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ANTÓNIO CRUZ


ANTÓNIO CRUZ


“ PREFÁCIO DE UMA VIDA”

Escrevi num mês distante, trinta e tantos, poemas a fio sem parar, numa espécie de êxtase. E hoje, é um dia triunfal da minha simples existência, nesta minha vida. O que se seguiu depois de alguma tinta ser gasta e muito papel ter sido utilizado; só sobrou um cesto de papéis cheio, foi o aparecimento de um novo “Poeta – Escritor”. Tudo isso, se verificou no continuar do pequeno Sonho de Criança que há muito tempo vinha a desenvolver no meu interior, utilizando pequenas rimas ou alguns pensamentos muito sugestivos da minha maneira de ser. E de ter vivido quando criança e também algumas situações, já como adulto. Desculpem – me, o absurdo da frase; mas apareceu em mim um enorme desejo de transcrever para o papel algo com sentido ou mesmo sem! Era simplesmente aquilo que vindo do meu eco interior ou directamente da minha mente, ditava por palavras ou frases simples, numa leitura rápida, e a minha mão escrevia para um bocado de papel. A expressão que sobressaia no meu rosto era a de um pequeno sorriso esboçado quando terminava mais um tema, mesmo que esse não tivesse muito sentido! Mas, era como se tivesse restituído alguma vida aos mais simples “poemas” ou “contos”, que eram para mim algo profundo mas muito belas. Só que por vezes, bastava unicamente o esboçar de um sorriso para me agradar e aquilo que acabava de transcrever logo por si existiria numa folha de papel sentindo toda a sua magia sem sequer poder falar! E, num certo dia, à noite quando relia tudo aquilo que já havia escrito em simples rascunhos, por vezes, revia ali a minha própria sombra retractada. Eram, e são, simplesmente memórias, brincadeiras, ou mesmo chamadas de atenção para o mundo em que vivemos. Sei que um dia alguém as vai poder ler e as irá existir na prateleira da sua biblioteca para quando este ser já ter abandonado o planeta Terra. Um simples risco da minha curta vida ficará lá conservada, para sempre todo o sempre como sinal da minha pequena existência terrena! E, só assim poderei viver eternamente, por milhares de anos a fio, recordando a Alegria, a Tristeza, o Amor, a Solidão e tudo aquilo que tiver dado a este Mundo! Mas, uma coisa Eu sei, que serei alguém que existiu um dia neste “Universo da Escrita”!... E essa recordação ficará para sempre nas memórias de todos, sendo como aquele que deixou um “Verso” quando morreu, e talvez seja a “Profecia” de uma vida!...

Mozelos, 2000 / 10 / 10 TONY CRUZ


TITULO

LOCAL / DATA

0

PREFÁCIO DE UMA VIDA

MOZELOS, 2000 / 10 / 10

1

POETA SEM MEDO

MOZELOS, 2011 / 02 / 20

2

CAMINHO DA TERNURA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 21

3

MIÚDA TRAQUINA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 22

4

ESTE SONETO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 23

5

ESTE CAMINHO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 23

6

SUSSURO AQUÍ

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 24

7

QUEBRAR A PROMESSA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 25

8

CAMINHO LONGO

MOZELOS, 2011 / 02 / 25

9

TEMPO II

SILVALDE, 2011 / 02 / 25

10

ESTA ESPADA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 02 / 28

11

NESTE CORPO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 02

12

LÁGRIMAS II

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 03

13

O FANTASMA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 09

14

MINHAS SÍLABAS

SILVALDE, 2011 / 03 / 12

15

NOVA ESTRELA ÍRIS

MOZELOS, 2011 / 03 / 13

16

FOLHAS DOBRADAS

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 15

17

PAPEL NO BOLSO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 16

18

VENTO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 18

19

DOUTORA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2011 / 03 / 18

Em "Caminhos de Ternura" assim escrevi Como um poeta sem medo que sussuro aquí E neste caminho longo lágrimas derramei Perante o nascimento da nova estrela Íris, pois chorei. E as minhas sílabas com esta espada cortei Espalhando folhas dobradas ao vento que atirei Pelo caminho da ternura uma míuda traquina encontrei E como o fantasma neste corpo entrou, não sei. Coloquei assim um papel no bolso com um soneto escrito Sem ter tempo percorri este caminho bem aflito Pois também fugi ao quebrar a promessa Recebendo a mão amiga de uma doutora sem pressa. Silvalde, 2011 / 03 / 18 TONY CRUZ


“POETA SEM MEDO”

Percorro caminhos nesta vida conturbada Já que diante de mim surge esta vida A mesma que tenho e a que vivo Com toda a força mas sem a pressa pedida.

Pois o tempo que tenho de vida É o tempo que tenho de percorrer Procurando um sorriso estampado no rosto De quem amo e por ele vou morrer.

Já que lágrimas derramei por medo De um dia poder amar de verdade Caindo as mesmas numa hora certa do tempo Recordando as lembranças infinitas de uma realidade.

Pois é onde guardo tudo que vou lembrando E por isso para não esquecer as mesmas escrevo Nestas páginas que marcam a minha vida Num passo a passo nos quais dou relevo.

Mas pelo caminho choro lágrimas de amor Que guardo no meu coração ainda solitário Apesar de existir na minha vida uma dama Que fez brotar para mim palavras escritas neste diário.

Já que tenho um coração de gigante Mesmo sendo um pequeno aprendiz de poeta Onde cabem todas as palavras e sentimentos Que vou escrevendo cada vez mais nesta roleta.

Como numa roleta os meus versos vão E vêm não parando de chegar a cada momento Já que vão pulsando dentro do meu ser Fazendo fervilhar o meu sangue em cada sentimento.


Assim a cada sentimento que surgem Fazem o meu mundo viver de fantasia Por vezes não percebo qual o caminho Que devo seguir faltando-me combustível nesse dia.

Mas mesmo assim vou guardando em mim Cada passo que dou ao sentir o amor, Tendo os meus olhos fixados no horizonte Ao avistar as palavras cheias de cor.

E tudo o que me rodeia me faz pensar Que com um pouco de fantasia sobrevivo Ao que não aparece à minha vista por ora Estando submetido à minha solidão na qual vivo.

Mas sempre que avisto um horizonte subentendido Procuro o seu caminho iluminado pelas estrelas Escutando a voz do meu coração a cada toque Que uma flor amada provoca sendo das mais belas.

Por isso não finjo que não sinto Cada toque seu que surge ás cegas Perante a minha solidão nocturna de hoje Transformando o meu ser perante tantas negas.

Já que a energia que o seu amor oferece Faz sobrar dentro de mim alguma ternura Que em tempos tanto me faltou por brincarem Com os meus sentimentos sem uma vida futura.

Pois muitos brincaram com a minha vida Ao não saber que rumo então devia tomar Seguindo sozinho por caminhos sempre à chuva Molhando meu corpo ferido sem saber como amar.


Mas aprendi a sorrir mesmo com dores Enquanto jogava a minha vida num cone Reflectindo mais tarde defronte ao meu mar Esperando um alerta que surgisse no velho telefone.

Também por vezes acendia uma fogueira Para aquecer o meu coração frio de solidão Olhando para a Lua minha única amiga E pela qual nutri uma certa e nobre paixão.

Já que hoje a energia poética não falta Podendo amar uma flor que então me conquistou Ao despedir a preguiça que tanto me atormentava Surgindo como salvadora no Inverno em que me raptou.

E por ela virei pecador nesta vida Cometendo pecados atrás de pecados livremente Sobre a lei da escrita a qual tanto amo Ao aprender a escrever minha vida como sua semente.

É essa mesma semente que desejo deixar A este mundo por onde vivo escondendo segredos Que nestas páginas se revelam nestas rimas Cheio de paixão por ser agora um poeta sem medos.

Mozelos, 2011 / 02 / 20 ANTÓNIO CRUZ


“CAMINHO DA TERNURA”

Sigo o caminho do pecado Ao ter a melhor mãe do mundo Que zela pelos meus filhos amados Com tanto amor e carinho bem profundo.

Pelo seu corpo de mãe e mulher Apaixonado me encontro cheio de pecado Procuro amar com toda a vontade O seu coração feliz de bem amado.

Seu rosto ao mundo revela felicidade Fazendo parte de mim neste universo Pois a conheci à porta do cinema Vestida de vermelho pintando assim este verso.

E como poeta vontade não me falta De escrever como amo seu ser Com um sorriso sempre pronto nos lábios Que por vezes leva-me a não saber que fazer.

Não consigo hoje me imaginar sem ela E nem tenho vontade de descobrir esse mundo Onde o seu carinho e o seu amor Ao me faltarem se revelaria um desgosto profundo.

Já que tenho medo de assim viver Pois tenho medo de tudo e é só medo Não querendo viver sozinho nesta vida Mais uma vez vou apontando o meu dedo.

Aponto assim o dedo sobre o horizonte No qual procuro o Sol de Mida Desejando sobre ele escrever com luz Mas não tendo o que mais quero, é vida.


Talvez por isso deseje com ela viver Toda a minha vida podendo sonhar Achando que tudo o que faço e escrevo Estará certo no fim ao saber como a amar.

E talvez até tenha que fingir no momento Mas é certo que o meu desejo é mais forte Deixando que o sonho do tempo governe O tempo que tenho para viver neste Norte.

Já que mais que uma vez vivi No limite da vida sem ter esperança E cada vez que o fim da tarde chegava Chorava, chorava que nem uma pobre criança.

Pois a dor que sentia foi levada Ao descobrir o amor naquele dia Hoje posso dizer que tenho todo o amor Que desejava ter neste mundo onde já sofria.

Por isso sigo este caminho da ternura Revelando ao mundo que amo uma flor Sendo ela a mãe dos meus filhos E pedindo a Deus que possa receber o seu amor.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 21 ANTÓNIO CRUZ


“MIÚDA TRAQUINA”

Miúda traquina de sardas na face Vêm pela auto-estrada de manhã cedo No seu pequeno carro azul acelerando Mas sempre de credo na boca de medo.

Voa por aquela auto-estrada fora Pintada de preto e ás ricas brancas Como uma brasa acesa lá vai Vestida a rigor sem ter pernas mancas.

É miúda traquina mas bem vivaça Agarrada ao volante acelera sem parar Por aquela estrada fora no seu carro E vai desfazendo cada curva sem olhar.

Pelo caminho escuta a rádio Mostrando um sorriso na sua face Sentindo a alegria de viver livremente Sem que nada naquele dia a mace.

Conduz assim segura pela auto-estrada Bem ditosa vai rasgando cada curva Sobre a paisagem que surge numa certeza Vai pensando na água da berma turva.

Segue naquela estrada até ao trabalho Onde mais um dia a espera com relevo Seu pequeno carro azul parece ter asas Já que vai voando com a sorte dum trevo.

Vêm enfiada pela estrada fora sem horizonte Procurando chegar sempre a horas certas Na sua primazia rasga o vento sem medo Sendo uma condutora das mais espertas.


Lá vêm a miúda traquina ao volante De gás à tábua sem medo no dia Como um punhal que se enterra acelera Sobre o preto da estrada como se pedia.

É um pequeno demónio naquela estrada Sempre cheia de certezas agarrada ao volante Fazendo com que tudo fuja à sua volta Ao passar o pente pelas nuvens bem rasante.

Sofre também de amores pela poesia E a mesma vai trauteando no seu carro Ao som da música da rádio que surge Nas bocas das portas sem ter catarro.

Ecoa pela estrada fora um rugido Que o seu pequeno carro azul faz Com um sentido aceso tipo brasa Enfeita o dia com sua alegria de capataz.

É uma miúda bem traquina e esperta Não demonstrada na sua pequena altura E formosa como uma boa portuguesa que é Faz ver a muita gente a sua cultura.

Lá vêm a pequena miúda traquina De sardas na face e um sorriso bonito Acelerando no seu carro azul “diabolique” Foge ao tempo sobre o eco do velho mito.

Pois os mitos que por si são escutados Vão dando asas à sua esperteza nortenha É a miúda das pequenas sardas pintadas No seu rosto sempre cheia de muita manha.


Desta pequena miúda traquina admirador sou E neste caminho que percorro todos os dias de vidas Sou seu amigo com uma ternura bem poética Escrevo assim estas palavras para ela sem medidas.

Pois esta miúda traquina minha amiga Sobre a qual escrevo hoje bem livremente Sentindo por ela uma certa ternura inocente É a Sandrinha das sardas que anda sempre contente.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 23 ANTÓNIO CRUZ


“ESTE SONETO”

Procuro aqui escrever um soneto Já que há muito tento o escrever Visto que as mulheres movem a vida E a minha não é diferente de outro ser.

Pois há muito tempo tento descrever O meu desejo pelas mulheres portuguesas Suas peles revelam um cheiro intenso Como o perfume mais doce sem gentilezas.

Seus olhares transmitem o pecado Que o seu corpo transporta com beleza São como o ferro moldado pelo fogo Demonstrando serem a minha perdição com certeza.

São o molde que Deus forjou Através dos tempos a cada momento Que o mundo vai fazendo a sua transformação Passaram de seres frágeis a terem sentimento.

Como um estranho fico sem jeito Para olhar seus olhos de tigresa Já que encantam qualquer ser Ao saberem que têm o poder da beleza.

Posso dizer e também assim escrever Que são os seres mais belos da Terra Passeiam por este mundo serenas mas firmes No seu jeito terno sem provocarem a guerra.

É quase eterno o seu saber Perante o homem que as rodeia Que os embriagam com os seus perfumes De mulheres fatais que nunca escasseia.


Também sou um dos que embriaga Ao ficar extasiado com os seus cheiros Transportando o pecado com simples sorrisos E de cabelos ao ar pelos caminhos dos mineiros.

Assim hipnotizam-me com o seu corpo moldado Tirando-me por vezes o fôlego parecendo patético Mas o meu desejo é bem mais forte Que por isso enlouqueço como ser poético.

E sempre que tento ser um poético Escrevo livremente perante tanta loucura Misturando toda a minha à Lua Que com a sua luz tenta demonstrar a cura.

Sigo por estas linhas escrevendo assim Procurando uma lupa no território feminino Que tanto me encanta ao ver um nu Provocando sentimentos cheios de pecado sem tino.

Misturo assim a beleza da mulher Neste soneto que proclamo à luz da noite Não querendo esquecer tão belo ser Que demonstra sua alma como muito afoite.

E como a areia que espelha À luz das estrelas na noite escura Sua pele brilha perante qualquer espelho Sussurrando sua beleza como a mais pura.

Este soneto deixo ficar ao mundo, Demonstrando minha paixão pelas mulheres Que admiro nesta vida cheia de feios E no qual enlouqueço ao ver a beleza destes seres.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 23 ANTÓNIO CRUZ


“ESTE CAMINHO”

Sou um simples prisioneiro deste século Que procura encontrar o seu caminho Na vasta escuridão do tempo perdido Sentindo dentro de si palavras de carinho.

Percorro assim este caminho bravio À descoberta das minhas viagens poéticas Por entre a noite escura do tempo perdido Recorrendo ás rimas com cartas de ordem patética.

E nestas viagens que vão surgindo Para lá do tempo sem ter seu universo Que esmague esta minha simples escrita Fujo por entre ela carregando este verso.

Como um guerreiro perante o passado Escrevo sem temer a vontade de escravo Sentindo dentro de mim alegria de ser poeta Que faz nascer um sentimento e o qual não travo.

Ao atravessar as fronteiras resguardadas pelos senhores Que governam o tempo perdido onde escrevo E procuro fugir aos ninhos das abelhas que se formam Tentando não ser picado pelo mal cheio de relevo.

Sigo assim pelos caminhos selvagens de outrora Numa solidão suprema sem linhas distintas Cozendo as palavras como remendos diários Sem saber como vou terminar nestas tintas.

Já que levo caminhos percorridos sem destino Escrevendo simplesmente algumas palavras ao vento Não sabendo quando devo parar de escrever Já que amo este tempo com cada seu momento.


Atrevo-me a dizer que sou apaixonado Pela poesia que resvala por estes caminhos Não faltando momentos de ternura nesta solidão E elevo a minha voz aos senhores sem espinhos.

Já que desejo ser também um senhor Neste tempo de poeta falso aprendiz Pedindo a deus tempo de vida longa Podendo escrever sempre enquanto sou feliz.

E como prisioneiro da poesia que escrevo Percorro este longo caminho de solidão Tropeçando por vezes nos paralelos mais salientes Que surgem na escuridão da noite em comunhão.

Aponto assim a minha caneta ás folhas Que em branco se apresentam nas suas linhas Descobrindo um caminho por entre elas No qual coloco o meu destino como pinhas.

Já que as espinhas largam seus pinhões Pela terra ao sabor dos ventos do Norte Não deixando morrer a vida pelos campos Pois assim também escrevo até chegar a morte.

Continuando por ora sem ter medo Este caminho da minha escrita com ajuda Agradecendo diariamente a Deus sendo meu guia Nesta vida que levo e que nada muda.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 23 ANTÓNIO CRUZ


“SUSSURO AQUÍ”

Misturo as palavras que escrevo Como se mistura a areia nas águas Procuro apenas nestas rimas a vida Que me possa transportar para lá das mágoas.

Pois a Lua nas águas do mar Se transforma como se fosse ao espelho Perante a beleza da noite mais quente Revelando as estrelas à hora do velho.

Será que aqui sentado agora Posso esperar a mudança da Lua? Enquanto as águas do mar Murmuram ao vento daquela mulher nua.

É que sem querer sussurrei ao mar A beleza da mulher sem roupa Ao mostrar as suas bonitas formas Que ao avistar meu coração não se poupa.

Assim como na noite sem estrelas Fico mudo escrevendo sem tema Procuro fugir ao caminho mais longo Não estando quieto durante este poema.

Já que esta noite me parece Querer ser incorrecta para comigo Não me deixando escrever sobre o nu Que olhei à janela do meu amigo.

E sem a corte das estrelas iluminando Fico a ver navios por entre as persianas Encontrando-me perdido nas palavras da vizinha Que tento evitar seu olhar de grandes pestanas.


Volto a seguir novo caminho perdido Nos pensamentos tentando ignorar as ilusões Já que nelas me encontro perdido simplesmente Ficando sem luz para chegar ás paixões.

Pois dentro das vidas que levo Uma própria tento registar como minha Reflectindo sobre as águas do mar Que me deixam nas areias sem espinha.

Ao reflectir sobre as coisas vagas Já que vago também fico neste mesmo local Sendo impreciso nas palavras que escrevo Procurando chegar a uma questão final.

Será que não sou tão bom? Ou continuo perdido no tempo que surge Mesmo perante este belo luar minguante Já que o sentimento em também urge.

Talvez por isso deva simplesmente continuar O caminho que levo esquecendo a minha dor Sentindo que sou um ser humano também Que procura não fugir ao seu enorme amor.

Sussurro aqui nestas folhas pautadas Estes versos que ditam a minha vida Não fugindo a este caminho que tanto desejo Nem á paixão ficando assim nestas palavras de despedida.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 24 ANTÓNIO CRUZ


“QUEBRAR A PROMESSA”

Em cada suspiro que eu der Letras se formam com surpresa fixa E em cada movimento que eu fizer Da ponta da caneta saem rimas de lixa.

Já que em cada vínculo que romper Mais uma batalha cederei com dor, Visto que cada passo que dou Sigo o caminho mais distante ao ser escritor.

Pois a vida me leva a pensar Que cada passo simples me faz sofrer Já que cada palavra que escrevo É arrancada a ferros de dentro do meu ser.

É que cada palavra que disser Um novo significado obtém nestas linhas Como cada jogo que faço na Net Ficando sem saber porque jogo estas minhas.

Pois em cada noite que passo Fico sem saber o que vou escrever Observando as rimas dos outros poetas E pensando como vou de novo nascer.

É que assim não consigo perceber O que pertence á minha alma poética Visto que o meu pobre coração sofre A cada passo que dou de uma forma patética.

Pois a cada movimento que fizer Mais uma palavra nasce para rimar Tentando sempre não quebrar a promessa Que fiz certo dia a uma flor ao casar.


Conseguindo assim obter o seu sorriso Sem fingir a cada alegação que faço Arriscando com palavras de silencio marcado Nas portas da vida formando nosso laço.

Já que sigo este caminho livremente Percorrendo estas linhas horizontais bem pautadas Estando sempre observando novos passos dados Sem querer olhar o passado das reguadas.

É que desde que parti daquela Vila Uma nova vida encontrei como pista, Já que a mesma estava marcada Como meu destino ao ler uma revista.

Hoje sonho à noite conseguindo ver Palavras novas sobre o seu rosto Com um sorriso livre transformado em amor Que não consigo substituir neste meu posto.

Apesar de sentir por vezes um frio Que percorre a minha espinha dorsal Já que desejo cada vez mais esta flor No seu abraço carregado de paixão sem final.

Ficando por este caminho de ternura Implorando por cada movimento que fizer Ao observar a sua beleza por dentro e fora Não querendo sequer magoar mais esse ser.

E por isso não desejo quebrar a promessa Que fiz nem fazer alegações falsas Vou escrevendo assim como meu destino Ao seguir este caminho com cheiro das salsas.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 25 ANTÓNIO CRUZ


“CAMINHO LONGO”

Segues o teu caminho livremente De livros debaixo dos braços Procuras o teu futuro risonho Sem teres medo de abrir espaços.

Sais de manhã cedo sonolento Procuras apanhar o autocarro apressado Levas na ideia seres alguém Partes assim de pasta na mão prendado.

Pois escolheste há muito tempo O caminho que segues hoje sorridente Não temes o futuro que desejas Procuras nas notas positivas o presente.

Levas assim a vida que procuras Com a nossa ajuda te amparamos Ao desejarmos que sejas sempre feliz Segue esse teu caminho, pois como pais te amamos.

Maurício não deixes para o amanhã, O que o presente te reserva hoje Sê meu filho um “Chef” cozinheiro Já que o futuro depressa nos foge.

Abre os caminhos bravios da vida Com a tua coragem de ainda jovem Não tenhas medo e olha o futuro Pois depressa passas a ser homem.

Recolhe pelo teu caminho novas ideias E não percas sequer o teu único Norte Sê um valente dragão na tua cozinha Já que tanto desejas essa tua sorte.


Ganha asas nesse teu belo sonho Pois nunca percas essa tua esperança E segue esse teu verdadeiro caminho Mesmo que ainda sejas uma “criança”.

Já que assim conquistarás o futuro Com que sonhas sem perderes essa imagem Galga os caminhos da cozinha com liberdade Que um dia possas ser o “Chef” Maurício, coragem.

Pois desejo que essa tua coragem vença Contando com o apoio destes teus pais “galinhas” Vai desbravando esse teu caminho longo Já que assim termino nestas pequenas linhas.

Mozelos, 2011 / 02 / 26 ANTÓNIO CRUZ


“TEMPO” (II)

Escrevo assim que tudo no mundo Ou melhor que neste mundo movimentado Tem o seu tempo para se viver Enquanto espero o meu para ser amado.

Pois em cada coisa que faço Uma gota de paz procuro sem fim, Já que na sua ocasião surgirá A paz que tanto anseio para mim.

Visto que percorro um caminho duro Ao tentar conquistar as tréguas impostas Por um mundo poético dos doutores Que governam este mundo sem respostas.

Sei que existe um tempo no tempo Que se nasce livremente para a vida Esperando pelo tempo de se morrer Visto que no mesmo ela está repartida.

Já que a vida também tem alma Ao ser plantada no tempo certo Chegando o tempo de ser arrancada Ás trevas do mundo num tempo correcto.

Não deixando o tempo matar Esta minha vontade de vencer poeticamente Ao sofrer percorrendo um longo caminho Faltando a ternura para me curar politicamente.

Pois em tempos um muro derrubei, Ao querer o meu mundo novo construir Saltando barreiras por este caminho incerto Levando-me por vezes também a ter que fugir.


Pois por mais coragem que tenha Sou um simples medricas nesta vida Ficando sem tempo algum para escrever A poesia que tanto gosto escrevo ficando escondida.

Já que me tempos a mesma ficou escondida Numa gaveta fechada sem a luz do dia Que a pudesses libertar para este mundo Podendo alegrar a minha alma ao meio-dia.

É que o tempo da tristeza vencia E por vezes surgia o tempo do chorar Já que nem dançar sequer eu sabia Quanto mais ao escrever podia reclamar.

Sendo já tempo de um cigarro fumar E as suas cinzas se vão espalhar ao vento Como as palavras escondidas por mim já escritas “Calcaminhei” as pedras da calçada em lamento.

Não sabendo ter tempo para juntar Ou como devia fazer para conquistar Um abraço amigo estando então perdido Num tempo sem retorno para poder falar.

Pois o tempo que perdi a afastar Acabei por perder tempo sem palavras Mesmo assim procuro conquistar ainda A poesia que ficou coberta pelas larvas.

Já que é tempo de economizar palavras Mas tenho necessidade de as desperdiçar na poesia Que abunda na minha alma solitária, mas poética Pois a vou rasgando assim no meu dia-a-dia.


E neste caminho que vou percorrendo hoje Vou tentando remendar o tempo que corre Escrevendo o que sinto sem ficar calado Neste tempo que me falta e que por ora morre.

Morre ao não ter tempo para viver O meu dia-a-dia só para esta minha poesia Visto que tenha ainda tempo para amar Enquanto sou odiado por esta maresia.

Uma maresia que este mundo envia Num tempo de guerra procurando a liberdade Pois neste meu mundo procuro escrever Com a paz que fica sem tempo de igualdade.

E assim escrevo no meu melhor tempo Não querendo perder tempo ao escrever Vivendo esta minha poesia com liberdade Neste tempo que falta ainda para este querer.

Silvalde, 2011 / 02 / 25 ANTÓNIO CRUZ


“ESTA ESPADA”

Tomei a espada da poesia seguindo livremente O caminho que esta vida então me deu Como um cavaleiro sigo de caneta na mão Percorro reinos poéticos como sendo um mundo meu.

Exerço assim com a espada da poesia O vigor da justiça derrubando reinos com poder Que Deus me concedeu nas palavras que escrevo Sem ter medo da justiça deste meu querer.

Percorro reinos erguendo a espada com vigor Sobre as linhas que delineiam este meu caminho Dispersando os meus inimigos com a minha lei Fazendo justiça ao proteger os fracos no seu ninho.

Já que nesse ninho as viúvas e órfãos Se refugiam com medo deste meu mundo Se encontrando abatidos ao longo dos tempos Que sofrem de falta de um amor profundo.

Talvez também por ter sido um fraco Ergo hoje esta espada da justiça livremente Conservando a minha coragem nestas palavras Fortalecendo a alma poética como sua semente.

Por isso cuido e fortaleço meu coração Protegendo esta minha lei sem medo Escrevendo sobre este caminho que percorro Na esperança que ninguém aponte o dedo.

Sei que assim um dia chegará a glória Que exaltará as minhas palavras conquistadas Ao vento que as leva sem sentido único E somente conseguirei esse triunfo sendo amadas.


Será, pois então o triunfo da virtude Que esta é a minha virtude ao fazer poesia Aplicando a justiça nestas folhas em branco Apoiando as palavras nas suas linhas no dia-a-dia.

Pois assim sei que conquisto as barreiras Impostas por um mundo de maus conselheiros Erguendo por estes caminhos a minha espada Com um furor único e um saber dos cavaleiros.

Já que de nome sou um templário Que aplica na escrita as suas batalhas Ao ser um bravo justo com fantasia Não esquecendo o amor e as minhas falhas.

Pois ao ser justo e caridoso neste caminho Conquisto terreno no campo de batalha do amor Passando a saber amar com plena consciência Ao permitir encarar o ser vestido de flor.

É um ser infinito este que amo assim, Que me leva à loucura e que Deus criou Encontrando certo dia neste caminho sinuoso Libertando o meu coração de cavaleiro que se aprisionou.

Pois o passado a ela agarrado estava Assim o mal se abateu sobre a vida Mas como cavaleiro de Cristo jurei vencer Diante do altar em juramento à minha querida.

E por ela não vacilei erguendo a espada E não recuando ao oferecer o meu corpo nu Mesmo sendo um mortal a minha aliança honro Escrevendo por ela sem ter fim estando ainda cru.


Mas uma coisa é certa para mim Como humano que sou sinto a alma Talvez por isso seja um simples mortal Só que não tenho temores ao sentir a calma.

Porem os meus desejos se tornam imortais, Ao escrever nestas linhas seguindo vários caminhos E conseguindo chegar longe através das palavras Ao viajar pelo mundo conquistando vários trilhos.

Já que sou um cavaleiro da escrita E me torno valente de caneta na mão Erguendo a mesma sobres estas linhas em branco Como uma espada benzida e em comunhão.

Procuro com esta espada ser forte na vida Cavalgando por caminhos para mim desconhecidos Mostrando a minha força e a minha coragem Aos meus inimigos mesmo que sejam os mais atrevidos.

São Paio de Oleiros, 2011 / 02 / 28 ANTÓNIO CRUZ


“NESTE CORPO”

Armei-me em cavaleiro certo dia E parti em busca de novos horizontes Procurando ser forte e cavaleiro valente Sem me esconder descobri as novas pontes.

Pontes, essas que me fazem atravessar Os caminhos livres da poesia com coragem, Mostrando a minha força neste tempo Perante vários inimigos sem ter imagem.

Enquanto as nuvens carregadas circulam livremente Trazem consigo as chuvas que fazem barulho Perante as trovoadas que se avizinham solenemente Tomo a atitude de vencer fazendo o mergulho.

Chamo a mim a esperança de poeta Que teme em por em perigo a minha vida Vendo nos olhos do inimigo a fúria De quem cresce sobre a linha perdida.

Uma linha que demarca o horizonte Que faz lá nascer a poesia mais diversa Seguindo assim sozinho neste caminho longínquo Liderando a minha caneta pela linha mais dispersa.

Sei que só assim vencerei e jubilarei No dia que conquistar o meu sonho Cobrindo as ruas com o meu próprio sangue vivo Sobre as quais o despejo com um futuro risonho.

Não esquecendo de pelo caminho de semear As sementes da minha poesia e de a regar Estas rimas com um simples copo de vinho Que trago comigo fazendo-me então falar.


Já que não me oponho ao mesmo Visto que alegria transporta consigo esses bagos Que mais parece o nosso sangue vivo E com o mesmo homenageio e brindarei aos magos.

Pois com ajuda dos magos vencerei Nestes caminhos que percorro em escrita Sentindo a mesma viva dentro de mim Visto que forma a minha alma, já que ela apita.

Apita como um comboio na sua linha E nestas linhas escrevo sem morrer Vingando-me deste mundo maléfico onde vivo Com um espírito poético, continuo a escrever.

Sigo este caminho sem glórias impostas Já que apenas desejo me sentir vivo nesta poesia Cortando as páginas com as lâminas da caneta Como uma espada afiada vai escrevendo no dia-a-dia.

Mas se me virem um dia a recuar É porque o tempo colocou a sua marca Pondo o ponto final à minha vida poética Neste mundo de caminhos fechados dentro duma arca.

Na arca que Deus construiu um dia Onde fechou as almas perdidas deste mundo Por isso peço que não hesitem quando chegar O tal dia em que a morte me deixará mudo.

Só peço que peguem neste corpo doentio E façam repousar nos campos a sua alma Assim a mesma continuará a viajar pelo mundo Ao sabor dos ventos perante a existência da calma.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 02 ANTÓNIO CRUZ


“LÁGRIMAS” (II)

Neste caminho que percorro lágrimas derramo São as minhas lágrimas cheias de vida Ao recordar as lembranças por vezes amargas E outras de felicidade de alma perdida.

Não sei que pensamento desflorou nestes dias Já que percorro com insensatez esta vida Acrescentando apenas o amor que sinto Por uma flor que sorri comandando esta lida

Pois a mesma crê nesta minha escrita Com um sorriso parecendo leviano para mim Mas sei que o seu amor é verdadeiro Mesmo com insensatas alegrias sem fim.

Percorro junto a si este meu caminho Sentindo a ternura pura do seu coração Que faz levitar a minha amargurada alma Em doce enleio desvairam-se por esta nossa paixão.

Nos meus olhos fica a sua marca Ao me sentir incerto nas lágrimas derramadas Já que por vezes tento trocar as mesmas Por um sorriso seu como pétalas amadas.

Pois de si não temo o sorriso Que livremente embeleza o seu rosto Podendo pensar em trocar estas lágrimas Durante estes dias vendo o Sol no seu posto.


O seu peito para mim é um templo Que enfeita a sua imagem de mulher Perfumando o seu corpo mesmo à sombra Ao provocar em mim a ilusão dum viver.

Como uma flor que é não esmorece Já que tento ao seguir neste caminho Rega-la sempre com a paixão que escrevo Avivando também o que sinto por ela com carinho.

E por a amar assim não desdenho O seu sorriso de mulher pura e inocente Já que por ela me perdi neste caminho Fazendo com que o tempo traga a semente.

A semente que me faz a amar Podendo fazer avivar esta nossa paixão Já que tresnoite-me consigo em orgias Brindando no fim ao tornar-me blasfemo de coração.

Vou por isso escrevendo neste caminho Ao parecer macilento sem querer suicidar O amor que vamos sentindo cheios de vícios Já que o mesmo transformou a alma ao casar.

Lá vai o tempo que tentei me suicidar Ficando no esquecimento das palavras que escrevo Como um carrossel circula no meu ser Prontamente ficando para trás sem relevo.


A minha crença com ajuda vai vivendo Ao sentir o seu amor verdadeiro vencer Sobre a minha agonia que tanto desesperou Ao viver na solidão um caminho para esquecer.

Procuro assim hoje neste caminho selvagem Que a vida transforma vencer com paixão Morrendo apenas nestas linhas travessas que escrevo Ao sentir o seu perfume de Primavera e Verão.

Esse mesmo perfume de flor aberta Recebe o meu amor livremente sem resistência Desde a amanhã que se mistura pelas nuvens Revivendo todos os momentos de ternura com paciência.

Já que o mesmo não se acaba Bastando a nossa alma viver eternamente Por entre amores vagabundos do nosso dia Sabendo que os anjos protegem a nossa semente.

Pois Deus certo dia me fez sonhar Dando asas a esta nossa aventura Conquistada com as alianças da felicidade Fazendo-nos viver a paixão com toda a ternura.

Não peço apenas o seu amor Já que desejo também o seu corpo de nua Vendo a sua beleza como uma flor única E beijando os seus seios chegando à Lua.


Visto que o perfume dos seus cabelos Me fazem respirar um ar de medroso Sentindo a fraquejar os meus joelhos Onde se enleia a lei do todo o poderoso.

Já que a Lua espreita lá no céu Ao avistar o nosso dormir de namorados Procurando a ilusão da paixão sem tempo Enquanto no nosso leito estamos atarefados.

E quando estou só escrevo pelo caminho Procuro nos meus sonhos todas as lembranças Que os anjos guardaram para si com ternura Já que nos lábios ficam as lágrimas de orvalho e esperanças.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 03 ANTÓNIO CRUZ


“O FANTASMA”

Sinto que neste caminho existe tristeza Que rola como uma bola no campo Fazendo corrente em redor dos jogadores Que por vezes nos fazem saltar o tampo.

Pois em verdade escrevo neste percurso Como um músico compondo uma canção Ao redescobrir o amor que está escondido Fazendo esquecer a tristeza que vai no coração.

Já que neste caminho que levo agora Sinto as vindas das tristezas na hora Recordando o amor de uma mulher perdida Que fez este homem sorrir ao se ir embora.

Sendo um sorriso cheio de solidão Que como homem ainda hoje penso nela Enquanto o tempo passa construindo o passado Recordo como aquela mulher era tão bela.

E não há nada, que possa fazer Só me resta seguir este caminho da tristeza Já que o passado me deixou a chorar Só me resta amar uma flor cheia de beleza.

Pois assim este meu amor seguirá o seu Sabendo eu que o mesmo viverá até morrer Por tudo dou o que posso ou mesmo possuo E nestas páginas vou continuar assim a escrever.

E este meu amor é a única coisa Que não posso negar ao mundo que vivo Já que por ele dei tudo o que possuo Querendo ver até onde vai um amor esquivo.


É que esse amor esquivo desejo ver, Até onde vai parar neste caminho que percorro Seguindo cada passo que dá nesta vida Sabendo que como homem preciso de si como socorro.

Sei que em mim existe uma falha Que vai circulando ao meu redor por hora E por vezes não importa a dor que sinto Desejando viver esta vida que levo sem demora.

Já que falho em olhar para mim mesmo Ao avistar fantasmas do meu passado presente Que vão assombrando este amor que sinto Fazendo-me escrever nestas linhas de forma corrente.

Talvez por isso seja melhor levantar a âncora E seguir em frente sem medo do meu passado Seguindo o caminho que levo como aprendiz Ao esquecer que sou humano e bem amado.

Já que deixei para trás uma vida Que hoje levo como outro homem mais seguro Não ficando longe de mim o amor presente Que vou recebendo sem saber bem qual o futuro.

Se bem que um dia destes vou partir E esse amor que recebo irá então chorar Ao transformar as nossas almas em gémeas Não tendo escapatória, o amor que nos faz andar.

Por isso agradeço ao ser um homem novo Transformado num homem mais forte pelo amor Assombrando o passado tendo uma coisa ainda a dizer Que é bonito neste momento amar esta minha flor.


Esquecendo assim o meu passado presente Seguindo o caminho livremente e podendo escrever Que não desejo deixar para trás o amor que sinto Ao viver o dia presente sentindo-me um novo ser.

Pois este amor desejo viver para sempre Até ao dia que tiver que descansar a cabeça Já que a morte está marcada no tempo E que deste amor o meu coração então padeça.

Já que sou um poeta cheio de paixão E que a mulher que amo é a minha atracão Deixo por ora as minhas tristezas do passado Escrevendo no presente com toda a minha convicção.

Não importa que o fantasma venha assombrar A minha vida como meu destino marcado Sabendo que só desejo amar uma flor Como um homem forte esquecendo aquele meu passado.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 09 ANTÓNIO CRUZ


“MINHAS SÍLABAS”

Neste percurso que levo agora inscrevi-me No clube das sílabas sem o saber Já que por campos de seara caminhei À procura da ternura de um novo ser.

Sobre esses campos rebolei ao cair Transportando comigo um corpo de poeta Que não morre sobre as páginas Que a vida escreve como minha meta.

Habito assim este corpo frágil humano Olhando para as árvores em lugares inversos Ficando pálido perante tanta beleza Figurando nelas o nu dos meus versos.

Pensando na espessura de certas palavras Que encravam nas sílabas com visão Ao não encontrar o lugar certo Em que servisse os propósitos do coração.

Crio alfabetos com sulcos de sílabas Que o tempo imprime nestas mesmas folhas Que depois as leio espalhando no chão Sem uma ordem alfabética como rolhas.

Sobre a mesa coberta de feno Encho a mesma de letras soltas Como um útero carregando sua semente Que ao mundo vai vir sem pontas.

Já que a criança quando nasce Mergulha de cabeça neste nosso mundo Não sabendo pró que vem sempre Mas sente dos seus pais um amor profundo.


Assim, destas minhas sílabas saqueio Aos horrores das coisas inócuas da vida Dando asas à beleza das palavras vivas Como se de prazer se tratasse uma mulher despida.

Já que a essa mulher abro as pernas À procura do prazer pelo qual morro Assim como ela também por ele morre Como se carregasse um peso subindo o morro.

E pegando fogo meu corpo transporta-me Numa aventura ao fazer exercício de perfeição Já que é preciso também ter certa arte Para satisfazer a mulher da nossa paixão.

Pois imagino neste campo a mulher Já despida como a água límpida Em que as minhas palavras transportam transparência E que as mesmas não compram sua beleza nítida.

Não cabe em mim o imenso silêncio Ao percorrer caminhos selvagens com sua presença Bem marcada no meu coração não só poético E ao saber amar a sua grandeza e que a mesma vença.

É que nunca alinhei por entre as árvores Onde alinho as minhas sílabas como hoje Nestes planos oblíquos nos quais vou escrevendo Com sentimentos de uma paixão que não foge.

Assim surge como uma serpente viva Que se enrola num tornozelo procurando morder Depositando o seu veneno mais secreto livremente Como se de uma semente se tratasse ao escrever.


Pois pelos caminhos que percorro escrevo A poesia que tanto desejo libertar de mim Dizendo ás estrelas que caem do céu Que um dia as elevarei de novo assim.

Ao seguir por lugares desintegrados da vida Vou colocando nas minhas sílabas esta paixão Que faz de mim um poeta sem medo Dando por fim vantagem ao meu nobre coração.

Silvalde, 2011 / 03 / 12 ANTÓNIO CRUZ


“NOVA ESTRELA ÍRIS”

Nasceu hoje, a nova estrela Íris A qual fará parte da minha vida Uma menina pela qual tanto esperei E que agora apareceu dum ventre oferecida.

Sua luz que a este mundo Vem trazer novos horizontes belos E que nos ajude a percorrer estes caminhos Com alegria de criança precisando de zelos.

A Íris nasceu do fruto do amor Entre duas pessoas que se desejam Concedendo ao mundo a sua semente Com esperança de vida que tanto amam.

Pois esta semente que hoje floriu Tantos aos pais como aos padrinhos Uma alegria diferente e livremente transmitiu Ao ser a nova estrela dos nossos carinhos.

Já que nestes caminhos percorridos E nestas nossas vidas nova luz precisamos Como a nova estrela que hoje brilha O nosso amor por ela nós, o juntamos.

E como padrinho a minha mão ofereço Para indicar nesta vida o caminho Que possa ser o mais indicado Depositando no seu coração meu carinho.

Não podia deixar de escrever Sobre a alegria que sinto neste dia Apesar de ser um padrinho pobre Mas uma promessa faço sem demagogia.


Já que no meu coração existe Uma certa tristeza neste mesmo dia A de não poder um dia dar Algo mais que amor como se pedia.

Mas como costumo dizer e escrever Sou um poeta pobre, mas muito rico Ao existir no meu coração o amor Que poderá transmitir a riqueza e isso vinco.

Pois não quero apenas ser padrinho Mas sim um amigo na sua vida Oferecendo sempre o meu coração amigo Assim como o da minha flor querida.

Já que sem ela nada seria Nesta vida matreira e bem solitária Ao saber como estender sua mão A este pobre poeta na sua vida diária.

Mas deixemos de tristezas passadas Que hoje é dia de felicidade Pois nasceu uma estrela nova De nome Íris, que fomenta a nossa amizade.

Amizade que já existia neste caminho Que vamos percorrendo entre baixos e altos Mas uma coisa é bem certa hoje A mesma ficou mais marcada lá nos planaltos.

Pois nos mesmos planaltos avisto a luz Que ilumina o nascimento desta nova estrela Que ao mundo veio pela madrugada escura Trazendo a alegria e por isso desejo descreve-la.


E neste dia apesar de ser treze A sorte bateu à nossa porta Ao nascer a nova estrela Íris tão bela Que dentro de si tanta alegria transporta.

Iluminando assim estes nossos caminhos Como uma estrela guia cheia de luz Que os nossos corações enche de alegria Demonstrando a Íris em si uma energia de truz.

Mozelos, 2011 / 03 / 13 ANTÓNIO CRUZ


“FOLHAS DOBRADAS”

As mulheres são os nossos lugares Em que as nossas mãos recuam Ao sentirem o poder da paixão E muitas das vezes até amuam.

As mulheres são como cristais Que devem ser bem guardadas E não pousadas em mesas ao acaso Visto que as mesmas podem ser roubadas.

As mulheres nestes caminhos da vida Fazem os nossos filhos consigo crescerem Segregando-lhes algumas inconfidências de coisas impróprias Que foram fazendo em loucura e sem temerem.

Diz-me o tempo qualquer coisa grotesca Em que a violência está presente Não querendo acreditar, sonho e escrevo Depositando o meu amor assim como semente.

Por isso lanço aos anjos estas palavras Ao acreditar numa vida nova de jasmim Em que nas suas asas já mutiladas Voam com uma coragem expressa sem fim.

Não digo que o amanhã exista Pois sei que o mesmo sempre virá E neste meu exercício poético escrevo Cruzando caminhos que só Deus o dirá.

E como acredito em Deus agora Pela periferia vou escrevendo sem parar De folhas dobradas nos bolsos ando Como se à cata de mulheres estivesse a mirar.


Sabendo sempre que tenho o amor Oferecido por uma mulher para mim fatal, Já que por ora é a única que amo Sem olhar a despesas algumas como sinal.

E como deus disse algures um dia Nesta vida só devemos amar a mulher Que faz parte da nossa vida diária Representando as alianças neste nosso viver.

Apesar de a minha glândula se inflamar Perante a presença de outras mulheres simplesmente Amo a minha flor acima de tudo Ao acompanhar este meu caminho livremente.

Não sabendo por vezes como dizer Visto que sofro de uma comoção diária Por isso vou escrevendo estas palavras assim Nestas folhas dobradas sem tabela tarifária.

Já que as minhas palavras são livres E não têm preço imposto por alguém Por agora vou habitando lugares neste espaço Que crio observando o seu final também.

E pela última vez não vejo a mulher Como um fruto proibido desta vida Mas sim a criação do meu pecado poético Não querendo deixar de escrever sem contrapartida.

Visto que por vezes o seu sofrer Faz endurecer o meu rosto amargurado Pela vida de um passado já escrito Demorando a ser feliz como seu amado.


Hoje escrevo nestas folhas dobradas Imaginando os lugares das belas mulheres Percorrendo este caminho com ternura escrita Mesmo cipreste de Março para esses belos seres.

Assisto por vezes à sua metamorfose Registando o meu amor por esse ser Que dorme ao meu lado livremente Resmungando por vezes também com saber.

Mas são as consequências desta vida Que as alianças fizeram na sua união Com a passagem do tempo vestidas em uniformes Sobre o registo dos retábulos à luz do coração.

Assim nestas folhas por mim dobradas Escrevo sobre a luz que me envolve Espalhando as palavras neste meu manto Registando a beleza da mulher que devolve.

Pois a mesma devolve o seu amor E isso registo nestas folhas dobradas Com paixão poética escrevendo sobre as mulheres Nunca descriminando as mulheres por mim amadas.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 15 ANTÓNIO CRUZ


“PAPEL NO BOLSO”

Neste momento escrevo a existência De um papel onde corre a vida Colando no mesmo as memórias vividas Como se fosse uma pulga foragida.

Pois nesse papel salto linha a linha Enquanto escrevo ao meu amor Que está marcado neste coração triste Procurando a minha pátria pintar com cor.

A cor que a caneta pinta Nessas linhas soberanas de poesia Seguindo uma nova ficção poética Sem fugir aos caminhos no meu dia-a-dia.

Já que calco areia e terra batida Tentando atingir os caminhos da ternura Que a morte descreveu à primeira O meu destino que nesta poesia perdura.

Marcando assim os meus sonhos Como o último marco do meu coração Ao desejar tanto este meu sonho Sabendo eu que tenho esta paixão.

E três minutos antes de começar Sentei-me perante a maré a encher Pegando as folhas do bolso de trás Comecei então simplesmente a escrever.

Sem ter uma ordem alfabética sequer Escrevia ao sabor das marés que surgem Como as vinhas da ira sem pai Sei que nestas folhas as palavras afluem.


Dando graças ao meu pai Ilídio Que amo à luz dos meus pulmões Nunca esquecendo a sua amizade com vida Que por vezes se enfurecia como os furacões.

Mas a minha função hoje é escrever Como um geógrafo nestas folhas brancas Sem olhar ao declive destes nossos caminhos Procuro a ternura dos quarenta nas bancas.

Visto que sou um aprendiz secreto Das lidas poéticas que se publicam Homenageio assim os velhos poetas lendo Aquilo que escrevem recorrendo ao que inventam.

Já que a poesia também tem invenção Ao ser escrita com o coração E os novos poetas assim também escrevem Utilizando palavras soltas com muita paixão.

Pois a poesia é como um ilimitável oceano Onde as palavras se cruzam com sentimento Descrevendo no final um livro da vida Guiado pelos anjos sem ser questionável.

Assim saem de mim também as rimas Como se fossem balas carregadas de pólen Fabricando o mel desta poesia que refaço Ao seguir este caminho belo que de mim escondem.

Mesmo assim não desisto seguindo as pegadas Deixadas pela água da chuva neste caminho Como se fosse uma criança descobrindo um brinquedo Por entre as ruínas, faltando-me apenas um carinho.


Sabendo que a minha sabedoria é frágil Neste mundo com falta de sentimentos Talvez por isso vá escrevendo livremente nestas folhas Preenchendo os espaços em branco com vários momentos.

São esses mesmos momentos que vivo Como se fossem diapositivos cheios de vida Sobre as súbitas tempestades e suas permanências Durante um presente carregando o passado como lida.

Por isso lanço um alerta neste caminho Retirando sempre um papel do bolso dobrado Escrevendo ao mundo com um alvor único Ao desejar ser um poeta neste mundo desafortunado.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 16 ANTÓNIO CRUZ


“VENTO”

Pergunto muitas vezes nesta vida De que lado sopra o vento da sorte Já que sigo por entre caminhos Que à vista são desconhecidos como a morte.

E já agora pergunto uma vez mais De onde sopra este meu vento Visto que no meu berçário não parou A sorte de rico nem de sustento.

E como se diz na gíria popular Até para se morrer é preciso sorte Por isso vou procurando a formula Que me faça viver e atingir o pote.

O pote onde seguramente lá estará A sorte que tanto procuro na vida Para lá do amor que conquistei Ao viver em negação e alma ferida.

É que súmula da negação é constante Encobrindo a paixão que sinto livremente Não sabendo por onde ando diariamente Ao seguir caminhos cobertos de silvas constantemente.

Já que não sei fugir aos perigos Nem percebo de biologia humana sequer Visto que do lado da morte ninguém responde Talvez por isso continue a tentar perceber.

Pois estou sentado na beira da estrada À luz triste da noite escura sem Lua Procurando ver na minha imaginação poética A dança de mestre duma poetisa já nua.


Visto que no céu uma nuvem prateada Passa pela frente da meia-lua E as pessoas que circulam neste caminho Não vêm o grave que está a noite crua.

Lanço na mesma ao vento uma malva Sobre a ordem deste mundo imperfeito Já que a perfeita ocupação deste espaço Faço nestas folhas em branco com jeito.

E o fogo que se cruza comigo Obriga-me a utilizar outros utensílios de luz Agarro por isso esta minha caneta poética Fazendo poesia neste caminho como minha cruz.

Já que a invenção faz parte de mim Resolvendo assim os meus problemas diários Honrando a poesia com o que escrevo livremente Visto que a minha língua materna é dos sábios.

Por negras veredas vejo a luz Que ilumina os meus caminhos de poeta Utilizando os meus dedos agarrados à caneta Escrevo sem parar como um cão perneta.

Pois um cão vadio sou nesta vida, Que agarro nestas folhas por mim escritas E por mais raiva que tenha pela vida Sigo pela noite procurando as palavras benditas.

Sabendo que as mesmas estão fechadas Numa caixa negra precisando duma chave Acendo um cigarro nesta hora sentado Nesta noite escura sem avistar uma ave.


E como não deixo os créditos alheios Procuro fugir ao fiasco desta minha vida Sentindo por este caminho uma enorme fome Pela poesia que escrevo sem nome e esquecida.

Sou assim e por isso pergunto ao vento Para onde sopra o mesmo neste dia Já que não deixo de sonhar em publicar Estes meus espaços, como um dia o pretendia.

Uma ordem deixo a este mundo, Que a minha poesia também tem lugar Neste mundo de doutores alguns emblemáticos Honrando o povo e a nossa língua sem parar.

Já que tenho a honra de assim ser Um Português que navega ao vento Das palavras soltas carregadas de poesia Não parando sequer ao faltar o momento.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 18 ANTÓNIO CRUZ


“DOUTORA”

Neste caminho que percorro, certo dia Uma Doutora cheia de charme e bem formosa Pela porta da amizade entrou assim livremente Como filha de um poeta saiu harmoniosa.

A sua amizade me conquistou simplesmente Apesar de ser Doutora, é bem Portuguesa Já que a sua simplicidade é tão natural Que encanta qualquer ser sem surpresa.

Veio a este lugar parar certo dia Trazendo consigo uma cartola de “cartão” Onde registava o seu mestrado de línguas Mas nada disso alterava o seu coração.

Visto que a sua beleza externa Não é superior à sua beleza interna Traduzindo no seu rosto uma nobre alegria Que ilumina este lugar de uma forma moderna.

Pois o seu canudo nada manda É uma Doutora cheia de beleza Carregando dentro de si uma harmonia E fazendo assim valer toda a sua esperteza.

Por isso para mim ela figurará sempre Nos meus anais da amizade pura E escrevo aqui, agora estas palavras verdadeiras Já que para todos sou um poeta sem cura.

Talvez por isso possa contar consigo Neste caminho que percorro diariamente assim Fazendo valer a sua amizade de Doutora Mas só de letras sem chegar ao fim.


Enquanto escuto a beleza das suas palavras Nos dias do café pela manhã simplesmente. Observo a sua natureza de Doutora de línguas Mas cheia de letra e isso, escrevo livremente.

É a “Nelinha” Doutora bem formosa Que utiliza palavras puras duma nobre poetisa Ou não seja ela filha de um poeta Lá da sua terra de quem é “submissa”.

Posso escrever nestas folhas agora Que esta Doutora tem um dom O dom de conquistar a amizade de todos Sem saber magoar é como um pão.

É como um pão no seu saber Alimentando um coração amargurado pela vida Iluminando o seu caminho com esperança É mesmo uma Doutora amiga bem querida.

Pois no meu caminho ela se cruzou Como uma seta apontada à verdadeira amizade Encantou o meu pobre coração de poeta Nesta vida de trabalho sempre com igualdade.

Já como poeta não poderia deixar Neste dia sobre esta Doutora deixar de escrever Visto que sinto a sua amizade e ternura Neste caminho que percorro com algum temer.

E nestas folhas escrevo sobre amizade Que esta Doutora em mim provoca raça Com a sua simplicidade figurada no seu sorriso Transcrevo assim essa alegria fugindo ás traças.

São Paio de Oleiros, 2011 / 03 / 18 ANTÓNIO CRUZ



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