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Variedades I-3

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 29 e 30 de dezembro de 2012

Ministro das comunicações fala em subsídio para compra de TV digital DIGITALIZAÇÃOPaulo Bernardo diz que se não houver uma ação forte do governo, meta de digitalização até 2016 vai atrasar Estadão

O ministro das Comunicaçõ es, Pau lo B er nardo, afirmou que está em análise a possibilidade de conceder subsídios para qu e a s f a m í l i a s p o s s a m adquirir aparelhos digitais ou c onve rs ore s ( s e t - top box), e assim substituir as transmissões pelo sistema antigo, o analógico. “Precisamos acelerar a digitalização, e se não houver uma ação forte do governo, a meta de 2016 vai atrasar”, disse Bernardo. O e s t í mu l o p a r a qu e famílias modernizem seus equipamentos de TV não é inédito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo chegou a distribuir aparelhos quando decidiu utilizar apenas a TV digital. “E lá, a TV aberta nem é tão importante quanto no Brasil”,

observou o ministro. O governo também estuda medidas de incentivo para que as emissoras acelerem a digitalização. “Vamos precisar de medidas fortes”, disse Bernardo, sem antecipar o que será feito. O problema está nos cerca de 500 municípios que utilizam a frequência de 700 megahertz (MHz), e que concentram perto de 80% da população brasileira. O governo quer que eles transmitam apenas sinais digitais, o que abriria espaço para licitar a faixa para a banda larga móvel de quarta geração (4G). Essa é apenas uma das mudanças tecnológicas em curso que, na visão do ministro, ajudarão a elevar os investimentos do setor em 2013. Num momento em que despertar o “espírito animal” do empresariado

Ministro das Comunicações Paulo Bernardo aposta em “ medidas fortes”

é prioridade da presidente Dilma Rousseff, Bernardo avalia que o setor de telecomunicações deu uma contribuição importante. As e mp re s a s i nv e s t i ram de 12% a 13% mais em 2012 do que no ano passado, e é possível que o volume chegue perto de 25 bilhões de reais. Se confir-

INUSITADO

mada essa cifra, será batido o recorde de 2001, ano de privatizações, quando os investimentos chegaram a 24,2 bilhões de reais. Outro setor que vai intensif ic ar invest imentos no ano que vem é o que utiliza comunicação máquina a máquina. São serviços como monitoramen-

to de veículos e câmeras d e s e g u r a n ç a p o r c h i p, que deverão decolar porque o Congresso Nacional aprovou re centemente a desoneração tributária das ligações entre chip e central. Falta a edição de u m d e c re to, qu e d e ve r á ficar pronto no primeiro trimestre de 2013.

Haverá investimentos fortes também na construção da infraestrutura para a telefonia 4G. A meta é que o ser viço seja oferecido no ano que vem nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, mas a expectativa é que ele chegue a sete ou oito capitais, incluindo São Paulo.

DURADOURO

Macaco prego é apreendido e Lente de contato para dente corrige posa para foto em batalhão da PM imperfeições e evita desgaste

Técnica é geralmente feita aos pares, para ter melhor resultado de cor e visual Luna D Alama / G1

Ele fugiu da gaiola onde estava e até “posou” para uma foto diante do computador dos policiais G1

Um a ap o s e nt a d a d e Santo Antônio do Sudoeste, no inter ior do Paraná, precisou chamar a Polícia Militar para acabar com a confusão feita p or um mac aco prego, que invadiu a casa dela. O an i m a l, ap e l i d a d o d e Chico pela comunidade, i nv a d i u a c a s a , d o r m i u na c ama d a mu l he r, fe z bagunça na casa e até comeu o panetone que e s t av a s o b r e a m e s a d a cozinha. De acordo com a aposentada Venilda da Silva Barros, o animal entrou pela casa enquanto ela fazia as atividades dom é s t i c a s . “Fe z u m a b a gunça só. Depois tive que l i mp ar tu d o”, c ont a a o s

risos, ao relembrar da confusão. As s i m qu e e nt rou n a casa, Chico correu até a cama e deitou para d o r m i r. Q u a n d o a m u -

Ele é bem dócil, não é agressivo. A gente está alimentando, dando água. Ele está bem, comportado”

l h e r c h e g o u a o q u a r t o, o animal se levantou e bagunçou algumas toalhas. Dali, seguiu para a cozinha, onde pegou o panetone. Os policiais que aten-

deram o caso levaram Chico para o Batalhão da PM. Lá, o macaco continuou a bagunça. Ele fugiu da gaiola onde estava e até “posou” para uma foto diante do computador dos policiais. Nesta quinta-feira (27), Chico aguardava a transferência para o Batalhão da Polícia Ambient al de Francis co B eltrão, t amb é m n o i nte r i or d o Paraná. Durante o dia, ele foi alimentado e recebeu água dos policiais. Seg u n d o o c a b o Va n d e rl e y R a f f a e l y, o a n i m a l é d ó c i l e n ã o apre s e nt a riscos. “Ele é bem dócil, não é agressivo. A gente está alimentando, dando água. Ele está bem, compor tado”, diz.

Dentistas têm usado “lentes de contato” superfinas feitas de porcelana para corrigir imperfeições, manchas leves, lascas e fraturas de dentes de pacientes. A principal vantagem desse método, que custa entre R$ 1.500 e 3.000 por dente e pode durar até 20 anos, é evitar o desgaste do esmalte natural da pessoa, ao contrário do que fazem as facetas dentárias comuns. Segundo o especialista em dentística (estética) e próteses Mauro Piragibe Junior, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, a técnica existe há alguns anos, mas agora virou moda. A lente tem entre 0,2 mm e 0,4 mm de esp essura, enquanto as facetas normais têm pelo menos 0,5 mm. Pode se beneficiar também quem quiser aumentar o tamanho dos dentes, se forem separados – o espaço entre eles é chamado de diastema. “Se o dente for torto, dá

para corrigir o posicionamento e alinhá-lo com o do lado. E é possível usar a lente em um dente só ou vários, mas em geral isso é feito aos pares, normalmente dos dentes da frente (incisivos) até no máximo o primeiro pré-molar”, explica Piragibe Junior. Assim, de dois em dois, fica mais fácil obter um bom resultado de cor e aparência, sem diferenças entre um dente homólogo e outro. Cada lente é colocada ap ós a confecção de um molde e a aprovação do paciente. O material é aplicado em uma única sessão: o prof i s s i on a l pr i m e i ro passa um ácido no dente, para torná-lo poroso, depois põe um cimento adesivo e um produto químico chamado silano, composto d e s i l í c i o e h i d ro gê n i o, que cola esse cimento na porcelana. O especialista em estética e implantes dentários Milton Raposo Junior, que trabalha com lentes de cont ato há qu at ro anos, destaca que, em uma raspagem convencional, ainda existe o risco de atingir a

dentina, segunda camada do dente, onde há terminações nervosas que podem caus ar dor ou s ensibi lidade. Por essa razão, no méto do convenciona l, o paciente precisa ser anestesiado – o que não ocorre com a lente. De acordo com os dentistas, esse método é contraindicado para quem range os dentes, tem o hábito de roer as unhas ou morder objetos como pontas de caneta. Nesses casos, as facetas mais grossas são melhores. A manutenção da lente de contato é feita no próprio consultório, nas consultas de rotina. De acordo c o m P i r a g i b e Ju n i o r, o ideal é voltar ao especialista a cada seis meses no começo, e depois aumentar esse intervalo para um ano. “Além disso, não é necessário evitar o consumo de determinados alimentos ou bebidas. A porcelana tem propriedades muito parecidas com as do esmalte do dente, e pode ser até mais resistente que ele”, diz o especialista.

TRIBUNA DO VALE - EDIÇÃO Nº 2299  

29 DE DEZEMBRO DE 2012

TRIBUNA DO VALE - EDIÇÃO Nº 2299  

29 DE DEZEMBRO DE 2012

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