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CAPUTERA - MOGI DAS CRUZES UMC - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II TIAGO LOPES CONDE - 111 511 019 54

SUPERMERCADO


UMC

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

TIAGO LOPES CONDE - RGM 11151101954 10º PERÍODO - NOTURNO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II SUPERMERCADO EM CAPUTERA - MOGI DAS CRUZES

Trabalho realizado para disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 02, para obtenção de conceito no segundo semestre de 2019 do curso de Arquitetura e Urbanismo.

PROFESSORA ORIENTADORA MARTHA LUCIA CARDOSO ROSINHA MOGI DAS CRUZES, SP 2019


TIAGO LOPES CONDE

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II SUPERMERCADO EM CAPUTERA - MOGI DAS CRUZES Trabalho realizado para disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 02, para obtenção de conceito no segundo semestre de 2019 do curso de Arquitetura e Urbanismo. Aprovado em:

BANCA EXAMINADORA

_____________________________________________________ Professora Orientadora Mestre Arquiteta Martha Lucia Cardoso Rosinha Universidade de Mogi das Cruzes

_____________________________________________________ Professor Convidado Universidade de Mogi das Cruzes

_____________________________________________________ Arquiteto Convidado


Queria agradecer, primeiramente, à minha namorada Kethely, por sempre ter me incentivado e me motivado a extrair o melhor de mim, mesmo nas horas mais difíceis da minha vida acadêmica e pessoal. Queria agradecer também, à minha família, em especial minha mãe, Sandra Regina, por ter me gerado e me acolhido durante toda a minha vida, e ter acreditado em mim

desde o início de minha existência. Minhas gratificações ao meu padrasto, Engenheiro Civil Geraldo Justiniano Rezende, por toda a experiência profissional que ele me cedeu em mais de 8 anos trabalhando ao seu lado, e também ao corpo docente da UMC, sobretudo às minhas orientadoras, Elisabete Huang e Martha Rosinha, por todo o conhecimento que me forneceram ao

longo de minha vida acadêmica e na elaboração deste trabalho. Aos meus amigos pessoais, Marcelo, Diego, Rodrigo, Denis, Gustavo, Paulo, Igor, Dilson, Tercio, Cidmar, o meu mais sincero obrigado pelas horas de descompressão e pela compreensão em todos os períodos de ausência. E aos meus colegas de turma, William, Matheus, Nicolli, Tais, Stephanie e Lucas, muito obrigado por esses 5 anos

dividindo experiências positivas e negativas na universidade, e nos veremos na vida profissional com toda a certeza.


“Arquitetura não é sobre inspirações, é sobre história e princípios. Inspiração não existe. Arquitetura é sobre árduo trabalho intelectual. Você tem que pensar através dos problemas e analisar história e realidade de maneira racional.” (Paulo Mendes da Rocha)


RESUMO Este trabalho se propõe a desenvolver um estudo e análise acerca do segmento supermercadista, a definição desta tipologia de empreendimento comercial, bem como os eventos históricos que culminaram na sua origem. Além

disso, ele também utiliza exemplos de supermercados ao redor do mundo, focados na arquitetura dos mesmos, sua volumetria, organização intrasetorial, programa arquitetônico, impacto dentro do cenário urbano, dentre outros, a fim de obter referências com o objetivo final de elaborar um projeto arquitetônico de um empreendimento deste mesmo segmento comercial. O trabalho também apresenta todas as etapas de uma metodologia projetual arquitetônica, tais como o levantamento dos dados do terreno, permissões acerca do uso do solo no local escolhido, o contexto urbano do entorno, os usos dos espaços já ocupados, a altura média das edificações nas imediações, organização viária e levantamento das áreas vegetadas, além de reunir as condicionantes legais para elaboração do projeto, conceito e partido arquitetônico, perfil de usuário e programa de necessidades.

Palavras-chave: Supermercado, Arquitetura, Projeto, Comércio, Mercado.


ABSTRACT This work proposes to develop a study and analysis about the supermarket segment, the definition of this type of commercial enterprise, as well as the historical events that culminated in its origin. In addition, it also uses examples of

supermarkets around the world, focused on their architecture, their volumetry, intrasectoral organization, architectural program, impact within the urban scenario, among others, in order to obtain references with the ultimate goal of elaborating an architectural project of an enterprise of this same commercial segment. The work also presents all the stages of an architectural project methodology, such as the survey of the terrain data, permissions on the use of the soil in the chosen place, the urban context of the surroundings, the uses of the spaces already occupied, the average height of the edifications in the surroundings, road organization and survey of vegetated areas, besides gathering the legal constraints for project design, architectural and design concept, user profile and needs assessment.

Keywords: Supermarket, Architecture, Project, Commerce, Market.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01: King Cullen - O Primeiro Supermercado

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Figura 02: TOP - Localização

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Figura 03: TOP - Fachada - VIA Baltica

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Figura 04: TOP - Fachada - Rua Riga

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Figura 05: TOP - Planta Baixa

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Figura 06: TOP - Interior da Loja

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Figura 07: Mercat de Calafell - Localização

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Figura 08: Mercat de Calafell - Planta Baixa

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Figura 09: Mercat de Calafell - Abertura Zenital

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Figura 10: Mercat de Calafell - Elevação Oeste

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Figura 11: Mercat de Calafell - Elevação Leste

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Figura 12: Thanopoulos - Localização

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Figura 13: Thanopoulos - Planta Pav. Térreo

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Figura 14: Thanopoulos - Planta Subsolo

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Figura 15: Thanopoulos - Interiores 01

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Figura 16: Thanopoulos - Interiores 02

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Figura 17: Thanopoulos - Elevação Frontal

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Figura 18: Alabarce - Acessos 01

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Figura 19: Alabarce - Acessos 02

40

Figura 20: Alabarce - Acessos 03

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Figura 21: Alabarce - Acessos 04

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Figura 22: Alabarce - Corredor Comercial

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Figura 23: Alabarce - Praça de Alimentação

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Figura 24: Alabarce - Acessos 05

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Figura 25: Alabarce - Térreo - Frente

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Figura 26: Alabarce - Térreo - Corredores

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Figura 27: Alabarce - Térreo - Fundos

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Figura 28: Alabarce - Térreo - Áreas de Preparo

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Figura 29: Alabarce - Térreo - Estoque Geral

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Figura 30: Alabarce - Mezanino 01

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Figura 31: Alabarce - Mezanino 02

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Figura 32: Alabarce - Mezanino 03

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Figura 33: Quitanda - Acesso principal

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Figura 34: Quitanda - Estacionamento

52

Figura 35: Quitanda - Ecoponto

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Figura 36: Quitanda - Corredor de caixas

54

Figura 37: Quitanda - Feira de orgânicos

54

Figura 38: Quitanda - Mezanino

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Figura 39: Quitanda - Administração 01

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Figura 40: Quitanda - Cozinha 01

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Figura 41: Quitanda - Cozinha 02

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Figura 42: Quitanda - Adega

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Figura 43: Quitanda - Enlatados

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Figura 44: Quitanda - Hortifruti

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Figura 45: Quitanda - Vitrines Refrigeradas 01

60

Figura 46: Quitanda - Vitrines Refrigeradas 02

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Figura 47: Quitanda - Frios e Rotisseria

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Figura 48: Quitanda - Padaria e Confeitaria

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Figura 49: Quitanda - Açougue

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Figura 50: Quitanda - Peixaria

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Figura 51: Quitanda - Acessos - Açougue e Peixaria

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Figura 52: Quitanda - Sala de Manutenção

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Figura 53: Quitanda - Estoque 01

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Figura 54: Quitanda - Estoque da Adega

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Figura 55: Quitanda - Estoque 02

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Figura 56: Quitanda - Câmara de FLV

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Figura 57: Quitanda - Câmara de Produção

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Figura 58: Quitanda - Cozinha da Padaria

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Figura 59: Quitanda - Doca de Abastecimento

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Figura 60: Quitanda - Cozinha Artesanal

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Figura 61: Quitanda - Depósito - Cozinha Artesanal

72

Figura 62: Quitanda - Vestiários

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Figura 63: Local

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Figura 64: Símbolo Internacional de Acesso

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Figura 65: Símbolos de Atendimento Preferencial

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Figura 66: Símbolos de Sanitários

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Figura 67: Corredor - Boulevard

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Figura 68: Corredor - Operacional

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Figura 69: Corredor - Mezanino

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Figura 70: Vias do Estacionamento

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Figura 71: Acesso - Automóvel

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Figura 72: Acesso - Caminhões

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Figura 73: Acesso - Pedestres

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Figura 74: Estrutural - Subsolo

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Figura 75: Estrutural - Operacional

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Figura 76: Volumetria - Vista 01

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Figura 77: Volumetria - Vista 02

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Figura 78: Volumetria - Vista 03

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1 INTRODUÇÃO

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2 OBJETIVOS

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2.1 OBJETIVO GERAL

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2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

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3 JUSTIFICATIVA

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4 PROBLEMATIZAÇÃO

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5 DEFINIÇÃO DO TEMA

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6 HISTÓRICO

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7 ESTUDOS DE CASO

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7.1 SUPERMERCADO TOP

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7.2 MERCAT CALAFELL

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7.3 SUPERMERCADO THANOPOULOS

33

8 VISITAS TÉCNICAS

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8.1 SUPERMERCADO ALABARCE - UNIDADE MOGILAR

39

8.2 QUITANDA

51

9 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO

75

9.1 LEVANTAMENTO CADASTRAL DO TERRENO

75

9.2 DIRETRIZES E PREMISSAS

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10 CONCEITO E PARTIDO ARQUITETÔNICO

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10.1 CONCEITO ARQUITETÔNICO

83

10.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO

83

11 PROGRAMA DE NECESSIDADES

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12 FLUXOGRAMA

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13 SETORIZAÇÃO

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14 O PROJETO

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14.1 TOPOGRAFIA E IMPLANTAÇÃO

94

14.2 ACESSIBILIDADE

94

14.3 ACESSOS

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14.4 LAYOUT E ESTRUTURAL

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14.5 MATERIAIS E ACABAMENTO

100

14.6 SUSTENTABILIDADE

100

14.6.1 Painéis Solares

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14.6.2 Sistema de Reuso de Água Pluvial

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14.7 VOLUMETRIA

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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APÊNDICES

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INTRODUÇÃO

Os supermercados são empreendimentos presentes em quase todas as cidades do mundo, sendo extremamente importantes para a economia mundial. A geração de empregos, capital, tecnologia e produção, são alguns dos elementos responsáveis pela evolução dos empreendimentos deste setor, cuja principal função é a de aproximar o consumidor dos itens essenciais para o sustento de sua vida, sendo assim, um equipamento urbano de abastecimento. Este trabalho visa desenvolver uma análise geral deste segmento comercial, a história de sua origem, sua evolução até os dias contemporâneos, com o fim de obter dados para a concepção de um projeto deste mesmo tema. Para a elaboração deste trabalho, foi utilizada pesquisa bibliográfica, na qual, se incluem livros, revistas,

artigos online, sites de arquitetura, arquivos no formato PDF, projetos existentes como forma de estudo de caso e visita de campo para obtenção de dados, bem como, elementos da metodologia básica para desenvolvimento de projeto arquitetônico. Cada capítulo deste trabalho visa o entendimento sobre o tema, de forma explícita e inequívoca, para que assim, o leitor também possa compreender as propostas apresentadas pelo autor e avaliar a qualidade das mesmas.

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OBJETIVOS

2.1

OBJETIVO GERAL

Elaboração de projeto e implantação de um supermercado, de médio porte, em Avenida Kaoru Hiramatsu, Braz Cubas, Mogi das Cruzes, considerando todas as diretrizes locais e essenciais para a execução da

obra, bem como, atendendo à metodologia projetual para execução ordenada do trabalho.

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OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Identificar os principais atributos associados à atividade supermercadista, responsáveis pela composição das diretrizes projetuais em relação a este segmento de empreendimento; b) Identificar os principais atributos, do local de inserção, responsáveis pela necessidade desse tipo de atividade; c) Desenvolver análise e estudo destes atributos, de forma a identificar as soluções arquitetônicas ideais para a implantação do empreendimento; d) Utilizar os resultados para a concepção e apresentação do projeto arquitetônico preliminar e anteprojeto.

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JUSTIFICATIVA

Os supermercados são edificações indispensáveis quando se fala em requalificação urbana, sendo, muitas vezes, responsáveis por valorização imobiliária local, polos geradores de emprego, além de atraírem reformas nos sistemas de infraestrutura nos arredores do local em que estão inseridos. Também são eles os responsáveis por prestarem a maior parte dos serviços de abastecimento dos bens de consumo essenciais à população das cidades. Para este projeto, será definido um terreno localizado em Avenida Kaoru Hiramatsu, Braz Cubas, Mogi das Cruzes, onde existe grande potencial de moradia sendo explorado, fazendo-se necessária a existência deste tipo de empreendimento para os moradores que habitarão o local.

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PROBLEMATIZAÇÃO

Os supermercados trazem consigo alguns problemas, de caráter urbanístico, a serem solucionados. Dentre estes problemas, o principal é o adensamento dos fluxos de automóveis nas vias, originado pelas filas para entrada no empreendimento. Para este problema, será proposta a implantação de pista de desaceleração na testada do terreno, permitindo que os automóveis adentrem ao empreendimento, sem que o fluxo das vias adjacentes seja comprometido. Além deste, os supermercados trazem consigo, também, bloqueios na incidência de luz e fluxo de ventilação, originados pelo volume de massa sólida construída. Para a solução destes problemas, serão realizados estudos a fim de melhor direcionar a posição do edifício no terreno, bem como, sua volumetria e ferramentas construtivas, de modo a causar o menor impacto possível no conforto térmico e luminoso do local de implantação. Grande parte dos supermercados são edificações com pouco trabalho plástico e geometria simplista, originados principalmente pela organização padronizada dos ambientes e setores internos, causando assim um impacto negativo e pouco convidativo, além da ausência de identidade. Para estes, será proposta uma volumetria aos moldes contemporâneos, com organização diferenciada dos ambientes e setores internos, sem sacrificar a

funcionalidade dos mesmos.

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DEFINIÇÃO DO TEMA Nas palavras de Morabito (2009, p. 01), os supermercados são: [...] empresas varejistas, ou seja, representam o último elo da cadeia entre um produto e seu consumidor final, vendem proeminentemente alimentos perecíveis dispostos em formato para autoatendimento (selfservice) e dispõem de caixas para pagamento (checkouts) na saída, tratando-se, portanto, de autoserviço. (MORABITO, 2009, p. 01).

É um dos segmentos comerciais mais importantes para a vida urbana, responsável pelo abastecimento dos produtos básicos e essências, geração de empregos, e até de infraestrutura urbana. São empresas que podem ser divididas em três categorias (portes) diferentes, são elas: a) Mercados: Também conhecidos como Mercearias, são os mercados de pequeno porte, onde se comercializam os produtos de necessidade básica e utensílios do cotidiano. Sua área de construção é pequena, não passando dos 300m². São empreendimentos que atendem a uma área pequena, como a zona de um bairro, são de propriedade individual, possuem poucos funcionários e, embora grandes redes possam abrir pequenos mercados em regiões menores, estes, por sua vez, não possuem filiais.

b) Supermercados: São estabelecimentos muito maiores onde se comercializam uma variedade muito mais extensa de produtos e marcas, atendendo a necessidades de alimentação e higiene ainda mais diversas. Normalmente o seu funcionamento é organizado em setores independentes como padaria, açougue, hortifrúti, peixaria, adega, além dos corredores de lacticínios, frios, higiene, limpeza etc. Possuem área construída e infraestrutura maior, com o fim de atender a uma demanda maior de

consumidores, abrangendo espaços maiores dentro do município. Comumente eles possuem estacionamento próprio, áreas de atendimento ao cliente com guarda volumes, banheiros públicos e

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alguns ainda possuem corredores com espaços a serem alugados para outras atividades comerciais. A setorização destes empreendimentos também costuma ser parecida, sendo que na frente, é onde se localizam os serviços de caixa e atendimento ao cliente, bem como o espaço para guarda de carrinhos, no centro da loja é onde ficam as seções com produtos a venda, distribuídos em corredores de prateleiras e, mais ao fundo, as sessões com padaria, açougue, peixaria etc., e nos fundos, com acesso restrito, é onde se localiza o estoque e docas de abastecimento. Também é comum a existência de um mezanino, à frente da loja, para a execução dos serviços administrativos. É habitual que estes empreendimentos pertençam a filiais e vendam seus produtos por preços mais acessíveis que as mercearias, visto que o consumo de produtos é muito mais intenso. c) Hipermercados: Estes são grandes estabelecimentos, normalmente pertencentes a grandes redes de supermercados e hipermercados. Possuem todas as funcionalidades de um supermercado comum, porém, em uma escala de variedade muito maior, seja de produtos ou de serviços. Além dos produtos comercializados pelos supermercados, os hipermercados também possuem setores de venda de eletrônicos, roupas, calçados, acessórios de beleza, acessórios para a casa, carro, eletrodomésticos, dentre vários outros. Os hipermercados também costumam ter, em seu interior, restaurantes, lanchonetes, lojas diversas e até espaços prestadores de serviços públicos. Sua infraestrutura é de alta complexidade e, embora não seja regra, muitos hipermercados possuem dois, três pavimentos, ou mais, com a finalidade de atender milhares de pessoas diariamente. São, usualmente, implantados nas regiões centrais dos municípios, e abrangem o território de vários bairros ou até mesmo de todo o município. Além destas categorias, cabe destacar, também, os Mercados Municipais, popularmente conhecidos como mercadões. Estes são empreendimentos construídos e mantidos pelo poder público, onde se realizam as atividades comerciais associadas aos trabalho dos feirantes, são comumente organizados na forma de um grande

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edifício fechado com um vasto espaço central, onde os comerciantes instalam suas lojas e formam corredores comerciais. Podem ter um ou dois pavimentos e os produtos comercializados normalmente são mais acessíveis, por serem de produção própria do vendedor. Existe, também, uma tipologia conhecida como Supermercado Atacadista. Estes geralmente são grandes galpões com corredores contendo torres de produtos, sendo vendidos por um preço mais acessível em função da grande quantidade de unidades, de um mesmo produto, que é vendida simultaneamente. São empreendimentos muito procurados por comerciantes, lojistas, donos de restaurantes e bares, bem como empreendedores de diversas outras atividades comerciais que trabalham diretamente com o consumo de alimentos, graças ao preço mais acessível, a fim de reabastecer os estoques de seus empreendimentos. No Brasil, existem aproximadamente 90.000 lojas, distribuídas em mais de 300 redes de supermercados, e o setor é responsável por pelo menos 5% do PIB Brasileiro. Um estudo da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), realizado em 2018, mostrou que, em 2017, o setor faturou R$353,2 bilhões, o que representa um crescimento de mais de 50% em 10 anos. O número total de lojas foi de 89.368, com 1.822.236 empregos, totalizando área de vendas de 21,94 milhões de metros quadrados, e as três maiores empresas do setor foram o Carrefour, com faturamento de R$49,6 bilhões, o Grupo Pão de Açúcar, com R$48,4 bilhões, e o Walmart, com R$28,1 bilhões, sendo estas mesmas redes as que disputam, há anos, o top três no ranque de faturamento, sendo assim as três maiores redes nacionais de supermercados.

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HISTÓRICO Falar da história dos supermercados é falar da origem das atividades comerciais em si, e embora seja

extremamente difícil precisar quando, exatamente, o homem começou a praticar essa atividade, sabemos que essa prática data desde a pré-história, e que os povos ancestrais a realizavam através de um sistema de permuta de

produtos, isto é, a troca direta de produtos entre os seus respectivos donos. Naqueles tempos, as atividades comerciais se davam em dimensões locais, as pessoas viviam da agricultura, pesca e pecuária, e os produtores costumavam produzir um único produto. Isso tudo acarretou em um cenário onde as pessoas passaram a estocar mais mantimentos do que elas mesmas precisavam, o que culminou no desenvolvimento de um sistema de trocas para que as pessoas pudessem ter outros produtos que não fossem os cultivados por elas mesmas. Isso foi essencial para que as pessoas conseguissem atender às suas necessidades diárias e mantivessem os produtos que desejavam. Dito isto, conclui-se que as primeiras atividades comerciais se fundamentaram nas trocas, onde ambas as partes negociavam, diretamente, seus produtos e a quantificação dos mesmos. Algum tempo depois, o sistema de trocas começou a apresentar certa complexidade, visto que passaram a envolver um número muito maior de pessoas, os produtos disponíveis para troca não atendiam às necessidades delas, os produtos de grande porte tinham transporte demasiadamente dificultado, além dos problemas físicos sobre o valor dos produtos, visto que não existe uma forma de se trocar, por exemplo, uma cabeça de gado e meia. Foi com esses problemas em mente que se fez necessários à atribuição de um agente responsável pela referência de valor dos produtos, de forma a permear os procedimentos de troca. Este agente precisava ser fácil de ser transportado, ser fracionável e ter durabilidade, dessa forma nasceu a moeda, que de início não eram pequenas formas de liga metálica, mas sim, alguns produtos como o sal e as conchas, e só depois foi criado o dinheiro como o conhecemos, responsável pelo surgimento do comércio propriamente dito, que se desenvolveu até os moldes dos dias atuais.

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Desde o início das atividades comerciais, o nível de dificuldade empregado na confecção de um produto ou riqueza, era uma diretriz fundamental para a determinação de seu custo, assim sendo, quanto mais raro e difícil de produzir, mais caro seria o produto, ao ponto em que quanto mais fácil de encontrar e produzir, mais barato seria o produto. Atualmente, o valor dos produtos é definido por uma série de fatores complexos, presentes diretamente ou indiretamente, tais como, impostos, custo de transporte, salário dos confeccionadores, oferta e demanda, margem de lucro, dentre vários outros itens que fazem com que essa atividade seja fundamental para a manutenção e prosperidade da civilização. Já na Idade Média, durante muito tempo, a atividade comercial foi uma atividade errante, onde os comerciantes viajavam por rotas e se reuniam em espaços onde era feita a exposição dos produtos, as chamadas feiras. Essa forma de atividade foi o que permitiu que os comerciantes se organizassem, e eles se associavam por interesses econômicos mútuos e também por segurança. Essas feiras aconteciam principalmente na Europa, onde os comerciantes se reuniam por semanas para a compra e venda de seus produtos. As mais importantes dessas feiras, foram as de Champanhe, elas conectavam a Itália aos Países Baixos e chamavam a atenção de comerciantes de toda a Europa. A maneira como elas eram organizadas, de forma a operar consecutivamente, fazia com que por todo o ano houvesse atividade comercial naquele local. Do final do século XII ao meio do século XIII, esses comércios prosperaram, sendo os centros da atividade comercial no ocidente, onde se comercializava absolutamente tudo, lã, tecidos de seda, especiarias, vinhos, vindos de todos os cantos da Europa. Essas feiras só viriam a encontrar seu defaso com a chegada do comércio marítimo, que passaram a dinamizar ainda mais os mercados europeus. Durante o período renascentista, a atividade comercial deu um grande salto, particularmente graças às expedições marítimas ao ocidente, onde os viajantes colonizadores buscavam riquezas e especiarias para serem negociadas, e a cerca de 200 anos atrás, foi quando as lojas começaram a ter forma parecida com as dos dias atuais, desde então, o comércio passou a se desenvolver em um ritmo muito acelerado, trazendo, com o seu

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próprio crescimento, o incentivo à criação de novas tecnologias, tanto para a produção em massa quanto para o transporte em larga escala dos produtos comercializados, coisas que contribuíam, diretamente ou indiretamente, para o desenvolvimento da sociedade em si. No século XX, foi onde apareceram as primeiras lojas de departamentos e também os primeiros supermercados. O primeiro supermercado do mundo, aos moldes dos que conhecemos hoje, foi aberto em 04 de agosto de 1930, no bairro de Queens, e se chamava King Kullen (Figura 01), ele foi aberto por Michael J. Cullen, que até então trabalhava para uma rede de mercearias chamada Kroger.

Figura 01: King Kullen - O Primeiro Supermercado

Fonte: Queens Chronicle.

Seu objetivo com o empreendimento era bem simples, vender a maior variedade de produtos, na maior quantidade possível (o que acarretaria em uma proposta de valor baseada em ampla oferta), infraestrutura com eficiência operacional (autoatendimento, o próprio consumidor é o responsável pela garimpagem de suas

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mercadorias, o que elimina custos ao empreendedor), controle, e comunicação em massa. Com essas ideias em mente, Cullen adaptou um galpão industrial para o estabelecimento, e seu empreendimento foi um sucesso. Em poucos seis anos de atividade, Cullen teve um faturamento altíssimo, e conseguiu abrir mais 16 filiais no estado de Nova York. Essa ideia foi abraçada por diferentes empreendedores e rapidamente espalhada pelo mundo, até que em Agosto de 1953, o Brasil teve, o seu primeiro supermercado, chamado Sirva-se, fundado por Mário Wallace Simonsen, implantado na Rua da Consolação, ou ao menos foi o primeiro oficialmente, já que existem controvérsias acerca de um empreendimento instalado, na Rua 13 de Maio, há pelo menos seis meses anteriores à inauguração do Sirva-se, chamado Super Mercados Americanos Ltda., e outro, anterior a ambos, chamado Depósito Popular Ltda., localizado na Rua Formosa, em funcionamento desde 1948. O fato é que, a rede Sirva-se pertenceu ao seu fundador até 1965, ano de sua morte, e após isso foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar. Desde então, os supermercados se tornaram um elemento essencial na construção da civilização e importante setor dentro da economia nacional, bem como, empreendimentos habituais dentro do cenário urbano, muitas vezes trazendo consigo, impactos positivos (ou negativos) para o contexto urbano em que estão inseridos. No Brasil, é possível encontrar pelo menos um supermercado em quase todos os municípios do país, e em grandes cidades, um ou mais em cada bairro ou distrito, tornando-os muito mais do que meros estabelecimentos comerciais de interesses econômicos, eles são parte do universo cotidiano urbano e pessoal de todos os habitantes.

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ESTUDOS DE CASO

7.1

SUPERMERCADO TOP Localizado na cidade de Salacgrīva, Letônia, próximo à via arterial mais importante da região,

conhecida como VIA Baltica (Figura 02). Com projeto de 2013 e área construída de 6.989m², a loja foi construída na

zona central da cidade, vizinha de várias edificações de atividades públicas, como museu, igreja, correios, centro de juventude e de edificações residenciais.

Figura 02: TOP - Localização

Fonte: Google Earth Pro, adaptado pelo autor (2019).

O escritório responsável pelo projeto foi o ARHIS ARHITEKTI, e seu conceito trabalha com dois pontos de vista diferentes, sendo estes o pedestre, e a história da cidade. A fachada voltada para a VIA Baltica (Figura 03) foi projetada como um volume linear, feito para ser percebido em movimento, ele utiliza placas de

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madeira e possui forma curva, lembrando cascos de navio, isso foi feito com a intenção de fazer conexão com a tradição histórica, da cidade, da construção de navios.

Figura 03: TOP - Fachada - VIA Baltica

Fonte: STURMANIS, Indrikis (2015).

A fachada voltada para a Rua Riga (Figura 04), frente a um passeio público, por sua vez, foi projetada com volumes menores e o uso de tijolos, utilizando a escala do pedestre para a composição plástica, intencionalmente feita para criar a percepção de que a fachada flui para o espaço público.

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Figura 04: TOP - Fachada - Rua Riga

Fonte: Arhis.

Por estar localizado em meio a um contorno de vias de passeio público, o projeto foi pensado de forma a preservar os fluxos, e acrescentou grandes beirais para a proteção contra as chuvas e, aos fundos, uma área livre que pode ser utilizada para esportes urbanos e brincadeiras infantis. O empreendimento possui dois acessos públicos principais, o primeiro, ao norte do terreno, dando acesso a um conjunto de pequenas lojas e ao supermercado, e o segundo, ao sul, dando acesso a um café. Existe, ainda, um terceiro acesso, por trás das lojas, adjacente aos sanitários. O interior da obra é bem setorizado, com todas as funções de um supermercado tradicional, a área de estoque e abastecimento, junto com administração e acessos de funcionários, fica ao oeste, adjacente à loja principal, e ao fundo desta, existe um açougue e uma padaria, cuja cozinha é compartilhada com o café (Figura 05).

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Figura 05: TOP - Planta Baixa

Fonte: Archdaily.

O acabamento do interior foi feito de forma a dar seguimento à estética externa. Os pisos são do mesmo material e tom de cor, que o piso utilizado nos passeios que contornam o edifício, e o teto utiliza os mesmos elementos que os beirais externos. A escolha das cores foi feita de forma a destacar as mercadorias e indicações visuais, além de modernidade, objetivo conquistado com cores escuras predominantes, de fundo, e detalhes amarelos para destaque das mercadorias e outros elementos (Figura 06).

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Figura 06: TOP - Interior da Loja

Fonte: STURMANIS, Indrikis (2015).

O projeto também recebeu nominações importantes de arquitetura, uma delas, em 2014, como semifinalista no Prêmio Letão de Arquitetura, e outra, em 2015, para o Prêmio Mies van der Rohe, o prêmio de arquitetura contemporânea da União Europeia.

7.2

MERCAT CALAFELL

Localizado na cidade de Calafell, na província de Tarragona, Espanha, o empreendimento fica na Rodovia Sanatori (Figura 07). Com projeto iniciado em 2007 e finalizado em 2012, e área construída de 8.360m², originalmente, o projeto tinha a intenção de ser um empreendimento multifuncional que reunia um conjunto de instalações para os habitantes do distrito de Calafell Beach, que na época estava em crescimento. Nessas instalações estavam inclusas um centro pré-escolar, uma escola primária e infantil, um centro cívico e uma biblioteca, todos adjacentes ao mercado, transformando o empreendimento num elemento indispensável da vida

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social e urbana de Calafell.

Figura 07: Mercat de Calafell - Localização

Fonte: Google Earth Pro, adaptado pelo autor (2019).

O escritório responsável pelo projeto foi o Battle & Roig Architects, e o supermercado foi construído ao lado de um mercado antigo, que se tornou obsoleto após a implantação do Mercat Calafell. A construção é organizada através de dois macro setores, separados por um eixo horizontal de circulação, que percorre o interior do empreendimento de leste a oeste, e dá acesso as atividades internas. Estes macro setores correspondem a dois tipos de comércio, sendo eles, ao sul, o supermercado, e ao norte, os feirantes (Figura 08), com a expectativa de serem integrados à praça, fora do edifício, no futuro.

29


Figura 08: Mercat de Calafell - Planta Baixa

Fonte: Archdaily.

O empreendimento conta com estacionamento público externo, e estacionamento de serviços subterrâneo com eixos verticais de acesso acontecendo nos quatro cantos do edifício. Analisando a Figura 08, é possível notar a presença de um espaço café ao nordeste do edifício, também com acesso à loja, e um conjunto de ambientes administrativos ao noroeste. Dentro do supermercado, pode se observar o espaço com caixas e corredores de prateleiras, bem como a área de estoque, ao leste, e não foi observado a presença de um acesso externo, indicando que todo o abastecimento das mercadorias seja feito internamente, fora de horário comercial.

30


O eixo central de circulação, ainda conta com altura de pé direito duplo, neste existe um grande corredor de abertura zenital ininterrupta, iluminando e ventilando o interior de forma natural, além de quebrar o efeito de continuidade do edifício (Figura 09).

Figura 09: Mercat de Calafell - Abertura Zenital

Fonte: SURROCA, Jordi (2014).

Externamente, todo o edifício tem estilo industrial, utilizando elementos pré-fabricados de concreto e painéis metálicos fazendo o revestimento das fachadas, que por sua vez, juntas, formam uma composição

volumétrica bastante simples, bem próximo das encontradas na maioria dos supermercados tradicionais, com o diferencial do eixo central de circulação, criando espaços cobertos nos seus dois acessos e projetando um volume de altura superior à cobertura do empreendimento (Figura 10 e 11).

31


Figura 10: Mercat de Calafell - Elevação Oeste

Fonte: SURROCA, Jordi (2014).

Figura 11: Mercat de Calafell - Elevação Leste

32 Fonte: SURROCA, Jordi (2014).


7.3

SUPERMERCADO THANOPOULOS

Localizado no subúrbio de Kifisia, na cidade de Atenas, Grécia, o empreendimento fica na Rua Dragoumi (Figura 12). Trata-se de um projeto de reforma, de uma unidade, de uma das redes de supermercados de mais alta qualidade dentro de Atenas, oferecendo uma variedade de produtos com a mais alta sofisticação, que normalmente não podem ser encontrados em outros supermercados da cidade. Com projeto de 2017, a nova unidade, reformada, conta com área de 1.600m² em dois pavimentos, sendo estes o térreo e subsolo. A proposta de reforma surgiu como necessidade, visando atualizar a unidade preexistente, pois esta se encontrava obsoleta e aquém do padrão de qualidade dos produtos que oferecia.

Figura 12: Thanopoulos - Localização

33 Fonte: Google Earth Pro, adaptado pelo autor.


O escritório responsável pelo projeto é o KLab Architecture, assim como nos outros empreendimentos da rede, e ele tem uma localização privilegiada, visto que fica em frente a uma estação de metrô, facilitando muito o acesso dos clientes, que acabam por eliminar o uso de automóvel para se deslocarem à loja. Como dito anteriormente, o edifício reformado passou a ter dois pavimentos, comparados aos três que havia antes, estes dois pavimentos são de acesso público e neles estão organizados todos os setores de produtos. No pavimento térreo (Figura 13) é onde estão os dois acessos principais, acontecendo pela Rua Dragoumi e, aos fundos, pela Rua Adrianou, ambos os acessos conduzem à recepção e corredor de caixas, adjacentes ao corredor de acesso à loja. Neste pavimento é onde estão os produtos congelados, serviços de açougue, peixaria e bebidas alcoólicas com adega de vinhos.

Figura 13: Thanopoulos - Planta Pav. Térreo

34 Fonte: Archdaily.


No subsolo (Figura 14) é onde se localizam os produtos de limpeza, produtos de beleza, produtos infantis como brinquedos e produtos para bebês, papelaria, pet shop, e demais suprimentos para uso residencial ou não. O acesso a este pavimento é feito através de escada, quase ao centro do edifício, e dois elevadores próximos ao corredor de caixas.

Figura 14: Thanopoulos - Planta Subsolo

Fonte: Archdaily.

O empreendimento ainda conta com estacionamento público, localizado nas duas ruas em que se dá o acesso, porém, estes acabam por ter pouco uso, em decorrência da localização do supermercado. O abastecimento é feito pela elevação oeste, onde também existe um grande elevador para a condução dos produtos de estocagem ao pavimento inferior. Apesar disso, não foi observado um ambiente de estoque, talvez pelo porte pequeno da loja, que nos leva a conclusão que os produtos comercializados são reabastecidos diariamente, e não ficam na loja por grandes períodos, eliminando assim a necessidade de um ambiente de estoque.

35


Também não foi observado a existência de ambientes administrativos como diretoria, gerencia, contabilidade e tantos outros. Interiormente, toda a loja é revestida em painéis OSB, com mobiliário projetado também pelo KLab, e o teto interno, além do revestimento em OSB, também possui estrutura de linhas de Perspex, com lâmpadas fluorescentes entre uma linha e outra, e um teto falso de alumínio perfurado, suspenso acima das áreas de produção e vendas sazonais (Figura 15 e 16). Todos estes elementos foram utilizados para criar uma harmonia/conexão entre o interior e o exterior da edificação.

Figura 15: Thanopoulos - Interiores 01

Fonte: BISTI, Mariana (2018).

36


Figura 16: Thanopoulos - Interiores 02

Fonte: BISTI, Mariana (2018).

Externamente, as fachadas foram concebidas aos moldes típicos de um supermercado, a elevação frontal da Rua Dragoumi, tem o diferencial do uso de uma segunda pele de alumínio perfurado, cuja forma remete à

tipologia das edificações tradicionais existentes dentro do subúrbio. O padrão das perfurações tem a aparência de diferentes tamanhos de folha, padrão que remete aos plátanos, vegetação predominante em Kifisia (Figura 17).

37


Figura 17: Thanopoulos - Elevação Frontal

Fonte: BISTI, Mariana (2018).

Ainda na elevação frontal, foi incorporado revestimento de madeira e vidro, além de um pórtico protegido para acesso à loja. A elevação lateral da Rua Adrianou teve um trabalho diferente, adotando uma grande pérgola metálica com a intenção de introduzir a edificação ao nível da rua, visto que esta ficava muito afastada e, consequentemente, não era visível para os pedestres. Essa pérgola possui formato inclinado e mantém um padrão associativo às edificações vizinhas e ao padrão da fachada frontal.

38


8

VISITAS TÉCNICAS

8.1

SUPERMERCADO ALABARCE - UNIDADE MOGILAR

Localizado na Avenida Francisco Rodrigues Filho, nº 1586, no bairro de Mogilar, cidade de Mogi das Cruzes. O empreendimento carrega o nome da família Alabarce de Mogi das Cruzes e é a investida mais recente,

da família, no setor supermercadista. Além deste, também possuem outras três unidades na mesma cidade, localizados nos bairros de Vila Oliveira, Centro e no distrito de Brás Cubas. O empreendimento adota um conceito boulevard, isto é, além do supermercado, ele também reúne lojas de vários segmentos, com praça de alimentação e outras prestadoras de serviços. Seu horário de funcionamento é das 08:00hs às 22:00hs com funcionários intercalando em dois turnos. A composição volumétrica do empreendimento é simples e eficiente, com um único bloco onde se reúnem todas as atividades. Sua forma é 100% ortogonal em quase todas as fachadas, com o diferencial da frontal, que possui forma curva. Essa foi uma solução encontrada, pela equipe de projeto, para facilitar o acesso dos caminhões de abastecimento, visto que a via de acesso possui mão única e os caminhões necessitam de um raio de curvatura para conseguirem acessar o local. O acesso, dos caminhões, é feito por uma ponte (Figuras 18 e 19), que contorna a fachada frontal e os conduz pela lateral esquerda do edifício, até os fundos, onde estão as docas de abastecimento. Ainda na frente do edifício, está o acesso de automóveis, com rampa que desce ao subsolo do empreendimento, e também o acesso de pedestres, feito pela lateral direita do edifício.

39


Figura 18: Alabarce - Acessos 01

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 19: Alabarce - Acessos 02

40 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Setorialmente, o

empreendimento

possui

dois

pavimentos,

sendo

estes

o subsolo

com

estacionamento, pavimento térreo com corredor comercial, praça de alimentação, supermercado e áreas de estoque, e mezanino administrativo. A comunicação intrasetorial acontece de forma bastante harmônica, com todos os setores realizando tanto suas atividades quanto as adjacentes, de forma bem eficiente. Antes de continuar, é importante dizer que a coleta de material fotográfico nos interiores do supermercado, não foi autorizada, e que, portanto, quando necessário, serão utilizadas as plantas arquitetônicas, para facilitar o entendimento da análise. Ao entrar no edifício, nota-se um espaço para guarda de carrinhos de compras, acesso para o corredor comercial e acesso para o estacionamento, feita com rampas e esteiras rolante (Figuras 20 e 21). Figura 20: Alabarce - Acessos 03

41 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 21: Alabarce - Acessos 04

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Dentro do corredor comercial (Figura 22), se encontram lojas diversas e instituições prestadoras de serviços (como Casa Lotérica). Percorrendo o corredor, ele conduz à praça de alimentação (Figura 23), com acesso para o supermercado (Figura 24). Ainda neste corredor, ele continua até terminar nos sanitários públicos.

Figura 22: Alabarce - Corredor Comercial

42 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 23: Alabarce - Praça de Alimentação

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 24: Alabarce - Acessos 05

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Dentro da loja, a primeira coisa que se nota são os caixas, e neste primeiro corredor que antecede a linha dos caixas, existem também dois balcões de apoio ao cliente (Figura 25).

43


Figura 25: Alabarce - Térreo - Frente

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

Passando pelos caixas, temos os corredores com gôndolas expondo os produtos a venda (Figura 26), mantendo o padrão mais utilizado nos supermercados, nos corredores da esquerda estão expostas as bebidas, depois os grãos, como arroz e feijão, além de alimentos não perecíveis, depois os lacticínios, doces, massas e molhos, temperos, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza e mais a direita há um setor com corredores de eletrônicos, eletrodomésticos, eletroportáteis, descartáveis, embalagens, dentre outros. Além destes, ainda existem outros corredores/setores com pães, produtos de pet shop, produtos orientais, ilhas de congelados, hortifruti, dentre vários outros. Aos fundos da loja, estão os balcões de frios, padaria, rotisseria, peixaria e açougue (Figura 27).

44


Figura 26: Alabarce - TĂŠrreo - Corredores

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

Figura 27: Alabarce - TĂŠrreo - Fundos

45 Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.


Atrás dos balcões ficam os seus respectivos ambientes de preparo dos produtos que serão expostos, estes ambientes são de acesso restrito e, anexos a eles, estão espaços para congelados (frigoríficos), depósitos de ingredientes e espaços para lavagem de ingredientes (Figura 28). Entre os balcões também existe um acesso que conduz a corredores de acesso restrito aos funcionários, estes corredores percorrem os fundos dos ambientes de preparo e frente do estoque geral (Figura 29), a de se destacar, também, o estoque de Hortifruti, ao lado do açougue (Figura 28).

Figura 28: Alabarce - Térreo - Áreas de Preparo

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

46


Figura 29: Alabarce - Térreo - Estoque Geral

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

Atrás do estoque geral, é onde se localizam as docas de abastecimento, onde os caminhões descarregam os produtos que serão vendidos no supermercado. Agora voltemos à entrada do supermercado, atrás dos balcões de apoio aos clientes (Figura 25) se localizam eixos com escadas que dão acesso ao mezanino administrativo. Na verdade, o conjunto de escadas, com elevador, à esquerda do edifício, é para acesso de funcionários, e ao centro, para acesso de clientes e de representantes de outras empresas. Acessando pelo centro, o primeiro ambiente a que se chega é o de recepção, anexo a ela estão dois lavabos, feminino e masculino, e uma pequena copa de funcionários (Figura 30). Seguindo pelo corredor à direita, existe uma sala de CPD (Centro de Processamento de Dados), sala de som e monitoramento, sala de dados, tesouraria e sala da diretoria.

47


Figura 30: Alabarce - Mezanino 01

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

Já o corredor à esquerda, conduz a uma sala de RH, dois sanitários P.N.E., vestiários masculino e feminino, refeitório dos funcionários, e ao conjunto de escadas e elevador (Figuras 31 e 32) mencionado

anteriormente. Ainda sobre este mezanino, tanto no projeto quanto na visita, não foi observado à existência de ventilação e iluminação natural, toda a ventilação e iluminação deste setor é feita através de insuflação e exaustão de ar, e mesmo durante o dia é necessário que as luzes fiquem acesas, o mezanino também não possui qualquer abertura para observação da loja pela equipe de segurança.

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Figura 31: Alabarce - Mezanino 02

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

Figura 32: Alabarce - Mezanino 03

Fonte: Planta cedida pela equipe de projeto, adaptada pelo autor.

49


8.1.1

Análise Geral

O empreendimento possui boa comunicação de setores sem misturar as atividades, a maneira como os acessos foram implantados desempenha os fluxos sem conflitos. Todos os corredores das áreas de estoque possuem mais dois metros de largura, espaço mais do que suficiente para passagem dos funcionários, inclusive manuseando carrinhos plataforma para reabastecimento da loja. Os corredores da loja, onde são expostas as mercadorias, também possuem, pelo menos, dois metros de largura, com variações maiores a depender dos imóveis do corredor, ao ponto em que os corredores dos mezaninos possuem 1,20m (um metro e vinte centímetros) de largura, um tamanho relativamente bom, mas ainda insuficiente para a ocasião de um funcionário cadeirante. No geral, o empreendimento tem mais pontos positivos do que negativos, sua volumetria e trabalho plástico estão muito bem inseridas no contexto urbano do bairro, todas as atividades, no que diz respeito à ergonomia, sejam as dos clientes ou as dos funcionários, são perfeitamente executáveis em todos os períodos do dia. O acesso de veículos e abastecimento também não deixa a desejar em nenhum momento, o edifício conta com pista de desaceleração para impedir engarrafamentos em dias de maior atividade, e todo o espaço aos fundos do terreno, tem dimensões satisfatórias para o manuseio de manobra dos caminhões de abastecimento. A crítica mais relevante fica por conta da completa ausência de aberturas no mezanino, o que gera um problema sério de salubridade para os funcionários que trabalham ali, além do consumo elevado de energia para manter os sistemas de iluminação e ventilação funcionando quase o dia todo.

50


8.2

QUITANDA

Localizado na Rua Mateus Grou, nº 159, no bairro de Pinheiros, cidade de São Paulo, o empreendimento está em atividade desde 2007 com a promessa de oferecer produtos alimentícios do mais alto padrão, destacando-se as frutas, legumes e vegetais. Ao longo dos anos, tornou-se uma loja bastante frequentada pelos moradores do bairro, já que sua localização se dá em uma área de uso misto, residencial e comercial. O conceito do empreendimento é o de oferecer grande variedade de produtos em um espaço compacto e aconchegante, seu horário de funcionamento é das 07:30hs às 22:00hs durante a semana e 08:00hs às 21:00hs aos finais de semana, com horários diferenciados nos feriados. O estabelecimento ocupa todo o espaço do terreno onde está implantado, e utiliza o conceito de fachada ativa, isto é, sua fachada fica localizada no alinhamento do passeio público. Apenas a fachada frontal é observável pelo público e ela percorre toda a testada do terreno, assim como, da mesma forma, o empreendimento construído ocupa toda a área do lote, não havendo qualquer tipo de conceito e/ou exploração volumétrica adotada. Ao chegarmos ao local, temos o acesso público principal da loja (Figura 33) e ao lado deste, o acesso para estacionamento (Figura 34).

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Figura 33: Quitanda - Acesso principal

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 34: Quitanda - Estacionamento

52 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Cabe destacar, dentro do estacionamento, a existência de um Ecoponto, isto é, um espaço destinado à coleta de materiais recicláveis (Figura 35).

Figura 35: Quitanda - Ecoponto

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Logo à frente da entrada, estão localizados o balcão de atendimento/apoio ao cliente, corredor de caixas (Figura 36), à esquerda está o acesso inteiro para o estacionamento, e à direita existe um espaço de venda de produtos orgânicos (Figura 37) e uma escada que conduz ao mezanino, cujas partes são divididas em uma área pública de convivência (Figura 38), e uma área restrita aos funcionários.

53


Figura 36: Quitanda - Corredor de caixas

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 37: Quitanda - Feira de orgânicos

54 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 38: Quitanda - Mezanino

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

O acesso ao espaço restrito é feito através do próprio espaço de convivência, inclusive no dia da visita, foi preciso que desviássemos de funcionários transportando carga até a área restrita, pelo espaço público, em que ambos compartilham a mesma escada de acesso, criando uma problemática de circulação. Ao acessarmos a área restrita, logo a direita do corredor existe um pequeno escritório de atividades administrativas (Figura 39).

55


Figura 39: Quitanda - Administração 01

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Continuando pelo corredor, se chega a uma cozinha (Figuras 40 e 41) onde sĂŁo preparados alimentos servidos dentro do supermercado, para serem consumidos na hora.

56


Figura 40: Quitanda - Cozinha 01

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 41: Quitanda - Cozinha 02

57 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Voltando ao piso térreo, passando pelos caixas, à direita, é onde fica a adega com vinhos e demais bebidas alcoólicas (Figura 42), e logo após este o setor onde são vendidos os azeites, azeitonas, palmitos, molhos e enlatados em geral, bem como refrigerantes, sucos e água (Figura 43).

Figura 42: Quitanda - Adega

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

58


Figura 43: Quitanda - Enlatados

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Ao centro desta área, está o Hortifruti, e á esquerda estão algumas geladeiras expositoras com congelados e bebidas frias (Figura 44). Após este, existem conjuntos de vitrines refrigeradas expondo frutas, verduras, legumes e sucos produzidos no próprio supermercado (Figura 45).

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Figura 44: Quitanda - Hortifruti

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 45: Quitanda - Vitrines Refrigeradas 01

60 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Após essas vitrines, estão novas vitrines refrigeradas, desta vez expondo produtos lacticínios (Figura 46), ao centro estão expostos ovos e alimentos em geral, e adiante está o balcão de frios, anexado à rotisseria (Figura 47).

Figura 46: Quitanda - Vitrines Refrigeradas 02

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

61


Figura 47: Quitanda - Frios e Rotisseria

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Aos fundos da loja estão a padaria e confeitaria (Figura 48), e ao lado desta está o açougue junto com suas vitrines expositoras (Figura 49), e do outro lado do açougue, separado pelo acesso ao setor de abastecimento e serviços, está à peixaria (Figura 50).

62


Figura 48: Quitanda - Padaria e Confeitaria

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 49: Quitanda - Aรงougue

63 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 50: Quitanda - Peixaria

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Acessando o setor de serviços e abastecimento, logo à frente estão os acessos de funcionários à peixaria e ao açougue (Figura 51).

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Figura 51: Quitanda - Acessos - Açougue e Peixaria

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Ao final do corredor, existe uma espécie de bloco de onde derivam todos os demais ambientes. À esquerda existe uma escada que conduz ao estoque e maquinários de refrigeração, anexado à sala de manutenção (Figura 52).

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Figura 52: Quitanda - Sala de Manutenção

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Dentro do estoque, a organização é feita por categoria de alimento, distribuídos em uma espécie de corredor circular. Ao entrar no estoque, nas laterais do corredor, estão os freezers para estocagem de alimentos perecíveis (Figura 53). Seguindo pelo corredor, estão os estoques de lacticínios e pães, e do outro lado está o estoque da adega (Figura 54). Todo o ambiente é mobiliado com gôndolas cheias de produtos não perecíveis e mantimentos em geral (Figura 55).

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Figura 53: Quitanda - Estoque 01

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 54: Quitanda - Estoque da Adega

67 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 55: Quitanda - Estoque 02

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Voltando ao piso inferior, no bloco central, est찾o c창maras resfriadas de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) (Figura 56), e ao lado desta, outra c창mara onde s찾o produzidos os sucos com a marca do supermercado (Figura 57).

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Figura 56: Quitanda - Câmara de FLV

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 57: Quitanda - Câmara de Produção

69 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Seguindo o corredor, estão os depósitos de farináceos utilizados na confecção dos produtos servidos na padaria, e ao fundo do corredor, o acesso de funcionários à padaria de um lado, e do outro, a cozinha (Figura 58).

Figura 58: Quitanda - Cozinha da Padaria

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Ainda neste corredor, existe um acesso que conduz à doca de abastecimento do supermercado (Figura 59).

70


Figura 59: Quitanda - Doca de Abastecimento

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Neste espaço também estão localizados uma câmara para depósito de lixo e uma sala de produtos segregados para descarte, além de uma escada que conduz à cozinha artesanal (Figura 60) e depósito de ingredientes utilizado na mesma (Figura 61).

71


Figura 60: Quitanda - Cozinha Artesanal

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 61: Quitanda - Depรณsito - Cozinha Artesanal

72 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Cabe destacar que a cozinha artesanal, além deste acesso, possui outro pelo interior do setor de serviços, realizado através de um corredor com escada que deriva do bloco central mencionado anteriormente. Por fim, seguindo por este corredor, se chega aos vestiários com sanitários masculino e feminino (Figura 62), e aos fundos destes está um pequeno espaço administrativo, onde se localiza a tesouraria, cujo acesso não foi concedido no dia da visita.

Figura 62: Quitanda - Vestiários

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Além da tesouraria, também não foi concedido o acesso ao CDP, localizado no mezanino de convivência.

73


8.2.1

Análise Geral

A loja, de forma geral, tem uma dinâmica de fluxos bem organizada nos setores públicos, com a única exceção do mezanino, onde existe conflito entre os fluxos de clientes e funcionários, principalmente na escada que dá acesso ao mesmo, a impressão que fica é a de que o projeto original concebia o mezanino como um ambiente exclusivo de serviços, e em uma reforma posterior foi transformado em um ambiente de convivência. Praticamente todos os corredores, dentro do setor de abastecimento, estavam cheios de caixas, prejudicando o fluxo dos funcionários. Até mesmo um elevador de serviços foi sacrificado, transformando-se em um depósito de materiais de limpeza, informações que devem se destacar, mas que podem ser releváveis, visto que, no dia da visita, muitos dos ambientes de estocagem e serviços, estavam passando por higienização. Ainda sobre os setores de estoque e serviços, os corredores eram bem estreitos, possuindo até 1,00m de largura no máximo, além da completa ausência de rampas, o que torna o empreendimento munido de acessibilidade para o cliente, mas não para o funcionário. Em alguns ambientes administrativos, e até mesmo em outros destinados à cocção de qualquer alimento, não foi observado a existência de aberturas para ventilação. Também não foi observado sistema de ventilação forçada, apenas ar condicionado para controle térmico. Nos ambientes em que havia aberturas, a iluminação natural não era o suficiente para atender a iluminância necessária, fazendo com que todo empreendimento funcione, praticamente o dia todo, com iluminação forçada.

74


9

LOCAL DE IMPLANTAÇÃO

9.1

LEVANTAMENTO CADASTRAL DO TERRENO

O terreno para a implantação do projeto (Figura 63) está localizado entre quatro vias, sendo elas Avenida Kaoru Hiramatsu, Rodovia Mogi - Bertioga (também conhecida como Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro),

Rua Pedro Luiz Alencastro Gasparetto e Rua José Costa, sendo a Avenida Kaoru Hiramatsu a via principal. O terreno fica no bairro de Braz Cubas, na cidade de Mogi das Cruzes, São Paulo.

Figura 63: Local

Fonte: Google Maps, adaptado pelo autor

75 O terreno possui área de 14.185m² e está inserido, conforme as leis de zoneamento do município (Tabela 01), dentro de uma ZOC-2 (Zona de Ocupação Condicionada), possuindo os Índices Urbanos de Zona de:


- Taxa de Ocupação (TO): 50% (7.092m²) - Coeficiente de Aproveitamento Básico (CAb): 1 (14.185m²) - Coeficiente de Aproveitamento Máximo (CAm): 1,5 (21.277m²) E possui, como critérios de implantação: - Recuo Frontal (Rap): 5 metros - Recuo Lateral (Rdl): 2 metros - Recuo de Fundos (Rdf): 2 metros Além de Taxa de Permeabilidade (TP) de 20% (2.820m²).

Tabela 01: Tabela de índices urbanos

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

76


9.2

DIRETRIZES E PREMISSAS

Para a definição das diretrizes legais de projeto, serão considerados o que dizem as normas ABNT NBR 9050:2015, ABNT NBR 9077:2001, Decreto Nº 12.342 de 27 de Setembro de 1978, Decreto Nº 63.911 de 10 de Dezembro de 2018, Instrução Técnica Nº 11 de 2018 do corpo de bombeiros e Lei Complementar Nº 143 de 15 de Janeiro de 2019, bem como, o material referenciado nas mesmas. Todos os espaços de circulação deverão apresentar largura de 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros); Todos os espaços de circulação deverão apresentar proteção contra queda por nivelamento de piso, borda vertical com 0,15m (quinze centímetros), ou vedação lateral; Todos os corrimãos e barras de apoio deverão estar afastados a uma distância de 0,04m (quarenta milímetros) da superfície das paredes e outros obstáculos, e terão seção circular com diâmetro de 0,04m (quarenta milímetros); Todas as maçanetas deverão ser do tipo alavanca, com 0,10m (dez centímetros) de comprimento, de acabamento sem arestas e recurvado nas extremidades, com distância de 0,04m (quarenta milímetros) da superfície da porta, e serão instaladas a altura de 0,90m (noventa centímetros) do piso acabado; Todos os puxadores verticais deverão apresentar diâmetro de 0,04m (quarenta milímetros), com afastamento, de mesma dimensão, da superfície da porta. Os puxadores terão comprimento de 0,30m (trinta centímetros) e serão instalados a altura de 0,90m (noventa centímetro) do piso acabado; Todos os puxadores horizontais deverão apresentar diâmetro de 0,04m (quarenta milímetros), com afastamento, de mesma dimensão, da superfície da porta. Os puxadores terão comprimento de 0,40m (quarenta centímetros) e serão instalados a altura de 0,90m (noventa centímetro) do piso acabado;

77


Todas as sinalizações visuais de localização deverão ter informações claras e precisas, e serão instaladas a uma altura de 2,10m (dois metros e dez centímetros) do piso acabado; A indicação de acessibilidade deverá ser feita por meio de símbolo internacional de acesso - SIA. A representação deste símbolo é feita através de um pictograma branco cobre fundo azul, podendo ser representado também através de um pictograma branco sobre fundo preto, ou preto sobre fundo branco, e deve estar sempre orientado para o lado direito, conforme Figura 64.

Figura 64: Símbolo Internacional de Acesso

Fonte: ABNT NBR 9050:2015

A aplicação destes símbolos deverá ser feita nas vagas de estacionamento, sanitários, saídas de emergência e espaços reservados para pessoas com deficiência, como caixa preferencial; A indicação de atendimento preferencial deverá ser feita por meio de símbolos conforme Figuras 64 e 65. Na Figura 65 eles são representados respectivamente como: Grávidas, pessoa com criança de colo, pessoa idosa, pessoa obesa e pessoa com mobilidade reduzida;

78


Figura 65: Símbolos de Atendimento Preferencial

Fonte: ABNT NBR 9050:2015

Todos os sanitários deverão ser sinalizados com símbolo representativo de sexo e portador de necessidades especiais. Estes símbolos estão discriminados na Figura 66 e estão organizados, respectivamente, como: Sanitário feminino, sanitário masculino, sanitário feminino acessível e sanitário masculino acessível;

Figura 66: Símbolos de Sanitários

79 Fonte: ABNT NBR 9050:2015


Todos os revestimentos e acabamentos de piso serão feitos com material que ofereça superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com roda e antiderrapante, sob condição seca ou molhada; Todas as rampas de acesso deverão ter inclinação de 8,33% com largura mínima de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) e serão equipadas com corrimãos e barras de apoio; Todas as escadas deverão ter dimensões de piso e espelho constantes, largura mínima de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) e serão equipadas com corrimãos e barras de apoio; Todos os corrimãos, instalados em rampas e escadas, deverão ter implantados as alturas de 0,92m (noventa e dois centímetros) e 0,70m (setenta centímetros) do piso acabado, medidos da face superior até o ponto central do piso do degrau (no caso de escadas) ou do patamar (no caso de rampas); Todos os sanitários acessíveis deverão ter dimensões mínimas de 2,00m x 2,00m, isto é, 4,00m²; As barras de apoio, instaladas nos sanitários e vestiários acessíveis, deverão suportar esforço igual ou superior a 150kg (cento e cinquenta quilos) no sentido de utilização da barra, sem apresentar deformações ou fissuras, e deverão ser fixadas à distancia de 0,40m (quarenta centímetros) entre a superfície da parede até a face interna da barra; As bacias sanitárias dos sanitários acessíveis não deverão ter aberturas frontais e terão assento a altura de 0,45m (quarenta e cinco centímetros) do piso acabado; As barras de apoio juntas as bacias sanitárias deverão ser instaladas, uma, reta, horizontal, com comprimento mínimo de 0,80m (oitenta centímetros), posicionada horizontalmente a altura de 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso acabado, medidos pelo eixo de fixação a uma distância de 0,40m (quarenta centímetros) entre o eixo da bacia e a face da barra e deve estar posicionada a uma distância de 0,50m (cinquenta centímetros) da borda frontal da bacia. Também deverá ser instalada uma barra reta com comprimento mínimo de 0,70m (setenta centímetros), posicionada verticalmente, a 0,10m (dez centímetros) acima da barra horizontal e 0,30m (trinta centímetros) da borda frontal da bacia sanitária;

80


Todos os mictórios deverão ser equipados com válvula instalada a uma altura igual a 1,00m (um metro) do piso acabado; Caixas de pagamento acessíveis e dispositivos de pagamento deverão possuir superfície de manuseio e alcance visual com altura de 0,80m (oitenta centímetros) do piso acabado e terão espaço para a aproximação lateral ou frontal; Todas as saídas de emergência deverão ter largura mínima de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros); Todas as portas das saídas de emergência deverão abrir no sentido do trânsito de saída e manterão uma largura mínima livre de 1,20m (um metro e vinte centímetros); As distâncias máximas a serem percorridas até local seguro deverão ser de 20,00m (vinte metros); Todas as paredes da edificação deverão ser construídas com material que resista ao mínimo por 02:00hs (duas horas) de fogo, salvo exceção as escadas enclausuradas, que terão paredes com material resistente ao mínimo de 04:00hs (quatro horas) de fogo; As antecâmaras que antecedem as escadas enclausuradas deverão ter comprimento igual ou inferior a 1,80m (um metro e oitenta centímetros), pé direito igual ou superior a 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros), portas corta fogo na entrada e serem ventiladas por dutos de entrada e saída de ar; O dimensionamento das áreas de acesso público deverá respeitar cálculo de lotação pela norma e COE atualizado, isto é, utilizando dimensão igual ou superior a 0,4m² por pessoa, para público em pé, 1,00m² por pessoa, para público sentado, e 7,00m² por pessoa para público realizando atividades administrativas ou não específicas. As salas de escritório e serviços deverão ter área igual ou superior a 10,00m²; Os sanitários de acesso público e restrito deverão ter área igual ou superior a 1,50m², e terão dimensão mínima de 1,00m (um metro);

81


As antecâmaras deverão ter área igual ou superior a 0,90m², e terão dimensão mínima de 0,90m (noventa centímetros); Os mictórios terão espaçamento de 0,60m (sessenta centímetros) medidos de eixo a eixo; Os vestiários deverão ter área igual ou superior a 6,00m²; O pé direito da edificação será igual ou superior a 3,00m (três metros); As cozinhas deverão ter área igual ou superior a 10,00m², e terão dimensão mínima de 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros); Os ambientes de manipulação e preparo, deverão ter área igual ou superior a 20,00m², e terão dimensão mínima de 4,00m (quatro metros); As seções de venda deverão ter área igual ou superior a 10,00m², e terão dimensão mínima de 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros); O açougue e peixaria deverão ter área igual ou superior a 20,00m², e terão dimensão mínima de 4,00m (quatro metros); Os entrepostos de carne, aves abatidas e pesca, deverão ter área igual ou superior a 40,00m², e terão dimensão mínima de 4,00m (quatro metros).

82


10

CONCEITO E PARTIDO ARQUITETÔNICO

10.1

CONCEITO ARQUITETÔNICO

O projeto buscará utilizar um misto de conceitos em sua volumetria, atentando-se ao minimalismo e contemporâneo. A escolha destes estilos se deu após observação e comparação dos empreendimentos supermercadistas tradicionais e seu trabalho plástico escasso, sem qualquer identidade. O local de implantação do projeto também ajudou na elaboração deste conceito, visto que, está localizado num bairro quase exclusivamente residencial, com espaços pouco convidativos, esteticamente falando, e que, também, pela própria tipologia de empreendimento, necessita ser convidativo para atração de clientes locais e/ou de outras partes do município. O projeto também enfatizará bastante a ideia de convivência, visto que tanto no local como em seu entorno, não existem espaços urbanos públicos. Somados a estes, haverá também o conceito de permeabilidade espacial, a ideia da harmonia entre os fluxos e os acessos, do funcionamento ordenado dos eixos que conduzem aos setores e suas atividades inerentes.

10.2

PARTIDO ARQUITETÔNICO

Para a execução das ideias plásticas, o projeto buscará adotar o uso de molduras e projeções protuberantes, feitas em painéis metálicos, que contornam as superfícies das elevações da construção, compondo diferentes soluções formais, de forma a dar uma identidade, não apenas ao projeto, mas também ao local em que ele foi inserido. Será adotado o uso de tons de cinza mais escuro para as composições em painéis metálicos, e tons de cinza mais claro para contrapor, harmonicamente ao escuro. A cobertura ficará cercada pelas platibandas da obra e será equipada com placas fotovoltaicas que fornecerão parte do consumo de energia.

83


A ideia de convivência será conquistada por meio da adoção de espaços de convivência externos, com vegetação abundante, e mobiliário próprio. A permeabilidade espacial será realizada por meio do mesmo espaço de convivência, onde serão localizados os acessos para todos os setores públicos do empreendimento. A obra contará com estacionamento subterrâneo, contendo eixos verticais de circulação, formados por escadas, rampas de acesso e esteiras rolantes, que darão acesso tanto ao interior da loja quanto às áreas de convivência. Internamente, o empreendimento terá um eixo de circulação com vários pontos de locação para pequenos comércios, deste eixo derivará um segundo, onde estará o acesso ao supermercado de fato, com todos os corredores organizados por categoria de produtos e aos fundos, açougue, peixaria, venda de frios, rotisseria, padaria, confeitaria e hortifruti. O setor administrativo terá seu acesso localizado próximo à entrada principal do supermercado, onde haverá um conjunto de escada e elevadores, conduzindo o funcionário a um mezanino com aberturas de monitoramento para toda a loja. O setor de abastecimento ficará aos fundos do empreendimento, será acessado por corredores restritos, dentro da loja, e portas externas, também com acesso restrito. Os veículos de abastecimento terão acesso próprio às docas de abastecimento, acontecendo ao sul do empreendimento. Todos os espaços de circulação serão devidamente planejados e equipados com elementos de acessibilidade, como rampas, piso tátil, corrimãos e sinalização visual.

84


11

PROGRAMA DE NECESSIDADES

SETOR DE VENDAS AMBIENTE

AGENCIAMENTO

RESTAURANTE

Venda de refeições diversas.

LOJA

Espaço destinado à locação para venda de produtos diversos.

LOJA PRINCIPAL

Exposição e venda de produtos variados do supermercado.

AÇOUGUE

Exposição e venda de carnes

PEIXARIA

Exposição e venda de peixes e frutos do mar

PADARIA

Exposição e venda de pães e massas

CONFEITARIA

Exposição e venda de bolos e confeitados diversos.

POPUL.

MOBILIÁRIO

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

280m²

Iluminação natural/forçada. Ventilação natural/forçada.

70m²

50

- Mesa - Cadeira - Fogão - Geladeira - Freezer

10

- Balcão - Checkout - Caixa registradora - Prateleira

400

- Gondola - Prateleira - Expositor Cong.

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

3110m²

15

- Balcão expositor - Bancada - Balança - Triturador

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

33m²

30

- Balcão expositor - Bancada - Balança

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

11m²

40

- Balcão expositor - Bancada - Balança

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

20m²

20

- Balcão expositor - Bancada - Balança

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

15m²

85


AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

ROTISSERIA

Exposição e venda de alimentos a base de massas.

FRIOS

Exposição e venda de queijos, salsichas, salames, presuntos e demais frios.

HORTIFRUTI

Exposição e venda de hortaliças, frutas e legumes.

50

CAIXA

Pagamento dos produtos vendidos.

125

30

30

MOBILIÁRIO - Balcão expositor - Bancada - Balança - Balcão expositor - Bancada - Balança - Fatiador - Gondola - Prateleira - Balcão expositor - Checkout - Caixa Registradora

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

22m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

47m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

290m²

300m²

SUBTOTAL

4198m²

SETOR DE ABASTECIMENTO AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

MOBILIÁRIO

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

25

- Prateleira - Pallet - Empilhadeira - Carrinho de Carga

Iluminação natural/forçada. Ventilação natural/forçada.

844m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

41m²

DEPÓSITO

Estocagem de produtos variados não perecíveis.

PREPARO AÇOUGUE

Preparar carnes para venda no açougue.

10

- Pia - Bancada - Triturador - Balança

C.F. AÇOUGUE

Estocagem de carnes brancas e vermelhas congeladas.

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

60m²

PREPARO PEIXARIA

Preparar peixes e frutos do mar para venda na peixaria.

05

- Pia - Bancada - Balança

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

32m²

86


COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

10m²

15

- Pia - Bancada - Forno - Fogão - Armário

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

60m²

05

- Pia - Bancada

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

10m²

02

- Armário

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

11m²

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

10m²

15

- Pia - Bancada - Forno - Fogão - Armário

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

60m²

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

11m²

05

- Pia - Bancada

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

18m²

15

- Pia - Bancada - Forno - Fogão - Armário

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

40m²

AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

CF. PEIXARIA

Estocagem de peixes e frutos do mar congelados.

05

PREPARO PADARIA

LAVAGEM PADARIA DEPÓSITO FARINHA C.F. PADARIA

PREPARO ROTISSERIA

C.F. ROTISSERIA

LAVAGEM ROTISSERIA

PREPARO CONFEITARIA

Preparar panificados para venda na padaria. Higienização de ingredientes e utensílios utilizados na confecção de pães. Estocagem de farinhas para a confecção dos pães. Estocagem de ingredientes congelados utilizados na padaria. Preparar refeições a base de massas e salgados para venda na rotisseria. Estocagem de ingredientes congelados utilizados na rotisseria. Higienização de ingredientes e utensílios utilizados na confecção das massas e salgados. Preparar bolos, pudins, tortas e demais confeitados para venda na confeitaria.

MOBILIÁRIO

87


COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

10m²

- Pia - Bancada

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

10m²

10

- Pia - Bancada - Fatiador - Balança

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

44m²

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

24m²

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

18m²

15

- Pallet - Carrinho de Carga

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

51m²

05

- Geladeira - Freezer

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

10m²

15

- Empilhadeira - Carrinho de Carga

Iluminação natural. Ventilação natural.

84m²

SUBTOTAL

1458m²

AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

C.F. CONFEITARIA

Estocagem de ingredientes congelados utilizados na confeitaria.

05

- Geladeira - Freezer

LAVAGEM CONFEITARIA

Higienização de ingredientes e utensílios utilizados na confecção dos confeitados.

05

PREPARO FRIOS

Preparar queijos, presuntos, mortadelas, salames, salsichas, e demais frios para a venda no balcão de frios.

C.F. CONGELADOS FRIOS

Estocagem de frios congelados.

C.F. RESFRIADOS FRIOS ESTOQUE HORTIFRUTI

C.F. HORTIFRUTI

DOCAS ABASTECIMENTO

Estocagem de frios resfriados que antecedem sua exposição para venda. Estocagem de frutas, verduras e legumes para venda no setor de Hortifruti. Estocagem de frutas, verduras e legumes congelados. Receber caminhões de abastecimento dos estoques do supermercado.

MOBILIÁRIO

88


SETOR ADMINISTRATIVO AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

RECEPÇÃO

Receber funcionários e público externo.

03

SALA DE RH

Treinamento e contratação de novos funcionários.

03

SALA DE DIRETORIA

Execução dos serviços de diretoria e gerência.

03

TESOURARIA

Execução dos serviços de contabilidade.

SALA DE CPD (Data Center)

Abrigar sistemas de armazenamento de dados.

SALA DE REUNIÕES

Realização de reuniões entre os membros da diretoria e convidados.

06

LAVABO MASC.

Higiene pessoal, necessidades fisiológicas.

02

LAVABO FEM.

Higiene pessoal, necessidades fisiológicas.

02

02

02

MOBILIÁRIO - Mesa - Cadeira - Computador - Mesa - Cadeira - Arquivo - Mesa - Cadeira - Arquivo - Mesa - Cadeira - Computador - Arquivo - Cofre - Servidor - Mesa - Cadeira - Computador - Mesa - Cadeira - Arquivo - Lavatório - Vaso Sanitário - Lixeira - Lavatório - Vaso Sanitário - Lixeira

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

16m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

13m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

22m²

36m²

11m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

2,5m²

SUBTOTAL

120m²

17m²

2,5m²

89


SETOR DE SERVIÇOS AMBIENTE

AGENCIAMENTO

ATEND. CLIENTE

Atendimento e suporte aos clientes no interior da loja principal.

REFEITÓRIO

Refeições dos funcionários do supermercado.

VESTIÁRIO MASC.

Higienização e troca de vestimenta dos funcionários.

VESTIÁRIO FEM.

Higienização e troca de vestimenta dos funcionários.

30

D.M.L.

Abrigo de materiais de limpeza em geral.

03

ABRIGO

Reservatórios de água

01

- Não se aplica -

CASA DE MÁQUINAS SALA DE GERADOR

Abrigo de pressurizadores de água Abrigo de geradores de energia Abrigo de equipamento condensador de refrigeração.

01

- Não se aplica -

01

- Não se aplica -

01

- Não se aplica -

SALA DE CONDENSADOR

POPUL.

03

40

15

MOBILIÁRIO - Balcão - Banco - Computador - Microfone - Pia - Fogão - Micro-ondas - Mesa - Cadeira - Armário Roupeiro - Banco - Chuveiro - Lavatório - Vaso Sanitário - Armário Roupeiro - Banco - Chuveiro - Lavatório - Vaso Sanitário - Armário - Pia

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

10m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

50m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

30m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

60m²

Iluminação forçada. Ventilação forçada. Iluminação forçada. Ventilação forçada. Iluminação forçada. Ventilação forçada. Iluminação forçada. Ventilação forçada. Iluminação forçada. Ventilação forçada.

05m² 100m² 27m² 23m²

58m²

90


AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

MOBILIÁRIO

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

CASA DE MÁQUINAS DE REFRIGERAÇÃO

Abrigo de demais maquinário responsável pela refrigeração.

01

- Não se aplica -

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

63m²

DESPEJO

Descarte de lixo do supermercado

03

- Não se aplica -

Iluminação forçada. Ventilação forçada.

27m²

SUBTOTAL

453m²

COND. AMBIENTAIS

ÁREA MIN. m²

SETOR DE ÁREAS COMUNS AMBIENTE

AGENCIAMENTO

POPUL.

MOBILIÁRIO

ESTACIONAMENTO

Abrigar veículos motorizados de clientes e funcionários.

170 vagas

- Não se aplica -

DEP. DE CARRINHOS

Abrigar carrinhos para uso dos clientes dentro da loja.

05

SANITÁRIO MASC.

Higiene pessoal, necessidades fisiológicas.

SANITÁRIO FEM.

Higiene pessoal, necessidades fisiológicas.

SANITÁRIO P.N.E.

Higiene pessoal, necessidades fisiológicas.

05

05

01

- Carrinho de Compras - Lavatório - Vaso Sanitário - Mictório - Lixeira - Lavatório - Vaso Sanitário - Lixeira - Lavatório - Vaso Sanitário - Barra de Apoio - Lixeira

Iluminação natural/forçada. Ventilação natural. Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

4000m²

25m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

54m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

50m²

Iluminação forçada. Ventilação natural/forçada.

03m²

SUBTOTAL

4129m²

TOTAL

10358m²

91


12

FLUXOGRAMA

92


13 SETORIZAÇÃO

- O estacionamento será locado abaixo dos setores de venda e abastecimento; - Os setores, administrativo e de serviços, deverão ser locados em mezanino acima do setor de vendas; - O setor de vendas contempla todo o galpão principal e balcões de açougue, padaria, peixaria, frios etc., bem como lojas menores, adjacentes ao setor de áreas comuns; - O setor de abastecimento contempla toda a área de depósito, docas e áreas de preparo, adjacentes aos seus

respectivos balcões de venda; - Farão parte do setor de áreas comuns, espaços abertos com vegetação, mobiliário próprio, lâminas d’água e conjuntos comerciais adjacentes ao setor de vendas.

93


14

O PROJETO

14.1

TOPOGRAFIA E IMPLANTAÇÃO

Como pode ser observado na Planta Topográfica (Apêndice A) e Implantação (Apêndice B), o terreno tem um perfil semi-plano por quase toda a sua superfície, com os trechos mais acidentados presentes no

alinhamento da Av. Kaoru Hiramatsu. O nível térreo, do projeto, foi implantado considerando o nível 756.20, locando o subsolo no nível 753, mesmo nível da Av. Kaoru Hiramatsu naquele trecho. Desta forma, foi possível locar o acesso de caminhões na Rua Pedro Luiz Alencastro Gasparetto, ao término do nível 756, locando as docas de abastecimento no nível 755. Ademais, os acessos públicos das duas vias estão foram colocados nos níveis 753 para a Av. Kaoru Hiramatsu e 757.80 para a Rua Pedro Luiz Alencastro Gasparetto.

14.2

ACESSIBILIDADE

O projeto buscou atingir níveis satisfatórios de acessibilidade em termos de espaço e circulação horizontal e vertical. Nas soluções aplicadas, estão os corredores internos do espaço boulevard, com 06 (seis) metros de largura (Figura 67), os espaços de circulação dos sanitários possuem, todos, no mínimo 1,50m (um metro e cinquenta centímetros), já contando com o layout. Todos os corredores comerciais do supermercado possuem de 2,00m (dois metros) a 3,20m (três metros e vinte centímetros) de largura, e os corredores operacionais que fazem a conexão do estoque com o empreendimento possuem de 2,00m a 2,40m (dois metros e quarenta centímetros) de largura (Figura 68).

94


Figura 67: Corredor - Boulevard

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 68: Corredor - Operacional

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

No mezanino, o corredor de acesso possui 1,50m de largura (Figura 69) e todas as vias do estacionamento possuem mais de 6,00m (seis metros) de largura para que seja possível o trânsito em sentido duplo (Figura 70). A transição entre o estacionamento e o piso térreo é feita por um conjunto duplo de esteiras rolantes da Atlas Schindler nas laterais de empreendimento e o mezanino será acessado por meio de elevador e

95


conjuntos de escadas. O projeto também contempla praça com amplos espaços de circulação e acesso de pedestres acontecendo por meio de uma rampa com 3,00m (três metros) de largura, que contorna o perímetro do terreno. Além desta, a praça também contempla um conjunto de escadas no acesso oposto ao das rampas. Todas essas soluções podem ser observadas em mais detalhes nos Apêndices B, C, D e E. Figura 69: Corredor - Mezanino

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 70: Vias do Estacionamento

96 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


14.3

ACESSOS

Um dos maiores desafios, na elaboração de um projeto de supermercado, é o planejamento dos acessos, que precisam abranger os pedestres, veículos e caminhões de abastecimento. Como o terreno tem um perfil muito acidentado em uma de suas laterais, as vias existentes, em ambos os lados, possuem mais de 4,00m de desnível, tornando este planejamento ainda mais complicado. Nos estudos realizados, o que melhor apresentou eficácia foi à utilização de um acesso de entrada e saída de veículos, aliado a uma pista de desaceleração, pela via de nível inferior (Figura 71), ao ponto que a via de nível superior, serviu como entrada e saída dos caminhões de abastecimento (Figura 72), a ideia aqui foi a de utilizar o próprio terreno a favor dos acessos, e essa solução eliminou a necessidade de se utilizar rampas de veículos.

Figura 71: Acesso - Automóvel

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

97


Figura 72: Acesso - Caminhões

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Destaca-se, também, o acesso de pedestres à praça frontal, com ponto de ônibus e parada de táxi e/ou veículos de transporte por aplicativo como Uber ou 99 (Figura 73).

Figura 73: Acesso - Pedestres

98 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


14.4

LAYOUT E ESTRUTURAL

O que norteou a locação dos eixos estruturais do projeto foi o subsolo com estacionamento, por ser um ambiente que necessita de muito espaço para o constante fluxo de veículos e também por ser o pavimento que recebe a maior carga do edifício. Os pilares foram locados a cada duas vagas, com espaçamentos maiores nas vias de circulação de veículos (Figura 74).

Figura 74: Estrutural - Subsolo

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Esse dimensionamento foi transferido para o pavimento térreo e todo o layout da loja foi organizado considerando os pilares para a melhor situação de circulação possível. Em alguns corredores foi necessário aumentar sua largura para que a estrutura não prejudicasse a circulação dos clientes. Nestes casos, os espaços úteis, medidos a partir da face do pilar até a face do mobiliário, totalizam 1,45m (um metro e quarenta e cinco centímetros) de largura. Dentro da parte operacional e de estoque, os pilares foram locados apenas dentro das

99


paredes, de maneira que não atrapalhasse a circulação constante de funcionários que transitam da área de estoque à loja (Figura 75).

Figura 75: Estrutural - Operacional

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Os materiais escolhidos para este pré-lançamento estrutural foram o concreto armado para os pilares, e vigas metálicas para reforço, balanços e sustentação da cobertura metálica. Mais informações acerca da estrutura do edifício podem ser conferidas nos Apêndices J e K, e o layout completo nos Apêndices G, H e I.

100


14.5

MATERIAIS E ACABAMENTO

Como pode ser observado nas Elevações (Apêndice M), o projeto contempla um edifício em que, externamente, é todo revestido em concreto com pintura acrílica cinza. Além disso, foram inseridos vários painéis metálicos, revestindo o edifício com diversas composições formais, utilizando pintura esmaltada cinza escuro. Internamente, demonstrado nos Cortes (Apêndice L), o projeto utiliza piso cerâmico dentro de toda a sua área, com piso drenante nas áreas externas da praça, ele também contará com forro de gesso acartonado dentro das lojas, ambientes do mezanino e alguns ambientes do setor operacional. O corredor de circulação e loja tem as paredes revestidas em concreto com pintura acrílica branca. Todas as vias de circulação de veículos foram projetadas utilizando o cimento escovado.

14.6

SUSTENTABILIDADE

Tradicionalmente, os supermercados utilizam sistemas de iluminação forçada, a fim de obter os níveis de iluminância desejados nos interiores do estabelecimento. Essa iluminação é utilizada tanto nos períodos noturnos quanto diurnos e, embora seja funcional, ela tem um gasto de energia muito grande. Para a execução deste sistema, foi utilizada uma modalidade de abertura zenital chamada de Domos. Tratam-se de aberturas nas coberturas, onde são fixadas cúpulas fabricadas com algum material translúcido, como vidro, plástico ou acrílico. A escolha desta modalidade não foi por acaso, é uma modalidade muito mais simples de se manusear a temperatura gerada pela incidência de calor. Os Domos escolhidos pertencem ao sistema Linealight do Grupo MB, fabricados em policarbonato prismático. Estes são Domos lineares que percorrem a cobertura como uma grande fita, iluminando não apenas o espaço imediato abaixo da mesma, mas uma área muito maior do ambiente.

101


O policarbonato prismático aproveita cerca de 80% da luz solar, além de bloquear 90% dos raios UV, diminuindo drasticamente o impacto térmico no ambiente. O calor restante é naturalmente conduzido a um lanternim (o ar aquecido possui densidade menor) e descartado do ambiente. O grupo MB garante que o investimento no seu sistema pague a si mesmo em até 02 (dois) anos e meio com a economia de energia empregada em iluminação, que pode chegar até 40% se comparado com os sistemas de iluminação artificial. Aberturas utilizadas para a expulsão do ar aquecido.

14.6.1

Painéis Solares

Somados aos Domos, para gerar ainda mais economia de energia, foi proposto o uso de painéis solares para fornecimento de energia aos demais equipamentos e iluminação noturna do empreendimento, como pode ser conferido no Apêndice F. O sistema de painéis solares se tornou uma tendência no final do século XX e início do século XXI, e tem sido cada vez mais utilizados tanto em obras residenciais como empreendimento comerciais. Atualmente, a maioria dos painéis solares é fabricada utilizando o silício, que é extraído do solo, purificado, convertido em um lingote e depois repartido em “fatias” que são quimicamente tratadas e se tornam condutoras de elétrons, chamadas de células fotovoltaicas. Estas células são, então, cobertas por películas EVA, vidro temperado, fundo protetor em TPT, e todo o conjunto é emoldurado em alumínio, com uma pequena caixa de junção, de onde saem os condutores do painel solar. Os detalhes para um correto dimensionamento do sistema são demasiadamente complexos, normalmente oferecidos pelos vendedores deste tipo de instalação, mas resumidamente o funcionamento do sistema é da seguinte forma: Os painéis solares captam a luz do sol e a transformam em uma corrente elétrica que

102


que é conduzida a um inversor solar e conectada ao quadro de energia para ser distribuído às instalações elétricas do empreendimento. Essa energia pode ser utilizada em qualquer um dos equipamentos e caso a produção de energia seja superior ao consumo, o excesso de eletricidade vai para a rede elétrica e é compensado para ser utilizado durante o período noturno ou nos dias de maior consumo.

14.6.2

Sistema de Reuso de Água Pluvial

Além dos sistemas supracitados, foi projetado, também, um sistema de reuso de água da chuva. Este sistema também tem sido bastante utilizado a partir do século XXI, e a síntese dele consiste no armazenamento de água pluvial para uso nas atividades de limpeza das áreas externas ou internas de uma edificação, a fim de se economizar recursos hídricos. Este sistema deriva das redes de captação e descarte de águas pluviais, com o diferencial de descartar o mínimo possível deste recurso, captando-o e armazenando-o em um reservatório inferior, conhecido como cisterna. Esta cisterna possui mais dois elementos conectados a ela, um deles é o filtro pluvial, que serve para descartar o conteúdo indesejado como folhas, terra e materiais sólidos em geral, acompanhados da água da chuva. Estes filtros podem ser comprados prontos ou fabricados no próprio local, em alvenaria, com dimensões proporcionais a quantidade de metros cúbicos que se deseja captar, onde a água e o material indesejado chegarão por um tubo PVC branco, em uma determinada cota de seção do tubo. Essa água infiltrará no fundo do filtro, onde haverá brita para fazer a separação do material hídrico e o material sólido, e a água sairá pelo outro lado do filtro sendo conduzida, então, à cisterna através de um outro tubo PVC. O outro elemento junto à cisterna é a caixa com pressurização, que deve ter potência dimensionada também em proporção com a quantidade de água que se deseja captar, a água é retirada da cisterna por um tubo PVC inferior, conduzida à bomba/pressurizador, de onde ela será lançada a um reservatório superior para então ser destinada aos pontos hidráulicos que se deseja.

103


O método mais utilizado para o dimensionamento de uma cisterna é o método de Rippl, que considera a quantidade de milímetros de água nas chuvas de todos os meses do ano, a demanda mensal de metros cúbicos de água para aquele empreendimento, e a área de captação, a fim de se obter o volume ideal para o reaproveitamento destes recursos hídricos. As cisternas também podem ser compradas prontas, onde comumente são fabricadas em polietileno, ou podem ser fabricadas no próprio local em alvenaria, nelas também deve ser previsto um extravasor, no caso de o volume de água da chuva ser muito maior do que o esperado, para lançar o excesso de água na rede de descarte. Estipula-se que a adoção de um sistema de reuso, pode gerar uma economia de até 50% nas despesas com água.

104


14.7

VOLUMETRIA

O projeto buscou respeitar ao máximo o conceito original, utilizando diferentes composições formais, em painéis metálicos, revestindo as elevações da edificação. A forma do edifício é bastante ortogonal, em decorrência dos índices urbanos, que encaixaram o projeto como uma luva dentro do lote, mas não apenas isso, ela também foi o resultado de análise das visitas técnicas e estudos de caso, bem como das próprias necessidades que apresentam este tipo de empreendimento em função, principalmente, da harmonização entre a circulação do usuário e a distribuição das peças de mobiliário necessários ao funcionamento deste tipo de empreendimento. A composição buscou ser oportuna a estas necessidades mantendo uma composição estética agradável graças aos elementos visuais contíguos à edificação, bem como, a vegetação e ampla praça de convivência que dá acesso ao empreendimento, como podem ser observados nas Figuras 76, 77 e 78.

Figura 76: Volumetria - Vista 01

105 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


Figura 77: Volumetria - Vista 02

Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).

Figura 78: Volumetria - Vista 03

106 Fonte: Acervo pessoal do autor (2019).


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107


ARHIS

ARHITEKTI.

Arhis

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111


UFBP - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. Comitê de Inclusão e Acessibilidade - CIA. ABNT NBR 9050 Acessibilidade

a

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mobiliário,

espaços

e

equipamentos

urbanos.

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<https://www.ufpb.br/cia/contents/manuais/abnt-nbr9050-edicao-2015.pdf>. Acesso em 18 de março de 2019.

112


APÊNDICES

APÊNDICE A - Planta Topográfica APÊNDICE B - Implantação APÊNDICE C - Planta Técnica - Pav. Térreo APÊNDICE D - Planta Técnica - Pav. Inferior APÊNDICE E - Planta Técnica - Mezaninos APÊNDICE F - Planta Técnica - Cobertura APÊNDICE G - Planta Layout - Pav. Térreo

APÊNDICE H - Planta Layout - Pav. Inferior APÊNDICE I - Planta Layout - Mezaninos APÊNDICE J - Planta Estrutural - Pav. Térreo APÊNDICE K - Planta Estrutural - Pav. Inferior APÊNDICE L - Cortes APÊNDICE M - Elevações

113


751

R. VITAL BENTO

R. PAULA SALLES DE ABREU

N

752

MATSU

A AV. KAORU HIR

753

753 754 755 756

753

757

R. JOSÉ DA COSTA

R. PEDRO L

UIZ ALENCA S

TRO GASPA RE

TTO

8

75

75 9

PLANTA - TOPOGRAFIA esc. 1:750

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice A Planta Topográfica

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:750


N

B ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

PASSEIO

ULOS SAÍDA DE VEÍC

PASSEIO

AMATSU

AV. KAORU HIR

PONTO DE ÔNIBUS EXISTENTE

ULOS

S D

S

6

PASSEIO

ÍC ENTRADA DE VE

ÁREA PERMEÁVEL 104m²

ÁREA PERMEÁVEL 119m²

PROJEÇÃO DO EDIFÍCIO

DS

02 03

EDIFICAÇÃO PRINCIPAL

50.96

ESTOQUE

05

ACESSO PEDESTRES

04

28.48

DOCAS DE ABASTECIMENTO

06

ELEVAÇÃO FRONTAL

PRAÇA COM ACESSO DE PEDESTRES

D

07 ÁREA PERMEÁVEL 39m²

08

22.64

155.88

38.45

11.24

ÁREA PERMEÁVEL 235m²

5.88

PASSEIO

ÁREA PERMEÁVEL 973m² ENTRADA E SA

ÍDA DE CAM INHÕES DE ABASTECI MENTO

PLANTA - IMPLANTAÇÃO esc. 1:500

R. PEDRO L UIZ ALENCA

6.27

ELEVAÇÃO POSTERIOR

R. JOSÉ DA COSTA

01

ÁREA PERMEÁVEL 176m²

11.24

ÁREA PERMEÁVEL 357m²

A

DS

6

PASSEIO

5.88

PROJEÇÃO DO EDIFÍCIO ÁREA PERMEÁVEL 221m²

A

PARADA DE TRANSPORTE POR APLICATIVO

STRO GASP ARETTO

PASSEIO

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

B

N

LOCALIZAÇÃO

AV. KAORU H.

R. PEDRO LUI

Z A. G.

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice B Implantação

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:500


N B ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

1.70

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE

5.64

S

ATENDIMENTO

11.78 4.65

4.65

3.35

4.24

CONG. FRANGO

C.F. CARNE

C.F. CARNE

17.31 RESTAURANTE 80 PESSOAS

S

4.11

A

3.35

S

4.11

2.41

C.F. HORTIFRUTI

5.96

HORTIFRUTI

4.40

A

1.70

1.75

ACESSO PEDESTRES

S

DML

2.90

4.64

A.P. AÇOUGUE

7.34

1.50

AT. AÇOUGUE COZINHA

CONG. CARNE

C.F. PEIXES

ABASTECIMENTO E HIGIENIZAÇÃO

LOJA 01

2.40

8.65

2.40

5

AT. PEIXARIA

2

2

D

A.P. PEIXARIA

5.54

9

3.16

4.65

4.40

2

3.74

2

1.50

28.26

BRINQUEDOTECA DEP. CARRINHOS

5.90

8.20

4.88

A.C. PADARIA

CONFEITARIA

4.15

4.38

4.26

4.26

80.68

2

8.50 SANITÁRIO FEM.

3

6.57

6

3.90

5.64

RESFRIADOS

5.81

CONG. FRIOS 01

2

AT. FRIOS CONG. FRIOS 02

S

4.03

1.70

3

PROJEÇÃO - MEZANINO

5.10

C.F. FRIOS

2.80

6.40 2.88

LOJA 03

4.69

DEP. FARINHA

2.37

2.37

1.50 3

LOJA 02

FRALDÁRIO

A.P. FRIOS

C.F. TROCA

6

AT. PADARIA

1.50

2

2

8.50 9.30

A.P. PADARIA

6

7.56

LAV. PADARIA

2

CAIXAS ELETRÔNICOS

SANITÁRIO MASC.

10.91

2.74

DML

ACESSO PEDESTRES

5.45

2.40

2.10

C.F. ROTISSERIA

CIRCULAÇÃO

12.16

1.50

LOJA PRINCIPAL

DEPÓSITO

2.40

28

DOCAS DE ABASTECIMENTO

AT. ROTISSERIA

ELEVAÇÃO FRONTAL

D

LOJA 04

D 1.70

ELEVAÇÃO POSTERIOR

A.P. ROTISSERIA

ACESSO LOJA

LAV. ROTISSERIA

7.54

3.46

5.45

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

B

PLANTA - PAV. TÉRREO esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as paredes possuem 24cm de espessura, com exceção das paredes internas das lojas, estas possuem 15cm de espessura.

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice C Planta Técnica

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N B AMATSU AV. KAORU HIR

ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE ACESSO PEDESTRES

PASSEIO

01

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

02

2.50

03

2.50

04

2.50

05

2.50

06

2.50

07

2.50

08

2.50

09

2.50

10

2.50

11

12

2.50

13

2.50

2.50

14

2.50

15

2.50

16

2.50

17

2.50

18

2.50

S

19

2.50

20

3.10

21

2.40

23

22

2.40

2.40

25

24

2.45

2.50

26

2.50

28

27

2.50

2.50

29

2.50

30

2.50

31

2.50

2.45

A

5

A

2.50

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

S

CABINE SECUNDÁRIA

GERADOR

DESPEJO

ARRIMO DE CONTENÇÃO

6 32

6.25

2.50

S

2.50

60

34

2.50

61

35

2.50

62

36

2.50

63

37

2.50

64

38

2.50

65

39

2.50

66

40

41

2.50

67

42

2.50

68

2.50

69

43

2.50

70

44

2.50

71

45

2.50

72

46

2.50

73

47

2.50

74

48

49

2.50

6.25

50

2.50

75

2.50

76

77

51

52

2.50

78

53

2.50

54

2.50

79

55

2.50

80

56

2.50

81

57

2.50

82

58

2.50

83

2.50

84

6.25

6.25

85

2

59

33

5

5

ENTRADA DE VEÍCULOS

2.40 PAINEL DISTRIB. GERADOR

4.64

7.30

5

6.88

4

SAÌDA DE VEÍCULOS

ARRIMO DE CONTENÇÃO

17.42 2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

6.25

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

2.50

86

6.25

2.50

87

2.50

88

2.50

89

2.50

90

2.50

91

2.50

92

2.50

93

2.50

94

2.50

95

2.50

96

2.50

97

2.50

98

2.50

99

2.50

100

2.50

101

2.50

102

8.48

FAIXA DE PEDESTRES

103

2.50

6.25

50.48

ESTACIONAMENTO 170 VAGAS

2

104

2.50

2.50

105

2.50

106

107

2.50

108

2.50

109

2.50

110

2.50

111

2.50

112

2.50

2.50

5

9

15.18

ABRIGO RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO

2.50

ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO POSTERIOR

4

ABRIGO RESERVATÓRIO

9

6.76

CASA DE MÁQUINAS

2.50

6.75

6.25

6.25

5

4

6.25

21.66 113

6.25

2.50

114

2.50

115

2.50

116

2.50

117

2.50

118

2.50

119

2.50

120

2.50

121

2.50

122

2.50

123

2.50

124

2.50

125

2.50

126

2.50

127

2.50

128

2.50

129

130

2.50

6.25

131

2.50

2.50

132

2.50

133

134

2.50

135

2.50

136

2.50

137

2.50

138

2.50

139

2.50

2.50

6

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

140

141

2.50

142

2.50

143

2.50

144

2.50

145

2.50

146

2.50

147

2.50

148

2.50

149

2.50

150

2.50

151

2.50

152

2.50

153

2.50

154

2.50

155

2.50

156

2.50

157

2.50

158

2.50

159

3.10

2.40

160

2.40

161

2.40

162

2.45

163

2.50

164

2.50

165

2.50

166

167

2.50

2.50

168

169

2.50

2.50

170

2.45

5

2.50

88.7

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

D D

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

B

PLANTA - PAV. INFERIOR esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as vagas do estacionamento possuem as dimensões de 2,40m X 5,00m;

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice D Planta Técnica

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N

1.90

B

A 3.95 5.04

N

1.50

VEST. MASC.

VEST. FEM.

2

A

4.37

LAV. MASC.

2.01

1.5

5.10 3.87

SALA DE REUNIÕES

2.48

DIRETORIA

3

TESOURARIA

3.59

CONDENSADORA C.P.D.

R.H.

A

D

LAV. FEM.

2.10

CASA DE MÁQUINAS

PLANTA - MEZANINO DE SERVIÇOS esc. 1:250

RECEPÇÃO

D 6.09

ARMÁRIOS

11.78 5.39

4.18

REFEITÓRIO

4.18

5.13

4.30

D

4.14

A

3

1.80

6.04

B PLANTA - MEZANINO ADMINISTRATIVO esc. 1:250 N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde NOTAS: 1 - Todas as paredes possuem 24cm de espessura, com exceção das paredes internas dos lavabos feminino e masculino, estas possuem 15cm de espessura.

TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice E Planta Técnica

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N

B ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

condutor PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

DOMOS LINEALIGHT

PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

DOMOS LINEALIGHT

PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

DOMOS LINEALIGHT

condutor

A

DOMOS LINEALIGHT

DOMOS LINEALIGHT

condutor

condutor

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

A i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

condutor

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO POSTERIOR

i=4%

i=4%

condutor

condutor

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

i=4%

condutor

i=4%

i=4%

condutor

condutor

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

PLANTA - COBERTURA esc. 1:250

B

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice F Planta Técnica

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N B ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE ACESSO PEDESTRES

A

S S

HORTIFRUTI

A

ATENDIMENTO

C.F. HORTIFRUTI

S

RESTAURANTE 80 PESSOAS

S C.F. CARNE

C.F. CARNE ATEND. AO CLIENTE

CONG. FRANGO

AT. AÇOUGUE DML A.P. AÇOUGUE CONG. CARNE

COZINHA

LOJA 01 A.P. PEIXARIA C.F. PEIXES

D

AT. PEIXARIA

ABASTECIMENTO E HIGIENIZAÇÃO

BRINQUEDOTECA

DEP. CARRINHOS

ACESSO LOJA

AT. ROTISSERIA LOJA PRINCIPAL

C.F. ROTISSERIA

DEPÓSITO

CIRCULAÇÃO

SANITÁRIO MASC.

ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO POSTERIOR

A.P. ROTISSERIA

ACESSO PEDESTRES

LAV. ROTISSERIA

CAIXAS ELETRÔNICOS

LAV. PADARIA

A.P. PADARIA AT. PADARIA LOJA 02 FRALDÁRIO DML

DEP. FARINHA

A.C. PADARIA

CONFEITARIA LOJA 03

C.F. TROCA

PROJEÇÃO - MEZANINO

A.P. FRIOS

C.F. FRIOS CONG. FRIOS 02

CONG. FRIOS 01

AT. FRIOS

S

SANITÁRIO FEM.

RESFRIADOS

D

LOJA 04

D 2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

B

PLANTA - PAV. TÉRREO esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as paredes possuem 24cm de espessura, com exceção das paredes internas das lojas, estas possuem 15cm de espessura.

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice G Planta Layout

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N B AMATSU AV. KAORU HIR

ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE ACESSO PEDESTRES

PASSEIO

01

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

S S

20

21

23

22

25

24

26

28

27

29

30

31

A

A

CABINE SECUNDÁRIA DESPEJO

ENTRADA DE VEÍCULOS

ARRIMO DE CONTENÇÃO PAINEL DISTRIB. GERADOR

SAÌDA DE VEÍCULOS

ARRIMO DE CONTENÇÃO

33

34

35

36

37

38

39

40

41

42

43

44

45

46

47

48

49

50

51

52

53

54

55

56

57

58

59

60

61

62

63

64

65

66

67

68

69

70

71

72

73

74

75

76

77

78

79

80

81

82

83

84

85

GERADOR

S

CASA DE MÁQUINAS

32

ABRIGO RESERVATÓRIO

ABRIGO RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO

ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO POSTERIOR

ESTACIONAMENTO 170 VAGAS

FAIXA DE PEDESTRES

86

87

88

89

90

91

92

93

94

95

96

97

98

99

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

142

143

144

145

146

147

148

149

150

151

152

153

154

155

156

157

158

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

140

141

159

160

161

162

163

164

165

166

167

168

169

170

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

D D

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

2X ESTEIRA ROLANTE SCHINDLER - 9500AE

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA

B

PLANTA - PAV. INFERIOR esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as vagas do estacionamento possuem as dimensões de 2,40m X 5,00m;

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice H Planta Layout

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N B

A

A

N

D

REFEITÓRIO

VEST. MASC. VEST. FEM.

A

LAV. MASC. ARMÁRIOS

A

CASA DE MÁQUINAS

D

LAV. FEM.

CONDENSADORA C.P.D.

PLANTA - MEZANINO DE SERVIÇOS esc. 1:250

SALA DE REUNIÕES

DIRETORIA

TESOURARIA

R.H.

RECEPÇÃO

D

B PLANTA - MEZANINO ADMINISTRATIVO esc. 1:250 N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde NOTAS: 1 - Todas as paredes possuem 24cm de espessura, com exceção das paredes internas dos lavabos feminino e masculino, estas possuem 15cm de espessura.

TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice I Planta Layout

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N B

01

02

03

14.25

04

14.25

05

18.61

16.47

06

9

07

5

08

5

09

5

10

5

11

5

13

12

5

5

15

14

5

8.70

16

3.85

18

17

6.15

19

5

20

5

21

5

6.37

A

A

S 5.88

S

B

B

A

HORTIFRUTI

ATENDIMENTO

C.F. HORTIFRUTI

S CONG. FRANGO

C.F. CARNE

C.F. CARNE ATEND. AO CLIENTE

11.24

S

AT. AÇOUGUE DML A.P. AÇOUGUE C

A

RESTAURANTE

C

4.88

CONG. CARNE

COZINHA

LOJA 01 A.P. PEIXARIA

AT. PEIXARIA

ABASTECIMENTO E HIGIENIZAÇÃO

C.F. PEIXES

D

D

BRINQUEDOTECA

9.24

DEP. CARRINHOS LAV. ROTISSERIA A.P. ROTISSERIA

AT. ROTISSERIA

LOJA PRINCIPAL

CIRCULAÇÃO

E

E

C.F. ROTISSERIA

9.24

DEPÓSITO

CAIXAS ELETRÔNICOS

SANITÁRIO MASC.

LAV. PADARIA A.P. PADARIA

F

F

AT. PADARIA

4.88

LOJA 02

G

G

FRALDÁRIO DML

DEP. FARINHA

A.C. PADARIA

CONFEITARIA LOJA 03

C.F. TROCA

C.F. FRIOS

PROJEÇÃO - MEZANINO

11.24

A.P. FRIOS

AT. FRIOS CONG. FRIOS 02

CONG. FRIOS 01

S SANITÁRIO FEM.

H

H

LOJA 04

5.88

RESFRIADOS

D D

I

I

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

21 19

20

B

PLANTA - PAV. TÉRREO esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as paredes possuem 24cm de espessura, com exceção das paredes internas das lojas, estas possuem 15cm de espessura.

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice J Planta Estrutural

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


N

B 01

02

03

14.25

04

14.25

18.61

05

06

16.47

9

07

5

08

5

09

5

11

10

5

5

12

5

14

13

5

15

5

8.70

17

16

3.85

18

6.15

19

5

20

5

21

5

6.37

AMATSU AV. KAORU HIR A

5.88

ACESSO PEDESTRES

PASSEIO

B

01

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

A

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

S S

20

21

23

22

25

24

26

28

27

29

30

B

31

A

A

ARRIMO DE CONTENÇÃO

4.88

ARRIMO DE CONTENÇÃO

ENTRADA DE VEÍCULOS

11.24

SAÌDA DE VEÍCULOS

C

CABINE SECUNDÁRIA DESPEJO

PAINEL DISTRIB. GERADOR

33

34

35

36

37

38

39

40

41

42

43

44

45

46

47

48

49

50

51

52

53

54

55

56

57

58

59

60

61

62

63

64

65

66

67

68

69

70

71

72

73

74

75

76

77

78

79

80

81

82

83

84

85

C

GERADOR

S

D

9.24

32

D

ABRIGO RESERVATÓRIO

CASA DE MÁQUINAS

FAIXA DE PEDESTRES

ESTACIONAMENTO 170 VAGAS

E

9.24

ABRIGO RESERVATÓRIO DE INCÊNDIO

86

87

88

89

90

91

92

93

94

95

96

97

98

99

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

F

4.88

F

E

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

G

11.24

G

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

151

152

153

154

155

156

157

158

159

160

161

162

163

164

165

166

167

168

169

170

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

H

5.88

H

D D

PROJEÇÃO - PAV. TÉRREO

I

I

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

B

PLANTA - PAV. INFERIOR esc. 1:250

N

LOCALIZAÇÃO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

NOTAS: 1 - Todas as vagas do estacionamento possuem as dimensões de 2,40m X 5,00m;

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice K Planta Estrutural

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:250


REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA telha metálica de aço galvanizado i=4%

TESOURARIA

piso cerâmico

piso cerâmico

DIRETORIA piso cerâmico

gesso acartonado

SALA DE REUNIÕES piso cerâmico

piso cerâmico

VEST. MASC.

MEZANINO

piso cerâmico

gesso acartonado

gesso acartonado

PAVIMENTO TÉRREO

2.70

piso cerâmico

piso cerâmico

piso cerâmico

PAVIMENTO INFERIOR 2.30

2.97

ESTACIONAMENTO 170 VAGAS

2.30 piso cerâmico

gesso acartonado

0.67

piso cerâmico

REFEITÓRIO

piso cerâmico

gesso acartonado

LOJA PRINCIPAL piso cerâmico

VEST. FEM.

gesso acartonado

0.67

piso cerâmico

gesso acartonado

piso cerâmico

2.97

9.37

LAV. LAV. MASC. FEM.

C.P.D.

gesso acartonado

arrimo de contenção

gesso acartonado

1.50

R.H.

gesso acartonado

2.70

gesso acartonado

1.20

RECEPÇÃO

gesso acartonado

2.70

gesso acartonado

COBERTURA

0.50

telha metálica de aço galvanizado i=4%

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA

2.70

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA

cimento escovado

cimento escovado piso cerâmico

CORTE - BB esc. 1:200

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA BRANCA

VIDRO LÂMINADO CINZA TRANSPARENTE ESPESSURA: 10mm

COBERTURA

telha metálica de aço galvanizado i=4%

telha metálica de aço galvanizado i=4%

0.45

0.45

telha metálica de aço galvanizado i=4%

0.45

telha metálica de aço galvanizado i=4%

MEZANINO

PAVIMENTO TÉRREO

LOJA PRINCIPAL

2.10

piso cerâmico

ESTACIONAMENTO 170 VAGAS

PAVIMENTO INFERIOR

2.97

2.97

piso cerâmico

2.97

piso cerâmico

6.52

6.17

gesso acartonado

2.97

2.70 piso cerâmico

2.97

piso cerâmico arrimo de contenção

piso drenante

RESTAURANTE ATENDIMENTO

CIRCULAÇÃO

0.60

piso cerâmico gesso acartonado

6.52

3.47

3.47

gesso acartonado

cimento escovado

CORTE - AA esc. 1:200

COBERTURA telha metálica de aço galvanizado i=4%

MEZANINO

CASA DE MÁQUINAS

C.F. HORTIFRUTI piso cerâmico

PAVIMENTO TÉRREO

HORTIFRUTI piso cerâmico

PAVIMENTO INFERIOR

2.97

2.97

2.97

5

piso cerâmico

10.57

gesso acartonado

2.70

gesso acartonado

0.27

piso cerâmico

6.52

6.52

2.70

gesso acartonado

0.27

telha metálica de aço galvanizado i=4%

cimento escovado

cimento escovado

CORTE - AA esc. 1:200

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice L Cortes

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:200


REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

ELEVAÇÃO LATERAL DIREITA esc. 1:200

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

VIDRO LÂMINADO CINZA TRANSPARENTE ESPESSURA: 10mm

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA esc. 1:200

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

ELEVAÇÃO FRONTAL esc. 1:200

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

ELEVAÇÃO POSTERIOR esc. 1:200

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

VIDRO LÂMINADO CINZA TRANSPARENTE ESPESSURA: 10mm

PORTA DE MADEIRA ENVERNIZADA ESPESSURA: 30mm

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

PAREDE VERDE COM PLANTA TREPADEIRA

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

VIDRO LÂMINADO CINZA TRANSPARENTE ESPESSURA: 10mm

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM PAINÉIS METÁLICOS PINTURA ESMALTADA CINZA ESCURO

REVESTIMENTO EM CONCRETO PINTURA ACRÍLICA CINZA CLARO

ALUNO

RGM

Tiago Lopes Conde TÍTULO

Supermercado em Mogi das Cruzes

PROFESSOR ORIENTADOR

DISCIPLINA

111.511.019.54 PRANCHA

Apêndice M Elevações

Trabalho de Conclusão de Curso II FOLHA

Martha Lucia Cardoso Rosinha ESCALA

01/01

1:200

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II - SUPERMERCADO EM CAPUTERA - MOGI DAS CRUZES  

Trabalho apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 02, sob orientação da Mestre Arquiteta Martha Lucia Cardoso Rosinha, par...

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II - SUPERMERCADO EM CAPUTERA - MOGI DAS CRUZES  

Trabalho apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 02, sob orientação da Mestre Arquiteta Martha Lucia Cardoso Rosinha, par...

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