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Silêncio Você não escutou meu gozo Porque minh`alma fez tudo em silêncio ; O mundo dormia naquela hora

me viro no país das margens plácidas me faço homem na secura das grutas e dos hinos arranco do futuro meus dias . minha voz não era tão inútil

Apt. 1005 – Bloco B- Floresta Joinville – SC – 89200.000

Quanto Amo Você ! Paixão , quando entras no pensamento És como uma doce e sólida lembrança Jamais comento, guardo na recordação da saudades imensa na solidão ..

Espinha Dorsal

Seios Sofia, eu no teu rosto busco espelho, enquanto beijo os nós dos teus artelhos, Enquanto tocas com teus pés meus seios. E o corpo sabe: sou-te assemelhada, E leva o pé à tua coxa amada, Sou presa seduzida por teus cheiros. E o corpo sabe o quanto é aquecido meu pé que sobe dentro do vestido, sorrindo do macio dos teus pentelhos.

Lágrimas rolam pela face , pela recusa de ser eternamente meu...

E o corpo sabe: sou-te parecida, toco a mim mesma ao te tocar, amiga, se pouso, enfim, os dedos nos teus seios.

Meu corpo estremece no delírio do desejar Ouço seus loucos gemidos ... O timbre da voz sussurrando nitidez..

E o corpo sabe bem que sou-te gêmea Me fazes louca, lúcida ou boêmia, no gesto em que se unem nossos seios.

Posso sentir o calor de todo seu ser O sabor dos seus lábios e o seu abraço apertado... Cortejo em breve realizar esses diversos sonhos Amando na veracidade, duradoura Ser a musa do seu coração . Poder dizer, Ai !! o quanto amo você ! SARA TEIXEIRA R. Santos, 972 – Catanduva – São Paulo— 15800.000

Ano 1— Nº 12

ARISTIDES KLAFKE

MÁRCIA SILVINO

R. Arnaldo Moreira Douat, 150

INFORMATIVO DE POESIA

Sofia, no meu rosto tens espelho, de quanto bem me faz amar teus seios PAT RICIA CL EMENTE

VIVER NÃO É SÓ EM PAZ ; TANTO FAZ, SE AMANHÃ COLHEMOS ALGUMAS MANHÃS MADURAS

AMÉRICA tépida sombra das matas gigantes, Da América ardente nos pampas do Sul Ao canto dos ventos nas palmas brilhantes À luz transparente de um céu todo azul ,

À

A

filha das matas – cabocla morena – Se inclina indolente sonhando talvez ! A fronte nos Andes reclina serena E o Atlântico humilde se estende a seus pés..

E

mbalam-lhe os sonhos, na tarde saudosa, Os cheiros agrestes do vasto sertão E a triste araponga que geme chorosa, E a voz dos tropeiros em terna canção pátria, desperta... não curves a fronte Que enxuga-te os prantos o Sol do Equador Não miras na fímbria do vasto horizonte A luz da alvorada de um dia melhor ?

Ó

bem pouco. Sacode a cadeia J áQuefaltachamam riquezas..que nódoas te são ! Não manches a folha de tua epopéia No sangue do escravo, no imundo balcão.

S

ê pobre, que importa ? sê livre...és gigante, Bem como os condores dos píncaros teus ! Arranca este peso das costas do Atlante, Levanta o madeiro dos ombros de Deus.

Ilma Fontes Av Ivo do Prado, 948 – Aracaju SE – 9015.070

VERSOS LIVRES : Finas transparências dos cristais. Outras eras ! Soro de estanques lágrimas .

C A S T R O A LV E S


Editorial Eu Eu sou a que no mundo anda perdida Eu sou a que na vida não tem norte Sou a irmã do sonho, e desta sorte Sou a crucificada..... a dolorida.. Sombra de névoa tênua e esvaidecida e que o destino amargo, triste e forte, impele bruscamente para a morte Alma de luto sempre incompreendida Sou aquela que passa e ninguém vê Sou a que chamam triste sem o ser Sou a que chora sem saber por quê Sou talvez a visão que alguém sonhou Alguém que veio ao mundo pra me ver e que nunca na vida me encontrou

Florbela Espanca

Poema 19 Trecho Não chores a angústia do passado . Desabrochado no momento errado, fingimento atado .de pesado pesadelo que apenas o tempo soube resolver... Não chores sobre a lápide, mas olhes ao derredor e contemples os presentes, contemples a paisagem atual ; e alimentes do presente que tua mesa expõe não chore sobre os ombros, mas ofertes os ombros para quem neles queira descansar, repousar,serenar os ânimos perante a derrotada fatal.. FRANCISCO DE ASSIS NASCIMENTO

Desvario do bailado da borboleta verde Rua 03, nº 351/304 – E. Rural – S Central –74023.010 – Goiânia – GO

INFORMATIVO PARA DIVULGAÇÃO DA POESIA ANO 1 - GUARULHOS - SP

NEGROS

EDITOR - Antonio Luiz Lopes ( Touché )

Negro, tu es livre ! De que livre tu es ? Se inda andas agrilhoado Mãos amarradas, pés atados ?

CORRESPONDÊNCIA - R. Francisco Antunes, 687 Vila Augusta - Guarulhos - CEP 07040 010 touche.sp@uol.com.br

Aceitamos colaboração, Acuse o recebimento para envio de novos exemplares . MANDE SELOS, DÊ UMA FORÇA ! DISTRIBUIÇÃO GRATUÍTA

João Ninguém João Ninguém Que não é velho nem moço Come bastante no almoço Prá se esquecer do jantar Num vão de escada fez a sua moradia Sem pensar na gritaria Que vem do primeiro andar João Ninguém Não trabalha um só minuto Mas joga sem ter vintém E vive a fumar charuto Esse João nunca se expôs ao perigo Nunca teve um inimigo Nunca teve opinião João Ninguém Não tem ideal na vida Além de casa e comida Tem seus amores também E muita gente Que ostenta luxo e vaidade Não goza a felicidade Que goza João Ninguém... NOEL ROSA

(de

um samba gravado por Noel )

No Apagar das Luzes Hoje vivo perdido, esquecido O que faria para não viver assim ! Passa o tempo, amargurado estou .. Muitos erros cometidos E o coração sem querer se calou.. Restou uma dor, uma ferida que arde Tento prosseguir, Deixo que a noite lentamente se revele.. No apagar das luzes, a lua então brilha... Consciente, te quero, te preciso, E não estas mais ao meu lado O que faria para não viver assim ! Busco então , o esquecimento do passado Sublime seria o encantamento Se , no apagar das luzes O sono consumisse o meu corpo E quando o sol penetrasse Pelas frestas da janela e ao abrir os olhos Tudo se revelasse um triste pesadelo E ao meu lado estivesse a sorrir, Brindando minha vida Com alegria, amor e paz DURVAL OTERO

Acho que não caibo nessa caixa tão pequena . Não me acho. Escôo sólida pelas frestas. CRISTINA BASTOS

R Rosa de Gusmão ,390 – Jd Guanabara Campinas – SP – 13073.120

Negros vindos em navios negreiros Negros vindos em naus e caravelas Aqui aportaram, estrangeiros, Nas terras de Vera Cruz, cravo e Canela Atroz foram tuas fainas Amaro o seu açúcar Hoje, brancos atrelados a ti, Na igualdade de clausura Vivem todos num eterno frenesi Escravos de amarga amargura Em lutas desiguais, seguimos Povo oprimido por caminhos Abissais, miscigenados, Miscigenados. Negros negros estão traçados os teus destinos ? Somente vos podeis, aguerridos, modifica-los.. Prossigam fortes, imponentes Empenhados em serem Cem por cento negros, Desmitificados...

ELTON JESUS DO AMARAL R. Tucumã, 497 – Bethânia Ipatinga – MG – 35164.119

Poesia A poesia ainda fala. Mesmo quando a voz se cala . E faltam pés, e faltam mãos. Os versos ainda são : a força ativa,centelha ativa, de cada emoção .... BENICIO DI VIANA

In Idas e Vindas ,R. Dr Adolfo Assis, 90– V. Belmiro– Santos - 11075.360 - SP

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade (O. Andrade )

Quisera ser claro de tal forma. Que ao dizer - Já ! Todos soubessem o que fazer (Geir Campos)


hard core passei a tarde ouvindo charlie brown. se a minha vida tá travada. se eu ´tô down. que o meu blues, pelo menos, seja hard. touché

Violência Essa Essa Essa Essa

generosidade cômica indiferença caminhante voz sempre contraria liberdade paga

retrato fotografei seu sorriso tão lindo ficou ! você sorria para mim... neide barros rego

Essa Essa Essa Essa

massa cadente marginalização vertente embocadura crescente sociedade desequilibrada

r. santos moreira, 52, casa 15 santa rosa – niterói – rj — 24.241.080 quando sem receio, quando te entregares, quando te fundires, sem medo, aos obsclaros e ao mênstruo da linguagem, mesmo se te houveres perdido, porque terás de criar livremente a tua língua, haverás de criar livremente o teu espírito . aricy curvello (mais que os nomes do nada, )

caixa postal 04-2081 praia de jacaraípe – serra– e.s. 29173-970 a solidão só ela junta cacos e leva nos bolsos carretéis desenrolados. prontos prá se atarem ao vôo dos desavisados. cheila stumpf

(notícias da corte de solimões , caixa postal 2804 manaus - amazonas 9005.300) adeus quero estar dizendo adeus como quem diz : bom dia ! como se a vida fosse um perene recomeço . que renasce em mortes passageiras glenda maier

r. oscarito, 61 - rio de janeiro rj - 22743-730

Essa devoção dogmática Essa estabilidade demissionária Esse desfecho mórbido Prenuncia a reforma .

Nós vos pedimos com insistência : Nunca digam – isso é natural ! Diante dos acontecimentos de cada dia . Numa época em que reina a confusão Em que corre o sangue, Em que o arbitrário tem força da lei, Em que a humanidade se desumaniza.. Não digam nunca : isso é natural ! A fim de que nada passe por imutável “ B E R T O L D

B R E C H T

“ não há amor sem história , , e nem saudades sem fim “,

VITOR CAMARGO R. Antonio Olívio Araújo, 155-Centro- Itanhaém – SP – 11740.000

MANOEL GOMES

Primeira Colheita – CIR Ala Especial – CEP 71619.970 – Brasília- DF

Paixão Aqui com os olhos cravados no chão . imagino o que me trazes nesta mão Tão fechada, tão ciosa, tão por demais esquecida de tudo quanto me falta... Aqui com os olhos cravados sem perdão . Imagino que não sabes nesta crucificação

Hipótese E se Deus é canhoto

Aconchego

E criou com a mão esquerda ?

Quero que venhas numa noite fria

Isso explica, talvez, , As coisas deste mundo

Quando a neve se amontoa no telhado .

CARLOS DRUMMOND

E um cobertor não aquece o coração

DE ANDRADE

DORONI HILGENBERG

R. Salvador, 225 – 704 – Manaus AM – 69057.040

Ah ! O Amor ! Com tato, você me faz viver loucuras ! Sem disfarces, com ternura

Olhar No Espaço

Emoções incontáveis Em baixo de um céu cheio de estrelas

O que vemos Já passou há muito tempo O que ouvimos, sentimos, Pensamos, queremos, Fazemos ; é passado..

Minha Verônica exulta, e é tudo o amor que me corta o ser por todos os lados .

A lua olha com meiguice Captando toda a emoção Fala de amor, quando brilha E beija o céu com paixão !

O presente nos persegue Em nossa caça . Ao futuro fugidio Que nunca será.

E de morrer ressuscitam os meus olhos depredados.

CECÍLIA FIDELLI

DIETER ROOS

Meu Cristo está de joelhos, aqui, com os olhos cravados.

W AL M I R A YA L A

Em nosso armário. Agora vazio. Penduro a saudade ( Lyad de Almeida )

Rua São Judas Tadeu, nº 246 – Jd América.- Itanhaém – SP – 11 740.000

R Julio Nogueira, 2591 Divinópolis – MG – 35501.237

É absurdo achar mais realidade nas leis, que nas estrelas ( Murilo Mendes )


Para vê-la a toda hora Belo relógio comprei : Venho registrando agora, Cada minuto em que a amei ! WALTER ROSSI R Álvares Machado, 22– 1º and São Paulo—01501.030

Do sofrido nordestino Retratavam sua fé Versos do sempre menino Patativa do Assaré .! ARLINDO NOBREGA R Rego Barros, 316 - São Paulo 03460.000

Na vida - longo caminho Os amigos são pousada, Água fresca, pão e vinho, Sombra em nossa caminhada NATO AZEVEDO Rua WE 82, casa 942 - Cidade Nova VI - Ananindeua - Pará - 67.140.230

Louvadas sejam as cores Portadoras de emoções ; Sutís e nobres valores Nos enchem de inspirações . MOACIR C. RIBEIRO R Minas Gerais, 117/23 Boa Vista Recife - PE -

Ouça o seu coração Não com os ouvidos ,com as mãos . Ouça o seu coração Com sua alma de Cristão ... CIÃO R Poltronieri, 141 B. João A Nassif – Jaguariúna – SP 13820.000

VÔO

T R O VA S

Você se perdeu no infinito do céu azul

PULSAR

Vai, Poeta !

Nunca havia pensado Que uma vida tão imensa, Que um ser tão grandioso

Meu Universo agoniza sustentado que está por Sol que resfria-se. Escurece...

…. E a luta continua …

Pudesse ficar reduzido a um só ponto visual E depois sumir E ser só azul adimensional para todo o lado CIDA MARCONCINE Rua Godofredo Viana, 621/03 – Centro – Imperatriz – MA – 65900.000

Minh´alma é como o rochedo Donde o abutre e o corvo tredo Motejam dos vendavais Cobertos de atros matizes Lavrado de cicatrizes o raio, nos temporais ! FAGUNDES VARELA

Pérgula nº 5 ... e ao inverno mais quente iria sempre perguntar : O que e’ a vida ? E’ o vento sempre a soprar... Ah! Se eu fosse um travesseiro E o novo milênio a emplacar ! Bastava ver que o tempo passa, não para, sempre a passar... Com uma canção sertaneja Com alma e encanto, a cantar.. Resistindo ao Alexandrino, Nas quadras a rimar : Lua com rua, chamas com amas, E a nos encantar ! AGOSTINHO ALENCAR Trav. 03 de Maio, 2380 – Cremação Belém – Para’ – 66063.390

É sempre mais difícil . Ancorar um navio no espaço ( Ana Cristina César )

Mundos implodem em mim Desertos que permanecem pela ausência de Amor Ingerminável. Eterno . Sei não o seremos, mas Imortais, sim, Deuses... Vir-se-á Grande Explosão no silencio de minh´alma Insana. Para quê luas, se O Poeta já não mais está ? De quê me vale um deus ser em terras vazias ? Big Bang ! Espelhos são espelhos, nada mais.. E quando tudo Ruir, Negro Cavaleiro às Cinzas tocar, estarei no brilho de uma grande Pulsar Novos planetas soerguerei em telúricas forças . Ao Éden reconduzir-te-ei, e enfim , renasceremos .....

BENILDO U. DE CAMPOS R. José Augusto de Paulo, 385

Cansa(ço) Neste momento Me leva a eternidade das coisas. Meus olhos viajam E descobre o peso do tempo Atravessa o enigma do Universo E arquivo o cansaço Nos lençóis da mente LUIZ FERNANDES DA SILVA R. Dr. José Maia, nº 31 Cidade do Funcionário João Pessoa – PB – 58078.100

Contudo, o velho bardo jamais se detém . E segue em frente, cantando ou chorando Entre risos e lágrimas, prossegue firme na jornada. Sabe que está no rumo certo, bem traçado.. Sabe, e muito bem, que todos os seus ais não são, apenas de dores e tristezas ; são muito mais de gozo e prazer ; de um prazer real e merecido ; de um prazer intenso, quase um orgasmo ; o prazer infinito de fazer poesia !!! ALMIR DE CARVALHO FILHO Caixa Postal 10066—Campo Grande Rio de Janeiro - RJ - 23051.970

Movimento Quero, nos quintais do tempo, cigarras anunciando-me outono sem medo. Quero, da ciranda do tempo, a pa(lavra) na medida exata sobre o fogo o argumento. Um dia, o vendaval destituirá toda carne O vento andará no espelho acordando outro incêndio Hoje, só um hoje, permita-me, ainda,no verde campo jogar contigo jogo de estar vivo. Depois, quero ser lugar, se existe no infinito, e, quem sabe, entender a lição de não estar mais comigo. LARÍ FRANCESCHETTO

R. João L. Carvalho, 98 – Veranopólis RS – 95330.000

Com duas mãos fraternas cumplicio. A ilha prometida à proa do navio. (José Paulo Paes )


Versos 12