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para os Jogos Olímpicos de Montreal (1976). Teve, aliás, a honra de ser o porta-bandeira da equipa portuguesa durante a cerimónia inaugural. Na final dos 10 000 metros, Carlos Lopes forçou o andamento desde o início. Seguindo as instruções de Moniz Pereira, a táctica era a de rebentar com a concorrência (ou com ele próprio). De facto, Carlos Lopes iniciou o último meio quilómetro bem adiantado do pelotão. Mas não ia só. Lasse Viren, da Finlândia, tinha conseguido acompanhá-lo. Nas últimas centenas de metros, Viren atacou forte, ultrapassou Lopes e ganhou a medalha de ouro. Lopes foi segundo e teve de se contentar com a prata. Era, no entanto, a primeira vez, desde há décadas, que Portugal conquistava uma medalha

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olímpica e a primeira vez no atletismo. Neste período Carlos Lopes teve o seu (primeiro) apogeu: além do Mundial de corta-mato, bateria sete vezes recordes nacionais: uma vez dos 3.000 metros; em duas ocasiões dos 5.000 metros; três vezes nos 10.000 metros (a segunda nos Jogos Olímpicos, marca batida depois num meeting em Estocolmo); e uma nas duas milhas. Palavras para quê? Era o melhor! Em 1982 bateu o recorde da Europa de 10 000 metros com 27m 21s. No mesmo ano venceu a Corrida de São Silvestre em São Paulo no Brasil. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, 1984, venceu a maratona, tornando-se o primeiro português a ser medalhado com ouro nuns Jogos Olímpicos. A prova foi rápida e a marca atingida (2h 9m 21s) foi recorde olímpico durante 24 anos!

Fanzine - Semper Fidelis #11