Issuu on Google+

1


2

AUDINEI CARLOS DAS NEVES

REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE MÃOS E MOVIMENTOS A SERVIÇO DA VIDA

VILA VELHA ES 2012


3

ÍNDICE 01. Agradecimentos...........................................................................................................03 02. Prefácio........................................................................................................................04 03. Conhecendo a história do reequilíbrio corporal consciente®.......................................05 04. Relatos e resultados de pacientes em ordem cronológica...........................................10 05. Entendendo o conceito do reequilíbrio corporal consciente®......................................18 06. A terapia manual pelo conceito do reequilíbrio corporal consciente®.........................21 07. A cinesioterapia pelo conceito do reequilíbrio corporal consciente®..........................23 08. Benefícios do reequilíbrio corporal consciente®..........................................................25 09. Organização da sequência de atendimento.................................................................26 10. Fotos do atendimento individual...................................................................................36 11. Transcrição do dvd de cinesioterapia ........................................................................56 12. Textos para jornal........................................................................................................79 13. Referência bibliográfica.............................................................................................120


4

01. AGRADECIMENTOS Agradeço a minha mãe, pois sempre que tinha alguma dúvida ou ouvia uma palavra diferente, recorria a seu antigo dicionário de seis volumes. Há poucos dias quando relembrei isso, ela disse que ainda recorre ao velho dicionário. Foi quando eu disse que é para combater o ataque do alemão, e ela perguntou que alemão? O Alzheimer, mãe. Agradeço também a meu pai, que com todo seu esforço, trabalhou muito para me manter fora de casa, estudando. Minha esposa, pois em diferentes momentos e de várias maneiras auxiliou na confecção desse material. E a todos que me questionaram, principalmente os que fizeram perguntas mais difíceis e também aqueles que no momento do embate tiveram uma melhor argumentação. Porém, não deixei de buscar as explicações, pois tinha certeza do meu caminho e foi assim que consegui encontrar respostas para desenvolver uma terapia que mobiliza e estimula pessoas a conquistar qualidade de vida.


5

02. PREFÁCIO Você já deve ter escutado: “A verdade dói” Quando se percebe melhor o que está acontecendo no corpo, isso provoca maior irritabilidade, gerando desconforto e exigindo mais empenho do paciente para sua recuperação, mexe com a zona de comodidade e nem todos estão preparados para lutar por sua própria saúde. A sociedade ocidental trata as disfunções do organismo, deixa acontecer e depois tenta curar. Das culturas orientais nos chegam conhecimentos sobre prevenção. Desde minha adolescência ouço falar: “Para dores em geral, tome esse ou aquele remédio” mas, “Se persistirem os sintomas, procure um médico”. Isto é, deixe sua saúde na mão de alguém, pode ser médico, fisioterapeuta, massagista, educador físico, ou utilizar uma garrafada, titica de galinha, aquela pomada milagrosa, ou ainda fazer uma simpatia ou promessa e ficar esperando o milagre. Não lute por sua saúde, você deve transferir a sua responsabilidade para outro, pois querem incutir na sua cabeça que você não é capaz de resolver seus próprios problemas e alguém precisa faturar em cima de sua disfunção. Você tem que consumir, não importa o que, pois sempre tem um produto “necessário” e que vai facilitar a sua vida, para lhe proporcionar mais conforto. Brasil, pais tropical, abençoado por Deus; onde não se precisa desenvolver tecnologia para sobreviver, pois, por aqui, “tudo que se planta dá”, e assim nós continuamos na retaguarda. Diferente das nações com grandes dificuldades de sobrevivência, que foram forçadas a desenvolver tecnologia e que hoje detém a vanguarda. Da mesma forma, é mais fácil tomar um comprimido ou fazer uma cirurgia, do que mudar o hábito e tomar a rédea da sua vida, para promover mudanças e conquistar qualidade de vida.


6

03. CONHECENDO A HISTÓRIA DO REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE® Eu me formei aos 20 de agosto de 92, saí da faculdade e comecei a trabalhar em uma academia, com avaliação física e postural para quem fosse praticar atividade, observei que muitos clientes tinham diferença de tamanho nos membros inferiores e estavam corcundas. Nesse mesmo período trabalhei na APAE de Cascavel PR e com atendimento em domicílio. Em 1996, participei de um encontro de terapia holística em Curitiba PR e, uma das técnicas que considerei interessante foi denominada pelo facilitador como “shiatsu indiano” onde, através de movimentos circulares feitos com os dedos sobre a pele, em diferentes intensidades e velocidades, é possível obter a analgesia dos pontos de dor. Neste mesmo ano, fui convidado para trabalhar em um centro de natação com hidrocinesioterapia, tive então a necessidade de aprender mais sobre tratamento em piscina e comecei a fazer alguns cursos que me ajudaram a tratar e recuperar pessoas acometidas principalmente por problemas neurológicos, ortopédicos e relacionados a dor. Mas foi em 1998 no curso “hidroterapia com método Feldenkrais”, onde o aprendizado era realizado através de exercícios no solo e depois reproduzidos dentro da piscina, que encontrei um dos principais recursos para desenvolver o meu atual conceito de saúde. Na época, apesar de não estar mais trabalhando em piscina, eu era funcionário de uma clínica de fisioterapia em Foz do Iguaçu PR que atendia a pacientes do SUS e há 3 meses estava responsável pelo tratamento de uma garota de 12 anos, que sofreu um traumatismo craniano por atropelamento. Porém, mesmo utilizando todos os recursos terapêuticos aprendidos na faculdade, ela continuava andando com grande dificuldade e lentidão, balançando bastante o corpo para os lados, além de enrolar muito a língua para falar. Foi nesse momento que eu lancei mão de alguns exercícios do método Feldenkrais e em apenas um mês ela melhorou 90% da marcha e da voz. O fato despertou bastante meu interessei e passei a investigar aquele e, descobrir vários conceitos que trabalham consciência corporal através dos movimentos, tais como: antiginástica, GDS, eutonia, técnica de Alexander, ginástica holística, entre outros, que me fizeram compreender melhor a importância da cinesioterapia quando realizada da maneira correta e consciente. Fiz também alguns cursos de terapia manual, mas foi no curso de “terapia manual de Maitland” quando o colega fisioterapeuta que formava dupla comigo para treinamento da


7

técnica, mobilizou a minha coluna torácica alta à esquerda e eu senti a mesma fisgada/ferroada na região do coração que acontecia exporadicamente em inspiração profunda desde meus 15 anos de idade, que eu comecei a dar maior importância para a coluna vertebral. Esse foi um fato crucial para o meu posterior entendimento da influência da coluna vertebral sobre sensação, forma e função de nosso organismo. A partir daquele momento pude compreender melhor o quanto o sistema nervoso simpático que comunica o cérebro com o corpo interfere na homeostase e na interação do Homem com o meio. Ainda em 1998, participei de um curso de hitdrocinesioterapia que é chamado de método Halliwick. É uma terapêutica aquática que auxilia deficientes físicos a nadar utilizando os conceitos da hidrodinânica. Quando se está boiando na água de barriga para cima e com os braços abertos, ao fechar uma das mãos ou virar a cabeça, altera a base de apoio e o corpo rola na água. Isso que eu senti na água, passei a utilizar nos exercícios no solo, observando que ao menor esforço de alguma parte do corpo, todo corpo reage para dar estabilidade ao movimento. Em Agosto de 1998, após ter feito vários cursos, saí do emprego por me sentir confiante com os novos conhecimentos e montei meu próprio espaço terapêutico. Como o tratamento era somente particular, todo paciente que chegava eu atendia empregando as várias técnicas que havia aprendido para tratar e recuperar as pessoas, usando só as mãos e os exercícios. Quando comecei a trabalhar com os novos conhecimentos, eu tinha uma maca com 60x190 cm, onde atendia individualmente com a terapia manual e um tablado de 138x188 cm para cinesioterapia, onde orientava exercícios para que o paciente pudesse praticar em casa, Atualmente, os exercícios continuam sendo orientados para serem feitos em casa e também como terapia em grupo num tatame com superfície totalmente estável. Já o atendimento individual é realizado numa maca com 80 cm de largura e, mesmo sendo 20 cm mais larga, muitas pessoas se seguram nas laterais da maca por medo de cair quando faço o alongamento com torção do quadril. Em 1999, uma mulher de 30 anos com diagnóstico médico de LER, que não tinha nem a condição de pegar a filha no colo, era bancária e trabalhava com digitação, estava de licença em função das dores que acometiam os membros superiores, depois de 2 meses e meio de atendimento melhorou, segundo ela, aliviou 85% das dores que tinha pelo corpo todo. Um homem de 60 anos que após uma decepção muito grande com o filho, saiu de casa e caminhou 8 dias até ser encontrado saindo da cidade de Foz do Iguaçu PR caminhando pela BR 277. Depois desse fato, por dois anos ele teve dores nos MMII (coxa, perna e pé), que o


8

deixavam dormir apenas uma hora por noite. Com 2 meses de tratamento melhorou 85%, voltou a trabalhar e ficou totalmente sem dores. Um garoto de 14 anos que sofreu aneurisma cerebral e no início do tratamento movimentava somente os olhos, após 08 meses de tratamento, continuava com o corpo rígido, pensei que era o frio da água que enchia o colchão e o mantinha endurecido, retirou-se a água, mas ele continuou rígido. Lembrei-me dos efeitos da hidrodinâmica e pedi para que retirassem aquele colchão com ar para que ele ficasse no colchão de espuma que era mais firme, duas semanas depois ele já estava conseguindo ficar em pé sem apoio. Com essa experiência aprendi que quando a pessoa está em superfície instável, se enrijece tentando manter o equilíbrio, assim como na água onde o corpo fica instável. A diferença é que no solo e sob ação da gravidade o equilíbrio exige mais esforço, enquanto na água a menor densidade do corpo o permite boiar e facilita o relaxamento e a expansão do corpo, deixando o corpo flutuar solto. Em 2000, eu e minha esposa nos mudamos para uma pequena cidade com menos de 15 mil habitantes, onde em poucas semanas já estava com minha agenda toda preenchida. Por ser uma comunidade basicamente agrícola, 95% dos casos estavam relacionados a problemas ortopédicos, predominando as dores na coluna vertebral, os outros 5% tinham como queixa principal os problemas respiratórios, vasculares e neurológicos. Em 2001, já morando em cascavel PR trabalhei em consultório com terapia manual e orientação de exercícios para fazer em casa, iniciei um projeto de cinesioterapia em grupo junto ao SESC, desenvolvi projetos de cinesioterapia laboral em algumas empresas, fui fisioterapeuta do Cascavel Futsal, realizei trabalhos voluntários com portadores de HIV, com deficientes auditivos e junto ao Hospital do Câncer com funcionários e pacientes. Ainda sobrava tempo para realizar palestras em escolas, igrejas e empresas, além de entrevistas para rádio, televisão e jornal sobre assuntos de saúde e qualidade de vida. Porém, apesar de trabalhar das 07:00 horas até as 22:00 horas todos os dias, o que ganhava mal dava para manter as despesas, e foi assim, sem perspectiva de crescimento, que em Abril de 2002, eu e minha esposa nos mudamos para Maringá PR, onde montei no mesmo espaço a terapia manual e a cinesioterapia em grupo. Com base em toda experiência anterior, realizei trabalhos voluntários, palestras e entrevistas sobre saúde e qualidade de vida. Com a integração dos dois tipos de atendimento os resultados tornaram-se ainda mais evidentes, por isso a cada dia eu fui me interessando mais por aquelas terapias, mas algo me intrigava, por que um paciente melhorava das dores, o outro não melhorava e o outro sentia mais dor, se eu empregava a mesma abordagem?


9

Até que em 2003, uma mulher de 24 anos chegou à clinica com pouca força nas pernas, tanto que se dobrasse o joelho, caía de tanta fraqueza. Um ano antes, aos 23 anos, devido a perda da força nos membros inferiores, foi para o hospital onde seu pai era médico e através de uma tomografia computadorizada verificou-se que estava com hérnia de disco lombar, sem nunca ter sentido dor. Fez cirurgia da hérnia, tendo posteriormente trombose nas duas pernas e necrose de 40% nos calcâneos direito e esquerdo pela falta de aporte sanguíneo. No dia da consulta quando eu mobilizei sua coluna, ela sentiu um pouquinho de dor na coluna lombar. 10 dias depois de iniciado o tratamento ela passou a ter dor intensa, mesmo assim persistiu no tratamento e um mês depois as dores cessaram. Depois de 6 meses de tratamento, havia recuperado força nos membros inferiores e já estava andando praticamente normal. Esse foi meu primeiro caso de hérnia de disco em uma pessoa que não sentia dor. Até então sempre soube que hérnia de disco provocava dor intensa. Hoje entendo que toda vez que a aproximação de uma vértebra com a outra comprime o nervo, pode alterar esse nervo, mas não quer dizer que vai provocar dor. Hoje eu tenho a noção de que a dor não é proporcional ao nível da lesão ou da disfunção, muitas vezes depois que eu atendo um paciente, a dor se intensifica e não é por ter ocorrido uma piora, é porque a pessoa aumentou a percepção sobre o local através do nervo estimulado. Quando a coluna vertebral ou os músculos rígidos comprimem e interferem nos nervos, alterando a percepção. A mobilização e estimulação descomprime os nervos e aumenta a sensibilidade, podendo causar diferentes sensações, como dor, coceira, ardência, entre outras, que variam de acordo com o local e o tempo de tratamento. Ao passo que, se a coluna comprimir mais forte um nervo, pode anular a sensibilidade, anestesiar o local que comunica com o cérebro e, não havendo incômodo, a pessoa pensa que está tudo bem. Isso é muito comum nas pessoas que praticam atividades em que os movimentos são feitos por repetição de contração muscular. Muitos são os casos de pessoas que tem hérnia de disco e sentem menos dor que uma pessoa com protrusão discal, por esta ser uma condição que pressiona menos o nervo deixando-o mais livre e com mais irritabilidade. Já a hérnia de disco muitas vezes pressiona o nervo de maneira tão intensa que obstrui a percepção e mesmo que a pessoa faça exageros que machuquem mais o corpo, pela menor sensibilidade não sente nada, nenhum incômodo, só que ao realizar um movimento brusco, sofrer uma queda, ou quando viaja e anda muito, enfim, alguma coisa que faça com que a


10

vértebra se desloque ou movimente mais que o corriqueiro, liberando o nervo, nesse momento as dores aparecem ou se intensificam. Muitos pacientes me procuraram por algum tipo de problema, por sentir as mais diversas dores e, depois de algum tempo de tratamento começam a aparecer outras sensações, bem como alterações na visão, digestão, intestino, no metabolismo, disfunções que a pessoa nunca havia sentido ou que já tinha passado pelo sintoma há 20, 30 anos. A partir desses casos eu fui estudando mais por onde passam os nervos, em que parte da coluna se localiza a raiz do nervo que vai até cada parte do corpo e fui encontrando na coluna a razão das mais diversas disfunções orgânicas. Posteriormente, com a evolução da terapia, também identifiquei no sistema nervoso parassimpático a razão de alterações na sensibilidade, na forma e na função de todo corpo. De Abril de 2002 até Dezembro de 2003, período que trabalhei em Maringá PR, tive um aprendizado muito grande, os resultados de recuperação dos pacientes foram tão significativos que resolvemos dar um passo a mais. Nos mudamos para Vila Velha no litoral do Espírito Santo, em busca de mais qualidade de vida, pois aqui tem praia e a temperatura média do ano é de 25 graus. Aqui não faz frio como no Paraná. Aqui chegando, continuei o trabalho que vinha dando certo, iniciei atividades em Março de 2004. Nesses quase nove anos de atuação, muitos foram os resultados de recuperação da saúde de meus pacientes, com a prática do Reequilíbrio Corporal Consciente® confirmando a teoria de que terapia manual e cinesioterapia são recursos imprescindíveis para promover saúde e qualidade de vida ao ser humano. Infelizmente, em função do pouco tempo para preparar esse material, não foi possível descrever com detalhes todos os resultados observados nos pacientes, porém, após iniciado, sua continuidade é certa e além disso, estamos buscando parcerias com universidades para desenvolver pesquisas científicas que validem os resultados e a importância desse conceito de saúde, para que o mesmo seja introduzido no ensino universitário.


11

04. RELATOS E RESULTADOS DE PACIENTES EM ORDEM CRONOLÓGICA 2000

Homem de 84 anos com edema de membros inferiores, após alguns atendimentos individuais teve grande melhora, reduzindo todo inchaço. Mulher de 36 anos, em dois meses e meio de tratamento e 15 atendimentos individuais com orientação para realizar cinesioterapia em casa, a médica que a acompanhava suspendeu a medicação para depressão, pois já não apresentava mais os sintomas.

2001

Homem de 16 anos com rotação do tórax, em 3 meses de cinesioterapia, parou de ter as crises de asma e bronquite e, fazer inalação, melhorou a autoestima, aumentou seu rendimento escolar e em 6 meses corrigiu a posição do tórax. Em contato recente informa que está há mais de 10 anos sem as crises de asma e bronquite. Uma mulher de 30 anos parou de ter alergias respiratórias e melhorou sua visão periférica. Através da cinesioterapia em grupo vários pacientes tiveram correção da diferença entre membros inferiores e da postura. Através da terapia manual, mulher de 29 anos parou de ter a sensação de pontada no peito onde havia retirado um tumor. Muitos pacientes melhoraram de quadros álgicos e de alterações estéticas em geral. Um dos exercícios eliminou as dores de cabeça em uma contabilista de 32 anos.

2002

Homem de 42 anos que estava há 6 meses com crise álgica de nervo ciático, recuperou-se em 45 dias. Homem de 60 anos parou de sentir dores devido a hérnia de disco L3L4 num período de 6 meses.


12

Homem de 50 anos parou de ter crises de asma e usar “bombinha” para a promover a broncodilatação, desde o primeiro atendimento individual. Em 3 meses de cinesioterapia uma mulher de 60 anos teve correção completa de uma escoliose com aproximadamente 12 graus de curvatura e voltou a praticar Yoga.

2003

Uma mulher de 31 anos teve correção de um grau e meio de astigmatismo e outra de 12 anos corrigiu 4 graus de miopia em 2 meses de tratamento, ambas pararam de usar óculos. Assim como eu que já tive deficiência visual bem além dos 10 graus por ser portador de miopia, astigmatismo e ceratocone, estou melhorando a visão e o oftalmologista que me acompanha diz que eu estou na contramão da idade. Mulher de 43 anos com dores na cervical, torácica e ombros, após um mês e meio de tratamento percebeu o aparecimento de 3 nódulos em cada mama, fez mamografia e constatou que não eram malignos. Com mais um mês de tratamento, obteve alívio das dores e os nódulos desapareceram. Mulher de 50 anos teve redução da queda de cabelos. Mulher de 63 anos procurou nosso tratamento após um AVC isquêmico, com grande dificuldade de locomoção, usava uma tala para manter sua mão aberta. Na consulta pedi para que retirasse a tala e deixasse a mão livre. Duas semanas depois ela chegou a clínica toda sorridente, pois tinha conseguido fazer as compras do mês no supermercado. A explicação para isso é que a tala gera estímulos constantes para a mão apertar e, assim como ficar apertando uma bolinha, a quantidade excessiva de estímulos, produz tensão e retração em todo membro superior, tanto em músculos agonistas como em músculos antagonistas e se reflete pela coluna vertebral que comprime as raízes neurais e provoca rigidez por todo corpo. Procedi na mesma linha de pensamento com um adolescente de 14 anos que usava colete para evitar o aumento da escoliose, solicitei a mãe que não o forçasse a usar aquele aparato pois, sem ter liberdade de movimentos, ficaria rígido numa postura torta. Após 6 meses de cinesioterapia, tanto a escoliose quanto a cifose torácica haviam diminuído. Mulher de 50 anos com lombalgia e indicação cirúrgica para retirada das safenas por risco de trombose bilateral, após 5 meses de tratamento, melhorou das dores na região lombar e após novo ecodoppler observou-se que as safenas tinham reduzido o diâmetro, não havendo mais risco de trombose nem a necessidade das cirurgias.


13

Mulher de 30 anos com dores na coluna cervical e torácica, também com quadro de pânico, que havia parado de trabalhar e vendido seu carro para pagar o tratamento psiquiátrico, após 4 meses de tratamento relatou que toda vez que sentia os sinais de que a crise de pânico estava para acontecer, imediatamente se deitava sobre um e outro braço como aprendera em nosso tratamento e que isso era suficiente para não mais desencadear as crises. Esse exercício alivia a tensão dos ombros, pescoço e tórax, expandindo os pulmões e evitando o sufoco causado pela falta de ar também comum a quem tem asma. Pouco tempo depois li um artigo que cogitava haver uma associação entre síndrome do pânico e problemas respiratórios. Homem de 24 anos procurou a clínica para tratar lombalgia antes de realizar uma cirurgia para redução do volume excessivo de pele que havia sobrado após regime alimentar, após 4 meses de tratamento seu corpo havia naturalmente corrigido as alterações estéticas. Homem de 35 anos estava muito preocupado por ter a sensação de que crescia algo do tamanho de uma bola de tênis de mesa em seu peito do lado direito e que nenhum dos 7 ortopedistas que consultou conseguiu identificar a causa, com o agravante que o 7º médico lhe orientou a procurar um oncologista. Bastou mobilizar as vértebras de sua coluna torácica alta para que ele sentisse uma fisgada no peito. Em um mês de cinesioterapia parou de sentir a bola no peito e ficou livre do medo de ter um câncer. Mulher de 24 anos que tinha duas protrusões discais na coluna cervical e que a cada 60 dias provocavam dores alucinantes na cabeça, pescoço e ombros e a obrigavam a tomar morfina num hospital onde permanecia internada de 2 a 4 dias. Após o início do tratamento em minha clínica, sua primeira crise aconteceu com 90 dias e ao invés de ir para o hospital e apenas tomar remédios, me procurou na clínica e a crise cessou após meu atendimento. Mas, o que me chamou atenção nesse caso, foi que com 4 meses de tratamento, pode voltar a comer pão, pois até então estava com intolerância ao glúten. Mulher de 32 anos com dores no quadril, retenção de líquidos e fobia social, após 3 meses de tratamento se tornou consciente de que o próprio pai a abusava sexualmente entre os 5 e 7 anos de idade, recuperando-se dos sintomas. Mulher de 37 anos com fibromialgia, após 10 meses de tratamento se tornou consciente de que a origem de seus sintomas estavam relacionados ao pesadelo de que alguém queria cortar sua garganta. Aos 3 anos de idade viu seu avô cortando a garganta de uma ovelha em sacrifício para as festas de fim de ano e posteriormente passou a ter o pesadelo que a deixava apavorada, desencadeando os sintomas da fibromialgia. Alguns pacientes tiveram a correção de genuvalgo e genuvaro.


14

Homem de 36 anos com lombalgia e constipação intestinal teve recuperação do quadro álgico e normalização das funções do intestino ao alongar e estimular a coluna e a gerião paravertebral à direita. Quando eu deito em cima do braço direito, meu intestino reage e tenho que correr para o sanitário.

2004

Mulher de 73 anos com quadro álgico em toda coluna e que aos 14 anos de idade havia feito cirurgia sem para melhorar da constipação intestinal, relatou que seu intestino funcionou normalmente por alguns meses, mas depois voltou a ficar constipado. Após a cinesioterapia para aliviar as dores na coluna, comentou que seu intestino passou a funcionar normalmente com a realização de exercícios que alongavam sua coluna vertebral do lado direito. Mulher de 81 anos que perdeu o olfato após sofrer uma queda frontal, relatou que após nosso tratamento ter aliviado suas dores na coluna, recuperou completamente o olfato.

2005

Mulher de 13 anos que buscou tratamento para aliviar tensões, após 3 meses de cinesioterapia observou que na sua face e peito, as espinhas, bem como as manchas na pele de antigas espinhas, estavam reduzindo, bem como as estrias na região de coxa e nádega estavam diminuindo de tamanho, a pele de todo seu corpo clareou e houve a diminuição do excesso de pelos por todo corpo. Uma mulher de 85 anos que estava há 6 meses em tratamento para artrose nos joelhos, observou que teve redução de joanete nos 2 pés. Mulher de 26 anos que nos procurou para tratar escoliose, asma e bronquite, após 3 meses de tratamento relatou que a retração de sua gengiva estava diminuindo com nosso tratamento.

2006

Mulher de 30 anos foi para Cuba estudar e por não se adaptar ao sabor da comida do local, inibiu seu paladar, após 2 anos retornou ao Brasil mas, continuou sem sentir o gosto dos alimentos. Procurou nossa clínica para um tratamento preventivo e após 3 meses de cinesioterapia teve a recuperação do paladar.


15

Mulher de pele clara com 27 anos relatou após 6 meses de tratamento que as manchas esbranquiçadas que tinha na face medial, 1/3 medial de suas coxas haviam desaparecido. Paciente autista que tinha o nariz largo com cartilagem muito mole, após dois anos de tratamento a cartilagem do nariz firmou e seu nariz afinou. Apresentava também saliências ósseas sob as sobrancelhas e das sobrancelhas em direção ao couro cabeludo que foram reabsorvidas, também teve aumento de massa muscular em todo corpo. Mulher de 36 anos que buscou tratamento para dores na coluna cervical, observou após 8 meses de tratamento que houve correção de sua pisada, pois conforme suas próprias palavras, antes andava como Charles Chaplin.

2007

Mulher de 71 anos teve poliomielite aos 08 meses, perdeu motricidade e sensibilidade do joelho até o pé direito, com terapia manual uma vez por semana durante 5 anos, hoje tem sensibilidade e controla os movimentos. Além disso, melhorou sua autoestima, e seus cabelos tiveram aumento de volume e da pigmentação.

2008

Muitos foram os relatos de ganho de força muscular e da estatura em até mais de 2 centímetros em pacientes com idade acima de 50 anos. Mulher de 45 anos que tinha como queixa principal a enxaqueca que a deixava em quarto escuro por até 3 dias, reduziu muito a enxaqueca nos últimos 4 anos e hoje não a deixa inválida para o trabalho, sendo raro seu aparecimento.

2009

Mulher de 29 anos que já havia sido submetida a implante de prótese na válvula mitral devido ao refluxo e que corria o risco de ter de realizar novos procedimentos cirúrgicos pelo mesmo motivo, fez novos exames onde se observou estabilização no quadro e hoje está bem mais recuperada em seu quadro geral, com ganho de força muscular e diminuição das internações. O ano da escápula: alguns episódios e relatos de pacientes e minha própria experiência, colocam a escápula como centro de passagem de nervos, a borda lateral, face posterior,


16

infraespinhoso e supraespinhoso tem nervos que ao serem estimulados refletem sensação de dor para o membro superior e na frente do ombro. Já na parte medial da escápula, em sua porção inferior, a mobilização alivia a dor de cabeça, na parte média reflete na arcada dentária inferior e superior, na parte superior reflete no ouvido e no olho.

2010

Mulher de 89 anos diagnosticada por peritos do INSS como portadora do Mal de Parkinson, após 18 meses de tratamento teve eliminação dos tremores por todo corpo, suspensão da medicação por sua neurologista e redução significativa da rigidez muscular, tornando-se muito mais independente. Mulher de 75 anos com quadro de distonia, após 12 meses de tratamento teve redução da medicação e redução significativa da distonia.

2011

Mulher de 57 anos, após 29 meses de tratamento teve reversão da hérnia de disco extrusa entre C5C6 para a condição de protrusão discal, com alivio das dores e melhora dos movimentos dos membros superiores. Pacientes com quadro de Alzheimer tiveram melhora de massa muscular, equilíbrio, motricidade, aumento em seu repertório de palavras, demonstrando que a mobilização e estimulação do sistema nervoso facilita a percepção do cérebro sobre o corpo e sobre o ambiente, melhorando a função cognitiva em pessoas de todas as idades.

2012

No início desse ano, precisei mandar minhas calças que já tinham mais de um ano de uso para a costureira soltar dois dedos na barra. Não foi aumento de minha estatura, foi meu quadril que ficou mais largo após eu ter aumentado massa muscular por todo corpo. Isso também vem acontecendo com algumas de minhas pacientes que relatam estarem mais fortes, mais eretas e com as roupas mais apertadas, apesar de terem diminuído o índice de gordura corporal, conforme exames de bioimpedância que realizam com suas nutricionistas. Esse ano também tive uma resposta muito interessante com relação a estimulação dos nervos. Ao ensinar uma paciente paraplégica a mobilizar os nervos que passam sobre os ossos


17

do púbis a direita e a esquerda, ela que em 12 anos de lesão medular só havia ficado sem perda de urina noturna por 3 a 4 vezes, nesses dois meses que vem mobilizando os nervos pubianos, já ficou mais vezes sem precisar acordar para fazer cateterismo ou ter perda urinária por 7 a 8 horas, acordando com a fralda seca. Um homem de 79 anos, que também tem bexiga espástica desde adolescente, após começar a estimular a região pubiana, além de ir menos vezes ao banheiro a noite, relatou um aumento do volume peniano e um pouco de ereção. Há menos de um mês, minha esposa estava com o estômago como se tivesse comido um boi inteiro após fazer um lanche leve e tomar uma caneca de café com leite, além de seu abdome estar bastante dilatado. Deitou-se na cama e eu comecei a mobilizar sua coluna e a musculatura paravertebral a esquerda, região que corresponde aos nervos que vão para o estômago. Em 5 minutos, ela teve a sensação de alívio no estômago, seu abdome desinchou e com o balanço provocado pela mobilização, foi possível ouvir o barulho de líquidos chacoalhando em seu estômago. Seja na bexiga, estômago, outras vísceras e glândulas, sistema circulatório, encéfalo, bem como os outros tecidos de nosso organismo, as tensões geram retração e diminuição do volume com conseqüente dilatação dos tecidos externos. Já a estimulação do sistema nervoso desencadeia a expansão dos tecidos internos e a volta do volume e tamanho normal dos tecidos externos. Também observo efeito semelhante nos músculos, onde encontro as camadas mais internas endurecidas e as camadas externas mais flácidas. Com a evolução do tratamento, as contraturas internas diminuem a rigidez e as camadas externas adquirem uma consistência mais firme, equilibrando o tônus. Com a tensão neural, ocorre o arrasto e os músculos se encolhem e aumentam a circunferência na parte proximal, afinando na parte distal, como se pode observar na panturrilha que engrossa do meio para cima e afina da metade para baixo ou na coxa, o culote, que fica acumulado próximo ao quadril e bem mais fino próximo ao joelho. Com o tratamento ocorre o efeito de histerese, que promove maior alongamento de toda extensão do músculo, distribuindo o volume muscular de maneira uniforme da origem a inserção.


18

2013

Muitos outros resultados foram relatados por meus pacientes, mas devido ao pouco tempo para um levantamento mais minucioso sobre os mais de 3.000 prontuários que possuo em meu arquivo, estarei nos próximos 4 meses apresentando novos dados dos efeitos do Reequilíbrio Corporal Consciente® sobre a saúde humana. Como projeto, tenho a predisposição em realizar parcerias com universidades para realizar pesquisas científicas, obtendo a validação e o reconhecimento desse conceito de saúde que tem proporcionado melhora na qualidade de vida dos meus pacientes. Para finalizar, ultimamente tenho experimentado a estimulação de C7àT5 para soltar as aderências dos tecidos moles nessas vértebras e o resultado que tenho observado é de liberação das vias respiratórias (abertura das narinas), melhora da ventilação do lobo superior do pulmão, redução da freqüência cardíaca, alivio das tensões dos membros superiores, alivio das tensões do pescoço, expansão do tórax, diminuição do cansaço e aumento de disposição para o trabalho, aumento de massa muscular por todo corpo. Eu oriento minha esposa para que mobilize os tecidos moles que estão aderidos sobre as vértebras e observo as reações em meu organismo, dessa forma posso avaliar melhor como utilizar o Reequilíbrio Corporal Consciente® para recuperação da qualidade de vida de meus pacientes. Relatos, questionamento e observações dos pacientes. Notícias, artigos, discussões em grupos de estudos de vários profissionais. Meus constantes insights. A cada dia encontro mais respostas para entender como o sistema nervoso que comunica o cérebro com o corpo se confirma como o principal responsável pelos desequilíbrios e reequilíbrios de nosso organismo. A cada dia encontro uma nova peça para completar o quebracabeça que elucida o mistério sobre o correto funcionamento do corpo humano.


19

05. ENTENDENDO O CONCEITO DO REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE® O Reequilíbrio Corporal Consciente® consiste em um método de estimulação tátil e cinestésica de todo sistema nervoso, assim como a musculatura e tecidos adjacentes. Além da terapia manual individual, conta com exercícios de conscientização corporal, alongamento e fortalecimento musculares, associados a uma respiração lenta e suave. Tem-se observado na prática clínica que essa abordagem terapêutica apresenta efeitos significativos no tratamento de diversas disfunções, sendo dessa forma um importante aliado na melhora da qualidade de vida humana. Quanto melhor os nervos funcionarem, maior será a comunicação do cérebro com o corpo e com o meio. Perceber seu corpo e manter o organismo em equilíbrio exige uma interação muito grande desse sistema, qualquer falha de um nervo gera um desequilíbrio que se não for corrigido irá desequilibrar e enfraquecer outras partes. O Reequilíbrio Corporal Consciente® busca aperfeiçoar as conexões neurais para que o corpo se adapte mais rápido as necessidades do meio, evitando dores e lesões após praticar qualquer atividade, mesmo que não sejam atividades habituais, o corpo estará preparado e em melhores condições para executar qualquer tarefa. Quanto mais livre está a raiz neural, mais rápido a pessoa percebe quando está numa posição ou numa tarefa que agride o corpo e mais rápido se modifica para evitar o acúmulo de tensões e problemas de saúde. Da mesma forma, quanto mais livres estão os tecidos, mais e melhor nos movimentamos e equilibramos nossa saúde. Para cada pessoa a recuperação difere no tempo e na maneira como o corpo reage aos estímulos, considerando os diversos fatores emocionais, sociais, laborais, familiares, culturais, econômicos, etc, que fizeram e fazem parte do cotidiano e quais as perspectivas futuras que envolvem a vida dessa pessoa. Dependendo do comportamento que cada pessoa apresenta diante das situações cotidianas, a cada atendimento as reações se modificam, interferem e interagem com o tratamento, levando as mais diversas reações. Uma situação agradável, libera as tensões, uma preocupação leva ao alerta e a retrações por todo corpo. A retração muscular aproxima as vértebras e comprime as raízes neurais, além disso os músculos que também endurecem, comprimem os nervos periféricos e alteram a velocidade


20

neural, dificultando os movimentos. Isso exige mais esforço e gasto energético para acompanhar a velocidade dos outros. Isso provoca o aumento da tensão neural e maior retração de todos os tecidos, diminuindo a permeabilidade tecidual, aumentando a resistência para circulação dos líquidos, prejudica o metabolismo e enfraquece todos os tecidos. Também aproxima os ossos e diminui a ADM, podendo causar artrose por todo corpo e hérnia de disco na coluna vertebral. Quando o nervo se retrai, provoca o arrasto, assim os tecidos se retraem e a pele fica enrugada aparecendo as marcas de expressão na face, os músculos se retraem e forçam os tendões, podem provocar síndrome do túnel do carpo, ruptura dos tendões, além de tendinites e bursites. No momento que liberamos a tensão neural, os tecidos se expandem e revertem esses processos, reduzindo ou dispensando a necessidade de aplicação da toxina botulínica ou a realização de cirurgias. O bloqueio do nervo impede que o cérebro perceba a parte do corpo que está com a lesão ou mesmo que haja lesão e ocorra a dor, significa que a dor é proveniente da lesão neural. A lesão do nervo pode ou não provocar dor, mas pode enfraquecer os tecidos e desencadear processos degenerativos. Uma lesão em qualquer parte do corpo não dói até que o nervo dê o aviso para o cérebro, por isso mesmo que a pessoa tenha hérnia de disco ou artrose, ruptura de tendões ou ligamentos, chegando ao câncer, entre outras disfunções, que ficam escondidas até o nervo se manifestar. Dor acontece quando o nervo funciona e leva a informação do corpo ao cérebro. Percebendo a parte do corpo através de um nervo que está com uma lesão, mesmo que não haja lesão no local, significa que a dor é proveniente da lesão neural. Voltar a sentir dor é sinal que alguma parte do corpo voltou a se comunicar com o cérebro através de um nervo que voltou a sua atividade mas, ainda tem alguma lesão. Antes da dor, não havia uma boa comunicação e por isso a pessoa chegava a uma degeneração silenciosa. Nosso tratamento inicia em decúbito ventral, começando pelo pé até o tórax, continua da mão até a escápula, depois em decúbito lateral direito e esquerdo, mobilizamos a região cervical e ombro, por último em decúbito dorsal inicia na testa, cabeça, face até chegar ao pé, finalizando com alongamentos passivos. Entendemos que os desequilíbrios podem se iniciar por qualquer parte do corpo, gerando desequilíbrios em outras partes que irão causar mais desequilíbrio no corpo como um todo.


21

Por mobilizar todas as partes do corpo, estamos promovendo melhora da comunicação e o equilíbrio integral do corpo e também do cérebro. O inicio do tratamento serve para desacelerar o avanço da disfunção, até parar e depois reverter o processo para equilibrar todos os sistemas orgânicos. Após algum tempo de tratamento, o sistema recupera sua condição de equilíbrio. Hipertrofia muscular se dá pelo aumento do número de conexões neurais, pois cada nervo que entra em atividade, recruta mais fibras musculares e neurônios no cérebro para comandar o músculo. Descomprimir nervos facilita o controle dos movimentos, aumenta força, expande músculos, aumenta massa muscular que afasta e sustenta distância entre os ossos, alonga ligamentos, protege e estabiliza articulação, aumentando a ADM. A sensibilidade algumas vezes está tão alterada, que certos pacientes demoram 3 a 4 anos para perceber que a estimulação de um ponto reflete em outras partes por todo corpo. Com a estimulação frequente a sensibilidade se modifica, facilitando a comunicação entre cérebro e corpo.

Durante o atendimento individual, as sensações relatadas pelos paciente são de dormência, cócegas, ardência, queimação, fisgada, agulhada, mistura de dor com cócega, pressão, pé molhado, sensação de estar encostando a perna no gelo, sensação de que a pele da cabeça está cortada e eu estou enfiando o dedo dentro do corte. Em cada parte do corpo, as sensações são únicas, pois variam de acordo com a distância do ponto até o cérebro, a condição do nervo e se é lado direito ou esquerdo. Justificando o nome de Reequilíbrio Corporal Consciente®, quando estimulamos os nervos e estes reagem, facilitam a comunicação do cérebro sobre o corpo, melhorando o controle de forma e função de cada tecido. Bem como, facilita a percepção externa ao corpo, para interagir e integrar ao ambiente.


22

06. A TERAPIA MANUAL PELO CONCEITO DO REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE® A terapia manual utiliza mãos, dedos e alongamentos passivos para mobilizar e liberar as aderências dos tecidos moles. Trata-se de mobilização e estimulação dos nervos periféricos, músculos e demais tecidos moles, com mãos e dedos em diversas direções de movimento, sendo que os movimentos transversos liberam mais as aderências que o movimento longitudinal feito nos tecidos moles e ossos. Nos movimentos circulares há um maior relaxamento da região estimulada. A estimulação, as manobras, os movimentos são executados em diferentes ritmos, velocidades, intensidades e quantidade de vezes, respeitando as reações e sensações referidas e suportadas pelo paciente. Com a mobilização temos como principal objetivo liberar aderências dos tecidos moles. A medida que diminui a consistência do colágeno, sentimos as fibras raspando abaixo da pele. consequentemente, observamos a expansão das contraturas com flexibilização das áreas rígidas. Mobilizando as aderências entre os tecidos, a mão ou o dedo pressiona a pele que acompanha o movimento, isto é, a pele é levada pela mão ou dedo para mobilizar os tecidos subcutâneos, até sentir as fibras do músculo e outros tecidos moles raspando por baixo da pele. Os músculos apresentam diferentes consistências, que vão da rigidez até a flacidez. Em muitos casos, o que encontramos é uma massa compacta que não permite sentir as fibras raspando durante a mobilização. Geralmente nesses casos a percepção do paciente está diminuída. A liberação das aderências proporciona maior espaçamento e expansão de todos os tecidos e o aumento da sensibilidade. Em algumas pessoas não sentimos as fibras musculares quando mobilizamos os tecidos moles. Mas, em todos os pacientes percebemos que com a progressão do tratamento as fibras começam a ficar evidentes. Músculos flácidos permitem estimular os tecidos mais profundos e os nervos de forma mais fácil. Já o músculo rígido tem que relaxar, podendo ficar flácido para facilitar o acesso as camadas mais internas para depois reativar e desenvolver a forma correta e normalizar o tônus.


23

Quando o nervo está retraído e com aderência ao osso. Ao mobilizar e liberar a aderência, o nervo expande, ficando volumoso para depois voltar a um diâmetro menor para normalizar a sensibilidade e recuperar o controle de forma e função dos tecidos que ele inerva. Nesse momento, com maior sensibilidade as dores podem aparecer, indicando que os nervos voltaram a comunicar aquela parte do corpo com o cérebro. No alongamento passivo além dos tecidos periféricos, também mobilizamos a medula espinal ao tracionar membros inferiores, membros superiores e o pescoço. Seja com mãos e dedos ou no alongamento passivo, sempre que o paciente sente a mobilização é porque os estímulos estão chegando ao cérebro. Estimulando os nervos facilitamos ao cérebro perceber e controlar melhor o corpo, com isso é possível melhorar a condição geral do organismo, pois o relaxamento tecidual melhora a permeabilidade das membranas para facilitar a nutrição e o escoamento das toxinas.


24

07. A CINESIOTERAPIA PELO CONCEITO DO REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE® A cinesioterapia utiliza os movimentos, alongamentos ativos e respiração lenta e suave para mobilizar e liberar as aderências dos tecidos moles. O alongamento deve evitar dor e desconforto pois, são sensações que incomodam e fazem o corpo encolher, por isso não é só alongar, é necessário relaxar o tecido neural, promovendo a histerese. Numa posição para alongamento de músculos e nervos contraídos, geralmente se sente dor e, a primeira reação é encolher para tentar proteger e não sentir mais dor, conforme experimentei ao participar de um curso do método kabat, ministrado pela Dra. Odete Durigon na UTP em Curitiba PR. Pois, se a pessoa está numa posição de alongamento, sente dor e segura o corpo para evitar a dor, irá produzir retração e diminuição da percepção, gerando maior encurtamento e rigidez dos tecidos moles. Essa experiência, me levou meses depois a entender que onde a pessoa sente dor ou incômodo, deve sempre tentar soltar a musculatura durante a expiração. E se mesmo assim não conseguir relaxar, não deve manter a posição para evitar alguma lesão tecidual. Além disso, quando se está numa posição de alongamento, é necessário controlar o tamanho da inspiração para não alongar muito o nervo, evitando assim dores e desconforto. Já na expiração, deve-se soltar o máximo de ar para relaxar e promover maior acomodação de toda a superfície do corpo que está em contato com o chão. Toda vez que posiciona para alongar e tem dor, tem que diminuir a inspiração para não alongar muito e no momento da expiração, soltar mais o local onde dói, assim se vai além do ponto de dor e conseguindo relaxar, realmente alongar os tecidos, nervos e músculos, com conseqüente expansão dos tecidos. Em todos os movimentos e posições a orientação é para que se preste o máximo de atenção, com a orientação dirigida para que o paciente se concentre nas diferentes partes do corpo, essa atenção melhora as conexões neurais e aumenta a consciência sobre cada parte. Os movimentos devem ser feitos em uma superfície estável para evitar a retração causada pelo medo de desequilibrar e cair, pois até a posição da cabeça interfere na percepção. Virar a cabeça, movimenta o pescoço por onde passam todos os nervos que comunicam cérebro e corpo.


25

A tensão do músculo pressiona o nervo, pesando e enfraquecendo o movimento. Isso exige ainda mais esforço e maior contração, produzindo excesso de co-contração entre agonistas e antagonistas, podendo aproximar muito as estruturas ósseas e desencadear a degeneração da articulação. A fraqueza muscular também é responsável pela aceleração do movimento devido ao menor controle. A estimulação dos nervos facilita o ganho de força, o movimento fica mais fácil e pode ser realizado com maior controle, precisão, eficiência e equilíbrio. Pois, todos os movimentos devem ser feitos lentamente e com atenção plena para ter tempo de observar seu próprio corpo, o seu meio e os detalhes que permitem estar consciente. Exercícios que movimentam todos os tecidos, promovem relaxamento, inclusive dos músculos que estão em contração. Contração concêntrica é mais conhecida de nossos movimentos, é mais fácil, temos mais controle, conhecemos mais que a contração excêntrica, mas, para conseguir o alongamento, nós precisamos aprender a controlar melhor a contração excêntrica. Pois, é ela que promove a expansão dos tecidos e o afastamento dos ossos, protegendo as articulações. Além de se perceber mais, os pacientes aperfeiçoam os 5 sentidos para interagir com o ambiente, reagindo melhor as situações adversas. Aprendem qual exercício praticar após suas atividades, aliviando a tensão produzida pelo movimento. Isso gera maior adaptação e segurança, diminuindo o medo, deixando-as mais tranquilas. No alongamento liberamos aderências em tecidos moles e expandimos as fibras musculares promovendo hipertrofia, levando o músculo que está encolhido a ganhar volume, isso promove uma fluidificação do colágeno que se torna menos viscoso e permite maior mobilidade e elasticidade. Observação feita por uma mulher de 45 anos com diagnóstico de fibromialgia, é que após ter iniciado os exercícios em grupo, consegue identificar mais rápido que posições e movimentos tensionam seu corpo e como se contrai diante de condições emocionais adversas. Ao contrário de antes que ficava muito tempo sob tensão. Hoje se percebe mais e está mudando seu comportamento emocional e reeducando os movimentos. E que isso tem melhorado sua qualidade de vida.


26

08. BENEFÍCIOS DO REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE® Flexibilidade e alongamento (liberdade de movimentos e aumento da força muscular) Aumento da capacidade respiratória, mais vitalidade e disposição, Correção da postura, conforto nos ombros e coluna vertebral, Diminuição e/ou eliminação de dores de cabeça e dores articulares, Melhora do desempenho esportivo (coordenação, velocidade, precisão e eficiência nos esportes), Melhora do sistema cardiovascular (fluxo sanguíneo, pressão arterial, varizes e edemas), Acelera a recuperação de traumatismos e processos inflamatórios, Redução do stress e diminuição da fadiga, Aumento da autoestima e diminuição da ansiedade, fobias e depressão, Diminuição e/ou eliminação de vícios como tabagismo e alcoolismo, Pré e pós-parto mais confortável, Prevenção e recuperação das LER/DORT, Melhora do sistema imunológico e metabólico (retardo do envelhecimento corporal), Diminuição e/ou eliminação de asma e bronquite, Melhora da coordenação motora em quadros neurológicos, Diminuição do diabetes, Melhora do funcionamento do sistema gastrointestinal, Modificação da arcada dentária, diminuição do ronco, respiração bucal e adenóide, Melhora a visão e qualidade da voz, Melhora da concentração e da memória, Diminuição da cólica menstrual (TPM), Diminuição da obesidade, gorduras localizadas, culote, celulite, flacidez da pele e queda de cabelos. Os benefícios citados são resultantes de minha própria experiência e de relatos dos pacientes da terapia individual e da terapia em grupo e, funcionários das empresas de cinesioterapia laboral.


27

09. ORGANIZAÇÃO DA SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO. Posição inicial, paciente em decúbito ventral com o 1/3 distal da perna sobre um rolo de 20 cm de diâmetro, posição que facilita a manipulação e relaxa a face posterior dos MMII e alivia a região lombar, até hoje somente um paciente que havia feito cirurgia para hérnia de disco L4-L5 sentia dores na lombar e pedia para que eu tirasse o rolo, mas depois de alguns meses de tratamento já aceitava apoiar as pernas sobre o rolo sem dor lombar. E, após voltar a sentir dor lombar com irradiação para o MIE precisou retirar o rolo no início do atendimento para aliviar a lombar que irradiava dor para o MIE, mas depois de 20 minutos de atendimento foi possível por o rolo desde que tracionando o MIE para aliviar a compressão neural que a lombar causava sobre a raiz neural. A mobilização é feita com diferentes intensidades de pressão e velocidades, sempre buscando liberar as aderências entre os tecidos, atingindo a condição de sentir raspar o tecido que se encontra abaixo da pele. A pele não deve ser friccionada, ela deve ser levada junto com o dedo para que mobilize os tecidos subcutâneos, até liberar as aderências junto ao osso. É necessário que a mão que não está mobilizando firme o membro superior ou inferior que está sendo estimulado, bem como a cabeça, para que se consiga a mobilização das camadas mais profundas dos tecidos moles.

Decúbito ventral

Os dedos do pé

Nos dedos a mobilização é feita em todas as faces,. Os movimentos são transversos visando a liberação de aderências e como tem pouca camada protetora sobre o nervo, é muito dolorido.

O pé

Geralmente inicio o atendimento pela face lateral do pé, na direção correspondente ao dedo mínimo, com o polegar da mão D ou com o dedo médio da mão E no pé E, mobilizando no sentido transverso de medial para dorsal, de distal para proximal e de proximal para distal,


28

nesta região, se para alguns não incomoda, para muitos é bastante dolorido e para outros, insuportável e nem consigo mobilizar. Também mobilizo o tecido mole que está mais de lateral para plantar e que tem mais volume tecidual, e onde geralmente a consistência condiz com o restante do corpo, isto é, se essa massa está endurecida, tensa, todo o corpo está tenso, rígido, se está macio, o corpo apresenta mais relaxado, se está mole o corpo tem áreas de flacidez. Depois mobilizo a face medial, correspondente ao hálux, geralmente com o dedo médio da mão D ou esporadicamente com o polegar da mão E no pé E, eu mobilizo no sentido transverso de plantar para medial, de distal para proximal e de proximal para distal. Para maior parte dos pacientes é mais dolorido que a face lateral, mas outros sentem mais na lateral que na medial. Depois vou mobilizando toda planta do pé com o polegar ou dedo médio, mão E no pé E, geralmente de medial para lateral, geralmente iniciando pelo antepé em movimentos transversos, passando por toda extensão do pé até chegar ao calcanhar, encontrando diferentes níveis de consistência dos tecidos. Na maioria dos pacientes encontro uma massa endurecida na região central do arco plantar correspondente ao hálux ou face plantar medial, no ponto mais alto do arco plantar que se compararmos com a cobertura de um ginásio de esportes, é o ponto de maior pressão e reforço para que a estrutura aguente o peso do corpo. É um local de dor intensa para a maioria dos pacientes.

O calcanhar

Mobilizo com polegar ou dedo médio em diferentes direções, face plantar é mais endurecida, nas faces lateral, medial e posterior os tecidos são mais liberados e muito mais doloridos, chegando ao insuportável. No tendão do calcâneo com pinça formada pelo polegar e indicador e médio, mobilizo no sentido lateral e medial, encontrando diferentes espessuras e consistências, de acordo com o nível de tensão da panturrilha e de agressões sofridas, além da relação com as AVD´s.

A perna

Estando no mesmo lado da perna a ser estimulada, com o polegar mobilizo a panturrilha na face lateral no sentido de lateral para medial, depois na face medial com os outros 4 dedos,


29

mobilizo de medial para lateral, depois vou para o outro lado do paciente e com o dedo médio posicionado sobre a face posterior lateral mobilizo de medial para lateral, com o polegar mobilizo a face medial da panturrilha de medial para lateral e com o polegar ou dedo médio, mobilizo a área central da panturrilha. Todos os movimentos são feitos de distal para proximal e de proximal para distal, no espaço entre o joelho e o calcanhar.

O joelho

Com o polegar ou indicador e médio, estando ao lado do joelho a ser estimulado, os movimentos são na face lateral e no sentido transverso, estando do lado contralateral do joelho a ser estimulado, estimula-se a face medial e posterior.

A coxa

Estando do mesmo lado da coxa a ser estimulada, com o polegar mobilizo a região lateral da coxa, indo do joelho para o quadril em movimentos transversos de lateral para posterior, depois com os dedos indicador, médio e anelar mobilizo a lateral da coxa indo do quadril para o joelho com movimentos transversos de anterior para posterior e de posterior para anterior. Também estimulo a parte posterolateral da coxa com os dedos indicador, médio e anelar de lateral para medial no sentido que vai de proximal para distal. Estando do lado oposto ao membro a ser estimulado, mobilizo a face posterolateral da coxa com os dedos indicador, médio e anelar no sentido de medial para lateral indo de proximal para distal. Da mesma forma mobilizo a parte medial do posterior da coxa de proximal para distal. Com o polegar mobilizo a face medial da coxa com movimento de medial para lateral indo de proximal para distal.

O púbis, o quadril e o sacro

Com a face palmar de mão de dedos encostados na parte medial da coxa os dedos indicador e médio mobilizam no sentido medial lateral e lateral medial, o movimento é transverso aos nervos indo do púbis para a lateral do quadril e voltando, utilizando ora uma, ora outra mão, mobilizando os tecidos moles numa linha diagonal mais próxima ao fêmur, depois uma linha média entre fêmur e quadril e depois numa linha mais proximal que vai do cóccix até a borda inferior da crista ilíaca, mobilizando a nádega.


30

Com polegar e dedos indicador, médio e anelar realizar movimento transverso ao nervo, na parte posterior do cóccix até a borda lateral da crista ilíaca. Com polegar e dedos indicador, médio e anelar realizar movimentos no sentido longitudinal do nervo e transverso ao osso, do cóccix até a crista ilíaca borda inferior, lateral e superior para soltar as aderências dos tecidos moles com o osso. Sobre a face posterior desde o cóccix e por todo sacro com diferentes direções de movimentos realizados com o dedo médio

A coluna vertebral lombar e dorsal

Movimentos feitos pelo polegar ou dedo médio que deslocam as vértebras de medial para lateral nos ajudam a verificar como está a tensão da musculatura e da distância entre as vértebras. Com as duas mãos unidas utilizo dedos médio e anelar para mobilizar os tecidos moles e soltar as aderências das vértebras. Movimentos realizados pelo dedo médio de lateral para medial deslocando os tecidos moles para que soltem as aderências das vértebras, isso por vezes é dolorido em vários pontos da coluna. Movimentos realizados pelos dedos indicador e médio no sentido distal proximal e proximal distal na face lateral e face laterodorsal deslocam os tecidos moles e geralmente são bem doloridos em toda coluna.

A região paravertebral e as costelas

Toda esta extensão pode ser mobilizada pelo polegar e pelos dedos indicador, médio e anelar. Na área distante 2 cm da coluna geralmente é mais saliente e mais endurecida, a mobilização nesse local apresenta diferentes sensibilidades com diferentes intensidades. A mobilização é feita de distal para proximal e de proximal para distal desde a base da lombar até a parte superior do tórax. Nas costelas posterior e lateral mobilizamos com polegar ou indicador, médio e anelar em diferentes sentidos buscando liberar as aderências. Toda parte correspondente ao trapézio inferior e médio.


31

Em decúbito ventral com o braço ao longo do corpo e a palma da mão voltada para cima.

Os dedos da mão

Nos dedos a mobilização é feita utilizando a pinça formada com polegar e indicador ou médio, realizando movimentos transversos para liberação de aderências.em todas as faces de cada dedo.

A mão

Utilizando polegar e os dedos indicador, médio e anelar. Geralmente inicio mobilizando a face dorsal referente ao polegar, depois na lateral correspondente ao indicador, na lateral correspondente ao polegar, depois na lateral correspondente ao dedo mínimo, depois na face palmar correspondente do polegar até o dedo mínimo. A mobilização é feita no sentido transverso.

O punho

Com polegar e dedos indicador e médio. No punho, mobilizo face lateral, anterior e medial em movimentos transversos.

O antebraço

Com o polegar mobilizo de lateral para medial bem como de medial para lateral a faixa correspondente aos músculos dos dedos mínimo e anelar, no sentido de proximal até distal, do cotovelo ao punho. Também com o polegar mobilizo faixa correspondente aos músculos dos dedos polegar e indicador de medial para lateral no sentido de proximal para distal e de distal para proximal. Ma faixa média do antebraço, mobilizo com o dedo médio desde o túnel do carpo até o cotovelo, de distal para proximal e de proximal para distal.


32

O cotovelo

Com polegar e dedo médio, mobilizo face medial, anterior e medial em movimentos transversos.

O braço

Com polegar, mobilizo face posterior e medial de distal para proximal Deixo o braço apoiado na maca e solto o antebraço fora da maca para mobilizar face posterior, lateral e medial com o polegar e dedo médio. Também mobilizo com polegar ou dedos médio e indicador as faces lateral, posterior e inferior da articulação do ombro.

A escápula

Inicio com o polegar ou dedo médio a mobilização da face lateral de distal para proximal, até a axila. Mobilizo a face posterior da escápula parte lateral, media e medial com polegar ou dedo médio, região infraespinhal, depois a região medial de distal para proximal e supraespinhal, posterior da clavícula de distal para proximal e de proximal para distal. Fibras do trapézio superior de distal para proximal.

Decúbito lateral

A cervical

Com o dedo médio mobilizo para um e outro lado sobre o processo espinhoso da vértebra para liberar aderências. Mobilizo C7 na face lateral para deslocar a vértebra usando o polegar e com o dedo médio a C7 mobilizo os tecidos moles para liberar aderências. Mobilizo com o polegar na face lateral e posterior na região do trapézio superior para mobilizar os nervos e com o dedo médio mobilizo posterior e lateral na região do do trapézio superior para liberar aderências.


33

Mobilizo com polegar e com dedo médio a base do crânio e com o dedo médio mobilizo atrás da mandíbula para soltar aderências.

Decúbito dorsal

A cabeça e a face

Posição do terapeuta: sentado em uma banqueta na cabeceira da maca. Inicio com o dedo médio ou indicador mobilizando as aderências existentes na região das sobrancelhas e face interna das órbitas com movimentos transversos ao osso e transversos aos nervos, depois vou para a testa onde mobilizo em várias direções e em círculos, toda a região anterior, também mobilizando toda região lateral. Com os dedos indicador, médio e anelar, mobilizo em várias direções a parte superior da cabeça, depois as laterais, virando a cabeça para a E, mobilizo em várias direções a parte lateral e posterior a D, indo para nuca e superior de trapézio superior próximo da nuca. Virando a cabeça para D, repito o mesmo procedimento com a mão E. Depois vou para a face e com o dedo indicador e dedo médio, mobilizo a lateral do nariz, depois vou para o maxilar, mobilizando no sentido transverso e longitudinal do nariz até ATM. Depois vou a mandíbula, iniciando no queixo mobilizando face inferior anterior e lateral e superior da mandíbula. Depois mobilizo toda a face, com movimentos em várias direções e sobre a musculatura que recobre os dentes.

A clavícula

Posição do terapeuta: em pé na cabeceira da maca. Com os dedos indicador e médio, mobilizo as faces anterior e superior de medial para lateral, da articulação esternoclavicular até acromioclavicular, em movimentos transversos e longitudinais a clavícula. No acrômio, também mobilizo com polegar ou dedo médio em diferentes direções para mobilizar as aderências. Posição do terapeuta: em pé ao lado do membro superior. Nesta posição se faz a estimulação da face inferior da clavícula.


34

O braço

Posição do terapeuta: ao lado do MS a ser estimulado. Com MMSS ao longo do corpo e a palma da mão voltada para baixo, mobilizo com polegar as faces posterior e lateral desde o ombro até o cotovelo em movimentos transversos. Fletindo o cotovelo e apoiando a palma da mão no abdome, mobilizo a face anterior do braço em movimentos tranversos.

O cotovelo

Com o polegar ou dedo médio, mobilizo de maneira transversa as faces medial, anterior, lateral e posterior com o o antebraço apoiado na maca e com a mão apoiada no abdome.

O antebraço

Com polegar ou dedo médio, mobilizo as faces lateral e posterior de proximal para distal.

O punho

Com polegar ou dedo médio, mobilizo as faces medial, posterior e lateral.

A mão

Com os dedos indicador, médio e anelar, mobilizo no sentido transverso e em círculos toda a face posterior da mão.

O esterno

com dedos indicador, médio e anelar, a estimulação é feita no sentido transversal e longitudinal sobre todo esterno.


35

As costelas e o peitoral

Mobilização com indicador, médio e anelar logo abaixo da clavícula e na região abaixo do peitoral, em movimentos transversos e longitudinais as costelas

O abdome

Mobilizar com mão e dedos a musculatura abdominal anterior e lateral, em movimentos transversais ao sentido da fibra muscular. Da crista ilíaca até o púbis com polegar ou dedos indicador, médio e anelar, mobilizar no sentido transverso ao trajeto a ser estimulado.

O quadril e o púbis

Entre ilíaco e fêmur, mobilizar com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar na frente e lateral no sentido transverso. No púbis, a estimulação será feita com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar em sentido transversal e longitudinal do osso.

A coxa

Estando do mesmo lado da coxa a ser estimulada, mobilizar com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar, na lateral e na frente, entre quadril e joelho. Estando do lado contralateral da coxa a ser estimulada, mobilizar com polegar entre quadril e joelho.

O joelho

Estando do mesmo lado do joelho a ser estimulado, mobilizar com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar, na lateral e na frente. Estando do lado contralateral do joelho a ser estimulado, mobilizar com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar, a face lateral e na frente.


36

A perna

Estando do mesmo lado da perna a ser estimulada, mobilizar com polegar na face lateral entre o joelho e o tornozelo.

O tornozelo

Estando do mesmo lado do tornozelo a ser estimulado, mobilizar com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar, na lateral, na frente e na face medial.

Os maléolos

Estando aos pés do paciente, estimular com os dedos indicador, médio e anelar, os maléolos medial e lateral.

O pé

Estando aos pés do paciente, estimular com polegar ou com os dedos indicador, médio e anelar, as faces lateral, dorsal e medial do tornozelo para os dedos.

Os dedos do pé

Estando aos pés do paciente, estimular com polegar ou com os dedos indicador e médio, as faces lateral, dorsal e medial dos dedos.

Alongamento passivo

Alongamento final após a estimulação com mãos e dedos. Sempre inicio pelos membros inferiores e quadril, depois alongo o pescoço, ombros, volto para os membros inferiores e quadril e, encerro no pescoço e ombros.


37

10. FOTOS DO ATENDIMENTO INDIVIDUAL Foram feitas 650 fotos, das quais apresentamos nesta obra uma parte do material ilustrando como o atendimento ĂŠ feito com os dedos, mĂŁos e alongamento passivo.


38


39


40


41


42


43


44


45


46


47


48


49


50


51


52


53


54


55


56


57

11. TRANSCRIÇÃO DO DVD DE CINESIOTERAPIA Perna na parede, desencostar uma das pernas da parede.

Na posição em pé você vai sentar no chão e colocar as pernas na parede. Com as pernas na parede, os braços abertos deixe o pé bem solto, tornozelo bem solto e desencosta a perna direita da parede, quando você tira a perna da parede sente como trabalha a musculatura anterior da coxa, da perna, o pé e o abdômen, a musculatura anterior do corpo trabalha, enquanto isso a musculatura posterior alonga desde a sola do pé, dos dedos, atrás da perna, do joelho, da coxa, a nádega, a lombar, enfim, toda extensão da coluna. Intercala uma perna e outra, volta esta pra parede e desencosta a perna esquerda, quando você desencosta a perna da parede o trabalho da musculatura anterior, se você tem que fazer um grande esforço pra tirar a perna da parede, contrai tanto a musculatura anterior, quanto a musculatura posterior, e, além disso, sente a respiração, quando você enche o pulmão de ar o esforço da musculatura anterior aumenta, e o alongamento da musculatura posterior também aumenta, quando solta o ar presta atenção pra descontrair a musculatura anterior, sente a musculatura da frente da coxa e da barriga, toda vez que você solta o ar você vai procurar manter a perna na mesma distância da parede e relaxar a musculatura que está trabalhando, no momento que você relaxa o músculo que está na frente também descontrai a musculatura que está atrás, e o alongamento se torna mais fácil, você consegue aí tirar a perna da parede pra mais longe ainda. Depois vai intercalando uma perna e outra, agora trabalha a frente da coxa e a barriga, da perna direita e alonga também desde o pé até a cabeça, toda extensão da coluna. Troca de perna novamente e mantém enquanto você consegue manter uma respiração confortável, uma respiração lenta, tranquila, aonde você não precisa fazer um esforço a mais pra encher o pulmão de ar, toda vez que solta o ar relaxa, agora dobra os joelhos, cruza as pernas e ajeita melhor a coluna no chão. Depois de descansar um pouco, relaxou o quadril, relaxou a coxa, a perna, o abdômen, sobe as pernas novamente, volta a tirar uma perna ou a outra perna da parede, toda vez que você solta o ar procura descontrair a musculatura que está trabalhando e também respiração leve, os braços, os ombros, as mãos, antebraços bem soltos no chão, a cabeça bem apoiada, o tórax, e quando você tira a perna da parede, presta atenção para manter o quadril apoiado no chão e não empurrar a outra perna contra parede pra não forçar o calcanhar na parede, tencionando a perna que está na parede, você deve tirar a perna esquerda da parede e presta atenção para que a perna direita, o calcanhar direito fique apenas no apoio, apenas apoiado na parede, mas


58

transfere todo esforço pra frente da coxa e pra barriga, relaxando a cada vez que solta o ar, soltando cada vez mais o quadril no chão e relaxando a outra perna, a respiração é extremamente importante, porque através dela, através do controle da respiração, de sentir a respiração, como acontece a respiração, é que você fazendo uma respiração leve, lenta, vai conseguir desenvolver o controle da musculatura anterior da coxa e do abdômen, é um exercício abdominal mas que não sobrecarrega a coluna e sim alonga a coluna liberando ainda mais os nervos que vão da coluna vertebral até a musculatura que se está trabalhando, quanto menos esforço e tensão que você produzir na coluna mais fácil de controlar a musculatura que trabalha. Depois volta a perna na parede, dobra os joelhos, cruza as pernas e ajeita melhor a coluna no chão, quando eu falo ajeitar melhor a coluna, você assenta o quadril no chão e traz o tórax e a nuca mais longe do quadril, esticando mais a coluna no chão, abrindo mais a coluna, relaxa mais que diminui a pressão que a coluna faz sobre os nervos, isso ajuda a relaxar a musculatura e quando você for fazer o esforço tirar a perna da parede isso vai ser mais fácil com os nervos tendo menos compreensão, a ligação do cérebro até a musculatura vai ficando mais eficiente, o músculo é melhor comandado pelo cérebro quando você deixa de apertar os nervos, libera a passagem de mais estímulos, o cérebro assume mais o controle da musculatura que vai desenvolvendo mais força ainda. Sobe novamente as pernas, acomoda melhor, ajeita a coluna no chão, e depois puxa novamente uma das pernas fora da parede, e tenta trazê-la o máximo possível sem desencostar o quadril do chão e descontraindo a musculatura que trabalha pra facilitar o alongamento posterior. Depois intercala novamente as pernas, vai respirando, lembra-se de soltar a musculatura que trabalha soltar a musculatura que alonga cada vez que você solta o ar, solta o ar, descontrai a musculatura, enche o pulmão de ar e sente como exige mais esforço da musculatura que trabalha e como alonga mais a musculatura posterior. Agora dobra os joelhos novamente, relaxa! Vai respirando e descontraindo junto.

Posição de gato.

Apoia nos joelhos e nos cotovelos, depois leva o joelho pra frente e a outra perna você estica e leva bem pra baixo, depois o braço que está do lado da perna que está dobrada você coloca perto do quadril no chão, vira o rosto para lado da perna que está esticada e leva o cotovelo mais para o lado, cotovelo que está dobrado você leva mais de lado e solta mais o corpo, quando você fica nessa posição presta atenção como alonga a coxa, a nádega e a região lombar, inverte as pernas e também os braços, agora você dobrou a perna direita, a perna


59

esquerda está esticada, perna esquerda que está esticada leva para o lado direito e mais pra baixo e deixa o quadril mais solto pra o lado da perna que está dobrada, essa posição alonga a coxa, a nádega, a região lombar, e quando você respira e enche o pulmão de ar o tórax expande, sente como isso alonga mais a região da coxa, na frente do lado, atrás, no meio da coxa, onde está a virilha, sente como alonga toda essa região, e quando você enche o pulmão de ar alonga mais, quando solta o ar procura descontrair a coxa, a mesma coisa acontece com a nádega que ao encher o pulmão de ar alonga mais a estrutura da nádega onde já está alongando e a região lombar a mesma coisa.Troca novamente de pé, isso, aquele cotovelo que está dobrado escorrega ele mais de lado para que você consiga soltar mais o ombro e encostar ele no chão, depois a perna direita vem para o lado esquerdo e estica pra baixo, quando você está nesta posição, é uma posição que alonga a coxa, e muitas vezes, principalmente uma pessoa que tem encurtamento, a sensação é de como estivesse rasgando o músculo, a nádega e puxando a região lombar, se a posição é de alongamento e ela provoca dor a reação é segurar, é encolher, se você está se posicionando pra alongar e é um alongamento forte e segura por causa da dor retrai pode acontecer alguma lesão, alguma ruptura de alguma fibra ou outra do músculo, do nervo, ao invés de você encolher procura soltar além desse ponto, se você encolhe aonde está esticando e já está doendo dói mais, muitas vezes você encolhe para evitar a dor, mas machuca, então ao invés de retrair, de segurar, presta atenção onde está alongando, onde está incomodando e solta um pouco mais, concentra a atenção desses pontos e vai soltando, a medida que solta o ar vai soltando, e quando o pulmão enche de ar não enche demais o pulmão, se você vai enchendo o pulmão e sente que tá alongando e muito, puxa menos ar, enche menos o pulmão de ar e quando solta o ar se solta mais vai descontraindo nos locais onde você sente incômodo. Quando quiser troca novamente de perna, o lado da perna que está dobrado você coloca o braço, estica ele, deixa a palma da mão pra cima e o do lado da perna que tá esticada o cotovelo fica dobrado, traz a cabeça mais pra mão, mais para o lado onde está a mão e escorrega o cotovelo mais pra lateral, quando você coloca o cotovelo mais para o lado o corpo inclina para o lado da perna que está esticada, ai você leva o quadril um pouquinho para o lado da perna que está dobrada, pode levar a perna mas vai soltando o quadril mais para o lado da perna que está dobrada, isso provoca um alongamento um pouco mais intenso. Relaxa bem o pescoço, relaxa bem o ombro e vai intercalando entre uma perna e outra. A perna que está esticada vai para o lado oposto, vai para o lado da perna que está dobrada e esticando mais ainda, cada vez você vai conseguindo alongar mais, e vai descontraindo mais a musculatura.


60

Esse exercício ele é muito bom para quem vai fazer alguma atividade física, uma caminhada, uma corrida, porque estimula a inervação através desses nervos, o cérebro controla melhor as funções do pé, da perna, vai desenvolver mais equilíbrio, vai desenvolver mais controle, mais força da musculatura do quadril para baixo, sente a respiração, vai enchendo o pulmão de ar até aonde alonga, de uma maneira confortável, de uma maneira que você consegue suportar, sem encolher a musculatura, e quando solta o ar descontrai mais ainda onde está esticando. A respiração deve ser feita de uma maneira bem lenta pra que você possa sentir até onde pode encher o pulmão de ar, e quando solta o ar, se solta, vai deixando o corpo descontrair mais. Troca de perna novamente. O quadril vai mais para o lado da perna que está dobrada, a perna que está esticada também vai mais, a perna estica, o pé vai mais pra baixo. Vai se soltando, vai se espalhando, e depois estica ES pernas e se solta no chão, e relaxa, deixa o corpo bem solto, sente a respiração que quando você enche o ar e solta, ao encher o pulmão a coluna sobe, e quando solta o ar a coluna desce, cada vez que solta o ar solta mais a base da coluna e o pescoço, os braços, as pernas.

Deitar em cima do braço.

Nesta posição você vai colocar o braço de cima sobre o quadril, sobre a lateral do quadril, esticar as pernas e rolar de barriga para baixo deitando em cima de um dos braços, depois afastar uma perna da outra, esticar mais uma perna e a outra, levando o quadril mais pra baixo, afastando o quadril do tórax pra abrir mais espaço na região lombar, o braço que você deitou em cima você esticar mais para o lado, a cabeça vem mais adiante aproximando da mão, a barriga acomoda melhor para que encoste tanto o lado direito quanto o lado esquerdo, nessa posição alonga toda a lateral da coluna desde a nuca até em baixo do quadril, alonga também o ombro, o braço refletindo até os dedos. Todas as vezes que você enche o pulmão de ar, o tórax expande e o alongamento se torna mais intenso, pra aliviar estica mais as pernas e leva o quadril mais pra baixo, ajeita a barriga, estica mais o braço que deitou em cima, a cabeça aproxima mais da mão para que o ombro que está em cima possa encostar ao braço que está embaixo. Inverte os braços, estica mais os pés, pernas, o quadril vai mais pra baixo, ajeita melhor a barriga, estica o braça, leve a cabeça mais em direção a mão e o ombro apoiando no braço que está em baixo, sentindo a respiração quando o pulmão enche o tórax expande e alonga mais, quando solta o ar descontrai mais os pés, as pernas, joelhos, coxas, barriga, a cabeça pesa


61

mais no chão, sente o final do pescoço iniciando o ombro é o local de onde os nervos saem da coluna, da medula pra ir até o braço e a mão, quando você enche o pulmão de ar estica mais ali, quando solta o ar descontrai o final do pescoço e soltando mais as pernas vai relaxando cada vez mais todo o corpo, estica novamente as pernas, o pé vai mais longe, o quadril desce mais, a barriga acomoda melhor, o braço estica, a cabeça vai mais adiante, e toda vez que solta o ar vai se soltando um pouco mais. Vira novamente invertendo os braços, e ajeita novamente as pernas, os pés, o quadril, sente a lombar, estica o braço, ajeita a cabeça. Nem sempre é fácil fazer esse exercício, muitas vezes dói na garganta, reflete na cabeça, no olho, em toda lateral, pegando da nuca distribuindo para o rosto, pra testa, pra cabeça, para o nariz, para os dentes, pra face e também a região do ombro muitas vezes fica dolorida e também e pessoas que tem dor no ombro, encurtamento nessa parte do pescoço o ombro acaba não encostando ele fica levantado, se essa posição provoca dor coloca o braço que está perto do quadril perto da cabeça apoiando o cotovelo no outro braço, essa posição facilita o apoio, facilita deitar sobre o braço, algumas pessoas o ombro fica a mais de 10 até 15 cm de distância do braço que está embaixo. Começa fazendo apoiando dessa maneira e vai esticando as pernas, esticando o braço, ajeitando a cabeça, a barriga, depois quando o ombro de cima aproximar bastante do braço que está em baixo sem tanto desconforto do braço que está em baixo volta o braço pra perto do quadril, com a palma da mão pra cima, com os dois braços, as duas mãos com a palma voltada pra cima, e a cada dia você vai conseguindo um pouco melhor o exercício até que fique confortável e você possa descontrair bastante, relaxar e até dormir sobre o braço, depois vai intercalando um braço outro, repetindo algumas vezes de cada lado e principalmente quando dói ficar menos tempo sobre o braço, mudar mais vezes e depois a medida que for se tornando menos confortável ou que se torne confortável você pode ficar bastante tempo. Troque novamente. À medida que você deita sobre o braço e sente alongando o tórax, também estará alongando, estimulando nervos que vão pra todo lado do corpo que você está deitando, nesse caso o ombro esquerdo, a lateral da coluna esquerda. Ali nessa região tem nervos como eu falei que vão à cabeça, no olho, que passa pelo ombro, escápula, que vão para coluna, pela medula, e também nervos que vão pela garganta, braço, no tórax, no pulmão, no coração, estômago, intestino, tudo que tem de musculatura, de ossos, vísceras, glândulas, ao deitar em cima de um dos braços você estará esticando, estimulando diretamente cinco feixes de nervos que saem da coluna na região do pescoço, só que como são cinco feixes de nervos, representam uma boa porcentagem de todos os nervos que passam pela coluna, são em torno de trinta nervos, feixes de nervos e você está deitando e alongando cinco. Ao deitar em cima


62

desse braço, e esse estimular o braço esquerdo do corpo, da medula e do corpo, tudo que está ali passa a receber estímulos, e quando os nervos que vão para essa região reagem facilita o cérebro saber o que acontece como está à forma, função de cada parte, e também manter um controle melhor sobre cada uma dessas partes. Deita em cima do braço direito, estica as pernas e vai ajeitando. Do início da filmagem até agora você desceu as pernas uns centímetros, levando o quadril mais pra baixo, abrindo mais a lombar, isso ajuda a descontrair mais a coluna, quando você estica o braço estica mais nervos ali na região do ombro e do pescoço, e quando a cabeça vem mais adiante alonga ainda mais a medula, pois na região do pescoço vai toda inervação que liga cérebro a todo corpo, quando deita no lado direito vai alongar o braço direito da coluna e tudo que tem do lado direito do corpo, o fígado que está do lado direito, o pulmão, o intestino, o pé, o rosto, os nervos que vão para o ouvido, que ajudam na audição, nervos que vão para cada parte do corpo, melhorando a ligação existente entre o corpo e o cérebro, para que o cérebro comande toda parte do corpo correspondente a esses nervos. O movimento da respiração, e ao soltar o ar descontrai o corpo, na próxima vez que você enche o pulmão de ar a percepção aumenta, quando você solta o ar descontrai mais, e ao encher o pulmão de ar você vai concentrando pra sentir onde é que reflete a respiração e os estímulos provocados nos nervos. Depois de repetir algumas vezes um braço e outro, coloca um braço de cada lado e relaxa por alguns instantes sentindo ainda como a coluna sobe e desce e toda vez que solta o ar, solta mais a base da coluna, a região lombar, descontrai a musculatura que permiti uma maior mobilidade na região lombar.

Deitado de lado

Deitada de lado os joelhos e o quadril a 90º, um pé sobre o outro em uma posição bem confortável acomoda bem a lateral do corpo no chão, sem esticar as pernas acomoda o quadril mais pra baixo, acomodando melhor a lateral da barriga no chão. O ombro que está no chão levanta um pouquinho e leva mais longe do quadril, esticando mais a lateral da costela no chão, o braço de baixo ele desce uma pouco mais perto do joelho, a cabeça vem mais pra frente, e o braço de cima estica pra frente, na direção do braço que está em baixo o braço de cima alonga, a mão escorrega mais pra frente, sente como alonga atrás do ombro e na lateral da coluna. Presta também bem atenção quando você enche o pulmão, solta o ar, encher o pulmão de ar faz expandir o tórax e alongar mais, toda vez que você solta o ar descontrai o ombro e na lateral da coluna, relaxa também o pescoço, cada vez que você enche o pulmão de


63

ar alonga mais atrás do ombro, lateral da coluna, toda vez que você solta o ar descontrai a musculatura posterior, ao mesmo tempo presta atenção como a musculatura da frente, no peito, na região peitoral, na frente do ombro, essa musculatura trabalha, presta bastante atenção que cada vez que solta o ar, relaxar também a musculatura peitoral que está trabalhando sem perder a posição da mão, o músculo mais descansado mantém a posição por mais tempo, recua o ombro e leva uma mão sobre a outra. Agora ajeita melhor a lateral do corpo no chão, escorrega o quadril mais pra baixo e leva o ombro mais pra cima afastando do quadril, a cabeça mais pra frente, sente a lateral do pescoço como alonga e o braço de cima vem pra frente, na mesma direção alcança mais longe, sente o peitoral, descontrai, sente o alongamento da parte posterior, e como ao encher o pulmão de ar exige mais força na frente e alonga mais a parte de trás. Recua, vira o corpo para o outro lado e estica o outro braço. Primeiro ajeita as pernas, os pés, sente o apoio de um pé sobre o outro, o joelho sobre o outro, muitas vezes o osso do joelho ou do tornozelo comprime a pele e isso é desconfortável, acomode o pé, acomode o joelho, o quadril, a lateral da barriga, lateral do tórax, ombro, a cabeça em posições bem confortáveis, sente que ao encher o pulmão de ar a coluna é empurrada pra cima, o pulmão que está do lado de baixo vai enchendo e empurrando a coluna pra cima, quando você solta o ar a coluna desce, essa flutuação da coluna acontece a cada respiração, relaxa bem o ombro de cima, alonga bem o braço de cima lá na frente, mantém, relaxa o peitoral que está trabalhando e deixa alongar mais a parte de trás. Depois de respirar algumas vezes recua o ombro até chegar à palma da mão, uma sobre a outra, ajeita melhor a lateral do corpo, o quadril desce levando a barriga a encostar melhor, o ombro sobe a cabeça também, acomodando melhor as costelas e alonga o braço novamente e sentindo a respiração, cada vez que solta o ar descontrai mais a musculatura, relaxa mais os pés, pernas, joelhos, coxas, quadril, sente como flutua a base da coluna, o tórax, como as costelas se afastam pela expansão do tórax, toda vez que o pulmão enche de ar o pescoço alonga um pouquinho mais, e quando solta o ar descontrai o pescoço soltando mais a cabeça no chão, descontrai o ombro, o peitoral, a lateral da coluna, vai se soltando. Depois de respirar algumas vezes sente como o tórax se expande mais, ao soltar o ar você relaxa o tórax, ao encher o pulmão de ar ele tem como expandir mais, e se cada vez que você solta o ar vai descontraindo a musculatura que está alongando, que está fazendo força, o tórax descontrai, as costelas se afastam, a respiração vai ficando mais leve. Vira o corpo novamente. Acomoda bem os pés, acomoda o corpo, ajeita bem ele, pode colocar o braço de baixo, um pouco mais para baixo e a cabeça mais pra frente, e alongar o braço de cima, sente a respiração, a flutuação da coluna, cada vez que solta o ar vai descontraindo um pouco mais, depois que


64

respirar algumas vezes, você tem como alongar o braço de cima mais longe não deixando tencionar o peitoral, com bastante atenção para que a musculatura na frente do tórax mesmo trabalhando, toda vez que você solta o ar você descontrai essa musculatura, relaxa e o músculo vai trabalhar menos cansado, ao mesmo tempo em que o músculo trabalha você tem como descontrair esse músculo, mantê-lo em relaxamento e ao alterar o controle de força, o controle de posição do corpo pra que você consiga manter por mais tempo a musculatura trabalhando, mas como está em relaxamento os vasos sanguíneos trazem mais sangue, mais oxigênio, e o músculo tem mais tempo pra trabalhar. Recua o ombro, vira o corpo para o outro lado, acomoda bem e depois repete o mesmo movimento com o braço de cima, alcança mais a frente, buscando descontrair ao soltar o ar cada parte do corpo que está apoiada no chão, ou um apoiado sobre o outro, a musculatura que trabalha relaxar o pescoço, relaxar o rosto e sentir que cada vez que você enche o pulmão de ar e solta o ar o movimento da respiração mexe em todas as partes, reflete em todas as partes do corpo, você respira movimentando a coluna por onde os nervos passam fazendo a comunicação do corpo com o cérebro. Como a respiração mexe a coluna, a cada vez que a coluna sobe e desce mexer nesses nervos reflete em todo o corpo.

Deitado de lado, levar o braço para trás.

Deitado na posição de lado, o ombro e o quadril do lado direito estão apoiados no chão, um pé sobre o outro, o joelho está apoiado sobre o outro, coloca o braço de cima esticado pra frente e alonga esse braço mais adiante, sente como isso alonga a parte posterior do ombro e da coluna, a lateral da coluna, mantendo essa posição com a respiração leve, você vai levantar o braço de cima levando em direção ao teto, virando a cabeça olhando pra mão e continuando com o movimento, até encostar o braço do outro lado do chão, nessa posição você alonga o braço, o pescoço, o rosto, as costelas, o abdômen, a região lombar, o quadril, a coxa, a posição alonga, a respiração alonga o tórax e faz alongar mais, respira mais durante algumas vezes, depois volta o braço pra frente, vai virando a cabeça, a cabeça rola no chão, sem levantar do chão, e o braço vem pra frente e estica mais longe, e depois leva novamente o braço para trás, a cabeça vai rolando pelo chão acompanhando o movimento do braço. Respira suavemente, uma respiração leve, aonde não precisa fazer esforço a mais para encher o pulmão, quando solta o ar relaxa mais a virilha direita e esquerda, deixa descontrair mais a virilha, cada vez que o pulmão enche alonga cada vez mais várias partes do corpo, quando solta o ar descontrai onde está alongando, volta pra frente e rola o corpo para o outro lado, mesma posição de lado,


65

um pé sobre o outro, o joelho, o apoio do quadril, da lateral do tórax, da barriga, o ombro, a cabeça, sem esticar as pernas escorrega o quadril um pouquinho mais pra baixo, pra esticar mais a barriga, e levanta o ombro um pouquinho mais do chão e vai com o ombro um pouco mais longe do quadril, vai esticando mais a lateral do tórax e alongando mais a lateral do quadril, depois vai levantando o braço de cima e trazendo o braço, o braço vem pra trás, vem para o alto em direção ao teto, depois vai virando até encostar o ombro no chão, acomoda bem o tórax no chão, leva o tórax um pouquinho mais longe do quadril, pra acomodar melhor o quadril, relaxa a virilha, e sente como alonga, de um lado, do outro, alonga o tórax, peitoral, braço até a mão, as costelas, o abdômen, toda vez que você enche o pulmão de ar o tórax expande e o alongamento é mais intenso, quando você solta o ar, se solta, imagina que você vai dormir nessa posição, pra dormir você não se segura, você simplesmente deita e relaxa até que o sono venha, quando você está nessa posição procura relaxar como se fosse dormir, volta o braço pra frente, e como você alongou em rotação, fazendo uma torção no tronco você consegue levar o quadril mais pra baixo, esticando melhor a lateral da barriga no chão e também levar o ombro um pouco mais longe do quadril, vai esticar mais a lateral do tórax, com isso a coluna afasta e vai descomprimindo os nervos e vai fazendo o relaxamento muscular, e volta, trás o braço pra traz outra vez, a cabeça rola no chão, virando, acompanhando o movimento do braço, fica durante algum tempo, respira várias vezes, leva o tórax mais longe do quadril. Algumas pessoas tem grande dificuldade em colocar o braço no chão, pra isso elas precisam afastar mais uma perna da outra, colocar um pé sobre o outro e abrir uma perna da outra, pra que consigam acomodar bem o tórax, o ombro, o braço, pra não causar alguma lesão ou dores no ombro, volta o braço pra frente e rola o corpo de volta pra cá, de frente pra cá novamente, e acomoda outra vez o corpo, o braço de baixo desce um pouco pra que a cabeça venha um pouquinho mais, consiga esticar mais o pescoço, depois o braço de cima estica pra frente e vai levantando e levando o braço até o outro lado, a cabeça rola no chão, virando e acompanhando o movimento do braço, ajeita o tórax para que ele acomode ainda melhor e deixe que a respiração movimente o corpo alongando mais quando expande, quando o pulmão enche expande o tórax, alonga mais, e quando você solta o ar você descontrai onde estiver esticando ou se houver algum lugar com desconforto ou dor relaxa mais, cada vez que solta o ar, solta um pouquinho mais o local que está incomodando, quando enche o pulmão de ar também controla com a respiração, pra não fazer uma respiração profunda e puxar muito o local que dói, faz uma respiração mais curta e quando solta o ar descontrai, caso não seja possível aliviar a dor ou desconforto dessa maneira volta o corpo pra frente e depois rola o corpo para o outro lado.


66

Normalmente da terceira, quarta vez que você faz o movimento que o corpo se descontrai mais e vai ficando mais confortável, a primeira, a segunda vez que faz o movimento o cérebro reconhece se o cérebro é confortável, se ele machuca, se ele não machuca, pra ter uma segurança e liberar mais o corpo pra que ele descontrai o cérebro nos protege, protege contra dor, contra as agressões que o corpo sofre no momento que sente dor o corpo se retrai, se ele retrai você precisa prestar mais atenção onde está contraindo e relaxar pra dessa forma não agredir mais, se você sente dor se contrai, se trava prejudica mais a região que está dolorida pra conseguir descontrair usa mais a respiração, toda vez que solta o ar presta a atenção no local que dói e descontrai, relaxa o local, vai soltando, isso ajuda a aliviar a dor. Depois volta o braço pra frente, deixa o corpo de lado e relaxa. Rola de barriga pra cima, abre os braços, estica as pernas e se solta no chão, procura soltar cada parte do corpo que está em contato com o chão relaxando mais.

Pernas cruzadas, soltar o corpo pra frente.

Nessa posição sentada com as pernas cruzadas você vai soltar o corpo pra frente até onde você consegue soltar de maneira confortável, depois de alguns anos você consegue fazer isso, agora vai deslocando o corpo para o lado direito, vai caminhando com os braços e vai levando até encostar o tórax na coxa direita, sente como isso alonga a coluna do lado esquerdo e relaxa mais o abdômen do lado direito para não pressionar estômago, não pressionar fígado, intestino pra que você consiga ficar confortavelmente nessa posição, depois vai voltando até chegar o corpo do outro lado, colocando o tórax na coxa esquerda e sente como alonga a coluna do lado direito, depois volta no meio solta o corpo, levanta, fica com a coluna ereta, inverte as pernas, colocando a perna que está atrás pra frente e um cuidado, não deixe o calcanhar em baixo da perna, pois isso, ao soltar o corpo pra frente pressiona a perna contra o osso do calcanhar podendo causar dores e solta o corpo pra frente novamente e depois desloca pra direita ou pra esquerda, vai de um lado, vai do outro, volta no meio, e sentindo a respiração, toda vez que o pulmão enche de ar presta atenção aonde alonga e como está alongando, fazendo sempre uma respiração leve de encher o pulmão até aonde é confortável sem fazer esforço pra respirar, cuidando pra não pressionar as vísceras do abdômen, toda vez que você enche o pulmão de ar, o pulmão enche, o tórax expande e alonga mais o corpo, e no momento que você solta o ar você se solta, você vai se descontraindo, sentindo aonde alonga e soltando a cada vez que solta o ar. Depois volta no meio, solta o corpo, e depois levanta novamente.


67

Agora você deixando a coluna ereta vira o corpo para o lado direito, roda os ombros, o tórax, a cabeça, tudo para o lado direito, vai virando mais os ombros, quando você vira para o lado direito presta atenção no ombro do lado direito e na frente do ombro esquerdo, são pontos onde você vai empregar força pra rodar mais o tórax e também vira a cabeça e presta atenção até onde você consegue enxergar, marca um ponto e vê até aonde você enxerga, depois volta o corpo pra frente, aguarda um momento e depois vira o corpo para o outro lado, vira ele pra esquerda, mantendo a coluna ereta, virando mais os ombros e a cabeça, agora que você virou pra esquerda, atrás do ombro esquerdo e na frente do ombro direito, sente como isso mexe com o quadril, a coxa, a perna, o pé, abdômen, região lombar, o tórax, o pescoço, a cabeça, o rosto, essa torção faz com que você alongue toda estrutura corporal, de um lado você contrai pra ter força pra virar o corpo, o outro lado alonga e também associado a respiração, toda vez que o pulmão enche de ar, expande mais e na hora que você solta o ar você vai virando mais o corpo, agora que voltou a frente inverte as pernas, a perna que está atrás passa pra frente e vira novamente para um lado e para o outro, a perna que está na frente interfere no que você consegue alongar, a perna direita estando na frente a perna esquerda estando atrás presta atenção de como você de um lado e como vira para o outro, virar para o lado direito, depois volta a frente e vira para o lado esquerdo, a perna que está na frente como a perna direita dificulta virar mais para o lado direito e facilita virar para o lado esquerdo a perna que está atrás, quando a perna esquerda está a frente, dificulta vira para esquerda e facilita virar para direita, quando você roda sente que ao encher o pulmão de ar exige um esforço maior para manter a posição e quando solta o ar aproveita e vira mais um pouquinho, depois volta pra frente e solta o corpo pra frente outra vez, e depois desloca pra direita ou pra esquerda levando o tórax, levando o peito sobre uma coxa, sobre a outra, quando vai pra direita o alongamento maior é do lado esquerdo, quando você for pra esquerda vai alongar mais o lado direito da coluna, desde o quadril até a coluna, a cabeça, o olho, o ouvido, a garganta, o ombro, enfim, todo um lado alonga mais, e também tem a influência da perna que está na frente. Depois volta no meio, e em cada posição que você para sente como a respiração movimenta, expande, alonga, quando solta o ar, descontrai e vai se soltando, sente que uma das pernas está na frente, um lado da coluna alonga mais, normalmente é o lado da perna que está na frente, mas não é uma regra, tem pessoas que sente alongando mais do lado da perna que está atrás, aí levanta o corpo e inverte as pernas, depois solta o corpo novamente à frente e desloca de um lado, de outro, no meio, respiração sempre muito leve, enche o pulmão até onde é bem fácil e ao soltar o ar vai se descontraindo mais, sente onde está alongando e vai soltando.


68

Respiração leve, prestando muita atenção, porque ao prestar atenção você aumenta a percepção sobre cada parte do corpo que está alongando, cada vez que você presta atenção e com a respiração vai sentindo como mobiliza o corpo, como estimula o corpo, cada vez mais nervos passam a funcionar de uma maneira melhor, melhorando a comunicação entre o corpo e o cérebro, para que o cérebro receba mais informações do corpo, mais percepção sobre o corpo. O cérebro vai fazer uma leitura melhor, identificar melhor o que acontece em cada parte do corpo e dessa forma o cérebro sabendo melhor o que acontece ele controla melhor as funções e formas do corpo, melhorando a condição de cada parte, de trabalhar corretamente e melhorando a forma, quando você alonga o músculo ele fica mais longo e vai afinando, vai reduzindo os excessos, ou seja, toda parte que está com dilatação, ou está com uma circunferência maior, como a coxa, a perna, os braços, o abdômen, o tórax, aonde tem retensão de liquido do inchaço vai reduzindo as medidas vão definindo a forma do corpo de uma maneira melhor. Ai levanta, posiciona a coluna para uma posição ereta e novamente vire o corpo de um lado ou de outro, virou pra direita, a força deve ser empregada atrás do ombro direito e na frente do ombro esquerdo, quando o pulmão enche alonga mais, quando solta o ar aproveita e vira mais o corpo pra que você consiga fazer uma rotação da coluna, uma torção da coluna, pra alongar músculos, ligamentos, tendões que dão sustentação a coluna possibilitando uma maior rotação do tronco e o afastamento das vértebras, ao afastar uma vértebra da outra os nervos que saem da coluna, da medula passam entre os ossos da coluna e vão para o corpo há uma descompressão desses nervos e uma estimulação do nervo também no movimento, isso faz com que o nervo funcione melhor e o controle do corpo sobre a musculatura vai ficando melhor, equilibrando tônus e deixando o músculo em uma condição melhor. Inverte as pernas e roda novamente de um lado para o outro prestando atenção até aonde você enxerga e pra que lado é mais fácil rodar, como a perna direita está à frente, gera uma limitação porque a perna está menos dobrada, ela estando mais esticada alonga mais, quando você vira pra esquerda, estando à perna esquerda atrás limita menos você consegue fazer uma rotação maior, emprega força atrás do ombro esquerdo e na frente do ombro direito e também sente como faz força na parte do rosto, no pescoço alongando o lado direito, quando solta o ar roda mais, quando enche o pulmão observa como o alongamento é mais forte e depois volta a frente e relaxa.


69

Dobrar os joelhos e soltar as pernas para o mesmo lado.

Dobra os joelhos, junta os pés, acomoda bem a coluna no chão, depois com as pernas juntas você solta as duas para o mesmo lado, coloca um pé sobre o outro, o pé deve estar bem apoiado um sobre o outro em uma posição que ele não escorregue você coloca o pé e sente se ele escorrega ou não, se ele escorregar ajeita em outra posição, caso contrário o pé estará bem apoiado, sem escorregar, agora você soltou as pernas para o lado direito, o lado esquerdo do quadril está pra cima, o lado direito do quadril está no chão, você vai colocar o quadril mais de lado, mas ao invés de você trazer a parte de cima, que teria que ficar segurando, você escorrega a parte que está no chão que é o lado direito nesse momento, e escorrega o lado do quadril mais pra trás pra que o quadril fique mais de lado e depois de bem posicionados, com os ombros bem acomodados você leva o tórax um pouco mais pra longe do quadril porque você soltou as pernas de lado, o lado de cima alonga, a lateral esquerda da coluna está alongando nesse momento, mas o lado direito acaba aproximando e gerando alguma pressão, alguma tensão. Vira mais o quadril e a perna de cima você estica pra lateral na continuação da coxa, além da coxa e deixa o pé bem solto no chão, é importante que o calcanhar esteja no chão e para algumas pessoas que tem um maior encurtamento geralmente pra manter o calcanhar no chão o ombro desencosta, pra não desencostar o ombro tem que ter alongamento, se o ombro desencosta pra não machucar o braço você coloca a palma da mão sobre as costelas próximo do estômago e dessa forma não machuca o ombro, mas no seu caso é fácil, pode deixar o braço aberto. Agora dobra o joelho, coloca um pé sobre o outro, volta às duas pernas pra cima e ajeita a coluna, depois solta às duas pernas para o outro lado e a parte do quadril que está no chão arrasta pra trás para que o quadril fique bem de lado, leva o tórax, leva a cabeça, leva os ombros mais longe do quadril e depois estica a perna de cima lá pra lateral, importante que o calcanhar esteja no chão, o ombro também, leva o tórax um pouquinho mais longe do quadril e presta atenção que como colocar a perna de lado faz uma torção no quadril, na coluna e alonga toda lateral da coluna, pega desde o quadril até o pescoço e também puxa do peito até o braço, puxa das costelas para o estômago, da região lombar até lá no pé, na respiração você alonga, faz expandir o tórax que alonga mais a musculatura do sistema nervoso e quando você solta o ar você descontrai onde está alongando, imagina que você tem que dormir assim, pra dormir você apenas deita e se solta, faça o mesmo nesse momento. Dobra o joelho, volta às pernas e ajeita a coluna novamente, depois volta as pernas para o outro lado, o quadril vira mais, a perna estica pra lateral, o tórax vai mais longe do quadril,


70

respirando de uma maneira suave, respira de maneira lenta e bem leve, você enche o pulmão de ar até onde não faz força, não faz um esforço a mais pra isso e quando solta o ar percebendo aonde alonga o corpo, toda vez que solta o ar você solta junto aquele local que está alongando e o que está incomodando um pouco, quando enche o pulmão alonga mais e expande o tórax, quando solta o ar se solta junto para que ocorra um relaxamento maior da região que alonga, se encher o pulmão bastante estica muito e causa desconforto, você faz uma respiração menor, enche menos o pulmão de ar, só até onde é confortável, até aonde não alonga demais, e na hora que solta o ar relaxa para que na próxima respiração, a próxima vez que você inspirar, encher o pulmão de ar consiga fazer uma respiração mais profunda. Volta a perna, volta as pernas para cima, ajeita outra vez a coluna e outra vez solta lá para o lado, vira o quadril, leva o tórax mais longe, estica a perna pra lateral e ajeita o tórax novamente e assim você vai respirando, concentra bastante atenção pra você sentir cada parte do corpo que alonga e como isso faz com que você ao encher o pulmão de ar tem a sensação de um maior alongamento, um alongamento mais intenso para que quando você solte o ar consiga também descontrair todos os pontos que estão sendo alongados, descontrair, relaxar, partes aonde você sente desconforto ou até dor, se dói você tem que relaxar, se não consegue relaxar e sente o corpo contraindo sai da posição, volta o joelho, volta as pernas, ajeita a coluna e leva novamente para o outro lado, na primeira ou segunda vez que você faz essa posição, você se ajeita assim, o cérebro está reconhecendo o exercício, pra saber se esse exercício é confortável ou se ele trás algum desconforto ou alguma dor que possa causar lesão, a partir do momento que você fez pela primeira e segunda vez, na terceira, quarta vez você já tem um relaxamento maior, o cérebro já sabe que você não vai machucar o corpo, agredir o corpo com essa posição, se ele sente que você não está se machucando, ele tira a proteção que evita as lesões, pra você não ter lesão o cérebro te protege, ele mantém o corpo em uma condição de segurar pra evitar lesão, no momento que ele percebe que isso não causa lesão, a partir daí você vai realmente começar a descontrair o corpo. Depois de três, quatro vezes você consegue realmente soltar, descontrair e perceber cada vez mais, a cada vez que você enche o pulmão, a cada vez que você muda de posição que alonga mais, que se percebe, mais o alongamento em determinadas áreas do corpo, o que quer dizer que se tem mais percepção é porque mais nervos que vão daquela parte do cérebro estão funcionando mais, mais nervos estão funcionando, e os nervos que já estavam funcionando vão se aperfeiçoando, vão desenvolvendo mais a sua função. Leva as pernas novamente do outro lado, vira o quadril, depois estica a perna, ajeita o tórax, os braços, a cabeça, tem que estar tudo confortável, e assim você vai respirando, é um


71

exercício que pode ser feito em um tatame como aqui, num colchonete, em um edredom ou com colchonete maior e também pode ser feito em cima da cama, a cama ou colchão como é mais mole, facilita, mas para aquelas pessoas que tem mais encurtamento, tem mais dificuldade é até mais fácil realizar o exercício sobre o colchão, deitar na cama e fazer esse posicionamento, buscando sempre descontrair o corpo, sempre que alguma dor incomoda a reação é encolher, mas ao invés de encolher que vai causar mais prejuízo, vai te encurtar mais, procura se acomodar bem e deixar que o corpo relaxe, que ele vá se soltando, e à medida que vai repetindo os exercícios você consegue cada vez executar os exercícios com mais facilidade. Volta as pernas, estica e sente o corpo no chão, conforme solta o ar, vai se soltando, se largando mais no chão.

Deitado de barriga para baixo, braços abertos, levantar a mão e o braço deslocando entre o quadril e a cabeça.

Deita de barriga pra baixo, abre os braços, estica bem as pernas e afasta uma perna da outra, depois estica a perna direita e leva o lado direito do quadril mais pra baixo, depois a perna esquerda e leva o quadril também do lado esquerdo pra baixo, levanta um pouquinho tórax do chão e avança com o tórax pra longe do quadril, a cabeça também leva mais longe quadril, o queixo mais perto do ombro e depois estica um pouco mais um braço e outro, alcança um pouquinho mais longe com uma das mãos e depois com a outra. Agora do lado em que você está com o rosto, você está com o rosto do lado esquerdo, levanta a mão esquerda do chão sem desencostar o braço e o antebraço, braço e antebraço fica no chão, a mão levanta aponta os dedos para o teto, e sente como isso trabalha ou contrai toda musculatura posterior de mão, antebraço, braço, ombro e da lateral da coluna, e toda vez que você solta o ar mantendo a mão, solta mais o ombro, tenta encostar a frente do ombro, a frente do braço no chão mantendo a mão levantada e toda vez que você solta o ar você relaxa mais o ombro, agora solta a mão estica mais os braços, vira o rosto para o outro lado, estica mais as duas pernas, levando mais o quadril mais pra baixo, ajeita melhor o tórax indo mais longe do quadril, você levanta o peito do chão e vai um pouquinho mais longe do quadril o tórax, a cabeça também e leva o queixo mais perto do ombro, depois estica mais os braços acomodando bem a palma da mão no chão, o ombro, e depois levanta a mão que você está vendo, somente uma das mãos, mantendo a mão levantada com os dedos apontados para o teto e o ombro encostado no chão, acomodando bem no chão e o outro ombro também, agora


72

vai sentindo a respiração soltando mais o ombro pra que a frente do ombro encoste no chão e toda vez que solta o ar relaxa ainda mais o ombro que está fazendo forço com a mão levantada, agora solta a mão, vira a cabeça novamente e outra vez ajeita as pernas, esticando as pernas, ajeitando a barriga, o tórax, os braços, a cabeça, e a mão que você está vendo levanta do chão e aponta os dedos para o teto e sente a musculatura que está contraindo na parte de traz do corpo. Agora mantendo o corpo todo solto desencosta esse braço do chão, mantém a mão com os dedos apontados para o teto, desencosta o braço do chão, dois, três centímetros, cinco centímetros, desencosta um pouco o braço, sente como agora toda parte de trás do corpo trabalha, como contrai até lá nos pés e solta o quadril, não deixe o quadril endurecer, solta mais as pernas, os pés, o outro braço e vai deslocando esse braço que tá levantado até perto do quadril, chegando perto do quadril você solta o braço no chão, a palma da mão no chão e descansa, depois que você sentir que descansou o braço, ombro, você levanta novamente a mão, aponta os dedos para o teto, desencosta o braço do chão, vai abrindo, vai afastando do corpo, vai levando o braço aberto e vai levando o braço em direção à cabeça, você vai aonde o braço encostar-se ao chão é ali que você solta, descansa, palma da mão no chão, o braço relaxando, depois levanta a mão, e desencosta o braço do chão e vai levando ele em direção ao quadril novamente, chegou perto do quadril solta, abre esse braço pra lateral, vira a cabeça, estica as pernas, ajeita quadril, a barriga no chão, o tórax, a cabeça, estica mais os braços, agora a outra mão levanta, depois desencosta o braço do chão e você vai deslocar entre quadril e cabeça, chegou perto do quadril, solta, descansa, e depois que descansar você vai novamente levantar a mão e depois desencostar o braço do chão deixando ele perto do quadril, presta atenção como a região do pescoço trabalha mais, faz mais força pra manter o braço levantado do que a região lombar e depois conforme você vai afastando o braço, deslocando o braço do quadril sente como a musculatura sustenta a coluna trabalha de forma diferente, mudando a posição da coluna que dá sustentação para o braço, chegou perto da cabeça solta o braço no chão e descansa, depois quando você levantar a mão e o braço novamente presta atenção como a região lombar trabalha mais do que o pescoço pela posição que está o braço, e a medida que o braço vai deslocando a área de contração da coluna vai se modificando, o braço aberto, mais no meio, mais no tórax, e quando o braço chega perto do quadril é o pescoço, solta o braço, abre o braço novamente. Agora você vai deitar em cima de um dos braços pra relaxar os ombros, ainda deixando as pernas afastadas deita em cima do braço, as pernas afastam, estica mais as pernas, os pés vão mais pra baixo, ajeita melhor a barriga, pra você sentir que a barriga encosta por igual dos dois lados, estica também o braço que deitou em cima, vai mais para o lado e a cabeça


73

aproxima mais da mão, o rosto vem mais pra mão pra alongar mais o pescoço e sente como isso alonga o ombro, o braço e também a lateral da coluna. Troca de braço passa os dois braços para o outro lado, deita em cima do outro braço e novamente ajeita as pernas esticando mais, levando o quadril mais pra baixo, acomoda bem a barriga no chão, estica o braço, leva a cabeça mais pra mão e abre novamente um braço pra cada lado, palma da mão no chão, ajeita as pernas, a barriga, o tórax, a cabeça, estica mais os braços e a mão que você está vendo levanta, aponta os dedos para o teto, desencosta apenas o braço do chão, segura, agora começa a soltar os pés, as pernas, joelhos, coxas, região lombar, quadril, todo o músculo que está ao lado da coluna, o pescoço também é muito importante que você consiga relaxar, o outro braço e depois você começa a deslocar lentamente em direção ao quadril ou a cabeça e vai concentrando a atenção que ao movimentar o braço todo corpo reage para sustentar o equilíbrio do braço, quando você for movimentar novamente o braço você vai prestando atenção que conforme o braço se desloca que os pés, as pernas, o corpo todo, toda parte de trás que está contraindo pra sustentar o braço, vai modificando a contração, vai modificando a sustentação para o braço se deslocar, levanta a mão, desencosta o braço e lentamente, não acelera o movimento e muita atenção para que você continue respirando de uma maneira lente e sem fazer esforço pra respirar, a força é feita pelo braço, o restante do corpo precisa relaxar, o que você alem braço ainda contrai o corpo, acaba gastando muito mais energia cansando mais rápido o próprio braço, agora volta o braço aberto e novamente vira a cabeça para o outro lado, estica mais o corpo e faz novamente com o outro braço, primeiro a mão depois desencosta o braço e faz o deslocamento entra a cabeça e o quadril, bem devagarzinho e com a máxima atenção para deixar o corpo todo solto, inclusive o ombro e o braço que você está movimentando, quanto mais você presta atenção mais você identifica o trabalho da musculatura e passa ter mais controle e força da musculatura posterior que é muito importante para dar sustentação a coluna, é a musculatura que sustenta o movimento, sustenta o esforço da coluna para que você consiga sentar, ficar em pé sem tencionar o restante do corpo. Levanta a mão, desencosta o braço e vai prestando atenção na lateral da coluna como trabalha essa musculatura, respiração bem tranquila, solta mais o quadril, solta mais o pescoço e vai deslocando. Agora volta o braço aberto e deita novamente em cima de um braço e de outro, estica as pernas, vai se ajeitando, e procura sentir durante a respiração como o movimento do braço, o alongamento do braço, vai aliviando a tensão no ombro troca de braço novamente e a cada vez que soltas o ar vai se soltando no chão.


74

Sentado no banco

Sentado em uma cadeira, no sofá, no chão, em lugar que seja bem confortável coloque o pé direito sobre a coxa esquerda, depois com a mão esquerda você vai entrelaçar a mão no meio dos dedos do pé, a começar pelo indicador, o entre o dedão e o segundo dedo, os demais dedos na continuação, depois com a mão direita você apoia na sola do pé, e segura bem, não fazendo força, mas de uma maneira que você consiga imobilizar um pouco o calcanhar, e depois com a mão esquerda que entrelaçou os dedos nos dedos do pé você vai começar a fazer movimentos com a mão esquerda para mobilização do pé, o pé aguenta a carga de peso do nosso corpo o dia todo praticamente, estando em pé ou caminhando, praticando esportes, o pé recebe todo o peso do corpo e muitas vezes pelas tensões, pelos esforços a pessoa acaba endurecendo o pé, quando o pé endurece você tem uma diminuição do equilíbrio e um aumento de tensão em todo corpo, menor equilíbrio, maior tensão, maior rigidez, se alguém alguma vezes já colocou um pé de pato, que é pra nadar, e caminhou alguns metros usando o pé de pato, é mais ou menos o que acontece com o pé rígido, não articula direito, o pé tem que estar muito flexível, muito solto para que a flexibilidade do corpo também aumente. Troca de pé. Agora você vai colocar o pé esquerdo sobre a coxa direita e com a mão direita entrelaçar começando pelo indicador, o dedão e o segundo dedo, os demais dedos vão entrelaçando com os dedos do pé, a mão esquerda agora segura o pé para segurar um pouquinho o tornozelo e começa a fazer os movimentos com a mão, a mão direita, movimentando o pé, e ali você vai, pra cima, pra baixo, para um lado, para o outro, torce para um lado e para o outro, faz círculos para um lado e para o outro, você vai diminuindo a velocidade e vai aumentando os movimentos, muitas vezes nesse movimento mexe com o pé e provoca dor em alguma parte do pé, se você fez algum movimento que causou dor, você vai repetir esse mesmo movimento na direção que provocou a dor mas até aonde não cause dor, até aonde você não sinta a dor, a medida que você vai fazendo o movimento que causou a dor e você vai até aonde não causa dor o pé vai ficando mais flexível, é como se você fosse empurrando a dor mais longe, você vai liberando os pontos de tensão, as aderências e flexibilizando, aumentando a flexibilidade do pé. Não somente o pé sente quando você mexe no pé dessa maneira, mas à medida que você meche no pé os nervos que levam informação do pé até no cérebro passam pelo tornozelo, pela perna, joelho, coxa, quadril, entram na coluna, na base da coluna e na região do quadril e vão por dentro da coluna na medula até chegar ao cérebro, ao mesmo tempo em que você está mexendo no pé sente como reflete no tornozelo,


75

como reflete também, mexe um pouco com a perna, no joelho, até a região lombar é estimulada por esse movimento no pé. Troca novamente de pé, e vai fazendo essa movimentação, do dedo até o tornozelo também tem ossos até a continuação, o prolongamento desse osso é o dedo,só que não vemos, ali entre os dedos dá para entrelaçar os dedos da mão, mas os outros ossos fazendo esse movimento com a mão vai também estimulando e vai mobilizando a estrutura óssea do pé, para que o pé vá ficando mais flexível, relaxando mais, apoiando melhor no chão, quando a pessoa pisa vai sentir que o apoio no chão é mais fácil, mais confortável e que isso vai gerando relaxamento para o restante do corpo. Troca de pé novamente. Conforme você vai fazendo em um pé e outro o pé vai se tornando mais relaxado, mais solto, e facilitando essa movimentação, depois quando você apoia o pé no chão já é possível sentir que o pé apoia melhor e de uma maneira mais confortável, procura relaxar os ombros também porque você está fazendo força para movimentar o pé com a mão e o ombro é a parte que estabiliza o movimento da mão, se você prestar atenção é possível relaxar o ombro, soltar o ombro pra conseguir mobilizar melhor o pé. Agora solta os pés no chão, e apoia melhor, acomoda melhor os dois pés, sente os pés no chão.

De joelhos sentar nos calcanhares.

Fica de joelhos, agora vai sentando até alcançar os calcanhares pra alongar a frente do pé, tornozelo, a perna, o joelho, a coxa e a região lombar, presta bastante atenção quando você respira e toda vez que solta o ar vai soltando mais a perna, o pé, fica da forma que você está só que escorrega a ponta do pé um pouquinho mais pra baixo para que o alongamento na frente do pé e do tornozelo seja mais eficiente, depois de ficar um tempo nessa posição você pode ficar de joelhos novamente ou soltar o corpo mais pra frente e apoiar nos cotovelos, dessa forma alivia um pouco o pé e depois você volta novamente assentar nos calcanhares e novamente escorrega mais um pouco a ponta do pé, quanto mais você vai levando a ponta do pé mais alonga a frente do pé e da perna. Agora você vai ficar de cócoras, ou caminhar de pato, vai caminhando devagar, vai sentindo como alonga a sola do pé, mobiliza o tornozelo, a panturrilha, o joelho, a coxa. Meia volta e vai continuar a caminha até voltar para o lugar, lentamente você sentindo a base, o apoio que nós temos no chão e que nos dá sustentação e equilíbrio, agora senta nos


76

calcanhares novamente, estica o pé bem pra trás e depois senta e sente como alonga como mobiliza um pouco mais o tornozelo, os joelhos, o quadril, a perna. E cada vez que você solta o ar, cada vez que você respira sente como reflete lá nos pés. Respirar mexe com a coluna, mobiliza a coluna e mexe com os nervos que vão até o pé, gerando uma sensação reflexa no pé. Fica durante algum tempo, respira várias vezes e depois caminha novamente. Sente como inverte o trabalho de sentar sobre o pé, sobre os calcanhares e depois de caminhar dessa maneira, você trabalha os extremos do alongamento do tornozelo. Senta novamente nos pés, e cada vez que solta o ar vai se soltando mais um pouco.

Deitada com os braços abertos, levar a língua pra fora.

Nessa posição, braços abertos, pernas esticadas, acomoda bem o quadril, os ombros, a cabeça e presta bastante atenção nos ombros, no pescoço e nuca, toda vez que você solta o ar você vai relaxar mais os ombros, deixando os ombros descansarem no chão, a mesma coisa para o pescoço, pra garganta e também a nuca, vai soltando o ar, soltando mais o corpo, principalmente a parte de ombro, pescoço e nuca, depois abre a boca e começa a levar a língua pra fora e em direção ao queixo, depois recolhe a língua, relaxa mais uma vez, acomoda melhor os ombros, depois a nuca fica no chão, a cabeça fica no chão você escorrega a nuca um pouquinho mais longe do pescoço, do quadril, mais pra cima para esticar atrás do pescoço e agora cada vez que solta o ar relaxa um pouquinho mais ombro, pescoço e nuca e você vai abrir a boca e levar a língua pra fora também, mas até aonde não tenciona o pescoço, até aonde você consegue manter a língua pra fora e mesmo assim relaxar o pescoço e a nuca. Recolhe a língua e volta a relaxar, volta a soltar ombros, volta a soltar pescoço, a nuca, e outra vez abrir a boca, mas só até onde não tenciona o pescoço, e vai com a língua pra fora até onde é bem leve, bem fácil e que você consegue ainda assim manter o relaxamento, pois quando você abre a boca e coloca a língua pra fora, a cabeça é projetada para trás, nesse caso para o chão, como a cabeça não pode ir pra trás produz tensão no pescoço. Recolhe a língua e você vai repetir mais algumas vezes esse movimento, e toda vez que você colocar a língua pra fora presta atenção como isso reflete na garganta, na face, na cabeça, na testa, ouvidos, o nariz, os dentes, os olhos, e também nuca, pescoço e ombros, e mesmo mantendo a língua pra fora a cada vez que solta o ar você vai soltar mais os pontos de tensão. Agora deixa a língua, vira a cabeça de lado, quando você vira o rosto pra esquerda presta atenção como reflete no pescoço, na nuca e vai pra todos os pontos aonde você sentiu ao por a língua pra fora, o ouvido, a cabeça, a testa, o olho direito, os dentes, a face, o nariz, a


77

garganta, e cada vez que solta o ar vai relaxando um pouco mais e depois vira a cabeça para o outro lado, como você virou pra direita presta atenção como reflete todo o lado esquerdo, do ombro, para o pescoço, pra nuca e vai pra garganta, pra mandíbula, para os dentes, pra face, para o ouvido, pra cabeça, pra testa, para o olho esquerdo. Volta à cabeça, vira o rosto parta o teto, ajeita melhor os ombros, a cabeça, agora você vai afastar um pouquinho um lábio do outro e deslocar a mandíbula sem virar a cabeça para o lado direito, você vai levar o queixo pra direita, sente como contrai do lado direito, a musculatura do pescoço, da face, da garganta até o próprio ombro e alonga a face, mexe, reflete do lado esquerdo, depois volta e vai novamente para o lado direito, só que procura fazer menos esforço, diminuir o nível de tensão que está contraindo pra você conseguir deslocar a mandíbula para o lado direito, enquanto o lado direito a musculatura trabalha pra conseguir levar a mandíbula para o lado direito, o lado esquerdo alonga e reflete toda essa região que mexe ao colocar a língua pra fora também. Depois relaxa e coloca a mandíbulas para o lado esquerdo, sente como contrai o lado esquerdo e alonga o lado direito. Também procura perceber que levar o queixo ou a mandíbula de um lado e de outro é diferente o controle da musculatura, o nível de tensão, o esforço que você faz pra esse deslocamento, todo movimento é feito pela contração do músculo, o músculo contrai e puxa a estrutura óssea, no momento em que você leva para um lado e para o outro, dependendo do nível de tensão que você já tem e também da força da musculatura, se o músculo é mais forte o esforço é menor o nível de tensão é diminuído, se o músculo é mais fraco ele faz um esforço maior, gera mais tensão, mais esforço para fazer esse movimento. Vira a cabeça novamente de um lado e depois do outro, vira de lado e segura um pouco, apenas vire a cabeça e deixa ela solta, posiciona, vira bem a cabeça, mas não fica segurando, vira o máximo que puder, sem dor no pescoço ou em qualquer outra parte, porque a hora que você vira a cabeça de lado você está virando a medula dentro da coluna e isso vai refletir em todas as partes do corpo, todos os nervos que vão para o corpo passam pelo pescoço, se você vira a cabeça e vira o pescoço você estimula todos os nervos que saem do cérebro pra fazer a comunicação com todo o corpo. Vira a cabeça do outro lado, virou para um lado, presta atenção no outro lado como alonga e reflete em várias partes, no peito, na barriga, no braço, na lateral da coluna, talvez você sinta que puxe até lá no pé, virou o rosto pra direita puxa o lado esquerdo, virou o rosto para o lado esquerdo reflete no lado direito. E agora volta a cabeça, dobra os joelhos, acomoda bem a coluna no chão, depois estica as pernas, estica mais os braços, atrás do pescoço, levando a nuca um pouquinho mais longe, os olhos abertos você vai prestar atenção nos movimentos que você vai fazer nos olhos, direcione os olhos para testa, como se você fosse olhar para cima, ao fazer isso sente como


78

contrai o músculo em cima do globo ocular e alonga o músculo que está abaixo do globo ocular, depois direciona os olhos para baixo, como se fosse olhar para os pés, com os olhos abertos, e olha para o chão, olha para baixo. Olha para cima e para baixo e presta atenção para nuca e para o pescoço, quando você olha para cima a nuca contrai, quando você olha para baixo em direção dos pés a nuca descontrai isso acontece porque cada vez que nós vamos olhar alguma coisa, em alguma direção, dificilmente a gente direciona só os olhos, mexe apenas os olhos pra olhar, agente vira a cabeça, vira o corpo muitas vezes para olhar de frente para aquele objeto, isso leva a uma associação do movimento dos olhos com o movimento do corpo. Agora fecha os olhos, vira a cabeça de lado, presta atenção como alonga do pescoço pra nuca e vai até o olho, você virou o rosto para o lado esquerdo, reflete la no olho direito, agora vira o rosto para o lado direito prestando atenção no olho esquerdo, como se tivesse um fio, uma linha que vai da nuca até o olho, volta o rosto pra cima, e agora com um pouco mais de atenção pra região da nuca e pra manter a cabeça totalmente solta, pra não deixar contrair o pescoço direciona os olhos pra direita sente como contrai do lado direito do olho e alonga do lado esquerdo, depois você olha para o lado esquerdo sem virar a cabeça e sente como contrai o lado esquerdo do globo ocular, o músculo que está do lado esquerdo e alonga o músculo que está do lado direito do olho, vai olhando para um lado, para o outro, prestando atenção como trabalha a musculatura que envolve o globo ocular. Fecha novamente os olhos, vira a cabeça de lado prestando atenção no olho, e também toda vez que o pulmão enche de ar o reflexo lá no olho é mais forte e quando você solta o ar descontrai o olho, relaxa o olho, vira a cabeça do outro lado, você vai virar o rosto pra esquerda, prestando atenção no olho direito, e cada vez que solta o ar relaxa mais a nuca, o pescoço, o ombro e relaxa também o olho. Volta o rosto pra o teto. Agora nós vamos fazer um movimento que é um pouquinho mais complicado, mais difícil porque nós usamos menos que são as diagonais, você vai olhar para cima e para esquerda, pra baixo e a direita, depois volta o olho ao centro, olha pra cima e a direita, não é fácil de fazer, e pra baixo e pra esquerda,olha para o chão pra esquerda, repete algumas vezes, pra cima para um lado e pra baixo para o outro lado, pra cima direita e pra baixo a esquerda e sente como trabalha a musculatura, como nós dificilmente fazemos o movimento diagonal com os olhos exige mais esforço da musculatura, e os músculos dos olhos também como qualquer outro músculo do corpo pode estar com rigidez, com flacidez, com desequilíbrio no controle no tônus, o que leva ao um grande esforço quando você faz o movimento com os olhos, por isso presta bastante atenção quando movimento com os olhos pra não deixar tencionar a nuca, o pescoço e os ombros.


79

Vira novamente a cabeça de lado com os olhos fechados, sentindo se reflete no olho, rosto pra esquerda, o olho direito, vira o rosto pra direita prestando atenção no olho esquerdo, vira o rosto pra direita e sente como está o olho esquerdo. Agora volta o rosto pra o teto, e agora você vai fazer um círculo com os olhos, você vai olhar em direção a testa, pra direita, pra baixo, pra esquerda e pra cima novamente, gira algumas vezes bem lentamente prestando muita atenção como o globo ocular movimenta e como os músculos movimentam o globo ocular e gira ao contrário agora, pra esquerda, pra baixo, pra direita, pra esquerda, e em direção a testa novamente. Feche os olhos vira a cabeça de um lado relaxando bem os olhos e com grande cuidado, exercícios nos olhos de movimentos que dificilmente fazemos pode gerar tensão no olho, nuca, e isso pode desencadear se o exercício for feito excessivamente ou com muito esforço pode produzir dor de cabeça no dia seguinte e se a dor de cabeça acontecer repete o exercício com os olhos de uma forma mais leve para que você consiga descontrair os olhos, relaxar o pescoço, a nuca e aliviar a tensão na cabeça, vira a cabeça para o outro lado e sente como mexe a cabeça, pescoço, nuca e reflete no olho, na cabeça, na testa, no ouvido, na garganta, face, mandíbula, dentes, nariz e toda extensão da coluna. Volta o rosto para o teto.


80

12. TEXTOS PARA JORNAL O corpo é a memória viva de nossas emoções.

Desde o momento da fecundação somos influenciados pela genética e meio ambiente. A cada trauma físico e emocional encolhemos o corpo, como defesa natural contra o agente agressor. Isso imprime marcas que influenciam o nosso comportamento e nossa postura corporal, alterando o equilíbrio e interferindo negativamente em nossa saúde. Assim, o bebê, quando cai sentado, a criança quando pula de cima da cama ou cai de uma bicicleta, ou como adulto quando pega peso, se levanta rápido da cama, faz movimentos bruscos, pratica atividade física sem a devida precaução, estará sempre contraindo seus músculos. A cada emoção, uma reação física. Assim, uma pessoa tensa, nervosa, ansiosa, medrosa, insegura, preocupada, irritada, doente, endividada, perfeccionista, contrariada, raivosa, magoada, submetida ao cumprimento de metas, estará em alerta constante, contraindo seus músculos. A contração muscular excessiva provoca aproximação das vértebras e compressão dos nervos, ocasionando microlesões e inflamação em diferentes partes do sistema nervoso, o que interfere e altera a percepção, podendo causar diferentes sensações, como: coceira, dor, calor, frio, queimação, formigamento, anestesia, fisgada, cansaço, fraqueza e peso. Para evitar o desconforto, as pessoas entortam o corpo, alteram e/ou fixam novos padrões posturais e de movimento e comprometem o funcionamento das vísceras. Tudo isso pode afetar a nossa vida, diminuindo nossa capacidade produtiva. 10/2009

Refluxo, gastrite, azia e má digestão.

Cada dia é maior o número de pessoas que apresentam tais problemas de saúde e, o pior é que a menos de duas décadas estes eram pertinentes a população com mais de 25 anos e hoje fazem parte do universo dos bebês. Você já parou para pensar que cada dia está mais precoce o aparecimento de todas as doenças e que já não é mais exclusividade de uma ou outra classe social ou faixa etária?


81

Também não é exclusividade o STRESS, ele está disseminado entre todas as pessoas deste planeta e se apresenta de diferentes formas. Mas, o que é STRESS? Este termo tão difundido e explorado pelos meios de comunicação e por quem tem interesse em faturar com a doença alheia, não passa de tensão, nervosismo, preocupações devido a fatores como a situação financeira, violência, guerras, imprensa sensacionalista, enfim, o mundo competitivo em que vivemos. Você deve estar se perguntando: e o que isso tem a ver com o meu estômago? Toda vez que algo desagradável o atinge e você contrai seus músculos, irá provocar uma aproximação das vértebras (ossos da coluna vertebral) que irão apertar os nervos que levam estímulos do estômago para o cérebro. Esta reação poderá provocar alterações dos estímulos e o cérebro receberá uma informação diferente da realidade modificando o funcionamento do estômago. REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE, terapia que criei e desenvolvo desde 1998, consiste em alongamento, relaxamento e conscientização corporal que possibilita a neutralização dos efeitos do stress, permitindo o afastamento das vértebras, que diminui a compressão da raiz do nervo por onde passam os estímulos do corpo para o cérebro para que este possa controlar todo o nosso metabolismo. Há 10 anos venho obtendo resultados de reversão completa de problemas gastrointestinais através de tratamento da coluna vertebral, pois trato a causa e não a consequência. 12-2008

Alongar é o melhor remédio.

Já no útero materno, o embrião e depois quando feto, o novo ser é atingido pelo STRESS, pois toda vez que a gestante sofre algum tipo de trauma, seja ele físico ou emocional, altera suas taxas de hormônios e transmite esta informação para o futuro bebê através da corrente sangüínea. Ao nascer, o bebê sai de um útero aconchegante, quentinho, silencioso e recebe uma luz forte nos olhos, um tapa na bunda, agulhada para o teste do pezinho, aspiração do líquido amniótico, sua pele é esfregada para limpeza e por vezes é afastado da mãe e levado a uma UTI. É geralmente assim que começa a vida do ser humano.


82

Depois, vem as fases de desenvolvimento motor normal para controle da visão, mastigação, da cabeça, tronco, membros superiores e inferiores, que possibilita sentar, engatinhar, andar, ter controle de esfíncteres (para retirada das fraldas). Tudo isto tem um tempo natural para acontecer. Antecipar ou retardar estas fases é uma forma de STRESS que poderá interferir no desenvolvimento emocional gerando problemas de comportamento e de saúde durante toda a vida desta pessoa. Toda vez que é atingido pelo stress, o indivíduo se ENCOLHE como defesa ao agente agressor. Cada vez que alguém contrai seus músculos por uma situação de nervosismo, preocupação, trabalho, musculação, lesões provocadas pelo esporte, etc, mais irá se encolher aumentando seu nível de tensão e dependendo da intensidade, freqüência e história de vida, maior será sua possibilidade de desenvolver doenças mais sérias no futuro. As doenças aparecem após anos de abusos com o corpo, provocados pelos modismos impostos pela mídia com seus apelos comerciais onde as pessoas são levadas a superar seus limites a qualquer custo, para obter o tão desejado corpo “sarado”. Se o homem seguir seu instinto e fizer como os “animais irracionais” (cães, gatos, etc) e o que também faz nos primeiros anos de sua vida se espreguiçando, se esticando, ALONGANDO o corpo, poderá combater toda a tensão provocada pela correria e agitação da vida moderna. Quando o alongamento é feito de maneira consciente, percebendo que músculos estão sendo alongados, o cérebro realiza novas conexões por meio do sistema nervoso, aumentando assim o número de fibras musculares que entram em atividade, que somadas as demais, promovem um aumento de força por todo o corpo, dando maior proteção a todas as estruturas. Além disso, ao relaxar as partes do músculo que apresentam retrações, estas se espalham em extensão e, possibilitando movimentos mais amplos, também se alongam as áreas flácidas, firmando assim toda a musculatura, que mais preparada, reduz a intensidade e quantidade de lesões. Através, por exemplo, do REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE, explora-se e aperfeiçoa-se os movimentos confortáveis de todo o corpo utilizando alongamento, relaxamento e conscientização corporal, para readquirir a condição de bem estar e qualidade de vida. 01/2009


83

Diferença entre membros inferiores.

Desde 1996 tenho avaliado a diferença entre membros inferiores em meus pacientes, nos alunos de ensino fundamental e médio de escolas particulares e públicas, funcionários de diversas empresas e população geral em projetos de ação social em cidades como Cascavel, Maringá e Sarandi no Estado do Paraná. Na Grande Vitória, avaliei alunos na escola estadual de ensino médio Godofredo Schineider, na Prainha, em Vila Velha e também participei das duas primeiras edições da Ação Social Maçônica, que aconteceram em Vitória. O que começou em 1996 ao ser convidado a participar de uma equipe multidisciplinar, onde avaliei a postura corporal de 430 alunos, se transformou numa pesquisa e, desde então, já avaliei mais de 6.000 pessoas, tendo encontrado acima de 50% da população avaliada com diferença entre membros inferiores. Em Julho de 2001, avaliei a postura de 50 funcionários em uma empresa de Cascavel (PR), encontrei 32 (64%) deles com diferença entre membros inferiores. Por quatro meses, desenvolvi um projeto de exercícios com a equipe, então, reavaliei os funcionários que participaram do programa e constatei que a diferença entre membros inferiores havia reduzido para 10 funcionários (20%). Dentre as funcionárias, uma apresentava diferença de quatro centímetros entre membros inferiores e após quatro meses de cinesioterapia (exercício terapêutico), não tinha mais desequilíbrio e dores no quadril. Ao mudar para Vila Velha em 2004, procurei a escola estadual de ensino médio Godofredo Schineider, avaliei 326 alunos do período da manhã, de ambos os sexos, com idades entre 13 e 23 anos e apenas 114 (35%) apresentavam os membros inferiores alinhados, os outros 212 alunos (65%) tinham uma perna maior que a outra. 03/2009

Boa postura, uma questão de saúde e qualidade de vida.

Com o advento da vida moderna, temos computador, televisão, vídeo game, redução das áreas de lazer e das brincadeiras, carteiras escolares onde os alunos quase deitam e projetam a cabeça a frente ao olhar para o professor, mochilas pesadas que forçam o aluno a inclinar-se para frente, maiores índices de violência e insegurança, maior competitividade e estresse. Estes fatores justificam porque após ter avaliado mais de 6000 pessoas, entre estudantes de 1º e 2º graus e funcionários de diversas empresas no Paraná e Espírito Santo, ter constatado


84

que mais de 90% apresenta aumento da cifose torácica (corcunda), encurtamento de peitorais e projeção anterior dos ombros e da cabeça. Quando se projeta a cabeça para frente tenciona-se a musculatura do pescoço e da face, alterando a arcada dentária. A partir deste momento a pessoa tende a respirar pela boca, podendo desenvolver a adenóide (carne esponjosa), fato que diminui a proteção do sistema respiratório em sua função de filtragem e aquecimento do ar que vai para os pulmões, originando desta forma problemas como bronquite e asmas muito comuns no inverno. Outro problema é o fato da pessoa dormir de boca aberta que produz ronco e apnéia (parada respiratória que faz acordar a noite com falta de ar) e, que não permite a pessoa entrar em sono profundo, fazendo com que esta já acorde cansada e fique sonolenta durante o dia, sendo a causa de 30% dos acidentes automobilísticos nos Estados Unidos, conforme pesquisa estatística daquele país. Estalo, dor, bruxismo (ranger os dentes), deslocamento com desgaste e dor na ATM – articulação temporomandibular, são outros problemas causados pela tensão e fadiga da musculatura da face responsável pela mastigação. E, além destas já citadas, podemos incluir as dores de cabeça, sinusite, diminuição da capacidade visual e auditiva, labirintite (tonturas), zumbido no ouvido, problemas na voz, queda de cabelos, assimetria da face, rugas (marcas de expressão), ansiedade, síndrome do pânico e depressão. A postura corporal adotada por estas pessoas afeta a capacidade respiratória pelo fato de diminuir o espaço do pulmão na cavidade torácica, forçando assim, seu movimento para baixo e para dentro da cavidade abdominal, que causa a compressão das vísceras abdominais e assoalho pélvico e desencadeia refluxo, gastrite, prisão de ventre, diarréia, bexiga baixa, incontinência urinária, dilatação do abdômen para frente e para os lados. Ainda dentro desta condição, durante o movimento de encher os pulmões de ar, tanto diafragma quanto os outros músculos inspiratórios, terão que contrair com maior intensidade, originando assim, desde diminuição da mobilidade até a rigidez na coluna vertebral que provoca a compressão dos discos intervertebrais e por consequência, o aparecimento das hérnias de disco que são cada dia mais freqüentes. Além disso, já está provado por vários estudos internacionais que esta postura interfere diretamente na auto-estima e diminui a produtividade e expectativa de vida do Homem. Apesar desta problemática toda que se torna cada dia mais frequente em função do aumento populacional e dos problemas sociais e ambientais que se avolumam, algumas


85

simples mudanças de hábitos podem minimizar e até reverter totalmente todos os sintomas causados por estes desequilíbrios posturais. A prática de movimentos de alongamento, relaxamento e conscientização corporal tem um grande potencial para ativar maior controle do cérebro sobre toda a musculatura corporal através do sistema nervoso, aliviando as tensões e retrações dos músculos encurtados e estimulando o ganho de força da musculatura enfraquecida e flácida, promovendo desta maneira maior equilíbrio do corpo, facilitando a mecânica respiratória sem ter que treinar a “maneira correta” de respirar como preconizam alguns terapeutas e suas terapias. Respirar deve ser algo natural e simples em um tórax livre das tensões musculares que dificultam os movimentos dos pulmões. 03/2009

Estética 100% natural.

Sentar, engatinhar, ficar em pé só é possível após milhões de tentativas e ocupa boa parte dos primeiros anos de nossa vida, até estarmos prontos para todos os volteios, arremessos, marchas, danças, gestos, lutas e esportes. Mas, toda a preparação feita na primeira infância vai se perdendo com o passar dos anos, pois ficamos conscientes apenas da parte do corpo que utilizamos mais frequentemente em cada atividade que exercemos, gerando desequilíbrios por todo o corpo. A maior parte dos transtornos estéticos não vem de fora, são alimentados pelas próprias pessoas após anos e anos de abusos mecânicos, com o corpo movendo-se continuamente sob a ação de sobrecargas mecânicas cujas únicas funções são mostrar força de vontade e produzir tensões. As tensões vão se instalando por todo o corpo, gerando contraturas musculares com conseqüente estreitamento do sistema circulatório (artérias, veias e vasos linfáticos) de tal maneira que alteram o metabolismo corporal. Quando aliviamos as tensões musculares, os vasos sanguíneos e linfáticos também relaxam e aumentam seu diâmetro propiciando maior velocidade na circulação dos líquidos para levar nutrientes e oxigênio e retirar toxinas e células mortas, inclusive nas partes mais distantes, desacelerando o processo de envelhecimento. Se por um lado, normalmente o hábito humano é se contrair em função das preocupações, das AVDs (atividades da vida diária) e da maioria das atividades físicas, por outro lado, ao estimular através de exercícios fáceis de serem entendidos e praticados diariamente por


86

pessoas de qualquer idade com movimentos de alongamento em relaxamento e sem a utilização qualquer tipo de equipamento ou aparelho, favorecemos a mudança dos hábitos. O ato de relaxar tem que ser aprendido e incorporado pelo Homem ao seu cotidiano para descontrair músculos e permitir o afastamento das vértebras, diminuindo a compressão que os ossos da coluna vertebral causam aos nervos. Somente através dos estímulos que são transmitidos pelos nervos e medula espinal é possível ao cérebro saber qual a posição e como está a função de cada músculo, osso, víscera, glândula, enfim de cada detalhe que acontece em nosso corpo. Facilitar o controle do cérebro propicia maior equilíbrio de todo organismo, favorecendo sua nutrição e reparação dos tecidos lesados e enfraquecidos. A começar pela raiz dos cabelos que se revigora, com fios mais sedosos, redução da queda e estimulando o nascimento de novos fios, como tem acontecido até em pacientes com mais de 70 anos. No rosto, suaviza e eliminam rugas, “pés de galinha”, assimetrias, flacidez, ressecamento, oleosidade, espinhas e cravos, alterações na arcada dentária. 03/2009

Artrose.

O único momento que nossos músculos estão em maior relaxamento é quando estamos deitados com o corpo totalmente apoiado no colchão, fato que propicia o afastamento dos ossos, aliviando a compressão das cartilagens e também das raízes dos nervos quando pensamos na coluna vertebral, mas, o simples fato de virar na cama, provoca a contração de todos os músculos de nosso corpo. E, no aspecto emocional, uma pessoa preocupada, endividada, perfeccionista, agitada, com prazos a cumprir, quando um parente, amigo ou ela mesma está doente, irá se manter sob tensão até que o problema esteja resolvido, caso contrário, mesmo deitada esta pessoa se manterá em alerta, com músculos em constante e habitual contração. Contrair é algo corriqueiro e familiar, estudos internacionais mostram que desde o útero isto já acontece e, contrair músculos significa aproximar ossos, que dependendo da intensidade e duração do evento, poderá nos levar à artrose. A artrose é um processo degenerativo bastante frequente que causa o desgaste da cartilagem (tecido elástico e flexível, rico em proteínas, fibras colágenas e células), que


87

recobre a superfície dos ossos que se articulam. Seja por força ou fraqueza muscular excessiva e duradoura, ocorre a aproximação dos ossos que provoca o atrito e desgaste das cartilagens. Mesmo que estejamos parados, em posição sentada ou em pé, conversando, lavando louça e roupa, no banho, trabalhando na frente de uma bancada ou computador, em frente ao caixa eletrônico, em alguma fila, ou em outra das mais diversas situações da vida, nossos músculos precisam se contrair para nos manter contra a ação da gravidade. Basta observar como nos movimentamos, como andamos e fazemos praticamente tudo para frente, os músculos anteriores são mais da dinâmica, da execução dos movimentos, enquanto os posteriores trabalham mais em condição estática, pois nos seguram para não cairmos para frente. Quando uma musculatura trabalha mais estática, também irá se tensionar e encurtar excessivamente com o passar dos anos, levando a grande aproximação das estruturas articulares comprimindo e levando ao desgaste das cartilagens e nervos, o que pode produzir dores ou perda da sensibilidade e do controle muscular, acentuando ainda mais o problema. Foi assim que em 2006 recebi em meu consultório um adolescente com dores no tornozelo que foram eliminadas após algumas semanas de tratamento, logo após as dores se manifestaram no joelho, também solucionadas, então surgiram na região do quadril onde exames mostraram a formação de um osteófito (bico de papagaio) na área de contato entre o osso da coxa e o osso do quadril. Problemas como este costumam ser descobertos normalmente após os 40 anos de idade quando a articulação já está comprometida e geralmente tomada por osteófitos, sendo indicada a cirurgia para colocação de prótese, quando após alguns anos a articulação tem movimentos muito limitados e doloridos. Este tipo de alteração óssea não acontece de uma hora para outra, já estava naquele local há algum tempo, mas até então não havia se manifestado na forma de dor, pois havia uma alteração de percepção e força muscular sobre o local em função da compressão da coluna vertebral sobre os nervos que provoca alterações sensoriais e estas por sua vez, não permitiam sentir a saliência óssea. A percepção da lesão só foi possível em função do nosso tratamento que estimula o sistema nervoso e facilita ao cérebro receber corretamente as informações de todo o corpo, sendo assim, um número cada vez maior de fibras musculares são ativadas, e somadas as que já estavam trabalhando, geram maior controle de força para todos os músculos, promovendo o afastamento dos ossos e a descompressão dos nervos e cartilagens


88

Mas, para que isso aconteça, é necessário mudar os hábitos e aumentar o nível de consciência corporal. Condição obtida quando realizamos movimentos de alongamento em relaxamento que estimulam o afastamento das vértebras e a descompressão das raízes dos nervos, liberando assim a passagem dos estímulos captados no corpo e levados ao cérebro através dos nervos e da medula espinal, para que este identifique às áreas de tensão e flacidez. Depois de identificadas, o cérebro passa a ter mais controle sobre o tônus, fato que gera um aumento significativo da força muscular, proporcionando maior sustentação de peso e o afastamento de todos os ossos, parando o desgaste articular, revertendo a artrose. 05/2009

Dor.

Até 2003 eu pensava que toda hérnia de disco provocasse dor, dores intensas como aquelas referidas nos livros e nos relatos dos meus professores durante os 5 anos de estudos que passei na UNESP de Presidente Prudente SP até 1992 quando me graduei em Fisioterapia, mas não foi bem assim que aconteceu com uma mulher de 23 anos que após ter procurado o hospital que seu pai trabalhava como médico, para tentar descobrir por que suas pernas estavam tão fracas, que quase não conseguiam mais sustentar seu peso, era obrigada a andar como um robô, sem poder dobrar os joelhos para evitar quedas, pois se os dobrasse um pouquinho ia para o chão. Um ano após ter feito a cirurgia da hérnia de disco, ter sofrido trombose nas duas pernas e tido necrose dos calcâneos (ossos do calcanhar) dos dois pés, continuava sem poder dobrar os joelhos devido a excessiva fraqueza muscular. Seu relato foi de nunca ter sentido qualquer dor, fato que mudou a partir do momento que manipulei sua coluna, pois durante a avaliação sentiu uma dor muito sutil na região lombar onde fez a cirurgia, mas não passou disso, iniciou o tratamento e após 10 dias começou a sentir dores intensas que a faziam chorar de dor, estas dores perduraram 30 dias até que cessaram e a partir de então, passou a melhorar o controle da musculatura dos membros inferiores (do quadril até os pés) e após 6 meses de tratamento já podia andar dobrando os joelhos, sem dores, com muito mais força nos músculos. A partir desse caso, passei a avaliar de forma muito diferente a todos aqueles que me procuram para tratamento dos mais diversos problemas de saúde e o que encontro na maioria das pessoas, são alterações da sensibilidade e controle motor.


89

Pessoas como um paciente que teve lesão do plexo braquial D (direito) após uma queda sobre o ombro D, perdeu toda força para levantar o braço D, este somente afastava cerca de 30 cm do quadril, e segundo os médicos que o avaliaram, seria um caso irreversível, pois nem uma cirurgia resolveria a lesão do nervo que comunica o cérebro ao braço. Este foi um dos casos mais significativos de perda de sensibilidade e força que já tratei, a musculatura de sustentação do ombro estava totalmente atrofiada e por mais que eu estimulasse não percebia o toque ou esboçava qualquer reação muscular. Hoje, após três anos de tratamento seu braço já recuperou praticamente todos os movimentos, estando com muito mais força e controle muscular, mas o mais interessante é que atualmente está sentindo dor onde estimulo, e somente nos pontos onde sente dor é que seus músculos estão reagindo e hipertrofiando, pois ao voltar a sentir dor que é uma sensação viva, conecta o sistema nervoso que estava inativo possibilitando novamente o controle do cérebro sobre os músculos através dos nervos pelos quais ele sente dor no momento da estimulação. A partir dessas experiências, penso na dor como mais uma das alterações de sensibilidade causada por distorção da condução de estímulos do corpo para o cérebro, que podemos exemplificar através daquela brincadeira que no Paraná é chamada de “telefone sem fio”, quando num círculo algum dos integrantes fala uma frase para o colega da D que reproduz para o que está ao lado e a mensagem sofre algumas alterações e chega diferente para quem iniciou. Com os nervos acontece algo semelhante, toda inflamação em uma ou várias partes do nervo pode alterar os estímulos sensitivos, levando o cérebro a interpretar as sensações como: queimação, ardência, fisgada, agulhada, coceira persistente e dor, agudas e crônicas, por vezes muito desagradáveis, provocadas por alteração da forma e função dos nervos na condução dos estímulos do corpo para o cérebro. O cérebro recebe, processa e envia a resposta também através dos nervos para controlar todo o organismo, mas se estes estão inflamados provocam mais distorções e o resultado são os desequilíbrios que chamamos de doenças. A medida que o estresse causado pelas condições existentes no meio em que vivemos e pela forma que agimos diante de cada situação cotidiana, onde muitas vezes, por engolir sapos ou por sermos perfeccionistas, vamos nos contrair com maior ou menor intensidade e quando são os músculos de sustentação da coluna vertebral que encolhem, aproximam as vértebras que apertam os nervos, provocando dor. Mas, se por um lado contrair o corpo pode causar agressão e interferência na comunicação neural, por outro lado, podemos praticar atividades que levem ao relaxamento


90

das tensões e a recuperação do sistema nervoso para que haja o reequilíbrio corporal. Estimular os nervos é uma forma bastante eficaz para facilitar o controle do cérebro sobre todo organismo e reduzir a intensidade e a frequência das sensações desconfortáveis. Propiciar a normalização da sensibilidade e o correto aumento de controle e força muscular, só é possível através de movimentos lentos e conscientes para que o cérebro tenha tempo de perceber que músculos estão contraindo e quais estão sendo alongados em cada segmento corporal para que todo o organismo funcione harmonicamente nas mais diversas atividades humanas, principalmente quando realizamos tarefas que não fazem parte de nossa rotina diária e para as quais nosso corpo não está adaptado. Para finalizar, outro caso que estamos obtendo sucesso é o de uma mulher que teve paralisia infantil aos 08 meses e voltou a ter força e sensibilidade, inclusive dor, na perna e pé direito, após 73 anos de total anestesia. 06/2009

Como as emoções influenciam na saúde.

Mulher de 56 anos procurou a clínica em 2002 por estar sentindo fortes dores na região lombar e no quadril, também referiu dor crônica no ombro direito. Após dois meses e meio de tratamento a dor lombar e do quadril tinha acabado, mas, o ombro continuava doendo, foi então que durante a execução de um exercício de movimentos lentos e de total concentração, para perceber que músculos trabalham para movimentar o ombro em cada direção, começou a chorar e ao final do tratamento naquele dia, relatou que no momento que relaxava os músculos do ombro, lembrou de um pesadelo, onde era apunhalada no ombro direito. O problema se originou quando ao levar uma colega de trabalho de outro setor para o seu, esta “colega” conseguiu tirá-la do cargo de chefe e assumiu seu lugar. Naquela noite ela teve o pesadelo de estar sendo apunhalada no ombro. Ombro no qual sentiu dores por 14 anos e para o qual todos os tratamentos anteriores nada resolveram. Este foi o primeiro de muitos relatos que ouvi de pessoas que me procuraram para tratar dores e que ao relaxar seus músculos e ativar a percepção do cérebro sobre o corpo recordavam de fatos marcantes em suas vidas, geralmente associados a problemas e traumas que no passado, levaram a contração muscular como forma de defesa ao agente agressor. “O corpo é a memória viva de nossas emoções”


91

07/2009

Sistema nervoso e comportamento humano.

Em 2004, iniciei o tratamento de um Autista que era muito agitado, tinha reduzida massa muscular, pouco equilíbrio e noção de distância, com várias marcas no corpo por se chocar contra obstáculos dos quais não desviava. Hoje, aos 26 anos, desenvolveu bastante massa muscular e o tamanho de todo corpo, melhorou muito o equilíbrio, já desvia dos obstáculos, fala algumas palavras, aceita o contato visual e tátil, está interagindo e se integrando ao meio social. Neste período também tratei de várias pessoas de ambos os sexos, que tinham em comum flacidez e alterações de sensibilidade em todo corpo. Outra característica muito evidente é o comportamento de isolamento, apatia, pouca expressão facial, insegurança, baixa capacidade de comunicação. Observei que em todos os casos, durante o tratamento, ao mesmo tempo que melhorava o tônus muscular e diminuía a flacidez, tornavam-se pessoas mais expressivas, seguras, sorridentes e comunicativas. Um recente estudo realizado nos EUA, constatou que alterações no nervo auditivo causam retardo e distorção dos estímulos sonoros e provavelmente o autista ouve apenas um barulho, impossibilitando a comunicação verbal. Nosso tratamento que consiste da estimulação do sistema nervoso periférico, facilita que cheguem ao cérebro com maior velocidade e qualidade, todos os estímulos captados pelos sentidos de visão, audição, olfato, paladar e tato, proporcionando às pessoas maior interação e integração com o meio social. 08/2009

Sistema nervoso e comportamento humano (parte II).

Se por um lado observo que muitos pacientes com flacidez muscular têm como característica muito evidente o comportamento de isolamento, apatia, letargia, além de serem inseguras e pouco comunicativas. Por outro, também pude observar que os hipertônicos, isto é, aqueles que mantêm os músculos tensos e rígidos o tempo todo e parecem estar ligados numa tomada, apresentam o


92

comportamento ansioso, agitado, vivem em constante competição tentando superar a tudo e a todos, geralmente sem medir esforços e conseqüências. Atitudes que os levam a um alto nível de estresse. Com a adrenalina nas alturas, não conseguem perceber quando ultrapassaram seus limites físicos e emocionais, isto só vai ocorrer quando são obrigados a parar na hora que alguma doença aparece. Quando ossos e músculos comprimem mecanicamente os nervos ou a má circulação causada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos, reduz a quantidade e qualidade de oxigênio e nutrientes, ocorre o enfraquecimento e por vezes a degeneração do sistema nervoso. A lesão neural produz excitabilidade dos nervos e leva a hipertonia ou, retarda e até impede a passagem dos estímulos provocando a flacidez. Condições que alteram a percepção do cérebro sobre o corpo e também sobre tudo que está ao seu redor. Com estímulos adequados ao sistema nervoso, obtêm-se resultados muito significativos na reversão desses desequilíbrios, melhorando tônus e comportamento emocional de nossos pacientes. 09/2009

Aprenda a relaxar.

Diversos estudos internacionais relacionam os problemas emocionais com as doenças que afetam a humanidade, conhecidas como doenças psicossomáticas. Para entender como isto acontece, basta prestar atenção em como reagimos fisicamente diante dos problemas emocionais. Geralmente, encolhemos o corpo causando a aproximação das vértebras e compressão dos nervos, ocasionando lesões e inflamação. Por este motivo, as pessoas apresentam músculos flácidos ou rígidos, hipo ou hipertireoidismo, refluxo, prisão de ventre, depressão, ansiedade, incontinência, impotência, entre outras doenças. Como cérebro depende exclusivamente dos nervos para saber o que acontece a cada instante com todas as partes e funções de nosso organismo, nosso corpo precisa estar livre para integrar-se plenamente às exigências estressantes da vida moderna e do meio ambiente, proporcionando maior flexibilidade da coluna vertebral.


93

Uma das terapias mais eficientes em promover o afastamento das vértebras e a descompressão dos nervos é o Reequilíbrio Corporal Consciente, por ser uma maneira fácil e segura de aumentar o controle e a força sobre todos os músculos. O alongamento e o relaxamento corporal com conscientização aliviam tensões e estresse, tão comuns nos dias de hoje. Esses exercícios podem ser praticados por pessoas de todas as idades, como um fator preventivo, mas tornam-se imprescindíveis a quem já apresenta problemas de saúde, para que possa readquirir a condição de bem-estar e qualidade de vida. 11/2009

Evite o apagão.

Você já deve ter ouvido falar que os atletas precisam se alimentar mais e com melhor qualidade para repor as energias. Mas, como fica o cidadão ¨comum¨ que em seu cotidiano está sujeito as mais diferentes situações de tensão que o levam a retração muscular por preocupações, mágoas e irritabilidade e a encolher o corpo como forma de defesa e proteção. Cidadão que tem na maior parte de suas atividades físicas o estímulo à contração para firmar os músculos e, que ainda convive com um crescente estresse, produzindo assim enrijecimento de toda sua musculatura. Estes fatores condicionam os músculos a se manterem sob constante encurtamento e, mesmo dormindo a pessoa não se descontrai e continua tendo gasto energético, podendo acordar cansada e sem disposição. Como resolver esta situação, se geralmente só aprendemos a encolher, tanto que com o passar da idade, diminuímos alguns centímetros na altura. Nestes 17 anos como fisioterapeuta aprendi que relaxar é imprescindível para se ter saúde e qualidade de vida. Neste sentido, há pouco tempo um paciente fez uma observação muito interessante sobre atletas de elite da natação: no aquecimento os músculos de seus braços balançavam soltos e descontraídos, mas na água eram imbatíveis. Relaxar é uma prática a ser aprendida para contrapor as tensões do nosso cotidiano. Descontrair músculos facilita a circulação e leva mais rápido e em maior quantidade os nutrientes e o oxigênio necessários para proporcionar energia e vitalidade. 12/2009


94

Tudo novo...de novo? “Bendito quem inventou o truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…” Mário Quintana, poeta gaúcho (1906-1994) Mais um ano se completou e foi diferente de todos os outros, pois você colocou em prática muitos de seus projetos. Mas, se neste ano que se inicia você quer mudar alguma coisa, é porque o que fez não estava totalmente certo. O ano que se inicia será realmente um novo recomeço? É agora que você vai iniciar aquele projeto para melhorar sua qualidade de vida? Muitos são os caminhos apresentados. Mas, o que pode ser feito para realmente melhorar sua saúde? Procure perceber nas suas atividades diárias o que lhe desagrada, irrita, magoa, causa medo, tensão, estresse e também o que exige esforço físico, enfim, tudo aquilo que faz encolher e endurecer seus músculos. Estes fatores somados o condicionam a manter todo seu corpo contraído, e músculo que não relaxa, continua trabalhando e gastando energia em excesso até quando você está dormindo. Para repor a energia gasta você precisa comer mais e, com isso todos os sistemas do seu organismo irão trabalhar e consumir ainda mais alimento. Para resolver isto é necessário mudar hábitos. O frenesi e os apelos do mundo moderno massificam costumes e práticas nem sempre salutares. Deixe um pouco as máquinas de lado, dance, caminhe e pedale sem relógio, divirta-se, sorria, aprenda a relaxar, tenha tempo para pensar, reserve momentos para você e por você. 01/2010

Toda flacidez será tonificada.

Em 2005 recebi em minha clínica uma mulher de 27 anos que apresentava queixa de dores na coluna e nos pés, retenção de líquidos por todo corpo, inclusive entre o couro cabeludo e o crânio, relatou que desde criança caía com facilidade por fraqueza nas pernas e,


95

tinha flacidez em toda a musculatura, apesar das mais de 3 horas diárias de atividade física na academia que freqüentava há mais de 3 anos. Ao final da consulta, propus que substituísse as atividades da academia pelo nosso tratamento, constituído por cinesioterapia (exercícios terapêuticos) duas vezes por semana e terapia manual realizada individualmente uma vez por mês. Para sua surpresa, ao final do primeiro mês de tratamento, tinha parado de cair e de sentir dores nos pés, diminuíram as dores na coluna e a retenção de líquidos, estava menos estressada e sentia seus músculos mais firmes. Confirmando assim o que lhe havia dito na consulta: “Para ter músculos tonificados e fortes, é imprescindível estimular e ativar os nervos que fazem a ligação entre o cérebro e o corpo, facilitando assim, o controle dos movimentos”. Após 2 anos de tratamento, toda musculatura de seu corpo estava tonificada e forte, inclusive com um aumento significativo de massa muscular. Reconhecemos quando os músculos estão moles e enfraquecidos, já as partes internas como ossos, vísceras e glândulas, que também tem seu controle feito através de nervos, só vamos descobrir ao realizar exames ou quando alguma doença se manifesta. Sendo assim, deixo uma valiosa dica: PREVINA-SE. 02/2010

Naturalmente bela. Sexo frágil… Trabalha fora, cuida da casa, de filhos e marido. Uma batalhadora que conquistou e continua conquistando através de muita luta, aquilo que já lhe é de direito. Mas, isto traz conseqüências e estas aparecem na sua face e em seu corpo, alterando suas formas e comprometendo a beleza. Neste momento, felizmente sua vaidade a faz buscar maneiras de recuperar e manter a beleza. Mas, e o que fazer, quando todas as propagandas e simpatias afirmam maravilhas? Se utilizarmos o raciocínio lógico, anatômico e fisiológico, saberemos que é através dos nervos que o cérebro recebe e envia estímulos para saber o que acontece no corpo, assim pode controlar todas a funções e formas de nosso organismo.


96

Só que esses nervos com o passar do tempo sofrem agressões e degenerações que causam alteração ou interrupção na condução dos estímulos. Sendo assim, o cérebro perde o contato e o controle sobre as partes de cada milímetro de nosso corpo. Assim como a mulher que batalha a cada momento para obter sua felicidade, seu organismo luta para se recompor. O sistema nervoso que é tecido vivo, reage a todos os estímulos, e quando estes são adequados, o nervo regenera e volta a funcionar, devolvendo ao cérebro a condição de controlar corretamente o corpo. Proporcionando assim todas as condições necessárias para que a mulher readquira sua beleza de uma maneira totalmente natural. Ficando assim: NATURALMENTE BELA. 03/2010

Paradoxo humano. Assim como ao apertar um botão para que os estímulos elétricos percorram um fio condutor e façam um motor girar ou uma lâmpada acender, toda vez que o cérebro pensa, reagimos fisicamente, e isto se dá porque o cérebro emite estímulos que percorrem os nervos (nossos fios condutores) e estes chegam até os músculos que se contraem e puxam os ossos, gerando o movimento humano. É através da contração muscular que sorrimos, falamos, brincamos, andamos, fechamos e abrimos as mãos, fazemos sexo, carregamos peso, praticamos esportes e atividades físicas, enfim, é contraindo músculos que temos a possibilidade de ir e vir. Mas, como o Homem é um ser controlador, que gosta de ter o controle sobre tudo que lhe pertence, muitos não conseguem agir de maneira diferente no que diz respeito as formas de seu corpo. No afã de controlar e firmar seus músculos para obter o tão desejado “corpo sarado”, associado as novas promessas de resultado ainda mais rápido e eficiente, surgem os excessos que causam a aproximação das vértebras e comprimem os nervos, interrompendo ainda mais a comunicação e o controle do cérebro sobre o corpo. Cabe então dizer que de uma forma paradoxal, através de exercícios de relaxamento e conscientização corporal ativaremos novas conexões neurais e o cérebro terá mais controle sobre todo o corpo.


97

Isto é, quanto menor o esforço realizado durante a contração muscular, poderemos obter mais força em cada músculo, alcançando os mesmos objetivos de maneira muito mais segura. 04/2010

Explorar para aperfeiçoar.

Em seus primeiros anos de vida o ser humano explora os movimentos para evoluir nas fases do aprendizado até ficar em pé e poder acompanhar os mais velhos. Depois, segue por vezes a vida toda sem experimentar prestar atenção ao seu corpo, não percebendo como os traumas físicos e emocionais interferem nos seus movimentos e provocam grandes e sutis diferenças que dificilmente são observadas na rotina diária. Até para caminhar precisamos de equilíbrio, experimente o exercício abaixo e observe como temos diferença no controle do quadril: Deitar de lado em posição fetal e movimentar a parte de cima do quadril sobre a parte de baixo para frente e sentir como a barriga contrai, para trás e sentir como contrai a lombar, para cima em direção ao ombro contrai a lateral da barriga e para baixo contrai a nádega, deslocar a parte de cima do quadril sobre a parte que está apoiada em outras direções e em círculos, prestando atenção aos músculos que contraem para executar o movimento, virar o corpo para o outro lado e movimentar o lado de cima do quadril, este comparativo permite identificar e corrigir as diferenças, aperfeiçoando a execução dos movimentos, promovendo maior controle e força para o quadril que, além de carregar as pernas quando andamos tem a função de sustentar o peso e os movimentos de tronco, cabeça e braços. Em qualquer fase da vida ao explorar e aperfeiçoar os movimentos confortáveis, maior será o equilíbrio do corpo para você viver com mais consciência, equilíbrio e harmonia de movimentos 05/2010 Já tenho “B...”.

Foi o que falou toda feliz uma de minhas pacientes em sua fisioterapia no dia 18/05/2010, referindo-se ao momento em que estava na sua cama deitada de barriga para baixo, preparando-se para fazer depilação e ver sua nádega refletida no espelho. Neste momento, observou que seu bumbum já mostrava alguma forma, firmando a musculatura.


98

Antes, quando deitava nesta posição, a musculatura da nádega achatava e espalhava para o lado. Há 10 anos esta paciente ficou paraplégica após sofrer uma queda que causou fratura da coluna vertebral, na altura dos rins, provocando o esmagamento da medula espinhal. Desde então está na cadeira de rodas. Pouco mais de 3 anos de tratamento foram suficientes para que pudesse recuperar parte dos seus movimentos. Atualmente consegue virar sozinha na cama, mexer um pouco as pernas, inclinar o tronco para frente e para os lados e pegar objetos no chão; além disso, melhorou a sensibilidade nas pernas. REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE é o nome da técnica que utilizamos. Consiste da aplicação de terapia manual para estimulação do sistema nervoso periférico que reage formando ou reativando conexões entre o corpo e o cérebro. Isto proporciona ao cérebro a condição de recrutar cada vez mais fibras musculares, aumentando a força dos músculos. É por esse motivo que suas nádegas, coxas e pernas apresentam melhora do tônus e aumento de massa muscular. Dentro do quadro de evolução que se apresenta, temos um prognóstico bastante positivo de que essa paciente poderá voltar a andar.

Recuperando Parkinson.

Um cientista brasileiro e um chileno utilizaram estimulação elétrica na medula espinhal de ratos com Parkinson, restaurando completamente a locomoção dos camundongos com deficiência de dopamina. Em breve, pretendem utilizar sua técnica em pesquisa com humanos. Temos em nossa clínica uma mulher de 89 anos que apresentava tremores em membros superiores, membros inferiores e mandíbula, após dois anos de tratamento, parou de tomar remédios e não treme mais nada. Outra mulher de 75 anos, apresentava distonia (contorções) que atingiam pés, mãos, mandíbula e cabeça que ela não conseguia parar de mexer, se retorcer. Após dois anos e meio (30 meses) em tratamento, reduziu 30% na dosagem dos remédios e 70% dos movimentos involuntários.


99

Para ambas, houve maior relaxamento de toda musculatura, aumento da força de todo corpo, redução da rigidez muscular, melhora do equilíbrio e postura. Elas estão andando com menor base de apoio, maior velocidade, passadas mais largas e seguras. A pesquisa dos cientistas confirma minha teoria, e os resultados de nosso tratamento antecipam os prováveis resultados positivos da estimulação elétrica dos nervos. A diferença é que, ao invés de eletricidade, sendo eu um fisioterapeuta, aplico terapia manual e cinesioterapia, que são exercícios especialmente desenvolvidos para estimular o sistema nervoso, prevenindo e tratando as alterações da saúde humana. Estamos conseguindo reverter o Mal de Parkinson, um processo que por vezes se produz ao longo de toda vida. 07/2010

Tratando asma e bronquite.

Em 2001 quando ainda morava em Cascavel PR, um rapaz de 16 anos me procurou devido a uma rotação no tórax que deslocou as costelas para frente do lado esquerdo e para trás do lado direito. Em 6 meses de tratamento seu tórax voltou para a posição normal. Outras mudanças muito importantes aconteceram: cessaram as crises e a necessidade de inalação diária para asma e bronquite, que tinha desde os 4 anos de idade. Melhorou suas notas na escola, parou a vergonha de tirar a camisa em público, ir à piscina e na praia. Posteriormente em Maringá PR, atendi um homem de 40 anos e uma garotinha de 6 anos. Em 3 meses pararam as crises e por mais de 3 anos, enquanto mantivemos contato, as crises não voltaram. Há 6 anos em Vila Velha ES, além dos pacientes que já atendi, atualmente temos em nossa clínica casos de pessoas com asma, bronquite e outros problemas respiratórios, que apresentam de redução significativa até a eliminação total dos sintomas e da medicação. Essa melhora está associada a redução das tensões, e ao alongamento e fortalecimento da musculatura respiratória, obtidos através de exercícios especialmente desenvolvidos para que o praticante adquira maior expansão do tórax e pulmão, proporcionando a broncodilatação de forma natural. Estes resultados revelam que a realização do REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE é um importante aliado na melhora da qualidade de vida de pessoas com problemas respiratórios. 08/2010


100

Convulsões, desmaios e tonturas.

Desde que comecei a trabalhar com o Reequilíbrio Corporal Consciente, tenho observado uma característica comum em pessoas com problemas relacionados a convulsões, desmaios, tonturas e labirintites: Todos os pacientes reagiram positivamente na redução e elimina��ão dos sintomas após a liberação das tensões no pescoço. Inclusive, quando se intervém no início do sintoma, a convulsão não continua, conforme relata a esposa de um paciente que aprendeu e aplica nossa técnica em seu marido que tem 35 anos e sofre de convulsões desde os 22. Quando iniciou o tratamento as convulsões por vezes o deixavam até 40 minutos inconsciente. Após 4,5 anos de tratamento, os sintomas reduziram aproximadamente 60%. Um ecodoppler mostrou a redução do calibre da artéria que passa pelo pescoço e leva sangue ao cérebro. Além desse caso, atendi três adolescentes do sexo feminino, com idades de 16, 17 e 19 anos que sofriam com desmaios provenientes de tensão no pescoço. Também atendemos várias pessoas de ambos os sexos, com idades entre 25 e 89 anos que nos procuraram para tratar de labirintite e tontura. Nestes casos, os sintomas aconteciam em momentos de tensão ou ao olhar para cima ou virar a cabeça para o lado. Estes movimentos causam a compressão de nervos no pescoço e provocam o estreitamento das artérias diminuindo a oxigenação do cérebro. Nossa conduta terapêutica que utiliza terapia manual e cinesioterapia tem conquistado resultados muito promissores no tratamento destes desequilíbrios. 09/2010

Qual a sua idade?

Tenho 75 anos doutor. - Então sua dor na perna direita é um problema da idade minha senhora. - Não é não doutor, pois as duas nasceram juntas e só uma dói. Este fato aconteceu com a tia de uma das minhas pacientes e, analisando esta situação, se a culpa é da idade, amanhã sua saúde estará pior.


101

Felizmente, profissionais de todo o mundo buscam soluções para melhorar a qualidade de vida do Homem e do planeta. Tratamentos, alimentação, atividades físicas, remédios, terapias, cirurgias, enfim, uma gama enorme de procedimentos promete a solução dos problemas de saúde. Como Fisioterapeutas, nossa busca tem sido recompensada com a recuperação da saúde dos clientes através de um tratamento que facilita a percepção do cérebro sobre o corpo após estimulação e reação dos nervos. Realizando movimentos leves, percebemos as diferenças e buscamos a equivalência de agonistas e antagonistas, isto é, dos músculos que fazem e dos que freiam os movimentos em cada segmento corporal, produzindo harmonia aos gestos executados. Como o corpo humano tem um alto poder de regeneração, com estímulos adequados estamos conseguindo recuperar a saúde e a qualidade de vida de muitas pessoas com idades que variam de 45 dias até 89 anos. Em razão desses resultados, não consideramos a idade, mas, sim os maus hábitos como principais fatores responsáveis pelo aparecimento dos problemas de saúde. Portanto, mudando e aperfeiçoando os movimentos, em qualquer idade é possível recuperar a saúde. 10/2010

Quem não se comunica, se trumbica. Esta frase era muito usada por “Chacrinha” nas tardes de sábado. E, tinha ele toda razão. Pois, as falhas de comunicação podem causar muitos transtornos e problemas, inclusive de saúde. Que o cérebro comanda todas as funções de nosso organismo, você já sabe. Mas, sabe como o cérebro se comunica com o corpo? A resposta é simples, para que o cérebro possa saber o que acontece e controle todas as funções do corpo. ele depende exclusivamente dos nervos que formam a medula e o sistema nervoso periférico. Nervos são tecidos vivo e, sujeitos a agressões e degenerações. Seja quando a coluna vertebral comprime ou por contraturas musculares que estreitam as artérias e levam a desnutrição dos nervos, são nossos hábitos os agentes causais que


102

influenciam o sistema nervoso, alterando ou impedindo a comunicação. Isto gera desequilíbrios e causa doenças. Hábitos podem ser melhorados. E, foi tratando os mais diversos problemas de saúde através de terapia manual e exercícios terapêuticos especialmente desenvolvidos e adaptados para estimular o sistema nervoso, que encontrei uma forma eficaz de facilitar a comunicação entre o cérebro e o corpo. Tão importante quanto é para a recuperação da saúde, esta terapia torna-se uma valiosa aliada à prevenção dos desequilíbrios, elevando os níveis de qualidade de vida, desde a gestação. Reequilíbrio corporal consciente: mãos e movimentos a serviço da vida. 11/2010

O bebê saudável.

Nasceu o bebê, muito tranquilo, acorda para mamar, arrota e dorme um sono tranquilo, todos felizes com o nascimento, parto natural a termo, muito saudável, papai e mamãe são só felicidade. Mas, como nem sempre é assim, um número crescente de recém-nascidos apresentam distúrbios digestivos, respiratórios, de motricidade, cardíacos, etc. Muitos pais tem perdido o sossego e noites inteiras de sono para cuidar da saúde de seus filhos. Pesquisas recentes constataram que a partir da 20ª semana de gestação, os fetos sentem dor quando as mães tem dor, isto é, tem sensações e reações semelhantes as das gestantes. A gestação se encarrega de transmitir informações ao novo ser, daí vem a necessidade da futura mãe aliviar as tensões e dores tão comuns no período gestacional. Uma excelente maneira de aprender a relaxar é praticando atividades que propiciem maior consciência corporal, através de movimentos lentos e confortáveis que facilitam ao cérebro receber todas as informações captadas pelos 5 sentidos. Condição que promove a sensação de segurança na mulher e diminui o estado de alerta, elevando os níveis de bem-estar, que certamente serão absorvidos pelo feto. Gerando assim um ambiente confortável e aconchegante, preparado para acolher aquela nova vida. Portanto, para o casal que pretende ter filhos tranquilos e saudáveis, é bom que procure desenvolver hábitos que proporcionem esta tranquilidade desde antes da gestação. Isto, certamente aumenta e muito as chances de ter “o bebê saudável”. 12/2010


103

Hérnia de disco.

A coluna vertebral é composta por 24 vértebras móveis e cinco vértebras sem movimento por onde passam os nervos que transportam informações entre o cérebro e o corpo. Entre as vértebras móveis está o disco intervertebral que tem função de amortecer impactos e dar flexibilidade a coluna. Quando uma pessoa está tensa, nervosa, ansiosa ou quando pega peso, levanta rápido da cama, sofre uma queda, faz movimentos bruscos, pratica atividade física sem a devida precaução, poderá causar um esmagamento do disco intervertebral levando a um processo de hérnia de disco. Neste processo as vértebras ficam mais próximas e apertam os nervos provocando dores, formigamento, amortecimento, perda de função da região controlada pelo nervo, rigidez muscular e da própria coluna vertebral. As dores desencadeiam tensões por todo o corpo, podendo causar gastrite, dor de cabeça, prisão de ventre, hipertensão, varizes e muitos outros problemas associados. Como na maioria das vezes a hérnia de disco se desenvolve após anos de abusos mecânicos das articulações, somente com mudança de hábitos a pessoa poderá obter o alívio da dor e a reversão do processo de hérnia discal. Através do Reequilíbrio Corporal Consciente (terapia que venho desenvolvendo desde 1998), exploramos e aperfeiçoamos os movimentos confortáveis, fato que proporciona maior flexibilidade da coluna vertebral e a descompressão dos nervos, para que possamos readquirir a condição de bem estar e qualidade de vida. 02/2011

Como você quer ser?

Dia desses, Dr. Walmer, fisioterapeuta que trabalha comigo a quase três anos, comentou sobre um estudo realizado com taxistas ingleses. Eles só tem autorização para dirigir um taxi em Londres, após decorar em torno de 2000 ruas e suas respectivas rotas, processo que leva entre 2 e 3 anos. Constatou-se que o hipocampo, área do cérebro responsável pelo senso de navegação e orientação espacial teve aumento na quantidade de neurônios e das conexões entre os neurônios.


104

Dr. Walmer então ponderou: “nosso tratamento utiliza exercícios terapêuticos para aumentar a percepção do cérebro sobre o corpo, também tem o potencial de produzir efeito semelhante na parte do cérebro encarregada de controlar os movimentos”. Certamente isso acontece, pois segundo o relato de nossos pacientes, quanto mais praticam os exercícios que compõe o tratamento, seus movimentos ficam mais coordenados, rápidos e harmônicos, facilitando suas atividades cotidianas. Além das tensões do dia-a-dia, realizamos atividades físicas, domésticas e laborais, praticamos esportes, etc, que nos fazem contrair todo corpo e pressionar o sistema nervoso podendo causar a compressão e desativação de nervos, bem como a diminuição no número de conexões e de neurônios e, reduzir a capacidade do cérebro em controlar o corpo. Ao contrário do que se preconiza como atividade física ideal, estamos obtendo através de movimentos leves e relaxantes, realizados com o menor esforço, aumento de controle e força muscular. Um movimento consciente produz bem-estar e qualidade de vida. 04/2011

Saúde que vem dos nervos.

Na última copa do mundo de futebol, algumas reportagens informaram que o estímulo sai do cérebro, percorre o nervo e chega na musculatura responsável pela execução do chute a uma velocidade de 480 km/h, superando um carro de fórmula1. Enquanto isso, estudos recentes sugerem que autismo, Alzheimer e esquizofrenia, estejam relacionados a interferências oriundas de lesões no sistema nervoso periférico que retardam ou obstruem a passagem dos estímulos que vão do corpo até o cérebro e também dificultam o comando do cérebro sobre o corpo. Nervos que não funcionam dentro da normalidade, alteram as informações que o cérebro recebe dos 5 sentidos, sendo comum que todos tenhamos coceira, dor, queimação, dormência, calor, frio, visão embaçada/turva, alterações auditivas, do paladar e até do olfato. No momento do cérebro comandar as funções de todo organismo, quando a interferência dos nervos reduz o controle sobre glândulas, há uma diminuição da produção de hormônios e neurotransmissores. Quando pensamos no organismo, tudo que o compõe está ligado ao cérebro através de nervos e pode ser atingido por esses desequilíbrios.


105

Reequilíbrio Corporal Consciente é uma técnica que utiliza terapia manual e exercícios terapêuticos para estimulação dos nervos e facilitação das conexões entre cérebro e corpo. E, foi com essa terapia que após 2 anos e 5 meses de tratamento, uma mulher de 57 anos, teve a reversão completa de uma hérnia de disco no pescoço entre C5 e C6. Comprovando que hérnia de disco tem tratamento. 05/2011

Máquina parada enferruja.

Já se vão alguns anos desde o dia em que um amigo comprou um carro antigo, parado há 04 anos. Sempre cuidadoso com seus carros, mandou fazer uma revisão geral. E, no sábado pela manhã fomos dar a primeira volta no carrão. Todo feliz com o carro, ainda no sábado, foi a um churrasco e resolveu jogar uma pelada. Após duas horas correndo atrás de bola, ficou todo quebrado e chegou até torto em minha clínica na segunda logo cedo. Assim como um carro, nosso organismo também é uma máquina que precisa de manutenção constante para recuperar e manter o bom funcionamento. Para nosso corpo que funciona sob o comando do cérebro através de estímulos que percorrem os nervos, é muito importante que estes estejam em perfeitas condições. Utilizamos e temos mais controle e força de um lado do corpo, por isso precisamos desenvolver a equivalência no controle bilateral, bem como entre a parte anterior e posterior. Torna-se então imprescindível uma preparação adequada antes de voltar a fazer atividades físicas. Isto é muito válido para quem vai se exercitar, mas também podemos incluir o trabalho dentro e fora de casa, o futebol e, até na hora do sexo, pois já tive alguns pacientes que reclamavam ter que pular da cama na hora H por causa das cãibras. Saiba você que todas essas dores, dificuldades e dissabores podem ser prevenidas e revertidas quando se pratica consciência corporal. Para aperfeiçoar seus movimentos, procure um FISIOTERAPEUTA. 06/2011


106

Alzheimer e a fisioterapia.

Há poucos dias, mais precisamente em 14/07/2011, um senhor de 83 anos bastante magro, que está em tratamento por ser portador de Alzheimer, comentou que estava tendo sonhos e pesadelos, em tom de preocupação. Uma semana depois, fez outro comentário, observou que seus braços estavam engrossando, isto é, com mais massa muscular. Nosso tratamento foi especialmente desenvolvido para estimular o sistema nervoso que comunica cérebro e corpo, facilitando ao cérebro receber informações mais corretas do corpo e

controlar

melhor

as

funções

e

formas

de

todo

organismo.

Se a cada emoção temos uma reação física, quando estamos alegres ou pensamos em coisas boas, nosso corpo descontrai, mas basta pensarmos em situações de estresse ou preocupação, nosso corpo se retrai. O movimento gerado pela emoção cria uma memória corporal, produzindo arquivos em cada parte do corpo. Com o passar do tempo, o acúmulo de tensões comprime e altera a função dos nervos que comunicam o cérebro com as partes do corpo que arquivam nossas histórias de vida, bloqueando a memória corporal. Associado a exercícios de conscientização corporal, ao dormir temos nosso momento de maior relaxamento e, é quando o cérebro faz uma melhor leitura de nosso corpo e lembramos dos sonhos. Exercícios de consciência corporal são grandes aliados dos portadores de Alzheimer e uma forma preventiva para quem quer ficar longe desse problema, principalmente com a maior expectativa de vida. Envelhecer sim, mas com qualidade. 08/2011

Condicionamento físico.

Ao longo de 4 décadas, com o advento da tecnologia e a diminuição das atividades físicas, nos tornamos sedentários. Ao diminuir a utilização dos músculos, muitos entram em atrofia por desuso. Ocorre um enfraquecimento de parte da musculatura, enquanto outros músculos entram em sobrecarga para compensar esse desequilíbrio de força. Provocando flacidez em algumas partes do corpo e contraturas e rigidez em outras.


107

Simultaneamente, com a necessidade de movimentar o corpo para minimizar os efeitos negativos do sedentarismo, proliferaram as academias de ginástica no intuito de recuperar e manter a saúde da população. E, foi numa academia que no ano de 2000, iniciei um trabalho de exercícios de conscientização corporal, alongamento e fortalecimento muscular, realizado em grupos. Até aquele momento considerava que força se adquiria somente levantando peso, fazendo esforço, como havia aprendido na faculdade. Mas, pouco tempo depois de estar trabalhando com o Reequilíbrio Corporal Consciente®, conceito de saúde que leva ao relaxamento corporal, pude observar aumento de massa muscular, força e a melhora da postura dos pacientes. Com mãos e movimentos, é possível estimular nervos, músculos e tecidos adjacentes, para obter a reação do corpo, que recupera suas formas e funções. E, mesmo sendo esse um conceito oposto ao do fortalecimento pelo esforço, hoje posso afirmar que através de alongamento em relaxamento é possível chegar ao que há de melhor em condicionamento físico. 09/2011

Seja mais responsável por sua saúde.

Corre, agita, disputa, tem que ser o melhor, vamos lá, operário padrão. Sendo patrão ou empregado, competição e estresse afetam a todos. Independente dos objetivos de cada um, todos correm para alcançá-los , mostrar seu valor, que são melhores, os primeiros, querem tudo para ontem. E, dentro desta ciranda, deixam de perceber seu próprio corpo. Por não conhecer direito o próprio corpo e também não querer perder tempo, usam aquilo que parece ser a solução mais rápida para seus sintomas, apelando para máquinas, aparelhos, cirurgias e remédios, pois precisam continuar correndo. Mesmo sabendo que a saúde não está numa caixinha. Por falta de consciência corporal, até pessoas jovens já apresentam alterações na forma e função do organismo. Porém, como é algo habitual, vão se acostumando, não percebem nem que tem dificuldade para sentir os problemas. Até que alguma doença apareça, ou no dia que alguém disser que você fala alto ou que seu filho tem escoliose e está corcunda. Para ter consciência corporal, isto é, para que o cérebro perceba seu corpo e onde você está naquele momento, ele depende exclusivamente dos nervos que transmitem os estímulos.


108

Tudo que você quiser mudar em seu corpo precisa do hábito, se quer relaxar precisa aprender e praticar o relaxamento. Essas informações chegam ao cérebro onde são processadas e incorporadas aos hábitos diários. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come, então, vai andando. 10/2011

Varizes.

Em 2003, uma mulher de 50 anos me procurou para tratar dores no quadril, também apresentava risco de trombose nas safenas D e E, mas antes queria aliviar as dores para depois fazer cirurgia e retirar as safenas. Após 5 meses de tratamento, como o quadro de dor havia melhorado, fez um novo exame para saber como estavam as safenas e, para quando marcaria as cirurgias. Para sua surpresa e também minha, as veias estavam com seu diâmetro mais próximo do normal e sem o risco das tromboses. No momento que se tem dor, fraqueza, tensões, desequilíbrio no controle dos movimentos, os músculos se endurecem e, apertam os vasos sanguíneos e linfáticos na região do quadril, com isso represam os líquidos e provocam dilatação das veias e sistema linfático abaixo, causando, varizes e inchaço nos membros inferiores. Outro fator que causa varizes é a compressão ou degeneração dos nervos, os quais são necessários para que o cérebro possa controlar o corpo, e isso pode causar rigidez e flacidez de músculos e sistema circulatório. Foi uma grande satisfação saber que nosso tratamento havia auxiliado aquela mulher a recuperar seu sistema circulatório naturalmente. Após esse caso, comecei a comentar e a receber relatos de outras pessoas que também passaram a se observar mais. Desde então, muitos pacientes já tiveram melhoras na redução de varizes e, na prevenção de tromboses. Como nossos hábitos de movimento também geram os desequilíbrios e disfunções no organismo, nada melhor que desenvolver novos movimentos para conquistar qualidade de vida. 11/2011


109

10 anos sem asma.

Em 2001, conheci G.E., um rapaz de 16 anos que tinha rotação do tórax, as costelas do lado esquerdo estavam projetadas para frente e as do lado direito para trás, apresentando uma diferença de 3 centímetros quando observado de perfil. Ele foi a uma academia que eu trabalhava e após avaliação indiquei o alongamento como forma de relaxar e fortalecer a musculatura. Pois, conforme uma lona de circo, onde é necessário esticar todas as cordas por igual para que o mastro fique centralizado. Para que nosso corpo mantenha o equilíbrio é preciso alongar cada músculo para afastar e repor cada osso em seu lugar. Além da alteração estrutural nas costelas e coluna vertebral, ele tinha asma e bronquite desde os 4 anos, foram 12 anos de crises. Em 2001 precisava de inalação uma a duas vezes por dia para continuar respirando. Já não freqüentava a piscina nem viajava para a praia nas férias por vergonha de tirar a camisa em público. Na escola suas notas iam até 8,5 (85%) de aproveitamento. Após iniciado o tratamento, em 2,5 meses seu rendimento escolar ficou entre 8,5 e 10,0. Em 3 meses parou de ter asma e bronquite. Em 4 meses sua auto-estima melhorou. Em 6 meses seu tórax havia rodado de volta para o lugar. Em Abril/2002 mudei de cidade e ficamos sem o contato. Neste final de ano ao visitar minha família em Cascavel PR, encontrei com G.E. na casa de sua mãe, atualmente ele está com 27 anos, mais de 1,80 de altura, cursando medicina e há mais de 10 anos sem crises de asma e bronquite. 02/2012

Respiração livre.

Quando criança, peguei 2 placas de vidro, molhei e encostei uma na outra, depois tentei separá-las, mas por mais força que eu fizesse, só conseguia deslizá-las em função do vácuo criado entre as placas. Assim como os vidros molhados, uma película líquida entre o pulmão e a parede do tórax os mantém unidos e em constante deslizamento entre as duas superfícies. Durante a respiração, ao inspirar, o pulmão enche de ar e o tórax expande, na expiração o pulmão esvazia e o tórax se retrai.


110

Quando o tórax está tenso, com a musculatura contraída, reduz seu tamanho e comprime os pulmões, nesse momento os brônquios ficam mais estreitos, predispondo às crises de asma. A crise de asma, acontece quando o brônquio fecha e o ar não sai nem entra no pulmão, utiliza-se então um broncodilatador químico (a bombinha) que abre os brônquios forçadamente, voltando a respiração. A retração do tórax também é responsável pela aproximação das vértebras e compressão dos nervos que saem da medula. Após a compressão, o nervo pode inflamar e gerar alteração em todos os tecidos por ele inervados, causando bronquite, sinusite, rinite, tosse, espirros, coriza. Com base no conhecimento de que o tórax e os pulmões se mantêm unidos pelo efeito do vácuo criado entre suas paredes, desenvolvi uma maneira de aumentar a força da musculatura respiratória. Dessa forma os pulmões e os brônquios são mantidos mais abertos. Isso impede as crises de asma, bem como reverte os demais problemas das vias respiratórias. 07/2012

O músculo ideal.

Aconteceu a pouco tempo com relação a fibromialgia, uma paciente de 51 anos que está em tratamento desde fevereiro de 2010, apresentava uma musculatura muito tensa, com uma capa endurecida envolvendo os músculos. Há pouco tempo consegui mobilizar em todo seu corpo a camada fibrosa, embaixo da capa endurecida que hoje está mais maleável e, naquele momento lembrei de um outro caso que atendo desde abril de 2010. Era uma criança de 1a no e 3 meses que teve hidrocefalia e não tinha controle sobre seu corpo, parecia uma boneca de pano, sua musculatura era uma massa de consistência gelatinosa, e junto aos ossos tinha uma pequena quantidade de tecido fibroso. Eu associei o caso da criança, a qual tinha músculos com pouca fibra muscular e a paciente com fibromialgia, que apresentava uma massa dura recobrindo o músculo. Com o tratamento, conforme o tecido fibroso ficou mais evidente, ambas tiveram boa melhora. Hoje, a criança que está com 3 anos, melhorou seu aspecto cognitivo, respondendo melhor aos estímulos do meio e já está andando sozinha segurando na parede e nos móveis.


111

A paciente da fibromialgia,consegue identificar os movimentos que provocam dor, seu corpo está mais leve e anda com mais facilidade, tem menos dores e está interagindo melhor com o meio. A musculatura fibrosa tem maior facilidade de contração e expansão, pois as fibras deslizam mais facilmente entre si. Nos dois casos, a maior quantidade de tecido fibroso, melhorou a qualidade do movimento e a percepção sobre o corpo e sobre o meio. 08/2012

Concentração, memória e raciocínio.

Estresse, palavra da moda. Tensão, é a tradução para a palavra estresse. Toda vez que você é exigido para o cumprimento de tarefas e provas, ou fica contrariado e se irrita, ou ainda quando pratica atividades físicas de contração muscular, aumenta seu nível de tensão. Nesse momento todo corpo se contrai e pressiona o sistema nervoso. Pressão sobre os nervos causa desaceleração na velocidade da condução dos estímulos, bem como, também pode provocar a aceleração dos estímulos e causar um bombardeio no cérebro. De qualquer forma, pouco ou muito estímulo interfere diretamente nas informações captadas pelos 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). Alterar os sentidos significa alterar a percepção que o cérebro tem sobre o corpo e sobre o ambiente. Se o cérebro recebe menos informações, memoriza menos, como também, o excesso, dificulta reter todas as informações, e em ambos os casos compromete o raciocínio. Diariamente recebemos em nossa clínica pessoas que se queixam da dificuldade de concentração. E, por trabalhar com terapia manual e cinesioterapia que mobiliza e estimula todo sistema nervoso, isto é, mãos, movimentos, alongamento e respiração praticados de forma lenta e suave, promovemos o relaxamento de todo corpo. Tudo é feito para se obter a reação dos nervos e facilitar a comunicação entre cérebro, corpo e ambiente, aumentando o nível de consciência de cada pessoa e consequentemente obter a melhora efetiva da concentração, memória e raciocínio. 11/2012


112

A última gota.

A cada dia cresce o número de pessoas que por diversos motivos apresentam incontinência urinária. Cirurgias, esforço, excesso de atividade física, tumores, tosse, espirro, estão entre as causas principais desse problema, e outra causa comum é a bexiga hiperativa que diminui a capacidade de armazenar urina. O principal motivo desta disfunção está na alteração da comunicação entre o cérebro e o trato urinário, pois é quando ocorrem falhas no sistema nervoso responsável por informar ao cérebro como está a região e para que o controle da função aconteça da maneira correta, que os problemas aparecem. Para tratar esse tipo de disfunção, se faz necessária a normalização na condução dos estímulos neurais. Dentro do rol de procedimentos do fisioterapeuta, estão a terapia manual e a cinesioterapia.Utilizadas individualmente ou em conjunto, as duas abordagens terapêuticas são eficientes para recuperar a normalidade das funções da bexiga e dos órgãos genitais. O melhor de tudo é que o próprio paciente pode aprender a utilizar suas mãos e realizar os exercícios terapêuticos para recuperar sua autoestima e qualidade de vida. A outra novidade é que os benefícios não se restringiram a incontinência urinária e a bexiga neurogênica, pois conforme relato de alguns de meus pacientes, também houve melhora da sensibilidade, na redução da flacidez e no aumento de volume dos órgãos genitais. Portanto, desde que se faça a estimulação correta, é possível recuperar a função.

Hérnia de disco e a dor.

Nem sempre uma hérnia de disco causa dor. Em 2003, recebi em minha clínica, uma mulher de 24 anos que relatou nunca ter sentido dor na vida. O que a levou a procurar tratamento foi que em 2002, uma perda de controle e força das pernas fez com que ela descobrisse estar com hérnia de disco lombar e apesar da cirurgia continuava a andar como um “robô”, com as pernas esticadas, pois se dobrasse o joelho, não conseguia se manter em pé. Após alguns dias de tratamento para melhorar a percepção de seu corpo, foi que sentiu dores, e vieram com uma intensidade muito alta durante um mês, para depois amenizarem e ela gradativamente readquiriu controle e força nas pernas.


113

Isto se justifica pelo fato de que a compressão do nervo tanto pode provocar dor intensa como anestesia (perda de sensibilidade) e a pessoa apesar de estar se contraindo e a coluna apertando o nervo, poderá ter um bloqueio de percepção e força. Somente quando a pessoa relaxa a musculatura e as vértebras se afastam descomprimindo o nervo e, no momento em que o estímulo que vai do corpo para o cérebro passar no ponto onde o nervo está inflamado, poderá ser transformado em sensação de dor. O tratamento. Por meio do Reequilíbrio Corporal Consciente® (conceito de saúde que criei e desenvolvo desde 1998) exploramos e aperfeiçoamos os movimentos confortáveis. Nosso corpo precisa estar livre para integrar-se plenamente às exigências estressantes da vida moderna e do meio ambiente, proporcionando maior flexibilidade da coluna vertebral e descompressão dos nervos, o que facilita a leitura que o cérebro faz a cada instante das partes e funções de nosso organismo. É uma maneira fácil e segura de aumentar o controle e a força sobre todos os músculos do nosso corpo. O alongamento e o relaxamento corporal com conscientização aliviam tensões e estresse, tão comuns nos dias de hoje. Esses exercícios podem ser praticados por pessoas de todas as idades, como um fator preventivo, mas tornam-se imprescindíveis a quem já apresenta problemas de saúde, para que possa readquirir a condição de bem-estar e qualidade de vida.

Hérnia de disco.

Hoje em dia é muito comum receber em minha clínica pessoas de 30, 35 anos com artrose e hérnia de disco cervical e lombar, mais raramente na coluna dorsal, região do tórax, mas acontece. O que impressiona é o número de pessoas jovens que já tem um processo de enfraquecimento da musculatura que sustenta a coluna vertebral. As vértebras aproximam deixando os ligamentos mais frouxos, desalinhando as vértebras. Alguns processos degenerativos começam a acontecer quando a aproximação dos ossos comprime cartilagens, discos intervertebrais e os nervos, enfraquecendo o controle e força muscular. Esse fator predispõe a hérnia de disco e artrose, que se produzem ao longo de anos pelos hábitos inadequados de movimento.


114

E, se temos um desgaste em nosso corpo, por que só vamos descobrir depois que dói e quando já está bem estragado? E, por que qualquer cortezinho na pele dói na hora e nos faz tratar imediatamente? Assim como a compressão de nervos altera o controle de força, também altera a sensibilidade, diminuindo a percepção do cérebro sobre várias áreas do corpo, impedindo que lesões sejam percebidas por longos períodos. Só que basta um movimento mais brusco ou uma queda, que desbloqueie o nervo para dor aparecer, sendo intensa e por vezes levando ao desespero e a aceitação de alguns procedimentos emergenciais. Mude seus hábitos e ao invés de precisar tratar uma dor, pratique movimentos que previnem as lesões.

Movimentos que tratam a osteoporose.

Gastar mais do que se arrecada produz déficit, isso é o que todos os economistas falam e, o que podemos entender quando utilizamos o cheque especial porque o salário do mês não foi suficiente para pagar todas as contas. Infelizmente, como para nossos ossos não é possível criar leis e nem assinar decretos para aumentar a arrecadação, isso é, aumentar a absorção do cálcio, então nossos ossos desenvolvem a osteoporose. Considerada uma disfunção metabólica onde a quantidade de cálcio que sai do osso é maior que a quantidade que se deposita no osso, tem-se a diminuição da densidade mineral óssea. Essa condição deixa o osso mais fraco e suscetível a fraturas, que somente em 2008 vitimaram mais de 2 milhões de pessoas no Brasil. Anualmente morrem mais de 200.000 em decorrência dessas fraturas. Logo após iniciar minhas atividades em Vila Velha ES (2004), recebi em minha clínica, uma mulher de 45 anos com dores no quadril e coxas. Após 6 meses de tratamento, houve redução significativa da osteoporose, justamente onde já havia parado de sentir dor. A partir desse caso, comecei a solicitar os exames para outras pacientes e, assim pude constatar que o mesmo estava acontecendo com outras mulheres, sempre relacionado a diminuição de dor.


115

Utilizando exercícios terapêuticos para explorar e aperfeiçoar os movimentos confortáveis em todo corpo, é possível aliviar dores e tensões, aumentando a permeabilidade dos tecidos, facilitamos a penetração do cálcio nos ossos. Movimentos mais amplos e livres facilitam o tratamento da osteoporose.

Obesidade ou inchaço.

Mulher de 41 anos, residente a 100 km de Belo Horizonte, Minas Gerais, iniciou tratamento em minha clínica queixando-se que desde Julho de 2007 sente dor ao urinar na região hipogástrica (baixo ventre). Relatou que na tentativa de melhorar submeteu-se a dois procedimentos cirúrgicos, em setembro e novembro de 2007, onde foram retirados um ovário e o útero, mas de nada adiantou, pois as dores continuaram e em janeiro deste ano “engordou” 20 kg chegando aos 94 kg. Na avaliação, durante o procedimento palpatório pude verificar em todo o seu corpo processos inflamatórios que causavam dor ao toque, áreas como pernas, coxas, quadril, coluna vertebral, ombros, braços, cabeça e face apresentaram alteração de sensibilidade e tônus. Na primeira consulta, em 40 minutos de atendimento foi duas vezes urinar, teve dor forte na primeira vez, porém na segunda vez que urinou, a dor havia reduzido muito e hoje, após duas semanas de tratamento, está urinando várias vezes por dia, as dores e o inchaço têm reduzido significativamente. Hoje, as crises não a mantêm na cama quatro dias, e ela já é capaz de realizar suas tarefas diárias. Hábitos e suas conseqüências Nossos movimentos cotidianos de pegar com as mãos para frente, de caminhar para frente, de ver e conseqüentemente ter mais consciência da parte anterior de nosso corpo, produz desequilíbrios de força muscular entre a parte anterior e posterior. Tensões da musculatura peitoral e menor controle e força na parte posterior do tórax, leva a uma retração para frente produzindo aumento da cifose (corcunda) levando ao abaixamento do tórax, compressão das vísceras abdominais que se espalham para frente e para os lados, flacidez da musculatura abdominal que produz dilatação do abdome aumenta a circunferência da barriga e do quadril, além de diminuir de tamanho, pois as pessoas reduzem quatro, cinco ou mais centímetros em sua estatura.


116

Quando os músculos estão contraídos também ocorre a retração dos vasos linfáticos reduzindo o escoamento dos líquidos, causando sua retenção e inchaço por todo corpo. Dor, esforço físico, problemas emocionais, insegurança, nos levam a encolher o corpo e aproximar vértebras e comprimem os nervos que inflamam, gerando edema, inchaço do corpo e enfraquecimento da musculatura que leva a mais compressão dos nervos. Na tentativa de emagrecer as pessoas fazem regimes e enfraquecem o organismo, favorecendo o aumento das inflamações e do inchaço, como em pessoas que comem pouco e não emagrecem. Um processo em cadeia que leva a debilitação dos sistemas corporais e altera nosso metabolismo. Mas, não há regras, pois ao se contraírem as pessoas podem ter retenção de líquidos, bem como outras se encolhem tanto que seus músculos não deixam acumular líquidos e, somente ao relaxarem, todo corpo se solta e dilata como é o caso de uma paciente de 45 anos acometida por fibromialgia, que nos dias em que está estressada e se contrai muito, reduz suas medidas, mas nos dias em que está mais tranqüila e relaxada, todo seu corpo incha, fato observado em ex-atletas e pessoas que exageram ao praticar exercícios de contração muscular, pois ao pararem a atividade, o corpo dilata e fica flácido. Em ambos os casos, somente quando o sistema nervoso estiver funcionando adequadamente é que o cérebro terá controle e tais processos poderão ser resolvidos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) os fatores hereditários representam apenas 10% das causas das doenças, os outros 90% são determinados por hábitos e meio ambiente, portanto, é imprescindível ter hábitos saudáveis que, podem ser preventivos quando desenvolvidos para evitar o aparecimento dos sintomas ou, como geralmente, acontece no momento que a doença aparece e a pessoa se vê obrigada a aceitar as imposições dos profissionais que os acompanham no tratamento, e que nem sempre são eficientes e, com o agravante da urgência em solucionar o problema, as pessoas acometidas não tem tempo para planejar o tratamento mais adequado. Assim, como um carro em movimento que precisa desacelerar para parar sua trajetória para “dar a ré”, também nosso organismo precisa de tempo, de estímulos adequados e da mudança de costumes para diminuir a velocidade de progressão das doenças, de modo que, possamos pretender e conquistar melhora na qualidade de vida. Nosso tratamento Por meio do REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE, eu e minha equipe utilizamos como recurso terapêutico as mãos (em atendimento individual) e a terapia em


117

grupo onde são realizados movimentos que estimulam todos os segmentos do corpo, para identificar as alterações de tônus muscular e da sensibilidade que causam tensão, flacidez, rigidez, incoordenação de movimentos, dificuldade de percepção, dores, coceiras, formigamentos entre outros. Para que depois de identificar possamos utilizar os mesmos movimentos para facilitar a comunicação do cérebro através do sistema nervoso, o qual funciona como fios condutores de estímulos elétricos que ativam e desativam cada função em nosso organismo e com isso, poder corrigir e aperfeiçoar o controle do cérebro em cada movimento realizado para cada segmento corporal e também como cada segmento interage, interfere e se soma ao todo corporal, melhorando a qualidade de vida. 10/2008

Pressão alta e pressão baixa.

Uma bomba programada para bombear água num cano de 100 milímetros terá seu funcionamento normal, mas se você colocar um cano de 50 milímetros, terá o dobro da pressão hidráulica. O mesmo acontece com a mangueira do jardim, quando você quer esguichar água mais longe e com mais pressão. Assim também é o corpo humano, onde o coração bombeia sangue para dentro das artérias que terão a pressão arterial normalizada quando a força de contração do coração e o diâmetro das artérias estiver normal. Tensão ou contração muscular pressiona as artérias levando a redução do diâmetro das mesmas causando o aumento da pressão, isto é, hipertensão; quando há fraqueza ou flacidez muscular, ocorre dilatação das artérias diminuindo a pressão, isto é, hipotensão. Outro fator que gera a alteração da pressão arterial é a força de contração do coração, que ao contrair com mais força, causará a elevação da pressão e do contrário, leva à pressão baixa. Mas, vamos entender que fatores desencadeiam as tensões e contrações musculares que alteram a pressão arterial: Ao entrar na escola, nestes tempos modernos, as crianças já começam a competir pelas melhores notas, uma vez que somente os melhores são reconhecidos, aqueles que ficam para trás, assim como aqueles que não conquistam os primeiros lugares nas competições esportivas, não tem o mesmo valor.


118

Além disso, não é só a atividade escolar que ocupa o tempo das crianças, tem as atividades complementares, pois neste mundo competitivo, é necessário saber informática, inglês, ter reforço escolar, aprender uma arte marcial, praticar atividades esportivas, entre outras ocupações, pois os pais, naturalmente querem o melhor para seus filhos. O tempo para brincar acabou. Depois vem a adolescência com mais responsabilidade, o vestibular que define a futura profissão e, para exercitar o corpo, muitos vão para as academias, onde as atividades mais procuradas são de contração muscular. E, já adulto, constitui sua família, trabalha o dia inteiro, paga as contas, paga impostos, olha para o jornal e vê a violência estampada na primeira página dividindo espaço com a queda da bolsa de valores e os impactos que isto representa para sua vida, para sua segurança e, no trajeto casa-trabalho-casa fica preso no congestionamento. Como podemos perceber, estes fatos corriqueiros nos levam a estar em constante alerta físico e emocional, causando tensões e contrações musculares que comprimem as artérias, reduzindo seu calibre e provocando o aumento da pressão arterial. A saber: todas as vezes que nos encolhemos como defesa natural a um agente agressor, os músculos causam a aproximação das vértebras (ossos da coluna) que comprimem as raízes dos nervos, produzindo estímulos involuntários que produzem retração de músculos, artérias e coração, controlados através destes nervos. E onde entra a pressão baixa? Para isso vou exemplificar com dois casos de pacientes: Em 2001, atendi uma mulher de 47 anos que sofria com dores por todo corpo mas, com maior intensidade em pescoço, ombros, lombar e quadril, pois tinha artrose na coluna cervical e lombar, sua pressão arterial geralmente estava muito baixa, com desmaios esporádicos. Havia 04 anos que sua filha, que era a amiga, a companheira, a confidente e, com a qual fazia parceria no violão, tinha falecido aos 15 anos e, esta mãe não aceitava e nem se perdoava, julgando-se culpada por não ter dado a devida atenção aos sintomas da meningite. Em 2003 atendi uma mulher de 52 anos que também apresentava os mesmos sintomas e artrose na coluna cervical e lombar. Tendo um filho com paralisia cerebral ao nascer, que falou aos nove anos e andou aos onze, aos 31 anos andava e falava com grande dificuldade, e após 6 meses de tratamento em minha clínica melhorou muito seus movimentos e passou a falar perfeitamente. Seu outro filho, aquele que ela considerava como sendo o filho bonito, o que era perfeito, foi seqüestrado por dois homens que o levaram para a zona rural e o assassinaram para roubar


119

a carga de seu caminhão. Após pouco tempo na prisão foram soltos e ela os via frequentemente, pois moravam na mesma cidade. Dizia não aceitar a idéia de perdoá-los e que isso a corroia por dentro, minando suas forças. A saber: tensão muscular intensa ou prolongada leva a exaustão e ao relaxamento reflexo do corpo, causando flacidez dos tecidos e a dilatação do sistema circulatório, causando hipotensão, principalmente se associado ao enfraquecimento do coração ao empurrar sangue para dentro da artéria. Para mudar hábitos. Se pedir para que um de vocês carregue uma caixa de 200 quilos, haverá esforço até a exaustão, mas se chamar nove pessoas para ajudar, sobram 20 quilos para cada um tornandose possível carregar a caixa. Temos muitos músculos, mas se os nervos estiverem inflamados ou obstruídos por compressão, o cérebro perde controle sobre parte da musculatura e os músculos que estiverem trabalhando, carregarão mais peso proporcionalmente, ficando em constante sobrecarga. Quando mais nervos estiverem ativos, mais músculos trabalham, distribuindo melhor o peso e proporcionando movimentos mais fáceis e leves. REEQUILÍBRIO CORPORAL CONSCIENTE é um conceito de saúde que estimula a consciência corporal através de mãos e movimentos. Assim como a compressão da coluna vertebral sobre os nervos altera o controle motor e a sensibilidade e, interfere no controle do cérebro sobre o tônus muscular e do sistema circulatório. Nosso tratamento proporciona o afastamento das vértebras e a descompressão dos nervos para devolver o equilíbrio do corpo. Em atendimento individual, cada profissional fisioterapeuta com suas mãos identifica pontos de tensão, dor, flacidez, anestesia (falta de sensibilidade), ou seja, qualquer alteração motora e sensitiva. Em grupo, este profissional orienta a cinesioterapia (exercícios terapêuticos) para pessoas com diversos problemas de saúde. Os pacientes praticam movimentos exploratórios para perceber a interação que existe entre todas as partes do corpo, aprimorando a consciência corporal, sabendo identificar quais movimentos são fáceis e leves e, observando nos movimentos que tem maior dificuldade, com presença de dor, como contrai os músculos e bloqueia a respiração.


120

Ao relaxar os músculos que estavam aproximando as vértebras, facilitamos a comunicação entre o cérebro e todo corpo, aumentando sua força, controle e o equilíbrio do tônus muscular e sistema circulatório. 08/2008

Esclerose múltipla.

Esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica, provavelmente autoimune. Por motivos genéticos ou ambientais, o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina (capa que envolve todos os axônios) que recobre os neurônios e isso compromete a função do sistema nervoso e provoca dificuldades motoras e sensitivas. Não se conhecem ainda as causas da doença. Sabe-se, porém, que é mais comum nas mulheres. Hoje é considerada uma doença incurável, com poucas possibilidades de recuperação. Em nossa clínica atendemos um desses casos desde julho de 2011, trata-se de uma mulher de 62 anos que ao iniciar o tratamento apresentava fraqueza e rigidez muscular, pouca percepção sobre todo o corpo. Com grande dificuldade nos movimentos, relatava sentir muito peso nas pernas e ao caminhar não ultrapassava um pé a frente do outro, precisando de um andador para se locomover. No decorrer do tratamento, foi melhorando de vários sintomas que eu e os demais pacientes da clínica pudemos observar, dentre eles a maior facilidade para caminhar e para realizar os exercícios na terapia em grupo feita no tatame, além da grande melhora no seu estado emocional e do seu humor. Nas mudanças citadas pela paciente estão a melhora da sensibilidade, o controle da bexiga e a diminuição de 6 para 2 vezes em suas idas ao banheiro durante a noite, a diminuição do ronco e estar com 9 kg a menos em seu peso, sentindo-se mais relaxada. E para minha grande satisfação, essa semana conseguiu levantar sozinha do chão apenas apoiando no andador, após a terapia.


121

13. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ACHOUR JUNIOR, Abdallah. Exercícios de alongamento: anatomia e fisiologia. 2ª ed. Barueri, SP : Manole, 2006. BARKER, Sarah. A técnica de Alexander: aprendendo a usar seu corpo para obter a energia total. São Paulo : Summus, 1991. BUTLER, David Sheridan. Mobilização do sistema nervos. Barueri, SP: Manole, 2003. CAMPIGNION, Phillipe. Respir-ações. São Paulo : Summus, 1998. EHRENFRIED, Lily. Da educação do corpo ao equilíbrio do espírito. São Paulo : Summus, 1991. ERHART, Eros Abrantes. Neuroanatonia. São Paulo : Ateneu, 1974. FELDENKRAIS, Moshe. Consciência pelo movimento. São Paulo : Simmus, 1977. FELDENKRAIS, Moshe. O caso de Nora. São Paulo : Summus, 1979. HALL, Susan J. Biomecânica Básica. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1991. LEVINE, Peter A. O despertar do tigre: curando o trauma. São Paulo : Summus, 1999. LOWEN, Alexander. Bioenergética. São Paulo : Summus, 1982. NAMIKOSHI, Toru. Shiatsu e alongamento. São Paulo : Summus, 1987. SCHEINEDER, Meir. Manual de autocura, 2ª parte : patologias específicas : método self-healing. São Paulo : Trion, 1999.


Livro reequilibrio corporal consciente mãos e movimentos a serviço da vida