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Ano VI - Edição N. 64 - Belo Horizonte, 18 de março a 24 de abril, de 2013

Opinião O novo secretariado da PBH...............................................................................................................................Página 2 Arquivo Trib

Campus da UEMG: apenas promessa N

em a ‘força’ política de quatro governadores foi possível, até o momento, viabilizar a construção definitiva da Universidade Estadual do Estado de Minas Gerais (UEMG) na região da Cidade Nova. Engavetado, há pelo menos 16 anos, na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia o projeto que prevê a constru‐ ção do complexo universitário estadual mineiro adormece, em gavetas burocráticas, sem previsão de início das obras. Detalhes na Página 3

Passarela da gambiarra

Faixas: uma poluição cara

Vale a Pena Conferir

A quaresma e o bacalhau

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Aniversário do Padre João Com uma grande e concorrida celebração foi comemorado o aniversário do Padre João de Deus Dantas, pároco da Igreja de Santa Luzia, numa demons‐ tração do quanto ele é querido e estimado pela comunidade. Veja mais na página 7


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POLÍTICA & OPINIÃO

Belo Horizonte, 18 de março a 24 de abril, 2013 - Edição N. 64

Lacerda e seu novo secretariado

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Administração Municipal acaba de tudo parece que vai continuar como antes. anunciar seu novo secretariado. Houve apenas a troca do Secretário Regional, Como já era de se esperar, grande por sinal, também uma pessoa íntegra, com parte dos nomeados são amigos e qualificação profissional, e do mesmo partido antigos auxiliares do Prefeito na de seus antecessores. iniciativa privada; indicações de partidos polí‐ Ele também já foi candidato a Vereador e, ticos; de Senador; de Governador; vereadores, naturalmente, foi colocado ali como indicação ex‐vereadores derrotados pelas urnas. Tam‐ de seu partido, seguindo orientação de seus bém não ficaram de fora, como já era esperado, apadrinhados, com certeza candidatos a Depu‐ alguns “companheiros” que há pouco tempo, tados nas próximas eleições. Esperamos que eram aguerridos mili‐ não continue focando Intervenção sobre arte do jornalista Graciano Coutinho tantes, de carteirinha a administração re‐ que, de uma hora gional nordeste para para outra, para ga‐ fins políticos‐eleito‐ rantir seu status e em‐ reiros, deixando as prego, rasgaram suas questões administra‐ filiações partidárias tivas, que são muito se tornaram Lacerdis‐ sérias, em segundo tas desde criancinhas. plano. Agiu acertada‐ Com certeza toda mente o Prefeito em Belo Horizonte espe‐ privilegiar profissio‐ rava mais indepen‐ nais especializados dência do prefeito em em diversas áreas, seu segundo mandato técnicos, além de re‐ da atual administra‐ conhecer e dar a ção, já que no ante‐ oportunidade para os rior, teve que competentes funcio‐ compartilhar e se sub‐ nários públicos de meter à orientação de carreira. Ressalte‐se seus antigos “compa‐ com toda proprie‐ nheiros”. Acredita‐ dade, a acertada indi‐ mos que em curto cação de Sueli Baliza prazo o prefeito, para a pasta da Edu‐ mesmo pouco afeito à cação. esfera da política, promoverá as devidas corre‐ Por aqui, na Região Nordeste, onde a Ad‐ ções de percurso, evitando que o constatado ministração Municipal levou um “susto” no na Regional Nordeste não se alastre para as último pleito do candidato a Prefeito, Patrus demais regionais, comprometendo seriamente Ananias ‐ devido a uma administrações pouco sua possível e previsível candidatura a Gover‐ eficiente e a expressiva votação do ex‐prefeito ‐ nador do Estado. Divulgação

homicídios cometidos por impulso e por motivos fúteis. Parti‐ cipe você também! Na foto o Procurador‐ Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, Dr. Carlos André Mariani Bittencourt e o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, Emiro Barbini, no lan‐ çamento da campanha em Minas Gerais.

SINEP-MG, reconhecida atuação “Conte até 10. Paz. Essa é a atitude”. Com essa mensagem foi lançada em Belo Horizonte pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, com o apoio do SINEP‐MG e de diversas entida‐ des, a campanha "Conte até 10 para diminuir violência", que visa estimular a reflexão acerca dos

Obra bizarra no Parque JCS Prezados, Utilizo a José Cândido para prá‐ tica de corrida. Também me as‐ sustei com aquela “obra” de mau gosto: pneus pintados de azul, de‐ pendurados em galhos finos das árvores! Fiquei‐me perguntando sobre a utilidade daquilo! Ne‐ nhuma, pois não há ali segurança, conforto ou motivação para brin‐ cadeiras (infantis, é claro, pois adulto não fará nada com aquilo). TRIBUNA DA CIDADE NOVA EDIÇÃO N. 64 Editores: Lucas Martins Reg. Prof. MG 02485 JP Eugênio Oliveira Reg. Prof. MG 03478 JP Fotografia: Santos Filho

E o jornal tem razão: as placas de argamassa estão soltando do chão e fazendo a gente tropeçar! Quanto às lixeiras da José Cân‐ dido: que bom que tocaram no as‐ sunto. Às vezes, volto com lixo para casa, pois a PBH não se dig‐ nou a colocar lixeiras ali! O TCN contou até muito. Eu só conheço duas (e uma está meio escondida). Quanto custa uma lixeira? Custa BOA VONTADE. Boa vontade, aliás, responsável pelas inúmeras propagandas irre‐ gulares na época das eleições! A José Cândido da Silveira ficou lo‐ cupletada de propaganda ilegal e nenhum dos que ganhou a eleição fez nada por ela! Que tristeza! Que vergonha! Ulysses Martins ‐ Morador no bairro Silveira

Sr. Editor As drogas são certamente o mal que mais assola as famílias e jo‐ vens em todo o mundo, e isso não somente ocorre com as pessoas comuns, mas acomete todos os se‐ guimentos da sociedade, e dela não estão livre os famosos os ar‐ tistas também são alvos das dro‐ gas, talvez por se sentirem sozinhos em decorrência da fama, ou ainda por terem uma alma tão sensível que as mazelas do mundo acabam por dominar seus instintos, tomando‐os pouco a pouco para si. A verdade é uma só, grande maioria destes artistas possuem uma vida triste vazia e são cerca‐ dos por falsos amigos que os esti‐ mulam a ações absurdas e que não servem de postura alguma diante da nossa sociedade.

Sobre a morte de Chorão do Charlei Brow Jr

Marcos Maracanã ‐ Apresentador da TV Record Minas

Colaboradores: Guilherme Avelar, Luís Góes, Rodrigo Denúbila. Redação: Rua Irmãos Kennedy, 114/06 Cidade Nova - Belo Horizonte M. Gerais - 31170-130 Telefax: (31) 3484 0480 e (31) 9955 8447. E-mail Redação: tribunabh@gmail.com

Site: www.tribunabh.com.br Twitter: @tribunabh Edição Digital: www.issuu.com/tribucity O Tribuna da Cidade Nova é uma publicação da Logos Editora Ltda. – Registrado no Cartório Jero Oliva, documentação arquivada naquela Serventia em

12/09/2007, no Registro nº 1.143, no Livro A. Logos Editora Ltda. Reg. na JUCEMG sob o nº 3120431497 - CNPJ 25.712.977/0001-62. Inscrição Estadcual nº 62.881.449.00-81. Circulação: O jornal é distribuído de casa em casa, na Paróquia de Santa Luzia,

PT 20 anos Por Guilherme Nunes Avelar – Advogado

Arquivo Trib

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egistra a crônica política que o então todo pode‐ roso ministro das Co‐ municações e verdadeiro ideólogo do governo tucano de Fer‐ nando Henrique Car‐ doso teria dito que seu partido, o PSDB, estaria estruturando uma ação governativa e uma base de apoio capaz de per‐ manecer à frente do go‐ verno federal por duas décadas. Verdade ou lenda, o certo é que tal vaticínio tem tudo para se revelar real, mas, ironicamente, em favor do maior ad‐ versário daquele go‐ verno a que pertenceu o falecido Sérgio Mota, autor daquela inconfi‐ dência predestinatória. Já são três os manda‐ tos sucessivos dos petis‐ tas na presidência da República (2003‐2008 com Lula e 2009‐2014 com Dilma), sendo muito pouco provável que a atual dirigente máxima do País perca as próximas eleições, em processo no qual dispu‐ tará a recondução ao cargo que hoje ocupa. Se há algo que as ree‐ leições ensinaram, em todo o Brasil, qualquer que seja a natureza fede‐ rativa do pleito, somente em situações muito es‐ peciais o titular do cargo perde a eleição, quando ele próprio a disputa; os números falam, de forma eloquente, por si só. Apenas em situações extremas o mandatário perde para si mesmo: uma grave e incontrolá‐ vel crise, uma conjuga‐ ção de forças nova e imbatível, ou um go‐ verno pífio. As crises que vive‐ mos são de caráter coti‐ diano, com pouco perfil de se tornar arrasadoras (felizmente!). Dos candidatos alter‐ nativos que se apresen‐ tam visíveis no futuro imediato, Aécio Neves e Eduardo Campos até são considerados bons articuladores, mas ‐ seja‐ mos honestos ‐, não con‐ figuram exatamente uma novidade, pelo que pouco há a se temer sob o manto do imponderá‐ vel, do imprevisível. Mais ainda, a linha político‐eleitoral de

na Feira dos Produtores da Cidade Nova, bancas de revistas, padarias, lojas e empresas dos bairros Cidade Nova, Silveira, Nova Floresta, partes da Renascença, Ipiranga, União e adjacências. Periodicidade: 18 de fevereiro de março a 24 de

ambos, até o presente momento, tem se pau‐ tado pela “mornice”, e como são eles que terão de se contrapor a quem está no poder ‐ e que, portanto, aparece quase diariamente nas man‐ chetes ‐, cabe a eles criar fatos novos e vistosos, capazes de incluírem‐ nos no imaginário popu‐ lar, algo que não têm conseguido e, acho, nem mesmo têm tentado. A antiga ideia de que se faz eleição apenas no ano do pleito até vale, um tanto quanto, mas em absoluto tem valia para os candidatos que precisam se fazer conhe‐ cidos do grande público, em todos os estados, cir‐ cunstância exata dos dois candidatos em questão. A alternativa que já se posiciona no tabuleiro da eleição é Marina Silva, plenamente co‐ nhecida pela disputa vistosa que protagoni‐ zou em 2008, mas que dificilmente repetirá a performance anterior, por não se revestir mais da aura de azarão, de novidade. Nesse cenário, Dilma é mesmo a mais forte aposta para 2014, fato que implica o alonga‐ mento potencial do PT no governo para 16 anos; depois dela ‐ e su‐ premo fantasma dos oposicionistas atuais ‐, há a grande possibili‐ dade de Lula querer votar. E, convenhamos, Lula é, ainda, um “baita” candidato; mesmo que eu, pessoal‐ mente, o considere o pior dos gestores, inegá‐ vel que, como “bicho político”. É só lembrar que, crí‐ tico contumaz das medi‐ das governativas dos tucanos, as manteve in‐ tegralmente, além de se ter locupletado de tudo o que criticou e ainda ci‐ nicamente critica!

abril de 2013. Este jornal foi editado seguindo a Nova Ortografia da Língua Portuguesa. èèè Os artigos assinados não espelham, necessariamente, a opinião do jornal, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.


EDUCAÇÃO

Belo Horizonte, 18 de março a 24 de abril, 2013 - Edição N. 64

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Projeto do Campus-BH da UEMG é só promessa GOVERNO DE MINAS ESTÁ ESPERANDO AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA INICIAR AS OBRAS DO CAMPUS-BH?

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campus uni‐ versitário da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) está previsto para ser construído em um ter‐ reno de cerca de 110 mil metros quadrados, que fica às margens da Av. José Cândido da Sil‐ veira, no bairro Cidade Nova, região nordeste de Belo Horizonte. O projeto visava atender cerca de oito mil estu‐ dante, mas, até o mo‐ mento, nenhuma das obras de construção dos cinco prédios previstos, incluindo a unidade da reitoria, foi iniciada. O terreno onde se pre‐ tende instalar o novo campus estudantil foi doado pelo governo do Estado na gestão do ex‐ governador Azeredo. De lá pra cá, já pas‐ saram pelo Palácio da Liberdade, os governa‐ dores Itamar Franco, Aécio Neves (em dois mandatos) e estamos no segundo mandato

do governador Anasta‐ sia, e a obra da UEMG ainda não saiu do papel. Atualmente, onde se pretende construir o complexo universitário ligado ao Governo de Minas, o que se vê é uma imensa área livre, com apenas a constru‐ ção de um prédio para instalação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Ge‐ rais (Fapemig). Um convênio assinado em Março de 2011, entre Fapemig e UEMG per‐ mitiu a instalação da Fundação de Amparo a Pesquisa no local. Em troca, a Fapemig irá fi‐ nanciar a construção de dois edifícios, onde fun‐ cionarão a Faculdade de Educação e a Escola de Música. Serão dois prédios com quatro an‐ dares cada um. A previsão inicial do projeto contempla a construção do prédio da Faculdade de Políti‐ cas Públicas, Escola

Guignard, Escola de Música e Faculdade de Educação. A região onde funcionará o Campus‐BH da UEMG receberá o nome de “Cidade da Ciência e do Conhecimento”. Nas proximidades já funcionam importantes empresas na área tecno‐ lógica, como o serviço Federal de Processa‐ mento de Dados (Ser‐ pro), Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), a Em‐ presa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Fun‐ dação Biominas e, futu‐ ramente, a Fapemig, cuja edificação está em fase final em parte do terreno anteriormente destinado à UEMG. Promessa – Em res‐ posta a reportagem do Tribuna da Cidade Nova, a Assessoria de Im‐ prensa da UEMG, in‐ formou que até o final do mês abril/2013, as obras de construção do Campus‐BH devem ser iniciadas. Um novo edi‐ tal deverá ser lançado. A UEMG informou, também, que um ter‐

Como a UEMG não sai do papel, o Governo Estadual ocupou parte do terreno para construir prédio da Fapemig reno pertencente à Uni‐ versidade, também na Av. José Cândido da Silveira, será vendido e todo o recurso levan‐ tado utilizado nas obras de construção do novo campus. O terreno onde se espera que será cons‐ truído o Campus‐BH da UEMG, no passado, trouxe muita dor de ca‐ beça aos moradores da região. Na imensa área vazia, o governo da época pretendia cons‐

UEMG espera, desde 1997, recursos para erguer o Campus-BH no terreno de 110 mil metros quadrados truir uma unidade pe‐ nitenciária. Contrários à proposta de construção do presídio, moradores e empresários da Ci‐ dade Nova se mobiliza‐

ram e, através de pas‐ seatas e muita luta, con‐ seguiram barrar a proposta de implanta‐ ção da unidade prisio‐ nal na região.


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CIDADE NOVA/SILVEIRA

Passarela na Cristiano Machado: vergonha, gambiarra e perigo PASSARELA É NECESSÁRIA POR CAUSA DA LINHA VERDE E DO BRT, MAS ESTÁ SEMI‐ACABADA E O IMPROVISO FLAGRANTE COLOCA EM RISCO A INTEGRIDADE DO CIDADÃO QUE SE ARRISCA A UTILIZAR ESSE EQUIPAMENTO DE LIGAÇÃO ENTRE OS BAIRROS CIDADE NOVA E SILVEIRA Fotos: Arquivo Trib

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á vários anos de‐ nunciamos aqui, nas di‐ versas edições do TCN, o descaso do poder pú‐ blico e sua incapaci‐ dade para resolver até pequenas questões em nossa região. Não é de hoje que em diversas reportagens o jornal aponta os erros e cha‐ ma a atenção para o que se passa na passa‐ rela para pedestres na Av. Cristiano Ma‐ chado, próximo à Feira dos Produtores, na di‐ visa dos bairros Sil‐ veira e Cidade Nova. Da mesma forma, o jornal chama a atenção para o imóvel público, que se encontra subuti‐ lizado em uma das ex‐ tremidades da passa‐ rela, no lado do bairro Silveira. O imóvel foi desapropriado para a instalação da passarela e já deveria ter ser des‐ tinado à Policia Militar, que poderia instalar no local uma base da PM, garantindo, no míni‐ mo, maior segurança no local. Como é de co‐ nhecimento de todos os moradores e autori‐ dades municipais, pas‐ sarela na cidade de Belo Horizonte se transformou em ponto de desocupados e mar‐ ginais, que ameaçam e tiram o sossego dos que se arriscam a utili‐ zar este tipo de equipa‐ mento. A omissão do Poder Público chega a ser até curiosa. Cabe até utili‐ zar aquelas máximas: “fingir de morto”, “ficar quieto que a poeira se assenta”, “o povo que se arrume”... Pois é. Uma passa‐ rela que foi construída com recursos do Minas Shopping – em contra‐ partida de sua primeira expansão –, está aí , pela metade, feia, suja, sem cobertura e ilumi‐ nação, com piso de concreto grosso e gra‐ dil amarrado com arame, levando insegu‐ rança ao cidadão. Um equipamento público que deveria ser

A passarela que liga os bairros Cidade Nova e Silveira é uma demonstração de pouco caso da Administração Regional com essas comunidades, apesar do elevado valor do IPTU cobrado na região uma solução para toda a comunidade está se tornando um tor‐ mento. Cheio de gam‐ biarras. Uma imensa e complexa estrutura que, semiabandonado, está servindo de ponto de apoio para margi‐ nais e desocupados além de estaciona‐ mento clandestino, com um bom imóvel ocioso em sua base. É uma vergonha, um atestado de des‐ caso para com a coisa pública. Já se passaram pela Administração Re‐ gional Nordeste pelo menos três secretários e nenhum deu impor‐ tância ao problema. A prevalecer essa situa‐ ção, já que a Adminis‐ tração Regional Nor‐ deste não se manifesta, e muito menos algum vereador, não haverá outro caminho senão pedir a pronta inter‐ venção do Ministério Público Estadual para garantir o respeito para com a coisa pública e o mínimo de segurança para a comunidade da Regional Nordeste.

Poucos são os que se arriscam a utilizar a Passarela das Feiras dos Produtores. Equipamento não tem segurança e está cheio de gambirras, como se pode ver nessas fotos


CIDADE NOVA/SILVEIRA

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Faixas e propagandas irregulares Santos Filho

Arquivo Trib

Santos Filho

Arquivo Trib

Poluição que dói no bolso. Um mau negócio

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s faixas publicitárias, comerciais ou não, continuam poluindo a Região Nordeste da capital mineira. Cente‐ nas de faixas e equipamentos publi‐ citários, de propagandas irregulares, até já fazem parte da cena urbana de nossa região, virou uma rotina. Apesar do empenho de fiscais da Adminis‐ tração Regional da PBH, que retiram faixas pelas ruas dos bairros, os poluidores continuam agindo, contando com a sorte, acreditando na impunidade, achando mais barato arriscar e pagar a multa. Não custa lembrar aos infratores que a aven‐ tura custa muito caro. Confira: Ficam os infratores identificados cientifica‐ dos da emissão do auto de infração por instalar faixa em logradouro público, com mensagens não veiculadas pelo poder público, sem caráter institucional, conforme Lei 8616/03, artigo 189, caput, regulamentada pelo Decreto 14060/10. PENALIDADES: Multa aplicável em dobro ou em triplo em caso de reincidência, consoante Lei 8616/03, artigos 307 e 311, Decreto 14060/10, ar 135 e Lei 8147/00. Valor da multa: R$ 2.264,60 – Dois Mil Duzentos e Sessenta e Quatro Reais, e Sessenta Centavos.

Péssimo hábito: Instalações de centenas de faixas de publicidade sujam o visual da Região Nordeste de Belo Horizonte


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EM TEMPO

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VALE A PENA CONFERIR Editora Althea lança o livro Bordados do Brasil, a arte de Militão dos Santos Este livro é o resul‐ tado de um processo coletivo que reuniu in‐ tegrantes de três gru‐ pos de bordado de cidades distantes – Ci‐ randa Bordadeira, de São Paulo‐SP, Roda de Bor‐ dado e Respigar, de Flo‐ rianópolis‐SC movidos pelo desejo comum de expressar com linhas, agulhas e criatividade o universo da alma do mestre dos pincéis Mi‐ litão dos Santos, repre‐ sentante da arte naif e social de grande parte residente em Recife‐ da população deste PE, que tão bem repre‐ país. senta o cenário afetivo Nosso desafio foi

Exposição de fotografias – Os pobres e as cidades

O competente e estimado eco‐ nomista, psicanalista, jornalista e Fotos: Divulgação professor Antonio Galvão dá um verdadeiro presente para os minei‐ ros. Expõe na Câmara Municipal de Belo Horizonte mais um de seus recentes trabalhos, a exposi‐ ção de fotografias “Os pobres e as cidades”. Um conjunto de imagens A Diretora Geral da Editora que, como olhar clínico de Galvão, Althea, Theia Dias convida sua simplicidade e talento, traz à toda a comunidade para par- tona um pouco da cena mineira, ticipar do grande evento

do nosso dia a dia. O TribunaBH conferiu e recomenda. “Barulho de afeto toca os movi‐ mentos do coração” “Só aprecia a simplicidade quem carrega na alma a delicadeza da sensibilidade” Galvão. LOCAL: Câmara Municipal de Belo Horizonte ‐ Av. dos An‐ dradas, 3.100 – Espaço Ferrarinha DATA: 14 a 26 de março de 2013.

transpor para os teci‐ dos a beleza e as cores vibrantes sempre pre‐ sentes na obra do pin‐ tor que exprimem para Militão “o prazer e a fe‐ licidade da alma no momento da criação”. Foto: Liliane Silva

Professor Antonio Galvão, exemplo de simplicidade, muita competência e talento

Em abril, Belo Horizonte será a Capital das Orquídeas Loja da Automark, na Av. Antonio Carlos

Automark A Automark Kia re‐ ceberá clientes de Kia Picanto, Soul, Sorento,

Cerato e Sportage 2011 na unidade Pampulha (Av. Antônio Carlos 7.367) para a Clínica de Serviços nos dias 20 a 22 de Março. O cliente ganhará 15% de

desconto em peças, óleo de motor e mão de obra além de café com brindes. O pré agendamento acontece por telefone, (31) 3504 3100.

Entre os dias 26 a 28 de abril, Belo Horizonte sediará duas impor‐ tantes exposições de orquídeas do Estado: a 64ª Exposição Oficial de Orquídeas e a 19ª Ex‐ posição Nacional da Cattleya Walkeriana, que acontece no Minascen‐ tro (entrada pela Rua Guajajaras, 1022, Cen‐

tro). O evento, pro‐ movido pela Sociedade Orquidófila de Belo Horizonte, é gratuito e aberto ao público. A abertura solene da exposição acontecerá no dia 26 de abril, ape‐ nas para convidados, de 20 às 22 horas. No sábado (27), a exposição estará aberta à visitação

pública de 9 às 22 horas e, no domingo (28), de 9 às 18 horas. O público poderá apreciar a beleza rara dessa planta e conhecer seus diferentes gêneros e espécies, perfumes, cores e formatos. Além disso, poderá saber mais sobre o seu cultivo e preservação.


NOSSA GENTE

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Aniversário do Padre João, grande liderança da Cidade Nova

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aniversário do nosso querido amigo Padre João de Deus Dantas, pároco da Igreja de Santa Luzia, já é digno de constar no calendá‐ rio de eventos de nossa comunidade, tamanha é a expectativa em torno do acontecimento, bem como a expressiva pre‐ sença da comunidade nas comemorações e na celebração, lotando a Igreja. Desta vez não pode‐ ria ter sido diferente. Na concorrida celebração estava lá o Padre João, cercado de amigos e pa‐ rentes, com a simplici‐ dade e sabedoria de sempre, comum aos grandes líderes, rece‐ bendo os cumprimen‐ tos e as calorosas manifestações de apreço e amizade. É inestimável folha de serviços prestados à

Fotos: Arquivo Trib

Cidade Nova é intensa e digna de toda nossa consideração. Ele come‐ çou a trabalhar na Ci‐ dade Nova, em setembro de 1973, quando o bairro se apresentava ainda como um ousado pro‐ jeto, com suas primeiras casas acolhendo mora‐ dores que chegavam dos mais diversos luga‐ res. Praticamente, não havia nenhuma cons‐ ciência comunitária que desse respaldo à cons‐ trução de um templo re‐ ligioso. Iniciaram‐se os contatos pessoais, as de‐ mandas junto à prefei‐ tura municipal, numa maratona de reuniões até que a doação do ter‐ reno aconteceu. No dia 13 de dezembro de 1975 Dom João Resende Costa procedeu à bên‐ ção litúrgica da pedra fundamental e assim começava a tomar corpo o sonho de todos:

a construção da Paró‐ quia de Santa Luzia. E por aí vai a série de ações desenvolvidas pelo nosso Padre João de Deus junto à nossa comunidade. A criação da Rádio Cidade Nova FM; a criação do Parque Ecológico Marcos Maz‐ zoni, a criação do Par‐ que da Matinha; criação da Ação Social e Paro‐ quial da Cidade Nova; a luta pela instalação da UEMG, na defesa da Rede de Vizinhos Prote‐ gidos na Cidade Nova e uma série de iniciativas que tornam nossa re‐ gião seja bem melhor para se viver. Para nós, moradores da região, e da equipe do jornal Tribuna da Cidade Nova, é um privilégio tê‐lo como amigo e colaborador. Que Deus ilumine sempre seu caminho com saúde, alegria e sabedoria.

Padre João de Deus com seus familiares, Marieta e Júlio

Padre João reunido com representantes da UEMG, na defesa dos interesses da comunidade

Padre João é estimado por toda comunidade da Cidade Nova e região


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BOA MESA Belo Horizonte, 18 de março a 24 de abril, 2013 - Edição N. 64

Quaresma pede bacalhau do Restaurante do Porto Tradicional restaurante da Capital oferece uma variedade de pratos à base de bacalhau e peixes

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Restaurante do Porto é uma das op‐ ções gastro‐ nômicas ideais para aqueles que não abrem mão de saborear pra‐ tos à base de peixe du‐ rante a Quaresma. Isso porque há 44 anos se tornou um dos maio‐ res especialistas no preparo de receitas, oferecendo um cardá‐ pio diferenciado com pratos de dar água na boca. Com duas unidades na Capital (Lourdes e Cidade Nova), os clien‐ tes podem encontrar as tradicionais bacalhoa‐ das (porção 600g), entre elas Gomes de Sá (R$ 92,00); grelhada com batata, brócolis ao alho e óleo (R$ 180,00); bacalhau assado ao forno (R$ 180,00); Zé do Pipo (109,00) etc. Há também opções de outros tipos de pei‐ xes entre surubim, ba‐ dejo e camarão:

Na unidade Cidade Nova o Restaurante do Porto conta com amplo e confortável salão

O Restaurante do Porto, na Cidade Nova, serve o tradicional Bacalhau grelhado com arroz de Braga

surubim a Belmonier (102,00); surubim gre‐ lhado com arroz, bró‐ colis e batatas coradas (R$98,00); surubim gre‐ lhado com molho de camarão (R$ 102,00); moqueca de badejo (R$ 102,00); moqueca de camarão com dez uni‐

dades (R$ 208,00) etc. Vale ressaltar que o público ainda tem à disposição porções de bolinhos de bacalhau (R$ 25,00), saladas (entre R$ 26,00 e R$ 49,00) além de frango e carnes vermelhas. Carta de vinhos

para combinar A carta de vinhos do Restaurante do Porto tem cerca de 50 rótulos cujos preços variam entre R$ 49 e R$ 180. “As bebidas vêm de países como Portugal, Chile, Argen‐ tina, Espanha, Itália e foram selecionadas para combinar com nossos pratos”, com‐ pleta Leonardo Al‐ meida Duarte. Delivery Para aqueles que preferem saborear os pratos em casa, o res‐ taurante oferece um

serviço de delivery e garante a qualidade da entrega do produto. “Temos uma embala‐ gem diferenciada em que os pratos são bem selados e chegam em perfeitas condições às residências dos cliente”, reforça. Sobre o restaurante O Restaurante do Porto está no mercado há 44 anos. Com duas unidades em Belo Ho‐ rizonte, localizadas na Rua Espírito Santo, 1507, Lourdes, e na Rua Conselheiro La‐ faiete, 2099, Cidade

Nova, é considerado o maior vendedor de ba‐ calhau do Estado e um dos maiores do Brasil — são duas toneladas e meia por mês. As casas funcionam diariamente de 11 horas à meia noite (com intervalo, de se‐ gunda à quinta‐feira, de 15 às 17 horas). Há manobristas nas duas unidades e, na filial Ci‐ dade Nova, há música instrumental com piano à noite. Informações e deli‐ very: 3482‐9870 (uni‐ dade Cidade Nova).


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