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CYAN

05 - CADERNO D

MAGENTA AMARELO PRETO

QUINTA-FEIRA, 5 DE MARÇO DE 2009 www.odia.com.br

O DIA D

06 TELENOTÍCIAS Cleo Pires roda em São Paulo cenas da morte da primeira mulher de Lula

CULTUR A, DIVERSÃO E ESTILO DE VIDA s TELEVISÃO ARTE TONI AZEVEDO SOBRE FOTOS DE DIVULGAÇÃO

Murilo Benício (à esq.) será policial em ‘Força Tarefa’, que estréia em abril. Na Record, projeto é vender ‘A Lei e o Crime’ (à dir.) para o exterior

Sabrina Grimberg sabrina.grimberg@odianet.com.br

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epois do sucesso nos cinemas, as favelas estão em alta agora na televisão brasileira. Ocupado pela Polícia Militar desde novembro, o morro Dona Marta, em Botafogo, entrará no circuito de cenários da cidade com o novo seriado da Globo, ‘Força Tarefa’, com estréia prevista para abril. A atração vem na esteira do sucesso do seriado policial da Record, ‘A Lei e o Crime’ – passado na Favela Tavares Bastos, no Catete –, que ganhará sua segunda temporada. Com texto de Fernando Bonassi e Marçal Aquino e direção de José Alvarenga, ‘Força Tarefa’ mostrará em 10 episódios o universo dos agentes que trabalham na corregedoria, a polícia que investiga a polícia. Milton Gonçalves fará o Capitão Caetano e Murilo Benício, o policial Wilson, que vão perseguir agentes acusados de corrupção e ligação com bandidos. “Estamos lendo os textos, nos reunindo com a direção”, conta Milton. Além das ruas da cidade e dos estúdios, um dos cenários para as cenas de ação seria o Dona Marta – famoso por ter sido palco, em 1996, do clipe de Mi-

Novo seriado policial da Globo terá cenas no Dona Marta e ‘A Lei e o Crime’, passada na Tavares Bastos, ganha segunda temporada na Record chael Jackson ‘They don’t care about us’. Esta semana, equipe do seriado da Globo pediu autorização à polícia para estudar as locações no morro. Na Record, os bons números no Ibope e a repercussão nas ruas fizeram a emissora bater o martelo: o seriado ‘A Lei e o Crime’ vai ganhar segunda temporada. Líder no horário no Rio, com 24 pontos, e com médias entre 15 e 18 pontos em São Paulo, a história de Marcílio Moraes virou a menina-dos-olhos da casa.

“Tudo de bom que nós apostávamos para o produto aconteceu. A nova temporada deve ir ao ar ano que vem”, adianta o diretor geral, Alexandre Avancini. “Pode ser arriscado o que vou dizer, mas acredito que a tendência no Brasil é, em alguns anos, ter mais seriados do que novelas. Esse formato rende muito dinheiro”, analisa. De olho na venda do produto para o exterior, a primeira temporada de ‘A Lei e o Crime’ ganha sete novos episódios,

passando dos 16 iniciais para o total de 23. “O sucesso do seriado estimulou a possibilidade de alcançar o mercado externo. Então, adaptamos ao padrão internacional de 23 episódios por temporada”, explica o autor, que já sabe bem como crescer a trama. “Cada episódio tem histórias paralelas que terminam nele mesmo. A idéia é desdobrar a trama principal e aumentar essas tramas paralelas, com participações especiais . Não vai ter embromação. O público não vai nem perceber”, promete Marcílio. Antes mesmo de a Record decidir se faria a continuação da história de Nandinho da Bazuca e Catarina, personagens de Ângelo Paes Leme e Francisca Queiroz, o autor conta que já havia sido recomendado a não fechar as histórias. “Já tinham me pedido para deixar algumas possibilidades em aberto, para continuar a trama. É isso que vou fazer, mas preciso avaliar bem como continuar para manter o pique da primeira. Não é como fazer pizza, não”, ri. Empolgado com os números, o autor acredita que seu seriado ainda tem potencial para mais. “A tendência é crescer em São Paulo. No Rio, se a audiência melhorar, o Manoel Martins (diretor de entretenimento da Globo) vai ter dor de cabeça”, diverte-se Marcílio. f


QUINTA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2009 www.odia.com.br

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06 TELENOTÍCIAS Zeca Pagodinho comemora 50 anos com festa para mil pessoas regada a muito chope

CULTURA, DIVERSÃO E ESTILO DE VIDA s BASTIDORES ARTE TONI AZEVEDO/ FOTOS JOÃO LAET

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esativado em 2006, o Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no Catumbi, foi motivo de briga entre o então prefeito César Maia e a então governadora Rosinha Garotinho. Um prédio foi implodido, mas o destino do local continua indefinido. Enquanto isso, o presídio serve de cenário para filmes e novelas. Foram gravadas lá cenas de ‘A Favorita’, da Globo, e do filme ‘Sonhos Roubados’, de Sandra Werneck (ainda inédito). Até segunda-feira, eram rodadas lá cenas de ‘Salve Geral’, de Sergio Rezende, e ontem a Record esteve no local para gravar trechos da trama de ‘Chamas de Vida’. O cenário é considerado ideal para quem precisa de cenas realistas de prisão. “A gente procurou no Brasil inteiro, mas as condições nas cadeias são precárias, o clima é tenso, fica muito difícil filmar em presídio”, conta Sergio Rezende, que conta em seu filme a história dos ataques da facção criminosa PCC que pararam São Paulo em 2006, com mortes e ônibus queimados. Andréa Beltrão é Lúcia, mulher que tem o filho preso nessa época e passa a visitá-lo. “Lúcia tenta salvar o filho pelos meios legais. Quando sente as dificuldades do rapaz na penitenciária, abre mão dos princípios e faz tudo para dar uma retaguarda a ele”, conta Andréa. “Está sendo muito inteligente e sensível do governo ceder esse espaço para filmagem. Mas você olhar esse terreno com prédios abandonados numa cidade com problemas de habitação dá pena. Quantas famílias poderiam viver aqui!”, analisa Sergio. O local está praticamente abandonado. A não ser pelo pavilhão utilizado pela equipe de ‘Salve Geral’, que já havia sido parcialmente limpo para trabalhos

Os corredores, cheios de entulho, tiveram que ser limpos pela produção de ‘Salve Geral’

Celade

Kamille Viola kamille.viola@odianet.com.br

cinema

Andréa Beltrão vive Lúcia, a mãe de um presidiário no longa, rodado no Frei Caneca

Desativado, o presídio da Frei Caneca serve de locação ideal para novelas e filmes, como ‘Salve Geral’

anteriores, o que se encontra por todos os cantos é lixo. No terreno, há carros velhos abandonados. Na entrada, funciona a sede do Serviço de Operações Especiais — Grupamento de Serviço de Escolta (SOE/GSE), e entre 20 e 28 policiais trabalham por turno. O trabalho para a produção foi grande, mesmo com a gravação de ‘A Favorita’ tendo acontecido lá há pouco tempo. Um corredor já limpo foi utilizado, mas a produção ‘sujou’ mais o ambiente. As celas, pequenas (para duas pessoas), precisaram ser modificadas para que a equipe de filmagem coubesse nelas. “Mas aproveitamos coisas como uma parede com desenhos de armas”, conta a diretora de arte do filme, Vera Hamburger, com a experiência de quem esteve no presídio do Carandiru para o filme de mesmo nome, de Hector Babenco. O local também carece de infraestrutura, que foi desativada. “É muito quente, tem muito mosquito. Não tem água, usamos caminhão-pipa. Além disso, o celular não pega (ainda bem, porque é um presídio) e a Internet funciona mal. Foi complicado”, conta Vera. Além disso, durante os dez dias de trabalho, houve um momento tenso: em cenas de uma rebelião no teto do presídio, bandidos de favelas vizinhas apontaram armas na direção da filmagem. “É um lugar cercado por favela e dois presídios (o Hospital Psiquiátrico Heitor Carrilho e o Presídio Hélio Gomes). Uma cena assim mexe com todo mundo que foi preso, é preso ou tem parente preso. Uma pessoa da produção foi lá na favela explicar”, diz Vera. Para utilizar o Frei Caneca como locação, é necessário entrar em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio. O pagamento (como no uso de qualquer local que pertença ao Estado) é feito através de doações estipuladas para o órgão. f As armas já desenhadas nas paredes das celas foram usadas pela equipe de arte do filme


QUARTA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2009 www.odia.com.br

ODIAD

04 TELEVISÃO O início do ‘Big Brother Brasil’, com a chegada dos participantes à casa do programa

CULTURA, DIVERSÃO E ESTILO DE VIDA s COMPORTAMENTO

Boemia da cantora, sucesso em minissérie, inspira novo verbo nas mesas de bar: ‘maysar’ é para quem bebe bem, mas nunca perde a pose Pedro Landim landim@odianet.com.br

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m tempos de reforma ortográfica, os acadêmicos vão ter que incluir mais um verbete em seu dicionário: maysar. O público está vidrado em Maysa, a cantora que virou mito e minissérie, e o espírito carioca não perdeu tempo para incorporar, no vocabulário descontraído dos bares, o novo verbo. Maysar é enfiar o pé na jaca, beber muito, curtir uma fossa, dar um perdido na família para cair na boemia. Sem perder a pose. A personalidade forte e ambígua de cantora, lembrada até hoje por amigos e parentes, se alia a suas histórias nas madrugadas para fazer o sucesso da minissérie ‘Maysa’, recorde de audiência em programas do gênero, na Globo, com ibope entre 29 e 30 pontos. A idéia é sempre transgredir, mas sem perder as garrafas de vista. “O verbo ‘maysar’ serve para a pessoa chiquérrima que enche a cara, não um bêbado qualquer. Ela nunca perdeu o rebolado, é um mito”, comenta o cantor Eduardo Dussek, que amanhã reestréia no Teatro das Artes o show ‘Dussek de Quinta’, em que faz divertidas reflexões sobre a ‘maysagem’. Para o poeta Chacal, um artesão das palavras, ‘maysar’ é “optar pela vida, pela arte, pelo prazer de fazer aquilo que se gosta”. Lembrando da abertura de um

programa em que a cantora fumava e jogava a fumaça na câmera, Chacal comenta: “A criação desse verbo é mais um motivo para sair para beber, né?” Discípula assumida de Maysa,

embora afirme que está de dieta porque já esgotou sua “cota de álcool” na vida, a cantora Angela Ro Ro passa seus dias ‘maysando’ a seu modo. “Ela era uma doida muito cons-

ciente, inteligente e antenada. Não queria apenas se divertir, mas questionar. A boemia é tudo que fazemos com paixão e entrega. Então vamos todos ‘maysar’”, sugere Angela, que não perde um capítulo da minissérie dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora retratada. E o conselho está arrebanhando seguidores antigos e novatos, tantas são as comunidades ligadas ao programa que pipocam na internet. O Orkut já exibe grupos como “Maysa way of life”, “Hoje acordei meio Maysa” e até “O cigarro da Maysa é o melhor”. Se o músico Gallotti, personalidade do samba e do humor carioca, acredita que “entre o Natal e o Carnaval é tempo de Maysar”, a produtora de TV Daniela Costa, 36, que passou o último fim de semana espalhando o novo termo pelas noites, assume: “Já fui chamada de Heleninha Roitman (da novela ‘Vale Tudo’), só porque gosto de beber, mas nunca dei vexame. ‘Mayso’ sim, mas sem perder a ‘caixa preta’.” A designer Joana Belo, 26, também embarca na nova gíria para uma velha moda: “Estou adorando a minissérie, pena que perco muitos capítulos porque nesse horário geralmente estou ‘maysando’ por aí”. f Em O DIA Online (www.odia.com.br), vídeos de Maysa e links de comunidades

s LEMBRANÇAS VIVAS DE QUEM CONVIVEU COM A CANTORA

DIANTE DO SUCESSO, EMISSORA LAMENTA POUCOS CAPÍTULOS DA MINISSÉRIE d Comenta-se nos bastidores que executivos da Rede Globo estariam arrependidos por não terem dedicado maior espaço na programação à ‘Maysa’, que terá seu nono e último capítulo na sexta-feira. Autor da trama, Manoel Carlos diz que chegou a pedir mais capítulos enquanto escrevia, mas não houve lugar na grade. “Conheci Maysa superficialmente. Trabalhávamos na mesma emissora e nos encontrávamos nos corredores. Uma noi-

te estive na casa dela, onde se cantou e se tocou violão até de manhã. Era uma mulher diferente das outras”, diz Maneco. O senador Eduardo Suplicy, sobrinho do empresário André Matarazzo, primeiro marido de Maysa e pai de Jayme Monjardim, diretor da minissérie, lembra com carinho da convivência com a cantora. “Ela deixou clara sua opção pela arte na vida. Aplaudi e cumprimentei o Jayme pela coragem de mostrar a mãe

de forma verdadeira”, diz o senador, lembrando de imagens da infância, quando Maysa nadava na piscina de sua casa. Suplicy conta que seus pais gostavam muito da cantora rebelde, e que sua mãe, Filomena Matarazzo, de 100 anos, irmã de André, vai receber na semana que vem um DVD com a minissérie na íntegra: “Ela quer muito ver, mas o horário é tardio”. O músico e maestro Rildo Hora, que em 1975 gravou para a

TV Globo um ‘duelo’ de voz e gaita com Maysa, interpretando ‘Último Desejo’, de Noel Rosa (disponível no YouTube), cita uma face pouco retratada da cantora. “A minissérie talvez exagere um pouco no lado pesado, da bebida. Lembro mais da Maysa como uma pessoa inteligente, interessante e até alegre, um ótimo papo”, afirma Rildo. “Foi uma das maiores cantoras que tivemos, classuda, com interpretações densas”, avalia.


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TERÇA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO DE 2008 www.odia.com.br

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05 BRIGA Filho de Cartola diz que pretende processar a cantora Alcione por críticas que ela fez

CULTURA, DIVERSÃO E ESTILO DE VIDA s TELEVISÃO ARTE TONI AZEVEDO SOBRE FOTOS DE DIVULGAÇÃO

Lázaro Ramos canta e fala sobre racismo no seriado ‘Ó Paí, Ó’: ‘Ainda é uma ferida aberta no País’

ALTO E BOM SOM Sara Paixão sara.paixao@odianet.com.br

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o lançamento da série ‘Ó Paí, Ó’, em que vive o cantor Roque, Lázaro Ramos deu nota máxima para seu próprio desempenho com o microfone a mão. “Cantando, me dou nota 10. Sou a favor da minha autoestima, tento me valorizar, os outros é que falem mal de mim”, diverte-se ele, que em cena vive uma mistura de Tatau, vocalista do Araketu, com Carlinhos Brown. Filmado em Salvador de junho a agosto, o seriado ‘Ó Paí, Ó’ estréia dia 31 na Globo e é baseado no filme homônimo de Monique Gardenberg, de 2007. A produção também tem como elenco-base os atores do Bando de Teatro Olodum, que escreveram a peça ‘Ó Paí, Ó’ em 1992. “Assisti ao espetáculo da platéia, o grupo me formou e esse filme passa todo dia na minha men-

Lázaro com Matheus, o vilão. Preta Gil também participa

te. O Bando tem processo de criação fascinante, em que os atores vão às ruas pesquisar e criar personagens”, diz Lázaro, chamado de irmão-maior pelos integrantes do grupo. De fato, vários tipos baianos estarão representados, como a vendedora de acarajé Baiana (Rejane Maia), a dançarina sensual Dandara (Aline Nepomuceno), a evangélica fervorosa Dona Joana (Luciana Souza) e o travesti barraqueiro Yolanda (Luy Arisson). Apesar de carregar forte nas tintas sensuais e no humor, a série levantará questões sobre intolerância religiosa, pirataria e preconceito racial. s ‘NEGRO NÃO COME’

“O preconceito contra o negro ainda é uma ferida aberta no País”, avalia Lázaro, contando com o apoio da atriz Edvana Carvalho. “As montagens teatrais eram só de Shakespeare, e isso se perpetuava. Assim, eu nunca viveria uma rainha. Nas novelas, só havia trabalho no núcleo escravo. Isso mudou, mas na

s ALINE NEPOMUCENO É APOSTA

DE FIGURANTE A PAR DE LÁZARO d Aline Nepomuceno, 23

anos, teve ascensão meteórica do filme ‘Ó Paí, Ó’ para a série. De figurante no longa, ela fez testes e foi escolhida para ser a dançarina Dandara, par de Roque (Lázaro Ramos) — papel que foi de Emanuelle Araújo, atualmen-

te na novela ‘A Favorita’. “Estava muito nervosa, e Lazinho teve paciência comigo. Também aprendi aquele remelexo e a usar roupas curtas. Por onde passa, ela arrasa”, brinca a jovem baiana. “Tive 100% de aprovação para ela”, elogia Lázaro.

propaganda de margarina ainda parece que negro não come, nem usa ‘Davene’”. O aspecto politizado do grupo conquistou Monique Gardenberg, diretora do filme e da série. “Parece que é só comédia, mas o Bando aborda os dramas cotidianos com deboche”, elogia ela, que escalou os diretores Mauro Lima, Carolina Jabor e Olívia Guimarães para assinar outros episódios. Junto de Stênio Garcia e Preta Gil, Matheus Nachtergaele foi convidado para participar da série. Ele encarna o vilão da história, o biscateiro Queixão. “Eu era um intruso no grupo, porque sou paulista. A paisagem humana representada pelo bando é a alma desse trabalho”. f


TERÇA-FEIRA, 6 DE JANEIRO DE 2009 www.odia.com.br

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06 TELENOTÍCIAS Capítulos finais da novela ‘A Favorita’: saiba o destino de Donatela, Flora, Dodi e Silveirinha

CULTURA, DIVERSÃO E ESTILO DE VIDA s RÁDIO FOTOS DIVULGAÇÃO

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Priscila e Rômulo vão apresentar a primeira hora do programa ‘Big Mix’. Depois, o DJ Marlboro assume as carrapetas

MER CAN T

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união é ‘sinistra’: FM O Dia, Marlboro e Furacão 2000! A partir de segunda-feira, a rádio número 1 em audiência e o DJ número 1 recebem a equipe número 1 do funk. O programa ‘Big Mix’, do DJ Marlboro, abre sua primeira hora, das 16h às 17h, para Rômulo Costa e a mulher, Priscila Nocetti, apresentarem ao vivo o programa com os DJs da Furacão. Das 17h às 18h, Marlboro assume o comando das carrapetas. “O ‘Big Mix’ já está no ar há oito anos, em primeiro lugar absoluto de audiência, e o ouvinte vai ter o melhor do funk e do que rola nos bailes da Furacão. É como se a Ivete Sangalo e a Claudia Leitte se unissem”, compara Marlboro, referindo-se às potências da axé music. “Todo mundo ganhou com essa união, que vai coroar o trajetória de 35 anos da Furacão. O freqüentador dos nossos bailes já cobrava ouvir nosso programa numa rádio de ponta. E agora não tem concorrência, não vejo ninguém na nossa frente”, manda o experiente Rômulo Costa. O empresário e o DJ são velhos amigos. Há mais de 20 anos, Marlboro já freqüentava os bailes da Furacão no Mauá, em São Gonçalo. E, por uma semana, dividiram um programa na rádio Imprensa, pouco antes de Marlboro se transferir para a FM O Dia. Mas nem tudo eram flores no relacionamento desses dois pilares da cultura funk. Ele já passaram quase 10 anos sem se falar. “Brigamos por divergências comerciais, mas ganhamos maturidade e entendemos que vamos chegar mais longe se estivermos juntos”, explica o DJ, que depois de se entender com o amigo foi convidado para ser padrinho de casamento de Rômulo com Priscila Nocetti, há um ano. “Estamos há tanto tempo na mesma trincheira, de defender o funk. E um dia ele falou para mim: ‘Nem conheço tua filha (Jennifer), que briga idiota’. E voltamos a nos falar”, conta Rômulo, que também está disposto a negociar com o amigo a participação de Marlboro nos bailes da Furacão. “A princípio não combinamos de fazer bailes juntos, mas isso fatalmente vai acontecer”, promete. Na rádio, a dupla usará o que tem de melhor para fazer um programa que só vacilão vai perder. “Rômulo é um grande empresário, audaz. É o cara dos negócios, e eu cuido do artístico, da música”, analisa Marlboro. Secretário de Cultura de Belford Roxo, Rômulo espera ainda que o programa de rádio mostre a força do movimento. “O funk é a renovação da Música Popular Brasileira. E com muita criatividade, ele muda na velocidade seis do ‘Créu’. Hoje, toda festa termina em funk: casamento, aniversário”, lista ele. E no ‘Big Mix’ não será diferente. Vai bombar! f

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“O público dos nossos bailes cobrava nos ouvir numa rádio de ponta. Não tem concorrência, não vejo ninguém na nossa frente”, avisa Rômulo

Sara Paixão sara.paixao@odianet.com.br

no batidão

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1 “O ‘Big Mix’ é primeiro lugar e o ouvinte vai ter o melhor do que rola nos bailes da Furacão. É como se Ivete e Claudia Leitte se unissem”, diz Marlboro

Encontro de feras: equipe Furacão 2000, de Rômulo Costa e Priscila Nocetti, une-se ao DJ Marlboro no programa ‘Big Mix’, da FM O Dia


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SEGUNDA-FEIRA, 25 DE FEVEREIRO DE 2008 www.odia.com.br

06 MÚSICA Ex-traficante que inspirou filme ‘Meu Nome Não É Johnny’ lança CD com música feita na prisão

s CINEMA FOTOS DIVULGAÇÃO

Bruna diz que está ansiosa para ver o início das filmagens

Sara Paixão sara.paixao@odianet.com.br

Testes para o papel de Bruna Surfistinha em filme atraem anônimas e famosas: a atriz Nathália Rodrigues botou até piercing para ficar parecida com a ex-prostituta

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papel mais concorrido do momento é o de Bruna Surfistinha no cinema. Milhares de jovens de todo o País participaram de testes que chegam este mês à reta final. Entre anônimas e famosas, como a atriz Nathália Rodrigues, todas querem encarnar o alter-ego de Raquel Pacheco, a ex-prostituta do longa-metragem ‘O Doce Veneno do Escorpião’. Com direção de Marcus Baldini, a obra é uma adaptação do livro homônimo e autobiográfico da moça que, aos 17 anos, fugiu de casa, começou a usar drogas e a se prostituir. Hoje, com três livros lançados, ‘aposentada’ da profissão, ela não vê a hora de ouvir o famoso ‘ação!’. “Estou quase tendo um treco de tanta ansiedade. Afinal, o filme será baseado na minha vida e não são todas as pessoas que têm

oportunidade de registrar de alguma forma sua própria história. Fico sonhando longe, pensando que, mesmo quando eu morrer, as pessoas terão oportunidade de saber que existi algum dia. Nas reuniões na produtora, falo sobre o filme com empolgação, mas como se ele fosse de uma amiga muito querida, não meu. A ficha cairá apenas quando assistir”, conta Raquel, elétrica com a escolha da protagonista, que deve ser feita até o fim do mês. Raquel não participou diretamente da seleção, preferiu deixar a cargo dos produtores da TV Zero, que há quatro meses se dedicam ao árduo processo. “Agora chega o momento mais difícil. É complicado escolher a melhor entre várias boas atrizes. Quem dará a palavra final será o diretor e não eu. Acho que terei o ‘poder’ de vetar alguma escolha, caso seja necessário, mas tenho certeza de que não será preciso”, explica. Para dar vida a Bruna Surfistinha, ela mesmo dá as dicas. Pede que a atriz vista a camisa como fez Camila Pitanga com Bebel, na novela ‘Paraíso Tropical’. “Não tenho atriz preferida. O importante é que ela se sinta à vontade para me interpretar e que consiga me fazer rir e chorar com a minha própria história”. f

s VALE TUDO PELA PERSONAGEM

ESTUDO SOBRE PROSTITUIÇÃO d Nathália Rodrigues foi uma das

Nathália: cabelo novo e piercing no queixo

atrizes que mais se dedicaram para participar dos testes para viver Bruna Surfistinha no cinema. Cortou os cabelos, colocou piercing no queixo e pesquisou o mundo da prostituição. “Quem tem preconceito é idiota. Prostitutas são pessoas como nós, com anseios e angústias. Nesse processo, conheci várias.

Mas me impressionei como a maioria delas sonha se casar, ter filhos e, principalmente, ser reconhecida como gente”, defende Nathália, que se for escolhida terá que conciliar as filmagens, em abril, com as gravações de ‘Chamas da Vida’, próxima novela da Record. Na TV, viverá a secretária Suellen. “Haja fôlego. Mas se der, vai valer a pena”, diz.

Capas  

Capas do caderno D