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12.000 EXEMPLARES – DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – ARARAQUARA, BAURU E MATÃO/SP – FEVEREIRO DE 2014 – ANO 1 – Nº 05

Nascer em berço espírita

Encontro Chico Xavier em Guaxupé

Conheça a experiência de Gigliane Dourado, de MineirosGO, em trechos parciais de entrevista publicada na revista eletrônica O Consolador.

Data: 25 a 27 de julho de 2014 - sexta, sábado e domingo. Caravana de Araraquara e Matão: manifestação de interesse pelo e-mail institutocairbarschutel@gmail.com

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Carnaval Como fica a sintonia espiritual durante o Carnaval?

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Multiplica-se a divulgação espírita Livros também na feira livre em Bauru. Página 10

Richard Simonetti em Araraquara e Matão 22 de fevereiro/14 – sábado, das 15 às 17h: Pinga-fogo no Centro Espirita Luz e Caridade Rua Expedicionários do Brasil, 1850 - centro - Araraquara -SP 22 de fevereiro/14 – sábado, às 20h: Palestra pública na Comunidade Espírita Cairbar Schutel Av. Saldanha da Gama, 748 em Matão-SP. 23 de fevereiro/14 – domingo, às 9h: Palestra pública no Centro Espírita Portal da Luz Rua Luis Saska, 181 em Araraquara-SP.


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Estudos de Schutel

Editorial

Sobre o livro “Vida e Atos dos Apóstolos”.

O Instituto Cairbar Schu-

tel, dando prosseguimento ao seu planejamento estratégico, firmou parceria com a ACX – Associação Espírita Chico Xavier, que tem sede na cidade de Bauru, no interior paulista, para atuarem conjuntamente na divulgação espírita. O primeiro resultado foi o aumento da tiragem do jornal TRIBUNA ESPÍRITA. A partir da edição de fevereiro de 2014, mantidas as 12 páginas atuais, as duas instituições partilharão informações, patrocínios, notícias, matérias e conteúdos nas edições, dobrando a atual tiragem de 6 para 12 mil exemplares, ampliando a distribuição em todo o país. A parceria, em caráter experimental por seis meses, atende as expectativas de ambas instituições no que se refere aos próprios objetivos: a divulgação espírita. Estamos abertos a chegada de novos parceiros com os mesmos propósitos: divulgar o Espiritismo através dos veículos de comunicação – TV, jornal, web, rádio. Viemos para somar e contamos com o apoio das instituições e seus integrantes para ampla distribuição do jornal. Aguardem as próximas edições, pois teremos muitas novidades. E, claro, nossa gratidão aos colaboradores e patrocinadores. r

Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

Outra grande obra

clássica de Cairbar Schutel é o monumental Vida e Atos dos Apóstolos. Com prefácio datado de 03 de outubro de 1932 e lançada em 1933, a obra que está na décima edição possui mais de 250 páginas e está agora com nova capa e nova diagramação. Como o próprio título indica, o autor também comenta no Prefácio da obra: “(...) é uma compilação de Atos dos Apóstolos comentada e ampliada com dados históricos que pudemos obter sobre a vida dos Apóstolos e sua ação sob os auspícios dos Espíritos mensageiros de Deus, ante a suprema direção de Jesus Cristo (...)”.

Prestemos atenção no detalhe de que “pudemos obter”, revelando o empenho da pesquisa mas também os méritos e conquistas da sensibilidade conquistados pela disciplina e pelo empenho no bem, pois que ele mesmo afirma ainda na mesma página: “(...) esforçamo-nos tanto quanto nos foi possível para, dóceis às inspirações dos caros espíritos que dirigem o nosso movimento, expor com clareza e precisão, o que

sabíamos sobre os apóstolos, bem como fazer um estudo sintético das elucidações doutrinárias (...)”. Convidamos o leitor à leitura e estudo da obra, riquíssima em conteúdo. Os capítulos enumerados no índice trazem a dimensão da obra nos ensinos e experiências vividas pelos apóstolos, tocados pelo amor de Jesus. O estudo atento de cada capítulo entusiasmarão o leitor que gosta de pesquisar, de aprender, de sensibilizar-se. “Os Atos dos Apóstolos é um dos livros do Novo Testamento, escrito em grego pelo evangelista Lucas, o autor do terceiro evangelho. Esse livro contém a história do Cristianismo, desde a ascensão de Jesus Cristo até a chegada de Paulo, em Roma, segundo dizem, no ano 63. (...)”, conforme informa o próprio autor nas primeiras páginas, destacando que Lucas foi um dos grandes discípulos de Paulo, com desdobramentos expressivos em todo o contexto. Com ênfase, pois, nossa indicação nesta edição do Tribuna Espírita. Para adquiri-la, basta acessar a livraria virtual da Casa Editora O Clarim. r


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Instituto Cairbar Schutel Dados informativos c) Manter sites e blogs com informações de abrangência nacional e internacional sobre instituições e atividades espíritas, como elemento atrativo de pesquisa e informação, inclusive para a educação da infância e juventude; d) Promover eventos musicais, teatrais ou com outras artes para educação da infância e juventude, com os ensinos do Evangelho de Jesus e do Espiritismo. Objetivos: (art. 5 dos Estatutos, reproduzido em síntese, parcialmente) a) Estimular, organizar e coordenar a realização de eventos educativos-doutrinários que visem formação e reciclagem de tarefeiros espíritas em todas as

áreas de atuação das instituições espíritas, em todo o país e mesmo no exterior; b) Realizar anualmente o Encontro Cairbar Schutel, ampliando-o, atualizando-o e adaptando-o continuamente ao progresso do movimento espírita no país;

Finalidade: (art. 3 dos Estatutos, reproduzido em síntese, parcialmente): O Instituto Cairbar Schutel tem por finalidade principal a divulgação, estudo e vivência da Doutrina Espírita, conforme a Codificação de Allan Kardec, por todos os meios de comunicação possíveis

e dentro de padrões éticos, legais e doutrinários lícitos, adotando a qualificação de instituição espírita. Fundação: 28 de julho de 2012, em Guaxupé-MG durante o Encontro Chico Xavier. Endereço: O Instituto não possui sede física. É instituição apenas virtual, com sede jurídica em Matão-SP. Correspondência para caixa postal 2013 – CEP 15997-970 – e por e-mail: institutocairbarschutel@gmail.com. Membros: Um grupo de doze amigos, entre eles alguns casais, oriundos das cidades de Araraquara, Matão, Araçatuba, Botucatu, no estado de São Paulo, e Guaxupé, em Minas Gerais. r

ACX – Associação Chico Xavier para Divulgação Espírita Dados informativos Endereço: Rua Cussy Jr. 3-51 – Centro Bauru. Telefone: 14-32411857, endereço eletrônico: www. associacaochicoxavier.com.br.

Objetivos: (art. 4 dos Estatutos, reproduzido parcialmente) a) ... propugnar pela formação cívica, moral, cultural do povo, através dos meios de comunicação social, mediante concessão, permissão ou autorização de exploração de radiofusão, de serviços de geração, repetição e retransmissão de TV em quaisquer localidades do País;

b) Produção, edição e distribuição de jornais, livros, revistas, programas radiofônicos e de televisão, filmes, bem como qualquer outro tipo de mídia; c) Para consecução dos fins propostos, a Associação executará serviços de radiofusão sonora, podendo instalar e manter emissoras de rádio, estúdios, instalar e manter parques

técnicos e de transmissão e/ou irradiação, Sua Missão: UTILIZAR E CONSTRUIR FORMAS DE DIVULGAR A DOUTRINA ESPÍRITA ATRAVÉS DE AÇÕES E DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. Fundação: 08 de junho de 2005.

Associados: Em torno de 30 pessoas, aberto a novos sócios. A diretoria é composta de 5 elementos. Projetos em andamento: Construção do estúdio; Brechico – o nosso brechó; Gravação de programas para televisão; Banca do Chico, venda de livros espíritas nas feiras livres; Gravação de palestras em Centros Espíritas; Projeto Tribuna Espírita. r


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Nascer em berço espírita Influência dos pais e exemplos vividos na infância foram marcantes. Minha mãe (...) cresceu assistindo obsidiados sendo tratados. (...) Meu pai conta que inicialmente ia ao Centro para tomar sopa e aliviar a fome que passavam. Começou a frequentar aulas de evangelização e, criança notavelmente inteligente, se destacou chegando a coordenar a mocidade. (...). Papai sempre me levava com ele! Assistia palestras do Divaldo Franco e do Jerônimo Mendonça mesmo bem pequenininha. Até hoje me lembro de ouvir histórias que o Divaldo Franco contava e da figura do Jeronimo Mendonça. Também achava legal ir na rádio com meu pai para gravar o programa espírita. (...) Me lembro da sopa e as ca mpanhas do quilo e do agasalho. Eu saia de sala em sala na minha escola com a diretora para pedir agasalhos.

Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

Reproduzimos aos leitores, par-

cialmente, trechos da entrevista concedida por Gigliane Ferreira Dourado, de Mineiros-GO, à revista eletrônica O Consolador (site www.oconsolador.com) e publicada na edição 320, ano 7, de 14 de julho de 2013. Destacamos principais perguntas e trechos parciais das marcantes respostas sobre sua vivência de nascimento em berço espírita com a força do exemplo dos pais. 1 - O fato de ter nascido em lar espírita proporcionou-lhe, a seu ver, qual experiência que pode ser a considerada a mais marcante de sua vida? A experiência da caridade! Sem dúvida nenhuma! Crescer em uma casa onde todos que batiam à porta eram atendidos, acompanhar inúmeras distribuições de alimentos e roupas, visitar frequentemente o asilo e o Sanatório, conhecer casebres e oferecer auxílio, passar inúmeras noites de Natal com meu pai vestido de Papai Noel em um abrigo de crianças foi muito marcante! (...) 3 - Como a dedicação de seus pais à vivência e à divulgação espírita marcaram sua personalidade?

(...).

Meu pai foi uma pessoa extremamente engajada e idealista. Participou ativamente de TODAS as iniciativas do movimento Espírita em Rio Verde desde que lá foi morar. Seu otimismo era contagiante e ele era incansável. Acho que

aprendi a ser meio corajosa com ele! Topo participar de tudo que me compete e acredito sempre que as coisas sempre darão certo! 4 - Fale-nos de seus pais e o vínculo com o Espiritismo.

10 - Algo mais a acrescentar? Hoje, como mãe, tento educar minha filha com base nos princípios aprendidos desde a infância. Mas tenho absoluta certeza que o meu exemplo vivo é a melhor instrução que posso oferecer. Tento ter hoje as qualidades que espero que minha filha tenha. r


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Um Lar para idosos no interior paulista Lar Espírita José Gonçalves, em Mineiros do Tietê (SP). Orson Peter Carrara

orson@institutocairbarschutel.org

Com mais de 70 anos de exis-

tência, o Lar Espírita José Gonçalves, na pequena cidade de Mineiros do Tietê, no interior paulista, abriga idosos desamparados em regime de internato. Departamento do Centro Espírita Francisco Xavier dos Santos, a instituição funciona em prédio próprio e acumula rico conteúdo de experiências no atendimento a essa faixa etária. Embora de pequeno porte, granjeou respeito na cidade pelo trabalho executado ao longo das décadas. Atualmente encontra-se adaptando suas instalações físicas para melhor atender ao conforto dos idosos abrigados. O prédio é da década de 70, necessitando ampliações e readaptações. Relacionamos abaixo os principais dados da instituição e indicamos ainda o site www.centroespiritafxs.com.br, onde pode ser conhecida a história, os departamentos e várias outras descrições apreciáveis no menu da página principal do site. Sugerimos inclusive visitar a galeria de fotos, entre outras informações disponíveis. Você pode ver o clip elaborado em 2010 para comemorar os 70 anos no portal youtube, pelo endereço http://youtu.be/l0A_OMEDHeM. Se preferir, pode-se buscar

Joana, uma das internas, no Lar desde 1973.

pelos sites de busca com o título Lar Espírita José Gonçalves em Mineiros do Tietê (SP). Principais dados: Fundação: 25 de junho de 1940; Inauguração: 09 de novembro de 1940; Fundadores: José Gonçalves e Fernando Martinez; Localização atual: Rua Municipal, 345 (terreno adquirido em 1953), em prédio próprio (construção iniciada em 1969), inaugurado em 30 de agosto de 1974, reformado

em 2002; Recursos: Doações, campanhas, verbas públicas. Aceita-se doações de material de limpeza, fraldas geriátricas, remédios, roupas, alimentos e doações em dinheiro. Contato: (14) 3646 1177 e larespjosegoncalves@ hotmail.com; utilidades que mais necessita: material de limpeza, fraldas geriátricas, pagamento de medicamentos e pagamento de energia elétrica.

Fazendo aqui um confidência pessoal, sempre estive ligado à instituição. Nasci em família espírita e meus pais sempre estiveram vinculados ao Lar. Conheço, pois, a história de lutas e dificuldades, conquistas e experiências acumuladas, bem como a seriedade de suas administrações ao longo do tempo. Com grande alegria redigimos a presente reportagem. r

Sites com informações espíritas http://www.useararaquara.org.br/

http://www.radiomogico.com.br/

http://useintermunicipalbauru.blogspot.com.br/

http://centralespirita.com.br/

http://www.usesaocarlos.com.br/ http://radioceac.com.br/

http://www.escolaespirita.com.br/ Nota: A cada edição informaremos sites para consulta do leitor.


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Quanto riso, Oh quanta alegria... Temos que estar no mundo e não se corromper com o mundo. César Esteves Moron Bauru (SP)

No dito popular, vivemos no país do carnaval e do futebol. Parece que são as duas maiores paixões nacionais. Todos querem “cair na folia”. A indústria do Carnaval tornou-se uma atividade econômica importante para o País e para milhares de pessoas e empresas que vivem em função do carnaval. São aqueles que passam o ano fazendo fantasias, elaborando os carros alegóricos, criando os sambas enredos. E a formação das baterias? A preparação da rede hoteleira e do turismo? Gente de todas as partes do mundo vem para o nosso carnaval. Mas o que leva as pessoas a brincarem o Carnaval?

Muitos procuram no carnaval a alegria, o prazer da vida, enfim, uma forma de “compensar” as dificuldades e sofrimentos do dia a dia. Nesses quatros dias, esquecem das discriminações que sofrem, das limitações, das injustiças. Quando colocam suas fantasias, juntam-se com os outros foliões e todos ficam iguais. O operário e o patrão lado a lado. Não existem discriminações e diferenças, ou melhor, elas não aparecem. Consequências de nossas sintonias É justamente neste período de festas que as pessoas se permitem aos excessos que reprimem por todo o ano, colocam as suas emoções para fora, sob a influ-

ência do momento. E o que faz a grande diferença, chama-se SINTONIA. Numa época em que o consumo de álcool aumenta, a sensualidade é estimulada através da exposição de homens e mulheres seminus, o consumo de crack cresce assustadoramente também cresce o número de desencarnados em busca dos “ditos” prazeres materiais, e ai, cada um acaba se sintonizando com as entidades que lhes são afins. Os fios condutores de nosso pensamento (que refletem nossos desejos) são excitados pela música, beleza física, bebidas, e outros, projetam nossa imagem mental que facilmente é captada pelas entidades espirituais (boas ou más), estabelecendo assim, a sintonia. Alguém dirá: Mas temos obsessores também

em nossa casa!!! Sim, o processo de sintonia é o mesmo, mas na época do Carnaval, maior é o número de pessoas que procuram estas sensações, portanto maior também é o número de espíritos que aproveitam para estabelecer esta sintonia. Não é o lugar que estabelece nossa sintonia e sim nossos pensamentos, mesmos os mais secretos. No livro Nas Fronteiras da Loucura, Manoel P. Miranda, por Divaldo, fala de sintonia espiritual, ao narrar alguns casos de obsessão durante o carnaval do Rio de Janeiro. Assim, para todas as situações da vida, lembremos sempre da recomendação de Paulo de Tarso (I Coríntios 10:23): “Tudo é permitido mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo


PÁGINA 7 edif ica”. Tudo podemos fazer com o nosso livre arbítrio, mas nem tudo que fazemos se reverterá em nosso proveito espiritual. A sabedoria é saber discernir entre o que traz felicidade momentânea ou felicidade eterna. Não temos que nos isolar do mundo e dos acontecimentos. Senão como demonstraremos nosso aprendizado? Como daremos nosso exemplo? A doutrina espírita vem nos esclarecer que é constante o intercâmbio com o mundo espiritual, demonstrando a necessidade do homem de educar-se. Temos que estar no mundo e não se corromper com o mundo. Portanto, amigo leitor, com carnaval ou sem carnaval é bom colocar Jesus em nossos corações e sair com nosso bloco na vida, levando o perdão como porta bandeira, na comissão de frente: o Amor, seguido das alas da Paciência, da Tolerância e do Trabalho; encerrando com a Gratidão. r

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E AÍ, COMO FICA? – Você passaria neste teste? No meio do baile, a troca de olhares com o sexo oposto no instante da marchinha: ... caiu na rede é peixe. E aí, como fica? Você vê tudo isso, pede a opinião de um amigo que está ao seu lado e ele responde: Zé, a carne é fraca... E aí, como fica? Você está saindo da casa de seu amigo, para juntos, irem ao baile. Ele diz: Estou esquecendo o mais importante: a camisinha. E aí, como fica? Você está de saída para o Carnaval. Já na porta, sua mãe fala: – Você já fez a oração? Mas, mãe, eu vou para o baile e não para o Centro Espírita! E aí, como fica? Todo mundo da sua mesa já passou das 3 doses e continuam bebendo, alguns falando: Eu vou beber até cair. E aí, como fica? Já é quarta feira de cinzas. Você, assustado, pensa: O que é que eu fiz nestes quatro dias? E aí, como fica? 9 meses depois do carnaval, você recebe a notícia que... Ah, não precisa responder esta, afinal você é uma pessoa prevenida. Onde pesquisar mais: Nas Fronteiras da Loucura, Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda, edição LEAL; Entre dois mundos, Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda, edição LEAL; Novas Mensagens, Chico Xavier/Humberto de Campos, edição FEB; Para uma vida melhor na Terra, Raul Teixeira, diversos espíritos, edição FRATER; O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questões 713 e 714; Devassando o Invisível, Yvonne do Amaral Pereira, capítulo 5, edição FEB; Sobre o Carnaval, mensagem de Emmanuel ditada a Chico Xavier e publicada na revista Reformador, edição de fevereiro de 1987.


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Fatal e cega paixão A Justiça Divina age sempre de forma distributiva e equânime.

Rogério Coelho

rogeriocoelho@institutocairbarschutel.org

“(...) Não posso deter-me a pen-

sar que um membro da grande família espírita ouse jamais de futuro, ceder aos impulsos da vingança.” – Júlio Olivier1 Entendemos – com J. Olivier – que a vingança é um dos últimos resquícios da era da barbárie e que tenderá a ser plenamente banida do seio da Humanidade, tão logo essa mesma Humanidade se torne permeável aos sublimes ensinamentos de Jesus. A vingança é um costume selvagem e anticristão, que realça o estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda a inspire. Ela tem como diletas companheiras a ignorância, a baixeza e a falsidade, características absolutamente antagônicas às que devem desenhar o perfil do EspíritaCristão, que já possui o conhecimento da Lei de Causa e Efeito, e sabe que, tomando a “justiça” em suas mãos,

aciona o gatilho dessa Lei contra si próprio. O Espírita que agasalhasse as vibrações de vingança em seu coração, não seria digno de figurar na falange cuja divisa é: “fora da caridade não há salvação”. A vingança é, portanto, fatal e cega paixão que macula indelevelmente a personalidade de quantos ainda não compreenderam o “espírito” da mensagem cristã e não se entregam confiantes à Justiça Divina que nada deixa impune. Quando Jesus nos conclama a “oferecer a outra face” conforme o registro de Mateus (5:39), Ele não está sugerindo a interdição da defesa, mas, condenando a vingança.

A Justiça Divina age sempre de forma distributiva e equânime. Confiando nisso, devemos lançar o olhar para diante, elevando acima da Humanidade o nosso pensamento e guardar a certeza de que a fé na vida futura levar-nos-á pelos ásperos caminhos da impiedade a salvo de quaisquer danos... Por tudo isso, o Legislador Maior promulgou: (Mt., 18:22) - “não te digo que deves perdoar até sete vezes, mas, até setenta vezes sete”.

(Mt., 18:22) - “não te digo que deves perdoar até sete vezes, mas, até setenta vezes sete.”

Na cabala o número três tem o sentido de representação das coisas materiais; o número quatro representa as coisas espirituais e o zero colocado à direita dá o sentido de ampliação ao infinito. Assim, podemos entender que temos que perdoar infinitamente, ou seja: interdizer a vibração malsã da vingança de forma plena e irrestrita. Confiemos, pois, em quaisquer circunstâncias, na Justiça Divina, na qual existe um parágrafo que diz2: “A cada um será dado de acordo com as suas obras”. r 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 129.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. XII, item 9. 2. Mateus, 16:27.


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Privação dos sentidos “É evidente que nesta, como em qualquer circunstância, a intenção agrava ou atenua a falta.”1 – Allan Kardec Cláudio Bueno

claudiobueno@institutocairbarschutel.org

Foi tudo muito rápido. Do

grito desesperado da cadelinha à cena forte de papai atracado com meu irmão foram segundos apenas. A violência física sempre me impressionou muito. Mesmo as menores agressões me causam uma indignação que faz emudecer minha fala e agitar demais meu coração. Mas, naquela tarde inesquecível tive ímpetos de coragem não naturais numa criança de dez anos. Assustado demais com a reação nervosa de papai, comecei a circular em torno dele, agitando meus braços, como que para desviar sua ira de sobre o meu irmão, que apanhava com um cinturão de couro. – Papai, não faça isso! Ele não fez por mal... Entenda!

Eu sabia o que estava dizendo, tinha visto a cena toda. Meu irmão, andando pelo enorme quintal da nossa casa, distraído, chutou uma lata que, vagabundamente, rolou viva e atingiu a perna traseira da nossa Laika, uma cadelinha filhote que amávamos. A dor súbita a fez correr desesperada. A inconformação de papai explodiu numa reação tão forte quanto a intensidade com que ouvira o escândalo e a correria do nosso animalzinho. Olhou para o lado de onde tudo partira e não teve tempo suficiente para refletir, descarregou sua indignação sobre o filho com o corretivo severo e despropositado. Papai era um homem bom, nada agressivo. Conhecíamos os tons do seu sentimento. Gostava de se ocupar com a horta, as árvores, os bichos, as pequenas tarefas que a grande propriedade impunha.

Por isso a minha visão infantil estranhou muito aquela reação destemperada. Percebi que era uma situação anormal, então me empenhei em tentar resgatar meu irmão daquele homem que o surrava. A desproporção entre os corpos que se misturavam – um retendo, outro tentando escapar –, me causou profunda sensação de impotência e angústia. Os movimentos díspares provocados pelas forças físicas desiguais me fizeram sentir pena do meu irmão. – Papai, já disse, foi sem querer, eu vi, eu vi! Pouco adiantou. Enquanto batia, ele falava do erro de se maltratar os animais, sem perceber que o discurso, entrecortado pelos gritos do filho, era moralmente incompatível com o que estava fazendo. Na medida em que a exaustão lhe impunha

limites, foi diminuindo o cerco sobre a vítima, ao passo em que também se escoavam as energias da cólera compulsiva. Passados os cruciais instantes que, na realidade, preferíamos que não tivessem existido – nunca! – meu irmão foi levado por mamãe para tratar os injustos vergões que lhe riscavam o corpo. Em silêncio, sabíamos que papai tinha exagerado. Ele, por sua vez, arrependido, embora não disséssemos, soube que o havíamos perdoado. Jamais o vimos reincidir no descontrole. Depois da agressão involuntária, Laika se recompôs, lambendo placidamente a pata ferida. Num canto, junto à cerca de madeira, ficou a lata, esquecida. r 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.IX, em “Injúrias e violências”.

Quer conhecer mais? Associe-se ao clube do livro! O livro espírita em suas mãos! Em Araraquara-SP: Na Obreiros do Bem: 16- 3336 1155 presidencia@obreirosdobemararaquara.org.br

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Livro espírita agora na feira livre Iniciativa em Bauru aproxima público da literatura espírita. Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

A Associação Chico Xavier de

Bauru iniciou uma nova forma de divulgação da Doutrina Espírita: Participar da maior Feira Livre da cidade de Bauru. Tudo começou durante a Feira do Livro Espírita que anualmente é realizada na praça Rui Barbosa, em Bauru, no mês de Dezembro. Na última Feira do Livro, como de costume, fomos panfletar em plena Feira Livre da rua Gustavo Maciel. Naquela manhã de domingo, paramos no meio da quadra 7 e começamos a distribuir o programa de nossa Feira,

convidando a todos para passar em nossa barraca da praça. Com o Sol subindo, depois de duas horas de atividades de distribuição, “por acaso” a feirante que trabalhava bem a nossa frente, ofereceu um copo de água. Foi o suficiente para iniciarmos uma conversa em que ela disse que estava se despedindo da feira, pois, acabara de montar uma quitanda e só trabalharia lá. De imediato vimos à oportunidade de realizarmos um sonho antigo, que era de montar a nossa própria barraca na feira livre. Fomos atrás de tirar a licença, da autorização dos órgãos competentes e depois de duas semanas,

lá estávamos nós iniciando a nossa barraca. Estamos agora completando um mês de feira, chegamos todos os domingos, às 6 horas da manhã com todo o material. Vendemos em média 70 livros por domingo, mas nossa meta é atingir 200 livros semanais. O que nos surpreendeu não foi a quantidade de livros vendida, mas o atendimento fraterno que fazemos durante a feira. Quanta gente nos procurando para saber como “funciona” essa tal mediunidade, se existe mesmo a reencarnação, como é morrer. Quanta gente pedindo atenção e carinho. Sentimos uma experiência única,

levando a doutrina espírita para um público não espírita. Inicialmente, estamos trabalhando com os livros espíritas usados que nos são doados, mas, para poder levar este projeto as outras feiras livres precisamos de Você. Uma das formas é doando livros espíritas. Se você tem livros parados, este é o momento, desapegue-se dos livros que não usa mais, ou faça uma campanha em sua comunidade para doação de livros. Existem outras formas de apoio a este projeto. Quer ajudar? Como ajudar? Ligue para a Associação Chico Xavier – (14) 3241-1857. r


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Obsessão coletiva nas Casas Espíritas Atraímos e somos atraídos o tempo todo, por meio de nossas disposições mentais. Roosevelt Tiago Barra Bonita-SP

É comum, nas Instituições Espí-

ritas, a crença de que elas possuem proteção superior, o que é real, no entanto elas também possuem inimigos naturais, afinal, Espíritos menos felizes desaprovam, por uma questão lógica, o trabalho de libertação da Doutrina Espírita. Crer que os Espíritos nos protegem e isso dispensa nossos cuidados é ilusão, afinal, todos os Espíritos são livres, bons e maus, sem contar que nós encarnados, também. Desta forma, atraímos e somos atraídos o tempo todo, por meio de nossas disposições mentais. E da mesma forma em que os processos obsessivos podem envolver as pessoas, podem envolver grupos inteiros, ou Centros Espíritas completos. Não nos esqueçamos de que estamos em períodos de experimentação, de provas e expiações. Certamente que cada Espírita ao ler esse texto deve pensar: —

No meu Centro Espírita isso não acontece! Porém o bom senso pede cautela e análise das condições do Centro, tanto de convivência entre seus

A Casa Espírita não é sua estrutura física, nem seu patrimônio material, mas sim seus trabalhadores, desta forma, não existe proteção absoluta quando temos a liberdade de nos ligarmos, pelo pensamento, ao que desejamos.

trabalhadores, como de fidelidade ao que ensinam as obras deixadas por Allan Kardec. Vejamos o que encontramos em O Livros dos Médiuns, no capítulo 29, item 340 sobre esse

Sê compassivo

Cairbar Schutel Sem compaixão não há caridade. As lágrimas vertidas ao calor vívido da piedade corroem as densas cadeias da provação. Desterremos de nós a insensibilidade crua diante das telas de Angústia que se desenrolam em nossa estrada. A piedade é a simpatia espontânea e desinteressada que se antepõe à antipatia gratuita ou despeitosa. Ela deve induzir-nos à prática do socorro moral e material, junto daqueles que no-la despertam, sem o que se torna infrutífera.

Quando o sofrimento alheio não nos sensibiliza, a Orientação Divina estatui venhamos a experimentá-lo igualmente para avaliar a dor do próximo e nos predispormos a ampará-lo. Só a piedade consoladora traz alegria ao espírito, criando elevação e valor. Fujamos à compaixão aparente que se manifesta em lágrimas de crocodilo, gestos e exclamações pomposas, nos cenários artificiais do fingimento. Mede-se a comiseração pelo devotamento e solicitude fraternais que promove. Deve-se-lhe o des-

assunto: “Assim como há Espíritos protetores das associações, das cidades e dos povos, Espíritos malfeitores se ligam aos grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo”. Isso nada tem haver com os níveis sociais, culturais ou de inteligência, aliás, quanto mais se acredita que é intocável, mais vulneráveis ficamos, e isso serve para indivíduos ou grupos inteiros, lembramos. No mesmo capítulo e item, ainda lemos: “Se enérgica resistência o não levar ao desânimo, a obsessão se tornará mal contagioso, que se manifestará nos médiuns, pela perturbação da mediunidade, e nos outros pela hostilidade dos sentimentos, pela perversão do senso moral e pela turbação da harmonia”, assim quando apenas um membro do Centro

Espírita não está bem, é evidência de que o mal está por perto. A Casa Espírita não é sua estrutura física, nem seu patrimônio material, mas sim seus trabalhadores, desta forma, não existe proteção absoluta quando temos a liberdade de nos ligarmos, pelo pensamento, ao que desejamos. Proteção real é comprometimento com o bem e como o Centro Espírita é um elemento coletivo, a avaliação de suas normas, procedimentos, prioridades e regras, são fundamentais para uma prática saudável. Na Revista Espírita de março de 1863, Allan Kardec escreve em Falsos irmãos e amigos inábeis: “Crer em sua própria infalibilidade, recusar o conselho da maioria e persistir num caminho que se demonstra mal e comprometedor, não é a atitude de um verdadeiro Espírita”, assim divergências são naturais, mas humildade e bom senso para reavaliar nossa conduta, é imprescindível, sempre com coragem para mudar o que se pratica, mas aprende estar em erro. r

povoamento gradativo das zonas de purgação moral da Espiritualidade. Deixa-te enternecer ante os painéis comovedores das crises de pranto, vezes e vezes temperadas em sangue e suor; contudo, não te detenhas aí: busca dirimi-las. Perlustra as vielas ínvias da necessidade e beneficia as almas que se agitam em desespero, dentro da jaula do próprio corpo. Tem dó, não apenas dos quadros gritantes de falência íntima, mas também dos padecimentos mascarados de silêncio e de orgulho, ingenuidade e inexperiência. Inunda de amor os corações mantidos sob o vácuo do tédio.

Protege a infância desvalida, pois os pequenos viajores da carne carecem de guias. Favorece com a moeda e abençoa com a palavra os pedintes andrajosos somente acariciados pelos cães que vagueiam nas ruas. E na certeza de que a piedade sincera jamais expressa covardia a derruir o bem, nem ridículo a excitar o riso alheio, acatemo-la como força de renovação das almas e luz interior da Verdadeira Vida, eternizada por Deus. Sê compassivo. Psicografia de Waldo Vieira, em página constante do livro O Espírito da Verdade, edição FEB.


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Fevereiro de 2014

Os quase 90 anos da Revista Internacional de Espiritismo Publicação foi fundada por Cairbar Schutel em fevereiro de 1925. Redação

redacao@institutocairbarschutel.org

Cairbar Schutel fundou a RIE

– Revista Internacional de Espiritismo em 1925, exatamente no dia 15 de fevereiro. Portanto, há 89 anos. São quase nove décadas de uma publicação ininterrupta, que tem percorrido o planeta e que granjeou imenso respeito através dos anos, pela postura e seriedade de seu fundador e continuadores nas décadas que se seguiram. De publicação mensal e podendo ser recebida em domicílio mediante assinatura – que pode ser efetivada diretamente no site da editora ou por formulário distribuídos como encarte na própria publicação – a revista circula por todo o país e por dezenas de países no planeta, trazendo em seu

conteúdo estudos mais apurados sobre o tríplice aspecto da Doutrina Espírita. Com entrevistas, reportagens, matérias e muita informação educativa-doutrinária, a publicação também divulga as obras editadas pela editora fundada por Cairbar e estabeleceu nas décadas de circulação, ao lado de outras publicações igualmente perenes e respeitáveis, uma conexão muito significativa com o movimento espírita, tornando-se referência doutrinária no país e no exterior. Vale lembrar que seu fundador, Schutel, já houvera lançado em agosto de 1905 o seu jornal O Clarim, que continua ativo,

já centenário, precursor de todo o trabalho desenvolvido pelo homem que, vindo do Rio de Janeiro, estabeleceu-se em Matão, tornou-

se seu primeiro Prefeito e daqui projetou as luzes de seu raciocínio e especialmente de sua bondade e desprendimento na expansão da ideia espírita, deixando exemplos e influenciando gerações, além de um legado incomparável para a história do Espiritismo. No mês que comemora o lançamento da RIE, coincidente com a duplicação da tiragem do TRIBUNA, é notável o trabalho de divulgação espírita que se soma e se fortalece com tantos órgãos voltados a esse urgente e necessário trabalho de expansão do pensamento espírita, que deve merecer de todos nós imenso carinho e atenção. Uma boa forma de apoiar essa iniciativa de Cairbar, que continua sua trajetória, é assinar a publicação. Veja no site da editora. Acesse: www.oclarim.org. r

Tribuna Espírita - fevereiro/2014  
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