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Desde 1960 presente no dia a dia das pessoas proporcionando facilidade e agilidade

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Leitura

Pesquisa indica que educação é tema que mais atrai leitores

“Declaração de intenções” “Há uma maneira otimista e uma realista de olhar os resultados e as duas estão corretas. O otimismo mostra que as pessoas declaram interesse em educação. Mas acho que temos que ser realistas também de dizer que essa, talvez, seja uma declaração de intenções e não exatamente algo que as pessoas estejam consumindo”, diz o presidente da Jeduca, Antônio Gois. Segundo Gois, os resultados deixam um alerta para os jornalistas. “A pesquisa qualitativa mostra que parte dos leitores não está entendendo o que estamos falando porque talvez estejamos escrevendo muito para grupos mais iniciados de educadores e talvez não estejamos chegando em um público mais geral”. O professor da Universidade de São Paulo (USP), Eugênio Bucci, que participou da mesa de apresentação das pesquisas, defendeu o fortalecimento de uma comunicação pública tendo como modelo experiências como a BBC do Reino Unido e a Deutsche Welle, da Alemanha. “Existe um enxugamento das empresas jornalísticas [privadas] e isso já está comprometendo, não apenas a educação, mas outros campos”, diz. Bucci acrescenta: “Essas entidades [com apoio público] podem contribuir muito com a qualidade da cobertura de temas de interesse público. Isso pode ser um caminho”. O ministro da Educação, Rossieli Soares, participou do Congresso Internacional de Jornalismo de Educação - André Nery/MEC

Educação é um tema que desperta o interesse da maioria dos brasileiros. De acordo com pesquisa inédita da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) realizada pelo Instituto Datafolha, 80% dos entrevistados disseram ter muito interesse em reportagens de educação. A porcentagem supera temas como saúde (78%) e política (23%). Apenas 4% informaram não ter nenhuma atração por matérias dessa editoria. A pesquisa foi apresentada no 2º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação. Ao todo, foram ouvidas 2.084 pessoas de todas as classes sociais e idade acima de 16 anos durante os dias 12 e 16 de junho, em 129 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. Entre os entrevistados, a TV aberta é a fonte mais frequente de informação sobre educação, apontada por 52% do total de entrevistados e por 55% daqueles que disseram ter muito interesse no tema. As redes sociais aparecem em segundo lugar, com 29% do total e 31% dos muito interessados em educação, seguidas pela rádio, com 24% do total e 26% dos mais interessados no tema. Temas em educação Informações sobre escolas do lugar onde se vive lideram o ranking de interesse dos entrevistados (34%), seguido por temas que têm relação com filhos, netos e outras crianças com as quais se convive (21%). Em terceiro lugar estão as novas metodologias de ensino, uso de tecnologias nas escolas e propostas pedagógicas inovadoras (9%). Em relação às técnicas narrativas, os entrevistados mostraram preferência por reportagens com depoimentos de pessoas que vivem o cotidiano das escolas (37%), seguida por matérias com vídeos (33%) e várias

notícias curtas e resumidas sobre o mesmo assunto (29%). A pesquisa mostra ainda diferenças nas respostas quando se leva em consideração a escolarização dos entrevistados. Enquanto pessoas mais escolarizadas preferem temas políticos e técnicos, pessoas menos escolarizadas e mais dependentes de serviços públicos buscam mais pautas locais. Compreensão difícil Apesar de mostrar interesse em reportagens em educação, outra pesquisa apresentada também nesta terça-feira pela Jeduca mostra que a população tem, muitas vezes, dificuldade em compreender determinados temas e há tendência dos entrevistados perderem o interesse se sentirem que o tema está longe da vida deles. Os resultados mostram que termos comuns no debate educacional como “interdisciplinar” (que trata da relação entre duas ou mais disciplinas ou ramos de conhecimento) e “base nacional” (referente à Base Nacional Comum Curricular, documento que estabelece o conteúdo mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas brasileiras) se mostraram de difícil compreensão mesmo para o público altamente leitor. Os entrevistados, sobretudo os que já haviam deixado a escola há alguns anos, mostraram ainda dificuldade com termos como ensino médio, perguntando a que idade escolar o período se refere. A pesquisa qualitativa foi feita em parceria com a Rede Conhecimento Social, que conduziu duas oficinas de discussão em São Paulo. As oficinas foram realizadas nos dias 15 e 17 de maio, com um grupo de nove participantes ditos com alta fluência, com até pós-graduação concluída e maior frequência de leitura, e um grupo de dez pessoas tidas como com baixa fluência, com até ensino médio completo e menor frequência de leitura.


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Educação

Entenda como é feito o cálculo da nota do Enem

Um candidato acertou um número considerável de itens na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio, mas obteve resultado insatisfatório. Apesar de ser um caso ilustrativo, o mesmo acontece com muitos estudantes que participam da prova. É que o Enem utiliza a Teoria da Resposta ao Item (TRI) para calcular a nota final dos candidatos. Com isso, o método não avalia somente a quantidade de respostas corretas, como também o grau de dificuldade da questão e a coerência de respostas do aluno nas diferentes Áreas do Conhecimento. No Brasil, a TRI é aplicada desde 1995 nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o desempenho de estudantes dos ensinos Fundamental e Médio. Anos mais tarde, em 2009, começou a ser utilizada no Enem. Na média, a pontuação dos participantes concluintes do Ensino Médio girou em torno de 500 naquele ano, e esse valor passou a ser considerado um referencial na escala construída para o Enem – ou seja, quanto mais distante de 500 for a nota do estudante, para cima, maior o desempenho obtido em relação à média dos participantes. Conforme explica Roberto Moreno, Head de Projetos Estratégicos e Tecnologia Educacional da Organização Educacional Farias Brito, a Teoria de Resposta ao Item possui três características básicas: (1) poder de discriminação do item; (2) grau de dificuldade da questão e (3) possibilidade de acerto ao acaso (chute). O estudante pode ser beneficiado se conhecer as peculiaridades da TRI, o que elevam as chances de ele emplacar uma nota alta. O que dizem as características da TRI, respectivamente? O poder de discriminação do item é a capacidade de distinguir os participantes que têm proficiência requisitada daqueles que não têm. Se uma questão é difícil, o aluno que estudou mais vai conseguir responder, já o que estudou pouco não vai ter o mesmo desempenho. Toda questão do Enem passa por um pré-teste e é qualificada quanto ao grau de dificuldade. Se um item tem um índice maior de erros, tende a ser difícil. Para exemplificar a terceira característica, vamos supor que um aluno acerte 20 questões, sendo 15 difíceis e apenas 5 fáceis, não há muita

coerência pedagógica, então ele vai ser penalizado. Por outro lado, um aluno que acertou as questões mais fáceis e acertou algumas médias e difíceis, a probabilidade de chute dele é mais baixa, por isso os seus acertos têm incremento maior. Na prática, o que diferencia a TRI da Teoria Clássica? Na Teoria Clássica, se o aluno acerta 10 questões, tira nota 10. Já a TRI dá um sentido de equidade maior. Se ele acerta um número X, a TRI avalia se os acertos foram de questões fáceis, médias ou difíceis. Isso quer dizer que ela utiliza a coerência pedagógica, não faz sentido um candidato acertar questões muito difíceis e errar questões fáceis, por exemplo. Qual a importância de o aluno entender a TRI antes de fazer o Enem? É importante, porque isso

mexe na estratégia de prova dele. Sabendo que a TRI trabalha com coerência pedagógica, é tentar valorizar os itens um pouco mais fáceis, ter atenção para não errar e reforçar o conhecimento básico dessas matérias. É saber ainda que Matemática e Ciências da Natureza junto com Redação são as matérias que o aluno consegue passar além ou chegar

próximo dos 900 pontos, se tiver muitos acertos na prova, tendo mais chances de maximizar a nota. Então, é interessante ter uma boa performance nessas áreas para melhorar sua composição de média global do Enem. No Enem 2017, as maiores notas foram nas áreas de Matemática e de Ciências da Natureza – 993,9 e 885,6 - respectivamente.

Que outras dicas podem ajudar o candidato a resolver a prova? Caso o candidato não souber uma questão, é recomendado chutar, porque qualquer acerto (coerente ou incoerente) gera um incremento de nota, pouco ou muito, dependendo do grau de coerência. Um outro ponto importante é o aluno estar atento aos itens fáceis e não deixar itens em branco. Há alguns que ignoram conteúdos básicos, e, se eles erram, ou por não terem estudado ou por falta de atenção, a nota final vai ser prejudicada. O estudante não precisa obter a perfeição de ter que acertar tudo no Enem, mas tem que ter qualidade em quais itens acerta.

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Política

Sites e aplicativos podem ajudar na escolha de seus candidatos

Não são nem dois nem três os votos que cada eleitor terá que dar nas eleições deste ano. São seis os cargos que estão em disputa: presidente, governador, dois de senador, deputado federal e deputado estadual. Conheça alguns sites e aplicativos que vão ajudar você a decidir em quem votar de forma consciente – além, é claro, de não atravancar a fila em sua seção eleitoral com dúvida na beira da urna. Appoie (www.appoie.com) Este app é multifuncional: dá para dizer sua opinião sobre projetos de lei e outras propostas em tramitação no Congresso, conhecer os políticos que estão participando da corrida eleitoral e manifestar seu apoio aos seus candidatos favoritos. Inclusive, esse é o diferencial do aplicativo, já que os políticos mais apoiados pelos usuários ganham mais relevância dentro da plataforma. O sistema também aponta as “surpresas” que virão junto com o candidato que você escolher – isto é, quais outros parlamentares da mesma coligação também seriam eleitos com ele. A ferramenta está disponível para sistemas iOS e Android.

o Brasil. A cada resposta, o sistema vai selecionando candidatos que tenham os mesmos objetivos e, quando sobram apenas dez, é possível ter acesso a informações de cada um: partido, biografia, processos e condenações (se houver), posições ideológicas, prioridades… Mas o site ainda não está disponível – os eleitores só poderão usá-lo a partir do dia 10 de setembro, quando toda a coleta de dados tiver terminado.

os envolvem, processos a que respondem, além de dados de suas declarações de bens e quem financiou suas campanhas. É informação que não acaba – e tudo compilado de fontes oficiais.

#MeRepresenta (www.merepresenta.org.br) A plataforma te ajuda a dar match com seus candidatos a partir de informações que você mesmo preenche. Entre elas, as Vote na web pautas que considera mais relevantes (ado(www.votenaweb.com.br) ção por famílias LGBTs, cota para mulheres O site mostra o que parlamentares que no Legislativo, combate ao feminicídio, desestão concorrendo fizeram em seus últimos mandatos (se contribuíram para a sociedade ou apenas tiraram férias com nosso dinheiro). Ele lista os projetos apresentados pelos políticos no Congresso, quantos foram aprovados e quantos ainda estão em tramitação. Outro ponto interessante é que quem se cadastra pode votar nas propostas que ainda irão passar pela Câmara ou Senado. Depois de votadas pelos deputados ou senadores, o Vote na web compara o resultado real com o que os internautas tinham opinado.

Transparência Brasil (www.transparencia.org.br) #TemMeuVoto Criado em 2000, o site já virou fonte de (temmeuvoto.com) consulta frequente para jornalistas. Ele disNesta plataforma, o eleitor responde ponibiliza históricos de todos os parlamenaté sete perguntas sobre o que quer para tares do país, notícias de corrupção que

criminalização do aborto, defesa do meio ambiente…), o estado e a cidade em que vive, seu gênero e raça. O site ainda não está atualizado com os candidatos de 2018. Bússola Eleitoral (www.bussolaeleitoral.org) O foco aqui é escolher seus candidatos a deputado federal e estadual. Políticos e eleitores preenchem um questionário sobre seus valores e prioridades, e as respostas servem de base para a criação de um mapa em que o cidadão pode conferir as propostas e os perfis dos parlamentares.


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Comportamento

Obsessão por felicidade pode causar justamente o contrário

A felicidade é algo tão subjetivo quanto científico. Biologicamente, poderíamos falar em serotonina e ocitocina, ou outros nomes difíceis de neurotransmissores (mensageiros químicos) que estão relacionados com a existência dessa sensação. Mas psicologicamente a história é outra. Como a maioria dos sentimentos, substantivos abstratos, felicidade representa algo diferente para cada ser humano. De acordo com a “psicologia positiva”, não precisamos esperar que a felicidade dê as caras: ela está ao alcance das nossas mãos. Mas até que ela virou uma ditadura não tão feliz assim. Essa obrigação de ser feliz não é novidade, mas ninguém realmente sabe quem primeiro cunhou essa regra – e como ela se tornou o objetivo de vida de quase todo mundo. O que se sabe é que ela vem machucando: “a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, diz o escritor francês Pascal Bruckner no livro A Euforia Perpétua. E ele estava certo: um novo estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, finalmente concluiu que a infelicidade de muita gente é causada pela tentativa incessante de ser feliz. A pesquisa, publicada na revista Emotion, descobriu que a “superenfatização” da felicidade, como uma pressão social, pode tornar as pessoas mais suscetíveis ao fracasso e muito mais frágeis a emoções negativas. A “regra” de procurar a todo custo emoções

positivas e evitar ao máximo as negativas está aumentando significativamente o estresse a longo prazo. Conclusões Para chegar a essas conclusões, os cientistas fizeram um teste: separaram três grupos de estudantes de psicologia australianos, que precisavam realizar anagramas. O primeiro grupo, A, precisava resolver 35 anagramas em 3 minutos. Os participantes não sabiam, mas, dentre os 35 anagramas, havia 15 que eram impossíveis de solucionar – ou seja, eles iriam fracassar. Os estudantes foram colocados em uma sala decorada com dezenas de cartazes motivacionais, notas coloridas, livros de autoajuda. O instrutor da sala falava alegremente e fez até discurso sobre a importância de a felicidade antes da tarefa começar. Enquanto isso, o grupo B precisava completar o mesmo teste, mas em uma sala absolutamente neutra. O instrutor também era neutro e não fez discursinho nenhum. Já o grupo C, diferente dos outros dois, precisava resolver apenas anagramas possíveis. A sala e o instrutor desses últimos eram como os do grupo A, felizões. Após os grupos terminarem suas tarefas, os pesquisadores pediram que todos os alunos fizessem um exercício de respiração (quase uma meditação), durante o qual eles eram periodicamente questionados sobre seus pensamentos. Dentre todos, os estu-

dantes do grupo A eram os mais arrasados com o fracasso. Os do grupo B, mesmo também tendo falhado, não apresentavam tanta tristeza assim. E, no grupo C, o único com possibilidade de sucesso na tarefa, também não se via desânimo. “Quando as pessoas colocam uma grande

pressão sobre si mesmas para se sentirem felizes, ou pensam que os outros ao seu redor fazem isso, elas estão mais propensas a ver suas emoções e experiências negativas como sinais de fracasso”, diz Brock Bastian, co-autor do estudo. “Isso só vai gerar mais infelicidade”.

Resultados

Os cientistas concluíram que o grupo A, em um ambiente de “super felicidade”, lidou bem pior com o sentimento de fracasso que o grupo que também falhou, mas em uma sala neutra. É como se eles não pudessem experimentar sentimentos negativos por estarem em um ambiente positivo. E a metáfora é levada para a vida real: a obsessão pela felicidade nos proíbe de experimentar sensações ruins. Caso aconteça, isso atesta, perante a todos, que somos infelizes. Mas os pesquisadores não pararam por aí. Em um segundo experimento, eles perguntaram a 200 adultos americanos quantas vezes eles sentiram e pensaram em emoções negativas, bem como suas visões sobre como a sociedade percebe essas emoções. Resultado: os voluntários que disseram sentir uma pressão popular pela felicidade enfatizaram bem mais as consequências negativas. Eles alegaram ficarem estressados quando sentem emoções ruins, além de sentirem uma redução no seu bem-estar e na sua satisfação com a vida. “O perigo de achar que devemos evitar experiências negativas é que respondemos mal a elas quando surgem”, disse o co-autor. E, querendo ou não, elas sempre surgem. No fim, o que a pesquisa constatou é que a busca incessante pela felicidade e a não aceitação da tristeza/fracasso só traz mais infelicidade. Saber lidar com as tristezas inevitáveis da vida pode ser o segredo para o nirvana que tanto se busca.


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CRÔNICA Para as pessoas que são incríveis e não sabem

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Das pessoas mais incríveis que conheço, metade (ou talvez até mais) está perdida. Elas se sentem deslocadas, vazias, atravessadas por uma angústia qualquer. Estão incomodadas e desesperadas, como se fossem estrangeiras num país em que não são bem-vindas. Um dos maiores problemas do desespero é que ele leva a abismos. E em um desses abismos, as pessoas mais incríveis acabam jogando fora o que têm de mais precioso. O desespero é o que reduz universos a meros planetas; continentes a cidades; mares a pequenas gotas... Em determinados momentos, padrões já pré-estabelecidos pesam uma tonelada nas costas de quem é diferente. E então aquela moça linda passa a se sentir feia, desajustada, insegura. O rapaz apaixonado por linguística e cultura pop passa a achar que seus assuntos são chatos, entediantes, inapropriados. Também tem aquele menino cheio de preocupações e ansiedade, que prefere ficar em casa para não ter que fingir estar feliz só porque hoje é sexta-feira. E no meio de tudo isso, vejo um artista promissor dizendo que parou de desenhar porque lhe convenceram de que isso não dá futuro; uma pensadora crítica em silêncio porque a interromperam em todas as vezes que ela tentou falar; e o cara que tem um guarda-roupa tão rico quanto o de David Bowie, agora todo engomadinho porque lhe disseram que o jeito que ele se vestia o deixava ridículo. Isso sem contar as pessoas que têm a criatividade podada dia após dia, sobretudo no ensino médio, porque não estão num momento apropriado para pensar ou sentir o mundo, mas sim no momento de se concentrarem exclusivamente no vestibular, como se fossem meras máquinas, como se essa

RAIO-X

fosse a coisa mais importante de suas vidas. Das pessoas mais incríveis que conheço, metade (ou talvez até mais) está perdida. E eu as entendo. Mas não queria que fosse assim. O que eu gostaria é que elas se encontrassem no centro do espelho, percebessem que

são incríveis e que não há nada errado em ser desajustado. E então, antes de jogarem sua essência de um abismo, que elas percebam que é justamente isso o que existe de mais precioso nelas. É isso o que as tornam únicas, mesmo que sejam assim, meio “estranhas”.

Bruno da Silva Inácio cursa mestrado na Universidade Federal de Uberlândia, é especialista em Gestão Cultural, Literatura Contemporânea e em Cultura e Literatura. Ele Cursa pós-graduação em Filosofia e Direitos Humanos e em Política e Sociedade. É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto”, “Coincidências Arquitetadas” e “Devaneios e alucinações”, além de ter participado de diversas obras impressas e digitais. É colaborador dos sites Obvious e Superela e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.

Nome: Ana Beatriz Teixeira Gomes Data de nascimento: 19 de maio de 2002 Idade: 16 anos Nome dos pais: Aparecida Teixeira Gomes e Luiz Antônio Nunes Ferreira Escola: EMEF “Humberto França” Série/Ano: 9° ano Signo: Touro Altura: 1,70 m Peso: 60 kg Cor preferida: Preto Prato preferido: Pizza Filme preferido: O Peregrino: Uma Jornada para o Céu (Danny Carrales) Música: Todos as músicas de louvores Hobby: Ficar com minha família Qualidade: Amorosa

Se tivesse que escolher uma única coisa para mudar no mundo, o que seria? Um ambiente mais limpo e com conscientização Qual sua opinião sobre drogas: As drogas são um caminho sem volta Qual sua opinião sobre a política do país: Muita

Defeito: Detalhista O que mais admira nas pessoas: Caráter O que mais detesta nas pessoas: Desonestidade Futura profissão: Pedagoga

corrupção Qual sua opinião sobre a economia do país: Em alguns quesitos boa para nosso país e, em

Como você se vê daqui a 10 anos: Salvando as outros, péssima para todos nós brasileiros Quais notícias você gostaria de ler nos jornais: pessoas que estão na rua O que o dinheiro não pode comprar para você: Sobre pessoas que estão sendo salvas do mundo das drogas Minha salvação

INTELIGÊNCIA E RESULTADOS

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Cartório de Notas e Protesto de Ituverava Rua Cel. Dionísio Barbosa Sandoval, 614

Telefone: (16) 3729-2233 Atendimento das 8h30 às 18h

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