feiras em dois turnos, manhã e tarde, e tendo por clientela filhos das famílias amparadas pela casa, na faixa etária de 7 a 14 anos. Já na Associação Espírita Lar de Lola, com sede no bairro de Ramos, a experiência, embora

igualmente vinculada à área de assistência e promoção social, voltou-se para a implementação da chamada evangelização espírita, aos sábados pela manhã, com o diferencial de atender a família de forma integral, e não apenas as crianças e adolescentes. Naturalmente cada experiência teve suas particularidades, mas trabalhamos a essência do projeto, pois tomamos cuidado, nas adaptações que se fizeram necessárias, de seguir um padrão, um mesmo modelo, ou seja, o Projeto Educação do Espírito. Ele é um novo paradigma para o Centro Espírita, mas perfeitamente exequível, desde que os responsáveis – diretores, dirigentes e educadores – acreditem na proposta e preparem-se adequadamente, através de intensas reuniões pedagógicas, para o desenvolvimento da Educação Espírita Infantojuvenil. O que torna o Projeto Educação do Espírito inovador e transformador, é o fato de considerar as salas como Espaços de Aprendizagem Coletiva, ou salas de trabalho, tendo por base o trabalho desenvolvido por Pestalozzi, no Instituto de Yverdon. Idealizamos os educandos trabalhando em grupo através de projetos de pesquisa, com o educador no papel de orientador e facilitador. Também caracteriza o projeto o fato de dar aos educandos plena autonomia para o desenvolvimento das atividades. Além da inspiração de Pestalozzi, de Eurípedes Barsanulfo e Anália Franco, educadores espíritas que muito contribuíram para um novo paradigma na educação, igualmente nos apoiamos no projeto educacional da Escola da Ponte (Portugal) e do Projeto Âncora

(Cotia/SP), tendo à frente o educador José Pacheco. Justificativa do projeto Considerando que o Espiritismo, como doutrina de educação do ser imortal, tem por objetivo a formação do homem de bem e a consequente transformação moral do indivíduo e da sociedade, entendemos que isso só pode ser alcançado pela aplicação da educação moral desde a infância, servindo de antídoto eficaz contra o materialismo, o egoísmo e a indiferença que ainda caracterizam as gerações de espíritos reencarnados. E como o Centro Espírita é escola de almas, a Educação Espírita Infantojuvenil, também conhecida como Evangelização Espírita, é tarefa essencial e urgente a ser desenvolvida para que o amor, a caridade e a ética promovam homens de bem e um planeta de regeneração.

Objetivos do projeto 1 - Desenvolver o senso moral do educando. 2 - Conscientizar o educando de sua realidade como espírito imortal. 3 - Discutir e analisar valores éticos. 4 - Permitir a inclusão social e cultural. 5 - Estimular a integração dos pais no processo da educação espírita infantojuvenil. Projeto Educação do Espírito O projeto está disponibilizado gratuitamente para leitura e download, no site Orientação Espírita – www.orientacaoespirita.org. A aplicação do Curso de Formação de Educadores Espíritas pode acontecer em qualquer localidade, na forma de seminário ou curso intensivo. Os interessados podem entrar em contato também através do site. r


Araraquara, dezembro de 2013

De Allan Kardec

Da Redação

contato@tribunaespirita.org

O jornal TRIBUNA ESPÍRITA seleciona trechos da Revista Espírita, fundada por Kardec em 1858, para refletir sobre a importância das virtudes do discernimento e do bom senso, tão necessários para a prática espírita. Afinal, os espíritas devem sempre refletir sobre o que leem, o que fazem e como fazem, e seu critério de discernimento e bom senso deve apoiar-se na lógica. São vocábulos que nunca podem faltar na prática espírita. Uma pessoa sem discernimento é alguém que age impensadamente, sem reflexão; discernimento é exatamente uma apreciação prévia de fatos e situações, prudência no agir, refletindo antecipadamente. Bom senso é a faculdade de discernir, de julgar, de raciocinar. Como espíritas somos sempre convidados a refletir sobre o que lemos, o que fazemos, como fazemos. O critério de discernimento e bom senso deve estar apoiado na lógica, mas especialmente ligado ao bem geral. Isto exige atenção, amadurecimento, conhecimento. Allan Kardec, O Codificador da Doutrina Espírita, é reconhecido pelos espíritas como o “bom senso encarnado”, tamanha sua capacidade de refletida análise – que bem demonstrou em seus escritos – diante dos fenômenos que teve oportunidade de presenciar e estudar. A própria aceitação pessoal da realidade das manifestações esteve sujeita a esta característica de sua personalidade, acostumada à análise ponderada e cuidadosa de fatos, situações e novidades que a vida lhe apresentava. É interessante ponderar sobre este

aspecto da personalidade do então professor Rivail, pois o detalhe foi de máxima importância na organização do corpo doutrinário do Espiritismo, já que ele tudo submetia à análise prévia da razão, da lógica e do bom senso. Encarando os fenômenos apresentados pelas manifestações dos Espíritos, Allan Kardec estudou-os e os submeteu a rigoroso método científico de observação, optando pela publicação daquilo que ficou conhecido como a “universalidade dos ensinos”, quer dizer: os ensinos foram os mesmos, ainda que recebidos por médiuns desconhecidos entre si, de diversos pontos do planeta, e primavam pela concordância entre si. Fato notável esse, pois essa concordância é que dá garantia dos ensinos. Os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso. Dessas reflexões, destacamos trecho importante colhido na Revista Espírita1: “Sabemos que os Espíritos estão longe de possuir a soberana ciência e que se podem enganar; que, por vezes, emitem ideias próprias, justas ou falsas; que os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso, aquilo que é racional daquilo que é ilógico. É por isso que nada aceitamos de olhos fechados. Assim, não haveria ensino proveitoso sem discussão. Mas, como discutir comunicações com médiuns que não suportam a menor controvérsia, que se melindram com uma observação crítica, com uma simples observação, e acham mal que não se aplaudam as coisas que recebem, mesmo aquelas lançadas de grosseiras heresias científicas? Essa pretensão estaria deslocada se o que escrevem fosse produto de sua inteligência; é ridícula desde que eles não são mais que instrumentos passivos, pois se assemelham a um ator que ficaria ofuscado, se nós achássemos maus os versos que tem de declamar. Seu próprio Espírito não se pode chocar com uma crítica que não o atinge; então é o próprio comunicante que se magoa e transmite ao médium a sua impressão. Por isto o Espírito trai a sua influência, porque quer impor as suas ideias pela fé

cega e não pelo raciocínio ou, o que dá no mesmo, porque só ele quer raciocinar. Disso resulta que o médium que se acha com tais disposições está sob o império de um Espírito que merece pouca confiança, desde que mostra mais orgulho que saber. Assim, sabemos que os Espíritos dessa categoria geralmente afastam seus médiuns dos centros onde não são aceitos sem reservas. Esse capricho, em médiuns assim atingidos, é um grande obstáculo ao estudo. Se só buscássemos o efeito, isto seria sem importância; mas como buscamos a instrução, não podemos deixar de discutir, mesmo com o risco de desagradar aos médiuns. (...) Aos seus olhos, os obsedados são aqueles que não se inclinam diante de suas comunicações. Alguns levam a sua susceptibilidade a ponto de se formalizarem com a prioridade dada à leitura das comunicações recebidas por outros médiuns. Por que uma comunicação é preferida à sua? Compreende-se o mal-estar imposto por tal situação. Felizmente, no interesse da ciência espírita, nem todos são assim (...)”.2 Devemos ter o bom senso de analisar criteriosamente tudo o que venha dos Espíritos Observem os leitores que a simples citação, no início do texto, indicando que os Espíritos não sabem tudo, que podem se enganar e emitir ideias próprias, já por si só convida ao bom senso de analisar criteriosamente tudo que venha dos Espíritos. Este simples cuidado é capaz de afastar toda investida de misticismo que possa haver por iniciativa dos Espíritos ou mesmo no comportamento que venha dos encarnados, uma vez que sabendo, por antecedência, que os Espíritos estão ainda em patamares de evolução e limitados em seu saber e moralidade, teremos o cuidado de avaliar e refletir, usando o discernimento e o bom senso nessas avaliações. Por outro lado, sem envolver-se diretamente com os fenômenos advindos da mediunidade, a própria vida do espírita, em particular, suas ações e engajamento no movimento espírita também solicitam a aplicação desses dois princípios. Seja na

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conduta, seja na vida social ou familiar, pois são princípios norteadores de uma vida equilibrada. Usando-os, sempre teremos onde nos apoiar. A continuidade do texto apresentado por Kardec, acima parcialmente transcrito, permite alargar o horizonte de observação para outro aspecto marcante deste tesouro espiritual chamado Espiritismo. É que, estudando-o metodicamente – com o mesmo sentido observador e crítico, característico do discernimento e do bom senso –, alcançaremos um degrau importante no entendimento de sua proposta: seremos adeptos esclarecidos, conscientes, coerentes. O espírita tem o dever de agir em favor de seus irmãos, enquanto age pelo próprio progresso. Adeptos esclarecidos, conscientes, coerentes formarão a própria consciência espírita; esta consciência espírita permitirá saber que rumo tomar, que diretrizes usar, identificar descompassos na prática espírita – inclusive de dirigentes, que também são seres em aperfeiçoamento e experiências necessárias – para agir com segurança. Ora, é esta mesma consciência espírita que faz o espírita compreender o dever de agir em favor de seus irmãos, enquanto age concomitantemente pelo próprio progresso; é ela mesma que toma posições, que não se deixa abater pelos obstáculos, que não se afasta da Doutrina em virtude de comportamentos equivocados de companheiros espíritas, enfim que já desperta para o grave compromisso de estarmos reencarnados. Efeitos naturais de uma consciência espírita formada pelo estudo e embasada pelas virtudes do discernimento e do bom senso, caminhos seguros para o espírita consciente. E já que o Espiritismo não está restrito à prática mediúnica, o campo é vasto e pede ponderada análise do que estamos fazendo. r 1. Publicação fundada por Allan Kardec em 1858. 2. Trecho parcial de discurso de Kardec na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, na abertura do ano social, em 1º de abril de 1862 (extraído da Revista Espírita de junho de 1862, ano V, vol. 6, edição EDICEL).


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Araraquara, dezembro de 2013

Presente de Natal Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem ela criaremos inúmeros obstáculos entre nós e a felicidade.

cleberdantas@tribunaespirita.org

Na reta final de 2013, quantas

lições tivemos??? Quantas oportunidades de aprendizado irmãos da espiritualidade nos concederam?

família, devido à pobreza extrema, e que levava a vida a pedir perambulando pelos caminhos da humilhação, quando aqui encarnado, após narrar alguns detalhes tristes nos diz: “Meu maior sonho era se um dia JESUS permitisse eu entrar em uma casa que tivesse uma família de verdade em uma noite de natal. Eu só queria sentir um abraço com carinho... Sentir que alguém notasse minha presença com amor. Mas não deu tempo, fui atropelado dias antes do natal.” Após 3 anos, em outra reunião mediúnica, novamente o mesmo espírito retorna, e nos diz que desejava trazer uma mensagem

de natal. (Estávamos a 4 dias do natal). Ao término de sua mensagem, todos estávamos emocionados, então ele conclui nos informando, que éramos a família que ele pediu à JESUS para estar na noite de natal... Neste período natalino onde ficamos um pouco mais amáveis em termos de relacionamento com o próximo, fazemos um convite. Porque não visitamos um abrigo de idosos, ou de crianças sem família, talvez auxiliarmos na arrecadação e formação de cestas de natal destinados aos carentes? Em nossas preces, incluirmos pedidos de amparo aos mendigos

Porque não visitamos um abrigo de idosos, ou de crianças sem família, talvez auxiliarmos na arrecadação e formação de cestas de natal destinados aos carentes?

Crédito: Vanderléia Macalossi. http://www.escolabolshoi.com.br

Cleber Dantas

Mesmo assim ainda ouvimos dentro das casas espíritas, irmãos em queixumes de que só queriam ser um pouco mais felizes... Se pararmos de nos lamentar, veremos que a felicidade está nos chamando para vida nova. Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem ela criaremos inúmeros obstáculos entre nós e a felicidade. Em 2008 tivemos uma lição sábia em uma reunião mediúnica: Em um diálogo fraterno de aprendizado através do intercâmbio concedido pelo CRIADOR, uma entidade afirmando que quando criança fora abandonada pela

e andarilhos, pois em termos de evolução, somos andarilhos do tempo e mendigos de paciência perante o CRIADOR. E se algum ente quer ido pediu à JESUS estar conosco neste natal e lhe foi concedido o requisito; Estaremos em paz conosco para corresponder a este ato de amor? Se JESUS nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração. Meditemos... Que fluidos de harmonia e paz nos envolvam em 2014! r


Araraquara, dezembro de 2013

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Tribuna espirita dez 2013  
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