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Setembro de 2012 | Ano 3 | Número 6 | www.colegioevolucaopb.com.br

Práticas Sociais

e os Saberes e Aprendizagens Escolares  O principal objetivo da escola era simplificar o mundo para que os alunos pudessem compreendê-lo. Hoje, a educação caminha em busca de aproximar o aluno do mundo cotidiano. Olimpíadas:

Evolutur:

Exercitando o aprendizado

São João:

Homenagem ao Rei do Baião

Roteiros educativos

Especial:

A hora da tarefa de casa


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DESTAQUES EDITORIAL

Página 04 São João Evolução: Homenagem ao Rei do baião

C

erta vez, Nietzsche disse que aquele que tem o “para quê”, tem o “como” facilitado. A máxima do filósofo alemão, considerado um dos pensadores

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mais influentes do século XIX, comunga à perfeição com os temas trazidos na sexta edição de nossa publicação. A

Olimpíadas na Educação Infantil: Exercitando o Aprendizado

ideia de aprendizagem significativa, relatada em cada uma das atividades apresentadas, parte do princípio de que somente desejamos conhecer quando encontramos

Página 11

uma justificativa que valha o esforço. E quando compreendemos o porquê de aprender, sabemos o

Especial: A hora da tarefa de casa

caminho a percorrer em busca do conhecimento.

Página 12

Na escola, provocar esse desejo no aluno, levando em conta sua subjetividade, é uma tarefa que exige

Bolsa de valores

compromisso com o mundo em que está inserido. Para tanto, deve-se promover práticas sociais que favoreçam a

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construção da cultura para a cidadania, através dos desafios

TDAH: um assunto que merece atenção

que o contato do aluno com a realidade fornece. Esta proposta está pautada na necessidade de converter

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a atual sociedade da informação em sociedade do saber. Ao apropriar-nos dos conhecimentos legados pela

Psicomotricidade

humanidade, somos capazes de superá-los para ser sujeitos de mudanças e não sujeitos passivos a elas. Disso se trata a

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pedagogia do Colégio Evolução: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda e, aprendendo, transforme.

Capa: Práticas Sociais e os Saberes e Aprendizagens Escolares

Página 20 Evolutur

EXPEDIENTE Evolução em Ação é uma publicação do Colégio e Curso Evolução www.colegioevolucaopb.com.br Direção Geral: Ana Luiza Peixoto Edição: Marcella Peixoto Malheiros Gabriela Peixoto

Ana Peixoto Diretora Pedagógica

Fotografia: Andiara Nascimento / Equipe João Ferreira

Colaboração: Gabriela Peixoto Marcella Peixoto Ana Peixoto Roberta Peixoto Carolina Peixoto Juliane Guimarães Alexandra Peregrino Polyana Rodrigues Matilde Barbosa Ana Beatriz Pachu Rodrigo Paes Alana Cruz Carlos Carvalho Rejane Galdino Projeto gráfico /Diagramação: Três Comunicação

Sugestão de pauta, artigo ou crítica: evolucaoemacao@colegioevolucaopb.com.br

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ESPAÇO VERDE

CONSUMO CONSCIENTE: Fome x Desperdício Marcella Peixoto

E

m um mundo onde, todos os dias, 24 mil pessoas (1 a cada 3,6 segundos) morrem de fome crônica, fazer uma reflexão sobre o consumo de alimentos é tarefa obrigatória. Nosso país produz 27,5% de alimentos a mais do que necessita para alimentar a sua população. No entanto, estima-se que cerca de 44 milhões de brasileiros passem fome. E o que acontece, então, com todo o alimento produzido? Vira lixo. Cada brasileiro gera em torno de um quilo de lixo por dia, sendo 65% material orgânico. Além disso, o Brasil é um dos países que mais desperdiçam alimentos antes de chegar ao mercado final. Problemas com processos de produção, armazenamento, transporte e consumo, fazem com que toneladas de comida virem lixo antes mesmo de chegar aos supermercados. E o que nós, cidadãos, podemos fazer para modificar esta realidade? É verdade que, quando falamos em sustentabilidade, temos um grande desafio pela frente. Mas, assim como quando se trata do gasto de energia ou coleta seletiva do lixo, por exemplo, algumas medidas simples podem ser tomadas em nosso âmbito familiar. Se uma família de consumidores conscientes se alimenta com planejamento e equilíbrio, elaborando um cardápio semanal que aproveite ao máximo os produtos adquiridos, ela é capaz de reduzir, consideravelmente, as perdas de frutas, verduras, legumes, grãos, carnes e lacticínios. Se 2 milhões de residências fizerem o mesmo, sobrará muito mais alimentos para outros consumidores, a preços até mais acessíveis, em função do aumento da oferta.

Veja algumas dicas de como consumir de forma consciente na sua casa: Fazendo compras: Prepare um cardápio semanal e, a partir dai, elabore a sua lista de compras. Seja fiel quanto ao seu cumprimento dentro do supermercado. Compre frutas e verduras semanalmente, garanta sempre produtos frescos e evite estrago. Procure consumir as frutas e verduras da estação. Na sua época, eles tendem a ficar mais baratos e ter melhor qualidade.

Aproveitando melhor os alimentos: Pouca gente sabe, mas talos e folhas de legumes e verduras são bastante nutritivos e saborosos, como os da salsa, cenoura, beterraba e agrião. Podem ser usados crus como saladas e temperos, em sopas ou para recheio de tortas. As cascas de frutas, como da maçã e da ameixa, são extremamente nutritivas. Já as cascas de limão, abacaxi, manga, podem ser batidas no liquidificador, e virar recheio de bolo, torta ou geleia. O pão amanhecido, se respingado levemente com água ou leite e, em seguida, aquecido no forno, vira pãozinho fresco rapidinho. Os pratos de um refeição podem transforma-se em outros igualmente saborosos e nutritivos para uma refeição no dia seguinte. Para isso, basta acondicioná-los bem na geladeira. Verduras e legumes podem ser congelados pelo processo de branqueamento, mantendo seus nutrientes e prolongando sua durabilidade. Mergulhe os vegetais em água fervente e espere que a água volte a ferver. Conte 30 segundos, retire-os do fogo e mergulhe-os imediatamente em uma vasilha de água gelada. Assim, o cozimento cessa, os vegetais continuam se mantendo tenros (e não amolecidos) e protegidos para serem guardados por mais tempo. Depois deste procedimento, podem ser acondicionados no congelador por até dois meses. Para consumi-los, basta descongelá-los e usá-los como se tivessem saídos da feira, frescos.

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CÁ ENTRE NÓS

São João Evolução

Evolução comemora São João e homenageia o Rei do Baião

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Gabriela Peixoto

mês de junho é um dos mais esperados em nossa região. Representa época da chuva que molha o sertão, do cheirinho das comidas de milho verde vindo da cozinha e do som da sanfona, do triângulo e da zabumba que, em harmonia, fazem até os mais tímidos caírem no forró. É, também, época de resgatar valores e tradições arraigados na memória de um povo orgulhoso de sua história, que busca suas raízes sertanejas na hora de colocar o vestido de chita e o chapéu de couro. As cores do São João invadiram o Evolução em forma de bandeirinhas ainda no mês de maio, quando as turmas começaram a prepara as coreografias que iriam apresentar nos festejos. O tema escolhido não poderia ser outro senão o grande poeta e mestre sanfoneiro Luiz Gonzaga. As comemorações de seu centenário, ganharam protagonismo em nossa

escola, uma vez que também foi celebrado na abertura dos XVIII Jogos Internos Evolução. Os alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, embarcaram em um grande passeio pela vida e obra do Rei do Baião, através de suas músicas que cantam a história de um nordeste castigado, porém guerreiro, determinado e alegre. Para colocar a turma em ritmo de forró, foi realizada, com as turmas do Fundamental II (8° e 9° Anos) e Ensino Médio, uma prévia que antecipou o clima que permeou o festejo oficial. Durante o intervalo das aulas, participaram de uma quadrilha improvisada, com direito a casamento de matuto e muito pé de serra, ao som do trio Mambembe. A brincadeira envolveu, inclusive, os coordenadores Danilo e Matilde, que se vestiram de noivos e encararam o “matrimônio” conduzido pelo “padre-coordenador” Aléssio Toni. Toda a animação vista no intervalo foi apenas um ensaio para o arrasta-pé que aconteceu na Granja Panorâmica, com a presença do Forró

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Mambembe e Banda Primeira de Luxo. As turmas do 6° e 7° Anos, por sua vez, vivenciaram uma tradicional quermesse, montada em nossa escola, onde os alunos, professores e coordenadores vestiram-se de matutos e brincaram, comeram comidas típicas, dançaram forró e participaram de uma quadrilha pra lá de animada. O concurso de forró, as barraquinhas de jogos típicos e suas prendas, balões e o milho verde trouxeram os elementos do folclore sertanejo, colorindo a festa com os tons da cultura regional. Por fim, para fechar os festejos juninos com chave de ouro, os imponentes palcos do Paço dos Leões receberam as turmas da Educação Infantil e Fundamental I, que, em quatro dias de festa, apresentaram-se ao som do grande Lula. A beleza das danças, das vestimentas características, dos brilhos, das cores e, sobretudo, da poesia de Luiz Gonzaga contagiou o público presente, que se emocionou, aplaudiu e vivenciou noites que, certamente, ficarão na história daqueles que fazem o Evolução.


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Olimpíadas do O Conhecimento:

Carolina Peixoto

e História. Confira o desempenho atual de nossos alunos.

envolvimento em eventos científicos contribui para a descoberta precoce de talentos para as ciências em geral, favorecendo o desenvolvimento intelectual e moral dos estudantes. Neste sentido, o Evolução desenvolve um trabalho específico de preparação de seus alunos para as diversas Olimpíadas do Conhecimento, promovidas por instituições educacionais consagradas, fornecendo-lhes instrumentos para enfrentar os desafios propostos pelas competições. A participação satisfatória de nossa escola vem rendendo frutos que vão além das próprias Olimpíadas, uma vez que estimula a cultura para o estudo, baseada nas competências cognitivas básicas, postuladas pelo MEC.

XV Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

XXXIV Olimpíada Brasileira de Matemática

Olimpíada Brasileira de Física

Os alunos do 8° Ano, sob a orientação dos professores de Ciências, Filippy e Fernanda Odebrecht, participaram de uma série de atividades que incluíram o lançamento de foguetes produzidos por eles, utilizando material reciclado e alternativo, trabalhando, dentre vários aspectos, os mecanismos físicos envolvidos no processo.

Alunos do 6° Ano do Fundamental à 3ª Série do Ensino Médio estão participando da competição, que ocorre em três fases. Cerca de 90 alunos estão sendo preparados, sob a coordenação do professor de Matemática, Charles Azevedo, desde fevereiro de 2012. A primeira fase ocorreu em 16 de junho, com aprovação absoluta dos alunos inscritos, que rumam à segunda etapa.

Envolve alunos a partir do 9° Ano que, sob a orientação do professor Tiago, estão desenvolvendo um trabalho preparatório para a referida competição. No dia 19 de março de 2012, ocorreram as provas da 1ª fase, que classificou todo o grupo de nossa escola para a segunda que acontecerá ao longo do segundo semestre.

uma incursão no mundo científico Este ano, os grupos estão sendo preparados para as Olimpíadas de Astronomia e Astronáutica, Matemática, Física

Abertura do Projeto “20 ver no Intervalo” 2012 Gabriela Peixoto

E

m 2011, as alunas Amanda César e Vitoria Barreto, do Fundamental II, idealizaram o projeto “20 Ver No Intervalo”, onde alunos interessados em mostrar seus talentos, tinham a oportunidade de fazê-lo durante o recreio. A ideia era movimentar os vinte minutos do intervalo, daí o trocadilho, através de apresentações artísticas realizadas pelos próprios alunos. O êxito da atividade fez com que

a coordenação incluísse o projeto no calendário 2012, permitindo que mais alunos pudessem participar. A abertura aconteceu no dia 19/03, envolvendo as turmas do 6° ao 9° Ano. Na oportunidade, revelaram suas aptidões através de apresentações que variaram entre música, da MPB ao pop internacional, passando por pequenas peças teatrais e declamação de poesias. O Evolução, orgulhoso, parabeniza os envolvidos pelo talento, iniciativa e desenvoltura, que tornaram o “20 ver no intervalo” um verdadeiro show de entretenimento.

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Olimpíadas na Educação Infantil

Exercitando o aprendizado Alexandra Peregrino

O

clima das Olimpíadas 2012, que aconteceram em Londres, contagiou a Educação Infantil. Como forma de estimular o espírito olímpico e inserir a turma no contexto atual, as aulas de Psicomotricidade foram transformadas em uma versão dos famosos Jogos para os pequenos, a partir da prática de alguns esportes, adaptados à faixa etária e com muita ludicidade, despertando o prazer e interesses das crianças em participar das dinâmicas. As atividades inspiradas nas modalidades olímpicas, colaboraram ao desenvolvimento da coordenação motora, equilíbrio, força, atenção, cumprimento de regras e trabalho em grupo. O atletismo, por exemplo, exige

muitas habilidades para a sua prática e, para exercitá-las com a criançada, foram organizados “revezamento de obstáculos”, “corrida da linha”, corrida com bastões, “revezamento de banco”, “arremesso de super herói” e “lançamento de pizza”. O voleibol, por sua vez, se transformou em “Lençolbol”, onde o desafio era passar a bola para a outra equipe segurando um lençol em cada um dos lados, exigindo sintonia e harmonia dos grupos para que a bola não caísse no chão. Propomos algo diferente para o basquete. Dado o sinal, as crianças teriam que arremessar as bolinhas, tentando acertá-las nas “tabelas humanas”, pois companheiros das equipes participavam segurando

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cestos, tentando recolher o maior número de bolas. O tiro ao alvo sem arco e flecha foi realizado com bolinhas cobertas de velcro que, ao serem arremessadas, fixavam-se no alvo de feltro colorido, valendo pontos diferenciados para cada cor. Para aguçar o desejo da garotada de se empenhar em cada prova, ao final delas, eram entregues medalhas simbólicas como forma de parabenizálas pelo esforço e dedicação, uma maneira encontrada para trabalhar o objetivo de participar das provas seja por prazer, competitividade ou simplesmente para ganhar o prêmio. No final das contas, sempre dizemos que o importante não é só ganhar, mas competir, brincar e se divertir!


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Roberta Peixoto

Maternal II

em cores, formas e expressões

T

rabalhar artes, na Educação Infantil, possibilita o desenvolvimento de atividades que proporcionam estímulos à imaginação e à ampliação das percepções e expressões da criança em sua singularidade. Colorir, imaginar, rasgar, reinventar, misturar e descobrir novas cores e texturas foram atividades que as turmas do Maternal II realizaram durante todo o mês de maio, a partir do contato com obras de artistas irreverentes como Romero Brito, consagrados como Tarsila do Amaral, contemporâneos como Aldemir Martins clássicos como Van Gogh . Diante de toda a ludicidade que caracteriza a linguagem artística, as crianças conheceram a biografia de diversos pintores, as histórias envolvidas em suas produções e aprenderam a reconhecer, interpretar e a diferenciar cada um delas. Para o encerramento do mini projeto, foi realizada uma exposição que destacou os alunos como artistas, a partir de releituras das principais obras trabalhadas em sala de aula, resultado de momentos de descoberta, expressividade, fantasia e prazer.

II Caminhada Pais pela Paz

Marcella Peixoto

A

responsabilidade social requer, de uma escola, o compromisso com a realidade, fazendo com que os valores ensinados no âmbito escolar ultrapassem suas portas. E é por essa razão que decidimos, pelo segundo ano, aliar uma data comemorativa tão especial, como o Dia dos Pais, a uma causa urgente e necessária, uma campanha em prol da paz. Este ano, a caminhada “Pais pela Paz”, realizada no dia 18/08, teve uma temática muito importante para o nosso Estado, que é o terceiro no nordeste em número de mortes no trânsito. Só nos últimos dez anos,

mais de 7 mil pessoas morreram em acidentes, um aumento de 111%. O nosso principal objetivo, com esta caminhada, foi conscientizar a população para imprudência na direção, o respeito a pedestres e ciclistas, às normas de transito, promovendo os valores de tolerância e gentileza. A realização da Caminhada Pais pela Paz teve grande importância na disseminação da ideia de um mundo melhor, mais justo e seguro, além de ter proporcionado aos participantes um dia de esporte, entretenimento e de socialização com amigos e familiares.

Dom Quixote No clube da leitura Gabriela Peixoto

A

s histórias estão presentes em nossa cultura há muito tempo e o hábito de contá-las e ouvi-las tem inúmeros significados. Está relacionado ao cuidado afetivo, à construção da identidade, ao desenvolvimento da imaginação, à capacidade de ouvir o outro e de expressar-se. Formar leitores, portanto, é uma tarefa que começa antes mesmo da alfabetização e se estende por toda a vida escolar. Como parte das atividades do Clube da leitura, alunos do 6º Ano fizeram a leitura coletiva do clássico Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Eleita, em 2002, como a melhor obra de ficção de todos os tempos, tem como protagonista um cavaleiro andante que vivia num mundo de sonhos junto a seu fiel escudeiro, Sancho Pança, que, no século XVII, caminharam pela Espanha a procura de aventuras. Os alunos dramatizaram as aventuras vividas por esta dupla a partir da releitura que fizeram da história.  O enredo adaptado, o figurino e o cenário foram produzidos pela própria turma, que embarcou no reino imaginário dos fantásticos andarilhos espanhóis.

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Sabadão Musical traz os temas de Roberto Carlos para as crianças do Fundamental I

Ana Peixoto

E

ntre as linguagens artísticas, a música é uma das mais acessíveis e presentes no cotidiano dos alunos. A escola tem um papel muito importante no contato da criança com esse tipo de manifestação cultural.  Não é a toa que o Evolução criou os Sabadões Musicais, com o objetivo de ampliar o repertório de nossos alunos, de fazê-los compreender a música como um meio de sentir prazer, tranquilidade e alegria, acessando os gêneros musicais brasileiros e seus ritmos diversificados. No dia 28/04, elegemos o rei da Jovem Guarda, Roberto Carlos, para que os nossos alunos conhecessem as várias formas com que este artista canta e encanta seu público. Do amplo repertório de Roberto Carlos, a temática escolhida foi a mulher, pela sua beleza nas mais diversas facetas, como amiga, parceira, namorada e mãe. Nossos alunos se surpreenderam com a magia do Rei e escolheram suas músicas para homenagear as suas mamães nas apresentações que fizeram para elas no mês de maio.

Júri Simulado: um exercício dialético

N

o último dia 17/05, um tema atual e polêmico foi trazido à tona, durante a aula de filosofia, ministrada pelo Prof. Francisco. A problemática da legalização do aborto em casos de fetos anencéfalos mobilizou a turma da 1ª Série do Ensino Médio, que a discutiu em um júri simulado. Caracterizados como juiz (Prof. Francisco), promotores de justiça

(Águida e Ruy), advogados (Letícia Rangel e Nathália Luna, Maria Vitória e Caroline Fernandes) e testemunhas (médico, enfermeira, psicóloga, assistente social, repórter), deram vida a personagens envolvidos na causa fictícia de Maria Clara, mãe que requereu da justiça o direito ao aborto de seu feto anencéfalo. O objetivo da atividade não era

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privilegiar um posicionamento em detrimento do outro, mas permitir que os alunos mobilizassem uma série de recursos cognitivos para resolver uma situação complexa. Para tanto, leram notícias veiculadas a esse respeito, assistiram a vídeos, discutiram em grupos, colocaram-se na situação dos envolvidos, elaboraram hipóteses, opiniões e propostas de intervenção na realidade, num exercício dialético que comoveu a todos os participantes. 


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Não basta ser mãe, tem que ser você. Gabriela Peixoto

A XVIII Jogos Internos Luiz Gonzaga Marcella Peixoto

N

este ano de 2012, quando se comemora 100 anos do nascimento do grande poeta e compositor Luiz Gonzaga, nada mais coerente do que contar a vida do velho Lula para nossos jovens e adolescentes. De maneira lúdica e poética, o enredo foi apresentado através da abertura dos jogos internos que aconteceu no último dia 13/04 (para Fundamental II e Ensino Médio) e dia 04, no Esporte Clube Cabo Branco. A homenagem prestada emocionou os presentes e fez jus ao legado de Luiz Gonzaga, representante de um povo, alma de nossa região retratada em ritmo e poesia. Os jogos seguiram na semana seguinte a abertura e teve modalidades como futsal, vôlei, basquete, handball e tênis de mesa. Já para os alunos do Fundamental I, futsal, voleibolão, judô, totó, peteca, beyblade, trunfo, xadrez e ping pong.  Ao término, uma grande confraternização para comemorar a participação de todos os envolvidos e, claro, medalhas para os primeiros lugares de cada modalidade. 

doçura das mães deve ser enaltecida diariamente e não somente no segundo domingo de maio, como marca o calendário. Entretanto, este é um mês especial, onde todos têm o desejo de expressar o quão importante elas são e enchê-las de mimos e carinhos e, no Evolução, dedicamos uma semana inteira para retribuir o amor das mamães. Com o tema “Não basta ser mãe, tem que ser você”, as crianças presentearam as homenageadas com cartões, artes e, claro, apresentações preparadas com muita dedicação, onde cada turma se declarou através da música. No final, as mamães ganharam um potinho com docinho, afinal, não basta ser mãe, tem que ser doce!

Descobrindo outras culturas Professora Alana Cruz

C

onhecer culturas milenares e tão diferentes da nossa exerceu um encanto sobre os alunos do 7º Ano, que investigaram sobre os árabes, chineses e africanos no contexto dos séculos VII ao XIV. O resultado final foi apresentado através de seminários que brindaram diversos aspectos de tais civilizações, incluindo religião, culinária, modo de vida e organização social, representados em caracterizações e pratos que puderam ser degustados e apreciados por todos, num momento rico em aprendizagem e experimentação.

Gabriela Peixoto e Rajane Galdino

Futebol e Matemática: o que uma coisa tem a ver com a outra?

E

m uma mesma semana, os alunos do 1° Ano estavam aprendendo conteúdos diversos. Em Língua Portuguesa, conheciam os gostos e preferências. Na disciplina de Matemática, revisaram os números de 0 a 10, relacionando-os às respectivas quantidades, comparando-as, formando conjuntos e ordenando-os. Nas aulas de psicomotricidade, a palavra de ordem era movimento. Mexer o corpo para desenvolver a coordenação motora ampla, o espírito de equipe e o trabalho colaborativo. Foi quando, então, surgiu a ideia de juntar as três disciplinas em uma

divertida atividade que foi, literalmente, um golaço. Inicialmente, os alunos votaram em seu esporte favorito. O futebol, escolhido pela maioria, levou os alunos ao campinho. A quantidade de jogadores e de gols, os numerais impressos nos coletes e o placar geral, possibilitavam os “atletas” a pensarem sobre os aspectos matemáticos do jogo, mostrando que eles estão presentes em nosso dia a dia. Os alunos se divertiram e, sobretudo, atribuíram significado à própria aprendizagem, numa competição onde todos saíram campeões, seja na matemática ou na artilharia.

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Argila, isopor e criatividade:

representando a topografia da América Latina

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Gabriela Peixoto

o decorrer do II Bimestre, os alunos do 8º Ano conheceram as unidades de relevo da América Latina e sua influência em outros aspectos geográficos como o clima, a vegetação, a densidade populacional, a economia e a cultura. Além da identificação de paisagens e seus elementos, da leitura e confecção de mapas, da operacionalização de conceitos relacionados ao tema e das discussões em sala de aula, as turmas construíram maquetes. A ideia era usar argila, massa de modelar, papel e isopor  para representar, tridimensionalmente, a topografia da região. A atividade permitiu aos alunos sedimentar o conhecimento construído através do uso de diversas linguagens e expressões, levandoos ao domínio do conteúdo e à diversidade cognitiva e sinestésica. 

Que se abram as cortinas:

A Educação Infantil vai ao Teatro

É

por meio dos jogos de faz de conta que as crianças se apropriam do mundo adulto, das regras e da complexidade da sociedade a que pertence. O teatro, uma das formas mais importantes de expressão cultural, permite o contato com diversas realidades, através da ludicidade e do faz de conta. No Evolução, os alunos estão em contato permanente com a linguagem artísticocultural, ora como atores, ora espectadores, com o propósito de favorecer o desenvolvimento intelectual, a criatividade e o sentido estético, através da arte. Como parte das ações pedagógicas planejadas neste sentido, no mês de abril, alunos do Jardim II e 1º Ano foram ao teatro para assistir ao musical infantil Maria vai com as outras. O espetáculo mostrou, de forma leve e bem humorada, que quem pensa com a própria cabeça tem menos chance de “entrar em uma roubada”. São lições que servem para o desenvolvimento da personalidade e a construção do ser, tendo sempre como pano de fundo as diversas influências a que todos estão expostos no dia a dia.

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ESPECIAL

Gabriela Peixoto

O

nome muda conforme a região do Brasil: lição de casa em São Paulo, dever no Rio de Janeiro, tema no Rio Grande do Sul e tarefa de casa aqui na Paraíba. Em todas as escolas do país, a prática de continuar a rotina de estudos, também no âmbito familiar, é corrente e, se isso acontece, é por uma razão. A tarefa de casa é tão antiga quanto a própria escola, mas, com a evolução da pedagogia enquanto ciência e prática, sua manutenção adquiriu novas dimensões e justificativas ao longo da história. O fato é que hoje, diante das exigências do mundo global, o dever assumiu um caráter ainda mais importante e fundamental no que diz respeito à formação de alunos competentes. A escola atual deve estar sustentada nos quatro pilares básicos da educação: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a aprender. E são esses pilares que sustentam, também, a ideia de tarefa de casa quando analisada em sua magnitude. Fazer tarefa de casa representa muito mais que a sedimentação do conhecimento construído em sala de aula, embora esta seja um de seus objetivos primordiais. O momento individual da criança frente ao desafio do exercício é uma experiência extremamente reflexiva e formadora, uma vez que exige autonomia e responsabilidade.

A hora da tarefa de casa Para que a tarefa cumpra seu papel, o Colégio Evolução parte de um princípio que chamamos de diversidade cognitiva. Isso significa dizer que os exercícios são elaborados de modo que o aluno mobilize uma série de recursos dentre o seu repertório, tais quais saberes específicos e habilidades, que possibilitem o desenvolvimento de competências. Na prática, o que isso quer dizer? Que o aluno vai pesquisar, criar, copiar, elaborar hipóteses, resolver problemas, analisar, sintetizar, comparar, fazer trabalhos manuais, responder, formular perguntas, tomar decisões, escrever e discutir. Todas essas habilidades são brindadas, em diferentes desafios, tendo a aprendizagem de conteúdos como pano de fundo. O mesmo acontece com as provas semanais e bimestrais. Nesse contexto, a tarefa de casa representa o saber fazer, competência que ultrapassa os limites do conteúdo e da própria escola, e permite que o aluno saiba lidar com novas informações, conhecimentos e situações-problema com os quais venha a se deparar ao longo de sua vida, acadêmica ou não. As justificativas pedagógicas falam por si só, mas a tarefa de casa ainda é tema de alguns impasses para as famílias. A quantidade de tarefa é exagerada para o meu filho de apenas

8 anos? As tarefas do Evolução não são muito complexas? A prova tem que ser igual à tarefa? Não, não e não. E vamos explicar porquê. Diariamente, são enviadas de duas a três atividades para casa. A extensão, nível, conteúdo e tipo de exercício são cuidadosamente selecionados, de modo que a criança destine entre uma e duas horas de seu tempo para realizá-la. Tarefa dá trabalho? Dá, mas é parte fundamental do processo educativo intencional e consciente das capacidades e possibilidades dos alunos, respeitando o nível de desenvolvimento em que se encontram. Provas e tarefas são desafios que apontam a um lugar onde a criança pode e deve chegar. Todos nós, adultos, fomos alunos e fizemos tarefa de casa e, de alguma maneira, usamos nossas vivências para elaborar as concepções que temos sobre a experiência escolar. É fundamental que os pais adotem uma postura positiva frente à tarefa de casa, mostrando aos seus filhos o quão importante é estudar. Ao comungar com as concepções da escola e acreditar no que ela propõe, dá-se um grande passo rumo ao sucesso escolar dos filhos. Acompanhá-los, motiválos e envolver-se no seu universo estudantil fortalece a ideia de que aprender é descobrir o mundo e não há nada mais prazeroso que isso.

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BOLSA DE VALORES

Gabriela Peixoto

O Evolução abre suas portas para as crianças do Projeto Compaixão

C

omo parte do projeto anual Bolsa de Valores, as turmas dos 9º Anos Evolução tiveram a oportunidade de receber as crianças do “Projeto Compaixão” para passar uma manhã em nossa escola. Os alunos comandaram as atividades dirigidas aos pequenos, que brincaram no campinho de futebol, na piscina, cama elástica, totó, aerohockey e assistiram a uma apresentação teatral sobre a Paixão de Cristo, apresentada pelo grupo da igreja Anglicana do bairro do Bessa. Um dos momentos mais importantes do dia foi o lanche oferecido. Salgadinhos, bolo, refrigerante, picolé e ovos de

chocolate foram partilhados entre os presentes que reforçaram a importância da comunhão, da solidariedade e do respeito e amor entre as pessoas. Aproximar diferentes realidades é, sem dúvida, uma rica experiência de troca e uma excelente oportunidade para fortalecer os valores para a vida, reafirmando a solidariedade como uma prática fundamental para tornar-nos pessoas melhores e uma sociedade mais justa e humanizada. Os nossos alunos mostram, a cada ação que realizam, que é possível intervir na sociedade de forma positiva, afirmando-se como agentes de transformação.

Amizade e Comunhão permearam a Páscoa da Educação Infantil

T

ornar a amizade, o respeito, a união e o companheirismo valores em evidência, no cotidiano dos alunos do Colégio Evolução, é condição essencial para o cumprimento dos objetivos inseridos no Projeto Bolsa de Valores, que, este ano, conta com o Pequeno Príncipe, personagem que participará e semeará conosco  valores fundamentais à convivência com o próximo e à construção de laços de afetivos no nosso dia a dia. A ideia do projeto foi reforçada, também, na comemoração da  Páscoa, na Educação Infantil. O grupo Imaginart apresentou uma peça teatral cujo enredo tratava-se de uma adaptação da obra de Antoine de Saint-Exupéry, que enfatizou a importância da amizade e todos os valores arraigados a ela.  Na ocasião, as crianças ainda participaram de um grande lanche coletivo, onde foram valorizadas a partilha e a comunhão, explicitando o verdadeiro sentido desta data comemorativa.

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Campanha Solidária transforma Páscoa de centenas de crianças

A

campanha “Transforme a Páscoa de uma criança”, iniciativa do Colégio Evolução, mobilizou centenas de internautas na primeira semana de Abril.   Cada usuário que curtisse a  fan page  de nossa escola no Facebook estaria, automaticamente, doando um ovo de chocolate para uma criança carente.  Campanha encerrada, chegou o momento de contabilizar o número de fãs e partir para a entrega dos ovos. No último dia 10/04, as crianças da Associação Donos do Amanhã receberam a visita dos funcionários do Colégio Evolução que, além de distribuir os ovos de páscoa, partilharam sorrisos, alegrias e muita emoção. A organização sem fins lucrativos assiste menores em tratamento contra o câncer, atendidos pelo Hospital Napoleão Laureano (HNL), num trabalho baseado na solidariedade, no respeito e no amor, valores compartilhados e semeados por nossa escola. O Evolução agradece àqueles que participaram da empreitada, permitindo que a campanha fosse um sucesso refletido nos rostos daqueles que tiveram a oportunidade de vivenciar um momento único de sensibilidade e renovação.


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PSICOPEDAGOGIA

um assunto que merece

TDAH: atenção Juliane Guimarães

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causa do comportamento impróprio da criança se explica a partir de quatro fatores: características individuais da criança, características dos pais, acontecimentos ambientais e consequências situacionais. Dentro deste contexto, e tendo-se por certo que a falta de comportamento de uma criança é visto como indisciplina e este é assunto polêmico e discutido na atualidade, vale dizer que o tema merece atenção. Por um lado, a indisciplina pode ser vista como o não seguimento a regras ou ainda pode ser vista como uma consequência de uma doença neurobiológica chamada de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Nos primórdios, acreditava-se que esse transtorno era exclusivo da infância, pois, à medida que a criança se desenvolvia, havia uma redução ou eliminação dos sintomas. Entretanto, é importante destacar que em 30 a 60 % dos casos os sintomas ainda persistem até a idade adulta. As crianças com esse diagnóstico podem apresentar os seguintes sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Contudo, essas características nem sempre ocorrem ao mesmo tempo nem com a mesma intensidade, pois há três subtipos de TDAH: a) Com predominância de sintomas de desatenção; b) Com predominância de sintomas de hiperatividade e impulsividade; c) Combinado. Esses sintomas ocorrem antes dos sete anos, embora sejam diagnosticados anos depois, geralmente quando a criança ingressa na escola, já que é o local onde as dificuldades de atenção e inquietude são mais perceptíveis e geradoras de problemas.

Embora pacientes com diagnósticos de TDAH tenham características comuns, existe grande variabilidade na forma e no comportamento individual de crianças em vários contextos. Sendo assim, muitas destas crianças são alvos de críticas frequentes, acabam sendo rotuladas como “ovelha negra” da família quando comparadas a outras crianças da mesma faixa etária. Essas crianças têm dificuldades em manter atenção em atividades longas, repetidas ou que não lhes sejam interessantes, sendo facilmente distraídas pelos estímulos externos. Entretanto, quando se dedicam a fazer algo de seu interesse, conseguem se manter tranquilas. O fato de a criança permanecer concentrada em alguma

atividade não exclui o diagnóstico de TDAH, isso ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um reforço no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. Por fim, é extremamente importante a identificação preliminar, o diagnóstico e o encaminhamento de uma criança com TDAH para um profissional especializado, evitando, assim, maiores danos. Cada criança é única e tem seu próprio tempo de desenvolvimento que deve ser respeitado e favorecido através de um trabalho que exige uma ação integrada e bem conduzida entre família, escola e profissionais envolvidos, de modo a evitar ansiedades que podem vir a desorganizar a sua conduta.

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PALAVRA DE ESPECIALISTA

Psicomotricidade:

Mais que uma “aula de brincar” Alexandra Peregrino

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uem nunca esperou, ansioso, pela aula de recreação na escola? O momento de brincar e descarregar as energias, sem dúvida, é um dos mais esperados dos alunos, desde os tempos mais antigos. O fato é que, apesar da importância de movimentar o corpo não ser nenhuma novidade, quando se fala em saúde, com os estudos cada vez mais específicos e aprofundados sobre o desenvolvimento infantil, a hora da brincadeira virou coisa séria. E é aí que entra uma área da Educação Física de nome complicado: a psicomotricidade. A psicomotricidade nada mais é que a interação entre o pensamento, a ação e a emoção, que proporciona à criança, através de suas atividades dirigidas, uma relação consigo mesma, com o outro e com o mundo que a cerca, dando-lhe a possibilidade de conhecer melhor seu corpo e suas possibilidades. E é diante desta proposta enriquecedora, fortalecida pela crença de que brincando também se aprende, que nossa escola oferece aos alunos, de Educação Infantil e Fundamental, aulas semanais que propiciam experiências

a partir do seu próprio corpo, cujo objetivo principal é incentivar a prática do movimento. O leque de aspectos a serem desenvolvidos é amplo e envolve desde a coordenação motora global (fina, ampla e viso-motora), às habilidades de equilíbrio, noção espacial e temporal, esquema e expressão corporal, lateralidade, ritmo, agilidade, habilidades motoras básicas (pegar, segurar, arremessar, lançar, chutar, saltar, correr, caminhar, engatinhar, rastejar), tônus muscular, afetividade e socialização, atenção/ concentração e limites. Nas aulas, as crianças são estimuladas por meio de jogos e atividades lúdicas, para que se conscientizem sobre

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seu corpo, livres da mecânica da “robotização”. Dentre as atividades realizadas, há as manipulativas, rítmicas e expressivas, que são direcionadas para desenvolver não só as habilidades motoras, mas, também, trabalhar questões interpessoais, através da abordagem de regras de convívio e combinados. É esta a prática do Evolução quando se fala em educação do brincar e do brincar educando, pautada em uma criança que se diverte, que cria, que interpreta e se relaciona com o mundo em que vive e, para isso, entramos em seu universo, viajamos juntos rumo ao imaginário fantástico da criança que, por si só, já é puro movimento.


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Jorge Amado 100 anos de baianidade Claudia Balthar

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Casa de Cultura Celso Peixoto está abrigando, desde o dia 10 de agosto, a exposição “Jorge Amado: 100 anos de baianidade”, uma homenagem ao centenário deste que foi um dos maiores divulgadores de nossa cultura, dentro e fora do Brasil. Romancista, contista, dramaturgo, cronista e crítico literário, Jorge Amado participou do movimento literário denominado Modernismo e teve seus 49 livros traduzidos em inúmeros idiomas e dialetos, sendo conhecido em mais de cinquenta países. Além disso, algumas de suas obras foram transformadas em novelas de grande repercussão, filmes e inesquecíveis peças de teatro.

A mostra da Casa de Cultura tem sensibilizado e encantado os visitantes, através de instalações e cenários que retratam algumas de seus trabalhos como “Mar Morto”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, cravo e canela”, “Capitães de Areia”, “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água”, entre outras, transportando aqueles que a visitam às ruas e vielas da cidade baixa em Salvador, às suas praias e plantações de cacau no interior da Bahia. É patente, nos enredos de Jorge Amado, sua preocupação social, explicitada pela denúncia das diferenças de classes, dos preconceitos e da triste realidade do menor abandonado, o que lhe rendeu, na época da ditadura militar, livros queimados em praça pública, prisões e exílio. Uma história apaixonante apresentada pela CCCP que, como de costume, presenteou seu público com uma inesquecível experiência de imersão cultural, artística e sinestésica.

ll Feira das profissões Matilde Barbosa

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onhecer com mais detalhes as inúmeras opções de carreira profissional, quando ainda se está no Ensino Médio, é uma experiência extremamente rica e positiva, pois, muitas vezes, ajuda o estudante a fazer a escolha mais adequada ao seu perfil. Foi justamente com o intuito de apoiar os jovens nesse momento tão importante que o Colégio Evolução realizou sua II FEIRA DAS PROFISSÕES, no passado dia 26 de maio. A feira contou com a participação de várias instituições de Ensino Superior, a exemplo da Santa Emília de Rodat, UNIPÊ, FACENE/ FAMENE, UEPB e Maurício de Nassau, que realizaram uma amostra de cursos como Biomedicina, Medicina, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Radiologia, Estética e Cosmética, Psicologia, Segurança do Trabalho,

Ciências da Computação, Relações Internacionais, Direito, Design de Moda e Tecnologia em Sistema para Internet. O evento reuniu alunos do 9º Ano do Fundamental e Ensino Médio, interessados em saber mais sobre as carreiras em que sonham ingressar. A escolha da profissão a seguir é uma decisão importante na vida dos jovens e é normal que se sintam inseguros. Normalmente, têm apenas noções sobre as muitas profissões existentes no mercado e a proposta da escola, ao oferecer este momento, é abrir um leque de oportunidades que os permita conhecer um pouco mais sobre as áreas de atuação e perfis exigidos pelo mundo do trabalho atual. Na ocasião, os visitantes puderam esclarecer suas dúvidas, visitando

os stands, lançando perguntas e mantendo contato com profissionais e estudantes dos cursos apresentados. Nossos alunos interagiram e participaram das oficinas realizadas por alguns cursos, que ofereceram subsídios para suas escolhas. Nas avaliações feitas entre os estudantes que estiveram presentes, muitos elogios foram feitos às oficinas oferecidas. Alguns relataram ter esclarecido dúvidas acerca da profissão já escolhida e muitos tiveram interesse por outras profissões até então desconhecidas ou desconsideradas. O Colégio Evolução agradece a presença de todas as instituições que nos prestaram seus serviços, tornando possível a realização deste momento ímpar na formação dos nossos jovens estudantes.

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CAPA

Práticas Sociais e os saberes e aprendizagens escolares Gabriela Peixoto

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s saberes consagrados pela ciência e perpetuados através das gerações fazem parte do currículo formal das escolas ao redor do mundo. Eles são fundamentais para a compreensão dos fenômenos e servem como ponto de partida para a construção de novos conhecimentos, garantindo a evolução da ciência, como reza a epistemologia. Entretanto, findar a prática pedagógica no ensino-aprendizagem de conteúdos já não é suficiente para cumprir com o objetivo da educação atual, que deve responder às necessidades da sociedade, que demanda a formação de cidadãos críticos, conscientes e agentes de transformação, capazes de lidar, responsável e eticamente, com os desafios que ela impõe a diário.

A educação para o desenvolvimento de competências, tema já abordado em outras edições de nossa revista, favorece este tipo de formação na medida em que fornece problemas reais aos alunos, exigindo soluções que incluem uma série de saberes que aproximam o trabalho escolar de situações que poderíamos encontrar na vida cotidiana. Estas incursões, diretas ou indiretas, nos mundos sociais fazem parte da construção de uma cultura para a cidadania, uma vez que compreender a sociedade é entrar em contato com seus múltiplos mecanismos. Durante muito tempo, o principal objetivo da escola era simplificar o mundo para que os alunos pudessem compreendê-lo. Hoje, a educação caminha em busca da complexidade com que os fenômenos se apresentam, porque é ela que faz com que a criança seja aluno-ator frente ao objeto de estudo. A situação complexa desencadeia a mobilização de saberes e saber-fazer adquiridos,

ao mesmo tempo em que permite o desenvolvimento de competências e confere subsídios para a construção de novos conhecimentos. Um dos recursos pedagógicos onde se pode observar este tipo de prática, da maneira mais clara, é o trabalho de projeto, por seu caráter concreto. Um projeto induz um conjunto de tarefas em que todos os alunos podem envolver-se e desempenhar um papel ativo, de acordo com seu centro de interesse. O professor, neste caso, funciona como um condutor de um empreendimento gerado pela turma. Ao trabalhar gráficos, com as turmas de 4° Ano, a professora Paula Toscano falou sobre o salário mínimo brasileiro, fazendo relação com o conteúdo. Os alunos, abismados, expressaram uma enxurrada de dúvidas e curiosidades sobre o tema, para as quais não tinham uma resposta. A partir daí, desenvolveu-se um projeto que

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Alunas calculam o valor dos produtos e fazem orçamento.

No supermercado, a aluna escolhe os itens da lista de compras.

ilustra bem o desenrolar deste tipo de recurso e todas suas facetas possíveis. A pergunta “como sustentar uma família com um salário de R$622,00?” gerou o que poderíamos chamar de “obstáculo positivo”. De repente, os alunos se viram confrontados com a realidade da maioria dos brasileiros, tão distante das suas próprias. A necessidade espontânea de compreendê-la, se justifica no fato de que, para os alunos, a resposta para aquela pergunta lhes interessava. A fundamental aprendizagem de conceitos matemáticos, para os pequenos, representaria um ganho secundário, embora intencional, ao desafio proposto.

Palavra de Mestre

“ Quando o ensino parte de temas do interesse  dos alunos, a motivação e o desempenho aparecem de forma espontânea. As aulas, além de permitirem aos alunos fazerem o uso dos conhecimentos adquiridos ao longo do processo educativo, contribuíram para a criatividade a respeito do uso do dinheiro e o valor que atribuímos a ele”.

Paula Toscano

Durante as seguintes aulas, os alunos decidiram, em conjunto, arrecadar o valor de um salário. Para tanto, calcularam quanto seria a contribuição individual e, através de pesquisas, listaram os gastos principais de uma família. Escolheram os métodos para aplicar corretamente o dinheiro e propuseram uma ida ao supermercado para comprar os itens de uma cesta básica (que foi doada a instituições carentes). Estabeleceram qual empresa oferecia melhores preços, o meio de transporte para ir até o local e seu custo. Cada etapa do projeto obrigou os alunos a cooperar, permitindo o desenvolvimento de competências que dizem respeito ao saber fazer, saber escutar, elaborar hipóteses, negociar, tomar decisões e avaliar. Além dos saberes puros de matemática e outras disciplinas do currículo formal, discutiuse a ideia de consumo consciente e educação financeira, trazendo à tona vivências e relatos pessoais que os levaram à reflexão e à mudança de algumas posturas frente ao dinheiro. Uma experiência como a descrita resulta na tomada de consciência de certas práticas sociais e suas estruturas de funcionamento. Os alunos passam a perceber que toda a ação, dentro ou fora da colégio, fundamenta-se em saberes teóricos e processuais. Cientes disso, passam a desejar o conhecimento e a proatividade, para que possam transformar o mundo em que vivem. A escola, por sua vez, fortalece-se como espaço provedor de ferramentas a serviço da sociedade, à luz da ética, da responsabilidade e do compromisso com a realidade.

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ACONTECE

tamento de Água Visita a Estação de Tra

Bruno Barros - Hipismo

Abertura Jogos Internos Fund II e Médio

Dia da Livro

Dia das Mães

20 ver no Intervalo

São João - Infantil

Viagem Primeiro Ano

São João - Maternais

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Dia do estudante

Sabadão Musical


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Judô - Atletas de Destaque

Dia das Mães

Feira das profissões

Jogos Internos - Fundamental I

Juri Simulado

Amigos no Intervalo São João - 8º ano e Médio

Educação Infantil no Teatro

Jogos Internos

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EVOLUTUR

Matilde Barbosa

Ana Beatriz Pachu

A arte de preservar a vida

Visita a estação de Tratamento de Água – Gramame

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Muito conhecido entre as reservas ecológicas do estado, especialmente por sua destinação educacional e de pesquisa, o  Refúgio Ecológico Charles Darwin (RECD), em Igarassu, litoral Norte de Pernambuco, foi o primeiro destino da saída pedagógica dos alunos da 1ª série do Ensino Médio. Seguindo o roteiro, a turma visitou o  Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos-CMA/ PE, situado  no Município de Itamaracá-PE, que coordena, executa e promove estudos, projetos e programas de pesquisa e manejo para conservação de mamíferos aquáticos, atuando principalmente sobre as espécies ameaçadas e migratórias. Por fim, os alunos seguiram para o Instituto Ricardo Brennand, local onde a arte se faz presente em cada detalhe, onde tiveram a oportunidade de desenvolver, através do olhar, a percepção visual, o sentido estético e a ampliação do universo cultural.

A Ana Beatriz e Carlos Carvalho

João Pessoa 427 anos de história

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o dia 5 de agosto deste ano, a cidade de João Pessoa completou 427 anos e os alunos do 7º Ano tiveram a oportunidade de fazer um City Tour para conhecer um pouco mais sobre a capital de nosso estado. Cartão postal da cidade, o Parque Sólon de Lucena, passagem obrigatória de moradores e turistas, foi o ponto inicial do roteiro. Para os alunos, conhecer onde começou sua história, seus pontos turísticos, sua beleza, seus problemas e, principalmente, aprender como preservá-la, foi uma grande experiência. Além de todo conhecimento adquirido, os alunos ainda se deliciaram com a comida regional paraibana do restaurante Mangai e com o belíssimo visual do pôr do sol da praia do Jacaré.

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água encontrada na natureza, embora seja aparentemente límpida, raramente é própria para o consumo direto. Micro-organismos ou substâncias nocivas à saúde são frequentemente encontrados e, para que seja habilitada para ingestão, deve passar por um longo processo industrial de purificação. A visita à Estação de Tratamento de Água (ETA) da CAGEPA, no município de Gramame, possibilitou às turmas do 6º Ano, o conhecimento dos procedimentos de tratamento e todas as suas etapas, permitindo a compreensão de todos os aspectos envolvidos. O principal objetivo da aula de campo diz respeito à aproximação da realidade à teoria, resultando, também, na conscientização quanto ao uso da água.


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Gabriela Peixoto

6° Ano na terra do baião

Marcella Peixoto

Passeio dos Jardins (1 e 2) e 1° Ano ao Jardim Botânico

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a última semana de junho, as turmas do Jardim II, II e 1º Ano festejaram a Semana do Meio Ambiente em uma visita à reserva ecológica do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), popularmente conhecida como Mata do Buraquinho. Trilha ecológica, plantação de mudas de árvore, além de uma palestra onde foi explicado como era feita a reabilitação de um animal silvestre submetido a maus tratos, foram algumas das atividades realizadas pelos pequenos durante a saída pedagógica.

N

o último dia 02/05, as turmas do 6º Ano Evolução fizeram uma excursão rumo à terra do Rei do Baião. A saída pedagógica a Pernambuco partiu do projeto cultural que homenageia o centenário de Luiz Gonzaga, em diversas ações realizadas pela escola. A primeira parada do grupo foi o Parque Dois Irmãos. Na trilha realizada pela mata, os alunos puderam usufruir da imensa riqueza da biodiversidade do lugar, aprendendo mais sobre o clima, a vegetação e a fauna local. Até a hora do almoço foi de aprendizado! No famoso restaurante Parraxaxá, a comida típica nordestina e a decoração também serviram de instrumento pedagógico. Em seguida, o grupo se dirigiu para o Memorial Luiz Gonzaga, onde os alunos puderam conhecer não só sobre a vida do cantor e compositor, mas diversos aspectos da cultura regional, sobretudo rural, do Nordeste, tais como a religiosidade, a música, o trabalho nas plantações e nas criações dos animais, todos eles retratados nas canções do mestre Gonzagão. A última parada do roteiro foi uma rápida visita à Igreja São Pedro que proporcionou aprendizados relacionados à história, arquitetura e arte, através da apreciação de suas instalações. Encerrada a maratona cultural, era hora de voltar para casa e organizar os conhecimentos construídos através de vivências, entretenimento e socialização.

A rica experiência foi acompanhada pelo superintendente do IBAMA e pai da aluna Bruna, que dá aqui o seu relato:

Foi muito importante para formação dos

alunos da Educação Infantil do Colégio Evolução a

visita que fizeram à Mata do Buraquinho, durante as

comemorações da Semana do Meio Ambiente. Na ocasião, eles puderam aprender um pouco mais sobre a atividade do IBAMA. Estou muito satisfeito, como Superintendente e como pai, pelo interesse demonstrado pela escola na

formação das nossas crianças, conscientizando-as quanto à necessidade de preservação do meio ambiente.

Bruno Faro Eloy Dunda – Superintendente do IBAMA e pai da aluna Bruna Loureiro de Araújo Eloy Dunda, do 1º ano C.

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NOSSA LÍNGUA

Leituras Dramatizadas A

Rodrigo Paes

ideia do projeto ‘Leituras Dramatizadas’ surgiu em 2011, na intenção primordial de envolver ainda mais os alunos com as ações artístico-culturais da Casa de Cultura Celso Peixoto (CCCP), colocando-os como os produtores de sua própria arte. Em 2012, com a grande reformulação da disciplina de Artes para Ensino Fundamental II, que passou a ser constituída por Artes Cênicas e Artes Plásticas, sendo ministradas respectivamente pelos professores Edigar Palmeira e Jarrier Alves, e tendo Rodrigo Paes como professor da disciplina de Texto e Literatura, todos ligados ao trabalho na CCCP, foi possível a ampliação do projeto original das Leituras Dramatizadas, dando a ele um cunho ainda mais artístico. Como o último conteúdo da disciplina de Texto finaliza com Textos Dramáticos, cuja abordagem trabalha efetivamente com o estudo da estrutura, características principais e produção de roteiro, os alunos, durante dois meses, leram, produziram, refizeram, roteirizaram e, principalmente, dirigiram as suas próprias produções, em grupos, a partir de textos essencialmente narrativos. Neste caso, teriam que transformar o texto narrativo em dramáticos, convertendo-os de discurso indireto para discurso direto, sem modificar a ideia principal do escrito original. Tomando como base o livro paradidático da disciplina “Leituras de escritor”, organizado por Ana Maria Machado, em um mês e meio, os alunos de todos os nonos anos tiveram a oportunidade de serem apresentados a escritores renomados da literatura mundial, como Machado de Assis, Ivan Ângelo, Luigi Pirandello, Franz Kafka, Virgínia Woolf, Júlio Cortázar, Lygia Fagundes Telles, César Vallejo, entre outros. Com uma gama de bons escritores e leituras extraordinárias, o resultado não poderia ser outro senão o sucesso. Entre os dias 4 e 11 de junho, a CCCP transformou-se num anfiteatro com

direito a caixa cênica e camarim. A Casa abrigou, ao longo desta semana, alunos que se transfiguraram em outras personagens que não eles mesmos. Vestiram-se, maquiaram-se, produziram, no atelier do professor Jarrier, máscaras e outros elementos usados nas cenas, definiram, junto ao professor Edigar, a estrutura de direção e apresentação dos seus projetos, fazendo ensaios diários na própria CCCP e, com o auxílio do professor Rodrigo Paes, conseguiram exprimir em essência as mensagens colocadas em forma de palavras sobre texto original. Foram dias muito especiais para todos. A Casa de Cultura encheu-se de vida, vibrando com as produções e com

a resposta de um público interessado e entusiasmado. Claudia Balthar, coordenadora da Casa de Cultura, acredita na continuidade deste projeto pela receptividade e empolgação dos alunos que aqui estiveram e que não se restringiram apenas aos protagonistas. Todas as séries do Fundamental II e Ensino Médio estiveram presentes durante as apresentações. Há que se ressaltar o trabalho da coordenação do Ensino Fundamental II que, mais uma vez, apoiou com entusiasmo as competências de sua equipe. Como afirma a coordenadora Ana Beatriz, “este projeto é apenas o início do que virá nos próximos anos”.

Ler, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação.

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Paulo Freire


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O ensino de Língua Estrangeira nas séries iniciais Polyana Rodrigues

H

oje em dia, saber inglês não é só importante, é necessário e imprescindível. Com a globalização, a língua inglesa se faz presente em nosso cotidiano e influencia e norteia o modo de vida de toda a comunidade mundial. Neste contexto, as crianças acabam entrando em contato inconscientemente com o inglês, através de estrangeirismos, palavras de outros idiomas que passam a ser utilizadas em sua forma original, sem que haja tradução (shopping, milk shake, site, game, entre outras), dos meios de comunicação, jogos e objetos eletrônicos, músicas, etc. Este panorama torna a Língua Inglesa mais significativa, fazendo-os compreender o mundo de outra forma, pois apresentarão um maior desenvolvimento para com esta aprendizagem: com melhor pronúncia, melhor compreensão auditiva, entusiasmo mais natural com esta disciplina

e com grandes possibilidades de falar o idioma como um nativo. É justamente na infância, até o início da puberdade, o período crítico que facilita a aprendizagem de uma língua estrangeira. É por essa razão que o Evolução brinda seus alunos, com aulas semanais de inglês a partir dos três anos de idade, no Maternal II. Na faixa etária entre os 3 e 7 anos, o ensino é voltado à oralidade, já que as crianças ainda não estão alfabetizadas. A interação da nova língua com os alunos, em sala de aula, dá-se a partir de situações contextualizadas, significativas e que estejam relacionadas com o mundo real do aluno, podendo ser utilizadas músicas, brincadeiras, histórias, teatrinhos, vídeos e os mais diversos recursos didáticos, como fantoches, flashcards, fichas, recortes de revistas, TV, data show, jogos, desenhos,

pinturas, caixa com figuras e CDs, eleitos de acordo com o assunto da aula. Em casa, o aluno pode e deve ser motivado através de diálogos com os seus familiares, deixando que ele seja o teacher (o professor), ensinando ao adulto aquilo que aprendeu, estimulando a imaginação, fazendo joguinhos, explorando a oralidade e a audição, usando figuras, desenhos, brinquedos, músicas e filmes em Inglês, de forma descontraída e prazerosa. É muito importante que o aluno sinta, desde a sua infância, que o Inglês não está distante dele, mas que faz parte da sua vida, do seu cotidiano. Essa prática é fundamental na formação de uma criança que estabelece relações prazerosas com a aprendizagem, o que influencia positivamente no seu rendimento e, como consequência, apta a fazer parte deste mundo globalizado e enfrentá-lo de modo consciente e atuante.

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Revista Evolução 6