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Alguns interesses escusos os últimos anos, o setor de transporte coletivo urbano de Campinas tem sido submetido, principalmente nos meses de maio e junho, que coincidem com a database, aos mais variados interesses que, não necessariamente, são os interesses legítimos da categoria dos motoristas e cobradores. A data-base vem sendo aproveitada ao longo dos anos como um espaço especial para situação e oposição fazerem política sindical e tentarem conquistar espaço no coração e nas mentes dos trabalhadores. A disputa, que no fundo atende apenas a interesses dos grupos empenhados em se manter ou conquistar o poder sindical, tem causado sérias consequências aos interesses das pessoas que se utilizam desse modal de transporte e também prejuízos nefastos à cidade de Campinas. E, em muitos casos,

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por falta de informação, de bom senso e até mesmo de manipulação de determinadas informações que acabam dando uma temperatura maior e uma dimensão equivocada aos trabalhadores do setor. Pior ainda é a irresponsabilidade e a forma criminosa como essas pessoas que estão tentando ganhar visibilidade junto à categoria procedem. São capazes de entrar de forma sorrateira nas garagens e fazer sabotagens, como as que aconteceram com o sistema de telefonia e com o furto de chaves de veículos na concessionária VB Transportes e Turismo, nos dias 24 e 26 de maio, quando ainda as partes envolvidas nas negociações da data-base mantinham conversações. As ações realizadas pelos vândalos, principalmente a do dia 26, causaram prejuízos concretos para mais de 5 mil pessoas que utilizam os

ônibus da área verde (Barão Geraldo, Sousas, Rodovia Campinas-Mogi, Amarais e Corredor Abolição). Essas pessoas, que tinham compromissos sejam em seus trabalhos, escolas e outros, jamais poderiam pagar essa conta, principalmente porque as empresas concessionárias e o sindicato dos rodoviários mantinham as negociações em aberto e o ritual jurídico necessário para sustentar uma greve ainda não havia sido cumprido. Os dois casos já estão sendo investigados pela Polícia Civil e, evidentemente, as concessionárias que repudiam essas ações de nível rasteiro, esperam que as mesmas não se tornem comuns. Direito à greve, conduzida de forma ordenada e dentro da lei é uma coisa. Agora, baderna, sabotagem e ações rasteiras têm de ser investigadas e os responsáveis punidos.

Nas alturas Homens desafiam o perigo e se arriscam no alto de uma das novas torres de transmissão de energia que estão sendo instaladas na Unicamp.

Um oferecimento:

Conselho Editorial: Belarmino da Ascenção Marta Júnior, Joubert Beluomini, José Roberto Felício, Hélio Bortolotto Júnior, Armando Corrêa Damaceno, Ennio Viegas de Oliveira Paes Júnior, Allex Villaça, Sergio Finatti, Laércio Reis e Kátia Matos Coordenação e edição: Paulo Barddal e Euro Dante

Textos: Euro Dante Projeto gráfico: Ricardo Cruzeiro Fotos: Nelson Chinalia Revisão: Marco Antonio Storani Editoração: Euro Dante Jornalista responsável: Paulo Barddal (MTb 20.856) Visite nosso site: www.transurc.com.br

Redação: Rua 11 de Agosto, 757, Centro. CEP 13013-101, Campinas, SP Telefone para contato: (19) 3731-2600 Publicação mensal para distribuição gratuita entre clientes e colaboradores da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). T iragem: 51 mil exemplares Impressão: GrafCorp

O Coletivo edição 110  

Jornal "O Coletivo" edição n° 110, junho/2011

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