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Guia Geral de Cerâmica &

introdução

Guia Geral de Cerâmica & Assentamento 2017

Assentamento 2017

fichas técnicas

assentamento

fichas técnicas

características

Menasce Comunicações Ltda. - Ano XIV - agosto 2017 - R$ 50,00




Guia Geral de Cerâmica & Assentamento 2017

introdução

Orientando quem vende e especifica

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sta é a décima quarta edição do Guia Geral de Cerâmica & Assentamento. Uma obra que reúne a enorme quantidade de trabalhos técnicos disponíveis sobre o assunto no Brasil e no mundo, em especial na Itália e Espanha. Apesar dos dados não mudarem em sua essência técnica, muito é acrescentado a cada ano na forma de especificar, instalar e manter o sistema do revestimento cerâmico. A mais importante novidade no momento é a norma de desempenho NBR 15.575 (em especial a NBR 15.575-3 que trata de pisos e a NBR15.575-4, vedações verticais internas e externas - paredes e fachadas) que, após várias revisões, foi publicada pela ABNT em 19 de fevereiro de 2013 e entrou em vigor em 19 julho do mesmo ano. Agora a norma passa a valer para todas edificações residenciais e não apenas aquelas de até cinco pavimentos. Esta norma causa grande impacto com a ampliação de sua abrangência e questões relacionadas à dificuldade em cumprir certas exigências do sistema construtivo e nossa tarefa é ajudar você a especificar com mais facilidade conhecendo os novos produtos no mercado. O objetivo desta obra é facilitar e dar suporte técnico ao seu projeto, seja ele comercial ou residencial. O nosso cunho é técnico mas buscamos uma linguagem prática, facilitando, na medida do possível, o acesso aos dados necessários. Por este motivo foram criadas as Fichas Técnicas que buscam inverter a lógica de quem vende para a lógica de quem compra, isto é, a partir da necessidade do cliente é que se definem as características críticas para uma correta especificação e assentamento. Recomendamos, no entanto, que para cada projeto específico seja feita uma consulta com um profissional habilitado. Estes dados são apenas referênciais e não podem ser empregados como uma indicação final, haja vista que existem muitas particularidades em cada obra. Outra fonte de informações técnicas são os próprios fabricantes de revestimentos, argamassas e suas associações. Se desejar encaminhe suas dúvidas para nós, que teremos o maior prazer em fazer a ponte com os especialistas do mercado. Portanto, mãos à obra e bom trabalho! Os Editores




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Índice



Parte I

Um material único e versátil

pág. 05

Parte II

Técnica e segurança do usuário

pág. 15

Características do produto

pág. 20

Desempenho do produto

pág. 24

Parte III

Escolha sem problemas

pág. 26

A palavra do fabricante

pág. 36

Parte IV

Formando um conjunto

pág. 43

Parte V

Os critérios da escolha

pág. 47

A palavra do fabricante

pág. 47


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introdução

Um material único e versátil

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cerâmica é um material milenar e muito versátil. Seus primeiros exemplares foram encontrados em assentamentos humanos datados do início do Neolítico, e pertenciam aos potes para armazenar os grãos que nossos ancestrais aprendiam a cultivar. No campo da construção, a cerâmica também é um dos materiais mais antigos, seja na forma de blocos e telhas, seja na de placas para revestimentos. As primeiras placas foram encontradas em escavações de palácios da Babilônia e datam do século VI a.C. Durante séculos, a cerâmica, como material de acabamento, foi usada apenas em construções luxuosas, mas, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), novas tecnologias permitiram a produção em massa, com a consequente queda dos preços e sua popularização. Nesses primeiros anos de difusão, a cerâmica foi adotada apenas para suprir necessidades específicas de durabilidade, higiene e limpeza. Mas, depois, sua função estética equiparou-se, em importância, com aquelas outras, tornando-se uma opção considerável para vários usos. Técnica e estética andam cada vez mais próximas nesse assunto, e o sucesso no uso das placas cerâmicas para revestimento depende de sua especificação adequada, seu correto manuseio e assentamento, e sua manutenção com produtos de limpeza indicados pelos fabricantes. Quando essas premissas são observadas, você tem um revestimento dos mais duráveis e de melhor relação custo/benefício, além de muito apropriado ao nosso clima tropical. Para isso, você encontrará, nas próximas páginas, todos os critérios para seu correto uso e assentamento.




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Material reúne arte e técnica

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mbora seja comum a confusão, placas cerâmicas e revestimento cerâmico são coisas diferentes. As placas são apenas uma parte do revestimento, que é formado pelas placas cerâmicas, argamassas de assentamento e rejunte sem as juntas de dilatação e de dessolidarização, e os espaçadores de plástico, por exemplo.

rísticas próprias, que a distinguem dos outros materiais à disposição.

Em termos técnicos, chama-se de placa o elemento construtivo em que duas dimensões (comprimento e largura) predominam sobre a terceira (a espessura). Como exemplo, basta dizer que a moderna tecnologia permite-nos fabricar placas cerâmicas de comprimento superiores a três metros, mas sua espessura proporcionalmente é bem inferior. É importante ressaltar que diversos materiais de acabamento são oferecidos na forma de placas, como os pisos laminados de madeira e as pedras ornamentais. Uma placa cerâmica, portanto, possui caracte-

Quando se fala em cerâmica, são inúmeras as opções, tipos, estilos de design, de produtos permitindo literalmente infinitas possibilidades de combinações de ambientes residenciais ou comerciais



O QUE A CERÂMICA TEM? Os pesquisadores dividem os materiais em três grupos: metais, polímeros e cerâmicos. Os materiais cerâmicos são compostos por argila e outros minerais, e a mistura é

queimada em fornos apropriados, à temperaturas superiores a 1000ºC. As reações químicas que acontecem durante a queima conferem as propriedades finais do material cerâmico. As principais, conforme a Ciência, são dureza, rigidez, fragilidade, inércia e corrosão. A dureza resulta de estruturas vitrificadas que se for-

mam durante a queima. Compacta e com grande coesão interna, essa força é responsável pela resistência mecânica do material. Rapidamente, pode-se definir rigidez como a resistência à deformação, quando o material é submetido a um esforço. É por isso que a cerâmica é considerada, também, um produto frágil, ou seja, ela quebra sem apresentar deformação prévia, ao contrário de um elástico, que laceia antes de arrebentar. É importante ressaltar que, pela literatura científica, a fragilidade não é um defeito da cerâmica, mas apenas uma propriedade a ser considerada. A última característica dos materiais cerâmicos é a inércia e a corrosão. Os materiais cerâmicos possuem uma estrutura mais estável apresentando alta resistência química e à corrosão. São exemplos contrários alguns polímeros (plásticos, entre outros), que podem ser atacados por ácidos, e os metais, sujeitos à corrosão.


introdução

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O uso da cerâmica como placas para revestimento de pisos e paredes reúne as propriedades desse material (dureza, rigidez, etc.), a outras, específicas deste tipo de uso.

ou estéticas se alterem;

POLIVALENTE Os principais atributos da cerâmica como material de acabamento são apresentadas abaixo: 1. Limpabilidade: É fácil de limpar, tanto no pósobra, quanto no dia a dia, reduzindo o custo de manutenção por dispensar procedimentos complicados e caros; 2. Incombustibilidade: Não pega fogo, como outros materiais de acabamento (carpetes e madeira, por exemplo). Trata-se, portanto, de um material que oferece segurança ao fogo como um de seus atributos;

3. Impermeabilidade: A superfície esmaltada é estanque à água, não contribuindo para a salubridade dos ambientes em que está aplicada. O tardoz, parte inferior da placa, não possui esta característica. Cabe ressaltar que a placa cerâmica não é responsável pela estanqueidade do sistema construtivo (seja piso ou vedação vertical); 4. Durabilidade: Desde que corretamente especificada, sua composição química estável permite um longo tempo de uso, sem que suas características técnicas

5. Saúde: A cerâmica é um material antialérgico e também evita problemas respiratórios, pois não acumula pó ou microorganismos como ácaros e fungos sobre sua superfície. Algumas placas são, inclusive, bactericidas; 6. Decoração: Além de todos os motivos técnicos listados acima, a cerâmica também evoluiu muito nos últimos anos, no campo do design. Os maiores estúdios de design cerâmico do mundo e os grandes fabricantes mantêm uma estreita colaboração, desenvolvendo novos produtos, cada vez mais adequados ao bom gosto de seus clientes; 7. Versatilidade: A cerâmica não é mais a rainha da cozinha ou dos banheiros. A evolução da tecnologia produtiva




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e o avanço do design permitiram a criação de coleções voltadas para outros usos, tanto em residências, como nos ambientes industrial, comercial e de serviços. Você pode perceber, portanto, que as placas cerâmicas atendem necessidades tanto técnicas, quanto estéticas, que todo especificador ou comprador de materiais deve considerar, antes de se decidir por esse ou aquele produto. Ou seja, atende aos critérios de funcionalidade esperados por quem a adquire. FUNCIONA! Segundo os especialistas, funcionalidade é a capacidade de um material atender aos requisitos necessários para certo uso. Ela é composta por três itens: facilidade de aplicação do produto, facilidade de manutenção e adequação técnica. Você já viu que a cerâmica é muito fácil de se limpar, tanto no pós-obra, quanto no dia a dia, apresentando



CUSTO E BENEFÍCIO

ainda uma resistência a manchas e ao ataque químico satisfatória. Um forte ponto de resistência ao uso desse material é a alegada dificuldade de aplicação. De fato, as placas cerâmicas frequentemente requerem a atenção de um profissional especializado, capaz de assentá-las corretamente. Se até há algum tempo, isso significava gastar dinheiro com a contratação de um bom assentador, ou correr o risco de cair nas mãos de algum aventureiro desinformado, hoje está crescendo a oferta de bons serviços, a preços acessíveis. O principal motivo é o esforço conjugado de empresários, entidades setoriais e escolas técnicas, para formação de um número cada vez maior de profissionais de assentamento.

Por último, compare a cerâmica com outros materiais. Você perceberá que suas características técnicas e estéticas a colocam à frente de várias alternativas, como mármores, carpetes e tintas, seja no que se refere ao custo, à durabilidade, à segurança, à higiene, à facilidade de instalação ou a outros pontos importantes. Você pode encontrar alguém que lhe diga que outro material é mais barato, por exemplo, ainda que se considere a mão de obra para instalação. Mas, nesse caso, até mesmo uma placa cerâmica aparentemente mais cara tem seu custo diluído pela sua longa vida útil. Basta lembrar que os especialistas afirmam que mesmo as melhores tintas resistem a, no máximo, quatro anos. Depois, é necessária uma repintura, com mais gastos e mão de obra. Você pode ter certeza: um bom produto cerâmico não precisa ser trocado tão cedo.


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N o início do século, fabricar uma placa de cerâmica demorava. Só para queimála, nos fornos abóboda, eram gastos três dias! Mas agora, com equipamentos de ponta, as fábricas brasileiras garantem um alto nível de qualidade e sofisticação em seus produtos, além de agilidade produtiva. Para se ter uma ideia, os fornos a rolo de hoje derrubaram o tempo de queima para apenas 20 minutos. O Brasil é o segundo produtor mundial de placas cerâmicas, com mais de 900 milhões de m² por ano. DO PÓ VIESTE As argilas são as principais matériasprimas para fabricar cerâmica. SECOS E MOLHADOS Na indústria, a argila é tratada para conseguir uma boa homogeneidade, além de uma granulometria adequada (o tamanho médio dos grãos). Ambas são obtidas na moagem, que pode ser feita de dois modos: por via seca ou por via úmida. Na via seca, o material é misturado e moído com sua umidade natural, isto é, com a que foi extraída. Depois, segue para o granulador, afim de obter um grão com forma adequada. Na via úmida, os diversos materiais são misturados em água. A mistura (ou barbotina), segue para o atomizador que, pela injeção de ar em alta temperatura, extrai quase toda a água do material, que já se agrega em grãos com as características desejadas.

ENTRANDO EM FORMA Depois, vem a conformação, em que o formato da placa é definido. Há dois tipos de conformação mais utilizados: prensagem e extrusão. A prensagem é feita em prensas de grande tonelagem, das quais a placa já sai com largura, comprimento e espessura definidos. Na extrusão, o equipamento parece um grande moedor de carne, a extrusora ou maromba. Uma rosca sem fim empurra o material para a saída da máquina, chamada de boquilha, que lhe dá a largura e a espessura. O comprimento é determinado pelo corte da barra de material que sai continuamente da maromba. ENXUTO Depois de conformadas, as placas vão para o secador, que retira a umidade restante, a temperaturas de aproximadamente 400 ºC. FESTA PARA OS OLHOS A peça é então decorada. Há quatro tecnologias de decoração. A serigrafia plana usa o princípio do silkscreen para camisetas; a serigrafia rotativa difere no formato da tela (cilíndrica); a incavografia é semelhante a um carimbo “invertido”, e a decoração digital. No carimbo, o desenho em relevo é que fica sobre o papel. Na incavografia, o desenho é formado por pequenos pontos gravados a laser sobre um cilindro de material apropriado. Os pontos retêm a tinta e

introdução

Direto do forno para sua obra

a transferem para a placa, formando o desenho projetado. Como a tecnologia não para de evoluir, a decoração digital revolucionou a forma de se produzir as placas cerâmicas e é responsável pela reprodução fidelíssima de qualquer material natural além da criação de efeitos antes impensáveis. O processo é muito similar ao de impressão gráfica empregando apenas os 4 tons CYMK. PROTEÇÃO E BRILHO Para proteger o desenho e conferir brilho à placa, é aplicada sobre ela uma camada de esmalte. O esmalte é composto por materiais que, no forno, fundem-se, formando uma camada vitrificada e brilhante sobre a peça. HAJA FOGO! A queima, no forno, é uma das etapas mais importantes. A temperaturas acima de 1.000 ºC, as argilas que compõem a base e os materiais vítreos do esmalte fundem-se, e a placa adquire as características próprias da cerâmica. Tecnicamente, a queima chama-se sinterização, devido à reação química que ocorre no forno - a síntese, onde várias substâncias se unem, formando outras, com propriedades diferentes das iniciais. PARA VIAGEM Ao saírem do forno, as placas são inspecionadas quanto a defeitos de fabricação e classificadas. Depois, são embaladas e já estão prontas para o consumo.




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Beleza em diversas formas

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or ser um material de acabamento, a placa cerâmica tem um impacto visual muito forte sobre o ambiente que está revestindo ou sobre o entorno da construção (caso esteja assentada numa fachada). Sua cor, sua textura, seu formato e a composição que forma com o rejuntamento, entre outros fatores, são usados pelos arquitetos e engenheiros como um elemento de linguagem arquitetônica valioso e muito expressivo. Por isso, é necessário considerar certos critérios estéticos, no projeto e na escolha das coleções que você usará em sua obra. Esses critérios são divididos em dois tipos: inerentes à placa e inerentes ao revestimento cerâmico (lembre-se de que são conceitos distintos - o revestimento é o conjunto formado pelas placas, a argamassa colante e rejuntamento). DESIGN Os fabricantes costumam chamar a atenção dos consumidores para o design das peças cerâmicas. A rigor, o design é definido como a combinação de forma e função de certo produto. Ou seja, é muito mais do que a beleza visual de uma placa, ou as linhas arrojadas de um automóvel. É a combinação de uma intenção de uso com valores estéticos e técnicos. No caso das placas cerâmicas, o primeiro elemento de design é seu formato. Sua influência é o impacto que terá sobre o revestimento cerâmico, pois o formato influi sobre a percepção da trama do rejuntamento. Quanto maiores

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forem as placas, menos se percebe o rejunte e vice-versa. A percepção do rejunte não é, de forma alguma, um defeito, mas apenas um recurso com que o arquiteto conta para sua linguagem construtiva. Os especialistas explicam que o formato de uma placa é a união de dois fatores: sua forma e seu tamanho. As formas mais frequentes de placas cerâmicas são a retangular e a quadrada, mas existem outras, como a hexagonal e a octogonal, por exemplo. E há ainda aquelas com formas arredondadas e irregulares. Apesar de simples, as formas retangular e quadrado podem gerar um bom impacto visual no ambiente ou na construção que estiverem revestindo, com o uso de alguns recursos. O principal é optar por um assentamento mais criativo, onde as juntas de assentamento sejam desencontradas, ou em diagonal, formando um jogo mais dinâmico de linhas. Outra solução, que requer mais estudos, é a composição de um revestimento com placas de diversos formatos. O desenvolvimento tecnológico tem proporcionado uma grande gama de tamanhos para as placas. É possível encontrar desde pequenas pastilhas, como as de 2,5 x 2,5 cm, até placas de porcelanato de 1,20m x 1,20m. O Projeto Lamina da System, já permite fabricar placas de 3,0 x 1,0 metros, com espessura

de apenas 3 mm. Lançar mão dessas alternativas, com criatividade e bom gosto, é um modo de se obter um projeto original e agradável, sem se esquecer do rigor técnico que deve orientar a especificação e o assentamento do material. COR Outra característica de design ligada às placas é a cor. Neste ponto, é necessário separar a discussão em três partes: as placas esmaltadas, as não esmaltadas e os porcelanatos. As placas esmaltadas são aquelas que, durante a fabricação, recebem uma camada de esmalte colorido (material vítreo que durante a queima se funde sobre a placa e gera uma camada vitrificada, que protege o produto e lhe dá qualidades estéticas). As possibilidades de cores de um produto esmaltado são praticamente infinitas, porque a tecnologia atual permite sua obtenção através da combinação de vários pigmentos com que a indústria trabalha. Além disso, o esmalte pode proporcionar certos efeitos às placas, como o alto brilho, o acetinado e o matte (brilho sem reflexão visível de imagens). Já a cor das placas não esmaltadas, como os cottos, depende praticamente do material usado em sua base, o que limita a variedade. É necessário ressaltar, porém, que os especialistas e os designers não encaram esse fato como uma limitação do material, mas apenas uma característica própria, que pode ser uma opção como qualquer outra, dentro de seu projeto.


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introdução

Lançando moda As principais tendências em cerâmica podem ser agrupadas assim:

1. Pedras naturais: Recebe várias interpretações. Uma das mais fortes são as desgastadas, que remetem às construções da Idade Média. Para compor, algumas peças trazem, em relevo ou estampados, motivos medievais, inspirados na heráldica e na arte da época. Outra opção são os polidos ou acetinados. 2. Variedade de formatos: A profusão de tamanhos permite maior dinamismo na composição e projetos exclusivos. De um lado, assiste-se à chegada de grandes placas, que alcançam a medida de 3,00 x 1,00m. De outro, ressurgem os pequenos formatos, com pastilhas de 1,0 x 1,0 cm. 3. Mármores e granitos: Outra grande tendência são os produtos que reproduzem os veios e texturas dessas pedras. Atualmente, tentamse mesclas de várias cores. Algumas placas têm bordas retificadas, para permitir juntas secas, isto é, eliminam o rejuntamento e ampliam a sensação de um ambiente revestido em mármore. 4. Artesanais: Também estão em alta as peças decoradas manualmente. Mesmo grandes coleções, produzidas em escala industrial, que mantenham seu aspecto artesanal são bem aceitas. O consumidor as usa como um toque de personalidade em seu ambiente. Tons pastéis, motivos florais, traços grossos e irregulares. Tudo o que demonstre a mão do homem é recebido com satisfação.

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6. Alto tráfego: Motivos geométricos dominam as propostas para áreas de grande circulação, como halls de hotéis, shopping centers e aeroportos. Em geral, as placas têm cores neutras, salpicadas por outros tons.

7. Efeitos decorativos e texturas: O avanço técnico permitiu um amplo leque de acabamentos para as peças especiais, cujos efeitos de decoração e aplicação de esmaltes, metais preciosos e outros elementos enriquecem as peças, com resultados criativos e inesperados a partir da impressão 3D.

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8. Terracota: Tons da terra imitados com perfeição são obtidos com mesclas apropriadas de corantes e esmaltes. Placas não esmaltadas, onde o apelo é a cor da base, também estão ganhando destaque.

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9. 5. Porcelanato: Técnico ou esmaltado, polido ou não, o

porcelanato está conquistando adeptos a cada dia e se incorporou definitivamente ao mix de produtos cerâmicos. Novas tecnologias permitem acabamentos inesperados, como os esmaltes prensados sobre a placa, e não aplicados pelos métodos tradionais, como se viu na Cersaie 2016, maior feira mundial de cerâmica.

9. Mosaicos: Ganham espaço como elemento de personalidade em ambientes cerâmicos. Pré-fabricados, os mosaicos compõem um sem número de desenhos, sendo aplicados como “carpetes” de cerâmica, em pisos ou paredes.

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Quanto aos porcelanatos, sua tecnologia de produção difere completamente dos produtos tradicionais, impondo características próprias de decoração e coloração. A decoração do porcelanato está evoluindo rapidamente. Há 20 anos, ele era um produto sobretudo técnico, não esmaltado, adotado em situações específicas de uso, e seu apelo visual não era importante. Por isso, era encontrado apenas nos tons que compunham sua base, isto é, em branco ou tons de cinza. Com sua difusão, porém, a apresentação visual começou a se destacar e novos métodos de decoração já permitem a reprodução fiel de certos padrões, como mármores, granitos e outras pedras ornamentais. DECORAÇÃO E RELEVO Embora pareçam a mesma coisa, decoração e cor são conceitos diferentes. A decoração refere-se aos desenhos ou padrões gráficos impressos sobre a peça. A grosso modo, é a mesma coisa que dizer que poderíamos imprimir um desenho sobre a cerâmica tanto em azul, quanto em amarelo ou vermelho, conforme o desejo do designer. Esse “desenho” impresso na placa é sua decoração, enquanto a cor com que será impresso é fruto dos esmaltes e corantes desenvolvidos pela indústria e já discutidos acima. No caso de peças esmaltadas, a decoração é praticamente ilimitada, seja pelos avanços da tecnologia (serigrafia plana, serigrafia rotativa, incavografia e impressão digital), seja

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pelos trabalhos de 3ª queima. A 3ª queima é um recurso de decoração em que a placa recebe pigmentos, aplicação de metais preciosos (como ouro) ou tratamentos de relevo, e volta ao forno para ser queimada uma outra vez, afim de fundir esses produtos sobre sua superfície. Os produtos não esmaltados não recebem, tradicionalmente, decoração. Mas aumenta, a cada dia, o número de produtos que recebem algum tipo de tratamento, principalmente desenhos de aspecto artesanal e com forte efeito estético. Com a evolução dos porcelanatos, já é possível obter uma série de efeitos de decoração, além dos consagrados padrões imitando diversas pedras, como mármores e granitos. Através de sais solúveis, serigrafia, esmaltação, inserts e novos métodos de carregamento das prensas, os porcelanatos podem oferecer decorações geométricas, satinadas, brilhantes e xadrezes, entre outros. A união entre a cor e a decoração é um dos mais poderosos apelos da cerâmica. Outro recurso muito usado é o relevo. Além de efeitos obtidos por terceira queima, é possível conseguir relevos na prensagem da peça, usando estampos (a parte superior da fôrma da prensa) especiais. O relevo de prensagem é um recurso acessível tanto a placas esmaltadas, quanto para não esmaltadas e, por que não, para porcelanatos. É importante ressaltar, ainda, que os relevos podem ter função meramente estética (como reproduzir a superfície desgastada de uma pedra), ou funcional (como as ranhuras para aumentar a

resistência ao escorregamento de placas destinadas a bordas de piscina, degraus de escada ou passeios públicos). DECORAÇÃO DIGITAL Diferentemente do processo tradicional, onde a impressão se dá através da transferência física por contato de um rolo ou tela na peça cerâmica, na impressão digital, da concepção do desenho até a saída de tinta da impressora especializada, é feito via computador. A impressora digital em alta resolução é composta por componentes de comunicação eletrônicos e cabeças de impressão que recebem pigmentos e tintas especiais. As cabeças de impressão trabalham ejetando pequenas gotas de tinta a uma velocidade altíssima, por meio da propagação de uma onda acústica dentro de cada câmara, garantindo a fidelidade na reprodução. Atualmente, a maioria das indústrias cerâmicas utilizam este método para decoração de peças. PEÇAS ESPECIAIS O principal apelo das peças especiais é a possibilidade de personalizar o ambiente revestido. Usando apenas as placas cerâmicas, corre-se o risco de encontrar o mesmo projeto na cozinha de seu amigo, mas listelos, tozetos, faixas e outros elementos permitem um projeto original e de forte impacto estético. As peças especiais são agrupadas em duas ca-


tegorias: as de função construtiva e as de função decorativa. As primeiras são usadas, geralmente, na transição de um plano para outro. Alguns exemplos de peças construtivas são as bordas de escadas e piscinas, as peças para arrematar cantos de bancadas e churrasqueiras, etc. Já as peças decorativas servem para dar um toque especial ao projeto, deixando-o com a cara do usuário. Quando as peças têm fins estéticos, seguem os princípios do ponto e da linha. Os tozetos são exemplos de pontos, porque seu apelo está em suas pequenas dimensões, servindo como detalhe, que aparece isolado entre placas de outro tipo. Faixas e listelos seguem o princípio da linha,

porque compõem, entre si, trechos que dividem as áreas assentadas. Ambos os princípios servem tanto para paredes, quanto para pisos. Esses padrões também são aplicados ao piso, com a diferença de que, nesse caso, as peças precisam apresentar características próprias para esse uso, como resistência à abrasão e ao risco. De modo geral, os elementos de cor, decoração, formato e textura também se aplicam às peças especiais. Um de seus maiores recursos é o relevo, que pode tanto ter origem na terceira queima, quanto na prensagem. Ao escolhê-las, algumas dicas são válidas. Se você optar por listelos de corte reto, verifique se seu comprimento é igual à largura das

placas que está comprando. Isso é necessário, porque o desencontro entre as juntas, nesse caso, gera um efeito estético desagradável. Esse cuidado é dispensado, se você procurar listelos universais, que possuem corte em forma de seta ou curva e são compatíveis com qualquer formato de placa.Uma última recomendação: tozetos hexagonais exigem que as placas sejam cortadas em chanfro, pois são incompatíveis com ângulos de 90º. Essa necessidade pode gerar um trabalho indesejável e demorado, além de desperdício de placas, por quebra. Mas também resulta em agradáveis surpresas visuais.

Deixe o ambiente do seu jeito

A s peças especiais são usadas para personalizar o ambiente, dando um

toque original ao seu projeto.São divididas em dois grupos. As construtivas servem de transição entre dois planos de um ambiente, como as cantoneiras e bordas, por exemplo. As decorativas são usadas, sobretudo, para valorizar o ambiente, oferecendo-se como opção para paginações mais criativas e personalizadas. Essas peças podem ser classificadas como segue: 1. Faixas: São peças decoradas, também chamadas de listelos ou listels (se aparecem na parede), ou barras (se aplicadas no chão). Quando seu corte é reto (a), seu comprimento deve ser igual à largura das placas cerâmicas, para que não haja desencontro entre as juntas de assentamento. O corte universal (b), em forma de seta ou curva, dá maior flexibilidade, pois torna as faixas

compatíveis com qualquer peça.

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2. Festones: São faixas maiores e totalmente decoradas. 3. Inserts: Decoradas no centro, para compor com peças de decoração lisa.

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4. Tozetos: Pequenas peças, geralmente quadradas ou hexagonais, que aparecem entre placas cerâmicas.

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5. Rodapés: Peças para arrematar o encontro entre paredes e pisos.

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6. Peças estruturadas: Acompanham faixas ou são usadas como molduras para espelhos ou no encontro entre paredes e teto. Os tipos são torelos (a), filetes (b), tranças (c) e borduras (d).

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introdução

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Os segredos da paginação Define-se como paginação o desenho que as placas cerâmicas irão compor sobre a superfície revestida e sua harmonia com o rejuntamento. Os principais elementos da paginação são o formato das placas, a largura das juntas de assentamento e a direção em que as peças serão assentadas. Sempre verificar na embalagem do produto a disposição que o mesmo é indicado. O formato tem influência direta sobre a paginação, na medida em que pode realçar o rejuntamento ou a homogeneidade das placas. Formatos maiores tendem a diminuir a percepção do rejuntamento, enquanto pequenas peças podem colocá-lo em evidência. Os principais formatos das placas são o quadrado e o retangular. Mesmo simples, eles oferecem uma grande variedade de soluções de paginação, apenas desencontrando as juntas de assentamento. Outra alternativa é jogar com vários formatos, criando uma paginação mais dinâmica. Com relação às juntas de assentamento, pode-se dizer que há duas opções: deixá-las aparentes ou trabalhar com as juntas mínimas recomendadas pelo fabricante e/ou no mínimo 2mm em casos de placas cerâmicas retificadas. O CCB não recomenda nunca o uso de junta seca mesmo em placas retificadas, pois é preciso compensar variações dimensionais, movimentações estruturais e dilatação térmica. Mesmo assim, há quem use esse recurso visando uma linguagem arquitetônica, para valorizar os grandes planos e a continuidade e homogeneidade do revestimento. Em fachadas sem rejunte é obrigatório a utilização de argamassas especiais que garantam a estanqueidade e as placas não percam a aderência com a infiltração de água. Definidos esses pontos básicos, parte-se para o desenho da paginação. O melhor modo de executar um bom desenho (e, em decorrência, um bom assentamento) é elaborar projetos detalhados tanto do piso, como de cada parede a ser revestida. Para o piso o ideal é se colocar o corte distante da vista de quem entra, ou seja, no canto oposto. No caso de paredes, trace as placas no sentido chão-teto, para que as peças cortadas recaiam no encontro com esse último e não sejam vistas. Não se esqueça do espaço para o rodapé, caso esteja trabalhando com isso.

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características

Técnica e segurança do usuário Estética não é o único parâmetro para a escolha de um bom produto cerâmico. É preciso, também, analisar o ambiente, do ponto de vista de seu uso e das implicações que isso trará às exigências técnicas da placa. A partir do lançamento da norma de desempenho a NBR 15.575, no momento, apenas para edificações habitacionais, a segurança do usuário e os requisitos de desempenho passam a ser fundamentais para orientar o especificador em suas escolhas. Para a seleção dos materiais, a regra fundamental é que estes devem atender às solicitações mecânicas, químicas, térmicas, segurança ao fogo, segurança no uso e operação, estanqueidade, correspondentes ao uso pretendido. Os especialistas afirmam que essa análise é necessária, porque não existe um único produto capaz de atender adequadamente a todos os tipos de uso, em todos os ambientes possíveis. As solicitações a que se submete uma placa cerâmica podem ser classificadas de vários modos. Na verdade é necessário ressaltar que existem requisitos relacionados ao sistema construtivo como um todo e requisitos relacionados a camada de acabamentos. Há, também, as solicitações químicas, evidentes em locais agressivos, como indústrias, cozinhas industriais e outros. Essa categoria relaciona-se à capacidade do revestimento de resistir à deterioração, através do ataque de produtos químicos de várias naturezas que, porventura, entrem em contato com as placas. Para cada caso, a indústria cerâmica desenvolveu um produto próprio. Nas próximas páginas, você encontrará algumas dicas necessárias para definir tecnicamente seu projeto e executálo com correção.

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Garantia de uso adequado Na via úmida,a argila é misturada em água com outros materiais, para moagem e homogeneização. A moagem ocorre em moinhos de bola. Depois, segue para o atomizador, onde a umidade é extraída e os grãos são formados

Na via seca, o material é moído e homogeneizado sem a adição de água. A moagem ocorre em moinhos pendulares ou de martelo. Em seguida, o material passa por granuladores como o da foto abaixo

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Antes de tudo, o especificador ou comprador de produtos cerâmicos precisa conhecer a diversidade de opções existentes no mercado baseada em critérios técnicos e comerciais. Cada alternativa apresenta características próprias de desempenho, sendo mais recomendável a certos usos que a outros. As placas são classificadas conforme certas propriedades técnicas. Em relação à tecnologia produtiva, são distinguidas entre via seca e via úmida, massa vermelha e massa branca, esmaltadas e não-esmaltadas, prensadas e extrudadas e ainda, na monoporosa como monoqueima. Quanto ao desempenho técnico, a principal classificação dos produtos é em função de sua absorção de água, que é um indicador de porosidade do produto. Apesar de todas as possíveis classificações das placas, o mais importante é ressaltar que a escolha de desempenho do produto depende da abrasão superficial (PEI) e da abrasão profunda (para não esmaltados) ou do local de uso declarado pelo fabricante, grupo de absorção de água e resistência mecânica, adequados ao uso pretendido. Qualquer processo de produção, quando bem conduzido, gera produtos de qualidade, capazes de atender às mais rígidas especificações e aos mais variados usos.

QUAL É A VIA? A primeira divisão dos produtos acontece entre os fabricados por via seca e os fabricados por via úmida. No primeiro caso, a argila e demais matérias-primas são preparadas para conformação com sua umidade natural, isto é, aquela com que foram extraídas da jazida. O beneficiamento do material envolve a moagem e a granulação, quando adquire a forma de grãos próprios para prensagem ou extrusão. Já na via úmida, a argila e demais matérias-primas são misturadas em água para serem moídas e homogeneizadas. Essa mistura, chamada de barbotina, é armazenada em grandes tanques e, depois, segue para um equipamento conhecido como spray-dryer ou atomizador. Nele, a água é retirada, através da injeção de ar quente a elevada pressão. À medida em que a umidade é extraída, o material agrega-se em grãos apropriados para a etapa de conformação. Segundo os especialistas, a opção por um desses processos produtivos é baseada em critérios técnicos e de custo de fabricação, além do tipo de placa desejada. Assim, cada tecnologia é apropriada para uma certa necessidade da indústria. VERMELHOS E BRANCOS A classificação das placas em massa vermelha e massa branca é popular no meio comercial e refere-


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O QUE VEM POR CIMA Uma grande classificação é a que divide as placas em esmaltadas e não-esmaltadas. No primeiro caso, a placa recebe uma camada de material vítreo (esmalte), que serve tanto para proteger o material, como contribui para sua coloração e efeitos de decoração (como alto brilho, acetinado ou relevo). Do ponto de vista técnico, a principal característica associada ao esmalte é a resistência à abrasão, medida numa escala de 0 a 5, segundo a metodologia do Porcelain Enamel Institute, PEI - sigla da Instituição

QUESTÃO DE FORMA Outra grande distinção se dá entre as placas prensadas e as extrudadas. O primeiro tipo é conformado em prensas de grande tonelagem, no qual fôrmas apropriadas (chamadas de estampos) recebem a argila na

As placas cerâmicas dividem-se, tradicionalmente, em esmaltadas (acima), que recebem uma camada de esmalte sobre a decoração, e não-esmaltadas, em que geralmente, sua coloração é a da base. Podendo ser prensadas ou extrudadas (abaixo)

O porcelanato técnico também dispensa o esmalte. Sua decoração é feita através de pigmentos misturados à base. Quando queimada, a mistura funde-se numa peça única, que reproduz com perfeição certos elementos da natureza, como os mármores e granitos. Hoje em dia é muito comum o uso de porcelanatos esmaltados com ótima qualidade técnica no corpo e na superfície

características

que criou o método de ensaio, cuja resistência à abrasão deve ser comunicada pela Classe de Resistência ou local de uso. Outra característica é a resistência a manchas. Quanto mais poroso for o esmalte, maior será a tendência a reter resíduos, manchando mais facilmente. Por fim, a gretagem é um tipo de defeito associado também ao esmalte. Trata-se de fissuras na superfície da placa, no formato circular ou de teia de aranha. A gretagem é resultado de tensões entre a base da placa e a camada de esmalte, geradas por diferenças de dilatação térmica entre ambas. As placas não-esmaltadas, como indica o nome, não recebem essa camada vitrificada. Sua metodologia de ensaio e características técnicas são, por isso, diferentes. Como exemplo, pode-se dizer que, o ensaio de resistência à abrasão de uma placa esmaltada possibilita verificar qual a capacidade de um esmalte suportar o atrito sem sofrer deterioração estética e funcional da superfície. O ensaio mede o volume de material removido da peça, mediante desgaste por aparelho apropriado, em laboratório.

fotos desta página: Carol Sperandio Fotografia

se à cor predominante das argilas com que o material foi fabricado. Como o nome já indica, a massa vermelha representa o produto cuja base foi fabricada com argilas majoritariamente avermelhadas. Já as de massa branca contam com maior participação de materiais em tons brancos ou acinzentados. Os pesquisadores e técnicos, porém, advertem que essa é apenas uma questão de nomenclatura, na medida em que vários produtos apresentam tonalidades intermediárias, que resultam da matéria-prima disponível para fabricação, no território em que a indústria estiver instalada. A decisão por uma ou outra composição de massa apóia-se em dados técnicos, comerciais, industriais e de logística e é possível encontrar bons produtos em qualquer dessas variedades.

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A extrusão ocorre em máquinas conhecidas como extrusoras ou marombas. A argila em estado plástico é empurrada para a saída do equipamento, definindo-se sua largura e espessura. Uma segunda operação (o corte) é necessária para que a placa ganhe seu comprimento. O verso de uma placa extrudada apresenta ranhuras paralelas, características deste processo

forma de pó. Na prensagem, a placa já adquire todas as dimensões finais (comprimento, largura e espessura). Além disso, com estampos especiais, é possível obter efeitos de relevo para fins decorativos ou construtivos. A textura de pedras ornamentais desgastadas seria um exemplo do primeiro tipo, enquanto peças com ranhuras com maior coeficiente de atrito para degraus de escada ou bordas de piscinas corresponderia ao outro caso. Em termos técnicos, a prensagem está associada a características de resistência mecânica. Quando o pó não é uniformemente distribuído nas fôrmas, a densidade da placa não é igual em todos os seus pontos. Nas regiões onde menos material foi depositado, a densidade é menor, comprometendo a resistência mecânica da placa. Para evitar esse problema, os técnicos e pesquisadores da indústria procuram aumentar a tonelagem das prensas e encontrar granulometrias (tamanho médio dos grãos) mais adequadas, além de buscar métodos de distribuição mais homogênea do material nos estampos. COMO MACARRÃO Na extrusão, o material é confor-

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mado num equipamento chamado de extrusora e conhecido, no setor, como maromba. A máquina é semelhante a um grande moedor de carne, em que uma rosca sem-fim empurra o material em direção à saída, onde uma peça (a boquilha) começa a lhe dar forma. Uma das maiores vantagens do material extrudado: a possibilidade de peças curvas, formatos complexos e acabamentos arredondados. O material sai da maromba num fluxo contínuo, como um grande “macarrão” de argila. Nesse momento, a placa possui apenas duas dimensões: a largura e a espessura. O comprimento da peça será dado pelo cortador, geralmente uma máquina dotada de um fio de aço, que corta o filete de argila extrudado pela maromba, na dimensão desejada. Com o tempo, as peças que compõem a boquilha desgastam-se. Esse desgaste responde por uma das principais questões técnicas relacionadas a esse método de conformação: a variação dimensional. O desgaste aumenta as dimensões da placa. Para resolver esse problema, a indústria cerâmica desenvolveu boquilhas mais resistentes, com materiais como porcelana, afim de reduzir o desgaste. Também procura usar argilas mais “plásticas”, que deslizam melhor pela boquilha e a corroem menos. O reconhecimento de uma placa extrudada é rápido, pois seu tardoz (o verso da peça) apresenta ranhuras características, paralelas umas às ou-


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e elevada resistência mecânica;

características

tras. Numa placa prensada, o tardoz apresenta outros desenhos, como linhas diagonais convergentes para o centro da placa, por exemplo.

2. grês: Também apresenta baixa absorção de água e boa resistência mecânica;

QUANTO À QUEIMA A terceira classificação refere-se ao tipo de tratamento térmico que a placa recebeu, sendo separada em monoqueima e biqueima. Na monoqueima, a placa cerâmica passa uma única vez pelo forno, onde a base de argila e o esmalte são queimados ao mesmo tempo. Quando a base (ou biscoito) é queimado para, em seguida, receber a decoração e a esmaltação, retornando ao forno para sinterizar o esmalte, o processo é chamado de biqueima. Por último, existe a monoporosa, destinada, sobretudo, ao revestimento de paredes. Além dessa tipologia baseada no processo produtivo, há classificação baseada no grupo de absorção de água, que se popularizou no meio comercial, gerando a nomenclatura usada por vendedores e técnicos em contato com o mercado comprador. CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL A classificação comercial, baseada na absorção de água é a seguinte: 1. porcelanato: Apresenta baixa absorção de água

3. semi-grês: Possui média absorção de água e média resistência mecânica; 4. semi-poroso: Apresenta alta absorção de água e média resistência mecânica; 5. poroso: Elevada absorção de água e baixa resistência mecânica, seu uso é exclusivo para paredes. Por último, duas outras terminologias correntes, que não existem em norma, são o clinker e o cotto. O clinker é uma placa de difícil classificação e identificação, devido à sua diversidade. Embora fabricado geralmente por extrusão, também refere-se a certas placas prensadas. Sua principal propriedade é ser uma peça compacta, de elevada resistência mecânica. Geralmente o cotto identifica produtos extrudados com grupo de absorção de água AIII , cuja coloração depende das matérias-primas com que foi fabricado. É usado, sobretudo, como pavimento interno, e pode receber um tratamento à base de verniz para proteção de sua superfície. Também é encontrado como revestimento de parede.

Na prensagem convencional (acima), o pó depositado no estampo é submetido à elevada pressão, e a placa sai do equipamento com as três dimensões (largura, comprimento e espessura) definidas em uma única operação. No inovador processo de prensagem através de rolos compactadores (abaixo) o pó é prensado e a placa pode ter largura de até 160 cm pelo comprimento que se desejar, permitindo grande versatilidade de formatos numa mesma operação.

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Características do produto

P

tabela 1a Grupos de Absorção de Água Produto

Classificação ISO 13.006

Grupos de Absorção (%)

Porcelanato

técnico

0 a 0,1

Porcelanato

esmaltado

0 a 0,5

Grês

Blb

0,5 a 3

Semi-grês

Blla

3a6

Semi-poroso

Bllb

6 a 10

Poroso

Blll

10 a 20

Fonte: Anfacer e CCB

tabela 1b Grupos de Absorção de Água Extrudados Produto

Grupos de Absorção (%)

AI

0a3

AIIa

3a6

AIIb

6 a 10

AIII

> 10

Fonte: CCB

tabela 2 Classes de Resistência à abrasão para revestimentos esmaltados PEI

Tráfego

PEI 0

20

Exemplos paredes (desaconselhável para pisos)

PEI 1

baixo

banheiros residenciais, quartos, etc.

PEI 2

médio

ambientes sem portas para o exterior e banheiros

PEI 3

médio alto

cozinhas, corredores, halls e sacadas residenciais, etc.

PEI 4

alto

residências, garagens, lojas, bares, bancos, etc.

PEI 5

altíssimo

residências, áreas públicas, shopping centers, aeroportos, fast-foods

Fonte: Anfacer

ara uma boa especificação, compra e assentamento de produtos cerâmicos, não basta conhecer as diversas classificações aplicadas a eles. É preciso, também, considerar suas características técnicas, determinadas pelas normas brasileiras NBR 13.816, 13.817,13.818 e 15.463, todas de 1997, elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e em processo de revisão. Para criá-las, os especialistas basearam-se em normas internacionais, como a ISO 13.006 e 10.545. Em alguns pontos, inclusive, a versão brasileira chega a ser mais rigorosa que a internacional, e os produtos fabricados conforme seus parâmetros são reconhecidos no mundo todo. É o caso da Norma do Porcelanato, NBR 15.463, lançada em 2013 pelo Brasil. É a primeira norma mundial que regulamenta o uso de porcelanato. As propriedades técnicas das placas são agrupadas em: características visuais, características geométricas e características físicas e químicas. REGULARIDADE VISUAL As normas técnicas estabelecem as tolerâncias dimensionais das placas, agrupadas em faixas chamadas de bitolas. Alguns aspectos podem ser verificados a olho nu; outros, com instrumentos apropriados de medição, como o paquímetro ou dataplucômetro. Baseado nas nor-


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ESTRUTURAIS As características estruturais descrevem como se comporta a estrutura do material, principalmente em relação à absorção de água. A importância da absorção é que dela dependem, de um modo muito forte, mas não exclusivo, várias outras características físico-químicas dos produtos. Esse motivo levou a absorção de água a transformar-se num dos mais famosos padrões de classificação das placas cerâmicas. Esse parâmetro indica a quantidade de água que é absorvida pela placa, em condições experimentais específicas. Na medida em que a absorção ocorre através dos poros que estão em contato com a superfície da placa, medir a absorção é aferir, indireta-

mente, a porosidade aberta. No caso de placas esmaltadas, a absorção de água refere-se à sua base, e não ao esmalte. Um exemplo prático da implicação desse item é o uso de cerâmica em regiões frias, sujeitas a geadas ou neve. Como a água é a única substância da natureza que, ao se solidificar, aumenta de volume, uma placa muito porosa (elevado grupo de absorção) corre o risco de fissurar-se, devido à impregnação. A classificação técnico-comercial dos produtos também considera as faixas de absorção de água e está representada pela tabela 1. Temos, portanto, o porcelanato como o artigo de menor absorção existente no mercado, enquanto os produtos porosos estão na situação oposta.

características

mas técnicas, preste atenção nos seguintes pontos: dimensões dos lados e espessura, retidão das arestas, ortogonalidade e planaridade. Também durante a inspeção visual, deve-se checar a ocorrência dos seguintes defeitos: placas quebradas, lascadas ou trincadas, desuniformidade do esmalte ou defeitos em sua aplicação e variação muito acentuada nos tons das placas, entre outros. Variações de tonalidade são comuns, dentro de certos limites. Por isso, é importante ressaltar que se deve comprar produtos com mesmo lote de fabricação, mesma bitola e mesma tonalidade para um mesmo ambiente.

MECÂNICAS LIGADAS À BASE Referem-se ao comportamento do corpo cerâmico, e não de sua superfície esmaltada (quando é o caso). A primeira é o módulo de resistência à flexão, característico do material cerâmico e independente da forma geométrica que apresenta. Outra propriedade é a carga de ruptura à flexão, que afere a força necessária para romper uma placa cerâmica. Ela é expressa em Newtons (N) ou quilograma-força (kgf). Se uma placa for apoiada sobre um de seus lados predominantes (comprimento ou largura) e na extremidade oposta ao apoio, receber uma carga (como se a estivéssemos “espremendo”),

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tabela 3 Resistência a manchas Classe

Conceito

5

máxima facilidade de remoção de manchas

4

mancha removível com produto de limpeza fraco

3

mancha removível com produto de limpeza forte

2

mancha removível com ácido clorídrico ou acetona

1

impossibilidade de remoção da mancha

Fonte: Anfacer

tabela 4 Resistência ao ataque químico Classe

Classificação

Conceito

A

Alta

ótima resistência a produtos químicos

B

Média

ligeira alteração de aspecto

C

Baixa

alteração de aspecto bem definida

Fonte: CCB

a força necessária para que ela se rompa é chamada de resistência à compressão e tração. Se, ao invés de “prensarmos” a cerâmica até sua ruptura, a estivéssemos “puxando”, estaríamos aferindo sua resistência à tração. De forma geral, é possível afirmar que materiais cerâmicos apresentam boa resistência à compressão, desde que perfeitamente assentados. A resistência ao impacto é a capacidade da placa resistir a impactos, como quedas de objetos

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pontiagudos ou pesados. É importante no caso de ambientes que receberão elevado tráfego de cargas ou veículos pesados. Sempre é bom lembrar que os materiais cerâmicos em geral (não apenas as placas) não são elásticos, do ponto de vista da Ciência dos Materiais. Isto é, não são capazes de se deformar, sob impacto, restituindo a forma original quando cessa o esforço. Assim, objetos pontiagudos ou pesados podem, eventualmente, trincar ou lascar as peças. Essa característica é dada pela fragilidade dos materiais cerâmicos (ver capítulo anterior), razão pela qual os especialistas recomendam cuidado no manuseio desse tipo de carga, em ambientes revestidos com cerâmica. Por último, um costume dos engenheiros de obra é fazer o teste do “som metálico”. Quando é bem queimada, isto é, sofre um processo completo de sinterização, onde a matéria-prima forma efetivamente uma estrutura coesa e resistente, a placa emite um som métalico, ao receber pequenas pancadas com o dorso da mão ou com um martelo. Se o produto emite um som abafado, é sinal de que não foi devidamente queimado e poderá apresentar problemas de baixa resistência. RESISTÊNCIA À ABRASÃO A propriedade de resistência ao desgaste relacionada com a superfície da placa é a resistência à


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abrasão. Ela indica a capacidade da placa opor-se ao desgaste visual do esmalte, causado pelo movimento de pessoas e objetos. No caso de placas esmaltadas, analisa-se a abrasão superficial, que é determinada pela metodologia desenvolvida pelo Porcelain Enamel Institute (Instituto de Esmaltes para Porcelana). A sigla da entidade, PEI, popularizou-se entre vendedores e especificadores, significando a resistência à abrasão, que varia numa escala de 0 (menos resistente) a 5 (mais resistente). Lembre-se, contudo, de que uma placa de baixo PEI não significa, necessariamente, um produto inferior. As classes de resistência à abrasão foram criadas para orientar o comprador na escolha do produto mais adequado à sua necessidade. Por isso, placas de PEI 0 são recomendadas para assentamento em paredes, onde o esforço de abrasão praticamente não existe. Para um banheiro residencial, por exemplo, é oportuno seguir a recomendação do local de uso dada pelo fabricantes. Já para áreas de alto tráfego de pessoas, como halls de hotéis e shopping centers, a resistência deve ser muito maior, e recomendam-se peças de PEI 5. Em resumo, cada faixa de PEI é indicada para uma área de uso, não significando superioridade de uma em relação à outra (veja tabela 2). No caso de produtos não-esmaltados, o ensaio realizado é o de resistência à abrasão profunda, que afere a quantidade de material removido

da placa (em mm³), mediante desgaste em aparelho específico. PROPRIEDADES FÍSICAS Depois de assentadas, as placas podem sofrer pequenas variações de tamanho, conhecidas por dilatação. As dilatações podem ser de dois tipos: reversíveis (devido à variação de temperatura), e irreversíveis (causada pela expansão por umidade). A dilatação térmica indica quanto o material aumenta de tamanho por metro, a partir da dimensão inicial, quando aquecido a certa temperatura. A dilatação por expansão de umidade (EPU) é um fator relevante em ambientes úmidos, como piscinas, fachadas e saunas. Conforme a NBR 13.818, baseada na ISO 13.006, a maioria das placas cerâmicas esmaltadas ou não, tem expansão por umidade negligenciável, a qual não contribui para os problemas dos revestimentos cerâmicos quando são bem fixadas. Porém, com práticas insatisfatórias ou em certas condições climáticas, expansão por umidade acima de 0,06% (0,6mm/m) pode contribuir para os problemas. A resistência à gretagem é medida em laboratório, submetendo a placa a uma pressão de vapor de 5 atmosferas por um período de duas horas. O teste simula a saturação acelerada da peça, determinando se, após algum tempo de impregnação de água, a gretagem aparece. Duas outras pro-

priedades físicas são a resistência ao choque térmico e ao congelamento. A primeira revela se a placa é capaz de resistir às variações bruscas de temperatura sem apresentar danos. A outra é importante para regiões frias ou sujeitas à geada, neve ou congelamento. Também deve ser observada em produtos que serão assentados em fachadas, terraços e câmaras frigoríficas. Os especialistas afirmam que os materiais com menor coeficiente de absorção de água são mais resistentes ao gelo. PROPRIEDADES QUÍMICAS As propriedades relacionadas à estrutura química do material são as resistências a manchas e ao ataque químico. Elas indicam a capacidade da superfície da placa manter inalterada sua aparência, mesmo em contato com determinados produtos químicos ou agentes manchantes. A resistência a manchas classifica os materiais em cinco classes, numa ordem crescente de facilidade de remoção das manchas. Assim, a classe 1 indica impossibilidade total de remoção, enquanto a classe 5 agrupa os produtos com máxima facilidade de remoção. São três as classes de resistência química, dispostas em ordem: alta, média e baixa.

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Desempenho do produto

A

Norma de Desempenho ABNT NBR 15.575:2013, voltada para as Edificações Habitacionais tem como objetivo principal a melhoria da especificação, do projeto e da construção, com impactos positivos e grande destaque no aumento do conforto e da vida útil das edificações habitacionais. Esta norma é dividida em 6 partes e estabelece os requisitos e critérios de desempenho para os sistemas que compõem os edifícios habitacionais, entre eles a estrutura, os pisos, as vedações verticais internas e externas, as coberturas e sistemas hidrossanitários. Para o setor dos revestimentos cerâmicos, são aplicadas as partes 1, 3 e 4, as quais são voltadas para os sistemas de pisos e vedações verticais das áreas de uso privativo e comum. A Anfacer preparou em fevereiro de 2016 o Manual Setorial Orientativo para atendimento à esta norma, sob coordenação geral do CCB, em conjunto com diversos especialistas do setor cerâmico e da construção civil. As exigências das norma ABNT NBR 15.575:2013 podem ser divididas em 3 grupos principais: Segurança, Habitabilidade e Sustentabilidade. Para cada um destes grupos foram estabelecidos os requisitos e critérios de desempenho que deverão ser atendidos pelos sistemas conforme mostrado abaixo: A) SEGURANÇA Desempenho estrutural A resistência e a estabilidade estrutural dos sistemas de pisos e vedações verticais são analisadas em função de possíveis ações que podem acontecer durante a vida útil do projeto da edificação. Os critérios mínimos de desempe-

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nho estrutural estabelecidos na norma devem ser atendidos prontamente para os requisitos: estabilidade e resistência estrutural; limitação dos deslocamentos verticais e horizontais; e resistência a impactos de corpo mole, corpo duro e cargas verticais concentradas (somente para pisos).

tificados e abertura máxima de frestas nos sistemas de pisos. O requisito de segurança no contato direto prevê a ausência de arestas contundentes e a não liberação de fragmentos perfurantes em condições normais de uso e manutenção. B) HABITABILIDADE

Segurança ao fogo Estanqueidade Em relação ao desempenho dos materiais quanto à segurança ao fogo, os dois requisitos contemplados na norma foram dificultar a ocorrência da inflamação generalizada e dificultar a propagação do incêndio, da fumaça e preservar a estabilidade estrutural da edificação. Segurança no uso e na operação O desempenho quanto à segurança no uso e na operação englobam os seguintes requisitos: coeficiente de atrito da camada de acabamento, segurança na circulação e segurança no contato direto. Vale ressaltar que a resistência ao escorregamento não é uma característica apenas do material da superfície, uma vez que inúmeros fatores podem interferir no meio. Não existe uma camada de acabamento de pisos antiderrapante, mas sim uma condição de uso com menor risco de escorregamento. Sendo assim, devemos utilizar apenas o coeficiente de atrito da camada de acabamento como parâmetro para especificar um produto para as áreas críticas, como áreas molhadas, rampas, escadas em áreas de uso comum e terraços, entre outras. Já no requisito de segurança na circulação envolve os critérios de desníveis abruptos não iden-

Neste caso, para os sistemas de pisos, a norma contempla 3 requisitos: estanqueidade de sistema de pisos em contato com a umidade ascendente, estanqueidade do sistema de pisos em áreas molháveis da habitação e em áreas molhadas. A ABNT NBR 155753 estabeleceu que áreas molháveis não são estanques, sendo que esta informação deve constar no Manual de Uso, Operação e Manutenção de todos os sistemas de pisos disponíveis no mercado. Portanto, não pode haver formação de lâmina d’água nas áreas molháveis. Referente ao requisito de estanqueidade de áreas molhadas, a norma estabelece que a superfície da face inferior e os encontros com as paredes e pisos adjacentes devem permanecer secos quando submetidos a uma lâmina d’água. Para os sistemas de vedações verticais, a norma estabelece os seguintes requisitos: infiltração da água nos sistemas de vedações verticais externas (fachadas),o qual determina que as fachadas devem ser estanques à água proveniente de chuvas incidentes ou de outras fontes e umidade nas vedações verticais externas e internas decorrentes da ocupação do imóvel, o qual não permite a infiltração de água através das suas faces quando em ambientes


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de áreas molhadas e molháveis. Desempenho térmico Os requisitos de desempenho térmico são analisados de forma global e para o atendimento dos critérios estabelecidos deverão ser utilizadas as zonas bioclimáticas nacionais. Esta análise pode ser realizada por meio de simulações e as condições de ventilação e sombreamento da edificação, principalmente para os sistemas de vedações verticais internas. Desempenho acústico No caso do desempenho acústico para o sistema de pisos, foram considerados o isolamento de ruído de impacto, decorrente do caminhamento e da queda de objetos, ou outro motivo, e o isolamento de ruído aéreo decorrente de conversas, som proveniente de TV, entre outros. Esta verificação é realizada em unidades autônomas. Para os sistemas de vedações verticais verifica-se somente o isolamento do ruído aéreo entre o meio externo e interno (fachadas), unidades autônomas e entre dependências de uma unidade e áreas comuns (como salão de festas e academias). Desempenho lumínico Durante o dia e durante a noite, as dependências da edificação devem receber iluminação natural e artificial, respectivamente, de modo a proporcionar condições internas satisfatórias para a ocupação e circulação no local com conforto e segurança. Este requisito não é aplicável aos sistemas de

revestimento cerâmico. C) SUSTENTABILIDADE Durabilidade e manutenibilidade A durabilidade é um requisito fundamental para a edificação habitacional e a sua manutenção essencial para manter a capacidade funcional e as características estéticas compatíveis com o envelhecimento natural dos materiais durante a vida útil do projeto. Para o sistema de piso são três os requisitos contemplados pela norma: resistência à umidade do sistema de pisos de áreas molhadas e molháveis; resistência ao ataque químico dos sistemas de pisos; e resistência ao desgaste em uso. O requisito de resistência à umidade prevê que o piso não apresente alterações e danos tais como alteração da tonalidade, bolhas, fissuras, destacamentos, eflorescências, entre outros, frente à presença de umidade de forma a comprometer seu uso. No caso específico de placas cerâmicas, a mudança de tonalidade quando o tardoz ou laterais da peça entram em contato com umidade, é permitida, desde que previamente informada pelo fabricante e deve constar no Manual de Uso, Operação e Manutenção do usuário. Em relação à resistência ao ataque químico, os materiais de acabamento deverão resistir a exposição aos agentes químicos normalmente utilizados na edificação ou presentes nos produtos de limpeza doméstica desde que usados conforme a recomendação dos fabricantes. Para as placas cerâmicas deverão ser usadas as normas específicas do produto, assim como no caso do desgaste por abrasão. Para os sistemas de vedações verticais externas (fachadas), as paredes externas

incluído seus revestimentos, em função de ciclos de exposição de calor e resfriamentos que ocorrem durante a sua vida útil devem apresentar limites de deslocamentos e falhas como fissuras, destacamentos, empolamentos ou descolamentos entre outros que possam comprometer a utilização do sistema. Funcionalidade e acessibilidade Os sistemas devem propiciar mobilidade e segurança para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Nestes casos, o sistema de pisos e vedações verticais deve atender a ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos. Conforto tátil, visual e antropodinâmico Neste requisito as atividades normais dos usuários quanto ao caminhar, apoiar, limpar, brincar não podem ser prejudicadas. Sendo assim rugosidades, contundências, depressões e outras irregularidades nos elementos, componentes, equipamentos ou quaisquer outros acessórios ou partes da edificação devem ser avaliados. Neste item, a percepção estética do usuário também é levada em consideração, daí a importância do requisito de homogeneidade quanto à planicidade da camada de acabamento, pois estas totalizam uma parcela relevante de uma habitação. Na norma, para os sistemas de pisos foram estabelecidos limites para ondulações na camada de acabamento ou em superfícies regularizadas para a fixação desta camada. As irregularidades graduais não podem superar 3 mm.

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Escolha sem problemas

C

omo você pode observar nos capítulos anteriores, a especificação de produtos cerâmicos envolve diversos fatores estéticos e técnicos. Assim, quando for escolher os revestimentos para seu projeto ou obra, analise detalhadamente o uso que eles terão. Para facilitar seu trabalho, desenvolvemos uma Ficha Técnica Padrão. Preenchendo-a, você terá os critérios mais adequados para o material que irá revestir o ambiente em vista. Uma parte dos dados, você conseguirá diretamente da obra: dimensões, uso, metragem. A outra, você encontrará nas próximas páginas, onde relacionamos os principais usos e aplicações das placas cerâmicas na forma de fichas técnicas. Em cada uma, você encontrará, de modo simples e prático, algumas características técnicas de cada aplicação: resistência mecânica, resistência à abrasão, coeficiente de absorção de água, etc. Preencha a ficha padrão, com base nas informações deste capítulo e também no de assentamento, ao final. Você terá uma orientação completa sobre os materiais mais apropriados para o que planeja. Mas lembre-se: os dados são uma orientação. Podem existir situações, contudo, em que cuidados especiais devam ser tomados. Nesses casos, o melhor é consultar um profissional especializado.

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fichas tĂŠcnicas

Ficha modelo

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fichas técnicas

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fichas técnicas

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fichas técnicas

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A palavra do fabricante

A

gora, você tomará contato com uma mostra técnico-comercial de placas cerâmicas, oferecida pelo fabricante. Foi solicitado uma apresentação padronizada, de maneira a facilitar e agilizar suas consultas. Assim, você obterá as principais informações para especificação e execução de seu projeto. É importante salientar, ainda, que essa parte está dentro do contexto da obra, ou seja, os fabricantes, além de mostrarem as aplicações de seus produtos, o fazem apresentando dados técnicos. Isso permitirá a você relacionar as informações da parte técnica com os dados técnico-comerciais do Guia, alicerçando bem seu projeto. Reiteramos a importância da consulta direta ao fabricante, afim de aprofundar as informações desejadas.

ÍNDICE DE ANUNCIANTES

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Incepa - Série Calacata

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Incepa - Série Floor Canela

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Portobello - Linha Nord

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Portobello - Linha Azuleja

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Portobello - Linha Workshop

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Portobello - Linha Marmi Clássico


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Calacata Porcellanato Polido Clássico e atemporal Classic and timeless

Quadro Técnico / Technical Data Absorção de água (%)

≤ 0,5

Resistência a manchas - plus

5

Resistência a manchas - pol

3

Resistência ao risco (Mohs)

4

Resistência química - plus

GA/GLB

Resistência química - pol

GB

Módulo de ruptura à flexão (N/mm2)

≥ 37

Carga de ruptura (N)

≥ 1500

Coeficiente de atrito - áreas internas

< 0,40

Expansão por umidade EPU mm/m

≤ 0,6

Formato (cm)

60x120

Espessura (mm)

11

Peças/caixa

2

m2/caixa

1,44

DESCRIÇÃO: A nobreza do Mármore Calacata imprime sofisticação e elegância aos espaços. Além do clássico acabamento polido, a Série Calacata traz a opção de acabamento acetinado inspirado no mármore natural. As peças amplas, retificadas para aplicação com junta de

Composição da Série Series Composition: PP CALACATA ACET 60X120 RET MC CALACATA POL 60X120 RET 1mm, e a grande variação de desenhos garantem a naturalidade ao produto paginado. Outra grande vantagem é o desempenho técnico elevado, quando comparado à pedra natural, que estende a possibilidade de aplicação a ambientes onde a pedra natural tem uso restrito.

DESCRIPTION: The nobility of the Calacata Marble lends sophistication and elegance to spaces. In addition to the classic polished finish, the Calacata Series offers a satin finish option inspired on natural marble. The large tiles, rectified for application using 1mm space-joints,

and the great variation of designs guarantees a natural look to any layout. Another great advantage is its high technical performance, when compared to natural stone, that gives it the option of being applied to environments where natural stone would have restricted usage.

37


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Floor Canela Porcellanato Plus Sofisticação e elegância da madeira The sophistication and elegance of wood

DESCRIÇÃO: A sofisticação e elegância das tábuas de madeira natural -acetinadas ou altobrilho- aliadas à durabilidade do Porcellanato, fazem da Série Floor Canela uma ótima opção para revestimento de pisos ou paredes. A série possui uma grande variação de desenhos entre as peças, o que confere naturalidade e movimento à aplicação. O toque suave da superfície é fiel à textura da madeira encerada e proporciona uma atmosfera aconchegante e despretensiosa aos ambientes. Quadro Técnico / Technical Data Absorção de água (%)

≤ 0,5

Resistência a manchas - plus

5

Resistência a manchas - pol

3

Resistência ao risco (Mohs)

4

Resistência química - plus

GA/GLB

Resistência química - pol

GB

Módulo de ruptura à flexão (N/mm2)

≥ 37

Carga de ruptura (N)

≥ 1500

Coeficiente de atrito - áreas internas

< 0,40

Expansão por umidade EPU mm/m

≤ 0,6

Formato (cm)

19,3x120

Espessura (mm) - plus

11

Espessura (mm) - pol

8,5

Peças/caixa

5

m /caixa

1,16

2

Composição da Série Series composition PP FLOOR CANELA 20x120 RET MC FLOOR CANELA 20x120 RET

DESCRIPTION: The sophistication and elegance of natural wood boards - satin or high-gloss coupled with the durability of the Porcellanato, make the Floor Canela Series a great choice for flooring or walls. This series has a large variation of designs between pieces, which adds natural flair and movement to the application. The soft touch of the surface is faithful to the texture found in waxed wood and provides a warm and unpretentious atmosphere.

Avenida Padre Natal Pigato, 974 83607-240 Campo Largo, PR, Brasil tel: +55 41 2105 2500 www.incepa.com.br

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Linha Nord

Minimalismo com muita personalidade

Nord Zen Indigo 60x60

Quadro Técnico / Technical Data

Nord Cement é funcional para áreas internas e externas, para o jardim e para a casa toda. Locais de uso: Nord Ris 60x60: CP RE FA | hexagonais: RE FA | Nord Cement EXT: CL RE | Demais produtos NAT desta linha: CL RE FA. RE (Residencial), CL (Comercial leve), CP (Comercial pesado), IU (Industrial Urbano), RI (Paredes internas), PE (Paredes Externas), FA (Fachadas)

DESCRIÇÃO: O orientalismo, movimento que influenciou as artes no início do século XIX na Europa, também foi referência para o design nórdico, que se tornou síntese de beleza, simplicidade e funcionalidade. Os nórdicos expressam o minimalismo tanto na arquitetura quanto no design, criando uma linguagem sem excessos, com muita personalidade e atemporal. Vários ícones de mobiliário com design nórdico são tão atuais hoje quanto nos anos 50. A Linha Nord revisita o

percurso essencial do minimalismo, do Oriente à Escandinávia, e apresenta uma nova superfície de concreto e um novo ladrilho com mini estampas gráficas. O concreto foi interpretado em 3 cores, Cement, Ris e Kaffe, com um movimento no desenho que simula o efeito da luz nessa superfície e o resultado é pura elegância, para ambientes sem data marcada, atuais sempre. APLICAÇÕES: Os grandes formatos 90x90 e 60x180 possibilitam maior continuidade e amplitude das superfícies de

Nord, além de contrapor com formato hexagonal em 15x15 que possibilita detalhes onde o concreto assume mais intensamente sua destonalização. Zen, no formato 60x60, reproduz ladrilhos 20x20 em três cores e interpreta a minuciosidade e a precisão dos jardins japoneses – beleza e simplicidade essenciais. A superfície EXT possibilita o uso em áreas externas como jardins e decks de piscinas. A continuidade para o interior acontece com a superfície natural.

Absorção de água (%)

0,5

Resistência a manchas

5

Resistência química

HA LA

Resistência ao gelo

resiste

Módulo de ruptura à flexão (N/mm2)

37 Mpa

Carga de ruptura (N) 60x60

1500

Carga de ruptura (N) 90x90

1800

Carga de ruptura (N) 60x180

2000

Choque térmico

resiste

Expansão por umidade EPU mm/m

0,1

Resistência ao gretamento

resiste

Coeficiente de atrito molhado - Nat

0,4

Coeficiente de atrito molhado - Ext

0,6

Formato (cm) - espessura 1,00 cm

60x60

Formato (cm) - espessura 1,08 cm

90x90

Formato (cm) - espessura 1,20 cm

60x180

Peças/caixa 60x60 - 1,43 m2

4

Peças/caixa 90x90 - 1,61 m

2

Peças/caixa 60x180 - 1,08 m2

1

2

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Linha Azuleja Azulejaria democrática

Azuleja Gap Nude 30x60

Azuleja Royal White 30x60 Azuleja Flora é muito versátil, compõe com vários materiais como madeiras, concretos e pedras Local de uso: RI (Paredes Internas)

DESCRIÇÃO: Democratizar a azulejaria é o conceito, da Azuleja. Diversas interpretações traduzidas em peças no formato 15x15, que foram impressas em relevo em placas maiores de 30x60cm, possibilitam o charme dos azulejos de forma mais prática tanto na aplicação quanto no uso do dia-dia. Azuleja é para casa toda. Pura

liberdade de escolha. Flora, que estiliza desenhos delicados a partir de padrões de jardins ornamentais em tons modernos. A linha conta também com os produtos: Royal, que reproduz a preciosidade dos desenhos em alto relevo de metal, técnica das porcelanas europeias, sobre branco; Náutica, ideal para painéis artísticos inspirados nas

formas dos veleiros em cores do mar e Gap, que combina o tradicional revestimento dos metrôs com cores urbanas em relevos planos. APLICAÇÕES: O uso é destinado a paredes internas. A linha azuleja é muito versátil, compõe com vários materiais do portfólio: madeiras, concretos, pedras.

Quadro Técnico / Technical Data Absorção de água (%)

>10

Resistência a manchas

5

Resistência química

HB LB

Resistência ao gelo Módulo de ruptura à flexão (N/mm )

15 Mpa

Carga de ruptura (N)

600

Choque térmico

resiste

Expansão por umidade EPU mm/m

0,4

Resistência ao gretamento

resiste

Formato (cm) - espessura 1,00 cm

30x60

Peças/caixa 30x60 - 1,42 m

8

Portobello S/A – Fábrica Rodovia BR 101, Km 163 -88200-000 SC-Tijucas-Brasil sac 0800-648-2002 contato@portobello.com.br

40

resiste 2

2


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Linha Workshop Pura arte aplicada

Workshop Graphite 11x120

Workshop Fendi 11x120 Quadro Técnico / Technical Data

Workshop Ash é ideal para projetos que querem combinar certa ousadia com muita elegância Local de uso: Desert e White: CP RE FA | Demais cores: CL RE FA

RE (Residencial), CL (Comercial leve), CP (Comercial pesado), IU (Industrial Urbano), RI (Paredes internas), PE (Paredes Externas), FA (Fachadas)

DESCRIÇÃO: Trabalhar sobre a madeira com incisões, lixas e pintura pode revelar novas e surpreendentes superfícies. Uma inquietude artística conduziu o desenvolvimento da linha Workshop e o resultado são réguas alongadas com texturas fortes e cores quentes,

ora suaves, ora intensas. E as surpresas continuam nas interações com a luz do ambiente incidindo sobre as micro incisões no material e refletindo com diferentes intensidades conforme as variações cromáticas. A linha é composta pelos seguintes produtos: Workshop Ash,

Workshop Desert, Workshop White, Workshop Graphite e Workshop Fendi. APLICAÇÕES: A linha Workshop pode ser utilizada em áreas secas, molháveis e molhadas internas, inclusive em banheiro com chuveiro.

Absorção de água (%)

0,5

Resistência a manchas

5

Resistência química

HB LA

Resistência ao gelo

resiste

Módulo de ruptura à flexão (N/mm2) 11x120 12x180

37 Mpa 37 Mpa

Carga de ruptura (N) 11x120

1800

Carga de ruptura (N) 12x180

1500

Choque térmico

resiste

Expansão por umidade EPU mm/m

0,1

Resistência ao gretamento

resiste

Coeficiente de atrito molhado - Nat

0,4

Formato (cm) - espessura 1,10 cm

11x120

Formato (cm) - espessura 1,20 cm

12x180

Peças/caixa 11x120 - 0,66 m2

5

Peças/caixa 12x180 - 0,86 m2

4

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Linha Marmi Clássico Design e elegância atemporais

Linha Marmi Clássico, Beige Versailles Silk 60x120

Quadro Técnico / Technical Data

Sofisticadíssimo, Nero Venato é um dos mais belos mármores negros, seu formato 60x180 é ideal para criar mobiliários e bancadas personalizados Local de uso: Nero venato, Beige versailles, Bianco covelano, Golden calavata CL RE FA RE (Residencial), CL (Comercial leve), CP (Comercial pesado), IU (Industrial Urbano), RI (Paredes internas), PE (Paredes Externas), FA (Fachadas)

DESCRIÇÃO: Mármores que revelam desenhos mais expressivos e tons intensos estão cada vez mais presentes nos projetos atuais. Nero Venato é um mármore que ocorre no Paquistão e foi amplamente adotado pelos italianos. Também conhecido por “black and gold”, esse

mármore tem veios brancos e dourados que contrastam intensamente com o preto do fundo e impressiona pela beleza do desenho que parece um fio de água correndo sobre a peça. A Linha Marmi Clássico conta também com o Beige Versailles, o Bianco Covelano e o Golden

Calacata, todos com opção de rodapé. APLICAÇÕES: O formato 60x 180 polido aumenta ainda mais o impacto desse mármore e é ideal para mobiliário e bancadas. Pode ser utilizado em áreas secas e molháveis.

Absorção de água (%)

0,5

Resistência a manchas (depende do produto/ consulte laudo)

5a3

Resistência química (depende do produto/ consulte laudo)

A-B

Resistência ao gelo

resiste

Módulo de ruptura à flexão (N/mm2)

37 Mpa

Carga de ruptura (N)

1800

Choque térmico

resiste

Expansão por umidade EPU mm/m

0,1

Resistência ao gretamento

resiste

Coeficiente de atrito molhado - Nat

0,4

Coeficiente de atrito molhado - Pol

0,3

Formato (cm) - espessura 1,10 cm

60x120

Formato (cm) - espessura 1,20 cm

60x180

Peças/caixa 60x120 - 1,43 m2

2

Peças/caixa 60x180 - 1,08 m2

1

Portobello S/A – Fábrica Rodovia BR 101, Km 163 -88200-000 SC-Tijucas-Brasil sac 0800-648-2002 contato@portobello.com.br

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Formando um conjunto

C

assentamento

hama-se revestimento cerâmico ao conjunto composto pelas placas cerâmicas, argamassa para assentar e para rejuntamento e outros elementos construtivos, como as juntas de dilatação. Assim, é importante salientar que apenas a correta escolha das placas cerâmicas não garantirá a satisfação do usuário final, se essa escolha não estiver dentro de um contexto mais amplo: o do projeto de um sistema de revestimento cerâmico completo, que envolva a interação entre os vários elementos citados acima. Assim como um bom tecido não é garantia de uma ótima roupa sem um estilista e um costureiro à altura, boas placas nada poderão fazer sozinhas, se o projeto de revestimento for deficiente (ou inexistente) e o assentamento, mal executado. Lembre-se sempre de que grande parte das patologias em sistemas cerâmicos requerem a troca das placas para sua correção, envolvendo custos e retrabalho. Mas todas as patologias podem ser evitadas através de um estudo acurado do revestimento. Ao encomendar ou executar esse estudo, procure analisar os seguintes pontos: a técnica de assentamento mais adequada (tradicional ou com argamassa industrializada colante - e, neste caso, que tipo de argamassa será mais aconselhável), o tipo de rejunte mais indicado, eventuais reparos exigidos pelo substrato, localização e dimensões das juntas de colocação, dilatação, estrutural e de dessolidarização, a limpeza pós-obra e, por último, a experiência do assentador. Somente a correção desses itens lhe permitirá a obtenção de um bom conjunto.

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A importância de cada elemento

A

s juntas são muito importantes na estabilidade do revestimento cerâmico. Elas podem ser divididas em dois grupos: as de assentamento ou colocação; e as de deformação. É importante notar que a adoção de um tipo não exclui o outro. Pelo contrário, para que o sistema funcione corretamente e você obtenha um revestimento durável e sem patologias, é necessário o uso de todos os tipos de juntas, segundo os critérios técnicos mais indicados. As juntas de assentamento são as formadas pelas frestas entre as placas cerâmicas. Suas principais finalidades são três: a) corrigir pequenas diferenças de tamanho, melhorando o alinhamento das placas; b) permitir a movimentação do conjunto, em função de dilatações ou contrações de origens diversas; e c) possibilitar a troca de placas, sem o risco de quebrar as demais. A largura das juntas de assentamento varia conforme a dimensão das peças e suas características térmicas, como a dilatação térmica. Por isso, os fabricantes são obrigados a fornecer a largura ideal para seus produtos e o melhor meio de informar-se é consultar as embalagens ou os serviços de atendimento ao cliente. Lembre-se também que todas as placas necessitam de juntas de assentamento, seja para piso ou parede. Mesmo as peças retificadas requerem uma pequena junta (0,5 mm), pois a retífica não elimina o trabalho térmico da placa, por menor que ele seja.

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ao ataque de agentes agressivos, como ácidos, bases e óleos. Devem ter largura mínima de 7 mm, para facilitar o preenchimento com materiais apropriados. MOVIMENTAÇÃO As juntas de assentamento serão preenchidas, numa etapa posterior da obra, pela argamassa de rejuntamento. Devido às suas possibilidades esté­ticas, o rejunte é usado pelos projetistas para personalizar o ambiente, lançando mão de suas cores, largura e densidade da trama. Sendo o ponto de partida desse uso “estético” do rejunte, as juntas de assentamento merecem um cuidado adicional. JUNTAS DE DEFORMAÇÃO Como indica o nome, são as destinadas a absorver movimentações estruturais ou do revestimento. Podem ser classificadas em juntas estruturais, juntas de movimentação ou dessolidarização, e juntas especiais. As juntas estruturais são aquelas já existentes na estrutura de concreto. Devem ser mantidas na posição em que se encontram e com a mesma largura em toda sua extensão e através das várias camadas que constituam o revestimento. São preenchidas com isopor, borracha ou similar. Na camada superficial, recebem mástique. Já as juntas especiais destinam-se a locais sujeitos

Também chamadas de juntas de dessolidarização, recomenda-se seu uso no encontro de superfícies em planos distintos. São exemplos: o encontro de piso e parede, parede e forro, e destes elementos com outros obstáculos, como muretas, vigas e pilares. Seu uso também é indicado em lugares de ocorrência de mudança de materiais que componham o substrato, por exemplo, na troca da base de concreto pela de tijolos cerâmicos. Preenchidas por material elástico poliuretânico, devem chegar, de preferência, até a alvenaria ou a estrutura de concreto. Sua largura mínima recomendável é de 5 mm. ARGAMASSAS Há dois métodos de assentamento de placas cerâmicas. Sua diferença é o tipo de argamassa empregada. No método tradicional, usa-se argamassa composta no canteiro de obra, com cimento, areia e cal hidratada. Com a necessidade de cortar gastos, esse método está sendo abandonado pelos construtores, pois, além de gerar um desperdício


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a) aderência: é a força de união entre a placa e o substrato. A adesão entre esses dois elementos ocorre por meio de ligantes, fatores químico e físicos. Chama-se ancoragem ao predomínio de um desses fatores. Na ancoragem química, a adesão se dá, sobretudo, por reação entre a argamassa, o substrato e o verso da placa cerâmica. Na ancoragem

O braço direito do assentador Boas e adequadas ferramentas são tão importantes para o assentamento de placas cerâmicas, quanto a experiência do colocador e a correta especificação do material. Além de possuir uma linha completa de ferramentas para trabalhar, o assentador precisa zelar pela sua limpeza e manutenção, melhorando o desempenho no serviço e a vida útil dos seus intrumentos de trabalho. Apresentamos, neste quadro, algumas das mais importantes ferramentas no dia a dia da colocação de produtos cerâmicos.

Cortador manual

Rodo

Desempenadeira de borracha

assentamento

de até 40% em volume, requer uma camada mais espessa de aplicação. Você deve considerar, ainda, que essa sobrecarga não tenha implicações apenas durante a execução do revestimento. Uma maior camada de argamassa significa mais peso, também, na estrutura, demandando lajes, vigas e pilares maiores e encarecendo a obra desde suas fundações. A alternativa é o uso de argamassa colante industrializada. Por definição, trata-se de um produto composto à base de cimento portland, agregados minerais e aditivos químicos (retentores, plastificantes, impermeabilizantes, etc). Quando misturada com a água, gera uma massa viscosa, plástica e aderente. Como as normas das argamassas estão em processo de revisão julgamos conveniente não citá-las nessa edição. Caso necessite dessa informação envie-nos um email para tilebrasil@menasce.com.br que iremos encaminhar sua solicitação a quem poderá lhe ajudar nisso. Suas principais propriedades são:

Mangueira de nível Espaçadores Nível de bolha Serra copo

Colher de pedreiro Metro

Martelo de borracha

Espátula

Desempenadeira dentada

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mecânica, a argamassa penetra nos poros superficiais do substrato e da placa, solidificando-se e formando “microganchos” que fixam o material, como um velcro. De acordo com o uso a argamassa deve ter aderência quando submersa em água e/ou quando exposta ao calor. b) tempo em aberto: é o intervalo de tempo em que um pano de argamassa, estendido sobre o substrato, apresenta aderência satisfatória. O intervalo varia conforme o tipo de argamassa. Para verificar a trabalhabilidade do material, recomenda-se o teste da “ponta dos dedos”. Toque a superfície da argamassa e verifique se está pegajosa. Se estiver ressecada, retire todo o pano e o substitua por material ainda aderente. c) tempo de ajuste: é o intervalo de tempo em que ainda é possível retificar a posição de uma placa mal colocada. Está ligado à capacidade de retenção de água da argamassa. d) deslizamento: praticamente não deve ocorrer deslizamento de uma placa quando assentado com argamassa colante em superfícies verticais. A classificação técnico/comercial, apresentada pelas normas brasileiras, divide as argamassas fabricadas no País em três grupos: a AC I (Argamassa Colante Tipo I) é indicada

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para uso interno, em piso e parede, e possui tempo em aberto de 15 minutos. A ACII é usada em exteriores, com tempo em aberto de 20 minutos. Também apresentando tempo em aberto de 20 minutos, a AC III é recomendada para locais que exijam elevado esforço mecânico, como garagens, halls de hotéis e supermercados. Note também que, em ambientes internos, você pode adotar uma argamassa rígida. Em locais expostos a intemperismo, é preferível uma argamassa flexível, que absorva as variações dimensionais decorrentes de dilatação ou contração térmica. Por último, costuma-se calcular rapidamente o consumo de argamassa para assentamento do seguinte modo: de 7 a 8 kg/m² para placas maiores que 30x30 cm; de 4 a 5 kg/m² para peças até 30x30 cm.

rejuntamento furânicas ou à base de epóxi. Deve-se esperar três dias, após o assentamento, para executar o rejuntamento quando o processo utilizar argamassas de assentamento industrializadas convencionais, porém há no mercado argamassas de secagem rápida que permitem a aplicação do rejuntamento a partir de 3 horas após o assentamento da peça. Como características desejáveis do rejunte, apontam-se: bom acabamento final, boa resistência a fungos e algas, boa durabilidade e facilidade de limpeza. Nas próximas páginas, você encontrará um guia de escolha para argamassas de assentamento e rejunte, conforme o uso desejado. Cada ficha destaca os pontos críticos da especificação.

REJUNTAMENTO Além do valor estético, o rejuntamento possui importante papel técnico no revestimento cerâmico. Uma delas é preencher as juntas de assentamento, impedindo infiltrações. A argamassa de rejuntamento é encontrada em duas versões. As feitas à base de cimento portland são recomendadas para uso interno e externo, mas apresentam baixa resistência a ácidos. Para usos como pisos industriais e outros sujeitos ao ataque químico, foram desenvolvidas argamassas de

Monte um roteiro para auxiliá-lo na hora de especificar o melhor produto para cada tipo de aplicação. Onde vai ser aplicado o revestimento? Qual o tipo de base: emboço, contrapiso, alvenaria? Qual tipo de peça será aplicada, pedra, cerâmica, porcelanato, pastilhas? Quais solicitações ligadas à utilização do local: umidade, calor, tráfego intenso?


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Os critérios da escolha

A

fichas técnicas

seguir, você encontrará fichas técnicas com as principais dicas para escolher corretamente argamassas industrializadas para assentamento ou rejuntamento de placas cerâmicas. Selecionamos os casos mais típicos, ressaltando as características críticas de cada um e as demais propriedades que o produto deve possuir. Para tirar qualquer dúvida, consulte o serviço de atendimento ao consumidor do fabricante. Lembre-se de que a colocação precisa ser muito bem planejada para evitar retrabalhos. Esteja atento aos prazos para impermeabilização, rejunte, secagem e limpeza, entre outras etapas da obra. Proteja o piso contra a abrasão (desgaste superficial), manchas e outros inconvenientes, se for necessário realizar outras tarefas sobre as placas recém-assentadas, como passagem de fiação elétrica, instalação de gabinetes de cozinha ou banheiro. Existem hoje no mercado alguns produtos específicos para fazer essa proteção. Se você optar por rejuntamento colorido, faça um teste para verificar se o produto não manchará as placas, frustrando a expectativa de um ambiente harmonioso e funcionalmente correto. A recomendação é reforçada, em se tratando de placas não-esmaltadas. Alguns locais merecem atenção especial, como banheiros (e, em especial, o box), onde a cerâmica fica constantemente em contato com a água; fachadas, devido à exposição ao intemperismo e às variações térmicas e, se for o caso, à maresia; piscinas, devido ao contato com a água e com os produtos químicos para limpeza; e pisos com alto tráfego ou sujeitos à ataques químicos, como em indústrias e outros locais. Em caso de dúvida, consulte um especialista. A palavra do fabricante Como na apresentação das placas cerâmicas aqui também os fabricantes de produtos para assentamento que formam o conjunto mostram os seus produtos de uma perspectiva técnico-comercial, mostrando dados de performance e no que podem contribuir em sua obra e em seu projeto.

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Solução de qualidade para assentar o seu porcelanato O porcelanato é um revestimento que requer alguns cuidados no assentamento pela baixa absorção de água. A grande resistência permite seu uso em locais com tráfego intenso onde as exigências mecânicas são elevadas. Por isso, é necessário assegurar uma perfeita aderência à base. A Weber, produtos quartzolit, possui um produto ideal para este tipo de assentamento, denominado Porcelanato interno branco quartzolit, que garante alta aderência. Esta argamassa branca é resistente em áreas internas de alto tráfego, podendo ser aplicada em pisos e paredes com revestimentos de até 100x100cm. Ficha do produto Porcelanato interno branco quartzolit Embalagem: saco de 20kg

ser impermeável, antimofo, super lavável e resistente a manchas. Possui ainda maior flexibilidade e um alto desempenho para peças de até 2x2metros. A Weber disponibiliza 16 cores de rejunte acrílico quartzolit, proporcionando diversas composições para seu ambiente. O rejunte, além de cumprir seu papel como acabamento da obra, possibilita deixar o ambiente com a sua cara. Consulte o site da Weber para conhecer melhor as combinações de cores.

Consumo: aplicação na base: 4kg/m²; aplicação na base e no verso da placa: 8kg/m². Desempenho do produto Aderência: cura normal e cura submersa em água ≥0,5Mpa. Tempo em aberto: ≥ 15 minutos Após o assentamento do piso, a Weber, produtos quartzolit, indica o Rejunte Acrílico quartzolit. Este produto já vem pronto para uso, sem necessidade de mistura, em embalagens de 1kg. É indicado para áreas internas e externas, além de

www.weber.com.br 0800-709-6979 contatoweber@saint-gobain.com

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Guia Geral de Cerâmica & Assentamento 2017 edição 2017 - circula em agosto Publisher: Lazzaro Menasce lazzaro@menasce.com.br (jornalista responsável) Conselho Editorial: Manuel Corrêa - Dir. Geral Saint-Gobain DB Heitor Ribeiro de Almeida - Pres. da Anfacer José Armani Paschoal - Pres. do CCB Edison Lopes - Pres. da AsBEA Redação Selma Menasce Selma@menasce.com.br

foto capa:

Sicis Mosaico

Arte e Diagramação Arte@menasce.com.br Coordenação e Pesquisa Ricardo Menasce Ricardo@menasce.com.br

Publicidade fone +55 (11) 3822 4422 tilebrasil@menasce.com.br Impressão: Prol Editora Gráfica Distribuição: Correios Publicação anual de

Alameda Olga, 422 cj 108 - Barra Funda 01155-040 - São Paulo - SP Fone + 55 (11) 3822 4422 Fax + 55 (11) 3663 5436 e-mail: info@menasce.com.br www.tilebrasil.com.br Registro no INPI sob número 907 768 695 As opi­niões de TILE Brasil não são necessariamente as de seus articulistas. Autorizada a reprodução de artigos, desde que citada a fonte. Imagens, textos e opiniões de mensagens publicitárias, são de responsabilidade dos respectivos anunciantes ou patrocinadores. Siga-nos nas redes sociais:

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Realização:

Menasce Comunicações Ltda.

Assessoria Técnica:

CCB, Centro Cerâmico do Brasil, Sérgio Ruzza

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Catálogos de fabricantes, manuais técnicos e entrevistas

Fotos:

Revestimentos Cerâmicos e Assentamento - fotos de produtos/catálogos

Guia Geral de Cerâmica & Assentamento 2017

é uma edição especial da revista TILE Brasil


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Assentamento 2017

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Uma maneira rápida de você entender como especificar os revestimentos cerâmicos por ambientes. Fichas para as principais aplicações irão ori...