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Tribuna Teen inicia especial sobre alimentação dos jovens


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TRIBUNA DE ITUVERAVA

Ituverava, 6 de abril de 2019

CNA

Desde 1960 presente no dia a dia das pessoas proporcionando facilidade e agilidade

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LITERATURA

Jovem discute doação de órgãos em livro voltado a adolescentes

Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante pode ser a única esperança ou oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam. Por isso, é essencial que a população saiba da importância dessa ação. O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão seja: coração, fígado, pâncreas, pulmão e rim, ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa que necessita, por outro órgão ou tecido de um doador, vivo ou que já tenha falecido. Recentemente o Brasil registrou um aumento de 7% nas doações de órgãos no primeiro semestre de 2018, de acordo com o Ministério da Saúde. O número de doações subiu de 1.653 para 1.765 em comparação com o mesmo período do ano retrasado. Com esse aumento, o país registrou um recorde de transplantes realizados. O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possuí o maior sistema público de transplantação do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o território nacional são financiados pelo Sistema único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o país é o segundo maior transplantador do mundo, ficando atrás

apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde. Transplante Diante dessa realidade e com o intuito de conscientizar sobre o transplante de órgãos, a jovem autora Giovanna Vaccaro lançou o livro “Procura-se um Coração”, publicado pela Editora Coerência com a nova edição, ‘vira-vira’ junto com o título spin-off “Procura-se um amor”. A narrativa carrega grandes ensinamentos sobre a importância da doação de órgãos, contendo dados e perguntas sobre o tema. Com uma escrita fluída e apaixonante, ela passa para os leitores mais do que diversão e emoção, transmite também conscientização sobre esse ponto tão importante.

de remédios, ela conta com o apoio de seu pai e sua irmã, juntamente com sua melhor amiga. Para agravar a situação, após uma crise de insuficiência cardíaca, ela recebe a notícia de que deverá passar, o mais urgente possível, por um transplante de coração, caso contrário, seus dias estarão por um fio.

Porém, ela tem uma nova razão para pulsar: Miles. Ariane se envolve em uma paixão “quase” perfeita — diante do difícil drama que enfrenta. Juntos, eles tentarão encontrar uma saída e farão de tudo para congelar o tempo e eternizar cada segundo que lhe resta, como um fio de esperança que surge em seu futuro tão incerto.

A AUTORA

Giovanna Vaccaro mora em São Paulo com seus pais e seu irmão, onde cursa jornalismo na USJT. Publicou “Procura-se”, seu primeiro livro quando tinha 14 anos. Com 15 anos, lançou “E se...” e, no final de 2017, relançou “Procura-se” em uma edição especial. Também participou de algumas antologias com seus contos e tem um canal no YouTube chamado Passa Cola.

Sinopse da obra O tempo que Ariane tem de vida é bem menor do que se imagina. Desde os seis anos, sofre com a doença arterial coronariana, uma deficiência cardíaca genética; rara em pessoas jovens, mas fatal. Mantendo-se com a ajuda

INTELIGÊNCIA E RESULTADOS

Apoio Cultural

Cartório de Notas e Protesto de Ituverava Rua Cel. Dionísio Barbosa Sandoval, 614

Telefone: (16) 3729-2233 Atendimento das 8h30 às 18h

Com mais de 60 anos no mercado, oferecendo sempre soluções diferenciadas para a agricultura

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Literatura

Escritora denuncia bullying através de suas obras literárias Por mais que, atualmente, o bullying seja discutido em todos os lugares, como nas telenovelas, rádios, jornais e internet, é fato que, no Brasil, esse fenômeno começou a ser pautado há pouco tempo. A jovem autora Ana Beatriz Brandão, com cinco livros publicados, entre eles, dois que virarão filme, fala que o bullying fez

parte de sua infância. Ana relata que um dos seus refúgios para fugir das investidas abusivas dos colegas da escola foi a literatura e a escrita. Em suas obras, ela sempre faz questão de denunciar em algum momento esse tipo de agressão. A polêmica da prática muitas vezes gira em torno dos limites entre brincadeira e abuso. Quando

uma piada passa a ser bullying? Por que o colega se importou tanto com o que o outro disse, sendo que não foi “nada demais”? Essas questões são recorrentes nos pensamentos populares, mas o que muitas pessoas ainda não conseguem é ter a capacidade de se colocar no lugar do outro e entender que a mesma palavra pode

atingir outras pessoas em níveis diferentes. Cada um tem uma história de vida e atribui um peso ao que ouve. Isso permeia o conceito de empatia, outro ponto muito debatido, principalmente, por estar em variadas lutas sociais. Por isso, problemas tão antigos, como o bullying continuam existindo e todos precisam dar as mãos para combatê-lo.

ÁVIDA LEITORA Com cinco anos, a autora já era uma ávida leitora, aos treze iniciava uma jornada cercada de magia junto aos seus personagens e atualmente, com dezoito anos, já publicou cinco livros e embarca na forte emoção de acompanhar o filme baseado em seus dois best-sellers, “O Garoto do Cachecol Vermelho” e “A Garota das Sapatilhas Brancas”. Ana Beatriz Brandão vive intensas aventuras todos os dias e celebra suas publicações, desde a mais recente obra “Sob a Luz da Escuridão”, até aquela que pela primeira vez cativou o público, “Sombra de um Anjo”. Não esquece as emoções vivenciadas em “Caçadores de Almas”, que também tem um valor inestimável à jovem escritora. Seu maior sonho é poder continuar contando suas histórias para todos aqueles que, assim como ela, acreditam que os livros são a melhor forma de tocar o coração das pessoas e mudar suas vidas.

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Arte

Obra Abaporu volta ao Brasil para exposição em São Paulo A obra Abaporu, a mais emblemática da carreira de Tarsila do Amaral, pintada em 1928, volta a São Paulo após 11 anos. Desde a última quinta-feira, 4 de abril, a mostra ‘Tarsila Popular’ reúne cerca de 120 obras da artista, incluindo pinturas e desenhos, no Museu de Arte de São Paulo (Masp). O quadro estava no Museu de Arte Latino-Americano, em Buenos Aires, na Argentina. Além do Abaporu a mostra contará com as obras, A Cuca, Operários e Manacá, entre outras. A exposição fará parte do circuito “Histórias das mulheres,

histórias feministas”. Além de exposições, o Masp receberá palestras, workshops e a exibição de filmes sobre o tema. Simultaneamente, o museu também recebe a mostra “Lina Bo Bardi: Habitat”, com as principais obras da arquiteta responsável pelo Sesc Pompeia, o Teatro Oficina e a atual sede do Masp, na avenida Paulista A obras de Tarsila ficarão expostas até dia 28 de julho, no primeiro andar do Museu. Às terças-feiras as visitas são gratuitas. De quarta a domingo, as entradas custam de R$ 20,00 (meia entrada) a R$ 40,00 (inteira).

A OBRA Abaporu é uma clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral. O nome da obra é de origem tupi-guarani que significa “homem que come gente” (canibal ou antropófago), uma junção dos termos aba (homem), pora (gente) e ú (comer). A tela foi pintada por Tarsila em 1928 e oferecida ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade. Os elementos que constam da tela, especialmente a inusitada figura, despertaram em Oswald a ideia de criação do Movimento Antropofágico. O Movimento consistia na deglutição da cultura estrangeira, incorporando-a na realidade brasileira para dar origem a uma nova cultura transformada, moderna e representativa da nossa cultura. Esta obra marca a fase antropofágica da pintora Tarsila de Amaral, movimento artístico que ocorreu entre 1928 e 1930. É possível identificar traços característicos da artista, como a escolha de cores fortes e inclusão de temas imaginários ou alteração da realidade. Na pintura há um homem com grandes pés e mãos, e ainda o sol e um cacto. Estes elementos podem representar o trabalho físico que era o trabalho da maioria naquela altura. A cabeça pequena pode significar a falta de pensamento crítico, que se limita a trabalhar com força, mas sem pensar muito, sendo então uma possível crítica para a sociedade daquela época.


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ESPECIAL

Tribuna Teen inicia especial sobre alimentação dos jovens Com a ascensão dos fast foods, a alimentação dos jovens no mundo todo parece estar cada vez pior. Pensando nisso, a Tribuna Teen inicia, nesta semana, uma série de reportagens especiais sobre a alimentação dos adolescentes, em especial aqueles que se mudam de cidade para cursar o Ensino Superior e têm que aprender a cozinhar e a ter uma alimentação balanceada. A cada semana, um novo tema será abordado e o primeiro já é um grande alerta: um levantamento feito com 75 mil brasileiros de 12 a 17 anos, em escolas públicas e privadas, aponta que apenas um em cada três adolescentes coloca salada no prato. Aponta ainda que só um em cinco ingere pelo menos uma fruta ao dia. Os profissionais de saúde se preocupam com as consequências dos maus hábitos no dia a dia. “Entre crianças e adolescentes, a incidência de obesidade cresce exponencialmente, e em todas as classes sociais”, afirma Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Há 40 anos, atendíamos um adolescente obeso a cada 100. Hoje, são de seis a oito”, estima. Números da Organização Mundial da Saúde refletem essa realidade. Em 1975, calcula-se que 11 milhões de adolescentes eram obesos. Em 2016, o número saltou para 124 milhões. Infância A infância é um período determinante na aquisição de hábitos à

mesa. Mas mesmo aquela criança que venerava brócolis pode virar o adolescente que rejeita qualquer vegetal. Não há uma explicação biológica para isso, mas, sim, comportamental: é nessa fase da vida que os filhos ganham mais independência, fazem refeições longe dos pais e recebem dinheiro para escolher o que vão comer. Sem falar na influência dos amigos. Quem vai optar por salada quando a turma toda vai de fast food? Por isso é essencial manter o equilíbrio nas refeições em família”, diz a nutricionista Renata Faria Amorim, da All Clinik, no Rio de Janeiro.

Escola A profissional alerta sobre o papel da escola nesse cenário. Mesmo que as cantinas não possam vender guloseimas (alguns Estados têm leis para regulamentar isso), biscoitos, doces e bebidas açucaradas são as estrelas nos intervalos. E proibir não é solução definitiva. Uma pesquisa feita pela marca Capricho e pela área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, com 1.724 garotas — 1.046 delas com

14 a 17 anos —, mostra que 34% não resistem a um docinho. Elas poderiam sucumbir menos a essas gulodices caso tivessem aulas que ensinassem porque outras opções são mais vantajosas, por exemplo. “É preciso conscientizar”, resume Adriano Segal, diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

COLABORAÇÃO DOS PAIS Diante disso, é essencial que os pais também colaborem e conscientizem os filhos sobre os riscos de uma alimentação inadequada. Esse, inclusive, será o tema da próxima reportagem especial do Tribuna Teen sobre o assunto.

Em seguida, serão publicados textos sobre o mito do corpo ideal, quais alimentos devem ser tratados como prioridade pelos jovens, como se preparar para sair de casa, entre muitos outros tópicos relevantes relacionados ao tema.

HÁBITOS PREOCUPANTES DOS JOVENS PRATO SEM COR

DOÇURA DEMAIS

ENERGIA POUPADA

MENOS DE 40% DOS JOVENS INCLUEM VERDURAS E HORTALIÇAS NAS REFEIÇÕES, QUE ACABAM POBRES EM MICRONUTRIENTES E RICAS EM CARBOIDRATOS E GORDURA.

ENQUANTO 40% DOS JOVENS COMEM ALGUM DOCE TODO DIA, MENOS DE 20% INGEREM FRUTAS, QUE TÊM AÇÚCAR NATURAL, VITAMINAS, MINERAIS E FIBRAS.

SÓ TRÊS EM CADA DEZ BRASILEIROS ENTRE 10 E 18 ANOS NÃO SÃO SEDENTÁRIOS — ISTO É, FAZEM UMA HORA DE ATIVIDADE FÍSICA CINCO DIAS POR SEMANA.


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RELACIONAMENTOS

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Não, os opostos não se atraem

O clichê “os opostos se atraem” nunca fez o menor sentido na minha cabeça. Claro que as exceções sempre existem, mas dentre as frases batidas prefiro a ideia contida em “semelhante atrai semelhante”. Evidente que ninguém quer alguém exatamente igual a si mesmo (às vezes nem eu consigo me aguentar!), mas coisas em comum acabam se tornando, querendo ou não, fundamentais. Ter suas divergências é algo comum: ela torce para o Palmeiras, você para o Corinthians; ela curte punk, e você rock progressivo; ela acha Simpsons sem graça, e você dá gargalhadas durante o episódio inteiro. Porém, as semelhanças nos gostos e, principalmente, nas ideologias devem prevalecer, para que haja um relacionamento mais harmonioso e saudável. É, no mínimo, complicado manter um relacionamento por anos entre alguém de extrema direita e uma pessoa de extrema esquerda; um fanático religioso e um ateu; um artista e alguém que acredita que arte é só outro nome para passatempo... O problema é que por buscar alguém com os mesmos gostos e ideologias, as pessoas muitas vezes idealizam. Passam a acreditar que aquela é sua parceira ideal só porque ela gosta de Beatles, Clarice Lispector, Star Wars e tem um signo compatível com o seu. Sim, ela pode ser perfeita para você nesses aspectos, mas em outros pode ser um desastre. É como é dito sabiamente no genial filme 500 Dias com Ela (Marc Webb): Só porque uma garota bonita gosta das mesmas porcarias bizarras que você, isso não

RAIO X

Nome: Adriana Nunes Flores Apelido: Dri Data de Nascimento: 11 de julho de 2005 Nome do pai: Luís Henrique Matias Marra Nome da mãe: Eva Regina Marquiori Marra Série/ano: 8° ano do Ensino Médio Altura: 1,65 m Peso: 49 Kg Signo: Câncer Cor preferida: Preto Prato preferido: Estrogonofe Esporte preferido: Basquete Livro preferido: Iracema (José de Alencar) Filme preferido: Aquaman (James Wan) Arte preferida: Música Música: Medication – (Damiam Marley)

a torna sua alma gêmea. Compatibilidade vai muito além de gosto para músicas e filmes (embora eu considere isso fundamental). Ela exige a vontade de fazer dar certo e a mesma visão do relacionamento construído, ou seja, são ainda mais pontos favoráveis para que os semelhantes busquem os semelhantes. O problema é que a impaciência é grande. Muitos não estão dispostos a esperar que o semelhante surja, e então,

Hobby: Dançar Qualidade: Conselheira Defeito: Chata Assunto em roda de amigos: Vários papos legais O que mais admira nas pessoas: A personalidade O que mais detesta nas pessoas: Pessimismo Futura profissão: Historiadora Melhores amigos: Carlos Eduardo e Gabriele Qual sua opinião sobre a política do país: Prefiro não opinar Qual sua opinião sobre a economia do país: Está ruim, mas com a mudança de presidente pode melhorar ou piorar ainda mais Drogas: As drogas prejudicam as pessoas, por isso não apoio

guiados pela carência, acabam optando pelo oposto. No começo, parece que a coisa pode dar certo. Mas logo depois os desgastes emocionais causados por tantas diferenças aparecem, e aquele relacionamento amoroso acaba proporcionando muito mais desafetos que alegrias. E no fim, finalmente percebem que o amor que machuca é tão contraditório quanto o que o originou: a vontade de se encontrar em alguém totalmente contrário a você.

Bruno da Silva Inácio cursa mestrado na Universidade Federal de Uberlândia, é especialista em Gestão Cultural, Literatura Contemporânea e em Cultura e Literatura. Ele Cursa pós-graduação em Filosofia e Direitos Humanos e em Política e Sociedade. É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto”, “Coincidências Arquitetadas” e “Devaneios e alucinações”, além de ter participado de diversas obras impressas e digitais. É colaborador dos sites Obvious e Superela e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.

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