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SENAI - Instituição mantida e administrada pela indústria.

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“O homem leva sempre consigo sua história toda e a história da humanidade.” Jung


CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA | CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto Presidente SENAI-DN | SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL Departamento Nacional José Manuel de Aguiar Martins Diretor Geral Regina de Fátima Torres Diretora de Operações PROGRAMA SENAI DE GESTÃO DA INOVAÇÃO E DO DESIGN Orlando Clapp Gerente Executivo da Unidade de Tecnologia Industrial | UNITEC Sergio Luiz Souza Motta Gerente de Serviços Técnicos e Tecnológicos da Unidade de Tecnologia Industrial | UNITEC FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRAIS DO ESTADO DA BAHIA | FIEB Jorge Lins Freire Presidente SENAI-BA | DEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIA Gustavo Leal Sales Filho Diretor Regional SENAI DENDEZEIROS Cid Carvalho Vianna Gerente da Unidade Djalma Henrique Junior Gerente da Área de Couro, Calçados e Vestuário

CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL ANA AMÉLIA BEZERRA DE MENEZES E SOUZA Maria Oirta Vasconcelos Gerente da Unidade FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRAIS DO ESTADO DA PARAÍBA| FIEP Francisco de Assis Benevides Gadelha Presidente SENAI-PB | DEPARTAMENTO REGIONAL DA PARAÍBA Maria Gricélia Pinheiro de Melo Diretora Regional Maria Berenice de Figueiredo Lopes Diretora de Operações CENTRO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA INDUSTRIAL - CITI Josué Casimiro de Lima Gerente FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ | FIEP Rodrigo Costa da Rocha Loures Presidente SENAI-PR | DEPARTAMENTO REGIONAL DO PARANÁ Carlos Sérgio Asinelli Diretor Regional Luiz Henrique Bucco Diretor de Operações Amilcar Badotti Garcia Coordenação de Alianças Estratégicas e Projetos Especiais | CAEPE

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRAIS DO ESTADO DO CEARÁ | FIEC Roberto Proença de Macêdo Presidente

SENAI CIETEP - CENTRO INTEGRADO DOS EMPRESÁRIOS E TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS DO PARANÁ Adilson Graciano Gerente da Unidade de Negócios

SENAI-CE | DEPARTAMENTO REGIONAL DO CEARÁ Francisco das Chagas Magalhães Diretor Regional

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE PERNAMBUCO | FIEPE Jorge Wicks Côrte Real Presidente

SENAI-PE | DEPARTAMENTO REGIONAL DE PERNAMBUCO Antônio Carlos Maranhão de Aguiar Diretor Regional

CENTRO DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS CLÓVIS MOTTA Francisco Pondofe Cavalcanti Diretor

CENTRO DE TECNOLOGIA DO VESTUÁRIO Jacir Luiz Lenzi Diretor

Uaci Edvaldo Matias da Silva Diretor Técnico

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL | FIERGS Paulo Gilberto Fernandes Tigre Presidente

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO | FIESP Paulo Antonio Skaf Presidente

ESCOLA TÉCNICA SENAI DE CARUARU - JOSÉ VICTOR DE ALBUQUERQUE Edson Simões de Melo Diretor ESCOLA TÉCNICA SENAI DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE Maria Cristina Barbosa Diretora

SENAI-RS | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL José Zortéa Diretor Regional Paulo Fernando Presser Diretor de Educação e Tecnologia

ESCOLA TÉCNICA SENAI DE PAULISTA - DOMÍCIO VELLOSO DA SILVEIRA Vicente Calazans Diretor

Carlos Artur Trein Gerente da Unidade de Negócios em Serviços Tecnológicos | UNET

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO | FIRJAN Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira Presidente

CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE MODA E DESIGN Maria Evelise Castaldi Araújo Blaz Diretora

SENAI-RJ | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO Roterdam Salomão Diretor Regional

ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI JOSÉ GAZOLA Saul João Devenz Diretor

SENAI MODA-RJ Cristiane Alves Gerente Executiva

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA | FIESC Alcantaro Corrêa Presidente

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE | FIERN Flávio José Cavalcanti de Azevedo Presidente SENAI-RN | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE Jayme Dias Fernandes Filho Diretor Regional Josenilson Dantas de Araújo Diretor Técnico

SENAI-SP | DEPARTAMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO Luis Carlos de Souza Vieira Diretor Regional Roberto Monteiro Spada Diretor Técnico Osvaldo Lahoz Maia Gerente de Tecnologia Industrial ESCOLA SENAI “ENGENHEIRO ADRIANO JOSÉ MARCHINI” Edmundo da Silva Pedro Respondendo pela Direção ESCOLA SENAI “FRANCISCO MATARAZZO” Fernando da Silva Afonso Diretor

Inspirações e Tendências para Design de Moda Outono - Inverno 2008

SENAI-SC | DEPARTAMENTO REGIONAL DE SANTA CATARINA Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional Antonio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia Marco Antônio Dociatti Diretor de Desenvolvimento Organizacional

Mônica Machado Cavalcanti Gerente da Unidade de Educação e Tecnologia

São Paulo, 2007


© 2007. SENAI. Departamento Nacional | Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte. | 1ª Edição: 5.000 exemplares. COORDENAÇÃO DO PROJETO MULTIESTADUAL EM DESIGN SENAI-RS Carlos Artur Trein APOIO TÉCNICO AO PROJETO MULTIESTADUAL EM DESIGN SENAI-DN Zeide Lúcia Gusmão SENAI-RS Sandra Kaplan COORDENAÇÃO DO PROJETO NA ÁREA DO VESTUÁRIO SENAI-SP Fabiana Santos Gomes COORDENAÇÃO TÉCNICA SENAI-SP Valéria Feldman PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Estamparia – Design têxtil SENAI-SP Anderson Juarez Cunha

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO Inspirações, tendências, formas e cores - Design de moda SENAI-BA Letícia Pedreira Diniz Renata Neves SENAI-CE Cecília Alves Luanda Reis Rita Reis SENAI-PR Edson Korner

SENAI-RJ Ana Carla Coutinho Torres Milena Rodrigues Cariello Valéria Miranda Delgado

SENAI-CE Cecília Alves Luanda Reis Rita Reis

SENAI-RS Clenice Pinheiro da Cruz Marcos Hamerski Neura Rita Colombo Verônica Gomes Serpa Lopes

SENAI-PB Catarina Catão Renata Gadelha

SENAI-SP Luciana Betiol Avi Valéria Feldman

SENAI-PB Renata Gadelha

SENAI-SC Rosenei Terezinha Zanchett

SENAI-PE Yane Ondina de Almeida

DESENVOLVIMENTO Desenhos Planificados SENAI-BA Letícia Pedreira Diniz Renata Neves

SENAI-RN Maria Neuma Varela Bacurau Paulo Honório da Costa Fonseca

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Alma Brasileira: Inspirações e Tendências para Design de Moda outono-inverno 2008. — São Paulo: Escola SENAI “Engenheiro Adriano José Marchini”, 2007. 104 p. il. ISBN Inclui CD-ROM e encarte com informações complementares. 1. Moda 2. Tendências de Moda 3. Estampas 4. Outono-inverno 2008 I. Título CDU: 391

SENAI-BA | DEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIA SENAI Dendezeiros Cid Carvalho Vianna Gerente de Unidade (71) 3310 9921 SENAI-CE | DEPARTAMENTO REGIONAL DO CEARÁ Centro de Formação Profissional Ana Amélia Bezerra de Menezes e Souza Maria Oirta Vasconcelos Gerente de Unidade (85) 3292 7016

SENAI-RN Paulo Honório da Costa Fonseca SENAI-RJ Ana Carla Coutinho Torres Milena Rodrigues Cariello SENAI-RS Marcos Hamerski Neura Rita Colombo Verônica Gomes Serpa Lopes SENAI-SP Luciana Betiol Avi Valéria Feldman

S491m

CONTATO PARA INFORMAÇÕES:

SENAI-PE Yane Ondina de Almeida

SENAI-PB | DEPARTAMENTO REGIONAL DA PARAÍBA Centro de Inovação e Tecnologia Industrial Josué Casimiro de Lima Gerente (83) 3331 0231 SENAI-PE | DEPARTAMENTO REGIONAL DE PERNAMBUCO Escola Técnica SENAI de Santa Cruz do Capibaribe Maria Cristina Barbosa Diretora (81) 3705 1767

SENAI-SC Rosenei Terezinha Zanchett ESTAGIÁRIOS SENAI-BA Eirianne Pimentel Ivana Paula Santos Laíse Santos SENAI-PR Heloíse Gruil Maria Caroline Pires Lopes Thiago Aneciski Juliana Cavalcanti

SENAI-PR | DEPARTAMENTO REGIONAL DO PARANÁ SENAI CIETEP - Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Paraná Adilson Graciano Gerente da Unidade de Negócios (41) 3271 7541

SENAI-RN | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE Centro de Educação e Tecnologias Clóvis Motta Francisco Pondofe Cavalcanti Diretor (84) 3211 4586

SENAI-RJ | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO SENAI MODA Cristiane Alves Gerente Executivo (21) 2563 4309

SENAI-RS | DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL Centro de Educação Profissional de Moda e Design Maria Evelise Castaldi Araújo Blaz Diretora (51) 3211 2013

SENAI-PE Morgana Leopoldino Marcolino

MÚSICA Denis Mandarino

SENAI-SC Daniel Philipi Knop

PROJETO GRÁFICO Tre Comunicação

ILUSTRAÇÕES Stéfany Rodrigues Macedo

Direção de Arte Juliana Carvalho Kito Castanha Silas Akira Yamakami

TEXTO EDITORIAL SENAI-BA Letícia Pedreira Diniz SENAI-PB Renata Gadelha TEXTO DESIGN AMBIENTAL SENAI-PE Daniela Vasconcelos SENAI-RS Verônica Gomes Serpa Lopes TEXTOS CONCEITO SENAI-SP Valéria Feldman TEXTOS TECIDOS E PADRONAGENS SENAI-SP Anderson Juarez Cunha Carlos Pires Jorge Marcos Rosa Valmir Neuman

Desenhos Planificados Giovana Sampaio Marcia Molina Marcio Rogerio Bonato Michelle Menegare Raquel Menegare Silas Akira Yamakami Colaboração Fernando Oki Silvia Patrícia Marchetti Criação Multimídia Marcia Molina IMPRESSÃO Propress Editora e Gráfica Ltda. CD-ROM Mídia Company CDs

REVISÃO DE TEXTO Milena Oliveira Cruz BIBLIOTECÁRIOS RESPONSÁVEIS SENAI-SP Antonio Marcos de Carvalho Vera Lúcia Terumi Saegussa Saito

SENAI-SC | DEPARTAMENTO REGIONAL DE SANTA CATARINA Centro de Tecnologia do Vestuário Jacir Luiz Lenzi Diretor (47) 3321 9612 SENAI-SP | DEPARTAMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO Escola SENAI “Engenheiro Adriano José Marchini” Neli Fernandes de Moraes Minetto Coordenadora Técnica (11) 3361 3787

Escola SENAI “Francisco Matarazzo” Fernando da Silva Afonso Diretor (11) 3227 5852

SENAI - Instituição mantida e administrada pela indústria. Apoio do Departamento Nacional PJ-ME0652 - Gestão Estratégica em Design II - Setor Vestuário

editorial por Letícia Diniz & Renata Gadelha

O outono-inverno 2008 traz propostas duais e únicas. Estruturas rígidas e aconchegantes. Sóbrias e irreverentes. Gráficas e tridimensionais. Globais e regionais. No entanto, inquestionavelmente provocativas. Qual o fluxo que a moda brasileira deseja percorrer diante da exposição exógena dessas informações e tendências? Conscientes da histórica verticalidade proclamada pelas previsões de tendências eurocêntricas, inseridas na celeridade do mundo globalizado de informações diversas e dispersas; a moda brasileira se candidata ao posto da diferença. A multiplicidade de nossa gente, de nossas crenças, de nossas cores e, acima de tudo, a convivência harmônica que resulta nessa mistura única e nos pontua nesse universo de signos. Nossos valores mais originários são resgatados, em seus sabores, aromas, cores e toda a sua pluralidade. O urbanismo recorrente desse outono-inverno abre espaço para a sensualidade e ganha naturalidade e recortes. Nas mulheres, a linha da cintura, que em estações passadas estava abaixo do busto, retorna à sua origem em um revival ao New Look de Dior. A elegância, palavra-chave do momento para homens e mulheres, permite ousadias ao tingir-se de vermelho-urucum, roxo-açaí, preto do Rio Negro e de suculento e brasileiríssimo amarelo-piquí. Tecidos preciosos, mesmo que sintéticos ou despojados, permanecem ricos por sua natureza sedosa, aveludada, texturizada e elaborada.

Arriscar é a palavra. Estruture a modelagem com foco nos anos 40, ouse na cor como nos 80, experimente a tridimensionalidade e faça experiências. Use a criatividade a seu favor. Nunca antes existiu um período tão democrático para acolher novas idéias, de onde quer que elas venham. Nessas longas buscas de que são feitas nossas vidas, os anseios globais se encontram. O escapismo tão presente no mundo contemporâneo, dá margem ao imaginário que se metamorfoseia em roupas e, assim, podemos reviver nossas fantasias múltiplas. Tecnologia e natureza prosseguem na relação imbricada que, se a princípio as tornam incongruentes, na verdade proclamam uma fusão de futuro. Processos e beneficiamentos têxteis avançados trazem à tona os aspectos naturais. Látex de couro ecológico, pele de tilápia, tecido de bambu e tramas rústicas exalam cheiros, ora amadeirados e florestais, ora de iodo forte, sinalizando sua proximidade ao mar. Os signos das culturas populares regionais reaparecem para nos relembrar que o mundo é grande, mas o melhor lugar dessa imensidão fica nos pequenos lugarejos em que despimos nossas máscaras e encaramos nossa inocência. A arte naïf, o tear secular, o bordado de ponto cheio, as técnicas manuais, os enchimentos históricos do vestuário retornam aos paddings, caracterizando modificações óticas em nossa antropometria.

Um falso quadril mais largo, uma gola armada ou um ombro de estrutura maior, repensam o vestuário de sua civilização originária. Reeditam seus tons, refazem suas estruturas, pesquisam seus adornos. Cenários surrealistas, com todos os seus artistas, se afirmam. A irreverência rouba a atenção. Se o clima é invernal, o astral deve ser alegre para esquentá-lo. Pop Art, Toy Art e grafites urbanos nos tiram do lugar comum. Valem relevos, etiquetas, serigrafias e aplicações. Todos juntos em uma única peça. Texturas com toques empapelados beiram a excentricidade. A procura é pelo aspecto autoral, pelo resgate de nossas ludicices. Costuras incomuns, bolsos, ferragens, colagens, dobraduras e amarrações em profusão, encontrados em locais inusitados tangenciam uma atmosfera kitsch e flertam com as multicores de inspiração setentista. Pense em conforto com sobreposições e tecnologia com alta performance. Pense em ser feliz. Tenha coragem e curiosidade. Exponha conosco a sua história. Conheça os rumos da moda, mas exercite o desenvolvimento de seu próprio design. Desvende esse baú tão rico e esquecido. É a nossa alma que está contida nele. E alma é elemento etéreo que quer ganhar espaço, quer pertencer ao mundo. Não segue tendência, estação do ano ou ciclo de moda. Tudo passa isenta por ela.


Sonho Intenso

Margens Plรกcidas

Impรกvido Colosso

Terra Adorada


TEXTO AMBIENTAL Amazônia, pulmão do mundo Amazônia (Porque a Moda também precisa respirar!) Por Daniela Vasconcelos e Verônica Serpa

Com a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é uma região de estoque de biodiversidade sem igual em todo o planeta, com várias espécies animais e vegetais ainda desconhecidas.

Amazônia. Dentre elas, 353 espécies de mamíferos, mais de 3 mil espécies de peixes, mil espécies de pássaros, 60 mil espécies de plantas e uma estimativa de 10 milhões de espécies de insetos.

A Bacia Amazônica cobre 5% da superfície do planeta, estendendo-se por cerca de 7,8 milhões de quilômetros quadrados, incluindo o Brasil, Guiana, Venezuela, Colômbia, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru e Bolívia. Possui 25 mil quilômetros de rios navegáveis e contém cerca de 20% da água doce do planeta. Suas florestas são um dos mais importantes ecossistemas da Terra, respondendo por 45% das florestas tropicais úmidas e armazenando 40% do carbono existente na vegetação terrestre.

Vivemos hoje uma preocupação intensa com as mudanças climáticas sofridas pelo planeta. A preservação dos ecossistemas existentes pode ser a garantia de um futuro “mais limpo”, seguro e tranqüilo. Ao longo dos últimos 40 anos, quase 20% da Floresta Amazônica foi derrubada – mais que em todos os 450 anos anteriores de colonização do País. Os cientistas temem que outros 20% de árvores sejam eliminadas nas próximas duas décadas. Será o início do colapso ecológico da floresta.

Cerca de 30% das espécies conhecidas vivem na

A responsabilidade ambiental deve ser um compromisso expresso por atitudes que possam refletir positivamente na sociedade, e dessa maneira a moda cumpre esse

papel. Através de novas propostas de design, algumas marcas trabalham com a preocupação em preservar a natureza e auxiliar comunidades de tribos indígenas locais. As bio-jóias são produzidas seguindo preceitos ecologicamente corretos contribuindo para a divulgação da região sob a forma de um design inovador, respeitando sempre em primeiro lugar o meio ambiente. E a floresta virou moda. Sendo considerada por alguns como um negócio rentável, sustentável, dinâmico e gerador de empregos, tem a seu favor toda a biodiversidade. A natureza dá sua contribuição quando cede gratuitamente ao homem materiais como o tururi (fibra extraída do ubuçu, árvore típica da Amazônia), de onde são aproveitadas até as folhas caídas no chão. Essa fibra dá origem a um tecido vegetal utilizado por vários setores da moda. Seus 25 mil quilômetros de rios navegáveis contribuem com a moda fornecendo sapatos, bolsas,

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cintos, carteiras, entre outros acessórios confeccionados das peles de peixes amazônicos. Esse artigo, que há bem pouco tempo era totalmente descartado, agora é transformado em produto de luxo.

Minha terra

O luxo extraído do que era considerado lixo, demonstra que ações sustentáveis e menos agressivas ao ecossistema podem e devem ser desenvolvidas para prestar socorro ao planeta Terra. Gerações futuras dependem da aplicação de medidas de conservação imediatas.

aqui gorjeiam,

Com esses exemplos, mostramos que é possível preservar as nossas riquezas naturais – sempre com responsabilidade – e divulgar o nosso “verde louro” com tamanha paixão quanto o poeta romântico Gonçalves Dias, em seu poema:

tem palmeiras, Onde canta o sabiá, As aves que Não gorjeiam como lá, Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.

Fontes http://vbookstore.uol.com.br/ http://lba.cptec.inpe.br/ http://invertia.terra.com.br/ Amazônia: salvar ou destruir? Greenpeace Brasil: http://www.greenpeace.org.br Preserve a Amazônia: http://www.preserveamazonia.org http://ritaprossi.com.br/ http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=50631 http://www.courodaguaamazonia.com.br/conhecanos.htm

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“Foi desindianizando o índio, desafricanizando o negro,

deseuroperizando o europeu e fundindo suas heranças culturais que nos fizemos.

Somos em conseqüência, um povo síntese, mestiço na carne e

na alma, orgulhoso de si mesmo, porque entre nós a mestiçagem

jamais foi crime ou pecado. Um povo sem peias que nos atenham a qualquer servidão, desafiado a florescer, finalmente, como uma civilização nova, autônoma e melhor.”

Darcy Ribeiro

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se ore d a ort ão. ent os p e m d o s ls s de qua nte a do t sen tido e pre sen e s r z e a d a, r tóri ue t sida s r i q e h m o div sã ue oe a fu por io açã de ulto e n s a m i t h e i g c r U s a ade – s, d i m e o i n tran õ d s u ela a re aç ma ent al p agia gen a i ltur u e c m u d m s o i c l a mi nd ou e se ?A as e cria eal baú oso ntre end s qu r i l e c o , m o t e e s a que u m id pr ória de f r; e idad ão que ent t ecta s a v tão s e i n i o e t c d o o nã ec en da de an ec is alg zaç con ma arie ldm ão e evid ivili ue s nar a v e s c a e e q n s F t n u a e n o tiva ia s g , o –e orp ane os alér eza . nse tud rma pos c r V ú o o m m a a u e f r r r a c t m Po rm ? i pe mb e se rncia a na ou são nsfo stró ia d ssê a n om gua os u r r n e c e , t g t o m o a ale era s te se c o ex ntic elad ea ênom o. utê não s nó rev e s c a t o s u o u n e d s pov e se . is s, To oo s . m m za o s s d o m i u s r d o e e e d e di s re nd lei que e i a d i i m n g o r d í o d s u e i c t a p t a Es br no en são el, cos os s a os on aú, e id Par se a ulh oss nsív xten b t a s g n e e s r r a o e i s e a u e a s red , pr ór m cult nos se e na or a nto m , om o os hist e s c m U m m , o m m e o a e s é i l im to, lha cia Pov elo os r ond obr , inu a tá a tida end c p , n o t l s d n s r m rgu s a n e e e o i u e e e c do at da qu m ec ou ós sd fut es, liga esp a ca ar resg oe l no isas os n ado nele livr g ã o a s s o d , ç s u a ã c m u o o o i t t a L m u q p i a alm or nas retrad além cor o... brim ente, p Ass terr esc ito que l da ess em ca p ue sco ae s t r s u e s a s e q o s e g m p o n i u d l r d m i , a x .A pro za óri ão op rias vam ia. na b orig coe aiam hist ture ja n izaç bre ató m, za e e l cia i r m z a e o e a i s a r d n s l r n s i s e ê o r a tu A istó iv sf Um . a a do c h m n ess . o n n a a s u a a r a a n a r r r i ss nt pa at ess çõe era em ar d futu sile a no ndi s co eal ara te d tilh io p o r o d p bra n o i d c a n a d n e t p í s da eça ven om do ons que hos mc ico com eza . son lec s u h ú a í f r a n o em tra plu . ob to, ira. ent a es ção ncia sto: sile iber i ou ê l lem a v s r e o s e nt m orm ab via f e u a e m e h l e m t a es ca bri cro er , sco ólu a nun e qu end e v t d m d n des n l a i e a ele e a d r i u d i a c e l m li , Um es do agi ns , se ltip es e me ai d o fr . am alan d Mu s o d a v x a r h n e a e d a m a i l is r a g qu gin mb rios sa a istu uele pag o arre u s q o c c Ima c m o r a , s agir zas se p ,an e, a ziam quais que e t a e a r r u n f i r o s q e e a , p ri lm sil s os sua ens a de s. E bra cipa r, p nco ua upt nce n r e o i e e r s r t u e s bra r p de ,q int pe elho pria ões o in tos ç ã ó o esp r a ç v , tan i p a n s ri at le de Ac me form tida n o i era e ? c d ia iní sa i o ênc seu eúd e ess t d n co des s em mo tida a n r a o sc isio edit lma apr Acr a e s u sua or q ser as p M s. baú

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so n e t n I o h Son

Palavras-chave metamorfose, efeitos especiais, construção x desconstrução, movimento, escapismo, surrealismo, mimetismo, vida, morte. Referências estéticas e culturais Art Dèco, folclores, lendas e mitos brasileiros, catolicismo, umbanda, candomblé, máscaras, sacramentos – casamento, comunhão, batismo —, rituais de guerra, vida e morte, cultura popular, iconografia religiosa, arquitetura vernacular, artesanato de luxo, modificações corporais, literatura de cordel, histórias da carochinha, cantigas de roda e de ninar, cantos populares, Monteiro Lobato, Labirinto do Fauno, Hell Boy, Surrealismo, Bosch, anos 20, Paul Poiret, Madeleine Vionnet, Harry Potter.

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ente o m a t i n e ate imaginár s o t r e i o p a de o lúdico, as e ritua real d a v r re ,o ag i b se da, o nsita ent anças, m diabólico a t n a s. Tra ia s, d te e o a e nc Terr os divino igas, estór e o inocen t r lh ões por o eal. Can am ent geraç de. rr ass a u p s r es çõ e o eiros pe da e gera as e orali l i d s s a o r b tid tiv eal. nsmi de narra a r t e o irr o s sã avěs e e fato tornos atr s o stória se funde t i n h e n a o m ou oss se Senti em seus c em n se mescla cantam e m n e fi o str e de , en que se con aginário , educam es r o lcl im im s e fo ando um tório. Ass a d n o e i L a, cri enso terr seand r o f u r t o l m cu am ias osso i , met em energ te, m a r em n uam. an stu dos se mi fatos, me nto incess s perpet o h e m son im em ade e , magias os – mov truindo u d i l a re ns tic hos Onde s em bic res fantás omem, co n h home ais em se ínseco ao os. n m r i t o e an tivo e in de cont r i o i prim ório che t re pe r

es e uliar m , c o m ec p ria rios Cená tados se c simples. e encan nos gestos força qu a e a pequ , com um pressa ess rução. t os Porém iona e ex ente cons criam lclores s ess n a r r a p b im m perm s, fo om es e s am lenda e z e u t l r a m tre , e en e transfor s. o s i ec a u r é pr ágicas, q absolut a h se n So ões m verdades rmas ç o i f s e n es am tra ições em olum ngam. Cri s. v d a s r o t o , o e dica ou se al ra pesad tes ú l a o r m en , fe tmos se amplia s ora leves e cores qu frias e a a ai qu Ness ondam, cores ateri r tela em m o d c m e e am arr es entr ma ca t ment emba também u se comple a. i Surge trastam e sua essênc se con m toda a a revel

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Têxteis

Híbridos Por Valmir Neuman

Híbrido que provém do cruzamento de espécies diferentes; que se desvia das leis naturais; anômalo, que insinua um rompimento forçado junto a qualquer coisa viva distinta de uma única entidade em duas ou mais partes, separando um único objeto em dois, transformando uniformidade em diferença. Moramos em um estado de constantes mudanças, agarrados a semelhanças de uniformidade, até que nos vimos em condições de tomarmos consciência do fato de que nada permanece o mesmo. No outono/inverno 2008 esses movimentos constantes combinamse com a rapidez e a evolução das tecnologias que estão mudando as pessoas no modo como consomem e se vestem. A percepção que se tem entre o natural e o artificial, tomando-se como exemplo as fibras sintéticas que de forma imperceptível imitam pêlos ou tecidos como cetim híbrido onde a mistura de fios sintéticos e naturais resulta em materiais que buscam um leve brilho natural. Os artigos podem ser considerados como artificiais ou naturais; nossos padrões de consumo tornaram-se híbridos sofisticados, sendo necessário a utilização extrema de materiais fibrosos, fios e tecidos. Nos artigos em estilo híbrido, obtemos no tecido a constante mutação, combinando fibras irregulares e fios regulares, artesanais ou industriais. Produtos para consumidores novos misturam o tradicional e o experimental, o analógico e o digital, o artesanal e o de alta tecnologia, o chique e o barato, a construção e a desconstrução. O conceito de híbrido apresenta-se como uma força motriz, a ação principal que permitirá em artigos têxteis uma constante evolução e trará possibilidades de tecer o novo.

feminino

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masculino

Artigos e efeitos: • Brocados e seus aspectos visuais, relevos inspirados em rituais sagrados.

diversas texturas e padrões geométricos.

• Efeitos de tingimento com alterações de tonalidades, descolorações.

• Padronagens como espinha de peixe, risca de giz, pied-de-poule representadas e tecidas na malharia retilínea.

• Na malharia retilínea o brilho e a sombra se fazem presentes em malhas construídas, com aspecto caótico.

• Estampa com flores da Amazônia sobre tecidos de malha como jersey em tons pastéis.

• Organza em nuances de cores quentes e cinzas, simbolizam luz e sombra.

• Desenhos na estamparia, que buscam o lado sombrio dos contos de fadas, símbolos antigos, tons surrealistas e formas medievais.

• Seda estampada com efeitos de vitrais ou em tons de ferrugem.

• Padronagens em tecido jacquard de malha, com formas inspiradas na cultura, religião e festas regionais.

• Tecidos tradicionais como sarjas e relevos discretos. • Veludo enquanto representação de pêlos de seres encantados, de leve gramatura e com leve brilho, cores sóbrias como o azul, tons terrosos e vermelhos. • Para o feminino infantil, motivos de peles de animais e étnicos se transformam em jacquards lúdicos na malharia, produzidos com materiais sintéticos. • Matelassê tecido duplo, com

• Tranças tecidas em lã e algodão, com pontos abertos na malharia. Inspirados nos tecidos planos, os desenhos imitam o favo de abelha. • Tecidos de malha com toques e brilhos do cetim, tecidos finos e transparentes, bem como malhas em plush e tecidos de moletom. • Efeitos na lavanderia que exploram a luz e a sombra também no black jeans. • Renda artificial

infantil

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Feminino

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Feminino

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Masculino

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Masculino

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Malharia

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Fitness

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Infantil

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Infantil

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Referências estéticas e culturais

Palavras-chave Sensualidade, urbanismo, multicolorido, elegância, maximalismo, minimalismo. 34

Debret, Hércules Florence, Jorge Amado, Victor Brecheret, Cândido Portinari, Albert Eckhout, Lasar Segall, Érico Veríssimo, Pero Vaz de Caminha, Frei Caneca, Felipe Camarão, Caramuru e Catarina Paraguaçu, Darcy Ribeiro, Monumento às Bandeiras, Guerra dos Farrapos, Quarup, escritos de José de Anchieta e Padre Vieira, pintura corporal, cultura afro, cultura indígena. 35


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Calor & Frio Por Carlos Pires

O mundo vem cada vez mais ressignificando a noção de praticidade. No outono/inverno 2008 cabe à Indústria têxtil e de vestuário agilizar o desenvolvimento dos artigos têxteis e pensar na praticidade dos produtos, principalmente pela variação diária do clima das grandes metrópoles. Por isso, é importante procurar desenvolver tecidos com fibras que atendam às necessidades das pessoas em relação à proteção, ao conforto e bem-estar do dia-a-dia, adequado ao clima brasileiro. Na busca de misturas não tradicionais, a moda masculina, com fios metalizados misturados a matériasprimas como viscose, seda e algodão apresenta-se como uma opção atraente.

O cashmere, misturado com fibras mais frias, adequase perfeitamente ao inverno brasileiro e resulta em tecidos leves e finos, com toque macio na malharia ou na tecelagem plana. Ao encontro desse pensar poderíamos obter a verdadeira “fibra inteligente”, adaptável às variações climáticas, com características reunidas em uma única fibra. A fibra de bambu, com sua troca de calor, o isolamento térmico bem característico da fibra de acrílico e a durabilidade e praticidade da fibra de poliéster. Características individuais – de origem física e química – encontradas em diversas fibras naturais e obtidas quimicamente, possibilitam aos designers têxteis liberdade em suas criações.

Artigos e efeitos: • Fios em matérias-primas quentes e geladas causam contraste. São ideais para o inverno brasileiro. • Fios mesclas, em lã cardada em tecido feltrado. • Tecidos naturais em algodão, bambu e soja, trabalhados e tingidos. • Pontos caseados, vazados e abertos, trabalhando com fios de viscose enrugada ou crespa. • Couro liso ecológico, de aspecto macio, trabalhando com materiais como tecido plano, tecido de malha e tricô. • Detalhe em tecidos incomuns, feitos em teares manuais e de cores escuras, que criam um ambiente artístico.

• Tecidos de malha rústicos, com fios leves e pesados e toque natural das fibras de cashmere, mohair, lã com aspecto de feltro e algodão stonado. • Peças de malharia retilínea com ponto de barra enrolada. • Texturas em relevo obtidos em tecidos de malha como canelados, efeitos de ponto com tranças. • Estamparia ikat com misturas de referências étnicas e cores, gerando novas formas. • Denim com toque peletizado ou rústico, com maior gramatura. • Moletom de gramatura leve com desenhos geométricos, trabalhando com duas cores contrastantes.

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Formas: assimétricas, arejadas, longilíneas, amplas, sofisticadas e ousadas. Volumes: estruturados. Modelagem: peças de montaria e esgrima, capas, influência militar, saia-lápis, pelerine, cintura New Look de Dior, ênfase no colo, coletes, alfaiataria. Detalhes: recortes, jabot, babados, plissados, drapeados, variedades e excessos, falsos bordados, adornos com sementes. Materiais e Padronagens: látex, couro ecológico, penas e plumas, teares manuais, palha, bambu, rendas artesanais, rústico com aspecto natural, padronagens graúdas. Texturas: rústica x macia, pátina, aspecto oxidado. Estampas: fauna e flora brasileira, grafismos tribais. Cheiros e Sensações: iodo, maré, barro, estrume, mato seco e terra molhada, ervas medicinais, cheiros amadeirados.

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Malharia

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riqueza, povo, natureza, sincretismo, metamorfose.

Como numa colagem dos tempos, natureza e paisagens urbanas se mesclam, interagem, ou muitas vezes se perdem, em uma mistura ousada entre as riquezas culturais e naturais do Brasil. Silhuetas se formam ou desaparecem através das mudanças de luz. Ora naturais, ora citadinas, refratam como meio para novas percepções.

Lúcio Costa, Lígia Clark, Hélio Oiticica, Carybé, Vik Muniz, Ted Polhemus – supermercado de estilos, Naïf, Construtivismo, arquitetura eco-vernacular, sincretismo, tribos urbanas, pop, kitsch, colagem, cubismo, anos 50, 60, 80, 90, grafite, caleidoscópio, teatro de sombras, reciclagem, favela, fado, lego. 54

Metamorfoses. Pessoas, lugares, muros e natureza criam movimentos incessantes que transformam a paisagem. Surgem fusões e superposições na criação de identidades, arquiteturas e culturas que se transformam, se reciclam e se sincretizam em misturas cada vez mais inusitadas. Artes, comportamentos e religiões se condensam em casulos, renascem e revelam novos contornos.

Uma linguagem pop, na intenção de misturar e dificultar a identificação de suas origens. Nela o homem transita, percebe e filtra suas sensações, cria novos universos e percorre diversos territórios. Há poucos limites, o que é sustentado pela justaposição de peças apenas aparentemente desconectadas entre si. Tecnologia, natureza e toques sociais criam

uma cartela de cores inspirada em suas riquezas. Contrastes entre materiais naturais, sintéticos e tecnológicos criam volumes extremos e formas flexíveis, mutáveis e inusitadas. Nesse universo cheio de contornos, o homem se metamorfoseia e se sincretiza, assim como a natureza. 55


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Colagem no design têxtil Por Anderson Juarez Cunha

A contemporaneidade encontra-se em um contexto de imagens sobrepostas, iniciada a partir da “colagem”, procedimento inaugurado pelos cubistas que consiste em aplicar, na obra, pedaços ou partes inteiras de objetos; ou ainda fragmentos de gravuras e desenhos, diferentes ao trabalho, no sentido de procurar combinações que levem ao entendimento de velhos e novos sentidos. O conceito tem como objetivo apresentar a união e/ou a quebra de fronteiras entre arte, design e moda, nos possibilitando estudar a interconexão de técnicas e materiais na criação de respostas complexas para produtos que o designer têxtil possa desenvolver. Temos como técnica o processo de tecimento jacquard e suas possibilidades de

texturas diversas; como materiais, as fibras têxteis naturais, artificiais e sintéticas. O desenvolvimento desse tipo de tecido gera um produto semi-artesanal. O acréscimo de uma realidade inusitada à peça resultado de uma colagem. Essa nova realidade quebra o padrão de produção do tecido, caracterizado normalmente por desenhos bidimensionais e pela produção serial utilizando princípios básicos de entrelaçamento de fios (por trama e urdume) na tecelagem plana e de malha. O intuito é pensar a livre montagem na fusão e sobreposição de tecidos e materiais e buscar ultrapassar as disciplinas têxteis ao propor novas utilizações. A colagem, dentro da história da arte, tem relação com a ampliação de consciência de

realidade, ao trazer um elemento real e colálo na tela. No caso dos tecidos o resultado de sua formatação muda ao se propor essa nova forma de definição do produto. O designer pode se deparar, assim, com um tecido colagem em que ele realmente tenha um novo conceito para o desenvolvimento de artigos. Ao trabalhar o conceito colagem não se pretende trabalhar questões do campo da arte, mas sim levar ao padrão industrial a definição mais livre de tecidos, na qual o acidental e o intencional entram como variáveis no auxílio do processo de criação de novos produtos. Para iniciar-se o processo de novos conhecimentos, é preciso transgredir a realidade existente.

Artigos e efeitos: • Fios fantasia semelhante ao bouclê opaco com detalhes metalizados de fio lurex. • Tafetá e cetim de seda em tons de mostarda. Cetim de maior gramatura e densidade. • Tecidos feltrados, fluidos e transparentes, sobrepostos a tramados rústicos brilhantes ou opacos. • Efeito ringado, lavado com jato de areia, lixados localizados e enzimagem leve. • Tecidos metalizados leves, obtidos por meio de efeitos na lavanderia, estampados ou em cores lisas. • Efeitos de tratamento com cera. A aplicação de resina sintética sobre o tecido lhe confere maior rigidez.

• Sintéticos na cor vinho vivo ou seco. • Vinil com alto brilho e maciez. • Processos de resinagem e enrugamento manual no jeanswear. • Estampas com grafismos primitivos, padronagem geométrica da Pop Art e grafitadas em tecidos jacquard plano ou de malha. • Materiais do início do século, como penas e plumas, aparecem discretamente.

• Tecidos com misturas de matérias-primas, tecnologias de tecimento e estampas de diferentes culturas. • Denim colors em tons de cáqui, azul, verde bandeira, verde militar, vermelho vivo de variantes saturadas ou mais escuras, com tons de preto e azul.

• Estampas de estruturas geométricas em tecidos crepe, veludo, chifon.

• Estamparia t-shirts com textura em plush, inspirada em desenhos de grafismos abstratos, lúdicos e criativos; o urbano e o regional centralizados na peça de cor lisa contrastam com a imagem.

• As padronagens geométricas com abstrações sinuosas, desenhando o losango em equilíbrio com

• • No infantil as estampas são inspiradas nos florais femininos adultos.

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as listras diagonais para o masculino, em tecidos de malha que utilizam o ponto intarsia dupla frontura e jacquard.

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adas, is, inusit e ív x e fl : Formas as, trapézio. ad arredond justado, mplo e a a o m o c . os dos, gota s: extrem Volume s e desestrutura as, x ampla. os, saias rodad do ra ta s tu u ju , tr a d s e ti ng orts, ves urta x lo étrica, c golé, túnicas, sh im s s a : gem aran Modela apas/poncho, p c : das de s . lo rk, cama relevos e turada Exemp o u tr w s h e tc s a e ad zíperes, lagens/p alfaiatari turas, co tais, pedrarias, omp l’oeil. is m e d e o mão, tr excess es de m s: pop – aplicaçõ ordados, feitos à Detalhe erentes, kitsch, b , vinil, anjados, rev ja, couro , o s , u b peças, ir ões, plissados, fr m o ba rç papelad lgodão, cortes, to toque em xadrez. cetim, a , , o c tá ti fe té ta , opaco, stico, sin agens: Padron amado rú /rígido, brilhante e tr is l, ra ia r tu o Mate tecid do, na adeira metaliza te, embru rolha, m l, ra feltrado, uido, transparen tu a n , fl aspecto resinado rugado, n e , lê c u olha/bo , plástico-b asfalto. : s a e bichos r tu Tex , peles d s de erme, te id fi u ra q g a , p , ersidade rimitivos raspada fismos p cas urbanas, div ra g l, ra o la ep Art, fl as: Pop as, sinais Estamp s, mix de técnic sia, elo la, mare e v penas, s – micro/macro. fa , fé es peros, ca ru. proporçõ idas, tem uente, algodão c m o c r, o u q s : a s rr e çõ o, te e Sensa chuva no asfalt , Cheiros to a m , flores esgoto, 64

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Malharia

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TERRA ADORADA Palavras-Chave

Escapismo, transgressão, surpreendente, criatividade, democrático, irreverente, sedução, excêntrico.

Referências estéticas e culturais

Carnaval, Mondrian, irmãos Campana, Gilbert and George, Romero Brito, Heitor dos Prazeres, Aldemir Martins, Gustavo Rosa, Volpi, Cirque du Soleil, Antônio Nóbrega – Brincante, Escola Picadeiro, Commedia dell’arte, Second Life, clowns.

Muito além das paisagens, existe algo surpreendente em nosso país: o jeitinho brasileiro de levar a vida. Somos uma nação imensamente criativa, alegre e nossa maior vocação é a felicidade. Alegria 100% brasileira não se procura, se encontra aos baldes... Festas coloridas trazem intrínsecas tradições e histórias. O carnaval, o grito emocionado das torcidas, o circo mambembe ou urbano encontrado em cada esquina – com meninos malabaristas e cuspidores de fogo. Enfim, toda a expressão mais autêntica de

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Terra Adorada “Nós brasileiros somos barrocos desde sempre.” Ariano Suassuna

alegria que traça, mesmo inconscientemente, um caminho para a felicidade.

a diferença. Uma inventividade que resiste a todos os percalços e mudanças pelos quais transitamos.

volumes inusitados, em que sobreposições e assimetrias se mesclam em construções e desconstruções.

São figurinos despejados sobre cada indivíduo, compondo uma fantasia de que cada brasileiro nunca se despe, em um espetáculo que celebra todas as diferenças, simbólicas ou reais. Em um caos organizado, um carnaval de folia e ordem constrói um Brasil que é um convite à imaginação.

Basta possuir uma fagulha criativa, o desejo de se criar coisas novas, quebrar premissas, fazer a festa: cantar, dançar, criar. Ria, chore, extravase! O que mais importa é ser feliz e, se ser feliz é padecer no paraíso, este lugar é aqui!

Surgem cenários coloridos por uma cartela alegre e bem-humorada, complementada por materiais com texturas e misturas diferenciadas.

Imaginação que se traduz na felicidade que nutre a alma e o corpo. Estimula, inova e faz

Essa brincadeira não tem fronteiras, todos participam naturalmente, criando formas e

Para essa terra adorada, cheia de contrastes, cores e sons, estão todos convidados. Apagam-se as luzes e o espetáculo começa...

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Tecnologia nas

Lavanderias Por Jorge Marcos Rosa

Os processos atuais em lavanderias visam aumentar a produção e diversificar os tratamentos nas peças. Os tecidos de sarja (brim ou índigo) transmitem certa irreverência e permitem

resinados, com efeitos ring e com aspecto de não lavado, lembrando o jeans bruto. Na peças confeccionadas em tecido já preparado, existe a

liberdade de criação aliada à busca contínua por novas tecnologias, na intenção de obter peças que ofereçam maior conforto e dêem a impressão de peças sem customização. Por outro lado, as lavagens de peças confeccionadas têm tido em seus processos menor utilização de água, juntamente com a introdução de novos produtos que possibilitam efeitos especiais. O denim white, tecido de ligamento sarja, e o denim color black, em tons escuros obtidos por meio de lavagens, podem também ter combinações com jogos ópticos. Assim obtemos o efeito positivo e negativo ou acabamentos encerados e

possibilidade da obtenção de tom sobre tom, sem demonstrar excentricidade, podendo ser em mesma tonalidade ou em tonalidades diferentes combinadas entre si. Podemos obter efeitos riscados no jeans, obtidos por meio de fios-fantasia na tecelagem ou lixando e escovando pontos localizados da peça. Em muitas peças, a utilização de resinas glioxálicas (resinas acrílicas utilizadas para acabamentos perolados, amassados e brilhantes) tem sido cada vez maior, na intenção de se obter efeitos amassados, bigodinhos ou até mesmo efeitos metálicos em índigo.

Artigos e efeitos: • Cetim e vinil em laranja vivo, gerando um brilho acobreado.

• Tweed feltrados ou lisos em lã.

• Tecidos brilhosos como o tafetá em cor azul vibrante.

• Mistura de materiais leves e pesados.

• Tecidos leves como voil, chifom, tule e meia malha lisos ou com estampas abstratas.

• Estampas de poás não tradicionais, de formas orgânicas.

• Tecidos jeans metalizados com camadas de películas metálicas. • Fibras com propriedades especiais (fibras naturais).

• Estampas com motivos de festas da cultura regional do Brasil, em tecido jersey.

• Alfaiataria de tecidos acetinados obtida por meio da mistura de fios, microfibra de poliamida e seda.

• Origami. Os tecidos aqui são tratados como papel, por meio de técnicas de modelagem e corte.

• Novas texturas em relevo, inovadoras, criadas por efeitos de pontos em malharia. Nervuras nos tecidos de malha em mistura com outros ligamentos, que utilizam materiais tecnológicos.

• Xadrezes em contraste com as padronagens listradas.

• Mistura de texturas inusitadas em preto e suas tonalidades.

• Tecido denim com elastano.

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• Listras largas verticais, horizontais, com ângulos.

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• Tecido de malharia retilínea (tricô) com tingimento tie die.

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O inverno 2008 chega trazendo muito mais que o frio. Traz leveza, conforto, equilíbrio e tranquilidade, presentes nas tendências inspiradas por estilos estéticos contemporâneos. Traços simples, diretos, longilíneos. Cores claras e sóbrias criam um clima de serenidade. Cinzas e pastéis suaves contrastam com azuis e roxos marcantes. Malhas texturizadas e drapeadas se abraçam com veludos, tweeds e couros. Tons metálicos dão o toque final ao futurismo neominimalista que marca a linha da estação. No inverno 2008 da Sultextil, a moda dá a direção para o estilo e a elegância se encontrarem. E o caminho quem faz é você.

Com o surgimento de novos conceitos em moda, tornou-se indispensável buscar inovações para o mercado de malharia retilínea. A ADATEX é uma das empresas líderes do mercado brasileiro, há 54 anos no setor de fios e pioneira em fios elásticos, a empresa oferece também os serviços de sua tinturaria à terceiros, alem de uma coleção inovadora de fios e filamentos.

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referências... BUREAUX PROMOSTYL. France, 2007. Intimité, intimacy, winter 2008/2009. COLEÇÃO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Cadernos de Literatura Brasileira Ariano Suassuna. [S.l], n.10, dez. 2003.

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LIVROS

MAMMI, Lorenzo. Volpi: espaços da Arte Brasileira. 2. ed. São Paulo: Ed. Cosac Naify, 2001.

ASSARÉ, Patativa do. Digo e não peço segredo. São Paulo: Escrituras Editoras, 2001.

MANCO, Tristan; NEELON, Caleb. Graffiti Brasil. London: Thames & Hudson, 2005.

BOIERAS, Gabriel; CATTANI, Luciana; SÁ, Marco Antônio. Maravilhas do Brasil: festas populares. São Paulo: Escrituras, 2006.

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TEXTILE VIEW MAGAZINE. Amsterdam: Metropolitan, n. 78, summer 2007.

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COLLEZIONI TRENDS. Modena: Logos, n. 76, autumn/winter 2007/2008. COLLEZIONI TRENDS. Modena: Logos, n. 77, autumn/winter 2007/2008.

KIDZ TRENDBOOK. Switzerland: STDesign, 2005. Winter 2007/2008.

COLLEZIONI TRENDS. Modena: Logos, n. 78, spring/summer 2008.

KNIT ALERT. New York: Overseas, autumno/inverno 2007/2008.

COLLEZIONI TRENDS. Modena: Logos, n. 79, spring/summer 2008, previews autumn/winter 2008/09.

L’OFFICIEL BRASIL. São Paulo: Duetto, ano 1, n. 5, fev. 2007.

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L’OFFICIEL BRASIL. São Paulo: Duetto, ano 1, n. 6, mar. 2007. L’OFFICIEL BRASIL. São Paulo: Duetto, ano 1, n. 8, maio 2007.

VOGUE BRASIL. São Paulo: Carta Editorial, n. 344, abr. 2007.

COLLEZIONI UOMO. Modena: Logos, n. 57, spring/summer 2007.

L’UOMO VOGUE. Milano: Condé Nast, n. 378, 2007.

VOGUE ITALIA. Milano: Condé Nast, n. 681, magg. 2007.

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L’UOMO VOGUE. Milano: Condé Nast, n. 381, magg/giugno 2007.

VOGUE PARIS. Paris: Condé Nast, n. 875, mars 2007.

COLLEZIONI UOMO. Modena: Logos, n. 59, autumn/winter 2007/2008.

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VOGUE (USA). Condé Nast, mar. 2007.

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MAGLIERIA ITALIANA. Modena: Editoriale Moda, v. 38, n. 151, mar. 2007.

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COLLEZIONI 0/3 BABY. Modena: Logos, n. 41, jan./june 2007, spring/ summer 2007.

PROVIDER. Sydney: iSUBSCRiBE, may 2007. Giving form to colour and texture: hybrid. 666 PONTOS DE CROCHÊ. São Paulo, Editora Três, 2002.

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SHOWDETAILS MEN. Bologna: Showdetails srl, v. 1, n. 1, jan. 2007.

BOOK MODA BAMBINI. Milano: Publifashion, n. 7, autumn/winter 2007/08.

FASHION BOX MEN’S KNITWEAR. Carpi, Modena: PM Studio, fall/ winter 2007/08.

COLLEZIONI DONNA. Modena: Logos, n. 121, autumn/winter 2007/08.

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ZOOMONFASHIONTRENDS. Bologna: Nuova Libra Editrice, anno 14, n. 38, 2007. P/E - S/S 2008/09. ZOOMONFASHIONTRENDS. Bologna: Nuova Libra Editrice, n. 36, autumn/ winter 2007/08.

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spring 2007.

n. 123, prêt-à-porter, autumn/winter 2007.

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ANTONIO Nobrega. Disponível em: <http://www.antonionobrega.com. br>. Acesso em: 2007. CHIC Glória Kalil, 2007. Disponível em: <http://www.chic.com.br>. Acesso em: 2007. ÉRIKA Palomino, 2007. Disponível em: <http://www.erikapalomino.com.br>. Acesso em: 2007.

NOTA: A numeração nas cartelas de cores são códigos da escala PANTONE® Têxtil. Todo cuidado foi tomado no sentido de reproduzir o mais fielmente possível as cores têxteis neste livro; no entanto, devido às características do processo de impressão, pode haver variação na reprodução gráfica das cores.

CD-ROM . Preferencialmente visualizar com resolução de 1024 x 768 pixels. . Configuração mínima do computador: 128 MB de memória RAM, processador Pentium II 300mhz. . Caso o CD não seja executado automaticamente no Windows, clique duas vezes no arquivo ABRIR-PC.exe do CD e aguarde. . No Macintosh, clique duas vezes no arquivo ABRIR-Mac.html do CD e aguarde.


Catalogo Moda Senai  

Alma Brasileira

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