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Publicação da Fraternidade de Aliança Toca de Assis - Fevereiro de 2013

Saiba como a cultura digital tem alterado a forma do homem comunicar-se com o mundo, e, será que é possível expressar a Fé através das redes sociais?


ÍNDICE

P

az e Bem! A Revista Toca de Assis deste mês merece muitas “curtidas”! Já em fevereiro, iniciamos o tempo Quaresmal! Para melhor vivermos este período, confira as dicas na editoria Toca para a Igreja! Nossa amiga, a cantora católica Celina Borges, nos contou um pouco mais sobre a sua carreira na Toca Entrevista! Em Voluntariado, Cacá revela sua trajetória dentro da Fraternidade. Coração da Toca traz a história de Carlos Antônio. Ele vive na Missão de Londrina/PR, apresentada na Toca em Ação. João Batista é um dos acolhidos de lá. Leia mais na Toca em Retalhos. Vivemos na era digital, e nossa vida real é cada vez mais mesclada com o mundo online. Assim, será que é possível ser cristão em meio a essa nova cultura? Confira o nosso Artigo Especial. Qualidade de vida aborda um assunto essencial, principalmente para os jovens: doenças sexualmente transmissíveis! Você sabe o que é penitência? Descubra em Formação. A coluna Tocarte deste mês abriu uma exceção ao deixar de comentar sobre os preparativos para a JMJ. Contudo, foi por um ótimo motivo: Bento XVI fez um pronunciamento tão bonito, dedicado aos circenses que, Irmão Tarcísio, decidiu comunica-lo também. Thisco conta a história de Bernadete na Toca Kids. Desejamos a todos uma ótima leitura! Até mais! Redação Central São José

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TOCA ENTREVISTA

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VOLUNTARIADO

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ARTIGO ESPECIAL

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TOCA E QUALIDADE DE VIDA

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FORMAÇÃO

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EXPEDIENTE

TOCARTE

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Fraternidade de Aliança Toca de Assis CNPJ: 02019254/0001-87 www.tocadeassis.org.br

Departamento de Captação de recursos: Cláudia Moraes, Gabriela Saldanha, Leonardo Souza e Maria do Carmo Pereira Cano.

Central São José Rua Amador Bueno, 45, Vila Industrial Campinas/SP. CEP: 13035-030 benfeitoria@tocadeassis.org.br Fone: (19) 3886-7086

Editor chefe: Ir. Tarcísio de Jesus Jornalista: Gabriela Saldanha Projeto gráfico: Gabriela Saldanha Diagramação: Gabriela Saldanha Revisão ortográfica: Luciana Marcolino Impressão e tiragem: 10.000 exemplares

SAV- Serviço de Animação Vocavional vocacionalmasc@tocadeassis.org.br vocacionalfem@tocadeassis.org.br

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Revista Toca de Assis Publicação mensal e interna da Fraternidade Presidente: Ir. Paulo Vice: Ir. Maria dos Anjos do Mistério da Cruz

TOCA LOJA

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EDITORIAL

Fevereiro/2013

Colaboradores nesta edição: Irmão petrus Maria; noviço Carlos Antônio e João Batista (Missão de Londrina/PR); Leonardo de Souza; Mariane Caroline Gonçalves; João Gabriel Camillo; Irmão Tarcísio; Jânio Garcia.


Normas básicas para o Jejum da quaresma

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Jejum: fazer apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, tomar duas outras pequenas refeições que não sejam iguais em quantidade à habitual ou completa. Não fazer as refeições habituais ( e não haver requintes na que for feita), nem outros petiscos durante o dia (nem mesmo cafezinho, doces, chimarrão etc). Estão obrigados ao jejum os que tiverem completado dezoito anos até os cinqüenta e nove completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum. Água e remédios são permitidos em qualquer tipo comum de jejum. Nota: para não se fugir à orientação da igreja este jejum pode ser tornado mais rigoroso, mas não atenuado. Pode-se, caso servir para vivê-lo melhor, fazer outros tipos de jejum conhecidos, tais quais - pão e água: também conhecido como jejum bíblico, fazê-lo à base de pão e água durante o dia. - à base de líquidos: tais quais chás, vitaminas, laticínios, menos caldos. - abster-se de refeições: escolhe-se uma das refeições para não ser feita, e come moderamente nas duas outras, não se abstendo de água. - jejum completo: neste só é permitido água durante o dia. E para ser o jejum que é prescrito, necessariamente referir-se-á à alimentação. As demais mortificações, ou penitências, podem ser bem vindas, mas normalmente não são jejum. Abstinência: deixar de comer carnes de animais de sangue quente - bovina (gado), ovina (carneiro), aviária (frango, galeto, galinha...), bubalina etc - , bem como seus caldo de carne. Permite-se o uso de ovos, laticínios e gordura. Nos dias prescritos, o jejum feito, ou que se esteja fazendo, não desobriga a abstinência durante todo o dia. Estão obrigados à abstinência os que tiverem completado quatorze anos, e tal obrigação se prolonga por toda a vida.

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TOCA PARA A IGREJA *Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: são os dois dias do ano que a Igreja define jejum e abstinência obrigatórios. *Demais dias da Quaresma, exceto os Domingos: jejum e abstinência parcial recomendados. *Sextas-feiras da Quaresma (que estão entre os dias assinalados pelo calendário antigo como Sextas-feiras das Têmporas): jejum e abstinência recomendados. *Demais sextas-feiras do ano, exceto se forem Solenidades: abstinência obrigatória, mas não é obrigatório o jejum.

Grávidas que necessitem de maior nutrição e doentes que, por conselho médico, precisam comer carne, estão dispensados da abstinência, bem como os pobres que recebem carne por esmola. Abstinência parcial: carne permitida só na refeição principal/ completa. Em alguns lugares, conforme liberação da conferência episcopal, essa abstinência pode ser trocada, a juízo do próprio fiel, por outra penitência. Lugares tais quais, no próprio Brasil, em que a CNBB permitiu outros tipos de penitências, como orações piedosas, prática de caridade, exercícios de devoção etc. Fonte: Comunidade Católica Shalom; a partir de texto base de Dom Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro

MÃE DA IGREJA Nossa Senhora da Candelária

Ó doce Virgem Maria - verdadeira guardiã da luz do mundo - que iluminais nosso destino com a gaça da vossa onipotência suplicante, que sois a candeia de amor cujo fogo brota do Coração Divino de Jesus. Ó Nossa Senhora da Candelária, atendei a nossa súplica concedendo-nos o favor da vossa maternal ajuda, pela fortaleza da nossa fé e o bálsamo da confiança, a fim de que possamos um dia gozar convosco as alegrias do céu. Assim seja. Nossa Senhora da Candelária, iluminai-nos. Em 2 de fevereiro, a Igreja celebra o dia de Nossa Senhora da Candelária (também conhecida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz)! Fevereiro/2013 3


TOCA ENTREVISTA

Celina Borges

Celina, como você descreveria sua missão como cantora católica? *Celina Borges - A oportunidade de expressar minha musicalidade, minha critividade, de acrescentar ao mundo um pouco do que Deus me deu um desafio constante! Eu nunca me intitulei cantora ou intérprete... As surpresas de Deus, da sociedade cristã e da própria vida, assumir estes papeis de intérprete e cantora. Sempre me achei sensível por demais e precisava desaguar isso de uma forma muito própria que, ao longo dos anos, fui assumindo sem medo ou ressalvas. Mas é certo, que acreditava que seria apenas compositora. Esse lado, sim, assumi com força e como um objetivo! Mas, se aprouve a Deus me dar esta missão, com tão grandes janelas... Atualmente, eu vejo essa missão como uma obra de salvação e resgate – primeiramente da minha própria vida, da minha própria alma inquieta pelo Belo. Não me sinto fragmentada e, hoje, assumo tudo o que permeia a arte de ser uma cantora completa! Eu não sei viver sem criar e sem a arte... Eu, literalmente, morro! Meu dever, minha luta e missão é buscar buscar a qualificação desse espaço, através da minha expressão! E sem medo dizer, neste mercado de salvação. Sempre ofereço o melhor de mim, para que eu possa ser canal pelo qual as pessoas possam encontrar o Verdadeiro e Maior Artífice da Beleza da Arte, Aquele que é o Grande Autor da Vida e de TUDO: Deus! Através da Trindade Santa (Pai, Filho e Espírito Santo) eu consigo dar sentido à minha existência aqui na terra! Para existir, eu preciso me expressar através da arte de cantar! Nestes anos de caminhada em missão, qual foi sua maior experiência da presença de Deus? *Celina Borges - Sendo quase 30 anos de muito trabalho e intenso viver na música e pela música, no mundo todo, preciso ser sincera... Foram muitos os grandes momentos que Deus, surpreendentemente, me arrebatou pelas experiências em Sua presença! Entretanto, não há nenhum outro momento igual como o de adorá-Lo sem a menor preocupação com tons, cores, vozes, vestes, lugar ou tempo. Mas, com qualidade de companhias e beleza. Acho que devo mencionar aqui o Hallel, com toda sinceridade! Foi no Hallel que eu tive as maiores experiências da presença amorosa e musical de Deus e em Deus! E, não foi uma só vez... As experiências ocorreram por repetidos anos. E este evento se tornou sagrado para mim. O maior deles! Ali, no Hallel, pode ser que a maior parte do Brasil jovem e cristão esteja reunido em massa e isso gere muita força em mim... Mas, ainda poderia citar os momentos da Capela e do palco central. Em especial, em 2012, quando recebi um dos maiores presentes – que foi o de celebrar junto a Toca de Assis essa nossa Arte por Amor ao Senhor Jesus! Simplesmente inesquecível!

De suas músicas, qual você considera que seja um ícone de seu Ministério? Por quê? *Celina Borges - Sempre pensei que eu seria injusta se citasse esta ou aquela minha canção como a melhor. Mas, agora, já não tenho mais dúvidas: é “Tudo Posso”. Minhas músicas nascem, primeiro, através de uma experiência profunda com Deus, com a palavra Dele, com os santos e com o sofrimento e luta do povo... Se não for assim, não consigo cantar ou compor. Preciso sentir o que eles sentem, viver o que eles vivem, defender, cair e levantar , errar e acertar para, então, trazer vida ao que faço. As músicas “Espírito Santo repousa”, “Padre Pio”, “Fica, Senhor, comigo”, “Alma esponsal”, “Busque o alto”, “Eis a chance” e tantas outras são muito de mim. Mas, “Tudo Posso” carrega minha marca! Esta canção nasceu da morte de muitos! Nasceu de um dos momentos mais difíceis da minha vida: um acidente no qual amigos morreram ao meu lado... E estávamos servindo a Deus... Como isso pode acontecer? Levei um tempo para entender... Quando esta canção nasceu do meu sofrimento, da minha busca e das minhas lágrimas, entendi a força da restauração, superação e ressurreição que ela carrega em cada lugar e momento no mundo em que é cantada e tocada! Não depende do que eu fiz e, sim, do que ela carrega. Essa é a verdade! Uma decisão de nunca desanimar ou desistir! Como foi seu primeiro encontro com a Toca? O quê você diria aos que integram essa obra? *Celina Borges - Meu primeiro encontro foi há muitos anos. E quanta reverência e quanto respeito sempre tive, e terei, para com estas pessoas! Obra de Amor aos menores. Tudo na Toca de Assis, para mim, é muito além deste mundo! E, por isso, às vezes, não compreendido e não alcançado por muitos e para muitos! É tão grande, tão além desta realidade consumista e idólatra, que posso dizer que seja a maior obra de resgate dos pobres de Deus no Brasil e fora dele! Amo a cada“Francisco” e cada “Clara”e, hoje, em especial, aos que são meus amigos de perto! Quanto desejo de estar com eles, sonhar com eles, somar com eles, criar com eles. Essa Toca que me dá eperança de uma Igreja verdadeiramente apaixonada pelos pobres e pelos mais sofridos e abandonados.Trata-se de uma nobre e humilde verdade que, raramente, é encontrada em muitos cristãos. E, sobremaneira, despojada e livre de corrupção e apegos!

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VOLUNTARIADO

V

ocê acredita em amor à primeira vista? Pois é dessa maneira que Maria do Carmo Pereira Cano descreve o sentimento pela Fraternidade Toca de Assis. Desde 1996, quando, através do marido (Zinito), conheceu a Toca na região do Butantã (São Paulo/SP), “Cacá” (como é conhecida) se encantou com o carisma que dava maior atenção aos pobres, e, por isso, decidiu que iria ajudar os(as) irmãos(ãs) com a assistência aos necessitados de forma voluntária. Como gosta muito de cozinhar, tornou-se um hábito preparar as grandes refeições para os acolhidos da Missão, sempre aos domingos. O tempero da Cacá estava presente, também, nas pastorais de rua durante a semana já que os religiosos distribuíam comida para os pobres. As três filhas deste casal de leigos, ainda pequenas, acompanhavam os pais nas atividades da Fraternidade. Foram muitas as experiências vividas. Cacá destaca que, em 1998, pode conhecer a primeira mulher que a Toca acolheu (Dona Célia, já falecida). Até então, somente homens eram atendidos. Assim, além de ‘pilotar’ a cozinha, lá estava a Cacá, ajudando Dona Célia a tomar banho e a se cuidar... Nesta época, Cacá conciliava o voluntariado com o trabalho fixo na Associação Casa de Orações. Ela era responsável pela livraria e pelos eventos da Renovação Carismática da região da cidade de São Paulo. Contudo, em 1999, foi convidada pelos membros da Fraternidade a “abrir” a primeira casa oficial da Toca (na rua República do Togo, Jardim Peri Peri). Assim, ela saiu do antigo trabalho e passou a administrar esta casa de missão (parte financeira e demais necessidades) por uma remuneração fixa! Começou a trabalhar para este carisma e, por isso, também, sempre contou com a Providência Divina! Com o passar do tempo, Cacá e sua família, foram ‘remanejados’ para diferentes missões: Campinas, Cotia, Rio de Janeiro... Em 2010, eles retornaram para a cidade de Campinas. Hoje, com a regularização dos documentos da

“Alegria de se dar”

Casa Mãe, além de trabalhar no escritório administrativo (Central São José), ela, junto com os irmãos, começaram a preparar a janta, que é servida toda quarta-feira na pastoral de rua realizada em frente a Basílica do Carmo. Esse tipo de atividade ficou conhecida como “A macarronada”. Entretanto, Cacá e os irmãos, notaram a necessidade de planejarem um cardápio nutricional. E, há cerca de oito meses, tem sido um sucesso! “Eu gosto quando os irmãos que frequentam a pastoral acham a comida boa e repetem até duas vezes!” – diz ela sorrindo e satisfeita! Para que esta pastoral aconteça (assim como as das outras missões), a Casa Mãe conta com doações de todo tipo: desde alimentos, até utensílios descartáveis, que são usados para servir as refeições (200 recipientes por semana). O cardápio atual é composto da seguinte maneira:

1ª quarta-feira do mês: Frango com legumes; feijão; arroz “à grega”; 2ª quarta-feira do mês: Feijão; Arroz com bacon e linguiça calabresa e couve; 3ª quarta-feira do mês: Feijão; Arroz “à grega” e carne moída; 4ª quarta-feira do mês: Macarronada (macarrão com molho “à bolonhesa”).

Quem conhece a Cacá pode notar que ela cozinha para a pastoral com muito carinho. Diz ainda que, por vezes, sente “aquele” cansaço... Mas, ciente de que assumiu um compromisso, conta que se, apenas pensa em não ir na quarta-feira (pois alguém poderá fazer o trabalho por ela) sabe que quem “perde” é ela mesma, pois não gosta de estar em falta com Deus e com as pessoas que decidiu ajudar. Assim como ela, venha ser você também um voluntário da Toca! Seja no ofício que for (cortar legumes, separar os utensílios, ajudar na limpeza...). A sua ajuda é essencial para a manutenção e realização desta obra! “O trabalho voluntário é muito importante e é algo que vem de dentro. Por isso, não deve ser encarado como uma obrigação, mas algo a ser feito com amor!” – finaliza Cacá!

LITURGIA “E vós, quem dizeis que eu sou?” E Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o cristo, o filho do Deus vivo.” (Mt 16,15-16)

Desde os primórdios da Santa Igreja de Deus, é proclamado o Credo (significa em latim creio!) Também chamado de Símbolo dos Apóstolos. No ano de 325, passou a ser usado como síntese da Fé Católica, sendo promulgado no Concílio de Nicéia e, também, no de Constantinopla. A Profissão de fé é dada logo depois da Homilia, para afirmarmos que acreditamos em tudo que foi proclamado durante o Evangelho. Nela, afirmamos que cremos na encarnação do Verbo de Deus, na Sua morte e ressurreição; que acreditamos na Santa Igreja Católica e tudo que ela professa... Enfim, é realmente uma síntese de tudo que o católico acredita em breves e profundas palavras. Essas palavras, às vezes, são ditas de forma mecânica e sem entusiasmo. Entretanto, para quem as medita, é fonte inesgotável de Fé e Fortaleza para o dia a dia (em que somos bombardeados por todos os tipos de doutrinas e ensinamentos contrários àquilo que o Nosso Senhor Jesus Cristo nos deu através dos apóstolos). O Papa Bento XVI nos pergunta e ele mesmo nos responde: “Mas onde encontramos a fórmula essencial da Fé? Onde encontramos a Verdade que nos foi fielmente transmitida e que constitui a Luz para a nossa vida cotidiana? A resposta é simples: no Credo, na Profissão de Fé. Através do Símbolo da Fé, nós nos reportamos ao evento originário da pessoa e da história de Jesus de Nazaré”. Portanto, devemos seguir firmes no propósito de Deus, na luta de cada dia, conforme nos exorta o Apóstolo Paulo: “E seja achado Nele, não tendo a minha Justiça que vem da Lei, mas a que vem pela Fé em Cristo, a saber, a Justiça que vem de Deus pela Fé; para conhecê-Lo, e à virtude da Sua ressurreição, e à comunicação de Suas aflições, sendo feito conforme a Sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos”.

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ORAÇÃO Consagração da Vida Consagrada à Virgem Maria “Ó Maria, Mãe da Igreja, confio-te toda a vida consagrada, para que lhe obtenha a plenitude da luz divina: viva na escuta da Palavra de Deus, na humildade de Jesus, teu Filho e nosso Senhor, no acolhimento da visita do Espírito Santo, na alegria diária do magnificat, a fim de que a Igreja seja edificada pela santidade de vida destes teus filhos e filhas, no mandamento do amor. Amém!” Bento XVI 6

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CORAÇÃO DA TOCA

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ou Carlos Antônio, nascido no interior da Paraíba, em Catolé do Rocha. De uma família católica e humilde, sou o caçula de sete irmãos. Muito pequeno perdi minha mãe e fui morar em Itapevi, São Paulo. Desde criança, tive o desejo de me entregar por inteiro a Deus, porém pensava que devia ser sacerdote (por não conhecer a vida consagrada na Igreja). Com o tempo, tal desejo aumentou. Esse desejo me incomodava e, muitas vezes, o rejeitei. Como todo jovem queria estudar, ficar com minha família, trabalhar e me divertir. Com 21 anos, após me engajar na vida pastoral da Igreja e perceber que tudo o que fazia não satisfazia o anseio mais profundo do meu coração, procurei meu pároco, que me orientou a buscar um seminário. Após alguns encontros, percebi que não era ao sacerdócio que Deus me chamava. Ao conhecer mais da vida consagrada, vi que era o desejo que tinha, de viver e servir incessantemente o Senhor, despertar e dormir em Sua presença, fazer de minha vida um louvor a Deus. Porém, não sabia para onde ir, qual caminho tomar... Ao participar de um ‘Hosana Brasil’, em 2007, na Canção Nova, conheci os Filhos e as Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, e ao ver o ardente Amor para com Nosso Senhor, através da vida consagrada deles, brilhou ante meus olhos aquilo que Deus escolheu para mim. Agora, sabia qual direção seguir! Iniciei o acompanhamento vocacional e fiz uma primeira experiência na Vila de Assis em São Paulo. Ao voltar para casa senti-me vazio, pois sabia que lá era meu lugar – já que estava sendo chamado a estar com os pobres mais pobres, e nunca tinha visto tanta pobreza! Tudo isso era contrário à minha realidade. Eu era muito vaidoso, gostava de estar na moda e fazia parte da cultura que valoriza o ‘ter’. Fui ao retiro vocacional nacional de 2008. Para minha surpresa, fui acolhido. Mesmo achando que ainda não era o momento, aquela era a hora que Deus queria. Pedi demissão do trabalho e tranquei a faculdade (com muito conflito interior). O que eu mais senti foi deixar meu sobrinho de seis meses. Enviaram-me para a Missão de Ribeirão Preto (que não foi fácil), pois precisava renunciar às minhas vaidades e

“Vontade de Deus, é meu paraíso...”

vontades para viver a Vontade de Deus. Mas, na adoração, e ao lado dos pobres, fui descobrindo o tamanho e a beleza do meu chamado. Uma relação de Amor com o Senhor da minha infância, que agora estava, ali, na minha frente. E quanto aqueles irmãos doentes me ensinaram o modo de me relacionar com Nosso Senhor! Vi que a Vontade de Deus, que sonhou comigo desde sempre, venceu meus planos egoístas. Hoje minha grande alegria, permanecer com Ele. Passei por muitas missões e o Senhor sempre me levou para viver esta história de Amor. Atualmente, moro na Missão de Londrina, no ano apostólico do noviciado. E cada vez mais, aumenta em mim o desejo de ser consumido inteiramente, pelo Santíssimo Sacramento e por Sua Igreja na pessoa de seus sacerdotes e no amor oblativo pelos pequeninos. E, que o Senhor sempre me leve a me apresentar diante Dele, vestido com as vestes da caridade. “O amor não cansa e nem se cansa.” (São João da Cruz) Testemunho do noviço Carlos Antônio, da Missão Londrina/PR


O Senhor fez em mim maravilhas! (lc 1,46-55)

TOCA EM RETALHOS

Meu nome é João Batista Figueiredo, tenho 59 anos e sou natural de São Rafael-RN. Morei nas ruas durante seis anos de minha vida, trabalhava no lixão em uma cidade de São Paulo e todo o dinheiro que ganhava era para sustentar meu vício do álcool. Antes disto, trabalhava em uma empresa da construção civil, mas perdi o emprego e, por isso, fui morar nas ruas. Certo dia, uma Assistente Social me levou para morar na Toca de Assis na cidade de Jaú. Lá, me acolheram com muito carinho e percebi que a alegria dos religiosos me contagiava a cada dia. Foi aí que decidi deixar o vício da bebida. Consegui perceber que poderia ser feliz sem me embriagar. Hoje, moro na missão de Londrina–PR e há seis anos, eu conheço a Toca de Assis. Sou muito feliz por morar na TOCA, pois aqui aprendi a me aproximar mais de DEUS. Com a catequese dos religiosos, recebi o Sacramento da Crisma e voltei a participar das Missas e a comungar o Corpo de Jesus, que é minha grande alegria! Sinto-me feliz a cada dia que participo dos momentos de espiritualidade e de convivência. Tenho alegria ao participar, com outros irmãos, das aulas aos sábados com a professora, dos momentos de partilha do Evangelho do Dia, dentre outros tantos momentos fraternos. Agradeço à Toca de Assis por cuidar de mim com tanto amor e carinho e a todos os leigos que ajudam em nossa casa. DEUS ABENÇÕE A TODOS. PAZ E BEM! Testemunho do acolhido João Batista Figueredo, da Missão Londrina/PR

Missão de Londrina/PR

Esforçai-vos por conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4, 3). A comunhão com a Igreja local, o amor e a atenção de nossos Bispos, a presença amiga de vários sacerdotes e seminaristas, o bom relacionamento com os leigos, benfeitores e colaboradores, a visita frequente das crianças da catequese para conhecerem nosso carisma e apostolado, o atendimento aos pobres que batem em nossas portas, o bom testemunho da vida consagrada e carismática durante todos estes anos, tem tornado muito fecunda nossa missão aqui nesta cidade. A missão de Londrina funciona, atualmente, como noviciado dos Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento, como casa de formação e missão. A missão conta com a presença de noviços de ano canônico e noviços de ano apostólico. Eles, vivenciam o apostolado carismático com maior frequência e com mais intensidade. Por isso, continuamos com o acolhimento dos pobres em nossa casa. Hoje, atendemos a 20 ex-moradores de rua. Além disso, às terças e sextas, saímos de nossa casa para o exercício de nossa pastoral com os pobres abandonados que vivem na rua.

TOCA EM AÇÃO

No segundo fim de semana de cada mês, realizamos as “40 horas” de adoração ao Santíssimo Sacramento. Ela começa às 5 horas da manhã de sábado e termina às 21 horas de domingo. Nesse período, fazemos uma escala, de hora em hora, entre os religiosos e os leigos de nossa missão. Atualmente, estão acontecendo várias missões peregrinas. Para as missões peregrinas, são enviados missionários (dois a dois) que percorrem as cidades, visitam as igrejas, atendem às necessidades dos pobres nas ruas e estradas e dão testemunho itinerante de uma vida totalmente entregue a Deus e à Sua Igreja. Todos os noviços do ano apostólico estarão presentes na Jornada Mundial da Juventude (que acontecerá em julho deste ano, no Rio de Janeiro), anunciando Jesus Cristo através do carisma a nós confiado. Antes e durante este evento, estarão no Rio exercendo uma intensa pastoral com os pobres abandonados de rua, aliviando seus sofrimentos e confortando seus corações. Enfim, nós damos graças ao Senhor Jesus Cristo, ao Santíssimo Sacramento do Altar, à Igreja particular da Arquidiocese de Londrina, ao Clero, aos nossos leigos, aos nossos amigos e colaboradores que fazem parte desta missão tão especial. A missão de Londrina tem produzido frutos de conversão e santidade em muitos corações. Além disso, tem devolvido a dignidade a muitos pobres abandonados que fazem parte da nossa história. Fevereiro/2013

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ARTIGO ESPECIAL

Ah não, a ‘net’ caiu! E agora, o que eu faço?!”. Essa expressão parece familiar pra você? Pois para cerca de 2,2 bilhões de pessoas, ela é só mais uma dentre tantas existentes no chamado mundo on-line. Não é de hoje que ouvimos falar sobre a cultura digital. Aparatos tecnológicos e novas formas de relacionar-se com o(s) outro(s) já fazem parte do nosso cotidiano. Aprimorar a comunicação é algo inerente ao ser humano! Desde a escrita nas cavernas, os hieróglifos egípcios, os pergaminhos, até a invenção do papel (...). Depois a imprensa, o telefone, o rádio, a televisão, o computador e, enfim, a Internet! Todas essas criações extraordinárias surgiram ao longo do tempo, e, é possível notar que a evolução comunicacional influencia diretamente no comportamento de toda a sociedade à nossa volta. Especialistas afirmam que, atualmente, uma “nova tecnologia revolucionária” surge praticamente a cada ano. Concordo com a perita em Marketing Digital, escritora e palestrante internacional, Martha Gabriel, quando ela diz que: “Meu computador é tão importante quanto o meu cérebro!”. ‘Ahh’ se a gente não faz aquele backup! Temos pesquisas, trabalhos, fotografias, documentos (...) para armazenar, e, uma vez perdido todos esses arquivos, que deveriam ser salvos no HD, ou, até mesmo, em algum pendrive, é sabido que nunca mais os teremos da mesma maneira. Nosso corpo bioló-

Curte aí !

gico faz uso dessas ferramentas externas, ampliando cada vez mais aquilo que a gente chama de conteúdo, ou bagagem cultural.E, concordando ou não com este fato, os estudiosos dizem que já não é mais possível desvincular o mundo off-line (o que seria a nossa “vida real”) do on-line (vida virtual). O surgimento da Internet é algo aparentemente recente (há cerca de 20 anos), porém, assistimos, hoje, a um “boom” cada vez mais ágil deste mecanismo que foi elevado ao status de “essencial” para a execução de boa parte de nossas atividades. E dentro desta própria plataforma, inovadora por si só, vemos novos conceitos como: a WEB 2.0, as comunidades on-line e interativas, blogs e as “queridas” redes sociais. Com menos de uma década de existência, o Facebook é a maior rede social do mundo! Fundada pelo jovem programador e empresário norte americano, Mark Elliot Zuckerberg, a rede atingiu, no ano passado, a marca de 1 bilhão de usuários ativos. Em média, 316.455 pessoas se cadastram, por dia, no Facebook, desde sua criação em 4 de fevereiro de 2004. Pesquisadores mostram que 71% das pessoas com acesso à conectividade virtual estão se relacionando neste exato momento! E, 86% dos internautas brasi-

leiros estão nas redes sociais, em média, de 4 a 6 horas por dia. Estes números em nada me espantam... O Brasil é considerado, por outras nações, um país acolhedor. A miscigenação de diferentes culturas e costumes existentes nas várias regiões do nosso território tornou o povo brasileiro conhecido por gostar de conversar, de querer fazer novas amizades e criar laços.Sendo assim, sempre vivemos em “rede”! Nossa família, nossos vizinhos, nossos amigos, colegas de trabalho... O que a rede social virtual fez foi simplesmente possibilitar que ampliássemos o alcance de nossos contatos! Além do espaço reservado a um verdadeiro “bate-papo” com os amigos mais íntimos, o questionamento “No que você está pensando?”, existente dentre as ferramentas de um perfil no Facebook, fomenta expor a uma quantidade muito maior de conhecidos, mais do que somente um pensamento. É possível compartilhar experiências, sejam elas as mais corriqueiras, como o cardápio do meu almoço, ou aquelas que fogem do comum, como um show especial do qual estive na plateia, por exemplo. Fotografias, sentimentos, vontades, ideias, inovações, solidariedade, cultura, fé... Opa! ‘Pera aí!’. Fé nas redes sociais? É possível? Claro que sim! Onde o homem estiver, Deus se fará presente! Como disse até aqui, vivemos uma nova cultura tecnológica, contudo é preciso saber que tais instrumentos existem como meios para facilitar e inovar nossa vida, mas nunca como fim último. O que muita gente esquece é de viver aqui, do ‘lado de cá’ da tela do computador, do tablet ou do celular. Distúrbios como vícios e outros trans-


“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos!” Bento XVI lançou no dia 12/12/12 o seu primeiro tweet! O twitter account @pontifex, publicado em 8 línguas superou, naquela manhã 1 milhão e 600 mil seguidores.

tornos existentes por conta da era digital são cada vez mais comuns (mais isso é assunto para outro artigo, rsrsrs). O bacana é pensar que assim, como eu tenho uma vida social na Internet, também a tenho simultaneamente fora dela. Não, não são duas vidas diferentes (por mais que muitos acabem optando por esse caminho). Eu sou uma pessoa só, e minha conduta “real” deve apenas estender-se ao mundo on-line! É paradoxal concluir que quanto mais tecnologia, maior a é a transparência daquilo que sou, penso, faço. Assim, maior é a exigência e a necessidade de ser ético, ou seja, mais “humanizado”... A verdade é que, como em qualquer lugar, há pessoas com boas ou más atitudes, e isso não exclui a existência desta última categoria também nas redes sociais. Porém, para a surpresa de muitos, não são os “pop stars” nacionais e/ou internacionais os mais famosos do “face”. Quem está no topo do ranking de popularidade é ninguém menos que Jesus Cristo! Aquele que nasceu em Belém, que é filho de Maria de Nazaré. Esse mesmo! Brincadeiras à parte, a página de Jesus tem a incrível marca de 4.981.281 de interações (incluindo comentários, comO ranking do Facebook é medido não pelo número de ‘curtições’ de partilhamentos, ‘falar’ e ‘ouvir’ seus fãs). O que nos mostra uma página, mas pela influência e interativdade da mesma com seus fãs. que, mesmo num ambiente que suponha a hostilidade à religião, a maioria tem se preocupado em transmitir a Palavra de Deus. O Papa Bento XVI disse que as redes sociais “tendem a substituir os espaços naturais de socialização e de comunicação, tornando-se, muitas vezes, o único ponto de referência da informação e conhecimento”. Portanto, longe de ser mera “modinha” passageira, as redes sociais têm sido o meio mais eficaz para propor e realizar grandes mudanças na sociedade, como foi o caso da queda das principais ditaduras do mundo árabe (Egito, Tunísia, e Líbia) depois da manifestação de jovens pelo Facebook. Atentos ao apelo de Cristo, pela voz de nosso Sumo Pontífice, em especial pela ocasião da JMJ Rio/2013, a mensagem: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28, 19), nunca esteve tão perto! Porém, é preciso saber: “Não se trata apenas de postar conteúdos religiosos na rede. O cristão deve ser ele mesmo, dar testemunho de sua fé; é assim que ele evangeliza”, diz padre Antonio Spadaro, PHD em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, diretor e editor da revista La Civiltà Cattolica (literatura, novas tecnologias aplicadas às ciências humanas, teologia) e escritor do livro “Cyberteologia – reflexões do Cristianismo em tempos de rede”. “Evangelização não é a comunicação de uma ideologia. É a vida que dá testemunho do Evangelho!” Gabriela Saldanha, Seja esta on-line, ou não! Jornalista; Depto. de Captação de Recursos Central São José- Campinas/SP

Fontes de pesquisa: http://destrave.cancaonova.com Especial: Cultura Digital; http://www.comshalom.org/blog/carmadelio http://www.comshalom.org


TOCA E QUALIDADE DE VIDA

Qual deve ser a postura Cristã diante das Doenças Sexualmente Transmissíveis?

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oenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças infecciosas que se transmitem essencialmente pelo contato sexual, sendo vários tipos de agentes infecciosos que estão envolvidos na contaminação: vírus, fungos, bactérias. A DST é existente desde as primeiras civilizações com “cultos aos deuses da fertilidade” caracterizados com prostituições e promiscuidades. Antigamente, chamávamos estas doenças de venéreas, que se originou de Vênus, “deusa do amor”. Algumas DST’s são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas corretamente, contudo, outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes e podem evoluir para complicações graves como: infertilidade, infecções neonatais, malformações congênitas, aborto, câncer e a morte. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a cada ano, 1 em 20 jovens, em todo o mundo, estão infectados com uma DST. Desses, os jovens entre os 15 e 24 anos são o grupo mais afetado. Em todo o mundo, existem 46 milhões de pessoas vivem com o HIV (2,5% são crianças), 5 milhões de novas infecções por ano, e que já matou mais de 20 milhões de pessoas. Afirma-se a ideia de “sexo seguro” com o uso de preservativo, considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir a disseminação das DST’s. Entretanto, o que vemos é que a efetividade do preservativo para as DST’s que se transmitem através do contato com a 10

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pele, como o vírus da herpes, é de 30%, com uso contínuo. No caso do HPV, existem vários estudos, incluindo aqueles publicados no Boletim da Organização Mundial da Saúde, que indicam que não há dados que demonstrem que a utilização do preservativo proteja realmente contra este vírus – e este fato pode desencadear o câncer do colo do útero nas mulheres do mundo inteiro. Esta dura informação nos apresenta uma realidade diferente da que é promovida pela indústria farmacêutica, dedicada à produção, distribuição e comercialização de preservativos no âmbito mundial; assim como governos e organizações que unicamente buscam fazer com que os adolescentes e jovens acreditem que, utilizando o preservativo, é possível viver responsavelmente a vida sexual. O uso e a distribuição de preservativos para os jovens, por se tratar de um procedimento imoral e que fomenta o uso irresponsável do sexo, deseduca o jovem e faz aumentar ainda mais a contaminação pela AIDS. Uganda é o único país da África que conseguiu, até hoje, reduzir consideravelmente, o número de contaminados pelo vírus da AIDS, com uma campanha de fidelidade conjugal e de abstinência sexual antes do casamento. A castidade mostrou os seus frutos. A contaminação caiu de 26% para 6%. Por outro lado, a África do Sul está com 30% da população contaminada, mesmo com o derramamento de milhões de camisinhas sobre a população.

Diante de tudo isso, percebemos a nossa responsabilidade e a importância da nossa postura como cristãos, em nos formar e em orientar que a vida sexual deve ser vivida apenas no casamento de um homem com uma mulher (Gen 2, 24) unidos em matrimônio. Fora desse contexto, a vida sexual é pecaminosa (fornicação ou adultério), traz doenças e sofrimentos. O ato sexual entre os casais deve sempre estar aberto à vida, e não ser impedido por meios artificiais, como a camisinha. A Igreja Católica deixa clara sua posição. Podemos perceber que a única “segurança” que temos está em Deus. Está quando vivemos a Castidade! Somos livres porque podemos fazer a melhor escolha! Mariane Caroline Gonçalves Enfermeira na UMAUnidade Médica Assistencial de Campinas/SP


FORMAÇÃO

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O que é a penitência?

proxima-se mais um tempo rico da nossa Santa Igreja Católica: o tempo da Quaresma. Sobre esse tempo, o Papa Bento XVI afirma: “é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de DEUS e dos sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé” (Mensagem para a Quaresma 2012). Iremos, assim, iniciar um tempo de interiorização e de revisão da nossa conduta diante de DEUS e dos homens. Para isso, entre tantas práticas, podemos ter como ajuda uma vida de penitência. E nos ensina o Catecismo da Igreja Católica: “[a penitência] contribui para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e liberdade de coração” (n.2043). Assim, o uso dessa prática auxilia-nos a ir além da simples abstinência de algo bom e lícito e nos leva a uma verdadeira e profunda conversão. Nós, seres humanos, somos uma união de corpo e alma. DEUS nos criou para o Céu, mas criou também o mundo, e, ao criar o mundo, “viu que tudo era bom”, se tudo é bom por que temos que nos penitenciar? Por que nos abster de algo lícito? Depois da queda de nossos primeiros pais, somos todos marcados pela concupiscência, pela fraqueza da carne, pelo pecado. Para, então, buscar o equilíbrio da nossa vontade, temos que lutar constantemente contra nossos desejos desenfreados. Assim, é licito fazer penitência para voltarmos, aos poucos, ao nosso equilíbrio da carne. Para sermos mais mortificados, e, não, simplesmente, nos rendermos aos desejos da nossa vontade. Para que possamos viver como homens, e, não, como animais. Dentre tantas opções que temos de mortificações podemos, por exemplo, deixar de comer algo que nos dá prazer; ou comer alguma coisa que não gostamos; ou mesmo, grandes mortificações que custam muito ao nosso corpo. Pode-se, por outro lado, almejarmos realizar penitências pequenas, tal como nos ensina Santa Terezinha, em sua pequena via, pegar um alfinete do chão com amor. Além disso, podemos fazer companhia aos nossos pais, em vez de sairmos com nossos amigos no sábado de noite; ou “perder” nosso tempo com quem precisa de nosso ouvido; realizar nosso trabalho bem feito, por mais que nos custe; ou mesmo, desligar a Internet e o Facebook algumas horas do dia. Cada um sabe o que lhe pesa mais, o que poderia deixar de fazer por um tempo por amor a JESUS. São pequenos atos, que, se realizados com amor, significam muito para Nosso Senhor. Atos que, além de nos forjar no “caminho do sofrimento”, reparam nossos pecados e os do mundo inteiro. Nada, para um Cristão corajoso e desejoso em amar mais a DEUS, será um fardo. Será, sim, um grande ato de Amor. Nascemos para o Céu, e, enquanto estivermos nessa vida terrena, temos de viver com os pés aqui e a cabeça no Céu. Cada ato aqui deve ser pensando no Paraíso. Precisamos buscar a Santidade. Nascemos para sermos Santos. Se não formos Santos, não teremos cumprido o propósito para o qual DEUS nos criou. O Papa Bento XVI em sua mensagem em preparação para a última quaresma comentava: “impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo”. Aproveitemos esse tempo propício da Quaresma para começarmos uma vida de mortificação. Que cheguemos ao Domingo Pascal mais ordenados e alinhados com a nossa natureza humana. Homens e mulheres repletos da graça de DEUS e unidos a JESUS em cada pequeno sacrifício. Se nos pesar em um momento, lembremo-nos do peso que JESUS carregou por Amor a cada um de nós, simplesmente por Amor. Unidos à Virgem MARIA, ela que viveu cada passo com JESUS aqui na terra e vive junto a Ele na glória, João Gabriel Camillo iniciemos essa Quaresma, unidos ao seu CoraSeminarista; ção Imaculado. Que Ela, Maria, nos ensine a Seminário Arquidiocesano São José de Niterói/RJ sermos penitentes e nos ofertar em uma oblação de Amor para que alcançemos a Santidade.

TOCA NA Rezemos juntos a Oração Oficial da Jornada: “Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio. Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização. Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo. Amém!”

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TOCARTE

Bento XVI e os circenses:

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o início de dezembro, compartilharam em minha página no Facebook esta matéria, que faço questão de publicar aqui na íntegra. Um encontro do Papa Bento XVI com artistas circenses. No dia 01 de dezembro de 2012, a Rádio Vaticana noticiou:

Minha dica:

“Comunicar através da arte os valores do Evangelho"

A Praça S. Pedro ganhou uma “decoração” especial este sábado: um carrossel e uma tenda de circo foram montados dentro da Praça para preanunciar o encontro de Bento XVI com os circenses. O espetáculo começou cedo. Às nove da manhã, cerca de sete mil circenses, participantes de um encontro promovido pelo Pontifício Conselho dos Migrantes e Itinerantes fizeram um cortejo do Castello Sant’Angelo até a Praça. O encontro contou, ainda, com a presença de 500 membros de bandas musicais, que deram ritmo à festa, mesmo sob a chuva que caía no momento. Momentos depois, já na Sala Paulo VI, palhaços, equilibristas, malabaristas e acrobatas de vários países europeus e dos Estados Unidos se exibiram e deram seus testemunhos diante de Bento XVI. Após acariciar dois filhotes de leão, o Papa, em seu discurso, ressaltou a característica desta “grande família”, ou seja, comunicar através da arte. “A alegria dos espetáculos, a graça das coreografias, o ritmo da música constituem um caminho imediato de comunicação para colocar-se em diálogo com crianças e adultos, suscitando sentimento de serenidade, de alegria e de concórdia.” Justamente a partir dessas características, continuou o Pontífice, o mundo do “espetáculo itinerante” é chamado a testemunhar os valores que fazem parte de sua tradição, como o amor pela família, o cuidado pela crianças e pelos idosos. Esta profissão requer renúncias e sacrifícios, responsabilidade e perseverança, coragem e generosidade: virtudes que a sociedade de hoje nem sempre aprecia, mas que contribuíram para formar inteiras gerações de circenses. Bento XVI mencionou, ainda, os problemas relacionados a esta condição itinerante, tais como a instrução dos filhos, a busca de locais aptos para os espetáculos e a burocracia, que atinge principalmente os trabalhadores estrangeiros. “Faço votos de que as administrações públicas se empenhem para tutelar essa categoria”, auspiciou o Pontífice. A seguir, Bento XVI recordou que a própria Igreja é peregrina, assim como o mundo circense, encorajando-os a oferecerem às jovens gerações, com os valores do Evangelho, a esperança e o encorajamento de que necessitam, evitando atitudes que impedem de colher a beleza da existência, como o pessimismo e o lucro a qualquer custo. “Queridos artistas e agentes do espetáculo, repito o que afirmei no início do meu pontificado: ‘Não há nada mais belo do que serem alcançados, surpreendidos pelo Evangelho, por Cristo. Não há nada de mais belo do que conhecê-Lo e comunicar com os outros a Sua amizade. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta’.”

Como falamos de circo, minha dica, é, Concluo dizendo da minha admiração pelas artes circenses. Em outra edição, já abordamos esse tema. uma vez mais, os Dizia respeito à proposta na qual artistas corajosos se aventuram na arte de evangelizar nas ruas. Certa vez, recebi um vídeo que mostrava um palhaço se apresentando para o Papa João Paulo II. O Papa, espetáculos do rindo como uma criança, não se continha em sua cadeira e dava boas gargalhadas. A arte pura e bem explorada do circo pode ser uma ferramenta de evangelização surpreendente. Nesta plateia, homens, “Circo de Soleil”. mulheres, crianças, negros, brancos, índios... Todos nos tornamos crianças dóceis. Aquele palhaço tem o poder de nos comunicar qualquer coisa. E se sua mensagem for a boa nova do Evangelho? O mais conhecido deles é o“Alegria”. Irmão Tarcísio, FPSS ministrosp@fpss.org.br Uma boa opção de espetáculo circense, no melhor estilo Circo de Soleil! Na edição de janeiro, eu havia escrito que neste mês voltaríamos a falar sobre a preparação do musical "A Missa da Minha Vida", para a JMJ Rio 2013. No próximo mês escreverei um pouco mais sobre essa preparação. Achei que seria interessante partilhar sobre esse encontro do Santo Padre com os Artistas, para ilustrar a necessidade de produzir uma arte pautada pelos valores do Evangelho em comunhão com a Igreja!


Voluntários Casa Mãe- Campinas/SP

Inauguração da Hospedaria na Torre de Londrina/PR

Mural da


Pandora Escola de Artes

“a fonte de lourdes�

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“É maior alegria dar que receber.” Atos 20,35


20-revista-fevereiro-2013