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Ano 03 Edição 16

Cabral lança programa de incentivo à renovação da frota de caminhões A expectativa é que entre em operação no segundo semestre


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Expediente Presidente Francesco Cupello

Editorial

Vice-presidente Silvio Carvalho Junior Diretoria Joel Ferreira Batista Jorge Manuel Lopes Adalgiso Maia Neto Luiz Ricardo Lobo josé lúcio bebber Conselho Fiscal Antônio Leandro dos Santos Filho Paulo Roberto de Souza Bachur Carla Ribeiro Fernandes Conselho Consultivo Paulo Henrique Weller Antônio Aroldo Martins Freitas Baldomero Taques Neto Andre Martinez de Simone Reinaldo da Matta Machado Luiz Claudio de Oliveira Secretário-geral Roberto Nate Jornalista Responsável Luciana Gomes MT 29579/RJ Designer Wilson Toledo Assessor de Imprensa Guttemberg Santos Fotógrafo Luiz Laprovita Textos Luciana Gomes Colunista Eduardo Rebuzzi Colaboração Secretária Geral da FETRANSCARGA, Maryland Moraes Rodrigo Silvério Cléssio Bail

Prezados leitores e companheiros de TRC, após uma pausa, devido às festas de final de ano e Carnaval, o Almoço do Transportador retorna no dia 20/02. Em 2013, iremos prestar homenagens, em nosso encontro semanal, às personalidades que contribuíram com a trajetória do SINDICARGA, nesses 80 anos, além de nomes que vem contribuindo para o desenvolvimento do estado e cidade do Rio de Janeiro e do Brasil. O primeiro homenageado, Enio Carlos Bittencourt, é presidente há 25 anos da Saara – Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, um enorme e

importante centro comercial varejista e atacadista localizado no coração do Centro do Rio. Composta por onze ruas, a região é um importante ponto de carga e descarga e como nós, transportadores, sofre os efeitos negativos das restrições dos caminhões. O tema uniu o SINDICARGA a esse líder e, agora, vamos lutar juntos pela causa. No almoço do dia 27/2, iremos homenagear os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas – DRFC. Desde que assumiu, em setembro de 2011, o Delegado Titular, Fabio Cardoso, e sua equipe já prenderam mais de 300 criminosos envolvidos em receptação de cargas. Somente no ano passado foram 205 prisões, que contribuíram para que as estatísticas desse crime, cada vez mais comum, não aumentasse ainda mais. Nesta edição, temos uma entrevista com o Deputado Federal Hugo Leal, autor da Lei Seca, que há quatro anos vem reduzindo o número de mortos nas estradas causadas por embriaguez. Com a sanção da Lei 12.760/2012, em dezembro,

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outras provas para caracterizar os flagrantes são permitidas, como vídeos, perícia e depoimento de testemunhas. E enquadra, também, o uso de substâncias psicoativas que afetam a capacidade de dirigir, provocando perda de reflexos ao volante. Além disso, o valor da multa subiu para R$ 1.915,30. As estatísticas mostram que tanto rigor é fundamental. A Polícia Rodoviária Federal registrou 222 mortes nas rodovias federais em todo país no feriado de Natal, 38% a mais que no mesmo período do ano passado. Segundo o órgão, 25.082 motoristas passaram pelo “bafômetro”, nesse período, e 855 foram reprovados. Desses, 393 foram presos em flagrante por crime de trânsito – por ultrapassarem o índice de 0,30 mg de álcool por litro de ar assoprado ou por apresentarem sintomas de embriaguez e se recusarem a realizar o teste. Boa leitura, Francesco Cupello Presidente do SINDICARGA


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Segurança

DRFC fecha cerco a quadrilhas de roubo de cargas

A Delegacia de Roubos e furtos de Cargas (DRFC) prendeu, somente, em 2012, mais de 200 envolvidos em roubo de cargas, a maioria, resultado de grandes operações, que desmantelaram quadrilhas especializadas neste crime cada vez mais comum. Em fevereiro, a Operação Raposa prendeu 18 criminosos que abordavam caminhões na Via Dutra e mantinham os caminhoneiros em cárcere privado até que as cargas fossem descarregadas. A Operação Sem fronteiras, realizada em junho, envolveu três estados: Espírito santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na ação, foram capturados 30 criminosos, entre eles policiais e empresários.

“Para o leigo surpreende, mas a gente que trabalha na DRFC, há mais de um ano, observa que muitos indivíduos que aparentam agir dentro da lei estimulam o roubo de carga”, diz o Delegado Titular da DRFC, Fabio Cardoso. Ele explica que, existem dois tipos de empresários que agem como receptadores: Aquele que compra carga roubada devido ao baixo custo, que acarreta maior lucratividade, e aquele que encomenda a carga e até mesmo caminhões para serem roubados. “Este indivíduo, na verdade, é o ladrão. Além disso, está incentivando outras pessoas a roubarem. Será indiciado e preso como ladrão”, afirma.

No final de 2012, a DRFC realizou a Operação Colméia, que prendeu cerca de 22 criminosos. “Todos os marginais presos são ligados a roubos e receptação de cargas, isso faz com que a gente atinja os grupos especializados neste tipo de crime e consiga impedir o aumento do roubo de carga no Rio de Janeiro”, conta Cardoso. Responsável pelo setor de investigação da DRFC, o Comissário de Polícia, Daniel Gomes, fala que, as investigações começam, na maioria dos casos, quando a vítima procura a delegacia de cargas e registra o roubo, furto ou outro crime. “Com essas informações a gente elabora reconhecimento de fotografia ou retrato falado, identificando vários nomes e conseguindo prender e indiciar os envolvidos”, esclarece. A especializada, também, coleta informações através do Disque-Denúncia, imagens de câmeras espalhadas pela cidade, impressões digitais, entre outros meios, que são monitoradas por uma pequena equipe e que vão dar base para a investigação mais completa. Com este método, Dr. Fabio e sua equipe já realizaram mais de 300 prisões, desde s e t e m b r o d e 2 0 11 , q u a n d o assumiu. Daniel Gomes ressalta a importância do contato com outros órgãos de segurança, como as

Polícias Militar, Rodoviária Federal e até mesmo a Polícia Federal. “A partir da troca de informações com estes órgãos e de informações que nos repassaram deflagramos uma investigação e conseguimos identificar e prender pessoas”, afirma. Apesar do esforço da DRFC, o roubo de carga vem aumentando sensivelmente nos últimos anos. Em 2012, teve um aumento considerável, principalmente, na Baixada Fluminense e São Gonçalo, além de algumas regiões da Cidade do Rio de Janeiro, como zonas Norte e Oeste. “Quando se aperta o cerco em determinados crimes, o bandido tende a migrar para outro, geralmente, contra o patrimônio, que dá lucratividade com menos riscos. O roubo de empresas é o preferido desses criminosos e o roubo de cargas é um exemplo do roubo contra empresas”, esclarece Dr. Fabio. Daniel Gomes concorda. “observamos um acréscimo de 20%, principalmente, devido às UPPs. O criminoso que rouba carga, hoje, não é profissional. Migrou de outras áreas, como o tráfico de drogas. O foco das nossas investigações são os quadrilheiros e tem surtido efeito. As ações continuam incessantemente, pois o crime não para”, finaliza o comissário de polícia.


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Educação e Treinamento

COACHING... VOCÊ JÁ PENSOU EM APRIMORAR SUAS COMPETÊNCIAS? Certa vez estava em uma reunião de apresentação de meus serviços de Consultoria em Gestão de Pessoas com o Diretor de uma empresa. Quando mencionei a palavra Coaching, imediatamente, a curiosidade dele a respeito do termo foi aflorada. O Líder dessa empresa, então, perguntou-me: “Já ouvi falar nisso, mas não sei bem como funciona. Você pode me explicar?” A partir desse momento, tive a oportunidade de apresentar o conceito de Coaching para ele, dizendo que é um processo direcionado para profissionais que atuam em empresas e consiste em auxiliar, através de técnicas e ferramentas específicas, o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para o alcance do alto desempenho no ambiente organizacional. Para que ele pudesse compreender melhor, utilizei situações muito comuns no ambiente organizacional, independente do porte da empresa. Comentei com ele: ”Imagine o Líder de uma empresa que não tem autoconfiança, não consegue liderar seus colaboradores, comunicar-se de forma efetiva com eles, delegar tarefas, que posterga decisões, que tem dificuldades em definir metas e objetivos! Com

certeza, se este profissional não desenvolver as competências necessárias não conseguirá atingir seus objetivos e comprometerá o crescimento de sua equipe e empresa. Sem falar que levará consigo, um sentimento de não realização pessoal e profissional, que comprometerá a sua felicidade global. Feito isso, apresentei-lhe em que momentos efetivamente o Coaching é aplicável: · Comprometimento baixo ou nulo com resultado e metas; · Falta de harmonia nos relacionamentos internos. Conflitos entre pessoas e equipes; · Resultados pouco expressivos em vendas; · Produtividade inferior ao potencial da empresa; ·F a l h a n a c o m u n i c a ç ã o e n o relacionamento com clientes; · Mudanças organizacionais; · Equipes e colaboradores desmotivados; e · Liderança ineficaz. Falha na condução de pessoas. Ao encerrar a explanação, surpreendi-me com sua reação, onde disse: “Então, é disso que eu

preciso. Eu conheço o meu negócio, mas eu tenho a maior dificuldade de relacionamento com as pessoas. Na verdade, eu sou um desastre. Misturo as emoções, as situações e percebo que não sou bem compreendido pelos meus funcionários.” Aí veio a pergunta final: “Quando podemos começar? Quero conhecer melhor esta ferramenta e acho que vai me ajudar. Você chegou aqui em um bom momento.” Ilustrei o artigo com um caso real, mas é assim mesmo que se inicia um processo de Coaching, justamente no momento em que o Profissional consegue perceber a sua necessidade de desenvolver ou aprimorar suas competências. Este nível de conscientização já caracteriza um degrau alcançado nesta jornada de autodesenvolvimento, ou seja, ELE QUERIA MUDAR. E você? Deseja promover algum tipo de mudança em sua vida profissional e pessoal? Pense a respeito... Invista em Coaching. Para mais informações, entre em contato com veronica@arteconsulting.com.br

Verônica de Lyra Maranhão Coach, Mentor e Holomentor ISOR Executivo e Corporativo com formação pelo Instituto Holos de Qualidade com Certificação pelo International Coach Federation – ICF. Consultora em Gestão de Pessoas há mais de 15 anos, atuando com Desenvolvimento de Pessoas em diversas empresas de pequeno, médio e grande porte. Especialista em Desenvolvimento de Recursos Humanos, Administradora de Empresas e Professora Docente em cursos de graduação e pós-graduação. Sócia-diretora da Arte Consulting – Soluções Corporativas.

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FETRANSCARGA

Acidentes

Hoje, pretendia escrever sobre outro assunto. Mas, diante dos últimos acontecimentos, resolvi abordar este tema. Embora nem precisasse, busquei no dicionário do Aurélio Buarque de Holanda o significado da palavra “acidente”, que diz, entre outros, tratar-se de “... um acontecimento casual, fortuito, imprevisto; um acontecimento infeliz, casual ou não, de que resulta ferimento, dano, estrago, prejuízo, ruína etc”. Sábado passado, seguia de carro pela rodovia federal BR 101 Norte, trecho entre Niterói e Campos e, logo no início, chamou-me atenção um aviso luminoso alertando os motoristas para não fazerem parte da estatística que já registrava, em 2013, 26 vítimas fatais naquela

rodovia. Ou seja, em janeiro deste ano, até então, morrera uma pessoa por dia naquela rodovia, sem contar as que vieram a falecer depois ou ficaram feridas e com graves sequelas. Não tenho dúvidas de que o motorista deve dirigir com mais cuidado para evitar acidentes, mas existem situações em que isso não depende só dele. Basta andar alguns quilômetros pela rodovia BR 101 Norte, principalmente no trecho de pista simples, para perceber que é praticamente impossível não correr riscos nas péssimas condições encontradas, agravadas em dias de chuva, neblina ou à noite. E não é muito diferente em diversas outras rodovias do país.

A lamentável e absurda tragédia ocorrida no final de semana numa boate na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, levou-me a recordar o aviso luminoso que vira na manhã do mesmo dia 26, em viagem que fazia pela mencionada rodovia. Quantas vidas humanas são desperdiçadas violentamente, muitas de jovens e de uma mesma família, cujas mortes poderiam ser evitadas com medidas preventivas até simples, pela correta aplicação e fiscalização das regras legais e mínimas de segurança. Ao ouvir e ler diversos comentários de especialistas em segurança sobre as falhas cometidas em tal incêndio, passei a lembrar de outros locais que frequentamos normalmente, como restaurantes, casas de show, bares, estádios, escritórios e edifícios comerciais, shoppings, rodovias, embarcações, aeronaves, enfim, tantas situações que vivemos em nossa rotina diária de trabalho e lazer, sem às vezes imaginar os riscos em que estamos nos colocando e aos nossos familiares e amigos. Tragédias acontecem, e não apenas no Brasil. O próprio noticiário recordou agora incêndios em casas de show e boates em outros países, também com muitas mortes e feridos. Alguns por negligência, outros por fatalidade mesmo. Mas, sinceramente, no nosso amado país, abençoado por Deus

e bonito por natureza, estamos muito longe de ver acontecer apenas fatalidades e casos realmente fortuitos e inevitáveis. Prevalecem a irresponsabilidade, a ganância e o jeitinho, que começam pela falta de planejamento e investimentos em infraestrutura e terminam na indevida concessão de alvarás de funcionamento de locais públicos e privados não preparados para os respectivos fins. Temos leis e, na maioria das situações, não precisamos de mais. Apenas que fossem cumpridas e revisadas periodicamente. Todos os anos, morrem no Brasil dezenas de milhares de pessoas nas rodovias e nas vias urbanas, consequência natural de erros recorrentes. Outro dia, perplexos, assistimos na TV à reportagem de uma van flagrada em Brasília, capital do País, transportando quase 50 passageiros. Se ocorresse um grave acidente com aquele veículo, que não tem capacidade para mais de 12 ou 16 pessoas, como se explicaria tantas vítimas? Como diz um querido amigo, o Brasil precisa de brasileiro. Temos que respeitar e levar a sério este país. Eduardo F. Rebuzzi Presidente da FETRANSCARGA rebuzzi.presidencia@fetranscarga.org.br


Evento

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Matéria da capa

Programa vai renovar frota de caminhões no Rio

O governador Sergio Cabral assinou, no dia 1/2, no Palácio Guanabara, o Decreto de Lançamento do Programa de Incentivo à Modernização, Renovação e Sustentabilidade da Frota de Caminhões do Estado do Rio de Janeiro, no que pretende reduzir, nos próximos cinco anos, a idade média da frota de caminhões, que hoje é de 17 anos – maior que a média nacional, de 16,5 anos. Por meio do programa, o governo estadual vai conceder isenção do ICMS, que atualmente é de 12%, para a compra de caminhões novos, desde que seja comprovada a destruição em sucata de um caminhão com idade superior a 20 anos.

Além disso, o comprador terá um segundo beneficio: um credito dividido em 48 parcelas, equivalente aos 12% do valor do caminhão novo, para ser abatido do ICMS a ser pago pelo contribuinte sobre as atividades do caminhão. Para participar do programa, o proprietário do caminhão ou frotista entrega o veiíulo antigo, devidamente regularizado de acordo com as normas do Detran, para uma empresa recicladora, que será certificada pelo estado. O caminhão antigo será comprado por um valor superior ao do mercado. O proprietário poderá, então, optar por receber o valor em dinheiro ou um certificado que o habilita a participar do

programa. Munido desse certificado ele pode adquirir um caminhão novo, descontando o valor de face ali presente. - Queremos que o Estado do Rio de Janeiro se torne um exemplo para o Brasil de Sustentabilidade na frota de caminhões que circulam por suas estradas – disse o secretário Julio Bueno durante apresentação do Programa no Palácio Guanabara, para caminhoneiros e frotistas. Entre os principais benefícios que o estado terá com a adoção desse programa está a redução das emissões de gases nocivos a saúde humana. Os caminhões zero km emitem 20 vezes menos partículas do que os antigos. Além disso, o secretário destacou o impacto positivo no trânsito do Estado, já que caminhões antigos prejudicam o tráfego, causam acidentes e diminuem a produtividade de alguns setores. - Há, ainda, a expectativa de uma melhora expressiva no desempenho do segmento automotivo e de transportes como resultado desse programa, já que a venda de caminhões novos, e mesmo usados mais novos do que os que rodam, podem movimentar a economia, gerando mais empregos e melhor renda, disse. Agora, o programa será enviado a Assembleia Legislativa para apreciação nos próximos 120 dias, e deverá entrar em operação a partir de junho de 2013. O evento contou, também, com a presença dos Presidentes da Alerj, Paulo Melo, da FETRANSCARGA, Eduardo Rebuzzi, do SINDICARGA, Francesco Cupello, e da MAN Latin America, Roberto Cortes, parceiro do governo no projeto. Além do Prefeito de Resende, José Rechuan, onde se localiza a fábrica da montadora, entre outros.


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Espaço Mantenedor

Especializada em soluções para carga e descarga em armazéns, condomínios logísticos, supermercados e outras instalações de transferência de cargas, a Cargomax é uma empresa que está sediada em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, e conta com ampla experiência no segmento em que atua. São mas de 30 anos de conhecimento acumulados na área industrial e de desenvolvimento de soluções para carga e descarga de veículos em instalações industriais e logísticas, e exatamente 10 anos de pleno funcionamento na estrutura em que está instalada atualmente. Apostando em alta tecnologia para o desenvolvimento de seus projetos, a empresa mira constantemente a renovação e expansão de seu parque fabril e, em 2011, deu início à reestruturação de seus processos internos. Como resultado, vem realizando pesados investimentos com objetivo de modernizar sua gestão e potencializar suas ações de vendas, com equipe treinada para atender prjetos em todo o território nacional. A reestruturação da Cargomax obedece a uma necessidade de acompanhar o crescimento da

empresa, que em 2011 foi de 18% em relação a 2010, somada aos 10 anos de sua atuação no mercado nacional de niveladores de docas. Responsável por gerar mais de 120 empregos onde está instalada, movimentando a economia não apenas da região como de todo o país, graças a sua rede de consultores, a empresa vem promovendo a modernização do parque fabril, seus processos produtivos, a profissionalização da gestão interna com auxílio da tecnologia da informação, o treinamento constante de mão de obra para instalação e manutenção dos equipamentos, além de um forte trabalho direcionado à motivação da equipe de vendas. Reestruturação e atuação nacional Além de sua reestruturação, a Cargomax está motivada também pela expansão do mercado nacional de construção de instalações logísticas, que agregam o que há de melhor em equipamentos, entre eles os que fabrica. Com isso, o segmento de niveladores de docas acompanha esse aquecimento e a modernização em andamento na empresa,

100% brasileira, acompanha esse ritmo. As mudanças resultaram na consolidação de uma nova visão da empresa e diretrizes de gestão baseadas na manutenção de valores como tradição, inovação, humanização, responsabilidade e boas práticas de vendas incluindo: trabalho em equipe, busca de resultados e qualidade para evitar retrabalhos. Outra decisão importante na transição para uma nova gestão empresarial foi reforçar a rede de representantes em território nacional e investir em seu treinamento, bem como em motivação da equipe de vendas. Recentemente a empresa promoveu sua primeira Convenção de Vendas, no Rio de Janeiro, para reforçar as bases da marca Cargomax e inspirar seus representantes a potencializar suas vendas. Entre os equipamentos que compõem sua linha de produtos estão niveladores de docas embutidos eletrohidráulicos; niveladores de docas; doca móvel de carga; plataformas elevatórias; acessórios para docas; e sistemas de carregamento integrado. O diferencial dos niveladores de docas é dar maior agilidade à operação de carga e descarga, e propocionar segurança à tarefa de movimentação de materiais. Representantes em todo o Brasil: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Salvador, Ilhéus, Camaçari, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônio, Goiás, Tocantins, Brasília, Mato Grosso. www.cargomax.com.br


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Jurídico

SASSMAQ – um Sistema que bem usado evita perda de dinheiro em ações judiciais O SASSMAQ (Sistema de Avaliação em Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade) já é bastante difundido entre os transportadores por ser exigido por grande parte dos contratantes da cadeia de transporte rodoviário. O sistema foi criado pela Abiquim e teve sua 1ª edição publicada em 2001. É uma excelente ferramenta de gestão das atividades de transporte e para o atendimento dos requisitos dos Clientes. É importante salientar que, uma Transportadora com um SASSMAQ estruturado e “funcionando” continuamente, além de um instrumento gerencial, evita, comprovadamente, prejuízos, perda de dinheiro na esfera judicial em assuntos vinculados ao sistema. O SASSMAQ em sua 2ª edição, ainda em vigor, tem mais de 132 questões (M) – Mandatórias. Estas são questões, quase que em sua totalidade, apoiada em legislação das áreas de

Saúde, Segurança e Meio Ambiente, com interferência diretamente na esfera trabalhista. Daí, conseqüentemente, com o SASSMAQ ativo, materializasse a prevenção de perda de receita com questões jurídicas das áreas trabalhistas, ambientais ou cíveis. Há aproximadamente três anos, a empresa PERENYI, associada ao SINDICARGA, foi acionada judicialmente na esfera trabalhista por um ex-empregado. Este alegou que trabalhava há anos na empresa e que não recebia os EPI´s – Equipamentos de Proteção Individual – necessários. Em defesa, a reclamada apresentou os documentos de seu Sistema de Gestão QSMS com base no SASSMAQ (Manuais, Controle de Entrega de EPI, Check List, Registros de Treinamento... Etc.), que provaram que os fatos alegados pelo exempregado não eram verídicos.

Temos quatro pessoas como encarregadas, que recebem gratificação de 40% como cargo de confiança. Quais os riscos que assumimos controlando a jornada dessas pessoas em cartão de ponto? Magna O encarregado que recebe gratificação de 40% relativa a cargo de confiança está inserido na exceção contida no art. 62, II, CLT. Neste sentido, em exercendo poder de gestão na empresa, não pode estar sujeito ao controle de jornada, sob pena de comprometer a característica de confiança inerente ao seu cargo. Este é o entendimento que tem predominado na jurisprudência, no sentido de que o controle de jornada compromete o cargo de confiança, cerceando a autonomia inerente à função e descaracterizando o cargo, passando o funcionário a ser tratado como empregado comum e, via de consequência, a ser devido o pagamento de horas extras. Deste modo, funcionário que possui cargo de confiança, mas ainda assim é fiscalizado, deve receber as horas extras. Seguem jurisprudências sobre o tema para ciência e arquivo: HORAS EXTRAS - CARGO DE CONFIANÇA - NÃO CABIMENTO. O

Diante dos fatos e das provas apresentadas pela reclamada, o juiz, convicto aplicou como base de sua sentença um dos Princípios Norteadores da esfera trabalhista, a Primazia da Realidade e indeferiu os pedidos do reclamante. Em suma, não vale à pena ter um SASSMAQ “montado” somente para obter a aprovação, o termo de avaliação. Este sistema “rodando” efetivamente e continuamente, traz benefícios organizacionais, assegura o atendimento aos requisitos dos Clientes, da Legislação, dá maior visibilidade para a transportadora e como adicional, é decisivo tanto para prevenir como para defender os interesses do empresariado na esfera judicial, evitando prejuízos e perda de dinheiro. Alberto Augusto Assessor Jurídico do SINDICARGA e Diretor da Prevecont

gerente de filial que detém poderes de mando e gestão em nome do empregador, com elevado padrão salarial e sem fiscalização de horários, insere-se na exceção prevista pelo inciso II do artigo 62 da CLT. (TRT – 15ª Região – n. 00987-1995-042-15-00-2 RO (12166/1998-RO-7). Horas extras. Estando configurado o cargo de confiança de que trata oartigo 62 da CLT, não são devidas horas extras. Acórdão: 20100343060 Turma: 03 Data Julg.: 13/04/2010 Data Pub.: 30/04/2010. Processo: 20060552748 Relator: MARIA DE LOURDES ANTONIO Ainda temos o Precedente Administrativo nº 49: JORNADA. CONTROLE. GERENTES. O empregador não está desobrigado de controlar a jornada de empregado que detenha simples título de gerente, mas que não possua poderes de gestão nem perceba gratificação de função superior a 40% do salário efetivo. Referência Normativa: art. 62, II e parágrafo único e art. 72, § 2º da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Luciana Nahid Advogada do SINDICARGA Envie suas dúvidas para juridico@sindicarga.org.br


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Entrevista

Deputado Federal Hugo Leal fala sobre a Nova Lei seca

Idealizada pelo Deputado Federal Hugo Leal, a Lei Seca marcou o início de uma nova cultura no combate à violência no trânsito quando editada, em 2008. Serviu de barreira à combinação perigosa bebida / direção e estabeleceu medidas mais rigorosas para a prática do crime de conduzir veículo sob efeito de álcool. Em pouco mais de quatro anos, o país começou a constatar que nos estados que implementaram a sua fiscalização as trágicas estatísticas relacionadas a colisões e atropelamentos retrocederam significativamente. No entanto, o custo da imprudência ainda é tão alto que, mesmo com as quedas estatísticas registradas, o Brasil perdeu, em 2011, mais de 43 mil vidas por conta da violência do trânsito. Apesar dos avanços, faltavam ajustes finos na lei para reforçar a eficácia da fiscalização. Exceto pela multa e a perda da carteira de habilitação, o motorista escapava de uma pena mais severa pelo simples fato de recusar o teste do bafômetro e o exame

de sangue. A brecha foi corrigida com a sanção da Lei 12.760/2012, sancionada em dezembro, que criou novos instrumentos de comprovação dos abusos. TRCL News – O que muda com a nova Lei Seca? Hugo Leal – Além de dobrar o valor da multa em caso de embriaguez (de R$ 957,65 para R$ 1.915,30) e quadruplicar nos casos de reincidência, a nova lei permite outras provas para caracterizar os flagrantes, como vídeos, perícia e o depoimento de testemunhas. Além disso, enquadra, também, nas mesmas penalidades o uso de substâncias psicoativas que afetam a capacidade de dirigir, provocando perda de reflexos ao volante. TRCL News – Como está sendo os primeiros resultados? Hugo Leal – Os resultados são animadores, mostram que estamos no caminho certo. Em apenas um mês de vigência da nova lei, o número de detidos nas rodovias federais subiu 113%. No período de 20 de dezembro do ano passado até 20 de janeiro, foram registrados 1.448 casos de prisão. Já no período anterior, antes da mudança nas regras, de 20 de novembro a 20 de dezembro, foram 678 casos. Esse aumento, segundo a Polícia Rodoviária Federal, decorre da ampliação no uso de bafômetros. Desde o fim de dezembro, 141.676 testes foram realizados. Na soma do período anterior, há registro de apenas 52.239 exames. O balanço aponta ainda um crescimento de 54% no número de multas – penalidades passaram de 2.203 para 3.405. TRCL News – Qual medida dá mais resultados no combate aos crimes do trânsito: campanhas educativas ou as multas aplicadas?

Hugo Leal – A educação é sempre o melhor caminho. Tanto é assim que o objetivo principal da lei é justamente conscientizar o motorista – e não punir - sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool. O Governo percebeu que não pode tratar os muitos problemas do trânsito de forma desvinculada das políticas de educação, mobilidade urbana e segurança. O trânsito hoje é uma questão de saúde pública e deve ser encarado como prioridade em todos os níveis da administração. É fundamental o estabelecimento de uma política permanente e integrada de ações preventivas, envolvendo União, estados e municípios, sob uma coordenação centralizada, dinâmica e eficaz. As soluções partem de um esforço coletivo que incluem também – e principalmente – a sociedade organizada, visando à preservação da vida. TRCL News – O senhor enxerga um futuro com condutores mais conscientes? Hugo Leal – Sim. O Brasil é signatário de um acordo da Organização das Nações Unidas que tem por meta reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020. Em um país que gasta R$ 35 bilhões por ano com indenizações por acidentes de trânsito, é inaceitável a ideia de que as tragédias diárias ao volante sejam algo corriqueiro. Os casos descritos como acidentes são, muitas vezes, crimes hediondos, homicídios dolosos e lesões corporais perfeitamente evitáveis e com autoria plenamente identificada. O país precisa começar a modificar essa visão superficial e conformada que transforma colisões e atropelamentos em mera fatalidade. A vida, afinal, é o nosso bem maior.

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Atividades do SINDICARGA

Transbirday recebe equipe do SINDICARGA in Company A equipe do SINDICARGA in Company esteve na Transbirday, no dia 15/1, e foi recebida pelo diretor geral Ralph Oliveira e a responsável pelo setor de RH, Ana Basile. A empresa opera na área de projetos desde 2008 e, atualmente, está transportando os vagões do metrô. Este ano, o enfoque será na contratação de novos funcionários e em certificações, como SASMAQ e Iso 9001. “Até o final do ano, a empresa terá um investimento de 7,5 milhões e deve fechar 2013 com 144 colaboradores”, adianta Raph. A Transbirday é uma empresa familiar. Foi criada pelo pai do diretor, Dimas de Assis

Oliveira, em 1994. No início, funcionava nos fundos da residência da família, em Olaria, e possuía apenas um veículo, um Passat 1974. Ralf e um amigo eram os únicos funcionários. Em 2002, a empresa adquiriu o primeiro veículo, uma Combe Pick Up. Cinco anos depois, devido a demanda do mercado e crescimento do Rio de Janeiro, comprou a área de 6 mil metros quadrados, onde se localiza a matriz. A mudança só foi concluída em 2010, hoje toda estrutura comercial, administrativa e operacional funciona no local.

SINDICARGA in Company visita Starlog A equipe do SINDICARGA visitou a Starlog, no dia 17/1. A não associada liga dois importantes polos de desenvolvimento do Brasil: o sudoeste e o nordeste. Possui nove filiais, em todas as capitais do nordeste, e matriz em Recife. Ao todo, conta com 1.200 funcionários. A equipe foi recebida pelo executivo da filial Rio de Janeiro, JM Beu, um experiente profissional, que atua no setor há 34 anos. A diretoria faz parte da segunda geração da empresa nos negócios. Em nova fase, a

Starlog reformulou sua logomarca, que reflete o comprometimento com a carga fracionada em todo nordeste: modernidade, agilidade e cuidados na velocidade do comércio eletrônico para os clientes. Com mais de 50 anos no mercado, a nova Starlog conhece bem o exigente segmento de transporte de cargas rodoviárias e aéreas. Tem compromisso com a qualidade e agilidade na entrega até o destinatário final.

Transporte Piazzarolo recebe SINDICARGA in Company No dia 22/1, o fundador da Transporte Piazzarolo, Sergio Piazzarolo, recebeu a equipe do SINDICARGA in Company, nas dependências da empresa, cuja sede se localiza em Ramos. A transportadora atua com caminhões caçamba, no Cais do Porto do Rio de Janeiro. Sergio é empresário desde 1999, porém de outro ramo: tecnologia. Com sua passagem pela Rio Ita, onde foi diretor por seis anos, surgiu o desejo de migrar para o setor de transportes. Assim, há três anos se uniu ao amigo e agora sócio

Marcio Santos para montar a Transporte Piazzarolo. “Transporte é meu meio, está no sangue desde a época em que meu avô veio da Itália e carregava produtos em sua carroça lá em Vitória, no Espírito santo”, diz Sergio. Com o crescimento da Transporte Piazzarolo, o empresário sentiu a necessidade de filiar a transportadora ao SINDICARGA. Através da visita do SINDICARGA in Company a Transporte Piazzarolo se tornou a mais nova associada da entidade.


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Motorista do Mês

Guttemberg Santos

Nome: Adauto Ferreira da Silva Idade: 55 anos Local de nascimento: Paraíba Tempo de direção: 34 anos Empresa onde Trabalha? TTC Logística Ltda. Há quanto tempo trabalha na empresa? Seis anos Por que se tornou caminhoneiro? Decidi ser caminhoneiro porque gosto de viajar e nesta profissão vi oportunidade para me sentir realizado Já sentou medo na estrada? Já. Com certeza O melhor da profissão? Poder levar suprimentos a pessoas que não conheço, atender nossos clientes com qualidade e conhecer novos lugares neste Brasil

A marca que todo mundo confia.


jornal sindicarga edição 16