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TRIBUNA ALPINA

Estude com quem tem mostrado competência.

Informação e Cidadania

Rua José Jacinto Ribeiro, nº410 / 3523-1817

Edição nº 2

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Alpinópolis/MG - Maio de 2014 | Distribuição gratuita

Estude com quem tem mostrado competência.

Rua José Jacinto Ribeiro, nº410 / 3523-1817

Vereadores pedem abertura de duas CPIs para investigar irregularidades no governo de Julio Batatinha Semáforos instalados na Avenida Governador Valadares entram em funcionamento

Parlamentares entraram com pedido de instauração de duas CPIs, que no âmbito municipal tem o nome de CEI (Comissão Especial de Inquérito), para investigar possível superfaturamento na compra de massa asfáltica e ilegalidade na contratação de serviços de caminhões e máquinas. (Página 3)

Mais de 60 professores entraram na Justiça contra Prefeitura Mais de 60 professores das escolas públicas municipais procuraram a Justiça para terem garantidos seus direitos ao piso salarial estabelecido pela Lei Federal 11.738/2008. Os profissionais alegam estar sendo prejudicados desde janeiro de 2013, quando o prefeito teria passado a não cumprir a Lei do Piso. (Página 4)

CHARGE

Escola Estadual D. João VI busca manter bons resultados na OBMEP Instituição de ensino alpinopolense vem conseguindo, desde o ano de 2009, ótimos resultados nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática nas Escolas Públicas. Somando todas as conquistas, a escola já conta com um total de 16 medalhas. (Página 5)

30 anos do Hospital

Há 30 anos era inaugurada a Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis ou Hospital Cônego Ubirajara Cabral, assim chamado em homenagem ao seu idealizador e principal fomentador. (Página 7)

Rua Rio de Janeiro nº 2 Mundo Novo

Entraram em funcionamento recentemente os dois conjuntos de semáforos colocados na Avenida Governador Valadares, principal corredor viário da cidade de Alpinópolis. (Página 4)

Telefone: 3523 1468


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opinião

EDITORIAL

EXPEDIENTE

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Jornalista responsável: Bruno Vilela Redator: Claudio Kraüss Conselho editorial: João Batista Passos e Sanderson Flávio de Oliveira DEPARTAMENTO COMERCIAL: Juninho Capooni

Curto e Grosso DENGUE NA VENTANIA Com a epidemia de Dengue assustando a vizinha cidade de Passos o medo do alpinopolense de que a doença se alastre por aqui é muito grande. A população já mostra estar preocupada. 17 CASOS CONFIRMADOS Segundo dados oficiais, dos 38 casos da doença atualmente notificados em Alpinópolis, 17 são reagentes (confirmados), 19 não reagentes (negativos), 1 indeterminado e 1 notificado, porém sem realização da coleta sorológica. A PREFEITURA Eliana Guilhermina da Cruz, enfermeira responsável pela notificação da Epidemiologia da Prefeitura de Alpinópolis, forneceu uma série de informações sobre o problema em Alpinópolis. PRIMEIRO CASO Segundo ela o primeiro caso foi notificado no dia 17 de março e o resultado divulgado no dia 28 do mesmo mês. PROCEDIMENTOS Disse que os cidadãos apresentando sintomas que procuram as unidades de saúde do município são encaminhados ao Serviço de Epidemiologia para que sejam devidamente notificados e tem material (soro) coletado para envio e posterior análise na Fundação Ezequiel Dias (FUNED). TRATAMENTO Os casos confirmados já iniciaram o tratamento assim que os pacientes foram atendido na unidade de saúde. Todos recebem orientações quanto à Ingestão de líquidos em grande quantidade, uso de analgésico e antitérmico e a não utilização de nenhum medicamento a base de ácido acetil salicílico - AAS. INTERNAÇÃO Geralmente não há necessidade de internação. Somente quando há complicações como hemorragias, prostração, vômitos, etc. A doença regride após sete dias do início dos sintomas. RISCO DE EPIDEMIA EM ALPINÓPOLIS Eliana esclareceu que pelo fato de já estarmos no Outono a tendência na incidência dos casos de Dengue é diminuir, pois o período crítico é o Verão. Porém o risco de epide-

ESPAÇO DO LEITOR

Feriado da Semana Santa é propício a uma visita à Ventania. Aliás, todos os feriados, finais de semana, dias de folga, são um chamativo a viajar para essa terra abençoada. Lugar que me orgulho de ter nascido e onde encontro muita felicidade. Na Sexta-Feira Santa deste ano tive oportunidade de ler a primeira edição impressa do jornal Tribuna Alpina. Fato esse que muito me alegrou pois havia nele uma ampla cobertura dos mais diversos assuntos que interessavam nossa cidade. Espero que as matérias aqui veiculadas, sejam propulsoras do progresso de nossa sociedade e vitrines da rica cultura “ventaniense”. Não esquecendo, entretanto, do

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mia existe e essa hipótese não pode ser descartada. ESTAMOS PREPARADOS? Alpinópolis, de acordo com a opinião da enfermeira, não está preparada para uma epidemia, assim como nenhuma outra cidade está. Afirma que existe um esforço realizado para que isso não ocorra, mas caso venha a acontecer deve haver um trabalho de equipe e integração entre as unidades de saúde e os profissionais. PREVENÇÃO O trabalho feito pelos Agentes de Combate às Endemias é realizado ininterruptamente durante o ano todo para evitar que epidemias aconteçam, através de ciclos de visitas nas residências de toda a cidade. Outro tipo de ação é o mutirão de limpeza, feito em conjunto com equipe da limpeza pública, e a educação e conscientização realizadas nas escolas. AJUDA Em caso de suspeita de Dengue o cidadão deve procurar qualquer unidade de saúde onde possa ser atendido por um médico e/ ou enfermeiro. Os casos mais graves serão encaminhados ao Pronto Atendimento para avaliação e conduta adequada. MÉDICOS CUBANOS Desde o início do mês de maio os médicos Alexis Santos Silva e Yamitdet Baptista Senra podem ser vistos perambulando pelas unidades de atendimento de PSF de Alpinópolis. Os profissionais vindos da Ilha de Fidel são parte da equipe do programa “Mais Médicos” do Governo Federal e vieram aportar na Ventania depois de breve passagem pelo estado do Espírito Santo. CIENFUEGOS O casal de médicos é natural da cidade costeira de Cienfuegos distante 237 km da capital La Habana, mesma terra do lendário músico cubano Benny Moré. INÍCIO DO TRABALHO Os clínicos ainda não puderam iniciar os atendimentos médicos em virtude de uma homologação em seus contratos que ainda não foi efetivada, porém já visitam as unidades de saúde do município visando um entrosamento com o público que logo estará aos seus cuidados.

poder de engajamento social que o jornal tem, ao noticiar o problemas que porventura atinjam o povo de Alpinópolis. Quero, portanto, parabenizar o corpo editorial. Desejo que esse veículo de informação se firme nas bases sólidas do bom jornalismo, levando notícias à nossa comunidade com imparcialidade e respeito, mas sempre estimulando uma visão crítica sobre os acontecimentos. Esse periódico, sem dúvida, é um presente para o melhor lugar do mundo – a Ventania! Lauro Damasceno de Carvalho Faria - Estudante de Medicina da UFMG lorddamasceno@hotmail.com

Denuncias para a seção “Boca no Trombone” e textos para o “Espaço do Leitor” poderão ser encaminhados através do e-mail: contato@tribunaalpina.com.br

Um dos mais belos poemas de Fiico Alvim, o Bola, chamase “Gratidão”. Não foi sem motivos que nosso célebre poeta intitulou assim sua obra, pois artistas deste quilate têm a sensibilidade muito mais aguçada que nós, reles mortais. Bola sabia que falava de um sentimento nobre que deve ser alimentado em todos os momentos da nossa existência, inclusive naqueles em que a dificuldade for a nota dominante. Temos que ser gratos pelos obstáculos e aflições que aparecem em nosso caminho, porque tudo isso nos ensina a sermos mais comedidos e a bu-

rilarmos nosso caráter. O Tribuna Alpina é fruto de um projeto, iniciado há mais de dois anos, que encontrou muitos percalços e atravancos em seu caminho, mas todos foram superados com a sabedoria de um rio que jamais reclama dos obstáculos que encontra, mas tão somente os contorna. O resultado de tanto empenho foi um só: o jornal chegou e agradou. Gratidão. Isso é o que nossa equipe editorial sente pelo povo da Ventania em face da surpreendente receptividade que este humilde periódico alcançou junto à sociedade. Os inúmeros elogios, assim como

as críticas construtivas (e porque não citar as destrutivas) contribuíram para o refinamento de um trabalho que está apenas em seu início e almeja ser melhor a cada edição lançada. Aos comerciantes, dirigentes de entidades, empresários e profissionais liberais que acreditaram na força de comunicação do Tribuna Alpina e nele depositaram sua confiança através dos investimentos em anúncios publicitários, deixamos nossa profunda gratidão. Sem esse apoio seria impossível manter o projeto em funcionamento. Aos colaboradores, diante da nobreza que

exala cada um de seus nomes e que projetam brilho pelas páginas do jornal, apenas temos que notificar nosso muito obrigado. Iniciamos o presente editorial fazendo menção a um ilustre artista de nossa terra e o terminaremos citando um poema seu. Este verso vai por nós dirigido, com protestos de sinceros agradecimentos pelo caloroso acolhimento ao nosso jornal, ao prazenteiro povo da Ventania: “Aceite minha gratidão Em forma de uma oração Na estrofe dessa poesia”

OPINIÃO

Alta dos preços e das frustrações do produtor de café

Preços internacionais e nacionais em alta, a maioria dos pequenos produtores da região sem ter café em estoque para vender e aproveitar os preços atuais, colhendo uma safra comprometida na quantidade (mais balaios para fazer uma saca limpa) e na qualidade (grãos chochos, sem granar), custos de produção em alta, contas para pagar e uma inflação inercial que é dissimulada pelo governo federal. Essa é a atual conjuntura da cafeicultura mineira, na qual o produtor, mais uma vez, se vê abandonado. E mais uma vez chegou o período da colheita. Um momento que deveria ser de alegria, a hora de colhermos os frutos que plantamos. E o que acontece? O lucro esperado vai para a mão dos turmeiros, dos apanhadores e dos atravessadores a exemplo das coope

rativas, que possuem esse título apenas para receber benesses do governo federal, mas que se transformaram em concorrentes dos produtores uma vez que pagam preço de commodity (café bica corrida) pela saca produzida, mas realizam lucros enormes produzindo e vendendo toda sorte de produtos com o nosso café, cujas receitas e lucros não chegam no bolso do produtor, pelo contrário, o que se vê é a quebradeira do setor e o contra senso da prosperidade das cooperativas de café no mesmo período. Não vemos e não temos uma política para o café porque isso não interessa a ninguém dessa cadeia produtiva (muito bem empregado o termo, cadeia, porque nos aprisiona). Os importadores, as cooperativas e todos os componentes da dita cadeia produtiva parecem querer mais é que

continuemos desorganizados e sem força, para assim poderem lucrar com a venda de insumos e depois comprar nossa produção a preços humilhantes. Mas nunca é tarde para reagir. A solução, na minha ótica de produtor de café de montanha, é confiar no nosso poder de mobilização e nos associarmos, criando associações que tenham a confiança dos pequenos produtores de café da nossa região, para assim, com maior poder de barganha, negociar de forma fortalecida com os fornecedores de insumos (cooperativas inclusive) numa ponta e com os compradores do nosso café na outra ponta (cooperativas incluídas). Olha a cadeia aí! Somente assim, através de um movimento dos produtores, teremos sucesso no sentido de pressionar,

de forma organizada e consciente os membros da cadeia, e principalmente as nossas cooperativas, para que deixem de ser fonte de prestígio pessoal e de poder para um pequeno grupo de dirigentes, transformando-se naquilo que deveriam ter sido desde sempre: um valioso instrumento de defesa dos direitos e dos lucros financeiros dos produtores. Temos as condições, podemos e devemos nos associar e eliminar os intermediários, buscando o contato direto com os fornecedores de insumos e compradores/importadores dos nossos produtos, estabelecendo relações duradouras e lucrativas para as partes envolvidas. A união faz a força! Claudio Borges Cafeicultor e gerente de qualidade na Tech Engenharia Ltda. E-mail:cjfborges@gmail.com

As opiniões expressas nesta seção não correspondem necessariamente às opiniões do Tribuna Alpina.

BOCA NO TROMBONE Morador reclama que mato na grota que corta o bairro Jardim do Trevo, nas proximidades da Rua Isaias de Faria, está em situação inaceitável e que a prefeitura, apesar da insistente divulgação sobre trabalhos de limpeza realizado em espaços com vegetação alta, parece fazer vista grossa em relação ao problema. “Fico impressionado com o descaso e com o pouco cuidado que a administração tem com esses espaços dentro da zona urbana do município. Acompanho a divulgação das reuniões da Câmara de Vereadores e vejo que sempre os defensores do prefeito se gabam que um trabalho de limpeza de terrenos e espaços tomados por vegetação está sendo realizado, mas na prática não é bem assim. O mato nesse local está parecendo uma reserva ambiental,

Mato alto na Grota

de tão alto e tanto bicho que tem. O pior é ver que a própria prefeitura não dá o exemplo, pois é de responsabilidade do poder público manter a limpeza nesses lugares e vemos um desca-

so assim. Em tempos de uma ameaça real de epidemia de Dengue do município a prefeitura se mostra omissa e não cumpre com suas responsabilidades”, acusa o cidadão.

A PREFEITURA O Tribuna Alpina entrou em contato com a administração para posicionamento sobre o caso, mas até o fechamento dessa edição não havia recebido resposta.


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política

Alpinópolis/MG |Maio de 2014 | Página 3

Vereadores pedem abertura de duas CPIs para investigar irregularidades no governo de Julio Batatinha

Parlamentares entraram com pedido de abertura de duas CPIs, que no âmbito municipal tem o nome de CEI (Comissão Especial de Inquérito), para investigar possível superfaturamento na compra de massa asfáltica e ilegalidade na contratação de serviços de caminhões e máquinas A reunião da Câmara Municipal realizada neste dia 19 de maio foi marcada pela entrada de requerimentos para instalação de dois processos investigativos objetivando apurar suspeitas de irregularidades no governo de Julio Cesar Bueno da Silva, o Julio Batatinha (PTB). Os procedimentos requeridos, cuja denominação formal é Comissão Especial de Inquérito (CEI), visam averiguar um suposto superfaturamento na compra de Concreto Betuminoso Usinado Quente (CBUQ), popularmente conhecido como massa asfáltica, e também possíveis ilegalidades na contratação de empresas fornecedoras de serviços de locação de caminhões e máquinas. Os vereadores Luiz Antonio Paiva Oliveira (PRB), Jaqueline Cândida Rocha (DEM) e José Acácio Vilela (PSDB) protocolaram na secretaria da Câmara, às 16h:23min desta segunda-feira 19 de maio, os requerimentos de implantação das CEIs, documentos elaborados, segundo os requerentes, com base em fatos levantados através de evidências materiais e dados colhidos na documentação disponibilizada pela prefeitura no Portal da Transparência Municipal. São duas as comissões a serem constituídas e possivelmente serão batizadas como “CEI das Horas de Máquina” e “CEI da Massa Asfáltica”. Segundo a vereadora Jaqueline Cândida Rocha, a Jaqueline da Rádio, as evidências de irregularidades foram detectadas ainda no ano passado e, por várias vezes, houve a tentativa de convocação dos diretores dos departamentos, nos quais havia suspeição de ocorrência das fraudes, para prestar esclarecimentos sobre os assuntos, mas os requerimentos sempre eram reprovados pelo plenário que é composto por uma maioria parlamentar que apóia o

Vereadores Luiz Paiva, Jaqueline da Rádio e Zé Acácio assinaram os requerimentos apresentados para a abertura das Comissões Especiais de Inquérito prefeito Julio Batatinha. “Já fizemos requerimentos para convocação dos diretores de dois departamentos nos quais podem estar ocorrendo esses problemas, sendo o Departamento Municipal de Obras Públicas e o Departamento Municipal de Transportes e Estradas Vicinais, mas infelizmente foram reprovados pela maioria dos vereadores que, como todos sabem, formam uma base de sustentação do prefeito na Câmara. No ano passado, quando tivemos um requerimento de convocação aprovado, o diretor do Departamento de Obras, cargo na época ocupado pelo vice-prefeito Cléber José Pereira, até compareceu para ser sabatinado, mas infelizmente apresentou dados insatisfatórios em relação a nossas indagações sobre os gastos absurdos da pasta. Não trouxe consigo sequer um objeto de planejamento que indicasse a correta aplicação do dinheiro público, ou seja, uma planilha de custo/ benefício que comprovasse onde aquele mundo de dinheiro havia sido investido. Por esse motivo, voltamos a apresentar o requerimento que, como já disse, foi reprovado pelos vereado-

res da situação. Assim não restou outra escolha, a mim e aos colegas que também desejam esclarecimentos, a não ser apresentar requerimentos para instalar as Comissões Especiais de Inquérito pra que possamos investigar todas as suspeitas existentes, que não são poucas”, explicou. O QUE É UMA COMISSÃO ESPECIAL DE INQUÉRITO? A Comissão Especial de Inquérito é uma delegação nomeada pela Câmara de Vereadores, composta por membros desta, que age em seu nome para realizar um inquérito ou investigação sobre determinado objeto. Esse objeto pode ser um fato isolado ou um conjunto deles, sendo alusivos a acontecimentos políticos, a abusos ou a ilegalidades. A CEI, que é correspondente a uma CPI no âmbito municipal, tem sua instalação prevista na legislação federal (parágrafo 3º do artigo 58 da CF) e municipal (artigos 50 e 51 da LOM e artigos 67 e 68 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Alpinópolis). Para seu estabelecimento é necessário que 1/3 dos vereadores apresentem

Legislativo em foco

Para que o leitor possa ambientar-se aos trabalhos do Poder Legislativo julgamos necessário, antes de passar a publicar o resumo das reuniões, que seja conhecida a estrutura e o funcionamento de uma reunião ordinária da Câmara Municipal. Esta estrutura geral é bem definida no Regimento Interno da Casa e, nesta edição, resumiremos o conteúdo contido entre os artigos 123 e 138 da Resolução nº 001 de 4 de janeiro de 2012:

Art. 123. As reuniões ordinárias compõem-se das seguintes partes: I - Pequeno Expediente; II – Grande Expediente; III - Tribuna Livre; IV – Momento do Presidente; V – Ordem do Dia; VI – Explicações pessoais. Pequeno Expediente Art. 124. A reunião será iniciada com a chamada nominal e verificação do quorum pelo Secretário, que anunciará ao Presidente o número de Vereadores presentes. §1º Feito à chamada e verificado o quorum de 1/3 (um terço) para instalação da reunião o Presidente declarará aberta à mesma proferindo as seguintes palavras: “por haver quorum regimental e sob a proteção de Deus damos por aberta a presente reunião, iniciando nossos trabalhos”. §2º Não havendo quorum regimental para início dos trabalhos ou não havendo reunião por deliberação do Plenário, o Presidente declarará a impossibilidade da realização da mesma, designando a ordem do Dia e o Expediente para a reunião seguinte. §3º Não havendo número legal para a reunião, o Presidente efetivo ou eventual fará lavrar, após 15 (quinze) minutos, Ata sintética pelo Secretário efetivo ou ad hoc, com registro dos nomes dos Vereadores presentes, decla-

rando, em seguida, prejudicada a reunião. Art. 125. Declarada aberta à reunião, terá início o Pequeno expediente, compreendendo: I – leitura da Ata anterior pelo Secretário; II - discussão e votação da Ata; III – leitura pelo Secretário da matéria do expediente, obedecendo à seguinte ordem: a) expedientes oriundos do Prefeito; b) expedientes oriundos de diversos; c) expedientes apresentados pelos Vereadores. IV – na leitura das matérias pelo Secretário, obedecer-se-á a seguinte ordem: a) proposta de emenda à Lei Orgânica Municipal; b) projeto de lei complementar; c) projetos de lei ordinária; d) projetos de decreto legislativo; e) projetos de resolução; f) requerimentos; g) indicações; h) pareceres de Comissões; i ) recursos; j) outras matérias. V - o Expediente será lido pelo Secretário, na íntegra ou em resumo, a juízo do Presidente, ressalvado a qualquer Vereador o direito de requerer a leitura integral; VI - o Presidente determinará o despacho sobre cada documento ao Secretário, que colocará sobre cada despacho sua rubrica e a data; VII - ao Presidente cabe a determinação do Expediente para cada reunião, podendo despachá-la à reunião seguinte, retirá-lo da reunião, com exceção das matérias com prazo de votação, das matérias já destinadas à Ordem do Dia ou das matérias requeridas por 2/3 (dois terços) dos Vereadores para que sejam incluídas na reunião; VIII - o Vereador poderá pedir vista de documento do Expediente para inteirar-se melhor do seu conteúdo durante a reu-

nião ou solicitar ao Presidente fotocópia do seu teor. Grande Expediente Art. 126. O Grande Expediente compreende: I – pronunciamentos sobre temas relevantes; II – pronunciamentos de interesse geral; III – oradores inscritos; Art. 127. As inscrições para falar no Grande Expediente serão requeridas até 2 (duas) horas antes da reunião, pelo próprio Vereador ou pelo Líder de sua Bancada ou Bloco parlamentar. Art. 128. Quando as lideranças não se inscreverem, o Presidente, se entender necessário, consultá-las-á se desejam manifestar-se, obedecendo a seguinte ordem: I - Liderança do Partido minoritário; II - Liderança do Partido majoritário; III - Liderança do Governo. Art. 129. O tempo total dos Vereadores e dos Líderes, para uso da palavra no Grande Expediente não pode ultrapassar 30 (trinta) minutos, sendo este tempo dividido pelo número de oradores inscritos. Momento da Presidência Art. 130. Terminado o tempo dos oradores inicia-se o momento da Presidência, com tempo de 15 (quinze) minutos para comunicações, homenagens, instruções e esclarecimentos constitucionais, legais e regimentais. Parágrafo único. Não fazendo o Presidente uso do seu tempo ou fazendo-o parcialmente, soma-se o tempo total ou parcial à Ordem do Dia. Ordem do Dia Art. 131. Findo o Grande Expediente e o Momento da Presidência, por decurso de prazo, ou, ainda, por falta de oradores de que tratam as Seções anteriores, dar-se-ão as discussões e votações da matéria destinada

requerimento e, depois de instalada, deve ser composta por três membros, sendo um de cada bancada com representação na Câmara, os quais elegerão um presidente e um relator. A CEI funcionará por prazo determinado, prorrogável a juízo do plenário, desde que dentro da mesma legislatura, à qual funcionará na sua sede, com poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que se promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. AS SUSPEITAS De acordo com Luiz Paiva são vários os fatores que indicam irregularidades e levaram ao pedido de instalação tanto de uma “CEI das Horas de Máquina” quanto de uma “CEI da Massa Asfáltica”. Em relação à primeira, ele explica que as dúvidas surgiram em virtude de uma grande quantidade de dinheiro consumida em determinadas ações executadas em 2013 por algumas pastas que devem ser investigadas. Além dos gastos desmedidos, também foram verificados indícios de à Ordem do Dia. Art. 132. Verificada a presença da maioria absoluta dos vereadores, serão iniciadas as discussões e votações, obedecida a seguinte ordem: I - matérias em regime especial; II - matéria em regime de urgência; III - matérias em regime de prioridade; IV - veto; V - matérias em redação final; VI - matérias em única discussão; VII - matérias em segunda discussão; VIII - matérias em primeira discussão; IX - recursos; X - requerimentos e outras proposições. §1º Obedecida à classificação do parágrafo anterior, as matérias figurarão, ainda, segundo a ordem cronológica de antiguidade. §2º Os projetos de Código, as Emendas à Lei Orgânica, ao Regimento Interno, os projetos de conteúdo orçamentário e as deliberações sobre as contas do Município serão incluídos, com respectiva exclusividade, na Ordem do Dia. §3º Constarão da Ordem do Dia as matérias não apreciadas da pauta da reunião ordinária anterior, com precedência sobre outros dos grupos a que pertençam. §4º Antes da discussão da matéria, o Secretário fará a leitura da mesma, podendo esta ser dispensada a requerimento de qualquer Vereador, aprovado pelo Plenário. §5º Durante o tempo destinado às votações, nenhum Vereador poderá deixar o recinto das reuniões. §6º O ato de votar não será interrompido, salvo se terminar o tempo regimental da reunião. Art. 133. Nenhuma proposição poderá ser colocada em discussão e votação sem que tenha sido incluída e despachada à Ordem do Dia, regularmente anunciada no Expediente da mesma reunião, salvo se a requerimento assinado por 2/3

possíveis irregularidades na contratação de empresas para prestação de serviço de locação de caminhões e máquinas pela Prefeitura Municipal. Outro fator que causou estranheza ao vereador foi o fato dos pagamentos dessa natureza de despesas não terem diminuído mesmo após a chegada das novas máquinas e caminhões para compor a frota da Prefeitura de Alpinópolis. Quanto à aquisição de massa asfáltica, o parlamentar declara que as suspeitas eclodiram no ano passado, quando a administração passou a cobrir com massa asfáltica até buracos existentes nas ruas pavimentadas com bloquetes. A partir daí a documentação referente a essas despesas passou a ser analisada e muitas evidências sobre um provável superfaturamento desse produto começaram a aparecer. “Verificando a quantidade de CBUQ (massa asfáltica) adquirido e também outros detalhes do contrato firmado entre a empresa fornecedora e a Prefeitura de Alpinópolis, concluímos que pode estar havendo um superfaturamento deste produto, pois o documento diz, em sua cláusula quarta, que o valor pago por tonelada de CBUQ é de R$ 402,00. Pesquisando os números do banco de preços declarados no próprio contrato (SETOP no Governo Estadual e SINAPI no Governo Federal) calculamos, com o auxílio de um profissional da área, que o preço referencial da tonelada sairia por cerca de R$ 240,00. Isso aponta para uma diferença gritante de, em média, R$ 162,00 a cada tonelada, o que configuraria o superfaturamento suspeitado. Isso sem falar na quantidade absurda de massa asfáltica gasta até agora, algo em torno de 650 toneladas. Existem também outras desconfianças relativas ao caso que serão apuradas durante as investigações que se iniciarão a partir da instalação das

CEIs, que devem ocorrer na próxima reunião. Tem muita coisa estranha nessa história que precisa ser explicada”, argumenta Luiz Paiva. José Acácio, líder do bloco de oposição, declarou que essas suspeitas precisam ser analisadas com prudência e, caso haja confirmação de fraudes, as medidas apropriadas precisam ser logo tomadas. “Em hipótese alguma podemos permitir que o erário público seja lesado, pois estamos tratando com o dinheiro do povo. Apenas assinei os requerimentos para abertura das CEIs depois que me inteirei dos fatos e tomei ciência de alguns documentos que mostram que realmente há indícios de irregularidade. Se existem suspeitas elas devem ser investigadas e, caso sejam confirmadas, as providências cabíveis precisam ser tomadas”, disse o parlamentar.

(dois terços) dos membros da Câmara. Art. 134. Nenhum projeto poderá ficar com a Mesa Diretora, por mais de um mês sem figurar em Ordem do Dia, salvo para diligência aprovada pelo Plenário.

Livre do Cidadão por reunião. §4°. Não será permitido pronunciamento na Tribuna Livre do Cidadão com agressões ou de cunho pessoal. §5°. Antes do início da palavra do orador na Tribuna Livre, este será orientado pelo Presidente da Câmara, que se o mesmo conceder aparte a qualquer Vereador, o tempo usado por este será computado no prazo do §2°. §6º. Após a palavra do orador na Tribuna Livre, a este será comunicado pelo Presidente da Câmara, que os Vereadores que quiserem se manifestarão sobre o assunto nos termos do inciso III do art. 126 e da exigência do art. 127, na próxima reunião. Art. 137. A reunião, em hipótese alguma, poderá ser prorrogada com a finalidade de uso da palavra em Explicação pessoal ou manifestação sobre o assunto da Tribuna Livre.

Explicação Pessoal Art. 135. Explicação Pessoal é o tempo de 15 (quinze) minutos finais da reunião ordinária, divididos pelo número dos Vereadores previamente inscritos, destinado à manifestação dos Vereadores sobre atitudes pessoais, assumidas durante a reunião ou no exercício do mandato, ou ainda, no exercício da Liderança. §1º A inscrição para o uso da palavra em Explicação Pessoal será solicitada durante a reunião e anotada, cronologicamente, pelo Secretario, que a encaminhará ao Presidente, salvo as lideranças quando estas manifestarem o pensamento da Bancada ou do Governo. §2º Não pode o orador desviar-se da finalidade da explicação pessoal, nem ser aparteado e em caso de infração, será o infrator advertido pelo Presidente e terá a palavra cassada. Tribuna Livre do Cidadão Art. 136. O cidadão, representante de partido político, entidade sindical ou comunitária ou representante de associação devidamente constituída, poderá usar da palavra na Tribuna Livre, desde que se inscreva mediante protocolo na Secretaria da Câmara Municipal impreterivelmente até às 16:00 horas do dia útil que anteceder a reunião, para tratar de qualquer assunto de interesse público. §1°. As inscrições deverão ser apresentadas por escrito, contendo um resumo do pronunciamento, para prévio conhecimento da Presidência da Câmara Municipal. §2°. O prazo máximo para utilização da Tribuna Livre do Cidadão será de 20 (vinte) minutos. §3°. Somente será permitida uma única utilização da Tribuna

A INSTAURAÇÃO Apesar da Resolução nº 001 de 4 de janeiro de 2012 (Regimento Interno) prever em seu art. 68 §2º que “A constituição dos membros dos membros da Comissão Especial de Inquérito será feita na mesma reunião em que for recebido o requerimento, mediante sorteio entre os membros da Câmara, observando, sempre que possível, a composição partidária proporcional”, surgiram algumas hesitações relativas à composição dos blocos parlamentares da Câmara Municipal, fator decisivo na constituição dessa natureza de comissão. Em função disso foi solicitado um parecer à assessoria jurídica da Casa para que a Portaria, mencionada no caput do art. 68, possa ser elaborada determinando a definitiva instauração do processo e a indicação dos parlamentares que comporão a comissão, o que deve acontecer na próxima reunião ordinária, prevista para ocorrer na segunda-feira, dia 26 de maio.

A Pauta Art. 138. Todas as matérias em condições regimentais que figurarem na Ordem do Dia ficarão sob a guarda da Mesa Diretora. §1º Salvo deliberação do Plenário, em contrário, nenhum projeto será entregue à discussão inicial ou única, na Ordem do Dia, sem haver figurado em Pauta, para conhecimento e estudo dos Vereadores, durante, pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas. §2º Desde que o Projeto figure em pauta, a Mesa poderá receber as emendas que lhe forem apresentadas, sujeitas aos pareceres das Comissões competentes, não vindo este Projeto a figurar em pauta em nova ocasião. §3º É lícito ao Presidente, de ofício ou a requerimento de Vereador, retirar da Pauta a proposição que necessite de parecer de outra Comissão ou que esteja em desacordo com a exigência regimental, ou demande qualquer providencia complementar. §4º As matérias que tiverem, regimentalmente, processo especial não serão atingidas pelas disposições desta Seção.


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cidade

Alpinópolis/MG | Maio de 2014 | Página 4

Semáforos são instalados na avenida Governador Valadares

Entrou em funcionamento neste mês de maio a sinalização semafórica instalada na Avenida Governador Valadares, corredor viário mais importante da cidade. O equipamento foi colocado em dois pontos da via, sendo nas confluências com as ruas Major João Gonçalves e Quirino dos Reis, na zona central alpinopolense. Além dos dois conjuntos de semáforos a prefeitura também implantou sinalização horizontal (faixa de pedestres) nos quatro principais cruzamentos da avenida, sendo os dois já citados e os das ruas Belo Horizonte e Professor Telles. Diante do significativo aumento do número de veículos em circulação na cidade e após indicações apresentadas pelos parlamentares na Câmara Municipal, assim como várias manifestações feitas pelos cidadãos através das redes sociais, a administração municipal decidiu implantar os semáforos nos pontos considerados críticos. De acordo com dados divulgados pela prefeitura o valor do investimento total foi da ordem de R$ 66 mil. FINANCIAMENTO Apesar de haver recursos a fundo perdido disponíveis para financiar este tipo de ação em órgãos de outras esferas da federação, como o Ministério das Cidades,

Ana Cláudia Lemos

Conjunto de semáforos instalado no cruzamento da Avenida Governador Valadares com Rua Major João Gonçalves por exemplo, o prefeito Julio Cesar Bueno da Silva, o Julio Batatinha (PTB) declarou através das redes sociais que “o investimento feito é de recurso próprio nada de dinheiro de Governo do Estado ou da União, mostrando que nossa Prefeitura volta ter capacidade de investimento” (sic). OBRA NECESSÁRIA A instalação dos semáforos em Alpinópolis recebe avaliação positiva da população alpinopolense que

adjetivou a medida como boa e inadiável. A necessidade é explicada quando os números disponibilizados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) são analisados. Segundo os dados, a quantidade de veículos em Alpinópolis aumentou, nos últimos quatro anos, uma média de 45%. No ano de 2010 havia aproximadamente 6.334 veículos registrados na cidade e atualmente este número se encontra em 9.193, o que

Desorganização do trânsito em período de grande movimento antes da instalação dos semáforos.

significa um incremento de 2.859 veículos nas vias urbanas, acarretando várias dificuldades no trânsito que até então não existiam. Esta frota de 9.193 veículos é constituída por 5.717 carros de passeio, 448 caminhões, 771 caminhonetes e 1.178 motos. O restante são veículos grandes como máquinas, ônibus e microônibus. Por esses números chegamos à conclusão de que em Alpinópolis existe um veículo para cada 2,1 habitantes.

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Mais de 60 professores da rede municipal entram na justiça contra prefeitura Mais de 60 professores da rede municipal de ensino já procuraram a Justiça para terem garantidos seus direitos ao piso salarial estabelecido pela Lei Federal 11.738/2008. Os profissionais alegam estar sendo prejudicados desde janeiro de 2013, mês a partir do qual o prefeito Julio Cesar Bueno da Silva, o Julio Batatinha (PTB), passou a não cumprir a Lei do Piso, o que haveria resultado em grande defasagem dos salários da classe. Representantes dos docentes, tanto da zona rural quanto da urbana, afirmam já haver levado ao conhecimento do prefeito, em reunião realizada no dia 21 de junho de 2013, as reivindicações relativas à corrosão salarial resultante do não cumprimento da legislação federal, assim como de outros direitos não atendidos sobre a valorização do profissional da educação. O prefeito protocolou de próprio punho uma cópia do documento reivindicatório apresentado pelos docentes na data de 27 de junho de 2013. A LUTA DA CLASSE Desde então a classe vem lutando para ter seus direitos atendidos, porém até agora sem muito sucesso. Os professores declaram-se amparados pela legislação e afirmam que não exigem nada mais que as garantias oferecidas pela Lei 11.738 que, em seu artigo 2º § 1º, reza que “O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais”. Buscando o cumprimento da lei, os professores reivindicam da prefeitura seu direito de ter o salário reajustado conforme fórmula existente na própria Lei do Piso que prevê além dos reajustes, a garantia de que 1/3 da jornada seja reservada para atividade extra-classe, ou seja, fora da sala de aula, onde o profissional irá planejar aulas e aperfeiçoar-se para otimizar seu desempenho laboral.

A VOZ SUFOCADA DOS MESTRES A quase totalidade dos professores reclamantes não se prontifica a dar depoimentos à imprensa alegando medo de perseguições e retaliações por parte do poder público. Porém declaram veementemente que o diálogo entre a classe e o Executivo é muito débil, tendo inclusive o prefeito se negado ultimamente a recebê-los em seu gabinete, e protestam dizendo que se sentem pouco apoiados pela diretora do Departamento Municipal de Educação. Em função dos recentes êxitos dos colegas da vizinha cidade de Passos, resultado de ações mais extremas como piquetes e paralisações já surgem rumores de que Alpinópolis possa se espelhar nos movimentos e as reivindicações talvez avancem para estágios reivindicatórios mais radicais, caso as providências tomadas pela prefeitura não surtam o efeito almejado. O medo aos poucos vai sendo substituído pelo espírito de luta e a busca dos direitos passa a ser encarada como natural, prova disso é o grande número de profissionais que já procurou o Poder Judiciário e moveu contra a prefeitura uma Ação Ordinária de Cobrança do Piso Salarial. O SINDICATO O Sindicato dos Empregados da Prefeitura (SEMPRE) informou que atendeu às solicitações dos professores sindicalizados e moveu uma ação coletiva contra a Prefeitura de Alpinópolis cobrando o estabelecimento do piso salarial, assim como o pagamento

dos valores atrasados. AS AÇÕES JUDICIAIS Cansados de tentar um diálogo conciliador com o prefeito, mais de 60 professores procuraram seus direitos e moveram contra o município uma Ação Ordinária de Cobrança do Piso Salarial, inclusive exigindo os haveres atrasados. Na petição os docentes alegam que a Prefeitura de Alpinópolis não vem cumprindo o que determina a Lei Federal, pois não está pagando o piso salarial com base no vencimento. Sendo a Lei do Piso constitucionalmente válida desde 2009, as ações alegam que os direitos dos profissionais estão sendo violados, sendo que a remuneração do cargo de “professor regente de turma” vem sendo paga em desacordo com a legislação. Segundo consta nas ações judiciais, o correto seria ter sido pago o piso dos professores que em 2009 era no valor de R$ 950,00 e o município pagava R$ 661,12; em 2010 o valor foi reajustado para R$ 1.024,67 e o município pagava 692,66; em 2011 foi para 1.187,14 e o município pagava 736,71; em 2012 foi para 1.451,00 e o município pagava R$ 952,21; em 2013 foi para 1.567,00 e o município pagava R$ 1.142,23. Assim, os pedidos são para que seja concedido aos professores reclamantes o reajuste salarial com base do Piso Nacional dos profissionais da educação nos termos da Lei Federal 11.738/2008, integral, a partir da data em que o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionali-

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dade da norma, ou seja, o dia 24 de agosto de 2011, com abono anual integral e correção monetária sobre as parcelas vencidas, incluindo juros de mora. OS REFLEXOS DO IMPASSE Os salários dos professores brasileiros, por natureza, já não são nenhuma maravilha, pior ainda quando se tornam diminuídos em função de problemas como esse enfrentado pelos mestres alpinopolenses, que estão sentindo seus direitos serem desrespeitados e o bolso ser esvaziado. Perguntada sobre o assunto, uma professora da rede municipal, que por motivos já citados pediu que sua identidade fosse ocultada, disse a nossa reportagem que professores motivados produzem mais e que o fator financeiro reflete diretamente nos resultados dentro da sala de aula. “Ter um salário, ao menos justo e de direito, traria a toda a classe um empenho maior, o que implica diretamente no ganho de qualidade do ensino municipal. Professores que tem mais de um cargo poderiam se concentrar e dedicar a apenas um, visto que se desdobram pela questão do salário que já é insuficiente. Já ganhamos pouco e ainda querem subtrair o que nos é garantido pela Lei do Piso? Isso não é justo”, desabafou a professora. O PREFEITO O Tribuna Alpina tentou contato com o prefeito Julio Batatinha para manifestar-se sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição não havia recebido resposta.

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TRIBUNA ALPINA

gerais

Alpinópolis/MG | Maio de 2014 | Página 5

D. João VI quer manter resultados na olimpíada de matemática das escolas públicas Neste mês de maio, mais propriamente dizendo no dia 27, será realizada a 1ª fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e os alunos das escolas alpinopolenses já se preparam para buscar os bons resultados que sempre trazem nesta competição. Participam os estudantes da rede estadual do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Nesta edição uma instituição pública alpinopolense em especial será tema de reportagem, a Escola Estadual D. João VI, devido ao destaque que vem conseguindo desde o ano de 2009. Somando todas as conquistas, podemos contar um total de 16 medalhas (duas de ouro e as demais de prata e bronze), isso sem falar nas inúmeras menções honrosas recebidas. A professora Selma Ribeiro da Silva Vaz, explica que nesta 1ª fase há a participação de todos e o trabalho é feito, principalmente,

Alunos, professores e direção da Escola Estadual D. João VI exibindo premiações pelas conquistas na OBMP dentro da sala de aula, onde são utilizadas provas anteriores, são montados grupos de estudos e desenvolvidas

atividades com avaliações. Segundo a educadora, a preparação começa cedo na escola, sendo que as questões

da Olimpíada já são trabalhadas desde o 5º ano e os resultados são que, em cinco anos consecutivos, a escola

obtém premiação. Com a proximidade dos exames a dedicação é redobrada, principalmente no que diz à conscientização dos alunos. “Fazemos uma reunião com todos para ver se vão ter interesse, se não vão faltar no dia da prova. Também destacamos os alunos que já venceram. Colocamos faixa na porta da escola, damos uma volta com eles em uma caminhonete, colocamos no jornal da cidade, fazemos tudo pra aparecer bastante e um vai puxando o outro e mais alunos participam”, diz a professora. Um dos destaques do D. João VI é Jean Lima Alves, aluno do 9º ano do ensino fundamental, que já conta com três premiações em seu currículo. O jovem faturou uma premiação em cada ano que participou, sendo uma menção honrosa no 6º ano seguida de duas medalhas de bronze. Em 2014 Jean sonha em alçar vôos mais altos. “Tenho expectativa boa. Fiz o curso do Programa de Iniciação Científica (PIC) e

o pessoal da escola ajuda, nos dá provas anteriores. Nesse último mês antes da prova vou tentar pegar mais provas antigas, usar o banco de questões”, disse o estudante. O que é a OBMEP A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e tem como objetivo estimular e despertar nos alunos o gosto e o estudo da matemática e pela ciência em geral e motivá-los na escolha profissional pelas carreiras cientificas e tecnológicas. Os alunos que participam da OBMEP são divididos em três níveis: • Nível 1 – estudantes de 6º e 7º anos do Ensino Fundamental • Nível 2 – estudantes de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental • Nível 3 – estudantes do Ensino Médio

MEIO AMBIENTE

Ecótono: o notável tesouro ambiental alpinopolense

Minas Gerais é um lugar fantástico. Quando o assunto é relevo os detalhes chegam a impressionar por suas diferentes formas que, somadas às especificidades de solo e clima, propiciaram paisagens muito variadas, recobertas por vegetações características, adaptadas a cada um dos inúmeros ambientes particulares inseridos no domínio de três biomas brasileiros: o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga. O domínio do Cerrado, localizado na porção centro -ocidental, ocupa cerca de 57% da extensão territorial do Estado, o domínio da Mata Atlântica, localizado na porção oriental, é de cerca de 41% da área estadual. Já a Caatinga, domínio restrito ao norte de Minas, ocupa apenas 2% do território mineiro. De modo geral, a paisagem transita para o Cerrado ao sul e a oeste, para a região dos campos rupestres ao centro e para a floresta atlântica a leste, exibindo fases de transição de difícil caracterização. A parte da região onde está localizada a cidade de Alpinópolis, denominada pela divisão política no mapa do Estado como Sul de Minas, é caracterizada por uma riquíssima área de transição ambiental chamada de ecótono. O QUE É UM ECÓTONO? O ecótono é um espaço onde comunidades ecológicas diferentes entram em contato, ou seja, onde ocorrem ambientes de intersecção de ecossistemas distintos. Isto quer dizer que são lugares especiais, onde há a transformação de um bioma em outro promovendo a união de dois ou mais ecossistemas. O ECÓTONO EM ALPINÓPOLIS Na ocorrência de ecótono em Alpinópolis a transição existente é entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Essa área é um tesouro ecológico

que abarca características desses dois grandes biomas brasileiros o que torna esse pedacinho de chão, cravado ao pé da Serra da Ventania, um lugar único. Aqui se cruzam e se embaralham o Cerrado e a Mata Atlântica. No Cerrado, maior bioma do estado mineiro, a vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores. Dentro dos limites do município alpinopolense podemos encontrar as características deste bioma no Morro do Chapéu e ainda identificar facilmente essas áreas seguindo para vários bairros rurais como, por exemplo, Roseira e Pindaíba. Nesses locais os campos vão ficando cada vez mais predominantes até chegar às proximidades da Serra da Canastra, onde o bioma da Mata Atlântica já é quase que inexistente restando apenas o Cerrado. É muito comum encontrar esses campos de Cerrado por toda extensão do município, a Serra das Antenas é outro exemplo. Na Mata Atlântica, que é o segundo maior bioma em Minas, a vegetação é densa e permanentemente verde, sendo as árvores portadoras de folhas grandes e lisas e onde podem ser encontradas muitas bromélias, cipós, samambaias, orquídeas e liquens. Em Alpinópolis, podemos ver vegetação típica desse ecossistema nas proximidades dos cursos d’água como grotas, grotões riachos e ribeirões. O pé da famosa Serra da Ventania é um exemplo clássico de vegetação típica de Mata Atlântica. Quando ocorre o ecótono, situação em que esses ecossistemas invadem um ao outro, podemos ver as mudanças na vegetação em diferentes gradientes ecológicos, o que resulta em alguns câmbios climáticos que propiciam o desenvolvimento de uma grande biodiversidade. Em face dessa

Dener Moreira

Na Serra da Ventania é possível ver a mistura dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. miscigenação, são encontrados nesses locais transitórios, elementos pertencentes a cada um dos biomas vivendo em harmonia e, devido ao incrível poder de adaptação da natureza, gerando novas espécies, tanto da fauna quanto da flora. A evolução da natureza nos privilegia a tal ponto que podemos ver ocorrer em terras alpinopolenses o encontro entre capivaras e bugios, animais pertencentes à fauna da Mata Atlântica, com tamanduás bandeira e lobos guarás, estes animais típicos do Cerrado. O milagre da natureza fervilha bem diante de

nossos olhos e nos permite acompanhar o espetáculo da evolução nos quintais de nossas casas e nas fazendas e sítios que conhecemos intimamente pelo nome. Alpinópolis, assim como o estado mineiro, tem a maior parte de seu território coberto por vegetação e fauna com características do Cerrado, porém invadido pela Mata Atlântica. Um ponto do município em que podem ser facilmente identificados ambos os biomas é a Serra da Ventania, que em sua base apresenta várias ocorrências de Mata Atlântica e em seu topo uma

vegetação típica do Cerrado. Os militantes do Movimento Ventania Verde, grupo criado em 2012 com o objetivo de promover a educação ambiental, já mapeou algumas das áreas onde foram encontrados exemplares de animais, como gambevas (pequenos bagres) e algumas variedades de sapos e rãs, que são espécies distintas desse nosso tipo de ecótono. O MOVIMENTO VENTANIA VERDE Criado no ano de 2012 o Movimento Ventania Verde é composto por um grupo de

pessoas sensíveis às causas ecológicas de nossa região e com o objetivo de promover a conscientização por meio da educação ambiental, buscando mobilizar a população de forma a tornar meros espectadores das ações de defesa do meio ambiente em membros ativos da causa. Atualmente o grupo vem passando por algumas reformulações e desenvolvendo ações voltadas uma política de conscientização cada vez mais amigável e receptiva objetivando a entrada de novos membros e projeção junto à comunidade em geral.

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TRIBUNA ALPINA

coluna social

Alpinópolis/MG | Maio de 2014 | Página 6

Por Ricardo Lima Nascido mais um membro da tradicional família dos Bueno. Veio ao mundo o pimpolho José Bueno de Paula Neto, filho de Antônio Bueno de Paula e Dalva Maria Pereira. Que os pais, como toda a família, curtam este lindo momento intensamente, pois a chegada de uma criança é sempre motivo de muita alegria.

No dia 3 de maio, às 20h30min na Igreja Matriz de Alpinópolis, Wagner e Natália trocaram as juras de amor eterno... Ele filho de Luiz Carlos Freire (in memorian) e Lourdes de Lima Leite Freire e ela filha de Domingos Sávio Teixeira e Tânia Maria Andrade Barros Teixeira. Após a belíssima cerimônia os noivos foram cumprimentados na saída da Igreja e receberam seus convidados em uma festa inesquecível no Clube Serra Verde. Nossos votos de muitas felicidades ao casal!

A família Brasileiro Vargas está em festa! Getúlio e Julieta estão comemorando 32 anos de caminhada juntos e, na certeza das suas vitórias conquistadas, renovam seus votos matrimoniais com muita festa. Ao casal e aos filhos Túlio, Thales e Moisés, desejamos que mais conquistas sejam alcançadas.

Dr. Adriano Ribeiro está em temporada no Velho Mundo para aprimoramento de sua especialidade médica, a ortopedia. O cirurgião alpinopolense não perdeu a oportunidade de visitar as misteriosas ruínas de Stonehenge, que ficam no sul da Inglaterra. André Rodrigues

Nosso destaque vai para o aniversariante do mês de abril, Luciano de Melo Faria, o popular Musquito. Uma bela festança com certeza não faltou para comemorar a data querida do maior bon vivant da Ventania. Que essa data se repita por longos anos!

Seu João do Carmo colheu, neste mês de maio, mais uma flor no jardim da vida. Essa carismática figura, querida por todos os alpinopolenses, chega aos 91 anos esbanjando simpatia.

A ilustre e prá lá de conceituada professora Conceição Lima lançou, neste mês, sua mais recente publicação na Feira do Livro de Ribeirão Preto. A obra, intitulada “CiberCultura, CiberLinguagem & CiberEducação”, trata de uma visão pedagógica para o aprender no espaço virtual educativo.

O historiador alpinopolense Luiz Miguel Mendonça e a esposa Norma, agora residentes na cidade de Querétano no México, estão curtindo as férias em terras brasileiras. Miguel recentemente compartilhou suas experiências com a luta dos povos indígenas mexicanos em uma rica palestra proferida na Câmara Municipal.

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O artista plástico Daniel Lima fez recentemente um tour pelo Oriente Médio e Sudeste Asiático. Curtindo a estonteante Dubai, Danielzinho posa diante de uma paisagem urbana de cair o queixo. Viajar é preciso...

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O professor e ex-prefeito Cassiano José Lemos também está soprando velinhas neste mês de maio. Deixamos aqui nossos parabéns acompanhados de sinceros votos de muito sucesso, paz e prosperidade a essa pessoa que tanto contribuiu para o crescimento de nossa Ventania.

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TRIBUNA ALPINA

NOSSA HISTÓRIA

Alpinópolis/MG | Maio de 2014 | Página 7

Hospital Cônego Ubirajara Cabral completa 30 anos Há 30 anos foi inaugurada, mais exatamente no dia 21 de janeiro de 1984, a Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis, ou Hospital Cônego Ubirajara Cabral, assim chamado em homenagem a seu idealizador e principal fomentador. Nos primórdios do atendimento de saúde pública em Alpinópolis os cuidados eram prestados em um local denominado “Posto de Higiene”, órgão estadual criado no ano de 1952. Com o crescimento populacional foi fundada, em 1969, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis, primeiro passo para que fosse feita a transferência do atendimento hospitalar para lugar mais adequando,

sendo este o prédio da LBA, onde hoje funciona a APAE. Nesta nova fase não podemos deixar de citar a grande contribuição do microscopista e provedor José Freire Gonçalves (Zé do Nelson), do farmacêutico e laboratorista Javert Brasileiro e dos médicos Dr. Hélio Ferreira Lopes e Dr. Lázaro Vilela de Faria. Porém, notando a necessidade de construção de novas instalações, Padre Ubirajara idealizou o projeto e, com o apoio da comunidade e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis, no dia 30 de julho de 1979 iniciaram-se as obras que foram concluídas três anos e meio depois, em janeiro de 1983. O espaço

físico estava pronto e ali havia sido investido o montante de CR$ 39.674.895,00. Com mais um ano de duro trabalho o hospital foi equipado, os profissionais arregimentados e as funções iniciadas no primeiro mês do ano de 1984. Um marco para a história de Alpinópolis. A cerimônia de inauguração foi marcada por um emocionante discurso do saudoso médico Hélio Ferreira Lopes, para o qual há uma homenagem no hall de entrada do hospital. Os primeiros médicos que serviram o Hospital Cônego Ubirajara Cabral foram: Dr. Hélio, Dr. Pedro, Dr. Eloy, Dr. Paulo, Dr. Marcondes, Dr. Luiz, Dr. Vicente e Dra. Graça.

Tradicional corte da fita inaugural feita por Dr. Eloy de Faria Neto, Padre Ubirajara e Nathael Pimenta Pereira Freire

Vicente de Paula, Geraldo Ferreira Lopes e Antônio Julio de Oliveira (Prancha), alpinopolenses ilustres participando do mutirão de finalização das obras.

Prédio do Hospital em construção - 1982

O VENTANIENSE

Rock ‘n Roll made in Ventania

Ledo engano o daqueles que pensam ser o sertanejo e suas variáveis o único estilo que inspira e revela talentos em nossa Alpinópolis. Eis que apesar de toda a tradição e disseminação sertaneja, através de eventos e mídia, a cidade possui uma banda que mescla os estilos grunge, punk e rock alternativo, fazendo sucesso pelo Brasil e mundo afora. Já tocou em diversas cidades e inclusive foi ouvida e vista em outros países via internet, através de gravações de suas músicas em áudio e vídeo clips. Em 2009, receberam até um convite de uma gravadora da Holanda, com filial no Brasil. O nome da banda é Mad Sneaks, integrada por Agno (guitarra e vocal), Adriano (baixo), e Amaury (bateria). “Nossa pretensão é ganhar o mundo e viver de música” afirma Amaury, baterista da banda ao fazer referência ao principal motivo de tocarem. Objetivo cumprido em partes, uma vez que os caras já fizeram shows em vários eventos nacionais que promovem novas bandas com talento e potencial. Entre eles destacam-se shows em Diadema/SP, Belo Horizonte, e Rio de Janeiro capital. Participaram inclusive da final da seletiva para o mega festival de rock SWU 2010, chegando perto de dividir atenções com bandas mundialmente famosas. Foram selecionados através de votação na internet com a música “Rótulo” e, divulgando seu trabalho no

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Capa do ú mundo virtual, não só foram convidados e contratados para shows como já fizeram seus próprios eventos. O COMEÇO Segundo Adriano, tudo começou na Ventania, com shows feitos na “Toca do Coko” (o quintal da casa

Amaury, Agno e Adriano, trio que compõe a banda alpinopolense Mad Sneaks.

do baixista). Tratava-se de eventos que reuniam quatro ou cinco bandas locais e tinham em média 70 pessoas. Sobre esse tipo de iniciativa, o baixista diz que promover o Rock na Ventania é “nadar contra a correnteza”, afirmando não ser uma opção musical muito apreciada localmente. Portanto, hoje, a banda projeta suas expectativas para grandes centros, onde já tiveram feedbacks muito positivos, principalmente nos shows em que se apresentaram para públicos maiores. ÚLTIMO TRABALHO Em 2013 a banda lançou seu último trabalho, o álbum “Incógnita. O som é uma marcante mescla do rock tradicional com o Heavy Metal e o Grunge, tudo com instrumental finamente trabalhado e 100% das músicas cantadas em português. A masterização ficou por conta do competente Jack Endino e o produto final produzido possui excelente acabamen-

ita”.

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Tudo em tabaco, narguilé, cigarros, fumo de rolo, charutos, sedas, palhas, incenso, richaud, isqueiros tipo zippo e tipo maçarico, fluídos, gás e essências.

to, desde a qualidade dos timbres até a arte da capa. O FUTURO Os integrantes dizem que caso algum dia venham a se tornarem a maior banda do mundo, a satisfação será imensa, mas que sucesso não é o principal. Amaury resume a banda e suas pretensões como “três melhores amigos para o resto da vida, fazendo o que gostam para o resto da vida”. O que vier depois serão meras conseqüências.

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TRIBUNA ALPINA

cultura

Alpinópolis/MG | Maio de 2014 | Página 8

Encenações da Paixão de Cristo em Alpinópolis Semana Santa é feriado especial em Alpinópolis. Além de ficar imersa em sua religiosidade secular a cidade também se encanta ao apreciar as belas apresen-

tações teatrais realizadas. O Grupo de Teatro do Oprimido Monte das Oliveiras representa, há dez anos, a Paixão de Cristo no Retiro Espiritual Monte das Oliveiras e o Gru-

po de Teatro Sal da Terra e Luz do Mundo (Stellum) encena o espetáculo, desde 2003, não apenas em Alpinópolis, mas em várias cidades da região.

GTO MONTE DAS OLIVEIRAS dirigido por José Geraldo da Silva, o Zgê Gerais, não representou apenas a habitual trajetória do Cristo no Novo Testamento e sim uma abordagem geral da história da humanidade baseada nas

escrituras contendo cenas de vários livros da Bíblia e citações de obras filosóficas. Um público aproximado de cinco mil pessoas acompanhou as duas apresentações feitas nos dias 16 e 17 de abril.

Penha, Nova Resende, São José da Barra, Fortaleza de Minas, Machado e Jacuí. Atuando sob a direção de Rubens Gonçalves, o Binho do Stellum, e Rogério Bonilho, este grupo, diferentemente do GTO, opta pela encenação tradicional da história de Jesus. Em 2014 houve apresentações no campo

do CEA, Praça do Rosário e uma sessão fechada para os internos do Lar São Vicente de Paulo, além das feitas em Carmo do Rio Claro (12/04) e Jacuí (13/04). O elenco contou com 76 atores e seis contra-regras, sendo o projeto coordenado pela Associação Arte Cultural Alpinopolense (ASACA).

das: 1) No início da frase interrogativa: Por que o clima está tão seco? 2) Quando pode ser substituído por “por que motivo”: Não sei por que o clima está tão seco.(Não sei por que motivo o clima está tão seco.) 3) Quando pode ser substituído por “pelo qual”, “pela qual”, pelos quais”,

“pelas quais”: Este é o motivo por que o clima está tão seco.(Este é o motivo pelo qual o clima está tão seco.)

Fotos: Rogério

Fotos: Zgê Gerais

Bonilho

Em 2014 mais de cem atores se reuniram com uma proposta teatral inusitada em relação às tradicionais apresentações da Paixão de Cristo feitas em outras partes. O espetáculo “Logos e a Paixão”,

O Stellum, criado em 1989 como grupo de jovens e solidificado como grupo teatral em 2001, já conta com 62 encenações da Paixão de Cristo não apenas em Alpinópolis, mas em cidades como Carmo do Rio Claro, Conceição Aparecida, Serrania, Alfenas, São Sebastião do Paraíso, Bom Jesus da

STELLUM

DICAS DE PORTUGUÊS

Com Valdete Aparecida Santos Ribeiro - Professora de Português

Por que é tão difícil?

Experimente falar em voz alta: “Por que você não veio?” “Eu não vim porque estava doente.” “Você não me avisou por quê?” “Não

sei o porquê de tudo isso.” Notou alguma diferença na pronúncia da palavra que se repete em todas as frases? Não! Não mesmo!

Realmente, quando pronunciamos as palavras por que, porque, por quê e porquê, não percebemos diferença nenhuma. No entanto, todos

nós sabemos que, na hora de escrever, “o bicho pega”, como dizem os jovens. Para “não deixar o bicho pegar”, vamos tentar descomplicarserá que é possível?- o que parece tão incompreensível. Para começar: POR QUE(separado e sem acento): deve ser usado em três ocasiões bem defini-

NO IEPUC É ASSIM, ALUNOS DO 3º ANO VÃO DIRETO PARA AS

POR QUÊ (separado, com acento): essa é fácil, pois ele deve ser usado quando significa “por que motivo” e vem no final de frases interrogativas: O clima está muito seco. Por quê?

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PORQUE (junto, sem acento): usamos na resposta ou quando indica causa ou explicação: O clima está seco porque o homem destruiu a natureza.(O clima está seco por causa que o homem destruiu a natureza.)

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PORQUÊ (junto, com acento): mais fácil ainda. Tem valor de substantivo, ou seja, vale pela palavra “motivo”. Vem antecedido de artigo- o, a, os, as, um, uma, uns, umas- Não sei o porque de o clima estar tão seco.(Não sei o motivo de o clima estar tão seco.) Se algum professor de Português estiver lendo este artigo(Que pretensão!), com certeza, vai dizer que eu omiti dois casos: “Por que” que inicia oração subordinada substantiva e “Porque” que inicia oração subordinada final. Como esse uso é raro e nós, meros mortais quase não o aplicamos, ele foge ao propósito desta coluna. Então, tá. Espero ter contribuído com a melhoria no emprego da língua formal escrita. Até a próxima!

Tribuna Alpina - Nº 2 - Maio de 2014  

Informação e Cidadania.

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