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2012/2013

Licenciatura em Multimédia – 1ªano

Percepção Visual

Tiago Pereira (7967) Rui Albuquerque (9559) Mauro Andrade (9474)


INDICE

Introdução

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Capítulo I – Cinestesia e Sentidos Vestibulares

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Capítulo II – Sentido da Visão 2.1. Receptores Visuais

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2.3. Contraste

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2.4.1. Teoria do Processo Oponente 2.5. Formas

Bibliografia

7;8

2.2. Adaptação

2.4. Cor

Conclusão

4;5;6

11;12 13 14

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Introdução Este trabalho pretende ser o resultado de uma pesquisa e do tratamento feito à bibliografia consultada. Tem como objectivo dar a conhecer um pouco melhor uma das temáticas da sensação, a Visão, seus sentidos, funções e papéis. Por sensação, e segundo o Dicionário de Psicologia, consideramos um “dado sensorial elementar que testemunha psicologicamente a excitação de um receptor e o encaminhamento da mensagem nervosa nos centros de projecção primária” (2001, pp. 686). Com efeito, este trabalho é composto por dois capítulos, ao longo dos quais é exposto um conjunto de informação essencial para a compreensão desta temática, de toda a sua complexidade e importância. Pois, é através da experiência sensorial, isto é, da estimulação dos órgãos dos sentidos que percepcionamos o mundo que nos rodeia. Logo, os cinco sentidos (audição, gosto, olfacto, tacto e visão) têm um papel determinante nas nossas vidas e no modo como nos relacionamos com o que está à nossa volta. Assim, no primeiro capítulo definirei o conceito de cinestesia e sentidos vestibulares, abordando um leque de informação importante para tal definição e para a compreensão da sua importância. No segundo capítulo, a temática da visão e toda e sua complexidade, abordando ainda as noções de receptores visuais, adaptação, contraste, cor e forma.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Capítulo I: Cinestesia e Sentidos Vestibulares Segundo o Dicionário de Psicologia, cinestesia “é a sensibilidade do organismo aos

seus

próprios

movimentos,

fundada

na

integração

das

informações

proprioceptivas (musculares e tendinosas) e das informações vestibulares” (2001, pp. 137). Deste modo, designa a informação proveniente dos músculos, tendões e articulações, isto é, do movimento esquelético. A cinestesia diz, então, respeito à senso-percepção dos movimentos corporais em relação ao ambiente à volta. Por outro lado, o sistema vestibular é designado pelo mesmo dicionário por o “sistema sensorial que participa no sentido do movimento e da gravidade, e que aparece na ontogénese depois da somestesia e antes da audição” (2001, pp. 709). De facto, são os órgãos de equilíbrio no ouvido interno, que consistem em três canais semicirculares localizados nos vestíbulos, que contêm um líquido viscoso. Quando nos movimentamos este fluido também se move, dando origem a impulsos nervosos que levam até ao cérebro a informação sobre os movimentos da nossa cabeça. Ao vestíbulo encontra-se ligada a cóclea que é a sede do sentido da audição e ao conjunto destas duas estruturas chamamos labirinto, devido à complexidade da sua forma tabular. Este labirinto vestibular desempenha funções importantes para o equilíbrio, tais como, transformar as forças provocadas pela aceleração da cabeça e da gravidade em sinal biológico, informar os centros nervosos sobre a velocidade da cabeça e sua posição no espaço, e iniciar alguns reflexos necessários para a estabilização do olhar, da cabeça e do corpo. Assim, fornece uma base firme para a visão, na medida em que é a partir dos três canais semicirculares que a mensagem é enviada para os músculos de cada olho, possibilitando deste modo que o sistema visual seja estável.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Capítulo II: Visão

A visão é um dos sentidos mais importantes e complexos, é o sentido de distância por excelência, uma vez que é ela que permite ao ser humano ter percepção do mundo que o rodeia. Com efeito, a visão é a percepção das radiações luminosas, que compreende todo um conjunto de mecanismos fisiológicos e psicológicos pelos quais estas radiações determinam impressões sensoriais de natureza variada, como as cores, as formas, o movimento, a distância e o relevo. O olho é o órgão sensorial da visão, todavia, num sentido mais restrito, este processo requer a intervenção de zonas especializadas do cérebro (córtex visual) que analisem e sintetizem a informação recolhida. O estímulo que produz visão é a luz, sendo que as energias deste estímulo deslocam-se numa onda. Essa luz pode variar tanto na intensidade (quantidade de energia radiante por unidade de tempo – é o principal determinante do brilho percepcionado), como no comprimento de onda (distância entre duas ondas sucessivas – sendo o principal determinante da cor percepcionada). Na verdade, os estímulos que os nossos olhos registam com a luz são ondas de radiação electromagnéticas, às quais o nosso aparelho visual está apto a dar resposta. O leque de comprimento de ondas a que o ser humano é sensível representa uma pequena parte dos vários tipos de comprimento de onda presentes no nosso meio ambiente, a que chamamos espectro visível.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Fig. 1 – O espectro visual (Feldman, R. 2001)

A energia luminosa que vem do mundo exterior atravessa a pupila (buraco negro no centro da íris) indo de encontro ao olho, visto que este é único órgão capaz de dar resposta ao espectro vísivel. Na verdade, grande parte do olho não está envolvido na resposta directa à luz, a sua função é sim moldar as mensagens recebidas, para poderem ser compreendidas pelos neurónios que por sua vez, enviam as mensagens ao cérebro. Embora a visão humana seja muito mais complexa do que uma câmara fotográfica, o processo é semelhante ao utilizado na fotografia. Contudo, esta semelhança deixa de existir a partir do momento em que a imagem atinge os receptores neurológicos do olho, e o processamento da imagem é feito no cérebro, na medida em que este processo assemelha-se muito mais a um computador do que a uma câmara fotográfica devido à sua complexidade e sofisticação.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Fig. 2 – Analogia entra a visão humana e uma câmara fotográfica (Feldman, R. 2001)

A partir da estimulação dos receptores na retina, composta por neurónios e células fotorreceptoras na porção posterior do olho, começamos o processo de criação de um mundo visual. Assim, o raio de luz atravessa, em primeiro lugar, a córnea, uma janela transparente protectora do olho, que permite a passagem da luz. Depois a luz atravessa a pupila, a zona colorida do olho, que no ser humano varia de azul-claro até castanho-escuro. A dilatação da pupila depende da quantidade de luz existente, logo quanto menos luz houver, mais a pupila se dilata, para uma maior visão, embora escassa em nitidez. Após a luz atravessar a pupila, chega ao cristalino, que se localiza atrás da pupila. A função deste é orientar os raios de luz, isto é, foca a luz, alterando a sua espessura, num processo que se chama acomodação, sendo que o tipo de acomodação varia em função da localização do objecto em relação ao observador. Por fim, a imagem alcança o último destino do olho, a retina. É aqui que a energia electromagnética da luz se transforma em mensagens que o cérebro interpreta. 6


Cinestesia e Sentidos Vestibulares

2.1.

Receptores Visuais

Na retina existem dois tipos de células receptoras, por um lado, os bastonetes, células foto-receptoras que funcionam bem em pouca luz, insensíveis à cor e aos pequenos detalhes, e por outro lado, os cones, que são células foto-receptoras em forma de cone, responsáveis pela acuidade visual e pela visão cromática, sobretudo, em situações de luminosidade intensa. Estas células possuem uma forma semelhante à de um tubo, mas diferem na sua estrutura, especialmente no segmento externo. Deste modo, os bastonetes são compridos e cilíndricos, enquanto que os cones são pequenos e grossos. Os cones e os bastonetes distinguem-se, também, quimicamente, uma vez que dentro de cada foto-receptor, existe um pigmento visual – substância química sensível à luz – que permite a passagem da energia luminosa para um sinal neural. A partir do momento em que a luz entra no receptor, a energia altera quimicamente o pigmento visual, levando a um sinal eléctrico. A energia luminosa é traduzida para a linguagem do sistema nervoso. O pigmento dos bastonetes é a rodopsina, enquanto que os cones possuem três pigmentos diferentes, graças à sua capacidade de discriminar cores, o azul, o verde e o vermelho, sendo que estes nomes se referem às frequências de luz às quais cada cone é sensível ao máximo. Em suma, os receptores da retina formam um mosaico com os bastonetes e os três tipos de cones. Estas duas células encontram-se distribuídas ao longo da retina. Todavia, a maior concentração de cones situa-se na fóvea – região no centro da retina que é especializada na alta acuidade – mas decresce para a periferia. Ao contrário, os bastonetes não existem na fóvea, mas sim na sua periferia, em grande abundância, diminuindo continuamente até à extremidade da retina. A sensibilidade dos cones e bastonetes foi medida a diferentes comprimentos de onda. Ou seja, a sensibilidade espectral mediu-se determinando o limiar para várias frequências de luz, projectadas em áreas retinianas abundantes em cones ou em bastonetes. Na verdade, os cones são menos sensíveis à luz, ao contrário dos bastonetes.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

No entanto, e apesar da importante função dos cones e bastonetes na visão, estas duas células não comunicam directamente com o cérebro, pois as suas mensagens são conduzidas por outras células que se encontram na retina. Os receptores estimulam as células bipolares, que por sua vez, estimulam as células ganglionares, que têm como função, recolher informação de toda a retina. De facto, os axónios destas células unem-se, para formar um feixe de fibras nervosas que se designa de nervo óptico, que transforma a informação para o núcleo geniculado lateral e depois para o córtex. Assim, o nervo óptico forma a estrada para o cérebro.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

2.2.

Adaptação

O sistema visual não é de modo algum um sistema passivo, pois molda e transforma activamente o estímulo. De facto, o nosso corpo tem a capacidade de se adaptar a diversas situações, como por exemplo, depois de estarmos algum tempo dentro da água fria do mar, começamos a acha-la mais quente, do que inicialmente. Isto acontece graças ao fenómeno de adaptação, ou seja, se o estímulo não for alterado, há um declínio gradual na reacção a esse estímulo. Com efeito, na visão, a adaptação é importante, uma vez que é ela quem nos proporciona a técnica da imagem estabilizada. Numa visão sem qualquer tipo de deficiência, os olhos estão em constante movimento, e deste modo nenhuma zona da retina é prolongadamente excitada pelo mesmo estímulo. Mesmo que tentássemos manter os olhos imóveis, seria impossível, pois os tremores nos músculos oculares, provocam movimentos involuntários que levam a que o estímulo varie na retina. Assim, alguns investigadores desenvolveram uma técnica para estabilizar a imagem retiniana. Visto que é impossível impedir o olho de se mover, tentaram mover o estímulo e o olho ao mesmo tempo, ou seja, usaram uma lente de contacto que está montada a um minúsculo aparelho que projecta uma imagem fixa na retina. Deste modo, a lente de contacto move-se juntamente com o olho, e por sua vez, o projector juntamente com a lente de contacto, assim, a imagem na retina continua estabilizada. (Pritchard, 1961). A adaptação à escuridão é outro tipo de adaptação, que se caracteriza pela sensibilidade acrescida em relação à luz que resulta do facto de se estar na obscuridade. A velocidade a que este fenómeno se processa resulta da percentagem de variações na componente química dos bastonetes e dos cones. Em suma, a adaptação ocorre quando nos adaptamos a um estímulo e alteramos o nosso sistema de referência, o que consequentemente faz que não a nossa resposta ao estímulo não seja igual à anterior.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

2.3.

Contraste

O contraste de brilho é um efeito que aumenta com o incremento na direcção de intensidade entre as duas regiões contrastantes. Para comprovar isso, podemos verificar que a cor cinzenta em diferentes fundos, parece ilusoriamente mais escuro ou mais claro. A distância entre duas cores de contraste, também dá origem a várias ilusões visuais, de facto, quanto mais pequena for a distância, maior o contraste. Na verdade, através dos efeitos do contraste podem acentuar-se os bordos entre objectos diferentes, o que nos possibilita ver esses bordos mais claramente. Com efeito, o físico Ernst Mach, descobriu as linhas ilusórias, designadas Linhas de Mach, que acentua a ideia de contraste quando uma região clara está adjacente a uma mais escura. Deste modo, a região clara parece ainda mais clara, e a escura ainda mais escura. O contraste tem, ainda, uma outra função importante na correcção da imprecisão, ou seja, detecta-se na visão imperfeições ópticas do olho, e essas imperfeições prejudicam a imagem retiniana. Assim, o sistema visual delimita excessivamente as fronteiras entre os objectos para ultrapassar o obstáculo. A inibição lateral trata-se da inibição das zonas adjacentes a um ponto, isto é, a actividade numa região tende a inibir as respostas nas regiões adjacentes. Assim, quando um receptor visual é estimulado, passa a sua excitação a outras células que consequentemente a transmitem ao cérebro. Essa excitação provoca ainda a estimulação dos neurónios que se encontram na lateral da retina. Estas células contactam com células vizinhas e inibem-nas.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

2.4.

Cor Uma pessoa com uma visão cromática normal consegue distinguir mais de sete

milhões de tonalidades. Essa variedade de cores pode ser classificada por referência a umas poucas dimensões simples. Na verdade, o esquema de classificação centra-se no que vemos e experienciamos, de maneira a nos permitir classificar as sensações cromáticas e não os estímulos que a produzem. Com efeito, as cores podem ser categorizadas segundo as suas três dimensões: a tonalidade, o brilho e a saturação. A primeira, a tonalidade é o atributo que nos permite distinguir as cores primárias, ou seja, o azul, o verde e o encarnado. Esta varia com o comprimento da onda de modo que um comprimento de onda de 465 nanómetros é percepcionado como azul primário, ou seja, um azul onde não há vestígios de verde ou vermelho. Um comprimento de onda de 500 nanómetros é percebido como verde primário, ou seja, onde não existem vestígios de azul ou amarelo. E um comprimento de onda de 570 nanómetros corresponde ao amarelo primário, isto é, sem verde ou vermelho. O brilho é a dimensão que diferencia o preto (ausência de brilho) do branco (máximo de brilho), existindo vários matizes de cinzento entre eles. O preto, o branco e os cinzentos constituem o grupo das cores acromáticas, que não têm tonalidade. Todavia, o brilho é ainda propriedade das cores cromáticas (vermelho, verde, púrpura, amarelo, e assim por diante). A saturação é a “pureza” da cor, isto é, o seu grau de afastamento da acromaticidade. Quanto mais cinzento, preto ou branco se misturar com uma cor, menor será a sua saturação. Logo, quando uma cor é inteiramente cinzenta, a saturação é zero. Na verdade, os objectos à nossa volta não reflectem apenas um comprimento de onda mas sim vários, que nos chegam à retina simultaneamente. A isto dá-se o nome de mistura cromática. Os psicólogos sensoriais interessam-se por um tipo de mistura cromática diferente do tipo de misturas que os pintores fazem nas suas paletas, designada de mistura subtractiva. De facto, misturar pigmentos numa paleta é uma mistura subtractiva, em que conjuntos de comprimentos de onda são subtraídos de outros conjuntos. Este tipo de mistura pode ser clarificado por meio de filtros coloridos, por exemplo na iluminação dos palcos de teatro. Ao mesmo tempo que um filtro permite a passagem de alguns comprimentos de onda também absorve outros. 11


Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Na mistura aditiva o procedimento é o oposto ao da mistura subtractiva. Este tipo de mistura ocorre quando diferentes comprimentos de onda estimulam o mesmo ponto da retina ao mesmo tempo. Esta mistura pode ser utilizada de várias maneiras, uma delas é, por exemplo, a televisão, onde se produz uma gama muito vasta de cores apenas com base na mistura aditiva de três cores em varias proporções. A visão humana cromática normal depende de três tipos diferentes de cones, daí ser chamada tricromática. Cada um dos cones responde a comprimentos de onda no espectro visível, mas com curvas de sensibilidade diferentes, para que um tipo de cones seja mais sensível aos comprimentos de onda curtos, outro aos médios e o outro aos longos (Bowmaker e Dartnall, 1980; MacNichol, 1986). Estes três tipos de cones respondem a uma banda larga de comprimentos de onda. Deste modo, o cérebro tem de distinguir os comprimentos de onda através das diferentes frequências de resposta de cada tipo de receptor.

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2.4.1 Teoria do Processo Oponente

A Teoria do Processo Oponente apresentada por Ewald Hering e posteriormente desenvolvida por Leo Hurvich e Dorothea Jameson, pretende responder a questões como o emparelhamento de tonalidades ou o porquê do amarelo nos parecer uma cor pura. De acordo com esta teoria, o resultado da activação dos três tipos de cones é recodificado por uma outra camada de mecanismos neurais, de forma a criar seis cores primárias do ponto de vista psicológico: vermelho, azul, verde, amarelo, preto e branco. Estes seis processos estão organizados em três pares de processos oponentes, a saber, vermelho-verde, azul-amarelo e preto-branco. Os dois membros de cada par são contrários, e a excitação de um inibe automaticamente o outro (Hurvich e Jameson, 1957). Segundo esta teoria, a experiência de tonalidade depende de dois dos pares oponentes, do vermelho-verde e do azul-amarelo. Cada um deles pode ser comparado com uma balança. Se um dos braços desce, o outro necessariamente sobe. Assim, a tonalidade que vemos depende da posição das duas balanças. Hurvich e Jameson propuseram que os três tipos de receptores fornecem os dados aos neurónios do processo oponente que se encontram num nível neural mais central. Os receptores têm conexões excitadoras e inibidoras com os neurónios do processo oponente de modo que um pólo de cada processo oponente será activado pelo sinal receptor enquanto que o pólo oposto será inibido pelo mesmo sinal.

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2.5.

Formas

Os contornos que definem a forma de um dado objecto é-nos dado através das células especializados na detecção de certas características e não noutras, por exemplo, algumas respondem a curvas, outras a arestas, outras a ângulos abertos para cima, etc. Como resultado de estudos feitos, concluiu-se que o máximo de resposta de uma célula corresponde a um estímulo de certa forma, num local específico, com certo tamanho e determinada localização no campo visual. Estes são, então, os critérios que definem o campo visual de determinada célula, isto é, o campo visual em que uma estimulação de certa forma e tamanho provoca respostas nessa célula. Ainda de realçar, um outro tipo de células designadas de detector de características, uma vez que analisa o estímulo visual de forma a identificar certas características como a orientação.

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Cinestesia e Sentidos Vestibulares

Conclusão Deste trabalho e como resultado desta pequena pesquisa acerca da temática da Visão, podemos concluir que os sistemas sensoriais traduzem o estímulo proximal e o convertem em impulsos nervosos, codificando a mensagem do exterior para as várias dimensões da nossa experiência sensorial, e vemos ainda como a actividade em qualquer parte do sistema sensorial afecta a actividade de outras partes. Em suma, a Visão como um dos sentidos fundamentais do corpo humano (visão, audição, olfacto, gosto e tacto) constituem um conjunto de funções que propicia o seu relacionamento com o mundo. De facto, por meio dos sentidos, o nosso corpo pode perceber tudo o que nos rodeia e, de acordo com as sensações, decide o que lhe assegura a sobrevivência e a integração com o ambiente.

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Bibliografia Anderson, J. R. (2004). Cognitive Psychology and Its Implications. Worth Publishers: New York

Doron, R. & Parot, F. (2001). Dicionário de Psicologia. Climepsi Editores: Lisboa

Feldman, R. S. (2001). Compreender a Psicologia. McGraw-Hill: Lisboa

Gleitman, H. et al. (2003). Psicologia. Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa

Habib, M. (2000). Bases Neurológicas do Comportamento. Climepsi Editores: Lisboa

Kolb, B. (2002). Neurociência do Comportamento. Editora Manole: Brasil

Stemberg, R. J. (2000). Psicologia Cognitiva. Artmed Editora: Porto Alegre


Percepção Visual - "Cinco Sentidos"