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14.000 EXEMPLARES – DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – ARARAQUARA, BAURU E MATÃO/SP – MAIO DE 2014 – ANO 1 – Nº 08

Animais: alma e sobrevivência E a vida espiritual dos animais? página 10

“Causa e Efeito” estreia em julho

Juiz de Direito coordena encontro com jovens em Araraquara Dia 27 de abril, domingo, das 8 às 12h. Local: Centro Espírita Ismael – Rua Voluntários da Pátria, 642 em Araraquara-SP, com Alessandro Viana de Paula, de ItapetiningaSP.Araraquara Tema: O jovem espírita no contexto familiar recebe dezenas de Informações e inscrições com Liz: cidades vários estados (16) 3214-9677de / (16) 99601-0889 / liz_rajab@yahoo.com.br página 4

Lotemos os cinemas e prestigiemos a produção que leva Doutrina Espírita para os telões. Página 8

Encontro Cairbar Schutel abre inscrições Evento, previsto para setembro, tem valor menor para inscrições até 30 de junho. Página 7


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Editorial

Uma especial edição

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edição de maio chega muito especial ao leitor. Antecipada para motivar participação no seminário com Haroldo Dutra, o jornal chega com uma matéria que sempre chama atenção: os animais, esses companheiros domésticos que demonstram sentimentos e relativo grau de inteligência. Por outro lado, a aproximação do Encontro Cairbar Schutel – previsto para setembro – traz para o jornal a abertura das inscrições e as primeiras informações. O leitor ainda encontra matéria sobre o lançamento de CD comemorativo ao centenário de desencarnação de Augusto dos Anjos, o espírito que mais colaborou na obra Parnaso de Além Túmulo, referência na mediunidade de Chico Xavier. Destaque muito oportuno sobre o centenário de Irmã Dulce, chamada também como “o anjo bom da Bahia” e convoca a família espírita nacional para o lançamento do filme Causa e Efeito, previsto para estreia nos cinemas no dia 3 de julho. Na seção reportagem trazemos breve entrevista sobre a Colônia Espírita Fraternidade, situada em Avaré-SP. Por fim, uma vez mais renovamos o convite ao leitor e às instituições para que nos ajudem na distribuição do jornal. r

Vejam o que ele escreveu Texto está no livro “Médiuns e Mediunidades”. Orson Peter Carrara

orsonpeter92@gmail.com

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brir fronteiras, destemidamente. Enfrentar preconceitos, derrubar barreiras, alterar paradigmas. Estas entre outras ações corajosas constituem o perfil de um bandeirante. Como o conhecimento espírita e sua divulgação não foi diferente. Foram precisos homens decididos, conscientes. Um deles se destaca na história: Cairbar de Souza Schutel. Aquele que foi cognominado O Bandeirante do Espiritismo nasceu em 22 de setembro de 1868, portanto há quase 150 anos, no Rio de Janeiro. Depois de passagens por Itápolis e Piracicaba, fixou-se em Matão, tornando-se seu primeiro Prefeito, e fundou em 15 de julho de 1905 o Centro Espírita Amantes da Pobreza; em 15 de agosto de 1905 fundou o jornal O Clarim; posteriormente, em 1925, a Revista Internacional de Espiritismo, tradicionais publicações de circulação internacional. Schutel foi pioneiro da divulgação espírita pelo rádio e suas iniciativas humanitárias em favor da coletividade, bem antes de tornar-se espírita, falam bem da grandeza de seu coração. Amava e socorria os pobres, amparando-os material e espiritualmente, estendendo sua atenção até mesmo para com os animais.

Foi na vivência espírita, todavia, que sua personalidade mostrou-se ainda mais grandiosa. Seus exemplos de amor ao próximo e de dedicação ao estudo e divulgação do Espiritismo sensibilizaram o país e ultrapassaram as fronteiras do território nacional. Escreveu inúmeros livros, entre eles o notável Parábolas e Ensinos de Jesus, que destacam – como indica o próprio título – os ensinos do Mestre da Humanidade. Seu trabalho, todavia, continua. Embora sua desencarnação tenha ocorrido antes de completar 70 anos, no dia 30 de janeiro de 1938, sua editora continuou através das décadas, apesar de todas as dificuldades encontradas, e continua ativa distribuindo luzes através de suas publicações mensais e livros que continua a editar. E não é só. Através dos médiuns Chico e Divaldo nosso Schutel trouxe também sua firmeza doutrinária e o estímulo em páginas conhecidas e instrutivas. E, atualmente, é conhecida sua atuação em favor da expansão do pensamento espírita. Exemplo notável de dedicação, de persistência, de confiança na vida, de lucidez na importância do pensamento espírita em favor do equilíbrio e da serenidade humana. Inspiração que deve nortear os passos de todos aqueles que nos dedicamos à liderança e à divulgação espírita pela palavra ou pela escrita, especialmente agora que os modernos recursos da tecnologia se fazem tão presentes. Notemos, o que ele escreveu em um de seus livros: “(...) Os que têm o dom da palavra, falem, façam palestras públicas, conferências; os que têm o dom

de escrever, escrevam; e os que não podem coordenar ideias, copiem escritos doutrinários insertos nas obras espíritas e leiam por ocasião das reuniões, que devem ser em dias determinados e de portas abertas, com entrada franca. Não podemos compreender a atitude de Centros Espíritas que resumem seus deveres no exercício de uma ou duas sessões por semana, entre meia dúzia de pessoas. `A luz não deve ficar sob o alqueire`, é preciso que seja posta no velador.” Concorda o leitor? A transcrição é parcial e consta do livro Médiuns e Mediunidades, de Cairbar Schutel, editado pela Casa Editora O Clarim. Uma página esquecida, constante do capítulo Os Deveres de Propaganda, às páginas 93 e 94 da 10a edição de julho de 2001. Em todos os seus livros o espírito de pesquisa, a ponderação lúcida, o esforço por explicar e raciocinar com o leitor. Especialmente, porém, destaca-se sua firmeza doutrinária ao lado de grande humildade. Um exemplo, pois, a seguir. r


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Um centenário expressivo no Brasil – Irmã Dulce Religiosa foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz em 1988. Redação

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o mesmo ano em que se comemora os 150 anos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, na história do Espiritismo, as doces lições que estimulam a caridade em toda sua expressão com os fundamentos nas lições de Jesus, alcançamos também o centenário de Irmã Dulce, uma carta viva do Evangelho na pátria brasileira. Nascida em Salvador (BA) no dia 26 de maio de 1914, Maria Rita de Sousa Brito Lopes – filha de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes e do Dr. Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia – ficou mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo recebido e epíteto de “o anjo bom da Bahia”.

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Irmã Dulce ganhou notoriedade por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, obras essas que ela praticava desde muito cedo. Na juventude já lotava a

casa de seus pais acolhendo doentes. Ela também criou e ajudou a criar várias instituições filantrópicas: uma das mais importantes e famosas é o Hospital Santo Antônio, que foi

Filantropia e caridade Jesus foi o exemplo vivo de todas as modalidades de caridade Rogério Coelho

Se eu não tiver caridade, nada me aproveita.” – Paulo. (I Cor., 13:3) Há que se distinguir a filantropia da caridade. Quem se diz discípulo do Cristo não age tão somente ao nível raso da filantropia, mas, aprofunda-se no mister do bem até atingir a região da vera caridade. Não que a filantropia seja inócua, mas, do cristão exige-se mais. Assim, pode-se: - repartir moedas, a mãoscheia; - distribuir tecidos e agasalhos;

rcoelho47@yahoo.com.br

- atender aos enfermos com medicação; - ofertar pão aos esfaimados; - doar haveres e coisas aos desafortunados, e, no entanto, tudo isso pode apenas ser filantropia superficial e nada aproveitar àquele que oferece. Porém, se, ao repartir, distribuir, atender, ofertar e doar, adicionarmos a esses gestos: - o sentimento de amizade em relação ao carente; - vazá-los em nobres vibrações de compreensão;

- adicionarmos a afabilidade e a gentileza fraternal; - erguermos o caído com palavras de bondade; - abrasarmos o óbolo com envolvimento emocional; somente assim, elevaremos a mera filantropia a foros de vera caridade... Segundo informes da nobre Mentora de Divaldo Franco, Joanna de Ângelis1, “(...) a caridade é algo mais que o simples ato de dar. Certamente a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a

construído no lugar do galinheiro do Convento Santo Antônio. Irmã Dulce foi uma das mais importantes, influentes e notórias ativistas humanitárias do século XX. Suas grandes obras de caridade são referência nacional, e ganharam repercussão pelo mundo, tanto que seu nome é sempre relacionado à caridade e amor ao próximo. Por causa de um enfisema pulmonar, Irmã Dulce viveu os últimos 30 anos da sua vida com a saúde abalada seriamente – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida e chegou a pesar 38 quilos. Entretanto, nem mesmo a doença a impediu de construir e manter uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país. Morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. Seu legado de amor e sua biografia surgem como oportunidade de pesquisa e estudo na construção de um mundo melhor, como todos desejamos, especialmente considerando seu perfil humanitário voltado à caridade. Em seu centenário de nascimento, nossa homenagem de gratidão. r caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente”. Destarte, há que se impregnar a beneficência com o odor da indulgência, da compaixão, da tolerância, da humildade, da piedade, da oração intercessória, da paciência enobrecida, da educação, sem o que nada disso redundaria em proveito para nós. Lembremo-nos de Jesus que, no difícil convívio com os homens, foi o exemplo vivo de todas as modalidades de caridade, não permanecendo tão somente na superficial região da filantropia, mas, atingindo o fulcro da virtude superior em todos os Seus gestos filtrados nas mais alcandoradas expressões de nobreza, carinho e compreensão. r 1. FRANCO, Divaldo. Vigilância. cap. 13.


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Mestre, Guia e Modelo Durante seus diálogos, Jesus nunca perdia a chance de ensinar. Marcus De Mario

marcusdemario@gmail.com

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em todas as pessoas, mesmo ligadas a uma doutrina religiosa, conhecem realmente Jesus e seu significado para o homem e a humanidade. Envolto em mistérios, explicações místicas, debates históricos e confundido, muitas vezes, com Deus, Ele permanece distante do cotidiano da vida, quando, na verdade, deveria estar presente nos corações e nas mentes de todos nós. O Espiritismo, no devido tempo, como Consolador Prometido, veio desmistificar Jesus e revelar realmente quem Ele é, sua missão e sua importância. Mas antes do Espiritismo, o próprio Jesus revelou-se, como transcrito pelo apóstolo Mateus e igualmente por Marcos em seus Evangelhos: “E veio Jesus para os lados de Cesaréia de Felipe, e interrogou seus

discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que é o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem que é

João Batista, mas outros que é Elias, e outros que Jeremias ou alguns dos Profetas. Disse-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que sou eu? Respondendo

Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, filho do Deus vivo. E respondendo Jesus, lhe disse: Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai, que está nos céus”. (Mateus, 16: 13-17). A designação “Tu é o Cristo” significa que Jesus é o Messias, o Ungido (Abençoado por Deus), o Enviado Divino. A palavra Cristo é um título, portanto Ele confirmou que era aquele anunciado pelos profetas, daí também nos referirmos a Ele como Jesus, o Cristo. Esse termo teve origem nas traduções gregas dos Evangelhos. Em seus magistrais diálogos com as pessoas, quando nunca perdia o ensejo de ensinar, recusou todos os títulos que lhe quiseram outorgar, aceitando apenas o de

Presença de Haroldo Dutra em Araraquara Evento reúne dezenas de cidades e vários estados. Redação

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romovido pelo Instituto Cairbar Schutel, Araraquara – no interior paulista – recebe nas confortáveis instalações do CEAR – Centro de Eventos de Araraquara, com capacidade para 1.000 lugares – o notável Haroldo Dutra Dias, de Belo Horizonte (MG) com o seminário Evangelho o Sol da Imortalidade. A tarde de sábado 17 de maio fica na história do Espiritismo da cidade e da região, pela oportunidade do grande evento reunindo os espíritas. Nas edições anteriores do jornal Tribuna do Espiritismo o

redacao@institutocairbarschutel.org

leitor pode acessar pelo portal www. tribunadoespiritismo.org a divulgação feita nas edições de março e abril de 2014. E também no site do Instituto – www.institutocairbarschutel.org buscando Haroldo Dutra em Araraquara. Abaixo uma síntese biográfica do palestrante: Haroldo Dutra Dias nasceu em 20 de setembro de 1971, na cidade de Belo Horizonte (MG). Juiz de Direito por prof issão, especializou-se nas línguas hebraica, aramaica, francesa, grego clássico, paleontologia, crítica textual e tradi-

ção judaica, cursando matérias isoladas na graduação do curso de Letras, da Universidade Federal de Minas Gerais. Traduziu o Novo Testamento diretamente dos manuscritos gregos, uma tarefa gigantesca que o qualifica para uma missão grandiosa na formação do pensamento cristão contemporâneo. Espírita desde os 16 anos, vinculou-se à mocidade espírita da União Espírita Mineira, da qual é um grande colaborador. No Grupo Espírita Emmanuel, recebeu grandes lições de Evangelho com o Sr. Honório Onofre Abreu.

Mestre, porque, de fato, era essa sua missão na Terra: ensinar os homens sobre a lei divina, a realidade imortal da vida e o amor como fonte de tudo o que existe e das relações humanas. Finalmente, na questão 625 de O Livro dos Espíritos, recebemos a informação que Jesus é o “tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo”. Essa informação é corroborada pela universalidade do ensino dos Espíritos que, através de diversos médiuns, em datas e locais diferentes, estabelecem Jesus como espírito perfeito e governador planetário. Apesar da grandiosidade desse Espírito, mantém-se próximo a cada um dos seus irmãos em humanidade, quer estejam encarnados ou desencarnados, pois suas marcas são o amor e a humildade. Por isso sempre esteve no meio da multidão, ensinando na praça pública, atendendo os necessitados do corpo e da alma. E assim continua, velando por todos. Mestre, guia e modelo ontem, hoje e sempre. Conhecê-Lo e Segui-Lo é o que precisamos e devemos fazer. r Hoje, Haroldo é o Presidente do Instituto Ser – Sócio Organização de Espiritualidade e Religiosidade – que pode ser acessado pelo portal www.portalser.org. É escritor e conceituado expositor espírita, atuando no Brasil e no mundo com palestras, seminários e cursos. r


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Versos musicados do Espírito Augusto dos Anjos Centenário de morte, que ocorre em 2014, do notável poeta que mais contribuiu na obra Parnaso de Além Túmulo, é comemorado com poesias musicadas por compositor araraquarense.

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CD Número Infinito, em lançamento pelo Instituto SER, com 11 faixas (10 poesias de Augusto dos Anjos, extraídas do livro Parnaso de Além Túmulo, de Chico Xavier, por diversos espíritos e um prefácio de Allan Kardec) musicadas pelo engenheiro, músico e compositor araraquarense Zé Henrique Martiniano, que assina mais de cem músicas, em seu perfil autodidata, embora tenha

Compacto de entrevista extraída da revista eletrônica O Consolador – www.oconsolador.com estudado violão, música brasileira e jazz com professores da ECA/USP, do Conservatório de Tatuí-SP, é lançado em maio de 2014. O poeta e professor brasileiro Augusto dos Anjos (20/04/1884 – 12/11/1914), que faleceu com apenas 30 anos, deixou um único livro intitulado “Eu” que foi o suficiente para lhe colocar entre os maiores poetas brasileiros. Tinha uma profunda obsessão pela morte, por este motivo ficou conhecido como o “Poeta da morte”. Nota-se ao comparar sua obra antes e depois da desencarnação, uma profunda mudança de visão, de materialista convicto para um grande filósofo espiritualista. Martiniano, ao ler as poesias de Augusto no livro que destacou Chico Xavier para o cenário cultural e literário do país, sensibilizou-se a ponto de musicar dez poesias trazidas pelo espírito na psicografia de Chico. Trazemos aos leitores uma minientrevista com Zé Henrique:

1 - Qual o nome do CD? “Número Infinito”, nome da primeira poesia de Augusto dos Anjos, psicografada por Chico Xavier, em contraponto à sua última poesia escrita em vida, “Último Número”. Esses versos são muito importantes, porque mostram uma grande mudança do ponto de vista do poeta desencarnado, em relação ao seu marcante materialismo em vida. Vale lembrar que isso não ocorreu de imediato, visto que já estamos comemorando 100 anos de sua morte. Quem batizou o CD foi o amigo Julio Corradi, músico e produtor cultural do portal SER. Eu achei perfeito! 2 - E qual o conteúdo? O CD é composto por 11 faixas. Musicalmente, as composições tem influências da música brasileira, do jazz e da música erudita. Além de dois cantores maravilhosos que interpretam as canções, Adriana Gennari e André de Souza, convidei o coral “Coro e Osso” – conhecido grupo de Matão (SP) –, que atua em todas as faixas do CD, criando a sonoridade e atmosfera apropriadas aos arranjos. Também utilizamos uma pequena orquestra

de cordas, que acrescentou muito ao trabalho. 3 - E o que você destaca de Alexandre Caroli Rocha, em tese de Mestrado e Doutorado pela Unicamp? Caroli apresentou dissertação de Mestrado sobre alguns dos poetas de “Parnaso de Além Túmulo”, inclusive Augusto dos Anjos e defendeu tese de Doutorado sobre o caso Humberto de Campos (Irmão X). Ambas pela Unicamp. De seus estudos concluiu: “os textos psicografados continham marcas de autoria dos escritores falecidos, tanto no conteúdo como nos aspectos formais, em um nível que ia muito além da simples imitação.” Isso no curso Letras e Linguística na Unicamp, Instituto de Estudos da Linguagem, como requisito parcial para obtenção do título de doutor em Teoria e História Literária. r Notas do Tribuna do Espiritismo: 1 – A aquisição do CD poderá ser feito pelos seguintes contatos: www.lojadoser.com.br ou com o autor Zé Henrique Martiniano: zhmartiniano@gmail.com. 2 – Acesse o site do Portal: www.portalser.org. 3 – A entrevista completa com o compositor está publicada pela revista eletrônica O Consolador – visite www. oconsolador.com.


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Colônia Espírita Fraternidade em Avaré-SP Instituição assiste 150 meninos com idade entre sete e quinze anos. Compacto de entrevista concedida à revista O consolador – www.oconsolador.com

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arcos Guazzelli Neto preside a Colônia Espírita Fraternidade na cidade paulista de Avaré-SP em amplo espaço físico e bem confortáveis instalações, atendendo meninos e agregando um centro espírita de intensa atividade de estudo e divulgação espírita. Da entrevista – ainda inédita – concedida à revista eletrônica O Consolador, que pode ser acessada pelo portal www.oconsolador.com, selecionamos algumas das respostas, em trechos parciais. 3-Como se distribuem as atividades doutrinárias e promocionais em área tão extensa? Sem dúvida esse trabalho depende de um grande grupo de pessoas que dedicam amor e carinho no que fazem. São das atividades doutrinárias que saem a maior parte do voluntariado para nossos eventos de arrecadação financeira. Deixamos o trabalho voluntariado para a manutenção das atividades, enquanto o trabalho junto às crianças fica a cargo de profissionais de formação técnica em cada área de atuação, contratados e remunerados. Daí o sucesso nos resultados com os meninos. O trabalho com profissionais formados e graduados nas mais diversas áreas.

4-E do imenso público nas reuniões públicas, quais as principais observações colhidas do trabalho? (...) é que as pessoas descobrem como o trabalho voluntário é uma atividade curativa de grande valor, associado às reuniões doutrinárias. 5-Como foi a influência do conhecido Tadeu de Araxá/MG, no desenvolvimento da Instituição? (...) Foi Langerton que nos falou para conhecermos o Tadeu de Araxá. Com sua desencarnação, fomos à Araxá na Casa do Caminho onde conhecemos o

Tadeu. Mostrando grande afinidade conosco, passou assim, a ser nosso orientador encarnado nos diversos assuntos ligados ao Centro Espírita quanto à Colônia com as crianças. 7-E quais os projetos existentes para as áreas disponíveis? Nosso próximo desafio é envolver as famílias no trabalho de transformação das crianças. Precisamos trazer os familiares para que, juntos, possamos criar as condições ideais de resgate, transformando todo núcleo familiar.

PÁGINA 6 9-Algo marcante que gostaria de relatar da história da Instituição? Muito interessante é o terreno onde se localiza a Colônia. Possui 4 alqueiras adquiridos no início da década de 60 por um grupo espírita de nossa cidade, passando a ficar adormecido por 30 anos até que ao assumirmos a diretoria iniciamos o projeto com crianças. Desse grupo permaneceu um lindo quadro de Jesus doado na época com o intuito de ser colocado no saguão do futuro hospital psiquiátrico a ser construído. Hoje este quadro se encontra pendurado no refeitório das crianças. É nítido a plano maior nos dirigindo e criando condições para nosso trabalho. r


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Causa e Efeito estreia em julho Entrevistamos o diretor do filme, André Marouço. Redação

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ais novo filme com temática espírita foi inspirado em textos de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Presença maciça da família espírita manterá o filme mais tempo em cartaz durante a Copa do Mundo, abrindo espaço para público internacional em visita ao país. Marouço, diretor do filme Causa e Efeito, é jornalista, cineasta, radialista com mais de 20 anos de experiência, tendo atuado pelas TVs Cultura, Globo e SBT. Formado em Marketing pela Universidade Paulista, é trabalhador do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, orador e palestrante espírita, além de gerente geral da TV Mundo Maior e da Mundo Maior Filmes. 1 - O que inspirou a produção do filme? Havíamos acabado de estrear O Filme dos Espíritos e constatamos que a maior parte do público que assistiu nosso filme, bem como os demais da temática transcendental, na maior parte eram espíritas, chegamos a conclusão que nossa próxima obra cinematográfica deveria ser mais aberta ao público em geral. Já havíamos escrito o primeiro tratamento do roteiro de Causa e Efeito e o reescrevemos outras 13 vezes, sempre tentando deixá-lo o mais próximo do grande público sem abrir mão da educação e consolo que uma obra espírita deve ter. Assim, Causa e Efeito inova na temática espírita, é o primeiro filme absolutamente autoral, traz na sua trama, ação, romance, comicidade e aproveita a história que conta para demonstrar através do filme como age em nossas vidas a Lei de Causa e Efeito.

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2 - E como as cenas produzidas abordam o tema? Durante o desenrolar da trama, nós nos deparamos com o drama dos personagens Paulo e Madalena, o primeiro um ex-policial que por não acreditar na justiça se torna um justiceiro, e a segunda por ter trabalhado como garota de programa para custear o tratamento médico da mãe. O efeito do drama desses dois personagens se dá graças ao tema “Causa An-

teriores das Aflições”, capítulo V, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a partir de uma reunião mediúnica eles viajam a encarnações passadas e compreendem seus dramas. Já outros personagens do filme, como o motorista Gerson que, alcoolizado atropela e mata a esposa e o filho do protagonista Paulo. Este se encontra “vitimado” pelas “Causas Atuais das Aflições”, tema também explicado no capítulo V, da mesma obra.

3 - Qual a data de lançamento nos cinemas? A data de estreia em circuito nacional é o dia 03 de julho, por essa ocasião nosso país estará em pleno Mundial de Seleções de Futebol. Trata-se de uma importante ação de divulgação de nossa iluminada doutrina, pois a nação estará sendo visitada por pessoas de todo o mundo. Quem sabe uma boa parte desses visitantes conheçam o idioma português e se aventurem a ir ao cinema? Quando então se depararão com uma obra cinematográfica que é construída a partir de uma doutrina espiritual absolutamente racional. Quanto ao número de salas estamos bem otimistas, o filme está muito mais bem resolvido do que nossa obra anterior, estreia em circuito de cinema tendo poucos concorrentes já que Hollywood não estreará durante o mundial nenhum grande filme. Mas, esse sucesso depende de nossos irmãos de doutrina espírita, é fundamental que nos organizemos e façamos pressão na sala de cinema de nossa cidade dizendo que queremos o filme. É de suma importância também que já no final de semana de estreia, dias 3, 4, 5 e 6 de julho nós lotemos as salas de cinema, pois cinema é um negócio e se no final de semana de estreia o filme não tiver uma boa bilheteria, os proprietários das salas de cinema tiram-no de cartaz. Assim, vamos juntos mostrar ao mundo que o bem e o belo, também é sucesso de bilheteria, vamos nos unir para apoiar a doutrina no cinema e assim mostrar que os filmes espíritas que virão serão também aceitos pelo público. 4 - Agora concluído, qual sua visão sobre a nova experiência vivida? Se eu não fosse espírita eu diria que Jesus tem predileção por mim, tudo está saindo muito melhor do que meus melhores prognósticos. Até as “traições”, as “portas na cara”, os “dissabores” todos contribuíram e muito para que alcançássemos o


PÁGINA 9 que estamos pela graça do altíssimo alcançando. Houve um momento em que um grupo que fazia parte do projeto acabou nos fazendo perder um importante aporte de recursos. Mas, em contrapartida após isso, com a saída desse grupo, aqueles que ficaram se reuniram e se fortaleceram. Vieram outros recursos e outros profissionais e hoje vemos que nossos irmãos que saíram do projeto, na verdade foram usados pela espiritualidade e este uso foi para o bem do filme. Conseguimos mais e muito melhor. 5 - O que gostaria de destacar ao leitor? Querido leitor amigo, nos dias 3, 4, 5 e 6 de julho contamos com

Maio de 2014 você lotando as salas de cinema, leve seus familiares, seus amigos, de um jeito de levar até seus inimigos, pois ao saírem do cinema haverá melhores condições para o perdão recíproco. Enfim, vamos aproveitar esse filme, fazer dele um grande sucesso e assim, dar nosso recado uníssono para o mundo cinematográfico dizendo “o espiritismo veio ao cinema para ficar”, e quiçá o sucesso de Causa e Efeito seja um passo importante para que um dia cheguem aos cinema obras como “Paulo e Estevão”, “Há Dois Mil Anos”, e tantos outros. Há, e não deixem de curtir a fan page do filme emwww.facebook.com/ causaeefeito. r

ELENCO PRINCIPAL Matheus Prestes, Naruna Costa, Maurycio Madruga, Luiz Serra, Henrique Lisboa, Haroldo Serra, Felipe de Mônaco, Maritta Cury. PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS Henri Pagnoncelli, Rosi Campos DIREÇÃO E ROTEIRO André Marouço PRODUÇÃO André Marouço, Pollyana Pinheiro MÚSICA TEMA: Segredos do Amor Autoria: Kethelin Cocchi, Suely Cocchi Voz: Kethelin Cocchi Andria Busic - Baixo e produção Ivan Busic - Bateria Felipe Rico - segunda voz e sintetizador Márcio Kishimoto - guitarra base e solo.

Os demônios que nos atormentam O socorro às influências obsessivas não é de agora. Já era da intimidade dos apóstolos. Sidney Fernandes 1948@uol.com.br

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s influências obsessivas e seu tratamento não são exclusividades da Doutrina Espírita e de seus ensinamentos. Nos tempos dos apóstolos já se passavam por experiências como essas. E nos tempos atuais em O Livro dos Espíritos – na questão 467 e seguintes - encontramos o roteiro seguro para neutralizar a influência dos maus Espíritos: Praticando o bem e pondo em Deus a vossa confiança. Cremos em Deus e pomos nele a nossa confiança? A maioria de nós crê em Deus, mas age como se nele não acreditasse. Esquecemo-nos de que a prática do bem – materializada pelo cumprimento de nossas obrigações, sejam elas familiares, sociais ou profissionais – nos aproxima de Deus e corta a nossa sintonia com maus Espíritos.

Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem. Como diz Kardec, nós chamamos os Espíritos por nossos pensamentos e desejos. Isto é, não raramente, são os nossos DEMÔNIOS INTERNOS que nos atormentam, e não os desencarnados. *** Há pouco tempo recorri a um grande médium brasileiro para auxiliar a esposa de um amigo. Mesmo sem poder prestar um atendimento presencial, ministrou um socorro de emergência, por telefone. Após marcar uma data futura, em que seria iniciado o tratamento dentro do centro espírita, fez algumas recomendações à paciente. Mais tarde, em novo contato com o médium, tomei conhecimento delas: – O caso de nossa irmã é realmente de fundo espiritual. No en-

tanto, para que os Espíritos possam ajudá-la ela precisa imediatamente secar lágrimas. – Como assim? – objetei. – A paciente precisa ligar-se a alguma instituição beneficente e passar a auxiliar o próximo necessitado, a fim de fornecer-nos elementos que nos autorizem a auxiliá-la. *** A superação de problemas de saúde, inquietações e influências espirituais passa pela vigilância constante para superar nossas qualidades negativas e pelo esforço na prática do bem, no limite de nossas forças, pois responderemos por todo mal que resulte de nossa omissão, conforme a questão 642, de O Livro dos Espíritos. – Antes de ser espírita – afirma Bezerra de Menezes – eu corria atrás dos meus defeitos. Hoje fujo deles! E nós, como estamos? Correndo atrás ou fugindo de nossas qualidades negativas?

*** Lembra-nos Emmanuel que Paulo, o apóstolo, também precisou lutar contra os demônios interiores que o atormentavam. Perseguiu aqueles que interpretava por inimigos da ordem estabelecida e multiplicou adversários em toda parte. Surgiu, contudo, um momento em que o Senhor o convocou a outro gênero de batalha: o combate consigo mesmo. Caminha, modificado, em sentido inverso. *** Se queremos proteção contra as investidas de desencarnados inferiores e se almejamos vencer nossos demônios internos, é melhor começar agora o bendito combate contra os próprios defeitos. Mais cedo ou mais tarde, pelo doce convite de algum enviado do Cristo ou pelo rude atrito das pedras do caminho, seremos c hamados a semelhante serviço. Se nem mesmo Paulo, ainda que agraciado pela visita de Jesus, escapou, que diremos de nós mesmos? r


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A morte não arrebata a vida, nem mesmo a dos animais Se o princípio espiritual dos animais não morre, é fato, portanto, que eles povoem o plano espiritual. Jorge Salomão

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uitos indagam se o princípio espiritual existente nos animais sobrevive após a morte ou se extingue em definitivo com esse acontecimento. A resposta a essa indagação foi dada pelos espíritos a Kardec na questão de número 597 de O Livro dos Espíritos: sim, eles sobrevivem à morte e con-

advocaciasalomao@aasp.org.br

servam a sua individualidade no mundo dos espíritos! A resposta dos espíritos não pode ser objeto de dúvida ou polêmica, especialmente diante do fato de que os animais são seres da criação e por esse motivo se submetem ao contínuo processo de evolução. Os naturalistas, a exemplo de Charles Dar win,

criador da Teoria da Evolução, já admitiam que todos os seres vivos, por estarem sujeitos à lei de evolução foram sofrendo mutações ao longo dos milênios até dar origem a todas as espécies que se tem notícia. Esse registro é importante porque permite deduzir que o princípio fundamental da vida (progenota) é imortal, pois vai

migrando de um reino para outro até atingir o estágio mais superior da criação. Os próprios espíritos confirmaram a Kardec que os animais possuem uma alma, o que lhes dá, evidentemente, a condição de seres imortais como os humanos. Acresça-se que o Homem antes de ser o que é já estagiou por muito tempo no reino animal (Charles Darwin, A descendência do homem e seleção em relação ao sexo). Foi Aristóteles quem disse certa feita: “A natureza não dá saltos.” O homem não nasceu pronto e acabado, mas foi obra que o cinzel dos milhões de anos lapidou na oficina da natureza. Se o princípio espiritual dos animais não morre, é fato, portanto, que eles povoem o plano espiritual e até mantenham algum contato com o plano físico como fazem os espíritos desencarnados. Embora por prazo curto o certo é que mantém esse contato. Prova disso são os relatos de visão, aparição e audição dos “fantasmas” de animais mortos, relatos esses veiculados pelos seus próprios donos sob o mais rigoroso inquérito científico (A Reencarnação, Gabriel Delanne, capítulos IV e V). É a prova irrefutável de que nossos irmãos inferiores também não se extinguem após o último sopro de vida física. O próprio Francisco Cândido Xavier relatou que o seu cão Lorde, a quem ele devotava muito amor e carinho, companheiro fiel de orações, após terminar a vida muito doente, soube que a alma do seu animal foi acolhida no mundo espiritual pelo seu falecido irmão José. Nos meses seguintes à morte do seu cãozinho, Chico notou que o seu irmão José, quando o visitava, sempre vinha acompanhado do ca-


PÁGINA 11 chorro Lorde (Testemunhos de Chico Xavier, Suely Caldas Schubert, FEB, 2ª Edição, página 283). Padre Germano, espírito, era visto tanto pelo Chico Xavier quanto pelo Divaldo Pereira Franco, acompanhado do seu animal de estimação, o cachorro Sultão (Trinta Anos Com Chico Xavier, Clóvis Tavares, capítulo 12). Alguns céticos, quando se dão conta dessas colocações, esboçam nos lábios um leve sorriso de Maquiavel e encarnam a figura da

Maio de 2014 genialidade incrédula com mais uma “ladainha” cantada pelos ignorantes travestidos de doutores metapsiquicos. Ventilam para a humanidade a ideia limitadora do non plus ultra dos latinos e se ufanam em dizer que o concreto é o positivo e o positivo é o concreto, não havendo, ao final, espaço para divagações além das fronteiras da terceira dimensão. Contudo, uma coisa é certa: negar um fato da vida não cria lei porque a lei é o próprio fato negado! Quer dizer:

deixar de crer no que ora se afirma – sobrevivência do princípio espiritual dos animais à morte – não retira da própria lei universal a existência da lei da imortalidade na qual todos os seres estão invariavelmente vinculados. Vale a pena trazer à tona o sábio ensino ministrado pelo nosso amado Chico Xavier em torno da questão da imortalidade dos animais: “A vida é uma luz que se alarga para todos.” Não existe no contexto da criação ideia para vidas fugazes que

Animais, alma e sobrevivência Entrevistamos o professor universitário Nazil Canarim Jr. Redação

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- Considerando a existência real do princípio espiritual existente nos animais e que sobrevive a morte, fica evidente que eles também estão no plano espiritual, conforme várias descrições. O que podemos incluir no quesito do retorno à vida corporal de animais que estão no plano espiritual? Levando em conta que o progresso é uma lei natural (“O Livro dos Espíritos” – LE –, questões 776 a 802) e que “tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo” (LE, 540), o retorno à vida corporal representa o cumprimento daquela lei. Há que se considerar, porém, que depois da morte, a “alma” do animal “fica numa espécie de erraticidade [...] mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. [...] O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas” (LE, 600). 2 - O que pensar da prática polêmica de passes em animais?

redacao@institutocairbarschutel.org

Em princípio não vejo elementos que permitam nem sua recomendação, nem sua proscrição, se vier a ser praticada. Embora o espaço não me permita maiores digressões acerca das semelhanças e diferenças entre o passe a e magnetização, recordo-me, entretanto, de parte do conteúdo da dissertação subscrita pelo Espírito Erasto em “O Livro dos Médiuns”, item 236, quando após relatar que “o Sr. T. diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, consequentes à sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança do raio, ainda que mais lentamente”. Seria interessante conhecer relatos a respeito da eficácia de eventual tratamento, dos quais não disponho. 3 - Como considerar os sentimentos e reações reais que os animais demonstram aos seres humanos? Partindo da informação de que “os animais não são simples máquinas” (LE, 595), fica evidente compreender que certas reações

reais que exteriorizam demonstra uma acentuada vontade, tendo inteligência, embora limitada. De outra forma, tomando o vocábulo “sentimentos” como “o conjunto das qualidades ou tendências morais de alguém” (HOUAISS, 2001),

se extinguem como fogos fátuos nos jogos de ilusão, mesmo para os seres que são considerados nossos irmãos que ainda vivem no claustro da animalidade primitiva. São seres, são vidas, são almas imortais que diariamente nascem e morrem, mas que retornam para o oceano da vida em existência de progresso infindável para um dia ocuparem o trono do deus homem que até lá estará ocupando o trono dos anjos no palácio infinito de Deus cujo trono situa-se no universo! r entendo que os animais não os possuem. E isto em decorrência do quanto está expresso na resposta dada à questão 604 – A do LE, qual seja: “os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral”. r Nota do Tribuna do Espiritismo: para ampliar o assunto, sugerimos a leitura e estudo do clássico A Evolução Anímica, de Gabriel Delanne, que também pode ser encontrada na Internet.


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Maio de 2014

Faça o livro circular e amplie a divulgação espírita! Ajude o Projeto Banca do Chico, de Bauru-SP. Doe livros espíritas usados. César Moron

O

ato de doar é algo que faz bem não só para quem recebe a ajuda, mas também para quem a pratica. Sendo assim, já pensou em praticar o desapego por seus livros espíritas que não usa mais?

cesarmoron@terra.com.br

Nós temos a Banca do Chico, que funciona na Feira Livre de Bauru e trabalhamos com livros espíritas usados, que são vendidos a R$1,00; R$ 2,00, R$5,00. O Evangelho Segundo o Espiritismo é distribuído gratuitamente.

AJUDE este projeto. Faça a doação dos livros que você não está usando mais. Faça uma campanha em seu Centro. Ajude a divulgar o livro espírita fora do Centro Espírita. Endereço para envio de livros:

Banca do Chico - Rua José Ferreira Marques 6-60. CEP: 17.012.200 – Bauru-SP. Contato por telefone: (14) 3241-1957, aos cuidados de César Moron ou pelo e-mail: cesarmoron@terra.com.br. r

Espaço Cultural Espírita Encontro em Araraquara teve a participação do diretor de cinema André Marouço. Carol Souza

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o dia 12 de abril/14, sábado, um grupo de amigos da arte espírita se reuniu no Colégio Objetivo, em Araraquara-SP, para discutir a construção de um Espaço Cultural Espírita. Na mesma data, em 1927. ocorreu a desencarnação de Leon Denis, este contemporâneo

carol.1001@hotmail.com

de Kardec que enalteceu a arte, o artista, a mediunidade. Presente neste encontro estava André Marouço produtor e diretor de filmes espíritas. Explanou com muita propriedade sobre como podemos divulgar para a sociedade que desconhece o espiritismo os princípios espíritas através da arte.

Em seu próximo filme “Causa e Efeito”, com lançamento previsto para o dia 03 de julho em nossos cinemas, abordará as causas atuais e anteriores de nossas aflições, trazendo a compreensão das consequências de nossas atitudes, ações e pensamentos. Belíssimo trabalho que foi apresentado ao

público presente, assim como as duas oficinas vivenciadas de teatro e cinema. Presença do ator espírita Maurício Madruga. Agradecemos a Mônica Zaher pelo acolhimento e pelo espaço cedido na escola e à USE Araraquara pelo apoio e a participação das mocidades espíritas. r

Tribuna do espiritismo maio 2014  
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