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Tribuna de Macau Director José rocha Dinis | Director Editorial executivo Sérgio Terra | Nº 3829 | terça-feira, 16 de Agosto de 2011

10 Patacas

ESPECIALISTAS ANALISAM OPÇÕES MONETÁRIAS

Poupanças em renminbis são mais seguras e vantajosas Seladas 152 pensões ilegais um ano depois da nova lei Desde 13 de Agosto de 2010, data da entrada em vigor da lei de “Proibição de prestação ilegal de alojamento”, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) investigou 1.029 fracções autónomas e decidiu selar 152 suspeitas da prática daquela actividade. Verificou-se ainda que 219 fracções inicialmente apontadas como suspeitas abandonaram entretanto a actividade de prestação ilegal de alojamento, facto que o organismo interpreta como sendo fruto do “efeito dissuasor” da nova lei. O balanço do primeiro ano de vigência da lei revela que foram identificados 722 ocupantes de fracções suspeitas, incluindo 39 que estavam em permanência ilegal em Macau e 29 imigrantes ilegais. No total, a DST instaurou 152 procedimentos sancionatórios e aplicou uma multa de 200 mil patacas a 46 exploradores de pensões ilegais, mas apenas dois efectuaram o pagamento voluntário no prazo previsto. No intervalo de um ano, foram ainda multados 26 ocupantes (três mil patacas cada) e dois angariadores de hóspedes (20 mil patacas). Por outro lado, a DST enviou para o Ministério Público o caso de uma companhia suspeita de prestação de declarações falsas. Apesar dos resultados alcançados, o Governo admite que está a enfrentar “novos desafios, sendo notória a mudança no modelo da actividade de prestação ilegal de alojamento”. Por isso, a DST vai ajustar a sua estratégia para “dar resposta à nova realidade”, estando a recrutar mais trabalhadores para poder melhorar a eficácia da implementação da lei.

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MACAU CELEBRA FESTIVIDADE ANCESTRAL

Espíritos famintos à solta Pag. 7

Ministro diz que escolas precisam de mais “empenho”

RAEHK poderá demorar 20 anos para legalizar casamentos gay

Iraque confirma 66 mortos no dia mais violento de 2011

O ministro português da Educação e da Ciência (MEC) defendeu ontem que “mais que computadores ou quadros interactivos, o que mais falta faz nas escolas é empenho”. Durante uma visita a Gouveia, Nuno Crato afirmou que é “necessário fazer melhor com menos meios” e que isso obriga ao “empenho” de todos, professores, alunos e pais. O ministro salientou a necessidade de “haver mais disciplina e respeito pelos professores”, tanto da parte dos alunos como dos educadores. “O problema central das escolas não é a avaliação dos professores”, disse, adiantando que está a trabalhar para que este modelo de avaliação seja “o mais justo possível”. Nuno Crato quer dar maior autonomia às escolas, às autarquias e às populações para que sejam elas os protagonistas nas mudanças e afirmou que o seu Ministério lhes dará todo o apoio.

Hong Kong poderá levar 20 anos até reconhecer legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo por causa da forte oposição da ala conservadora e religiosa, afirmou o director da Comissão de Igualdade de Oportunidades. Lam Woon-kwong, disse, numa entrevista à “Hong Kong Lawyer”, que existem certas “questões técnicas a ultrapassar”, sendo difícil, para já, lançar um movimento político de dimensão a favor da legalização das uniões civis de casais do mesmo sexo, atendendo a que a comunidade homossexual tem pouca expressão na Região. “Seria um movimento minoritário e iria exigir muita boa vontade e iniciativa por parte do Governo para que pudesse suceder”, referiu o líder da Comissão de Igualdade de Oportunidades, cujos membros são nomeados pelo Executivo.

Ataques em mais de uma dúzia de cidades iraquianas mataram ontem pelo menos 66 pessoas, 40 das quais num atentado na cidade de Kut, no dia mais violento do ano no país. A série de ataques também causou mais de 230 feridos, segundo um registo provisório elaborado pela agência AFP com base em dados oficiais. A onda de violência ocorrida durante um Ramadão relativamente calmo partiu do norte da cidade de Kirkuk para a capital e desta para cidades shiitas do sul como Najaf, Kut e Karbala. Os atentados ocorreram numa altura em que as principais tendências políticas iraquianas chegaram a um acordo para autorizar o Governo a negociar com os EUA a manutenção de um contingente limitado de militares americanos no final de 2011, data limite para que os 47.000 soldados americanos ainda em território iraquiano abandonem o país.

JTM 16-08-2011  

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