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ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO E SEGURANÇA.................................................................................. 02 2. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA............................................................................................. 02 3. A – Vias Aéreas desobstruídas........................................................................................ 03 4. Manobra de Heimlich.......................................................................................................03 5. B – Respiração................................................................................................................. 04 6. C – Circulação................................................................................................................. 04 7. Compressão Torácica...................................................................................................... 04 8. Hemorragia...................................................................................................................... 05 9. D – Danos Neurológicos................................................................................................. 06 10. E – Exposição.................................................................................................................. 06 11. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA...................................................................................... 07 12. CHOQUE ELÉTRICO................................................................................................... 08 13. QUEIMADURAS........................................................................................................... 09 14. ESTADO DE CHOQUE................................................................................................. 12 15. LESÕES NOS OSSOS E ARTICULAÇÕES................................................................. 15 16. CONVULSÕES............................................................................................................... 16 17. INTOXICAÇÃO POR GASES....................................................................................... 16 18. DESMAIO...................................................................................................................... 16 19. ENVENENAMENTO.................................................................................................... 17 20. ATAQUE CARDÍACO.................................................................................................. 17 21. ACIDENTES PROVOCADOS PELO CALOR............................................................. 18 22. ACIDENTES PROVOCADOS PELO FRIO................................................................. 18 23. AFOGAMENTO............................................................................................................ 19 24. CORPOS ESTRANHOS................................................................................................ 20 25. BANDAGEM E CONTUSÕES..................................................................................... 20 26. ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTAS........................................................ 21 27. PICADA DE ARANHA E ESCORPIÃO...................................................................... 25 28 BIBLIOGRAFIA. ........................................................................................... ............... 26


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INTRODUÇÃO E SEGURANÇA PRIMEIROS SOCORROS Atendimento imediato à vítima no próprio local, com recursos disponíveis no momento, enquanto aguardamos ou buscamos a assistência especializada. São providências que visam evitar a morte ou graves danos a saúde. COMO? • Sistematizando o atendimento, conforme o CABDE • Prevenindo o estado de choque (deficiência na oxigenação) • Transportando cuidadosamente PRIORIDADES Chame socorro: Se houver outra pessoa, peça para esta procurar algum serviço de socorro. • Segurança do socorrista: SEMPRE use EPI, tais como luvas, máscaras e óculos. Sua segurança em primeiro lugar. Se não os tem, improvise-os. • Segurança do local: Evite tornar-se uma segunda vítima. Antes de interceder, o socorrista deve verificar se o local permite a aproximação sem risco. (Existe algum risco elétrico no local? Gás, fumaça ou vapores? Água ou gelo fino? Risco de queda? Uma pessoa violenta?) Conforme o caso, tente extinguir o risco de forma segura, se não for possível, chame o serviço especializado informando o tipo de acidente, nº de vítimas, o estado em que elas se encontram e qual o risco que o local oferece (incêndio, desmoronamento, enchente, ...). Em caso de risco elétrico, desligue a fonte. • Risco inerente à vida da vítima: Se houver riscos para a vítima, retire-a do local o mais breve o possível, desde que isso não implique em risco a você. EXISTINDO SEGURANÇA • Se for o caso, estacionar o veículo utilizando-o como proteção • Sinalizar e isolar a área, para que não ocorra novos acidentes • Começar a interagir o mais breve possível AVALIAÇÃO PRIMÁRIA A avaliação primária é um processo ordenado para identificar e corrigir, de imediato, problemas que ameacem a vida a curto prazo. Para iniciar a seqüência da avaliação você deve, primeiramente, avaliar o estado de inconsciência da vítima: • Segure firmemente a cabeça da vítima (para que ela não a mova se estiver consciente, podendo lesionar a medula) • Chame-a (3 vezes) e pergunte se ela está bem • Caso a vítima esteja consciente, identifique-se Sempre imobilize a cervical. Caso haja dois ou mais socorristas, um ficará responsável pela imobilização da cervical e coordenará todo o serviço. Feito isto, parta para a seqüência C /A / B / D / E


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Manobra de Heimlich (pressão abdominal subdiafragmática)

Recomendada para eliminar obstrução de via aérea por corpo estranho. Com vítima consciente • Ficar de pé atrás da vítima deixando um dos pés como apoio • Inclinar a vítima envolvendo os braços ao redor da cintura da mesma • Fechar uma das mãos e colocá-la acima do umbigo e abaixo do apêndice xifóide, na linha média, com o polegar virado para o abdome • Segurar o punho com a outra mão • Fazer uma pressão rápida, dirigida para dentro e para cima • Cada nova pressão deve ser um movimento separado e distinto

Com vítima inconsciente: Não se aplica a Manobra de Heimlich Vítima Irresponssiva? Lateralizar a cabeça e proceder a RCP. Desobstrução de vias aéreas em crianças Em crianças pequenas, usa-se uma manobra especial para retirada de corpo estranho. Deita-se a criança de bruços sobre o braço, apoiada na palma da mão, de cabeça para baixo e, com os dedos abrindo a boca da mesma, bate-se nas costas com a palma da outra mão. Com isso, as forças estarão agindo sinergicamente para a desobstrução da via aérea: 1. A gravidade 2. A trepidação provocada pelas batidas e 3. A compressão torácica e abdominal, tentando eliminar o ar dos pulmões pela traquéia, eliminando o corpo estranho. Numa criança maior pode-se usar a mesma manobra deitando-a sobre uma perna do socorrista. B – (Breathing) Respiração >> Avaliar/visualizar a presença de respiração espontânea. Não havendo movimentos respiratórios, proceda a RCP.


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Diagnosticado parada cardíaca, iniciar as compressões torácicas. Compressão torácica externa Colocar o “calcanhar” de uma das mãos no meio do peito da vítima, colocar a outra mão sobre o dorso desta. Com os braços estendidos e perpendiculares ao corpo da vítima, o socorrista deve deixar que seu próprio peso comprima o tórax, numa profundidade de 5 cm. Após, a compressão deve ser aliviada sem retirar as mãos do tórax, voltar completamente à posição original; o tempo de compressão e descompressão deve ser igual. Realizar compressões fortes e rápidas, velocidade de no mínimo 100 compressões/minuto. As manobras só podem ser interrompidas quando a vítima retomar a consciência, ao chegar uma pessoa mais habilitada que assuma responsabilidade do atendimento à vítima, ou com a exaustão total do socorrista. Referência: Guidelines da American Heart Association Circulation 2012.

• À esquerda, localizando a posição correta da mão sobre o tórax; à direita, posicionamento correto do socorrista, com os ombros, cotovelos e punhos em linha reta sobre o esterno da vítima.

Hemorragias importantes (de grandes vasos) devem ser controladas, se possível, juntamente com a reanimação, porque não adianta fazer compressões torácicas para manter uma oxigenação adequada através da circulação, se não tem sangue suficiente para circular. Já pequenos sangramentos podem ser controlados posteriormente.


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Hemorragia Hemorragia é a perda de sangue devida ao rompimento de um vaso sangüíneo - veia ou artéria.

* Uma hemorragia abundante e não controlada pode levar uma pessoa à morte em 5 minutos. Sinais de Hemorragia Pulso rápido e fraco Pele fria Suor abundante palidez intensa Lábios e parte interna da pálpebra inferior descoradas Sede Ansiedade e agitação Náuseas e vômitos Sensação de frio e presença de tremores Respiração curta, rápida e irregular Tontura ou inconsciência Pode-se avaliar, também, o enchimento capilar apertando em cima da unha ou na ponta do dedo. Existem dois tipos de hemorragia: hemorragia externa e hemorragia interna. Hemorragia externa: Identificada por ferimentos decorrentes de cortes, amputações, fraturas, ... A elevação dos membros afetados e/ou a pressão direta sobre o ferimentos são os métodos mais indicados para conter uma hemorragia. Para a realização da compressão direta, deve-se utilizar panos limpos ou gaze esterilizada. Também são utilizados pontos de pressão sobre vasos sangüíneos a fim de que possa ajudar na contenção da hemorragia. Para isso, faz-se uma pressão local, com o dedo ou com a mão, do vaso contra o osso, um pouco acima do sangramento. Se o ferimento for nos braços ou pernas, sem fraturas, a hemorragia poderá ser controlada mais facilmente colocando, junto à articulação do membro, um chumaço de papel, algodão ou pano, dobrando-o. Enquanto estiver controlando a hemorragia, mantenha a vítima agasalhada com cobertores ou roupas, evitando o contato com o chão frio e úmido. Hemorragia interna: Decorrente de lesões de tecidos e órgãos internos, dificilmente poderá ser vista ou mesmo tratada, e a vítima corre sério risco de entrar em estado de choque. Sinais de Suspeita de Hemorragia Interna: • Ferimentos penetrantes na cabeça • Vômito ou tosse sanguinolenta • Ferimentos perfurantes na região torácica • Sangue na urina • Fraturas de ossos longos • Palidez e sudorese • • • • • • • • • • •


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Torniquete é uma técnica q u e somente deve ser utilizada quando o p r o c e d i m e n t o d e c o m p r e s s ã o l o c a l / d i r e t a já foi tentado e falhou. Ferimentos leves ou superficiais: Limpe o ferimento com água morna e sabão protegendo-o com uma gaze ou pano limpo. Mude o curativo tantas vezes quantas forem necessárias, para mantê-lo limpo e seco. Procure atendimento médico para orientações sobre o tétano e infecções. Ferimentos abdominais abertos: Manter os órgãos no lugar, evitando mexer neles. Caso tenham saído da cavidade, não os recoloque. Cubra com uma compressa úmida e a fixe com uma atadura.

Ferimentos profundos no tórax

Faça um curativo de três pontas: Recorte um saco plástico no formato de um quadrado, coloque-o em cima do ferimento e feche os três lados superiores. Ferimentos na cabeça: Havendo hemorragia no couro cabeludo, coloque uma compressa ou um pano limpo em cima do ferimento e prenda com uma atadura. Não faça curativo de pressão, para que não ocorra um aumento da pressão intracraniana. As fraturas de crânio podem ocasionar sangramento pelo nariz e ouvido. Este sangramento não é pelo trauma direto dos ouvidos e nariz. Neste caso a hemorragia não deve ser detida no atendimento préhospitalar. Obs.: Casos em que o ferimento foi causado por arma branca (faca, barra de ferro, ...) não a retire. Fixe-a junto com o curativo. D - (Desability) - Danos Neurológicos Com a vítima consciente, pode-se verificar através de uma breve entrevista, fazendo-se algumas perguntas repetidas, avaliando se as respostas são coerentes à pergunta e iguais para aquelas que foram feitas 2 ou mais vezes. Se a vítima estiver desacordada ou confusa, pode estar ocorrendo má oxigenação cerebral. Também, avalia-se respostas a estímulos verbais e dolorosos. E - (Exposure) - Exposição A exposição da vítima, tanto do corpo quanto da sua faculdade neurológica, não deve ser feita na frente de outros que não estejam prestando socorro - "curiosos". Faz-se isto, de preferência, dentro do veículo que a está transportando. Atentar para a manutenção da imobilização e evitar a hipotermia (de preferência expor somente a parte do corpo que está sendo avaliada). EXPOSIÇÃO MORAL = NUNCA EXPOSIÇÃO FÍSICA = SE NECESSÁRIO


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AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA A avaliação secundária tem como objetivo identificar lesões que, se não tratadas, possam ameaçar a vida da vítima tardiamente. Contém três etapas: 1. Entrevista (se vítima consciente) – pode ser feita concomitantemente com o restante da avaliação. • Medicações e alergias • O que aconteceu? • Sintomas • Tomou líquidos ou alimentos? Qual o horário da última refeição? • Passado médico (tem alguma doença?)

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2. Exame da cabeça aos pés (para localizar lesões como ferimentos, hemorragias, fraturas, escoriações, contusões, ...) Seqüência: Coluna cervical Cabeça (couro cabeludo), ouvidos, nariz, olhos, testa, afundamento da mandíbula ou da face, boca (incluindo hálito) Pescoço Ombros (clavícula) Tórax (do centro para as costelas) Abdômen Cintura pélvica (bacia) Fêmur, joelho, perna, pé Braços Obs.: Caso encontre hemorragia, trate-a imediatamente. O tempo para a avaliação não deve ultrapassar 90 segundos. Nunca desatente da avaliação primária, se necessário, retorne a ela. Sempre verifique as suas mãos após a avaliação de cada membro, para que saiba onde está á hemorragia, se houver.


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CHOQUE ELÉTRICO É a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Os efeitos das perturbações variam e dependem de: • Percurso da corrente elétrica • Intensidade da corrente elétrica • Tempo de duração do choque elétrico • Área de contato do choque elétrico • Tensão elétrica • Espécie da corrente elétrica • Outros fatores As seguintes complicações mais sérias podem ocorrer: 1. Tetania (rigidez) dos músculos respiratórios: geralmente limitada à duração da exposição à corrente elétrica. Se o contato for prolongado e a tetania persistir pode ocorrer parada cardíaca ( por hipoxemia – nível baixo de oxigenação). 2. Paralisia Prolongada dos músculos respiratórios: isto pode resultar de fenômenos convulsivos, que persistindo por alguns minutos após o choque ter cessado, resultam em parada cardíaca. 3. Parada Cardíaca: fibrilação ventricular ou assistolia podem ocorrer como resultado direto do choque elétrico devendo rapidamente ser iniciada a RCP. Outras arritmias cardíacas sérias, incluindo taquicardia ventricular podem progredir para fibrilação ventricular e podem resultar de exposição à corrente de baixa ou alta voltagem, sustentadas por alguns segundos e podem requerer RCP. O que fazer? 1. Cortar a corrente elétrica 2. Se não for possível cortá-la, verifique se há bons condutores de eletricidade por volta como água, se houver não se aproxime, pois você pode ser outra vítima. 3. O uso de luvas de borracha grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos pode ser aplicado em baixas tensões, afastando da vítima o fio ou aparelho elétrico (se possível usar, também, botas e tapete de borracha), ou pode-se afastar o fio com um vara comprida e seca ou com um galho de árvore, tendo todo o cuidado possível para não encostar no fio. 4. Se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou respiratórias, fazer as manobras de reanimação (RCP). 5. Se houver queimaduras, tratá-las. 6. Nunca remova a vítima se você não tiver certeza de que a mesma não possui fraturas (somente em caso de iminente risco).


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QUEIMADURAS Toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor ou do frio sobre o organismo é uma QUEIMADURA. Exemplos: • Contato direto com a chama, brasa ou fogo; • Vapores quentes; • Líquidos ferventes; • Sólidos superaquecidos ou incandescentes; • Substâncias químicas (ácidos, soda cáustica, fenol, nafta, etc...) • Emanações radiações; • Radiação infra - vermelhas e ultravioleta ( em aparelhos, laboratórios ou devido ao excesso de raios solares); • Eletricidade • Gelo

Queimaduras externas classificam-se em: Superficiais: - Quando atingem algumas camadas da pele. Profundas: - Quando há destruição total da pele.

E ainda em queimaduras de:

1º GRAU - Lesão da 1ª camada da pele (epiderme), ocorre vermelhidão e dor local suportável. Exemplo : aquelas causadas pelos raios solares 2º GRAU - Lesão que atinge até a 2ª camada da pele (derme), ocorre formação de bolhas, além de desprendimento de camadas da pele, dor e ardência locais de intensidades variáveis. 3º GRAU - Lesão que atinge até a 3ª camada da pele, podendo comprometer outros tecidos. QUEIMADURAS DE 1º, 2º E 3º GRAUS PODEM SER APRESENTADAS NA MESMA PESSOA O risco de vida A gravidade do caso não está no grau de queimadura, reside também na extensão da superfície atingida.


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QUANTO MAIOR A ÁREA DA PELE QUEIMADA, MAIS GRAVE É O CASO! Tem - se uma idéia aproximada da superfície queimada usando a regra dos nove - 9% da superfície do corpo.

Pequena queimadura - a que atinge menos de 10% de área queimada. Média queimadura – a que atinge menos de 30% de área queimada. Grande queimadura - a que atinge 30% ou mais de área queimada.

Principais medidas de primeiros socorros: 1- Prevenir o estado de choque 2- Controlar a dor 3- Evitar a contaminação. Como conduzir na prestação de primeiros socorros nas GRANDES E MÉDIAS QUEIMADURAS. A) em caso de QUEIMADURAS TÉRMICAS (líquidos quentes, fogo, vapor, raios solares, etc) a) Deite a vítima b) Retire a roupa da vítima e lave o ferimento com água em temperatura ambiente por +/- 1 min c) Retire, também, anéis, pulseiras, relógios,..., por causa do inchaço (edema) d) Coloque a cabeça e o tórax da vítima em plano inferior ao resto do corpo. Levante - lhe as pernas, se possível. e) Se a vítima estiver consciente e a área atingida não compromete as vias respiratórias (queimaduras de membros), dê - lhe bastante líquido para beber: água, chá, café, sucos de frutas. NUNCA DÊ BEBIDAS ALCÓOLICAS. f) Coloque um pano limpo sobre a superfície queimada ou plástico estéril; g) Procure recursos médicos urgente: remova - o para um hospital, se possível em ambulância. Não demore.


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B) - químicas a) Retire a roupa do acidentado aplicando jatos de água, pois o resto da substância química pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele; b) Lave a queimadura lentamente com grande quantidade de água; c) Cubra com gaze ou pano limpo; d) Procure logo um médico, juntamente com a bula do produto químico. TODAS AS QUEIMADURAS COM GRAVIDADE DEVEM SER EXAMINADAS POR UM MÉDICO

Um caso muito especial: QUEIMADURAS NOS OLHOS Podem ser produzidas por substâncias irritantes - ácidos, álcalis, água quente, vapor, cinzas quentes, pó explosivo, metal fundido, chama direta. Tratamento a) Lavar os olhos com água em abundância ou, se possível, com soro fisiológico, durante vários minutos. b) Vendar o(s) olho(s) com uma gaze ou pano limpo umidificado. c) Levar ao médico com a maior brevidade possível.

CUIDADOS GERAIS NÃO aplique ungüento ou outras substâncias em queimaduras extensas. NÃO retire corpos estranhos ou graxas das lesões. NÃO fure as bolhas existentes. NÃO toque com as mãos a área queimada. NÃO tente retirar roupas que estejam grudadas. O que você pode fazer é cortar ao redor da parte que está fixada ao corpo. SEMPRE que possível cubra a vítima com lençóis limpos e cobertores, para que não ocorra hipotermia. Como conduzir na prestação de primeiros socorros nas pequenas queimaduras térmicas: a) lave com água corrente a pequena área queimada até diminuir a dor. b) após lavar, dependendo de possuir os recursos à mão, passe vaselina esterilizada, e não azeite, sobre a parte queimada cobrindo depois com gaze ou pano limpo, enfaixando frouxamente.


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ESTADO DE CHOQUE Em todos os casos de lesões graves, terror, hemorragias ou fortes emoções, pode surgir o ESTADO DE CHOQUE. Outras condições causadoras do estado de choque: • Queimaduras graves; • Ferimentos graves; • Esmagamentos; • Perda de sangue; • Acidentes por choque elétrico; • Envenenamento por produtos químicos; • Ataque cardíaco; • Exposição a extremos de calor ou frio • Dor aguda; • Uma infecção; • Intoxicação por alimento; • Fraturas. Sinais do estado de choque: • Pele fria e pegajosa • Suor: na testa e nas palmas das mãos • Face: pálida, com expressão de ansiedade • Frio: a vítima queixa-se de sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores. • Náuseas e vômitos • Respiração: curta, rápida e irregular • Visão: nublada • Pulso: Fraco e rápido • Poderá estar total ou parcialmente inconsciente. Diante desse quadro, enquanto espera a chegada do recurso médico - ou providencia o transporte da vitima - tome as seguintes medidas: • Realize uma rápida inspeção na vítima. • Combata, evite ou contorne a causa do estado de choque. • Conserve a vítima deitada com a cabeça virada para o lado • Afrouxe a roupa apertada no pescoço, no peito e na cintura. • Retire da boca, caso exista, dentadura, goma de mascar, etc. • Observar os movimentos respiratórios, caso cessem, aplicar respiração artificial. • Caso não haja suspeita de fratura ou lesão cerebral, levante as pernas da vítima e mantenha a sua cabeça mais baixa que o corpo • Mantenha a vítima agasalhada, utilizando cobertores, mantas, etc. • Não lhe dê líquidos, a não ser que o estado de choque tenha sido causado por um fator emocional


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NÃO DÊ: - BEBIDAS ALCOÓLICAS EM NENHUMA HIPÓTESE - LÍQUIDOS A UMA PESSOA INCONSCIENTE OU SEMI-CONSCIENTE. Nota O estado de choque quase sempre é uma complicação decorrente de uma das lesões ou doenças aqui abordadas. LESÕES NOS OSSOS E ARTICULAÇÕES Lesões na espinha Providências a tomar: * Mantenha a vítima agasalhada e imóvel. * Não mexa nem deixe ninguém tocar na vítima com suspeita de lesão na espinha até a chegada do médico ou enfermeiro. * Nunca vire uma pessoa com suspeita de fratura na espinha (somente se necessário para realizar a RCP). * Observe a sua respiração. Esteja pronto para iniciar a respiração artificial. NA FALTA DE UM MÉDICO PREPARE-SE PARA TRANSPORTAR A VÍTIMA, TENDO OS SEGUINTES CUIDADOS ESPECIAIS: O transporte tem de ser feito em maca ou padiola. Durante o transporte em veículos evitar balanços e freadas bruscas. Se a lesão for no pescoço, enrole ao redor do mesmo, sem apertar, uma camisa, toalha ou outro pano, passando-lhe um cinto por cima para imobilizar o pescoço, ou então improvise um colar cervical com papelão ou boné. Para fixar melhor, coloque dois tênis, uma em cada lado, com o cano do tênis na parte do pescoço e a outra parte ao lado das orelhas, fixando-os com panos ou com os próprios cadarços. 1.


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Fraturas Em caso de fratura, o primeiro socorro consiste apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando maiores danos.

Existem dois tipos de fratura: Fechadas: - quando o osso se quebrou mas a pele não foi perfurada. Expostas - quando o osso está quebrado e a pele rompida. Deve-se desconfiar de fratura sempre que a parte suspeita não possuir aparência ou função normais ou quando houver dor no local atingido, incapacidade de movimentar o membro, posição anormal do mesmo ou, ainda, sensação de atrito no local suspeito. a)

Fratura fechada: Ponha talas sustentando o membro atingido, somente alinhe o membro em relação ao corpo, mas não tente reduzir a fratura. As talas deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar as articulações acima e abaixo da fratura. Qualquer material rígido pode ser empregado como tala: tábua, estaca, papelão e vareta de metal. Use panos ou outro material macio para acolchoar as talas, a fim de evitar danos à pele. As talas devem ser amarradas com ataduras ou tiras de pano apertadas, mas sem danificar a circulação do membro, em, no mínimo, quatro pontos:

Outro recurso no caso de fratura de perna é aquele que consiste em amarrar a perna quebrada na outra, desde que sã, tendo o cuidado de acolchoar entre ambas com um lençol ou manta dobrados.

b) Fraturas expostas • Coloque uma gaze, um lenço ou um pano limpo sobre o ferimento. • Fixe firmemente o curativo no lugar, utilizando-se de uma bandagem forte: gravata, tira de roupa, cinto, etc. • NO CASO DE HEMORRAGIA GRAVE, SIGA AS INSTRUÇÕES DO POLÍGRAFO • Mantenha a vítima deitada • Aplique talas, conforme descrito para as fraturas fechadas, sem tentar puxar o membro ou fazê-lo voltar a sua posição natural, apenas alinhe. Não tente recolocar o osso para dentro. • Chame ou leve o paciente a um médico ou a um hospital, de carro ou de ambulância, tão logo a fratura seja imobilizada. NÃO DESLOQUE OU ARRASTE A VÍTIMA ATÉ QUE A REGIÃO SUSPEITA DE FRATURA TENHA SIDO IMOBILIZADA, A MENOS QUE A VÍTIMA SE ENCONTRE EM IMINENTE RISCO.


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Luxações e deslocamentos É o deslocamento das extremidades ósseas que formam uma articulação de modo que as superfícies articuladas não ficam em contato adequado. Toda vez que os ossos de uma articulação saírem do seu lugar proceda como no caso de fraturas fechadas. Nota: Coloque o braço em uma tipóia quando houver luxação do ombro, do cotovelo ou do punho. Entorses É a ruptura parcial ou estiramento dos ligamentos ao redor de uma articulação. • Trate como se houvesse fratura • Imobilize a parte afetada • Aplique gelo e compressas frias • Encaminhe ao seu médico mais próximo. CONVULSÕES Contratura involuntária da musculatura, provocando movimentos desordenados e em geral acompanhada de perda de consciência. Durante a convulsão: • Proteja a vítima de queda e do choque com objetos que possam feri-la, afastando os objetos da vítima ou afastando a vítima dos objetos (o que for mais fácil e rápido). • Posicione adequadamente a cabeça da vítima, protegendo- a de possíveis pancadas no chão. Não introduza nada entre os dentes da vítima (técnica ultrapassada e abandonada) • Mantenha vítima lateralizada, se possível, facilitando a drenagem da saliva • Afrouxe as roupas • Vigie a respiração • Transporte para atendimento médico Na fase de relaxamento: • Verifique a respiração, principalmente em crianças. Se não respirar, dê duas insufladas • Proteja a privacidade da vítima • Monitore sinais vitais • Esteja preparado para novas convulsões • Remova monitorando os sinais vitais • Veja se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da CONVULSÃO. • Após a crise a vítima deverá receber assistência especializada para determinar a causa da convulsão, devendo ser transportado para o hospital de referência. • Procure localizar um parente ou pessoa que possa se responsabilizar pelo doente. • Não lhe dê nada para beber, engolir ou cheirar. MANTENHA-SE VIGILANTE - AFASTE OS CURIOSOS. NÃO

SEGURE A VÍTIMA. (DEIXE-A SE DEBATER) DÊ TAPAS JOGUE ÁGUA SOBRE A VÍTIMA

NÃO SEGURE A VÍTIMA, SALVO PARA IMPEDÍ-LO DE FERIR -SE OU A OUTREM.


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INTOXICAÇÃO POR GASES Uma pessoa pode apresentar parada respiratória pela inalação de certos gases, tais como gás carbônico ( em casos de incêndio), gás de cozinha ou outros gases. O procedimento inicial é retirar imediatamente a vítima do ambiente contaminado e avaliar a necessidade do RCP. Respeitar a seqüência de atendimento. Mantenha a vítima agasalhada e quieta, encaminhando-a posteriormente ao médico. DESMAIO O desmaio pode ser considerado uma forma leve de “ESTADO DE CHOQUE”, provocada em geral por emoções súbitas, fadiga, fome ou nervosismo. A vítima empalidece, cobre-se de suor, o pulso e a respiração são geralmente fracos. • Verificar o ABC • Afastar a vítima do local agressor • Deite a pessoa de costas com a cabeça mais baixa que o corpo. • Desaperte-lhe a roupa. • Eleve as pernas da vítima Se o desmaio durar mais de um ou dois minutos, agasalhe o paciente e procure o médico. CASO ESPECIAL: * Sentindo que vai desfalecer ao ver uma hemorragia ou ferimento, baixe imediatamente a cabeça ou então sente-se em uma cadeira e curve-se para a frente com a cabeça entre as pernas, mais baixa que os joelhos e respire profundamente. * Se a vítima estiver avermelhada, deixe a cabeça elevada e as pernas baixas e procure atendimento médico, pois pode ser pressão elevada. ENVENENAMENTO Caso em que deve suspeitar de envenenamento: • Cheiro de veneno no hálito; • Mudança de cor dos lábios e da boca; • Dor ou sensação de queimadura na boca ou na garganta; • Vidros ou embrulhos de drogas ou de produtos químicos ABERTOS em poder da vítima; • Evidência, na boca, de haver a vítima comido folhas ou frutos venenosos; • Estado de inconsciência, de confusão ou mal súbito, quando for possível o acesso ou contato da vítima com venenos. NOS CASOS DE ENVENENAMENTO TOME AS SEGUINTES MEDIDAS: 1- Ministre o antídoto recomendado no recipiente de que proveio o veneno. 2- A rapidez é essencial. TRANSPORTE A VÍTIMA A UM PRONTO SOCORRO. Aja antes que o organismo tenha tempo de absorver o veneno. 3- Se houver mais de um socorrista enquanto um procura o médico ou um meio de transporte, o outro toma as seguintes providência: Venenos ingeridos Qualquer substância não alimentar é um veneno em potencial. 1- Dilua o veneno, dando 1 ou 2 copos de água para a vítima beber (exceto se a ingestão for de ácidos) 2- Nunca provoque o vômito se:


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a) O indivíduo estiver inconsciente b) Apresentar convulsões c) O veneno for cáustico ou corrosivo* d) O veneno for derivado de petróleo** 3- Para provocar vômito, passe o dedo indicador ou um cabo de colher levemente na garganta da vítima, mas faça isto somente se for recomendado pelo CIT ou por um médico 4- Não deixe a vítima caminhar. 5- Informe o recipiente e o rótulo do produto ingerido. 6- Transporte para auxílio médico 7- Ligue para o Centro de Informação Toxicológica, fone (051)3223.6110 ou 0800-780-200 (emergência), para receber as instruções devidas. * Produtos cáusticos e corrosivos: soda cáustica, água de cal, amônia, amoníaco, alvejantes de uso doméstico, tira-ferrugem, desodorante de banheiro, ácido. ** Produtos derivados de petróleo: querosene, gasolina, aguarrás, removedor, fluido de isqueiro. Venenos aspirados a) Carregue ou arraste a vítima imediatamente para um local arejado e não contaminado. NÃO DEIXE A VÍTIMA CAMINHAR. b) Aplique a respiração boca a boca caso a respiração tenha sido interrompida ou esteja irregular; c) Mantenha a vítima agasalhada e quieta. JAMAIS DÊ BEBIDAS ALCÓOLICAS SOB QUALQUER FORMA. TOME AS MEDIDAS DE PRECAUÇÃO PARA NÃO SE TORNAR OUTRA VÍTIMA. Envenenamento através da pele: a) Lave a pele com água abundante: banho de chuveiro, de mangueira, de torneira. b) Aplique jato de água sobre a pele enquanto retira as roupas. c) A rapidez em lavar a pele é de máxima importância e reduz a extensão da lesão ou absorção do veneno. ATAQUE CARDÍACO Sintomas mais comuns: • Respiração extremamente curta, falta de ar. • Dor na parte superior da abdome. • Dor no peito, às vezes estendendo-se pelos braços ou para o pescoço e cabeça. • Suores, palidez e enjôo. • É possível que o paciente tussa, provocando a saída de um líquido espumante e rosado pela boca. Providências • Procure um médico COM URGÊNCIA. • Ajude o paciente a tomar a posição que lhe seja mais confortável (geralmente é uma posição entre sentado e deitado). • Desaperte-lhe a roupa - cinto, colarinho, gravata, etc. • Cubra-o para não sentir frio. Mas não exagere a ponto de provocar suores. • Mantenha o indivíduo calmo. • Sugira a ele respirar profunda e lentamente, exalando pela boca. • Indague ao doente se já teve outros ataques ou se está em tratamento médico. • Veja se a pessoa traz nos bolsos remédios de urgência.


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NÃO TENTE LEVANTAR OU CARREGAR A VÍTIMA SEM O AUXILIO DE OUTRAS PESSOAS OU SUPERVISÃO MÉDICA. NÃO DÊ NADA DE BEBER AO PACIENTE SEM O CONSENTIMENTO MÉDICO. NÃO ENCONTRANDO UM MÉDICO, LEVE-A URGENTEMENTE AO HOSPITAL MAIS PRÓXIMO, TRANSPORTANDO-O COM CUIDADO. ACIDENTES PROVOCADOS PELO CALOR Insolação Devido a ação direta dos raios solares sobre o indivíduo ( na rua, na praia, no campo, etc). Intermação Devido à ação do calor sobre o indivíduo em locais não abrangidos pelo sol ( nas fundições, padarias, caldeiras, etc.). Como se manifestam De maneira brusca com: • Intensa falta de ar - às vezes a vítima parece sufocada, com a respiração acelerada e difícil. • A vítima cai, fica desacordada e pálida. • Temperatura do corpo elevada • Extremidades arroxeadas De maneira lenta com: • Dor de cabeça • Enjôo • Tonteiras • Rosto avermelhado • Pele quente e seca • Não há suor, pulso rápido CHAME UM MÉDICO OU PROVIDENCIE O TRANSPORTE DA VÍTIMA PARA UM HOSPITAL IMEDIATAMENTE. Enquanto aguarda, aplique imediatamente as seguintes medidas: • Remova a vítima para lugar fresco e arejado. • Tire suas roupas. • • • •

Coloque a vítima deitada com cabeça elevada. Refresque-lhe o corpo por meio de banho Envolva a cabeça em toalhas ou panos embebidos em água fria e removidos com freqüência. Coloque-a sob ventiladores ou em ambiente refrigerado:

Todo e qualquer socorro à vítima de insolação ou intermação é no sentido de baixar a temperatura do corpo de modo progressivo e não brusco.


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ACIDENTES PROVOCADOS PELO FRIO Manifestações Locais: • Pele inicialmente avermelhada; • A medida que a geladura se desenvolve, a pele fica pálida ou cinza amarelada. • A sensibilidade desaparece progressivamente devido à ação anestésica do próprio frio. • Dormência na parte atingida. • A VÍTIMA GERALMENTE NÃO TEM CONSCIÊNCIA DA GRAVIDADE DA LESÃO Tome as seguintes providências: • Cubra a parte atingida com a mão ou com um agasalho de lã. • Se a lesão for nos dedos ou nas mãos, faça a vítima colocá-las sob as axilas, próximo ao corpo. • Não tendo água aquecida ou caso seja impraticável seu uso, enrole com cuidado a parte afetada em um cobertor. • Deixe a circulação se restabelecer. • Logo que haja aquecimento na área lesionada, encoraje a vítima a exercitar os dedos das mãos e dos pés. • Dê uma bebida quente: chá, café, leite. AFOGAMENTO Sufocação após imersão em meio líquido. A conseqüência mais importante da prolongada submersão em água é a hipoxemia (baixo nível de oxigênio no sangue). Conduta a seguir: a) Retirar a vítima da água: O socorrista deve retirar a vítima o mais rápido possível da água, de preferência usando algo que flutue para ajudar (fique atento a segurança pessoal). b) Respiração boca a boca: O tratamento inicial consiste na ventilação boca a boca. Esta deve ser iniciada tão logo quanto possível, mesmo ainda dentro d’água. c) Corpo estranho em via aérea: Não tentar retirar água dos pulmões e nem do estômago. Geralmente, isto pode provocar aspiração de líquidos por vias aéreas. d) Compressão torácica: Quando a vítima é removida da água deve rapidamente ser avaliada a presença ou ausência de circulação (pulso). Na vítima de afogamento, o pulso pode estar difícil de ser avaliado, devido a vasoconstrição periférica e o baixo rendimento cardiopulmonar. A RCP deve ser iniciada imediatamente nestes casos. • Não colocar a vítima de forma que ela fique com a cabeça mais baixa que o corpo. A reanimação deve ser • feita em paralelo com a praia. Após feitos cerca de 4 ou 5 ciclos de compressão cardíaca externa e respiração boca a boca, a vítima deve ser rapidamente colocada de lado para fluir um eventual líquido que se encontre na via aérea superior e novamente reiniciar a RCP. e) Remoção da vítima para receber os cuidados avançados, tendo o cuidado de não interromper a RCP durante o transporte e até que a equipe avançada inicie o atendimento.


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CORPOS ESTRANHOS Pequenas partículas de poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes ou pequenos insetos (mosquitos, formigas, moscas, besouros, etc) podem penetrar nos olhos, no nariz ou nos ouvidos. Se isto ocorrer, tome os seguintes cuidados: Olhos • Nunca esfregue o olho • Não tente retirar corpos estranhos encravados do globo ocular. • FAÇA A VÍTIMA FECHAR OS OLHOS PARA PERMITIR QUE AS LÁGRIMAS LAVEM E REMOVAM O CORPO ESTRANHO. • Se não for o suficiente, lave os olhos em água corrente ou soro fisiológico. • Após faça uma bandagem dos olhos da vítima e deixe-a descansar. • Se o agente for muito agressor, encaminhe a vítima a um médico, mesmo que o corpo estranho já tenha sido retirado. Nariz Comprima com o dedo a narina não obstruída. Com a boca fechada tente expelir o ar pela narina em que se encontra o corpo estranho. NÃO PERMITA - que a vítima assoe com violência NÃO INTRODUZA - instrumento na narina (arame, palito, grampo, pinça, etc.). Eles poderão causar complicações. Se o corpo estranho não puder ser retirado com facilidade, procure um médico imediatamente. Ouvidos • NÃO introduza no ouvido nenhum instrumento (p. ex.: arame, palito, grampo, pinça, alfinetes), seja qual for a natureza do corpo estranho a remover. •No caso de ser um inseto, gotejar azeite, conservar a vítima deitada de lado, com o ouvido afetado para cima; mudar a posição da cabeça, após alguns minutos, para escorrer o azeite e eliminar o inseto. SE O CORPO ESTRANHO NÃO PUDER SER RETIRADO COM FACILIDADE, MELHOR É PROCURAR LOGO O MÉDICO

Se houver sangramento no nariz, na boca ou no ouvido, volte a cabeça da vítima para o lado de onde provem a hemorragia. •Não dê bebidas alcóolicas. •Estes ferimentos requerem pronta atenção médica. BANDAGEM E CONTUSÕES Bandagem Com o objetivo de manter um curativo, uma imobilização de fratura ou conter provisoriamente uma parte do corpo, empregam-se ataduras. Na falta de ataduras, use tiras limpas de um lençol, um guardanapo ou uma toalha, etc. Na aplicação de uma bandagem tome os seguintes cuidados: * A região deve estar limpa. * Os músculos relaxados. * Começar das extremidades para o centro: nos membros superiores, no sentido da mão para o braço; nos membros inferiores, começar pelo pé. * Envolver sempre da esquerda para a direita.


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Contusões Quando o local da contusão fica roxo, é sinal de que houve hemorragia ou derrame por baixo da pele. O acidentado sente dor e o local fica inchado. Primeiras providências a tomar • Repouso da parte contundida. Aplique compressas frias ou saco de gelo até que a dor e a inchação tenham diminuído, cuidando para não haver queimaduras na pele pelo gelo. Encaminhe ao médico. ACIDENTES COM COBRAS PEÇONHENTAS Como reconhecer cobras venenosas • Cabeça triangular, coberta por escamas miúdas; • Olhos com pupilas estreitas, verticais; • Fossetas lacrimais (ou loreal) e presas para inoculação; • Escamas alongadas, pontudas, ásperas e opacas; • Cauda curta, bem diferenciada do corpo, afilando-se bruscamente; • Movimentos lentos • Hábitos noturnos Obs.: Alguns crotalídeos (caiçara, jararaca - ilhoa, jararaca – verde, surucucu, etc.) têm cauda longa, afilada gradativamente. E nada do que foi exposto vale para as corais verdadeiras (Micrurus spp), que constituem um grupo a parte. Estes elapídeos apresentam características próprias: cabeça pequena, indiferenciada do corpo; cauda grossa, curta, que se volta para cima quando o animal se irrita; e, principalmente, a cor brilhante, vermelho – coral, com anéis alternados, brancos e pretos (poucas espécies fogem a esta coloração), sendo que estes não apresentam fosseta loreal. A identificação do animal é importante para que seja aplicado o soro exato, pois cada tipo de picada de cobra tem seu soro correspondente!!! Se possível leve o animal junto para o hospital ou posto de saúde, desde que isso não implique risco a você!!! O que não deve ser feito NÃO se deve fazer torniquetes ou amarrar NÃO se deve cortar o local da picada NÃO se deve fazer sucção para retirar o veneno NÃO se deve dar de beber ao acidentado querosene, álcool, urina ou outro qualquer líquido do tipo

Cuidados imediatos Deve-se controlar os sinais vitais e o volume urinário do paciente. Dar à vítima muita água, de preferência com açúcar, com o objetivo de acalmá-la e para que o veneno não demore a afetar os rins. O local da picada deve ser cuidadosamente limpo (lavar com água e sabão). Levá-la imediatamente ao centro de tratamento mais próximo, para que seja administrado o soro específico.


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Manter o acidentado em repouso. Afrouxar roupas, remover anéis e braceletes, porque podem interromper a circulação do membro após o desenvolvimento do inchaço. Manter o membro abaixo do nível do coração. Levar o acidentado imediatamente para o centro de tratamento ou serviço de saúde mais próximo, para tomar soro próprio. *Ligue para o Centro de Informações Toxicológicas, em Porto Alegre, fone (051) 3223-6110 ou 0800-780-200. Sinais e sintomas • Dor no local da picada • Dificuldade para deglutir e falar • Distúrbios de visão • Hemorragias • Urina com sangue • Mal estar • Dormências • Vômitos com sangue Locais onde podemos encontrar os 4 tipos de cobras peçonhentas existentes no Brasil ∗ Bothrops (Jararaca / Cruzeira) – Todo o Brasil e em todo tipo de vegetação e terreno

Laquesis (Surucucu) – Na Amazônia e na Mata Atlântica, do Rio de Janeiro até a Paraíba

∗ Crotalus (Cascavel) – Regiões de campo, no Centro, Sul e Nordeste e, na Amazônia, nas áreas abertas no meio da mata. Nunca são encontradas, entretanto, no interior da floresta.

∗ Micrurus (Coral – verdadeira) – No país todo, em qualquer terreno; mas são mais raras de serem encontradas do que as outras cobras ∗ Existentes no Rio Grande do Sul • Soro Antiofídico – polivalente. Não produz efeito sobre as corais. Por uma série de fatores, relacionados ao comportamento das serpentes e do próprio homem, a prevenção dos acidentes ofídicos torna-se extremamente difícil. No entanto, algumas medidas básicas de prevenção podem ser adotadas, como ter atenção ao trabalhar em matas, evitar andar descalços ou introduzir a mão desprotegida em buracos na terra ou revirar montes de lenha e terra, bem como acampamentos em matas e principalmente na margem de rios, além de evitar andar à noite, uma vez que o hábito noturno, como já visto, é uma das características da cobra peçonhenta. Obs.: As emas, seriemas, corujas e gaviões são inimigos naturais das serpentes. Preservar a vida dessas aves e os locais onde elas habitam representa grande proteção ao homem e ao equilíbrio ecológico.


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Acidentes por cobras do gênero Bothrops - Jararaca e Cruzeira • Agressivas • Incidência = 65,6% • Quando e como atacam = Quando ameaçadas, atacam em silêncio. Acidentes de médio risco de vida. As manifestações no local da picada por serpente do gênero Bothrops, são evidentes e se caracterizam por: * dor imediata, de intensidade variável, que pode ser o único sintoma; * inchaço endurecido, calor e vermelhidão que surgem dentro das primeiras seis horas; No caso de acidentes causados por filhotes de Bothrops, o inchaço e a dor local podem estar ausentes. Acidentes por cobras do gênero Crotalus – (Cascavel) • Não agressiva • Incidência = 0,3% • Quando e como atacam = Quando excitada, denunciam sua presença pelo ruído característico do guizo (chocalho). Acidente de alto risco de vida. No local da picada não ocorrem alterações ou, quando ocorrem, são mínimas (inchaço reduzido). Ocorrem sintomas gerais, como náuseas, mal estar geral, suores ou boca seca, geralmente nas primeiras duas horas. Outros sintomas mais graves são: alteração da fisionomia (“cara de sono”), visão dupla e turvação visual, paralisias musculares e insuficiência respiratória. Acidentes por cobra do gênero Micrurus - Coral verdadeira • Não agressiva • Incidência = menos de 0,15% • Quando atacam = em caso de muito estímulo • As corais verdadeiras são animais de pequeno porte, têm boca pequena, com presas não articuladas, e vivem entocadas. Acidente de alto risco de vida. Os sintomas surgem rapidamente, ocorrendo freqüentemente parada respiratória. PICADA DE ARANHA E ESCORPIÃO Regras gerais • Mantenha a calma • Não faça cortes no local da picada • Não dê bebidas alcoólicas à vítima • Capture o animal para identificação, se possível • Não pegue o animal agressor na mão • Não fazer sucção com a boca • Não usar garrote(torniquete)

• Transportar a vítima em repouso(não deixá-la caminhar) • Ligue para o Centro de Informação Toxicológica para orientação O SORO ANTIOFÍDICO É O ÚNICO TRATAMENTO


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Picadas de aranhas venenosas No Rio Grande do Sul há três tipos de aranhas venenosas: Loxosceles (Aranha marrom) = Abdome em forma de caroço de azeitona, mede aproximadamente 1 cm de corpo e 3 cm de envergadura de pernas. Vive sob casca de árvores e nas residências. Não é agressiva. No momento da picada há pouca dor, mas 12 a 24 horas após, ocorrem bolhas e escurecimento da pele. Phoneutria (Armadeira) = Mede 3 cm de corpo e até 15 cm de envergadura de pernas. Não faz teia. Encontrada em terrenos baldios, sob casca de árvores e até dentro de residências. É extremamente agressiva. Após picada, ocorre dor intensa e imediata no local. Lycosa (Aranha de Jardim) = Apresenta um desenho em forma de seta no abdome. Mede de 2 a 3 cm de corpo e 5 a 6 cm de envergadura de pernas. Habita campos e gramados e não é agressiva. No local da picada pode ocorrer leve descamarão da pele. O reconhecimento dessas aranhas é importante para evitar acidentes, prevenir complicações e mesmo evitar o pânico quando se tratar de aranhas que não causam problemas ao homem. Picadas de escorpião Existem três tipos de escorpião, conforme o quadro a baixo: ESCORPIÃO TITYUS SERRULATUS TITYUS BAHIENSIS BOTHRIURUS BONARIENSIS

CARACTERISTÍCA ESCORPIÃO AMARELADO ESCORPIÃO AVERMELHADO ESCORPIÃO PRETO

TOXICIDADE ACIDENTES GRAVES MARROM BAIXA TOXICIDADE

No Rio Grande do Sul somente há evidência da existência do escorpião Bothriurus bonariensis (escorpião preto), cuja picada ocasiona, via de regra, apenas dor local ou reações alérgicas. Eventualmente surgem aqui espécimes dos outros dois tipos vindos junto com cargas provenientes de outros Estados. A picada destes (serrulatus ou bahiensis) pode requerer tratamento médico de urgência. Tem hábitos noturnos e, durante o dia, escondem-se sob cascas de árvores, pedras e dentro de domicílios, principalmente em sapatos. Medem de 5 a 7 cm de comprimento.


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PICADAS E FERROADAS DE INSETOS Há pessoas alérgicas que sofrem reações graves e/ou generalizadas, devido a picadas de insetos. Tais pessoas devem receber um tratamento médico imediato. Picada de inseto pode ser um risco de vida para uma pessoa sensível. • • • •

O que fazer: Retire os ferrões (abelhas), se existirem, raspando com gilete, mas nunca espremendo, para evitar maior penetração do veneno. Lave o local com água e sabão. Aplique gelo ou faça escorrer água fria no local da picada. Procure socorro médico tão pronto seja possível.

Mordidas de cães, gatos e outros animais - Lavar a ferida com água e sabão - Levar a vítima ao médico(procurar o posto de saúde mais próximo)

MENSAGEM “Aquele que sabe o que busca, entende o que encontra e previne o que está por vir”. [...] LEMBRE-SE: Prevenção + Segurança + Saúde = Qualidade de vida

Revisado e atualizado em Junho/2012 por: Jane de Espíndola - Téc. Enfermagem do Trabalho - COREN/RS: 187640 DSSO/DSO - Fone: 3382-4866 e-mail: janete@ceee.com.br Ana Luiza S. Souza - Téc. Enfermagem do Trabalho - COREN/RS: 222203 DSSO/DSO - Fone: 3382-4853 e-mail: analuizas@ceee.com.br Halerson Dioni das Chagas Soares Téc. Enfermagem do Trabalho – COREN/RS: 214591 DSSO/DSO - Fone: 3382-6616 e-mail: halerson.soares@ceee.com.br


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BIBLIOGRAFIA Manual de Socorro de Emergência Ed.: Atheneu Edição: 2000 Autor: Grupamento de Socorro de Emergência Raimundo Santos Marcelo Canetti Célio Júnior Fernando Alvarez Atendimento Pré - Hospitalar / Suporte Básico de Vida Rooster Segurança de Incêndio Edição: março/99 Elaboração: Jairton Cavalcante Bastos Supervisão Técnica: Maria Angélica Guglielmi Curso de Socorro de 1ª Resposta Cruz Vermelha Brasileira / Filial RS Edição.: 2001 Setor de Socorro e Educação Comunitária para Casos de Desastres Polígrafo de Primeiros Socorros - Avaliação Primária SAMU Edição: 2001 Polígrafo de Primeiros Socorros CETAF Edição: 2000/2001 Curso de Primeiros Socorros em Atendimento Pré – Hospitalar Básico Corpo Voluntário de Socorro e Resgate do Rio Grande do Sul Edição: 2001 Polígrafo Curso de Socorro Básico de Urgência, ministrado pela Unidade SEST/SENAT – Porto Alegre Edição: 2007 Polígrafo Curso Resgate de Acidentes na Empresa SINDITEST Edição 2006

Guidelines da American Heart Association Circulation 2012.


primeiros socorros