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Tribuna de Macau Director José rocha Dinis | Director Editorial executivo Sérgio Terra | Nº 3926 | segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

10 Patacas

PROFISSIONAIS MANIFESTAM-SE CONTRA A REVISÃO DA LEI DE IMPRENSA

Jornalistas “avançam” para a auto-regulação Os jornalistas de Macau que estiveram reunidos em congresso entendem que a Lei de Imprensa “não necessita de qualquer alteração nos objectivos que persegue, nem nos princípios que consagra”, recomendando-se apenas breves actualizações de alguns artigos, e defendem como urgente a

Jorge Pereira busca investidores na RAEM Pág 7

Japonês Daiki Sasaki venceu GP de Kart em Coloane Pág 9

criação de um Conselho de Imprensa, Código Deontológico e Estatuto do Jornalista. A Associação de Imprensa em Português e Inglês propôs ainda a criação de uma comissão para elaborar propostas de ajuste à Lei. Já o Governo voltou Págs 4, 5 e 6 a frisar a importância de uma imprensa livre.

Sunny Chan, Professor do IPM, em entrevista ao JTM

“Uma passagem súbita para a democracia seria muito perigosa em Macau” Págs 2 E 3

O Pai Natal já chegou para os mais novos centrais

Inundações afectaram monumentos de Ayutthaya Pág 15

Marcha da Caridade juntou 12 milhões de patacas última

Ambrose So diz que Executivo aprovou lote no COTAI para SJM

Falta de verbas atrasa obras na fronteira de Gongbei

Segundo disse o director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, o pedido da companhia de jogo para a atribuição de um terreno no COTAI já foi aprovado. A SJM planeia investir mais de dois mil milhões dólares americanos neste terreno, segundo Ambrose So, que já tinha dito que a empresa entraria no COTAI o mais rápido possível, com o objectivo declarado de diversificar a área de negócios para além do jogo. “Recebemos uma carta que dizia que o nosso pedido de atribuição de um terreno no COTAI já foi aprovado, em princípio”, afirmou Ambrose So. “Mas ainda não sabemos as condições que precisamos de dar para o garantir, como o preço”. O mesmo responsável indicou ainda que o planeamento do novo terreno está a andar em bom ritmo.

Estava previsto que ficasse pronto no final deste ano, mas atrasos sucessivos devido à interrupção dos pagamentos aos empreiteiros fizeram com que o projecto de alargamento da fronteira entre Macau e Zhuhai, do lado de Gongbei, se alargue por mais tempo do que o previsto. Até um ano mais, nas contas do representante de Macau na Assembleia Nacional Popular (ANP), Lau Ngai Leong. No sábado, num fórum destinado a discutir o desenvolvimento entre Macau e a província de Guangdong, Lau Ngai Leong reclamou mais dinheiro para esta obra de alargamento, da parte do Estado chinês mas também do Governo da Província de Guangdong. Este representante salientou a importância que a fronteira de Gongbei tem para a cooperação entre Cantão e Macau.


(...) “O Governo parte do princípio de que os idosos têm algumas poupanças e que os seus filhos os apoiarão. Mas temos que pensar em formas para melhorar o bem estar dos idosos” (...) – Sunny Chan

local

(...) No IPM estamos a fazer pesquisas encomendadas pelo Governo e temos muita dificuldade em contratar jovens. Temos que oferecer salários altos, até porque os casinos oferecem muitos trabalhos em “part-time” para os jovens” (...) - idem

SUNNY CHAN EM ENTREVISTA AO JTM

Macau está “mais individualista” Professor associado do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Sunny Chan tem vindo a afirmarse como um dos “fazedores” da opinião local, protagonizando um programa de debate que é transmitido semanalmente na TDM. Dono de um vasto currículo, o académico tem vindo a estudar assuntos relacionados com Administração Pública e coordenou diversos estudos encomendados pelo Governo. Em entrevista ao JTM, Sunny Chan avalia o sistema de segurança social que está a ser criado em Macau PAULO BARBOSA

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população local está a envelhecer. Pensa que o apoio social dado pelo Governo às camadas mais idosas da população é suficiente? -Nos anos mais recentes, o Governo de Macau tem dado muito apoio social, especialmente aos idosos. Por exemplo, há um subsídio anual para os mais velhos. Usufruem também da Pensão de Velhice, cujo valor é cerca de duas mil patacas mensais. Em cada ano, os idosos podem beneficiar de apoios compreendidos entre as 30 e as 40 mil patacas. É certo que isto não é um valor muito substancial, mas é suficiente para os casos normais. O Governo parte do princípio de que os idosos têm algumas poupanças e que os seus filhos os apoiarão. Mas temos que pensar em formas para melhorar o bem estar dos idosos. Nesse aspecto, podia fazer-se mais. Uma das medidas que sugiro consiste em criar mais lares para a terceira idade. Sabemos que, em Macau, há idosos que vivem sozinhos e em casas pobres. É muito difícil encontrar uma colocação para estes casos, especialmente quando os idosos sofrem de doenças incapacitantes. E mesmo que o interessado possa pagar, não há instalações suficientes. São precisos mais lares para idosos que tenham enfermeiros em permanência. Em Hong Kong e Singapura há muitos espaços desse género. Em Macau há escassez. -Mas alguns desses apoios são decretados no curto prazo. Ou seja, os beneficiários não sabem se podem contar com eles no futuro. Por razões históricas e culturais, isto surge em contraste com os sistemas de segurança social europeus, onde os reformados, pelo menos em princípio, têm uma base estável de rendimentos... -A cultura europeia é um pouco diferente. Macau é uma sociedade chinesa, na Europa são mais individualistas. Ali, começou a germinar há centenas de anos a ideia de que as pessoas deveriam tomar conta de si próprias, especialmente quando são mais velhas. Os idosos ingressam em lares

sem qualquer arrependimento, porque tal é visto como uma coisa normal. Na sociedade chinesa, pelo menos antigamente, as pessoas não apreciavam a ideia de ir para um asilo, porque os anciãos gostam de viver no seio das suas famílias. Mas é claro que, hoje em dia, Macau urbanizou-se e aproximou-se do mundo ocidental. A nossa cultura tornou-se mais individualista. No futuro, é provável que os jovens não gostem de compartilhar casa com os mais velhos. Portanto, o Governo devia ter um planeamento a longo prazo e deve estimular o Fundo de Previdência Central. É muito importante que as pessoas com mais de 60 ou 65 anos possam ter dinheiro para as suas despesas e também melhorar os serviços de assistência. Porque, de outra forma, as pessoas podem ter o dinheiro, mas este não serve para nada, porque ninguém toma conta delas. -O Fundo de Previdência Central está a ser criado, mas as contribuições de trabalhadores e empregadores são reduzidas. Isto é sustentável, ou as pessoas terão que contribuir mais? -Na Europa, os empregadores, o Governo e os cidadãos contribuem numa certa medida para esses fundos. Em Hong Kong e Singapura, é diferente. Nesta última, as pessoas têm as suas contas individuais. Isto significa que quando eu poupo 100 dólares, receberei no futuro 100 dólares. Nem mais, nem menos. Mas aqui é diferente. O que as pessoas poupam não é o que recebem. É um sistema de redistribuição. -Mas, conhecendo a mentalidade local, pensa que os residentes concordarão com o eventual pagamento de mais contribuições para o Fundo de Previdência Central, de que só usufruirão eventualmente daqui a muitos anos? -No sistema de Macau, emprega-

dores e trabalhadores podem contribuir um pouco mais, mas o Governo deveria também ponderar a alocação de uma maior parte das receitas fiscais para esse fundo. Temos as receitas do Jogo e parte desse dinheiro devia ser aplicada nisso, para que tenha uma função de redistribuição social. Isso faria com que as desigualdades sociais não fossem tão acentuadas. -E o que pensa da política de distribuir cheques a todos os residentes, como tem sido feito nos últimos anos. Trata-se de uma medida eficaz, ou esta comparticipação deveria ser dirigida apenas a certos estratos sociais? -Essa comparticipação tem duas funções. A primeira tem a ver com razões políticas. Há cerca de três ou quatro anos houve movimentos sociais nas ruas e uma certa conflitualidade. Tratou-se de garantir a estabilidade política e acalmar as pessoas partilhando riqueza. A segunda função passa por contrariar a inflação. Vamos ao mercado e constatamos que os preços dos alimentos aumentaram. Este dinheiro auxilia a gestão doméstica. Quanto ao apoio a estratos desfavorecidos, o Governo já faz isso. Para as pessoas com rendimentos muito baixos, há apoios. Por exemplo, foi aumentado o índice mínimo de subsistência. No caso das habitações sociais, as pessoas podem ficar isentas de pagamento durante um ano. -A taxa de desemprego é bastante baixa em Macau. No entanto, as associações locais e certos deputados continuam a lutar contra a importação laboral. A ideia é compatível com o desenvolvimento da economia local? -Li teses de vários economistas, que defendem que os trabalhadores deveriam poder circular livremente entre os países. Suponhamos que eu sou dono de uma companhia de tecnolo-

gias de informação e quero investir em Macau. Se eu quiser recrutar residentes locais, constato que não há um número suficiente. Neste caso, o Governo deveria permitir a contratação de pessoas de outros países. Se eu estabelecer a marca em Macau, posso fornecer serviços para a China, recrutando algumas pessoas locais e outras de fora. Dessa forma, posso realizar um bom negócio, fazendo de Macau uma sede regional. Esta é uma prática normal em regiões como Hong Kong. Ao mesmo tempo, ao trazer pessoas de fora, os residentes locais podem aprender a lidar com conhecimentos e tecnologias internacionais, o que é bom. -A indústria dos casinos tem a capacidade de contratar grande parte da mão-de-obra, inclusive a menos qualificada. Como é que as pequenas empresas podem gerir os seus recursos humanos? -Não é fácil que as pequenas companhias possam sobreviver. Mesmo nós [no IPM] estamos a fazer pesquisas encomendadas pelo Governo e temos muita dificuldade em contratar jovens. Temos que oferecer salários altos, até porque os casinos oferecem muitos trabalhos em “part-time” para os jovens. Os jovens podem ganhar dinheiro facilmente. As empresas pequenas deviam pensar em reestruturar os seus negócios, acrescentando-lhes valor e empregando tecnologias para reduzir a força laboral. Há pessoas que dizem que Macau é um mercado muito pequeno, mas não concordo com elas. Há muitos turistas que vêm todos os dias. O território é pequeno, mas o mercado é grande, com muitos clientes. Tendo a ideia, pode fazer-se muito dinheiro. Por isso, penso que o Governo deveria permitir que as pequenas empresas empreguem trabalhadores do exterior.

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(...) “No futuro, tem que ser concebido um sistema político muito especial para Macau. Noutros países existem mecanismos para proteger as minorias” (...) – Sunny Chan

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(...) “Os jovens serão sujeitos a mais competição vinda da China interior e de outros locais asiáticos. Trata-se de um futuro muito desafiador, para o qual se precisam de se preparar” (...) - Idem

PROFESSOR ANALISA EVOLUÇÃO DO SISTEMA POLÍTICO

“Há pressupostos para a democracia” Estudioso da ciência política e com vários trabalhos publicados sobre a matéria, Sunny Chan frisa que uma maior democratização é um objectivo a alcançar a longo prazo. Antes, será necessária uma maior cultura cívica e também a criação de um sistema político onde possam estar representadas minorias, como os macaenses. O professor diz que os jovens têm que se preparar para a inevitabilidade de uma maior competição vinda de fora

-Muitos consideram que o sistema educativo local não qualifica adequadamente os estudantes. Por outro lado, há quem diga que a nova geração está “mimada” e tem aversão ao esforço intelectual, devido às oportunidades fáceis. As instituições de ensino superior estão a fazer bem o seu papel? -Todos os domingos à noite, tenho um programa no canal chinês da TDM e debato temas como esse com o público. Na verdade, Macau vai tornar-se num centro de turismo internacional, é esse o objectivo do Governo Central. Isso significa que a fronteira entre Macau e Zhuhai vai ficar menos clara. A Ilha da Montanha será partilhada, com os fluxos das pessoas facilitados. Muitos turistas virão e os locais poderão ir trabalhar nas redondezas. Os jovens serão sujeitos a mais competição vinda da China interior e de outros locais asiáticos. Trata-se de um futuro muito desafiador, para o qual se precisam de se preparar. O mercado abrangerá todo o Delta do Rio das Pérolas, que estará acessível no lapso temporal de uma hora, com o desenvolvimento das redes viárias. Isto acontecerá dentro de 10 anos, quando será facilmente possível ir a Cantão participar numa reunião, depois voltar a Macau e ir a Hong Kong, tudo dentro do mesmo dia. A zona do Delta é a parte mais rica de toda a China. Muitas pessoas qualificadas virão trabalhar ali e será preciso competir com elas. -E pensa que os mais jovens estão preparados ou são demasiado protegidos? -Como professor, tento passar esta visão aos jovens. O Governo também deveria fazer o mesmo. Mas concordo com os apoios que estão a ser dados em termos de subsídios para compra de livros e equipamentos escolares. Deviam ser criadas bolsas para que os alunos possam estudar em universidades noutros países, desde que tivessem boas notas no secundário. Por exemplo, em Singapura, o Governo tem uma política muito inteligente. Eles escolhem os melhores alunos liceais e dão-lhes bolsas muito boas, para que frequentem universidades como Oxford e Cambridge. Mas é claro que precisam de assinar um contrato, onde fica estabelecido que, depois dos estudos, regressarão para trabalhar um mínimo de cinco anos e retribuir o investimento feito por Singapura. Penso que poderíamos fazer algo de semelhante.

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a apresentação das Linhas de Acção Governativa, Chui Sai On anunciou mudanças no sistema eleitoral local. Qual será a abrangência desta reforma? Acha que vai mudar algo de substancial? -A reforma política no sentido da democratização é um movimento social muito importante, mas precisamos de fazer isso de uma forma muito cuidadosa. Há pressupostos para a democracia, que só é possível se os cidadãos tiverem um sentido muito forte de cidadania e uma boa educação. É preciso que saibam o que é a democracia. A democracia não pode ser confundível com um sistema corrupto, em que as pessoas pagam dinheiro para obterem favores. Não gostamos disso. Os cidadãos precisam de maturidade para saberem o que é a democracia. Só depois disso podemos construir a democracia. Se os cidadãos não estão suficientemente maduros, precisamos de o fazer gradualmente, passo por passo. Uma passagem súbita para a democracia directa seria muito perigosa para Macau. -Os deputados são eleitos através de listas que emanam de associações. A criação de partidos políticos seria um desses passos no caminho para a democracia? -Sim, penso que os partidos são organizações positivas. Em Hong Kong há vários partidos. Em Macau, estamos a ir nessa direcção, mas é preciso ter em conta que Macau é uma região muito pequena e que a interferência da China Interior é muito mais forte do que em Hong Kong. Penso que certas associações de Macau serão cuidadosas na sua transformação em partidos. Não o farão agora, mas talvez daqui a cinco ou dez anos. -Vamos supor que haverá sufrágio universal na RAEM. A região tem características especiais, sendo uma delas a existência de minorias, como os macaenses. Acha que os interesses desses grupos seriam representados no sistema político? -Penso que, no futuro, tem que ser concebido um sistema político muito especial para Macau. Noutros países existem mecanismos para proteger as minorias. Precisamos de pensar nisso. Talvez certos grupos minoritários se possam juntar para se transformarem em partidos. -As dificuldades no acesso à habitação e os problemas de trânsito são dois dos assuntos que mais preocupam a população. Como avalia a prestação do Governo nestas matérias? -No que respeita à habitação, o Governo anuiu e vai providenciar mais habitação pública. Nos bairros antigos de Macau, onde existem edifícios com interesse histórico, não é possível expandir as ruas. Não é fácil melhorar a situação de trânsito nessas áreas. Já nas novas áreas, como os aterros, é fácil. Como solucionar isto? Sugiro que algumas das ruas sejam vedadas ao trânsito, transformando-as em vias pedonais. -Também há críticas recorrentes quanto aos serviços hospitalares. Embora vá ser construído um novo hospital, existem carências de recursos humanos e longas esperas nos centros de saúde. Houve deficiências no planeamento? -Hong Kong e Macau partilham o mesmo problema. Há falta de médicos e de enfermeiros. Penso que poderia ser criado um organismo que pudesse

P.B.

Comunicador inato

“Uma passagem súbita para a democracia directa seria muito perigosa para Macau” avaliar os prestadores de cuidados de saúde – médicos e enfermeiros – que quiserem trabalhar no território. E o exame não deveria ser apenas escrito, teria também uma componente prática. Os que passassem poderiam exercer na RAEM. Trata-se de uma espécie de controlo de qualidade. Para quem seja certificado por países como Portugal ou a Inglaterra bastaria criar um pequeno grupo de pessoas para verificar esses certificados.

Nascido em Hong Kong, Sunny Chan é um comunicador inato. Para além da sua actividade lectiva, o académico dedica uma boa parte dos tempos livres à dinamização das actividades da Rede de Convergência de Sabedoria de Macau, que organiza debates quinzenais, em que deputados e outros “líderes de opinião” dialogam com os cidadãos. Mas o que notabiliza mais este professor é mesmo o programa que protagoniza semanalmente na TDM, chamado “Novos Horizontes de Macau”. “Abordamos vários tópicos, como a habitação, os transportes, a educação, a democratização ou a mentalidade local. Convido jovens e vamos para as ruas, onde entrevistamos os cidadãos comuns”, descreve. Sunny Chan estudou na Inglaterra antes de se doutorar na Universidade Chinesa da sua cidade natal. A chegada a Macau aconteceu há pouco mais de uma década, quando veio ensinar para uma região que “adora”. Para além de ter estudado fora, o professor visita frequentemente Singapura, onde vive uma irmã. O conhecimento dos modos de vida de outras paragens faz dele uma espécie de estrangeirado. “Tenho a experiência de ter vivido noutro país e uma sensibilidade que é um pouco diversa da das pessoas de Macau. Posso dizer às pessoas locais que podemos melhorar no futuro, no sentido de Singapura, Macau ou Taiwan”, explica. jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 03


IMPORTADOS PRODUTOS DE KAGOSHIMA. A Agência Comercial Vang Kei anunciou que vai importar produtos alimentares de Kagoshima para Macau. Os produtos da província japonesa deverão chegar à RAEM depois do Ano Novo Chinês.

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MENOS BUROCRACIA PARA DEFICIENTES. Considerando que há excesso de burocracia, Ho Ion Sang exigiu ao Governo a simplificação dos pedidos de subsídios formulados por pessoas com deficiências. Segundo o deputado e membros dos “Kaifong” há casos em que os candidatos têm de ser avaliados mais do que uma vez para poderem ter benefícios do Governo.

GARANTE ALEXIS TAM

Governo rejeita “interferência editorial” Alexis Tam garante que o Governo “não alimenta quaisquer pretensões de interferência editorial ou desrespeito pela diversidade”. Na abertura do 1º Congresso de Jornalistas de Macau, Tam dirigiu palavras de estímulo aos media locais salientando o seu papel na “denúncia de injustiças”

pel dos órgãos de comunicação social em língua inglesa e portuguesa esteja cada vez mais reduzido após a criação da RAEM. Em declarações aos jornalistas, o mesmo responsável aproveitou mesmo para asseverar que o Governo apoia muito o desenvolvimento da comunicação social em língua portuguesa e inglesa. JTM/Lusa

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“Cabe ao sector regular a profissão”

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porta-voz do Governo, Alexis Tam, afirmou que o Executivo não alimenta pretensões de interferência editorial, reconhecendo o papel dos media locais na denúncia das injustiças e a importância de uma imprensa livre. Durante a abertura do primeiro Congresso de Jornalistas de Macau e da Assembleia-geral da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, Alexis Tam, em representação do Chefe do Executivo, salientou em discurso que a “cooperação estratégica [entre Governo e media] assenta no respeito pelos direitos de liberdade de expressão e de imprensa e nos superiores princípios como os da não ingerência, não subordinação e respeito mútuo”. Ao sublinhar que aqueles direitos estão “plasmados” na Lei Básica, o porta-voz do Governo considerou que o “seu exercício pleno, enquadrado no respeito pelos restantes direitos e deveres legalmente consagrados, são essenciais à consolidação da cidadania”. “Por isso, não desenvolvemos qualquer actividade nem alimentamos quaisquer pretensões de interferência editorial e ou de desrespeito pela diversidade e pelo pluralismo de conteúdos e de produção”, afirmou, realçando que “uma imprensa livre e uma opinião pública informada são apontados como indicadores de uma sociedade desenvolvida”. Tam dirigiu uma “palavra de agradecimento e de estímulo” aos media locais “pelo que têm feito, pelos alertas, opiniões, mas também pela denúncia das injustiças”, considerando que a “seriedade e o profissionalismo com que encaram o exercício da profissão ajudam a criar uma sociedade melhor e tornam o [seu] papel insubstituível”. Ao reconhecer que a “sociedade em que vivemos reclama, e com inteira justiça, o direito a mais e melhor informação”, o responsável considera que este é um desafio “não apenas para o Governo, mas também para os media”. Alexis Tam lembrou que o sistema de porta-voz do Governo foi implementado há cerca de ano e meio, ten-

Alexis Tam destacou papel dos media na denúncia de injustiças

do implicado “uma mudança do paradigma de como a comunicação era entendida”, contribuindo para uma “maior facilidade de contacto” e “maior igualdade no respeito pelas duas línguas oficiais, o chinês e o português”. “Estamos conscientes, todavia, de que há margem para melhoria”, acrescentou. “ATITUDE ABERTA”. O mesmo responsável voltou ainda a frisar que o Governo mantém uma atitude aberta sobre a revisão das Leis de Imprensa e de Radiodifusão e irá auscultar as opiniões dos vários sectores. O porta-voz do Executivo assegurou também que não foram tomadas decisões sobre aquela matéria e que o Gabinete de Comunicação Social está a preparar actividades de recolha de opiniões e seminários sobre a revisão das duas leis. Alexis Tam disse também não acreditar que o pa-

“As pessoas são o segredo do bom jornalismo” O jornalismo de investigação “nunca morrerá”, mesmo na emergência de crises económicas, acredita José Pedro Castanheira, jornalista do Expresso, uma vez que, embora este conceito se relacione sobretudo com trabalhos de maior fôlego, os textos diários também implicam procura, curiosidade e imaginação. Defendendo que aquelas são características fundamentais no exercício da profissão, José Pedro Castanheira crê que mesmo em terras pequenas, onde a probabilidade de ocorrerem acontecimentos é menor, poderá encontrar-se sempre uma nova perspectiva para abordar a notícia e captar a atenção dos leitores. Desde a literatura macaense à comparação com outras regiões, todos são mecanismos válidos para puxar pela imaginação e dar uma informação mais completa e interessante. Para José Pedro Castanheira o jornalismo que se faz em Macau não é mau, apenas se vê condicionado pela dimensão das empresas, número de jornalistas e a língua, talvez dos maiores entraves. Geografias, à parte, José Pedro Castanheira, sublinha que “as pessoas são o segredo do bom jornalismo”, e para estar em contacto com elas as barreiras encontradas com especificidade de cada meio poderão ser quebradas. O jornalista do semanário português interveio durante um painel dedicado ao jornalismo de Investigação Vs Grupos Económicos e Pode Político, em que se vincou que o jornalismo de investigação é bom negócio, porque tem público. F.A. pág 04 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

O plano de reestruturação da lei orgânica do Gabinete de Comunicação Social (GCS), que já foi remetido para apreciação de Conselho Executivo, sugere a revogação de competências de credenciação de agentes da comunicação social, numa “manifestação clara de respeito do Governo pela independência do sector e liberdade de acesso à informação”, sublinhou Victor Chan. Em declarações aos jornalistas, o director do GCS recordou a suspensão da emissão de cartão de jornalista em finais de 2006 para reiterar que “cabe ao sector regular a profissão e que o Governo apenas presta apoio técnico”. Victor Chan salientou, por outro lado, que o Governo tem a “responsabilidade” de criar uma plataforma de debate para o sector da comunicação social e o público sobre a necessidade de revisão das Leis de Imprensa e da Radiodifusão, no sentido de acompanhar o desenvolvimento da sociedade. Nesse sentido, segundo refere uma nota divulgada pelo GCS, Victor Chan assegurou que o Executivo “gostaria de ouvir as opiniões e sugestões do sector sobre esta matéria”. O mesmo responsável disse ainda que “o processo em curso serviu como chamada de atenção do sector e da sociedade para o assunto, um dos objectivos do governo quando decidiu activar o processo de revisão legislativa”. (...) “Para além da sondagem deliberativa, as autoridades vão continuar a ter encontros com os órgãos de comunicação social e associações do sector, e se necessário organizar colóquios ou fóruns sobre a matéria, para garantir que antes da elaboração de uma proposta de revisão da lei, haja canais suficientes e tempo adequado para debate no seio da classe e da sociedade em geral e, consequentemente, se recolha um leque mais vasto e diversificado de opiniões que permita um aperfeiçoamento das duas leis”, acrescenta a mesma nota.

RAE’S como plataformas para liberdade

Na opinião de Francis Moriarty, vicepresidente do Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong, as RAE’s desempenham um papel “muito importante como plataforma para que a China chegue a todo o mundo e para que informação do exterior possa chegar a esta parte do mundo”. Embora ambas as regiões funcionem como “uma ponte para a liberdade”, Hong Kong assume ainda um papel mais determinante devido à sua dimensão. Durante o debate, Francis Moriarty mostrou-se também preocupado com o impacto do artigo 23º da Lei Básica, já legislado em Macau, sobretudo por já ter sido invocado para impedir a entrada na RAEM de jornalistas de Hong Kong. A cláusula que permite produzir leis que proíbam qualquer acto de traição à Pátria, de sucessão, sedição, de subversão contra o Governo Central, deverá ser legislada em Hong Kong. Ainda que reitere que é necessário esperar para ver como o processo será desencadeado em Hong Kong, Francis alerta que este artigo não implica apenas questões relacionadas com a imprensa, mas com toda a sociedade. F.A.


DST INCENTIVA EXCURSÕES DE ESTUDANTES. A DST realizou uma promoção do “Plano de Incentivo para Excursões de Estudantes”, em Osaka, no Japão, para divulgar Macau como destino para alunos e instituições de ensino. Segundo a DST, este é “mais um passo” na diversificação do mercado de visitantes da RAEM.

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TRIPLA DISTINÇÃO PARA “HOUSE OF DANCING WATER”. O espectáculo “The House of Dancing Water”, apresentado em permanência no “City of Dreams”, conquistou os prémios de excelência, da “Themed Entertainment Association”, de melhor entretenimento de Macau, da Hurun Report (publicação de referência chinesa para os negócios e luxo), bem como um distinção de mérito na categoria “Design for Asia”.

PROPOSTA CRIAÇÃO DE CÓDIGO DEONTOLÓGICO E ESTATUTO DO JORNALISTA

Jornalistas “avançam” para a auto-regulação Os jornalistas da imprensa em língua portuguesa e inglesa propõem a criação de um Código Deontológico e um Estatuto do Jornalista. A AIPIM pretende constituir uma Comissão para, no prazo de seis meses, elaborar propostas com ajustes à Lei de Imprensa e a formulação necessária para definir matérias como a credenciação dos profissionais

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o 1º Congresso dos Jornalistas de Macau resultou um leque de propostas para melhorar o exercício da profissão no território. Desde a criação de mecanismos que permitam melhorar o acesso a informações de órgãos políticos, legislativos e judiciais à constituição de um Conselho de Imprensa que seja representativo da classe, os jornalistas reunidos no evento prontificaram-se a encontrar respostas para algumas das questões mais prementes. Depois de dois dias de debate, foram aprovadas cinco moções - em que se define, por exemplo, como urgente também a criação de um Código Deontológico e de um Estatuto do Jornalista - e uma resolução que vincula a Associação de Imprensa em Português e Inglês (AIPIM) a trabalhar na revisão da Lei de Imprensa. As preocupações centram-se na defesa dos valores da profissão e no reconhecimento dos seus profissionais. Assim, o Código Deontológico deverá traduzir-se num “guia com princípios orientadores da actividade em Macau”, enquanto que o Estatuto do Jornalista deverá definir as “condições em que se pode ser jornalista e a respectiva acreditação”, ou seja a atribuição de uma carteira profissional, situação que a Lei

Revisão das Leis de Imprensa e Radiodifusão marcou painel sobre a realidade dos “media” em Macau

de Imprensa ainda não prevê. COMISSÃO PARA AJUDAR NA REVISÃO. No âmbito do processo de revisão da legislação vigente há cerca de 20 anos, os jornalistas reiteram que serão necessários apenas ajustes, em questões como a terminologia institucional ou breves actualizações do conteúdo de alguns artigos. Os profissionais salientam que o diploma “não necessita de qualquer alteração nos objectivos que prossegue, nem nos princípios que consagra”, já que continua com “grande actualidade e democraticidade, garantindo, sem margem para dúvidas, o Direito à Informação, Liberdade de Imprensa e todos os direitos devidos aos agentes e utilizadores da Informação, designadamente o Direito de Reposta”. Assim, para “ultrapassar o impasse em que se caiu”, foi proposta a “constituição de uma comissão de que farão parte dois (três) representantes de cada uma das cinco associações de jornalistas de Macau, partindo a iniciativa da AIPIM”. No prazo de seis meses, a contar da data da sua constituição, a Comissão deverá elaborar propostas que contenham sugestões para alterar a Lei de

Imprensa, bem como toda a formulação necessária para o funcionamento do Conselho de Imprensa, a definição do Estatuto do Jornalista, a forma de credenciação dos profissionais e a definição de um tipo legal de crime que puna os atentados à liberdade de imprensa. Neste sentido a AIPIM propõe-se a envidar todos os esforços para seja obtido o consenso “mais abrangente possível” de todos os profissionais da comunicação social de Macau. Porém, se não for possível o consentimento generalizado, a AIPIM mostra-se determinada a avançar sozinha, para obter votos favoráveis das outras associações. A AIPIM promete ainda assumir o compromisso profissional, moral e ético de pôr a funcionar, o Conselho de Imprensa, um Estatuto do Jornalista, um Código Deontológico e a credenciação dos profissionais da Comunicação Social em serviço, caso também não se consiga avançar, “por razões culturais ou outras”, com o parecer favorável das associações. FORMAÇÃO CONTÍNUA E REFORÇO NA TRADUÇÃO. Os profissionais da comunicação social recomendam ainda a evolução do sistema do Gabinete do

Porta-voz do Governo através da criação de gabinetes de imprensas que auxiliem os Secretários e serviços de Administração. Este sistema deverá também ser adoptado pela Assembleia Legislativa, Tribunais e Ministério Público. Reconhecendo que a utilização do português tem sido sempre assegurada, mas a tradução não se verifica em todos os serviços, sugere-se que seja envidado “um maior esforço” para garantir que as declarações dos responsáveis da RAEM e a divulgação das mesmas sejam traduzidas para português. Ao mesmo tempo, os jornalistas defendem um programa de formação contínuo, “imprescindível para o desempenho cabal das funções de todos os trabalhos de comunicação social”. Para tal, os profissionais do jornalismo em língua portuguesa e inglesa apelaram a apoio público “nos mesmo moldes em que é atribuído a associações congéneres no território” para que seja criada uma sede da AIPIM. Os jornalistas consideram este espaço necessário para o “bom desempenho das funções de associativismo e participação activa no desenvolvimento da imprensa em Macau”.

JORNALISTAS PREOCUPADOS COM DIFICULDADES DA AUTO-REGULAÇÃO

Rever porquê e para quê? As Leis de Imprensa e Radiodifusão estão “actuais” e conseguem proteger tantos os profissionais do jornalismo como os destinatários da informação, assegura o advogado Frederico Rato. Durante um painel sobre o exercício desta profissão em Macau, os jornalistas e responsáveis de publicações locais também se mostraram-se preocupados com o método utilizado para a revisão dos diplomas e questionaram os critérios do Governo. Os profissionais salientaram, por outro lado, a necessidade de auto-regulação e as dificuldades do processo

O

processo de revisão das leis de Imprensa e de Radiodifusão continua a suscitar dúvidas aos profissionais do jornalismo e a especialistas em Direito, sobretudo por não verem definido, por parte do Governo, um propósito para a alteração dos diplomas em vigência em Macau há cerca de 20 anos. Segundo Frederico Rato, “as leis estão actuais e a dar conta do recado”, uma vez que conseguem proteger tanto quem exerce a profissão como os destinatários da informação. Por isso, o advogado questionou os critérios do Governo para proceder à revisão da Lei de Imprensa e da Lei de Radiodifusão. “O facto de uma lei ter um ou 20 anos não pode ser critério para proceder a uma revisão”, disse contrariando um dos argumentos já expostos pelo Executivo aquando da apresentação da sondagem deliberativa. Analisando as leis de Imprensa e de Radiodifusão, Frederico Rato, ex-proprietário do Ponto Final, sublinha que os diplomas não carecem de mudanças profundas, porque cumprem o seu objectivo: asse-

gurar a liberdade de imprensa. “Com o Governo de Carlos Melancia acabámos por ter grandes progressos [no jornalismo] devido a estas leis de imprensa e de radiodifusão. Os diplomas continuam frescos e de excelente aplicação. São monumentos legislativos à liberdade de imprensa”, explicou. Os jornalistas presentes no painel subordinado ao tema “Os media em Macau: retrospectivas, panorama actual e caminhos para o futuro” alinharam pelo mesmo diapasão e manifestaram ainda preocupação com questões ausentes do sistema legal, como a auto-regulação e o reconhecimento da profissão através de um documento, como a carteira profissional. Para Gilberto Lopes, chefe da Rádio Macau, o processo de auto-regulação “será muito difícil”, uma vez que o “diálogo com as associações” não tem sido fácil. Por isso, José Rocha Dinis, director do JORNAL TRIBUNA DE MACAU, salientou que “este processo terá de ser aberto, porque os media chineses têm concepções diferentes”, em relação aos órgãos de comunicação social em língua portuguesa e inglesa.

A formação de um Conselho de Imprensa tem suscitado reticências sobretudo aos profissionais dos media chineses que temem a criação deste mecanismo por recearem que seja instrumentalizado pelo poder, referiram alguns dos jornalistas portugueses, chamando a atenção para a importância de se esclarecer a constituição do Conselho. “Quem o vai constituir são gigantes dos meios de comunicação chineses que tem por trás interesses como o sector imobiliário ou do jogo”, notou Carlos Morais José, director do jornal Hoje Macau, acrescentando que se fosse um profissional dos meios de comunicação chineses também recearia um Conselho de Imprensa. O responsável do Hoje Macau salientou ainda que a lei poderá ser revista, mas o seu espírito deve manter-se. “O que me faz impressão é a metodologia usada na revisão”, disse ao referir-se ao facto de o Executivo ter optado primeiro por fazer perguntas sobre o documento sem traçar um esboço sobre as possibilidades de revisão. F.A. jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 05


GOVERNO QUER MELHORAR ESTRUTURA DO GAES. O Governo pretende “melhorar a estrutura orgânica e o ambiente de trabalho” do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, indicou o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, durante uma visita ao organismo coordenado por Sou Chio Fai. Cheong U reiterou ainda que o Executivo irá investir mais recursos no ensino superior.

VOX POPuli

CIEL WANG (Turista de Taiwan)

“Os donos das lojas não se importam muito com a qualidade do serviço” -Porque é que decidiu visitar Macau? -Há três ou quatro anos que ouvia falar da fama desta cidade, devido aos seus casinos, e por isso queria conhecer Macau. Além disso, é uma visita cómoda, porque Macau está muito perto de Taiwan. -Depois de um dia de visita, qual é a sua impressão sobre a cidade? -Macau está cheia de casinos e hotéis. Tenho muita curiosidade em conhecer os hotéis e casinos de luxo, porque para mim são coisas novas. O Venetian, por exemplo, é um resort fantástico, com muitas áreas de diversão. Também acho que os edifícios de estilo europeu são muito atractivos. Pretendo tirar muitas fotografias com igrejas como fundo. Em Macau, parece que estamos mesmo numa cidade europeia. -E do que gosta menos? -Quando comemos nos restaurantes típicos ou das zonas turísticas, os empregados não são muito simpáticos. Parece-me que os residentes já estão fartos de turismo. Os donos das lojas não se importam muito com a qualidade do serviço... Sei que há demasiados turistas e que o número dos visitantes é superior ao da população local. Por outro lado, os transportes públicos não são muito cómodos, aliás, nem sei os percursos e horários dos autocarros. Acho que o desenho das placas com informações sobre os transportes e os pontos turísticos devem ser melhorados. -Em geral, qual é a maior diferença que encontrou entre Taiwan e Macau? -O facto de Macau ter ruas muito estreitas. As redes de transportes também envolvem trajectos pequenos. V.C. pág 06 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

local

“JUNKETS” AUMENTAM RECEITAS. A “Asia Entertainment & Resources Ltd” (AERL), operadora “junket”, registou um crescimento de 42% para 13,68 mil milhões de patacas no “turnover” apurado em Novembro, face ao mesmo mês de 2010, noticiou a “Macau Business”. A AERL opera salas VIP nos casinos Galaxy, StarWorld e Venetian.

CIDADÃOS REPORTÉRES ESTÃO A ABRIR JANELAS PARA REALIDADES DESCONHECIDAS

Redes sociais “libertam” pensamentos na China As histórias que cativam os leitores provavelmente não são fruto da internet e exigem ao jornalista várias caminhadas na rua para falar com as pessoas, salientam os profissionais do velho ofício de guardar o mundo. Porém, as redes sociais estão a desempenhar um papel importante na abertura de países repressores dos “media”, como a China, sublinhou o correspondente em Pequim do jornal “South China Morning Post” FÁTIMA ALMEIDA

P

elas histórias partilhadas durante vários painéis do 1º Congresso de Jornalistas de Macau, o princípio cristalizado por repórteres experientes como o polaco Ryszard Kapuścińsk parece intocável: “não é possível haver [bom] jornalismo fora da relação com os outros seres humanos”. Tão simples como referiu Francis Moriarty, vice-presidente do Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong: as principais fontes de um jornalista devem ser “os seus sapatos”, capazes de o levarem ao encontro das pessoas, peça fundamental desta profissão. Neste contexto, a Internet poderia ser um “pesadelo”, uma vez que pela sua virtualidade limitaria aquela essência, mas apesar dos receios, as redes sociais têm-se transformado num meio capaz de agitar os planos do poder mais controladores, constatou ao JTM Paul Mooney, correspondente em Pequim do jornal “South China Morning Post”. “São importantes, sobretudo na China em que há conteúdos controlados e não temos acesso a tantas notícias”, considerou o jornalista. Paul Mooney reiterou que se tornou um melhor jornalista com a difusão do jornalismo online. “Aprendi muito com os cidadãos repórteres. Podem não estar muito bem treinados ou usar uma câmara, mas vão a locais aos quais os media chineses não podem aceder e permitem-nos saber coisas que antes não tínhamos ouvido”, sublinhou, acrescentando que é um recurso com o qual se deve aprender a trabalhar. A informação online está a transformar-se num mecanismo que permite às pessoas aumentarem o seu nível de conhecimento sobre os acontecimentos do país, e ao mesmo tempo que deixa o Governo Central sem tanta margem para controlar as opiniões, acredita o jornalista que há cerca de 17 anos trabalha na China. “Posso dizer que existem mais casos em que o Governo está a mudar a sua política ou fazer algo no contexto político por causa das redes sociais, é uma questão que se está a tornar sensível para o Governo”, referiu. Este meio de expressão deixa as autoridades “preocupadas”, porque “está a tornar os cidadãos chineses conscientes do que se passa no seu próprio país, mesmo os que antes não se importavam com isso”, ilustrou. Assim, um dos gigantes do mundo continua a fortalecer o seu poder através da economia, mas por outro lado começa a sentir que lhe escapam das mãos fechadas mais vozes. “O Governo sente-se poderoso porque a economia está a ir bem, mas ao mesmo tempo deve estar a perder o sono uma vez que há muitas coisas que antes eram proibidas, mas que agora estão a ser reportadas e não as pode controlar”, comparou salientando no entanto que a repressão continua muito forte. OS MESMOS PRINCÍPIOS NA INTERNET. Apesar de considerar que a Internet poderá ser um meio importante para quebrar barreiras no mundo da informação, Paul Mooney também deixou o alerta para a importância dos jovens jornalistas estarem conscien-

Paul Mooney acha que o Governo chinês “deve estar a perder o sono” devido ao poder das redes sociais

tes sobre os conteúdos que escolhem. “É necessário que se confirmem as informações disponíveis e tentar ter várias fontes. Estes são elementos que não mudam”, reitera. Embora os perigos existam, o modo de fazer jornalismo pode manter-se. Os cidadãos repórteres e os conteúdos online são apenas mais fontes de informação para o exercício do jornalismo, defendeu João Paulo Meneses, editor online da TSF. “A História já nos ensinou que não são os suportes que fazem essa definição [do que é jornalismo]. Pode-se fazer um blog com bom jornalismo e um jornal sem jornalistas. O mais importante é o conceito”, salientou. Ou seja, mesmo “que chamemos repórter ao cidadão, se queremos usar os elementos que fornece, temos pegar nessas informações e tratá-las. É fazer com esses materiais o que fazemos com um discurso ou outro suporte”, exemplificou. Apesar de, quando estalou o fenómeno do jornalismo online, a pressa em colocar as informações na Internet impedir que os conteúdos fossem verificados com mais cautela, esta tendência começa a inverterse, notou ainda João Paulo Meneses. O jornalista referiu que, por exemplo, a TSF opta por não difundir a notícia se esta não puder ser confirmada. Isto começa a acontecer, porque o público está cada vez mais exigente. JOVENS ONLINE EM MACAU. A Internet em Macau também está a chamar a atenção dos jovens, que utilizam sobretudo o Facebook. Segundo Agnes Lam esta é uma ferramenta incontestável na vida das novas gerações, que embora estejam cada vez mais longe das páginas dos jornais impressos, se aproximam das notícias escritas online. “Os alunos trazem as notícias [para as aulas] através do i-phone. Se não usarmos este tipo de tecnologias não podemos comunicar com eles”, mencionou. Pela sua experiência, enquanto professora no curso de comunicação da Universidade de Macau, Agnes Lam salientou o impacto que as redes sociais têm na vida dos estudantes e a necessidade de conhecermos esta realidade para lhes dar instrumentos que lhes sirvam para distinguir o que é credível de dados falaciosos.


ADELSON CONTRA JOGO “ONLINE”. O CEO da Las Vegas Sands manifestou-se contra a legalização do póquer na internet. Segundo o jornal Las Vegas Sun, Sheldon Adelson justificou a posição pelo facto de se opor “moralmente” ao jogo “online” e pela falta de mecanismos que previnam apostas dos jovens.

local

FORNECEDORES PEDEM ARMAZÉM. Ip Sio Man, responsável da Associação da União dos Fornecedores de Macau, apelou ao Governo para criar um armazém para os fornecedores, como forma de baixar os preço dos produtos alimentares. Ip Sio Man defendeu ainda a revisão do sistema de importação de produtos alimentares.

jorge pereira BUSCA INVESTIDORES em macau e NA CHINA para sector imobiliário

“É uma boa altura para investir em Portugal” Esteve à frente da então Autoridade Monetária e Cambial de Macau durante a administração portuguesa. Jorge Pereira está de volta ao território em busca de investidores para o imobiliário em Portugal, que garante ser uma aposta “com rendimentos” garantidos. Mostra-se feliz por Macau estar no actual patamar de desenvolvimento mas aconselha à diversificação dos serviços prestados “porque a galinha dos ovos de ouro pode acabar”

É

a outra face da crise financeira. Para quem quiser investir no sector imobiliário em Portugal, este é o momento. Quem o assegura é o consultor imobiliário Jorge Pereira, vicepresidente executivo da Autoridade Monetária e Cambial de Macau entre 1982 e 1989, que está no território desde a semana passada a tentar angariar investidores. “É uma boa altura e uma das melhores de sempre para investir em Portugal”, assegura. “Há dois ou três anos alguém que comprasse imobiliário como investimento teria um rendimento entre 6 e 6,5%. Hoje pode ter entre 8% e 9% de rendimento. É um crescimento muito grande que pode atrair investidores de todo o mundo, e porque não de Macau, Hong Kong e da China?”. A RAEM surge aqui por causa das ligações que existem ao mundo português. “Há muitos investidores de Macau que conhecem razoavelmente Portugal e há possibilidade destes investidores terem gente lá que conhecem, de confiança e que os possa aconselhar. Muitas vezes não é fácil investir noutros locais no estrangeiro por falta de gente conhecida e de confiança que possa tratar disso”, explica Jorge Pereira ao JTM. O consultor, que foi ainda administrador do Finibanco em Macau e administrador delegado da sociedade de empreendimentos Nam Van, faz a ponte a ponte entre os clientes em Portugal

Em Macau, Jorge Pereira, consultor, esteve à frente da Autoridade Monetária e Cambial, do Finibanco e da sociedade de empreendimentos Nam Van

e os investidores. “É uma boa altura e uma das melhores de sempre para investir em Portugal”, assegura. Segundo explica, “o mercado português de investimento, de cinco, 10, 20 milhões de euros para cima, é um mercado que sempre foi muito dominado pelos fundos de investimento alemães e holandeses. Desde que rebentou a crise, os fundos alemães retraíram-se imenso. O que eu digo aos investidores de Macau é que no dia em que os alemães deixarem de estar retraídos aquilo que hoje se compra, por exemplo, por dez milhões, facilmente daqui a dois três anos é vendido por 12, 15 milhões de euros. Por isso, quem tenha disponibilidade para investir, há coisas neste momento em Portugal a muito bom preço”, como casas de campo e até quintas. O sector da habitação foi o que baixou mais depressa, “mas no que diz res-

peito ao que é de qualidade média ou baixa. Aí os preços caíram 30 ou 40%. O que é de qualidade média para bom foi afectado até cerca de 10%, a quebra é menor. Por exemplo, imobiliário muito bom dentro de Lisboa continua-se a vender bem desde que tenha muito boa qualidade. Não se vende mais apenas porque os bancos não tem dinheiro para financiar a compra”, completa. E os “preços esmagadores” também são conseguidos porque “há mais pessoas a precisar de liquidez e nesta aflição vendem-se imóveis a preços muito atractivos”. Até agora já houve três investidores que pediram para analisar com mais pormenor o que em Portugal há para oferecer. Ainda assim, há uma dificuldade que tem de ser superada. “Alguns empresários chineses já tiveram experiências um bocado amargas,

há casos em que foram criadas ilusões às pessoas e agora os investidores de cá estão mais retraídos, têm desconfianças. Já vi gente daqui queimada na área imobiliária, industrial”, lamenta. Investimentos em sentido inverso, de Portugal em Macau, é que já “muito difícil”. MACAU TRÊS ANOS DEPOIS. É com um brilho nos olhos que Jorge Pereira fala de Macau. Saiu em 1999 não por causa da transição mas devido a um problema pessoal, segundo refere. Até 2003 vinha todos os meses à RAEM mas agora desde há três anos que não assentava os pés no território. No fim de contas, está “feliz” por ter corrido tudo bem com a comunidade portuguesa depois da criação da RAEM (lembrando que “durante muito tempo houve quem fomentasse um certo medo”) e por Macau ter sabido aproveitar as oportunidades criadas pela abertura do jogo. “Durante muito tempo, houve algumas pessoas que sempre disseram que o jogo devia ser aberto mas a administração portuguesa nunca quis ir por aí. Provou-se que a abertura do jogo foi realmente uma solução para Macau”. Mas, o consultor, que acompanha a realidade política, social e económica pelos media portugueses na RAEM, é da opinião que “o crescimento quantitativo, que é impressionante, esmagador, único no mundo, um caso de estudo até, não está a ser acompanhado pelo crescimento qualitativo”. Fala, principalmente, de aspectos ligados ao sector da saúde, educação e ambiente. “Aqui existe este dinheiro todo e por isso é um pouco estranho que se esteja a perder uma oportunidade. Pode ser preocupante porque o jogo hoje está na crista da onda mas Macau tem que começar a criar coisas diferentes noutros sectores, porque a galinha dos ovos de ouro pode acabar”, avisa, até porque todo este dinheiro “gera ambições noutros lugares da Ásia”. A solução passa por diversificar. “Atrair serviços, trazer congressos internacionais de peso, começar a gerar receitas alternativas”. E neste campo, “ainda há muito trabalho para fazer”. H.A.

Café com 50 anos ignora ordem de fecho O café-restaurante “Tai Lei Loi Kei”, localizado na vila da Taipa, continuava ontem aberto, 48 horas depois de ter sido novamente avisado pelo IACM de que terá de fechar portas, devido ao cancelamento da licença de funcionamento VIVIANA CHAN

C

onhecido pelas suas bifanas, o Café “Tai Lei Loi Kei”, que funciona há meio século junto ao Largo do Governador Tamagnini Barbosa, na Taipa, está agora em risco de fechar. De acordo com o jornal “Ou Mun”, em causa estará o facto do titular da licença de funcionamento – cuja identidade não foi revelada - ter procedido ao cancelamento desse direito há já algum tempo. Depois da ordem inicial de encerramento não ter produzido efeitos práticos, as autoridades receberam

nos últimos dias várias denúncias por parte de residentes, pelo que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) decidiu entregar, na sexta-feira, um aviso visando o fecho do estabelecimento no prazo de 24 horas. Porém, o ultimato não foi respeitado e o café continuava ontem a receber clientes. A responsável do restaurante, a senhora Chan, sublinhou que não aceita a decisão das autoridades e irá manter o negócio. Na perspectiva de Chan, não há razões que justifiquem a suspensão da licença. “Se não fosse a dona do restaurante, não estaria a geri-lo há tanto tempo”, frisou, assegurando que irá recorrer aos tribunais por forma a contestar a ordem de fecho emitida pelo IACM. Ontem, o presidente do Conselho de Administração do IACM, Raymond Tam disse aos jornalistas que o organismo está a fazer uso das suas competências e irá encerrar o estabelecimento, mesmo que a proprietária insista em mantê-lo aberto.

Responsável do restaurante garante que não vai respeitar aviso do IACM jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 07


publicidade COMPANHIA DE SEGUROS DE MACAU VIDA, S.A. BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 ACTIVO

Sub-totais

- IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS . Outras imobilizações incorpóreas . (Amortizações acumuladas) - IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS . Móveis e utensílios . Computadores . (Reintegrações acumuladas) - IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS . De valores livres - Acções - Obrigações - Outras . Valores afectos às provisões técnicas-próprios - Depósitos a prazo - Obrigações - Outras - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS PROVISÕES MATEMÁTICAS . De seguro directo - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS PROVISÕES PARA SINISTROS . De seguro directo - DEVEDORES GERAIS . Empresas associadas . Resseguradores . Outros - PRÉMIOS EM COBRANÇA . Prémios em cobrança . (Provisões para prémios em cobrança) - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS . Outros acréscimos e diferimentos - DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO . Em moeda local - Depósitos à ordem . Em moeda externa - Depósitos à ordem - Depósitos a prazo - Total do Activo

Totais

2,138,110.40 (2,138,110.40)

-

98,810.00 367,153.95 (465,963.95)

-

Vida e Rendas Outros seguros

- PROVISÕES MATEMÁTICAS . De seguro directo - COMISSÕES . De seguro directo - ENCARGOS DE RESSEGURO CEDIDO . De seguro directo - Prémios cedidos - Redução das provisões matemáticas (r.c.) - INDEMNIZAÇÕES BRUTAS . De seguro directo - Morte do segurado - Resgate de apólices - Vencimento de apólices - Provisões - DESPESAS GERAIS - ENCARGOS FINANCEIROS - ENCARGOS DIVERSOS - PROVISÕES FINANCEIRAS . Provisões p/Prémios em Cobrança - Lucro de exploração

161,345,128.26 177,743,603.64 27,870,402.56

477,916,290.72 611,492.85

116,560.07 44,825.12 2,136,044.46

2,297,429.65

190,807.63 (103,764.80)

87,042.83 3,757.03

4,442,066.95 8,708,060.27

CRÉDITO - PRÉMIOS BRUTOS . De seguro directo

2,267,809.12

1,826,727.88 20,754.80

724,628.80 128,393.87

19,681,053.41

- PROVEITOS DE RESSEGURO CEDIDO . De seguro directo - Comissões (inc. part. nos lucros) - Indemnizações - Part. dos resseg. nas provisões matemáticas(r.c.) - Part. dos resseg. nas provisões p/sinistros (r.c.)

205,711.01 1,212,816.00 9,535.00 2,940,816.00

166,043.70

- REDUÇÃO DAS PROVISÕES MATEMÁTICAS . De seguro directo

1,162,271.80 225,564,593.01

- PROVEITOS INORGÂNICOS . Financeiros

Totais

Sub-totais

13,773.12

37,356,393.06

- PROVEITOS DE SERVIÇOS PRESTADOS . De gestão dos fundos privados de pensões . Outros

Contas gerais

2,254,036.00

Totais 43,692,619.62 250,661,039.58

2,551,356.68 149,148.67

2,700,505.35

1,603,876.70 238,514,709.14 12,138,430.13 3,216,335.20 255,473,351.17 7,256,081.70 7,256,081.70 37,880.94 2,709,700.80 1,006,348.01 101,104.80 14,501,070.15

101,104.80 14,501,070.15

21,896,137.59

316,249,796.79 57,037,446.47

371,754.71 1,212,816.00 9,535.00 2,940,816.00

4,534,921.71 226,726,864.81

248,191.58

7,519,959.81 5,448.50

8,861,863.23 5,847,358.83 Totais 48,734,991.70 254,521,744.93

5,467,651.85 12,993,060.16

90.00

7,519,959.81 253,730.08

7,773,689.89 20,176,873.91 316,249,796.79

- CONTA DE GANHOS E PERDAS DO EXERCÍCIO DE 2010 DÉBITO - PERDAS - Provisão p/imposto complementar de rendimentos

2,996,772.00

- RESULTADOS LÍQUIDOS (LUCRO FINAL) Total

11,507,182.15 14,503,954.15

CONTABILISTA Joaquim António Cruz

- Lucro - De exploração - Ganhos extraordinários - Mais-valias em imobilizações corpóreas

CRÉDITO 14,501,070.15

Total

2,884.00 14,503,954.15

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Chiu Lung Man, John Chiu Chik Yiu Kai

pág 08 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

(1,198,908.00) 2,404,654.35 152,450.32 19,614.00 1,764,177.90

- INDEMNIZAÇÕES A PAGAR

4,340,896.57 102,411.70

- COMISSÕES A PAGAR

15,760.00 - Total do Passivo

399,583,344.74

- SITUAÇÃO LÍQUIDA - CAPITAL SOCIAL . Realizado

92,000,000.00

- RESERVAS . Reserva legal

9,781,360.95 14,503,954.15 (2,996,772.00)

- Total da Situação Líquida - Total do Passivo e da Situação Líquida

(10,563,787.60) 11,507,182.15 102,724,755.50 502,308,100.24

SÍNTESE DO RELATÓRIO DE ACTIVIDADES DE 2010 Patacas

30,233,825.69

2,645,289.21 237,690.89

3,653,335.22

- PROVISÕES DIVERSAS

18,354,271.16 502,308,100.24

1,061,036.22

26,530.65 768,657.12

392,669,849.25

- PROVISÕES PARA SINISTROS . De seguro directo

- RESULTADOS TRANSITADOS DE 2008 - RESULTADOS LÍQUIDOS (antes de impostos) - PROV. P/O IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTO - RESULTADOS LÍQUIDOS (depois de impostos)

5,204,143.94

Totais

- PASSIVO -

3,037,816.00

29,172,789.47

8,400.00 1,595,476.70 1,023,427.07 237,491,282.07 8,350,545.40 3,787,884.73 3,216,335.20

- PROVISÕES MATEMÁTICAS . De seguro directo

Sub-totais

- CREDORES GERAIS . Empresas associadas . Mediadores . Organismos oficiais . Outros

29,100,403.28 72,178,235.81 9,678,517.17

- CONTA DE EXPLORAÇÃO DO EXERCÍCIO DE 2010 DÉBITO

Patacas

PASSIVO E SITUAÇÃO LÍQUIDA

O ano de 2010 foi de estabilização para a Companhia de Seguros de Macau Vida, S.A.. A Companhia continuou com a estratégia de negócios em reposicionar o seu portefólio de produtos de seguro, lançando novos produtos que se ajustem às necessidades da população de Macau. Os negócios operacionais da Companhia de Seguros de Macau Vida em 2010 beneficiaram da boa performance dos investimentos e registou prémios brutos no valor de 57 milhões de patacas, e resultados após impostos de 11,5 milhões de patacas. Para 2011 as perspectivas para a economia da RAE Macau permanecem optimistas, sendo de esperar que beneficiem a Companhia de Seguros de Macau Vida e o sector segurador local em geral. A Companhia continuará a desenvolver e lançar novos produtos que satisfaçam as necessidades do mercado local. ORGÃOS SOCIAIS MESA DA ASSEMBLEIA GERAL u Leonel Alberto Alves - Presidente u Rui José da Cunha - Primeiro Secretário u Leonel Leonardo Guerreiro da Costa - Segundo Secretário CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO u Wong Shou Yek David - Presidente u Wong Hon Hing, Derek Wong u Roderick Stuart Anderson u Nicholas John Mayhew u Chiu Lung Man, John Chiu u Chik Yiu Kai u Wong Tsu Hing Harold (nomeado em 27/07/2010) u Si Chi Hok (resignou em 08/06/2010) CONSELHO FISCAL u Peng Chun Vong - Presidente u Fernando Manuel da Conceição Reisinho - Vogal u Chan Sou Chao, Kenneth - Vogal ACCIONISTAS COM PARTICIPAÇÃO QUALIFICADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 Acções Companhia de Seguros de Macau, S.A. 91,862

Percentagem % 99.85

PARECER DO CONSELHO FISCAL No âmbito das suas competências, o Conselho Fiscal acompanhou a gestão e a evolução dos negócios da Companhia ao longo do exercício de 2010, durante o qual examinou regularmente os registos contabilísticos e outra documentação relevante. O Conselho Fiscal analisou ainda o relatório do auditor independente PricewaterhouseCoopers datado de 09 de Março de 2011, o qual expressa uma opinião sem reservas em relação aos documentos de relato financeiro da Companhia referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010. No entendimento de que, quer os documentos de relato financeiro apresentados pelo Conselho de Administração, quer os resultados apurados, reflectem com rigor a evolução patrimonial da Companhia durante o ano e a respectiva situação no fim do exercício, o Conselho Fiscal propõe que sejam aprovados: 1) o relatório do Conselho de Administração e os documentos de relato financeiro relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010; 2) a proposta de afectação do resultado do exercício. Macau, 11 de Março de 2011 O Conselho Fiscal RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS PARA OS ACCIONISTAS DA COMPANHIA DE SEGUROS DE MACAU VIDA, S.A. (constituída em Macau como sociedade de responsabilidade limitada) As demonstrações financeiras resumidas anexas da Companhia de Seguros de Macau Vida, S.A. (a Sociedade) referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 resultam das demonstrações financeiras auditadas e dos registos contabilísticos da Sociedade referentes ao exercício findo naquela data. Estas demonstrações financeiras resumidas, as quais compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2010 e a demonstração dos resultados do exercício findo naquela data, são da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente endereçada a V. Exas, enquanto accionistas, sobre se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e sem qualquer outra finalidade. Não assumimos responsabilidade nem aceitamos obrigações perante terceiros pelo conteúdo deste relatório. Auditámos as demonstrações financeiras da Sociedade referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 de acordo com as Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações financeiras, no relatório de 9 de Março de 2011. As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2010, a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e um resumo das principais políticas contabilísticas e outras notas explicativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas da Sociedade. Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sociedade e dos resultados das suas operações, e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas anexas devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo relatório do auditor independente. Tsang Cheong Wai Auditor de contas PricewaterhouseCoopers Macau, 28 de Outubro de 2011


ENGANADO COM COLAR DE OURO. O proprietário de uma casa de penhores apresentou queixa na Polícia Judiciária por um funcionário ter sido enganado na compra de um colar de ouro, pelo qual pagou 43 mil dólares de Hong Kong. Após uma análise mais atenta veio a descobrir que era falso.

local

FURTO EM CARRO “RENDE” 4.000 PATACAS. Uma mulher de 60 anos apresentou queixa na PJ porque a mala com um relógio, jóias, telemóvel, livro de cheques e passaporte, num total de quatro mil patacas, tinham desaparecido do carro, que havia ficado estacionado junto de um posto de abastecimento de combustível na zona da Areia Preta.

Breves Sequestraram e agrediram por dívidas de jogo

Japonês Daiki Sasaki (à esquerda) venceu depois de dois pilotos que seguiam à sua frente terem desistido

GRANDE PRÉMIO INTERNACIONAL DE KART DE MACAU

Vitória nipónica em Coloane Na prova mais importante de kart, em KF1, o japonês Daiki Sasaki agarrou o primeiro lugar. Em KF3 a vitória foi do dinamarquês Nicklas Nielson. Já o piloto de Macau Cheong Chi On venceu na categoria Rotax Sr. O vicepresidente do Instituto do Desporto anunciou que para o ano Macau pode voltar a receber o campeonato mundial da modalidade

D

ois dos três lugares do pódio foram ocupados por pilotos europeus, mas o mais importante foi conquistado pelo japonês Daiki Sasaki, que ficou em primeiro lugar na prova de KF1 do Campeonato Ásia-Pacífico, a prova mais importante do Grande Prémio Internacional de Kart de Macau, que ontem terminou em Coloane. Jordan Lennox-Lamb, do Reino Unido ficou em segundo e o espanhol Pedro Hiltbrand em terceiro. No final da prova, o vice-presidente do Instituto do Desporto (ID), José Tavares, mostrava satisfação não só por a prova “ter corrido muito bem”, como pelo território poder vir a receber, em Outubro do próximo ano, o campeonato do mundial de Kart, que recebeu pela primeira vez em 2009. “Penso que está tudo mais ou menos assente e agora só falta a formalização através de um pedido oficial da associação ao Governo para chegarem os apoios [financeiros]. A prova deve ocorrer em meados de Outubro”, avançou José Tavares. Na prova de KF3, destinada a pilotos entre os 12 e os 15 anos, a vitória sorriu ao dinamarquês Nicklas Nielson, que foi mais rápido que Mathew Solomon, de Hong Kong, segundo lugar, e Teruhisa Tanaka, do Japão, terceiro. Ao JTM, o jovem Nicklas Nielson considerou que “a pista é algo difícil”, mas contou que a maior dificuldade que sentiu foi “nas qualificatórias”. Na prova final “o arranque é o mais difícil porque nunca sabemos o que acontece, com muitos pilotos, por isso, temos sempre de ter cuidado”. VITÓRIA DE MACAU EM ROTAX SR. O único piloto de Macau que subiu ao pódio foi Cheong Chi On, que venceu na categoria Rotax Sr. “Foi difícil porque a corrida junta outra categorias. Integramos a classe Fórmula 125 SR mas temos diferentes motores o que acaba por ser difícil”. Mas um primeiro lugar em Macau, tem sempre outro sabor. “É bom ganhar aqui, mas sei como guiar porque já conheço este circuito”, referiu ao JTM. Para José Tavares, esta vitória é sinal que os apoios dos responsáveis da área do desporto no karting é acertada. “Tem sido uma aposta contínua ao longo destes anos e já disse que Macau, tendo grande tradição no desporto automobilístico, deve manter a aposta no karting”. O vice-presidente do ID considera que “o futuro dos pilotos começa aqui, sendo que este é o primeiro passo em frente na carreira desportiva, uma vez que todos começam pelo karting”. De facto, alguns dos nomes mais sonantes do desporto automóvel começaram a correr nos karts, caso de Ayrton Senna, Michael

Dois homens que haviam sequestrado um indivíduo, a quem tinham emprestado dinheiro para o jogo, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ). Segundo afirmou o porta-voz da PJ, os dois homens, residentes em Macau, emprestaram à vítima, de 20 anos, e também residente em Macau, 50 mil dólares de Hong Kong para jogar bacará num casino, já depois de ter perdido todo o dinheiro que possuía. Ficou combinado um juro de 10% por cada jogo, quer ganhasse, quer perdesse. No mesmo dia, em Outubro, perdeu tudo e pagou de juros sete mil dólares. Como não conseguiu devolver o resto fugiu de casa para ninguém o encontrar. Mas na terça-feira, quando seguia numa rua de Macau, os dois homens reconheceram-no e sequestram-no. Levado para um quarto de hotel, onde foi constantemente agredido, foi obrigado a devolver 100 mil dólares de Hong Kong. Os sequestradores ligaram então para a mão do rapaz a exigir o dinheiro. Mas a mulher ligou para a polícia que acabou por deter a dupla no dia seguinte.

Ficou sem ouro e fichas enquanto tomava banho

Daiki Sasaki terminou em primeiro lugar, seguido de Jordan Lennox-Lamb, em segundo (à esquerda), e o espanhol Pedro Hiltbrand, terceiro

Um homem suspeito de ter desaparecido com uma pulseira de ouro no valor de 22.800 dólares de Hong Kong e fichas de casino no valor de 170 mil dólares foi detido pela Polícia Judiciária (PJ). De acordo com a versão da PJ, o suspeito conheceu a vítima, um homem da China Continental que veio para Macau para jogar, a 30 de Novembro, num casino. Até ao dia seguinte decidiram jogar em conjunto e quando subiram para o quarto de um deles, o suspeito terá tirado os valores dos bolsos das calças da vítima, enquanto esta tomava banho. No mesmo dia fugiu para a China continental mas regressou na quarta-feira, altura em que a PJ o deteve. Está indiciado de furto qualificado.

Empréstimos ao exterior subiram 30% até Outubro

O piloto de Macau Cheong Chi On venceu na categoria Rotax Sr

Shumacher, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. JOÃO CARLOS AFONSO EM 15º EM 125 SR. O piloto português de Macau, João Carlos Afonso, não foi além de um 15º lugar em Fórmula 125 SR, quando a ambição era chegar ao pódio. “Não foi fácil, mas para o ano volto a correr na prova, em KF1”, promete. O piloto não deixa, ainda assim, de criticar, a falta de “pilotos de topo mundial em KF1 [a correr este ano em Coloane], o que é um bocado triste”. Já o director de corrida Nigel Edwards referiu ao JTM que a pista do Kartódromo de Coloane “é um circuito difícil para os pilotos europeus”. Uma das razões que aponta prende-se com “a grande distância que têm de percorrer, e para trazer todos os equipamentos não é fácil”, aponta. Mas Nigel Edwards, que está pela primeira vez em Macau nesta competição, não deixa de aconselhar os pilotos europeus a competir em Macau. “É uma corrida fantástica e pelo que vi aqui esta semana tem um padrão [de competição] muito elevado”, e que junta “grandes nomes”. Por isso, o campeonato mundial “faz todo o sentido”. O Grande Prémio Internacional de Kart de Macau reuniu o Campeonato Ásia-Pacífico de KF1 e KF3 e a quinta ronda do Campeonato Asiático de Karting. H.A.

Os bancos de Macau emprestaram ao exterior até Outubro o equivalente a 148.343 milhões de patacas, mais 29,7% do que no período homólogo de 2010 e mais 0,4% do que em Setembro deste ano. De acordo com os dados da Autoridade Monetária (AMCM), os empréstimos ao exterior em moedas que não sejam a pataca e o dólar de Hong Kong representaram a maior fatia, atingindo 99.016 milhões de patacas, mais 49,4% face a igual período de 2010 e mais 1,9 por cento do que em Setembro. Fonte da AMCM explicou à agência Lusa que a maioria destes empréstimos foi baseada em dólares americanos e refere-se a operações entre sucursais de Macau e as suas sedes. Já os empréstimos da banca de Macau ao exterior baseados em dólares de Hong Kong ascenderam a 48.957 milhões de patacas, o que representa um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2010, mas uma queda de 2,4% face a Setembro. Em patacas, os empréstimos ao exterior caíram 50,7% face aos dez primeiros meses de 2010 para 369,5 milhões de patacas e 2,5% em relação a Setembro. Por outro lado, os empréstimos ao sector privado local aumentaram 35,2% até Outubro para 165.110 mil milhões de patacas. Os depósitos do sector público ascenderam a 224.043 milhões de patacas, mais 45,4% face a Outubro de 2010, com a maioria daquele montante (198.471 milhões) a ter sido depositado na AMCM e o restante nos bancos locais. Também os depósitos dos residentes subiram 19,7% para 286.215 milhões de patacas, ao mesmo tempo que os dos não residentes cresceram 26,5% para 96.283 milhões. jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 09


GIT VISITOU FÁBRICA DO METRO LIGEIRO. Uma delegação do Gabinete para as Infra-Estruturas dos Transportes (GIT) visitou no Japão a base da fábrica do comboio do Metro de Macau. Durante a visita, os responsáveis da Mitsubishi Heavy Industries, empresa que vai fornecer as carruagens para o Metro, asseguraram que o sismo ocorrido no país não causou impacto à base da fábrica. A delegação foi chefiada pelo coordenador do GIT, que vincou que a RAEM dá muita importância à qualidade e segurança do Metro.

FOTÓGRAFO CHECO EXPÕE NO TAP SEAC. Trabalhos de Václav Jirásek, um dos mais importantes fotógrafos contemporâneos da República Checa, estão em exposição na galeria do Tap Seac até 19 de Fevereiro. “Infecção, Indústria e Upsych” inclui três séries de fotografias que retratam a beleza do quotidiano. Václav Jirásek fez parte do grupo Bratrstvo (irmandade, em checo), uma comunidade criada para promover a pintura, a fotografia e a música.

CASA DE PORTUGAL CELEBROU NATAL E 10º ANIVERSÁRIO COM OLHOS POSTOS NA MUDANÇA

“Uma escola de artes” em Janeiro O ideal seria dispor de um espaço que albergasse toda a génese da Casa de Portugal em Macau. Mas enquanto isso não acontece, a associação prepara-se para deixar de realizar as suas actividades no Albergue SCM e mudar-se para o edifício industrial na Rua dos Pescadores, algo que deverá acontecer já em Janeiro. Ao JTM, Carlos Couto, vice-presidente da Casa de Portugal, assumiu que esse é um passo para a concretização de “uma escola de artes”, onde haverá espaço para a produção em série

A

sede, essa, permanecerá “imutável”. Mas em Janeiro todos os cursos administrados pela Casa de Portugal em Macau deverão passar a ter uma casa própria, situada num edifício industrial junto da Rua dos Pescadores. Carlos Couto, vicepresidente da Casa de Portugal, garantiu ao JTM que este mês todos os equipamentos deverão ser retirados do Albergue SCM, cujas salas serviam, até ao momento, para os workshops da instituição liderada por Maria Amélia António.

“Vamos concentrar todas as nossas actividades no mesmo local, o que nos permite uma melhor gestão do espaço, do pessoal e de todos os recursos que temos de ter. Aquilo está-se a transformar numa escola de artes”, afirmou Carlos Couto, recordando que a Casa de Portugal chegou a “estar em cinco pontos diferentes da cidade, o que tornava o trabalho completamente esgotante e difícil, e tudo saía mais caro”. Apesar disso, a Casa de Portugal continua a querer voar ainda mais alto. “O que nós gostávamos era que, juntamente com a sede, ter tudo junto. Reconhecemos que não é fácil, provavelmente a sede vamos mantê-la ali, é muito pouco provável que algum dia a gente saia dali. Só no edifício industrial é que arranjamos dimensão para podermos albergar tudo. Mas não é o ideal, gostaríamos de qualquer coisa ainda melhor que isto”, explicou o vicepresidente da associação, à margem da festa comemorativa do Natal e do 10º aniversário da Casa de Portugal, realizada sábado no Centro de Convenções e Entretenimento da Torre de Macau. A começar o ano com novas instalações, a instituição quer, sobretudo, apostar em áreas como a cerâmica, azulejaria ou serigrafia, com a ideia de desenvolver a produção de peças artísticas em série, nomeadamente na joalharia. “Já temos equipamentos no-

vos para que essas peças possam entrar numa fase de produção em série. O objectivo é proporcionar as mesmas instalações e equipamentos que temos em regime de atelier aberto”, frisou o arquitecto. Apesar da iminente mudança de instalações, Carlos Couto sublinha que

a passagem pelo Albergue SCM foi “importante”, tanto para a associação como para a própria actividade do Albergue. “O facto de termos arrancado naquele espaço começou a levar muita gente, a criar uma certa dinâmica e acho que isso foi positivo. Para nós também foi, porque na altura não era

Jardim de infância D. José da Costa Nunes

Pai Natal “espalhou” alegria entre os mais pequenos O dia de sábado foi especial para os alunos do jardim de infância D. José da Costa Nunes e da creche da Santa Casa da Misericórdia que viveram momentos de alegria com a celebração da quadra natalícia. No jardim de infância D. José da Costa Nunes, os mais pequenos protagonizaram uma peça de teatro subordinada ao tema “Um Natal Diferente”. Vera Gonçalves, directora da instituição, relembrou o aumento de alunos inscritos, de 50 para 90, e falou com optimismo sobre as perspectivas de futuro do jardim de infância. Na mesma manhã, o Pai Natal também serviu de pretexto para uma festa animada na creche da Santa Casa da Misericórdia, onde crianças, encarregados de educação e educadores celebraram em conjunto a magia do Natal.

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segunda-feira, 12 de dezembro d


local

SAMMI CHENG ANIMOU A ARENA. A Arena do Cotai serviu de palco, no sábado, a um espectáculo de Sammi Cheng, para gáudio dos fãs locais da conhecida cantora e actriz de Hong Kong. Em 1990, Sammi Cheng chegou a ser considerada “a nova rainha do cantopop”.

Festa de Natal e dos 10 anos da Casa de Portugal foi muito animada e cheia de colorido

fácil começar do nada com qualquer outra estrutura. Foi um momento importante para ambos os lados, mas as salas são muito pequenas e, mesmo do ponto de vista económico, estava a tornar-se impraticável continuar num sítio que é muito bonito, que apreciamos imenso, mas que já não respondia

de 2011 jornal tribuna de macau

às nossas necessidades”, afirmou. UM CAPÍTULO CHAMADO LUSITANUS. Se durante dez anos, a Casa de Portugal promoveu actividades viradas para a cultura, a abertura do espaço “Lusitanus” veio desenvolver também uma perspectiva económica. Aberto há cerca de um mês, este espaço

situado junto às Ruínas de São Paulo quer assumir-se como um ponto de ligação entre os produtos portugueses e as entidades que os importam. O “Lusitanus” “não se quer substituir e ser mais um importador”, mas apenas “promover os produtos e fazer a ligação com quem os traz para Ma-

cau. Quando o produto é vendido está identificado e sabe-se quem o vende”, disse Carlos Couto. “É muito importante que haja o ‘Lusitanus’, é a grande aposta da casa ao fim de dez anos, que mexe com a economia”, acrescentou. Contudo, depois de dados os primeiros passos, é preciso apostar no reforço da promoção. “Temos de resolver de comum acordo com o Turismo (Direcção dos Serviços de Turismo), mas também com os outros locatários que estão lá dentro, e arranjar uma solução qualquer para que se perceba da rua que há coisas ali dentro. Também é uma questão de tempo, de divulgação, promoção, junto dos hotéis”. Isto porque o “Lusitanus” “está vocacionado para o turista e para o residente de cá”, disse. Com todas estas vertentes, “fechase o capítulo” do “círculo completo” que a Casa de Portugal desenvolve, assumiu Carlos Couto. Entre um balanço positivo de 10 anos de actividade e as ambições do futuro, a Casa de Portugal encontrou assim vários motivos para festejar o seu aniversário, ainda para mais abrilhantado com as celebrações da quadra natalícia, que juntaram centenas de pessoas na Torre de Macau, num convívio em que crianças e jovens voltaram a ser figuras centrais. A.S.S.

Creche da Santa Casa da Misericórdia

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Anelka vai jogar em Xangai. O avançado francês do Chelsea, Nicolas Anelka assinou contrato de três anos com o Shangai Shenhua a partir de Janeiro .

DESPORTO

Carlos Tevez com novo problema. O Manchester City aceitou um acordo de 21 milhões de euros para a transferência de Carlos Tevez, mas este quer ir para o AC Milão.

LIGA ESPANHOLA

PREMIER LEAGUE

Barça derrota Real no Bernabéu

United põe pressão no City

Catalães (um jogo a mais) vencem clássico e apanham Real Madrid no comando da Liga. CR7 volta a perder duelo com Messi

O internacional português Nani e o inglês Wayne Rooney marcaram dois golos cada na vitória caseira do Manchester United sobre o Wolverhampton, por 4-1, em jogo da 15.ª jornada da Liga inglesa de futebol

NUNO COELHO

T

udo começou bem para o Real Madrid de Mourinho, Ronaldo, Pepe e Coentrão, mas o tempo encarregou- se de colocar as coisas no seu devido lugar. O Barcelona não se intimidou com o golo sofrido aos 22 segundos, numa asneira de Víctor Valdés, e rapidamente começou a tomar conta dos acontecimentos, dando a volta ao clássico ( 31) e provando que a anunciada mudança de ciclo na liga espanhola é ainda exagerada. Num terreno escorregadio, tanto Mourinho como Guardiola optaram por utilizar equipas que nunca tinham escolhido nas rondas anteriores da Liga, mas o catalão deu- se melhor, até porque manteve os princípios de jogo da sua equipa, com Alexis a infernizar a vida a Coentrão (de novo como lateraldireito) e Messi a fazer alarde

da sua classe – do outro lado, Cristiano Ronaldo exibia a sua pior faceta: nervoso, egoísta, desconcentrado, foi presa fácil para a defesa contrária. E quando beneficiava de algum espaço, não escondia a sua ânsia de provar não se sabe bem o quê... Curiosamente, o Barça chegaria ao empate numa transição rápida, com o craque argentino a solicitar bem Alexis Sánchez e este a rematar cruzado à entrada da área. A parte final do primeiro tempo foi um verdadeiro festival de passes falhados por parte dos merengues e as coisas não

Dois golos nos últimos minutos Nos outros encontros antecipados, o Levante regressou às vitórias, vencendo o Sevilha por 1-0, enquanto o Real Betis, também de Sevilha conseguia bater o Valência por 2-1, com dois espectaculares e inesperados golos de Martin aos 90’ e aos 92’.

TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE Juízo Cível ANÚNCIO

Acção Ordinária nº CV1-11-0032-CAO

Autos de Execução Ordinária nº CV1-10-0112-CEO 1° Juízo Cível

Exequente: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., com sede na Avenida Almeida Ribeiro, nº 22, em Macau. Executado: IOGA UNIVERSAL ÁSIA. LIMITADA. com sede na Avª da Praia Grande, nº 759, 5º andar, registada na C.R.C.B.M.. sob o nº 27752(SO), ora ausente em parte incerta. FAZ-SE SABER que pelo Tribunal Judicial de Base da RAEM, correm éditos de TRINTA DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do anúncio, citando o executado IOGA UNIVERSAL ÁSIA, LIMITADA para, no prazo de VINTE DIAS, pagar a dívida exequenda no montante de MOP$111.264.18 ( cento e onze mil duzentas e sessenta e quatro patacas e dezoito avos) acrescido dos juros vencidos e vincendos, nomear bens à penhora ou, querendo, deduzir oposição no mesmo prazo, sob pena de se devolver ao exequente o direito de nomeação de bens à penhora, tudo como melhor consta da petição inicial, cuja cópia se encontra nesta secretaria à disposição do citando. É ainda devidamente notificado de que é obrigatória a constituição de advogado, caso deduza oposição - artº 74º do C.P.C.. Aos 01 de Dezembro 2011 A Juiz, Ana Meireles A Escrivã Judicial Principal, Etelvina F. Gomes

A Juiz, Ana Meireles A Escrivã Judicial Principal, Etelvina F. Gomes

1ª Vez

“JTM” - 12 de Dezembro de 2011

pág 12 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

D

TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE Juízo Cível ANÚNCIO

1° Juízo Cível

Autor: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A.R.L., com sede na Avenida Almeida Ribeiro, nº 22, em Macau. Réu: RONALD ARIEL PINEDA ESMELE, solteiro, maior, de nacionalidade filipina, titular do passaporte filipino nº MM166343, Pit Supervisor do Venetian Macau Resort Hotel, residente no Pátio do Cotovelo, nº 6, Edº Kong Ip, 1º andar/D, em Macau, ora ausente em parte incerta. FAZ-SE SABER que pelo Tribunal Judicial da RAEM, correm éditos de Trinta Dias, contados a partir da segunda e última publicação do respectivo anúncio, citando o Réu Ronald Ariel Pineda Esmele para, no prazo de Trinta dias, contestar, querendo, a Acção Ordinária acima identificada, na qual o autor pede em síntese, que: O Réu seja condenado a pagar ao autor a quantia de MOP$104.773,79, correspondente à soma dos montantes totais referidos nos artºs 15º e 23º da P.I., a que acrescem os juros que se forem vencendo, à taxa anual de 30% após a propositura da acção e até integral pagamento, o respectivo imposto de selo que sobre os mesmos incide e, ainda, as custas e procuradoria condigna, tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta secretaria à disposição do citando. Mais é devidamente advertido, que é obrigatória a constituição de advogado (artº 74º do C.P.C.M.), caso conteste. Aos 17 de Novembro de 2011

melhoraram muito no segundo tempo. CR7 beneficiou de dois livres em posição quase frontal e desperdiçou-os; na resposta, e com alguma felicidade à mistura, o Barça completou a “remontada”: corte de Coentrão para a entrada da área, remate de primeira de Xavi e um desvio em Marcelo a trair Casillas. Aos 66’, e logo a seguir a CR ter falhado inacreditavelmente um desvio de cabeça frente a Valdés, novo contragolpe, com Fàbregas a surgir ao segundo poste, antecipando-se a Coentrão (que ficara a lamentar ter perdido uma bola dividida), para matar o jogo. Com 60 por cento de posse de bola no final (desde Maio de 2008 que não perde este item), o Barça justificou o triunfo de forma clara. A luta pelo título vai continuar ombro a ombro. JTM/DN

epois do afastamento dos “red devils” dos oitavos de final da Liga dos Campeões, o extremo luso inaugurou o marcador aos 17 minutos, dez minutos antes de Rooney, que não chegava ao golo desde 1 de Outubro, ter ampliado a vantagem. Na segunda parte, os “wolves” ainda reduziram por Steven Fletcher, aos 47, mas novamente Nani, aos 56, e Rooney, aos 63, selaram a goleada, que coloca o United a quatro pontos dos “rivais” Manchester City, que lideram o campeonato e jogam na segunda-feira no terreno do Chelsea, de André Villas-Boas. Os “blues” foram ultrapassados provisoriamente pelos “rivais” londrinos do Arsenal, que venceram na recepção ao Everton, com um golo solitário do holandês Robin van Persie, aos 70 minutos. Já o Liverpool, que venceu na recepção ao Queens

1ª Vez

“JTM” - 12 de Dezembro de 2011

Park Rangers graças a um golo do uruguaio Luis Suarez, aos 47, igualou pontualmente, no sexto lugar, o Newcastle United, que foi perder na visita ao Norwich City. Hoolahan, aos 39 minutos, Hot, aos 59 e 82, Morison, aos 63, assinaram os tentos do Norwich, enquanto os “magpies” amenizaram a derrota com dois golos do senegalês Demba Ba, aos 45+1 e 71. Nos restantes jogos antecipados, o Aston Villa foi vencer a Bolton, por 2-1, o Swansea bateu em casa o Fulham, por 2-0, e o “lanterna vermelha” Wigan triunfou na visita ao West Bromwich Albion, por 2-1.

TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE Juízo Cível ANÚNCIO

Execução Ordinária nº CV1-10-0026-CEO

1° Juízo Cível

Exequente: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., com sede em Macau, na Avenida Almeida Ribeiro, nº 22. Executado: 1) IP UN HOU, casado com Tai Ka I no regime da participação nos adquiridos, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Avenida Kwong Tung, Edf. Hong Ip, R/C, Loja “E”, Taipa. 2) IP CHENG I, solteira, maior, natural da Macau, de nacionalidade chinesa, residente em Macau na Praça das Orquídeas n.º 124, Edf. Wan Son San Chun, Bloco B, 16.º andar “Z”. Faz-se saber que, nos autos acima indicados, são citados os credores desconhecidos da executada para, no prazo de quinze dias, finda a dilação de vinte dias, contada a partir da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamarem o pagamento dos seus créditos pelo produto do bem penhorado, sobre que tenham garantia real. O bem penhorado é o seguinte. BENS PENHORADOS (I) Denominação da fracção autónoma: FRACÇÃO AUTÓNOMA DESIGNADA POR “ZR/C” DO Rés do chão “Z”. Situação: do Prédio sito em Macau, com os números 11 a 101 do Pátio da Prosperidade. Fim: Habitação. Número de matriz: 071641. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: n.º 21792, a fIs. 71v, do Livro B91. Número de inscrição da propriedade horizontal: n.º 4068, a fis. 56, do Livro Fl9K. (II) Depósitos bancários titulados pelos Executados, no Banco Tai Fung, Banco Comercial de Macau, S.A., Bank of China Limited- Macau Branch e Banco Weng Hang, S.A., no valor total de MOP$ 35.025,08 (Trinta e Cinco Mil, Vinte e Cinco Patacas e Oito Avos). Tribunal Judicial de Base da RA.E.M., aos 21 de Novembro 2011 A Juiz de Direito, Ana Meireles A Escrivã Judicial Auxiliar, Tou Ka Pou

1ª Vez

“JTM” - 12 de Dezembro de 2011


Inter sai dos lugares de despromoção. O Inter derrotou a Fiorentina por 2-0 e respirou no campeonato italiano, fugindo aos lugares de despromoção. Pazzini marcou aos 40 minutos e Nagatomo aos 48.

DESPORTO

Surpresa na Bundesliga. A surpresa do dia da Liga alemã foi a derrota do Borussia Moenchengladbach diante do Augsburg por 0-1. Em caso de vitória assumia a liderança, já que tem 30 pontos.

LIGA PORTUGUESA

Sporting menos brilhante que o habitual Um golo do gigante Onyewu permitiu ao Sporting vencer o Nacional por 1- 0, mantendo-se bem vivo na corrida pelo título. Os leões, com casa quase cheia em Alvalade, não tiveram uma noite brilhante e Domingos Paciência bem pode agradecer o triunfo ao guarda-redes Rui Patrício

longos e rasteiros, colocados entre os centrais ou nas costas dos laterais. Aos leões faltava um jogador que se posicionasse bem à frente da defesa e jogasse com agressividade... Rinaudo, claro! É que por muito que Domingos insista, Daniel Carriço não consegue fazer esquecer o argentino. Depois de se apanhar em vantagem, o Sporting procurou jogar no erro do adversário através de rápidas transições ofensivas conduzidas pelo esforçado Capel. Uma estratégia que não deu frutos. Os leões colocaram-se a jeito e poderiam ter visto o Nacional chegar ao empate. Ainda na primeira parte, um remate cruzado de Mihelic foi à barra e, no segundo tempo, dois lances de Rondón quase gelaram Alvalade; o segundo obrigou mesmo Rui Patrício à defesa da noite. No final, Domingos suspirou de alívio. A vitória estava garantida, mas o Sporting teve de sofrer demasiado por não saber gerir a posse de bola e, com isso, aproveitar o facto de jogar contra uma equipa em inferioridade numérica (expulsão de Stojanovic), o que aconteceu no quarto jogo consecutivo e pela sexta vez na época.

CARLOS NOGUEIRA

A

alegria nas bancadas contagiou os jogadores do Sporting, que entraram a jogar de forma muito rápida e alegre. Ainda assim foi preciso esperar até aos 17 minutos para que aparecesse a primeira oportunidade de golo, por Van Wolfswinkel. Aliás, foi a única vez que o holandês esteve à vontade... pois o Nacional conseguiu deixá-lo “longe” do resto da equipa, graças à constante pressão sobre o homem que conduzia a bola. O domínio do Sporting foi real, mas ao longo do jogo nunca pôde descansar. É que a estratégia de Pedro Caixinha estava bem assimilada pelos jogadores, que procuravam causar estragos com passes

JTM/DN

Chinês Zhang “assustou” FC Porto O FC Porto esteve em desvantagem no Estádio Municipal de Aveiro, mas venceu o Beira-Mar por 2-1, na 12.ª jornada, e ficou provisoriamente isolado no comando da Liga de futebol, aguardando o resultado do Marítimo-Benfica

A

pesar de algumas dificuldades criadas pelo Beira-Mar, que chegou a estar a vencer, graças a um remate de cabeça do chinês Zhang aos 34 minutos, o conjunto de Vítor Pereira dominou o encontro e os golos de James Rodríguez e Hulk, aos 40 e 59, carimbaram o triunfo portista. O Benfica, que entrou para esta 12.ª jornada em igualdade pontual com o FC Porto, visita no domingo o Marítimo, no Funchal, onde na semana passada foi eliminado pela equipa madeirense nos oitavos de final da Taça de Portugal, ao perder por 2-1 depois de estar a ganhar. As equipas entraram no encontro

aguerridas, a procurarem o golo, mas a primeira situação de perigo pertenceu aos aveirenses, aos nove minutos, com Artur a receber um passe longo de Hugo e a obrigar Helton a sair para uma defesa apertada. No minuto seguinte foi a vez de os “dragões” responderem com um remate de João Moutinho, que o guardião da equipa da casa, Rui Rego, segurou com dificuldades, à segunda.

Após os minutos iniciais mais equilibrados, o FC Porto foi dominando o jogo e criou várias situações de aflição à defensiva aveirense, valendo as intervenções atentas do guardaredes local. Mas o Beira-Mar chegou à vantagem aos 34 minutos, por intermédio de Zhang, que, depois de se ter estreado a marcar na última partida, frente à Académica, voltou a estar em desta-

que ao apontar, de cabeça o primeiro golo do jogo. Os “azuis e brancos” não perderam tempo e ao minuto 40 voltaram a empatar as contas da partida, num remate rasteiro de James Rodríguez rente ao poste esquerdo da baliza de Rui Rego, que deu ao colombiano o seu quinto golo na prova. Já no segundo tempo, aos 59 minutos, o brasileiro Hulk respondeu da melhor forma a um passe do uruguaio Álvaro Pereira e conseguiu a reviravolta no resultado, ao marcar o seu sétimo golo na Liga. O FC Porto controlou o encontro e nos descontos o técnico portista, Vítor Pereira, fez entrar o avançado argentino Iturbe, que se estreou no campeonato com a camisola “azul e branca”. Apesar do domínio, os campeões nacionais ainda estiveram, porém, muito perto de perderem dois pontos: já em cima do apito final, no quarto minuto dos descontos, Élio perdeu uma oportunidade flagrante para igualar o marcador, ao falhar o empate, de cabeça, sem Helton na baliza.

Fernando Gomes sucede a Madaíl A Lista 2, liderada por Fernando Gomes, venceu a eleição para todos os órgãos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), com o ainda presidente da Liga de clubes a derrotar Carlos Marta por 10 votos (46-36)

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ítor Pereira também transita da presidência da Comissão de Arbitragem da Liga para a do Conselho de Arbitragem da FPF, após o seu elenco ter derrotado por um voto (42-41) o da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), que era encabeçado pelo presidente deste organismo, Luís Guilherme, e apoiado por Marta. No entanto, no caso deste órgão, a eleição respeitou o recurso à média mais alta do método de Hondt, à semelhança do que aconteceu nos Conselhos de

Disciplina, Justiça e Fiscal. O ainda presidente da Assembleia-Geral da FPF, Avelino Ribeiro, anunciou ainda que José Luís Arnaut vai ser o novo presidente da mesa da Assembleia-Geral (AG), Manuel dos Santos Serra o do Conselho de Justiça (CJ), Herculano Lima o do Conselho de Disciplina (CD) e Ernesto Ferreira da Silva o do Conselho Fiscal (CF). Na discussão pela mesa da AG, a lista liderada por José Luis Arnaut recebeu 46 votos, contra 36 da de Fernando Seara, além de uma abstenção, enquanto no CJ o elenco de Manuel dos Santos Serra somou 42 votos, contra 41 do de José Sampaio Nora. No Conselho de Disciplina, a lista encabeçada por Herculano Lima somou 47 votos, contra 36 da de Vítor Pereira Carvalho, ao passo que a presidida por Ernesto Ferreira da Silva conquistou o Conselho Fis-

cal, com 47 votos, em contraste com os 36 obtidos pela candidatura de João Correia Oliveira. jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 13


volta ao MUND

actual

Carro penhorado a quem não pagar portagens. As Finanças de Portugal preparam-se para penhorar o carro de quem não pagar portagens, avança o semanário Expresso. Esta é uma das medidas mais duras a ser aplicada, em 2012, a quem resistir ao pagamento das SCUT.

RúSSIA

14 mortos em queda de avioneta em Manila Catorze pessoas morreram, incluindo três crianças, na sequência da queda de uma avioneta sobre uma escola e consequente incêndio num bairro numa localidade dos arredores da capital, Manila. O acidente ocorreu na tarde de sábado em Parañague, uma das cidades limítrofes da capital, indicaram as autoridades filipinas. Mais de 50 casas, construídas com materiais altamente inflamáveis e bastante próximas entre si, ficaram calcinadas pelo fogo.

Hu Jintao pede reconhecimento da economia de mercado chinesa O presidente chinês, Hu Jintao, pediu ontem ao mundo que reconheça a China como economia de mercado e relaxe as restrições à exportação de alta tecnologia, durante o discurso de aniversário da adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente salientou que a entrada da China há 10 anos na organização “foi um marco no processo de reforma e abertura” do regime comunista, começando “uma nova etapa histórica” para a potência asiática, noticiou a agência EFE.

Tóquio mantém benefícios fiscais para os veículos “verdes” O Japão vai estender os benefícios fiscais para a aquisição de veículos pouco poluentes por mais três anos, segundo um plano aprovado pelo governo para estimular o sector automóvel. A redução de impostos, que abrange os veículos híbridos, movidos a gás e electricidade, e os veículos eléctricos, deveria terminar em Abril do próximo ano, mas será estendida até Abril de 2015.

Protesto sem precedentes em 20 anos Manifestantes exigem recontagem de votos das legislativas e contestam Putin

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ilhares de russos protestaram no Sábado em dezenas de cidades contra o que classificam de fraude eleitoral nas legislativas de domingo. Estas foram ganhas pelo partido do PrimeiroMinistro e candidato presidencial Vladimir Putin, a Rússia Unida, embora com perdas substanciais. Muitos manifestantes pediam nova contagem de votos e a demissão do líder. Em Moscovo, o protesto juntou pelo menos 30 mil pessoas, segundo as autoridades, ou entre 50 e 80 mil, segundo os organizadores. Em qualquer caso, foi a maior manifestação antigovernamental em toda a Rússia, desde a queda da URSS. Para as tradições do país, foi um grande acontecimento. Segundo Boris Nemtsov, ex-ministro e político liberal, houve mobilização em 90 cidades da Rússia, com alguns dos desfiles a decorrerem sob temperaturas muito negativas. Não há notícia de incidentes. Muitos manifestantes falavam em “humilhação” e “falsificação de eleições”, mostrando faixas que acusavam a Rússia Unida de ser um partido de “ladrões e escroques”. Os protestos começaram na segunda-feira e foram convocados através das redes sociais, com o início espontâneo, após apelo do popular blogger Alexei Navalny, preso e entretanto condenado a uma pena de 15 dias. As autoridades estão a tentar denegrir o movimento, alegando que os activistas servem interesses estrangeiros. Nos últimos dias, houve acusações azedas sobre uma alegada interferência da diplomacia americana. No Sábado, e ao contrário do que aconteceu no

início, as manifestações atingiram uma proporção inesperada. Elas começaram de manhã, em Vladivostoque, no Oriente, mas ocorreram em cidades como Irkutsk ou Novossibirsk. Os protestos juntaram todos os grupos da oposição, incluindo liberais, nacionalistas e comunistas. Em algumas zonas, o descontentamento tem que ver com a degradação das condições de vida, mas sobretudo com a percepção de que existe alto grau de corrupção no país. As irregularidades eleitorais foram registadas por jovens que difundiram vídeos nas redes sociais. Outra fonte de inquietação é a dança de cadeiras entre Putin e o Presidente Dmitri Medvedev, que não se candidatará ao Kremlin em Março, para dar o lugar a Putin. O truque de trocar a presidência com o Governo visou contornar o limite constitucional de dois termos e, como o prazo dos mandatos aumenta, em teoria, Putin pode permanecer legalmente no poder até 2024.

Instituto de habitação ANÚNCIO [ N.º 94/2011 ] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados: N.º do boletim de candidatura 107568 111564 75153 77744 80241 83483 87726 97767 103118 106058 127733 62856 89462 94705 102707 112131 121613 89333 81332 74130 77760 117178 71889 76885 74711

Nome WONG NGA FONG CHIO SAO WAI LOU CHAI WA HO CHI HOU CHEANG KA LAI CHAN KA I IO CHEOK LAM CHAN WENG CHI CHAN KA MAN LEI UN I WONG KA SENG LEI KIN IP LEONG KIT IENG CHOI MOU I CHAO WENG SAN CHAN TENG UN MEI OI WU CHAN SENG WONG WENG TOU FONG SOU TAN LEONG SIO KUAN HA YUEN LING JEALINAN LAO CHEOK UN CHEONG KUAN IENG LAO HOI KAM

N.º do boletim de candidatura 107853 114836 75885 79784 82339 85915 91942 102681 104417 108662 52842 88537 93692 98021 127765 116793 121698 122077 91041 119726 96507 117728 126276 108675 126566

Nome HO MAN TAT PANG WENG CHAO KA LEI LEI NGAI KIT SIO IENG WENG GOMES PEDRO CHAN WAI KIN CHAN SAI PANG LAM WENG CHI LEONG IOK KIT CHAN CHI LONG KONG IENG IENG NG MAN IENG CHANG WENG I CHEONG KIN FU LOK CHAN TONG LOI PUI YUNCG QI XUAN CHAU LAI LAI WONG KIM PENG SE WAI SAN SERRAO CONSTANTINO VIVACIO LAO CHI IONG LEI IN PENG HONG IM LAI

De acordo com os termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 23 de Dezembro de 2011, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T1 na zona de Macau.

pág 14 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1. Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. 2. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo.) 3. Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados. De acordo com os termos do n.º 2 do artigo 13.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, implica a perda do direito de escolha e passagem automática para o último lugar da lista geral; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente. O Presidente, Tam Kuong Man 7 de Dezembro de 2011


Bandeira palestiniana sobe na UNESCO. A bandeira palestiniana será içada amanhã na sede da UNESCO, em Paris, na presença do presidente Mahmoud Abbas, um mês após a entrada dos palestinianos como membro da agência da ONU, o que provocou a retaliação dos norteamericanos e dos israelitas.

actual

Maioria dos britânicos apoia «não» de Cameron. Uma larga maioria de britânicos apoia a recusa do Primeiro-Ministro David Cameron em subscrever um tratado sobre disciplina orçamental, na cimeira de Bruxelas, indica uma sondagem publicada pelo jornal Mail on Sunday.

TAILÂNDIA

Monumentos de Ayutthaya em causa Peritos internacionais da Unesco manifestaram preocupação com a estabilidade dos monumentos, fundações e obras de decoração na cidade histórica de Ayutthaya, que foram duramente atingidos pelas piores inundações das últimas décadas

T

im Curtis, chefe de cultura da Unesco disse em Banguecoque que há necessidade de acompanhar de perto a situação, especialmente após a secagem das fundações e estruturas. Toda a Ayutthaya histórica e os seus arredores estiveram debaixo de água mais de um mês. Em algumas áreas, as águas tiveram cerca de três metros de altura e, ainda hoje, apesar do recuo das águas, há inundações numa série de monumentos na periferia. De acordo com o Ministério do Departamento de Cultura de Belas Artes, citado pelo matutino tailandês “The Nation”, está já assumido que mais de

100 monumentos históricos em torno do Património Mundial de Ayutthaya (a antiga capital do Sião e onde se encontra o Campo Português) foram afectadas pelas inundações. A pedido do governo tailandês, o

Parque Histórico de Ayutthaya foi visitado por uma missão de peritos internacionais que, conjuntamente com os locais, avaliaram os danos, e tentam, agora, determinar as medidas de emergência a curto prazo, bem assim como

as de restauração a médio e longo prazo. Com o apoio da Unesco, a missão incluiu Carlo Giantomassi, especialista em pintura mural da Itália e Zoran Vojinovic, especialista em gestão da água do Instituto Unesco-IHE na Holanda. Giantomassi disse ao “The Nation” que a situação dos murais é uma preocupação séria, pois foram bastante danificados pela água e sal, havendo muitos que revelam fendas. Testes de campo encontraram sais de sulfato e nitrato que degradam e destroem os seculares murais. Já Vojinovic salientou que o facto de Ayutthaya ter recebido caudais de três vezes superiores aos do habitual escoamento, faz com que a estrutura dos antigos monumentos necessite de ser avaliada com todo o cuidado, pois teme-se pela sua segurança. A antiga capital do Sião, Ayutthaya, é um dos centros históricos turísticos mais visitados na Tailândia, pelo que a sua recuperação tem impacto económico muito importante.

EUA

O regresso de um favorito republicano Teve de abandonar a política ao ver o seu nome manchado por um escândalo de infidelidade. Agora, Newt Gingrich, republicano de 68 anos, está de volta e convencido de que pode roubar o lugar a Barack Obama CATARINA REIS DA FONSECA

E

nquanto proclamava a plenos pulmões a importância dos valores familiares e liderava um processo de destituição contra o presidente Bill Clinton motivado pelo escândalo Monica Lewinsky, Newt Gingrich mantinha uma relação extraconjugal com uma mulher 23 anos mais nova. No auge da sua carreira, o então presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos foi obrigado, quando o caso foi descoberto em finais de 1998, a abandonar as ambições de poder que nutria desde a juventude “Ele cresceu pobre e queria ser alguém, fazer a diferença, provar que era capaz”, disse à revista Esquire a segunda mulher de Gingrich, Marianne, que viu o seu casamento arruinado pela traição do marido. Dezoito anos antes, tinha sido ela a amante que levou este republicano católico a deixar a primeira mulher. Já passou mais de uma década, o escândalo não caiu no esquecimento, mas o ex-congressista decidiu que já era altura de voltar à política. E de regressar em grande: quer disputar com Barack Obama a corrida à Casa Branca. Nesta última semana, graças a vários deslizes dos seus rivais republicanos, Gingrich passou mesmo a liderar as sondagens na corrida às primárias do partido. Nascido em 1943 perto de Harrisburg, na Pensilvânia, Gingrich acabou por crescer numa série de bases militares: Kansas, Jórgia, França e Alemanha. A mãe, maníaco-depressiva, casou-se aos 16 anos, mas deixou o marido, o pai de Gingrich, poucos dias depois. O padrasto, por sua vez, era um oficial da infantaria, que segundo o ex-congressista lhe ensinou tudo sobre “disciplina, resistência, trabalho em equipa, sobre a importância do patriotismo e a estar preparado caso algo não corra bem”. Gingrich sempre tentou pintar uma infância feliz, mas relatos daqueles que o conhecem contrariam a sua versão da

história. “Ele não falava muito com a mãe, não tinha paciência para ela”, contou Marianne no ano passado. Aos 18 anos – pelo menos é esta a versão oficial –, Gingrich começou a namorar com a sua professora de Geometria do liceu, Jackie Battley, com quem viria a casar- se um ano depois. Ela tinha então 26 anos. E foi quando ainda estava casado com Jackie, em 1980, que este ex-professor de História e Geografia conheceu Marianne, numa angariação de fundos no Ohio. Ela, então com 28 anos, era filha de um autarca republicano de uma pequena cidade. Ele, de 36, tinha acabado de ser eleito congressista e tinha um único objectivo: chegar a presidente da Câmara dos Representantes. Gingrich continuou em contacto com Marianne pelo telefone, apesar de ainda ser casado com Jackie. Em 1981, pouco depois de ter apresentado os papéis do divórcio à primeira mulher enquanto esta estava no hospital a recuperar de um cancro, Gingrich casou-se com Marianne. Dezoito anos depois, em 1998, pedia em casamento Callista Bisek, a sua terceira mulher, ainda antes de se ter divorciado de Marianne, a quem, na altura, tinha sido diagnosticada esclerose múltipla. Foi esta relação com Bisek, bem como uma disputa com Clinton sobre o Orçamento, que o obrigou a abandonar a Câmara dos Representantes. Quando se soube publicamente do seu caso de seis anos com Bisek, Gingrich disse à imprensa que tinha um “acordo” com a mulher sobre isto. Marianne desmentiu-o categoricamente. “Ele acredita que as coisas que diz em público e a maneira como vive não têm de estar relacionadas. Se se acredita nisso, então, sim, pode candidatar-se à presidência”, disse Marianne à Esquire. “Sempre me disse que ia tirar um coelho da cartola”, acrescentou. O jornalista da Esquire falou com Marianne para escrever um longo perfil sobre Gingrich, que acabou por gerar polémica. “Às vezes, parece- se mais com uma colecção de gestos estudados do que com um mero mortal. Tanto, que dá a impressão de que tudo nele é calculado, incluindo a impressão de que tudo nele é calculado”, escreveu John Richardson no seu artigo. Quando chegou à presidência da Câmara dos Re-

presentantes, em 1994, ninguém previa que a carreira política de Gingrich seria interrompida abruptamente quatro anos depois. Fora ele um dos grandes responsáveis pela vitória dos republicanos nas eleições intercalares desse ano, que lhes devolveu a maioria na Câmara dos Representantes depois de 40 anos. Convertido recentemente ao catolicismo, Gingrich reconheceu a sua infidelidade a Marianne em 2007, altura em que disse aos jornais: “Havia alturas em que estava a rezar e sentia que estava a fazer coisas erradas, mas ainda assim estava a fazê-las.” Apesar das polémicas que mancharam o seu nome, algumas ligadas a lavagem de dinheiro, ao longo dos anos, este agora favorito do movimento Tea Party conseguiu manter a sua influência, principalmente através do trabalho que desenvolveu como consultor político e também como escritor. Contra ele tem a desconfiança dos mais conservadores em relação ao seus três casamentos e infidelidades. Ainda assim, os republicanos parecem estar cada vez mais inclinados a relegar para segundo plano Mitt Romney, até agora favorito, para lançar Gingrich na corrida às presidenciais americanas. JTM/DN jornal tribuna de macau segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 pág 15


Dito

(...) “Esta Europa que o euro germaniza é uma união em que quem tem riqueza e é credor manda e impõe as regras sobre os devedores. E quem não concorda é excluído como Merkel mostrou à tradicional eurocéptica Grã-Bretanha” (...)

Armando Esteves Pereira in “Correio da Manhã”

opinião

Há 20 anos In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau” 1212/1991

LU PING CRITICA PREÇOS DE IMÓVEIS

O director do Gabinete para os Assuntos de Macau e Hong Kong, Lu Ping, advertiu as empresas chinesas que opera nos dois territórios contra a promoção de operações de especulação imobiliária. Lu Ping, falando segunda-feira no final de uma reunião da comissão de Redacção da Lei Básica de Macau em Fuzhou, considerou ainda que o aumento dos preços imobiliários nos dois territórios é prejudicial ao desenvolvimento económico. O dirigente chinês, que é secretáriogeral da Comissão de Redacção da Lei Básica de Macau, adiantou que as Autoridades chinesas estão dispostas a investigar a actuação das companhias da República Popular suspeitas de envolvimento em operações de especulação imobiliária em Macau e Hong Kong. Durante a reunião dos grupos de trabalho da comissão, que se prolongou por quatro dias, foi decidido retirar do anteprojecto da Constituição da futura Região Administrativa Especial um limite de 20 por cento anteriormente proposta para a admissão de deputados não chineses à Assembleia Legislativa do Território. Os redactores aprovaram igualmente a não inclusão de referências à aplicação da pena de morte em Macau após 1999 no anteprojecto de Lei Básica que será debatido na reunião plenária da comissão agendada para o próximo mês de Março em Cantão. A Lei Básica deverá ser aprovada pela Assembleia Nacional Popular de Pequim em 1993, entrando em vigor por um período de 50 anos após a transferência de Administração em 1999. PSP DETÉM RAPTORES DE UM BEBÉ CHINÊS

Um casal de etnia chinesa foi ontem presente ao Tribunal de Instrução Criminal sob acusação de rapto de um bebé e tentativa de extorsão, disse à Lusa fonte da PSP. Os detidos foram capturados terçafeira pela Polícia de Segurança Pública (PSP) após o pai do bebé de sete meses, do sexo masculino, ter denunciado o desaparecimento do filho e os pedidos de resgate do raptor. O raptor, que teve o bebé em seu poder apenas durante cerca de três horas, veio a ser detido por um agente da PSP quando se deslocava de táxi numa área central da cidade e após ter realizado vários telefonemas exigindo o pagamento de um resgate de 400 mil patacas. Posteriormente, a mulher do detido, igualmente envolvida no rapto, foi capturada pela polícia no seu apartamento.

falar de nós

Jorge A. H. Rangel*

O adeus ao General Melo Egídio “Deng Xiaoping dava realmente uma importância extraordinária, mesmo prioritária, às relações culturais. Quando se abordou quais eram as consequências desse estabelecimento de relações, a troca de determinadas entidades, de embaixadores, de adidos militares, de embaixadas de carácter económico, ele disse-me que era tudo verdade e era importante, mas mais importante ainda era o intercâmbio entre as pessoas, porque as pessoas são difusoras de cultura”. General Melo Egídio, depoimento recolhido em 1999

A

notícia do falecimento do General Nuno Viriato Tavares de Melo Egídio, ex-Governador de Macau (1979-81) e ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (1981-84), na madrugada do passado dia 7 de Dezembro, não constituiu surpresa para amigos e antigos colaboradores, conhecedores dos problemas de saúde que o impediram de participar em actividades públicas e associativas nos últimos anos. Mesmo assim, ela não deixou de causar consternação em pessoas que dele guardam as melhores recordações e nele se habituaram a ver um dedicado servidor da Pátria e um homem extraordinariamente simples, não obstante a importância dos cargos, civis e militares, que desempenhou. Aceitouos sempre com exemplar espírito de missão, por vezes em circunstâncias reconhecidamente difíceis, e pondo de parte conveniências pessoais, acreditando que em primeiro lugar estava o cumprimento do dever. Foi, para mim, um privilégio conhecê-lo de perto e trabalhar com ele durante dois anos, numa fase de normalização e consolidação da vida cívico-política de Macau. No exercício de diversas funções públicas, pude acompanhar as suas preocupações, o seu entusiasmo e a sua vontade de bem fazer e criar com ele uma relação de grande confiança, a ponto de desejar sempre saber a minha opinião pessoal, como “filho da terra”, sobre projectos, propósitos e prioridades, na elaboração e na execução das linhas de acção governativa. Em várias deslocações ao exterior, designadamente, a Hong Kong, para um primeiro encontro com o Governador da então colónia britânica, e ao Japão, quis que eu integrasse a comitiva oficial. Também estive com ele em Lisboa nos últimos dias do seu Governo, quando o Presidente António Ramalho Eanes anunciou a sua já aguardada nomeação para o cargo mais elevado das Forças Armadas Portuguesas, num tempo em que, por força da revolução de Abril, o titular desse cargo era equiparado a Primeiro-Ministro. Antes de deixar Macau, quis expressar-me o seu agradecimento, numa breve missiva manuscrita, em que, em palavras singelas, quis realçar “a lealdade e a competência de um colaborador directo e dilecto que, sem desfazer ninguém, foi o seu melhor director de Serviços”. Claro que era exagerado e porventura imerecido o elogio, mas sei que o produziu sincera e cordialmente, repetindo-o, mais tarde, em várias ocasiões públicas. Não houve lugar a embaraço, porque valeu como poderoso incentivo para ir mais longe e procurar fazer melhor. Recordá-lo-ei especialmente como o homem bom que quis e soube ser. E que, como outros homens bons, não teve o respeito e a consideração de todos quantos com ele lidaram. Vem agora a propósito reler as palavras que proferiu na série de entrevistas que, em 1999, os jornalistas Fernando Lima e Eduardo Cintra Torres fizeram a numerosas personalidades ligadas a Macau, a propósito da passagem do exercício da soberania para a RPC. Nelas o General Melo Egídio fez como que uma síntese do seu mandato como Governador: “O Presidente Ramalho Eanes convidou-me para desempenhar as funções de governador de Macau em Dezembro de 1978. Aceitei e comecei a preparar-me para o desempenho das funções. Ainda não sabia quando se realizaria a posse. O ministro dos Negócios Estrangeiros era então Freitas Cruz, que eu tinha conhecido em Moçambique e de quem era, aliás, muito amigo, e resolvi procurá-lo para fazer uma panorâmica da situação. As negociações para as relações diplomáticas decorriam lentamente em Paris ao nível dos dois embaixadores em França, de Portugal e da China, instruídos pelos respectivos governos. Eu falava frequentemente com o general Eanes e mais ou menos assumimos um compromisso tácito de que aguardávamos que estivesse esclarecida a situação para depois tomar posse como governador de Macau. E assim foi. O estabelecimento das relações diplomáticas dá-se

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no dia 8 de Fevereiro de 1979 e eu tomo posse em Belém exactamente no dia imediato. Nas próprias palavras do Presidente na minha posse, o restabelecimento de relações que não se processavam já há muito tempo marcou o início de uma nova era na amizade multissecular entre Portugal e a China, mas, com a situação clarificada, poderia ter muito melhores resultados e poderiam obter-se os êxitos que ambos desejávamos, Portugal e a China, relativamente a Macau. A visita do governador de Macau à China Eu falo sempre com saudade da visita que fiz à China em Março e senti-me até distinguido, não por ser eu, mas por ser o chefe da administração portuguesa e também porque desde 1949 não havia visitas oficiais de governadores de Macau, visto não existir relacionamento diplomático. Fui convidado pelo ministro do Comércio Externo que me disse que eu podia ser acompanhado com comitiva que entendesse até um determinado limite e que iriam ser abordados assuntos de interesse recíproco. Acompanhado pelo secretário adjunto para os Assuntos Económicos e das Obras Públicas e Comunicações, iniciei a minha visita no mês de Março, estando programadas várias visitas, fundamentalmente à capital, a Xangai e, já no regresso a Macau, a Cantão, onde, dada a proximidade, teria oportunidade de tratar de assuntos de interesse recíproco, com muita incidência em Macau. A visita decorreu de tal maneira bem, com cordialidade, cumprindo naturalmente o programa pré-estabelecido, que a certa altura um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês perguntou-me se eu não teria interesse em contactar alguma outra entidade na China. «Assim de repente, de repente, gostaria muito de contactar um homem, mas ele tem uma estatura tão elevada, não estatura física, mas estatura mental e envergadura política, que é o primeiro homem forte da China, Deng Xiaoping. Gostaria muito de estar com ele, mas antevejo que isso seja muito difícil.» E ele disse: «vamos ver.» A resposta foi-me dada no mesmo dia à tarde e foi afirmativa. Eu tive um encontro com o vice-primeiro-ministro chinês no dia 18 de Março de 1980. O encontro teve uma duração de cerca de 20 minutos. Foram tratados variadíssimos assuntos a nível mundial. Ele era um perfeito conhecedor do que se passava no resto do mundo e obviamente que teve de se falar no estabelecimento de relações diplomáticas, nos efeitos desse estabelecimento de relações, relativamente às relações de Portugal com a China e da China com Portugal, com Macau. Ele tinha sabido através de órgãos de comunicação social que em Macau havia uma certa preocupação pela nova situação criada. Com um sorriso nos lábios, disse-me que não percebia bem essa preocupação, que achava que agora é que não deveria haver preocupação nenhuma, porquanto existia uma situação clara, absolutamente definida e, portanto, fora encontrada com certeza a paz e a tranquilidade necessárias para o desenvolvimento económico e social do território que ele considerava que se ia mesmo dar. E não se enganou. Deng Xiaoping, o homem a quem a China muito deve, porque a abriu ao exterior, foi realmente o filósofo da teoria um país dois sistemas que permitiu o desenvolvimento da China. Mais uma vez ele teve razão. Deng Xiaoping dava realmente uma importância extraordinária, mesmo prioritária, às relações culturais. Quando se abordou quais eram as consequências desse estabelecimento de relações, a troca de determinadas entidades, de embaixadores, de adidos militares, de embaixadas de carácter económico, ele disse-me que era tudo verdade e era muito importante, mas mais importante ainda era o intercâmbio entre as pessoas, porque as pessoas são difusoras de cultura. Os chineses levam a cultura da China a Portugal e os portugueses trazem a cultura de Portugal à China. Para Deng Xiaoping os laços culturais eram os laços mais importantes que podem unir os homens e, afinal de contas, os laços culturais englobam tudo aquilo que possa depois vir”. Esta visita à China foi muito importante para Macau e Melo Egídio regressou ao território animado com a posição assumida pelo timoneiro da China. No próximo artigo, procederei à transcrição de outras partes deste depoimento que foi inserido na obra “Macau entre dois mundos”(1999), da colecção Jorge Álvares. * Presidente do Instituto Internacional de Macau. Escreve neste espaço às 2.as feiras.


“Continuaremos entregues ao que formos capazes de fazer. Definitivamente, acabou o tempo do dinheiro fácil e ainda temos de lutar diariamente pelo do resgate, tranche após tranche.”-João Marcelino

opinião

tribuna

“É ofensivo que o responsável por um crescimento brutal e desastroso da dívida tenha o desplante de recomendar em público os métodos ideais de a “gerir”. E é evidentemente hilariante que um sujeito cujo percurso académico oferece no mínimo imensas dúvidas decida puxar da erudição financeira.”- Alberto Gonçalves

João Marcelino*

O plano alemão 1

. O plano de salvação do euro é o plano alemão - não há outro. Insiste na disciplina orçamental, com limites à dívida (60% do PIB) e ao défice. Impõe sanções para o incumprimento, automáticas em caso de prevaricação. Não admite a mutualização da dívida, e muito menos as eurobonds que os países do Sul gostariam de ver a respaldar os seus crónicos desvarios. Aliás, do lado do conforto imediato aos aflitos veio muito pouco, ou quase nada, do Conselho Europeu. Antecipou-se em um ano o nascimento do mecanismo permanente de gestão de crises, o Mecanismo de Estabilização Financeira (MEE) que sucederá ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Permitiu-se que os bancos centrais nacionais possam vir a emprestar 200 mil milhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para eventual ajuda a países com problemas de financiamento. E é tudo, por enquanto. É muito? É pouco? É o que quer Merkel. Na União Europeia não há outras vontades, nem outras possibilidades. Quem

precisa não tem força nem meios, nem credibilidade; e quem ainda tem tudo isso entende (provavelmente com fortes razões...) que não pode arriscar uma ajuda sem condições, sem tempo e sem garantias, a um espaço onde tem existido muita irresponsabilidade.

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. Talvez não se possa dizer que ficámos na mesma - falta testar a reacção definitiva dos famosos “mercados”, que ontem foi ligeiramente positiva - mas andou-se o esperado, e pouco mais. No final da linha, aterrador para quem não deseja revoluções e aprecia a paz, que na parte ocidental da Europa já dura há cerca de 60 anos, está a possibilidade do desaparecimento do euro, um acontecimento de consequências absolutamente imprevisíveis para a União, e não apenas para o mais restrito clube da moeda única. Se, porventura, esse vier a ser o fim desta utopia de uma união política e monetária que um dia daria lugar aos Estados Unidos da Europa, estaremos perante um cenário de incertezas e dificuldades que não existe capacidade para prever.

tribuna

3

. A grande novidade do Conselho Europeu foi a posição do Reino Unido, e não apenas pela eterna desconfiança quanto ao federalismo e a tudo o que envolva uma liderança germânica. Na verdade, os britânicos tentaram um negócio - o “sim” a um novo tratado em troca de vantagens na regulação comunitária - e não o tendo conseguido preferiram egoisticamente ficar de fora. É preciso ter muita imaginação para ver na posição de David Cameron mais do que negócio, puro e simples, tão detestável quanto ignora as dificuldades de uma parte substancial da Europa.

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. Especificamente, Portugal sai desta cimeira sem razões particulares para se sentir melhor ou mais confortável. Em termos meramente políticos, há um problema que tem de ser resolvido pela maioria de novo em conjunto com o PS: os limites à dívida e ao défice, contra os quais Cavaco Silva falou em tempos agitando o espantalho da perda de soberania. Isso impõe a revisão da Constituição e esta precisa de dois terços no

Parlamento. Além do mais, estes limites colocarão no futuro a necessidade do reforço da austeridade. Vivemos hoje com uma dívida que já passou os 100% do PIB e temos de continuar a fazer um emagrecimento orçamental que só vai chegar este ano aos 5,9% de défice com receitas extraordinárias (dos fundos de pensões dos bancos) que não mais serão possíveis. É muito duro o que está pela frente - e deste Conselho Europeu não vieram notícias, nem boas nem más, para combater a desaceleração económica, estimular crescimento e combater o desemprego. Continuaremos entregues ao que formos capazes de fazer. Definitivamente, acabou o tempo do dinheiro fácil e ainda temos de lutar diariamente pelo do resgate, tranche após tranche. -A hostilidade de Sarkozy em relação a Cameron, no final do Conselho Europeu, é um gesto, um simples gesto de mau humor, de vontades frustradas, dirse-á. Pois, mas são estes normalmente que definem a qualidade dos homens... *Director do Diário de Notícis JTM/DN

Alberto Gonçalves

Uma criança em Paris P

guras de topo do actual PS, disfarçassem a vergonha através do silêncio e declinassem comentários. No que me diz respeito, admito que o episódio irritou-me um bocadinho, divertiu-me um bocadinho e envergonhou-me um bocadinho. Porém, o episódio sobretudo comoveu-me. De repente, pela primeira e espero que última vez na vida, dei por mim com pena do eng. Sócrates: o que foi aquilo, meu Deus? Uma coisa são as vastas limitações da criatura, outra é a candura com que a criatura as expõe, essa sim uma propensão infantil. Pobre homem, que não arranja uma alminha amiga para preveni-lo do ridículo que comete, que está rodeado de tontos ou sabujos prontos a alimentar os seus delírios, que vive enfim numa completa solidão. O preço do poder, ou dos privilégios amealhados no poder, não precisa de ser tão elevado. As benesses materiais e afins não podem servir unicamente para enxovalhar o usufrutuário, ainda que a falta de consciência do usufrutuário, tradicionalmente alia-

da aos excessos do respectivo ego, o ponham a jeito com regularidade. Durante seis longos anos, assistimos ao espectáculo em cadeiras de orquestra. Hoje, o espectáculo prossegue em Paris. A rábula da entrada na Sciences Po da Sorbonne, segundo a imprensa rejeitada em duas ocasiões e conseguida à terceira mediante “cunha” diplomática, já constituiu um monumento de humilhação auto-infligida, a que os aplausos na conferência mencionada acrescentam agora, a título de clímax, a adequada dimensão irónica. A história da dívida “gerida” recebeu palmas porque os espectadores não percebiam português e porque o francês técnico do eng. Sócrates não chega para plateias, embora sobre para estudar numa das mais prestigiadas universidades do continente. Estudar, seja filosofia, economia, inglês ou engenharia, é a vocação dele. Aprender, inclusive a estar calado, não é. Típico de criança. (...) JTM/DN

Cartoon

ara pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei em Economia.” A esta hora, já toda a gente conhece as declarações acima, proferidas recentemente pelo exPrimeiro-Ministro José Sócrates numa conferência em Poitiers e posteriormente negadas pelo próprio em tentativas desastradas. A esta hora, também já toda a gente analisou as declarações com justa fúria ou discutível senso de humor. Matéria, de facto, não falta. É ofensivo que o responsável por um crescimento brutal e desastroso da dívida tenha o desplante de recomendar em público os métodos ideais de a “gerir”. E é evidentemente hilariante que um sujeito cujo percurso académico oferece no mínimo imensas dúvidas decida puxar da erudição financeira. A verdade é que não houve cidadão indiferente ao episódio, embora alguns, como as fi-

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Morreu Maria Helena Pires de Matos. A maestrina e musicóloga Maria Helena Pires de Matos morreu, em Lisboa, vítima de doença prolongada. Primeira intérprete portuguesa a reunir distinções internacionais, na área da música clássica, tinha no canto gregoriano a missão de uma vida, tanto ao nível da investigação, como da divulgação, tendo participado na fundação do Coro Gregoriano de Lisboa.

lazer

Pai de Jodie Foster condenado POR FRAUDE. O pai da actriz Jodie Foster, foi considerado culpado de roubar milhares de dólares a cerca de 20 pessoas numa sofisticada fraude imobiliária em Los Angeles e condenado a cinco anos de prisão. Lucius Foster, 89 anos, apropriou-se indevidamente de 130 mil dólares.

Jennifer Aniston eleita a mais sexy de sempre

Uma votação do site da “MensHealth” apontou a actriz Jennifer Aniston como a mulher mais sexy de todos os tempos. A protagonista da série “Friends”, agora com 42 anos, ficou melhor classificada do que Raquel Welch (em 2º lugar), Marilyn Monroe (3º), Britney Spears (4º) e Madonna (5º). “[Ser] Engraçada é sexy”, escreve a publicação sobre a “rainha da beleza”. “Outros símbolos sexuais tornam-se unidimensionais, tornandose ícones planos no processo, mas ao longo da sua carreira, Aniston tem permanecido sexy, engraçada e indubitavelmente real”, comenta a revista.

Victoria’s Secret tem nova musa Aos 18 anos, Barbara Palvin está a viver uma fase de ascensão vertiginosa na carreira de modelo. Depois de ter sido o rosto de campanhas da Calvin Klein ou Calzedonia e participado em desfiles de grandes marcas, a jovem húngara não deixou ninguém indiferente no lançamento de mais uma colecção de lingerie da Victoria’s Secret. Apesar de ter apenas 1.70 m de altura, Palvin já rivaliza com as principais “top models” do mundo, algo que não imaginaria há uns anos, quando o futebol e o canto eram os seus “hobbies” preferidos.

Playboy antecipa edição com Lindsay Lohan

Shakira aparece com novo visual

A divulgação na internet de várias fotografias da edição de Janeiro/ Fevereiro da edição norteamericana da revista com a actriz Lindsay Lohan levou Hugh Hefner a antecipar o lançamento da publicação. A publicação só deveria ser lançada no próximo ano, mas, em resposta a esta fuga de informação, o patrão da Playboy decidiu avançar com a publicação já na próxima semana. O site oficial da revista divulgou, aliás, a capa e algumas das imagens da produção. Nessas fotos Lindsay Lohan posa sobre um fundo vermelho, só de sapatos de salto alto, maquilhada e penteada ao estilo Marilyn Monroe. O nome da actriz americana de 25 anos “era o mais procurado na Internet na quinta-feira”, revelou Hefner no Twitter.

Shakira tem um novo “look”. A cantora cortou o cabelo, aclarou o tom e divulgou a nova imagem no Twitter. “Cortei o cabelo há quatro horas”, escreveu a namorada de Gérard Pique, jogador do Barcelona. A nova imagem da cantora colombiana contou com reacções muito positivas por parte dos fãs. Resta saber se o namorado também gostou...

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Falado em Japonês e Seediq com legendas em Chinês) Filme de: Te-Sheng Wei. Com: Qing-tai Lin, Da-qing You, Zhixiang Ma.

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Filme de: Andrei Konchalovsk. Com: Charlie Rowe, John Turturro.

14:30H 16:30H 17:30H 21:30H Cineteatro Sala 3 arthur christmas 3d Filme de: Sarah Smith. Com: James McAvoy, Hugh Laurie.

14:15H 16:00H 17:45h 19:30h Torre de macau the three musketeers 3d Filme de: Paul W.S. Anderson.

Com: Logan Lerman, Mila Jovovich.

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Clube Militar de Macau

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última

RECORDE DE SOLIDARIEDADE NA MARCHA DE CARIDADE

O frio não impediu que mais de 45.000 corações “caminhassem” por uma boa causa. Ontem, a “Marcha de Caridade para Um Milhão” voltou a bater recordes “não só em termos de participações”, mas também de donativos, que ultrapassaram os 12 milhões de patacas, referiu ao JTM António José de Freitas, vice-presidente do Fundo de Beneficência dos Leitores do Jornal Ou Mun, que organiza a iniciativa há 28 edições. Desde 1984, ano em que se realizou este evento solidário pela primeira vez, Macau já atravessou altos e baixos, mas apesar das oscilações “a marcha nunca foi prejudicada”, salientou António José de Freitas. Com o número de participantes e donativos em crescimento nos últimos anos, “muitas empresas, sobretudo de grande dimensão” têm vindo a ficar mais conscientes para o cumprimento da sua função social e contribuem mais não só em termos monetários, mas também com a participação dos seus trabalhadores, salientou o também provedor da Santa Casa da Misericórdia. Os donativos angariados durante a marcha irão auxiliar pessoas que se encontram em situação de carência. Apesar de o Governo ter um modelo de acção social, “há sempre situações” que as medidas existentes não cobrem. “Estamos atentos a situações onde a garantia não chega”, disse António José de Freitas, notando que há casos de urgência em que não é possível esperar pela aprovação de subsídios do Governo. “São casos que chegam directamente ao Fundo de Beneficência”, por isso, “vamos reforçar a nossa ajuda” nesse âmbito, referiu o responsável, mostrando-se satisfeito com os resultados obtidos na marcha deste ano.

26% DA POPULAÇÃO EMPREGADA INTEGRA CLASSE MÉDIA “FALSA”

Os académicos da Rede de Convergência de Sabedoria de Macau consideram que a “verdadeira” classe média de Macau apenas integra 16 por cento da população empregada, contestando assim as conclusões de um estudo recente que apontava para uma percentagem de 42 por cento. Segundo a Rede de Convergência de Sabedoria, o estudo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa Estratégica para o Desenvolvimento de Macau e a Academia Chinesa de Ciência Sociais terá pecado pelo facto da classe média ter sido definida apenas pelo rendimento auferido ao nível das famílias. Para os académicos da Rede, 26 por cento da população empregada deverá ser assim incluída no grupo da classe média “falsa” e arrisca cair no desemprego quando atingir determinada idade. A associação aproveitou ainda para apelar ao Governo para que implemente políticas de apoio à classe média, consoante os diferentes tipos de situações.

ECONOMISTAS AVISAM QUE FIM DO EURO PENALIZARIA TODOS OS PAÍSES

fonte: serviços meteorológicos e geofísicos www.smg.gov.mo

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amanhã 10 C 180C 0

12 C 190C 0

câmbios - indicativos Pataca Compra US Dólar 7.97 EURO 10.58 yuan (rpc) 1.215

fonte: bnu

Venda 8.08 10.71 1.273

Las Vegas Sands poderá investir no Vietname

A Las Vegas Sands pondera investir pelo menos dois mil milhões de dólares americanos na construção de um complexo turístico em Ho Chi Minh City, adiantou a agência oficial de notícias do Vietname, indicando que o plano foi anunciado pelo presidente e CEO do grupo, Sheldon Adelson, durante um encontro que manteve naquela cidade, no dia 7, com responsáveis das autoridades locais. Segundo a agência, Adelson considera que o projecto tem “bom potencial” para atrair turistas e que o Vietname poderá tornar-se um palco importante para conferências internacionais. Com um design baseado em duas velas instaladas sobre uma flor de lótus, o complexo inclui hotéis, restaurantes, centros de convenções e exposições, centro comercial, spa, ginásio, anfiteatro, museu e outros locais de entretenimento. As autoridades de Ho Chi Minh City já manifestaram o seu apoio à concretização do projecto e acreditam que o complexo irá converter-se num símbolo da cidade, contribuindo para o desenvolvimento dos sectores do turismo e dos serviços.

CIMEIRA DO CLIMA LEVA A ACORDO MAS CRÍTICOS QUERIAM MAIS

A mais longa cimeira do clima da ONU terminou com a adopção da chamada Plataforma de Durban, que prevê um roteiro para um tratado sobre o clima, mas vários críticos já advertiram que o plano de acção não é suficientemente agressivo para reduzir o ritmo do aquecimento global. No plenário informal da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas Contra as Alterações Climáticas (UNFCCC), os 194 países concordaram em iniciar negociações visando um novo acordo para colocar os países sob o mesmo regime legal. O novo tratado com vínculos legais para reduzir a emissão de gases do efeito estufa terá de ser fechado até 2015 e entrar em vigor até 2020. O acordo, que estendeu o Maratona de negociações cansou Protocolo de Quioto, foi alcançado após a resistência da Índia e China, e muitos participantes de longas horas de negociação, que levaram a apelos da União Europeia, Estados Unidos e Brasil de “não fazer de Durban uma oportunidade perdida”. Mas, muitos pequenos países insulares e nações em desenvolvimento que correm o risco de serem inundados pela subida dos mares e por condições meteorológicas extremas, argumentaram que o acordo escolheu o menor denominador comum possível e que carece da ambição necessária para garantir a sua sobrevivência.

Os economistas estudam cada vez mais a sério os diferentes cenários possíveis para o caso do desaparecimento ou da saída de alguns países da Zona Euro e estimam que o preço a pagar será sempre muito elevado. Os analistas concordam que, se o euro perder alguns dos seus membros ou se acabar, nenhum país sairá incólume, pelo menos a curto prazo. Segundo uma análise do Capital Economics, mesmo se apenas a Grécia, Portugal e a Irlanda saíssem do euro nos próximos dois anos, o PIB da zona euro seria reduzido em 1% em 2012 e em 2,5% em 2013, uma proporção equivalente ao da recessão de 2008-2009. O banco UBS estimou que, se um país “fraco” como a Grécia saísse do euro, isso custaria entre 9.500 e 11.500 euros per capita no primeiro ano e 2.000 a 4.000 nos anos seguintes. De acordo com este estudo, se um país “forte” como a Alemanha deixasse a Zona Euro, as consequências também não seriam neutras: o custo por habitante seria de 6.000 a 8.000 euros no primeiro ano, ou seja 20 a 25% do PIB do país, e de 3.500 a 4.500 euros nos anos seguintes. O retorno às moedas nacionais resultaria em desvalorizações para alguns e valorização para outros.

pág 20 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau

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Apanhou um táxi em Londres para ir buscar cão a Madrid

Uma mulher britânica chamou um táxi em Londres para ir buscar um cão... a Madrid. O taxista John Jupp nem queria acreditar quando ouviu o pedido da cliente, mas aceitou. Segundo o jornal “London Evening Standard”, a viagem entre as capitais inglesa e espanhola demorou 16 horas. Em França, o taxista descobriu que o certificado que permitia viajar com o cão tinha expirado há seis horas, pelo que pagou uma multa de 100 libras (1.255 patacas) e seguiu viagem com o animal - um labrador retriever - e a tratadora espanhola. Por sigilo profissional, o taxista recusou revelar o valor pago pela corrida.

Tinham cobras, sapos e tartarugas no hotel

A polícia alemã deteve três cidadãos chineses que escondiam cem cobras, 70 tartarugas e vinte sapos num quarto de hotel na região ocidental da Alemanha, informou a CNN. A descoberta foi feita depois de uma das cobras ter escapado do quarto para as escadas, segundo revelaram as autoridades. Os hóspedes desconfiaram de importação ilegal de animais e denunciaram o caso. Os animais foram encaminhados para o zoo de Colónia.

fecho desta edição jtm - 01:00horas

JTM 12-12-2011  

Jornal Tribuna de Macau

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