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Desportos I - Andebol Docente: Mário Espada Discente: Rui Almada e Tiago Moreira

Relatório de Andebol

Setúbal, 20 de maio, 2014 Ano Letivo 2013/2014


Relatório - Peer Teaching Andebol

Indice Resumo ............................................................................................................................. 3 I - Introdução .................................................................................................................... 4 II - Enquadramento Teórico ............................................................................................. 5 2.1 - O que é o Peer Teaching? ..................................................................................... 5 2.2 - Andebol ................................................................................................................ 5 2.3 - Gestos Técnicos, posição base defensiva e deslocamentos...................................... 7 2.3.1 - Receção ............................................................................................................. 7 2.3.2 – Passes ................................................................................................................ 7 2.3.3 - Drible................................................................................................................. 8 2.3.5 – Finta/mudança de direção ............................................................................... 10 III – Reflexão Crítica ...................................................................................................... 11 3.1 – Reflexão do Plano.............................................................................................. 11 3.2 – Reflexão da Didática ......................................................................................... 11 3.3 – Reflexão da Componente Prática ...................................................................... 12 IV – Conclusão ............................................................................................................... 13 V – Bibliografia .............................................................................................................. 14

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Relatório - Peer Teaching Andebol

Resumo Este relatório foi elaborado com o intuito de avaliar, analisar e refletir acerca do plano de aula de andebol, realizado por mim (Tiago Moreira) e pelo meu colega Rui Almada. Este relatório está dividido em várias partes. O enquadramento teórico é grosso deste relatório, onde falamos mais pormenorizadamente a modalidade de andebol. Iniciamos com uma breve introdução do que é a modalidade e ainda referimos um pouco da sua historia. Salientando os vários gestos técnicos que existem, a receção, a forma como são feitas as fintas/mudanças de direção, os diversos tipos de passe como passe de ombro e picado, drible e os dois tipos de remate, remate em apoio e em suspensão. De seguida passamos para uma reflexão crítica, em que foi subdividido na reflexão do plano, ou seja, uma reflexão de como fora elaborado o plano e aplicado. A reflexão didática é uma reflexão de como os "professores" estiveram na aula, e ainda uma reflexão da componente prática, sendo uma reflexão de como decorreu a parte prática do plano, ou seja a aula propriamente dita, o empenho dos alunos e da forma como o plano fôra aplicado. Terminamos o trabalho com uma breve conclusão deste mesmo relatório.

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I - Introdução

Relatório - Peer Teaching Andebol

No âmbito da Unidade Curricular Desportos I-Andebol, lecionada no 2º semestre da licenciatura em Desporto, no Instituto Politécnico de Setúbal, foi proposto pelo professor a realização de um relatório sobre os pontos fortes e fracos da aula de Peer Teaching e enquadramento teórico acerca da modalidade em questão. As aulas são planificadas pelos alunos e permitem aos alunos lecionarem uma aula de voleibol, que, de certa forma, nos prepara e permite adquirir uma noção do que é ser professor, no caso de enveredarmos por essa carreira profissional. A aula realizou-se no pavilhão desportivo do Instituto Politécnico de Setúbal no decorrer do 2º turno no dia 13 de maio de 2014. Vamos começar com um breve enquadramento teórico acerca da modalidade (um pouco de história do andebol, regras básicas e principais referências sobre as dimensões do campo, da arbitragem e principais gestos técnicos). De seguida iremos analisar o plano de aula, com os pontos fortes e fracos e o que fazer para os melhorar. No plano também estará incluída uma reflexão acerca do decorrer da aula. Se conseguimos cumprir o que estava planeado, o desempenho dos “professores”, a resposta dada pelos alunos durante o tempo útil e os aspetos a melhorar em todos os planos abordados anteriormente. A elaboração do relatório irá permitir-nos adquirir ou consolidar alguns conhecimentos sobre a modalidade. Permite-nos, também entender melhor o que podemos melhorar enquanto professores, ao nível da elaboração do plano, da gestão do tempo da aula, das intervenções (feedbacks) dados aos alunos. Conhecer, portanto, um pouco da dinâmica das aulas.

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II - Enquadramento Teórico 2.1 - O que é o Peer Teaching?

O Peer Teaching consiste em atribuir experiencia prática aos alunos enquanto professores. Este tipo de avaliação já nos tinha sido aplicado anteriormente na Unidade Curricular de Desportos I na modalidade da Natação. Este tipo de ensino serve para testar a criatividade dos alunos ao criarem uma aula e aplicarem essa aula como professores.

2.2 - Andebol O Andebol é um jogo desportivo coletivo praticado por duas equipas. O seu objetivo é marcar o maior número de golos à equipa adversaria e evitar que a bola entre na própria baliza. O andebol foi inventado pelo professor Karl Schelenz, da Escola Normal de Educação Física de Berlim, durante a Primeira Guerra Mundial. No início, o andebol era praticado apenas por raparigas e as primeiras partidas foram realizadas nos arredores de Berlim. Regras e dimensões do campo de Vólei: Cada equipa é composta por 12 jogadores em que se divide em 7 jogadores efetivos e 5 suplentes. O campo tem as seguintes dimensões 40 metros de comprimento por 20 metros de largura, como ilustrado na imagem em baixo.

Ilustração 1 - Campo de Andebol

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Existe varios tipos de medida de bola, circunferência e peso, que são usadas pelas diferentes categorias de equipas são:  Equipas Seniores e Juniores Masculinos (acima dos 16 anos): 58-60 cm e 425475 g (Tamanho 3 da IHF);  Equipas Seniores e Juniores Femininas (acima de 14 anos de idade ) e equipas de jovens masculinos (entre 12 - 16 anos): 54-56 cm e 325-375 g (Tamanho 2 da IHF)  Equipas femininas jovens ( entre 8 - 14 anos) e equipas masculinasjovens (entre 8 - 12 anos): 50-52 cm e 290-330 g (Tamanho 1 da IHF)  Cada jogo será dirigido por dois árbitros com igual autoridade.  Os árbitros são assistidos por um cronometrista e um secretário.  As balizas têm 2 metros de altura e 3 metros de largura  Lançamento de 7 Metros é assinalado quando: a. Uma clara oportunidade de golo é impedida em qualquer parte do terreno de jogo, por um jogador ou um oficial da equipa adversária; b. Existe um sinal de apito injustificado no momento de uma clara oportunidade de golo; c. Uma clara oportunidade de golo é impedida através da interferência de alguém não participante no jogo, por exmplo, um espectador entrar no terreno de jogo;

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2.3 - Gestos Técnicos, posição base defensiva e deslocamentos 2.3.1 - Receção A receção é o gesto técnico que permite controlar a bola com segurança. No momento da receção o atleta deve enquadrar-se com o companheiro que lhe vai passar a bola e na altura da receção os braços devem estar em extensão, os cotovelos descontraídos para que quando a bola entre em contacto com as mãos eles acabem por fletir para amortecer a velocidade desta. A receção pode ser de 2 tipos: - Média – quando se efetua a receção à altura do peito; - Alta – quando se efetua acima ou na linha da cabeça. 2.3.2 – Passes O objetivo do passe é fazer chegar a bola a um companheiro melhor colocado. Contudo um bom passe depende de vários fatores, tais como a força, a distância a percorrer, a trajetória, a altura e a velocidade. Passe de ombro Para executar o passe de ombro, os dedos devem estar bem afastados ao pegar na bola. O jogador orienta-se na direção do companheiro para quem o passe é efetuado e o pé contrário ao braço que tem a bola coloca-se ligeiramente à frente. O antebraço faz um ângulo de 90° com o braço, estando o cotovelo à altura do ombro. Depois de ter o braço “armado” atrás, realiza-se o movimento do braço dominante (que segura a bola) de trás para a frente. O movimento acaba com uma extensão do braço na direção do colega a que vai passar.

Ilustração 2 - Passe De Ombro

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Passe picado Com os dedos bem afastados, à semelhança do passe de ombro, o antebraço faz um ângulo de 90°com o braço, estando o cotovelo à altura do ombro. A bola é dirigida com um movimento rápido do braço e do pulso, fazendo-a ressaltar no solo, na direção do colega a que vai passar.

Ilustração 3 - Passe Picado

2.3.3 - Drible O jogador realiza o batimento da bola à frente do corpo e à altura da cintura e realiza com o braço movimentos de flexão e extensão em direção ao solo sem nunca olhar diretamente para a bola.

Ilustração 4 - Drible

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2.3.4 - Remate Remate em apoio Com um ou dois apoios no solo. O pé contrário ao braço que remata ligeiramente à frente. O antebraço faz um ângulo de 90° com o braço, estando o cotovelo à altura do ombro. O movimento do ombro e braço livre para trás simultaneamente ao do braço dominante (que segura a bola) para a frente e para baixo enquanto se avança o pé mais recuado.

Ilustração 5 - Remate em apoio

Remate em suspensão Começa por se efetuar uma corrida preparatória com a bola nas mãos (máximo de 3 apoios). A perna contrária, ao braço que remata, realiza a impulsão do corpo. Começar a armar o braço rematador, transferindo a bola para essa mão, ao mesmo tempo que coloca o último apoio. O remate é executado na fase de suspensão, saltando o mais para a frente possível. A receção ao solo é feita com o pé da impulsão.

Ilustração 6 - Remate em Suspensão

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2.3.5 – Finta/mudança de direção As fintas são um excelente meio para conseguir ultrapassar a defesa e criar situações de superioridade numérica. Normalmente apresentam três fases: - Tentar deslocar e desequilibrar o defensor para um dos lados. - Observar a reação do defesa. - Mudar de direção e de velocidade para o lado contrário, mal o defesa se tenha desequilibrado para um dos lados.

Ilustração 7 - Finta com mudança de direção

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III – Reflexão Crítica

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3.1 – Reflexão do Plano O plano foi elaborado no dia 10 de Maio e foi pensado para uma aula de 45 minutos a ser lecionada no dia 13 do mesmo mês. Tinha como principal objetivo o aperfeiçoamento dos gestos técnicos, nomeadamente a receção, a forma como são feitas as fintas/mudanças de direção, os diversos tipos de passe como passe de ombro e picado, drible e os dois tipos de remate, remate em apoio e em suspensão. Como a nossa aula foi das últimas a ser lecionada, optámos por introduzir no nosso plano, uma componente mais direcionada ao jogo formal, pelo menos era esse o nosso objetivo, embora não tenha sido cumprido. De acordo com as críticas do docente, podemos constatar que o plano de maneira geral estava bem elaborado, mas os exercícios necessitavam de ter maior oposição e uma componente mais competitiva. Podemos concluir que os objetivos do plano foram cumpridos embora os exercicios escolhidos não fossem os mais indicados para uma aula de aprefeiçoamento.

3.2 – Reflexão da Didática No plano da didática a aula, no geral, correu de forma positiva com os “professores” a conseguirem transmitir objetivamente o que se pretendia em cada exercício planificado. É muito importante que um professor ou treinador seja sucinto na explicação de cada exercício para que estes decorram com a fluidez pretendida. Em termos de tempo, dentro do possível devido à falta de experiência, conseguimos um bom controlo sem grandes desvios em relação ao que tínhamos previsto. Ambos os “professores” demonstraram um bom acompanhamento, sempre desponiveis a esclarecer duvidas e a intervir com correcções sempre que foi necessário.

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3.3 – Reflexão da Componente Prática Na componente prática, decidimos dividir a turma ao meio. Após a aula tivemos oportunidade de trocar impressões um com o outro acerca da forma como decorreram os exercícios. Os alunos, durante a aula, revelaram-se, em geral, muito dispersos e nem sempre cumpriram o que lhes foi pedido. Alguns elementos estiveram mais empenhados, o que acabou por ser uma ajuda aos “professores” para que todos os elementos da aula planificados fossem realizados, ainda que com alguns desvios de tempo. O facto de os exercícios terem sido realizados com pouca oposição e consequente falta de competitividade, pode ter causado essa dispersão. Durante o jogo (que foi mais curto do que estava planificado devido a atrasos), também não ficámos satisfeitos com a prestação de alguns alunos. Pensamos que o facto de termos ficado mais para o final a lecionar a aula, dificultou um pouco o decorrer da mesma, pois muitos dos alunos preferiam estar já numa fase de avaliação com muita situação de jogo formal. O balanço, no entanto, não deixa de ser positivo, pois permitiu-nos adquirir um pouco mais de experiência em gerir uma aula nas suas diversas componentes.

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IV – Conclusão

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Este trabalho possibilitou-nos um aumento de conhecimentos acerca desta modalidade, tanto a nível teórico como prático. Todos os objetivos que se encontravam no plano de aula foram abordados na aula e no relatório da aula, relacionamos ainda a componente prática e teórica do nosso plano avaliando as partes positivas e negativas da mesma. Com este relatório e com o feedback do docente melhoramos o nosso conhecimento sobre esta modalidade dando uma maior segurança para futuras aulas de andebol que se poderá lesionar.

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V – Bibliografia

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http://www.espjs.edu.pt/desportoescolar/Ficheiros/Resumo%20das%20regras%20de%2 0andebol.pdf http://handebol-ef.blogspot.pt/2013/04/a-quadra-de-jogo-no-handebol.html http://neefeb23vizela.no.sapo.pt/index_ficheiros/TecnicasAl.htm http://desporto.maiadigital.pt/para-os-novos/andebol/info/gestos

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