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Ano V - Edição N. 57 - Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho de 2012

Opinião Impunidade, o mal maior.....................................................................................................................................Página 2 CIDADE NOVA E REGIÃO

Moradores querem mudança no trânsito

M

oradores da Ci‐ dade Nova e re‐ gião solicitam que a BHTrans promova discus‐ são séria com a comunidade, para trazer harmonia ao trânsito nos bairros da Região Nordeste de Belo Horizonte. A população

tem a sensação que as modifica‐ ções efetuadas para atender a Copa do Mundo 2014 ainda fazem parte de estudos da em‐ presa municipal de trânsito, tendo em vista que há meses existem improvisações de cava‐ letes, tambores e cones sinali‐ zando mudanças de direção em

ruas importantes. As obras do BRT na Avenida Cristiano Machado, que se ar‐ rastam vagarosamente para de‐ sespero de motoristas e pedestres, contribuem ainda mais para deixar todos com os nervos à flor da pele. Páginas 4 e 5 Arquivo Trib

Saiba onde curtir bem suas férias Reprodução O Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG já tem tudo pronto para a sua IV Colônia de Férias. A garotada poderá brincar e descobrir coisas novas, pois Visitantes curtem lagoas e nascentes no Museu o Museu, ao lado da Cidade Nova, está em uma área de 600 mil m² de mata. Também o Colégio Batista Mineiro abre espaço para crianças de 4 meses a 12 anos em sua unidade da região.

Página 7

N. Floresta: uma caçamba incômoda Obras nas vias do BRT, na Avenida Cristiano Machado, deveriam ter pelo menos dois turnos para serem concluídas rapidamente, mas são poucos os operários trabalhando. Enquanto isso, o trânsito continua difícil...

N. Floresta: Caçamba em lugar perigoso

BAIRROS NOVA FLORESTA E SILVEIRA QUEREM CAPELA DE SANTA PAULINA Fotos: Arquivo Trib

É

grande a mobilização dos mem‐ bros da Comunidade Santa Pau‐ lina e do jornal TribunaBH junto às autoridades e os moradores dos bairros Nova Floresta e Silveira para que seja construída a Capela de Santa Paulina na região. A princípio, a praça que já é chamada de Santa Paulina seria o local ideal. O es‐ paço público fica na confluência das ruas Carlos Turner e Zaira de Paula no bairro Silveira. Mas, apesar de sua boa localização é um local sujo, mal cuidado, pouco utilizado pela comunidade local, servindo de ponto de apoio para deso‐ cupados. No domingo, dia 8 de julho, no salão do Colégio Magnito, na Rua São Claret, no Silveira, será realizada uma grande celebração pelo dia de sua padroeira. Oportunidade para honrar a santa e par‐ ticipar da mobilização em favor da Praça. Compareça, participe. Contamos com a sua presença. Comunidade do N. Floresta e Silveira

Comunidade do N. Floresta e Silveira defende uma capela para Madre Santa Paulina

Há quase dois meses caçamba de entulho, despejada em frente a uma construção no bairro Nova Floresta continua em posição de perigo para motoristas. Veja este alerta e outros temas na seção “Vale a Pena Conferir”. Página 6

Balbino toca no Automóvel Clube Reprodução

O "showman" tecladista e cantor Antônio Balbino embalou o romântico "jantar dos namorados" do Automóvel Clube. O Antonio Balbino tecladista e cantor estará também se apresentando na tradicional festa de fim de ano “Boca do Gole" do bairro Cidade Nova que há 25 anos acontece sob a coordenação do Sr. Osmar e sua turma. Esta festa visa congregar todos os frequentadores de bares e botecos da Cidade Nova. Antonio Balbino é sucesso sempre.

Siga o Tribuna nas redes sociais Capela pode ser instalada em Praça do Nova Floresta

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OPINIÃO Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

Beagá era assim O Grande Hotel Por Luís Góes*

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té meados do século XIX, não existia ho‐ téis no Arraial do Curral del Rey, a futura Belo Horizonte. Passantes, comboieiros e viajantes pousavam em alguma casa, im‐ provisada de estalagem, para descansar e recuperar as forças para uma nova jornada. Ali, eram recebi‐ dos pelo proprietário e sua esposa, que cozinhava, com a ajuda das filhas. Os escravos faziam a arru‐ mação, lavavam as roupas, ajuntavam lenha, cuida‐ vam dos animais conduzidos para pastar e guardavam as carroças. No dia 6 de agosto de 1897, festejava‐se a inau‐ guração do Grande Hotel, na Rua da Bahia, 1136, esquina de Avenida Augusto de Lima, propriedade do Sr. Coronel Manuel Lopes de Figueiredo, tendo como gerente Guilherme Leite da Cunha. O Grande Hotel tem destaque na história de Belo Horizonte porque foi preferido pelos mais ilus‐ tres hóspedes que a cidade conheceu como escrito‐ res, poetas, músicos, médicos, estadistas e políticos. A principal característica do Grande Hotel foi por ter sido reduto de grande importância como ponto de encontro dos políticos. Em conversas longas, ali foram definidas muitas alianças, destinos políticos com a indicação de pre‐ feitos, governadores e até presidente do Brasil. Então, quando a Capital dos mineiros foi inau‐ gurada, em 12 de dezembro de 1897, a melhor hos‐ pedaria que existia era o Grande Hotel, que ficara pronto quatro meses antes e hospedou as principais autoridades e ilustres personalidades da vida pú‐ blica, empresarial e cultural, que participaram da inauguração da cidade. O Grande Hotel tinha 52 quartos, em dois andares e, ao final de cada corre‐ dor, os banheiros: um masculino e o outro feminino. Na cidade existiam hotéis menores e pensões como as da D. Senhorinha Farnese, de Antonio Belém e de Antonio Romanelli e o Hotel Lima que

Grande Hotel de BH, em foto de 1905

também recebeu muitos visitantes à cidade. Por um descuido, em 1908, o Grande Hotel pegou fogo e foi consumido pelas chamas, não ha‐ vendo registro de nenhuma vítima fatal. Em 1909, depois deste incidente, o hotel foi todo reformado e voltou a funcionar. Em 1918, o italiano e empresário do ramo de ho‐ telaria, Arcangelo Maletta, comprou o hotel e o di‐ namizou com muitas novidades, na gastronomia e convívio com a sociedade da cidade, onde realizou memoráveis saraus e bailes no salão de festas do es‐ tabelecimento. Este apogeu do Grande Hotel perdurou por cerca de 30 anos, até que faleceu a esposa de Arcan‐ gelo Maletta, Genoveva Verlange, em 1951, e o pró‐ prio, aos 75 anos, em 1953. Em 1956, a família de Maletta resolveu vender o imóvel, que foi adquirido por uma empresa cons‐ trutora que o demoliu em 1957. Os filhos de Maletta doaram os móveis do hotel, talheres e os pratos para os funcionários, numa maneira de agradecer o tra‐ balho que dedicaram ao proprietário. Então, num ritmo frenético, foram realizadas as obras do novo edifício, inaugurado em 1961, com as primeiras escadas rolantes da cidade, e que rece‐ beu o nome de “Conjunto Edifício Arcangelo Ma‐ letta”, com muitas salas, lojas e apartamentos.

para atravessar este trecho. A popu‐ lação pede SOCORRO. M.T.B. – Morador do Ipiranga

Caos na Rua Jacuí Tendo em vista a obra da Av.Cris‐ tiano Machado, a Rua Jacuí virou al‐ ternativa para motoristas. O trânsito que já era ruim, está cada dia pior. Caminhões, tratores e até os ônibus da conexão Aeroporto de Confins, estão usando a Rua Jacuí como desvio da avenida. Solicitamos à BHtrans que tome uma atitude de, pelo menos, proibir estacionamento em toda extensão da Rua Jacuí (principalmente no trecho que vai do cruzamento da Av. Cris‐ tiano Machado, perto do Minas Casa até o cruzamento da mesma avenida com a Rua Jacuí, perto do Hospital São Francisco). No horário de 7h, os ônibus têm levado uma média de quase 1h30,

TRIBUNA DA CIDADE NOVA EDIÇÃO N. 57 Editores: Lucas Martins Reg. Prof. MG 02485 JP Eugênio Oliveira Reg. Prof. MG 03478 JP Fotografia: Santos Filho Colaboradores: Guilherme

PRESENÇA DO PODER PÚBLICO Prezado Editor: Acabei de receber um exemplar do TCN que Lúcia Maria, síndica aqui do Parque das Camélias, me en‐ caminhou. Fico muito feliz e enalte‐ cido com as palavras de elogio. Muito obrigado! Como disse aos moradores deste prédio, acredito que a comunidade, o bairro e a região como um todo, são uma extensão de nossa moradia ‐ se não cuidarmos da parte de fora, ficaremos fadados a ser prisioneiros e reféns em nossa própria casa. Assim como você, sou bastante a favor da construção de uma capela na praça Madre Paulina, uma vez que, onde o Poder Público se faz pre‐ sente e atuante jamais haverá me‐ liantes. Meu forte abraço a você e a todos do Tribuna da Cidade Nova. Mais uma vez, meu muito obrigado.

Avelar, Luís Góes, Rodrigo Denúbila. Redação: Rua Irmãos Kennedy, 114/06 Cidade Nova - Belo Horizonte Minas Gerais - 31170-130 Telefax: (31) 3484 0480 e (31) 9955 8447. Email Redação: tribunabh- @gmail.com

UlyssesMartins Morador do Nova Floresta PERSONAL TRAINER Sou irmão do Rômulo “The Gladia‐ tor” Romano, formado há 3 anos na faculdade Universo‐BH. Atuo como Personal Trainer e faço um trabalho diferenciado com meus alunos. Criei meu método de Treinamento, "Trei‐ namento Romano". A intenção deste método e atender todo o tipo de pu‐ blico, jovens e adultos, atletas e não atletas, e a terceira idade, pois o trei‐ namento pode ser feito em ate 4 mo‐ dalidades diferentes. Movimentos de MMA: Melhorando o cárdio e a toni‐ ficação muscular; Pesos e halteres; Movimentos funcionais, melhorando a funcionalidade para esporte de alto rendimento ou para a vida cotidiana das pessoas; Movimentos naturais com o peso do próprio corpo: traba‐ lhando forca, equilíbrio e coordena‐ ção. Para conhecer mais sobre meu trabalho acesse o site: www.ricardo‐ romano.com.br Ricardo Romano Morador da Cidade Nova

Site: www.tribunabh.com.br Twitter: @tribunabh Edição Digital: www.issuu.com/tribucity O Tribuna da Cidade Nova é uma publicação da Logos Editora Ltda. – Registrado no Cartório Jero Oliva, documentação arquivada naquela Serventia em 12/09/2007, no

Registro nº 1.143, no Livro A. Logos Editora Ltda. Registrada na JUCEMG sob o nº 3120431497 – CNPJ 25.712.977/0001-62. Inscrição Estadcual nº 62.881.449.00-81. Circulação: O jornal é distribuído de casa em casa, na Paróquia de

Impunidade, o mal maior Por Guilherme Nunes Avelar - Advogado

Arquivo/TCN

O início da história do Brasil foi um pa‐ raíso para qualquer homem de má‐fé. Em uma época que as comunicações eram praticamente impossí‐ veis e que nosso país era apenas uma grande e selvagem mata, o rei português tudo fazia para esti‐ mular a vinda de colonizadores para a banda de cá do oceano, na esperança de que eles descobris‐ sem riquezas há muito ambicionadas. Para tanto, chegou‐se a baixar uma lei, lá pelos idos de 1530, que previa, com desfaçatez e impu‐ dor, que nenhuma pessoa que para cá viesse po‐ deria “ser presa, acusada, nem proibida, nem forçada, nem executada de maneira alguma”; Ou seja, o que fizesse por aqui de ilegal seria ignorado, pura e simplesmente. Havia exceções nessa lei, mas, além de poucas, eram só voltadas a aspectos de fé (heresia e sodo‐ mia) ou de interesse exclusivo do próprio rei (trai‐ ção e moeda falsa). No mais, reinava a impunidade, a doce impu‐ nidade! A lembrança desse caso não é feita com o in‐ tuito de repetir o infeliz diagnóstico de que nosso mal atual é culpa e responsabilidade de nossa co‐ lonização original. É cômodo demais pretender isso. O problema de hoje, o problema que nos aflige e magoa, é fruto apenas e tão‐somente de nossas escolhas atuais. A impunidade endêmica do passado não é uma condenação, uma maldição, que nos impele a ser assim por todos os tempos. Ela é mais um alerta do mal que há em não romper com essas infelizes escolhas que insistimos em fazer, ainda hoje. O ser humano (não o brasileiro, mas todos em geral) é egoísta por natureza, tal como uma besta selvagem; só fazemos o que nos é útil individual‐ mente, e ponto! Gostamos de imaginar que somos superiores aos outros animais, mas isso é uma ilusão, uma farsa. A cultura é que nos destacou de nossos com‐ panheiros de mata, e dentro da cultura está o sis‐ tema legal (de caráter político ou religioso, tanto faz). Em algum momento, estabeleceu‐se que, para bem viver coletivamente, seria indispensável con‐ ter o impulso egoísta próprio do indivíduo e, assim, surgiram as regras definindo obrigações e proibições. Só que essas regras, se não acompanhadas de punição em caso de transgressão, de nada valem. E é aí que entra em cena a necessidade de coibir a impunidade, de forma a fazer valer as regras de boa convivência social; sem isso, de nada valem as leis. Em 1835, Diogo Feijó prometia, quando de sua campanha à eleição para regente, que implantaria um governo infatigável na meta de executar as leis penais; para ele, “A impunidade deve cessar”. Ainda hoje esse é o clamor social! Temos de fazer valer as leis já existentes, não criar mais e mais regras! Temos de viabilizar o sistema judiciário para que ele de fato seja útil e socialmente prestativo. Assim, e apenas assim, o Brasil realmente dei‐ xará de ser uma colônia de seus piores instintos.

Santa Luzia, na Feira dos Produtores da Cidade Nova, bancas de revistas, padarias, lojas e empresas dos bairros Cidade Nova, Silveira, Nova Floresta, partes da Renascença, Ipiranga, União e adjacências. Periodicidade: 25, junho a 06, julho/2012.

• Este jornal foi editado seguindo a Nova Ortografia da Língua Portuguesa èèè Os artigos assinados não espelham, necessariamente, a opinião do jornal, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.


FÉRIAS Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

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Fotos: Reprodução do MHNJB-UFMG

Colônias de Férias para encantar a garotada No Museu pode-se encontra várias réplicas de registros fósseis, como essa de Titanossauro

O

Museu de História Natural e Jardim Bo‐ tânico da UFMG promove de 16 a 20 de julho, a IV Colônia de Férias no Museu. Serão oferecidas ativi‐ dades recreativas e de entretenimento, com componentes artísticos e culturais e de divulga‐ ção científica para crian‐ ças de cinco a dez anos. A atividade integra o Inverno no Museu, do Projeto Quatro Estações e é realizada em parce‐ ria estabelecida com o Museu dos Brinquedos, do Instituto Cultural Luiza Azevedo Meyer. O Museu História Natural possui 600 mil m² de mata, sendo um

Trilha do Tronco Caído

dos poucos espaços de refúgio dentro da ci‐ dade de Belo Horizonte. A programação do Inverno no Museu in‐ clui oficinas, jogos didá‐ ticos, visitas a exposi‐ ções e caminhadas na mata, que objetivam a exploração de todo o es‐ paço. Serão oferecidas cem vagas – 50 pela manhã, das 8h às 12h; e 50 à tarde, das 13h30 e 17h30. Segundo a coorde‐ nação da Colônia, as vagas são limitadas. Por isso, os eventos têm cus‐ tos que variam de R$20,00 (um dia), a R$100,00 – período de uma semana. Partici‐ pantes da comunidade UFMG (filhos de servi‐ dores e alunos da

UFMG) e crianças da Vila Vilma não pagam. Se os pais quiserem dei‐ xar as crianças em pe‐ ríodo integral a taxa de inscrição fica em: dois períodos (manhã/ e tar‐ de) nos cinco dias da se‐ mana: R$ 200,00. Dois períodos, em um dia da semana, R$40,00. Para os organizado‐ res, “o Projeto Quatro Estações busca desen‐ volver no MHNJB‐ UFMG uma série de atividades artísticas, culturais e científicas a cada nova estação do ano e visa à renovação do espaço do Museu”. • Outras informa‐ ções pelo email: cenex@ mhnjb.ufmg.br e pelo telefone (31) 3461 4204.

Alameda do Museu de HN da UFMG

A criançada poderá observar micos estrelas na rica fauna do Museu


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TRÃNSITO Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

Moradores da Cidade Nova ag Trânsito na Cidade Nova e região é um convite ao estresse Santos Filho

D

esde 2011, quando a Empresa de Trans‐ porte e Trânsito de Belo Hori‐ zonte (BHTrans) consi‐ derou concluída a radical intervenção no trânsito na região da Cidade Nova, os mora‐ dores estão com os ner‐ vos à flor da pele. A BHTrans, sem qualquer consulta à po‐ pulação, modificou sentidos de direção em várias ruas da Cidade Nova e também do bairro Sagrada Família. Objetivo era facilitar o acesso ao Estádio Inde‐ pendência. O problema é que para beneficiar o esporte, milhares de pessoas ficaram preju‐ dicadas no seu direito de locomoção. Para quem está nos bairros Cidade Nova, União e adjacências e quer acesso à região Centro‐Sul da cidade, mas foge do trânsito caótico do túnel da La‐ goinha, o caminho passa por estreitas e es‐ buracadas ruas do Sa‐ grada Família. Visando a Copa do Mundo Fifa, em 2014, a BHTrans alterou o cor‐ redor da Rua Conse‐ lheiro Lafaiete em mão‐única, no sentido direcional centro/bair‐ ro. Especialistas dizem que o sentido contrário

Alterar a mão de direção da Rua Conselheiro Lafaiete, no sentido bairro-centro melhoraria a saída para quem está na região da Cidade Nova e, ainda, poderia aliviar o fluxo de trânsito na Av. Cristiano Machado e facilitar o acesso ao Estádio Independência (bairro/centro) é que seria o ideal, tendo em vista o alívio no vo‐ lume de veículos na Avenida Cristiano Ma‐ chado e a facilidade de acesso à região Centro‐ Sul para os motoristas via ruas Dr. Júlio Ota‐ viano Ferreira, Tabelião

Ferreira e Avenida José Cândido da Silveira. O acesso ao Cidade Nova e região poderia se dar por pelo menos quatro vias: Jarbas Vidal Gomes, Dr. Júlio Ota‐ viano Ferreira, Pimenta da Veiga e Luther King, com o retorno na Av.

José Cândido da Sil‐ veira voltando à sua posição anterior. Esta modificação atenderia, ainda, com maior rapi‐ dez e segurança, o acesso ao bairro Sil‐ veira, bastando para isso a instalação de se‐ máforo no cruzamento

com a Rua Luther King. Moradores gosta‐ riam que a BHTrans promovesse esta dis‐ cussão com a comuni‐ dade para trazer har‐ monia ao trânsito na re‐ gião. Mesmo porque a população tem a sensa‐ ção que todas essas mo‐

dificações ainda fazem parte de estudos da empresa municipal de trânsito, tendo em vista que existem improvisa‐ ção de cavaletes, tam‐ bores e cones sinali‐ zando mudanças de di‐ reção em ruas impor‐ tantes. è

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TRÃNSITO Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

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uardam mudanças no trânsito Fotos: Santos Filho

Este é o caso da Rua Cel. Pedro Paulo Pe‐ nido. Depois das altera‐ ções da BHTrans a via ficou com mão‐dupla em toda extensão com exceção de uma única quadra em mão única, próxima a restaurantes e lojas que se benefi‐ ciam com estaciona‐ mento em 45 graus. Especialistas dizem que esta alteração corta, sem qualquer senso, o fluxo do trânsito em direção à Feira dos Produtores, principal entreposto co‐ mercial da região. Para complicar, o trânsito foi direcionado para a Rua Júlio Pereira da Silva, com estacionamento nas laterais. Resultado: em horários de grande movimentos o trânsito para completamente, e o buzinaço toma conta do local. Moradores já busca‐ ram socorro em várias instâncias da Prefeitura. Querem a volta da mão‐dupla na Rua Cel. Pedro Paulo Penido. Sugerem o fim do esta‐ cionamento em 45

graus naquela via, com a permissão para esta‐ cionamento no sentido linear nos dois lados da rua. Tal decisão favore‐ ceria o fluxo de veícu‐ los, traria maior segurança para moto‐ ristas e pedestres, facili‐ taria o acesso à Feira dos Produtores e devol‐ veria a paz para os mo‐ radores da Rua Júlio Pereira da Silva. A volta da mão‐dupla criaria um novo fluxo de acesso às avenidas José Cândido da Silveira e Cristiano Machado, através da Rua Nélson Soares de Faria, prosse‐ guimento da Cel. Pedro Paulo Penido, redu‐ zindo o impacto nas ou‐ tras ruas do bairro. O certo é que a situa‐ ção não pode continuar como está. A BHTrans melhorou a sinalização aqui e ali, trocou semá‐ foros de lugar ou colo‐ cou tambores no meio da rua para impedir in‐ vasões da via, mas ape‐ sar desses vários rearranjos a promessa de melhor fluidez do

trânsito na região até o momento não surtiu qualquer efeito. Pelo contrário, o trânsito na região hoje está para en‐ fartar qualquer moto‐ rista. Atualmente se leva o dobro, quando não o triplo, para cobrir qualquer trajeto de saída dos bairros, isto quando que acontece um impedimento qual‐ quer nas principais vias; por exemplo: um acidente envolvendo motoqueiro. Fato que ocorre todo o santo dia na cidade. O jornal Tribuna da Cidade Nova, repercu‐ tindo o desejo da popu‐ lação, solicita à Em‐ presa de Transportes e Trânsito de Belo Hori‐ zonte – que já foi consi‐ derada uma das melhores do Brasil – fazer uma pesquisa séria na região (sem in‐ gerência política), para que a BHTrans con‐ firme que os moradores não estão nada satisfei‐ tos, pois as mudanças afetam a tranquilidade de todos.x

Para os especialistas, não existe justificativa manter apenas uma quadra da Rua Cel. Pedro Paulo Penido em mão-única, ainda mais no sentido contrário à Feira dos Produtores

Cena cotidiana na Av. Cristiano Machado: motoristas à beira do estresse


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EM TEMPO Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

Vale a Pena Conferir Divulgação

Colégio Batista comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente com Escola Aberta

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m 5 de junho comemorou‐se o Dia Mundial do Meio Am‐ biente. Para ressaltar a impor‐ tância desta data para o Planeta, o Colégio Batista Mineiro pro‐ moveu no sábado, dia 2 de junho, uma nova edição do Projeto Escola Aberta. O evento contou com a presença de pais e alunos do Colégio, que partici‐ param de oficinas com os temas Corpo Biodiverso, Consumo Consciente, Sarau de Poemas e Biogincana. Entre os principais assuntos discu‐ tidos, pais e alunos aprenderam sobre a importância do cuidado com o corpo, e também conheceram traba‐

lhos desenvolvidos pelos alunos sobre consumo consciente e ouviram poe‐ mas sobre biodiversidade e sustenta‐ bilidade. O evento, que agrega brincadeiras à conscientização ambiental, faz parte do Projeto Eu Biodiverso, realizado com os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental do Batista. Esse projeto propõe refletir sobre as ameaças que têm colocado a vida do planeta em risco, trabalhando a formação de valo‐ res nos alunos e incentivando a busca de ações práticas no dia a dia que podem contribuir para a preservação e sustentabilidade do meio ambiente.

Comportamento

Foto: Reprodução

Pequenas ações, grandes soluções Enganam‐se muitos em acreditar que apenas os grandes feitos resultam em melhorias. Pequenas ações também devem ser consideradas, mesmo que sejam até simples demais. Em se tratando do poder público o fato é mais comum. Coisas que evitariam graves problemas não são resolvidas, não têm visibilidade. Confiram algumas situações: Arquivo Trib

CAÇAMBA NO CAMINHO Há mais de 50 dias noticiamos aqui a falta de bom senso e de fiscalização por parte do poder público, para o risco que representa uma caçamba instalada defronte a uma construção na Rua São Barto‐ lomeu , esquina com Rua Ca‐ pricórnio, no bairro Nova Floresta. O que custaria tirá‐la da Rua São Bartolomeu – que é estreita e uma das mais mo‐ vimentadas do bairro – e co‐ locá‐la na Rua Capricórnio, que não tem movimento algum? Esperar por algum acidente grave? Ação PBH...

ÁGUA LIMPA Acaba de ser aprovada na Câ‐ mara Municipal de BH, em pri‐ meiro turno, uma Lei de autoria da vereadora Pricila Teixeira, de‐ terminando que os vasilhames de água mineral de 20 litros. Sejam todos embalados, evitando‐se assim a contaminação da água que estamos bebendo. Você já viu onde estes galões são armazena‐ dos? Como são transportados? Não custa dar uma olhada. Arquivo Trib

QUEM NÃO CUIDA NÃO É DONO No momento em que nossa região regis‐ tra graves ocorrências policiais, é de se lamentar o descaso dos agentes públicos para com nossa região. A passarela em frente à Feira dos Produtores na Av. Cris‐ tiano Machado, já é de conhecimento da maioria dos moradores. Constata‐se que ali tem um imóvel que pertence ao mu‐ nicípio, abandonado, entregue ao próprio tempo. Quanto custaria a algum agente público interceder junto a Policia Militar e colocar ali uma base da PM para maior segurança da população? A comunidade clama por mais atenção e a administração pública não se faz pre‐ sente. Permite o uso indevido da área para estacionamento e dormitório de desocupados.


TRÂNSITO Belo Horizonte, 25 de junho a 06 de julho, 2012 - Edição N. 57

7 Reprodução

Paulina: um exemplo a seguir

O

s seguidores de Cristo s e m p r e foram critica‐ dos por possuírem imagens. Es‐ ses mes‐ mos críticos, se forem pesquisados, guardam em suas carteiras, em residências ou mesmo em seus escritórios, fotos de entes queridos para deles con‐ servar sempre na memória suas feições e sorrisos carinhosos. Assim, pro‐ curamos venerar em nossas igrejas aqueles que nos lembram do fundador de nossa reli‐ gião: Jesus Cristo e de todos os que represen‐ tam para nós seguido‐ res do seu evangelho. Neste contexto fazemos lembrança e a comuni‐ dade da Nova Floresta tomou como exemplo a seguir, Santa Madre Paulina. Nascida em Vígolo, na Itália, como Amábile Lucia Visintainer, emi‐ grou‐se, juntamente com seus familiares, para o Brasil no ano de 1873. Aportou em Itajaí, Santa Catarina, onde iniciou a sua missão de

protetora dos doentes e oprimidos. Mulher de grande coragem e fibra trentinas, fez do seu lema: “nunca, jamais desanimeis, embora ve‐ nham ventos contrá‐ rios. Tende grande confiança em Deus e em Maria Imaculada. Permanecei firmes e ide adiante.” Toda uma trajetória humana aco‐ lhendo, salvando, cui‐ dando dos fracos, marginalizados e sem arrimo. Viveu como verdadeiro instru‐ mento de Cristo fa‐ zendo o reino de Deus acontecer no meio onde vivia. Madre Paulina es‐ tava sempre voltada para ajudar o mais ne‐ cessitado. Entregava sua própria merenda, dividindo o pão com a coleguinha que não possuía em casa o que trazer para a sala de aula. Ainda na Itália cuidou com desvelo de sua querida avó, de quem recebeu uma bênção particular, antes de partir para a Amé‐ rica: “como foste gene‐ rosa e doce para

comigo, tu o serás com tantos outros no mundo novo aonde irás; muitos te recorda‐ rão, como eu, com gra‐ tidão e amor”. Tal como uma profecia estes di‐ zeres se cumpriram e hoje, inúmeras pessoas, dentre elas a Comuni‐ dade Santa Paulina da Nova Floresta, procura fazer memória de sua vida e seguir o seu exemplo. Santa Madre Pau‐ lina fundou com grande dificuldade, porém com grande en‐ tusiasmo, a Congrega‐ ção das Irmãzinhas do Sagrado Coração Ima‐ culado de Maria, res‐ ponsáveis pelo educandário, hoje de‐ nominado Colégio Magnum. No ano de 1988, o papa concedeu à religiosa o título de Venerável. Ou seja, o vaticano reconheceu que em diversos pontos do Brasil havia segui‐ dores de Madre Pau‐ lina. Em 1990, depois de vinte e quatro anos de investigações médi‐ cas e espirituais, o Vati‐ cano confirmou a

veracidade do primeiro milagre da religiosa, ocorrido em 1996, com a cura da catarinense Eluíza Rosa de Souza. Em 18 de ou‐ tubro de 1991. Quando esteve em Florianópo‐ lis, capital de Santa Catarina, o Papa João Paulo II a proclama ofi‐ cial e solene‐ mente “bem aventurada”, Madre Paulina do Coração Ago‐ nizante de Jesus, a nossa Amábile Visintainer. O tribunal eclesiás‐ tico da igreja católica, em 14 de dezembro de 2000, confirmou a vera‐ cidade do segundo mi‐ lagre da religiosa, concebido no dia 5 de junho de 1992, com a cura da menina Iza Bruna Vieira, em Rio Branco, Estado do Acre. Em 7 de julho de 2001, o Papa assinou o termo para confirmar a veracidade dos dois

milagres de Madre Paulina. No dia 26 de fevereiro de 2002, João Paulo II anunciou a sua canonização. E, final‐ mente, no dia 19 de maio de 2002, Madre Paulina foi elevada aos altares, recebendo o tí‐ tulo de primeira santa do Brasil: Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Inúmeros milagres são a ela atribuídos princi‐

palmente curas de cân‐ cer. Assim como a se‐ mente de mostarda, embora de ínfimo ta‐ manho se transforma em árvores frondosas, Santa Madre Paulina fez e faz germinar neste mundo conturbado o verdadeiro sentido da caridade e do amor ao próximo. (*)Texto compilado da Comunidade Madre Paulina


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Trânsito: moradores à beira de ataques de nervos

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