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ANTÓNIO CRUZ


ANTÓNIO CRUZ


“ PREFÁCIO DE UMA VIDA”

Escrevi num mês distante, trinta e tantos, poemas a fio sem parar, numa espécie de êxtase. E hoje, é um dia triunfal da minha simples existência, nesta minha vida. O que se seguiu depois de alguma tinta ser gasta e muito papel ter sido utilizado; só sobrou um cesto de papéis cheio, foi o aparecimento de um novo “Poeta – Escritor”. Tudo isso, se verificou no continuar do pequeno Sonho de Criança que há muito tempo vinha a desenvolver no meu interior, utilizando pequenas rimas ou alguns pensamentos muito sugestivos da minha maneira de ser. E de ter vivido quando criança e também algumas situações, já como adulto. Desculpem – me, o absurdo da frase; mas apareceu em mim um enorme desejo de transcrever para o papel algo com sentido ou mesmo sem! Era simplesmente aquilo que vindo do meu eco interior ou directamente da minha mente, ditava por palavras ou frases simples, numa leitura rápida, e a minha mão escrevia para um bocado de papel. A expressão que sobressaia no meu rosto era a de um pequeno sorriso esboçado quando terminava mais um tema, mesmo que esse não tivesse muito sentido! Mas, era como se tivesse restituído alguma vida aos mais simples “poemas” ou “contos”, que eram para mim algo profundo mas muito belas. Só que por vezes, bastava unicamente o esboçar de um sorriso para me agradar e aquilo que acabava de transcrever logo por si existiria numa folha de papel sentindo toda a sua magia sem sequer poder falar! E, num certo dia, à noite quando relia tudo aquilo que já havia escrito em simples rascunhos, por vezes, revia ali a minha própria sombra retractada. Eram, e são, simplesmente memórias, brincadeiras, ou mesmo chamadas de atenção para o mundo em que vivemos. Sei que um dia alguém as vai poder ler e as irá existir na prateleira da sua biblioteca para quando este ser já ter abandonado o planeta Terra. Um simples risco da minha curta vida ficará lá conservada, para sempre todo o sempre como sinal da minha pequena existência terrena! E, só assim poderei viver eternamente, por milhares de anos a fio, recordando a Alegria, a Tristeza, o Amor, a Solidão e tudo aquilo que tiver dado a este Mundo! Mas, uma coisa Eu sei, que serei alguém que existiu um dia neste “Universo da Escrita”!... E essa recordação ficará para sempre nas memórias de todos, sendo como aquele que deixou um “Verso” quando morreu, e talvez seja a “Profecia” de uma vida!...

Mozelos, 2000 / 10 / 10 TONY CRUZ


TITULO

LOCAL / DATA

0

PREFÁCIO DE UMA VIDA

MOZELOS, 2000 / 10 / 10

1

MEU ANJO

MOZELOS, 2001 / 01 / 01

2

ANJO SOFRIDO

MOZELOS, 2006 / 01 / 25

3

PAIXÃO DE ANJO

MOZELOS, 2006 / 02 / 01

4

ANJO DE LUZ

SANTA MARIA DE LAMAS, 2006 / 06 / 22

5

ANJOS e ESTRELAS

PARAMOS, 2006 / 08 / 23

6

ANJO MEU GUIA

CAMPO DE GERÊS, 2006 / 08 / 29

7

FADO DO MEU ANJO

CAMPO DE GERÊS, 2006 / 08 / 28

8

PRECISO DE UM ANJO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2009 / 01 / 24

9

TALVEZ NÃO QUEIRAS SABER

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2008 / 07 / 28

10

DANÇA DA ALMA

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2009 / 01 / 05

11

ANJO TRISTE

LOUSÃ, 2006 / 11 / 01

12

MEU ANJO II

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2008 / 09 / 16

13

TEMPOS VIVIDOS

SÃO PAIO DE OLEIROS, 1991 / 01 / 19

14

VAZIO DA SAUDADE

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2006 / 01 / 17

15

VIVER e AMAR SEM MEDO

SÃO PAIO DE OLEIROS, 1990 / 11 / 19

16

SOU UMA PESSOA

MOZELOS, 2008 / 01 / 13

17

SOU BURRO

PARAMOS, 2006 / 07 / 07

18

SÓ UM ABRAÇAR

MOZELOS, 2006 / 01 / 18

19

ROUBEI O TEU OLHAR

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2009 / 01 / 19

Em "Anjos de Luz" eu escrevo A dança da alma pois assim me atrevo Os anjos e as estrelas como guia Vivendo e amando sem medo do dia. Sou uma pessoa procurando um anjo Talvez não queira saber tocar banjo Porque os tempos vividos de anjo sofrido No vazio da saudade lá estava perdido. Nestes poemas que escrevi simplesmente O fado ao meu anjo descrevi livremente Faltando algumas palavras em anjo de luz Pois assim sou burro nesta minha pesada cruz. São Paio de Oleiros, 2009 / 05 / 10 TONY CRUZ


“MEU ANJO”

É uma velha e solitária a minha cidade Quando não estás por perto falta-me a felicidade Sinto-me só nesses momentos ficando logo sem poder As saudades que tenho de ti sem nunca o saber Só que agora é-me fácil de ver aquilo que sinto Quando as saudades apertam no meu coração e não minto Desejava tanto que tu voltasses para o perto de mim És o meu anjo e guia do meu coração minha flor de jasmim Sei que não tenho nada hoje com a tua vida Mas que raio me está para acontecer minha querida Será ainda uma réstia que vivemos de paixão Ou estará a funcionar a tua beleza no meu coração Mas já não sei o que se passou nesta nossa relação Só que ambos percebemos que não tínhamos muito tempo E eu aceitei-te tal como eras sem nenhum contratempo Sem esperar que tu pudesses algum dia mudar Achando que tu sentisses o mesmo a meu respeito e esperar Sempre gostei do drama que nós vivemos em intensa paixão Em que tu e eu precisamos ambos de uma nova emoção E que só o nosso amor meu anjo poderia sobreviver Mas tu partiste e sozinho me deixaste pronto a morrer É que este nosso mundo cruel não perdoa a solidão Aí do alto vigia por favor cada passo que dou o meu coração Sem que eu me deixe abater pala tua longa partida E sem algum aviso prévio enviado por Deus minha querida Sê por favor agora o meu anjo da guarda e seguidor para mim Nesta minha longa caminhada neste meu deserto até ao meu fim…

Mozelos, 2001 / 01 / 01 ANTÓNIO CRUZ


“ANJO SOFRIDO”

Já não sei mais o que faça Procuro uma resposta para este sofrimento Pois o teu ciúme doentio de vampira Vai enraivecendo a minha alma em esquecimento.

É só o teu querer e desejo possessivo Que vai condicionando o meu espaço Esse teu desejo excessivo de transformar O meu infinito grito de revolta, mas que faço?

E por mais que me envolvas em teu manto Ou tentes vendar os meus olhos Para não conseguir ver a minha realidade Que algum tempo suporto aos molhos.

É a minha raiva de anjo ferido Porque me amarrastes as minhas asas do desejo E passaste a beber o meu sangue Onde corria nele a fonte do amor com ensejo.

Por mais que me sinta um ser ultrapassado Os teus dentes no meu pescoço queres cravar, E trespassar as minhas veias da paixão Deixando assim a tua cede da loucura ganhar.

O meu corpo alado sente-se preso As minhas asas não têm a devida força Que me ajude a fugir à multidão do ciúme E me devolva a liberdade para fugir à forca.

Preciso de espaço para conseguir obter esperança Só assim ser imune ao teu encanto Nesta tua luta inglória para me converteres Já pareces uma sereia com um eterno encanto.


Nessa tua única convicção de me quereres E poderes saciar no que resta do meu corpo Pois a tua cede é sempre infinita Bebendo o meu sangue com paixão num copo.

Sou também obrigado a o beber Dessa tua alma maligna sem paixão Vais trespassando pelo meu corpo e sangue Pois transformaste-te em mulher vampira sem coração.

A minha raiva de anjo é bem verdadeira E com a minha eterna lança de luz Vou de encontro ao teu desejo ardente E demonstrando o caminho do paraíso que reluz.

É um paraíso que está pronto a florir Após esta nossa mística batalha de paixões Somos de mundos opostos um do outro Só tu minha vampira, és cheia de ilusões.

As minhas asas quero abrir e voar Sentir a liberdade e um aconchego verdadeiro Deixarei de ser um anjo lago sofrido Passando a ser um guerreiro de luz sempre primeiro…

Mozelos, 2006 / 01 / 25 ANTÓNIO CRUZ


“PAIXÃO DE ANJO”

Nesta minha paixão de anjo E na imensidão das minhas asas incolor Que me fazem voar sem limites ou horizontes Pairando numa eterna procura do verdadeiro amor.

É nessa desenfreada procura do amor Que encontrei teu corpo vestido de negro cetim E que agora vou contemplando e protegendo Num ensejo enorme minha bela flor de jasmim.

Não sendo anjo de todo intimo por ser Tenho um desejo do teu corpo percorrer Com as minhas mãos inseguras no seu toque Provocado pela minha ânsia fortes e tremulas ondas de prazer.

Mas sou firme e determinado neste meu querer Esse teu corpo de ceda negra e veludo Que aos poucos beijo e mordo suavemente E com a minha língua percorro o teu monte peludo.

Com a minha boca devoro teu corpo aos poucos Ingerindo o teu cheiro intenso de prazer Sendo devoto neste meu desejo único E me afirmando bastante seguro no teu estremecer.

Sou um anjo louco nesta minha paixão E voo neste meu mundo das trevas Mas convicto destas minhas certezas vadias Planando baixinho sobre os enormes campos de ervas.

Nesta minha paixão de anjo Deixei de navegar em plena solidão Atravesso o mar com ajuda dos ventos Planando em sonho este meu desejo coração.


E se um dia quiseres fazer esta viagem Continuarei a te levar ao sétimo céu Num só fundir de corpos e alma Rasgando ao de leve com a minha aura o teu véu.

Sou assim nesta minha louca paixão Porque acima de tudo sou um anjo puro Com um coração vivendo ainda na solidão Mas sempre convicto nas minhas certezas e bem duro…

Mozelos, 2006 / 02 / 01 ANTÓNIO CRUZ


“ANJO DE LUZ”

No primeiro dia que te vi Não me era possível acreditar Parecias um anjo de luz Tudo parecia impossível poder vir amar.

Uma estrela brilhou durante esse dia O Sol esquentou o meu frágil coração Começando logo pela bonita manhã Levando para a tarde essa minha sensação.

Os dias foram passando suavemente Até que resolveste me dar atenção Bati à porta do teu nobre coração Sem ter a certeza dessa minha razão.

Queria te explicar algo e não sabia Minhas palavras tropeçavam sem explicação Para aquilo que sentia e não compreendia Pois não sabia se entendias a minha paixão.

Era algo novo para mim nesse momento Não sabendo uma maneira de falar Ou não sabia como meter conversa contigo Sendo tu um anjo de luz para começar.

Mas isso, só tu poderias me responder, E quando simplesmente acordava pela manhã Não tinha vontade de ir logo trabalhar Sonhava mais um pouco por entre os cobertores de lã.

Cheguei a passar noites em claro A pensar como seria fazer amor Ao seres o meu anjo de luz suprema Podendo tu me libertar desta minha dor.


Hoje olho para o nosso passado E vejo como era simplesmente uma criança Não sabendo distinguir entre o bem e o mal Mas sempre com uma réstia de esperança.

Essa esperança nunca me abandonou Levando-me a adora-te meu anjo de luz Com um amor mais forte que eu Passando a ser essa a minha cruz.

Peço-te para me deixares sempre te amar Pois sou um simples pecador de coração Mas nobre neste meu amor por ti Meu anjo de luz e minha salvação…

Santa Maria de Lamas, 2006 / 06 / 22 ANTÓNIO CRUZ


“ANJOS e ESTRELAS”

Pontos luminosos sinalizam a estrada Alertando-me através dos meus pensamentos Não querendo interferir no meu destino Que algum tempo tracei por momentos.

Passo a passo juntei a tua vontade Ao teu querer viver alegremente Respeitando a voluntariedade em conjunto Dando vida a um amor solenemente.

O mesmo que habita em nós E a ele nos cabe sermos ouvidos Apenas devemos secar as nossas lágrimas Escutando os corações e sermos comovidos.

Pois a imprudência, o desespero e a dor Que por vezes nós mesmos imputamos Ao julgarmo-nos imunes ou mesmo superiores Mas só assim, nós poderemos nos alimentarmos.

Um instante que transcorre veloz Eis que capto apenas a energia Entre os nossos actos determinantes Que devem ser levados no dia-a-dia.

A mesma iluminará os nossos passos Num futuro próximo com trajectória Nesta longa estrada desconhecida da vida E por nós deve ser combativa até à vitória.

Não quero ser um anjo assim Que possa deixar de iluminar o nosso amor Com as minhas asas poderei te abraçar Afastando os males da vida sem dor.


E ao teu lado voar neste destino Envolvendo-te em meu peito e viver Desejo guardar para sempre o amor Sentindo o destino que traรงamos no bem-querer.

Quero guardar para sempre o saber Que os teus lรกbios se tornaram ardentes E a minha vida em ti lacrar Fechando com o amor das estrelas cadentes.

Paramos, 2006 / 08 / 23 ANTร“NIO CRUZ


“ANJO MEU GUIA”

Tens em ti o poder de uma porção Não importa o nome que tem Utilizas a sua magia com amor És o anjo que me guia também.

Ao me guiar por uma estrada florida Pois a mesma brilha através da luz da Lua E as estrelas reluzem sorridentes de felicidade Como um Sol iluminando a minha rua.

Os pássaros cantam e simplesmente encantam Enquanto as flores desabrocham no campo A cada instante que passa suavemente Guiados por ti meu anjo retiras o meu tampo.

Enquanto as crianças brincam esbanjando gargalhadas A sua inocência saudável contagia o nosso silêncio Os casais passeiam de mão dada ou entrelaçadas Demonstrando o seu amor ao mundo em pelo cio.

E por uma estrada onde estampa a paz Uma felicidade sonhada desde cedo criança Como um anjo me guias pacientemente Dando-me alguma alegria cheia de esperança.

Preciso apenas da tua porção magica Para que a minha vida sorria Ao fazer parte de ti meu amor Voas num céu sem limite todo o dia.

Abre o teu coração apenas para mim Não importa se ele chora ou sorriu Só podemos cuidar deste nosso amor E não devemos temer pois nada se viu.


Olha-me dentro dos meus olhos Podes confiar em mim minha paixão Abre a tua alma e dá-me a tua mão Assim poderemos caminhar lado a lado meu coração.

Terás a certeza para todo o sempre Que jamais caminharás sozinha assim o desejo Estarás ligada a mim meu belo anjo E no teu manto me acolherás pois também ensejo.

Mesmo que algumas pedras surjam Fazem parte do nosso longo caminho Que juntos faremos pela estrada fora Enchendo os nossos corações com carinho…

Campo do Gerês, 2006 / 08 / 29 ANTÓNIO CRUZ


“FADO DO MEU ANJO”

O anjo que me guia é Gabriel Mas existe um outro na minha vida Só sei que esse mesmo me escuta E que eu adoro é uma flor querida.

Pois sente os meus ais todos Ficando ao meu lado a cada momento No seu esplendor de aurora raiada Faz o meu coração despertar com sentimento.

Um sentimento que perdura algum tempo Nas minhas curtas alegrias rejubila Sente todas as minhas tristezas também Com a dor nas aflições e coração na Vila.

Vila que ficou para trás no tempo Que me viu crescer com tormentos Corro hoje tanto no meu aliviar E poder entregar-me aos seus sentimentos.

Esse anjo é fiel ao meu amor No seu porte feminino cheio de perfume Provocando as mais belas flores do mundo Vais adornando a minha aura com lume.

Também acalenta a minha triste vida Ah! Como é bom falar com ela As suas expectativas são superiores Sobrepondo-se as minhas e como é bela.

Suas palavras entram na minha mente E só preciso de ter alguma fé Pois firmemente nunca me abandonou Sinto que sempre me amou e sou má ré.


Tu, meu anjo me foste enviada Para me afastar das injustiças Estendendo-me as tuas mãos de fada Revelaste-me a verdade perante as amizades postiças.

Tens o poder da pura bondade O teu coração apela perante o meu Não sei que nome te atribuir anjo meu Mas para que saber sou o amor teu.

Teu nome poderia bem ser “Flor do Amor” deste meu poema Eternamente ficarei agradecido meu anjo Por beneficiar do teu coração por lema.

O mesmo irradia cheio de luz Com um carinho profundo estás ao meu lado Com as tuas mãos de fada me tocas Não quero partir sem acabar este fado!...

Campo do Gerês, 2006 / 08 / 28 ANTÓNIO CRUZ


“PRECISO DE UM ANJO”

A vida é bela dizem Poucas coisas me fazem feliz Não tem sido fácil a viver A solidão se colou desde petiz.

Vivo num mundo sem sentido Nem com anjos me safo Pois se aperta o meu coração De tal maneira que abafo.

A vida é bela como assim Já fiz algumas promessas simplesmente Mas mesmo assim tudo corre mal Já não sei o que fazer concretamente.

Esta vida é bem macabra, isso sim Chego a me sentir um bacalhau E sou servido à mesa do português Para alguns ilustres sou mesmo calhau.

A solidão em mim reina Nesta vida sem algum sentido Por mais que lute fixantemente Quase sempre estou sozinho e perdido.

Procuro no tempo o meu anjo Pode ser que me salve hoje E nas suas asas aladas voarei Enquanto a minha alma sempre foge.

É que a minha nobre solidão Por mim em tempos já foi escrita Enquanto aguardava a minha salvação Talvez por isso o anjo ainda exista.


Mas preciso urgente de um anjo Para que possa também salvar O que ainda resta hoje Neste meu coração por amar.

Já nada me faz feliz Por mais que eu escreva Não consigo encontrar palavras alegres Preciso urgente de um anjo mais nada se atreva.

São Paio de Oleiros, 2009 / 01 / 24 ANTÓNIO CRUZ


“TALVEZ NÃO QUEIRAS SABER”

Talvez tu não queiras saber Mas esta noite não estou lá Uma tristeza bate no coração E por isso não dá.

Encontro-me fora de combate Para mim chegou o fim Estou na linha do tapete Simplesmente me afundei em serrim.

Talvez tu não queiras saber O que é amar assim? Porque eu próprio não entendo Se efectivamente gostas de mim.

Danças perto do meu ser Ditando simplesmente o meu fim Hoje não recomendo o amor Para quem esteja apaixonado assim.

Quando colocas o teu vestido Voo até ti atingindo o topo Meu coração palpita sem cessar Querendo me embrenhar no teu corpo.

É que tu fumas o meu cigarro E bebes do meu copo sem licença Nada disso faz algum sentido Todo o meu ser vibra na tua presença.

E isso só agrava o meu estado Quanto mais brilha a tua luz Talvez tu não queiras saber Mas passaste a ser a minha cruz.


Ando meio apagado na escuridão Sonho entre o céu e o inferno O amanhã está meio esquecido Preciso do teu amor para este Inverno.

Esse amanhã um dia passa Só que agora estou assim Vou perdendo toda a minha graça Como anjo não queres saber de mim!...

São Paio de Oleiros, 2008 / 07 / 28 ANTÓNIO CRUZ


“DANÇA DA ALMA” (II)

Com carinho vou dançando no ar A dança da minha alma Ao som das ondas do mar Que unem o pensamento na calma.

Como é gratificante esse carinho Sou um ser humano simplesmente Que procura o seu caminho Nas ondas do mar abertamente.

Estendi em tempos a mão Em busca de um amor puro Mas fiquei a água e pão Na prisão do mundo escuro.

Perante tanta inércia e displicência Sofro como humano que sou Lutei através tentativas tímidas e paciência Procurando sempre o amor que me abandonou.

A falta desse amor ainda procuro, Tomou proporções enormes em dado momento Causando perda de fôlego num coração puro Com sintomas para o meu ser sem esquecimento.

Olho o mar e sinto falta de paixão A mesma que começa pequenina e lentamente Se vai avolumando cada vez mais no coração Explodindo de contentamento como as ondas exactamente.

Pois o altivo Mar e a bela Lua Escondem a mensagem da minha alma E não precisas de te sentires algo nua Basta escutares os meus pensamentos com calma.


É amizade e um grande amor Aquilo que sinto bem dentro de mim Só quero poder proporcionar um dia com ardor Pois preciso ardentemente do teu carinho minha flor de jardim.

A amizade é uma onda do mar Que rebenta bem dentro do nosso ser O amor é uma flor que dança no ar Para isso basta meu anjo não me deixares morrer…

São Paio de Oleiros, 2009 / 01 / 05 ANTÓNIO CRUZ


“ANJO TRISTE”

Soa o descompasso do tempo de outrora Neste meu coração solitário e contraditório Entre o amor e algum ódio meu Escorregando mel e fel de algo histórico.

Pareces um ajo belo mas triste Procurando um rumo sem destino Como um vagabundo persigo-te amarguradamente Guiado pelas estrelas em noite sem tino.

Olho o céu negro sem o saber Tento percorrer os caminhos assombrados Com as estrelas cadentes por companhia Esperando abraços e beijos à muito desejados.

Valso nos braços do meu anjo Por entre as nuvens macias de algodão Descansando nos seus ombros do infinito Escutando a música suave do seu coração.

Deixo-me levar pela languidez dos ventos Planando nas asas dos pensamentos meus Ao voar alto na busca do inacessível E entre o impossível atingindo os vales teus.

Não penso nos riscos meu anjo Pois corro atrás dos sonhos perdidos Recolho algumas pedras pelo caminho Só quero construir um castelo de carinho.

É que com muito carinho desejo-te amar, Meu anjo triste quebrando os muros do medo Participando em compromisso perante o mundo Fazendo-te acreditar no amor sem nenhum credo.


Lembro-me que sempre só não quero viver Desespero por sentir o nosso amor Acreditando na força oculta do querer Libertando os nossos corações da imensa dor.

Pois a vida é bela sendo azul E rasgando o céu lindo meu anjo Ao deixar para trás a minha solidão Vou deixando de ser eternamente um arcanjo.

Neste descompasso do nosso tempo O coração é quem manda hoje Ao sentir o amor ressuscitar finalmente Após termos juntos plantado a nossa semente.

A mesma brotará nas nuvens do amor Afirmando-se perante o ódio aos poucos Deixando a tristeza da solidão por terra E finalmente descasamos ao partilharmos os beijos loucos…

Lousã, 2006 / 11 / 01 ANTÓNIO CRUZ


“MEU ANJO” (II)

Talvez se eu conseguisse lá chegar E pedisse a Deus para entrar Os anjos no céu Eu os veria, E verificava se tu por lá poderias estar.

É que ainda hoje não acredito Que o meu anjo lindo eu encontrei Esse amor que quero continuar a viver E por ti louco então logo fiquei.

Uma chama arde dentro de mim Fazendo-me morrer de desejos por ti O teu amor quero continuar a receber, Meu coração a tua língua fala e sorri.

A chama do querer é o desejo Que intensifica a minha louca vontade Quando o vento sopra nos teus cabelos Não consigo ser nada a tua felicidade.

As tuas mãos quero acariciar simplesmente, E sentir o bater acelerado do teu coração Sendo o meu sinal para a tua paixão Ao beijar os teus lábios estando em transformação.

Essa mesma transformação faz a minha loucura E não precisa de vinho para me embevecer Estando os nossos corpos em união imediata Realizamos os sonhos existentes com algum ser.

Assim meu corpo enche-se de paixão Perante o teu esmorecer ante a loucura Logo que o teu corpo sejam só meu Reconheces que o nosso amor é eterno sem procura.


És o meu anjo com alguma sabedoria O meu coração por ti foi esperando Sabendo um dia atingirias o meu céu Isso sabias, com certeza que era o teu amado.

Vou pedindo a Deus meu belo anjo Que a minha vida se prolongue novamente E que subindo ao céu possa ficar contigo Após ter morrido ficará o amor como semente.

São Paio de Oleiros, 2008 / 09 / 16 ANTÓNIO CRUZ


“VAZIO DA SAUDADE”

Esta manhã acordei encontrando-me sozinho Enquanto olhava para a minha cama vazia Só conseguia pensar no teu corpo nu Todo o meu ser já não sabia mais o que fazia.

Pensava que tu talvez um dia voltasses Não te mantendo tão distante de mim Por muito mais tempo indefinido Já não sei o que fazer pois estando assim.

Pedi para tu entenderes esta minha vida Pois foi dura desde a minha infância Mas me ajudou a crescer por dentro Criando por vezes saudades como uma casa vazia.

E quando a noite cai em meu redor Sinto uma grande necessidade no meu interior Pois preciso da tua luz para iluminar meu caminho Demonstrando o rumo a seguir para o amor.

Estou a ficar louco com esta solidão A minha cama está a ficar bastante fria Não consigo deixar de pensar em mim A saudade é mais forte do que desejaria.

Já não tenho vontade de chegar a casa Com a solidão por minha companhia agora Só penso na paixão de um amor louco Que pela minha janela atirei algum tempo fora.

Pois todos esses dias que desperdicei Sem motivos para ter tanta solidão Quero prometer que te vou compensar E se for preciso juro do fundo do meu coração.


Porque para mim já chega esta vida Só quero ter o teu amor de anjo infinito Para poder continuar a manter-me de pé Já não consigo suportar a solidão e não te minto.

Haveria tanta coisa para escrever de momento Só que a noite cai em meu redor Sinto a saudade apertar neste meu vazio Penso em ti deitada ao meu lado com fervor.

Só queria usar a tua luz de anjo Podendo seguir em frente neste nosso amor Sem me desviar desta estrada que é a vida Porque estou cheio de sofrer sendo tu a minha dor E só penso em ti, minha alegria algum tempo perdida.

São Paio de Oleiros, 2006 / 01 / 17 ANTÓNIO CRUZ


“VIVER e AMAR SEM MEDO”

Sempre que tentas seguir O teu solitário caminho, Vais tentando encontrar uma luz Que não te deixe ficar sem ninho.

Até que por mais amigos Que consigas encontrar na vida Vais te sentindo sempre sozinho Sem receberes um só carinho.

Dizes que tens uma chave Para um amor poderes abrir Mas ele te abandona sempre E tu na verdade não o consegues sentir.

Nem com algum poder de dinheiro O consegues chegar a comprar Mas sim apenas um maço de tabaco Para esqueceres a tristeza do querer amar.

Sempre procuraste alguma diversão Mas ela não te fez esquecer O teu pobre e louco amor Pois só tu podes sentir a dor.

Passas algumas das tuas horas Num pequeno café a reflectires Sobre a tua vida já perdida Em busca de um amor para sentires.

Pois tudo à tua volta Se tornou simplesmente tão escuro Porque o teu pobre coração o diz Ao querer sentir-se mais seguro.


E fugir não vale de nada Desse teu amor tão desejado Porque a vida não se acaba Se ele não for também cantado.

À noite procuras no teu espelho Encontrar em ti algum defeito Mas o amor não se encontra Sem se não for um amor-perfeito.

Simplesmente foste mudando na vida Quando em serviço na força aérea Descobriste que cresceu aos poucos Um amor por uma alma com pouca rédea.

Pedes alguns conselhos a um anjo Mas só a tua voz deves escutar Fazendo de ti um ser sem medo Porque o teu coração sabe palpitar.

E sem teres medo de enfrentar Um amor louco por alguém Pois esse te será muito desejado E também muito querida para além.

Andas por aí sempre escondido A tua vida te leva a louco Sem parar por longas avenidas fora Procuras um amor que te deseja pouco.

Numa viela do teu coração Tentas descrever um novo achado De um amor novo que descobriste E por ele estás bem apaixonado.


Mas como andas sempre num trapézio Por que não sabes se o mesmo é real E a vida nem sempre é assim Sem ter sequer um ponto final.

Não desista tão depressa assim Segue em frente meu irmão Porque na vida não há igual Se obtiveres algum amor com emoção.

Não te deixes ficar sozinho Entre a espada e a parede Solta no ar a tua alegria Podendo dizeres que amar te faz cede.

Pois te parece ser duro jovem Quando tens que a vida encarar O teu futuro sem teres medo De tanto amor e deves esperar.

Porque o amor é tudo isto, certo? E nada mais pode ser assim Escuta o teu anjo um pouco Com mistura de “Rock N’Roll” num jardim.

Pois acompanhado o deves estar Pela tua amada nessa Primavera Porque a vida é bem bonita Quando o amor então nos espera.

E ele passa a ser o teu Sol Quando nasce em plena alvorada Numa manhã de Janeiro em rol Se tornando no primeiro da sua amada.


De um grito de amor imortal Que acabas talvez por o encontrar Mas faz tudo por tudo meu irmão Para não destruíres o teu pobre coração.

Silvalde, 1990 / 11 / 19 ANTÓNIO CRUZ


“SOU UMA PESSOA”

Sou uma pessoa sentimental Sozinho e estou a desejar Poder um dia encontrar O meu verdadeiro final.

Há quem me ouça Há quem me espere Só quero poder sonhar Em algo que ainda me fere.

Todas as minhas noites Admiro o belo luar Peço ajuda a Deus Para poder voltar amar.

Só não quero estar anjo A sua companhia preciso Sentindo em seu olhar Um sentimento bem conciso.

A luz que vejo De si parece me aproximar Mas distante ainda está Pois só quero poder amar.

Não quero mais sofrer Vejo a luz da paixão Fluir em meu coração Que bombeia directo à emoção.

Somente te quero ver E não te quero esquecer Para poder eternamente viver Pois não quero ainda morrer.


Teu coração desejo ter, E ao meu poder juntar Alcançando o sublimar simplesmente Do eterno e verdadeiro patamar.

Não quero estar sozinho O teu amor preciso encontrar Pois meu coração está sofrendo Por isso meu anjo quero-te amar.

Mozelos, 2008 /01 / 13 ANTÓNIO CRUZ


“SOU BURRO”

Certo dia foste atrevida comigo Confesso que fiquei “burro” demais Devia ter respondido as tuas provocações Mas o tempo já não volta atrás jamais.

Em vez disso fui um homem Sério e correcto como até então Não te dei troco simplesmente Ficando a pensar na tua provocação.

Que “burro” que eu fui Ao tu me prometeres as estrelas ver Num dia claro de Sol radiante Sentindo todo o meu corpo a arder.

Simplesmente te respondi sem sentido Pois sempre que te via sozinha Eras o meu anjo guia da amizade Com um aperto no coração fiquei minha “gordinha”.

Depois desse dia tudo se foi Ficando a nossa amizade a nada mais Entre promessas futuras e seus afins Só que fiquei a desejar ser algo mais.

Fomos cada um para o seu canto Caminhos diferentes para serem percorridos Em que o meu coração sangrou de amor Na esperança de um dia sermos absolvidos.

Pois fiquei prisioneiro do teu coração Só desejo ter contigo um dia feliz Baixo as minhas armas nesta guerra Na qual me sinto um pequeno petiz.


Admito que perdi esta guerra Só que não desisto de ti Quando me libertar destas minhas algemas Procurarei encontrar o teu amor por favor sorri.

Obrigado por seres bem diferente E tentares me seduzir pura e simplesmente Continua por favor a tentar me amar Enquanto procuro ser mais inteligente.

Paramos, 2006 / 07 / 07 ANTÓNIO CRUZ


“SÓ UM ABRAÇAR”

De repente se apaga a luz E na minha frente tudo se desfaz Planos, sonhos só me resta o silêncio Uma vida inteira ficou para trás.

Um silencio reflexivo e sem nexo Entre gestos puros intuitivos de defesa Respirações ofegantes nesses mesmos instantes Com olhos molhados por serem à pressa.

Olhos nos olhos tremores de lábios Tudo isto era desnecessário bastava um gesto Ou uma palavra qualquer atirada ao ar Nada seria em demasia nesse aspecto.

Um quer falar, um quer balbuciar Ou mesmo num silêncio um abraçar Seria o símbolo da solidariedade com amor E carinhosamente cheia de esperança por acalentar.

Só desejo afagar a tua face sofrida E enxugar as lágrimas vertidas com dor Também quero retomar uma batalha perdida Podendo assim continuar a estimular um amor.

Um amor que algum tempo está perdido Num universo que um buraco negro engoliu Ao avançar em frente sem medos extras Porque em busca da sua glória logo partiu.

A vida é feita de desafios nossos diários Que por vezes se desfazem em mil pedaços Quebrando como se de um espelho se tratasse Restando-me o silêncio da noite cheios de traços.


Traços esses que a minha vida os desenhou Numa busca inexoravelmente queria seguir em frente Procurado um amor eterno e cheio de oportunidades Em que a felicidade seria a sua vitória certamente.

Mas certamente me chamaram de sonhador Só porque procuro ter um pouco de paz Ao desejar um paixão sem limites e bem fortalecida Com amor logo pela manhã como bem me faz.

E num abraçar de anjo de bom dia partilhando Com a felicidade bem à mistura para me apoiar Nesta minha solidão que me acolhe ainda hoje Pois só desejo a tua solidariedade podendo-te então amar.

Mozelos, 2006 / 01 / 18 ANTÓNIO CRUZ


“ROUBEI TEU OLHAR”

Eu nunca desejei o teu olhar E alguma vez tão pouco que me compreendesses O teu belo olhar de anjo é único É a minha recordação viva e se me o oferecesses.

Pois quando me olhaste fixada mente Eu fugi como um rato do esgoto Nunca mais te restitui esse teu olhar Que é só teu como os números do Totoloto.

Eu sei que tu nunca o receberás Simplesmente ao te roubar o teu olhar Levei juntamente com ele a tua alma E nunca mais a terás de volta só se falhar.

Porque é nele que passei a mergulhar Nas madrugadas em que olho de longe o mar Dissimulo o teu olhar o qual eu te roubei E viajo nas asas da solidão sem o amar.

O que por vezes me leva a escrever Poemas sobre o teu olhar de anjo enigmático Em tons de castanho e cor de mel à mistura Se transformando em lema algo bem enigmático.

Só que nesta madrugada fiquei a ti preso Ao sonhar contigo e com todos os nossos momentos Momentos esses que compuseram outras tantas madrugadas Esperando sempre que libertasses os teus nobres sentimentos.

Tomo um café bem quente como gosto Enquanto o acabo de fazer em silêncio da noite Em minha casa revejo a nossa vida Vou vagueando nas asas da solidão com afoite.


Revivo durante alguns momentos tantos sentimentos Que ocorreram em mim pela minha meretriz Foram por excelência alguns com pecados mortais E nesses últimos anos eu não morri por um triz.

Mas não vale a pena falar sobre mim Mais vale escrever daquilo que bem gosto Pois a poesia foi a minha última salvação Ao encher a minha alma sem nenhum proposto.

A poesia que enche a alma sem pecado Ao vaguear pelo mundo dos sonhos a escrevo Entre sorrisos e lágrimas mergulho no teu olhar Nesta longa madrugada deixando o resto para lá assim me atrevo…

São Paio de Oleiros, 2009 / 01 / 19 ANTÓNIO CRUZ



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